NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 25/01/2019 / Embraer assina acordo para venda de divisão comercial para Boeing



#Indústria #Aviação - #Embraer assina acordo para venda de divisão comercial para #Boeing ...  


Companhia brasileira marcou para 26 de fevereiro assembleia extraordinária de acionistas para aprovação de acordo ...  



As fabricantes de aeronaves Embraer e Boeing deram mais um passo para a criação de uma nova empresa (joint venture). Nesta quinta-feira (24), a companhia brasileira informou que assinou uma série de acordos para a venda de sua divisão de aviação comercial para a Boeing.

A Embraer também informou que uma assembleia extraordinária de acionistas foi marcada para 26 de fevereiro para aprovação do negócio.

O negócio já foi aprovado no início do mês pelo governo federal – o governo é dono de uma "golden share" na Embraer e tem poder de veto em decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário da empresa. O acordo ainda será submetido à aprovação dos acionistas da Embraer.

A empresa também anunciou a intenção de pagar dividendos de US$ 1,6 bilhão aos acionistas em 2019 pela parceria com a Boeing. O pagamento está condicionado à confirmação de certos requisitos, como o resultado da companhia.

Além dos acionistas, o acordo tem de ser autorizado pelas autoridades regulatórias. A expectativa é que o processo de criação da nova companha seja concluído até o fim deste ano.

Detalhes do negócio
A nova empresa foi avaliada em US$ 5,26 bilhões. A Boeing, que é norte-americana, será controladora da empresa, com 80% de participação, ao fazer um pagamento de US$ 4,2 bilhões (o equivalente a R$ 16,4 bilhões) à Embraer.

Os 20% restantes serão da fabricante brasileira, que poderá vender sua parte para a norte-americana a qualquer momento, por meio de uma opção de venda.

A expectativa é que a parceria só tenha efeitos no lucro por ação da Boeing após 2020. O negócio deve gerar sinergias anuais de cerca de US$ 150 milhões – antes de impostos – até o terceiro ano de operação.

Após concluída a transação, a joint venture será liderada por uma equipe de executivos no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing.

A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil. A empresa espera que o resultado da operação, descontados os custos de separação, seja de aproximadamente US$ 3 bilhões.

Em 2017, a área de aviação comercial da Embraer respondia por 57,6% da receita líquida da companhia, com US$ 10,7 bilhões de um total de US$ 18,7 bilhões.

Empresa de defesa
As empresas também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados na área de defesa, envolvendo o avião multimissão KC-390.

De acordo com a parceria, a Embraer será a controladora neste negócio, com 51% de participação, e a Boeing, os 49% restantes. O valor total do negócio não foi informado.

Caso a parceria seja aprovada no tempo previsto, a Embraer espera que a negociação seja concluída até o final de 2019.





Por que Boeing e Embraer uniram forças
A Boeing e a Embraer anunciaram no fim de 2016 que estudavam unir seus negócios. A expectativa era de que um acordo entre as duas poderia criar uma gigante global de aviação, com forte atuação nos segmentos de longa distância e na aviação regional, e capaz de fazer frente a uma união similar entre as maiores concorrentes, Airbus e Bombardier, que também se uniram.

A americana e a brasileira tentam consolidar em um mesmo negócio duas operações fortes, uma em aviação de longa distância, outra para deslocamentos regionais. Enquanto a Boeing é a principal fabricante de aeronaves comerciais para voos longos, a Embraer lidera o mercado de jatos regionais, com aeronaves equipadas para voar distâncias menores.

A Embraer foi privatizada em 1994, no fim do governo Itamar Franco, por R$ 154,1 milhões (valores da época), quando o governo obteve o poder de decisão sobre a companhia.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




CECOMSAER


Nota enviada à Folha de São Paulo, a respeito de matéria publicada na coluna de Mônica Bergamo


Centro De Comunicação Social Da Aeronáutica | Publicada em 24/01/2019 16:36

Em atenção à informação equivocada, publicada na Coluna “Mônica Bergamo” desse jornal, na edição desta quarta-feira (24/01), onde se afirma que o valor de licitação de aquisição de produtos institucionais da Força Aérea Brasileira é R$ 1,8 milhão, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece que, diferentemente do que foi afirmado pela colunista, o valor real do resultado da licitação é R$ 935.830,00. Esse dado pode ser apurado por meio de consulta à edição 190 do Diário Oficial da União de 02 de outubro de 2018, o qual direciona para a Ata de Registro de Preços n°15/GABAER/2018.
O montante divulgado pela coluna diz respeito a um valor apresentado em edital de abertura do processo licitatório, que se baseia em estimativas de preços de mercado à época. Após encerrado o processo de licitação, o montante final do contrato ficou em R$ 935.830,00 e não em R$ 1,8 milhão, como foi informado pela colunista.
Atenciosamente,
Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
PORTAL G1


Presença feminina em concursos militares cresce a cada ano no país

Carreira militar é repleta de possibilidades para mulheres. Segundo o Ministério da Defesa, Forças Armadas têm cerca de 28 mil mulheres

Por Colégio Apogeu | Publicada em 24/01/2019 16:37

Mulheres nas Forças Armadas? Sim. Isso é um caminho totalmente possível de se trilhar e está ao alcance de todas. Apesar do alistamento no Serviço Militar ser obrigatório apenas para os homens, as mulheres também estão aptas para o ingresso. Elas podem participar do processo de forma voluntária ou ainda servir como militares de carreira ou temporárias.
No segundo caso, é necessário prestar concursos públicos. No Exército Brasileiro, por exemplo, há ofertas de vagas na Escola Complementar do Exército (EsFCEx), Escola de Saúde do Exército (EsSEx), Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), Instituto Militar de Engenharia (IME) e na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog). Também há vagas na Escola de Sargentos das Armas (EsSA) e na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAr).
Já a Marinha e a Aeronáutica, anualmente, disponibilizam concursos públicos para renovar o quadro efetivo e reservam vagas para homens e mulheres, com diferentes níveis de escolaridade. Outra possibilidade é participar dos processos de seleção para cargos temporários de oficiais e sargentos, com contratos que podem durar até oito anos.
A presença feminina nas Forças Armadas cresce a cada dia. Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas têm cerca de 28 mil mulheres. A Aeronáutica é a campeã de participação feminina, com 10,8 mil mulheres na corporação. Em seguida está o Exército, com 9,1 mil mulheres, e a Marinha, com 8,1 mil.
Cargos
A partir da entrada na carreira militar, as mulheres desempenham funções nas mesmas condições dos militares do sexo masculino, recebendo a mesma instrução básica e concorrendo às promoções em condições de igualdade.
Salários
A remuneração desponta como outro atrativo e dispõe de vencimento básico, adicionais, gratificações, além de reajuste anual seguindo determinação da Lei nº 13.321. Segundo a tabela divulgada no Diário Oficial da União, os salários vão de R$ 3.825 (para sargentos e cabos) a R$ 11.451 (para Capitão de Mar e Guerra e Coronel).

