NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 14/07/2014

Moreira Franco: Muito além da Copa ...




Em 2007, quando a Fifa anunciou a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, a situação de nossos aeroportos foi apontada como uma das ameaças ao evento pelo vozerio que combinava o necessário espírito crítico com o daninho complexo de terceiro mundo. Sete anos depois, a realização desse grande evento esportivo foi reconhecida como um grande sucesso, tanto nos gramados como no funcionamento da infraestrutura, nela incluídos os aeroportos e o transporte aéreo. Neste setor, o legado está pronto e representa uma conquista do país e da sua população para muito além da Copa ...







Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Mercado de drones cresce sem lei no País e indústria nacional fica para trás


Uso civil dos veículos aéreos não tripulados cresce no Brasil, mas legislação demora a chegar e fabricantes brasileiros ficam no prejuízo

Pequenos robôs com hélices que obedecem comandos por controle remoto e chegam com facilidade a 500 metros de altura. Esses são os drones ou os “veículos aéreos não tripulados” (Vant). Apesar de a categoria ser antiga e bem conhecida dos aeromodelistas, modelos mais baratos, eficientes e com câmeras acopladas se tornaram muito populares nos últimos cinco anos entre o público em geral.

A moda também pegou no Brasil, mas a ausência de regulamentação específica, além de gerar insegurança entre os usuários, congela a indústria nacional que tenta acompanhar o avanço da tecnologia.

“Temos que comprar tudo de fora e não temos regulamentação. Conclusão: a pouca indústria nacional que sobra só tem cabeças-dura, como eu”, diz Ulf Bogdawa, diretor da Skydrones, com sede em Porto Alegre.

O empresário afirma que é impossível chegar ao mercado com preço competitivo, disputando com marcas como a chinesa JIP Innovations (dona dos Phantom, modelo mais popular do mundo hoje), a francesa Parrot (famosa pelo AR Drone), a americana 3D Robotics ou a alemã Mikrokopter.

Sem chances de concorrer, os fabricantes nacionais apostam em modelos voltados para usos profissionais, como na agricultura, construção e defesa, oferecendo produtos para a polícia e as Forças Armadas.

Não há regulamentação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uso comercial de Vants. Só são permitidos voos experimentais ou para fins de esporte e lazer, seguindo normas de aeromodelismo.

“O orçamento da Defesa no Brasil já é pequeno. Disso, uma pequena parte é investida em drone. Ou seja, não dá para viver disso”, conta o engenheiro Rodrigo Kuntz, ex-funcionário da Embraer que hoje dirige a BRVant, fabricante baseada em Mogi das Cruzes.
Por meio de associações, a indústria tem exercido forte pressão sobre a Anac para a criação de normas. Baseando-se em países como Austrália, Canadá, Inglaterra e França, que já se adiantaram na questão legal, foi enviada uma proposta dividindo o setor por categorias e pedindo prioridade a drones com peso menor que 25 kg. Para estes, reivindica-se a isenção da licença de operação.

A Anac informou ao Link, por meio de nota, que ouviu o setor e a sociedade civil e atualmente a proposta “se encontra em fase de finalização da análise jurídica”. Depois disso, o texto segue para audiência pública e deve ainda voltar para aprovação final. O processo deve acabar no fim deste ano, calcula-se.

“Na verdade quem está travando é a Anatel”, diz Bogdawa. “Os drones funcionam em uma faixa de radiofrequência. É ela que tem que definir qual pode ser utilizada. Por isso não existe equipamento homologado para uso profissional no Brasil.”

A Agência Nacional de Telecomunicações afirmou, também por meio de nota, que aguarda decisão da União Internacional de Telecomunicações (UIT) para definição das faixas que serão adotadas mundialmente. “O assunto deve ser concluído no próximo encontro mundial em novembro de 2015, na Suíça”, informou, acrescentando que há uma “tendência” que aponta para a faixa de 5.030 MHz a 5.090 MHz.

“Somos fabricantes com endereço e não conseguimos vender. Enquanto isso, tem centenas de drones entrando ilegalmente no País e muita gente comprando. Se o drone cair na cabeça de alguém, a Anac vai reclamar com quem?”, diz Bogdawa. “A falta de legislação só atrapalha a indústria nacional.”

Pesquisa de 2013 da Associação Internacional de Sistemas de Veículos Não Tripulados calcula que o uso de drones nos diversos setores da indústria pode gerar um impacto positivo de quase US$ 14 bilhões em três anos. Até 2025, estima-se a criação de 100 mil novos empregos.

Brinquedos
A falta de regulamentação não tem impedido o uso nem as vendas de drones mais leves (considerados “brinquedos” pela indústria). Na região da rua Santa Ifigênia, em São Paulo, as aeronaves são vistas em poucas lojinhas, custando de R$ 2 mil a R$ 6,5 mil. Uma delas se destaca. No ramo dos drones desde 2011, a DroneMania revende drones da Parrot e DJI, mas sua maior receita vem mesmo da assistência técnica.

“Fui para Miami e fiz uma semana de treinamento. Como sou dos poucos a oferecer assistência, acabo recebendo serviços do Brasil todo”, conta o técnico em eletrônica Marcos Rodrigues Junior, de 43 anos, exibindo 11 drones embaixo da mesa que aguardam orçamento.

Consertar drones é trabalho com clientela garantida. O “hobbysta” Bruno Paquola garante: brincar com drone é saber que vai quebrá-lo. “Cai todo dia. Por isso, além de ter o drone, você tem que ter reservas de baterias, hélice, motor.”

Eric Bergeri é um dos donos da iDrone.TV, empresa que oferece serviços de foto e vídeos aéreos. Baseado em São Paulo, Bergeri alugava helicópteros. Ao passar a usar drones, em 2011, o custo caiu e a procura aumentou.

Longe dali, em Cascavel, interior do Paraná, Rodrigo Piana também oferece serviços de filmagem com drones. Mesmo distante das capitais, ele garante que há bastante procura. “Agora qualquer produção com orçamento mais baixo já está usando.” Piana diz que tem visto muitas pessoas usando drones, mas “sem muita responsabilidade”. Ele teme que a Anac se baseie em casos negativos e faça uma regulação mais rígida.

O gerente de vendas Marcel Araújo descobriu por acaso que em São Paulo alguns “hobbystas” levantam voo durante a semana em frente ao estádio do Pacaembu. Lá, estreou o seu Phantom 2, comprado por US$ 800 nos EUA, que caiu logo de primeira e quebrou uma hélice. Por sorte, não feriu ninguém. “Morro de vontade de fazer vídeo na avenida Paulista, mas tenho receio. Além da quantidade de pessoas, alguém pode roubar ou um carro passar em cima.”

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Moreira Franco: Muito além da Copa



Em 2007, quando a Fifa anunciou a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, a situação de nossos aeroportos foi apontada como uma das ameaças ao evento pelo vozerio que combinava o necessário espírito crítico com o daninho complexo de terceiro mundo.
Sete anos depois, a realização desse grande evento esportivo foi reconhecida como um grande sucesso, tanto nos gramados como no funcionamento da infraestrutura, nela incluídos os aeroportos e o transporte aéreo. Neste setor, o legado está pronto e representa uma conquista do país e da sua população para muito além da Copa.
O desafio que recebi da presidente Dilma Rousseff ao ser transferido para a Secretaria de Aviação Civil (SAC) foi não apenas o de preparar a infraestrutura aeroportuária para a Copa, mas, fundamentalmente, o de sintonizá-la com o século 21. Que não perdêssemos o passo, ela enfatizou, lembrando a negligência passada com as ferrovias e a navegação.
Isso exigia a ampliação física e a modernização tecnológica dos aeroportos para responder a diferentes necessidades: atender à crescente demanda interna, favorecer a inserção do Brasil nas rotas globais de turismo e propiciar suporte adequado à circulação de bens e mercadorias sensíveis, de alto valor agregado, hoje transportados basicamente por via aérea.
A ambiciosa reforma aeroportuária exigiu a delicada substituição de estruturas militares por instituições civis como a SAC e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que foi feito sem sobressaltos, restando hoje apenas o controle do espaço aéreo sob a jurisdição da Aeronáutica.
Para superar o deficit acumulado de investimentos no setor, foram concedidos à exploração da iniciativa privada cinco aeroportos (Brasília, Belo Horizonte, Rio, Guarulhos e Campinas) que respondem, juntos, por 80% dos voos internacionais e 50% dos voos domésticos.
Empresas com experiência internacional reconhecida habilitaram-se a operá-los, por meio de processos licitatórios legais e transparentes, que impediram uma operadora de arrematar mais de um dos cinco terminais. Os demais aeroportos continuam sendo operados pela empresa estatal Infraero, agora submetida à competição, benéfica a todos, especialmente aos usuários.
Graças aos R$ 11,3 bilhões investidos no governo Dilma, os aeroportos das capitais ampliaram em 70 milhões de passageiros a capacidade de atendimento anual, que antes era de 215 milhões. Foram construídos 400 mil m2 de áreas internas nos aeroportos e 1,4 milhão de m2 de pátios, criando 270 novas vagas para estacionamento de aeronaves.
O foco na Copa acelerou a ampliação e modernização dos aeroportos das 12 cidades-sedes e a construção de um novo em Natal. Com a oferta de 108 mil "slots" (vagas para pousos e decolagens), o Brasil atendeu plenamente aos pedidos de reserva para quase 90 mil voos no período. As delegações e os turistas, nacionais e estrangeiros, foram atendidos satisfatoriamente em aeroportos que nada ficam a dever aos do chamado Primeiro Mundo. A taxa de atrasos e cancelamentos de voos tem sido baixíssima, dentro da tolerância internacional e abaixo da média nacional em outros momentos. Ainda há obras em execução, mas serão entregues já que visam atender ao crescimento veloz da demanda interna. O trânsito por Guarulhos (SP), que em um ano e meio passou de pouco mais de 30 milhões de passageiros para 41 milhões, já alcança hoje o projetado para 2017.
Para a Copa, o essencial foi feito e está aprovado. Deixará como legado melhores aeroportos e serviços aéreos para todos e para sempre. Depois dela, a reforma aeroportuária prosseguirá, para responder ao crescimento e a estratégias de inclusão, num país em que a mobilidade social permitiu a 10 milhões de pessoas, nos últimos dois anos, andar de avião pela primeira vez na vida.
Entre o feito e o por fazer, os ganhos são imensos.
* WELLINGTON MOREIRA FRANCO, 69, é ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência

Final da Copa faz triplicar número de voos fretados com destino ao Rio



Empresas de compartilhamento e fretamento de voos chegaram a triplicar o movimento neste domingo, em função da final da Copa do Mundo no Maracanã, no Rio. Elas transportam clientes que pagam cotas de cerca de US$ 1,5 milhão, mais R$ 32 mil mensais, além de R$ 2.800 por hora de voo para ter à disposição um helicóptero.
RUSH
A Prime Fraction Club realizou 48 voos, com aviões e helicópteros, contra os 15 habituais, a maioria saindo de São Paulo rumo ao Galeão e ao Santos Dumont, no Rio. A Avantto, que também funciona no sistema de aeronaves compartilhadas em cotas, viu a média de operações subir de 30, em domingos normais, para mais de 70 voos contratados na data.
TRÂNSITO
"Envolvemos a frota toda na operação Copa do Mundo", diz Rogério Andrade, diretor-presidente da Avantto. A Prime fez um recorde de 51 voos de São Paulo para Confins na terça-feira passada, quando o Brasil foi eliminado. "Tivemos o maior congestionamento de helicópteros já visto no Brasil", diz Marcos Matta, presidente do clube de compartilhamento.
SUCO
A fila de espera para sair de Belo Horizonte incluiu grandes executivos, banqueiros e celebridades. "Era como estar parado na Marginal em SP", brinca Matta.

JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO


Sem culpados, tragédia com avião da Noar completa três anos


Polícia Federal concluiu investigações, mas familiares das vítimas ainda não sabem se alguém será punido. Empresa ganhou novo nome

Há três anos, o Recife amanhecia com a notícia da queda do avião bimotor LET-410, da Noar Linhas Aéreas, na Avenida Boa Viagem. Dezesseis pessoas mortas. Famílias destroçadas. O tempo passou, mas as feridas seguem abertas já que parte dos questionamentos ainda não tiveram respostas. O inquérito que investigou a responsabilidade pela tragédia foi concluído há um mês pela Polícia Federal, mas corre em segredo de justiça. Neste domingo, às 8h, acontece missa em homenagem às vítimas na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem.
O engenheiro Marcos Ely Soares foi um dos mortos. O irmão, Geyson Soares, presidente da associação criada pelos parentes das vítimas, explicou que o delegado federal Antônio de Pádua comunicou ao grupo que a investigação chegou ao fim e foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF). “Ele só disse que o resultado apontou culpados, mas não tivemos acesso para saber de quem se tratam”, disse. A associação decidiu contratar advogado para solicitar à Justiça Federal vistas ao inquérito.
Por meio da assessoria de imprensa, o delegado confirmou a conclusão do caso, mas não se pronunciou alegando sigilo judicial. A mesma resposta foi dada pelo MPF. Sabe-se apenas que, após análise, o órgão poderá pedir novas diligências à polícia ou denunciar os acusados à Justiça Federal, para que será dado início a fase de audiências e julgamento.
Mãe do dentista Raul Farias, Taciana Guerra continua na expectativa pelo fim do mistério. “Estamos lutando para acompanhar o processo. Vamos pedir apoio do MPF”, afirmou.
Em 2013, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que a sucessão de falhas mecânicas e humanas foi responsável pelo acidente. Uma peça conhecida como hatela, que mede 8 cm, ligada ao motor esquerdo se soltou 12 segundos após a decolagem e deu início ao processo de combustão. Manutenções inadequadas, falta de treinamento específico de emergência e ausência de fiscalização rigorosa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também contribuiram. A investigação do Cenipa resultou em relatório de recomendações enviado à Noar e a órgãos de aviação, como a Anac.
Segundo a Noar Linhas Aéreas, 15 famílias firmaram acordo na Justiça para pagamentos de indenizações, cujos valores são sigilosos e variáveis, a partir de características como a renda salarial de cada vítima.
Nova empresa
Impedida de voar desde a queda da aeronave, a Noar Linhas Aéreas permanece sem nenhuma atividade. Um ano após o acidente, em julho de 2012, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou o registro de funcionamento da empresa. Em dezembro do mesmo ano, os proprietários decidiram criar a Aviação Executiva e Compartilhada (Avec).
No site oficial, a empresa é apresentada como sociedade de “grupos econômicos sólidos e tradicionais, que fundaram a então Noar Service”. E diz que a expectativa é “consolidar-se como a melhor alternativa de hangaragem para seus clientes e para proprietários, companhias de taxis aéreos e de gestão de aeronaves”.
Ao Diario, a assessoria da Avec argumentou que a empresa não é alteração de nome da Noar Linhas Aéreas. “É outra pessoa jurídica, com outro CNPJ, oriunda da Turim táxi Aéreo, que foi adquirida em 31 de setembro de 2009”.
A assessoria pontuou que a empresa não exerce operação aérea, não possui aeronave e dedica-se apenas à prestação de serviços de estacionamento e garagem para aeronaves executivas. Sobre a Noar Linhas Aéreas, a assessoria informou que a outra aeronave foi vendida.
A Noar começou a operar em 14 de junho de 2010. Foram investidos R$ 40 milhões. Até o acidente, uma média de 278 voos eram realizados mensalmente, com destinos para Aracaju, Caruaru, João Pessoa, Maceió, Mossoró e Natal.

REVISTA ISTO É


"Perigo, o piloto caiu no sono..."



Pela primeira vez a Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil fez um levantamento de alta abrangência para diagnosticar o estresse desses profissionais. O Brasil tem 5.966 pilotos para voos comerciais e, segundo eles, o esgotamento físico e psíquico é causado sobretudo pela irregularidade dos horários de trabalho e pelas poucas horas de descanso. Voos domésticos: 56,6% dos pilotos e copilotos brasileiros afirmam que já cochilaram involuntariamente enquanto estavam no comando da aeronave.Voos internacionais: 70% dos pilotos brasileiros admitem que já dormiram sem querer na cabine de comando.

PORTAL TERRA


Principais aeroportos na Copa tiveram movimento de 10 milhões de passageiros



Cerca de 10 milhões de passageiros passaram pelos 20 principais aeroportos brasileiros durante os 31 dias da Copa do Mundo, que termina neste domingo, no Rio de Janeiro, com a final entre Argentina e Alemanha, de acordo com o Ministério do Turismo.
O transporte aéreo operou normalmente durante toda a competição no Brasil apesar do forte aumento do trânsito de aviões e da demanda de passageiros, segundo números da secretaria de Aviação Civil citados no portal do governo.
O avião se tornou o principal meio de transporte dos turistas no Mundial devido às dimensões territoriais do país. As cidades mais visitadas pelos turistas durante a competição foram Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, quatro das 12 cidades-sedes do torneio.
Mas algumas cidades localizadas próximas às sedes também se beneficiaram com o aumento do fluxo de turistas, como Morro de São Paulo, a 248km de Salvador, que recebeu seis mil pessoas no último mês, principalmente alemães, holandeses, espanhóis, argentinos, americanos e costarriquenhos.
Outra cidade cujo fluxo aumentou significativamente foi Santa Cruz de Cabralia, no sul da Bahia, onde a seleção da Alemanha montou sua base durante a competição e que, por dispor de atrativas praias, conseguiu uma taxa recorde de 85% de ocupação hoteleira nas últimas semanas.
Apenas no mês de junho, quando foi disputada a fase de grupos do torneio, o país recebeu 692 mil visitantes estrangeiros de 203 nacionalidades.
Esse número superou em 132% o do mesmo período de 2013, quando 298.156 estrangeiros ingressaram, e também bateu os 310 mil que acompanharam a edição anterior da Copa do Mundo, na África do Sul, em 2010. O ministro de Turismo, Vinícius Lages, afirmou que a Copa do Mundo se tornou em uma excelente oportunidade para ampliar a visibilidade do país no exterior e estimular o crescimento do turismo interno.
"Após o Mundial, podemos ampliar em 20% o número de visitantes estrangeiros graças a essa exposição positiva da imagem do Brasil no exterior", disse em declarações divulgadas pelo site do governo.
Segundo dados divulgados pela Polícia Federal no sábado, o número de turistas recebidos pelo Brasil durante a Copa do Mundo superou as melhores expectativas, inclusive as do governo, que esperava 600 mil estrangeiros nos 31 dias de competição.



Leia também:










segunda-feira, julho 14, 2014 | Posted in , , , , , , , , , , , , , | Read More »

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 20/07/2013




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.



Ministra boliviana acusa oposição de usar vistoria a avião da FAB para gerar mal-estar com Brasil

Renata Giraldi

A ministra da Comunicação da Bolívia, Amanda Dávila, disse que a oposição no país quer usar politicamente o fato de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), usado pelo ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, ter sido vistoriado por forças policiais bolivianas em 2011. Ela destacou que os oposicionistas querem “provocar um problema para gerar um escândalo” entre os governos do Brasil e da Bolívia.
Amanda Dávila disse que respondeu às questões encaminhadas por deputados da Convergência Nacional (CN), que faz oposição ao governo de Evo Morales. Os parlamentares divulgaram que o avião de Amorim foi vistoriado, no segundo semestre de 2011, em Al Alto.
No último dia 16, em Brasília, em nota, o Ministério da Defesa confirmou a informação. Segundo a Defesa, por intermédio da Embaixada do Brasil na Bolívia, o Ministério das Relações Exteriores reagiu, exigindo desculpas e o fim de procedimentos semelhantes. Segundo o ministério, a vistoria ocorreu quando Amorim e seus assessores estavam fora da aeronave.
Para a ministra boliviana, o incidente foi sem “nenhuma gravidade”. “Há uma má intenção [da oposição]”, ressaltou Amanda Dávila. Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia informou que militares fizeram buscas na aeronave brasileira porque houve denúncias de que havia drogas escondidas no avião. As autoridades bolivianas negam que o objetivo da ação tenha sido verificar se o senador de oposição Roger Pinto Molina estava na aeronave.
Pinto Molina está abrigado na Embaixada do Brasil na Bolívia há 13 meses e aguarda salvo-contudo para deixar a representação diplomática e asilar-se em território brasileiro. Mas as autoridades bolivianas recusam-se a emitir o documento, alegando que o parlamentar responde a processos judiciais no país.
*Com informações da ABI, agência pública de notícias da Bolívia


Evo pede desculpas ao Brasil

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu ontem desculpas públicas ao governo e ao povo brasileiro pela revista, em outubro de 2011, do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportou o ministro da Defesa, Celso Amorim, a La Paz. Morales falou sobre o assunto em coletiva de imprensa, na sede do governo boliviano. Ele afirmou que o procedimento não ocorreu por ordem dele, do vice-presidente, Álvaro García, ou do gabinete oficial, e acredita que "alguns oficiais exageraram, sob o pretexto de estarem combatendo o narcotráfico".
O ministro de Governo boliviano, Carlos Romero, acrescentou que foram tomadas medidas disciplinares contra três policiais que participaram da vistoria "não autorizada". Na última quarta-feira, o chanceler boliviano David Choquehuanca havia classificado o incidente como um episódio "infame". Em 2011, três aeronaves da FAB foram vistoriadas por autoridades da Bolívia, configurando, segundo o governo brasileiro, violação da imunidade de aeronaves da Força Aérea.
Nem o Ministério da Defesa nem o Itamaraty quiseram comentar o pedido de desculpas de Evo Morales. Em nota divulgada esta semana, a pasta comandada por Amorim informou que uma reclamação tinha sido encaminhada pela Embaixada do Brasil em La Paz à chancelaria boliviana e que, no documento, havia a informação de que a repetição desse tipo de procedimento "abusivo" levaria à aplicação do princípio da reciprocidade. Desde então, a FAB não registrou novos episódios.
Na entrevista de ontem, o presidente boliviano fez questão de ressaltar que o incidente foi superado no âmbito diplomático. Ao afirmar que uma investigação interna foi aberta, Morales disse que serão tomadas medidas drásticas contra os responsáveis.
O jornal boliviano La Razón publicou ontem, na internet, declaração da ministra de Comunicação do país vizinho, Amanda Dávila, assegurando que a ordem de promover a revista não partiu de nenhuma autoridade de alto escalão. Dávila disse que a aeronave da FAB não tinha identificação de avião diplomático, mas afirmou que o fato não pode servir de desculpa. O incidente está sendo usado pela oposição como arma para atacar o governo Morales. No início de julho, o avião em que Morales viajava teve que fazer uma escala de 13 horas em Viena, depois que Portugal, França, Itália e Espanha não autorizaram o sobrevoo em seus territórios, ante o rumor de que o ex-técnico da CIA Edward Snowden estaria na aeronave.

