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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 10/07/2017 / Empresa do grupo Embraer quer entrar no mercado árabe


Empresa do grupo Embraer quer entrar no mercado árabe ...  


Atech desenvolve sistemas de controle de tráfego e defesa do espaço aéreo e quer oferecer soluções a outros países, especialmente no Oriente Médio ... 

André Barros ...  

São Paulo – Os países árabes estão entre os principais focos da Atech, empresa do Grupo Embraer que há mais de trinta anos desenvolve sistemas que, dentre outras coisas, auxiliam o tráfego aéreo e a defesa do espaço aéreo brasileiro. A intenção da companhia é levar seus softwares, seu know-how e compartilhar conhecimento com esses países, grandes investidores em equipamentos de defesa e segurança.

Os primeiros passos foram dados, literalmente, em fevereiro deste ano, quando a Atech foi uma das empresas brasileiras a expor na Idex, importante feira do setor de defesa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Foi a primeira vez que Alfredo Roberto Júnior e Vinícius Meng, da área de desenvolvimento de negócios de defesa da companhia, estiveram na região do Golfo. Nenhum negócio foi fechado, mas nem por isso os executivos lamentaram.

“Trocamos alguns cartões, recebemos alguns e-mails, mas não passou disso. Sabemos que é uma questão de tempo e persistência”, contou Meng em entrevista à ANBA. Segundo o executivo, a ideia é seguir participando de feiras e comprando e estudando relatórios de órgãos de defesa desses países. “Falta achar um canal de comunicação. ”

A Atech é responsável por todo o controle e gerenciamento de tráfego aéreo e da defesa aérea brasileiros. Mantém uma parceria forte com a Força Aérea Brasileira (FAB), grande colaboradora para o seu crescimento – uma das exigências do órgão de defesa brasileiro ao fechar contratos é que haja também intercâmbio de conhecimento nessa área.

Seus softwares estão presentes nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), responsáveis por organizar os céus brasileiros. Colaboram tanto nos aeroportos comerciais quanto na defesa dos espaços aéreos. Há ainda programas em aviões, submarinos e outros equipamentos usados pelas Forças Armadas do Brasil.

Embora já tenha fornecido sistemas para outros países no passado, como Aruba, Venezuela e, mais recentemente, à Índia, o plano de se internacionalizar ganhou corpo há cerca de três anos, quando a Atech decidiu agir mais assertivamente no exterior. Olhar para o Oriente Médio foi um movimento natural.

“São países que investem muito em defesa e segurança e têm capacidade de adquirir um sistema como os da Atech”, justificou Meng. “Nossos sistemas são uma excelente solução para a região. E queremos não só vender o programa, mas estreitar uma parceria, uma relação de troca de informações, deixar um legado”, explicou.

Aos árabes, a Atech deseja oferecer sua mais nova família de produtos, a Arkhe. Lançado em uma feira no Rio de Janeiro em abril, o pacote traz um conjunto de produtos e serviços para os mercados de defesa e segurança, que vão desde gerenciamento de tráfego e simuladores até a chamada Arkhe Academy, considerada a cereja do bolo pelos executivos: “Com ela podemos capacitar pessoas e criar conhecimento local para suportar os sistemas”, disse Meng.

Fazer parte do Grupo Embraer ajuda a companhia, que pode usar a estrutura da fabricante de aeronaves em Dubai, nos Emirados, como base comercial e de suporte para os futuros clientes.

Enquanto eles não aparecem, a Atech segue dando seus passos para alcançar a região. Participações em feiras em Paris e Londres – onde, segundo Meng, os árabes também comparecem – estão confirmadas, assim como na próxima Idex. “Pena que é só daqui a dois anos”, lamenta o executivo.

Criada por engenheiros e outros profissionais das áreas de informática e aeronáutica, a Atech teve 50% de seu capital adquirido pela Embraer em 2011. Posteriormente, em 2013, a indústria de aviões passou a deter a totalidade das ações da companhia.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


PAINEL


Daniela Lima

Memória viva
Em seu périplo pelo Senado, Raquel Dodge, indicada para a chefia da PGR, afirmou a parlamentares que, caso assuma o cargo, quer provocar o Supremo a reabrir o debate sobre a revisão da Lei da Anistia.

Agora vai
Em 2010, a corte manteve a validade da lei que perdoou crimes políticos da ditadura. Em 2014, o PSOL entrou com novo pedido de revisão, mas o processo parou. Dodge disse a senadores ter a expectativa de que a atual composição do STF seja mais sensível ao tema.

Mais ricos se aposentam mais cedo e continuam ganhando salário


Ana Stela De Sousa Pinto

O sistema de Previdência brasileiro aumenta a desigualdade de renda não só porque os valores dos benefícios são muito díspares.
Por causa do modelo por tempo de contribuição, sem idade mínima, aposentados precoces continuam trabalhando. Nesse caso, em vez de substituir renda para quem perdeu vigor por causa da idade, a aposentadoria, na prática, complementa renda para pessoas ainda jovens.
E esses beneficiados são os de melhor nível de renda e maior escolaridade, mostra trabalho dos economistas do Ipea Rogério Nagamine Costanzi e Graziela Ansiliero.
Os pesquisadores analisaram os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE de 2014 para homens aposentados e ocupados na faixa etária de 45 a 59 anos e mulheres entre 45 e 54 anos.
Os grupos de idade foram selecionados para excluir aposentados por idade.  
ENTRE OS MAIS RICOS
Em termos gerais, 86,3% das aposentadorias por tempo de contribuição foram concedidas para não idosos: pessoas abaixo dos 60.
Dos 963 mil indivíduos precocemente aposentados e ativos analisados, 78% estavam entre os 30% mais ricos.
A taxa chega a 90% quando inclui os que continuam contribuindo para a Previdência Social (em qualquer regime, mas normalmente com vínculos formais).
Os aposentados ativos tinham em média 9 anos de escolaridade, de acordo com a Pnad de 2015, contra 7,6 anos de estudo dos não aposentados, e 21,4% tinham curso superior completo, contra 13,7% do grupo não aposentado.
JUVENTUDE PRECÁRIA
A análise da Pnad também "corrobora a tese de que os que entram mais cedo no mercado de trabalho, em geral, o fazem em condições mais precárias e sem a devida proteção previdenciária", escrevem os economistas.
A idade média com que começou a trabalhar era 15,6 anos para quem contribuía para Previdência e 13,7 anos para os não contribuintes.
As idades são baixas porque refletem padrões de entrada no mercado que prevaleceram no passado.
Eles citam estudos com jovens de 16 a 20 anos que mostram que, entre os 10% mais pobres, só 4,1% contribuem para a Previdência.
Entre os 50% mais ricos, a taxa chega a 60%.
FUNCIONALISMO
Mesmo que sobreviva à crise política, a reforma da Previdência deve amainar só em parte o efeito das aposentadorias na desigualdade de renda.
A fórmula 85/95 deve deixar de existir, mas quem já se aposentou por esse modelo ou já cumpre as condições para isso continuará tendo direito ao benefício integral, até o teto do INSS (R$ 5.531,31 neste ano).
Mas mesmo o texto negociado pelo governo —-que ainda deve ser diluído—- ataca de forma pouco eficaz o principal ponto de desigualdade: as regras mais vantajosas para os servidores públicos.
Servidores que ingressaram até 31/12/2003 têm direito ao salário integral do último cargo ocupado e a reajuste igual ao dos funcionários na ativa garantido pela Constituição.
O resultado é que a aposentadoria média do servidor civil é quase sete vezes a renda média nacional, segundo dados do Ministério do Planejamento.
Enquanto apenas 1% dos beneficiários do setor privado recebem mais que 5 salários mínimos (R$ 4.685, em valores de hoje), entre os servidores essa fatia é quase a metade (47%).

