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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 02/07/2016 / Embrapa e Qualcomm querem viabilizar uso de drones no campo

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Embrapa e Qualcomm querem viabilizar uso de drones no campo ...


Ronaldo Gogoni ...

Em evento realizado ontem em São Carlos, SP a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em parceria com a Qualcomm revelou seus planos para potencializar o uso de drones na agricultura, tanto para o grande como para o pequeno produtor. A ideia é automatizar muitos dos processos utilizados hoje e fazer com que os gadgets sejam os “olhos no céu” do agricultor.

A Qualcomm, assim como a SAP entende que transformação digital, diferente de buzzwords da moda como Internet das Coisas é algo que vai moldar os negócios daqui para a frente. Tudo será controlado por software, não dá mais para confiar 100% no peão para contar o estoque na unha ou para garantir uma boa safra. Se até o trator pode ser automatizado, trabalhar sozinho e enviar todos os dados automaticamente para a central de processamento, o que mais falta?

Monitoramento em tempo real, por exemplo. Não dá para contar com tratores e colheitadeiras para isso, e o Zé das Couves não tem dinheiro para manter funcionários em sua fazenda familiar só para isso. Uma solução que grandes e mesmo pequenos produtores tem adotado são drones, programados para fotografar as propriedades e enviar os dados para a central.

Problema: o processo é lento e caro. É preciso de softwares para interpretar as imagens, montar o panorama, analisar o mapa e entregar as informações desejadas ao produtor. Tudo isso custa em torno de R$ 30 mil a R$ 80 mil, dependendo do porte das plantações e das informações que se quer coletar. Mesmo um produtor pequeno não pode arcar com isso, é dinheiro que seria melhor empregado em reinvestimentos na plantação.

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Então temos a proposta da Embrapa. O programa da agência de pesquisa brasileira, patrocinado pela Qualcomm visa o desenvolvimento de uma nova plataforma integrada, que fará tudo on the go e a um preço irrisório. Pré-programado, o drone fará o mapeamento mas processará todos os dados ainda no ar, enviando para o produtor rural tudo destrinchadinho e pronto para avaliação. Sem intermediários, sem softwares de terceiros.

Isso é possível graças a este carinha aqui:

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Este é o Snapdragon Flight, uma plataforma de hardware desenvolvida pela Qualcomm exclusiva para uso em drones. Esta simpática plaquinha é equipada com um SoC Snapdragon 801, um quad-core de 32 bits com CPU Krait 400 de de 2,5 GHz e GPU Adreno 330. É o mesmo chip que equipou o LG G3 e antes que digam que ele é defasado, não é preciso um SoC de última geração para o que o projeto se propõe a realizar. O Flight utiliza 2 GB de RAM e é equipado com câmera 4K para o máximo de resolução possível.

Segundo o presidente para a América Latina Rafael Steinhauser, o Flight possui tudo o que precisa: visão computacional, câmera excelente, um SoC eficiente, algoritmos de processamento embarcados desenvolvidos pela Embrapa e conectividade, via 4G/LTE. Ela é capaz de captar, processar e transmitir o que está filmando em tempo real para a base, que pode ser um computador desktop (o software padrão foi desenvolvido em Linux, mas isso é o de menos) ou dispositivos móveis, já compatíveis com iOS e Android.

Como a ANAC não permite que drones sejam 100% autônomos e exige que eles sejam monitorados o tempo todo, o usuário pode utilizar seu smartphone, tablet ou desktop para acompanhar o que o drone está vendo e assumir o controle quando desejar, ou apenas deixar que ele faça seu trabalho. Os algoritmos coletam as imagens capturadas, montam um mapa apurado da propriedade e o analisa para gerar relatórios de falhas na plantação (buracos mesmo, do tipo que só são vistos de cima e o peão passando ao largo não enxerga), avanço de pragas e plantas invasoras, stress hídrico (monitoramento da temperatura da plantação, para saber quando irrigar), etc.

A Embrapa está trabalhando para entregar o Flight acoplado a diversos tipos de drones, desde os mais parrudos de dezenas de milhares de reais passando pelos intermediários (como o DJI Phantom 4 da foto que abre o post; ele funciona com hardware próprio mas já é perfeitamente integrado ao programa, e custa em torno de R$ 8 mil) e chegando aos mais simples, e é aí que reside o maior desafio: o desejo da joint é poder praticar preços a partir de R$ 5 mil ou até menos, o que seria excelente para abraçar também não só o pequeno mas o microempreendedor, que tem sua hortinha de produtos orgânicos mas que gostaria de uma ajudinha extra para monitorar suas batatas e cenouras.

Com isso a ideia é pegar o seu smartphone e embarcá-lo em um drone, é exatamente isso do que o programa trata.

O primeiro protótipo deverá ser apresentado em maio do ano que vem, quando então a segunda fase terá início: em parceria com o Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES) serão feitos testes de campo com produtores rurais, com duração de dois anos. Só então tendo sido feitos todos os testes e a ANAC dando o parecer final (a legislação brasileira ainda entrava novos empreendimentos com drones), é que os drones da Embrapa e Qualcomm poderão ganhar os céus. Vamos torcer para que dê certo, é tecnologia nacional que tem potencial de ser vendida para outros países.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL SPUTNIK BRASIL


Fuzileiros Navais vão reforçar a segurança nos Jogos Rio 2016

A partir do dia 24 de julho os Fuzileiros navais e veículos blindados vão dar início ao patrulhamento de algumas regiões do Rio de Janeiro reforçando a segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Os militares vão se juntar a força-tarefa que vai atuar no esquema de segurança dos Jogos Rio 2016.
Cerca de 2.700 militares da Marinha do grupo intitulado "Tarefa Terrestre" e do Centro de Coordenação Tático Integrado (CCTI) vão patrulhar as vias expressas da zona sul, como a Avenida Atlântica, em Copacabana e a região portuária do Rio. Os Fuzileiros estarão subordinados ao Comando de Defesa Setorial Copacabana, que será responsável pelas ações de combate ao terrorismo e defesa contra possíveis ataques químicos, nucleares, biológicos e radiológicos, além de controle antidrogas.
A Marinha ainda vai fazer a segurança com navios na Baía de Guanabara e na orla da Zona Sul. Em Copacabana vão ser realizadas competições de vôlei de praia, triatlo, ciclismo de estrada e maratona aquática. Já na Marina da Glória, vão acontecer as competições de vela olímpica. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, as provas de remo e canoagem, e no Aterro do Flamengo será realizada a maratona.
Os militares do Exército vão ser responsáveis pelo patrulhamento das áreas olímpicas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e Deodoro e Maracanã, na Zona Norte da cidade.
PORTAL G-1


Ministério busca mais 3,6 mil homens para atuar na segurança da Olimpíada

Cronograma previa 9,6 mil agentes da Força Nacional de Segurança no Rio. Marinha vai atuar com homens no mar e também em terra.