Papa muda a agenda e preocupa a segurança

Novas mudanças na agenda do papa Francisco no Rio de Janeiro, que já era considerada de risco, aumentaram ainda mais a preocupação das autoridades brasileiras em relação à segurança do líder da Igreja Católica. Na tarde de ontem, o Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) comunicou que o pontífice decidiu andar no papamóvel, na segunda-feira, nas ruas do Centro após desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão. A vinda do papa ao Brasil já estressava o staff de segurança do país antes dos protestos de quarta-feira na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde ocorreram depredações de patrimônio público e privado. Depois dos registros de violência nas ruas de Ipanema e do Leblon, a tensão aumentou. Agora, com a mudança no roteiro do pontífice, as equipes brasileiras que darão proteção ao papa trabalham para readequar o esquema montado.
Pelo plano original, Francisco desfilaria em carro aberto junto de fiéis, sem vidros blindados, apenas na orla de Copacabana, na sexta-feira, e em Guaratiba (Zona Oeste), no domingo. A escolha do veículo sem proteção é uma das maiores dores de cabeça para a segurança, pois o líder da Igreja Católica ficará mais exposto diante da multidão. Dois milhões de turistas são esperados no Rio, incluindo os 350 mil peregrinos de 175 países inscritos na jornada. Pelo menos quatro manifestações estão marcadas para a próxima semana na capital fluminense. Ontem, integrantes da Marinha brasileira participaram de uma exposição mostrando a capacidade operacional de combate a eventuais ataques e motins.
Assim que pisar em solo brasileiro, o papa seguirá de carro fechado até a Catedral Metropolitana. De lá, ele embarca no papamóvel para circular por ruas da região. O trajeto previsto inclui as avenidas República do Chile, Rio Branco, Graça Aranha e Nilo Peçanha e a Rua Araújo Porto Alegre. O pontífice vai parar no Theatro Municipal para pegar um veículo fechado rumo ao 3º Comando Aéreo Regional, ao lado do Aeroporto Santos-Dumont, onde embarca de helicóptero até o Palácio Guanabara, em que participa de cerimônia de boas-vindas no jardim e se encontra com a presidente Dilma Rousseff. A prefeitura informou que a Rua Pinheiro Machado, onde está situada a residência oficial do governo estadual, será interditada nos dois sentidos, inclusive para o público.
De acordo com nota divulgada ontem pelo comitê organizador da JMJ, a decisão de passear em carro aberto pelo centro do Rio "corresponde à vontade do Santo Padre de aproximar-se, desde sua chegada, da população e atende, ainda, a questões logísticas ligadas ao deslocamento pela cidade". Segundo a nota, assim que chegar ao Rio, todo séquito papal vai se deslocar ao Palácio Guanabara de helicóptero. Assim, não acompanha o papa no centro.
Ontem, o papa publicou em sua conta oficial no Twitter uma mensagem aos católicos que participarão da JMJ no Brasil. "Jovens amigos, tantos de vocês já chegaram ao Rio e muitos outros estão chegando nestas horas. Faltam apenas três dias para nos vermos", diz a tuitada em português. A conta do papa é escrita em nove idiomas e tem, no geral, 2,7 milhões de seguidores. A versão em português tem mais de 463 mil seguidores.
Recusa
Ontem, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), falou sobre a visita do papa e as manifestações contra o seu governo. Em coletiva, ele recusou ajuda da presidente Dilma Rousseff oferecida na quinta-feira à noite — colocou à disposição homens do Exército para manter a ordem na Zona Sul carioca. Mesmo diante da evidente falta de controle e desgaste público, o governador afirmou que "as forças de segurança do Rio de Janeiro estão preparadas para lidar com a situação na cidade". Ele fez questão de salientar que não vai se mudar de sua residência, no Leblon, devido aos constantes protestos em frente ao seu prédio. Vizinhos chegaram a pressionar o governador para que ele utilizasse a residência oficial, no Palácio das Laranjeiras. "Em relação à minha residência, fizemos uma opção pela que já morávamos. Neste momento, o Palácio Laranjeiras passa por reformas. Permaneço onde moro", disse.
Cabral contou que a presidente Dilma ligou para ele na quinta-feira por volta das 19h, manifestando solidariedade, apoio, "seu estarrecimento e, como sempre, colocando-se à disposição". "Eu disse que não era necessário. Teremos o Exército presente no evento do papa", afirmou. Ontem, o Rio registrou novos protestos. Moradores da Rocinha interditaram os dois sentidos do Túnel Zuzu Angel, que liga a Barra da Tijuca à Zona Sul do Rio. A manifestação era pacífica até o fechamento desta edição.
Primeiro dia
O papa chega ao Brasil na próxima segunda-feira, às 16h. A acolhida oficial será no Aeroporto Internacional do Galeão.
De lá, Francisco segue de carro fechado até a Catedral Metropolitana, no Centro. Em seguida, embarca no papamóvel para circular por ruas da cidade. O trajeto previsto é: Avenida República do Chile, Avenida Rio Branco, Rua Araújo Porto Alegre, Avenida Graça Aranha, Avenida Nilo Peçanha e novamente na Avenida Rio Branco em direção ao Theatro Municipal.
Do Municipal, Francisco seguirá em carro fechado até o 3º Comando Aéreo Regional (ao lado do Aeroporto Santos-Dumont), onde embarca no helicóptero que o levará até o Palácio Guanabara.
No palácio, o papa participa de cerimônia de boas-vindas no jardim. Ainda no local, está prevista uma visita de cortesia à presidente Dilma Rousseff.
O papa ficará hospedado na residência do Sumaré, na Zona Norte do Rio, onde se hospedou o pontífice João Paulo II quando visitou o Brasil, em 1980 e 1997.


Morales pede desculpas por vistoria em avião da FAB

A vistoria foi feita no segundo semestre de 2011 na localidade de Al Alto

Renata Giraldi

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu desculpas hoje (19) ao governo do Brasil pela vistoria feita há dois anos, no país, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) usado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. A vistoria foi feita no segundo semestre de 2011 na localidade de Al Alto. Morales disse que foi surpreendido com a informação, divulgada pela imprensa brasileira, e que determinou uma “profunda investigação” sobre o que chamou de “incidente”.
Ele ressaltou que que o incidente foi “superado” e ratificou a confiança no governo do Brasil. ”Há uma confiança mútua desde [o governo] Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] e agora, com Dilma [Rousseff], e essa confiança vai continuar. Eu tenho muito respeito pelos países vizinhos, especialmente a Argentina e o Brasil. Os problemas estão superados, e isso é confiança mútua”, reforçou.
Morales informou que serão adotadas “drásticas sanções” aos responsáveis pela ordem de vistoriar a aeronave de Amorim. “Estou muito surpreso”, disse o presidente boliviano. “Pedimos desculpas ao povo brasileiro e ao governo, somos sinceros.”
Oficialmente, a informação é que o avião usado por Amorim em viagem à Bolívia foi vistoriado para investigar se havia drogas no local. “[Lamento que] alguns oficiais, a pretexto da luta contra o narcotráfico, não tenham respeitado os aviões oficiais”, ressaltou o presidente. Afirmando que não há justificativa para violar “convênios internacionais”, Morales enfatizou que as relações diplomáticas com o Brasil “são boas” .
No último dia 16, o Ministério da Defesa do Brasil confirmou a informação sobre a vistoria ao avião de Amorim. Em nota, a Defesa disse que houve reação do Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil na Bolívia, exigindo desculpas e o fim de procedimentos semelhantes. Segundo a Defesa, a vistoria ocorreu quando Amorim e seus assessores estavam fora da aeronave.
As autoridades bolivianas negam que o objetivo da ação tenha sido verificar se o senador de oposição Roger Pinto Molina, abrigado na Embaixada do Brasil na Bolívia há 13 meses e que aguarda salvo-contudo para deixar a representação diplomática, estava na aeronave de Amorim. As autoridades bolivianas se recusam a emitir autorização para o parlamentar deixar o país sob o argumento que ele responde a processos judiciais na Bolívia.
Procurados, os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores disseram que não vão se pronunciar.

Sem crise para as melhores

Em um ano considerado perdido por muitos setores, as melhores empresas do país cresceram, em média, dez vezes a taxa de expansão do PIB