Caminhão do Exército capota, mata um e fere ao menos 25 soldados no PI


Uma pessoa morreu e 25 ficaram feridas em um capotamento de um caminhão do Exército Brasileiro na PI-113, no povoado de Cantinho (PI), entre os municípios de Barras e Cabeceiras do Piauí, região norte do Estado, na tarde deste domingo (9). Pelo menos cinco pessoas estão em estado grave.
O caminhão transportava 26 soldados do 2º BEC (Batalhão de Engenharia de Construção), que trabalhavam na construção de uma ponte na BR-222, entre as cidades de Batalha e Esperantina.A obra é do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) e sua execução está a cargo do Exército Brasileiro.
Ainda não se sabe o que causou o acidente. Em uma das imagens feitas, é possível ver que uma das rodas do caminhão do Exército se desprendeu e ficou na estrada.
Uma equipe do IML (Instituto Médico Legal) de Teresina foi enviada para o local. A vítima fatal do acidente foi identificada como o soldado Pedro Henrique Pimentel, 18. A Polícia Militar está monitorando a área do acidente. O local do acidente é de difícil acesso e não há acostamento na estrada.
A polícia civil realizou perícia no local e o 2º BEC irá instaurar um Inquérito Policial Militar para apurar as causas desse trágico acidente.
Antes da chegada das ambulâncias, os feridos foram retirados das ferragens do caminhão e colocados na pista por pessoas que presenciaram o acidente.

O resgate dos acidentados foi realizado por três ambulâncias do Corpo de Bombeiros, duas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e ambulâncias disponibilizadas pelas prefeituras de Barras e Esperantina.
O governo do Estado do Piauí informou que os feridos leves foram socorridos para o Hospital Estadual Leônidas Melo, em Barras, Hospital Regional de Campo Maior, Hospital Regional Júlio Hartman, em Esperantina, Hospital Estadual Gerson Castelo Branco, em Luzilândia, e Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba.
Já os feridos graves foram levados para o Hospital de Urgência de Teresina, Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, e Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri, onde existem leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva disponíveis.
O prefeito de Barras, Carlos Monte (PTB), acompanhou o resgate das vítimas e informou que cinco soldados do Exército estão em estado grave, sendo um deles em coma, e foram transferidos para o HUT.
Em nota, o Exército informou que está prestando todo o suporte médico aos feridos e montou uma estrutura na sua sede para receber os familiares dos militares acidentados.

Enéas, Olavo, Trump e a Bíblia fazem a cabeça de Jair Bolsonaro


Anna Virginia Balloussier

O que se passa pela cabeça de Jair Bolsonaro? Quem são seus heróis, em quais pensadores ele se inspira, que filmes e literaturas cativam o deputado do Partido Social Cristão e potencial candidato à Presidência do Brasil em 2018?
Bolsonaro rebate as questões da Folha com outra pergunta: para que essa obsessão por nomes? "Minha cultura é geral. Vou atirando no que interessa, não sigo A, B ou C." E então filosofa: "O que é o saber? É o que fica, e depois o que se esquece é o que se aprende. Vão me sacanear, mas pode colocar isso aí."
Aos poucos, solta uma referência aqui, outra acolá. São na maioria totens da ultradireita brasileira: o filósofo Olavo de Carvalho, o três vezes presidenciável Enéas Carneiro, o coronel Brilhante Ustra.
Acrescenta em tom de galhofa: "Chaves, Professor Girafales, Seu Madruga... Me amarro em assistir". É com Laura, 6, única menina entre cinco filhos, que acompanha os personagens do seriado mexicano, conta. Prefere não citar outros programas de TV.
Já se conhece razoavelmente bem as preferências de outros nomes citados como pré-candidatos no ano que vem. Estes ou já disputaram o Palácio do Planalto antes (Lula, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Ciro Gomes) ou algum cargo no Executivo (João Doria).
Na Câmara desde 1991, Bolsonaro se submeterá pela primeira vez ao tipo de escrutínio reservado a quem pleiteia o maior cargo no país, caso se formalize presidenciável. Segundo pesquisa Datafolha de junho, alcança 16% das intenções de voto para 2018. Seu melhor desempenho é entre quem tem de 16 a 24 anos (23%), ensino superior (21%) e renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (25%).
Indagado sobre modelos políticos, Bolsonaro aposta na autorreferência: "Gosto do BolsoMito" Abre uma exceção ao citar o americano Donald Trump. Vê um elo ali. "Éramos muito comparados. A imprensa fazia chacota do Trump, o acusava de ser fascista."
O parlamentar rebate uma visão comumente associada a ele: a de que seria incapaz de se aprofundar em temas como economia. "Adianta entender se quem vai governar [essa área] é o ministro da Fazenda? [Presidente é] que nem técnico, é que nem maestro, tem que colocar as pessoas certas no lugar certo", afirma.
Conta que almoçou recentemente com o general Augusto Heleno, ex-comandante da Missão das Nações Unidas no Haiti (2004-05) –um bom quadro para a pasta da Defesa, diz.
Dá pistas de linhas que adotaria num eventual governo seu. "Definitivamente" prefere "uma economia mais liberal". Aprecia as ideias sobre desburocratização da máquina pública defendidas por Helio Beltrão (1916-1997), ministro de três pastas na ditadura.
A admiração por Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015) é antiga. Bolsonaro lê pela segunda vez "A Verdade Sufocada", introduzida pelo coronel que chefiou a unidade de tortura do DOI-Codi como "a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça".
Outro ícone: Enéas Carneiro (1938-2007), até hoje o deputado mais votado da história do país –mais de 1,5 milhão de eleitores em 2002. Levantamento do Datafolha de 1998 revelou que Enéas era tido como "inteligente e brilhante". Ele discorreu sobre isso à época: "Não é um atributo pelo qual eu tenha mérito. Foi Deus quem me deu. É como beleza física. Ninguém tem mérito por ser bonito".
MEU NOME É NIÓBIO
O cardiologista famoso pelo bordão "meu nome é Enéas!" foi visionário por ter percebido o potencial do nióbio, diz Bolsonaro. Usado numa gama de produtos que vai do gasoduto ao reator nuclear, o mineral é abundante no Brasil e virou xodó do deputado do PSC, como o foi para o fundador do Prona. Em 1998, Enéas chegou a propor criar uma nova moeda lastreada nele, para substituir o real, "que não tem nada de real, é uma das coisas mais cínicas que já apresentaram à população".
Ainda na área econômica: em março, Bolsonaro disse à Folha que a reforma da Previdência, ao menos a apresentada pelo governo Michel Temer, pesava na mão ("remendo de aço numa calça podre").
Hoje lê também "Governança Pública - O Desafio do Brasil", no qual o ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes analisa as políticas públicas nacionais. Acha que demorará um mês para terminar. "Não só é grande como tem muitos números."
Leitura que lhe tomou "uns sete anos": a Bíblia, que "com orgulho" estudou "do começo ao fim". Começou em 1977, então cadete da Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou após uma juventude à base da música caipira de "Na Beira da Tuia", programa com Tonico e Tinoco que ouvia num radinho de pilha (Amado Batista, um admirador seu, é outra referência).
Se busca ensinamentos nas escrituras, inteira-se sobre atualidades sobretudo pelo WhatsApp, conta. Tem no aplicativo "umas 200 pessoas com quem troco informação".
É fã de Olavo de Carvalho, que o "ensinou a pensar contrariamente àquele cidadão Paulo Freire", como afirmou em palestra em Natal (RN). Olavo é uma das 133 pessoas que segue no Twitter. Outras: o apresentador José Luiz Datena, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o humorista Carioca (que faz uma paródia sua, o BolsoNabo) e o pastor Silas Malafaia, que celebrou seu terceiro casamento, em 2013.
Também acompanha o perfil do InfoWars, site americano que se diz "a ponta da lança da mídia alternativa", mas famoso por disseminar notícias falsas e pró-Trump.
Se passa por São Paulo, às vezes encontra Otávio Mesquita. O apresentador do SBT já o levou para almoçar com convivas que participam de um grupo de WhatsApp chamado "Amigos do Vinho". Entre os empresários presentes, segundo Mesquita, estava José Carlos Semenzato, da SMZTO, holding de franquias como Espaço Laser (depilação). Bolsonaro "é um cara meio porra louca, no sentido bom da palavra", diz o apresentador.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