Do G1 Rio

A 35 dias da Olimpíada, o Ministério da Justiça ainda não sabe como conseguir 3,6 mil homens da Força Nacional para cuidar da segurança nos locais de competição.
O plano inicial era contar com 9,6 mil homens da Força Nacional de Segurança. Deste total, 3 mil já estão no Rio. Outros 3 mil chegam nos próximos dias. Mas, para fechar a conta, ainda faltam 3,6 mil.
Conforme informou o RJTV, fontes da área de segurança dizem que muitos estados em crise econômica não querem emprestar os policiais para aumentar a tropa do Rio. A Força Nacional será responsável pela segurança nas áreas internas das arenas onde vão acontecer os jogos.
A Secretaria de Segurança do Rio já disse que policiais militares não serão usados neste trabalho. O Ministério da Justiça ainda não explicou o que vai fazer, se vai contratar segurança particular ou contar com ajuda do Exército.
Marinha no mar e em terra

O esquema de segurança já definido é de atuação das Forças Armadas. A Marinha, além de tomar conta do mar, também irá ficar em terra.
O Exército vai tomar conta da Barra da Tijuca, Deodoro e Maracanã, além de aeroportos e vias expressas como as linhas Amarela e Vermelha e Avenida Brasil.
A Marinha, a partir do dia 15 de julho começa o patrulhamento marítimo, que será feito entre Guaratiba e Itaipu, em Niterói, e também na Lagoa Rodrigo de Freitas e Baía de Guanabara, onde serão disputadas provas de vela e remo.
Para treinos e provas, a Baía de Guanabara será interditada. Somente embarcações autorizadas poderão circular. As exceções são para as barcas e catamarãs que fazem o transporte público, que poderão navegar apenas numa área delimitada.
A Marinha vai usar 60 embarcações, sendo 20 delas de grande porte, seis helicópteros e um avião da Força Aérea. O trabalho no mar vai contar com 1,3 mil fuzileiros.
Em terra, o trabalho da Marinha começa no dia 24. Ela ficará responsável pelas rotas olímpicas em 17 bairros. São ruas e avenidas por onde atletas e comitivas irão passar. A faixa vai do Caju a São Conrado.
Ao todo, 3 mil fuzileiros navais estarão nestas rotas armados com fuzis, pistolas e armas não letais.
Serão 177 carros e caminhões e 13 blindados, que só serão levados para a rua em caso de emergência. Eles ficarão em pontos estratégicos, como o Forte do Leme e a Escola Naval.
“Nós vamos atuar nestas rotas já sobre a garantia do Regime da Lei e da Ordem, vamos usar junto as outras polícias exercendo o poder de polícia ostensiva. Vamos poder parar suspeitos, revistar carros, interromper o trânsito de forma a garantir o fluxo do pessoal envolvido na olimpíada nestas vias e a segurança de quem passa nelas”, explicou o Contra-almirante Fernando Cozzolino, subchefe do Estado Maior do Setor de Defesa da Marinha.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Coração sai de MS em avião da Força Aérea para salvar vida no DF

No Brasil, 12 pessoas receberam órgãos depois que presidente decretou que Aeronáutica fizesse o transporte

Anahi Zurutuza

ImagemSe os dias na Santa Casa de Campo Grande já são normalmente agitados, na quinta e sexta-feira passadas, dias 23 e 24, uma situação incomum contribuiu para a movimentação nos corredores. Depois de ser constatada a morte cerebral de uma paciente de 47 anos e a família dela autorizar a doação de órgãos, equipe do Hospital de Base de Brasília (DF) veio ao estabelecimento de saúde para fazer a capitação do coração dela que salvou a vida de um homem na capital federal.
O transporte da equipe até Campo Grande e de volta a Brasília foi feito por equipe da Força Aérea Brasileira, conforme divulgado nesta sexta-feira (1) pela corporação. Esta foi a primeira vez que órgãos foram levados de Mato Grosso do Sul pela FAB depois que o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), determinou que a Aeronáutica sempre mantenha aeronaves à disposição para qualquer chamado de transporte de órgãos ou de pacientes aguardando transplantes pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O decreto nº 8.783 entrou em vigor no dia 7 de junho. Desde então, o esforço conjunto das centrais de transplantes com a FAB para garantir a logística de transporte de órgãos já salvou 12 vidas, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.
De acordo com a coordenadora da Cidot (Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgão e Tecidos) da Santa Casa, Ana Paula Silva das Neves, a determinação do governo federal facilitou a tarefa de viabilizar um transplante. “A gente já perdeu muita doação por não ter como transportar a tempo”.
Ela explica que já havia um termo de cooperação entre a Aeronáutica e a Central Nacional de Transplantes, mas nem sempre as missões eram autorizadas pela FAB.
Corrida contra o tempo - Depois que retirado do corpo do doador, um coração tem de ser transplantado em no máximo quatro horas. Mas, todo o processo de capitação do órgão leva cerca de 18 horas, segundo Ana Paula. “A gente faz vários exames para diagnosticar a morte cerebral, aí temos de fazer o contato com a família e avisar a central de transplantes que procura o receptor compatível e organiza o transporte”.
A coordenadora detalha ainda que com a certeza de que a FAB sempre vai estar a postos, mais transplantes de fígado e coração poderão ser realizados. Na Santa Casa, apenas a cirurgia de rim é feita e córneas são capitadas de pacientes. Contudo, o hospital tem estrutura para receber equipes de fora do Estado para a retirada de órgãos e tecidos de doadores internados.
“Geralmente, a FAB faz o transporte de fígado e coração, que são órgãos que precisam ser transplantados mais rápido. O rim dura até 30 horas fora do corpo, a gente consegue despachar pelas companhias aéreas”, esclarece Ana Paula.
Apelo – A coordenadora ressalta a importância das pessoas deixarem claro para parentes que são doadores de órgãos. “É muito importante porque quando acontece de um familiar morrer e ele sempre deixou claro que é um doador, fica mais fácil emocionalmente e espiritualmente para a família autorizar a doação. Os familiares tem a certeza que alguém em algum lugar vai ser beneficiado”.
A Cidot faz diariamente a busca ativa de pacientes que possam doar órgãos, segundo Ana Paula. “A gente monitora pacientes graves neuorologicamente, que esteja evoluindo para morte cerebral e assim que é constatado óbito, fazemos o contato com a família”.
Na segunda-feira (27), a FAB fez o segundo transporte de órgãos doados em Campo Grande neste ano. Dois rins e um fígado foram levados para São Paulo e para o Espírito Santo.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Política de combate ao contrabando deve ser de governo e não de ministérios, diz Serra

Em evento organizado pelo "Estado", o ministro das Relações Exteriores afirmou que o contrabando afeta a geração de empregos e arrecadação de impostos

Suzana Inhesta E Márcia De Chiara O Estado De S.paulo

SÃO PAULO - O ministro das Relações Exteriores (MRE), José Serra, disse nesta sexta-feira que a política de combate ao contrabando e de fronteira deve ser de governo e não de ministérios específicos. "O custo de aumentar a presença do Estado nessas ações é mínimo em face dos benefícios que serão gerados em termos de arrecadação e diminuição da criminalidade. Qualquer medida de redução de gastos no combate aos ilícitos fronteiriços é absolutamente antieconômica", ressaltou.
A autoridade participou do "Fóruns Estadão – Combate ao Contrabando", evento organizado pelo grupo Estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).
Serra informou que o Brasil é hoje o 18º país mais violento do mundo em taxas de homicídio e que, entre 2012 e 2015, a Polícia Rodoviária federal apreendeu um milhão de unidades de medicamentos, seis milhões de pacotes de cigarro e 300 mil garrafas de bebidas alcoólicas. Já o total de mercadorias contrabandeadas e pirateadas apreendidas pela Receita em 2015 foi de R$ 1,8 bilhão.
Nesse sentido, o Itamaraty terá quatro pontos de ação: reforçar a coordenação interna entre os órgãos envolvidos; mobilizar recursos para reforçar a presença do Estado brasileiro na fronteira; fortalecer a coordenação entre os países vizinhos, com vistas a estabelecer uma verdadeira "governança regional" no combate ao contrabando, tráfico e outros ilícitos e buscar uma integração fronteiriça que valorize as populações locais.
Impacto.

