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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 27/08/2016 / Praia Grande - Câmara aprova projeto que proíbe pouso e decolagem de asa-delta


Praia Grande - Câmara aprova projeto que proíbe pouso e decolagem de asa-delta ...


Aprovação foi em primeira discussão. Projeto precisa passar por outra votação e ser aprovado pelo prefeito ...

A Câmara de Vereadores de Praia Grande, no litoral de São Paulo, aprovou um projeto de lei que proíbe pousos e decolagens de asa-delta e paramotores em toda extensão da cidade. A aprovação foi em primeira discussão.

De acordo com a Câmara de Praia Grande, o texto proíbe a operação de pousos e decolagens de asa-delta, parapentes e paramotores em Praia Grande. A orla da praia do município, em caso de aprovação definitiva, teria uma atenção especial de fiscalização.

A proposta votada prevê multas aos usuários dos aparelhos de voo. Segundo a câmara, o condutor ou proprietário do equipamento que for flagrado na ação terá que pagar R$ 5 mil. O valor pode ser dobrado em caso de reincidência.

A fiscalização ficará a cargo da Guarda Civil Municipal e dos Agentes de Trânsito.

 A única exceção é se houver autorização da Aeronáutica e se atender a todas as normas de segurança da área.

Para a lei entrar em vigor, a lei precisa ser aprovada em segunda discussão e sancionada pelo Executivo.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Há décadas, céu de Campo Grande é cenário favorito do "homem do tempo"

Profissional reúne muitas histórias e diz: natureza não dá segunda chance. Meteorologista conta que ouve perguntas sobre clima em todos lugares.

Graziela Rezende - Do G1 Ms

Chuva. Sol. Calor. Rajadas de vento. Altas temperaturas. Massa de ar seco. O céu da capital sul-mato-grossense, mesmo tão distante e que nos parece incógnita, é de longe o cenário preferido e instrumento de trabalho do meteorologista Natálio Abrahão, de 69 anos. E é naquela imensidão do azul que ele olha todos os dias e alerta os campo-grandenses sobre os fenômenos climáticos. O profissional é um dos poucos a fazer este trabalho e, por isso, do supermercado à fila do banco, ouve a pergunta: "Qual a previsão do tempo para hoje?"
Imagem"Realmente o céu é o meu cenário predileto e aonde estou as pessoas perguntam sobre chuvas, sol, frio, calor. Por conta disso, fui apelidado de o homem do tempo. Com a maturidade a gente aprende que isto é um reconhecimento e por isso procuro sempre dar atenção às pessoas. E é muito bacana ter esse reconhecimento. Vejo que até as minhas netas percebem e falam: nossa vô, todo mundo te conhece", afirmou ao G1 o meteorologista.

Atualmente, "Seu Natálio", como muitas pessoas o chamam, atua como professor universitário. São ao todo três faculdades, além do título de cidadão campograndense. Na Força Aérea Brasileira (FAB), ele finalizou a carreira como suboficial, sendo hoje primeiro-tenente da reserva.
"Lá eu tive a formação como meteorologista, na Escola de Especialistas de Aeronáutica [EEAEr]. É um curso reconhecido de tecnologia, de nível superior, que depois me deu a oportunidade de fazer especializações e mestrado", comentou.
Na década de 1980 a 2000, o meteorologista trabalhou em Recife, Belém, Aquidauana, Campo Grande e Ponta Porã. "Foi neste período que eu tive um grande aprendizado e constatei que a natureza não brinca conosco, é um trabalho muito sério, que envolve vidas e não dá uma segunda chance. Falo isso porque dei autorização para a vinda de um voo de Presidente Prudente a Ponta Porã, via fone, sendo que fui traído pelo tempo", contou Abrahão.
Na ocasião, março de 2001, ele conta que repassava as condições climáticas ao piloto do avião. "Ele estava a caminho, quando o tempo se agravou e veio um nevoeiro enorme, fechando o aeroporto de Ponta Porã. Assim que entrou na região, o piloto deixou gravado que retornaria ao município e falou que seria devido ao tempo e as nossas informações. Tudo ficou gravado e senti uma responsabilidade enorme até eles pousarem", relembrou o meteorologista.