Embraer assina acordo para venda de divisão comercial para Boeing

Companhia brasileira marcou para 26 de fevereiro assembleia extraordinária de acionistas para aprovação de acordo.

Por G1 | Publicada em 24/01/2019 20:00

As fabricantes de aeronaves Embraer e Boeing deram mais um passo para a criação de uma nova empresa (joint venture). Nesta quinta-feira (24), a companhia brasileira informou que assinou uma série de acordos para a venda de sua divisão de aviação comercial para a Boeing.
A Embraer também informou que uma assembleia extraordinária de acionistas foi marcada para 26 de fevereiro para aprovação do negócio.
O negócio já foi aprovado no início do mês pelo governo federal – o governo é dono de uma "golden share" na Embraer e tem poder de veto em decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário da empresa. O acordo ainda será submetido à aprovação dos acionistas da Embraer.
A empresa também anunciou a intenção de pagar dividendos de US$ 1,6 bilhão aos acionistas em 2019 pela parceria com a Boeing. O pagamento está condicionado à confirmação de certos requisitos, como o resultado da companhia.
Além dos acionistas, o acordo tem de ser autorizado pelas autoridades regulatórias. A expectativa é que o processo de criação da nova companha seja concluído até o fim deste ano.
Detalhes do negócio
A nova empresa foi avaliada em US$ 5,26 bilhões. A Boeing, que é norte-americana, será controladora da empresa, com 80% de participação, ao fazer um pagamento de US$ 4,2 bilhões (o equivalente a R$ 16,4 bilhões) à Embraer.
Os 20% restantes serão da fabricante brasileira, que poderá vender sua parte para a norte-americana a qualquer momento, por meio de uma opção de venda.
A expectativa é que a parceria só tenha efeitos no lucro por ação da Boeing após 2020. O negócio deve gerar sinergias anuais de cerca de US$ 150 milhões – antes de impostos – até o terceiro ano de operação.
Após concluída a transação, a joint venture será liderada por uma equipe de executivos no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing.
A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil. A empresa espera que o resultado da operação, descontados os custos de separação, seja de aproximadamente US$ 3 bilhões.
Em 2017, a área de aviação comercial da Embraer respondia por 57,6% da receita líquida da companhia, com US$ 10,7 bilhões de um total de US$ 18,7 bilhões.
Empresa de defesa
As empresas também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados na área de defesa, envolvendo o avião multimissão KC-390.
De acordo com a parceria, a Embraer será a controladora neste negócio, com 51% de participação, e a Boeing, os 49% restantes. O valor total do negócio não foi informado.
Caso a parceria seja aprovada no tempo previsto, a Embraer espera que a negociação seja concluída até o final de 2019.

Por que Boeing e Embraer uniram forças
A Boeing e a Embraer anunciaram no fim de 2016 que estudavam unir seus negócios. A expectativa era de que um acordo entre as duas poderia criar uma gigante global de aviação, com forte atuação nos segmentos de longa distância e na aviação regional, e capaz de fazer frente a uma união similar entre as maiores concorrentes, Airbus e Bombardier, que também se uniram.
A americana e a brasileira tentam consolidar em um mesmo negócio duas operações fortes, uma em aviação de longa distância, outra para deslocamentos regionais. Enquanto a Boeing é a principal fabricante de aeronaves comerciais para voos longos, a Embraer lidera o mercado de jatos regionais, com aeronaves equipadas para voar distâncias menores.
A Embraer foi privatizada em 1994, no fim do governo Itamar Franco, por R$ 154,1 milhões (valores da época), quando o governo obteve o poder de decisão sobre a companhia.
OUTRAS MÍDIAS