"Achávamos que tínhamos evitado o acidente"

Brigadeiro que chefiou o Cenipa durante caos aéreo conta que tudo foi feito para evitar uma tragédia em Congonhas

Marcelo Godoy, O Estado De S.paulo

Jorge Kersul Filho era piloto de caça. Entrara na Aeronáutica em 1972 e comandou o esquadrão Pampa, de aviões F-5E, em Canoas, no Rio Grande do Sul. Homem de fala segura, Kersul é desses oficiais de temperamento e presença forte, uma figura inesquecível para os subordinados. A seguir, trechos de sua entrevista ao Estado.
O senhor chegou ao Cenipa em meio ao resgate das vítimas do voo 1907 da Gol, em 2006. O que foi aquele período para o senhor?
Eu nunca fui dessa área de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. Jamais havia passado pela minha cabeça que eu seria escolhido para chefiá-la. Fui o primeiro brigadeiro a comandar o Cenipa (Centro de Investigação de Acidentes). Antes de assumir, houve a queda do (voo da Gol) 1907. No meu período de chefia pudemos fazer muita coisa e, infelizmente, aconteceram os três piores acidentes: um logo no início (Gol), outro oito meses depois (TAM, voo 3054) e um ano depois (Air France, voo AF447). Além disso, convivemos, com certeza, com mais de cem acidentes por ano. Foi um período em que tivemos muito trabalho.

O senhor estava onde quando aconteceu o acidente da TAM?
Eu me recordo de tudo. Estávamos ainda na investigação do Gol e havíamos feito várias reuniões aqui com os familiares, choramos várias vezes. Naquele dia, quando cheguei em casa, houve uma chamada na TV Globo e fui ver o que era (...) Aquilo foi uma decepção muito grande para todos no Cenipa. Na época, o coronel Afonso havia feito uma avaliação de algumas ocorrências em Congonhas de runway excursion (saída de pista). Ele fez uma análise, chegou para mim e disse: ‘Nós vamos ter um acidente em Congonhas. Eu falei: Nós não vamos ter não. Se nós estamos vendo isso, vamos tomar providências’. Nós convocamos o pessoal de Congonhas, Anac e Infraero e apresentamos as nossas preocupações e estabelecemos procedimentos para tentar evitar um acidente lá, que era causado principalmente por aquaplanagem. Aí tomamos providências (...) A pista entrou em reforma e nós ficamos felizes, pois se ela seria reformada nós teríamos conseguido evitar o acidente. A pista voltou a operar e não deu tempo nem sequer de os relatórios de prevenção ficarem prontos. Começamos a constatar ocorrências. Houve uma saída de pista do Pantanal (um avião ATR) e, no dia seguinte, o 3054 saiu da pista. Com um alerta: a pista nesse caso, até onde conseguimos levantar, não contribuiu efetivamente para o acidente. Aquele avião, em qualquer pista do planeta sairia do mesmo jeito. Até porque dois casos idênticos haviam ocorrido no mundo com A320.
Foi a maior decepção no Cenipa?
Foi uma decepção porque nós achávamos que tínhamos evitado o acidente. Estávamos iludidos de que o nosso trabalho havia surtido efeito.
Em outros aeroportos foram detectados problemas como Congonhas?
A principal função do Cenipa é essa: trabalhar com as informações que você tem e verificar. Por exemplo: o excesso de acidentes na aviação agrícola. Por que há tanto avião parando o motor? Porque a maioria dos pilotos mantinha a bomba de reforço desligada para economizá-la. Aí você solta aviso dizendo: parem de economizar. Isso é a vida do Cenipa. É verificar o excesso de balões, fazer o controle de aves. Por exemplo, chega-se a conclusão que em Fernando de Noronha vai ter um acidente por colisão com pássaro. Aí você tenta atuar em cima dos pássaros... Aí você chega à conclusão que a cidade de Campo Grande tem muito pombo e os pombos vão causar uma colisão de voo. Aí começa um trabalho de limpeza, de controle.
Os acidentes criaram um clima difícil para a Força Aérea. Como o senhor absorveu essas pressões?
Era difícil, por exemplo, evitar que um investigador fosse prestar depoimento em uma CPI. Passamos por muitos problemas, como motim dos controladores. O problema com relação ao Cenipa foi que nós não tivemos a colaboração dos controladores (na apuração do acidente da Gol, um deles até foi condenado pela Justiça). Nenhum controlador quis falar com o Cenipa, o que atrasa a investigação. Sem a ajuda, a investigação se prolongou um pouco mais. (...) Tivemos de partir das imagens e começar a tentar deduzir. Por isso defendemos investigação policial que seja independente e paralela. Por isso defendemos que as informações prestadas aqui não sejam usadas a não ser para a prevenção de acidentes aeronáuticos. O indivíduo só fala conosco porque sabe que isso não será usado contra ele.
Congonhas traz ainda algum tipo de recordação ao senhor?
Não... Mas eu diria uma coisa, que poucas pessoas pensam do acidente. Temos de dar graças a Deus que foi pequeno. Porque se aquele avião tivesse saído um pouco antes do local que saiu, onde nós tínhamos vários aviões estacionados, cheios de gente e cheios de combustível; se aquele avião tivesse saído antes do local que ele saiu, o desastre teria sido muito, mas muito maior. Então, cada vez que eu penso no acidente de Congonhas eu agradeço que, dentro do que ele poderia ter sido, foi pequeno. Se a velocidade dele estivesse maior, ele poderia ter vazado o prédio (da TAM Express) e pego o prédio atrás. Tudo poderia ser pior. E poderia também não ter acontecido se a tripulação arremetesse. Mas isso não resolve nem muda o passado. A gente tem de trabalhar para evitar que aconteça novamente.

Coluna do Estadão


Andreza Matais E Roberto De Morais

No ar. Na viagem a Alemanha, Michel Temer usou o grande Boeing 767ER arrendado nos Estados Unidos pela Força Aérea para cumprir missões de transporte de longa distância. Se usasse o Aerolula, Temer teria de fazer uma parada.
Meu cantinho. Com 250 lugares, o avião foi reconfigurado pela Aeronáutica. Temer ocupou ala privativa, com dormitório e saleta.

