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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 28/07/2016 / Comissária mais velha do Brasil morre aos 88 anos

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Comissária mais velha do Brasil morre aos 88 anos ...


Felippe Constancio ...

Alice Editha Klausz, a maior comissária de bordo da história do Brasil, faleceu em 20/07, aos 88 anos. A ex-comissária da extinta Varig e a principal tripulante das rotas da FAB ao polo sul nos últimos 20 anos morreu no mesmo dia em que se comemora o aniversário de Santos Dumont, o 47° aniversário do primeiro pouso na Lua, e, coincidentemente, os dez anos do fim da Varig.

Em seus últimos anos de vida, Editha recebeu o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal, que dificilmente gradua integralmente sua longa e frutífera trajetória.

Sua história de 55 anos na aviação começou em 1954, quando, aos 26 anos, conquistou uma vaga no primeiro grupo de aeromoças da Varig. Filha de pai húngaro e mãe alemã, seu domínio de idiomas estrangeiros serviu de asas à carreira que teve ainda o impulso de uma graduação em Direito e Biblioteconomia.

Os conhecimentos em biblioteconomia, aliás, foram úteis nos serviços de comissária. Desde o início de suas atividades na aviação, suas anotações e critérios na sequência do serviço relacionados ao atendimento mostraram seu diferencial. O presidente da empresa, Rubem Berta, chegou a pedir que o primeiro Manual para Comissárias e Balconistas fosse confeccionado por ela.

Ainda em seus primeiros anos como comissária, Klausz foi enviada à Europa para fazer estágios em centros de formação. Antes de voltar ao País, fez uma viagem ao redor do mundo, sob supervisão da Swiss.

Arquivo

Em uma história de vida que se mistura à história de uma das maiores companhias aéreas que o Brasil já teve, Editha inaugurou vários voos da Varig em seus 35 anos na companhia, incluindo o primeiro da empresa a Nova York, na qual foi chefe de cabine em uma missão que durou 21 horas e passou por diversas cidades da América Latina.

Quando diretora da Escola de Comissários, a "Tia Alice" - como era carinhosamente chamada - formou mais de quatro mil comissários, atendendo também a vários presidentes, como Juscelino Kubistchek, João Goulart, Costa e Silva e Luis Inácio Lula da Silva.

Aposentada em 1989, Editha trabalhou por mais quase 20 anos na equipe do Programa Antártico Brasileiro, no deslocamento para a estação Comandante Ferraz, na Antártida, como responsável pelo serviço de bordo e atendimento. No entanto, seus ensinamentos nos serviços a bordo permaneceram entre os colegas da Varig, e, na opinião de amigos e colegas, influenciou também pilotos e administração.

Homenageada por colegas, Editha teve lembrado um dizer que expressa sua dedicação ao trabalho: "Ser exigente não era um capricho. Era um método. Melhor reparar em cada detalhe, pois é isso que o passageiro faz. Então, melhor corrigir tudo - ou quase tudo - antes que eles o façam".

Em seus últimos anos de vida, Editha vivia apenas com a aposentadoria que tinha direito pelo INSS, uma vez que sua aposentadoria suplementar do Aerus (Instituto de Previdência Complementar) foi perdido com a falência da Varig.

Confira aqui vídeo de Editha em seu oitavo voo a bordo de um Hércules (C130) da FAB rumo à base chilena Presidente Frey. Este era seu 156º voo à Antártida.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL A CRÍTICA (MS)


Comitê Olímpico confirma 145 atletas militares no Time Brasil

Quase um em cada três componentes é integrante das Forças Armadas

O Comitê Olímpico confirmou 145 atletas militares entre os 465 que compõem o Time Brasil que disputarão os Jogos Olímpicos Rio 2016. Com o número, o Ministério da Defesa ultrapassou sua meta em 45% - o objetivo inicial era ter 100 atletas do Programa de Alto Rendimento da Pasta.
“O fato de termos colocado 145 militares no Time Brasil, o que representa 30% dos nossos atletas, nos enche de orgulho principalmente porque superamos, com larga margem, a meta inicial. Agora, com a máquina adiante a toda força, vamos à conquista de nossas medalhas e dar a nossa contribuição para fazermos do Brasil uma Nação vitoriosa em todos os sentidos”, disse o diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zuccaro.
Os atletas soldados, sargentos e coronéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, têm como missão conquistar pelo menos 10 medalhas nas 27 modalidades que irão competir (64% dos esportes das Olimpíadas). As Forças Armadas estarão presentes nas disputas de atletismo, basquete feminino, ginástica artística, hipismo adestramento, hóquei sobre a grama, natação, judô, levantamento de peso, tiro esportivo, tiro com arco, taekwondo, vôlei de praia, maratona aquática, lutas, ciclismo pista, ciclismo estrada, handebol, vela, esgrima, boxe, remo, saltos ornamentais, nado sincronizado, canoagem slalom, badminton, triatlo e pentatlo moderno.