Ernesto Yoshida

Na noite de 1º de julho cerca de1200 empresários e executivos estiveram na Sala São Paulo — o espaço de eventos que funciona no majestoso edifício da Estação Júlio Prestes, no centro da capital paulista — para participar da cerimônia de premiação das melhores empresas do ano e do lançamento da 40 edição de melhores e maiores, de EXAME. O clima era festivo. Afinal, muitas pessoas estavam ali porque suas empresas haviam sido escolhidas entre as que mais se destacaram em 2012. Mas havia também um certo desconforto com relação aos rumos do país. Não era para menos. Um mês antes, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgara que o produto interno bruto do país crescera mísero 0,6% no primeiro trimestre deste ano em relação aos três últimos meses de 2012, um índice abaixo do esperado pelo mercado — a previsão, já magra, era de um crescimento em torno de 0,9%. O desempenho frustrante levou a maioria dos economistas a rever para baixo suas previsões de crescimento para 2013 — muitos já temem uma expansão da economia abaixo de 2% neste ano. Além do PIB fraco, outro motivo de preocupação entre os convidados era a inflação. No dia 5, o IBGE divulgaria que o IPCA, índice usado pelo governo para medir a inflação, acumulou nos últimos 12 meses uma alta de 6,7%, a maior taxa desde outubro de 2011 e acima do teto da meta do governo, que é de 6,5%. Configura-se, em suma, um quadro nada alentador para o Brasil neste ano: baixo crescimento econômico e inflação em alta.
O desânimo dos empresários e executivos aumenta quando se constata que eles já viram esse filme no ano passado. No início de 2012, o governo projetava um crescimento de 4,5%. Mas as medidas adotadas para estimular a economia, como a redução da taxa de juro e a desoneração fiscal em alguns setores, não surtiram efeito. O consumo interno fraquejou, a produção industrial caiu, os investimentos encolheram. O resultado — crescimento de apenas 0,9% do PIB em 2012 — se refletiu no mundo dos negócios. De acordo com o levantamento de MELHORES E MAIORES, as 500 maiores empresas do país tiveram no ano passado uma receita líquida de 1,047 trilhão de dólares, modesto crescimento de 1,8% em relação a 2011. Juntas, essas companhias lucraram 34,4 bilhões de dólares em 2012, queda de 48% em relação ao ano anterior.
Felizmente, houve exceções. Muitas empresas conseguiram se destacar com um desempenho excepcional em meio à pasmaceira econômica de 2012. Entre elas estão as 19 companhias escolhidas como as melhores em seus setores. Em média, a receita líquida dessas companhias cresceu 9% no ano — o equivalente a dez vezes a taxa de expansão do PIB. E o melhor: seus esforços foram recompensados com um lucro 29% maior que o obtido no ano anterior. Campeãs em eficiência, essas empresas foram homenageadas na cerimônia realizada na Sala São Paulo. Durante o evento, coube uma menção especial à cervejaria Ambev, eleita a melhor empresa dos últimos 40 anos no Brasil, de acordo com os votos dos presidentes das maiores empresas do país — nessa eleição, concorreram todas as companhias que ganharam o prêmio de Empresa do Ano ao longo de quatro décadas de história de MELHORES E MAIORES.
O grande destaque da noite, porém, foi a Embraer, escolhida como a Empresa do Ano. Sua receita líquida cresceu 15% em 2012, atingindo os 5,2 bilhões de dólares. A ex-estatal recebe o prêmio pela segunda vez. Na primeira, em 1999, a empresa foi escolhida pelo salto de gestão dado nos anos que se seguiram à privatização, em 1995, e à transformação da empresa numa estrela mundial da aviação comercial. O prêmio dado em julho se deve ao sucesso da segunda etapa dessa transformação. Nos últimos anos, a Embraer colocou em prática um ousado programa de diversificação de receitas — que aumentou a importância, por exemplo, da divisão de defesa. Os ganhos de produtividade da Embraer têm sido notáveis. O tempo que a empresa leva para montar um avião caiu de 22 dias, em 2007, para sete dias, atualmente. Em seu discurso ao receber o prêmio de Empresa do Ano, o presidente da Embraer, Frederico Curado, destacou os produtos lançados nos últimos anos com sucesso, como a nova linha de jatos comerciais Embraer 170/190 e o avião militar Super Tucano. As aeronaves da Embraer estão presentes em mais de 60 países. “E sempre marcante ver que o Brasil pode competir em escala global com produtos de alta tecnologia”, disse Curado.
Como transformar as exceções que tanto brilharam em 2012 em regra? O atual pessimismo em torno da economia ajuda a lembrar que, para criar um ambiente de negócios favorável a todos, o governo precisa fazer a sua parte: não baixar a guarda na luta contra a inflação, reduzir a carga tributária de forma ampla — e não apenas para alguns setores —, controlar as contas públicas, ser mais transparente. Só assim o Brasil terá mais empresas fortes, como as que se destacaram num ano difícil como 2012. “A motivação inicial de MELHORES E MAIORES, lançada em 1974, virou um norte para EXAME desde então: acreditamos que não há país forte sem empresas fortes”, disse Fábio Barbosa, presidente da Abril S.A., durante a cerimônia de premiação. Em seu discurso, ele afirmou que, ao longo dos últimos 40 anos, o Brasil mostrou uma invejável capacidade de se reinventar. “Deixamos para trás uma estrutura de país fechado, estatal e inflacionário para abraçar um modelo muito mais aberto, estável e calcado na iniciativa privada. E nosso dever não apenas proteger e consolidar esses avanços mas também preparar o próximo salto”, disse Barbosa. “Já contamos com o mais importante — um conjunto de empresas de padrão internacional, capaz de gerar e distribuir a riqueza do Brasil.”


Famílias vão à luta para pedir punição da Anac

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 4896 da Noar (Afav-Noar) vai entrar com uma ação no Ministério Público Federal pedindo que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) seja responsabilizada pelo acidente. O objetivo é pressionar a Polícia Federal (PF), cujo inquérito sobre o caso ainda não foi concluído, a apurar o peso do que classificou como "negligência" da Anac."É preciso que o papel fiscalizador da Anac seja observado. Queremos saber porque a inspeção da Anac na Noar dias antes do acidente não encontrou nada de errado e três dias depois a mesma Anac emitiu 148 laudos de infração contra a empresa. Se a Anac trabalha por amostragem e não tem gente suficiente para inspecionar as companhias aéreas, como vamos estar protegidos?", indagou a professora Rosiane Oliveira, 45 anos, que no desastre perdeu a irmã, a engenheira civil Maria da Conceição Oliveira, 46.
O relatório final do Cenipa, que será publicado na segunda-feira no site do órgão, poderá ser reaberto. Os familiares vão elaborar um documento com questionamentos e enviar à Aeronáutica. Caso haja necessidade, as investigações serão retomadas.

Evo Morales pede desculpas ao Brasil

POLÊMICA Presidente boliviano se desculpou por revista em avião brasileiro feita em 2011 e afastou qualquer semelhança com o problema enfrentado por ele na Europa

O presidente boliviano Evo Morales pediu desculpas ontem ao Brasil pela revista em um avião militar brasileiro no final de 2011, assegurando não ter sido informado do assunto, e prometeu punir quem violou a imunidade do país vizinho. "Peço desculpas ao povo brasileiro, a seu governo. Não foi instrução do presidente, do vice-presidente, nem do gabinete", afirmou. "Sinto que alguns oficiais exageraram. Sob o pretexto da luta contra o narcotráfico, não respeitam os aviões oficiais", afirmou Morales em uma coletiva de imprensa na Casa do Governo.No entanto, Morales considerou que o assunto está resolvido, apesar de admitir que isso ainda não é suficiente. Segundo o presidente, o caso será averiguado e os responsáveis serão punidos. O Brasil apresentou uma queixa oficial ao governo boliviano pelo fato de o avião em que se encontrava o ministro da Defesa ter sido revistado em uma viagem a La Paz, em 2011, e assinalou que, se uma ação similar voltar a ocorrer, será aplicado o "princípio da reciprocidade".
Este incidente com o Brasil foi revelado depois que quatro países europeus proibiram, no início de julho, o avião de Morales, que regressava de Moscou e ia para La Paz, o uso de seu espaço aéreo ante rumores de que transportava o ex-agente de inteligência americano Edward Snowden, requerido por Washington por espionagem.
"Eu não tinha nenhuma informação. Apenas nos últimos dias fomos informado pelos meios de comunicação", defendeu-se Morales referindo-se ao avião do governo brasileiro. O governo boliviano admitiu na quarta-feira que agentes da polícia antinarcóticos revistaram na Bolívia um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), mas garantiu que a medida não teve relação com o senador Roger Pinto, asilado na embaixada do Brasil em La Paz. "Às vezes os agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico cometem algumas infâmias porque não sabem se é um avião "VIP" ou não. Houve uma reclamação (do Brasil) e esclarecemos isto", assinalou o chefe da diplomacia boliviana, David Choquehuanca.
O chanceler boliviano destacou ainda que a revista no avião da FAB "não teve o objetivo de encontrar o senhor (senador Róger) Pinto", asilado há mais de um ano na embaixada brasileira em La Paz, mas sem salvo-conduto para sair da Bolívia.
Pinto, alvo de uma série de ações judiciais do governo Morales, pediu asilo ao Brasil alegando perseguição política. Morales ainda afirmou que não se pode comparar os casos do Snowden e do senador. "Não sou jurista nem advogado, mas aqueles que estão sendo processados não podem ter asilo".
A oposição tem criticado o governo boliviano por oferecer asilo a Snowden, enquanto se nega a conceder o salvo-conduto a Pinto. O ex-agente "não pode ser comparado com algumas pessoas que estão nas mãos da Justiça boliviana e com muitos processos", argumentou Morales.

Relatório final desqualificado pela empresa

O comandante Ricardo Miguel, piloto, investigador e gestor de segurança da Noar Linhas Aéreas, desqualificou o relatório produzido pelo Cenipa. Ele afirmou que o documento foi baseado unicamente nas informações prestadas pela fabricante da aeronave, a tcheca Let Aircraft. A Noar afirma que o principal causador do acidente foi a abertura da superfície de sustentação, chamada Auto Bank Control (ABC)."Passei a duvidar do relatório porque todo o processo desenhado pelo Cenipa foi segundo o fabricante do avião. O Auto Bank Control é comum no Leste Europeu. A gente costuma chamar isso de bacalhau, que é quando a aeronave tem um problema de projeto e faz um equipamento para corrigir essa falha. Houve a abertura da superfície em uma das asas e o instrumento mostrou o equilíbrio de maneira errada. Deram pouca causa à abertura inadvertida do ABC. Foi uma falha de projeto e certificada no Brasil pela Anac", observou.


FAB cancela avião para comitiva e imprensa

Visita ao Brasil inclui uma das maiores delegações já levadas pelo Vaticano, que não esconde sua insatisfação com governo

Jamil Chade
CIDADE DO VATICANO

Após as discussões sobre o roteiro de Francisco no Brasil, a Força Aérea Brasileira cancelou um avião que havia prometido para o Vaticano para que pudesse, na quarta-feira, levar parte da delegação e jornalistas internacionais do Rio até Aparecida. Para realizar o trajeto, o Vaticano foi obrigado a contratar quatro ônibus e os organizadores da viagem não escondiam ontem sua insatisfação. 
Durante a visita de Bento XVI ao Brasil, em 2007, o governo forneceu um Hércules da FAB para fazer o trajeto entre Aparecida e São Paulo. Desta vez, faltando menos de uma semana para o evento, a Santa Sé foi informada que o avião prometido havia sido cancelado, ainda que o jato do papa esteja garantido. O Vaticano não detalhou as explicações do governo.
Francisco chega ao Brasil na segunda-feira com uma das maiores delegações já levadas pelo Vaticano em uma viagem de um pontífice. Serão 29 integrantes, além de 69 jornalistas de todo o mundo.
O recorde de presença da imprensa no avião papal foi de 74 jornalistas, no pontificado de João Paulo II. Uma viagem tradicional do papa tem cerca de 50 jornalistas. Mas, diante da procura, as vagas foram ampliadas desta vez. Cada interessado foi obrigado a pagar 5,5 mil para estar no voo, o que garantiu à Alitalia mais de R$ 1 milhão apenas dos jornalistas.
No total, 105 pessoas estarão a bordo de um avião 330 da Alitalia. E a simplicidade se limita ao papa: o Vaticano continuará exigindo de jornalistas e da delegação um rigor absoluto nos trajes dentro do avião. Para os homens, terno escuro e gravata.
E isso seguirá durante as 12 horas de voo, mas também em todas as agendas no Brasil. Para as mulheres, ainda há uma recomendação clara: não entrem no avião com “roupa que se usaria em Copacabana”.

ColunaTutty Vasques

A regra é clara 
O deputado Henrique Alves, que já havia tomado cartão amarelo por levar a família ao Maracanã em avião da FAB, pagou jantar pra bancada do PMDB com R$ 28,4 mil da Presidência da Câmara. Está pedindo pra ir pro chuveiro mais cedo, né não?


FAB define se Papa desembarca em São José antes de seguir a Aparecida

Reunião na segunda-feira (22) deve definir mudança no roteiro do pontífice. Expediente no DCTA foi suspenso na quarta-feira (24), dia da visita.

O Departamento de Ciência e Tecnologia (DCTA) vai anunciar na segunda-feira (22) se o Papa Francisco irá desembarcar em São José dos Campos antes de seguir para Aparecida, onde irá celebrar uma missa no Santuário Nacional na quarta-feira (24).

A definição - que deve ser divulgada às 10h30 - representa uma mudança no roteiro do pontífice no país. Inicialmente, quando foi definida sua vinda ao Brasil, a programação previa que o Papa sairia por volta das 8h15 do Rio de Janeiro em vôo de helicóptero direto para Aparecida.

Caso o Papa desembarque em São José dos Campos, o pontífice irá embarcar imediatamente em um helicóptero rumo a Aparecida. Por conta desse possível desembarque, o expediente dos funcionários do DCTA foi suspenso na quarta-feira (24).

