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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 16/04/2017 / EUA confirmam que Coreia do Norte fez lançamento fracassado de um míssil


EUA confirmam que Coreia do Norte fez lançamento fracassado de um míssil ...  


O Comando do Pacífico das Forças Armadas dos Estados Unidos confirmou que a Coreia do Norte fez neste sábado um lançamento fracassado de um míssil, algo que foi anunciado previamente por um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

O Comando do Pacífico "detectou e seguiu" um lançamento de um míssil norte-coreano às 21h21 GMT de 15 de abril perto da cidade de Sinpo, mas o míssil, do qual não se conhece seu tipo, explodiu quase imediatamente, segundo informou  em um comunicado o comandante americano Dave Benham.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


MP mantém investigação sobre acidente que matou filho de Alckmin

Promotora discorda de conclusões de relatório e diz que o documento "nao é meio de prova"

SÃO PAULO - O Ministério Público manterá a investigação sobre o acidente de helicóptero que matou o filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e mais quatro tripulantes em abril de 2015, mesmo depois da divulgação de um relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que afirmou que o helicóptero estava com componentes desconectados na queda. 
"A opinião do Ministério Público a respeito dos fatos não está formada, porque não concluída a investigação. No entanto, até o momento, nada alterou a manifestação já lançada no final do ano passado. Não é provável que o helicóptero tivesse alçado voo com os componentes apontados não conectados da maneira como manda o manual. Qualquer opção e enroscamento incorreto e/ou precário não permitiria o voo na forma como ocorreu", diz nota assinada pela promotora Sandra Reimberg, de Carapicuíba, na Grande São Paulo.
"O Ministério Público oferece denúncia de acordo com a prova existente nas investigações. Relatório Final do Cenipa não é meio de prova. É simplesmente uma conclusão de um órgão da aeronáutica, cuja atribuição é a investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos e tem por objetivo único a prevenção de outros acidentes e incidentes. Não se trata de laudo, não é subscrito por perito oficial, nem pode destinar-se a produzir efeitos em feitos judiciais", descreve a promotora em nota divulgada à imprensa.
O relatório. Para o Cenipa, a haste de comando do helicóptero que levava o filho de Alckmin e mais quatro tripulantes estava desconectada. Esta é a principal conclusão do relatório final elaborador pelos peritos. O documento foi entregue nesta semana a Alckmin, em reunião ocorrida no Palácio dos Bandeirantes, da qual participaram o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.
O acidente ocorreu em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em 2 de abril de 2015, com helicóptero da empresa Seripatri. Além de Thomaz Alckmin, morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, Erick Martinho e Leandro Souza.
Sem o comando da haste, o piloto consegue fazer a aeronave decolar mas fica sem condições de manobrá-la corretamente. A conclusão do relatório corrobora versão apresentada pela Força Aérea Brasileira (FAB) em julho de 2015.
O relatório ainda ressalta que havia um passageiro, não habilitado na aeronave, ocupando assento do copiloto. E afirma que a rotina de trabalho da equipe de manutenção sofria com acúmulo de funções, interferências e interrupções diversas.

PORTAL UOL


EUA confirmam que Coreia do Norte fez lançamento fracassado de um míssil.


Agência Efe

O Comando do Pacífico das Forças Armadas dos Estados Unidos confirmou que a Coreia do Norte fez neste sábado um lançamento fracassado de um míssil, algo que foi anunciado previamente por um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul.
O Comando do Pacífico "detectou e seguiu" um lançamento de um míssil norte-coreano às 21h21 GMT de 15 de abril perto da cidade de Sinpo, mas o míssil, do qual não se conhece seu tipo, explodiu quase imediatamente, segundo informou  em um comunicado o comandante americano Dave Benham.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Temer:Déficit da Previdência pode cair R$ 600 bi com ajuste na reforma.


