|

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 18/09/2016 / Índia investiga supostas irregularidades em compra de aviões da Embraer


Índia investiga supostas irregularidades em compra de aviões da Embraer ...

As autoridades indianas abriram neste sábado uma investigação preliminar para determinar se foram dadas comissões a intermediários para a compra de três aviões da Embraer por parte do segundo país mais populoso do mundo.

Fontes do Central Bureau of Investigation (CBI, o órgão responsável por investigações criminais de âmbito federal na Índia) ouvidas pela agência local "PTI" indicaram que funcionários do Ministério da Defesa indiano estão sendo investigados sobre esta operação. O caso se refere à aquisição em 2008 de três aparelhos ERJ-145, no valor de US$ 208 milhões, feita pela Organização de Desenvolvimento e Pesquisa de Defesa (DRDO) para a vigilância aérea.

A investigação preliminar aconteceu depois que os dados e informações apresentados para o CBI se mostraram pouco consistentes para abrir um "caso regular", de acordo com a própria legislação do organismo.

De acordo com o jornal "The Hindu", um comitê formado pela DRDO e pela Força Aérea escolheu a Embraer para as compras após avaliar muitas opções. O DRDO pediu uma explicação da Embraer sobre a situação e o Ministério da Defesa indiano pediu também ao Ministério das Relações Exteriores da Índia que acompanhe o assunto através das missões diplomáticas nos países envolvidos.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Ultraleve cai em barranco e deixa feridos no Amazonas, diz PM

Tempestade teria causado o acidente na tarde de sexta (16). Passageiros foram transferidos para o João Lúcio, em Manaus.

Do G1 Am

Um acidente envolvendo um ultraleve deixou duas pessoas feridas no fim da tarde de sexta-feira (16), no Paraná do Anamã, no município de Anamã, localizado a 165 km de Manaus, segundo a Polícia Militar (PM).
De acordo com a PM, o ultraleve atingiu um barranco durante um pouso forçado em razão de uma tempestade. O destino seria a cidade de Manacapuru.
O piloto, de 37 anos, fraturou as duas pernas e o passageiro, de 78, quebrou uma costela e sofreu leves escoriações pelo corpo.
Os passageiros foram socorridos e encaminhados ao hospital do município do interior do Amazonas para os primeiros socorros. Em seguida, os homens foram transferidos ao Hospital João Lúcio, em Manaus. O G1 entrou em contato com a assessoria da unidade de saúde, mas até o momento não recebeu informações sobre o estado de saúde das vítimas.
Ainda segundo a Polícia Militar, devido à urgência do acidente, o caso não teria sido registrado na delegacia de Anamã. Até o começo da tarde deste sábado (17), o acidente não havia sido reportado à Força Aérea Brasileira (FAB).

Aeronáutica vai investigar pouso forçado de aeronave na Grande BH

O helicóptero, que é de uma escola de voo, foi parar em uma fazenda. A instrutora de voo está internada no Hospital de Pronto Socorro João XXIII.

Do G1 Mg

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos da Aeronáutica vai apurar o pouso forçado de um helicóptero ocorrido na noite desta sexta-feira (16) em Contagem, na Região metropolitana de Belo Horizonte.
A aeronave é da EFAI - Escola de Aviação Civil. Ela foi parar de cabeça para baixo no pomar de uma fazenda. O local fica perto da casa onde vive a família que cuida da propriedade. O voo fazia parte de um curso de formação de piloto comercial.
“Eu ouvi barulho de hélices cortando galhos de árvores e um estrondo muito forte. um cheiro muito forte de combustível”, disse a operadora de caixa Elaine Pereira de Sá.
A bordo da aeronave estavam a instrutora Fernanda Polesca, de 28 anos, que foi socorrida de helicóptero pela Polícia Militar, e o aluno Pedro Moraes, de 29 anos, que sofreu ferimentos leves no pescoço. Ela foi levada para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. O estado de saúde dela é estável.
Pedro havia se matriculado no curso há cerca de um ano e faltavam apenas 10 horas de voo para ele se formar.
De acordo com o dono da escola de aviação, João Bosco Ferreira, o aluno tinha acabado de decolar o helicóptero, com a supervisão da instrutora quando houve um problema que ainda não foi identificado, e ela assumiu o comando. Segundo ele, a aeronave francesa, modelo cabri, tinha poucas horas de voo.
“É o primeiro helicóptero desse modelo no Brasil, um helicóptero super novo, com 60 horas de voo. Esse helicóptero incorpora uma série de outras inovações. Tem aí, em relação ao concorrente mais próximo, pelo menos 30 anos de tecnologia inovadora aplicadas sobre ele e graças a isso o pessoal saiu ileso”, explicou.
O local foi isolado pela polícia militar.
“A princípio a causa depende de investigação”, disse o delegado da Polícia Civil, Eduardo Roberto de Souza.

Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir situação na Síria

Encontro deve começar às 20h30 horário de Brasília. Rússia pediu reunião após ataque da coalizão contra tropas sírias.

Da France Presse

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá neste sábado à noite (17) para discutir os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra posições militares sírias, informaram diplomatas.
A Rússia pediu esta reunião de emergência, que está prevista para começar a partir das 19h30 do horário local (20h30 horário de Brasília).
A Rússia havia pedido a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU depois dos ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos EUA contra tropas sírias perto de Deir al-Zor.
A porta-voz Maria Zakharova disse que os ataques teriam provocado a morte de 62 soldados sírios. "Vamos exigir de Washington explicações completas e muito detalhadas que deverão ser expostas ao Conselho de Segurança da ONU", afirmou Zakharova.
Segundo a portz-voz, a Rússia se mostrou "muito preocupada" com esses bombardeios que "atingiram diretamente o exército sírio que combatia os contingentes do grupo EI".
"Esses ataques colocam em risco tudo o que foi conquistado até agora pela comunidade internacional", pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria, por Moscou e por Washington, padrinhos do processo de paz na Síria, afirmou Zakharova.
Ainda neste sábado, i Pentágono admitiu que é "possível" que bombardeio da coalizão internacional tenha atingidos membros e veículos do Exército do governo sírio na cidade de Deir al-Zor, no leste da Síria.
Em comunicado, o Pentágono afirmou que as forças da coalizão internacional acreditavam ter atingido uma posição de um grupo de militantes do Estado Islâmico (EI) que estavam acompanhando durante "uma quantidade significativa de tempo".
No entanto o Pentágono disse que o Ministério da Defesa da Rússia advertiu que era "possível" que soldados e veículos que estavam sendo bombardeados fizessem parte das forças do regime sírio e a coalizão internacional decidiu interromper o ataque.
"O ataque aéreo foi interrompido imediatamente quando funcionários da coalizão foram informados pelas autoridades russas que era possível que pessoal e veículos postos no alvo fossem parte do Exército sírio", informou o Pentágono em comunicado.
Na nota, o Pentágono garantiu que as forças da coalizão internacional "não atacariam intencionalmente uma unidade militar Síria" e se desculpou, lembrando que a Síria vive "uma complexa situação com várias forças militares e milícias operando em proximidade".
"A coalizão revisará este ataque e as circunstâncias que o rodeiam para ver se pode aprender alguma lição", concluiu o texto. O Pentágono não informou sobre o número de possíveis mortos ou feridos como resultado do bombardeio.
O chefe da Direção de Serviços de Comunicação do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov, afirmou que o bombardeio da coalizão nas proximidades do Aeroporto de Deir al-Zor causou a morte de mais de 60 membros das forças do regime sírio.
Citando fontes militares dentro do aeroporto, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, por sua vez, informou que pelo menos 30 membros das forças do regime sírio morreram no bombardeio, que aconteceu no penúltimo dia do cessar-fogo acertado entre EUA e Rússia.
PORTAL UOL


Índia investiga supostas irregularidades em compra de aviões da Embraer


As autoridades indianas abriram neste sábado uma investigação preliminar para determinar se foram dadas comissões a intermediários para a compra de três aviões da Embraer por parte do segundo país mais populoso do mundo.
Fontes do Central Bureau of Investigation (CBI, o órgão responsável por investigações criminais de âmbito federal na Índia) ouvidas pela agência local "PTI" indicaram que funcionários do Ministério da Defesa indiano estão sendo investigados sobre esta operação. O caso se refere à aquisição em 2008 de três aparelhos ERJ-145, no valor de US$ 208 milhões, feita pela Organização de Desenvolvimento e Pesquisa de Defesa (DRDO) para a vigilância aérea.
A investigação preliminar aconteceu depois que os dados e informações apresentados para o CBI se mostraram pouco consistentes para abrir um "caso regular", de acordo com a própria legislação do organismo.
De acordo com o jornal "The Hindu", um comitê formado pela DRDO e pela Força Aérea escolheu a Embraer para as compras após avaliar muitas opções. O DRDO pediu uma explicação da Embraer sobre a situação e o Ministério da Defesa indiano pediu também ao Ministério das Relações Exteriores da Índia que acompanhe o assunto através das missões diplomáticas nos países envolvidos.