DIÁRIO DO LITORAL (SP) - Edital de Aeroporto de Guarujá sai até fevereiro

Nos próximos dias, a Cidade convoca às empresas interessadas

Glauco Braga | Publicada em 24/01/2019 05:00

Agora é definitivo. A Prefeitura de Guarujá lança entre o fim de janeiro e início de fevereiro o edital de licitação para a concessão à iniciativa privada do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) já deu a anuência para o início do processo.
O Consórcio Voa-SP, que administra o aeroporto de Itanhaém, informou que tem interesse em participar. A concessão é de 30 anos e o lance inicial é de R$ 1 milhão.
Em contato com a Reportagem do Diário do Litoral, a assessoria de imprensa do Ministério da Infraestrutura confirmou a informação.
“O rezoneamento do Aeroporto de Guarujá está concluído. Além disso, a Prefeitura já solicitou a anuência da Secretaria Nacional de Aviação Civil, do Ministério da Infraestrutura, para realizar a concessão do terminal à iniciativa privada. A documentação encontra-se em análise pelo ministério e deve estar concluída até o próximo mês”.
A Prefeitura de Guarujá crê que até abril, deve iniciar os processos visando a obtenção das licenças ambientais, necessárias para dar continuidade ao equipamento provisório que irá funcionar em uma área consolidada, que está pronta para receber obras de adaptação. A área consolidada fica na Base Aérea de Santos e os equipamentos existentes serão reformados. A área cedida possui vegetação nativa e, consequentemente, um tempo grande para conseguir as licenças ambientais. Ela abrange um terminal de passageiros de 700 metros e um estacionamento, que serão utilizados provisoriamente por cinco anos (60 meses).
No 61º mês, essa área já estará acoplada ao equipamento definitivo, que será construído ao lado, onde a vegetação é bem menor. A empresa terá um ano para regularizar a área. A Prefeitura pretende a concessão de uma área de 50 mil metros quadrados, para a expansão do terminal definitivo.
O valor estipulado de investimentos é pouco mais de 70 milhões durante os 30 anos de concessão para quem irá construir, equipar e explorar o aeroporto. A receita operacional do aeroporto está estimada em R$ 640 milhões e os custos serão de R$ 260 milhões nas três décadas de concessão. No primeiro ano de atividade, a movimentação estimada é de 80 mil pessoas.
Conforme estudo de viabilidade, o Aeródromo Civil Metropolitano de Guarujá tem potencial para 1,3 milhão de passageiros até último ano da concessão. O mercado principal a ser conquistado é o embarque e desembarque de passageiros, atendendo toda a Baixada Santista, como também o Porto de Santos, Petrobras e Polo Industrial de Cubatão, além das demandas dos cruzeiros marítimos, turismo de negócios e operações do ­Pré-Sal.
Voa-SP
O Consórcio Voa-SP, que já administra o aeroporto de Itanhaém, está de olho nas operações em Guarujá. “ O consórcio VOA-SP está analisando, não só o Aeroporto de Guarujá, como também outros aeroportos com potencial de serem privatizados/concedidos e que fazem parte do pacote de parcerias entre Governos Federal, Estadual e/ou Municipal com a iniciativa privada”, disse, via assessoria de imprensa .
Azul
A  Azul Linhas Aéreas já planeja fazer viagens Guarujá-Rio de Janeiro e que elas serão feitas pelos “os modernos ATRs da empresa, aviões turboélices”, com capacidade para até 70 passageiros.
Na sequência, a empresa pretende implantar ligações com Minas Gerais e Paraná, mais precisamente as capitais Belo Horizonte e ­Curitiba.
“A Azul vê com ótimo potencial o Aeroporto de Santos/ Guarujá no atendimento à toda a Baixada Santista e mesmo parte do ABCD, dado o desempenho econômico e turístico do litoral paulista. Desejamos operar voos regulares na região assim que o aeroporto estiver apto e certificado pela Anac”, informou.

TELETIME.COM - Coronel Waldemar Gonçalves assume a Telebras


Publicada em 24/01/2019 19:21

O coronel Waldemar Gonçalves Ortunho Junior tomou posse do cargo de presidente da Telebras nesta quinta-feira, 24, após ter sido eleito em reunião extraordinária realizada pelo Conselho de Administração da empresa no final da tarde de quarta-feira, 23. O novo presidente foi escolhido pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, por sua experiência em gestão e seu conhecimento no setor de telecomunicações.
O novo presidente já assume com a tarefa de destravar o contrato com a Viasat, de forma definitiva, no Tribunal de Contas da União (TCU), para viabilizar o programa de conectividade com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O Tribunal liberou o andamento dos projetos em que as empresas são parceiras, mas estabeleceu que algumas cláusulas do contrato sejam alteradas. E o prazo dado para que as mudanças ocorram vence em 6 de fevereiro. A Viasat, por sua vez, declarou recentemente que as negociações estariam caminhando bem para a entrega do novo contrato no prazo.
Waldemar Ortunho foi representante do então Ministério das Comunicações no Grupo Gestor da TV Digital e gestor do projeto de roaming internacional de Telefonia Móvel para a América do Sul. Como engenheiro militar, no Ministério da Defesa serviu na Diretoria de Telecomunicações e no Gabinete do Comandante do Exército, onde gerenciou o projeto de rede telemática. Foi coordenador da área de tecnologia no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na Copa das Confederações Fifa de 2013, e na Copa do Mundo de 2014.
Ortunho é formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Militar de Engenharia, com pós-graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB). Profissional com 40 anos de experiência nos Ministérios da Defesa (Exército Brasileiro) e das Comunicações, atuando nas áreas de Tecnologia da Informação, com ênfase em telecomunicações, radiodifusão e informática. Foi designado representante do governo brasileiro na Escola Politécnica do Exército Equatoriano, em Quito, com a função de assessor/instrutor na área de processamento digital de sinais.



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sexta-feira, janeiro 25, 2019 | Posted in , , , , , , , , , , | Read More »

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 22/01/2019 / Avianca teve prejuízo de R$ 188 milhões no terceiro trimestre de 2018



#Aviação - #Avianca teve prejuízo de R$ 188 milhões no terceiro trimestre de 2018 ...  


Empresa havia obtido lucro de R$ 105 milhões no mesmo período de 2017, mostram os números enviados à Anac ...  



Em recuperação judicial desde dezembro passado, a Avianca teve um prejuízo de R$ 188 milhões no terceiro trimestre de 2018, segundo informações da empresa repassadas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No mesmo período de 2017, a companhia havia obtido lucro de R$ 105 milhões. De acordo com as informações que constam nas demonstrações contábeis da empresa, o prejuízo foi causado por perdas em operações internacionais e alta do câmbio, impactando no preço do querosene e outras despesas atreladas ao dólar. Quarta maior companhia aérea do país, a Avianca entrou com pedido de recuperação judicial após crescentes prejuízos e atrasos em pagamentos de arrendamento de aeronaves.

A Avianca explicou na demonstração contábil que apurou resultado positivo nas operações domésticas e prejuízo nas operações internacionais decorrentes das novas rotas que se iniciaram no final de 2017, como Miami, Santiago e Nova York, além das novas rotas à Bogotá partindo de Salvador e Recife. Na semana passada, a companhia informou que vai suspender os voos para Miami, Nova York e Santiago a partir do próximo mês de março, menos de dois anos após ter iniciado esses voos.

Segundo a companhia, os novos voos internacionais impactaram a empresa principalmente pelos custos pré-operacionais e baixo load factor, que significa baixa utilização de assentos da aeronave. Já as operações domésticas da companhia se mantiveram em linha com o planejamento financeiro, informou a companhia ao final do terceiro trimestre.

