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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 06/04/2018 / Helibras assina contrato de suporte logístico por Hora de Voo para as 50 aeronaves H225M das Forças Armadas Brasileiras



Helibras assina contrato de suporte logístico por Hora de Voo para as 50 aeronaves H225M das Forças Armadas Brasileiras ...  


Este é o maior contrato de Suporte Logístico da América Latina para a Helibras, e um dos maiores do mundo, com foco no aumento da disponibilidade da frota das Forças Armadas Brasileiras ...  


A Helibras anuncia a assinatura do contrato de Suporte Logístico por hora de voo (modelo HCare) junto com a Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo prevê o suporte e serviços para 50 aeronaves modelo H225M das 3 Forças Armadas (FFAA), distribuídos entre Marinha, Exército e Aeronáutica, incluindo dois helicópteros presidenciais. As aeronaves pertencem ao programa H-XBR, assinado em 2008 com o Ministério da Defesa.

O contrato, com duração de 5 anos, abrange o suporte de material para todas as manutenções programadas e não programadas dos helicópteros e foi totalmente customizado para atender às Forças Armadas. Tem como principal objetivo aumentar a disponibilidade das aeronaves por meio de um engajamento de disponibilidade de materiais.

O HCare é uma solução de serviços redesenhada para ser mais direta e ágil, pois facilita a gestão e o planejamento dos clientes, além de otimizar o fluxo logístico e administrativo por meio de processos de solicitação e aprovação de orçamentos simplificados. Ele permite que seus operadores tenham maior controle e previsibilidade de orçamento por meio do pagamento por horas de voo.

Com o HCare, o cliente pode contar com uma equipe dedicada de técnicos sempre pronta para prestar o melhor atendimento. A empresa está empenhada em entregar as peças no prazo e visitar os operadores para atender suas necessidades.

“Buscamos sempre oferecer soluções competitivas e sob medida aos nossos clientes. Este contrato foi customizado para atender da melhor forma possível as 3 Forças Armadas, reforçando nossa parceria de longa data. A Helibras executará a maioria dos serviços no Brasil, fornecendo o suporte e os serviços necessários para que suas operações sejam realizadas com segurança, eficiência e economia”, afirma Richard Marelli, presidente da Helibras.

Abrangendo gerenciamento de materiais, atendimentos em Aeronaves em Solo (AOG, sigla em inglês para Aircraft on ground), manutenção, suporte técnico, operações de voo e serviços conectados, o HCare garante que cada voo seja realizado com os mais altos níveis de segurança.

A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros, subsidiária da Airbus, líder mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionadas à defesa. Em seus 40 anos de atividades, a Helibras já entregou cerca de 800 helicópteros no país.

É líder do mercado brasileiro com participação de 50% na frota de helicópteros a turbina e mantém instalações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Atibaia e Brasília. Sua fábrica, que emprega mais de 500 profissionais, produz as aeronaves H125 – Esquilo e H225/H225M, além de executar modernizações de aeronaves. A empresa também customiza diversos modelos que atendem os segmentos civil e militar. Em 2017, a Helibras registrou faturamento total de R$ 519 milhões.

A Airbus é líder mundial em serviços aeronáuticos, espaciais e afins. Em 2017, registrou faturamento de €67 bilhões de euros e empregou cerca de 129 mil profissionais. A Airbus oferece a mais completa gama de aviões de passageiros de 100 a mais de 600 assentos.

A empresa também é a líder europeia no fornecimento de aviões-tanque, de combate, de transporte e de missão, bem como uma das principais empresas espaciais do mundo. Em helicópteros, fornece as mais eficientes soluções em modelos civis e militares em todo o mundo.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Desserviço militar

Manifestação política do chefe do Exército merece forte repúdio; abre precedente perigoso

Editorial Publicado Em 05/04

É deplorável e suscita apreensão a manifestação veiculada em rede social pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, na véspera do julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo Tribunal Federal.
Foram duas declarações. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, questionou, na primeira delas.
Na segunda, pretendeu assegurar “que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.
Tendo em vista o clima de turbulência e polarização a cercar a decisão do STF —e considerando o triste histórico de intervenções militares na vida política do país ao longo do século passado—, seria inimaginável que tais afirmativas fossem recebidas sem reações.
Estas, de fato, não tardaram a surgir, tanto da parte daqueles que se congratularam com o general (entre os quais colegas de caserna) quanto dos que expressaram perplexidade e apreensão.
Um efeito imediato e funesto da postagem foi projetar no debate nacional a sombra do Golpe de 1964.
Quando da intervenção federal na segurança pública do Rio, mostrou-se exagerada a insistência de certos setores em reviver temores relativos a uma nova insurreição militar; desta vez a manifestação desastrada do comandante deu margem a novas especulações.
Villas Bôas parece ceder à pressão de subordinados, percepção reforçada depois da ausência de punição por causa dos comentários políticos estapafúrdios anteriormente emitidos pelo general Antonio Hamilton Mourão.
A incontinência verbal do comandante abre precedente perigoso. Daqui para a frente se torna mais difícil, para as autoridades militares, cobrar de seus subordinados da ativa que só se manifestem sobre questões das Forças Armadas e não emitam opinião sobre temas político-partidários, como determina decreto de 2002.
A disciplina e o comedimento das Forças Armadas são avanços que marcam o restabelecimento da democracia no país. Elas deram mostras de ter compreendido que o papel de atores políticos armados, que exerceram até 1985, deveria ser deixado para trás.
Merece forte repúdio, pois, o desserviço prestado por alguém a quem cabe zelar pela obediência do Exército ao comando civil.

Painel


Daniela Lima Publicado Em 05/04

Panos quentes
Ao afirmar que os militares não devem impor sua vontade ao país, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, amenizou o alarido causado pela mensagem do general Eduardo Villas Bôas, chefe do Exército.
E os russos?
Sem uniformidade nos três comandos militares, nenhuma articulação irá adiante.
Me dê motivos
No recente jantar com o presidente Michel Temer, Villas Bôas cobrou do governo um marco legal que dê garantias jurídicas aos homens que atuam na intervenção federal no Rio.
Bola dividida
De acordo com pessoas próximas, Villas Bôas indicou que, sem isso, dificilmente a operação trará resultados. A queixa é motivada pela alegação de que não há segurança para cumprir mandados de busca coletivos, por exemplo.

Poder em Jogo


Lydia Medeiros Publicado Em 05/04 - 07h00

Forças em conflito
A mensagem do comandante do Exército, general Villas-Boas, de “repúdio à impunidade e respeito à Constituição”, no Twitter, ficou sem resposta do Planalto. A dúbia nota do comandante da Aeronáutica também. Entre ambas está a briga das Forças pelo Ministério da Defesa, hoje ocupado interinamente pelo general Silva e Luna. Michel Temer (e a Aeronáutica) gostariam de um civil no posto. O Exército pressiona o presidente para manter seu general. Seria uma compensação pelo desgaste com a intervenção no Rio e atuação em segurança pública em outros estados. A Marinha está no muro. E Temer deixa tudo como está.
Cada um no seu quadrado
A manifestação do general Villas-Boas também revela o desejo dos militares de serem reconhecidos como atores políticos, num momento de debilidade do Executivo e do Congresso, e quando o Judiciário vive um momento confuso. Tentam lavar a imagem como defensores da Constituição. O passivo, porém, é muito alto. E há um detalhe: a Constituição deixa os militares da ativa fora da política.

PT decide poupar comandante do Exército por mensagem sobre "impunidade"

Para líders do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização Para líders do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização 2 Para líders do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização 2 Para líders do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização 2 Para líders do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização Para líderes do partido, Villas Bôas tem "segurado as pontas" diante do clima de radicalização

Editorial Publicada Em 05/04 às 2h00

O PT decidiu poupar o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, de críticas mais contundentes por causa da mensagem que ele postou em redes sociais na terça (3), véspera do julgamento do habeas corpus de Lula, afirmando repudiar a “impunidade”. 
NA LEI
Na visão de líderes do partido, o general é um democrata que tem “segurado as pontas” diante do clima de radicalização no país. A mensagem, por essa leitura, teria sido divulgada para apaziguar as pressões que ele estaria sofrendo da “extrema direita” dos quartéis.
TURMA
Por esse entendimento, Villas Bôas soltaria o texto para não perder a legitimidade interna.
DÉBIL
Um ministro do STF que votou contra Lula compartilha, no entanto, da mesma visão que o PT tem sobre o general. Mas acha que é preocupante que o militar tenha cedido às pressões.
CANJA
A possibilidade de militares intervirem mais diretamente na política foi objeto de conversa de dois ex-presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal): Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto. Eles compartilharam a mesma preocupação em conversa recente, antes mesmo da manifestação de Villas Bôas.
POR POUCO
Barbosa, por sinal, ainda não bateu o martelo sobre a filiação ao PSB, ainda que a hipótese seja provável.
DE TUDO
O presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz que “casamento e filiação a partido só acontecem depois de assinatura passada em cartório”, diz. Ele afirma que já viu uma noiva fugir da igreja e por isso é hoje cauteloso.
DISCRETO
Siqueira afirma que, se confirmada, a filiação de Barbosa ocorrerá sem pompa nem circunstância, limitando-se à assinatura da ficha da legenda.

Decreto proíbe manifestação pública de militares sobre temas políticos

Especialistas em direito militar, no entanto, não veem irregularidade em fala de general

Publicado Em 04/04 às 23h25

SÃO PAULO - Um decreto assinado em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso classifica como “transgressão disciplinar”, passível de punição, qualquer manifestação pública, sem autorização, de um militar da ativa sobre assuntos políticos. 
No caso das declarações feitas pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, na última terça-feira (3), especialistas em direito militar consideram, no entanto, que não houve tal violação.
Para o professor da USP Dircêo Torrecillas Ramos, o general só não poderia se manifestar se fosse desautorizado pelo seu superior hierárquico —no caso, o presidente Michel Temer. O presidente não se manifestou a respeito das falas de Villas Bôas.
O comandante afirmou em rede social que repudia “a impunidade” e que o Exército está “atento às suas missões institucionais”. As mensagens foram publicadas às vésperas do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no STF.
“Ele exerceu o direito de liberdade de expressão e, como comandante, pode falar em nome da instituição”, diz Torrecillas.
O professor afirma que a manifestação do comandante vai ao encontro do artigo da Constituição que detalha as atribuições das Forças Armadas, de defesa da pátria sob a autoridade do presidente, garantia dos poderes constitucionais e, sob iniciativa desses poderes, da lei e da ordem.
“O que não poderia era ter um militar se comunicando sobre a instituição sem autorização."
O promotor de Justiça de São Paulo Edson Corrêa Batista, professor de direito militar da Escola Paulista de Direito, concorda. Segundo ele, o general está apenas “exorbitando o que todo mundo deve entender”.
Batista diz que interpretações sobre as publicações do general são subjetivas.
Além deles, juiz de tribunal militar também considerou, em reservado, que não houve irregularidades na fala de Villas Bôas.
O general fez duas postagens na noite desta terça. Na segunda, afirmou: "Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais".
Na primeira postagem, o general escreveu: "Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?".
As falas provocaram reação da Procuradoria da República no Distrito Federal. O procurador Ivan Cláudio Marx solicitou que o ministro interino da Defesa, o general Joaquim Silva e Luna, se manifeste sobre as declarações.
Já o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, afirmou em nota à imprensa nesta quarta-feira (4) que os militares não devem impor sua vontade, e fez um chamado ao cumprimento fiel da Constituição.

