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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 06/06/2016 / Obras do Aeroporto de Salvador estão em fase final


Obras do Aeroporto de Salvador estão em fase final


Luana Almeida ...

Após dois anos de atraso, o Aeroporto Internacional de Salvador deverá ter as obras de reforma e modernização finalizadas ainda este mês, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

A entrega, no entanto, ainda não tem data definida. Iniciada em junho de 2012, a requalificação, segundo a empresa, já tem 79% dos serviços previstos concluídos.

O prazo inicial para entrega era de 18 meses, com inauguração marcada para dezembro de 2013 - seis meses antes da realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014. A Infraero atribui tal atraso à impossibilidade de suspensão dos serviços do aeroporto durante a execução das obras. "Inicialmente a Infraero precisou readequar o cronograma dado os desafios de se executar os serviços com o aeroporto em pleno funcionamento, o que fez com que o plano de execução precisasse ser ajustado", informou a assessoria de comunicação da empresa, por meio de nota.

Melhorias
Com o final da obra, que custou R$ 112,5 milhões, o espaço ganha nova área dedicada ao check-in, ampliação da sala de embarque doméstico remoto - de 218 m² para 573 m². Neste espaço, está pendente ainda o funcionamento da terceira ilha de check-in, que está em fase de homologação.

O aeroporto também teve escadas rolantes e escada fixa reformadas, recebeu esteiras de restituição de bagagem em formato "U", banheiros ao lado da praça de alimentação, além de balcões de atendimento para as empresas aéreas.

No espaço dedicado ao embarque internacional, foram instalados um conjunto de banheiros do saguão, uma rampa de acesso ao embarque e os elevadores foram recuperados.

"A obra de reforma e modernização do terminal de passageiros do Aeroporto de Salvador tem como objetivo aumentar os níveis de conforto para passageiros e demais usuários", avaliou a empresa, em nota.

Dois anos após o prazo de conclusão estabelecido pela Infraero, quem transita pela área externa do local ainda precisa driblar andaimes e máquinas dispostos entre o novo edifício garagem e o terminal de passageiros.

Tal transtorno nesta reta final é mínimo se comparado ao causado durante a requalificação da área interna, sobretudo no período de construção da nova área de check-in.

Além de longas filas e problemas na sinalização indicativa das companhias aéreas, passageiros e lojistas reclamaram, à época, de interrupções no fornecimento de energia elétrica e no sistema de climatização.

Em janeiro de 2014, o aeroporto chegou a sofrer, em menos de 24 horas, duas panes que comprometeram o funcionamento do sistema de dados de todas as companhias aéreas.

"Na época, para proporcionar o mínimo de bem estar aos clientes, trouxemos ventiladores de casa", afirmou a vendedora Joane Santana, 41, que trabalha no local há cerca de sete anos.

O atraso nas obras, segundo a gerente de uma loja de souvenirs, Vanessa Souza Ribeiro, foi responsável por uma queda de cerca de 30% das vendas nos períodos de grande movimento - dezembro, janeiro, junho e julho -, sobretudo dos anos de 2014 e 2015.

"Os passageiros passavam tanto tempo nas filas do check in que, quando terminavam, não tinham tempo para circular, comprar presentes", contou.

De acordo com vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte (SHRBS), Sílvio Pessoa, mesmo após a requalificação, o aeroporto necessita de mais investimentos em infraestrutura.

"A estrutura ainda está aquém do desejável. É importante ampliar a capacidade para que recebam mais voos e o aeroporto possa ser comparado aos maiores do país", afirmou.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS


Após Casa Civil restringir voos da FAB, Dilma desafia no Facebook: eu vou viajar

Presidente afastada chama a decisão de ilegítima, provisória e interina e afirma que não pode pegar voos comerciais por questão de segurança

A presidente afastada Dilma Rousseff recorreu à sua página no Facebook para comentar a decisão da Casa Civil de limitar seus deslocamentos aéreos usando voos da Força Aérea Brasileira (FAB).
 “Houve uma decisão da Casa Civil ilegítima, provisória e interina, cujo objetivo é proibir que eu viaje. É um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará… Isso é grave”, escreve no post, publicado no fim da tarde deste sábado.
Dilma afirma que não pode, “como qualquer outra pessoa, pegar um avião (comercial)”, já que sua movimentação envolve “todo um esquema garantindo minha segurança”, algo previsto “pela Constituição”.Em tom de desafio, a presidente termina o post declarando: “eu vou viajar!”.
Nesta semana, a Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil elaborou um parecer que limita os deslocamentos aéreos da presidente afastada.
Pelas novas regras, Dilma só poderia tomar voos da FAB para se locomover entre Brasília a Porto Alegre, onde ela tem apartamento e sua família mora.
“Eles não querem que eu vá às praças de todo o Brasil e diga que o que está acontecendo é um golpe", afirmou.

PORTAL G-1


Tocha Olímpica ilumina Fernando de Noronha


Ana Clara Marinho

A Tocha Olímpica Rio 2016 passou por Fernando de Noronha neste domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente. A ilha teve a chamada operação especial para registro de imagens que serão vistas em todo o mundo. Foram escalados para conduzir o fogo dos jogos 11 moradores, além da jornalista da Rede Globo, Carol Barcellos. Por volta das oito da manhã o avião com a chama chegou à Noronha e foi recebido pelo administrador Luís Eduardo Antunes, conselheiros distrital e a banda de música da Escola Arquipélago. Do aeroporto a tocha seguiu para a Praia do Sueste e passou pelas mãos do noronhense e servidor do Instituto Chico Mendes, Gilvanio Ferreira. “Eu sou natural de Fernando de Noronha, filho de ex-combatente, pra mim está sendo um momento especial abrir este revezamento”, falou Gilvanio. No Sueste também estavam os pesquisadores do Projeto Tamar, que captaram duas tartarugas marinhas, e foi feito o registro da passagem da pira pela praia com as tartarugas.
Em seguida o símbolo dos jogos foi levado para o Porto de Santo Antônio para ser conduzido em uma escuna para a mergulhadora e bióloga Zaira Matheus. “A emoção é enorme por representar os mergulhadores de Fernando de Noronha, ser mulher levando a Tocha Olímpica e simbolizar a paz no mundo. Estou emocionada e me sentido privilegiada “, contou Zaira.  
Depois do passeio de barco a pira desembarcou na Praia da Cacimba do Padre e passou para as mãos de outra mulher, a corredora e radialista Thânia Brito.
Da Cacimba do Padre o fogo seguiu para a Praia do Sancho. O surfista Patrick Tamberg percorreu a faixa de areia e em seguida tentou o embarque numa canoa havaiana , conduzida pelo atleta Alef Alves, aí aconteceu um momento de tensão. A tocha foi entregue para Alef, mas na hora de entrar na canoa, Patrick teve que recuar por conta das ondas. Alef teve que remar com uma mão e segurar a tocha com a outra, enquanto Patrick Tamberg nadava para só então embarcar. Acabou dando certo a operação Sancho.
No Mirante da Baía dos Porcos o jovem Thor Moreira, que tem síndrome de Down , emocionou todo mundo transbordando de felicidade por segurar o símbolo das Olimpíadas Rio 2016.
Na Praia da Conceição o atleta da terceira idade, Renê Jerônimo, que tem 75 anos , mostrou disposição de menino correndo com a tocha.
Depois de Seu Renê, a apresentadora da Globo, Carol Barcellos circulou com a tocha no Forte Nossa Senhora dos Remédios e ainda percorreu o sítio histórico.

Léo rumou para a Praça São Miguel e repassou a chama olímpica para o administrador, Luís Eduardo Antunes, que seguiu até o Centro Integrado Bem-Me-Quer
Do Centro Integrado, a tocha foi levada para o Porto de Santo Antônio ,onde o ex-jogador de vôlei , Douglas Cordeiro, seguiu com o símbolo dos jogos até em frente ao restaurante Mergulhão , onde encontrou o corredor Ademir Ventura.
O corredor local correu até a Capela do Porto de Santo Antônio, num trajeto cheio de emoção. “Estou muito feliz em encerrar este revezamento fazendo um esporte que eu amo, na minha terra”, disse Ademir.
Ao final todos os condutores confraternizaram-se , fechando o evento. Em Fernando de Noronha o revezamento certamente teve um dos cenários mais bonitos da história do Jogos Olímpicos.

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Em frente a Igreja dos Remédios o militar da Aeronáutica , Edson Silva, seguiu com a chama até o Palácio São Miguel, onde passou a responsabilidade de conduzir a tocha para o engenheiro de pesca Léo Veras.