PORTAL PANROTAS


Comissária mais velha do Brasil morre aos 88 anos


Felippe Constancio

Alice Editha Klausz, a maior comissária de bordo da história do Brasil, faleceu na quarta-feira passada (20), aos 88 anos. A ex-comissária da extinta Varig e a principal tripulante das rotas da FAB ao polo sul nos últimos 20 anos morreu no mesmo dia em que se comemora o aniversário de Santos Dumont, o 47° aniversário do primeiro pouso na Lua, e, coincidentemente, os dez anos do fim da Varig.
ImagemEm seus últimos anos de vida, Editha recebeu o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal, que dificilmente gradua integralmente sua longa e frutífera trajetória.
Sua história de 55 anos na aviação começou em 1954, quando, aos 26 anos, conquistou uma vaga no primeiro grupo de aeromoças da Varig. Filha de pai húngaro e mãe alemã, seu domínio de idiomas estrangeiros serviu de asas à carreira que teve ainda o impulso de uma graduação em Direito e Biblioteconomia.
Os conhecimentos em biblioteconomia, aliás, foram úteis nos serviços de comissária. Desde o início de suas atividades na aviação, suas anotações e critérios na sequência do serviço relacionados ao atendimento mostraram seu diferencial. O presidente da empresa, Rubem Berta, chegou a pedir que o primeiro Manual para Comissárias e Balconistas fosse confeccionado por ela.
Ainda em seus primeiros anos como comissária, Klausz foi enviada à Europa para fazer estágios em centros de formação. Antes de voltar ao País, fez uma viagem ao redor do mundo, sob supervisão da Swiss.
Arquivo

Em uma história de vida que se mistura à história de uma das maiores companhias aéreas que o Brasil já teve, Editha inaugurou vários voos da Varig em seus 35 anos na companhia, incluindo o primeiro da empresa a Nova York, na qual foi chefe de cabine em uma missão que durou 21 horas e passou por diversas cidades da América Latina.
Quando diretora da Escola de Comissários, a "Tia Alice" - como era carinhosamente chamada - formou mais de quatro mil comissários, atendendo também a vários presidentes, como Juscelino Kubistchek, João Goulart, Costa e Silva e Luis Inácio Lula da Silva.
Aposentada em 1989, Editha trabalhou por mais quase 20 anos na equipe do Programa Antártico Brasileiro, no deslocamento para a estação Comandante Ferraz, na Antártida, como responsável pelo serviço de bordo e atendimento. No entanto, seus ensinamentos nos serviços a bordo permaneceram entre os colegas da Varig, e, na opinião de amigos e colegas, influenciou também pilotos e administração.
Homenageada por colegas, Editha teve lembrado um dizer que expressa sua dedicação ao trabalho: "Ser exigente não era um capricho. Era um método. Melhor reparar em cada detalhe, pois é isso que o passageiro faz. Então, melhor corrigir tudo - ou quase tudo - antes que eles o façam".
Em seus últimos anos de vida, Editha vivia apenas com a aposentadoria que tinha direito pelo INSS, uma vez que sua aposentadoria suplementar do Aerus (Instituto de Previdência Complementar) foi perdido com a falência da Varig.
Confira aqui vídeo de Editha em seu oitavo voo a bordo de um Hércules (C130) da FAB rumo à base chilena Presidente Frey. Este era seu 156º voo à Antártida.
PORTAL SPUTNIK BRASIL


Piloto da Marinha segue desaparecido após acidente entre aeronaves


A Marinha brasileira, com apoio do Corpo de Bombeiros, segue nesta quarta-feira (27) com as buscas pelo piloto que está desaparecido desde uma colisão no ar envolvendo dois caças AF-1B, durante treinamento para os Jogos Olímpicos realizado na terça-feira (26), na região dos Lagos, litoral do Rio de Janeiro.
Na hora da colisão o piloto teria acionado o botão de ejetar, mas a Marinha não confirma se ele conseguiu se ejetar e caiu no mar, ou se afundou com a aeronave na região de Saquarema.
O piloto do outro caça envolvido no acidente conseguiu pousar sem problemas na base localizada em São Pedro da Aldeia, também na região dos Lagos. 
Desde ontem (26), uma grande operação de busca está sendo realizada na região, que prosseguiu durante a noite e madrugada.
De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, as buscas estão concentradas na Praia de Jaconé, em Saquarema, e além das fragatas da Marinha, e do reforço do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, a operação de apoio conta com lanchas, helicópteros e mergulhadores do Grupamento de Buscas e Salvamento, mas até o momento o piloto ainda não foi localizado.
Navios-sonda da Marinha, com tecnologia mais avançada em rastreamento e localização no fundo do mar, estão sendo incorporados às buscas. A expectativa é a de que esses navios consigam dizer com mais precisão onde está a aeronave e também o piloto.
As causas do acidente também ainda não foram divulgadas pela Marinha.

A longa tarefa de militarização do Ártico russo está quase pronta


Rússia segue para fase final da construção de bases autônomas nas Terras de Francisco José e nas Ilhas da Nova Sibéria. Estima-se que até o fim do ano já estarão prontas, comunicou na quarta-feira (27), Sergei Shoigu.
"Este ano, vamos concluir a construção das únicas vilas militares fechadas nos arquipélagos de Francisco José e Ilhas da Nova Sibéria", disse Shoigu durante reunião ministerial.
O ministro da defesa da Rússia disse que os militares estavam construindo pistas de pouso e estações de monitoramento nos postos avançados do Ártico para o melhoramento da defesa aérea nacional.
Os arquipélagos da Rússia estendem-se por centenas de quilômetros ao longo do litoral noroeste da Rússia nos mares de Barents e Kara, bem como nos territórios marítimos do Extremo Oriente entre o mar de Laptev e o Mar Siberiano Oriental.

PORTAL G-1


Empresas apresentam propostas para gerenciar aeroporto de Itanhaém, SP

Escolhida também vai cuidar de outros 4 aeroportos do Estado. Documentos foram apresentados na terça durante reunião na Artesp.