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


Novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz só ficará pronto no segundo semestre de 2019


Moacir Pereira

Na melhor das hipóteses e se não surgirem novos óbices, o novo terminal do aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis só ficará pronto no segundo semestre de 2019. Este é o cronograma anunciado pelo diretor da Secretaria de Aviação Civil, Antonio Espósito Neto, durante palestra na Câmara de Transporte e Logística da Fiesc. O edital do leilão para concessão deve ser publicado dentro de 30 dias. Mais 100 dias para o leilão, outros 45 para assinatura do contrato e 26 meses para execução do projeto.

REVISTA ISTO É


Chile retirará seus capacetes azuis do Haiti após 13 anos em missão de paz


Afp

ImagemO Chile retirará em 2017 seus capacetes azuis que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) após 13 anos de colaboração, e enviará estas tropas a outras operações de paz.
A presidente chilena, Michelle Bachelet, decidiu pela retirada das tropas a partir do próximo abril, a qual demorará entre três e seis meses, informou o ministro da Defesa, José Antonio Gómez, em declarações divulgadas neste sábado pelo jornal El Mercurio.
“Esta decisão já foi comunicada oficialmente às Nações Unidas, portanto, já demos a ordem de retirada”, informou Gómez.
O Chile foi um dos primeiros países a atender ao chamado da ONU para enviar capacetes azuis para pacificar o Haiti após a queda do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, em 2004.
As Forças Armadas chilenas têm atualmente cerca de 340 oficiais em campo, mais 47 pilotando helicópteros, 11 oficiais policiais e 5 oficiais no quartel general da Minustah, os quais serão transferidos a outros países.
“Hoje temos oficiais na República Centro-Africana; para aumentar nossa colaboração estamos conversando com a Argentina para levar uma companhia de engenheiros conjunta”, explicou Gómez.
A ONU espera que o Haiti continue se estabilizando paulatinamente em termos sociais e políticos para retirar os mais de 2.300 capacetes azuis que se encontram lá e substituí-los por policiais.
JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


O ajuste fiscal e a vontade de quebrar o mastro civilizacional

Autor, que participou de Seminário Ilustríssima-FGV Direito (8/9), advoga contra a proposta do governo Temer de alterar garantias constitucionais de financiamento para a educação e a saúde. A Constituição seria vista como um entrave pelos reformadores, não como um conjunto de limites necessário às suas decisões.