Exército Brasileiro combate mais de mil focos do Aedes aegypti em RR

Ação conjunta com o Estado e Município visitou 24.925 casas na capital. Campanha de combate foi nesse sábado (4) e contou com 1,5 mil militares.

Uma ação conjunta do Exército Brasileiro, Estado e Município, identificou, nesse sábado (4), 1.299 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chykungunia e vírus da zika, em Boa Vista. Segundo dados do Exército, a campanha contou com 1,5 mil militares, 125 bombeiros e agente de endemias, que visitaram 24.925 imóveis na capital.
O trabalho teve o objetivo de sensibilizar a população sobre o risco de surgirem novos criadouros, bem como combater a proliferação do mosquito, tendo em vista que no período chuvoso aumentam as chances de acúmulo de água, propiciando a reprodução do Aedes aegypti. Ainda conforme as informações do Exército, foram distribuídos 38.457 panfletos de orientação.
A ação foi realizada na capital e no interior. Em Boa Vista, nove bairros receberam as equipes: Senador Hélio Campos, Cidade Satélite, Alvorada, Sílvio Botelho, Paraviana, Pricumã, Santa Luzia, São Francisco e Mecejana, todos localizados na zona Oeste de Boa Vista. 
As vistorias foram feitas em caixas d’água, para verificar se estavam vedadas, calhas de chuva, ralos externos, vasilhas de animais, bandejas de ar-condicionado e de geladeiras, além de vasos sanitários desativados, máquinas de lavar roupas sem uso ou pouco utilizadas e todos os outros locais que poderiam acumular água.
Cuidados no inverno
O Aedes aegypti precisa de água para viver e com a intensificação das chuvas, o risco de surgirem novos criadouros aumenta.
Por isso o Estado alerta a população sobre a importância da limpeza, pois, em 80% dos casos, o mosquito vive e se reproduz dentro e no entorno das residências, e, se cada um evitar água parada em suas casas, será possível impedir o nascimento da grande maioria dos mosquitos nas cidades.Qualquer local que possa armazenar um pouco de água é suscetível para a fêmea colocar os ovos. E não apenas água limpa; ela consegue colocar em áreas com um pouquinho de matéria orgânica também. O ideal é fazer a limpeza periodicamente ou cobrir os locais. Cloro e água sanitária contribuem para eliminar o ovo do mosquito.
Os ovos deixados pelo mosquito aguentam até um ano sem água e basta um único contato com a água, em até dez dias, para eles se transformem em mosquitos aptos a transmitir a doença. A bióloga alerta, no entanto, que não é suficiente vistoriar o próprio quintal, se o vizinho não fizer a sua parte.

REVISTA VEJA


Jarbas Passarinho é enterrado com honrarias militares em Brasília

O ex-ministro morreu em decorrência de problemas causados pela idade avançada

Foi enterrado neste domingo, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, o general da reserva e ex-ministro Jarbas Passarinho. A cerimônia rápida, marcada para as 16 horas, contou com honrarias militares, como execução de marchas, tiros de fuzil e de canhão. Emocionados, parentes e autoridades elogiaram a atuação política de Passarinho e o aplaudiram na despedida. 
"Era um homem de ideias, preocupado com o Brasil", afirmou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso, que participou da cerimônia. "Esteve sempre muito preocupado com o destino do nosso povo." Velloso lembra que falou sobre a situação do país na última conversa que teve com Passarinho. "Era seu assunto preferido."
Passarinho tinha 96 anos e morreu em casa, em Brasília, em decorrência de problemas causados pela idade avançada. Nascido em Xapuri, no Acre, ele iniciou sua trajetória política no Pará, Estado que governou entre os anos de 1964 a 1966. Também foi senador por três mandatos e atuou como ministro nos governos militares e do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
O ex-ministro participou da articulação do golpe militar de 1964 e ficou famoso por uma frase proferida durante a reunião do Ato Institucional 5, que deu amplos poderes aos militares e endureceu o regime a partir de 1968, empurrando o país para uma ditadura. "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência", disse na época.

Um mês do exílio de Eduardo Cunha

Afastado do comando da Câmara dos Deputados pelo Judiciário, Eduardo Cunha tenta a todo custo sepultar o processo de cassação que avança no Conselho de Ética

Marcela Mattos, De Brasília

Desde a tarde do dia 5 de maio, quando os onze ministros do Supremo Tribunal Ferderal (STF) decidiram apeá-lo da cadeira de presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mantém sua rotina impassível: acorda antes do sol raiar todos os dias, veste-se com terno e gravata, abotoa o broche concedido aos parlamentares em exercício e inicia sua agenda de reuniões com advogados, intervalada por telefonemas para sua poderosa rede de mosqueteiros em ação no Congresso e a participação na rádio evangélica Melodia, do Rio de Janeiro. É da residência oficial da presidência da Câmara que Cunha ainda comanda algumas das mais importantes articulações políticas ocorridas nos corredores e no plenário da Casa, conforme o interesse em jogo no dia - e eventual promessa de ajuda para salvar seu próprio mandato quando a derradeira votação do processo de cassação chegar.
"É clara a vontade dele de voltar à presidência. A gente chega e ele quer saber das coisas, do clima, do que estão dizendo sobre as ações do governo. Pergunta sobre tudo", narra um aliado que o visitou recentemente.
Réu na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha teve o mandato suspenso pelo Supremo por suspeita de tentar obstruir o processo contra ele no Conselho de Ética. A manutenção do mandato, aliás, é sua principal obsessão uma vez que o foro de deputado lhe assegura relativa distância do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas sentenças da Lava Jato. Segundo relato de seus escudeiros, que o visitam com frequência, Cunha só muda o semblante imperturbável quando uma palavra é pronunciada: prisão. Na semana passada, demonstrava ansiedade ante os rumores que ganharam força em Brasília, segundo os quais a Polícia Federal poderia bater à sua porta com um mandado de prisão expedido pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.
"Não estou agindo no conselho, e sim me defendendo de acusações visando convencer da improcedência da acusação", afirmou Cunha ao site de VEJA.
Do "exílio", Eduardo Cunha viu se concretizarem os seus principais acordos políticos, como as canetadas dadas por auxiliares na Câmara dos Deputados. O seu controverso sucessor, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), despachou atos com o objetivo de barrar o Conselho de Ética. O peemedebista também conseguiu emplacar aliados em cargos estratégicos na gestão do presidente interino Michel Temer: um dos seus principais braços-direitos, o líder do PSC, André Moura (SE), foi alçado líder do governo na Casa. Moura recebeu o aval do chamado "centrão", grupo formado por doze partidos, dos quais os principais líderes mantêm-se fieis a Cunha - entre eles, Jovair Arantes (PTB-GO), Paulinho Pereira (SD-SP) e Rogério Rosso (PSD-DF), além do próprio André Moura.
Nos corredores do Congresso e do Planalto, por outro lado, há quem diga que o peemedebista já não tem a mesma influência de 30 dias atrás - o que se tratando da figura e da força conhecidas do peemedebista, ainda não se pode ser traduzido em rendição. Se, até pouco tempo a casa e o gabinete do peemedebista registravam um fluxo constante de aliados, o movimento, a cada dia, é menor. Longe da presidência, Cunha não consegue agradar aliados indicando-os para relatorias de projetos valiosos e para o comando de comissões. "Quando perde a caneta, perde-se a força sobre qualquer pessoa", resume um congressista que jura seguir fiel a Cunha. Ele reconhece, no entanto, que os conselhos e estratégias do peemedebista seguem sendo adotados.
O estilo truculento também pesa para o distanciamento de parlamentares. Sem a máquina da Câmara, o presidente afastado perde apoio daqueles que não precisam mais suportar o seu destempero. Um deles foi o primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), um de seus principais aliados até o mês passado. Conforme relatos, o peemedebista chegou a gritar com ele na frente de outros parlamentares enquanto tratava dos benefícios que manteria com o mandato suspenso - a Câmara acabou lhe concedendo todas as prerrogativas, como o salário integral, jatos da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição e a residência oficial.
A maioria dos deputados só aceita falar sobre Cunha na condição de anonimato por medo de retaliações caso ele consiga se safar. "Fica claro que há um enfraquecimento. Mas também é evidente que nos bastidores, como presidente afastado, ele usa todas as forças e armas que tem. O que se diz é que com o desvio do dinheiro da Petrobras, Eduardo Cunha financiou de 120 a 150 deputados. Agora ele tem uma espada na cabeça de cada um que participou desse esquema", afirma um congressista. Outro ex-colega emenda: "Eu sempre tive uma boa relação com ele, que foi correto e me deu espaço. O ruim é que nunca joga de verdade, de peito aberto. Ele começou a me dar facada pelas costas. Minha relação era política, mas vi que na política eu não posso confiar no Eduardo", disse.
Esperança - Ainda que a Justiça não tenha definido um prazo para Cunha poder voltar à ativa, o peemedebista ainda alimenta a expectativa de voltar ao comando da Câmara dos Deputados - a próxima eleição da Mesa Diretora é somente em fevereiro do ano que vem. Por isso, ele busca manter-se informado de cada decisão e bastidor da Casa.
Cunha ignora as pressões e resiste a renunciar ao posto, o que abriria caminho para a convocação de novas eleições, a derrubada do seu sucessor, Waldir Maranhão, e ainda seria um aceno para os julgadores de seu processo de cassação.
Assim como fazia no processo de impeachment de Dilma Rousseff, o peemedebista tem no papel a contabilidade de votos e acredita em uma punição mais branda no colegiado. Pode ser decisivo o posicionamento da deputada tia Eron (PRB-BA). Nos bastidores, fala-se que Cunha teria prometido ao PRB um ministério em troca da absolvição. O presidente da legenda, Marcos Pereira, foi nomeado ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Retomada da normalidade - Após um início turbulento, a Câmara dos Deputados retoma a normalidade sob a gestão de Waldir Maranhão, que era vice-presidente de Eduardo Cunha. Depois da ridícula tentativa de anular a admissibilidade do impeachment de Dilma, Maranhão equilibra-se na cadeira presidente de maneira estratégica: para fugir de protestos, terceiriza o comando do plenário e de decisões importantes para outros membros da Mesa Diretora. Mesmo com um presidente "fantasma", projetos prioritários do governo interino de Michel Temer estão sendo aprovados.
"A Casa vai sobrevivendo. O afastamento do Eduardo é ruim porque é ele muito dinâmico, e a Câmara funciona com muita velocidade no trato do regimento e de ações legislativas. As coisas funcionam porque nós, líderes, fizemos funcionar", afirma o deputado Jovair Arantes, um dos mais próximos de Cunha e membro do chamado "centrão".
"Para a gente interessa que a pauta da Câmara está andando. Qualquer tipo de envolvimento direto do governo nesse tema gera dificuldades. As coisas estão sendo tocadas, não tem por que a gente ficar em uma angústia", afirmou o ministro Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política do governo. Geddel fez, na última semana, visita a Eduardo Cunha. Segundo ele, o breve encontro foi apenas um gesto de "solidariedade".
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), agendou a votação do parecer que recomenda a perda de mandato de Cunha para a próxima terça-feira. Quem conhece Cunha, duvida.