"A companhia vem cumprindo a expectativa de aumento nas receitas, entretanto, ainda não foi suficiente para produzir resultados positivos em decorrência de mudanças relevantes no mercado, resultantes de aumento de custo no preço do combustível e, principalmente, variação cambial, que além de influenciar no preço do barril de petróleo, traz grandes impactos nas despesas com os arrendamentos operacionais das aeronaves".

"No quarto trimestre, os números podem ter melhorado um pouco, já que o dólar recuou depois das eleições presidenciais. Mas no geral, a situação financeira da empresa não mudou e a Avianca acabou entrando em recuperação judicial", disse um analista do setor de aviação, que prefere não se identificar.

De acordo com a Anac, o preço do combustível ficou 55% maior que no mesmo período do ano anterior. O câmbio também subiu 25% no período, na comparação com o início do ano, com forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam cerca de 50% das despesas dos serviços aéreos, segundo informações da Anac.

Em 30 de setembro do ano passado, a Avianca possuía 59 aeronaves arrendadas. Em 30 de setembro de 2018, os custos dos contratos de arrendamento das aeronaves e motores totalizaram R$ 700,9 milhões frente aos R$ 477,637 milhões em setembro de 2017. Atualmente, a empresa opera com 50 aeronaves, já que devolveu nove desde então.

Na semana passada, as empresas que arrendam aviões para a Avianca resolveram dar mais um fôlego para a companhia aérea e solicitaram a suspensão dos pedidos de cancelamento do registro de mais dez aeronaves que estão sendo alugadas pela Avianca Brasil. O cancelamento do registro das aeronaves havia sido pedido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira, dia 15 de janeiro, pela arrendatária de aeronaves GE Capital Aviation Service, que reclama a falta de pagamento dos aluguéis das aeronaves desde que a companhia aérea entrou em recuperação judicial, em 6 de dezembro.

Em reunião com advogados da companhia aérea no dia 14 de janeiro, representantes das arrendatárias de 35 das 50 aeronaves da frota da Avianca se comprometeram a dar 15 dias para a companhia aérea encontrar um plano para pagar os aluguéis atrasados. A reunião está prevista para 1º de fevereiro.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Em Davos, Bolsonaro diz que quer recuperar a confiança de investidores

Com a ausência de muitos líderes importantes, Jair Bolsonaro é a grande expectativa no Fórum Econômico Mundial. Reformas devem estar no discurso

Publicada em 21/01/2019 21:00


PORTAL G1


União, estados e capitais possuem ao menos 229 projetos de privatização e concessão no Brasil

Levantamento do G1 mostra que em 1 ano apenas 12% dos projetos anunciados no Brasil saíram do papel. Maioria ainda segue em fase inicial, mas 31 projetos têm leilão previsto para o 1º trimestre e novos governos prometem colocar mais estatais e ativos à venda.