Jungmann diz que ninguém vai tomar o direito a voto dos brasileiros

Para Ministro da Segurança, não existe nenhuma força que possa impedir a democracia no país

Bernardo Caram Publicada Em 05/04 - 14h29

Em tom de pronunciamento à nação, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (5) que “ninguém vai tomar o direito a voto dos brasileiros". Para ele, não existe força relevante no país que possa impedir a democracia.
Em entrevista a jornalistas, Jugmann foi questionado sobre a normalidade da realização das eleições deste ano.
Nesta terça (3), o comandante do exército, general Villas Bôas, disse repudiar "a impunidade". Após a declaração, militares publicaram mensagens de apoio. O general Paulo Chagas chegou a dizer que tem “a espada ao lado” que aguarda as ordens de Villas Bôas.

Nesta quarta, Jungmann disse que o comandante do exército é um soldado exemplar, um líder respeitado e um democrata.
“Não houve qualquer intenção do general de fazer qualquer pressão [sobre o STF], porque seria inaceitável e nunca partiria dele nada a respeito de qualquer atalho que se venha a fazer no processo democrático.”
O ministro ressaltou que a democracia pode passar por dificuldades e tropeços, mas, para ele, ninguém vai impedir o processo democrático, porque “não existe nenhuma força relevante, importante hoje que possa estar apostando no sentido contrário”, afirmou Jungamann.
“Eu, brincando ao ver meu título de eleitor, disse “vá se preparando, porque logo mais, em outubro, a gente vai, junto com todos os brasileiros, decidir, com muita alegria, qual será o futuro do Brasil, porque isso ninguém vai tomar dos brasileiros e brasileiras.”
Jungmann já foi ministro da Defesa, pasta à qual o exército é subordinado. Hoje, no comando da Segurança Pública, ele não tem mais autoridade sobre os militares. Sob seu comando está a Polícia Federal.

Villas Bôas silencia em primeira aparição após mensagens sobre julgamento no STF

Comandante do Exército e ministro da Defesa não falam sobre repercussão de mensagens sobre impunidade

Rubens Valente

Na sua primeira aparição pública após ter postado mensagens que foram interpretadas como uma pressão sobre ministros do STF, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, silenciou.
Logo após a solenidade de promoção de 36 novos generais no Clube do Exército nesta quinta-feira (5), o comandante informou por meio de sua assessoria que não falaria com os jornalistas.

O general estava acompanhado dos ministros Joaquim Silva e Luna (Defesa) e Raul Jungmann (Segurança Pública) que, também procurados por jornalistas, disseram que não iriam se manifestar. Jungmann depois deu declarações sobre o assunto no Senado.
Na terça-feira (3), véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no STF, Villas Bôas postou em rede social que é contrário à impunidade e que o Exército estava "atento às suas missões institucionais".
Um dos convidados para a solenidade no Clube do Exército, o general da reserva Antonio Hamilton Mourão disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso pudesse se candidatar e fosse eleito presidente, não teria “moral nenhuma” para comandar as Forças Armadas.
Ele chamou o ex-presidente de ladrão e defendeu a manifestação do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, em rede social na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no STF.
Mourão foi indagado por jornalistas sobre qual seria a reação das Forças Armadas caso o STF reveja a permissão para prisão em segunda instância e acabe permitindo uma candidatura de Lula.
“Eu vou dizer uma coisa muito clara: as Forças Armadas ficarão extremamente aborrecidas se nós no futuro tivermos um ladrão como comandante-em-chefe. Não é admissível isso", disse o general.

Segundo ele, "Lula é um camarada que na função pública de presidente da República usou o seu cargo para benefício próprio e de sua família, comprovadamente".
"Condenado por um juiz de primeira instância e por um colegiado de três desembargadores, por unanimidade. Se mudar isso aí, e esse homem ainda vier a concorrer e por acaso for eleito, imagina como é que nós vamos olhar “que o nosso comandante é um ladrão”. Haverá uma insatisfação muito grande. Ninguém vai derrubar ele, mas ele não terá moral nenhuma para nos comandar”, declarou.

TROPA
Mourão foi indagado se manifestações como as do comandante do Exército não contribuem para criar instabilidade na tropa, ao permitir que outros oficiais passem a vir a público falar sobre o cenário político. Mourão argumentou que o Exército é apartidário, mas não apolítico.
“A tropa sabe muito bem que se a política entra pela porta da frente num quartel, a hierarquia e a disciplina saem pela porta dos fundos. Então isso tem sido preservado. Em outros tempos, até antes do movimento de 64 [referência ao golpe militar de 1964], havia muitas manifestações políticas isoladas, o que não é bom para uma instituição que se baseia na disciplina e na hierarquia. Então considero que o comandante, quando fala, fala em nome de todos, e todos coincidem com esse pensamento. Ele tem o direito de falar e deve. Porque uma coisa tem que ficar muito clara, o Exército é apartidário, mas não é apolítico. O Exército tem que fazer política.”
Mourão, que passou à reserva em fevereiro passado, nos anos no Exército protagonizou polêmicas, como ter dito em uma palestra em 2017 que as Forças Armadas poderiam impor uma solução para a crise política no país.
O general se disse “satisfeito, de alma lavada e enxaguada” com a derrota no habeas corpus de Lula. “Repercutiu muito bem [nas Forças Armadas]. A Justiça está sendo feita. Um camarada que está condenado não pode estar fora da prisão. Senão é aquela história que eu já comentei: vamos abrir as portas da cadeia e só os que foram presos em flagrante ficam lá dentro e o restante aguarda a última instância necessária.”
“CONTURBADOS”
Na solenidade de promoção dos novos generais, quem falou pelo Exército, como é tradição em eventos do gênero, foi o general Fernando Azevedo e Silva, chefe do Estado-Maior do Exército. Dirigindo-se aos novos generais, Silva disse que o país atravessa dias difíceis e conturbados.
“A educação democrática também passa pelos quartéis. O Exército é uma instituição de Estado, apartidária e sem tendência política. No cenário atual, a prerrogativa evidente e inegociável é o respeito à Constituição e suas leis complementares, que são fundamentais para permitir o império sereno da ética e da moralidade, a estabilidade da democracia e a prevalência dos valores da República. O Exército Brasileiro sempre faz parte da solução e jamais dos problemas.”
Segundo o chefe do Estado-Maior, no século 21 o Exército “passou a receber e solucionar demandas de toda espécie, muito além de suas tarefas constitucionais”, como grandes eventos [a exemplo de Olimpíadas em 2016 e Copa do Mundo em 2014], missões de paz, socorro a calamidades, segurança nas eleições, defesa do meio ambiente, entre inúmeras outras.
Somente em 2017, segundo o general, o Exército conduziu 1.027 operações policiais na faixa de fronteira, 45 missões de garantia da lei e de ordem, 26 operações de varredura em presídios, distribuiu água e construiu cisternas em 816 municípios do semi-árido nordestino, beneficiando mais de 40 milhões de habitantes daquela região, além de construção e manutenção de pontes e estradas que integram o interior do país.
O chefe do Estado-Maior mencionou ainda “duas missões impostas ao Exército no alvorecer de 2018: a responsabilidade pela acolhida aos milhares de imigrantes venezuelanos em Pacaraima e Boa Vista e a difícil e inesperada intervenção federal no estado do Rio de Janeiro”.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


O Regime Militar não foi bom para o Brasil


Leonardo Weller Publicado Em 05/04 - 16h07

A candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República alimenta-se da nostalgia do regime militar. Ao contrário do que saudosos antidemocráticos supõem, a ditadura que se impôs entre 1964 e 1985 não foi boa para o Brasil. Este artigo lista frases que ufanam a época em que os militares estavam no poder e apresenta argumentos factuais que evidenciam a falta de fundamento de tal visão.
A vida era melhor na época do regime militar
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro é mais elevado hoje do que ao final da ditadura: 0,754 em 2018 contra 0,692 em 1985. É verdade que o IDH aumentou em quase todo o mundo, mas após a redemocratização nós reduzimos um pouco a distância em relação ao campeão mundial, a Noruega: o IDH brasileiro é 79,5% do norueguês atualmente, contra 77,9% em 1985. Não que estejamos bem, mas estávamos pior há 35 anos. 
Talvez os mais abastados tenham motivo para sentirem saudade do tempo dos militares. A desigualdade de renda elevou-se naquela época: o índice de Gini cresceu de 0,53 para 0,59 entre 1960 e 1980 (em 2014 ele foi de 0,49). Uma política salarial concentradora de renda achatou o salário mínimo de R$1.061 para R$624 (valores em dinheiro de hoje) durante a ditadura. Os ricos eram relativamente mais ricos e a grande maioria vivia mal. 
Na época da ditadura não havia violência.
Os dados nos dizem que o Brasil ficou mais violento durante a ditadura. Segundo artigo publicado pela Revista Brasileira de Epidemiologia, a taxa de homicídios na cidade de São Paulo aumentou de 6 por 100 mil em 1960 para 11 em 1970, 19 em 1980 e 36 em 1985. Hoje ela é de 10. Ou seja, no que toca homicídios, São Paulo é mais segura atualmente do que nos anos de repressão. O crescimento dos homicídios no Rio de Janeiro foi ainda mais rápido e, de acordo com pesquisa da Fiocruz, bateu 41 por 100 mil em 1985, patamar acima do atual. Visto por esse ângulo, a intervenção federal-militar naquela cidade não faz o menor sentido. 
Os governos militares foram responsáveis indiretos pela violência. O golpe de 1964 suspendeu um programa de reforma agrária que poderia ter minorado o forte êxodo rural do período. O surto de criminalidade dos anos 70 e 80 ocorreu em cidades inchadas, mal planejadas e desiguais – um legado da ditadura. 
O Brasil cresceu quando os militares estavam no poder
É verdade que houve um “milagre econômico” entre 1869 e 1973, mas a maior recessão da história brasileira (empatada com a recente) também ocorreu na ditadura, de 1981 e 1983. A crise dos 80 foi consequência direta da pujança irresponsável dos 70. Os governos Médici (1969-1974) e Geisel (1974-1979) contraíram uma dívida externa enorme para financiar o crescimento acelerado. Na tentativa de pagá-la, o governo Figueiredo (1979-1985) travou a economia. A forte contração reduziu as importações e elevou o influxo de dólares. Apesar do esforço, contudo, o Brasil acabou dando calote. Para piorar, a crise acelerou a inflação, que bateu em 235% (IGP) no ano em que Figueiredo deixou a presidência. 
A economia industrializou-se na década de 70, mas o crescimento industrial concentrou-se em empresas ineficientes que dependiam de proteção comercial e subsídios. As exceções são poucas. Petrobrás e Embraer tornaram-se competitivas graças à abertura econômica realizada por governos democráticos. 
Não havia corrupção na ditadura
É impossível testar essa afirmação, pois ditaduras não contam com órgãos independentes, capazes de investigar e julgar governantes corruptos. A democracia brasileira deu força e autonomia ao Ministérios Público. Nós não sabemos o quanto se roubava pois ninguém ia preso. Mas haja vista os vultosos subsídios que os governos militares distribuíam a uma pequena elite empresarial, é muito improvável que ambos os lados do balcão fossem inteiramente honestos. Não por acaso, a Odebrecht tornou-se uma gigante naquela época. 
Ditatura é um mal em si mesmo; a democracia é inegociável. Se nosso sistema democrático é falho, cabe a nós como sociedade aperfeiçoá-lo. Não há saída fácil. A crença de que o regime militar fez bem ao Brasil é uma mentira capaz de nos desvirtuar do longo caminho civilizatório que temos pela frente. 
*professor da FGV EESP e doutor em história econômica pela London School of Economics. Este artigo expressa opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.