De acordo com Natálio, a previsão não deve cometer erros. "Eu acordo todos os dias e penso que temos a responsabilidade de acertar a previsão. Errar não deve fazer parte do nosso vocabulário, principalmente porque sei que algum agricultor comprou insumos, sementes e precisa ver as condições do tempo para trabalhar. Além do lucro, ele quer ter a satisfação do dever cumprido", avaliou.
Em seu dia a dia, o bom relacionamento ocorre também com os alunos e jornalistas. "Eu mantenho esse contato e contabilizei que, até o ano de 2013, 802 estagiários tinham passado por mim, alguns inclusive já faleceram. Tenho muitas histórias em Campo Grande, pois estava aqui nos dias recordes, em que houve menor e maior temperatura", disse emocionado.
Entre as memórias, o professor conta que fez o relatório do momento em que ocorria um jogo do Campeonato Brasileiro, entre Operário e Vasco, no Morenão, quando um ruído e um objeto estranho assustaram os presentes. "Foi no dia 6 de março de 1982. Eu estava na torre de controle do aeroporto e, de repente, começou um ruído estranho. Tinha um objeto não identificado e as pessoas falavam em disco voador. Nós não podíamos usar estes termos, mas tudo o que aconteceu está em um relatório oficial. Estas são algumas das memórias que carrego comigo", finalizou o meteorologista.

Câmara aprova projeto que proíbe pouso e decolagem de asa-delta

Aprovação foi em primeira discussão. Projeto precisa passar por outra votação e se aprovado pelo prefeito.

A Câmara de Vereadores de Praia Grande, no litoral de São Paulo, aprovou um projeto de lei que proíbe pousos e decolagens de asa-delta e paramotores em toda extensão da cidade. A aprovação foi em primeira discussão.
De acordo com a Câmara de Praia Grande, o texto proíbe a operação de pousos e decolagens de asa-delta, parapentes e paramotores em Praia Grande. A orla da praia do município, em caso de aprovação definitiva, teria uma atenção especial de fiscalização.
A proposta votada prevê multas aos usuários dos aparelhos de voo. Segundo a câmara, o condutor ou proprietário do equipamento que for flagrado na ação terá que pagar R$ 5 mil. O valor pode ser dobrado em caso de reincidência.
A fiscalização ficará a cargo da Guarda Civil Municipal e dos Agentes de Trânsito. A única exceção é se houver autorização da Aeronáutica e se atender a todas as normas de segurança da área.
Para a lei entrar em vigor, a lei precisa ser aprovada em segunda discussão e sancionada pelo Executivo.



Incêndio atinge área verde do CTA em São José dos Campos, SP

Fumaça chamou a atenção de moradores da região nesta sexta (26). Pousos e decolagens foram suspensos temporariamente no aeroporto.

Um incêndio atingiu uma área verde do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CTA ) em São José dos Campos (SP) na tarde desta sexta-feira (26). A fumaça chamou a atenção de moradores da região.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a causa do incêndio deve ser investigada. Duas equipes da corporação trabalharam no combate às chamas, que levaram cerca de 1h30 para serem apagadas. O fogo chegou próximo à marginal da Dutra.
O aeroporto da cidade, vizinho ao local do incêndio, teve as atividades de pouso e decolagem temporariamente suspensas por cerca de uma hora. A operação foi retomada às 15h30.