A mudança no trajeto, com esse possível desembarque em São José dos Campos, será anunciada após uma reunião de portas fechadas entre a direção do DCTA e profissionais de logística e infraestrutura da Força Aérea Brasileira que deve começar às 9h de segunda (22).

De acordo com o tenente-coronel Sérgio Giocondo, o possível desembarque do pontífice na cidade será decidido pela Força Área Brasileira e representantes do Vaticano, responsáveis pela passagem do Papa no país. O DCTA não informou os motivos para a mudança no trajeto.
“Vamos discutir a possibilidade do Papa descer aqui e faremos uma reunião para ver a questão de segurança e logística”, disse Giocondo ao G1. “Se ele passar pela cidade, apenas irá descer da aeronave e entrar no helicóptero. É coisa rápida”, concluiu.
O Papa Francisco chega ao Brasil na segunda-feira (22), em sua primeira viagem internacional. O desembarque do pontífice no país será às 16h, no Rio de Janeiro, onde participa da Jornada Mundial da Juventude. Em Aparecida, após celebração da missa no Santuário, Francisco participa de um almoço no Seminário Bom Jesus e às16h10 deve voltar ao Rio, onde visita o Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, na Zona Norte. O Papa fica no país até o dia 28.

Aeronave cai em área rural de município em MS, diz Polícia Civil

Informação foi confirmada também pela Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo delegado, duas pessoas teriam morrido no acidente.

Uma aeronave caiu em uma fazenda localizada entre os municípios de Bonito e Porto Murtinho, região sudoeste de Mato Grosso do Sul, por volta das 11h (de MS) desta sexta-feira (19). A informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Polícia Civil de Bonito. O delegado Roberto Gurgel afirmou ao G1 que duas pessoas teriam morrido no acidente.
Segundo Gurgel, a queda teria ocorrido na última fazenda antes do limite com o município de Porto Murtinho, em uma área distante 70 km de Bonito. Uma das hipóteses levantadas é de que o mau tempo teria provocado o acidente. Equipes da Polícia Civil de Bonito e da perícia de Jardim estão se deslocando para a região do acidente.
A assessoria da FAB em Brasília informou que uma equipe do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) está indo para o local. O objetivo é investigar as causas para prevenção de acidentes futuros.


Jornada Mundial e vinda do papa reforça a tradição brasileira de misturar o público e o privado

Outras religiões não recebem mesmo apoio que o oferecido pelo governo federal para receber o líder católico

Fábio Cervone

A democracia brasileira dá mais um sinal de que é pouco democrática ao desperdiçar milhões do contribuinte e colocar a máquina do Estado para beneficiar interesses privados ao promover a Jornada Mundial da Juventude. Serão gastos aproximadamente R$ 350 milhões dos cofres públicos federais, estaduais e municipais no evento organizado pela Igreja Católica — riquezas que poderiam ser direcionadas para problemas nacionais mais graves e emergentes.
Se após os protestos mais recentes, o povo brasileiro se mostrou indignado com os gastos da Copa das Confederações e do Mundo, mesmo se tratando da paixão nacional, o que dizer de uma iniciativa exclusivamente religiosa? O assunto é ainda mais delicado para o Estado brasileiro, já que teoricamente o país é uma república laica. Ou seja, as instituições públicas não deveriam ser promotoras de ideologias religiosas.

O caráter laico do Estado tem como principal objetivo evitar a apropriação da máquina pública por grupos religiosos e, assim preservar o ideal democrático da Constituição. Nos últimos dez anos, o Brasil viu uma enorme mudança no seu perfil social, e é cada vez mais evidente o fim do domínio católico que testemunhou sua representatividade despencar de 83,3% da população nacional em 1991, para 64,6% em 2010. Números mais recentes mostram que a tendência de queda continua latente.

Neste sentido, cada vez mais a cultura nacional está bem mais diversificada em sua prática religiosa. Porque tais grupos não católicos teriam interesse de ver o dinheiro dos seus impostos irem para uma grande celebração de uma única e exclusiva fé?

Outros líderes e eventos religiosos ocorrem constantemente no Brasil. Por exemplo, o Dalai Lama, principal líder budista. esteve no país em 2011. Apesar da religião ter pouca representatividade no País, de acordo com o censo de IBGE de 2010 a crença está em pleno crescimento. Por outro lado, em termos globais o budismo possui uma grande relevância, envolvendo cerca de 500 milhões de fiéis. Mesmo assim, os gastos da viagem da Dalai Lama não foram financiados pelos cofres públicos.

“Visita de Estado”

Alguns defendem os gastos do governo alegando que o papa é não só um líder religioso como também um chefe de Estado: o Vaticano. Por isso, as autoridades nacionais estariam garantindo o ambiente mais adequado para uma visita de alto nível, assegurando conforto e segurança. Mas, quando os presidentes russo e americano resolvem visitar o Brasil, a FAB não manda seus aviões buscar os equipamentos, como ocorreu com o papamóvel trazido recentemente de Roma pelos militares brasileiros.

Este e outros detalhes sobre os gastos mostram que o Vaticano recebe um tratamento diferenciado do Brasil em relação a outros países do mundo. Isto sem contar a Igreja Católica não possui comércio nem intercâmbio de bens e tecnologia com os brasileiros.

Outro aspecto curioso da visita do papa é a expressiva lista de patrocinadores do evento. Fazem parte dos apoiadores diretos grandes empresas. Todos estão fornecendo capital e estrutura em troca da exposição de seus nomes. Ou seja, a JMJ não só promove a fé como também bancos, fast-foods, alimentos e outros itens de consumo, tudo com ajuda do Estado. Será que era necessária tamanha dedicação governamental?

Todos estes aspectos colocam em dúvida para quem de fato serve a visita do papa e de que forma isto esta ligado ao interesse público. Diante dos escândalos de corrupção envolvendo a máfia italiana e o banco do Vaticano, é evidente que a própria Igreja católica ainda é conduzida como uma propriedade privada que pertence aos seus condutores, e não aos seguidores.

O Estado brasileiro notoriamente também sofre com a corrupção, a união entre ele e o Vaticano não soa como a mais nobre das iniciativas, por mais que a fé dos militantes católicos seja profunda e sincera.
Quando será que as instituições no Brasil conseguirão realmente separar o público do privado? Um bom começo seria respeitando o Estado laico, proposto pela Constituição federal, e se concentrado nos assuntos mais importantes: saúde e educação.


Brasil Confidencial

Casa de ferreiro

Paulo Moreira Leite

As denúncias de abuso com jatos da FAB preocupam oficiais da Aeronáutica. Muitas reuniões do Alto Comando ocorrem fora de Brasília, ainda que oito dos seus 11 integrantes residam na Capital Federal. A explicação é que os encontros itinerantes valorizam comandos regionais.


Hugo Cilo

aviação
Digam o que disserem a respeito da economia brasileira, o certo é que uma revoada de companhias áreas estrangeiras será vista nos céus do País nos próximos anos. Mais de dez empresas pediram autorização para operar em aeroportos locais, segundo a Agência Nacional de aviação Civil (Anac). A africana Ethiopian e a Etihad Airways, dos Emirados Árabes, já iniciaram suas operações neste mês.
A chilena Sky Airline e as empresas de carga Amerijet e Avient receberam aval para iniciar seus voos. A Air Algérie, a Royal Air Maroc e a nigeriana Arik Air estão estudando quais são as rotas lucrativas. Tem mais: a sul-coreana Asiana, a marroquina Air Maroc, a espanhola AirEuropa e a alemã AirBerlin aguardam espaçopara pousar em São Paulo, segundo Antonio Miguel Marques, presidente da GRU Airport, concessionária do terminal de Guarulhos.
Os horizontes da Bombardier
Maior concorrente da Embraer no mercado de jatos executivos, a canadense Bombardier investirá US$ 3,4 bilhões no desenvolvimento de seus modelos CSeries, que levantarão voo a partir do segundo semestre de 2014. Na quinta-feira 13, a empresa confirmou que já espera receber 300 encomendas, num total de US$ 19 bilhões, até o próximo ano. Até agora, 177 contratos já foram assinados.



Leia também:










sábado, julho 20, 2013 | Posted in , , , , , , , , , , , , | Read More »

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 13/07/2013

Imagem


Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.



Secretaria de Aviação Civil e Aeronáutica firmam acordo para treinar bombeiros para aeroportos

Rio de Janeiro - A Secretaria de Aviação Civil (SAC) e o Ministério da Aeronáutica assinaram um termo de cooperação para o treinamento de 1.031 bombeiros de aeródromo que devem atuar em 80 aeroportos reconhecidos internacionalmente e com voos regulares de passageiros com horários pré-aprovados pela SAC em todas as regiões do país.

Cristina Indio do Brasil

O termo de cooperação foi assinado hoje (12) no Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, pela secretária de Navegação Aérea Civil em exercício, Sônia Cristina Lopes Machado, e pelo diretor de Engenharia do Comando da Aeronáutica, brigadeiro Francisco Pantoja.
Segundo a secretária, o termo vale por 12 meses e, neste período, os profissionais serão treinados para trabalhar em aeroportos que estão com deficit de profissionais. "Chegamos ao número com base nos levantamentos que foram feitos nos aeroportos atendidos nesta primeira fase, porque nada nos impede de continuar com a atividade. Um trabalho feito pela SAC identificou as localidades que apresentavam dificuldades", disse.
De acordo com Sônia Machado, as normas internacionais determinam que os aeroportos tenham um quadro permanente de bombeiros de aeródromo. Ela explicou que todas regiões vinham sendo atendidas, mas uma mudança na regulamentação do setor, que se tornou um pouco mais rigorosa nos critérios quantitativos de bombeiros, gerou um impacto e nem todas as localidades estavam conseguindo atender à legislação. “ [A mudança na regulamentação] traria restrições ao funcionamento dos aeroportos. Se não tem bombeiros em número suficiente, o aeroporto não pode funcionar na sua plenitude”, explicou.
O subdiretor de Patrimônio da Aeronáutica, brigadeiro Robson Fernandes, explicou que o aeroporto pode ter o número suficiente de bombeiros de aeródromo, mas se quiser mudar de categoria e receber aviões de maior porte terá que contratar mais profissionais para atender às normas de segurança. “Pode ser que nos 12 meses surjam novas demandas e o programa não se encerrar agora”, disse.
As turmas serão formadas por 40 alunos por curso. Segundo o brigadeiro Robson Fernandes, Canoas (RS), Rio de Janeiro e Manaus terão dois cursos; em Anápolis (GO) serão três, e Salvador terá um. “Pretendemos nos programar para ter tudo equacionado. Temos um conjunto de profissionais que não são só instrutores, mas pedagogos e outros que estarão envolvidos”, disse.
Pelos dados da Secretaria de Aviação Civil, há 192 vagas na Região Norte, 138 na Centro-Oeste, 221 na Sul, 395 na Sudeste e 85 na Nordeste.
Fernandes explicou que há diferenças entre o bombeiro urbano e o que atua nos aeroportos. “Enquanto um bombeiro da cidade tem como objetivo principal apagar o incêndio, o bombeiro de aeródromo tem como objetivo abrir uma rota de fuga para os passageiros e salvar as vidas que estão lá. Essa é a principal finalidade dele. Salvar vidas. Ele abre o corredor de fuga e eventualmente entra na aeronave para resgatar os passageiros que estão lá dentro”, explicou.
Para o diretor de Engenharia do Comando da Aeronáutica, brigadeiro Francisco Pantoja, a Aeronáutica tem competência na engenharia contra incêndio e vai se firmar mais a partir do convênio. “Vamos ter uma melhoria de infraestrutura. Isso é um ganho significativo”, disse.