PORTAL R7


Afastado, Cunha mora em mansão de 800 m², tem jato da FAB e custa ao menos R$ 125 mil por mês

Cálculos do PSOL, porém, estimam em R$ 541 mil despesas do presidente da Câmara afastado

 Um mês após ser afastado da presidência da Câmara, depois de decisão unânime do STF (Supremo Tribunal Federal) em 5 de maio, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu ao menos R$ 125,8 mil dos cofres públicos, referentes ao salário integral e à verba de gabinete. Oficialmente, ele não trabalhou no período.
O salário de um deputado federal é de R$ 33.763 e a verba para manter o gabinete em funcionamento é de R$ 92.053,20 — essa grana serve para pagar salários dos secretários parlamentares (não necessariamente servidores públicos escolhidos pelo deputado). Cunha pode ter até 25 secretários parlamentares.
Um dia depois do “gancho” que recebeu da Suprema Corte, Cunha foi beneficiado por uma decisão da Mesa Diretora da Câmara, que decidiu manter o direito de ficar na residência oficial, receber o salário integral e a verba para funcionamento do gabinete e manter benefícios como segurança e assistência à saúde.
Além do salário e da verba de gabinete, o partido contabilizou na conta o salário da administradora da casa (R$ 28.249); duas arrumadeiras, duas auxiliares de cozinha, três cozinheiros, um chef e quatro garçons (R$ 35.956); oito vigilantes terceirizados (R$ 60.320); 16 agentes de polícia (R$ 217.257); quatro motoristas (R$ 29.390); aluguel de dois veículos sedã (R$ 9.496); a despensa oficial (R$ 29,6 mil); e água, luz e telefone (R$ 5.000).
Após a Mesa Diretora manter esses benefícios de Cunha, o vice-líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), disse que as despesas eram um “escândalo”.
— Para além dos números escandalosos de gastos, a decisão da Mesa ampara um mandato que não é normal, já que ele está afastado. Não é possível manter as regalias de Cunha, que continua atuando, exercendo influência política no Parlamento e no governo interino.

No final de maio, o partido entrou com uma Reclamação Constitucional no Supremo para suspender os privilégios de Eduardo Cunha. A Corte, porém, ainda não se pronunciou sobre as regalias do deputado afastado, que não está trabalhando.
Aviões da FAB
Cunha também pode voar quando quiser nos jatos da FAB (Força Aérea Brasileira), regalia prevista por um decreto presidencial a autoridades do primeiro escalão do governo federal.
Um levantamento do R7, com base nos relatórios de voo da FAB, entre os dias 5 de maio e 3 de junho, indica que Eduardo Cunha usou aviões oficiais em ao menos quatro ocasiões.
No dia 23 de maio, voou do Rio de Janeiro (Santos Dumont) para Brasília com sete pessoas a bordo e alegou viagem a serviço. Já no dia 25, foi de Brasília ao Rio de Janeiro (Santos Dumont), também com sete pessoas a bordo, e alegou como motivo a volta para casa.
No dia 29, fez de novo o trajeto Rio de Janeiro (Santos Dumont)-Brasília, a serviço, com sete pessoas a bordo. Na última quinta-feira (2), Cunha retornou a sua casa, no Rio de Janeiro, desde Brasília, também com um avião da FAB e com as mesmas sete pessoas a bordo.
A FAB segue orientação de transportar os presidentes dos três poderes, ministros de Estado, chefes das Forças Armadas e outras autoridades do primeiro escalão do governo, conforme os decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002, e nº 8.432, de 9 de abril de 2015.
O Conselho de Ética da Câmara deverá votar na próxima terça-feira (7) o futuro político de Eduardo Cunha. Caso perca a votação, ele pode ter seu mandato cassado caso o plenário assim decida.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