OUTRAS MÍDIAS


REDE TV - MARIANA GODOY ENTREVISTA


"Sou contra a escola sem partidos", diz ministro da Educação Mendonça Filho

O Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (26) recebeu o ministro da Educação Mendonça Filho e o ginasta medalhista olímpico na Rio 2016 Arthur Nory.
O pernambucano José Mendonça Bezerra Filho nasceu em Recife, mas foi criado na cidade de Belo Jardim, ambas no estado de Pernambuco. Formado em administração de empresas, Mendonça Filho entrou para a vida pública aos 20 anos de idade. Em seu currículo há mandatos como deputado, exercício no cargo de secretário de Estado e, ainda, dois exercícios como vice-governador de Pernambuco durante as gestões de Jarbas Vasconcelos. 
O ministro da Educação começou o programa justificando a sua indicação para a pasta: "Primeiro, eu tenho uma vida pública longa. Fui deputado estadual e secretário de Estado muito jovem. Tive uma vida com grande experiência como vice-governador e governador do estado de Pernambuco. Em termos de gestão pública, a minha trajetória é vitoriosa".
Para participar do debate, o programa recebeu, também, dois alunos medalhistas na Olimpíada Internacional de Química: Victor Gomes Pires e Pedro Seber e Silva. "Nós somos do colégio Etapa, em São Paulo", disse um dos garotos, o que serviu de gancho para alertar que são alunos do ensino particular. O ensino público, que recebe críticas constantes pois estaria decaindo ano após ano, também foi objeto de apreciação de Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação.
Diante da convidada, o ministro ressaltou a importância do professor no processo educativo no país: "Eu diria que é vital. Para ter uma educação de qualidade, você precisa valorizar professores e prepará-los para a tarefa nobre que é educar. A gente tem a missão, dentro do MEC, de formar e preparar professores com estados e municípios".
Para Mendonça Filho, "a distância infelizmente hoje, ainda, entre a educação privada e a educação pública é muito significativa". Ele admitiu que houve uma universalização da educação, mas evitou dar o crédito às gestões Lula e Dilma e preferiu direcionar os "louros" dessa conquista ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por outro lado, o pernambucano fez questão de criticar os governos do PT pela "falta de qualidade" do ensino. Segundo ele, o orçamento dstinado à pasta foi multiplicado por três nas gestões petistas, "mas o resultado não evoluiu na mesma proporção". Ele apontou alguns motivos que, sob o ponto de vista dele, justificariam essa afirmação.
O ministro admitiu que a educação no país está muito distante do que se pode considerar adequado: "É uma situação crítica e um desafio importante". Para ele, os países que alcançaram bons patamares de desenvolvimento o fizeram com o auxílio da educação.
Mendonça Filho não concordou com as acusações de que o governo Temer estaria cortando verbas da educação e rebateu: "Há uma imprecisão. Está errado dizer que o governo atual cortou recursos para a educação". Ele afirmou que havia uma decisão da presidente afastada Dilma Rousseff e de Aloizio Mercadante para cortar R$ 6.4 bilhões da pasta para contenção de gastos. Segundo o ministro, O presidente interino Michel Temer teria liberado, desse valor, cerca de R$ 4.7 bilhões o que, segundo Mendonça Filho, "possibiltou a retomada dos projetos". O ministro disse, ainda, que os programas oferecidos na gestão petista serão "reanalisados e redimensionados". Ele, no entanto, não admitiu que haverá encolhimento do Fies - e até garantiu que houve aumento do programa - e no ProUni.
Em sua primeira participação na dicussão de forma mais efetiva, Priscila Cruz citou três pontos que são, sob seu ponto de vista, fundamentais para a malhoria do ensino no país: A alfabetização, a reforma do ensino médio e a formação dos professores. Segundo ela, é "inadmissível que até os oito anos as crianças não estejam plenamente alfabetizadas". Sobre o ensino médio, ela garantiu que os resultados das crianças até o quinto ano têm melhorado e reforçou que é justamente na fase que precede o ensino superior que está o maior problema da educação no país. Sobre a formação de professores, Priscila observou que "metade dos professores do Brasil vão se aposentar nos próximos dez anos", o que deveria acender um sinal de alerta no ministério. Para que isso não se torne um grave problema em um curto espaço de tempo, ela foi enfática: "A gente precisa valorizar a carreira de docente, pagar melhor e colocar a educação no centro do desenvolvimento do país". Priscila Cruz apontou que os professores são, normalmente, os alunos que não estão entre os melhores durante a fase de formação: "Os bons alunos acabam não indo para essa carreira".