Salomão Barros Ximenes

É na crise que o reconhecimento formal dos direitos fundamentais assume seu integral sentido, seu propósito constitucional. Porém, não é incomum, nem exclusivo da periferia mundial, a quebra de pactos básicos de convivência em tais contextos.
Os Estados Unidos, por exemplo, sucumbiram. O país ícone do liberalismo político respondeu aos ataques terroristas com massiva violação da privacidade de seus cidadãos, tortura como procedimento padrão de investigação e prisões em áreas de exclusão jurisdicional. Difícil imaginar qual valor "fundante", qual direito fundamental não foi radicalmente subvertido em nome de um único discurso dominante. Tudo em prol de uma racionalidade imediata, utilitarista, a provocar fraturas de difícil reparação.
Há um paralelo com a situação brasileira. Estamos por aqui à beira de também enveredar rumo à descaracterização dos direitos que nos definem como sociedade política, com três agravantes.
Primeiro porque no Brasil, distintamente, o foco são os direitos sociais, especificamente as garantias constitucionais desses direitos: seu financiamento. O pacto social de 1988 é característico do Estado Social. A ideia é tão simples quanto significativa: assegurar o progresso social e econômico das classes populares ao mesmo tempo em que se preserva o sistema capitalista de mercado.
Com tais pressupostos, o pacto básico não estaria imune aos conflitos distributivos. Assim, em tempo de expansão, todos ganham, em tempos de retração, todos perdem, ainda que perdas e ganhos sejam assimetricamente distribuídos. Como condição de integração, há direitos sociais básicos que devem ser preservados em quaisquer dos cenários.
O novo regime fiscal significaria uma moratória sobre esse pacto fundante. A PEC 241, que avança rapidamente no Congresso sob o patrocínio de Michel Temer e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, determina a estagnação das despesas primárias do Orçamento Federal por nada menos que 20 anos (excluídas despesas financeiras e repasses obrigatórios aos entes federados). Retira, assim, dos próximos cinco presidentes seu principal instrumento, o orçamento público –e suspende as chamadas vinculações constitucionais para a educação e a saúde.
Ainda que a PEC não proíba remanejamentos internos ao orçamento estagnado, na prática, põe esses direitos difusos no mesmo ringue de pesos-pesados como o Judiciário, o Legislativo e os militares, para ficar nesses exemplos.
Não é difícil presumir quem ganhará a luta por recursos escassos. Em pé de igualdade jurídica, sem a proteção das vinculações constitucionais, estudantes, professores, profissionais de saúde e doentes perderão feio a briga contra juízes, promotores, deputados e quadros das Forças Armadas. Até as projeções otimistas, baseadas na manutenção do patamar atual de gasto, anunciam o desastre.
Não é inédita nossa iminente tragédia, sabemos bem o quanto custa retomar um pacto constitucional aceitável aos diversos campos sociais com interesses distintos e comumente contraditórios. A segunda agravante, portanto, é que, diferentemente da estabilidade constitucional estadunidense, novamente estamos a um passo de mais uma descaracterização constitucional, em curtíssimo espaço de tempo.
A história das vinculações constitucionais de recursos para a educação é intimamente ligada a avanços democráticos. Surgiu na Constituição de 1934 por influência direta daquele que é o mais rico, plural e influente movimento em defesa da educação de nossa história, a Escola Nova de Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e Cecília Meireles, dentre tantos.
O propósito era assegurar recursos em fluxo contínuo à educação, dados o atraso educacional brasileiro e a natureza das políticas públicas nesse campo, que requerem continuidade ao longo de gerações para produção de resultados duradouros. Em 1937, a constituição autoritária outorgada por Getúlio Vargas eliminou tal vinculação. Com a redemocratização, o propósito escolanovista retorna ao patamar temporariamente perdido na Constituição de 1946.
O ciclo se repete em 1967, quando a ditadura cívico-militar impõe nova exclusão. Em 1983, a chamada Emenda Calmon é uma aclamada marca de redemocratização, ao reestabelecer na constituição a vinculação para o ensino no Orçamento Federal. O patamar é elevado a 18% da receita líquida de impostos (algo em torno de 4% do Orçamento total da União nos últimos anos), estágio em que se encontra atualmente.
A história diz que assegurar recursos mínimos para a educação na constituição é conquista democrática. A proposta de Temer, ao contrário, quer fechar um novo ciclo, colocando-o ao lado dos autoritários do passado. Nesse ponto articula-se a terceira agravante.
Há fundadas dúvidas quanto ao grau de legitimidade política do governo que impulsiona essa radical revisão. Ainda que não se considere a polêmica caracterização do processo que o levou ao poder, é certo que a agenda Temer inova em matéria que compõe o próprio cerne da disputa eleitoral e do voto, a concepção de Estado e de políticas públicas.
Mas isso não é um problema para o governo e seus apoiadores. Sob o enfoque governista, a ausência de referendo eleitoral é, na crua realidade, uma oportunidade sem igual de atacar o problema do crescimento e da crise fiscal com base nos pressupostos dos economistas afins, sem necessidade de discutir e projetar alternativas. Desvinculados de qualquer constrangimento eleitoral, o governo e seus apoiadores estariam livres para adotar as medidas amargas. Sequer seriam medidas impopulares; mais correto chamá-las apopulares.
Assim, o sucesso dessa iniciativa do constitucionalista Temer ironicamente depende de sua capacidade de neutralizar o direito. Não o direito vulgar dos códigos e portarias, que está em toda parte, mas o direito constitucional. Não qualquer direito constitucional, mas sua versão mais nobre, composta pelos limites materiais e procedimentais que se vinculam aos direitos e garantias fundamentais.
Tratam-se de cláusulas rígidas, que não podem ser alteradas em favor de uma menor proteção e sobre as quais não pode se omitir o Estado. Há aí o que o jurista italiano Luigi Ferrajoli caracteriza como uma "esfera do indecidível".