Orion Pires

Duas empresas interessadas em gerenciar os cinco aeroportos regionais paulistas, incluindo o aeroporto de Itanhaém, no litoral de São Paulo, apresentaram propostas de concessão, durante reunião realizada na última terça-feira (26), na capital paulista. O próximo passo será a abertura dos envelopes contento as propostas econômicas, etapa que deve ocorrer em até dez dias.
Segundo o edital, será vencedora a empresa que apresentar o maior valor de contribuição fixa. Como se trata de um pacote de concessão, a empresa escolhida também será a responsável pelas operações nos outros quatro aeroportos do Estado: Ubatuba, Jundiaí, Campinas (Amarais) e Bragança Paulista.
Após o encontro na sede da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itanhaém, Eliseu Braga Chagas, disse que conversou com representantes das companhias interessadas e está esperançoso.
"Soube que cerca de 11 empresas demonstraram interesse no edital e duas delas confiraram propostas. Falei com esses futuros investidores e eles acreditam que Itanhaém tenha uma posição estratégica e, por já operar com na aviação executiva e ter essa proximidade com o pré-sal, o nosso aeroporto seja um dos destaques", comemora Chagas.
Apresentaram propostas as empresas "Gran Petro Distribuidora de Combustíveis" e "GWI Empreendimentos Imobiliários".
Os investimentos previstos para todos os aeroportos incluem obras, adequação, operação, equipagem e manutenção, além de melhorias nos sistemas de pistas, pátios, sinalização, reforma nos terminais de passageiros e ampliações na infraestrutura dos hangares.
"Nós fizemos alterações importantes no nosso Plano Diretor, que favorecem expansão para áreas industriais, transporte e logística. O aeroporto de Itanhaém já é uma realidade e o interesse dessas empresas é vantajoso para a nossa região como um todo, seja no setor de turismo, na economia ou negócios", acrescentou.
Investimento regional
O presidente da Associação Comercial da cidade segue o mesmo pensamento do secretário municipal. Marcelo Zanirato prevê um aumento de cinco vezes mais empresas interessadas em se instalarem na região após a privatização.
"A cidade está mais preparada que em outros tempos e certamente a privatização do aeroporto e até da rodovia (Padre Manoel da Nóbrega) vão alavancar o volume de negócios e empresas em cinco, seis vezes mais no entorno dessas áreas", acredita Zanirato.

Temer promove 86 oficiais das Forças Armadas

Comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica levaram lista com nomes. Cerimônia com a presença dos militares está prevista para a próxima semana.

Filipe Matoso

O presidente da República em exercício, Michel Temer, assinou nesta quarta-feira (27) a promoção de 86 militares de Exército (42), Marinha (22) e Aeronáutica (22), em uma reunião fechada em seu gabinete no Palácio do Planalto.
Segundo a assessoria de Temer, a lista com os nomes dos militares foi levada ao presidente em exercício pelos comandantes das Forças Armadas: Eduardo Villas Bôas (Exército), Eduardo Leal Ferreira (Marinha) e Nivaldo Rossato (Aeronáutica).
Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) acompanharam a assinatura das promoções.
Conforme a Secretaria de Imprensa da Presidência, está prevista para o próximo dia 3 de agosto uma cerimônia, no Palácio do Planalto, na qual serão oficializadas as promoções assinadas por Temer nesta quarta. O evento será aberto aos militares, convidados e à imprensa.
Esse tipo de cerimônia costuma ocorrer uma vez por ano e, após o ato no Planalto, o presidente da República participa de um almoço em um dos clubes das Forças Armadas, em Brasília, onde faz breve discurso, acompanhado do anfitrião.
Acenos aos militares
Desde que assumiu como presidente em exercício, em maio, Temer tem feito acenos frequentes aos militares. No início deste mês, por exemplo, ele devolveu aos comandantes militares as competências administrativas retiradas durante o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Além disso, em junho, o peemedebista foi ao Clube Naval de Brasília, onde assistiu à cerimônia da "Parada após o Pôr do Sol", organizada em homenagem aos trabalhos da Marinha para o Brasil.