No trajeto olímpico, Complexo do Alemão exibe derrota da pacificação


Mais de R$ 700 milhões foram investidos em obras no Complexo do Alemão na última década.
Políticos, ONGs e artistas de Hollywood subiram o morro para celebrar a ocupação das comunidades pelos militares em 2010. A região virou até cenário de novela da Globo em horário nobre.
Mas, a menos de três meses da abertura da Rio-2016, o Alemão –às margens de uma das principais vias do trajeto olímpico, a Linha Amarela– está longe de ser área pacificada, apesar de contar com quatro UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora).
Moradores são obrigados a conviver com tiroteios frequentes e toque de recolher do tráfico, dominado pelo Comando Vermelho.
Em maio, sete pessoas foram feridas a bala e duas outras morreram: uma moradora e um policial militar.
Na tarde do domingo (22), uma mulher de 21 anos foi atingida por dois tiros na perna ao descer de um ônibus próximo à Grota, uma das comunidades mais povoadas.
Segundo a ONG Voz das Comunidades, formada no complexo, oito mortes foram registradas na região desde o início do ano –sete de moradores e um de um policial.
Além dos mortos, outras 20 pessoas ficaram feridas: 13 moradores e sete militares.  Mais de R$ 700 milhões foram investidos em obras no Complexo do Alemão na última década.
Políticos, ONGs e artistas de Hollywood subiram o morro para celebrar a ocupação das comunidades pelos militares em 2010. A região virou até cenário de novela da Globo em horário nobre.
Mas, a menos de três meses da abertura da Rio-2016, o Alemão –às margens de uma das principais vias do trajeto olímpico, a Linha Amarela– está longe de ser área pacificada, apesar de contar com quatro UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora).
Moradores são obrigados a conviver com tiroteios frequentes e toque de recolher do tráfico, dominado pelo Comando Vermelho.
Em maio, sete pessoas foram feridas a bala e duas outras morreram: uma moradora e um policial militar.
Na tarde do domingo (22), uma mulher de 21 anos foi atingida por dois tiros na perna ao descer de um ônibus próximo à Grota, uma das comunidades mais povoadas.
Segundo a ONG Voz das Comunidades, formada no complexo, oito mortes foram registradas na região desde o início do ano –sete de moradores e um de um policial.
Além dos mortos, outras 20 pessoas ficaram feridas: 13 moradores e sete militares.
DOMÍNIO DO TRÁFICO
Os traficantes do Comando Vermelho, que haviam sido expulsos durante a ocupação em 2010 -em uma cena célebre, na qual foram filmados correndo em fuga-, retomaram o comércio de drogas nas favelas locais e agora aproveitam-se da crise financeira que atingiu o Estado e a Secretaria de Segurança para acirrar os confrontos.
Eles dominam as regiões distantes das cinco estações do teleférico, onde funcionam postos policiais, e montam barricadas no complexo.  
A Folha constatou a instalação de barras de ferro e latões metálicos recheados de cimento. A intenção é impedir a entrada de carros da polícia em pelo menos duas comunidades, Areal e Casinhas.
Moradores se recusam a falar publicamente sobre a violência ali. Mas, nas redes sociais, é possível encontrar postagens quase diárias de fotos e vídeos mostrando confrontos entre PMs e bandidos.
Até nos bairros vizinhos ao Alemão, os moradores mudaram seus hábitos. Voltaram a ficar reclusos em casa. "O Alemão está melhor do que antes da criação das UPPs, mas a violência não saiu de lá. O pior é a ideia da derrota deste projeto de pacificação. A cidade fica com a sensação de que nada dá certo", diz a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do CESeC (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes).
A violência também reduziu a atividade econômica na região. Nos últimos anos, bancos fecharam suas agências –apenas duas instituições permanecem no complexo- e lojas também encerraram as atividades.
"As notícias dos confrontos atrapalharam muito o movimento. Tive uma queda de 40% no faturamento", afirmou Marcelo Ramos, 41, dono do Bistrô Estação R&R, na Nova Brasília, uma das comunidades do complexo.
O estabelecimento foi aberto em 2012. Em 2015, Ramos lançou uma cerveja especial, a Complexo do Alemão Lager.
"A esperança é que os Jogos Olímpicos tragam paz para a região e os visitantes voltem a aparecer", disse Ramos, que reformou uma Kombi para vender seu produto em uma das estações do teleférico do complexo em agosto, mês de abertura dos Jogos.
OUTRO LADO
Comandante do projeto das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), o coronel André Silva disse que a pacificação do Complexo do Alemão é "um processo lento e difícil, que não se consolida do dia para a noite".
O militar confirmou a presença de traficantes na região e culpou a crise econômica pela violência na área.
"O projeto de pacificação é relativamente novo, seis anos. Não se consegue mudar rapidamente um quadro de violência, de falta de coisas básicas de décadas", afirmou o coronel.
"A violência continua pela presença de marginais, que ainda não conseguimos desestruturar totalmente."
Apesar do alto número de vítimas na comunidade, Silva disse à reportagem da Folha que "o projeto [das UPPs] trabalha com operações planejadas, buscando o menor confronto".
"Não podemos descartar que o Brasil e o Estado passam por momentos difíceis, com forte desemprego. E isso tem relação direta com práticas criminosas", afirmou o coronel da Polícia Militar.

REFLEXO
A crise econômica do Estado se refletiu na segurança.
Além do atraso no pagamento dos policiais, o governo admitiu em março que os investimentos ficaram reduzidos a "praticamente zero" depois do corte de 35% no orçamento da pasta.
No dia 19, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que pedirá ao governo federal o reforço das Forças Armadas para atuar nas ruas da capital fluminense durante os Jogos Olímpicos.
A ideia do governo estadual é que os militares fiquem nas ruas, nos acessos às comunidades do Rio de Janeiro, impedindo assim o tráfego de traficantes.

JORNAL DO BRASIL


Marinha assume guarda do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial


A Marinha do Brasil assume, neste domingo (5), a guarda do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, localizado no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. A cerimônia em comemoração aos 151 anos da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Força Naval, será presidada pelo Comandante do 1° Distrito Naval, Vice-Almirante Leonardo Puntel.
Na solenidade, uma companhia do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro receberá, da companhia do 1º Batalhão de Guarda do Exército, o posto de guarda e passará a ter responsabilidade de manter a ordem, a vigilância e a segurança do monumento. Serão prestadas, também, honras militares em homenagem ao Soldado Desconhecido.
A Troca da Guarda festiva ocorre sempre no primeiro domingo dos meses de junho, agosto e outubro com o revezamento entre as Forças Armadas.

JORNAL O POVO (CE)


O exemplo é do tamanho da responsabilidade

Os que ocupam protagonismo precisam trabalhar, cada um dentro do seu raio de influência, para manter o limite de civilidade que a crise política exige

O Brasil vive uma fase delicada de sua história, que exige grande responsabilidade dos dirigentes políticos para que seja superada. O desafio entregue aos responsáveis por conduzir os destinos do País neste momento, em caráter provisório ou definitivo, é de saberem manter um comportamento pautado no equilíbrio e na sensatez, evitando-se qualquer ação capaz de pôr em risco o Estado Democrático de Direito conquistado à custa do sacrifício de tantos. O papel reservado à presidente afastada, Dilma Rousseff, e ao presidente em exercício, Michel Temer, é central.
Há, nas ruas, um ambiente tensamente marcado pela divisão política e os que ocupam espaços de protagonismo precisam trabalhar, cada um dentro do seu raio de influência, para manter o limite de civilidade que o quadro exige. Todos os posicionamentos precisam ser respeitados e preservados, garantindo-se as condições para que instituições como Ministério Público, Polícia Federal, Judiciário e Congresso Nacional, para citar apenas aquelas mais eloquentemente envolvidas com o processo histórico em curso de combate à corrupção e de investigação de malfeitos, cumpram o papel que lhes está reservado para superação da quadra grave na qual fomos lançados pelas circunstâncias.
O momento, repita-se, exige o máximo de serenidade. Cortar direitos à presidente da República afastada, como o de se deslocar pelo País em jato da Força Aérea Brasileira (FAB) ou de fazer uso de cartão corporativo para compra de bens alimentícios para residência oficial, parece um desserviço à construção de um ambiente institucionalmente tranquilo em meio a uma preocupante agitação das ruas, mesmo que sob controle absoluto até o momento. O exemplo de cima será fundamental para manter a estabilidade que as circunstâncias graves permitem, o que torna necessária a cobrança por serenidade daqueles que assumem funções de liderança.
Dilma, afastada temporariamente do direito de comandar o País dentro de um processo que está previsto na Constituição, precisa ver preservadas todas as condições legalmente garantidas a ela, da mesma forma que a Temer se deve assegurar a plenitude das prerrogativas que cabem àquele investido da condição de Chefe do Governo, por um período de interinidade que seja. Os dois representam, agora, os polos de uma disputa que, considerado o interesse real do cidadão brasileiro, definirá o futuro do País, razão pela qual devem assumir posições da mais completa responsabilidade diante dos efeitos dos gestos de cada um enquanto o cenário caminha naturalmente para uma definição.

JORNAL A TARDE (BA)


Obras do Aeroporto de Salvador estão em fase final


Luana Almeida

Após dois anos de atraso, o Aeroporto Internacional de Salvador deverá ter as obras de reforma e modernização finalizadas ainda este mês, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
A entrega, no entanto, ainda não tem data definida. Iniciada em junho de 2012, a requalificação, segundo a empresa, já tem 79% dos serviços previstos concluídos.
O prazo inicial para entrega era de 18 meses, com inauguração marcada para dezembro de 2013 - seis meses antes da realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014.A Infraero atribui tal atraso à impossibilidade de suspensão dos serviços do aeroporto durante a execução das obras. "Inicialmente a Infraero precisou readequar o cronograma dado os desafios de se executar os serviços com o aeroporto em pleno funcionamento, o que fez com que o plano de execução precisasse ser ajustado", informou a assessoria de comunicação da empresa, por meio de nota.
Melhorias
Com o final da obra, que custou R$ 112,5 milhões, o espaço ganha nova área dedicada ao check-in, ampliação da sala de embarque doméstico remoto - de 218 m² para 573 m². Neste espaço, está pendente ainda o funcionamento da terceira ilha de check-in, que está em fase de homologação.
O aeroporto também teve escadas rolantes e escada fixa reformadas, recebeu esteiras de restituição de bagagem em formato "U", banheiros ao lado da praça de alimentação, além de balcões de atendimento para as empresas aéreas.
No espaço dedicado ao embarque internacional, foram instalados um conjunto de banheiros do saguão, uma rampa de acesso ao embarque e os elevadores foram recuperados.
"A obra de reforma e modernização do terminal de passageiros do Aeroporto de Salvador tem como objetivo aumentar os níveis de conforto para passageiros e demais usuários", avaliou a empresa, em nota.
Dois anos após o prazo de conclusão estabelecido pela Infraero, quem transita pela área externa do local ainda precisa driblar andaimes e máquinas dispostos entre o novo edifício garagem e o terminal de passageiros.
Tal transtorno nesta reta final é mínimo se comparado ao causado durante a requalificação da área interna, sobretudo no período de construção da nova área de check-in.
Além de longas filas e problemas na sinalização indicativa das companhias aéreas, passageiros e lojistas reclamaram, à época, de interrupções no fornecimento de energia elétrica e no sistema de climatização.
Em janeiro de 2014, o aeroporto chegou a sofrer, em menos de 24 horas, duas panes que comprometeram o funcionamento do sistema de dados de todas as companhias aéreas.
"Na época, para proporcionar o mínimo de bem estar aos clientes, trouxemos ventiladores de casa", afirmou a vendedora Joane Santana, 41, que trabalha no local há cerca de sete anos.
O atraso nas obras, segundo a gerente de uma loja de souvenirs, Vanessa Souza Ribeiro, foi responsável por uma queda de cerca de 30% das vendas nos períodos de grande movimento - dezembro, janeiro, junho e julho -, sobretudo dos anos de 2014 e 2015.
"Os passageiros passavam tanto tempo nas filas do check in que, quando terminavam, não tinham tempo para circular, comprar presentes", contou.
De acordo com vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte (SHRBS), Sílvio Pessoa, mesmo após a requalificação, o aeroporto necessita de mais investimentos em infraestrutura.
"A estrutura ainda está aquém do desejável. É importante ampliar a capacidade para que recebam mais voos e o aeroporto possa ser comparado aos maiores do país", afirmou.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