Darlan Alvarenga | Publicada em 21/01/2019 06:52

O ano começou com perspectiva de avanço na agenda de privatizações e concessões no país, em meio à mudança de governos federal e estaduais, melhor cenário macroeconômico e também em razão de uma série de projetos já estruturados herdados das administrações anteriores. Levantamento do G1 mostra que são ao menos 229 projetos em andamento hoje no Brasil. E o número deve aumentar, uma vez que a equipe do governo Bolsonaro e novos governadores têm prometido ampliar o número de estatais e fatias de subsidiárias a serem colocadas à venda, além de terrenos e imóveis públicos.
A crise fiscal e o rombo das contas públicas colocaram a privatização de estatais e de serviços de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos de volta na agenda política e econômica do país. Em janeiro do ano passado, o Mapa das Privatizações do G1 identificou 238 projetos anunciados pelo governo federal, estados e municípios.
Apesar do tema desestatização ter entrado de vez nos planos dos governos, a transferência de ativos e projetos para a iniciativa privada se manteve em ritmo lento no último ano, frente às incertezas da corrida eleitoral, dificuldades na elaboração de estudos técnicos e modelagem, além de obstáculos políticos e brigas judiciais.
Em 1 ano, apenas 12% dos projetos de privatização e concessão saíram do papel. Dos 238 projetos de desestatização listados pelo G1 em janeiro do ano passado, apenas 28 foram concluídos (3 apenas parcialmente), mediante a realização de leilão, venda do controle ou participação acionária, ou liquidação da estatal.
Por outro lado, de lá para cá, outros 26 novos empreendimentos entraram na lista de projetos em andamento, e 7 da lista original foram excluídos por decisão dos governos ou falta de viabilidade econômica. Com isso, são atualmente ao menos 229 projetos em curso: 69 do governo federal, 103 de 14 estados e do DF, e 57 de prefeituras de 8 capitais.
A lista inclui projetos de venda de empresas ou ativos públicos, mas também concessões, PPPs (parceria público-privadas), arrendamentos, prorrogações de contratos, entre outras modalidades de transferência do controle ou gestão para a iniciativa privada.
O balanço de 2019 não inclui a 5ª Rodada do Pré-Sal e 2 leilões de linhas de transmissão de energia. Os projetos foram concluídos no ano passado pelo governo federal, mas anunciados e inclusos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) após a publicação do levantamento de 2018 do G1.
O que saiu e o que entrou na lista
Entre os principais projetos concluídos estão as privatizações das 6 distribuidoras da Eletrobras, leilões de petróleo e gás, a concessão da Rodovia de Integração do Sul e de trechos estaduais de rodovias em Minas Gerais, as linhas 5 do Metrô e 7 do monotrilho de São Paulo, e a venda de fatia Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará.
Por outro lado, ainda não saíram do papel as privatizações de estatais como Eletrobras, Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE/RS), a venda do Complexo do Anhembi e do autódromo de Interlagos, em São Paulo, as concessões dos estádios do Pacaembu (SP), Arena Castelão (CE), Arena Pantanal (MT), além de uma série de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos prometidas desde o início do ano passado.
Entre os 26 novos projetos que entraram na edição deste ano do Mapa das Privatizações, destaque para o plano de privatização da Sabesp anunciado pelo novo governo do estado de São Paulo, a concessão da Rodoviária de Porto Alegre, o VLT Norte do Distrito Federal, a venda de imóveis da Cemig e da participação da estatal mineira em consórcios de petróleo e gás, além de projetos federais de ferrovias e terminais portuários.
Mais de R$ 127 bi em investimentos previstos
A venda de ativos ou privatização de serviços públicos é vista como uma das alternativas para obter recursos extras para reduzir os rombos das contas públicas, aliviar as despesas e também aumentar o volume de investimentos em infraestrutura.
Segundo o levantamento do G1, a previsão é de mais de R$ 127,4 bilhões em investimentos ao longo dos próximos anos, considerando apenas 87 projetos com estimativa informada pelos governos. Deste total, R$ 113,6 bilhões são de projetos federais, R$ 9,6 bilhões de estaduais e R$ 4,2 bilhões de municipais.
Tirar esses projetos do papel, no entanto, não depende apenas de decisão política, mas também da capacidade de elaboração de estudos técnicos e de estruturação de modelagem que garanta o interesse de investidores. Em média, projetos de desestatização costumam levar de 1 ano e meio a 2 anos pelo menos para chegarem à fase de assinatura.
Para poderem ser levados a leilão, os projetos precisam passar antes por uma série de etapas, que incluem audiências públicas, análise de tribunal de contas e, dependendo do ativo, aprovação do Legislativo e mudança de lei. Isso, se ao longo de todo o trâmite também não surgirem ações na Justiça pedindo mudanças ou simplesmente o impedimento da licitação.
"No caso das privatizações, as dificuldades são maiores do que nas concessões de PPPs, devido à necessidade em alguns casos de atualização legislativa", afirma Fernando Vernalha, especialista em infraestrutura e sócio do escritório VGP Advogados.
Obstáculos e dificuldades
Dos 229 projetos em andamento, 154 seguem sem data prevista para conclusão.Destes, 28 estão suspensos ou aguardam autorização da Justiça, do Legislativo ou de tribunais de contas para poderem prosseguirem.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, a venda das estatais de energia e gás – CRM, CEEE e Sulgás – ficou emperrada em função de um impasse na Assembleia Legislativa. O mesmo aconteceu com a Cedae, no Rio de Janeiro, cuja privatização enfrenta a resistência inclusive do governador eleito Wilson Witzel (PSC).
Já na cidade de São Paulo, editais lançados no ano passado tiveram que ser refeitos por erros ou para deixar alguns pontos mais claros, após questionamentos. Entre os projetos que seguem suspensos estão o estádio do Pacaembu e a PPP da iluminação pública, cujo contrato final, assinado com o vencedor da disputa, foi anulado pela Justiça após suspeita de fraude.
"O desafio da capacitação dos agentes públicos não é novidade e permanecerá, certamente, pelo menos durante os próximos anos como uma das questões a serem priorizadas pelas administrações", afirma Guilherme Naves, sócio da Radar PPP, empresa que monitora os negócios entre governos e iniciativa privada. "O alinhamento com os órgãos de controle e com o Poder Legislativo continua como um dos fatores mais decisivos para projetos se converterem ou não em contratos".
Apesar da maioria dos projetos ainda estar em fase inicial, cerca de 50 já estão em fase avançada, aguardando apenas o leilão ou publicação do edital. Segundo o levantamento do G1, 32 possuem leilão agendado para o 1º trimestre ou têm previsão de serem concluídos até o final de março.
Próximos leilões
Os 32 projetos previstos para saírem do papel até o final de março têm previsão de garantir mais de R$ 7 bilhões em investimentos para os próximos anos, além de uma arrecadação de mais de R$ 4 bilhões para o governo federal.
Somente na esfera federal, a previsão é que 25 projetos herdados do governo Temer sejam concluídos nos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro, segundo o secretário especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos, que foi mantido no cargo para dar continuidade aos projetos.
Veja abaixo os principais projetos com leilão previsto para os próximos meses:
12 aeroportos: Bloco Nordeste (Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande e Juazeiro do Norte), Bloco Sudeste (Vitória e Macaé) e Bloco Centro-Oeste (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta;
Ferrovia Norte-Sul;
Lotex (raspadinha);
PPP da Rede de Comunicações Integrada do Comando da Aeronáutica (COMAER);
Linha 15-prata do monotrilho de São Paulo;
Ibirapuera e outros 5 parques de São Paulo;
Imóveis da Cemig e participação da estatal mineira em consórcios de petróleo e gás.
Os leilões mais aguardados estão marcados para março. A disputa pelos 12 aeroportos da Infraero está agendada para o dia 15 de março. Já no dia 28 de março, será realizado o leilão da ferrovia Norte-Sul, tido como um dos principais projetos para escoamento da produção agrícola e que vem sendo anunciado desde o governo Dilma Rousseff. Se sair do papel, será o primeiro leilão do setor em 11 anos.
Em entrevista ao G1, o chefe do PPI disse que as concessões de ferrovias e rodovias serão as prioridades de 2019. Atualmente, dos 69 projetos em andamento carteira do programa federal, 12 são de ferrovias e 8 de rodovias.
Na área de rodovias, os projetos mais avançados para o ano são o da BR-364-365/MG-GO e o da BR-101/SC. E o governo já adiantou que pretende incluir a rodovia Rio-Santos (trecho da BR-101) no leilão de relicitação da Nova Dutra (Rio-São Paulo).
Otimismo cauteloso do mercado
Na visão do mercado, o ano de 2019 deve ser melhor que o de 2018 para concessões e privatizações. Além da redução das incertezas políticas, as condições macroeconômicas também estão mais favoráveis, com taxa de juros e inflação mais baixas. Analistas ouvidos pelo G1 destacam, porém, que não se pode desconsiderar as dificuldades políticas de tirar vários destes projetos do papel.
"O governo ainda está no começo, o novo Congresso ainda não está trabalhando e o teste será feito para valer no mês de março", afirma a economista Tereza Fernandez, da MB Associados, citando as expectativas em torno do avanço das reformas no Congresso.
"2019 é um ano de transição, em que os agentes estão cautelosamente otimistas, esperando que as reformas avancem", destaca o economista Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria.
Levantamento da Inter.B estima que o volume de investimentos em infraestrutura no país somou R$ 117,8 bilhões em 2018, o equivalente a apenas 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto). Até 2015, o índice se manteve acima de 2%. Para 2019, a consultoria projeta uma leve alta nominal dos investimentos, para R$ 118,3 bilhões, mas prevê uma nova queda em termos de percentual do PIB, para uma taxa de 1,6%.
Segundo Frischtak, mesmo que confirmada a expectativa de impulso na agenda de concessões e privatizações, um avanço mais significativo no volume de investimentos privados em infraestrutura só deverá ser observado a partir de 2020 e continuará sendo limitado pela pouco espaço orçamentário para investimentos públicos.
"Dada a fragilidade das contas do governo, os investimentos públicos continuarão moderados (na melhor das hipóteses), até porque eventuais privatizações que poderiam desbloquear investimentos em setores como elétrico e saneamento irão tomar um tempo para serem executadas", afirma.
Os analistas lembram ainda que o tema desestatização está longe de ser uma unanimidade no país e que tende a continuar enfrentando oposição de parte da população e de setores da sociedade.
"É importante reconhecer que a população não deu a ninguém um cheque em branco. Pesquisas recentes mostram, ainda, grande reticência dos cidadãos em relação ao tema, o que faz com que o diálogo e a comunicação de qualidade sobre esses projetos permaneçam como um dos grandes potenciais entraves", afirma Naves.
Veja os estados com projetos de andamento nas esferas estadual e municipal:
Alagoas: 2 estaduais
Bahia: 1 estadual e 2 municipais
Ceará: 13 estaduais
Distrito Federal: 15 projetos
Espírito Santo: 4 estaduais
Goiás: 4 estaduais
Mato Grosso: 5 estaduais
Mato Grosso do Sul: 3 estaduais
Minas Gerais: 11 estaduais
Piauí: 26 estaduais e 12 municipais
Rio Grande do Norte: 5 estaduais
Rio Grande do Sul: 7 estaduais e 14 municipais
Rio de Janeiro: 1 estadual e 4 municipais
Rondônia: 7 municipais
Roraima: 2 municipais
Santa Catarina: 2 estaduais e 2 municipais
São Paulo: 2 estaduais e 14 municipais