PORTAL BBC


Ministro quer novo órgão unificado para lidar com ameaça do terrorismo


Luis Kawaguti, Mariana Schreiber E Ricardo Senra

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, sugeriu que, frente à ameaça do autoproclamado "Estado Islâmico (EI), o Brasil crie uma entidade ou autarquia que centralize as ações de contraterrorismo. Jungmann disse à BBC Brasil que essa agência deve ter atuar tanto dentro como fora do país.
A afirmação ocorre dias após o governo anunciar a prisão de 12 suspeitos de formar um grupo para jurar lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico e iniciar atos preparatórios para um atentado durante a Olimpíada. A proposta, porém, divide especialistas em segurança. Se por um lado alguns afirmam que a medida ajudaria o país a obter informações mais confiáveis, outros classificam a ideia como exagerada ou autoritária e argumentam falta de recursos.
Na prática, ter um órgão de inteligência voltado também para a atuação fora do território brasileiro significa que o país deixaria, em tese, de ser dependente apenas de informações fornecidas por agências de outras nações - que podem ser filtradas de acordo com interesses geopolíticos.
Durante a Olimpíada, porém, a cooperação deve ser total - pois as delegações estrangeiras são alvos potenciais. Segundo Jungmann, as inteligências do Brasil e dos Estados Unidos estão trabalhando "a quatro mãos".
Estrutura brasileira de contraterrorismo
Atualmente as ações de contraterrorismo no país se originam em informações produzidas por diversos órgãos de inteligência independentes, mas que atuam de forma integrada.
Basicamente, esses órgãos estão distribuídos na Presidência da República (Gabinete de Segurança Institucional e Abin, a Agência Brasileira de Inteligência), em cada uma das três Forças Armadas, na Polícia Federal e nas polícias estaduais. Cada uma dessas entidades possui equipes armadas para responder a ameaças.
Todas elas se ocupam majoritariamente da investigação e monitoramento de ameaças internas no país - embora algumas tenham formas de atuação internacional, por meio de adidos (representantes) em embaixadas e representações em organismos multilaterais.
Em comparação, diferente do modelo brasileiro, muitas potências mundiais possuem não só órgãos voltados para a inteligência doméstica, mas agências direcionadas para a atuação fora de seu território, como Estados Unidos (CIA), Grã-Bretanha (MI6) e Rússia (SVR).
Segundo o especialista Vladimir de Paula Brito, agente da Polícia Federal e pesquisador do think tank Inasis (sigla em inglês para Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência), o modelo de inteligência brasileiro também não preveria o monitoramento de suspeitos por longos períodos de tempo.
Na maioria dos casos, indivíduos que poderiam representar ameaça geralmente são vigiados apenas no período em que dura um inquérito da polícia ou um processo judicial.
Extremismo
Segundo Jungmann, devido às Olimpíadas e Paralimpíadas, pela primeira vez na história mais recente do Brasil o país é ameaçado por um ente externo: o EI.
E isso ocorre em meio a uma mudança de característica dos movimentos extremistas - que segundo o ministro hoje são mais difusos e não requerem contato direto entre suas lideranças e as diversas células e extremistas solitários espalhados pelo mundo.
Questionado se propõe uma nova agência, o ministro afirmou:
"Uma agência, se quiser... Mas que seja centralizada e que tenha ação nacional e internacional".
"Pela primeira vez nós estamos tendo uma atitude agressiva de uma entidade que está ligada a um conflito territorial, mas ao mesmo tempo global, no próprio Oriente Médio, que incide no Brasil, no momento em que ele se projeta através dos jogos olímpicos e paralímpicos".
"Essa é uma nova realidade e é preciso ter uma resposta para isso sem a menor sombra de dúvidas", disse.
Prós e contras
O consultor de segurança Hugo Tisaka, da empresa NSA Brasil, considera positivo expandir a atuação do serviço de inteligência brasileiro no exterior, o que, na sua avaliação, poderia ser feito em parceria com os serviços diplomáticos, nas embaixadas brasileiras ao redor do mundo.
"Acho extremamente valioso intensificar essa atividade porque nós vamos conseguir captar informações primárias, não informações que são selecionadas, filtradas, ou talvez trabalhadas por outros países antes de nos passar a informação", observou.
"Vai permitir também que nossos agentes de inteligência façam um corpo a corpo mais próximo com as agências locais (de outros países) e consigam informações mais consistentes, solicitar cooperação com outros organismos", acrescentou.
A ideia de expandir o serviço de inteligência antiterrorismo esbarra, no entanto, na falta de recursos do governo federal. No momento, a União passa por uma grave crise fiscal e caminha para fechar o ano com rombo de R$ 170 bilhões em suas contas.
No caso da Abin, o Portal da Transparência indica que as despesas da agência cresceram abaixo da inflação em 2014 e 2015, o que significa que, em termos reais, houve redução do seu orçamento, nos dois anos anteriores à Olimpíada.
No ano passado, por exemplo, os gastos do órgão somaram R$ 524,1 milhões, uma alta nominal de 1,7% ante ao anterior. Já a inflação do período foi de 10,67%.
Diante da escassez de recursos e de outras carências do país, há quem ache que o governo não deveria priorizar gastos em uma área na qual o Brasil não tem histórico de ameaças.
Para o especialista em ciências criminais Salah Khaled, professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), há uma preocupação exagerada no momento com a questão do terrorismo no país.
"Salvo melhor juízo, não existe nenhum indício de que o Brasil repentinamente tenha se tornado alvo de potenciais atentados. Me parece que a questão tem muito mais relação com o impacto simbólico do combate ao terror - e como ele potencialmente pode justificar práticas autoritárias - do que com qualquer intenção real de garantir a segurança do país", disse.
Na sua avaliação, o governo interino de Michel Temer estaria usando o "combate ao terror" para validar ações arbitrárias. O professor critica a recente prisão de supostos membros de uma célula terrorista que estaria planejando ataques durante as Olimpíadas. Para Khaled, não havia indícios suficientes de atos preparatórios para um ataque de fato.
"Se não havia qualquer plano para a realização de um ato terrorista, como pode haver ato preparatório para o que não existe? É assustadora a possibilidade de que o episódio possa de qualquer modo contribuir para iniciativas de maior fôlego contra o terrorismo, como se de fato uma ameaça tivesse sido descoberta. Estão confundindo o real com o imaginário. E isso é perigoso para todos nós", criticou.
Autoridades do governo e da Justiça justificaram as prisões afirmando que os suspeitos teriam tentado comprar um fuzil de assalto no Paraguai para supostamente cometer um atentado a tiros. Dois deles tinham passagens pela polícia.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que recentemente presidiu a Comissão Mista de Controle da Atividade de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, defende que a atuação do setor seja focada em questões mais ligadas à realidade brasileira, como vulnerabilidades na fronteira e o crime organizado, em vez de simplesmente "importar modelos de fora".
"Então, vamos cuidar da inteligência só para tratar desse fenômeno que não comporta a nossa história ou vamos dar a nossa inteligência a função essencial que é a defesa das fronteiras, a defesa da nossa riqueza natural, da Amazônia?", questiona.
Abin
A Abin afirmou à BBC Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, que possui três adidos na América do Sul (Argentina, Colômbia e Venezuela) e uma representação em Washington/EUA, que atua junto à OEA (Organização dos Estados Americanos).
A assessoria do órgão informou que já estão aprovados oito novos postos no exterior, com abertura prevista até 2017, mas disse não poder divulgar em quais países.
Quanto à recente queda real nas despesas da agência, a assessoria afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) tem buscado junto ao Ministério do Planejamento novos recursos, especialmente para ampliar o quadro se servidores da Abin por meio de concursos públicos.
A Polícia Federal, por sua vez, tem adidos em vinte países, sendo metade deles da América do Sul. Há também oficiais em países como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, África do Sul e Cingapura.
Debate futuro
O ministro Jungmann também afirmou que o Brasil hoje se define como um país pacífico e sem inimigos - o "país do softpower".
Mas, segundo ele, após a Olimpíada pode ser preciso voltar a debater as necessidades de defesa, a capacidade disuasória e as ferramentas de defesa e inteligência do país.
"É um debate que nós vamos ter que enfrentar e que é necessário, não tenha dúvida", disse.