REVISTA ÉPOCA


Quinze Frases que resumem a semana


Com o destino do senhor Temer pendurado e menor probabilidade de aprovação da reforma da previdência, é improvável que a confiança dos consumidores e investidores melhore
Moody`s - Agência de classificação de risco

O colapso da Venezuela

A passividade com que os países das Américas assistem à degringolada do chavismo rumo à ditadura pode impor custos pesados ao Brasil

A situação política na Venezuela não cessa de piorar – por maior que seja a sensação de que o país entrou em colapso há muito tempo. As últimas imagens de selvageria política em Caracas confirmam a impressão de que a crise tende a agravar antes que o país saia do caos em que afundou, com inflação projetada para até 1.000% neste ano, desabastecimento de alimentos e remédios básicos, índices de criminalidade altíssimos e uma economia arruinada por um estatismo sufocante, como mostrou ÉPOCA em reportagem publicada na edição 993. A reação do regime chavista à crise tem sido aprofundar sua natureza populista, autoritária e violenta, como mostraram as cenas da invasão, na semana passada, da Assembleia Nacional venezuelana por integrantes de mílicias chavistas, grupos paramilitares de apoio ao regime criado por Hugo Chávez. 
No Dia da Independência da Venezuela, cerca de 100 militantes desses “coletivos bolivarianos” invadiram a Assembleia – alguns deles com o rosto encapuzado – disparam morteiros dentro do prédio e agrediram funcionários, jornalistas e deputados de oposição. Agiram sob a liderança de Oswaldo Rivera, conhecido como Cabeça de Manga, diretor do programa de TV Zurda Konducta, da rede estatal VTV. Horas antes da invasão, o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, havia convocado os seguidores do chavismo a se reunir na Assembleia Nacional para protestar contra a oposição, que controla o Parlamento, chamando-a de “traidora”.
Embora as cenas de deputados ensanguentados por causa de agressões de militantes políticos sejam chocantes, elas não chegam a ser surpreendentes. Desde março, o regime chavista tem reprimido duramente as manifestações de rua que têm sido realizadas diariamente em protesto contra o governo de Nicolás Maduro. Usando o Tribunal Supremo de Justiça, controlado pelo Executivo, o governo cassou poderes da Assembleia Nacional e da procuradora-geral, Luísa Ortega Dias, uma voz dissidente que passou a condenar as violações da democracia cometidas por Maduro e seus aliados. Maduro tem se recusado a ouvir apelos por eleições gerais, manobrou para evitar a realização de um referendo revogatório de seu mandato, previsto na Constituição, e convocou eleições para uma Assembleia Constituinte ilegal com o objetivo de se aferrar ao poder. O regime chavista caminha assim a largos passos para se transformar numa ditadura sem disfarces – a Venezuela já é considerada um país não livre pela Freedom House, organização americana que monitora o estado da democracia no mundo.

Com esse comportamento do chavismo, as tentativas de mediação, com a abertura de diálogo e negociações entre governo e a oposição, feitas pelo Vaticano e pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), têm falhado irremediavelmente. A oposição alega, com razão, que o governo Maduro não está interessado em negociações sinceras e quer apenas ganhar tempo e desviar a atenção dos opositores. Um dos motivos pelos quais os chavistas não têm interesse em qualquer negociação genuína é clamoroso. Muitos integrantes do governo Maduro são acusados de violações de direitos humanos, corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Fora do poder, eles correm o risco de ir para a cadeia. Sob o governo de Barack Obama, os Estados Unidos impuseram sanções individuais a uma dúzia de autoridades chavistas – entre elas, o vice-presidente, Tareck El Aissami.
É evidente que o chavismo não mudará de atitude se não começar a sentir consequências negativas, como isolamento internacional e outras sanções, como o resultado de suas ações. Até aqui, os países das Américas têm acompanhado a degringolada da Venezuela rumo à ditadura com incrível passividade. Recentemente, o governo de Nicolás Maduro, graças à cooptação de alguns países caribenhos, dependentes da importação do petróleo venezuelano, conseguiu evitar uma condenação pela Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Foi uma derrota simbólica, mas importante, da diplomacia dos principais países da região, como Estados Unidos, México, Argentina e Brasil.
Apesar de ter abandonado a atitude quase cúmplice com o chavismo que orientava as posições do governo, enquanto o PT esteve no poder federal, o Brasil pouco foi além de mudanças na retórica. Com Michel Temer na Presidência, o Brasil se articulou para suspender a Venezuela do Mercosul, com o argumento da falta de adequação às normas do bloco, e passou a denunciar que o país vizinho vive uma “ruptura da ordem democrática”. Mas nunca acionou a cláusula democrática do Mercosul, que permitiria a suspensão dos acordos bilaterais entre o Brasil e a Venezuela. Recentemente, o embaixador do Brasil em Caracas, nomeado para o posto por Dilma Rousseff, retomou a posição, depois de um período em que ele fora chamado a Brasília para consultas. Essa passividade tende a ter custos no futuro. Se a Venezuela virar um Estado falido, corremos o risco de ter uma crise humanitária e de segurança nacional de grandes proporções nas nossas fronteiras de Roraima, para onde já acorreram milhares de venezuelanos desesperados.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


O falso debate da reforma da Previdência


Arnaldo Lima

Há um falso debate sobre a reforma da Previdência, que ainda persiste, alimentado por entidades sindicais que resolveram adotar metodologias alternativas para dizer que não existe deficit no sistema previdenciário, criando falácias sobre a seguridade social. Sustentam esses argumentos à falta de provas para rebater a veracidade dos números que comprovam, inexoravelmente, que nosso regime previdenciário precisa urgentemente de reforma para não entrar em colapso, a exemplo da Grécia, Portugal, ou Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, para ficar em exemplos mais próximos.

No período de 12 meses findo em abril de 2017, as receitas e as despesas da seguridade social alcançaram R$ 617,5 bilhões e R$ 897 bilhões, respectivamente. Ou seja, o deficit da seguridade social foi de R$ 279,6 bilhões.

A seguridade social é deficitária desde 2000 (R$ 9,3 bilhões). A seguridade social é um conjunto de ações integradas destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, previdência e assistência social. A Constituição determina que referidas ações sejam financiadas por toda sociedade, mediante recursos orçamentários e contribuições sociais dos empregadores, trabalhadores, aposentados e governo.

O que fazem os que são contra a necessária reforma do sistema previdenciário, ignorando um resultado estruturalmente negativo? Simplesmente incluem no cálculo a Desvinculação das Receitas da União (DRU) nas receitas e excluem as despesas com servidores inativos da União. Trata-se de uma falácia destinada a esconder o tamanho real do problema.

A DRU é um instrumento constitucional de gerenciamento de receitas, cujo objetivo é reduzir a rigidez orçamentária, proporcionando uma ampliação de recursos para livre alocação. Contudo, a obrigatoriedade de pagamento das despesas com benefícios implica que, na prática, o orçamento fiscal acaba retornando à DRU (R$ 91,8 bilhões em 2016) e o montante necessário para fechar o deficit da seguridade social (R$ 166,9 bilhões em 2016). Ainda que seja necessário avaliar a efetividade da DRU, incluí-la como receita é desrespeitar os preceitos constitucionais.