Planalto quer ampliar proteção à privacidade em marco da internet

Márcio Falcão de Brasília

Disposto a aprovar o Marco Civil da Internet no Congresso em resposta às denúncias de interceptação de dados de brasileiros pelos EUA, o Planalto sugeriu mudanças no texto para tentar dar maior privacidade ao internauta.
O marco é uma espécie de "Constituição" da rede. O texto fixa princípios gerais, como liberdade de expressão e proteção de dados pessoais.
Uma das alterações prevê que não terão validade cláusulas contratuais de provedores de conexão à internet em que o cliente se compromete a abrir mão da privacidade.
Outra medida determina que a armazenagem de dados coletados no Brasil por empresas de conteúdo terá de cumprir a legislação nacional. Isso não significa, no entanto, que não poderão ter registros no exterior.
Essa medida teria efeito para empresas como Facebook, Twitter e Google, instaladas no país. A ideia é que elas poderão responder na Justiça pelas informações.
Atualmente, não há proibição para que telefônicas vendam dados de usuários a companhias de outros países.
Relator da proposta, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) admitiu que pode fazer mudanças em seu parecer, mas descartou flexibilizar pontos que tratem da liberdade de expressão, da proteção à privacidade e da neutralidade da rede (segundo a qual não pode haver discriminação entre usuários).
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) deve comandar uma ampla reunião com líderes aliados para tentar avançar na Câmara com o projeto, enviado pelo governo em 2011.

Papa desiste de papamóvel e vai usar jipe em sua visita ao Rio de Janeiro

Mariana Sallowicz do Rio

O papa Francisco abriu mão do papamóvel tradicional em sua viagem ao Rio. O pontífice optou por um jipe aberto, o mesmo que utiliza na praça de São Pedro, em Roma.
Francisco quer "tornar mais familiar o contato com os jovens", informou nesta sexta-feira a assessoria de imprensa da Jornada Mundial da Juventude.
O líder religioso vai participar do encontro internacional de jovens católicos, que será realizado entre os dias 23 e 28 de julho na capital fluminense.
A Força Aérea Brasileira informou também hoje que um avião C-130 Hércules está em Roma para trazer ao Brasil os veículos do papa. Apesar de ter sido anunciado que ele só utilizará o jipe, devem ser enviados o papamóvel tradicional na cor branca e um jipe verde.
O desembarque deve acontecer na base aérea do aeroporto internacional do Galeão, no Rio, na tarde da próxima segunda-feira (15).
Segundo a FAB, sete militares fizeram hoje o embarque dois veículos na aeronave. A rota de retorno deve incluir paradas em Las Palmas (Ilhas Canárias) e em Fortaleza (Ceará).
Deputados disputam vaga no voo do papa

Pelo menos 20 parlamentares já pediram à Câmara para entrar na comitiva oficial que deverá viajar ao Rio em um avião da FAB e acompanhar a visita do papa

A Câmara dos Deputados prepara um "voo do papa" para levar parlamentares à recepção oficial ao papa Francisco, no dia 22 de julho, na visita que ele fará ao Rio de Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, evento da Igreja Católica que deve receber mais de 2 milhões de pessoas. A previsão é de que um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) saia de Brasília no dia do evento.
Pelo menos 20 deputados já pediram ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para entrar na comitiva que vai recepcionar o pontífice. Os líderes partidários, por sua vez já foram convidados por Alves e aguardam ainda mais informações para saber se será possível a carona em um avião da FAB para todos.
Um modelo de maior capacidade deverá ser requisitado, uma vez que a aeronave usada de forma mais constante pelos dirigentes do Legislativo dispõe de 14 poltronas. A viagem terá caráter oficial. O convite aos parlamentares foi feito pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, que organiza a Jornada Mundial da Juventude.
A composição da comitiva ainda não foi fechada pela presidência da Câmara, nem a aeronave foi solicitada oficialmente à FAB.
Além dos parlamentares, a presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, farão a recepção ao pontífice no dia de sua chegada ao Brasil. Segundo a agenda oficial, uma cerimônia de boas-vindas ao pontífice acontecerá no Palácio da Guanabara, sede do governo fluminense. Neste local, o papa Francisco fará seu primeiro discurso no Brasil. Esta será a primeira viagem internacional do papa desde sua ascensão ao cargo, em março deste ano.
A viagem para a recepção ao papa será a primeira de Alves ao Rio desde a final da Copa das Confederações. Naquela ocasião quem se beneficiou da carona foram amigos e familiares do presidente da Câmara. Alves levou a noiva, Laurita Arruda, o irmão dela, Arturo, e sua esposa, Larissa, além de um filho e dois enteados.
A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) decidiu investigar o uso de avião da FAB pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Há suspeita de que ele cometeu improbidade administrativa ao usar o avião para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso, na Bahia. A investigação preliminar pode durar 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo prazo. O levantamento prévio pode culminar em oferecimento de denúncia ou em arquivamento do procedimento, caso não haja indícios suficientes de irregularidade. A PR-DF já pediu informações ao senador e ao ministro da Defesa, Celso Amorim.
O pedido foi encaminhado por meio da Procuradoria-Geral da República para atender a exigências legais.

Missa lembra vítimas do acidente da NoAr dois anos após a tragédia

Evento religioso foi realizado na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

Familiares e amigos das 16 vítimas do acidente do voo 4896 da NoAr reuniram-se na noite desta sexta-feira (12), na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, para uma missa que marca os dois anos da tragédia. 
Cerca de 50 pessoas participaram do evento religioso, que começou com cerca de uma hora de atraso. Muitos dos participantes vestiam camisas com fotos das vítimas e pediam que a os responsáveis pelas mortes sejam punidos.
O CASO - Às 6h52 do dia 13 de julho de 2011, a aeronave modelo LET 410 com prefixo PR-NOB que seguia para a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, caiu no bairro de Boa Viagem logo após decolar do Aeroporto Internacional do Recife. Os 14 passageiros e dois tripulantes que estavam no bimotor morreram na tragédia. Na última quinta-feira (11), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília, anunciou que concluiu o relatório final apontando as causas do acidente. O documento será apresentado aos parentes em cerimônia fechada na manhã do próximo dia 19.
Uso de jato da FAB por autoridades cresce 39% no governo Dilma

"Estado" teve acesso a dados da Força Aérea Brasileira sobre viagens de chefes de 42 órgãos públicos, que fizeram 1.664 solicitações de voos no 1º semestre deste ano, média 9 por dia

Fábio Fabrini

BRASÍLIA - Somente no primeiro semestre deste ano autoridades federais fizeram 1.664 solicitações de uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), um aumento de quase 39% em relação aos pedidos feitos no primeiro semestre do governo Dilma Rousseff, em 2011. Em média, nove autoridades decolaram por dia em jatinhos oficiais de janeiro a junho.
Os políticos fazem solicitações individuais, mas pode haver compartilhamento de voo. Os aviões levaram em seis meses chefes de 42 órgãos públicos federais e seu staff, além de possíveis caronas.
A relação das viagens do primeiro semestre, fornecida pela FAB ao Estado, revela o uso cada vez mais frequente da frota oficial por autoridades no governo Dilma Rousseff. De janeiro a junho de 2013, a média diária de solicitações foi maior que no mesmo período em 2011 (6,6) e em 2012 (8). Em 2011, foram 1.201 solicitações no período. No ano passado, 1.471. Não raro, as autoridades decolam para cumprir agendas oficiais casadas a compromissos partidários ou privados.
Esses dados terão de ser enviados em 30 dias ao Senado, que aprovou pedido de explicações sobre o uso da esquadrilha da FAB a partir de 2010. Mas a Aeronáutica adianta que a relação de caronas em cada viagem não será revelada. A justificativa é que a lista de passageiros é descartada depois da chegada do avião ao destino.
Sem os nomes dos acompanhantes, a fiscalização de eventuais abusos no embarque de pessoas não autorizadas, para fins privados, ficará prejudicada. Por norma de segurança, as identidades dos ocupantes de um jato têm de ser registradas antes da partida. Assim, se houver acidente, é possível identificar vítimas. No caso da FAB, os dados ficam de posse de um oficial, mas só temporariamente. “Após os pousos, não é feito o arquivamento”, explicou ontem, em nota, a Aeronáutica.
O pedido de informações sobre voos da FAB foi feito pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ao ministro da Defesa, Celso Amorim, responsável pela FAB, e aprovado pela Mesa Diretora do Senado após três autoridades federais devolverem recursos por uso supostamente indevido dos aviões.
Copa. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pagou R$ 9,7 mil depois de o jornal Folha de S. Paulo revelar que deu carona a parentes em viagem de Natal ao Rio de Janeiro, na qual assistiram à final da Copa das Confederações e fizeram passeios. Primo do deputado, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB-RN), também voou à capital fluminense para ver o jogo e restituiu R$ 2.545 aos cofres públicos.
Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi de Maceió a Trancoso (BA) para a festa de casamento do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), desembolsou R$ 32 mil, depois de revelada a viagem.
Os três são alvos de investigações preliminares do Ministério Público Federal, que apura se houve improbidade administrativa e se o cálculo das devoluções foi correto.
Aloysio Nunes diz que, se houver omissão da Defesa sobre os voos, vai insistir nos questionamentos via Lei de Acesso à Informação e acionar o Tribunal de Contas da União, que fiscaliza o uso de recursos públicos no Executivo federal. “Acho estranho uma força absolutamente profissional e tão bem organizada quanto a FAB não guardar registro sobre a ocupação das aeronaves que estão sob sua responsabilidade”, critica o tucano. “Como é uma operação que envolve dinheiro público, deve haver o registro dela. Não é uma coisa que se escreve num papel de padaria e joga fora.”
Campeão. No primeiro semestre deste ano, ninguém voou tanto quanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que decolou 110 vezes, na maioria dos casos a partir ou para São Paulo, onde tem residência permanente. Padilha é cotado para disputar o governo do Estado pelo PT. Ele explica, por meio de sua assessoria, que a agenda para pactuar políticas do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País exige o uso de aeronaves.
No ranking dos que mais voam pela FAB, figuram os titulares do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (101), da Justiça, José Eduardo Cardozo (91), e do Esporte, Aldo Rebelo (81). Os ministros alegam cumprir as regras do decreto presidencial 4.244, que regulamenta o transporte pela FAB, e atribuem os voos recorrentes à extensa lista de atribuições em todo o País.