AGÊNCIA CÂMARA


Deputados constatam melhoria nas condições de segurança das Olimpíadas


Deputados da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado visitaram o Rio de Janeiro para verificar as condições de segurança para os Jogos Olímpicos. O deputado Rocha (PSDB-AC), autor do pedido para a realização da visita, afirmou que problemas pontuais foram verificados pelos deputados, mas ressaltou que o governo do Rio de Janeiro está tomando providências para resolvê-los.
Para cuidar da segurança do evento, foram convocados mais de 5 mil integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, que enfrentaram problemas de acomodação na sua chegada ao Rio de Janeiro. Os policiais também reclamaram, em protesto na semana passada, de atrasos no pagamento, de valores das diárias inferiores e de aumento da carga horária de trabalho.
O deputado Rocha afirmou, no entanto, que o Ministério da Justiça já resolveu esses problemas. "Nós tivemos problemas quanto à acolhida dos profissionais do Brasil inteiro. Em princípio, estavam estimados 9 mil policiais e bombeiros militares para atuar na Força Nacional de Segurança Pública e, depois, esse número foi redimensionado. Então, nós teremos algo em torno de 5 mil, quase 6 mil policiais para reforçar a segurança no Rio de Janeiro. Nós também tivemos alguns problemas com relação à estrutura, mas isso também tem sido contornado", declarou.
Segundo estimativas baseadas na Copa de 2014, o Rio de Janeiro deverá receber entre 500 mil e 1 milhão de turistas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Roteiro
Durante a visita ao Rio de Janeiro, os deputados se reuniram com o diretor-geral de Segurança dos Jogos Olímpicos, Luiz Correa, e com o diretor-executivo de Operações da Rio 2016, general Marco Aurélio.
Os parlamentares também visitaram o Centro Integrado de Comando e Controle e a Cidade da Polícia Civil, para conhecer o projeto Central de Garantias (que permitirá maior agilidade na adoção das medidas de polícia judiciária); e as instalações destinadas à hospedagem do efetivo da Força Nacional.
Além do deputado Rocha, participaram das visitas os deputados Cabo Sabino (PR-CE), Capitão Augusto (PR-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) e Hugo Leal (PSB-RJ).
PORTAL BRASIL


MEC mantém apoio para ampliação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica

Expansão permitirá que o ITA dobre o número de vagas oferecidas. Hoje, vestibular tem 140 vagas para graduação

Nesta terça-feira (26), o ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que manterá o apoio ao projeto de expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP). A declaração foi feita em Brasília durante reunião com o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, acompanhado do reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia.
“Faremos todo o esforço, por parte do Ministério da Educação, para que essa cooperação possibilite a conclusão das obras de ampliação e de reestruturação do ITA, dentro do cronograma preestabelecido”, afirmou o ministro.
A conclusão das obras da primeira fase, que contempla o prédio de ciências fundamentais, está prevista para novembro deste ano, mas é necessária a liberação de recursos financeiros. As próximas etapas são as construções da biblioteca, do auditório e dos novos alojamentos para os alunos. A expansão permitirá que o ITA dobre o número de vagas oferecidas. “É um projeto que vai muito além do Comando da Aeronáutica; é uma escola de excelência que traz muitas contribuições para a sociedade brasileira”, enfatizou o comandante.
Outro ponto importante do projeto de expansão trata da contratação de 143 professores e de 880 técnicos. A lei para criação dos novos cargos foi aprovada em dezembro de 2012, mas os novos concursos ainda não foram autorizados. De acordo com o ministro da Educação, o MEC atuará de modo a colaborar para que a Aeronáutica tenha as condições de recursos humanos e de orçamento necessários para concluir esse processo.
“Vamos desdobrar as demandas expostas aqui em duas etapas: ver como podemos ajudar além do que está orçado na agenda do MEC para este ano e, para 2017, quando tivermos a definição do que o ministério terá assegurado de orçamento pelo Planejamento, definiremos de que forma poderemos estreitar essa parceria entre o MEC, a Aeronáutica e o ITA”, concluiu o ministro.