O objetivo dessa contabilidade criativa é construir, ficcionalmente, um superavit para proteger os servidores públicos federais, que têm um regime previdenciário com deficit per capita maior do que o de trabalhadores do setor privado, os quais estão vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Argumentar que o orçamento da seguridade social é superavitário implica em uma grave acusação de crime de responsabilidade contra os últimos quatro presidentes da República e ao Congresso Nacional, que tem a atribuição de aprovar as contas do Governo.

A Constituição determina que a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve compreender os seguintes orçamentos: Investimento das Empresas Estatais, Fiscal e Seguridade Social. Por sua vez, o inciso VI do art. 85 estabelece que constituem crime de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Lei Orçamentária.

Não é razoável supor que, desde 2000, todos os presidentes cometeram crime de responsabilidade. No mesmo sentido, não é prudente transferir para os nossos filhos e netos um país com mais juros, inflação e carga tributária necessários para financiar trabalhadores a saírem do mercado de trabalho no ápice da sua capacidade produtiva. Precisamos aperfeiçoar nosso regime previdenciário nesse momento, quando ainda somos donos no nosso próprio destino.

PORTAL G-1


Mais de 30 mil pessoas assistem apresentação da Esquadrilha da Fumaça em RO; FOTOS

Segundo assessoria da Ala 6, antiga Base Aérea, Sábado Aéreo teve mais de 50 manobras da Esquadrilha da Fumaça. Praça de alimentação também foi formada no local.

Por Lívia Costa, G1 Ro

Porto Velho recebeu no sábado (8) a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Sete aeronaves modelo A-29 Super Tucanos coloriram os céus da capital rondoniense por várias horas. O evento reuniu mais de 30 mil pessoas, na Base Aérea, e teve exposições de equipamentos militares, praça de alimentação e demonstração de escala.
ImagemConforme a corporação, militar, Porto Velho é a 1ª cidade da região norte a receber o show aéreo com o novo modelo A-29. O grupo Esquadrilha da Fumaça iniciou a apresentação às 16h e 50 manobras e acrobacias foram feitas no céu da capital.

Segundo o tenente de relações públicas da Esquadrilha da Fumaça, Lemos, há seis anos Rondônia não recebia um evento como este.
“Voltamos após seis anos e trouxemos pela primeira vez na região norte o A-29 super tucano. Para nós essa aproximação com a sociedade é de suma importância, pois abrimos nossa casa, mostramos o trabalho executado e assim as pessoas que admiram a Esquadrilha da Fumaça possam ter um contato mais direto”, revela.
A última apresentação da esquadrinha tinha sido em 2011, e o Coronel Aviador Galvão destaca a importância do evento para a população conhecer a Ala 6.
Imagem“Este sábado aéreo 2017 teve como principal objetivo aproximar a população para nossas instalações, conhecendo nossos equipamentos, descobrir que aqui não temos só os pilotos e mecânicos, temos diversos profissionais e que é possível o ingresso de jovens em nossa. Montamos alguns pontos de informações para possibilitar o conhecimento", conta.
Estreando na Esquadrilha da Fumaça, o Capitão Barra que atuou na Aeronáutica em Porto Velho por três anos fala sobre seu retorno à Rondônia e afirma que fazer seu primeiro nos céus da capital de Rondônia, tem um gosto especial.

“Tive a rica oportunidade de passar três anos em Porto Velho, servindo a população, e agora volto com essa nova missão. Meu primeiro voo como um piloto da Esquadrilha da Fumaça e poder estrear nesta cidade que marcou minha vida é de uma realização pessoal e profissional muito grande”, afirma.
A Esquadrilha da Fumaça passou dois anos sem se apresentar e voltou a ativa em julho de 2015.
Este intervalo nos voos foi necessário para a troca de aeronaves T-27 para as A-29 Super Tucanos. As novas aeronaves foram projetadas para uma concepção diferenciada, voltadas para ataques, com velocidade máxima e mais de 600 km/h.

Uma homenagem ao projeto Rondon, que completou 50 anos, foi realizada pela Esquadrilha da Fumaça com escritas nos céus “Rondon 50 anos”.
O projeto tem como base a contribuição com o desenvolvimento local sustentável, além da construção e promoção da cidadania.


Aeronáutica e baloeiros ecológicos tentam acordo para diminuir riscos à aviação; número de balões quase dobrou no RJ

Grupo de trabalho formado por órgãos de controle aéreo e representantes de associações de baloeiros busca formas de regulamentar o lançamento dos balões sem fogo. Primeiro evento teste foi realizado no mês passado no Paraná.

Por Káthia Mello, G1 Rio

Historicamente, balão no céu sempre é sinal de alerta máximo para o patrimônio, o meio ambiente e a aviação no Brasil. Agora, o impasse que dura anos entre a Aeronáutica e os baloeiros sobre o tema pode estar próximo do fim.
Um grupo de trabalho formado pela Aeronáutica - Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)- e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e representantes de associações de baloeiros do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, busca formas de regulamentar o lançamento dos balões sem fogo, os chamados "balões ecológicos".
Pelo projeto, eles seriam lançados de forma concentrada, em áreas distantes dos aeroportos, sem riscos para os aviões, e em datas autorizadas. O primeiro evento-teste aconteceu no mês passado, em uma cidade do interior do Paraná.

Com a chegada da temporada dos festejos funinos, o número de registros de balões no céu do Rio de Janeiro é quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. Entre maio e 5 de julho de 2016, o Cenipa registrou 38 relatos de avistamentos de balões. Este ano, foram registrados 69.
Em todo o país, no mesmo período, foram 192 notificações também até o último dia 5, um aumento de 52% em relação ao ano passado que teve 126 avistamentos. São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná são os estados com maior incidência de balões.

Aeronáutica estuda alternativas
Em entrevista ao G1, o brigadeiro Luiz Ricardo de Souza Nascimento, chefe do Decea, disse os números só vêm aumentando e que é preciso buscar alternativas para a diminuição da incidência dos balões.
"Não adianta simplesmente reprimir, ter uma lei que proíbe, a lei existe, mas os números estão aumentando. O que nós estamos testando e fazendo são alguns eventos em uma área controlada com pessoas que querem realmente usar a cultura de um balão ecológico para se divertirem e fazer com que essa cultura seja intensa no Brasil. De forma controlada, mas longe de um aeroporto, com aviso prévio de todos os envolvidos, da polícia, dos aviões e separando uma área exclusiva para isso", afirmou.

De acordo com o brigadeiro, uma das preocupações é que os balões não são detectados pelos radares. O avistamento é visual e é feito principalmente pelos pilotos. O Centro de Controle do Tráfego Aéreo tem uma planilha que reúne as notificações e os locais dos avistamentos. As informações são divulgadas para alertar outros pilotos e o controle do tráfego aéreo dos terminais.
Apesar da tentativa de controle, o militar diz que tanto o balão de fogo quanto o ecológico oferecem risco de colisão com aeronaves e, por isso, é impossível dizer se um é menos perigoso que o outro.