JORNAL O GLOBO


Falha em sistema da Aeronáutica afeta voos em todos os aeroportos do Rio

Pane gera longos atrasos para pousos e decolagens; passageiro relata angústia

Ana Carolina T., Celia Costa, Júlia Cople,louise Publicada Em 05/04 - 16h11

Um problema no sistema de visualização de radar da Aeronáutica afetou todos os aeroportos do Rio na manhã desta quinta-feira. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que está investigando o incidente. A falha atingiu o controle do tráfego aéreo na cidade e provocou atrasos de mais de duas horas na partida e na chegada de voos nos terminais Santos Dumont e Galeão.
De acordo como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), o sistema só voltou a operar normalmente às 11h, mas o efeito cascata foi sentido até o início da tarde. Quase 40% dos voos programados nos dois aeroportos para até 15h sofreram atraso. Também houve atrasos em outros terminais do país, pois a malha aérea é interligada.
Em nota, o Decea informou que o sistema de visualização radar na Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro, que inclui os aeroportos do Galeão e Santos Dumont, já opera normalmente.
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o problema foi causado por uma instabilidade no sistema de visualização de radar. Desde as 8h desta quinta-feira, o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adotou intervalos maiores entre as aeronaves em voo na Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro, que inclui os aeroportos do Galeão e Santos Dumont. Segundo a Aeronáutica, o aumento dos intervalos busca manter o nível de segurança das operações, com o menor impacto possível para os passageiros.
Segundo a assessoria de imprensa do consórcio RioGaleão, a falha obrigou o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, a entrar em "operação convencional", o que amplia o tempo entre pousos e decolagens, desde as 8h17 desta quinta-feira. De acordo com o consórcio, até as 11h38 desta quinta-feira, 23 voos estavam atrasados e um foi cancelado
No Aeroporto Santos Dumont, na Zona Sul, havia 20 voos previstos para chegar entre 9h15 e 11h10, mas, às 11h30, 18 deles ainda não tinham pousado no terminal. Às 10h45, o site de monitoramento do tráfego aéreo "Flight Radar" estimava em 57 minutos a média de atraso para pouso no Santos Dumont.
Passageiros transferidos do Santos Dumont para Galeão
O passageiro André Silveira teve seu voo para Natal remanejado do Santos Dumont para o Galeão pela companhia aérea, que pagou um vale para o táxi entre os dois aeroportos.
— Meu voo no sairia às 11h10, mas acabaram me transferindo para o voo das 10h30, que estava atrasado também, mas sairia antes do meu. Só que eu teria que fazer uma escala em Congonhas. Como o voo estava atrasado, e eu corria o risco de perder a conexão em Congonhas, me transferiram para o Galeão, onde vou pegar o voo das 13h45 — explicou.
Já o passageiro Carlos Roberto Abrantes, de 58 anos, aguarda desde 8h25 dentro de uma aeronave da companhia Avianca, com destino a Salvador. O voo deveria ter decolado às 8h50, mas está mais de 90 minutos atrasado.
— O piloto diz que é um problema no sistema, mas não tem uma posição clara. Você não consegue ligar para a administração do aeroporto. Já tem gente passando mal. Nos oferecem água. Estamos aqui desde 8h25, dentro do avião, lotado. Algumas pessoas estão circulando. Duas crianças não param quietas. Estamos à deriva. Já perdi a barca que pegaria em Salvador para o Morro de São Paulo — contou o passageiro.
Problema afeta terminais de SP
O Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, também foi afetado. Pelo menos três voos, que partiriam do Rio para São Paulo tinham chegada prevista para 9h45, estão atrasados. Um deles só deve chegar ao meio-dia.
No terminal de Congonhas, na capital paulista, nove aeronaves esperavam para decolar com destino ao Santos Dumont, às 11h. No trajeto contrário, três voos saíram do aeroporto carioca com menos de 30 minutos de atraso e seguiram para São Paulo. Dos aeroportos administrados pela Infraero, apenas o da capital paulista foi prejudicado.
O advogado Antonio Amaro, de 49 anos, disse que esperou quase duas horas a liberação de decolagem no avião da ponte aérea da Gol para o Rio. Até as 11h, ele esperava a bordo na fila de decolagens de Congonhas.
— Acabaram de liberar a decolagem! Fiquei quase duas horas preso no avião esperando. O voo das 8h40 já não tinha decolado. O meu voo era o das 9h10 — explicou o advogado, por volta de 10h30.
Nas redes sociais, passageiros relatam estar há pelo menos 30 minutos dentro do avião, sem perspectiva de levantar voo.
"Decolagens suspensas no Galeão. O radar quebrou. Estou dentro de um avião, cheio de crianças. Sem perspectivas de decolar", escreveu um internauta.
"Galeão fechado para pousos e decolagens. Nenhuma explicação. 30 minutos dentro do avião. Alguém sabe o que está acontecendo?", destacou outra usuária.
"Radar quebrado do aeroporto do Galeão. Operando no manual. Desde 08h50mim dentro do avião a espera da decolagem", frisou uma terceira.
Leia na íntegra o comunicado do RioGaleão
O RIO-galeão informa que, em função de uma instabilidade no sistema de visualização de radar na região do Rio de Janeiro, de responsabilidade da Aeronáutica, o Aeroporto Internacional Tom Jobim entrou em operação convencional, que aumenta o intervalo entre pousos e decolagens, desde as 8h17 de hoje (05/04). A concessionária reforçou as equipes de atendimento e segurança nos terminais para informar e orientar os passageiros e acompanhantes. A empresa também está em contato permanente com a Torre de Controle da Aeronáutica aguardando a normalização da operação.
Leia na íntegra o comunicado da FAB
"O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adotou, desde as 8h desta quinta-feira (5/4), uma separação maior entre as aeronaves em voo na Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro, que inclui os aeroportos do Galeão e Santos Dumont.
A adoção desse procedimento de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo foi necessária devido a uma instabilidade no sistema de visualização radar na área e busca manter o elevado nível de segurança das operações, com o menor impacto possível para os passageiros.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) trabalha para a normalização das operações."

Celso de Mello rebate comandante do Exército: respeito à Constituição é "indeclinável"

Ministro disse que manifestação desobecedeu separação entre poderes

Daniel Gullino Publicado Em 04/04 -23h38 - Atualiz. 05/04 - 11h38

 — Durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello rebateu a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de repúdio à impunidade, realizada terça-feira, véspera da sessão. (CONFIRA AS ANÁLISES DOS VOTOS).
Sem citar diretamente Villas Bôas, Celso de Mello disse que um comentário realizado na terça por "altíssima fonte" foi "claramente infringente do princípio da separação de poderes" e alertou contra "práticas estranhas e lesivas à ortodoxia constitucional".
— Nossa própria experiência histórica revela-nos que insurgências de natureza pretoriana, à semelhança da ideia metafórica do ovo da serpente, descaracterizam a legitimidade do poder civil instituído e fragilizam as instituições democráticas, ao mesmo tempo em que desrespeitam a autoridade suprema da Constituição e das leis da República — avaliou.
De acordo com o ministro, intervenções militares restringem a liberdade e limitam o espaço do dissenso e, por isso, são inaceitáveis.
— Intervenções castrenses, quando efetivadas e tornadas vitoriosas, tendem, na lógica do regime supressor das liberdades, a diminuir, quando não a eliminar, o espaço institucional reservado ao dissenso, limitando, desse modo, com danos irreversíveis ao sistema democrático, a possibilidade de livre expansão da atividade política e do exercício pleno da cidadania. Tudo isso, senhora presidente, é inaceitável — destacou.
Para Celso de Mello, todos os agentes do Estado precisam respeitar à Constituição, independentemente da área a que pertençam.
— O respeito indeclinável à Constituição e às leis da República representa limite inultrapassável, a que se devem submeter os agentes do Estado, quaisquer que sejam os estamentos a que eles pertençam — concluiu.

E agora, Brasil?: “Intervenção falha na comunicação com público”, diz Jungmann

Para ministro, o problema se deve à formação militar do interventor; especialista cobra transparência e divulgação de metas

Publicado Em 05/04 - 04:30 - Atual. Em 05/04 08h08

O ministro Raul Jungmann reconhece que há deficiências na comunicação dos interventores na Segurança do Rio com a opinião pública. No encontro “E agora, Brasil”, ele atribuiu a falha à formação militar dos comandantes da intervenção. E disse que vai procurar melhorar a informação aos cariocas sobre as estratégias adotadas, para não deixar a impressão de que o trabalho ainda não começou ou não está avançando.
— Devo confessar que há, de fato, um déficit de comunicação da intervenção com o público. Isso se deve à formação do militar, que é muito distante da comunicação. O militar passa o tempo de sua formação voltado para suas tarefas e atividades. Só quem deve falar pelos militares é o comandante. Romper com isso não é fácil. É um aprendizado — disse o ministro.
Para o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, o principal problema é que a intervenção na Segurança Pública do Rio é civil, mas está sendo “regida pela lógica da segurança nacional e do controle da informação”:
— A gente não sabe de nada do que está acontecendo. Na Segurança Pública, a premissa é a da transparência. Quais são as metas fixadas para o interventor? Quais os indicadores que serão usados para medir se a intervenção deu certo ou não? Qual a matriz de resultados?
Lima lembrou que a comunicação foi elemento-chave para o sucesso da Operação Lava-Jato. A cada operação havia uma entrevista para explicar os objetivos e o progresso obtido pelos policiais federais e pelos procuradores:
— No desenho da intervenção, a comunicação não pode ser vista como inimiga. A gente precisa saber claramente onde se quer chegar, quais as medidas de curto, médio e longo prazo que estão sendo ou serão implementadas.
No debate, foi levantada a questão de que para muitos moradores do Rio a intervenção ainda nem começou, já que as tropas das Forças Armadas, que dariam visibilidade ao trabalho, continuam nos quartéis ou fazendo pequenas e rápidas incursões pela cidade.