GAZETA ONLINE (ES)


Avianca teve prejuízo de R$ 188 milhões no terceiro trimestre de 2018 | Economia

Empresa havia obtido lucro de R$ 105 milhões no mesmo período de 2017, mostram os números enviados à Anac

Publicada em 21/01/2019 16:36

Em recuperação judicial desde dezembro passado, a Avianca teve um prejuízo de R$ 188 milhões no terceiro trimestre de 2018, segundo informações da empresa repassadas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No mesmo período de 2017, a companhia havia obtido lucro de R$ 105 milhões. De acordo com as informações que constam nas demonstrações contábeis da empresa, o prejuízo foi causado por perdas em operações internacionais e alta do câmbio, impactando no preço do querosene e outras despesas atreladas ao dólar. Quarta maior companhia aérea do país, a Avianca entrou com pedido de recuperação judicial após crescentes prejuízos e atrasos em pagamentos de arrendamento de aeronaves.
A Avianca explicou na demonstração contábil que apurou resultado positivo nas operações domésticas e prejuízo nas operações internacionais decorrentes das novas rotas que se iniciaram no final de 2017, como Miami, Santiago e Nova York, além das novas rotas à Bogotá partindo de Salvador e Recife. Na semana passada, a companhia informou que vai suspender os voos para Miami, Nova York e Santiago a partir do próximo mês de março, menos de dois anos após ter iniciado esses voos.
Segundo a companhia, os novos voos internacionais impactaram a empresa principalmente pelos custos pré-operacionais e baixo load factor, que significa baixa utilização de assentos da aeronave. Já as operações domésticas da companhia se mantiveram em linha com o planejamento financeiro, informou a companhia ao final do terceiro trimestre.
"A companhia vem cumprindo a expectativa de aumento nas receitas, entretanto, ainda não foi suficiente para produzir resultados positivos em decorrência de mudanças relevantes no mercado, resultantes de aumento de custo no preço do combustível e, principalmente, variação cambial, que além de influenciar no preço do barril de petróleo, traz grandes impactos nas despesas com os arrendamentos operacionais das aeronaves".
"No quarto trimestre, os números podem ter melhorado um pouco, já que o dólar recuou depois das eleições presidenciais. Mas no geral, a situação financeira da empresa não mudou e a Avianca acabou entrando em recuperação judicial", disse um analista do setor de aviação, que prefere não se identificar.
De acordo com a Anac, o preço do combustível ficou 55% maior que no mesmo período do ano anterior. O câmbio também subiu 25% no período, na comparação com o início do ano, com forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam cerca de 50% das despesas dos serviços aéreos, segundo informações da Anac.
Em 30 de setembro do ano passado, a Avianca possuía 59 aeronaves arrendadas. Em 30 de setembro de 2018, os custos dos contratos de arrendamento das aeronaves e motores totalizaram R$ 700,9 milhões frente aos R$ 477,637 milhões em setembro de 2017. Atualmente, a empresa opera com 50 aeronaves, já que devolveu nove desde então.
Na semana passada, as empresas que arrendam aviões para a Avianca resolveram dar mais um fôlego para a companhia aérea e solicitaram a suspensão dos pedidos de cancelamento do registro de mais dez aeronaves que estão sendo alugadas pela Avianca Brasil. O cancelamento do registro das aeronaves havia sido pedido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira, dia 15 de janeiro, pela arrendatária de aeronaves GE Capital Aviation Service, que reclama a falta pagamento dos aluguéis das aeronaves desde que a companhia aérea entrou em recuperação judicial, em 6 de dezembro.
Em reunião com advogados da companhia aérea no dia 14 de janeiro, representantes das arrendatárias de 35 das 50 aeronaves da frota da Avianca se comprometeram a dar 15 dias para a companhia aérea encontrar um plano para pagar os aluguéis atrasados. A reunião está prevista para 1º de fevereiro.
OUTRAS MÍDIAS


DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL) - Ministro da Defesa espera acordo com Embraer sobre KC-390 em dois a três meses

O ministro da Defesa Nacional disse nesta segunda-feira que espera chegar a acordo com a Embraer para a compra dos aviões KC-390 nos próximos dois, três meses, afirmando que se não for possível não é dramático.