"O que nós temos que diferenciar são os crimes. Balão com fogo existe um crime específico para ele e o crime do balão ecológico é colocar em risco a navegação aérea, ou seja, se o balão for solto sem o controle, sem uma coordenação ou em área em que está próximo do aeroporto. O crime é igual para nós, para o piloto que está voando. Não existe essa diferenciação, o risco é o mesmo. Nós não podemos ter dúvida disso".
O responsável pelo Decea ressalta que está aberto a conversas com os baloeiros como forma de buscar saída para diminuir e conscientizar a população sobre os problemas que a soltura indiscriminada de balões podem causar.
"Não é proibido que a gente converse e que a gente tente achar uma área específica com mecanismos de controle mínimo para os balões e permitir que a associação faça um evento em conjunto com a Aeronáutica, com o Cenipa e com toda a sociedade. Nós temos que ter uma forma concreta e responsável das associações para que a gente consiga colocar em prática".
Balões ecológicos - voam com fonte de calor natural ou artificial. Não tem buchas acesas, como os tradicionais. Quando caem em casas ou na mata, não têm riscos de incêncio. Mas quando estão no ar representam o mesmo perigo para os aviões. Um balão desse tipo pode levar até seis meses para ficar pronto. Este tipo de balão necessita da luz solar para esquentar e de condições de vento favoráveis. Com boas condições climáticas ele alcança boas distâncias.

Balões de fogo - além da sua dimensão, levam grande quantidade de explosivos nas chamadas cangalhas. Quando sobe, o balão pode entrar em correntes de ar e ser levado para locais imprevisíveis e chegar a cidades e florestas. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios, inclusive em áreas urbanas, é crime. A pena varia de um a três anos de prisão, além de multa

Baloeiros defendem regulamentação
Os grupos baloeiros que utilizam ao balão ecológico reivindicam a regulamentação da atividade respeitando as regras determinadas e a exibição em festivais, como garantia de segurança e preservação da cultura popular.
Por telefone, o presidente do grupo baloeiro Somos Arte Papel e Cola (Sapec), do Paraná, disse ao G1 que o evento realizado em conjunto com a Aeronáutica, em junho, pode ser considerado um sucesso. O local, a mais de 60 km de Curitiba, reuniu pelo menos 40 baloeiros e seus gigantescos balões coloridos. Autoridades da Aeronáutica acompanharam a exibição.
Os baloeiros tiveram que cumprir alguns requisitos: limite de altura, para delimitar o peso, da distância que o balão podia alcançar e o uso de materiais biodegradáveis. Cargas e material metálico foram proibidos. Os balões foram monitorados para evitar que invadissem rotas aéreas previamente avisadas do evento.
Segundo Egbert Schlogel, após a lei de 1998 que proíbe a soltura de balões sob pena de prisão, muitos baloeiros passaram, aos poucos, a se dedicar aos balões ecológicos, que não usam fogo, uma prática que, ele diz, é comum em vários países.
"É uma manifestação artística e queremos que ela seja regularizada. Não vai acabar, está enraizado. Acredito que com uns dois ou três eventos desse porte por ano se consegue tirar a prática delituosa", declarou.
Schlogel contou que eles já estão planejando um segundo evento para novembro, no mesmo local.

Sociedade Amigos do Balão(SAB), no Rio de Janeiro, tem cinco mil associados e também está mobilizada na discussão sobre a mundança de mentalidade com relação aos balões. Ele diz acreditar que a repressão não é a única saída e considera um avanço os eventos monitorados pela Aeronáutica.
" É um avanço. Estamos quebrando paradigmas e é importante o reconhecimento da cultura popular e a tradição das festas mostrando que baloeiro não é um criminoso e que tem pessoas querendo fazer coisas legais e com segurança. Acredito na mudança de hábitos", esclarece Marcos Leal, presidente da entidade.
Leal defende a sua tese lembrando que a atividade é reconhecida como prática cultural em outros países como Portugal, Espanha, México, França e El Salvador. Segundo ele, os baloeiros brasileiros são convidados para participar de eventos religiosos e competições nesses países.
" Nesses locais existe toda uma preoucupação cultural e aqui só se fala em primeiro proibir e por isso é importante mudar a conscientização", acrescentou.
Segundo ele, a SAB está reunindo documentação e reunindo dados para realizar uma prova de campo em uma área do Rio de Janeiro.
Educação e Prevenção

A Concessionária RIOgaleão realizou neste fim de semana um projeto de consna comunidade de Tubiacanga, na Ilha do Governador, que fica no entorno do aeroporto Tom Jobim, para levar atá a comunidade orientações sobre o risco baloeiro. Crianças participaram do encontro que também fez a abordagem de outras atividades ambientais. De acordo com a concessionária, as crianças poderão aprender mais sobre os riscos dessa atividade em quatro aulas diferentes.
Somente em 2017 a equipe da fiscalização de pátio do RIOgaleão fez o recolhimento de 26 balões na área do aeroporto. Foram oito em maio e sete no mês de junho.
A concessionária informou que os balões são recolhidos e passam por verificações para constatar se não possuem alguma identificação e/ou propaganda e em seguida esses dados são repassados para a Polícia Civil. Os avistamentos e recolhimento de balões são notificados ao Cenipa.
Além disso, murais eletrônicos do RIOgaleão, transmitem orientações para os funcionários e trabalhadores do aeroporto informando como proceder ao observar um balão ao redor do terminal aéreo.

Funcionários de aeroporto de SP trocavam bagagens para traficar cocaína para Europa

Quatro funcionários de Cumbica foram presos e três estão foragidos. A serviço de traficantes, eles passavam as malas do setor doméstico para o internacional.

Por G1 Sp

A Polícia Federal revelou um esquema de tráfico internacional de drogas que acontecia dentro do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, mostrou com exclusividade o Fantástico. No dia 7 de junho, funcionários do aeroporto trocaram o destino de duas malas, cada uma com 30 quilos de cocaína pura. Elas seriam enviadas para Ribeirão Preto, no interior do estado, e foram para Lisboa, em Portugal.
Os homens que despacharam as malas para Ribeirão Preto, José Veríssimo Machado e Douglas de Oliveira Silva, escolheram um voo nacional porque nesse caso as malas não passam pela inspeção de segurança, que só é obrigatória para as viagens internacionais.
O aeroporto é controlado por duas mil câmeras de segurança, mas em um ponto ao lado da pista não há monitoramento. E era neste ponto que os funcionários a serviço do tráfico faziam o trabalho criminoso: a serviço dos traficantes, passavam as malas do setor doméstico para o internacional.
Onze pessoas, incluindo funcionários do aeroporto com acesso à bagagem e à pista, tinham a missão de despachar as duas malas com drogas. Segundo o chefe da delegacia da PF do aeroporto, Marcelo Ivo de Carvalho, a carga valia mais de R$10 milhões.
Em 2016, a PF fez uma operação semelhante e prendeu 15 funcionários de empresas terceirizadas pelo aeroporto que estavam envolvidos com o tráfico e apreendeu mais 550 quilos de cocaína. Desde então, a escuta de celulares de suspeitos revelou outro caminho do tráfico internacional e esta nova quadrilha.
Com base nessas informações, os policiais federais chegaram até um centro comercial em Guarulhos, a 8 km do aeroporto. Neste centro, traficantes e funcionários se reuniam para finalizar os detalhes do embarque das drogas.
Os chefes da quadrilha pagaram adiantado uma quantia de 100 vezes os salários dos funcionários. “Intermediários se aproximavam dos funcionários que estavam dispostos a facilitar o tráfico mediante pagamento”, disse o delegado.