JORNAL DO BRASIL


MEC mantém apoio para ampliação do ITA

A conclusão das obras da primeira fase, que contempla o prédio de ciências fundamentais, está prevista para novembro deste ano, mas é necessária a liberação de recursos financeiros

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que manterá o apoio ao projeto de expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP).
A declaração foi feita em Brasília durante reunião com o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, acompanhado do reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia.
– Faremos todo o esforço, por parte do Ministério da Educação, para que essa cooperação possibilite a conclusão das obras de ampliação e de reestruturação do ITA, dentro do cronograma preestabelecido – afirmou o ministro.
A conclusão das obras da primeira fase, que contempla o prédio de ciências fundamentais, está prevista para novembro deste ano, mas é necessária a liberação de recursos financeiros. As próximas etapas são as construções da biblioteca, do auditório e dos novos alojamentos para os alunos. A expansão permitirá que o ITA dobre o número de vagas oferecidas. “É um projeto que vai muito além do Comando da Aeronáutica; é uma escola de excelência que traz muitas contribuições para a sociedade brasileira”, enfatizou o comandante.

Outro ponto importante do projeto de expansão trata da contratação de 143 professores e de 880 técnicos. A lei para criação dos novos cargos foi aprovada em dezembro de 2012, mas os novos concursos ainda não foram autorizados. De acordo com o ministro da Educação, o MEC atuará de modo a colaborar para que a Aeronáutica tenha as condições de recursos humanos e de orçamento necessários para concluir esse processo.
– Vamos desdobrar as demandas expostas aqui em duas etapas: ver como podemos ajudar além do que está orçado na agenda do MEC para este ano e, para 2017, quando tivermos a definição do que o ministério terá assegurado de orçamento pelo Planejamento, definiremos de que forma poderemos estreitar essa parceria entre o MEC, a Aeronáutica e o ITA – concluiu o ministro.

AGÊNCIA BRASIL


Olimpíada: último contingente de militares para a segurança chega hoje ao Rio


Da Agência Brasil

O último contingente de militares que reforçarão a segurança da cidade durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 chega na tarde de hoje (27), desembarcando na Base Aérea do Galeão. Cerca de 21 mil militares atuarão na segurança até o fim da Olimpíada.
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão realizados entre os dias 5 a 21 de agosto, com mais de 10 mil atletas de 206 países. Já os Jogos Paralímpicos ocorrerão de 7 a 18 de setembro, trazendo mais de 4 mil atletas de 176 nações ao Rio de Janeiro.
Hoje, os militares que já se encontram no Rio fizeram mais um exercício. O simulado envolveu a proteção da Estação das Barcas, no centro de Niterói. A atividade foi na Praça Araribóia, onde o exército envolveu o estabelecimento de postos de segurança, empregando viaturas operacionais e um efetivo de 140 militares.
Segundo o coronel Mário Medina, porta-voz do Comando Geral de Defesa de Área, órgão responsável pelos militares no Rio durante os Jogos, o exercício estava previsto para verificar as condições que serão encontradas durante a Olimpíada.
Medina assegurou que o fluxo das barcas ocorrerá normalmente durante os Jogos e disse que o trabalho dos militares conta com respaldo de outros órgãos. “Estamos confiantes em um bom trabalho. Tivemos vários exercícios e agora começamos a fase de operações, algo mais concreto. Aqui mesmo nas barcas contamos com a segurança privada da empresa, teremos apoio das forças regionais e muitos outros. São vários entes participando para garantir a total tranquilidade do nosso povo e dos turistas que estiverem por aqui”, disse.

Marinha segue buscas por piloto que se acidentou em Saquarema no RJ


Victor Abdala

A Marinha brasileira continua as buscas pelo piloto desaparecido após o choque entre duas aeronaves da Força Naval nessa terça-feira (26) em Saquarema, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro.
As equipes de resgate mantiveram a busca durante toda a noite e a madrugada, segundo informações da assessoria de imprensa da Marinha.
O acidente entre os dois caças AF-1B aconteceu durante um treinamento a 100 quilômetros da costa. Durante uma manobra para realizar um ataque simulado, os aviões colidiram.
Um dos pilotos conseguiu retornar com segurança à Base Naval de São Pedro da Aldeia, também na Região dos Lagos.
O outro piloto provavelmente se ejetou da aeronave e caiu no mar junto com o avião. Até agora, não há confirmação se os pedaços de fuselagem encontrados no mar pertencem ao avião que caiu ou se são da aeronave que retornou à base. As buscas contam com o apoio do Corpo de Bombeiros.

Forças de Segurança se preparam para Jogos Olímpicos em Salvador


Sayonara Moreno

Portais de acesso às imediações da Arena Fonte Nova e segurança reforçada às delegações e torcidas participantes serão algumas das medidas aplicadas durante os Jogos Olímpicos, em Salvador, que ocorrem entre os dias 4 e 13 de agosto.