FAB nega irregularidades em voo de titular da AGU


Bruno Peres

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nota no fim da noite de sábado para afirmar que o transporte do advogado-geral da União, Fábio Osório, na última quarta-feira, seguiu "todos os procedimentos formais e legais", tendo o voo transcorrido sem "qualquer tipo de anormalidade". A FAB informa ainda que o transporte ocorreu "sem nenhuma interferência de orgãos externos para o seu cumprimentos".
A edição de sábado do jornal "O Globo" revelou que o ministro pressionou oficiais da FAB pelo embarque, o que provocou contrariedade no Palácio do Planalto, agravada pela derrota do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o comando da EBC, em função da ausência do ministro motivada por essa viagem a Curitiba.

No entorno do presidente interino Michel Temer, a situação do advogado-geral da União é considerada inviável, e um pedido de demissão da parte do ministro é esperada pelo Palácio do Planalto. Diversas entidades divulgaram manifestações de apoio a Fábio Osório ao longo do fim de semana, com ênfase no apoio à iniciativa do advogado-geral da União de ajuizar ações civis por atos de improbidade administrativa contra agentes envolvidos na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF). A iniciativa do advogado-geral da União, feita sem a comunicação prévia ao presidente interino e sua equipe, também é apontada como uma das razões para o descontentamento do Planalto com o comando atual da AGU.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) destacou o apoio institucional da AGU ao trabalho desenvolvido por órgãos de fiscalização e controle no país e disse se posicionar contrariamente a “qualquer tentativa de dificultar os trabalhos desenvolvidos pelos operadores do sistema de Justiça para recuperação de ativos desviados”. A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota para expressar solidariedade a Osório, afirmando que nos últimos dias o advogado-geral da União tem sido "alvo de ataques" que visam desmoralizar o trabalho que Osório
conduz à frente da AGU.
A entidade diz que o advogado-geral da União demonstrou "exemplar espírito público", ao reforçar a atuação da AGU no combate à corrupção e ajuizar ações bilionárias contra empreiteiras, na tentativa de recuperar ativos dos cofres públicos, o que, “evidente”, desagrada “interesses econômicos e políticos” que, por sua vez, buscam “desestabilizá-lo".
Já a Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni) afirmou que essas ações "certamente incomodaram" as empresas envolvidas, o que levou "setores minoritários do governo provisório" a se mobilizarem para "tentar brecar" a cobrança em face das empresas acusadas de corrupção. De acordo com a entidade, qualquer "tentativa de desmoralizar publicamente" um membro da AGU, com a finalidade de comprometer o adequado desempenho institucional, é "atentado à própria instituição”.

JORNAL O DIA


Governo interino de Michel Temer corre o risco de sofrer outra baixa

Advogado-geral, Fábio Osório pode ser o terceiro a ser defenestrado em menos de um mês

Brasília - O governo interino de Michel Temer corre o risco de sofrer nova baixa esta semana. A situação do advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, é considera “crítica” pelos aliados. Se cair, ele será o terceiro auxiliar importante do presidente em exercício a perder o cargo no novo governo.
Fábio Osório criou inúmeros embaraços para o Planalto. Ele está sendo responsabilizado por ter usado uma “estratégia errada” no caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cuja presidência foi devolvida a Ricardo Melo, nomeado para o cargo pela presidente afastada Dilma Rousseff.
O nome de Fábio também foi envolvido numa polêmica com a Força Aérea Brasileira (FAB). Ele teria exigido que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de homenagem ao juiz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro. Mas, como seu cargo não tem mais status de ministro, ele não poderia usar aeronaves da Aeronáutica. Mesmo assim, ele teria batido o pé e viajado com dois assessores e um procurador.
Neste domingo, a FAB divulgou dizendo que o voo que transportou Fábio para a cidade de Curitiba, em 1º de junho, “seguiu todos os procedimentos formais e legais”.

PORTAL TERRA


Temporais atingiram Campinas (SP)

Chuva provocou prejuízos na madruga do domingo (5)

Um intenso temporal avançou sobre a região de Campinas na madruga deste domingo (5) e provocou diversos danos ao município e à cidades vizinhas, como Hortolândia, Monte-Mor, Barão Geraldo, Joaquim Egídio e Valinhos.
A convergência de ventos sobre São Paulo vem favorecendo a constante formação de grandes instabilidades sobre o Estado desde o início da semana. Ontem a situação não foi diferente: o dia começou com muitas nuvens e chuviscos na cidade de Campinas, mas apenas a partir da tarde, por volta das 14h, começaram as primeiras pancadas de chuva, de forma mais moderada. Entre o final da noite e início da madrugada de domingo, nuvens muito carregadas avançaram sobre a região provocando chuva forte e volumosa, raios, ventania e queda de granizo.
Ao longo da tarde do sábado, nuvens muito carregadas se formavam sobre o interior de São Paulo e foram reforçadas por uma frente fria que avançava pelo mar, entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Estas instabilidades se deslocaram ao longo da tarde e noite e foram se intensificando.
Nas imagens do radar de São Roque, operado pela Rede de Meteorologia da Aeronáutica, é possível verificar o desenvolvimento destas nuvens carregadas entre a noite do sábado e a madrugada do domingo.
Nuvens de intenso desenvolvimento vertical - Culumonimbus - são responsáveis por esta condição de tempo severo. Foram exatamente estas nuvens que avançaram sobre a região de Campinas, provocando transtornos à população.
Na região do aeroporto de Viracopos, a chuva mais intensa foi registrada por volta da 00h deste domingo, mas não foram registradas rajadas de vento significativas (apenas 17km/h). No entanto, árvores foram arrancadas pela raiz e casas foram destelhadas, o que sugere que as rajadas de vento podem ter chegado a quase 100 km/h na região, de acordo com a Escala de Beaufort (classifica a intensidade dos ventos com base na destruição).
Infelizmente a chuva não dará trégua ao município de Campinas, pois até terça-feira novos temporais ainda devem atingir a região.

REVISTA ISTO É DINHEIRO


Pronto para decolar

A infraestrutura é a saída para recolocar o País na rota do crescimento econômico. Com ajustes nos modelos de concessão e privatização, investimentos podem chegar a R$ 111 bilhões