Ao ser questionado sobre como cumpriria os programas da educação sem vincular percentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Pré-Sal, o ministro explicou: "A gente tem uma vinculação constitucional de 18% da arrecadação de tributos federais e o compromisso do governo Temer de investir mais que o vinculado".
O ministro foi confrontado com a informação de que os valores repassados aos Institutos Federais retrocederiam aos praticados em 2012 e refutou essa afirmativa: "De forma nenhuma". "A dotação orçamentária para as Universidades Federais e Institutos Federais será mantida no custeio igual ao do ano de 2016. Estão confundindo dotação orçamentária com limite orçamentário", esbravejou Mendonça Filho.
O pernambucano admitiu já ter sido chamado de "golpista" por pertencer a um governo interino considerado, por boa parte do país, ilegítimo. Ele, entretanto, diminuiu a importância das ofensas. "Há uma minoria verborrágica, às vezes até agressiva e alguns poucos agem com a construção de teses que são insustentáveis".
Além de garantir que os aparelhos públicos federais não serão sucateados, o ministro falou sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e foi enfático sobre as metas: "O grande desafio é melhorar a qualidade, o desempenho da alfabetização do Brasil que, infelizmente, é muito baixa". Mendonça Filho reforçou a necessidade de um trabalho conjunto com municípios e estados antes de ressaltar que a "missão de alfabetizaar não é da União".
Priscila Cruz aproveitou a oportunidade para cobrar a participação da sociedade no processo educativo, mesmo que de forma simples: "É fácil falar que a educação é importante, mas a gente só consegue avaliar pelas ações, pelas atitudes", disse ela antes de prosseguir: "Eu vou citar uma atitude que é muito comum, mas por desconhecimento". Priscila citou, então, o hábito de alguns pais de falarem mal dos professores dos filhos dentro de casa e ressaltou que "infelizmente isso ainda é muito comum…" "...Quando a gente fala mal do professor do filho dentro de casa, a gente está cortando o vínculo e aí, no outro dia, ele vai aprender menos". Priscila recomendou, ainda, ao ministro, um "tripé" para valorizar a formação do professor e, consequentemente, a atratividade da profissão: investimento na carreira, investimento em formação inicial e investimento em formação continuada.
Para ratificar a informação de que os bons alunos não se sentem atraídos pela docência, os ganhadores de medalhas nas Olimpíadas Internacionais de Química disseram não ter o desejo de serem professores e foram além, disseram que não conhecem, entre os amigos, quem queira ser.
Sobre a necessidade de quadro técnico á frente do MEC, o ministro defendeu-se: "Ele está sendo tocado tecnicamente, eu tenho uma história de gestão pública, incluindo na área da educação…" "…O time que toca o MEC hoje é qualificado, preparado".
Mendonça Filho também comentou a suspensão do programa Ciência Sem Fronteiras e explicou o que o governo pretende mudar no envio de estudantes ao exterior. Ele disse que o governo seguirá investindo nos programas de pós-graduação, mas criticou os projetos que mandavam estudantes de graduação para fora do país e enfatizou: "O programa não teve supervisão, acompanhamento".
O político reforçou que a prioridade do governo é aprovar a reforma do ensino médio, ensino que ele classificou como "amplo no sentido de conteúdo" e "que tem uma distância grande da educação técnica". O ministro apontou ainda para a importância de uma base curricular nacional.
Sobre o "Escola Sem Partidos", o ministro opinou: "Sou contra a escola sem partido. Não dá pra estabelecer um tribunal de ideias dentro das escolas".
Além do ministro da educação, o programa Mariana Godoy Entrevista recebeu, também, o ginasta medalhista de bronze na Rio 2016 na prova do solo Arthur Nory.
O atleta disse estar muito feliz com o resultado nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e contou: "Era um sonho que eu tinha desde pequeno". Nory falou sobre a emoção de pisar a Vila Olímpica pela primeira vez: "Era tudo o que eu sempre sonhei". O ginasta reconheceu que o mais difícil havia sido chegar até ali.