O ministro também afirmou no evento que o contrabando é a pior opção econômica possível e é problema de segurança pública. "O contrabando tem o viés de ser um problema macroeconômico, que afeta a geração de empregos, a arrecadação de impostos e todos os negócios que funcionam regularmente, e é um problema grande de segurança pública, já que os contrabandistas operam no âmbito de grandes organizações criminosas internacionais", disse.
Nesse sentido, o chanceler informou que o governo atual está com uma nova política de fronteira. "A cooperação de outros países é indispensável, porque o Brasil tem uma fronteira terrestre de 16,8 mil quilômetros, com nove ou 10 países, quase cinco, seis vezes a fronteira entre Estados Unidos e México. E lá tem 20 mil homens atuando e aqui a escassez de pessoal da Polícia Federal é total", afirmou.
Serra disse que foi criado um Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras, integrado pelos ministérios de Defesa, Justiça e Cidadania e Relações Exteriores, com apoio da PF, Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Forças Armadas. "Acertamos já os primeiros procedimentos no assunto. Ontem, houve a primeira reunião da Câmara de relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), que foi passo decisivo para aprimorar a coordenação entre os órgãos envolvidos", destacou.
O chanceler ainda explicou que a nova política de fronteira terá como eixo presença eficaz do Estado e maior integração dos países vizinhos. "Para isso, convocaremos uma reunião em Brasília com, os ministros de relações Exteriores do Cone Sul em conjunto com outros ministros para estabelecer as bases dessa coordenação", explicou. "Temos que agir de forma conjunta, em coordenação, ponto este que hoje deixa a desejar. E também essa ação contará com a nossa disponibilidade em aparatos de emergência e de homens", disse.
Segundo o ministro, o encontro que deve reunir ministros de Relações Exteriores do Cone Sul e outros ministros dos países da região, no qual devem ser estabelecidas as bases da coordenação de uma nova política de fronteira, com cooperação de informações, equipamentos e até homens, deverá ser realizada em Brasília até o final deste mês. "O Itamaraty já está providenciando os contatos para a realização do encontro", disse.

Vitor Hugo e Higor dão esperança a atletismo do Brasil

Dupla se destacou no Troféu Brasil, em São Bernardo do Campo

Demétrio Vecchioli Estadão Conteúdo

ImagemDesacreditado pela falta de resultados recentes, o atletismo brasileiro ganhou um respiro nos dois primeiros dias do Troféu Brasil. Em ambos, os destaques foram atletas jovens que obtiveram índice para a Olimpíada. Na quinta, brilhou Vitor Hugo dos Santos, 20 anos, que fez índice nos 100 metros e impediu que o Brasil ficasse fora da prova em uma Olimpíada pela primeira vez em 50 anos. Nesta sexta, a estrela foi Higor dos Santos, 22 anos, que se garantiu no Rio-2016 no salto em distância.
"Acredito que uma nova geração está se levantando para mudar os olhos sobre o atletismo, montar uma bancada diferente de treinadores, aprimorados, para que a gente possa conseguir coisas melhores. Não é só Jamaica, Japão, Estados Unidos. O Brasil também tem potencial. A gente está conseguindo mostrar esse potencial", diz Higor.
Ele e Vitor Hugo são os expoentes de uma nova geração que bate à porta. Vitor Hugo foi prata nos 200m e finalistas nos 100m no Mundial Juvenil de 2013. Em dois anos, passou de 10s41 para os 10s11 feitos na semifinal do Troféu Brasil, quinta. Já Higor foi o melhor júnior do mundo em 2013 e agora confirma o potencial se classificando à Olimpíada.
Isso apesar da falta de apoio. Ele era atleta da BM&F Bovespa até 2014, quando foi dispensado e assinou com o Grêmio Barueri. Mas a prefeitura da cidade da Grande São Paulo cortou quase todo o forte investimento que fazia no esporte e Higor viu-se desamparado.
"Eu pago para treinar, para competir, pago para estar aqui", diz o saltador, que recebe salário da Força Aérea do Brasil, apenas. "É minha única fonte. Quando falta dinheiro, meu treinador (Rogério Pereira do Carmo) me ajuda."
Num momento de renovação, o revezamento 4x400m terá as surpreendentes Tabata Vitorino de Carvalho e Leticia Cherpe de Souza, ambas de 20 anos, terceira e quarta colocadas no Troféu Brasil, respectivamente. O 4x100m, além de Vitor Hugo, também vai ter Ricardo Mario de Souza e Rodrigo Pereira do Nascimento, ambos de 21 anos.

REVISTA ISTO É


Contrabando é pior opção econômica e problema de segurança pública, diz Serra


O ministro das Relações Exteriores (MRE), José Serra, afirmou nesta sexta-feira, 1, em discurso no encerramento do “Fóruns Estadão – Combate ao Contrabando”, evento organizado pelo Grupo Estado em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), que o contrabando é a pior opção econômica possível e é problema de segurança pública. “O contrabando tem o viés de ser um problema macroeconômico, que afeta a geração de empregos, a arrecadação de impostos e todos os negócios que funcionam regularmente, e é um problema grande de segurança pública, já que os contrabandistas operam no âmbito de grandes organizações criminosas internacionais”, disse.
Nesse sentido, o chanceler informou que o governo atual está com uma nova política de fronteira. “A cooperação de outros países é indispensável, porque o Brasil tem uma fronteira terrestre de 16,8 mil quilômetros, quase cinco, seis vezes a fronteira entre Estados Unidos e México. E lá tem 20 mil homens atuando e aqui a escassez de pessoal da Polícia Federal é total”, afirmou.
Serra informou que foi criado um Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras, integrado pelos ministérios de Defesa, Justiça e Cidadania e Relações Exteriores, com apoio da PF, Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Forças Armadas. “Acertamos já os primeiros procedimentos no assunto. Ontem, houve a primeira reunião da Câmara de relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), que foi passo decisivo para aprimorar a coordenação entre os órgãos envolvidos”, destacou.
O chanceler ainda explicou que a nova política de fronteira terá como eixo presença eficaz do Estado e maior integração dos países vizinhos. “Para isso, convocaremos uma reunião em Brasília com os ministros de relações Exteriores do Cone Sul em conjunto com outros ministros para estabelecer as bases dessa coordenação”, explicou. “Temos que agir de forma conjunta, em coordenação, ponto este que hoje deixa a desejar. E também essa ação contará com a nossa disponibilidade em aparatos de emergência e de homens”, disse.