Autoridades cumprem as normas, afirma Planalto

Rafael Moraes Moura

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que os voos em aeronaves oficiais cumprem as normas do decreto, inclusive havendo compartilhamento de viagens entre as autoridades "sempre que suas agendas permitirem". "Os voos também são utilizados para fins de treinamento de pilotos da FAB, que precisam cumprir cotas periódicas de voo", destacou a Secom.
O Planalto considera que as regras para uso das aeronaves da FAB, que constam no decreto 4.244/2002, são claras e não precisam ser alteradas. O texto permite a decolagem em apenas três circunstâncias: motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente. O que o governo cogita é a possibilidade de dar mais transparência aos voos, obrigando as autoridades a divulgarem as datas das viagens, motivos e caronas.
Na próxima semana, o Ministério da Defesa deverá tornar públicas as informações referentes ao uso de aeronaves.
O assunto já foi debatido em reunião entre os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. A CGU disse que mudanças no decreto estão sob análise do governo.
Um auxiliar da Presidência disse que o uso das aeronaves pelos ministros é feito cumprindo "rigorosamente" a legislação e que não há na FAB reclamações sobre excessos.
Procurada pelo Estado, a assessoria do Ministério da Defesa informou que as viagens feitas pelo ministro Amorim estão "cobertas pelo decreto".
O governo tem 18 aeronaves à disposição de ministros, vice-presidente da República e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. A presidente Dilma Rousseff dispõe de dois jatos exclusivos.
Os custos dos voos são mantidos em sigilo, com o argumento de que se trata de informação estratégica. No mercado, a hora/voo varia de R$ 2.865 a R$ 5.692 nos modelos usados pela FAB.

Países do Mercosul devem adotar medida contra espionagem, diz Dilma

A presidente repudiu o fato de países não deixarem o avião de Evo pousar. Dilma também saudou a decisão do Mercosul ao direito de asilo.

Do G1, em Brasília

Imagem
Presidentes durante Reunião de Cúpula dos Estados Parte e Estados Associados do Mercosul (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (12), durante cúpula do Mercosul no Uruguai, que o bloco deve adotar “medidas cabíveis pertinentes” para evitar a repetição de episódios de espionagem como recentemente revelado.
“Mais do que manifestações, devemos também adotar medidas cabíveis pertinentes para coibir a repetição de situações como essa”, afirmou a presidente, que saudou a decisão do Mercosul de rechaçar o monitoramento feito pelos Estados Unidos.
“Queria também saudar a decisão no âmbito do Mercosul do direito ao asilo”, disse a presidente, sem se referir ao ex-agente americano Edward Snowden, ao qual a Venezuela, integrante do Mercosul, ofereceu asilo.
Nos últimos dias, o jornal “O Globo” revelou que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês) por telefonemas e e-mail.
Segundo a reportagem, não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.
A presidente disse, durante discurso na cúpula, que a segurança do país e a privacidade dos cidadãos e empresas “devem ser preservadas”. “Esse é um momento de demarcar um limite para o Mercosul”, declarou.
Dilma disse que o governo e o povo brasileiros “não transigem com sua soberania”. “Por isso saúdo a decisão de rechaço tomada pelo Mercosul para todas as questões relativas ao ferimento tanto da nossa soberania quanto o direito individual de nossos povos”, afirmou.
As recentes denúncias de que informações eletrônicas de cidadãos e instituições brasileiras estão sendo objeto de espionagem por órgãos de inteligência, de acordo com a presidente, “fere nossa soberania e atinge os direito individuais inalienáveis de nossa população”. Em nenhum momento do seu discurso, porém, a presidente citou os Estados Unidos.
Após a reunião, Dilma falou com jornalistas e afirmou que considera "as redes sociais" uma conquista, mas não pode haver invasão de privacidade por estados.
"Defendo com unhas e dentes as redes sociais como uma das maiores conquistas para a democratização de todas as posições. Mas é fundamental que isso não signifique invasão de privacidade por estados. O estado não pode usar isso, como forma de ser o grande olho, o grande irmão, aquilo que vê tudo, fiscaliza tudo e inibe as pessoas", afirmou.
A presidente também disse, durante o discurso, que o Mercosul repudia o fato de Itália, Portugal e França não deixarem o avião de Evo Morales, presidente da Bolívia, pousar em seus países. O presidente foi impedido de entrar no espaço aéreo de França, Portugal e Itália pela suspeita de que estava transportando o ex-técnico da CIA Edward Snowden - procurado pelos Estados Unidos. Depois das negativas de Itália, Portugal e França, o avião pôde pousar na Áustria. Para Dilma, países latino-americanos "foram ofendidos" com o impedimento.
"Queria dirigir um cumprimento muito especial e solidário ao presidente Evo Morales. Esse cumprimento faz parte da convicção de que esta região não pode deixar de manifestar o mais integral repúdio ao tratamento dispensado aonde nossos presidente por países europeus. Cada um de nós tem de defender essa posição de repúdio só por causa do presidente Evo Morales, mas porque uma parte de cada um de nós, presidentes de países latino-americanos, foi ofendida e foi de fato atingida por esse ato. Não há a possibilidade dessa solidariedade não se refletir em tato concreto efetivos seja junto aos governos, como junto aos embaixadores desses países", afirmou.
Paraguai
Dilma disse que o bloco tem uma “tarefa importante a realizar”, que é o regresso do Paraguai ao Mercosul. “O Paraguai e o povo paraguaio são partes essenciais no destino do Mercosul. Queremos tê-los de volta”, afirmou.
O Paraguai está suspenso dos dois principais blocos econômicos da América do Sul, Mercosul e da Unasul, desde a destituição de Fernando Lugo da presidência do país, em junho de 2012. A posse do novo presidente eleito, Horacio Cartes – em 15 de agosto deste ano – marcará o regresso do país ao bloco.
“A posse do presidente Horacio Cartes daqui a pouco mais de um mês é motivo de esperança e de muita expectativa para a região”, declarou a presidente, que lembrou que durante o período de suspensão do Paraguai os países membros do Mercosul mantiveram relações comerciais.
“Nós jamais tivemos atitude de retaliação ao povo ou ao governo do Paraguai”, disse a presidente ao informar que houve ampliação das trocas comerciais entre o bloco e o país. “Isso mostra maturidade política e econômica do Mercosul”, afirmou.

Papamóveis são colocados em avião da FAB no Vaticano para a JMJ

Aeronave do Brasil foi buscar modelos que serão usados pelo Papa. Carros blindados chegam ao aeroporto do Galeão, RJ, na segunda (15).

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

Imagem
Papamóvel é embarcado em avião da FAB no Vaticano para a JMJ (Foto: Capitão Cristiano Link/Força Aérea Brasileira)
Militares da Força Aérea embarcaram na manhã desta sexta-feira (12), no Vaticano, em um avião cargueiro da FAB, os dois papamóveis que deverão ser usados pelo Papa Francisco no Rio de Janeiro e em Aparecida (SP) durante sua visita ao país para a Jornada Mundial da Juventude. A previsão é que mais de um milhão de peregrinos participem do evento, que ocorre entre os dias 22 e 28 de julho.
O G1 obteve com exclusividade as imagens do embarque, nesta manhã, dos carros de transporte, que são blindados e tiveram os vidros retirados para ser colocado na aeronave, um Hércules C-130.
O avião decolou na terça-feira (9) de Fortaleza e pousou na quinta-feira (11) e Roma. A decolagem da Itália será feita no sábado (13) e de lá o Hércules segue para Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde pousa ainda no sábado. A previsão é de que haja um novo pouso em Fortaleza, no domingo (14).
O desembarque dos carros ocorrerá na segunda-feira (15), no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. No fim do mês, o C-130 levará de volta ao Vaticano os papamóveis.
Segundo o chefe conjunto das Forças Armadas, general De Nardi, informou ao G1, o translado para a JMJ em uma aeronave militar foi um pedido feito pelo próprio Vaticano. A Aeronáutica não divulgou o custo do transporte.
Imagem
Hércules C-130 da FAB trará ao Brasil carro blindado para transporte do Papa Francisco (Foto: Capitão Cristiano Link/Força Aérea Brasileira)

Adolescente é detido por apontar laser para helicóptero em Araçatuba

Pai do menor de idade vai responder por atentado contra o transporte aéreo. Código Penal prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para maiores.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Um adolescente de 16 anos foi levado para a delegacia depois de atrapalhar um voo do helicóptero Águia, da Polícia Militar, em Araçatuba (SP). Ele apontou um laser de uso proibido contra a aeronave. O piloto avisou policiais em terra, que conseguiram localizar o menor.
Quando apontado para aeronaves, o raio verde pode causar acidentes. O perigo maior é durante a aterrissagem. O pai do adolescente terá que apresentar o filho à Justiça. Como o laser estava sendo usado pelo menor, é o pai quem vai responder por atentado contra o transporte aéreo.
Casos como esse são mais comuns do que se imagina. Em 2012, o Tem Notícias mostrou uma reportagem com esse tipo de flagrante. Bastam alguns minutos para os pilotos serem atrapalhados pelos fachos de luz. Na maioria das vezes, os donos dos aparelhos de laser são menores.
Segundo o delegado Luís Alberto Bovolon, quem for pego apontando lasers para aeronaves poderá ser punido. “O crime é grave e é caso de polícia. Em relação às crianças detidas, o Conselho Tutelar da cidade é responsável por ouvir e orientar os responsáveis das crianças” ressalta. O Código Penal prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem colocar aeronaves em perigo. Menores de 18 anos respondem por ato infracional.

Senado vai ouvir jornalista americano que denunciou espionagem

Glenn Greenwald revelou monitoramento de e-mails e telefones pelos EUA. Audiência foi marcada para terça na Comissão de Relações Exteriores.

Felipe Néri Do G1, em Brasília

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado marcou para a próxima terça-feira (16) uma audiência pública com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, colaborador do jornal britânico “The Guardian”, sobre as denúncias de espionagem pelos Estados Unidos no Brasil. Greenwald vive no Rio de Janeiro e foi o primeiro a divulgar as informações sobre o caso.
No domingo, reportagem do jornal “O Globo” assinada por Greenwald revelou que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês) por telefonemas e e-mail. O jornalista também mostrou que até 2002 funcionou em Brasília uma estação de espionagem onde agentes da NSA trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana.
Greenwald foi convidado a falar na comissão após aprovação de requerimentos, na última terça, de autoria do presidente do colegiado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), e do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Ferraço convocou sessão extraordinária da CRE para terça após o norte-americano confirmar presença.
Nesta quarta-feira (10), o Senado autorizou a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias contra órgãos do governo norte-americano. A comissão será instalada após os líderes dos partidos indicarem os membros do colegiado.
Nesta semana, participaram de audiência pública no Senado para prestar esclarecimentos sobre as denúncias os ministros da Defesa, Celso Amorim, das Relações Exteriores, Antonio Patriota, das Comunicações, Paulo Bernardo, e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito Carvalho Siqueira.
O ministro da Defesa admitiu que há “vulnerabilidade” no sistema de proteção cibernética no Brasil e chegou a afirmar que não usa e-mail para assuntos importantes. Nesta sexta-feira (12), em cúpula do Mercosul em Montevideo, no Uruguai, a presidente Dilma Roussef disse que o bloco deve adotar medidas para evitar novos episódios de espionagem como os que foram denunciados recentemente.

Justiça quer "mais transparência" na divulgação do resultado do ITA

Liminar atende a pedido do MPF, que diz que atual sistema é "insuficiente". Coordenador do processo seletivo garante que decisão será cumprida.