Paula Bezerra

Os seis aeroportos entregues para a iniciativa privada tiveram um desempenho, no ano passado, superior aos 63 que pertencem à Infraero, que registrou estabilidade no fluxo de passageiros e prejuízo de R$ 3 bilhões. Com pesados investimentos na melhoria de suas infraestruturas, os aeroportos de Galeão, Guarulhos, Campinas, Confins, Brasília e Natal deram um salto de qualidade desde 2012, quando foram privatizados. Agora, a expectativa é que aconteça uma nova rodada de concessões, que englobará os aeroportos de Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador, que terão lance mínimo de R$ 4 bilhões.
Apesar de o edital ter sido aprovado, em abril, pelo Tribunal de Contas da União, o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, vai reenviar o projeto para análise. A decisão está ligada à orientação do governo Michel Temer, que não permitirá mais influência do poder Executivo na taxa de retorno dos investidores. “Já erramos muito por ter pressa”, disse Moreira Franco, na semana passada. “Assim, se perde mais do que se ganha.”
Moreira Franco sabe que terá uma das mais difíceis missões dentro do governo. Destravar os projetos de infraestrutura é uma das saídas esperadas para interromper o ciclo de recessão do Brasil, que se prolonga por cinco trimestres. Com investimento em obras, haverá a criação de emprego e a geração de renda. O potencial é enorme: há mais de R$ 111 bilhões represados em projetos de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, que podem sair do papel até 2018. Além disso, a infraestutura tem peso importante na tarefa de lidar com o rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas.
Se houver expansão do Produto Interno Bruto, é possível chegar mais rapidamente ao equilíbrio fiscal. Por esse motivo, o papel de Moreira Franco será o de estimular a parceria entre os setores público e privado. Nos próximos dias, o secretário anunciará as diretrizes do programa Crescer, que retomará as concessões aprovadas pelo Programa de Investimento em Logística II (PIL), e anunciará os novos formatos para a atração de investimentos internacionais. Não faltam interessados. A multinacional espanhola Arteris espera o aprimoramento nos modelos de financiamento e o fortalecimento das agências reguladoras para aumentar seus investimentos em infraestrutura no Brasil.
Neste ano, a empresa realizou R$ 334,1 milhões em investimentos nas quatro rodovias estaduais e cinco federais administradas por ela, como a Regis Bittencourt e a Fernão Dias, uma queda de quase 28% em relação ao mesmo período do ano passado. “Precisamos ter agências fortes e reduzir, cada vez mais, os riscos de operação. São pequenos ajustes que farão toda a diferença”, diz David Díaz, presidente da Arteris no Brasil, que faturou R$ 4 bilhões, no ano passado (leia entrevista ao final da reportagem).
Corrigir as principais falhas dos antigos modelos de concessão é a espinha dorsal do programa Crescer. Para os investidores, as principais diferenças entre o PIL e o Crescer estão, justamente, no alinhamento do ambiente regulatório e na revisão das taxas de retorno. A prioridade é incentivar a participação do capital privado e reduzir as parcerias com o setor público. A expectativa é que Moreira Franco dê continuidade a uma proposta feita pelo ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de criar um fundo garantidor de infraestrutura financiado com a venda de ativos da União.
Essa é uma maneira de arcar com riscos que o mercado não terá condições de cobrir. Estima-se que o fundo terá um aporte de R$ 500 milhões, o que permitirá garantir o financiamento de R$ 5 bilhões em obras. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, na posse de Maria Silvia Bastos Marques, na presidência do BNDES, que o banco de fomento será mais decisivo nos aportes de concessão e privatização. “Se concretizadas, serão mudanças importantes para destravar os leilões de infraestrutura”, diz Fernando Marcato, sócio da GO Associados.
A estratégia do governo coincide com estudo global da consultoria KPMG, enviado com exclusividade à DINHEIRO. O trabalho aponta que, mesmo num ambiente altamente recessivo, o Brasil tem atalhos para destravar os investimentos em infraestrutura ainda neste ano. A KPMG mostra que o País pode obter sucesso se conseguir melhorar o ambiente de negócios, dar prioridade ao desbloqueio dos projetos, inovar nas formas de financiamento e realizar investimentos em tecnologia.
Esses quatro fatores ajudariam a pôr fim, num curto espaço de tempo, no gargalo de infraestrutura. “Um dos principais pontos a ser corrigido é em relação à transparência e à realocação dos riscos”, diz Mauricio Endo, líder de infraestrutura da KPMG Brasil. “Temos tido nos últimos cinco anos um retrocesso no ambiente das agências regulatórias, e isso acaba sendo um entrave para a entrada de investimento privado.”
Responsável por empreendimentos como os do aeroporto RIOGaleão e do sistema VLT, ambos no Rio de Janeiro, e pelas obras das estações de metro da ViaQuatro, em São Paulo, a OdebrechtTransPort, unidade de logística do Grupo Odebrecht, aposta nessas mudanças para continuar expandindo suas obras. Apenas em 2015, a empresa investiu R$ 5 bilhões em mobilidade urbana, rodovias, portos e aeroportos. “Os investimentos futuros só se concretizarão se houver, primeiro, decisão, liderança e engajamento sincero do governo no assunto”, diz Paulo Cesena, presidente da companhia.
“Não há como manter o nível de investimento usando como garantias o balanço das empresas investidoras. Nenhuma grande empresa tem condições de prover isso”, afirma. Neste ano, a OdebrechtTransPort irá concluir os projetos já iniciados, como o da Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia BR-163, no Mato Grosso, e obras de melhorias no Rio de Janeiro, para as Olimpíadas. “É fato que o ambiente de negócios no momento não está favorável no País”, afirma. “Mas, se as condições melhorarem, obviamente analisaremos novas oportunidades de investimento.”

JORNAL ZERO HORA


Transporte de advogado-geral da União seguiu procedimentos "legais", diz FAB

Fabio Osório corre o risco de perder o cargo em razão de voo para Curitiba

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nota dizendo que o voo que transportou o advogado-geral da União, Fabio Osório, para Curitiba, em 1º de junho, "seguiu todos os procedimentos formais e legais". Osório corre o risco de perder o cargo.
Entre os embaraços envolvendo seu nome, estaria o fato de ele, cujo cargo perdeu o status de ministro, ter exigido que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz responsável pela Lava-Jato, Sergio Moro, e de um encontro da Justiça. O Advogado da União não tem mais prerrogativa de uso de aeronaves da Aeronáutica, mas Osório bateu pé e viajou com dois assessores e um procurador.
Na nota, assinada pelo Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a FAB diz que o atendimento ao pedido de Osório "seguiu as orientações contidas nos decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002; nº 8.432, de 9 de abril de 2015, que estabelecem as regras e prioridades para o transporte de autoridades do 1º escalão do governo federal".
A assessoria de Medina afirma que a demissão do ministro é um boato. A informação oficial é de que o Osório avisou à FAB com um dia de antecedência sobre o deslocamento e estava, durante o voo, na companhia de um procurador da União e de dois representantes da assessoria de imprensa da AGU que, segundo o órgão, podem confirmar a versão de Medina. Na nota da FAB, contudo, a informação é de que a solicitação foi feita na manhã do dia 1º de junho.
Veja a íntegra da nota da FAB:
"Transporte de autoridades
Com relação as recentes informações levantadas pelos meios de comunicação acerca do transporte do Exmo. Sr. Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório, para a cidade de Curitiba (PR), no dia 01 de junho de 2016, a Força Aérea Brasileira (FAB) esclarece que o atendimento seguiu todos os procedimentos formais e legais, tendo o voo transcorrido sem qualquer tipo de anormalidade.
Reforça que tal atendimento seguiu as orientações contidas nos decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002; nº 8.432, de 9 de abril de 2015, que estabelecem as regras e prioridades para o transporte de autoridades do 1º escalão do governo federal.
O translado para Curitiba foi solicitado na manhã do dia 01 de junho e a FAB contava com aeronave disponível no horário solicitado, o que possibilitou que a missão se concretizasse, tendo ocorrido sem nenhuma interferência de órgãos externos para o seu cumprimento.
Todos os dados deste voo estão disponíveis no site da Força Aérea, e podem ser acessados em www.fab.mil.br, no item registro de voos.Brasília, 04 de junho de 2016.
Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica"

Michel Gralha: política do benefício


As nações são formadas pelos seus cidadãos que, consciente ou inconscientemente, carregam todo o peso cultural do país. Neste sentido, somos influenciados desde a colonização até os difíceis dias atuais, em que a corrupção endêmica dita muitas das normas impostas ao povo trabalhador. Abrimos os jornais e deparamo-nos com terríveis notícias de um Brasil jogado ao relento, sem destino e sem futuro. Vivemos uma era de trevas. Política e economicamente, estamos parados.
Entra e sai governo e o que enxergamos são conchavos vergonhosos entre governantes que estão, única e exclusivamente, interessados em livrar suas peles e manter seus cargos intactos. Permanecemos na incessante luta por dias melhores, em que segurança, saúde e educação serão minimamente a pauta de algum governo. Assistimos a um assistencialismo desmedido, no qual os beneficiados sentem-se confortáveis e no direito de exigir que nada mude. Passamos a viver no país do coitadismo, na ditadura do minoritário. Rasgamos os princípios máximos de equiparação de direitos e preservação da economia de mercado.
Passamos a viver o mundo dos benefícios, nefastos a qualquer economia. Em resumo, se o governo me ajuda, estou bem; caso contrário, sou oposição. Fomos incentivados a pensar como colonizados, em que acabamos sempre esperando que o milagre venha do todo poderoso Estado, hoje falido e cambaleante. Não interessa em que nível social encontram-se as pessoas, a sua maioria está à procura de favores. Desde os menos favorecidos economicamente, aguardando uma bolsa família, aos mais abastados, tentando utilizar os aviões da Força Aérea Brasileira.
Nos últimos anos, conseguiram acabar com qualquer iniciativa empreendedora e estamos todos dependentes do ente público. Não se faz mais nada, sem, umbilicalmente, depender desta máquina obsoleta e ineficiente. Parabéns àqueles que defendem o atual tamanho do Estado, pois conseguiram acabar com o empreendedorismo. Esmagaram os corajosos e transformaram todos em covardes perante este monstro chamado ¿Governo¿. Ouse desacatá-lo e conheça as consequências. Tente ser diferente para perceber a força de um ente arrecadador capaz de sugar todas as suas forças. Este ente público que supostamente pertence a todos, na verdade, não pertence a ninguém e tem que ser reduzido imediatamente. Caso contrário, tenha ideias, mas bem longe daqui.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