AGÊNCIA BRASIL


Forças de segurança definem plano operacional para Rio 2016


Joana Moscatelli

O plano operacional das Forças de Segurança para os Jogos Olímpicos Rio 2016 foi definido nesta quinta-feira no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na zona central do Rio de Janeiro.
A definição foi feita durante reunião entre a coordenação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça e Cidadania com representantes das forças de segurança pública, defesa civil, trânsito, inteligência e Forças Armadas que trabalharão durante os Jogos Olímpicos na cidade.
Para o Subsecretário Extraordinário de Grandes Eventos Roberto Alzir, as instituições de segurança precisam atuar em conjunto. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, elogiou a integração das instituições envolvidas na segurança dos Jogos.
Os planos da segurança pública para a Rio 2016 foram aprovados na Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil, fórum deliberativo no qual se definiram os parâmetros da atuação coordenada e integrada dos órgãos federais, estaduais e municipais.

PORTAL BRASIL


Força Aérea já transportou 17 órgãos em 24 dias de atuação

Transplante de órgãos Resultado foi obtido, após sanção de decreto presidencial que regulamenta ação da FAB na atividade. No total, foram realizadas 15 missões para transporte de órgãos

Por Portal Brasil

ImagemDesde a assinatura do decreto presidencial que regulamentou a disposição de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para transporte de órgãos, há 24 dias, já foram realizadas 15 missões com esse objetivo. Até o momento, nove corações, seis fígados e dois pâncreas foram transportados.
Do total, quatro transportes foram feitos apenas nessa semana. Na última segunda-feira (27), o Esquadrão Pégaso (5º ETA) decolou de Canoas (RS), com destino a Curitiba (PR), para embarque da equipe médica. De lá, seguiu até Lajes (SC), onde se encontrava o doador de órgãos. Em seguida, retornaram à capital paranaense, onde o paciente aguardava o transplante.
Na terça-feira (28), houve acionamento do Esquadrão Carajá (4º ETA), que saiu de Guarulhos (SP) para São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Taubaté - todas as cidades no interior de São Paulo.
No mesmo dia, o Esquadrão Guará (6º ETA) transportou um fígado de Porto Velho, em Rondônia, para Fortaleza, capital do Ceará. Já na quarta-feira (29), a missão de transporte de um coração foi realizada, novamente, pelo Esquadrão Guará, que decolou de Brasília (DF) rumo a Vitória (ES) e Uberlândia (MG).
Prioridades no transporte
O Tenente Fábio Rodrigues Neves foi um dos pilotos dessa última missão, que saiu da capital federal. Ele conta que esse tipo de operação possui prioridade absoluta em relação aos procedimentos de tráfego aéreo, pois o tempo é um fator essencial no sucesso do transporte.
O aviador também explica que, necessariamente, o responsável pelo transplante é quem precisa fazer a retirada do órgão, portanto, a primeira etapa da missão é o embarque da equipe médica.
Segundo o médico responsável pelo transplante, Heber Souza Melo Silva, o paciente que recebeu o coração tem 79 anos e passa bem. O profissional explica que, quanto mais o tempo passa, maior a chance de lesões no órgão, diminuindo as possibilidades de sucesso do transplante. Cada minuto faz a diferença e, por isso, o apoio das aeronaves da FAB é imprescindível.
"Aqui no Espírito Santo, frequentemente temos ofertas de doadores de outros estados. Mas, devido à logística de transporte, não conseguimos buscar órgãos a distâncias mais longas. O apoio da FAB foi de grande importância, nós estamos muito agradecidos. Sem esse auxílio, seria inviável. Simplesmente, não teria acontecido", diz o médico.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Aéreas aceitam abertura de 49%


Simone Kafruni

O acordo para o Senado aprovar a MP 714, que modifica regras da aviação civil, desde que o presidente interino, Michel Temer, vete o aumento até 100% de participação do capital estrangeiro com direito a voto, resolveu questões urgentes para o governo, porém não atendeu às necessidades das companhias aéreas. Além disso, imprimiu alta volatilidade às ações da Gol Linhas Aéreas. Depois do recuo de mais de 7% na quarta-feira, os papéis da empresa caíram 8,79% na mínima do dia, mas fecharam o pregão com alta de 1,17%, com o mercado aproveitando o preço baixo dos ativos.
O secretário de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil, Rogério Coimbra, explicou que o governo é favorável à emenda que permitia 100% de capital estrangeiro, mas como era o último dia para votar e qualquer alteração mandaria a MP de volta à Câmara dos Deputados, aceitou a condição do veto — mesmo que isso mantenha o limite de 20%. “A aprovação alterou dois pontos que ajudam a saúde financeira da Infraero”, disse. Ele admitiu, contudo, que o assunto terá que voltar a pauta. “As companhias fazem complexas engenharias societárias para ficar nos 20%”, comentou.
O presidente da Associação Brasileira das Companhias Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse que há consenso sobre abrir o setor até 49% ao capital estrangeiro, mas essa não é a questão central. “A aviação civil tem uma agenda maior que precisa ser enfrentada para que as companhias possam competir globalmente. As perdas acumuladas de 2014 e 2015 são de R$ 10 bilhões. Estamos no 10º mês de redução da aviação no país. Este ano, a projeção é encolher 12%”, sublinhou.
Querosene
Segundo Sanovicz, o aumento de capital estrangeiro é parte, mas não resolve problemas estruturais do setor que levam a atividade a ser mais cara no país do que no resto do mundo. “A querosene no Brasil representa 40% do preço da passagem. A média mundial é 28%. Essa diferença é o ICMS, uma distorção que leva um voo de São Paulo para Buenos Aires ser mais barato do que para Fortaleza”, destacou.
Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, abrir até 100% as aéreas vai baratear as passagens. “A decisão do Senado foi protecionista. A hora que as empresas globais de baixo custo entrarem no Brasil vai dar quebradeira”, opinou. Ele explicou que as ações da Gol viraram para alta no fim do dia porque ficaram muito baratas.