FASCÍNIO
O filósofo norueguês Jon Elster recorre a uma conhecida passagem da literatura clássica para explicar o significado da rigidez constitucional no campo dos direitos fundamentais. O herói Ulisses, da "Odisseia", determina voluntariamente que o amarrem ao mastro da embarcação e tapem os ouvidos com cera para que não sucumba ao mortal canto de duas sereias, cujo fascínio é imediato. "Se eu insistir convosco para que me solteis, apertai-me, então, com laços mais numerosos" (livro 12).
A constitucionalização dos direitos fundamentais, sejam civis, políticos ou sociais, visa protegê-los em caráter permanente. É esperado que contrafluxos políticos e econômicos tencionem tal permanência. É justamente nesses momentos que o direito constitucional é posto à prova. É da natureza das metas de longo prazo, principalmente em contextos de crise, serem confrontadas por maiorias políticas ávidas por ganhos imediatos e entorpecidas pelo medo da perda de vantagens e privilégios. Produz-se assim uma hegemonia míope que, desgarrada dos pactos de longo prazo, deixa de perceber o sentido do direito e da constituição.
Neutralizar o direito também passa por suspender as alternativas de reformas econômicas que, diferentes do novo regime proposto na PEC 241, estariam em conformidade com os objetivos declarados da Constituição. A questão que se coloca é saber por que, sendo controverso o debate técnico-científico sobre as melhores soluções econômicas e sendo evidentes aquelas que de cara vão na contramão do direito constitucional, opta-se por estas, com radicalidade e sem qualquer consideração sobre a tragédia social e econômica de longo prazo que anunciam.
Chega a ser medíocre a proposta de um limite global e de cortes orçamentários horizontais. Por que só os gastos primários, excluídas as despesas financeiras com endividamento e operações cambiais? Por que não uma reforma tributária de caráter distributivo que corrija distorções, tributando razoavelmente renda e propriedade e minimizando a tributação do consumo de massas? Por que tratar como se fossem iguais carreiras notoriamente privilegiadas e servidores com baixo salário relativo? Por que não se elevar o investimento em educação como forma de sair da crise e criar bases para o desenvolvimento em uma economia complexa?
Não há debate sobre alternativas porque a Constituição é vista como um entrave pelos reformadores, não como um conjunto de limites necessários às suas decisões. Assim, antes mesmo de reformada, já aparenta descartada. Resta saber qual a capacidade de resistência do Legislativo e dos órgãos jurisdicionais de controle cuja tarefa é preservar o propósito constitucional. Estarão eles alienados de suas funções e entorpecidos sob o canto das sereias ou amarrados ao mastro do projeto de civilização que é o Estado Social?
JORNAL DO BRASIL


Órgão de doador do Mato Grosso salva vida de jovem no Rio

Custeada pelo SUS, cirurgia foi realizada no Hospital São Francisco de Assis

Internada em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Francisco de Assis (HSFA), uma jovem de 19 anos teve a vida salva por uma doação de órgãos ocorrida no estado do Mato Grosso. O procedimento para o transplante de fígado, realizado pela equipe médica da unidade filantrópica durante a madrugada de quarta-feira (14/9), era a última esperança para a recuperação da paciente, que desenvolveu uma hepatite fulminante. O órgão doado veio para o Rio em um avião disponibilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
– São momentos como este que fazem todo o esforço valer a pena. Nossa preocupação será sempre garantir a assistência aos nossos pacientes. Agora, com foco totalmente voltado para os transplantes, certamente daremos continuidade à nossa missão, que é salvar vidas – contou Frei Paulo, responsável pela unidade.
A cirurgia foi considerada bem-sucedida pelos médicos. A paciente, que segue internada no CTI, está em observação e se recupera bem. Este foi o sétimo procedimento realizado pelo hospital, após a mudança de gestão pela qual passou. Atualmente credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade recebe agora recursos específicos para transplantes e está focando sua atuação exclusivamente na realização deste tipo de procedimento.
– Só nos últimos dias, tivemos quatro transplantes renais e outros dois transplantes hepáticos, além deste, que contou com o ato solidário de um doador de outro estado – afirmou o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.
Novo modelo traz maior estabilidade
Desde o início do ano, o Hospital São Francisco de Assis já realizou 97 transplantes renais e outros 42 hepáticos. A unidade, recentemente, vivenciou um processo de migração em seu modelo de gestão, passando da administração por Organização Social de Saúde para o credenciamento SUS.
A decisão vai garantir maior estabilidade para o hospital, fazendo com que os recursos sejam repassados por procedimento realizado, com aplicação obrigatória em cirurgias de transplante.
– A mudança de gestão foi importante para garantir a estabilidade que este tipo de procedimento precisa. Ao se credenciar ao SUS, a unidade passa a receber por procedimento realizado, diretamente do governo federal. Neste momento de crise econômica, teremos uma economia de cerca de R$ 78 milhões por ano, sem comprometer o acesso dos pacientes. Isso representa maior eficiência na utilização de recursos públicos – disse o secretário de Saúde.
OUTRAS MÍDIAS