Estevão Taiar

SÃO PAULO - A reforma da Previdência que está se desenhando no Congresso pode diminuir o déficit da área em um valor entre R$ 550 bilhões e R$ 600 bilhões nos próximos dez anos, segundo o presidente Michel Temer. De acordo com ele, o “projeto pesado” que foi enviado originalmente ao Congresso economizaria R$ 800 bilhões em aposentadorias no mesmo período, mas as mudanças propostas no Legislativo diminuíram essa margem.
“Tem que ouvir o Congresso Nacional”, disse neste sábado em entrevista à TV Bandeirantes. “É melhor ter uma reforma de R$ 600 bilhões do que não ter reforma nenhuma.” Ele afirmou que os militares “terão modificações substanciosas” no seu sistema de Previdência.
Contribuição sindical
O presidente também crê que “será inevitável” o fim da contribuição sindical, como vem sendo proposto pelo relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho (PSDB-RN). “Eu acho que vai ser inevitável, pelo que estou percebendo lá no Congresso Nacional”, disse. “Há uma tendência fortíssima para acabar com a contribuição.”
Nesta semana, sindicalistas relataram que o presidente havia prometido, em encontros, manter o imposto. Neste sábado, porém, Temer afirmou que, se o fim da contribuição for confirmado, o governo pretende estabelecer “mais à frente uma fórmula” que ofereça “suporte financeiro para os sindicatos". Atualmente, a contribuição sindical corresponde a um dia de trabalho por ano.
Para o presidente, ela pode ser substituída por um valor equivalente a metade ou um terço de um dia. Temer também defendeu que pretende estabelecer um acordo com diversos órgãos públicos para “dar segurança jurídica” aos processos de leniência. Ele disse que pretende “brevemente” reunir Tribunal de Contas, Ministério Público, Advocacia Geral da União e Controladoria Geral da União para firmar um trato a fim de que todos participem desse tipo de processo. “Se for necessária uma nova legislação, eu edito”, disse. “O que precisamos é dar segurança jurídica a quem busca o acordo para poder prosseguir as suas atividades.”
O presidente ainda afirmou que conta com os recursos da nova rodada de repatriação, cujo valor ele calcula entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, e de precatórios (previstos por ele em R$ 8 bilhões) para diminuir o contingenciamento de R$ 42,1 bilhões estimado no fim de março.

JORNAL ZERO HORA


O que o Brasil aprendeu no Haiti

ONU encerrará missão no país caribenho, desejo antigo do governo brasileiro, que pretendia sair da nação, mas não queria dar a impressão de que abandonou o barco

Rodrigo Lopes

Após 13 anos, o Brasil encerrará até 15 de outubro a missão no Haiti. Na quinta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ordenou a substituição da Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti) por uma tropa de caráter policial. O processo de retirada brasileira já era gestado havia meses pelo Ministério da Defesa. A não renovação do mandado da ONU apenas oficializa uma vontade antiga do governo, que enfrentava o dilema de como sair, sem dar a impressão de que abandonou o barco que comanda.
Ainda que não seja um fim honroso – o Haiti não consegue andar com as próprias pernas, como seria o sonho da comunidade internacional –, o Brasil fecha um capítulo importante de sua política externa do ponto de vista de projeção de poder. A Minustah foi implementada em 2004 após a deposição do presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide. Com a intenção de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil da era Lula comandou desde o princípio a missão. Embora tivesse experiência em operações de paz anteriores, no Sinai, em Angola, Moçambique e Timor Leste, entre outros países, foi no Haiti que nossos capacetes-azuis enfrentaram sua mais difícil empreitada em terras estrangeiras. O Brasil pegou um Estado falido, imerso na miséria e em pré-guerra civil.
Apesar dos percalços de uma missão cara – o país gastou mais de R$ 2 bilhões no Haiti, o que gerou críticas de quem achava que o Brasil deveria gastar esse dinheiro aqui e não lá –, a lógica fazia sentido à época. Ser player da política internacional exige gastos e tomada de decisão. Marcou posição. O outro ganho foi militar. Até outubro, o Brasil terá enviado cerca de 37,5 mil militares ao Haiti. Os dois últimos contingentes em 2017 perfazem 1.940 militares. Disponibilizar tropas para missões da ONU é a melhor forma de manter azeitada a máquina militar de uma nação em tempos de paz. No país caribenho, o Exército aprendeu várias lições: experienciou a primeira grande batalha desde a II Guerra Mundial, a tomada de Cité Soleil, contribuiu para a reconstrução da nação e vivenciou sua maior tragédia no Exterior, o terremoto que matou 300 mil pessoas, entre elas 17 militares. A experiência no Haiti deu às tropas brasileiras know-how para atuar em guerra urbana, que acabou sendo fundamental para atuações contra o tráfico, por exemplo.
O fim da missão não isenta o Brasil de seu compromisso com milhares de haitianos que vieram para cá em busca de uma vida melhor. Além de ganhos militares e diplomáticos, os 13 anos selaram, sobretudo, a união entre duas nações que pouco se conheciam e que, hoje, podem ser consideradas irmãs.
PORTAL G-1