PORTAL UOL


Forças Armadas querem usar bloqueadores contra drones "hostis" na Rio-2016


Da Agência Pública

Imagem  Segundo as Forças Armadas, drones podem ser considerados "aeronave hostil" quando ingressarem em áreas restritas ou proibidas
Após quatro meses de insistência e diversos recursos interpostos em diferentes instâncias, as organizações Artigo 19 e Justiça Global conseguiram, por meio de pedidos feitos pela lei de Acesso à Informação (LAI), trazer à luz dados inéditos sobre os equipamentos a serem usados nos Jogos Olímpicos.
Cercados de mistério até agora, os bloqueadores de celulares, cujo uso pelas Forças Armadas foi autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro deste ano, poderão ser usados contra drones e ameaças terroristas.
“No caso de algum ‘drone’ vir a ser considerado como uma ameaça, mediante contato e coordenação com outros órgãos, como a ANATEL (para evitar ações que impliquem em prejuízo à população ou usuários autorizados do espectro eletromagnético), poderá ser realizada interferência/bloqueio da frequência usada pelo vetor-ameaça”, diz a resposta ao pedido de LAI. O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas esclareceu que drones podem ser considerados “aeronave hostil” quando ingressarem em áreas restritas ou proibidas – o que inclui os estádios e o Parque Olímpico.
No caso de ações terroristas, os bloqueadores poderão ser utilizados “para negar o uso de frequências pelo Sistema de Comunicações do(s) agressor(es)”, diz a resposta, referindo-se à Lei Antiterrorismo, sancionada em março deste ano pela presidente Dilma Rousseff.
“A Lei Antiterrorismo traz uma série de conceitos e previsões extremamente genéricos que podem ser utilizados para criminalizar e limitar a atuação de movimentos sociais e manifestantes”, contesta a advogada Camila Marques, coordenadora do Centro de Referência Legal da Artigo 19, que defende a liberdade de expressão.
“Por exemplo, se analisarmos o artigo 2º da lei, uma primeira pergunta nos vem à mente: o que é provocar terror social ou generalizado? Essas definições muito genéricas abrem a possibilidade de que os membros do sistema de Justiça as interpretem da maneira que acharem mais conveniente, e sabemos que muitas vezes o Judiciário emite decisões extremamente conservadoras e limitadoras à atuação de movimentos sociais.”
Camila mostra também preocupação com a atuação do Exército para Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Ela diz que a Portaria Normativa 3.461, de 19 de dezembro de 2013, que estabelece procedimentos para a atuação das Forças Armadas em distúrbios civis, “apresenta uma lógica de guerra contra a população”. “Além disso, é necessário lembrar a Copa do Mundo: o Exército ocupou a Maré com base na GLO e, na ocasião, cometeu diversas violações aos direitos dos moradores.”
Na ação militar, que durou de abril de 2014 a junho de 2015, 3 mil militares ocuparam o conjunto de favelas. Dois moradores morreram, bem como um cabo do Exército. Um morador atingido pelo Exército teve a perna amputada.
Em resposta aos pedidos pela Lei de Acesso, o Ministério da Defesa especificou que 18 mil militares serão destacados para as cidades onde ocorrerão jogos de futebol (São Paulo, Manaus, Salvador, Brasília e Belo Horizonte), e o Rio de Janeiro receberá 20 mil homens, sendo “aproximadamente 14.000 (quatorze mil) do Exército Brasileiro, 4.000 (quatro mil) da Marinha do Brasil e 2.000 (dois mil) da Aeronáutica”, diz a resposta.
O número deve aumentar em 3 mil após pedido do governador em exercício, Francisco Dornelles, que decretou calamidade pública por causa do colapso econômico do estado.
Software
Questionado sobre equipamentos para vigilância e monitoramento, o Ministério da Defesa informou ter adquirido “licenças de sistemas de segurança, Licenças e Softwares para Defesa Cibernética, Softwares de Sistema Operacional para computadores robustecidos, Softwares para produção cartográfica, Licenças para gerenciamento de sinais de vídeo”, além de equipamentos de áudio e foto, computadores, equipamentos de sinalização e segurança, telefonia, equipamentos de radiocomunicação digital e veículos aéreos não tripulados – os drones. O custo total das compras foi de R$ 68 milhões, nos anos 2014, 2015 e 2016.
Mas a resposta é incompleta, segundo avaliação da Artigo 19. “Ela se limitou a informar o orçamento total gasto para a aquisição dos equipamentos sem discriminar quais foram os valores pagos em cada um deles. Em razão da necessária transparência na utilização dos recursos públicos e do princípio da publicidade que rege o poder público, o Ministério da Defesa deveria fornecer as informações solicitadas”, diz Camila Marques.
A lista de compras da PMERJ
Outra “lista de compras” obtida pela Artigo 19 e pela Justiça Global só foi detalhada depois de uma batalha que levou o pedido, feito no dia 18 de fevereiro, à terceira instância recursal. A demanda feita à Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro (Seseg) foi solenemente ignorada duas vezes e foi respondida só em 11 de abril, depois de as organizações apelarem à Controladoria-Geral da União (CGU).
Além de quase 4 mil equipamentos de proteção individual (de capacetes a bataclavas), a Seseg comprou 18 mil balas de borracha, 9 mil balas fumígenas coloridas – que soltam tintas para marcar alguém na multidão –, 4.500 granadas de efeito moral, 4.500 bombas de gás lacrimogêneo, 900 sprays de pimenta e 450 sprays de gengibre.

AGÊNCIA CÂMARA


Comissão promove debate sobre Programa Antártico Brasileiro

Há 30 anos, o Brasil realiza estudos científicos no continente, cujo objetivo é ampliar o conhecimento dos fenômenos naturais antárticos e sua repercussão no Brasil

Da Redação

A importância do Programa Antártico Brasileiro será discutida na próxima terça-feira (5) na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
“A Antártica exerce um papel fundamental nos sistemas naturais globais, pois é o principal regulador térmico do Planeta, controla as circulações atmosféricas e oceânicas, influenciando o clima e as condições de vida na Terra”, explica o deputado Rodrigo Martins (PSB-PI), que pediu a realização do debate. Ele ressalta ainda que, nas últimas décadas, relevantes produções científicas que evidenciaram a sensibilidade da região polar austral às mudanças climáticas globais foram realizadas no continente, que o parlamentar chama de "laboratório natural".
Pesquisas brasileiras

“O Programa Antártico Brasileiro garante a presença da comunidade científica brasileira na Antártica desde o verão de 1982/83”, lembra Martins.
O programa apoia a execução de pesquisas que tenham por objetivo ampliar os conhecimentos dos fenômenos antárticos e suas influências sobre questões de relevância global e regional. Sua implementação logística está a cargo da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), vinculada ao Comando da Marinha (Ministério da Defesa).
Também são parceiros na execução do programa os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Meio Ambiente; e das Relações Exteriores.
Debatedores

Foram convidados para discutir o assunto:
- o secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm), Contra Almirante Marcos Borges Sertã;
- o diretor científico do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Simões (confirmado);
- a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Cristina Engel Alvarez; e
- o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luiz Henrique Rosa.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL JCNET (SP)


Drone "Caçador" de porte médio é lançado em Botucatu

Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) é produzido com tecnologia israelense em Botucatu; aparelho tem 8,5 metros e voa a 200 quilômetros