TEMOR SOBRE A REAÇÃO
Para Jungmann, os generais precisam explicar que a principal função deles é a reestruturação da Polícia Militar e da Polícia Civil:
— Os que estão fazendo isso (comandando a intervenção) também estão em aprendizado, não estão prontos, não chegaram feitos. Estão procurando dar o melhor de si, pois entendem que a principal função deles é a reestruturação das polícias. Isso talvez não esteja ficando claro para a sociedade e vamos ter de melhorar.O ministro disse acreditar que a intervenção está no rumo certo e que os resultados vão aparecer, embora não no ritmo que o morador do Rio anseia, pelos graves problemas de criminalidade enfrentados pelo estado
— Não vamos ter um resultado espetacular do dia para a noite — afirmou Jungmann. — O principal objetivo é recuperar a capacidade operacional das polícia do Rio, que anda no nível mais baixo que se possa imaginar. Ela está sucateada, sem armamentos ou com armamentos ineficientes, e com problemas de rigidez nas corregedorias, com parte dos policiais em promiscuidade com o crime organizado.
O ministro explicou por que a intervenção não está obtendo resultados com mais rapidez e mais visíveis para a população. Admitiu que havia um temor de reação se o ritmo adotado fosse outro:
— Foi avaliada qual era a velocidade com que deveríamos entrar, e havia condição de talvez ser muito mais célere em algumas coisas. Mas imaginava-se que haveria uma contrapartida, uma reatividade, que faria com que tivéssemos problemas internos e externos em termos de segurança.

MUDANÇA DE PADRÃO
Para Renato Sérgio de Lima, a intervenção vai render muito pouco se puser os militares para subir os morros do Rio para combater tráfico ou milícia. Ele acha que o trabalho “vai surtir mais efeito” se conseguir reestruturar as polícias:
— A intervenção foi um ato político, que talvez não tenha respeitado um timing de planejamento mais adequado. Precisa começar estabelecendo critérios para separar a política da polícia, criar metas transparentes.
O especialista acha que outra medida importante será usar os financiamentos federais para criar medidas concretas de valorização do trabalho dos policiais do Estado do Rio.
— Uma intervenção para fazer mais do mesmo não adianta. Precisa ter inovação, e isso passa por mecanismos de coordenação, de integração, por pensar diferente. O problema é o modelo com o qual o Estado responde ao crime.
O ministro disse achar que, se não for possível recuperar as polícias do Rio, não será possível mudar a realidade de violência, pois Exército, Marinha e Aeronáutica não serão capazes de fazê-lo.
— O treinamento dos militares é para outra finalidade. Quem imagina que ter um militar na rua com fuzil traz sensação de segurança. Até traz, mas isso é dar férias para bandido, porque quando os militares vão para a rua, o crime se retrai, mas volta em seguida.
Para Jungmann, o que muda é usar a inteligência policial para chegar aos chefes do crime organizado e ao arsenal das quadrilhas, além de descobrir por onde passa o dinheiro dos criminosos.
Para isso, segundo ele, técnicos do Banco Central participam da força-tarefa da intervenção, assim como funcionários do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.
— Não há uma única instituição que não esteja participando do esforço no Estado do Rio. Ministério Público, Banco Central, Polícia Federal e tudo mais. Como imaginar que não vai ter resultados? Vai ter resultado, mas aquém da nossa ansiedade. É inexorável que se mudem os padrões de segurança no Rio, mas é claro que isso não vai se dar do dia para a noite.

“VÁCUO DE PODER”
O ministro disse que, para que a sensação de segurança do carioca tivesse melhorado nos 45 dias da intervenção, seria necessário ter usado “estratégicas pouco recomendáveis”.
— Não seria o caso, evidentemente. Alguém quer que as Forças Armadas façam este papel? As Forças Armadas são feitas para destruir. Seria o caso de destruir a Rocinha? Elas não podem e não devem fazer isso. Quem deve atuar são as polícias, e isso elas vão levar tempo para fazer.
Jungmann adiantou que na Páscoa deste ano já foi registrada uma redução dos índices de homicídios e outros crimes, na comparação com a do ano passado. Os números ainda serão divulgados no próximo mês.
O interventor federal na segurança, general Braga Netto, se reporta diretamente ao presidente Michel Temer, mas, segundo Jungmann, está sendo criado um comitê federal de coordenação, com a participação do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para facilitar a intermediação.
Para Renato Sérgio de Lima, a falta de coordenação na Segurança Pública entre a União e os estados e entre os poderes da República criou um vácuo de poder que, no Estado do Rio, foi ocupado pelo crime organizado.
— No Rio, o trabalho foi relegado a operações espetaculosas. Mas estamos investindo em investigação? Basta ver o episódio em que a PM dispensou testemunhas no caso da vereadora Marielle Franco. Não há protocolo de isolamento do local, de identificação de testemunhas, de ações conjuntas. Isso deu certo no mundo todo e pode ser feito aqui porque estamos em ambiente de intervenção.
O especialista disse achar que uma ação contra as milícias já poderia ter sido executada, porque dali vazam as informações sobre as varreduras contra o crime organizado nos presídios.

— É claro que não iria acabar com a milícia de um dia para o outro, mas era importante ter uma ação forte em relação a isso.
Para Lima, será muito bom se em dezembro, quando termina a intervenção federal, os analistas puderem constatar que a intervenção ajudou, mas não se tornou imprescindível.
— Porque, se continuar sendo imprescindível, será uma indicação de que nosso problema é muito maior e a gente não pode avançar.

Villas Bôas é o centro das atenções em evento em Brasília

Comandante do Exército foi cumprimentado em cerimônia no Clube Militar

Mateus Coutinho Publicado Em 05/04 - 16:03

BRASÍLIA — Dois dias após se manifestar contra a “impunidade” nas vésperas do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), o comandante do Exército, general Eduardo Villâs Boas, foi o centro das atenções em uma cerimônia realizada em Brasília na manhã desta quinta-feira.
O evento — uma cerimônia de entrega de espadas aos novos generais de Brigada — ocorreu na sede do Lago Sul do Clube Militar de Brasília. O general ficou no centro do púlpito, ao lado dos ministros Raul Jungman (Segurança Pública) e Joaquim Silva e Luna (Defesa). Nenhum deles quis falar com a imprensa.
No auditório do evento, o clima era de alívio com a decisão do STF. Após a passagem das espadas os militares das três forças, familiares e até convidados se aglomeraram para cumprimentar o comandante, formando uma longa fila no centro do salão. O general recebeu todos para cumprimentos e até fotos ao lado de sua filha que o acompanhava. Os ministros, por sua vez, deixaram o local logo após o fim da cerimônia.
Na terça-feira, Villas Boâs escreveu, em sua conta no Twitter, que o Exército "julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade". As declarações foram criticadas por organizações como a Anistia Internacional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
Durante o julgamento do habeas corpus no STF, o ministro Celso de Mello também recriminou a fala do general, e disse que o respeito à Constituição é "indeclinável".

“SEM ATALHOS” Jungmann defende Villas Bôas

Ministro da Segurança Pública diz que comandante do Exército é "soldado exemplar" e que não há risco para a democracia

Maria Lima Mateus Coutinho Publicado Em 06/04

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, voltou a negar a intenção do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do habeas corpus do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva ou de levar adiante ações para tentar um “um atalho democrático”.
Um dia antes do julgamento, Villas Boâs questionou, em sua conta no Twitter, “quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais”.
Em seguida, escreveu: “Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem em repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às missões institucionais.”
As declarações foram criticadas por organizações como a Anistia Internacional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Durante o julgamento do habeas corpus, o ministro Celso de Mello também recriminou a fala do general, e disse que o respeito à Constituição é “indeclinável”.
— Repito, não houve qualquer pressão do general ou menção sobre atalho no processo democrático. A gente vai, junto com todos os brasileiros, decidir com muita alegria qual será o futuro do Brasil em outubro, porque isso ninguém vai tomar dos brasileiros e brasileiras. A democracia é algo consolidado e irreversível — declarou Jungman.
As declarações foram dadas após um encontro com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para discutir problemas de segurança no estado. Na quarta-feira, Jungmann já havia minimizado a possibilidade de uma ditadura militar. Na manhã de ontem, ele participou de um evento com Villâs Boas, no Clube Militar.
Sobre os apoios dados por outros generais à fala de Villas Bôas, o ministro disse que não há hoje uma força relevante que possa interferir no processo democrático.
— Muitas vezes a gente vive ansiedades, dificuldades, tropeços, mas a caminhada da democracia do Brasil ninguém vai obstar, até porque não existe nenhuma força relevante, importante, hoje que possa estar apostando no sentido contrário — garantiu.
Jungmann também minimizou o silêncio do presidente Michel Temer sobre o episódio. Líderes do PT cobraram, no Senado, a demissão do general.
— Villas Bôas é um soldado exemplar, um líder respeitado e um democrata, reúne virtudes muito republicanas. Não vejo por que Temer tenha que se pronunciar sobre a fala, um tuíte do comandante do Exército — defendeu o ministro.
NO CENTRO DAS ATENÇÕES O comandante do Exército foi o centro das atenções em uma cerimônia realizada em Brasília na manhã de ontem. O evento — uma cerimônia de entrega de espadas aos novos generais de Brigada — ocorreu na sede do Lago Sul do Clube Militar de Brasília. O general ficou no centro do púlpito, ao lado dos ministros Raul Jungman e Joaquim Silva e Luna (Defesa). Nenhum deles quis falar com a imprensa.
No auditório do evento, o clima era de alívio com a decisão do STF. Após a passagem das espadas, os militares das três forças, familiares e convidados se aglomeraram para cumprimentar o comandante, formando uma longa fila no centro do salão. O general recebeu todos para cumprimentos e tirou até fotos, ao lado de sua filha que o acompanhava. Os ministros, por sua vez, deixaram o local logo após o fim da cerimônia.
“A caminhada da democracia do Brasil ninguém vai obstar, até porque não existe nenhuma força relevante, importante, hoje que possa estar apostando no sentido contrário” Raul Jungmann Ministro da Segurança Pública

PORTAL UOL


Telebras vai recorrer de decisão judicial que suspendeu acordo com Viasat


Raquel Stenzel

 A Telebras vai recorrer da decisão judicial liminar que suspendeu o contrato de parceria entre a empresa brasileira e a norte-americana Viasat, que visa ampliar a cobertura de internet de banda larga para comunidades subatendidas.
"A companhia informa que tomará todas as medidas cabíveis para salvaguardar os interesses da Telebras, seus acionistas e do seu plano de negócios e a continuidade de políticas públicas, ... como Plano Nacional de Banda Larga, Internet para Todos e Gesac", disSe a Telebras em comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira.
O acordo entre a Telebras e a Viasat, assinado em fevereiro, estabelece uma parceria de longo prazo que compreende no uso de 100 por cento da capacidade de banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), operado pela Telebras, e a implantação de rede terrestre e de infraestrutura da Viasat.
A ação contra o acordo foi ajuizada pelas empreSas Via Direta Telecomunicações e Via Satélite e a Rede de Rádio e Televisão Tiradentes, e corre agora na 1º Vara Cível Federal do Estado do Amazonas.