Além da segurança por terra, sobretudo nas áreas próximas à Arena Fonte Nova, um raio de 7 quilômetros será monitorado, no espaço aéreo, tendo o estádio como centro.
Todo o esquema de segurança da capital baiana será uma integração entre as forças de segurança e inteligência federais, estaduais e municipais.
De acordo com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, o contexto dos Jogos Olímpicos trazem preocupações diferentes daquelas na Copa do Mundo, em 2014. Isso porque a onda de ataques terroristas em outros países assusta as autoridades, sobretudo onde estarão franceses e alemães, cujos países têm sido os principais alvos de atentados.
Em atuação junto com as demais forças estará a Polícia Federal, que vai atuar em frentes de inteligência e na segurança nas imigrações; dos chefes de Estado e equipes de pronta intervenção.
O superintendente da Polícia Federal na Bahia, Daniel Madruga, explica que, com a nova legislação antiterrorismo, a atribuição é do órgão que coordena. Ele ainda conta que investigações estão sendo feitas, com o cruzamento de dados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal.
Durante os Jogos Olímpicos em Salvador, as Forças Armadas terão disponíveis mais de 1.400 militares, atuando nos espaços aéreo, terrestre e na costa marítima da capital. Além disso, cerca de 3,5 mil agentes de outras forças também vão atuar, pela Secretaria de Segurança Pública.
Durante os dias de partidas de futebol em Salvador, todos os torcedores e trabalhadores que circularem pelas imediações da Arena Fonte Nova serão vistoriados e devem apresentar ingressos ou credenciais para acesso ao estádio.
Os percursos das seleções, entre hotel e locais de treino e jogo, serão definidos momentos antes dos deslocamentos, por questões de segurança das equipes, que serão acompanhadas por helicópteros e batedores.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL AINONLINE (EUA)


Brazil ATC Briefing Pilots on Olympic Airspace

Richard Pedicini
São Paulo ATC officials are briefing pilots on Olympic airspace restrictions in a series of free workshops this week. On Monday night, Air Force Major Ubiraci da Silva Pereira emphasized four steps to help general aviation aircraft operators avoid being considered suspect or hostile during the Olympics airspace restrictions: file a complete flight plan, ensure bilateral communications, maintain the assigned transponder code and keepto the authorized flight plan.
Before entering airspace restricted for the Olympics, general aviation aircraft must undergo a security inspection to receive a code required for filing a flight plan. After flight plan approval, pilots must call a special number manned by five ATC officials for a detailed briefing specifying the exact route. Just in case, pilots were instructed on how to behave if intercepted.
There are still kinks, as the security inspection and flight plan might take three hours or more at airports that limit ramp parking time to two hours. Round-the-clock restrictions in Rio include closing the main general aviation airport, Jacarepaguá, next to the Olympic Village, though in the cities that host only soccer games, restrictions are around game times only.
At Monday’s session at Anhembi-Morumbi University"s civil aviation school, coordinated by helicopter pilots" association Abraphe, questions focused on maintaining normal operations during the Games.

PORTAL CLICKFOZ (PR)


Hospital Municipal faz 9ª captação de órgãos de 2016

Procedimento aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 27
Na madrugada dessa quarta-feira, 27, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, coordenou a nona captação de órgãos do ano.
A captação foi feita após autorização da família de uma jovem de 18 anos, Jennifer Casandra Rodrigues, vítima de acidente de trânsito, na saída de Medianeira para Serranópolis do Iguaçu,na madrugada do último sábado, 23.
A morte encefálica da paciente foi confirmada através de exames realizados seguindo rigorosamente todos os itens descritos no protocolo específico.
ACIHDOTT realizou a abordagem junto à família para a doação, que num gesto nobre e fraterno consentiu, dando assim um “sim” à vida de outras pessoas que estão à espera de um transplante. Além do coração e pulmões, foram retirados o fígado, rins e globo ocular. A retirada dos órgãos durou mais de três horas, pois o procedimento é minucioso.
A gerente da Unidade de Terapia Intensiva - UTI e secretária da CIHDOTT, Karin Aline Zilli Couto, disse que a captação começou pelo coração, que é o procedimento mais delicado, onde tudo precisa ser bem sincronizado. “O coração tem apenas quatro horas para ser transplantado. O tempo máximo de preservação do pulmão varia entre quatro a seis horas”, relata a enfermeira.
Karin prossegue dizendo que “o empenho e dedicação dos profissionais multidisciplinares, vale cada minuto do trabalho exaustivo dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva”.
O coração e pulmões captados foram transportados pelo avião da FAB, rumo ao Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Já os rins e fígado seriam levados para Curitiba. A captação de córneas foi realizada pela equipe de Enfermagem do HMFI, responsável pela Enucleação de Córneas.
Ainda segundo a gerente da UTI, uma das dificuldades encontradas pela CIHDOTT, se dá ao explicar para os familiares sobre a morte encefálica. “Eles observam o paciente respirando e, muitas vezes, se negam a acreditar que não há mais possibilidades de sobrevivência”. Karin explica que a morte encefálica se constitui na interrupção completa e irreversível das atividades do cérebro. “Após o diagnóstico de morte encefálica, como resultado de um traumatismo craniano, tumor, derrame, entre outros problemas, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre”, explica.
Para ser um Doador - O passo principal para se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. A doação de órgãos pode ocorrer a partir do momento da constatação da morte encefálica. Em alguns casos, a doação em vida também pode ser realizada, em caso de parentesco até 4º grau ou com autorização judicial (não parentes).

CBN


Último grupo de militares convocados para a Olimpíada chega ao Rio

O último grupo de militares convocados para a segurança da Olimpíada chega hoje ao Rio de Janeiro. Com essa leva, 22 mil homens das Forças Armadas estarão de prontidão nas ruas da cidade. Outros 18 mil soldados se dividem entre São Paulo, Brasília, Salvador, Manaus e Belo Horizonte. As metrópoles vão receber partidas de futebol do evento.