FAB: transporte de Advogado-Geral da União seguiu procedimentos legais


A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nota dizendo que o voo que transportou o advogado-geral da União, Fabio Osório, para a cidade de Curitiba, em 1º de junho, "seguiu todos os procedimentos formais e legais". Osório, conforme publicou ontem o Broadcast, tem situação "crítica" no governo e corre o risco de perder o cargo.
Entre os embaraços envolvendo seu nome, estaria o fato de ele, cujo cargo perdeu o status de ministro, ter exigido que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro, e de um encontro da Justiça. O Advogado da União não tem mais prerrogativa de uso de aeronaves da Aeronáutica e Osório bateu pé e viajou com dois assessores e um procurador.
Na nota, assinada pelo Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a FAB diz que o atendimento ao pedido de Osório "seguiu as orientações contidas nos decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002; nº 8.432, de 9 de abril de 2015, que estabelecem as regras e prioridades para o transporte de autoridades do 1º escalão do governo federal".
A assessoria de Medina afirma que a demissão do ministro é um boato. A informação oficial publicada ontem pelo Broadcast é de que o Osório avisou à FAB com um dia de antecedência sobre o deslocamento e estava, durante o voo, na companhia de um procurador da União e de dois representantes da assessoria de imprensa da AGU que, segundo o órgão, podem confirmar a versão de Medina. Na nota da FAB, contudo, a informação é de que a solicitação foi feita na manhã do dia 1º de junho.

No palco, esqueço que estou na prisão

Condenado a 108 anos, Edson Sodré Teixeira participou de 15 peças em presídios, em projeto da Universidade Federal do Estado do Rio

Fábio Grellet

Autor de cinco peças de teatro, Edson Sodré Teixeira já escreveu ao menos cem poesias e pintou dezenas de telas. Aos 18 anos, foi aprovado em primeiro lugar em um concurso da Aeronáutica. Hoje, aos 54, perdeu a conta dos livros que leu – entre eles, mais de 20 dos 52 volumes da coleção Os Pensadores, lançada pela Editora Abril na década de 70. Cita filósofos, conhece suas teorias e foi aprovado mais de cinco vezes em vestibulares de universidades públicas do Rio.
Teixeira é presidiário. Condenado a 108 anos, ingressou no crime em 1981, quando furtou um carro “para ajudar um amigo”. Depois passou a praticar assaltos, integrou uma das primeiras quadrilhas especializadas em sequestros do Rio e matou uma pessoa. Em junho de 1995, tramou a primeira fuga (a única registrada até hoje, segundo ele) da penitenciária de segurança máxima Bangu 1, sete anos após a inauguração daquela que era considerada a prisão mais segura do Rio. Não conseguiu fugir porque caiu da corda com que escalava uma parede de 7 metros de altura, mas três comparsas fugiram.
Quando começou a fazer teatro, em 1997, na Penitenciária Lemos de Brito (Estácio, na região central), tinha um único objetivo: fugir. “Até então, em todos os presídios pelos quais havia passado, meu objetivo era só a fuga. Sabia que, se cavasse embaixo do palco, poderia chegar à tubulação e fugir pelo esgoto. Não me interessava por teatro e era muito tímido, mas a vontade de fugir era maior, então comecei a frequentar as aulas.”
O plano de fuga fracassou porque um colega que ajudava na escavação foi flagrado com ferramentas. “Ele não me ‘caguetou’, mas os guardas suspeitavam do meu envolvimento e passei a ser mais vigiado. Ainda consegui cavar outro ponto.”
Quando iniciou a fuga, em 1998, foi denunciado por outros presos e detido. “Estava dentro do esgoto quando os guardas me encontraram. Já tinha rastejado um bom trecho, tudo escuro, eu no meio daquela água suja. Coloquei a mão numa coisa estranha e vi que era um crânio. Acabei descoberto.”
Militar no crime. Àquela altura, a vida de Teixeira não tinha nada de artística. Nascido no Espírito Santo, chegara ao Rio em 1979, aos 17 anos, para prestar o serviço militar. Foi morar com uma tia em Bangu (zona oeste). Alistou-se na Aeronáutica. “Em 1981, um amigo me contou que precisava de um Fusca para ‘esquentar’ um chassi. Ele tinha contratado um ladrão para roubar o carro, mas o rapaz não apareceu. Aí me ofereci para o serviço.” Furtou o carro, não foi descoberto e decidiu repetir.
Passou a conviver com criminosos e a ser conhecido pelo apelido Ruço Capixaba. Em 1983, foi chamado para um assalto. “Ainda estava na Aeronáutica e, embora não tivesse autorização, andava armado, por isso me chamaram.” Decidiu pedir exoneração do cargo militar. Assaltou estabelecimentos comerciais por três anos, até ser preso em flagrante, em 1986. Ficou na cadeia até o fim de 1989. “Quando saí, estava começando uma onda de sequestros no Rio, então fui fazer isso.”
Preso em 1993, passou cinco anos planejando fugir. “Depois que fui pego no esgoto, precisava acabar com essa obsessão pela fuga. Então, passei a ver o teatro com outros olhos e também comecei a ler, pintar e escrever.” Teixeira também frequentava a biblioteca do presídio. “Li muito e comecei a fazer poesia.”
Livre. O interesse pelo teatro rendeu-lhe participação em 15 peças encenadas em presídios, parte de um projeto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). “Quando estou no palco me sinto livre, esqueço que estou na prisão.”
Transferido para o semiaberto em 2014, trabalhou como faxineiro na Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e foi aprovado no vestibular para Filosofia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Desde 2002, já havia sido aprovado em quatro vestibulares, mas nunca cursara.
Segundo conta, só no fim de 2015 foi autorizado a frequentar as aulas. Prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e planeja cursar Letras na Unirio, mas aguarda nova autorização judicial para estudar e trabalhar. Ainda restam sete anos para o fim da pena.
A Secretaria de Administração Penitenciária autorizou, em março, que Teixeira frequentasse curso extramuros.

REVISTA ISTO É


COLUNA RICARDO BOECHAT


Forças Armadas - Humores aéreos

Está em curso na Aeronáutica um plano para readequação de sua estrutura aos tempos de crise. Embora soe caricato, diante de gastos faraônicos com caças suecos, o fato é que várias bases regionais poderão ser reduzidas ou desativadas, assim como o expediente nos quartéis às sextas-feiras já foi suspenso por medida de economia. Em tal quadro, cresce na FAB o desconforto diante do dispêndio milionário com jatinhos executivos para viagens pessoais de figurões da República, com destaque para Eduardo Cunha e afins. Uma nota apócrifa exigindo o fim da imoral mordomia circula entre jovens oficiais.

OUTRAS MÍDIAS


REPÓRTER DIÁRIO (SP)


FAB: transporte de Advogado-Geral da União seguiu procedimentos legais

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nota dizendo que o voo que transportou o advogado-geral da União, Fabio Osório, para a cidade de Curitiba, em 1º de junho, “seguiu todos os procedimentos formais e legais”. Osório tem situação “crítica” no governo e corre o risco de perder o cargo.
Entre os embaraços envolvendo seu nome, estaria o fato de ele, cujo cargo perdeu o status de ministro, ter exigido que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro, e de um encontro da Justiça. O Advogado da União não tem mais prerrogativa de uso de aeronaves da Aeronáutica e Osório bateu pé e viajou com dois assessores e um procurador.
Na nota, assinada pelo Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a FAB diz que o atendimento ao pedido de Osório “seguiu as orientações contidas nos decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002; nº 8.432, de 9 de abril de 2015, que estabelecem as regras e prioridades para o transporte de autoridades do 1º escalão do governo federal”.
A assessoria de Medina afirma que a demissão do ministro é um boato. A informação oficial publicada ontem pelo Broadcast é de que o Osório avisou à FAB com um dia de antecedência sobre o deslocamento e estava, durante o voo, na companhia de um procurador da União e de dois representantes da assessoria de imprensa da AGU que, segundo o órgão, podem confirmar a versão de Medina. Na nota da FAB, contudo, a informação é de que a solicitação foi feita na manhã do dia 1º de junho.