BHAZ (BLOG)


Helicóptero cai em Contagem e deixa duas pessoas feridas

ImagemA instrutora de voo que chegou a ser atendida no Hospital de Pronto Socorro João XXIII após a queda de um helicóptero em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, recebeu alta durante a madrugada deste sábado (17). Fernanda Polesca, de 28 anos, estava acompanhada de um aluno quando ocorreu o acidente nas proximidades da avenida vereador Joaquim Costa, no bairro Campina Verde, próximo à portaria do Palácio dos Leilões. A aeronave – Cabri G2 (PR-EFC) – apresentou problemas logo após decolar do pátio da EFAI (Escola de Aviação Civil).
“Sem ganhar altura como esperado, a instrutora assumiu os comandos. A aeronave, no entanto, apresentou uma queda de rotação e, em seguida, entrou em giro pela esquerda vindo a colidir com algumas árvores antes de atingir o solo”, informou a empresa por meio de nota.
A direção da EFAI ainda ressaltou que o helicóptero sofreu danos graves, mas, devido às suas características anti-crash, foi capaz de proteger a integridade física dos ocupantes. Fernanda e o aluno Pedro Moraes, de 29 anos, conseguiram sair da aeronave logo após a queda. Os dois tiveram ferimentos leves.
A instrutora foi levada para o HPS João XXIII pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros. Ela sofreu um corte na cabeça e luxação na mão esquerda. Fernanda é bacharel em Ciências Aeronáuticas e atua como piloto desde 2008, acumulando aproximadamente 1.200 horas de voo.
Já Pedro seguiu para um hospital particular de BH para fazer exames complementares após ser liberado pela equipe médica que realizou o atendimento inicial. O aluno acumula cerca de 90 horas de voo.
“O Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA III foi informado [sobre o acidente] e acionou um oficial do CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) para efetuar a ação inicial no local do acidente, atividade que deverá ser realizada na manhã deste sábado. A EFAI providenciou a guarda do local como forma de preservar indícios que certamente irão auxiliar na investigação”, destacou o comunicado divulgado pela empresa.

JORNAL METROPOLES (BSB)