PORTAL BITMAG


Dassault Systèmes compra CST por 220 milhões de euros

Solange Calvo
A Dassault Systèmes, empresa global de software de projetos 3D e PLM, anuncia acordo definitivo de compra da Computer Simulation Technology AG (CST), especializada em tecnologia de simulações eletromagnéticas e eletrônicas, por cerca de 220 milhões de euros.
Com a aquisição da CST, localizada próxima a Frankfurt, na Alemanha, a Dassault Systèmes complementa a suíte de simulações realísticas presente na 3Dexperience Industry Solutions Experience com vasto espectro de simulações EM.
Segundo a empresa, o software CST Studio Suite da CST é usado por engenheiros e analistas CAE em mais de 2 mil companhias nas verticais eletroeletrônica, transporte e mobilidade, aeronáutica e defesa, e indústrias de energia para avaliar todos os tipos de efeitos EM durante cada etapa do processo de desenvolvimento de sistemas eletrônicos.
“O eletromagnetismo é parte essencial da estratégia de simulação multifísica para o desenvolvimento de produtos inteligentes e conectados e de dispositivos IoT – do projeto complexo, passando pela garantia da performance, confiabilidade e segurança das interações do produto com o ambiente que o rodeia”, afirma Bernard Charlès, vice-presidente e CEO da Dassault Systèmes
“A plataforma 3DExperience é a base ideal sobre a qual podemos seguir com o nosso objetivo de combinar as nossas tecnologias para estabelecer o padrão da indústria para a realização de simulação realista e que melhor atenda às necessidades de nossos clientes”, diz Bernhard Wagner, um dos diretores da CST
Além de manter a continuidade dos serviços aos clientes da CST, a Dassault Systèmes integrará as soluções da CST ao seu portfólio já existente Industry Solutions Experience de simulação estrutural, sistemas de multicorpos, transferência de calor e fluídos.
O valor da compra da CST será pago em dinheiro. A conclusão da transação está sujeita às condições habituais, incluindo aprovações antitruste na Alemanha e na Áustria. A transação será imediatamente incluída nos lucros da Dassault Systèmes. O negócio deve ser concluído no quarto trimestre de 2016.

brasil2016.gov


Balões juninos terão aumento da fiscalização durante os Jogos Olímpicos

Manual elaborado pela Secretaria de Aviação Civil auxiliará as forças de segurança pública no combate aos balões não tripulados
Para reforçar o combate à soltura dos balões não tripulados, chamados de balões juninos, a Secretaria de Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou, nesta quarta-feira (27.7), um manual com orientações para as forças de segurança pública detalhando as regras, os enquadramentos legais e as sanções para quem desrespeitar a legislação vigente. O documento é parte da campanha “Balão é coisa séria” e está disponível no site da Secretaria.
Manual de orientação às Forças de Segurança Pública para fiscalização de balões não tripulados
Assim como os drones, aeronaves não tripuladas, os balões juninos serão restritos durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O acesso ao espaço aéreo por esses artefatos não será autorizado, exceto dentro de áreas já estabelecidas e se tiverem autorização prévia do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
Segundo o coordenador-geral de Gestão da Navegação Aérea Civil, Max Dias, a soltura desses balões é considerada crime em várias situações, pois coloca em risco as aeronaves e os aeroportos, dificulta ou até inviabiliza a navegação aérea, conforme estabelecido no artigo nº 261 do Código Penal (Decreto Lei 2.848/1940).
“A soltura de balões mesmo aqueles sem fogo, ditos ecológicos, representa um real perigo para a aviação por manter como principais elementos de sua periculosidade a não controlabilidade, a ausência de visualização pelos radares/controladores de tráfego aéreo e a impossibilidade de interrupção do voo”, pontuou Dias.
O coordenador-geral explica ainda que, além de poder afetar a segurança operacional da aviação, esses artefatos podem acarretar mudanças não programadas na malha aérea, impactando a pontualidade de voos e do sistema como um todo, acarretando perdas econômicas significativas e degradando a qualidade dos serviços aos passageiros.
Regulamentação
Tendo em vista a competência estabelecida, o DECEA criou regulamentação, em conformidade com recomendações da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), para que a soltura de balões livres não tripulados não se configure um risco ou ameaça à navegação aérea, imputando à mesma requisitos e obrigações, de acordo com a Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 100-12, instrução que regulamenta as Regras do Ar, em seu Anexo B.
Enquadramentos legais
Além da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605) que proíbe a fabricação, a venda, o transporte e a soltura de balões que possam provocar incêndio; e do art. 261 do Código Penal Brasileiro (CP) que trata de crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, o Manual também apresenta outros enquadramentos como: apologia ao crime, dano ao patrimônio, lesão corporal, lesão corporal seguida de morte e lesão corporal culposa.
No caso de apologia ao crime, os responsáveis pela produção de vídeos, compilação e difusão de imagens de soltura de balões de ar quente não tripulados estão sujeitos à pena de detenção de três a seis meses ou multa; ou a associação criminosa (antigo crime de formação de quadrilha). Caso a prática dos crimes decorra em algum dano, como destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, o CP prevê a pena de detenção de um a seis meses ou multa.
Na ocorrência de lesão corporal, a pena pode variar de detenção de três meses a um ano. Caso seja de natureza grave (incapacidade parcial), a reclusão pode ser de até cinco anos. Se houver incapacidade permanente, a pena estipulada será de dois a oito anos. Para a lesão que resulte em morte, a pena será de reclusão de quatro a doze anos. Já a lesão corporal culposa, sem intenção, há previsão de pena de detenção de dois meses a um ano.



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