Grupo é detido suspeito de aplicar golpe em estudantes de Foz do Iguaçu

Suspeitos ofereciam uma prova gratuita para jovens ingressarem na carreira militar - aprovados deveriam pagar R$ 100,00. Exército afirma que ingresso nas Forças Armadas ocorre apenas por concurso público.

Rpc Foz Do Iguaçu, Curitiba

Seis pessoas foram detidas, neste sábado (15), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, suspeitas de aplicar um golpe em estudantes da rede pública. O grupo convencia os jovens a fazer uma prova gratuita para ingressar no Exército, Marinha ou Força Aérea. Depois, caso o jovem fosse aprovado, deveria pagar R$ 100,00.
A Polícia Civil deve se manifestar sobre o caso ainda neste sábado. Procurado pela RPC Foz do Iguaçu, o Exército afirmou que não faz nenhum tipo de terceirização para realização de provas e exames prévios. O ingresso nas Forças Armadas é feito via concurso.
A oferta era feita dentro das escolas e, para chamar a atenção dos estudantes, os suspeitos citavam supostos benefícios como assistência médica, assistência odontológica, moradia, alimentação e transporte gratuitos.
“Foi um baque porque pagamos tudo e depois para saber que era enganação, que eles mentiram para nós. Várias pessoas foram lá e foram enganadas. Tem gente que pagou e já foi embora. A Justiça tem que ser feita ”, disse uma das vítimas.
A mãe de duas vítimas contou que os filhos ficaram chateados ao descobrirem que tudo não passava de um golpe.
“Eu não desconfiei porque é do colégio (...) Ela chegou do colégio com aquele papel, então não passou pela minha cabeça que poderia ser um golpe. É uma sacanagem fazer isso com a gente, né? Porque a gente... [É] brincar com o sentimento das pessoas, com as esperanças do meus filhos porque eles estão muito chateados e eu também, né? Porque uma coisa dessa é um absurdo”.
A advogada Sônia Januário, que representa os suspeitos detidos, afirmou que se trata de uma empresa que oferece uma palestra para um curso de formação para a carreira militar e, depois de fazer este curso, é que os estudantes poderiam fazer o concurso para tentar entrar em uma das forças militares do Brasil.
O Núcleo de Educação de Foz do Iguaçu informou que desconhece a entrada destas pessoas nos colégios estaduais da cidade e que vai entrar em contato com os diretores para alertar sobre o perigo de receber pessoas nos colégios, sem um pedido oficial.

Corpos de amigos que morreram em queda de avião no Mato Grosso do Sul são enterrados em Goiás

Piloto Otávio Rodrigues, 31, e amigo Luiz Garcia, 29, estavam na cidade goiana de Itajá para visitar parentes quando decidiram sobrevoar estado vizinho. Aeronave caiu e ambos morreram na hora.