A polícia identificou que um dos chefes da quadrilha era Marcos de França. Ele foi um dos criminosos que planejou e participou de um dos maiores furtos da história do país: a quadrilha dele levou mais de R$160 milhões de reais do Banco Central de Fortaleza em 2005. França foi preso com R$12 milhões, foi condenado, passou nove anos na cadeia e estava em liberdade desde 2013.
Câmeras percorrem o caminho das malas
Com a descoberta da PF, câmeras percorreram o destino das malas até Portugal e a chegada dos homens a Ribeirão Preto. Imagens mostram eles passando direto pela esteira de bagagens.
As malas foram apreendidas ao chegar em Lisboa, e escutas mostram a conversa do criminoso Matias dos Santos com a esposa:
M: A casa caiu! Cê ta ouvindo.... Cê ta ouvindo...
Prisões e foragidos
No aeroporto em São Paulo, um funcionário foi preso. Outros dois foram presos em casa, e um quarto ao tentar fugir. Com eles, a PF encontrou mais de R$ 500 mil, que era o pagamento do suborno.
Marcos França foi preso na rodoviária de São Paulo. Ele ia fugir de ônibus, com 7 mil euros, deixando para trás seus três carros importados, avaliados em mais de R$ 600 mil. A defesa dele nega as acusações.
Consultadas, as defesas dos funcionários do aeroporto Ronaldo de Oliveira, Alexandre Rorigues Borges e Matias Júnior Bispo dos Santos também negam as acusações. O advogado de Ricardo Braga da Silva, o quarto funcionário, não retornou à reportagem.
A Polícia Federal busca agora pelo sócio de França e também um dos donos da droga: Átila Carlai da Luz. Estão foragidos Gilmar Antônio Monteiro, Douglas Martins de Oliveira e Anderson Brito da Silva, funcionários do aeroporto. A polícia também está atrás dos passageiros traficantes que foram para Ribeirão Preto: José Veríssimo e Douglas. Em Portugal, ninguém foi preso.

REVISTA EXAME


The Economist: para que serve o exército brasileiro?

Revista britânica investiga para que o Brasil tem o 15º maior exército do mundo se não participa de guerras

Luiza Calegari

São Paulo – O Brasil tem o 15º maior exército do mundo e gasta mais com defesa do que o estado de Israel. No entanto, o país não tem inimigos militares há séculos.
Na edição de 6 de julho, a revista britânica The Economist decidiu investigar esse aparente paradoxo do aparelho militar brasileiro.

E descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns. E a crise econômica tem um papel central nesse fenômeno: com os estados sem dinheiro, os governantes têm precisado de mais e mais socorro federal.
Embora apenas 20% dos pedidos de patrulhamento extra sejam atendidos, segundo a reportagem, os soldados do exército passaram em média 100 dias em operações nas cidades, mais do que a média dos nove anos anteriores juntos.
Esse desvio de função, de acordo com a revista, não parece desagradar os brasileiros: os militares foram eleitos como a instituição mais confiável do país, e os soldados são vistos como honestos, gentis e competentes.
Os soldados, por sua vez, tentam se adaptar às novas funções: em um centro de treinamento em Campinas (SP), eles testam bombas de gás lacrimogêneo, por exemplo, para poder usá-las em protestos.
No entanto, usar militares em funções policiais tem seus riscos, segundo a publicação. Para começar: soldados custam mais caro que policiais. O uso de alguns milhares de militares pode sair por mais de um milhão de reais, segundo a revista.
Além disso, a Economist alerta que a confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. “As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis”, diz a reportagem.
O próprio exército tem outras aspirações. Um rascunho do próximo relatório de defesa fala pouco em “ameaças”, mas muito em “capacidades desejáveis”, diz a Economist.
Um dos focos principais do documento é a proteção das riquezas naturais do Brasil, o que pode se tornar crucial se as previsões pessimistas sobre o aquecimento global se mostrarem corretas.


JORNAL A TARDE (BA)


Safran firma acordo com Cimatec e estuda implantar fábrica na Bahia


Joyce De Sousa E Redação

O Senai Cimatec da Bahia firmou acordo de cooperação com o grupo francês Safran, para o desenvolvimento de gestão de ferramentaria na área aeronáutica, com uso de chips fornecidos pela instituição baiana. O grupo francês aumentará o rol de parceiros do Cimatec e sinaliza a possibilidade de negócios futuros, a exemplo da implantação de uma fábrica de eletrônicos no estado.
O grupo Safran tem sede em Paris e atua nos ramos de defesa, motores, equipamentos e comunicação, tendo surgido da fusão das empresa Snecma e Sagem. Presente no Brasil há mais de 40 anos, o grupo é parceiro da Embraer na área de aviação comercial e militar e fornece sobretudo inversores de impulso, gravadores de dados de voo, sistemas de ventilação e cabeamento para o fabricante brasileiro.
Desde a década de 70, o Safran fornece os motores que equipam os helicópteros Ecureuil, Panther e Super Puma das Forças Armadas Brasileiras. O Grupo também atende operadores de helicópteros no âmbito civil: mais de 60% da frota de táxis aéreos da Helisul, uma das maiores empresas do setor, tem motores da companhia francesa, que possui quatro unidades no Brasil, gerando 200 empregos diretos.
Visita a Salvador
Para o superintendente de Promoção do Investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, "o acordo da Safran com o Cimatec reforça as possibilidades de atrair a unidade fabril para a Bahia", como frisou o gestor, que participou do ato de assinatura do acordo de cooperação, na última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Guimarães ainda antecipou que o CEO da Safran, Philippe Petitcolin, deve visitar Salvador "nas próximas semanas" para conhecer melhor as condições oferecidas pelo estado.
Ainda no evento no Rio de Janeiro, Guimarães reforçou os argumentos sobre as oportunidades de negócios na Bahia. "A Safran gostou do que foi apresentado", assegura. O diretor de Marketing, Vendas & Suporte de Clientes da Safran, Luís Carlos Cravo, comentou que foram identificadas muitas "oportunidades de trabalho em conjunto. O próximo passo é a visita da nossa diretoria de operações ao Senai Cimatec para priorização de projetos para iniciar o intercâmbio de dados e informações".
Aviação
Com o projeto do Senai Cimatec Industrial, já em construção no Polo de Camaçari, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) pretente ampliar parcerias com empresas do setor de aviação. "A ideia é que o complexo de alta tecnologia conte até mesmo com pistas de testes para aviões", contribuindo para que o estado atraia operações das grandes empresas do setor, como um centro de conexões de voos (hub).