Arthur Nory afirmou que nas competições de ginástica "é o psicológico que pesa mais", pois todos estão treinados em bem com seus corpos. Ele não concordou com uma ideia corrente que afirma que os brasileiros têm o lado psicológico mais frágil do que outros atletas, sobretudo de países como Alemanha e Japão, por exemplo: "É tudo trabalhado. A gente trabalha muito a cabeça, tem uma equipe multidisciplinar que ajuda a blindar". O ginasta contou que cada atleta tem seu jeito de se concentrar para as provas e contou como lida com a pressão: "Na hora em que estou no aparelho não tem plateia, não tem juiz".
Nory comentou o momento que está vivendo e o classificou como uma "ressaca pós-olimpíada". Ele, entretanto, disse já ter sentido o reconhecimento do público nas ruas. Questionado se já se cansou de exibir a medalha olímpica, o atleta foi direto: "Cansado? Não estou não!"
O ginasta disse que todos já tinham ideia de como seria competir no Brasil: "A gente já sabia como ia ser grande de torcida em casa. Para mim é muito bom ter a torcida a favor", reconheceu. Ele, entretanto, admitiu que não conseguir assistir a outros esportes, exceto pela televisão.
Engana-se quem acha que o menino está focado nas férias. Além de pensar no Campeonato Brasileiro da modalidade, que ocorre no final do ano, ele já tem uma nova meta: "No dia seguinte já estava pensando em Tóquio. Até dormi com a medalha. Em Tóquio eu quero outra e de outra cor", confessou.
Arthur Nory se mostrou surpreso com a fama repentina e foi humilde: "Não tô sabendo lidar ainda não". É nítido que se trata de um belo rapaz e, assediado constantemente por meninos e meninas, ele foi questionado se tem interesse em seguir alguma carreira na TV. Nory reforçou seu foco esportivo e descartou qualquer participação em programas de TV. Ele ainda avisou: "Eu quero mais duas olimpíadas, 2020 e 2024".
O atleta elogiou a iniciativa do Bolsa Pódio e o apoio das Forças Armadas, que têm investido em atletas de alto rendimento do país. Nory é terceiro-sargento da Aeronáutica e, por isso, prestou continência quando estava no pódio da Rio 2016. Ele disse que espera que o projeto seja mantido: "Espero que continue, agora que eu fui medalhista".
O ginasta contou o que foi fundamental para conquistar a medalha de bronze nos Jogos: "Foi a decisão de mudar minha série". Nory contou que pediu ao seu técnico essa alteração, para que arriscassem com uma série mais difícil. "isso foi o diferencial", disse antes de concluir: "Eu fui seguro de que ia fazer uma boa prova". Nory ainda elogiou seu técnico, Cristiano Albino: "Eu aprendi toda a ginástica com ele, eu cresci com ele".
Sobre estar preparado para as cobranças que virão com a conquista, ele se disse preparado: "Todo mundo vem cobrar, é uma coisa que a gente filtra. Só de estar em uma olimpíada já é muito difícil para o atleta". Ele ainda analteceu o feito de Arthur Zanetti, que ganhou a prata nas argolas e não perdeu o ouro, como parta da imprensa veiculou: "A gente sabia que se o grego acertasse a série era dele o ouro".
Arthur Nory se mostrou feliz por fazer parte da história da ginástica brasileira e contou os bastidores da espera pela competição, ao lado do companheiro de quarto na Vila Olímpica e rival de prova Diego Hypólito.
Sobre a vida sentimental, para alegria de admiradoras e admiradores, ele se mostrou tranquilo: "Eu estou namorando a minha medalha". Nory ainda elogiou o carinho das pessoas: "O carinho do fã é muito bom. Eu sou muito grato por todo mundo que torce, que apóia".
Em um momento de descontração, o menino revelou um segredo de bastidores: ele tem uma cueca da sorte e estava com ela na final olímpica! É do Mickey Mouse, em virtude de um sonho ainda não realizado: conhecer a Disney World, nos Estados Unidos.
Para finalizar, Arthur Nory aconselhou os novatos e disse que é preciso "amar o esporte, acreditar e sonhar" e confessou: "Eu sou sonhador, eu sempre sonho com tudo". O ginasta contou que tinha em seu armário as fotos de três ídolos do esporte: os ginastas Kohei Uchimura, do Japão, Fabian Hambüchen, da Alemanha, e Danell Leyva, dos EUA. No fim das contas, lá estava o menino brasileiro, dividindo os aparelhos com seus ídolos. Sonhar e treinar muito deu certo.