REVISTA ISTO É


Militares devem seguir a Constituição, diz chefe da Aeronáutica


O Estado De S. Paulo. Publicada Em 05/04 - 07h43

Um dia após a manifestação pública do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, o chefe da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato, divulgou nesta quarta-feira, 4, em boletim interno no qual afirmou que os militares da ativa e da reserva “devem seguir fielmente a Constituição”. “Sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições”. O brigadeiro completou: “Tentar impor nossa vontade ou de outrem é o que menos precisamos nesse momento.”
Para o brigadeiro, o Brasil estava “prestes a viver um dos momentos mais importantes da sua história”, uma referência ao julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, ontem seriam “testados valores que nos são muito caros, como a democracia e a integridade de nossas instituições”. Ainda segundo ele, os poderes constituídos sabiam “de sua responsabilidade perante a nação e devemos acreditar neles”.
Rossato afirmou que nesses “dias críticos para o País, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Em seu texto, o comandante da Aeronáutica citou “a velocidade das mídias”. “Num momento como este, os ânimos já acirrados intensificam-se ainda mais com a velocidade das mídias sociais, onde cada cidadão encontra espaço para repercutir a sua opinião, em prol do que julga ser o país merecedor.”
No fim, Rossato disse que os militares serão “sempre um extremo recurso não apenas para a guarda da nossa soberania, como também para mantermos a paz entre irmãos que somos.”
Na terça-feira, 3, Villas Bôas, escreveu no Twitter que repudiava “a impunidade”. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?” Até a conclusão desta edição, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, não se havia manifestado.
Apoio
O pronunciamento dos chefes militares recebeu o apoio de outros oficiais. “A manifestação do Rossato não colidiu com o posicionamento do general Villas Bôas. A farda não abafa o cidadão. E o comandante do Exército só quis mostrar suas discordância com a impunidade”, disse o general da reserva Sebastião Roberto Peternelli Júnior.
O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira afirmou que Villas Bôas disse apenas o que está “escrito na Constituição”. “Ele só colocou isso em nome dele, em face da situação crítica que vivemos, onde o comandante tem necessidade de se dirigir ao seu público interno.”
Heleno considerou as notas do general e do brigadeiro “tranquilas”. “Sem maiores conotações, como quiseram dar. Esse é o problema: existe ainda um ranço, uma prevenção contra os militares. Tem gente que fica ali ainda querendo enxergar ameaça de golpe, de uma intervenção militar. Isso é uma bobagem.”
De acordo com ele, a preocupação de Villa Bôas com a impunidade se deve ao fato de o Exército ser afetado pela impunidade na segurança pública.
“A gente tem direito de participar da vida pública. Nós estudamos pra burro. Ninguém mais legítimo para colocar a posição do Exército do que o comandante. Não pode ter essa ideia de que o militar é uma anta pacífica, omissa e descerebrada.” Heleno esteve na terça-feira no protesto em Brasília contra a concessão do habeas corpus para Lula. “Nós temos o direito de opinar.”
Para ele, é fácil entender porque alguns veem problemas na manifestação de Villa Boâs. “É natural, basta procurar seus registros biográficos. Isso não é de graça. Eu que sou militar e comecei minha vida um ano depois da contrarrevolução, vivi isso a minha vida inteira: é sempre essa prevenção contra o militar.” Para ele, a nota do brigadeiro Rosato teve um tom conciliador e prudente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Primeiros venezuelanos remanejados de Roraima são acolhidos na capital paulista


Publicado Em 05/04 - 19h13

Os primeiros venezuelanos trazidos para São Paulo como resultado do processo de interiorização desenvolvido pelo governo federal e pela ONU chegaram hoje (5) à capital paulista. Inicialmente vieram 74 homens encaminhados nesta tarde para o Centro Temporário de Acolhimento (CTA) do governo municipal localizado em São Mateus, na zona leste da cidade. A Secretaria Municipal de Assistência Social informou estar preparada para receber um total de 160 imigrantes entre hoje e amanhã.
Já a Missão Paz – entidade da sociedade civil que acolhe imigrantes, conhecida também como Casa do Migrante –, localizada no bairro do Glicério, centro da cidade, recebeu 18 venezuelanos por volta das 16h30 de hoje, sendo que seis são crianças. Segundo o padre Paolo Parisi, que coordena a entidade, há capacidade para acolher até 39 pessoas no local. Além do CTA de São Mateus e da Missão Paz, o CTA de Santo Amaro, na zona sul, também deve receber venezuelanos até amanhã.
De acordo com a Casa Civil do governo federal, que coordena o processo de interiorização, um total de 116 imigrantes decolaram de Roraima hoje com destino à capital paulista, trazidos por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Amanhã (6), mais 83 imigrantes devem desembarcar na cidade.
Só solteiros
Diferentemente da Missão Paz, que abriga famílias, o contingente de venezuelanos enviado aos equipamentos municipais inclui somente homens e mulheres solteiros. Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Filipe Sabará, essa definição se deu para que o acolhimento fosse feito de forma organizada. “Foi uma decisão conversada com o Alto Comissariado [para Refugiados] da ONU, já que no passado houve uma dificuldade de organização de acolhimento para imigrantes. Então, nossa decisão foi priorizar homens e mulheres solteiros nesse grupo inicial de 300 pessoas, para que a gente possa entender o fluxo, os processos e o encaminhamento correto dessas pessoas”, disse.
Entre os anos de 2014 e 2015, a capital paulista teve uma experiência negativa na acolhida de imigrantes haitianos. Muitos não se adaptaram aos lugares em que foram alojados, que eram os antigos albergues para população em situação de rua e não tinham estrutura adequada às suas necessidades. Agora, de acordo com Sabará, os equipamentos de acolhimento, mesmo aqueles originalmente construídos para a população em situação de rua, estão com uma estrutura melhor.
Empregos
A reportagem da Agência Brasil observou que pessoas em situação de rua que procuraram acolhimento hoje no CTA de São Mateus foram informadas que não poderiam ser atendidas no local devido à ocupação pelos venezuelanos. Questionada, a Secretaria de Assistência Social informou que ninguém ficou sem abrigo e que as pessoas que chegam nestes CTAs específicos são encaminhadas pela prefeitura para outros centros de acolhida. Os CTAs de São Mateus e Santo Amaro ficarão exclusivos para atendimento dos imigrantes venezuelanos neste momento.
O prazo de permanência deles nos centros de acolhimento não foi definido pela prefeitura, mas, segundo Sabará “historicamente imigrantes tendem a se desenvolver e encontrar um emprego rapidamente. Nosso papel agora vai ser acolher essas pessoas da melhor forma e viabilizar o contato com as empresas”.
“Estamos fazendo [contato] com a Câmara de Comércio da Espanha, da Venezuela e de outros países de língua espanhola, para que possamos conseguir vagas de empregos para essas pessoas que, em sua maioria, têm ensino médio ou superior”, falou o secretário.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Ministério Público quer explicações sobre comentários de general

Procurador pede à PGR que encaminhe peça ao ministro Silva e Luna para que ele se "manifeste" sobre risco de intervenção militar, por causa das declarações do comandante

Alessandra Azevedo E Rodolfo Costa Publicado Em 05/04 - 06h:00

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu explicações ao ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, sobre as declarações feitas pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, na última terça-feira, véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em resposta à mensagem do militar, publicada em uma rede social, de que “compartilha o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade” e “se mantém atento às suas missões institucionais”, o procurador da República no DF Ivan Cláudio Marx pede que o ministro tenha “ciência e manifestação sobre eventual risco de função interventora das Forças Armadas”.
Como Silva e Luna tem foro privilegiado, Marx pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que encaminhe a solicitação. “Oficie-se ao ministro da Defesa (via PGR), com cópia integral do presente procedimento, para ciência e manifestação sobre eventual risco de função interventora das Forças Armadas”, diz a manifestação. O pedido foi feito no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) em que se apura as declarações de outro militar, o general Antônio Hamilton Mourão. Em uma palestra em setembro, Mourão disse que as Forças Armadas poderiam partir para uma “intervenção militar” se o Judiciário “não solucionar o problema político”.
As palavras do comandante do Exército refletiram o posicionamento de outros generais da reserva e da ativa, que têm discutido há semanas, em um grupo no WhatsApp, possíveis reações ao resultado do julgamento no STF. Nas redes sociais, alguns generais reafirmaram o apoio a Villas Bôas, como o comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, general Cristiano Pinto Sampaio. “Sempre prontos, comandante!”, declarou. Os generais José Luiz Dias Freitas e Geraldo Antonio Miotto, que assumirá o comando militar do Sul, também apoiaram publicamente as declarações. “Estamos firmes e leais ao nosso comandante! Brasil acima de tudo! Aço!”, disse Miotto.
Interpretações
Enquanto o ministério da Defesa definiu a declaração do militar, em nota, como uma “mensagem de confiança e estímulo à concórdia”, autoridades, parlamentares e representantes da sociedade civil encararam as palavras como uma clara ameaça de intervenção militar caso o STF concedesse o habeas corpus. As reações, tanto à publicação inicial de Villas Bôas quanto às declarações públicas de apoio, foram acaloradas, com discursos no plenário da Câmara dos Deputados, manifestações de líderes partidários e até posicionamentos oficiais de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que “conclamou a nação a repudiar qualquer tentativa de retrocesso”, e a Anistia Internacional, que lançou nota repudiando as palavras do comandante.
Para contornar a saia justa e traçar uma estratégia para dialogar com o comandante e a cúpula do Exército, o presidente Michel Temer recebeu ontem, no Palácio do Planalto, líderes do governo no Congresso Nacional e ministros — entre eles, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, e o da Justiça, Torquato Jardim, além do comandante interino da pasta de Direitos Humanos, Gustavo Rocha. O presidente não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mesmo após os encontros com a equipe, mas, em cerimônia durante a tarde, defendeu a liberdade de expressão e ressaltou que o cumprimento da Constituição “é fundamental para a organização social”.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que, de zero a dez, é de “menos um” a chance de se ter uma intervenção militar no Brasil. “Não vejo nenhuma força política, à exceção daquelas que são absolutamente minoritárias, propor um retorno ao passado. Ninguém quer isso, e isso não tem o menor curso no Brasil, eu posso assegurar”, afirmou.
JORNAL ESTADO DE MINAS