Vida nova e esperança para quem recebe um coração novo

Caroline Bchara

Conheça histórias de pessoas que passaram por um transplante no DF. Depois de São Paulo, a capital registra o maior número de cirurgias cardíacas. A mais recente é a de Dinalva Gomes, feita neste sábado (17/9). Ela precisa de sangue
A saga de Dinalva Gomes, 39 anos, para chegar ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) na última semana comoveu os brasilienses. A moradora de Ceilândia, que estava na fila de espera para ganhar um novo coração, recebeu uma ligação do hospital para fazer o transplante. Ela contou com ajuda do Serviço Móvel de Urgência (Samu) e venceu o engarrafamento no trânsito. No entanto, após passar por exames, não pôde passar pelo procedimento. Na madrugada deste sábado (17/9), Dinalva, finalmente, conseguiu um novo coração. Só que ainda precisa de ajuda: desta vez, de doação de sangue.
Histórias como a de Dinalva dão o tom da rotina da equipe de transplantes do ICDF, que faz cirurgias cardíacas desde 2009 e dá uma nova chance a muitos que já haviam desistido de lutar. Em números absolutos, São Paulo é a unidade da Federação que mais faz transplantes de coração. Foram 61 procedimentos do tipo entre janeiro e junho deste ano. No entanto, o Distrito Federal – vice-líder nacional, com 19 transplantes no período – está em primeiro lugar quando o quesito é analisado proporcionalmente à população local: são 13 por cada grupo milhão de pessoas. Os dados constam no Registro Brasileiro de Transplantes.
Uma das beneficiadas em 2016 foi a agricultora Ivone Bocorni, 55. Ela, que sofria com um problema hereditário, entrava e saía constantemente de hospitais havia cinco anos. O coração novo chegou há pouco menos de um mês. “Eu estava morrendo. Passei dois meses no hospital só à base de medicação. O meu coração estava tão debilitado que nada mais funcionava direito. Tive uma nova chance e ela é maravilhosa. Estou lutando por tudo o que recebi”, disse, emocionada, ao Metrópoles.Nascida em Santo Cristo (RS) e criada no Paraná, Ivone conta que o problema cardíaco vem de família. “O meu pai tinha, uma das minhas irmãs morreu de infarto fulminante aos 31 anos e outra ainda luta com o problema. Eu estou muito bem agora. Em recuperação, mas fazendo tudo o que os médicos mandam para que tudo corra da melhor forma possível”. Ansiosa para retomar as atividades normais, não vê a hora de voltar a caminhar: “Sempre fui muito ativa”, garante.
Prioridade nacional
A aposentada Elaine Gomes, 39, conhece bem a sensação de ver o coração falhar. Portadora da Doença de Chagas, ela viu sua condição piorar ao longo dos 11 anos em que viveu com o parasita. O diagnóstico é o mesmo que levou os pais a óbito. De paciente de ambulatório, chegou ao topo da lista de espera nacional. Sofreu com arritmias e bradicardia antes de ter os primeiros sintomas da insuficiência cardíaca.
“Durante as crises de insuficiência, eu passava uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tomar uma medicação e fortalecer o coração. Fui hospitalizada diversas vezes por conta disso. O problema é que chegou um momento em que os remédios pararam de fazer efeito”, relatou Elaine.
Em janeiro do ano passado, Elaine foi diagnosticada com caquexia cardíaca – condição em que observa-se a perda da massa muscular, com consequente prejuízo da mobilidade e da capacidade funcional do paciente. “Meu coração passou a inibir a fome para não gastar energia. Com isso, emagreci 12kg”, relembrou.
Ela conta que a nova condição agravou seu estado e a deixou ainda mais debilitada. Em agosto de 2015, recebeu a orientação do médico para fazer o transplante. Dois meses depois, já era a primeira da lista de espera em todo o país.
O novo coração chegou após poucos dias. “O que mais me emocionou foi sentir o sangue circulando no meu corpo, porque eu não sentia isso. Me emocionei quando vi meu tornozelo pulsar”, contou a aposentada com os olhos cheios de lágrima. “Independente de religião, acho que a fé cura. O meu lema foi esse. E está dando tudo certo”, finalizou.
Os critérios para a seleção de receptores são mais minuciosos do que se imagina. Além de ter o tipo sanguíneo, a altura e o peso compatíveis com o do doador, o paciente que recebe o coração deve realizar exames específicos de contagem de anticorpos e assim reduzir ao máximo as chances de rejeição ao órgão.
“Por isso, o padrão é chamarmos os três primeiros pacientes do ranking que sejam compatíveis com o doador. Às vezes, todos têm o mesmo tipo sanguíneo, altura e peso, mas o filtro mais fino detecta que um tem menos chances de rejeição que o outro – e não necessariamente será o primeiro da fila. Avaliamos tudo isso para ter o maior índice de sucesso possível”, explica Núbia Welerson Vieira, superintendente do ICDF. Foi o caso de Dinalva. “Ela era uma das possíveis candidatas e, após os testes, vimos que o órgão era mais adequado para um outro paciente”, afirma.
Atualmente, 12 pacientes aguardam na fila por um coração no Distrito Federal. A média mensal é de quatro transplantes na capital. “Por estarmos na região central, temos um raio maior de captação de órgãos. Com isso, conseguimos buscá-los com mais frequência e não dependemos somente da oferta de Brasília, o que reduz bastante o tempo do paciente na fila de espera”, diz a superintendente do ICDF.
Segundo a médica, o decreto que disponibiliza um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) exclusivamente para o transporte de órgãos, assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB) em junho, também facilitou bastante o trabalho. “As empresas comerciais e a própria FAB já eram parceiros nossos. Mas como alguns órgãos – como o coração – têm uma vida útil mais curta fora do corpo, é importante ter essa possibilidade de transporte imediato”, conclui Núbia.
Os transplantes só são feitos após a constatação da morte encefálica do paciente doador, que leva 16 horas. É importante ressaltar que não é possível doar em caso de falência de órgãos, somente se todos eles tiverem condições de ser ofertados. A única possibilidade de doação individual é quando se trata das córneas. Os outros órgãos devem ser doados juntos e podem beneficiar até seis pacientes.