Lusa | Publicada em 21/01/2019 18:15

"Creio que há condições para chegar a um entendimento dentro dos próximos dois, três meses", afirmou João Gomes Cravinho, ressalvando que, se isso não for possível, "será porque não há condições para isso" e o Governo português extrairá "naturalmente as conclusões".
Em declarações à Lusa à margem de uma visita à Associação de Deficientes das Forças Armadas, em Lisboa, João Gomes Cravinho disse que, neste momento, "existe alguma distância entre as partes" no processo negocial em curso.
"Nós estamos plenamente empenhados em conseguir um acordo e acredito que vamos conseguir um acordo, simplesmente não podemos por de parte a possibilidade de não chegar a um acordo e, nesse caso, não é dramático, o mundo continuará a girar e as Forças Armadas procurarão o equipamento de outra maneira", declarou.
Na semana passada, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo, revelou que as negociações com a brasileira Embraer chegaram a um impasse e que, se a empresa não baixar o preço, o Estado português admite procurar alternativas.
O valor previsto para o projeto de aquisição de cinco aviões de transporte estratégico e de um simulador na proposta de Lei de Programação Militar (LPM) é de 827 milhões de euros no espaço de 12 anos.
"O Estado não quer ver ultrapassado para além deste montante, estamos numa negociação férrea e começa a prevalecer a opinião de que, se a Embraer não vier para este valor, o Estado português terá de ir para outras opções", afirmou o general Manuel Rolo, numa audição no parlamento, na semana passada.
Segundo o general, "não está fácil" e a Embraer "está a pedir muito mais do que razoavelmente se esperaria" pelas aeronaves cuja aquisição visa substituir os C-130.

REVISTA PESQUISA FAPESP - Mais rápido do que uma bala

Pesquisadores brasileiros desenvolvem veículo aéreo que se deslocará em velocidade hipersônica

Publicada em 22/01/2019 04:29

Se tudo correr como planejado, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizará dentro de dois anos o ensaio em voo do primeiro motor aeronáutico hipersônico feito no país. O teste integra um projeto mais amplo cujo objetivo é dominar o ciclo de desenvolvimento de veículos hipersônicos, que voam, no mínimo, a cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5. Mach é uma unidade de medida de velocidade correspondente a cerca de 1.200 quilômetros por hora (km/h). O programa é coordenado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, em parceria com a empresa Orbital Engenharia, ambos de São José dos Campos (SP).
Além do motor hipersônico, o projeto Propulsão Hipersônica 14-X (PropHiper), iniciado em 2006, prevê a construção de um veículo aéreo não tripulado (vant), onde o motor será instalado. Batizado de 14-X, em homenagem ao 14-Bis, o vant empregará o conceito de waverider, no qual uma onda de choque gerada abaixo dele, em razão de sua alta velocidade, lhe fornece sustentação. É como se, durante o voo, o veículo “surfasse” na onda induzida por ele.
“Ainda não há aeronaves hipersônicas em operação rotineira no mundo. Essa tecnologia simboliza o estado da arte mesmo para países como Estados Unidos, Rússia e China”, informa o coronel Lester de Abreu Faria, engenheiro eletrônico e diretor do IEAv. “Todos buscam esse conhecimento e, apesar do longo tempo de desenvolvimento, não estamos muito atrás dos líderes mundiais.”
De acordo com Israel Rêgo, gerente do projeto PropHiper, o motor hipersônico em desenvolvimento no país, do tipo scramjet (supersonic combustion ramjet), também poderá ser empregado como segundo ou terceiro estágio de propulsão de foguetes – esses veículos espaciais são dotados de vários estágios (ou motores), acionados sucessivamente ao longo do voo. No primeiro ensaio, previsto para 2020, o motor scramjet será instalado em um foguete de sondagem do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), unidade do DCTA voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o setor aeroespacial. O projeto teve apoio da FAPESP.
Já o veículo aéreo hipersônico integrado ao motor scramjet poderá ser usado como avião de passageiros ou para fins militares. Em 2018, Rússia e China testaram com sucesso os mísseis hipersônicos Avangard e Xingkong-2, respectivamente. Nos Estados Unidos, a Lockheed Martin está construindo um veículo hipersônico para voo a Mach 6.
Desde o início do projeto, já foram investidos R$ 53 milhões no 14-X, programado para voar a Mach 10 (12 mil km/h). “Metade do tempo do programa destinou-se à capacitação de pessoal e à implantação da infraestrutura laboratorial, com destaque para o túnel de choque hipersônico T3 onde são feitos os ensaios aerodinâmicos [ver Pesquisa FAPESP no 135]”, conta Rêgo. “O grande salto agora é ‘sair’ do laboratório e operacionalizar em voo as tecnologias do waverider e do motor.”
Alguns desafios, no entanto, ainda precisam ser superados. O primeiro é a finalização do scramjet. Assim como os motores de jatos comerciais, o scramjet usa o ar da atmosfera para a queima do combustível. No entanto, ao contrário dos motores dos aviões, o do 14-X não tem partes móveis, como compressores e turbinas. “Na combustão supersônica, o ar capturado deve ser desacelerado, pressurizado e aquecido antes de entrar na câmara de combustão, onde é injetado o combustível. E isso depende da perfeita geometria do motor”, diz Rêgo.
Outra dificuldade do projeto é fazer com que o veículo resista ao atrito gerado pelo voo à velocidade hipersônica. “As partes que sofrem maior aquecimento por fricção com o ar devem ser feitas de materiais resistentes a altas temperaturas, enquanto as mais frias devem ser de aço ou alumínio aeronáutico”, explica o coronel Marco Antônio Sala Minucci, engenheiro aeronáutico e consultor de hipersônica do projeto 14-X.
Por fim, é preciso fazer a perfeita integração entre o motor e o veículo hipersônico, já que o arrasto (força contrária ao deslocamento) no voo hipersônico é muito alto. “A parte frontal do veículo deve funcionar como entrada de ar [no motor], produzindo sua compressão, enquanto a parte traseira deve operar como uma tubeira, transformando a alta temperatura e a pressão da câmara de combustão supersônica em empuxo. Assim, o motor e o veículo tornam-se indistinguíveis, atingindo velocidades de voo extremamente altas”, conta Israel Rêgo.