PORTAL SEGS (PA)


Aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira completa 40 anos

O Aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira, em Belém (PA), completa nesta terça-feira (30/8) 40 anos de operações. Localizado a quatro quilômetros do centro da capital paraense, e a apenas três quilômetros do Aeroporto Internacional Val-de-Cans, o terminal opera exclusivamente com aeronaves de pequeno porte da aviação geral.
Com capacidade para receber cerca de 600 mil passageiros ao ano, o terminal tem horário de funcionamento diário das 6h30 às 18h30. Conta com quatro hangares de aviação geral e três empresas de manutenção de aeronaves, instalados em mais de 920 mil metros quadrados do sítio aeroportuário. Este espaço abriga, ainda, desde 1937, o Aeroclube do Pará, destinado à formação de pilotos civis.
Atualmente, dez empresas de táxi aéreo ligam o terminal a municípios do Pará, bem como cidades de estados vizinhos. Os turistas que desembarcam no Aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira têm como principal destino a Ilha do Marajó - banhada pelo oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, sendo a maior ilha fluviomarinha do mundo - um dos mais importantes pontos turísticos da região.
Homenagem
O nome é uma homenagem ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Protásio Lopes de Oliveira, aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) e presidente da Infraero nos anos 80. O tenente Protásio teve uma vida dedicada ao trabalho na FAB, voltado ao processo de integração territorial e populacional do Norte do País, com foco na Amazônia brasileira. Após anos de uso militar, em 1976, o aeródromo foi aberto ao tráfego aéreo e uso público, sob a jurisdição do Departamento de Aviação Civil – DAC. Em outubro de 1980, o aeroporto passa a ser administrado pela Infraero.
Em 2015, foram registrados no terminal belenense 17.575 passageiros, entre operações de embarque e desembarque.

PORTAL AMBIENTE ENERGIA


Cemig testa aeronave não tripulada para monitoramento de linhas de transmissão

A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig está realizando testes com Veículo Aéreo Remotamente Pilotado – também conhecido como Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) – que deverá ser utilizado no monitoramento e nas inspeções aéreas preventivas das suas linhas de transmissão e de distribuição, assim como de outros ativos da empresa. A tecnologia vem sendo desenvolvida pela Cemig em parceria com a Fundação para Inovações Tecnológicas (FITec), e conta com recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com o engenheiro de tecnologia e normalização Maurício de Souza Abreu, da Cemig, a futura utilização dessas aeronaves não tripuladas deverá contribuir para a redução dos custos e dos riscos associados aos procedimentos de monitoramento e inspeção aérea da empresa, além de contribuir para uma maior eficiência operacional e confiabilidade no fornecimento de energia.
“Atualmente as inspeções são realizadas com a utilização de helicópteros tripulados que voam bem próximos às linhas. A utilização do Vant poderá contribuir, além da redução dos custos e riscos, com a ampliação da inspeção aérea das linhas e com a redução da periodicidade desse procedimento. Ainda poderá contribuir – caso seja autorizado futuramente pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) – com a realização de inspeções noturnas, o que é inviável atualmente com a utilização dos helicópteros tripulados”, afirmou o engenheiro.
Sem se restringir às inspeções para a detecção de problemas nas estruturas e cabos das linhas de transmissão e distribuição, a Cemig deverá utilizar o Vant para outros fins, como o monitoramento de possíveis invasões das faixas de servidão e acompanhamento do crescimento de vegetação próximo às linhas, além da visualização de erosões próximas às torres. Está prevista também a utilização da aeronave no monitoramento das bordas dos reservatórios das usinas contra invasões, no monitoramento das áreas ambientais da empresa e em diversas outras aplicações já identificadas dentro da empresa.
A entrada em operação do Vant depende de alguns ajustes finais nos testes – que estão sendo realizados na área rural de Lagoa da Prata – e da entrada em vigor da regulamentação para a utilização dessas aeronaves, que está em fase de aprovação pela ANAC. Atualmente, apenas estão autorizadas a voar os Vants utilizados para fins de pesquisa e desenvolvimento, que possuam o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE), emitido pela ANAC para cada aeronave e somente voos até a linha visada.
Pioneirismo
A Cemig foi a primeira empresa do setor elétrico a conseguir o CAVE para um Vant. Os testes atendem às recomendações dos órgãos responsáveis pelo controle da utilização dessas aeronaves. Além da autorização da ANAC, também foi necessária a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a utilização dos rádios e também do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do NOTAM (sigla em inglês para “Notice to Airmen”, ou aviso aos aeronavegantes) emitido para a área de testes.
O Vant
O modelo Cemig/FITec que está sendo testado tem 3,8 metros de envergadura e 1,7 metro de comprimento. Foi construído utilizando diferentes materiais, como fibra de vidro, fibra de carbono e aramida (fibra sintética conhecida pelo nome comercial kevlar). A aeronave pode atingir a velocidade máxima de 140 km/h e tem autonomia de voo de duas horas.



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