Fernanda Borges, G1 Go

Os corpos do piloto Otávio Borges Rodrigues, de 31 anos, e do amigo dele, Luiz Henrique Garcia, de 29, que morreram na queda de um avião em Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, foram enterrados neste sábado (15) em Itajá, no sudoeste de Goiás. Eles moravam em Goiânia, mas estavam na cidade goiana para visitar parentes e decidiram ir até o estado vizinho para fazer voos panorâmicos, quando houve o acidente.
Durante o velório e enterro, parentes e amigos estavam muito abalados com as mortes. Primo de Otávio, Sérgio Antônio Garcia falou que ainda não se sabe as causas da queda.
“Não tem nada que indica o que pode ter levado a esse acidente. A aeronave estava totalmente regular, o piloto, apesar de novo, era bastante experiente, com a documentação em dia também, o tempo estava bom, não tinha vento, então, por enquanto, nem suposições foram possíveis de fazer”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera.
A queda do avião ocorreu na tarde de sexta-feira (14), na região de um posto abandonado, próximo ao aeroporto de Cassilândia, a mais ou menos 20 km de Itajá, onde ficaria o hangar do avião. De acordo com o boletim de ocorrência, o piloto e o amigo chegaram ao aeroporto no meio da tarde, quando levantaram o primeiro voo.
Além de Otávio e Luiz, também estavam na aeronave duas jovens, que eram primas dos rapazes. Logo depois, o avião pousou e as duas mulheres desceram. Em seguida, os amigos decidiram voltar a voar e acabaram sofrendo o acidente.
Na queda, a aeronave atingiu uma árvore e ficou presa a galhos. Houve vazamento de combustível, mas não aconteceu explosão. Ambulância e policiais militares estiveram no local, mas, quando chegaram, os dois ocupantes da aeronave já estavam mortos. O corpo de um estava preso às ferragens e o outro no chão.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas do acidente, mas ainda não há um prazo para os términos dos trabalhos.
Por causa do acidente, a prefeitura de Itajá cancelou um torneio de pesca que seria realizado neste fim de semana, conforme anúncio feito pelo vice-prefeito da cidade, Lucas Machado.

PORTAL BBC


É visível o silêncio das ruas em relação a Lava Jato, diz cientista político

Professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna avalia que as delações da Odebrecht têm tido repercussão muito maior na imprensa do que nas casas dos brasileiros.