Rita de Cássia Cornélio 
ImagemUm drone produzido por uma empresa nacional foi lançado nesta quinta-feira (30) no Hangar Avionics no Aeródromo Municipal de Botucatu (100 quilômetros de Bauru). O Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant), classe 4, batizado de Caçador tem tecnologia israelense. Os veículos não tripulados do tipo desses já vem sendo usado pela Polícia Federal na fiscalização das fronteiras desde 2014.
O evento foi prestigiado por autoridades do Estado e do País. O representante do ministro da Defesa, vice-almirante Antônio Carlos Guerrero, fez questão de frisar que os Vants já são usados nas Forças Armadas e na Polícia Federal. “Temos alguns tipos de veículos aéreo não tripulado trabalhando. Esse tipo, particularmente, está sendo empregado na Polícia Federal. A Marinha, Exército e a própria Força Aérea empregam outros tipos. Há diversos portes e níveis de sensoriamentos.”
Na opinião dele, o Caçador representa um avanço em relação aos demais. “É um dos Vant que tem uma boa capacidade de transporte de sensores. A quantidade de tecnologia aplicada nesse Vant e essa parceria que a Avionics estabeleceu com a Israel Aerospace Industrie (IAI) vai possibilitar que, daqui um tempo, teremos soluções totalmente nacionais.”
Guerrero ressalta que os benefícios do Vant é que ele pode ser empregado além da defesa do território nacional. “Em patrulhamento das águas de jurisdição brasileira, em levantamento voltado à agricultura, coleta de dados ambientais, impactos de florestamento em áreas como a floresta Amazônica.”
O preço de um veículo desse porte é alto, mas os benefícios que ele pode trazer são grandes. “Não depende de emprego de homem para pilotar. Quem conduz a aeronave está em terra. Uma série de outras qualificações, preparos e equipamentos que seriam de maior porte para ter um conjunto de aeronaves pilotadas por seres humanos não é necessário. Isso é uma boa solução é economicamente mais interessante de que termos um conjunto de aeronaves pilotadas e com um custo muito maior de manutenção, finaliza Guerrero.”
O aparelho
O Caçador é um Vant de média altitude e longa duração, capaz de voar mais de 40 horas, a uma altitude de até 30.000 pés e raio de ação de 1000 km. O peso máximo de decolagem é de 1.270 quilos, que lhe permite transportar múltiplas cargas úteis simultaneamente a fim de executar uma variedade de missões. Inclui um canal de comunicação por satélite em banda larga.  
O que é o Vant Caçador
É baseado no Vant Heron-1, com atuação mundial. Graças a um acordo de cooperação a IAI e a Avionics Services em conjunto estabeleceram uma base industrial brasileira no campo de sistemas não tripulados. O processo inclui transferência de tecnologia e conhecimento para garantir uma maior independência da indústria brasileira.
A Avionics Service estabeleceu profissionalmente a infraestrutura necessária no Aeródromo de Botucatu para se tornar um centro de excelência para sistemas aéreos não tripulados desse porte.
A empresa não revelou os investimentos feitos no empreendimento e nem o valor do Caçador. Segundo o presidente da empresa a expectativa é de que o mercado interno absorva até 20 sistemas nos próximos cinco anos.

PORTAL INFODEFENSA.COM (ESPANHA)


O economista Flávio Basílio assume como secretário de Produtos de Defesa Brasil

O economista Flávio Augusto Corrêa Basílio assumiu como o novo secretário de Produtos de Defesa (Seprod), que substitui o brigadeiro José Augusto Affonso Crepaldi, que ocupou o cargo de forma interina. O ministro da Defesa Raul Jungmann, presidiu a cerimônia no salão principal do Ministério.
Flávio Basílio iniciou seu discurso indagando o porquê as nações ainda demandam papel moeda, mesmo com o fim do Sistema de Bretton Woods, que em 1944 garantiu o gerenciamento econômico internacional. Para o secretário, a resposta para a questão está baseada na solidez fiscal e no poderio militar. "O poderio militar de uma nação e a credibilidade de suas forças armadas asseguram a confiança intrínseca por parte dos agentes de que o governo continuará aceitando moeda como meio de pagamentos de impostos", respondeu o secretário da Seprod.
Basílio destacou que sua gestão será ancorada no comércio exterior, na obtenção de fontes de fomento e financiamento para o setor e em estratégias para que as Forças Armadas adquiram produtos de defesa. "Estamos empreendendo valiosos esforços para incluir o Ministério da Defesa (MD) nas pautas de discussões da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Precisamos focar no desenvolvimento e no maior acesso a instrumentos de financiamento e de garantias por parte da indústria, e por fim, estabelecer medidas estáveis de obtenção de produtos por parte das Forças Armadas", afirmou o secretário.
O secretário-geral ao dar boas-vindas ao novo secretário de Produtos de Defesa e agradecer o empenho e trabalho do substituto, brigadeiro Crepaldi, disse que os meios materiais são indispensáveis para que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica cumpram sua missão constitucional com a defesa do País. "As Forças Armadas só poderão proteger a nação com equipamentos adequados e suficientes, e se tiverem garantidos sua completa formação e seu permanente preparo", destacou o secretário-geral do MD, general Joaquim Silva e Luna.
Silva e Luna ressaltou ainda que o Ministério da Defesa se organiza para interagir com outros ministérios, com o congresso nacional, os órgãos de controle, a base industrial de defesa, a mídia e a sociedade.
Participaram da cerimônia, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho; o comandante-em-chefe da Esquadra, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, representando o comandante da Marinha; o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, brigadeiro Raul Botelho, representando o comandante da Força Aérea; além de secretários do MD, embaixadores, adidos militares, parlamentares, e representantes da indústria de defesa.

CANAL TECH


EUA cria novas regras para uso de drones

Mostrando o pioneirismo que já era esperado nesse sentido, os Estados Unidos foram o primeiro país a publicar novas regras relacionadas à utilização de drones, criando uma catalogação exclusiva para eles e removendo-os da categorização junto a todo tipo de “aeronave não tripulada”. As normas entram em vigor daqui a 60 dias e representam novas possibilidades para setores como o de pesquisa científica, resgate, monitoramento, educação e jornalismo.
As regras gerais permitem a utilização de drones que pesem até 25 quilos, que podem voar a, no máximo, 122 metros de altura, além de estarem durante toda a operação em contato visual com seus controladores. Voos mais altos até são permitidos, mas somente em áreas abertas e, nesse caso, as aeronaves devem permanecer a 120 metros de distância de qualquer prédio ou estrutura. Eles também só podem estar ativos durante o dia ou no que a FAA, agência de aviação americana, chama de “alvorecer civil” – 30 minutos antes do nascer do Sol, ou meia hora após ele se por, e precisam ter luzes de identificação para evitar colisões.
Entretanto, uma das normas deve dificultar bastante a vida dos usuários e fabricantes: os operadores de drones precisam ter uma licença para utilização, ou estarem sendo supervisionados por alguém que a possua. A FAA criou o que chama de “certificado de piloto remoto”, e exige que os candidatos tenham mais de 16 anos e passem em um pequeno teste, ou estejam em curso para formação na aviação civil. Essa certificação deve custar US$ 150, inicialmente.
Entre as utilizações possíveis estão, por exemplo, a entrega de mantimentos em áreas de difícil acesso, enquanto equipes trabalham no solo, o uso de drones para filmagens, fotos e outros tipos de trabalhos jornalísticos ou não, além da utilização das aeronaves para pequenas entregas. Essa última, inclusive, é uma alternativa que interessa muito à Amazon, uma vez que o e-commerce vem testando, desde o ano passado, o uso das máquinas para levar produtos aos clientes em tempo recorde.
Apesar do estreitamento das normas, elas foram elogiadas pela AUVSI, uma associação internacional que representa os direitos de fabricantes e usuários de drones. Para a organização, trata-se de uma política inovadora, que deve servir como base para legislações semelhantes em outros países, levando adiante a indústria e também o uso cotidiano das aeronaves. A expectativa é que, só nos EUA, sejam 100 mil empregos criados por isso – principalmente, entre aqueles que possuem o uso dos gadgets como hobby, e agora, poderão trabalhar com isso – e US$ 82 bilhões injetados na economia pelos próximos 10 anos.

PORTAL RONDÔNIA AO VIVO (RO)


Suposto cadáver de militar do Exercito é encontrado no Rio Candeias

No final da manhã desta sexta-feira (1), equipes do Corpo de Bombeiros encontraram um cadáver em avançado estado de decomposição no Rio Candeias, município de Candeias do Jamari, distante cerca de 20 Km da capital.
Até o momento o corpo ainda não foi identificado, porém suspeita-se que seja de um soldado do Exercito Brasileiro, que desapareceu no último domingo (26), na mesma região.
Uma equipe de peritos fez a remoção do cadáver, que será examinado e identificado no instituto Médico Legal.