Piloto de avião agrícola que caiu em Minas está em estado grave

Acidente ocorreu na zona rural de Nova Porteirinha. Homem de 33 anos foi transferido para a Santa Casa de Montes Claros

Luiz Ribeiro Publicado Em 04/04-10:39

Foi transferido para a Santa Casa de Montes Claros, Norte de Minas, em estado grave, o piloto do avião agrícola que caiu na noite de terça-feira na zona rural de Nova Porteirinha, na mesma região. Karol Josef Wojtyla de Oliveira, de 33 anos, que era o único ocupante da aeronave, teve vários ferimentos. Após ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, foi encaminhado inicialmente para o Hospital Regional de Janauba - cidade separada de Nova Porteirinha pelo Rio Gorutuba.
Conforme o Corpo de Bombeiros de Janaúba, o piloto, que tem o mesmo nome de batismo do papa João Paulo II, sofreu ferimentos na face, no tórax e fraturou o braço esquerdo. Na manhã desta quarta-feira, a assessoria da Santa Casa de Montes Claros informou que Karol Josef deu entrada no hospital, onde passou por exames. Revelou ainda que o quadro do paciente é grave, porém, estabilizado.
O avião agricola caiu na chamada área C3, a cerca de 30 quilômetros de Janaúba. A aeronave estaria sendo usado na pulverização de lavoura dentro do Projeto de Irrigação do Gorutuba.
De acordo com o sargento Edmar Silva Almeida, do Corpo de Bombeiros de Janaúba, o avião caiu no meio do matagal em um terreno de difícil acesso. Para a chegada até o local, moradores abriram uma "picada" no mato, com o uso de facões. Para o atendimento ao piloto, além de enfrentarem a escuridão e o matagal, os bombeiros tiveram que entrar na água para atravessar um canal de irrigação do Projeto Gorutuba.
O atendimento no local e o resgate de Karol Wojtyla demoraram aproximadamente uma hora e quarenta minutos, informou o sargento Edmar Almeida.
PORTAL G-1


Mais de 100 venezuelanos são enviados de Roraima para São Paulo em avião da FAB

Voo com 116 imigrantes venezuelanos decolou de Boa Vista às 8h34h dessa quinta-feira (5). Este é o primeiro voo do processo de interiorização dos imigrantes que fogem da crise na Venezuela.

Emily Costa E Inaê Brandão Publicado Em 05/04 - 09h34

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Boa Vista às 8h34 (9h34 de Brasília) desta quinta-feira (5) com 116 venezuelanos com destino a São Paulo. Este é o primeiro voo do processo de interiorização de imigrantes que fogem da crise na Venezuela.
A aeronave deve pousar às 12h (13h de Brasília) na Base Aérea de Guarulhos. Depois, três ônibus levarão 83 imigrantes para um abrigo administrado pela Prefeitura de São Paulo, enquanto 29 irão para um abrigo administrado pela sociedade civil e outros quatro a um local de acolhimento do estado de São Paulo, segundo a Casa Civil da presidência.
O processo de interiorização dos imigrantes é feito pelo governo federal numa tentativa de lidar com o intenso fluxo de venezuelanos que cruzam a fronteira do país por Roraima. Estima-se que 400 entram por dia no Brasil fugindo do regime de Nicolás Maduro. Na capital já são 40 mil, conforme a prefeitura.
Segundo a Casa Civil, os imigrantes aderiram de forma voluntária ao processo para buscar oportunidades de trabalho em outras partes do país. Eles são solicitantes de refúgio ou tem residência temporária no Brasil.
Antes do deslocamento, eles foram imunizados em relação a doenças como sarampo, já que Roraima vive um surto da doença, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e coqueluche. Todos também foram cadastrados e receberam pulseiras de acordo com seus destinos.
Noite nas arquibancadas
Os 116 venezuelanos que embarcaram com destino a São Paulo passaram a noite no estádio Ribeirão, na periferia da cidade. Muitos, incluindo crianças, dormiram nas arquibancadas. 
A família de Reinaldo José, 32, passou a noite em colchonetes nas arquibancadas do Ribeirão. Ele se mudou para Roraima com a esposa, Gisela Gomez, e as duas filhas, de 4 e 6 anos, e quis ser interiorizado.
"Esperamos conseguir dar um futuro melhor para nossa filhas em São Paulo, conseguir um emprego fixo e seguirmos com uma vida mais digna".
A família, que já viveu com outras centenas de venezuelanos na praça Simón Bolívar, cercada com tapumes no último sábado (30), está ansiosa para chegar ao destino final.
"Já tivemos de dormir na praça e lá era demasiadamente pior. Estamos ansiosos pela viagem", acrescentou Gisela.
Antes das 6h, os venezuelanos foram levados em quatro ônibus fretados para o Aeroporto de Boa Vista. Ao chegarem lá, ficaram em uma área isolada e inacessível à imprensa até às 7h14 quando começaram a embarcar no avião.
O voo da FAB é custeado com os R$ 190 milhões liberados pelo governo federal ao Ministério da Defesa para lidar com a imigração venezuelana em Roraima. 
Os venezuelanos passaram por regularização migratória junto à Polícia Federal, seja por meio de solicitação de refúgio ou de residência temporária. Outro requisito é atender ao perfil das vagas nos abrigos na localidade de destino.
"O processo de interiorização foi uma estratégia adotada para proporcionar melhores condições aos imigrantes venezuelanos que querem viver e trabalhar no Brasil. Com esse objetivo, o Governo Federal, com apoio técnico de agências das Nações Unidas (ACNUR e OIM), buscou vagas em abrigos de prefeituras, governos estaduais e na sociedade civil para receber os imigrantes", informou a Casa Civil em nota.
Venezuelanos em Roraima
Desde 2015 Roraima recebe um número crescente de venezuelanos que fogem da crise econômica e política vivida no regime de Nicolás Maduro.
Nos últimos três anos, mais de 20 mil pediram refúgio à Polícia Federal. Se estima que atualmente pelo menos 450 imigrantes cruzem todos os dias a fronteira do país - alguns até a pé. Só na capital Boa Vista há 40 mil, segundo a prefeitura. 
Em março, o presidente Michel Temer editou uma Medida Provisória que criou a Força-Tarefa Humanitária, que agora assume as ações do governo federal relacionadas à imigração venezuelana.
Até agora já são cinco abrigos para venezuelanos em Boa Vista e um em Pacaraima. Juntos, eles têm cerca de 2,3 mil moradores e estão na lotação máxima. A previsão é que um sétimo abrigo seja aberto em breve no bairro 13 de Setembro, zona Sul da capital.

Avião sai da pista de pouso e suspende decolagens e pousos no aeroporto do Recife

Acidente ocorreu na tarde desta quinta (5). No momento do pouso, o avião cargueiro tinha dois tripulantes, que não se feriram.

Publicada Em 05/04-16h10

Um avião cargueiro que vinha de Assunção, no Paraguai, saiu da pista de pouso do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, nesta quinta-feira (5). Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o acidente ocorreu às 13h47 e causou a suspensão dos pousos e das decolagens que estavam previstos para acontecer no terminal aéreo até as 15h.
No momento do pouso, o avião cargueiro tinha dois tripulantes, que não se feriram. Com o deslize, a aeronave ficou na área gramada do aeroporto, ao lado da pista. Por causa do ocorrido, cinco voos que chegariam ao Recife durante a tarde foram alterados para João Pessoa, na Paraíba; Salvador, na Bahia; e Maceió, em Alagoas.
Ainda de acordo com a Infraero, às 15h, 1.757 metros dos 3.007 metros que compõem o total de extensão da pista tinham sido liberados para o trânsito dos aviões, possibilitando que os pousos e as decolagens voltassem a ocorrer no aeroporto.
O professor Aluízio Moreira e seu companheiro chegaram ao aeroporto às 11h para viajar para São Luiz, no Maranhão. Ao entrar na sala de embarque, o recifense foi informado de que o voo atrasaria uma hora e, posteriormente, de que a viagem seria remarcada.
“Nosso voo saiu de João Pessoa, fez escala no Recife e seguiria para o Maranhão, mas não pode pousar e voltou à Paraíba. Recebemos um voucher para o táxi de volta para casa, mas informaram que quem não é de Pernambuco vai ser alocado em hotéis”, afirmou o professor.
A Infraero registrou dez decolagens atrasadas, saindo do Recife. Não há informações sobre os motivos que causaram o pouso irregular ou sobre a previsão de regularização dos voos atrasados.

Missão Paz recebe famílias de imigrantes venezuelanos no Centro de SP

A entidade esperava 39 pessoas, mas apenas 22 chegaram. O perfil é de famílias e crianças de colo.

Rafaela Putini Publicado Em 05/04 - 19h23

Famílias de imigrantes venezuelanos desembarcaram na tarde desta quinta-feira (5) no pátio da Missão Paz, entidade da Igreja Católica que acolhe imigrantes em uma Paróquia no Centro de São Paulo. Eles são do primeiro grupo de imigrantes venezuelanos vindos de Roraima que ficarão nos centros de acolhimento municipais.
De acordo com o padre Paolo Parise, que coordena a Missão Paz, apesar de estarem esperando 39 pessoas, apenas 22 chegaram nos ônibus do Exército.
A maioria deles era famílias com crianças. O perfil é diferente daquele que a Prefeitura anunciou anteriormente que iria receber, o de adultos solteiros. “Chegaram crianças de três semanas, quatro meses. Foi uma surpresa muito boa”, disse. 
Com a chegada dos grupos de venezuelanos, a Missão Paz, que hoje acolhe pessoas de 20 nacionalidades diferentes, fica perto da lotação máxima de suas 110 vagas. Apesar disso, o padre afirmou que existem espaços remanescentes para receber aqueles que eram esperados para esse primeiro voo de quinta.
"Agora, começamos a encaminhá-los para as aulas de português, atendimento psicológico, ajuda para buscar trabalho", pontuou.