João Fellet

Para ele, a abertura de investigações contra dezenas de líderes partidários citados pela empreiteira abre espaço para outsiders na política, mas não deve provocar transformações tão radicais em Brasília.
Em entrevista à BBC Brasil, ele afirma que grandes partidos abalados pelas delações - como PT, PSDB e PMDB - deverão passar por uma renovação, mas continuarão relevantes.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Quais consequências as delações da Odebrecht terão para o governo?
Luiz Werneck Vianna - O governo Temer deve sobreviver - acho que ele deve cumprir o seu mandato. E deve também fazer as reformas com as quais vem se identificando. O apoio do Congresso continua forte.
BBC Brasil - A forma como a política é feita vai mudar? Haverá mudanças na relação entre partidos e empresas?
Vianna - Isso certamente vai sofrer uma mudança radical. Mas não creio que esse expurgo da classe política assuma a mesma proporção que asumiu na Itália [após a Operação Mãos Limpas, nos anos 1990]. Vai ser forte, mas não com a radicalidade da situação italiana. Acho muito difícil que partidos mais enraizados, como PT, PSDB e PMDB, saiam do mapa. Acho que eles ficarão, porque inclusive fora deles não há nada de novo surgindo.
BBC Brasil - Novos partidos, como Rede, PSOL e Partido Novo, não são capazes de preencher espaços?
Vianna - Dificilmente. Eles não têm quadros, não têm programa. O PSOL é muito parecido com o que o PT foi em determinado momento, com a denúncia da corrupção e [a defesa da] ética na política. Mas qual o programa econômico do PSOL?
BBC Brasil - Com a crescente rejeição popular à política tradicional, há possibilidade de surgimento de outsiders?
Vianna - O outsider é uma possibilidade real - para o bem e para o mal. Tem vários tentando furar esse nevoeiro e se projetar como alternativa. Por ora, nenhum deles é muito atraente.
BBC Brasil - Haverá algum esforço dos grandes partidos para estancar danos?
Vianna - Acho que sim, a reforma política vem aí. Não vem de forma muito aprofundada porque as circunstâncias não permitem. A cláusula de barreira deve vir, assim como a interdição das coligações eleitorais nas eleições proporcionais. Isso já tem um efeito muito saneador do quadro atual.
BBC Brasil - Na história brasileira, momentos de grande turbulência - como as revoltas do século 19 - se intercalam com momentos de acomodação de interesses e transições pacíficas, como na Independência. Qual característica vai predominar na crise atual?
Vianna - A grande massa, por ora - e isso pode mudar -, está apenas sentindo e observando de longe esses fatos. Esses fatos têm tido muito peso, muita vocalização na mídia. Uma coisa que se tem de considerar na política brasileira hoje é que a mídia se tornou ator político de peso considerável, mas ela não tem braço, não tem mãos. Tem apenas voz.
Não tivemos ainda as crises da Regência [período de grande turbulência entre a abdicação de dom Pedro 1º e o governo de seu filho, Pedro 2º]. Elas (as pessoas) não estão se manifestando. É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso.
Mas os partidos, as personalidades políticas sobreviventes podem procurar um caminho de salvação mútua. Isso está em curso. Será possível? Não sei, dependerá da habilidade e criatividade deles e, ao mesmo tempo, de que aceitem perdas. Esses partidos não poderão mais ser o que eram, vão ter que passar por mudanças.
Haverá uma renovação de pessoas. Não talvez com a carga necessária, porque se se olha toda movimentação que tem havido, há pouquíssimos quadros novos. Não surgiu quase ninguém [com os protestos] em junho de 2013.
A política brasileira tem sido muito pouco permeável a novas lideranças. Essa hora poderá ser a da grande mudança geracional? Tomara, mas depende de como vem essa geração. Porque, a tomar por algumas manifestações, elas não suscitam muita esperança.
BBC Brasil - O grande público não está tão abalado pelos acontecimentos?
Vianna - Se olharmos o registro das ruas, acho que não.
BBC Brasil - Como a situação atual se compara com outros grandes momentos da história brasileira?
Vianna - Certamente tudo isso vai ser lembrado. Agora, o que temos de novo aí? Primeiro o protagonismo da mídia. Segundo, do Judiciário. Ambos parecem que vieram para ficar. Mas a política deve reagir a isso.
O Brasil é muito grande. É muito diverso. É muito difícil haver formas muito vertebradas de expressão, no sentido de que unifiquem classes e regiões, dada a diversidade e a desigualdade existentes.
Vejo esse momento com preocupação, mas serenidade, inclusive porque um ator determinante na vida republicana brasileira, as Forças Armadas, tem procurado ficar à margem do conflito. Só isso garante uma serenidade muito grande.
Nenhum dos atores que estão aí tem força para cortar, romper. Qual seria a expectativa? De que as ruas irrompessem. Se irromperem, de fato passaremos por poderosíssimas turbulências, com resultados absolutamente imprevisíveis. Não se sabe o que poderia acontecer no final. Um Bonaparte? É hora do Bonaparte sair há muito tempo, mas até agora ele não se fez presente.
BBC Brasil - O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não chega a ser um Bonaparte?
Vianna - Não, porque Bonaparte tinha armas na mão. Já Bolsonaro, o que ele pode ter? A rua. Mas ele não tem rua.
BBC Brasil - E o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB)?
Vianna - Pode ser. Mas este é um candidato do sistema, de um grande partido.
BBC Brasil - Lula chega forte em 2018, apesar das denúncias contra ele?
Vianna - Chega. Ele tem um eleitorado cativo que não vai abandoná-lo, inclusive porque, falando na diversidade do país , o Lula é muito representativo disso, do Nordeste, dos subordinados da sociedade.
Ele tem lastro. Esse lastro será inteiramente perdido? Só saberemos na hora da urna. Algumas manifestações parecem indicar que ele continua com apoio significativo em setores do eleitorado.

JORNAL O DIA


Repórter vive um dia de soldado para mostrar rotina militar

Glenda uchôa, repórter do jornal O DIA, foi soldado do 25º Batalhão de Caçadores durante um dia, e relata sua experiência.