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terça-feira, janeiro 22, 2019 | Posted in , , , , , , , , , , , | Read More »

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 20/01/2019 / EUA têm novo plano para que drones sobrevoem multidões



#Defesa #Drones #Vants- #EUA têm novo plano para que drones sobrevoem multidões ...  


Alan Levin ...  



O governo federal dos EUA revelou um conjunto de propostas muito aguardado para expandir drasticamente os voos de drones civis e, ao mesmo tempo, fortalecer a segurança, medidas críticas para um setor que pretende enveredar pela entrega aérea feita por robôs e dezenas de outros usos comerciais em áreas povoadas.

Uma proposta de regulamento divulgada na segunda-feira pelo Departamento de Transporte dos EUA permitiria pela primeira vez a realização de voos de rotina sobre pessoas e à noite, desde que os operadores do controle remoto tomem precauções de segurança. A nova estrutura regulatória foi anunciada pela secretária de Transportes, Elaine Chao, em um discurso em Washington.

"Isso ajudará as comunidades a colher os consideráveis benefícios econômicos desse setor em crescimento e ajudará nosso país a continuar sendo um líder global em tecnologia", disse Chao em uma declaração ao Conselho de Pesquisa sobre Transporte, organização sem fins lucrativos.

De acordo com os regulamentos atuais da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), os drones civis não podem operar diretamente sobre a cabeça das pessoas pelo receio de que possam despencar do céu e acabar ferindo ou matando alguém. Isso efetivamente impossibilita seu uso legal para vários propósitos, como o levantamento de canteiros de obra urbanos, a entrega de desfibriladores a lugares onde houve um acidente rodoviário e a fotografia de áreas densamente povoadas.

A FAA também anunciou que pedirá opiniões da população e do setor para elaborar a próxima onda de restrições aos drones, sobre, por exemplo, como construir um novo sistema especializado de controle de tráfego aéreo para eles.

O setor considera que essas normas são uma maneira de liberar o potencial comercial de drones civis de pequeno porte, fornecendo uma plataforma de lançamento para diversos usos, que vão desde a entrega de pacotes por empresas como Amazon e Wing, da Alphabet, à fotografia jornalística para redes de televisão.

No entanto, a proposta não deve revolucionar os voos não tripulados imediatamente. A FAA planejava publicar a proposta até o final de 2016, mas foi forçada a adiá-la enquanto autoridades policiais e antiterroristas dos EUA buscavam garantias de que o aumento dos voos perto de multidões não criaria novos perigos.

A resposta do governo a essas preocupações - um outro conjunto de regulamentações propostas que exigiriam que drones de pequeno porte transmitam sua identidade e localização para que as autoridades possam monitorá-los - não deve ser divulgada antes de maio, segundo a FAA. Pode levar um ano ou mais para finalizar essas regras depois que elas forem propostas, o que significa que os voos sobre multidões provavelmente não estarão permitidos até 2020 ou depois.

A FAA informou na segunda-feira que o objetivo das novas regras propostas é estabelecer normas flexíveis que sejam "tecnologicamente neutras", para possibilitar que a indústria de veículos aéreos não tripulados, que está se transformando rapidamente, continue inovando.

"O desafio da FAA no desenvolvimento desta proposta, portanto, é equilibrar a necessidade de mitigar o risco que as aeronaves não tripuladas de pequeno porte representam para outras aeronaves e para indivíduos e propriedades em solo sem inibir a inovação", afirmou a agência no regulamento proposto.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL UOL


Futuro chegando: EUA têm novo plano para que drones sobrevoem multidões


Alan Levin | Publicada em 19/01/2019 16:51

O governo federal dos EUA revelou um conjunto de propostas muito aguardado para expandir drasticamente os voos de drones civis e, ao mesmo tempo, fortalecer a segurança, medidas críticas para um setor que pretende enveredar pela entrega aérea feita por robôs e dezenas de outros usos comerciais em áreas povoadas.


(Leia acima ...)
OUTRAS MÍDIAS


INFODEFENSA.COM - Portugal mantendrá los C-130 brasileños por 98 millones de dólares


Roberto Valadares Caiafa | Publicada em 19/01/2019

Contrato de cinco años con OGMA
El primero de los 12 aviones de transporte militar de carga y las tropas Lockheed C-130 Hercules de la Fuerza Aérea Brasileña (FAB) destinados al programa Full Fleet Support ya está en las instalaciones de OGMA - Industria Aeronáutica de Portugal- en Alverca do Ribatejo, donde llegó a primeros de enero.
El contrato, valorado en unos 98 millones de dólares, fue anunciado por la Comisión Aeronáutica Brasileña, con sede en Washington (EEUU) y tiene una duración de cinco años.
OGMA será responsable del mantenimiento de la flota y soporte logístico para los cuadrimotores turbohélice, siendo ocho aviones C-130H de transporte, dos C-130H2 (aviones quick change dotados con equipos de combate a incendios) y dos KC-130H (estratégicos, empleados en la vital misión REVO o reabastecimiento en vuelo).
El contrato también prevé que OGMA realice toda la gestión de la flota, soporte logístico, realización de mantenimientos programados, sustitución y reparación de equipos y suministro de componentes.
La empresa realiza el mantenimiento de aeronaves C-130 militares para varios países, especialmente de Europa, África y Asia.
La elección de la OGMA es prueba del know-how en este tipo de aeronave, algo reconocido internacionalmente considerando los más de 40 años de experiencia en C-130.
OGMA posee en sus efectivos técnicos altamente especializados y preparados para responder a las más variadas necesidades de mantenimiento de distintas versiones de la aeronave.
Con el inicio de ese contrato, la Aviación de Transporte de la Fuerza Aérea Brasileña puede enfocar sus recursos humanos y financieros en la introducción en servicio del nuevo carguero militar Embraer KC390.
Se espera la entrega del primer ejemplar operativo a la FAB aún en el primer trimestre de 2019.



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domingo, janeiro 20, 2019 | Posted in , , , , , , | Read More »

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