PORTAL D24 AM


Esforço conjunto garante presença de urna nos lugares mais distantes

Só a ajuda de órgãos como as Forças Armadas e Correios darão a possibilidade de que eleitores de comunidades longínquas votem nestas eleições

Para garantir que todos os eleitores possam participar das eleições deste ano, a Justiça Eleitoral conta com a ajuda de parceiros, como as Forças Armadas, os Correios ou, ainda, empresas especializadas em transporte contratadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). No Amazonas, há, pelo menos, mil comunidades rurais. Destas, ao menos 50 serão atendidas por helicóptero ou avião nestas eleições. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em cidades como Itacoatiara, as urnas são transportadas por via terrestre, mas em São Gabriel da Cachoeira, por exemplo, as urnas só chegam de helicóptero. Neste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) vai contar com o apoio do 4º Batalhão de Aviação do Exército. Além disso, ainda serão contratados aviões de asa fixa, anfíbios, hidroaviões e Caravan, tudo para garantir o voto dos mais de 8 mil eleitores que vivem nessas localidades.
Outra preocupação da Justiça Eleitoral no Estado, segundo o TSE, é com a logística para o transporte das mídias de resultado dessas localidades de difícil acesso para o centro de apuração. Segundo informações do TRE-AM, nas áreas rurais, o transporte das mídias de resultado é feito em lanchas motorizadas (voadeiras) e em embarcações de maior porte onde é possível a navegação.
No caso de localidades atendidas por aeronaves, o transporte é feito por este veículo. O transporte das mídias de resultado é acompanhado de perto pela Polícia Militar ou pelo Exército, conforme o caso.

Pará
No Pará, por exemplo, pela complexidade da geografia do Estado, a urna só chega a algumas localidades após ser transportada por barco e avião. É o caso do município de Jacarecanga. Para chegar até lá, a urna eletrônica é transportada de avião até o município de Maués, no Amazonas. Depois segue de barco de volta ao Pará. Em Portel, no Marajó, as urnas são despachadas de barco na sexta-feira que antecede o dia da eleição para que cheguem a tempo aos locais de votação.
Para que toda essa logística funcione, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará tem contrato com uma transportadora. É ela a responsável por fazer com que as urnas cheguem as 330 localidades de difícil acesso do Estado.

Roraima
No Estado de Roraima, 240 pessoas estarão envolvidas na logística e gestão da distribuição das 1.390 urnas eletrônicas que vão ser usadas no pleito deste ano. De acordo com Fábio Barros, coordenador eleitoral na área de logística do TRE-RR, em 2016, serão investidos R$ 5,2 milhões nos 15 municípios do Estado para a realização do pleito. “Entre os custos principais está o transporte de urnas e materiais. A distribuição será feita por uma empresa, vencedora da licitação. Ela vai receber R$ 95,9 mil para distribuir as urnas na capital durante o primeiro turno”, esclarece.
Barros destaca que a logística das urnas na capital e no interior é feita de forma diferenciada. “Na capital, a logística será mais complicada, com 645 seções. No interior, para distribuir as 475 urnas, serão usados veículos do TRE ou veículos de órgãos parceiros que se coloquem à disposição das eleições. Também serão utilizados dois helicópteros do Exército para transporte aos locais de difícil acesso”, resume.

Amapá
No Amapá, o 34º Batalhão de Infantaria da Selva vai participar diretamente da logística das eleições, auxiliando na segurança e na distribuição das urnas eletrônicas nos 16 municípios do Estado, em especial no Oiapoque. “A ação do Exército no Oiapoque será no apoio logístico para transporte de mesários, urnas eletrônicas e equipamentos da sede do município para três localidades (Kamarumã, Kumenê e Vila Brasil), além da segurança dos locais de votação no centro e no cartório eleitoral”, afirmou o presidente do TRE-AP, desembargador Carlos Tork.


Leia também:









Receba as Últimas Notícias por e-mail, RSS,
Twitter ou Facebook


Entre aqui o seu endereço de e-mail:

___

Assine o RSS feed

Siga-nos no e

Dúvidas? Clique aqui




◄ Compartilhe esta notícia!

Bookmark and Share



Eventos






Publicidade






Recently Added

Recently Commented