Glenda Uchôa

 Olhei para o relógio de pulso, ainda na redação, e o ponteiro marcava exatamente 11h. “Falta meia hora”, pensei. O dia de atividades para viver, por um dia, a vida de um soldado do Exército, estava marcado para iniciar às 11h30 de uma terça-feira. Sabia, por leituras anteriores, que pontualidade era um dos lemas da vida no serviço militar e, por isso, a minha preocupação era aceitável. Pouco antes do horário marcado, estaria entrando pela porta principal do 25º Batalhão de Caçadores – Batalhão Alferes Leonardo de Carvalho Castelo Branco. Na mochila, algumas roupas e sapatos que eram, até então, tudo que eu sabia sobre o que precisaria para aquele dia. Seis horas depois, sairia dali não só com a bagagem que trouxera, mas com uma experiência que mochila nenhuma seria capaz de comportar.
Aguardei na recepção do Batalhão por poucos minutos até que o tenente Damásio, designado para me acompanhar durante aquele dia, se apresentasse. A primeira ‘missão’ a ser superada foi a de vestir todo o fardamento oficial de um soldado. “Mas não é só uma roupa?”, fiquei me questionando no caminho enquanto ele me falara que uma oficial me ajudaria a concluir o processo. E não, não era apenas uma roupa. O uniforme é um dos principais símbolos que representam a profissão militar. A roupa solidifica a hierarquia e a disciplina indissociáveis à vida do corpo do Exército.
O sol, que permaneceu escondido durante todo o dia, ajudou a tornar menos difícil estar com as peças de pano grosso sobrepostas. Coturno, meias, calça, blusa, cinto, gandola e boina devidamente vestidos me fizeram ter a dimensão de que, sim, dali em diante, eu estaria ainda mais próxima das sensações que vivenciavam um soldado na sua rotina diária.
Ao sair do alojamento e caminhar poucos metros, o som de passos em marcha e vozes uníssonas, que seriam uma constante durante o dia, foram ficando cada vez mais próximos. Vi se aproximar de mim um dos seis batalhões dos jovens que, atualmente, preparam-se para o serviço militar dentro do 25º BC. Ao todo, 216 jovens começaram a formação de soldado que durará um ano, entre os muros do quartel.
A marcha, o fardamento uniforme e as palavras de ordem ditas durante todo o percurso faziam do grupo, de cerca de 30 jovens, quase uma réplica um dos outros. Juntos, as peculiaridades de cada um dão lugar à homogeneidade assimilada em cada batalhão.
O rancho
Chegamos, eu e eles, no mesmo ponto, ‘o rancho’, como é chamado o refeitório. Antes de adentrar ao grande salão cheio de mesas e cadeiras, os soldados executam uma oração em tom de grito de guerra. Senti que o som poderia chegar ao último milímetro do espaço mais distante dali, tamanha era a vivacidade com que as palavras eram repetidas. Nessa hora, senti um pequeno arrepio percorrer o braço. No Exército, tudo é muito intenso. Após percorrer a fila para poder me servir da comida, dividi a mesa com outros cinco soldados. A timidez também acompanhou a refeição e as poucas perguntas feitas eram respondidas com objetividade, talvez pela falta de familiaridade que significava ter uma mulher sentada à mesa em um ambiente que sempre foi predominantemente masculino.
Todos eles vindos de cidade do interior do Piauí mostravam o recorte perfeito do perfil que, hoje, compõe o serviço militar: jovens de baixa renda que buscam oportunidade de qualificação e fonte de renda para iniciar a vida adulta.
Ao longo do dia, sempre acompanhada pelo tenente Damásio e em conversas tidas com diferentes pessoas, muito mais que ouvir sobre a necessidade de seguir regras, respeito e disciplina dentro da vida militar, é fácil perceber nos grandes e pequenos detalhes a essência da vida militar. Cada vez que um superior cruzava o caminho, de forma instantânea, os novos recrutas levantavam e prestavam continência.
Aula de armamento
Rigidez cobrada não só no modo de se portar no convívio interpessoal, mas também durante as atividades. E a próxima atividade do dia foi aprender a montar e desmontar um fuzil, o FN FAL (fuzil automático leve), que é usado pelos profissionais em situações de confronto.
A arma sem o cartucho carregado pesa em torno de quatro quilos e, mesmo concentrada, entender o nome e a funcionalidade de cada item do objeto foi, literalmente, uma prova de fogo. Os soldados recém ingressados na corporação visivelmente tinham uma desenvoltura muito superior. Para eles, a arma que há pouco havia sido apresentada em suas vidas já era uma amiga de missão, mas, para mim, o objeto parecia tão assustador quanto complicado.
As múltiplas atividades e obrigações fizeram com que as horas se perdessem em sua própria velocidade. O dia parece passar rápido dentro da rotina militar. E, logo depois da aula de armamento, ainda me dedicaria a praticar a marcha, entender sobre vestimentas de guerra e a estrutura que compõe todo o quartel.
Teste Físico
As pernas já pesavam ao fim do dia, quando o tenente Damásio me lembrou que iríamos para a última atividade daquele dia: o teste físico. Todos os dias pela manhã, os soldados fazem atividades físicas para manter a forma essencial para a vida de um militar. Como cheguei tarde ao quartel, a atividade foi realizada ao fim do dia.
Uma corrida de algumas centenas de metros e flexões foram necessárias para levar minhas últimas doses de fôlego daquele dia. Mesmo cansada, o sentimento era de recompensa.
O dia que me proporcionou entender um pequeno recorte do que acontece na vida de um soldado foi muito maior que o cumprimento de algumas atividades. Observar de perto o serviço militar me fez ter a certeza que, muito mais que fardas, armamentos e obediência, há pessoas que sonham em conjunto. Há esperança nutrida para a transformação na vida de cada soldado, de cada família e, principalmente, para o país. 