Crise imigratória
A cidade de São Paulo recebeu nesta quinta-feira um grupo de 116 venezuelanos de Roraima, onde estão fugidos da crise no país natal. Ao todo, 300 venezuelanos deverão chegar em São Paulo nos próximos meses.
Os imigrantes desembarcaram na cidade em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles ficarão em dois Centros Temporários de Acolhimento exclusivos para os venezuelanos. Um em São Mateus, na Zona Leste, outro em Santo Amaro, na Zona Sul. 
O segundo grupo com mais 100 venezuelanos vindos de Roraima deve chegar após 30 dias e o terceiro ainda não tem data marcada. A vinda dos venezuelanos para São Paulo acontece 49 dias depois que o presidente Michel Temer assinou um decreto emergencial para oferecer ajuda ao estado de Roraima.
Roraima lida desde 2015 com a chegada de venezuelanos que fogem da fome e chegam ao estado em busca de trabalho. Só nos primeiros 45 dias desse ano, 18 mil entraram no país.
*Com supervisão de Lívia Machado e Paulo Toledo Piza

AGÊNCIA BRASIL


Depois de atrasos em voos, Aeronáutica normaliza operação de radar no Rio


Vinicius Lisboa Publicada Em 05/04 - 14h47

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) normalizou a operação do sistema de visualização por radar no Rio de Janeiro. Segundo a Aeronáutica, o sistema opera normalmente desde 11h de hoje (5), e o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) está adotando as medidas necessárias para regularizar o fluxo do tráfego aéreo.
Desde as 8h desta quinta-feira, um problema de instabilidade no sistema de radares havia levado o CGNA a determinar o aumento da separação entre as aeronaves em voo, o que impactou os horários de pousos e decolagens no Aeroporto Internacional Tom Jobim e no Aeroporto Santos Dumont.
A operação no aeroporto teve reflexos em Congonhas, onde três chegadas e seis partidas para o Santos Dumont foram canceladas e 13 voos seguiram com atraso superior a 30 minutos para o Rio de Janeiro. A Infraero informou que o Santos Dumont registrou 28 atrasos superiores a 30 minutos. Dez voos foram cancelados.
A concessionária Inframérica, que administra o Aeroporto de Brasília, registrou, entre 9h20 e 11h, quatro atrasos e um cancelamento em voos que se destinavam ao Santos Dumont.
Até as 13h30, dos 60 voos previstos para decolar do Tom Jobim, 26 atrasaram (43,33%) e houve um cancelamento.
Nas redes sociais, passageiros se queixaram da situação na manhã de hoje. Uma internauta utilizou o Twitter para relatar que seu voo para o Santos Dumont atrasou. "Dentro do avião há quase uma hora aqui em São Paulo. Sem previsão", reclamou.
Voos sofrem atraso
Outra usuária que afirmou estar no Galeão denunciou que ficou mais de uma hora esperando o voo. "Estou há mais de uma hora esperando dentro do avião no Aeroporto do Galeão e sem previsão de decolagem", publicou ela.
No Aeroporto Santos Dumont, a maioria dos passageiros encontrados pela reportagem da Agência Brasil relatou não ter sido afetada pelo problema em sua chegada ou saída do Rio de Janeiro. Passageiros que chegaram ao Rio vindos de Brasília, no entanto, relataram atraso.
"A previsão de embarque era 9h40 e só saímos de Brasília às 11h50. Tinha compromisso para 11h30 e estamos preocupados, mas ainda bem que é próximo", disse o funcionário público Laércio Lima, de 33 anos.
Laércio veio no mesmo voo que o engenheiro Gilberto Malagutti, que também se atrasou para um compromisso. "Esperamos uma hora dentro da aeronave, depois de embarcados. Estão esperando a gente agora para um compromisso de trabalho", disse.
Rosângela Costa, de 42 anos, também chegou apressada ao Aeroporto Santos Dumont depois de atrasos em sua vinda de Teresina. "Eu sou enfermeira e tenho que ir trabalhar agora. Estou correndo. Tenho que chegar lá agora", afirmou.

PORTAL DEFESANET


Akaer lança câmera para nano satélites durante FIDAE 2018


Publicada Em 05/04 -10h:10

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Akaer, empresa brasileira reconhecida pela expertise em desenvolvimento de projetos de engenharia complexos, lança a câmera para nano satélites, durante a FIDAE 2018, que acontece de 3 a 8 de abril, em Santiago (Chile). O produto pioneiro no Brasil apresenta maior eficiência que as câmeras tradicionais e alta qualidade de imagem.
Desenvolvido com recursos da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o projeto está em fase de elaboração dos primeiros protótipos e entra em fase de testes ainda este ano.
As câmeras da Akaer são mais eficientes que as tradicionais, por serem projetadas especificamente para serem instaladas em um nano satélite, atendendo a parâmetros de tamanho e peso, sem a necessidade de adaptações. O equipamento terá capacidade para fazer imagens da superfície terrestre em alta definição, identificando objetos menores que 5 metros em até 7 bandas espectrais.
A flexibilidade de operação das câmeras é um importante diferencial, pois a arquitetura óptica pode ser escalada para diferentes plataformas de nano satélites. Outra característica marcante é a possibilidade de operação em diferentes modos, desde o ajuste de foco, até a deconvolução (método computacional utilizado no processamento de imagem) e compressão dos dados de imagem, através de telecomandos da estação de controle no solo.
“As câmeras para nano satélites da Akaer são um grande avanço tecnológico. Esse é um dos projetos que estamos trabalhando para se destacar no mercado internacional como provedora de soluções de alta tecnologia”, conclui o presidente da Akaer, Cesar Augusto T. Andrade e Silva.
Sobre o Grupo Akaer
Fundada em 1992, a holding Akaer é considerada uma das mais importantes do país nas áreas em que atua, sendo composta pelas seguintes empresas:
Akaer Engenharia: empresa de soluções tecnológicas integradas, com foco na prestação de serviços de Engenharia e Projeto para os diversos mercados em que a empresa atua; Troya: dedicada ao projeto, desenvolvimento e fabricação de ferramental, plataformas e automação; Akros: o braço industrial dedicado a integrar a industrialização e manufatura de produtos de alta tecnologia; Equatorial: responsável pelo desenvolvimento, projeto e integração de sistemas espaciais e carga útil para satélites; e Opto Space & Defense: voltada para o desenvolvimento, projeto e integração de tecnologias e produtos optrônicos.
Sediada dentro do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), a atual estrutura conta com 18.000 m2 de área construída, seis prédios e capacidade para cerca de dois mil funcionários, capaz de absorver uma industrialização avançada com foco na alta tecnologia. A Akaer também conta com a sede da Opto S&D, em São Carlos (SP). Uma infraestrutura moderna que a permite atuar em todo o ciclo de desenvolvimento, qualificação e fabricação de optrônicos para espaço e defesa.
A companhia participa de projetos estratégicos para o Brasil como o cargueiro KC-390, da Embraer, o caça Gripen NG da Saab, e as câmeras MUX e WFI para os satélites do programa CBERS.

Ministros do Brasil e de Luxemburgo discutem parcerias estratégicas em defesa


Adriana Fortes Publicado Em 05/04 - 11h35

O ministro da Defesa interino, general Silva e Luna, reuniu-se na manhã desta quarta-feira (4), com o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, da Segurança Interna e da Economia de Luxemburgo, Étienne Schneider, para discutir parcerias estratégicas em defesa.
Entre os assuntos discutidos durante o encontro, realizado na sede do Ministério da Defesa, destacou-se a possibilidade de colaboração na área espacial, notadamente no que diz respeito aos satélites.
O ministro brasileiro falou sobre a importância do encontro e ressaltou potenciais parcerias: “queremos estreitar laços na área de defesa com o governo de Luxemburgo, particularmente nesta área em que eles estão entre os líderes mundiais, que é o gerenciamento de satélites. Dessa forma, discutimos a possibilidade de utilização do Centro de Lançamento de Alcântara”, disse o ministro.
Durante a reunião, o ministro luxemburguês reforçou o interesse do governo de seu país na concretização de parcerias bilaterais na área de defesa e a formulação de um acordo para o uso do Centro e uma futura cooperação na área espacial.
O brigadeiro Jorge Vagner Vital, vice-presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (Ccise), do Comando da Força Aérea Brasileira, abordou o momento atual do programa espacial brasileiro: “Estamos finalizando as atribuições de cada agente estatal e a divisão de responsabilidade de cada um de setores”, concluiu.
Integrante da delegação visitante, Daniel da Cruz, diretor do Gabinete de Promoção do Comércio Externo e Investimento, do Ministério da Economia de Luxemburgo, também defendeu o fortalecimento da relação bilateral: “Acredito que o Brasil tem muitas potencialidades, por isso estamos aqui, queremos diversificar as áreas de cooperação entre os dois países”.
O embaixador de Luxemburgo no Brasil, Carlo Krieger, também participou do encontro e destacou a reputação brasileira em operação de missões de paz: “o Brasil desempenhou um papel muito positivo no Haiti e continua atuante no Líbano. Valorizamos muito o que o Brasil tem feito nesta área e gostaríamos de cooperar, colocando à disposição nossos satélites com capacidades militares para uma atuação conjunta no futuro”, afirmou ele.
As relações Brasil e Luxemburgo
As relações diplomáticas entre Brasil e Luxemburgo foram estabelecidas em 1911. A parceria com Luxemburgo é significativa para o Brasil – tanto por seu papel de relevo na articulação de posições no âmbito da União Europeia como pela presença de importante comunidade lusófona (cerca de 16% da população luxemburguesa é de origem portuguesa).

Helibras assina contrato de suporte logístico por Hora de Voo para as 50 aeronaves H225M da Forças Armadas Brasileiras

Este é o maior contrato de Suporte Logístico da América Latina para a Helibras, e um dos maiores do mundo, com foco no aumento da disponibilidade da frota das Forças Armadas Brasileiras

Publicado Em 05/04 - 09h00

A Helibras anuncia a assinatura do contrato de Suporte Logístico por hora de voo (modelo HCare) junto com a Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo prevê o suporte e serviços para 50 aeronaves modelo H225M das 3 Forças Armadas (FFAA), distribuídos entre Marinha, Exército e Aeronáutica, incluindo dois helicópteros presidenciais. As aeronaves pertencem ao programa H-XBR, assinado em 2008 com o Ministério da Defesa.
O contrato, com duração de 5 anos, abrange o suporte de material para todas as manutenções programadas e não programadas dos helicópteros e foi totalmente customizado para atender às Forças Armadas. Tem como principal objetivo aumentar a disponibilidade das aeronaves por meio de um engajamento de disponibilidade de materiais. 
O HCare é uma solução de serviços redesenhada para ser mais direta e ágil, pois facilita a gestão e o planejamento dos clientes, além de otimizar o fluxo logístico e administrativo por meio de processos de solicitação e aprovação de orçamentos simplificados. Ele permite que seus operadores tenham maior controle e previsibilidade de orçamento por meio do pagamento por horas de voo.
Com o HCare, o cliente pode contar com uma equipe dedicada de técnicos sempre pronta para prestar o melhor atendimento. A empresa está empenhada em entregar as peças no prazo e visitar os operadores para atender suas necessidades. 
“Buscamos sempre oferecer soluções competitivas e sob medida aos nossos clientes. Este contrato foi customizado para atender da melhor forma possível as 3 Forças Armadas, reforçando nossa parceria de longa data. A Helibras executará a maioria dos serviços no Brasil, fornecendo o suporte e os serviços necessários para que suas operações sejam realizadas com segurança, eficiência e economia”, afirma Richard Marelli, presidente da Helibras. 
Abrangendo gerenciamento de materiais, atendimentos em Aeronaves em Solo (AOG, sigla em inglês para Aircraft on ground), manutenção, suporte técnico, operações de voo e serviços conectados, o HCare garante que cada voo seja realizado com os mais altos níveis de segurança.
A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros, subsidiária da Airbus, líder mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionadas à defesa. Em seus 40 anos de atividades, a Helibras já entregou cerca de 800 helicópteros no país.
É líder do mercado brasileiro com participação de 50% na frota de helicópteros a turbina e mantém instalações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Atibaia e Brasília. Sua fábrica, que emprega mais de 500 profissionais, produz as aeronaves H125 – Esquilo e H225/H225M, além de executar modernizações de aeronaves. A empresa também customiza diversos modelos que atendem os segmentos civil e militar. Em 2017, a Helibras registrou faturamento total de R$ 519 milhões.
A Airbus é líder mundial em serviços aeronáuticos, espaciais e afins. Em 2017, registrou faturamento de €67 bilhões de euros e empregou cerca de 129 mil profissionais. A Airbus oferece a mais completa gama de aviões de passageiros de 100 a mais de 600 assentos.
A empresa também é a líder europeia no fornecimento de aviões-tanque, de combate, de transporte e de missão, bem como uma das principais empresas espaciais do mundo. Em helicópteros, fornece as mais eficientes soluções em modelos civis e militares em todo o mundo.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL IMPACTO - Hospital de Campanha da FAB vai atender 2.000 pessoas este mês em Pedro Leopoldo