BLOG MEIO BIT


Embrapa e Qualcomm querem viabilizar uso de drones no campo

Ronaldo Gogoni
 Imagem
Em evento realizado ontem em São Carlos, SP a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em parceria com a Qualcomm revelou seus planos para potencializar o uso de drones na agricultura, tanto para o grande como para o pequeno produtor. A ideia é automatizar muitos dos processos utilizados hoje e fazer com que os gadgets sejam os “olhos no céu” do agricultor.
A Qualcomm, assim como a SAP entende que transformação digital, diferente de buzzwords da moda como Internet das Coisas é algo que vai moldar os negócios daqui para a frente. Tudo será controlado por software, não dá mais para confiar 100% no peão para contar o estoque na unha ou para garantir uma boa safra. Se até o trator pode ser automatizado, trabalhar sozinho e enviar todos os dados automaticamente para a central de processamento, o que mais falta?
Monitoramento em tempo real, por exemplo. Não dá para contar com tratores e colheitadeiras para isso, e o Zé das Couves não tem dinheiro para manter funcionários em sua fazenda familiar só para isso. Uma solução que grandes e mesmo pequenos produtores tem adotado são drones, programados para fotografar as propriedades e enviar os dados para a central.
Problema: o processo é lento e caro. É preciso de softwares para interpretar as imagens, montar o panorama, analisar o mapa e entregar as informações desejadas ao produtor. Tudo isso custa em torno de R$ 30 mil a R$ 80 mil, dependendo do porte das plantações e das informações que se quer coletar. Mesmo um produtor pequeno não pode arcar com isso, é dinheiro que seria melhor empregado em reinvestimentos na plantação.
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Então temos a proposta da Embrapa. O programa da agência de pesquisa brasileira, patrocinado pela Qualcomm visa o desenvolvimento de uma nova plataforma integrada, que fará tudo on the go e a um preço irrisório. Pré-programado, o drone fará o mapeamento mas processará todos os dados ainda no ar, enviando para o produtor rural tudo destrinchadinho e pronto para avaliação. Sem intermediários, sem softwares de terceiros.
Isso é possível graças a este carinha aqui: 
Imagem
Este é o Snapdragon Flight, uma plataforma de hardware desenvolvida pela Qualcomm exclusiva para uso em drones. Esta simpática plaquinha é equipada com um SoC Snapdragon 801, um quad-core de 32 bits com CPU Krait 400 de de 2,5 GHz e GPU Adreno 330. É o mesmo chip que equipou o LG G3 e antes que digam que ele é defasado, não é preciso um SoC de última geração para o que o projeto se propõe a realizar. O Flight utiliza 2 GB de RAM e é equipado com câmera 4K para o máximo de resolução possível.
Segundo o presidente para a América Latina Rafael Steinhauser, o Flight possui tudo o que precisa: visão computacional, câmera excelente, um SoC eficiente, algoritmos de processamento embarcados desenvolvidos pela Embrapa e conectividade, via 4G/LTE. Ela é capaz de captar, processar e transmitir o que está filmando em tempo real para a base, que pode ser um computador desktop (o software padrão foi desenvolvido em Linux, mas isso é o de menos) ou dispositivos móveis, já compatíveis com iOS e Android.
Como a ANAC não permite que drones sejam 100% autônomos e exige que eles sejam monitorados o tempo todo, o usuário pode utilizar seu smartphone, tablet ou desktop para acompanhar o que o drone está vendo e assumir o controle quando desejar, ou apenas deixar que ele faça seu trabalho. Os algoritmos coletam as imagens capturadas, montam um mapa apurado da propriedade e o analisa para gerar relatórios de falhas na plantação (buracos mesmo, do tipo que só são vistos de cima e o peão passando ao largo não enxerga), avanço de pragas e plantas invasoras, stress hídrico (monitoramento da temperatura da plantação, para saber quando irrigar), etc.
A Embrapa está trabalhando para entregar o Flight acoplado a diversos tipos de drones, desde os mais parrudos de dezenas de milhares de reais passando pelos intermediários (como o DJI Phantom 4 da foto que abre o post; ele funciona com hardware próprio mas já é perfeitamente integrado ao programa, e custa em torno de R$ 8 mil) e chegando aos mais simples, e é aí que reside o maior desafio: o desejo da joint é poder praticar preços a partir de R$ 5 mil ou até menos, o que seria excelente para abraçar também não só o pequeno mas o microempreendedor, que tem sua hortinha de produtos orgânicos mas que gostaria de uma ajudinha extra para monitorar suas batatas e cenouras.
Com isso a ideia é pegar o seu smartphone e embarcá-lo em um drone, é exatamente isso do que o programa trata.
O primeiro protótipo deverá ser apresentado em maio do ano que vem, quando então a segunda fase terá início: em parceria com o Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES) serão feitos testes de campo com produtores rurais, com duração de dois anos. Só então tendo sido feitos todos os testes e a ANAC dando o parecer final (a legislação brasileira ainda entrava novos empreendimentos com drones), é que os drones da Embrapa e Qualcomm poderão ganhar os céus. Vamos torcer para que dê certo, é tecnologia nacional que tem potencial de ser vendida para outros países.

CORREIO DO ESTADO (MS)


Comando Militar do Oeste terá novo comandante

General Gerson Menandro Garcia de Freitas é quem assume posto
Por THIAGO GOMES
O chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, general de exército Gerson Menandro Garcia de Freitas, será o novo chefe do Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. Ele substituirá o também general de exército Paulo Humberto César de Oliveira, que será designado para o Comando de Operações Terrestres (Coter), em Brasília. 
As mudanças, que já foram apresentadas ao Ministério da Defesa para encaminhamento à Presidência da República, serão feitas em decorrência da promoção de 19 coronéis, que chegam ao primeiro posto do generalato (general de brigada).
Segundo o Exército, outra movimentação no âmbito do Comando Militar do Oeste será a transferência do general de brigada Carlos Sérgio Câmara Saú, chefe de Operações do CMO, para a 11ª Brigada de Infantaria Leve, em Campinas. O nome do seu substituto ainda não foi informado.