PORTAL SPUTNIK BRASIL


EUA posicionam esquadra de caças F-35 na Grã-Bretanha

As Forças Aéreas dos EUA, pela primeira vez, posicionaram um esquadrão de caças F-35A de quinta geração em território britânico, segundo um comunicado do Comando dos Estados Unidos para a Europa.

"A presença dos caças F-35 reforça a prioridade de manter em prontidão as forças armadas na Europa ", informou em comunicado o comandante das forças unificadas da OTAN na Europa, Curtis Scaparrotti. 
Ele adicionou que a presença da nova esquadra "fortalece o potencial militar da OTAN na Europa".
A quantidade exata de aeronaves não foi comunicada. No entanto, o Pentágono destacou que a esquadra é compacta.

OUTRAS MÍDIAS


Diário On Line - PA


Inscrição para cadetes do ar começa na 4ª feira

No dia 19 de abril serão abertas as inscrições do concurso da Aeronáutica para ingresso no curso preparatório de cadetes do ar. A seleção visa o preenchimento de 180 vagas, sendo 160 reservadas para os homens e 20 para as mulheres. Aqueles que pretendem participar devem ter concluído com aproveitamento o ensino fundamental e não possuir menos de 14 anos e nem completar 19 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula no curso.
INSCRIÇÕES
As inscrições podem ser feitas nos endereços eletrônicos www.fab.mil.br e http://ingresso.afaepcar.aer.mil.br até o dia 9 de maio. Será cobrada uma taxa de participação, no valor de R$ 60, que deverá ser paga até a data limite de 16 de maio.
Avaliações
O concurso contará com as seguintes etapas: prova escrita; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação do condicionamento físico; e validação documental.
A prova escrita será composta por 48 questões de múltipla escolha, sendo 16 de língua portuguesa, 16 de matemática e 16 de língua inglesa, além de uma redação sobre tema da atualidade.
A prova está prevista para 9 de julho e será realizada em 16 cidades, entre as quais Belém.
INFORMAÇÕES
curso preparatório
Em 2018, em Barbacena/MG será ministrado o curso preparatório de cadetes do Ar, sob o regime de internato. Com duração de 3 anos, é equivalente ao ensino médio e abrange instruções nos campos geral e militar. Durante a realização do curso, o aluno fará jus à remuneração fixada em lei, de acordo com a sua graduação, além de alimentação, alojamento, fardamento, assistência médico-hospitalar e dentária.
O curso preparatório de cadetes do ar tem o objetivo de preparar jovens para o ingresso no curso de formação de oficiais aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga/SP.

joaoandreneto.blogspot.com.br - RN


HUB DA LATAM: O RN DANÇOU

João André Neto
Ministro da Defesa anuncia terreno para hub da Latam em Recife
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou em entrevista concedida ao jornal Diário de Pernambuco que a Aeronáutica vai doar para o Estado o terreno contíguo ao aeroporto dos Guararapes para a implantação do Hub da Latam.

Uma das dificuldades da candidatura de Recife era justamente a área, sem capacidade de expansão na configuração atual.

Desde o ano passado, Jungman tem defendido abertamente a cessão do terreno. Agora, ele garante que a Aeronáutica, que é subordinada ao Ministério da Defesa, vai ceder o terreno.

O fato se soma às vantagens que as concorrentes Recife e Fortaleza vêm conquistando. No mês passado, a capital do Ceará conseguiu incluir seu aeroporto no pacote de concessões, o que é bem visto para investidores.



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