Publicada Em 05/04

O Hospital de Campanha (HCAMP) da Força Aérea Brasileira (FAB) vai ficar instalado em Pedro Leopoldo entre os dias 23 a 27 deste mês, funcionando das 8h às 17h, no Ceppel (Centro Poliesportivo de Pedro Leopoldo). A expectativa, segundo a Prefeitura do município, é de que cerca de 2.000 pessoas sejam atendidas em diversas especialidades médicas e odontológicas.
A instalação do hospital faz parte do treinamento em saúde operacional de médicos, dentistas, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos que realizam o Curso e Estágios de Adaptação Militar, no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR).
Além de preparar os profissionais para atuar em situações de calamidade real e prestar atendimento às vítimas de catástrofes, a atividade é uma oportunidade de ampliação do atendimento médico-odontológico e dos cuidados gratuitos da saúde da população local.
Vão ser atendidos pacientes que tiverem as consultas pré-agendadas pela Secretaria Municipal de Saúde, em 15 especialidades: ginecologia, oftalmologia, urologia, radiologia, otorrinolaringologia, clínica médica, alergologia, cardiologia, nefrologia, cirurgia geral, cirurgia vascular, infectologia, ortopedia, geriatria e endocrinologia.
Também vão ser realizados atendimentos odontológicos, incluindo procedimentos de extração dentária e avaliações preventivas. Após a consulta no hospital, os pacientes que precisarem continuar o tratamento serão encaminhados para a rede municipal de Saúde.

CORREIO DO BRASIL- Venezuelanos serão abrigados em São Paulo e Cuiabá

Na capital paulista desembarcam nesta quinta-feira 116 imigrantes. Nesta sexta-feira, 69 venezuelanos serão acolhidos na cidade de Cuiabá e outros 83, em São Paulo. Os imigrantes serão acolhidos em abrigos nos destinos

Publicada Em 05/04

O processo de interiorização de imigrantes venezuelanos que estão em Roraima para outros Estados começou nesta quinta. Até nesta sexta-feira, 267 imigrantes serão levados para São Paulo e Cuiabá por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), em uma iniciativa do governo federal e da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na capital paulista desembarcam nesta quinta-feira 116 imigrantes. Nesta sexta-feira, 69 venezuelanos serão acolhidos na cidade de Cuiabá e outros 83, em São Paulo. Os imigrantes serão acolhidos em abrigos nos destinos.
O processo de interiorização foi uma estratégia adotada para proporcionar melhores condições aos imigrantes venezuelanos; que querem viver e trabalhar no Brasil. Com esse objetivo, o governo federal; com apoio técnico do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur); e da Organização Internacional de Migração (OIM); ligadas à ONU, buscou vagas em abrigos de prefeituras, governos estaduais e na sociedade civil para receber os imigrantes.
Os imigrantes que aderiram, de forma voluntária, ao chamado processo de interiorização aceitaram deixar Roraima; para buscar oportunidades em outras localidades. Antes do deslocamento, todos foram devidamente imunizados em relação a doenças; como sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e coqueluche.
Regularização migratória
Os venezuelanos passaram por regularização migratória junto à Polícia Federal – por meio de solicitação de refúgio ou de residência temporária. Também foi verificada a adequação do perfil dos abrigados à localidade de destino.
O primeiro voo da Operação Acolhida deixou o aeroporto de Boa Vista antes das 10h (horário de Brasília) e tem previsão de chegada à Base Aérea de Guarulhos às 13h. Três ônibus levarão 83 imigrantes para um abrigo administrado pela prefeitura de São Paulo; 29 irão para um abrigo administrado pela sociedade civil e outros quatro a um local de acolhimento do estado de São Paulo.
O segundo voo deixará Boa Vista na sexta-feira, também às 8h (horário local) e chegará à base aérea de Cuiabá às 11h. Ônibus transportarão 69 pessoas a um abrigo administrado por uma organização da sociedade civil.
SP
O mesmo voo saiu de Cuiabá às 12h30 e chegou à base área de Guarulhos às 15h30. Desse grupo, 77 vão para abrigos da prefeitura de São Paulo e cinco vão para local de acolhimento administrado pelo Estado de São Paulo.
A interiorização não terá custo para os venezuelanos. As viagens serão custeadas com os R$ 190 milhões liberados ao Ministério da Defesa por meio da medida provisória 823/2018; que trata da assistência emergencial e acolhimento humanitário das pessoas que deixaram a Venezuela.
Segundo a Casa Civil da Presidência da República, responsável por coordenar o comitê federal, de caráter interministerial; que busca assegurar melhores condições aos estrangeiros do país vizinho, o critério aplicado nesse primeiro transporte foi a disposição dos próprios venezuelanos; que voluntariamente se dispuseram a partir, e a existência de vagas em abrigos nas cidades de destino.

DCI (SP) - Telebras tentará reverter decisão sobre a Viasat


Paula Cristina E Reuters Publicada Em 06/04 - 05h08

A Telebras vai recorrer da decisão judicial liminar que suspendeu o contrato de parceria entre a empresa brasileira e a norte-americana Viasat, que visa ampliar a cobertura de internet de banda larga para comunidades subatendidas.
"A companhia informa que tomará todas as medidas cabíveis para salvaguardar os interesses da Telebras, seus acionistas e do seu plano de negócios e a continuidade de políticas públicas [...] como Plano Nacional de Banda Larga, Internet para Todos e Gesac", disse a Telebras em comunicado.
O acordo entre a Telebras e a Viasat, assinado em fevereiro, estabelece uma parceria de longo prazo que compreende no uso de 100% da capacidade de banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), operado pela Telebras, e a implantação de rede terrestre e de infraestrutura da Viasat.
A ação contra o acordo foi ajuizada pelas empresas Via Direta Telecomunicações e Via Statélite e a Rede de Rádio e Televisão Tiradentes, e corre agora na 1º Vara Cível Federal do Estado do Amazonoas.
Fala, Ministro
Nesta semana, em evento na capital federal, o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, garantiu a legalidade do processo que inclui a Viasat no negócio com o governo.
Ele disse ainda que a liminar é fruto de “desconhecimento” sobre o tema, e garantiu que travar o processo pode prejudicar cerca de 53 milhões de pessoas que seriam beneficiadas com internet banda larga.
“Ponho a mão no fogo como ministro de Estado, porque esse caso, pela dimensão, pelo impacto que tem, eu participei, acompanhei. Fui às reuniões no Tribunal de Contas pessoalmente com a diretoria da Telebrás, várias vezes. O Poder Judiciário vai estar do nosso lado e atestar pela lisura desse processo”, cravou.

ASD NEWS-Sikorsky Celebrates 30 Years of Black Hawk Helicopter Operations in Latin America


Publicada Em 05/04

Sikorsky, a Lockheed Martin company, will impress on visitors to FIDAE 2018 in Santiago de Chile the fact that the Colombian Air Force took delivery of its first five UH-60A BLACK HAWK helicopters 30 years ago, in 1988. Since then, the twin engine medium-lift BLACK HAWK has become synonymous with the successful defence of territorial sovereignty, providing humanitarian assistance and disaster relief, combatting drug trafficking, performing search and rescue missions, conducting coastline and border surveillance and transporting heads of state.
Since 1988, Sikorsky has delivered 174 HAWK family aircraft to the region, which includes six SEAHAWK variants to the Brazil Navy. The total will climb to 180 during 2018 when the Chilean Air Force takes delivery of six S-70i BLACK HAWKs for military and humanitarian missions. "The BLACK HAWK has proven to be a unique and strategic tool for the Colombian Air Force that has allowed us to perform some of the most challenging missions in very extreme conditions," observed Gen. Carlos Eduardo Bueno, Chief of the Colombian Air Force. "We join in celebrating this milestone anniversary and look forward to many more years of effective utilisation of these fine machines with the help and support of our friends at Sikorsky."  "We congratulate and thank the 11 government agencies and armed forces across Argentina, Brazil, Chile, Colombia, and Mexico for showing the world how to adapt and operate the BLACK HAWK helicopter for critical missions that serve and protect their citizens," added Sikorsky Regional Executive for Latin America, Adam Schierholz. "Continued confidence in the BLACK HAWK by these countries during the past three decades stems from the aircrafts unequaled rugged military design, which translates to predictable reliability and performance in flight, effectiveness in combat, and the availability of strong product support to ensure high operational readiness." A Look Back Country-specific operations include:

• Colombia: As the largest BLACK HAWK customer in Latin America, the Colombian Air Force, Colombian Army and Colombian National Police have collectively taken delivery of 103 aircraft, including seven S-70i digital cockpit variants in 2013. Carrying out diverse combat missions such as attack, MEDEVAC, CASEVAC, and Air Assault, these aircraft have played an essential role in defending and regaining territorial control;

• Mexico: With the region s second largest BLACK HAWK fleet, Mexico has acquired 48 aircraft — UH60L and UH-60M variants — since 1991 for its Navy, Air Force and Federal Police to fight drug traffickers and crime syndicates. In 2011, the State of Jalisco took delivery of a single S-70i;
• Brazil: In 2017, two Air Force squadrons — the 7/8 “Harpia” air group based in Manaus, and the 5/6 “Pantera” air group in Santa Maria — achieved 30,000 flight hours for all 16 UH-60L aircraft. The same year, the Exército Brasileiro (Brazilian Army) commemorated its 20th anniversary operating four S-70A BLACK HAWK aircraft. The Brazil Navy operates six S-70B SEAHAWKs;

• Chile: The Chilean Air Force has operated one S-70A aircraft since 1998 in a multirole capacity;

• Argentina: Argentinas Presidencia has operated one S-70A for head of state transport since 1994.


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