REVISTA ISTO É DINHEIRO


Chegou a conta da não reforma da Previdência


No dilema do cobertor curto, a postergação da reforma previdenciária – que vai ficando em segundo plano, dia após dia, diante de outras “prioridades” políticas do Congresso – está provocando uma conta alta. Analistas de várias vertentes já preveem uma dívida bruta acima de 80% do PIB a partir de 2018. Isso é um problema real, desconsiderado por quem no parlamento deveria exibir algum senso de responsabilidade. Somando os pontos da implacável aritmética, será preciso praticamente um ano inteiro de produção nacional para cobrir o rombo. Certamente melhor seria lançar esse papagaio na fileira de compromissos impagáveis. É isso mesmo: o Brasil se aproxima rapidamente da situação de insolvência ou de inadimplência – chame como quiser – especialmente na área previdenciária.
Por culpa e descaso direto dos parlamentares que não quiseram enxergar a urgência de uma solução para o assunto. Passou da hora a votação de uma resposta concreta e positiva dentro dos parâmetros lançados no projeto da equipe econômica. Mas eles dão de ombros. Tratam o tema como mero cabo de guerra entre partidos. Misturam conveniências políticas com necessidades econômicas. Como é possível não perceber o mal que esse adiamento sistemático vem gerando? O governo estuda algumas alternativas imediatistas para manter o caixa sadio. Não encontrou outro jeito. Entrou em discussão o fim do abono salarial – aquele benefício pago aos trabalhadores anualmente que, só no presente exercício, custará cerca de R$ 17 bilhões aos cofres públicos.
Se o naufrágio do projeto da previdência se confirmar, essa e outras ações no plano tributário ganharão força. Mais uma vez, sobra nas costas do contribuinte. Algo inaceitável. De outro ângulo, é possível verificar que o gasto federal também está fugindo rapidamente dos parâmetros estabelecidos. Deverá crescer o dobro do permitido na lei. E a equação para explicar esse desarranjo é simples: enquanto a correção do orçamento segue na faixa dos 3%, os gastos com o INSS sobem a razão de 8% a cada período. Não existe almoço grátis, a não ser na visão deturpada e populista dos opositores de plantão que fazem anarquia eleitoreira enquanto o Tesouro afunda.
A administração Temer, para buscar a transição menos traumática possível, começou a falar em duros cortes nos custos, inclusive na área administrativa e de pessoal. Despesas obrigatórias também podem entrar na faca. O espaço fiscal vem encolhendo rapidamente, muito embora os sinais de recuperação da produção nacional tenham despontado no horizonte. Manter de pé uma meta fiscal diante da sabotagem parlamentar mostrou-se na atual conjuntura um desafio além da conta. Há quem comece a avaliar que o desenvolvimento pleno e estável do País, nesse andar da carruagem, fique para 2019, após a escolha de um novo presidente nas urnas. É tempo precioso perdido a troco de nada.

OUTRAS MÍDIAS


AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BRASIL-ÁRABE (SP)


Empresa do grupo Embraer quer entrar no mercado árabe

Atech desenvolve sistemas de controle de tráfego e defesa do espaço aéreo e quer oferecer soluções a outros países, especialmente no Oriente Médio.
André Barros
São Paulo – Os países árabes estão entre os principais focos da Atech, empresa do Grupo Embraer que há mais de trinta anos desenvolve sistemas que, dentre outras coisas, auxiliam o tráfego aéreo e a defesa do espaço aéreo brasileiro. A intenção da companhia é levar seus softwares, seu know-how e compartilhar conhecimento com esses países, grandes investidores em equipamentos de defesa e segurança.
Os primeiros passos foram dados, literalmente, em fevereiro deste ano, quando a Atech foi uma das empresas brasileiras a expor na Idex, importante feira do setor de defesa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Foi a primeira vez que Alfredo Roberto Júnior e Vinícius Meng, da área de desenvolvimento de negócios de defesa da companhia, estiveram na região do Golfo. Nenhum negócio foi fechado, mas nem por isso os executivos lamentaram.
“Trocamos alguns cartões, recebemos alguns e-mails, mas não passou disso. Sabemos que é uma questão de tempo e persistência”, contou Meng em entrevista à ANBA. Segundo o executivo, a ideia é seguir participando de feiras e comprando e estudando relatórios de órgãos de defesa desses países. “Falta achar um canal de comunicação. ”
A Atech é responsável por todo o controle e gerenciamento de tráfego aéreo e da defesa aérea brasileiros. Mantém uma parceria forte com a Força Aérea Brasileira (FAB), grande colaboradora para o seu crescimento – uma das exigências do órgão de defesa brasileiro ao fechar contratos é que haja também intercâmbio de conhecimento nessa área.
Seus softwares estão presentes nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), responsáveis por organizar os céus brasileiros. Colaboram tanto nos aeroportos comerciais quanto na defesa dos espaços aéreos. Há ainda programas em aviões, submarinos e outros equipamentos usados pelas Forças Armadas do Brasil.
Embora já tenha fornecido sistemas para outros países no passado, como Aruba, Venezuela e, mais recentemente, à Índia, o plano de se internacionalizar ganhou corpo há cerca de três anos, quando a Atech decidiu agir mais assertivamente no exterior. Olhar para o Oriente Médio foi um movimento natural.
“São países que investem muito em defesa e segurança e têm capacidade de adquirir um sistema como os da Atech”, justificou Meng. “Nossos sistemas são uma excelente solução para a região. E queremos não só vender o programa, mas estreitar uma parceria, uma relação de troca de informações, deixar um legado”, explicou.
Aos árabes, a Atech deseja oferecer sua mais nova família de produtos, a Arkhe. Lançado em uma feira no Rio de Janeiro em abril, o pacote traz um conjunto de produtos e serviços para os mercados de defesa e segurança, que vão desde gerenciamento de tráfego e simuladores até a chamada Arkhe Academy, considerada a cereja do bolo pelos executivos: “Com ela podemos capacitar pessoas e criar conhecimento local para suportar os sistemas”, disse Meng.
Fazer parte do Grupo Embraer ajuda a companhia, que pode usar a estrutura da fabricante de aeronaves em Dubai, nos Emirados, como base comercial e de suporte para os futuros clientes.
Enquanto eles não aparecem, a Atech segue dando seus passos para alcançar a região. Participações em feiras em Paris e Londres – onde, segundo Meng, os árabes também comparecem – estão confirmadas, assim como na próxima Idex. “Pena que é só daqui a dois anos”, lamenta o executivo.
Criada por engenheiros e outros profissionais das áreas de informática e aeronáutica, a Atech teve 50% de seu capital adquirido pela Embraer em 2011. Posteriormente, em 2013, a indústria de aviões passou a deter a totalidade das ações da companhia.

PORTAL AZ HERALD


Brazilian Embraer option to replace Hercules touches down in Auckland on whistle-stop visit

Grant Bradley 
The Brazilian option to replace New Zealand"s ageing Hercules transport fleet has touched down in Auckland.
The Embraer KC-390 is a jet-engine aircraft about the same size as the Vietnam War era Hercules but can fly much faster and has greater multi-mission capabilities, including servicing New Zealand"s Antarctic operations.
Flightradar data shows a prototype of the plane landed at Auckland Airport just before 7pm after a flight from Brisbane.
It is due to fly the short distance to Whenuapai air base tomorrow where senior RNZAF and Ministry of Defence staff will look over the plane as they assess which is the best aircraft for this country"s tactical airlift needs.
Embraer is keeping the two-night stopover by the KC-390 low profile.
The company has been making planes for nearly 50 years, until now concentrating on the regional commercial market and small military planes.
The KC-390 is the biggest aircraft manufactured in South America and although it has yet to be certified for use, Embraer has said it is confident it will be by the end of the year and deliveries made to the Brazilian Air Force in the first half of next year.
The aircraft now in Auckland was on show at the recent Paris Air Show and flew through the Middle East, Malaysia and two Australian centres before flying across the Tasman, according to Flightradar.
New Zealand has about $1 billion to spend on its airlift and VIP fleet in the next decade and will have to replace its Hercules by early next decade at the latest as a range of modifications reach the end of their lifespan.
A number of other aircraft are in the running, including the proven latest model of Lockheed Martin"s Hercules, a new model Kawasaki twin-jet from Japan and Airbus" new giant A400M which has had some service in Europe.
Airbus made a big push into New Zealand in February and the plane was shown off by the plane maker earlier this year in Wellington and Ohakea at the RNZAF Air Tattoo to celebrate its 80th birthday.
By contrast, Embraer has no media activities planned in Auckland. It is not known whether Air Force and MOD personnel will fly in the plane which is capable of flying at 870km/h.



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