JORNAL CORREIO DO BRASIL (RJ)


Dilma enfrenta cerco imposto pela Casa Civil do governo golpista

Dilma criticou o parecer elaborado pela Casa Civil que restringe seu direito de usar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB)
A presidenta Dilma Rousseff acordou, neste domingo, em seus aposentos no Palácio da Alvorada, pronta a enfrentar o cerco imposto pela Casa Civil do governo de facto. Dilma volta à Capital Federal após dois dias na capital gaúcha, onde participou de encontros e manifestações de apoio à sua volta ao cargo, do qual encontra-se afastada devido ao golpe de Estado, em curso no país. Dilma chegou a Brasília na noite anterior.
Na sexta-feira, Dilma participou de dois eventos em Porto Alegre. Primeiro esteve no lançamento estadual do livro “A Resistência ao Golpe de 2016”. Depois, acompanhou parte de uma manifestação contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer, no centro da cidade.
Nos dois eventos, Dilma criticou o parecer elaborado pela Casa Civil que restringe seu direito de usar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Conforme o parecer, ela só poderá voar para o Rio Grande do Sul, onde mora sua família. Dilma disse que a decisão é “um escândalo” e que não pretende deixar de viajar pelo Brasil. Dilma usou as redes sociais para reafirmar sua indignação.
A presidente afastada não teve agenda oficial neste sábado em Porto Alegre. Ela aproveitou o dia para visitar a filha e os netos. Mesmo assim, publicou nas redes sociais uma resposta à denúncia publicada pela revista IstoÉ. A matéria diz que o empreiteiro Marcelo Odebrecht, em acordo de confidencialidade com a Operação Lava Jato, afirmou que a petista teria pedido uma doação de R$ 12 milhões para sua campanha eleitoral em 2014, que não foi declarada à Justiça.
Dilma classificou a denúncia de “mentirosa e infundada”. Em sua resposta, informou que “jamais intercedeu pessoalmente junto a qualquer pessoa ou empresário buscando benefícios financeiros para si ou para qualquer pessoa”. E garante que “irá tomar as medidas judiciais cabíveis para reparar os danos provocados pelas infâmias lançadas contra si” e que “se mantém firme porque sabe que não há nada que possa incriminá-la”.

PORTAL PRAVDA.RU (RÚSSIA)


De onde vem o armamento dos criminosos e porquê isso não importa

Durante décadas ouvimos a suposta tese de que o cidadão comum, que compra uma arma de fogo legalmente para sua defesa, é o responsável por abastecer o arsenal dos criminosos ao ter sua arma roubada ou furtada. Porém, dados reais e recentes contradizem mais uma vez esta teoria desarmamentista.
Bene Barbosa
De acordo com informações apresentadas pelo Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, na CPI das Armas que ocorre na Assembleia Legislativa daquele estado, a polícia apreendeu cerca de nove mil armas em 2015. Dessas, metade tinha número de série e apenas 1.200, ou seja, menos de 15% do total, eram registradas no Sistema Nacional de Armas e puderam ser rastreadas. É necessário ainda destacar que das armas com registro, grande parte foi furtada, roubada ou desviada de instituições policiais, fóruns, empresas de segurança e até mesmo das Forças Armadas.
Obviamente, o contrabando continua sendo o grande abastecedor da criminalidade violenta, colocando nas mãos de criminosos poderosos armamentos, que muitas vezes nem mesmo a polícia pode fazer frente.

Os dados apresentados na CPI das Armas, embora importantes para uma análise, não são exatamente uma novidade. Na invasão do Complexo do Alemão em 2010, foi constatado que quase 80% das armas eram de fabricação estrangeira e 60% de calibre restrito. Havia pelo menos 13 armas identificadas vindas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, das Forças Armadas e até da Polícia Militar do Distrito Federal. Algumas armas até já fizeram parte dos arsenais do Exército boliviano, argentino e venezuelano, antes mesmo de chegar às mãos de criminosos.
A ideia de que as armas vendidas no mercado nacional para o cidadão seria o que abastece a criminalidade se mostra cada vez mais inverossímil, um ardil para se justificar a atual política nacional de desarmamento que nunca mostrou qualquer resultado positivo, seja onde for. A venda legal de armas em lojas especializadas despencou 90% no Brasil e - oras, vejam só! - o percentual de homicídios com o uso de armas continuou e continua subindo no país. O arsenal criminal vai muito bem. Basta vermos as últimas ocorrências em São Paulo e em outros estados onde quadrilhas armadas até com fuzis em calibre .50BMG espalham o terror.
Em 20 anos de estudos e pesquisas o que mais me assusta é a insistência em aplicar a mesma fórmula, ano após ano, esperando um resultado diferente. O foco nas armas e não nos criminosos é o grande erro nesta questão. As armas não são o problema e exemplos de países vizinhos como o Paraguai e Uruguai mostram claramente isso.
O Uruguai é o país mais armado da América latina, com uma arma para cada seis habitantes e possui uma das menores taxas de homicídios (7,81). Já o Paraguai, que apresentava em 2002 a sua taxa mais alta com 24,63 homicídios por 100 mil habitantes, conseguiu reduzir seus índices para apenas 7,98, mesmo possuindo uma das leis mais liberais para posse e porte de armas. Tenho ainda a ingrata missão de informar que estes números só não são mais baixos porque as taxas de homicídios na fronteira com o Brasil continuam ainda bastante altas, elevando a média nacional. Como eles conseguiram essa redução? Investigando, prendendo e condenando os criminosos.
Enquanto bons exemplos são deixados de lado, ignorados mesmo, os gestores da Segurança Pública seguem com a ideia utópica de que quem está disposto a cometer um crime irá respeitar uma lei que proíbe o porte ou a posse de armas e, mesmo se fosse possível acabar com todas as armas de fogo do mundo, não procuraria outras formas de cometer seus malfeitos.

PORTAL METRÓPOLES (DF)


Aos gritos de “Fora, Dilma”, presidente afastada é hostilizada em SP

A presidente afastada estava, nesse sábado (4/6), em Porto Alegre, onde participou de dois eventos. O vídeo não tem a data em que foi gravado
Ataide de Almeida Jr.
Em um vídeo que circula nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, a presidente afastada Dilma Rousseff aparece sendo hostilizada por manifestantes em São Paulo. As imagens teriam sido gravadas na saída de uma pizzaria, mas não se tem uma data precisa de quando ocorreu. Dilma aparece cercada de seguranças e protegida por um guarda-chuva.
A presidente afastada estava, nesse sábado (4/6), em Porto Alegre, onde participou de dois eventos. Primeiro e esteve no lançamento estadual do livro “A Resistência ao Golpe de 2016”. Depois, acompanhou parte de uma manifestação contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer, no centro da cidade.
Nos dois eventos, Dilma criticou o parecer elaborado pela Casa Civil que restringe seu direito de usar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Conforme o parecer, ela só poderá voar para o Rio Grande do Sul, onde mora sua família.

JORNAL CORREIO DE CORUMBÁ (MS)


 Ação de prevenção e promoção de saúde da Marinha marcam as comemorações de 151 anos da Batalha do Riachuelo

Assessoria de Imprensa 6º DN
A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval, com foco na promoção da qualidade de vida e do bem-estar da população pantaneira realizou neste sábado, dia 4 de junho, das 9h às 12h, ação de prevenção e promoção de saúde no bairro Alta Floresta, em Ladário-MS.
As atividades que aconteceram na Associação dos Militares da Reserva tiveram o propósito de apoiar principalmente moradores dos bairros Alta Floresta I, Alta Floresta II, Nova Aliança e Conjunto Almirante Tamandaré.
Durante o evento foram realizados 51 atendimentos médicos, 30 testes de glicemia, 51 aferições de pressão arterial e 54 orientações sobre higiene bucal.Leila Oliveira Ramos, 42 anos, mora no bairro Alta Floresta I. Viu a chamada dos atendimentos pela televisão e resolveu trazer o filho que estava com tosse. "É a primeira vez que utilizo esta assistência da Marinha. O atendimento foi rápido, o médico nos deu muita atenção. Minhas outras duas filhas aproveitaram para passar pelo dentista. Todos aqui estão de parabéns por ajudar a nossa comunidade que tanto precisa".
Francisco Wanderley Pereira dos Santos, presidente da Associação dos Militares da Reserva também está feliz com o resultado. "Cerca de 300 pessoas foram atendidas aqui e saíram satisfeitas. A Marinha nos ensinou a importância de sempre ajudar o próximo".



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