Márcio Rodrigues

A Justiça Federal de São José dos Campos (SP) decidiu por meio de uma liminar que o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) deve divulgar o resultado final do vestibular a partir deste ano, discriminando a classificação e a notas parciais e finais de todos os participantes do processo seletivo, assim como os critérios de desempate entre os candidatos. No último ano, apenas os participantes do vestibular tiveram acesso completo às notas na página da instituição na internet por meio de uma senha.
A decisão, de 20 de junho, assinada pelo juiz federal substituto Samuel de Castro Barbosa Melo da 2ª Vara Federal, atende a uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) que pede mais transparência na divulgação dos nomes dos classifcados e do resultado de cada vestibulando na prova. No documento, o procurador da República, Angelo Augusto Costa, diz que foi verificado na análise da lista de convocados para a matrícula em primeira chamada do último vestibular que não houve a divulgação das notas dos candidatos nem de sua classificação final.
O procurador afirma ainda na ação que o fato da divulgação completa não ter ocorrido no último vestibular descumpriu uma recomendação do MPF, que já pedia a publicação mais ampla dos nomes e pontuação dos classificados.
Na ação, o procurador diz ainda que o fato de ocorrer apenas a divulgação da menor e maior nota do concurso e de somente os vestibulandos terem acesso a classificação completa é "insuficiente em termos de transparência", já que os aprovados não são apenas habilitados a cursar a graduação em engenharia no ITA, mas também a ingressar nas Forças Armadas.
O MPF pede que a nova forma de divulgação esteja prevista no edital do vestibular de 2014. Em caso de descumprimento da determinação, a Justiça estipulou o pagamento de multa pela União no valor de R$ 10 mil. O edital para o processo seletivo deve ser divulgado entre o fim deste mês e o início de agosto.
Outro lado
O professor Luiz Carlos Rossato, coordenador do vestibular do ITA, afirmou ao G1 que vai cumprir a decisão judicial e que o edital que deve ser divulgado até o começo do mês de agosto vai prever a forma de divulgação completa da classificação e pontuação dos participantes do processo seletivo por meio da página da instituição.
“Estamos estudando em qual item vamos colocar essa questão da divulgação. Nos próximos dez dias vamos alterar alguma coisa no programa de provas e devemos divulgar o edital para o processo seletivo desse ano”, disse.
Sobre o vestibular do ano passado, Rossato confirmou que só os vestibulandos tiveram acesso às notas por meio do site da instituição e perguntado sobre a recomendação do MPF que pedia a divulgação ampla do resultado final, ele disse não ter tido conhecimento à época.
O processo seletivo de 2012 teve a participação de 7.282 estudantes que fizeram as provas em 22 cidades e capitais do país, disputando 130 vagas para os cursos de graduação em engenharia do instituto, considerado um dos melhores do país.

De carona nos protestos

A intolerância crescente com mordomias fez o presidente da Câmara, Henrique Alves, voltar atrás no aluguel de carros exclusivos. No Maranhão, a governadora Roseana Sarney cedeu à pressão popular e extinguiu conselhos que custavam R$ 14,5 milhões aos cofres

Carla JIMENEZ

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), não integra nenhum reality show. Mas o deputado potiguar nunca se sentiu tão vigiado como nas últimas semanas. Depois de ter admitido o uso de um jatinho da Força Aérea Brasileira para assistir à final entre Brasil e Espanha, na Copa das Confederações, no Rio de Janeiro, na companhia de amigos e familiares, Alves teve de voltar atrás, na semana passada, em uma licitação aberta para alugar dois carros utilitários que ficariam à sua disposição quando visitasse sua base eleitoral. Tudo ao custo de R$ 222 mil, pagos com os recursos do contribuinte.

Empresas brasileiras na mira

Operadoras de internet e telefonia terão de provar que protegem seus clientes da espionagem dos Estados Unidos. Enquanto isso, o Governo acelera projetos de infraestrutura da rede de dados para reduzir a vulnerabilidade do País

Denize Bacoccina e Paulo Justus

Nos últimos anos, as exportações agrícolas aumentaram de forma significativa, o etanol colocou o agronegócio na vanguarda dos biocombustíveis e a descoberta de uma imensa reserva de petróleo no pré-sal abriu caminho para que o País ingressasse no clube dos grandes produtores mundiais. Ao se destacar no cenário internacional, o Brasil despertou o interesse – e a cobiça – de outras nações, à frente o governo dos Estados Unidos. As empresas brasileiras, agora se sabe, também entraram no radar da maior potência mundial. Documentos vazados por Edward Snowden, ex-técnico de uma empresa que prestava serviço à Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, publicados pelo jornal britânico The Guardian, mostram que dados que circulam pela internet foram bisbilhotados pelo órgão de espionagem.
Na semana passada, o jornal O Globo revelou, a partir de informações de Snowden, que o Brasil foi o maior alvo na América Latina, como parte de um esquema de monitoramento de mensagens e telefonemas que atingiu o setor corporativo, instalado numa estação da NSA em Brasília. O governo brasileiro protestou, pediu explicações, e ouviu do embaixador americano, Thomas Shannon, que os Estados Unidos não monitoram informações individuais, mas os chamados metadados, que registram, por exemplo, números de telefone e tempo de chamada de quem é alvo da vigilância, sem revelar o seu conteúdo. Segundo Snowden, no entanto, o programa de vigilância, batizado de Prism, permitia ler e-mails de qualquer pessoa, até mesmo do presidente Barack Obama, se ele tivesse uma conta pessoal.
Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não há dúvidas de que boa parte desse monitoramento do governo americano tem interesse econômico. "Uma parte dessa bisbilhotagem é a espionagem comercial, industrial", afirmou na quinta- feira 11 o ministro, em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, lembrando que a estrutura da internet é vulnerável, por natureza, ao vazamento de dados. "No caso do pré-sal, se colocarem uma informação na rede, há uma possibilidade quase total de alguém interceptar", disse. Por isso, segundo ele, informações estratégicas para o governo brasileiro, como detalhes de campos de petróleo, não são tratados por e-mail nem por rede pública.
Especialistas em proteção de dados avaliam que os alvos preferenciais da curiosidade dos arapongas estrangeiros são justamente as empresas dos setores nos quais o Brasil detém tecnologias mais avançadas. "Empresas brasileiras bilionárias tornam-se um alvo, tanto da concorrência externa quanto da inteligência militar", diz Jeferson D"Addario, sócio da Daryus Consultoria. "Há interesse por companhias das áreas química, farmacêutica, financeira, de telecomunicações e agronegócio." Dessa forma, Petrobras, embraer e Braskem e bancos nacionais de grande porte estariam na mira dos americanos. Procuradas pela DINHEIRO, as companhias preferiram não se pronunciar, assim como entidades empresariais, como o Sindusfarma e a Federação Brasileira dos Bancos.
A coleta de informações pode acontecer em duas frentes: redes de telefonia ou internet. Por isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou na segunda-feira 8 uma investigação para apurar se as teles sediadas no Brasil têm contratos com operadoras americanas que deem brecha à violação de dados. As operadoras TIM, Claro, Oi e Vivo, procuradas pela DINHEIRO, preferiram não se pronunciar individualmente sobre o assunto. Em seu lugar, o Sinditelebrasil, que representa as empresas do setor, negou qualquer colaboração com a NSA. "As empresas adotam uma política rigorosa para proteger a privacidade de seus usuários", diz Alexandre Castro, diretor de regulação do Sinditelebrasil.
O presidente da Anatel, João Rezende, admite, em todo caso, que há uma zona cinzenta no País, uma vez que provedores estrangeiros ignoram as leis nacionais, alegando que cumprem as regras de seu país de origem. Dessa forma, não há condições de assegurar o sigilo de informações e os registros telefônicos dos clientes brasileiros – nem mesmo de integrantes do governo. Na mesma direção, o ministro Paulo Bernardo chegou a dizer aos senadores que nem os telefonemas da presidenta Dilma estão a salvo, uma vez que ela liga para o celular de seus auxiliares, cuja comunicação não é criptografada. Bernardo também lembrou que a estrutura da internet tem grande concentração nas mãos de poucas empresas.
"Quase todas sediadas nos Estados Unidos, que concentram o tráfego e as receitas do setor", disse. As operadoras do País, por sua vez, avaliam que ainda é preciso investigar em qual parte da rede a vigilância denunciada por Snowden ocorreu. De acordo com um advogado da área, as empresas estão tranquilas e, se houve monitoramento, não foi feito via operadoras. Apesar disso, Castro, do Sinditelebrasil, admite que a partir do momento em que as informações saem da rede privada das teles brasileiras não há como garantir que não sejam interceptadas em outro país. Para reduzir vulnerabilidades, uma das medidas em estudo pelo governo é a obrigação de instalar datacenters no Brasil, sujeitos à legislação local.
"Queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no País", disse a presidenta Dilma, no início da semana passada. No caso da internet, entretanto, a acusação de Snowden sobre a colaboração das empresas do setor é mais direta. Documentos fornecidos ao The Guardian mostram representantes da NSA afirmando que tinham acesso direto aos sistemas de gigantes da internet, como Microsoft, Apple, Google e Facebook. Procuradas pela DINHEIRO, as empresas disseram que fornecem informações às autoridades mediante determinação judicial. Na quinta feira, nova acusação do jornal britânico implica a Microsoft explicitamente, afirmando que a empresa ajudou o serviço americano a quebrar códigos de criptografia, incluindo o portal do Outlook.com e o Skype, comprado em maio de 2011. A empresa negou.
Embora a extensão dos fatos esteja longe de ser totalmente esclarecida, o governo brasileiro tenta tomar providências. Além de pedir uma investigação da Polícia Federal, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, quer levar o caso às Nações Unidas e à União Internacional de Telecomunicações, em Genebra, órgão que regula o setor em todo o mundo. O governo brasileiro também se mexeu para tirar do papel o marco civil da internet, uma legislação que promete aumentar as garantias de privacidade dos brasileiros. Na semana passada, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, tentou recolocar o assunto em pauta, sem sucesso.
Os projetos que preveem a construção de uma infraestrutura própria de telecomunicações também devem ganhar força. Entre eles está o programa de construção do satélite geoestacionário brasileiro, ao custo estimado de R$ 1 bilhão, atualmente em fase de seleção das empresas que fornecerão a tecnologia ao consórcio formado pela embraer e Telebrás. Outra proposta em estudo é a instalação de um cabo submarino ligando o Brasil à Europa, com orçamento de R$ 700 milhões, com um ponto de troca de tráfego (PTT) em Fortaleza. Assim o País reduziria a dependência da estrutura americana. Em audiência no Senado na quarta-feira 10, o ministro da Defesa, Celso Amorim, lamentou que os sistemas usados no País estejam baseados no Exterior.
"Essa é uma área que merece investimento redobrado", afirmou Amorim. A verdade é que não é de hoje que os Estados Unidos monitoram as comunicações brasileiras. O embaixador Rubens Barbosa lembra que quando chefiou a representação do Brasil em Washington, e preparava uma visita do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001, percebeu sinais de perda de qualidade no telefone da embaixada. "Uma empresa de segurança constatou que um cabo que saía do escritório brasileiro passava pelo Departamento de Estado, por onde provavelmente era feita a interceptação", diz Barbosa. De lá para cá a tecnologia só fez evoluir, abrindo ainda mais brecha para espionagem. Os controles, no entanto, não avançaram na mesma velocidade.



Leia também:











sábado, julho 13, 2013 | Posted in , , , , , , , , , | Read More »

Receba as Últimas Notícias por e-mail, RSS,
Twitter ou Facebook


Entre aqui o seu endereço de e-mail:

___

Assine o RSS feed

Siga-nos no e

Dúvidas? Clique aqui




◄ Compartilhe esta notícia!

Bookmark and Share






Publicidade






Recently Added

Recently Commented