EL PAÍS (Espanha)


Brasil dorme de olhos abertos ante ameaça de ataques de “lobos solitários”

Serviços de inteligência não temem possibilidade de grande atentado durante os Jogos
Na lista de preocupações que ameaçam o sucesso dos Jogos Olímpicos do Rio há uma que vem escalando degraus nos últimos meses: os chamados “lobos solitários”. Um homem armado, invisível para os serviços de inteligência, mas influenciado pela ideologia radical de grupos terroristas, é hoje uma ameaça muito maior que a de um ataque orquestrado pelo Estado Islâmico (Isis, nas suas siglas em inglês).
Segundo um relatório dos serviços de inteligência, publicado pela revista Veja, atentados de grande sofisticação e complexidade logística não são mais uma ameaça para o Brasil, mas sim o incentivo de grupos extremistas religiosos para que seus simpatizantes atuem por conta própria. “Uma das maiores preocupações governamentais está no acompanhamento da radicalização de indivíduos alinhados ideologicamente ao Estado Islâmico”, diz o texto.
Nesta sexta-feira, a pedido das autoridades brasileiras, a companhia Avianca lançou um comunicado interno advertindo da possível entrada no Brasil de um ex-detento de Guantánamo, que foi acolhido no Uruguai há dois anos. Jihad Ahmad Diyab, que cumpriu pena na controversa prisão norte-americana por seus supostos vínculos com a Al Qaeda, era livre de deixar o território uruguaio, mas as autoridades migratórias brasileiras já haviam barrado sua entrada com base na lei antiterrorista. Tecnicamente ele não é um fugitivo, porque nunca foi processado nem acusado, mas a um mês da Olimpíada, qualquer rastro suspeito é motivo de alerta.
Há outros vários indícios que levaram a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a falar publicamente sobre a ameaça específica dos lobos solitários, baseada no florescimento de um radicalismo autóctone. O último foi o descobrimento de um canal de comunicação em português para a troca de informações sobre o grupo terrorista no aplicativo de mensagens Telegram. O achado foi interpretado como um esforço do Estado Islâmico para ampliar sua influência no Brasil, um apelo a potenciais novos soldados. “Entendemos que a criação de uma conta pode ser a abertura de uma porta para que brasileiros sejam radicalizados”, disse uma fonte próxima ao assunto à agência de notícias Reuters.
A divulgação por parte de Abin de investigações antiterroristas teve seus críticos, entre eles José Mariano Beltrame, o secretario de Segurança Pública do Rio, que receberá 85.000 agentes para garantir a ordem nos Jogos. “Quando temos investigações de coisas importantes para fazer, a gente não fala. A gente apresenta resultado. Na minha visão, não deveria nem ter confirmado ou desconfirmado”, criticou Beltrame.
Não foi a primeira vez que a Abin divulgou informações que, tradicionalmente, são sigilosas. Em abril, os serviços de inteligência reconheceram a veracidade de um tweet que apontava o Brasil entre os objetivos do Estado Islâmico. A mensagem, que dizia em francês “Brasil, vocês serão nosso próximo objetivo”, foi publicada na rede social Twitter em novembro, quatro dias após os atentados do grupo terrorista que deixaram 129 mortos em Paris. A conta, hoje inativa, foi atribuída pela inteligência brasileira a Maxime Hauchard, um francês de 22 anos que aparece nos vídeos do Isis decapitando reféns. Para a elaboração desta reportagem, a Abin recusou responder perguntas enviadas por este jornal e tampouco confirmou a veracidade do relatório.
Com o aumento dos protocolos de segurança em países da comunidade europeia e a constante vigilância e intercâmbio de informações de órgãos de inteligência, o Estado Islâmico pode ver no Brasil “uma alternativa inexplorada”, avalia o analista de assuntos estratégicos e consultor de agências internacionais André Luís Woloszyn. Nesse sentido, o informe da Abin, aponta a Olimpíada como um “fator de elevada atratividade para a atuação de grupos terroristas no Brasil”. Esse mesmo relatório reconhece que a “disseminação do ideário radical salafista entre brasileiros” e “a dificuldade de neutralizar atos preparatórios de terrorismo” apontam um aumento, sem precedentes, “da probabilidade de ocorrência de atentado durante 2016, especialmente por ocasião dos Jogos”.
A inteligência brasileira já constatou, segundo Woloszyn, a existência de uma rede de tráfico de pessoas, algumas envolvidas em atos terroristas no Oriente Médio, utilizando o Brasil como passagem. Também tem no radar, diz o especialista, brasileiros classificados como “altamente radicalizados”. “Muitos destes, inclusive, prestaram juramento ao califado e, consequentemente, estariam em condições de atuar em ações terroristas em nome do Estado Islâmico”, afirma. Um deles seria um jovem de Santa Catarina, no sul do país, que passou a ser monitorado 24 horas com tornezeleira eletrônica. O universitário, segundo a revista Veja, teria ficado três meses numa cidade síria dominada pelo EI, e já no Brasil passava as madrugadas em treinos de tiro ao alvo.
“Tais circunstâncias derrubam a tese defendida por muitos de que o Brasil está longe do terrorismo extremista, baseados em falsas premissas de que o país não está envolvido em operações bélicas no Oriente Médio, Norte da África e em países asiáticos e que somos pacíficos", defende Woloszyn. "O cenário atual no Brasil é de pró-terrorismo cujas medidas profiláticas não dependem somente dos órgãos estatais mas, fundamentalmente, do envolvimento da sociedade em geral em um trabalho conjunto para coleta de informações.”
Esse trabalho conjunto já vem sendo feito há meses em parceria com órgãos de inteligência estrangeira, sobre tudo com os norte-americanos, franceses, ingleses e israelense. Eles ofereceram treinamento aos agentes brasileiros e o compartilhamento de informações. A população também foi treinada. O Ministério da Defesa, a Abin, a Polícia Federal e a Secretaria Extraordinária para a Segurança de Grandes Eventos promovem, desde fevereiro, cursos para que voluntários, taxistas, recepcionistas de hotel ou funcionários do transporte público aprendam a identificar possíveis ameaças e como lidar com elas.

RS.GOV


Tocha Olímpica chega ao estado neste domingo e percorre 28 municípios

Texto: Ascom Setel
Edição: Léa Aragón/Secom
A Tocha Olímpica, símbolo do espírito olímpico, chega ao estado neste domingo (3). A primeira cidade designada para recebê-la é Erechim. Durante sua estada no município, a chama percorre quatro quilômetros pelas ruas da cidade, passando pela mão de 22 condutores. Inúmeras atrações estão programadas para acompanhar o revezamento da Tocha, como por exemplo, os jogos escolares, que são tradicionais na cidade. O governador José Ivo Sartori participa da programação de recepção.
Logo depois, o destino da chama é Passo Fundo, um dos municípios em que o símbolo olímpico irá pernoitar (junto com Santa Maria, Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul). Estes locais são chamados Cidades de Celebração. O trajeto de revezamento tem início na Avenida Brasil Oeste, no Largo da Literatura. O encerramento e a celebração ocorrem na Avenida Sete de Setembro, na Gare. Serão necessárias 35 pessoas para carregar a Tocha Olímpica em Passo Fundo. A seguir, a chama segue para São Miguel das Missões.
As ações de segurança que serão desenvolvidas foram tratadas pela Secretaria da Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e a própria Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O planejamento inicial para o Rio Grande do Sul tem como base o que foi empregado nos demais estados brasileiros, com um efetivo fixo utilizado até agora para o acompanhamento da Tocha de cerca de 90 homens.
Outras ações debatidas dizem respeito ao controle do tráfego na rota do revezamento, visando prevenir incidentes, assim como garantir o fluxo sem interrupções do comboio olímpico. Além disso, o cumprimento do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) também foi debatido.
No Rio Grande do Sul, o fogo olímpico percorrerá 28 municípios entre domingo (3) e sábado (9). O símbolo irá percorrer 2,5 mil quilômetros por terra, ar e água, passando por Erechim, Passo Fundo, São Miguel das Missões, Santo Ângelo, Ijuí, Cruz Alta, Encantado, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Sepé, Caçapava do Sul, Canguçu, Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul, Camaquã, Guaíba, Porto Alegre, Canoas, Esteio, Novo Hamburgo, Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Torres.



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