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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 23/07/2016 / Ataque mata ao menos nove na Alemanha


Ataque mata ao menos nove na Alemanha ...


Pelo menos nove pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas nesta sexta-feira (22) após um atirador abrir fogo dentro e nas imediações de um shopping em Munique, terceira maior cidade da Alemanha.

A polícia identificou o autor como um alemão de origem iraniana de 18 anos que morava em Munique. Ainda não há informações sobre se ele teria relação com algum grupo terrorista nem reivindicação de alguma organização.

Segundo policiais e testemunhas, o ataque começou às 17h50 locais (12h50 em Brasília) na rua Hanauer, em frente à entrada principal do shopping Olympia, um dos maiores de Munique, principal cidade do sul alemão.

Um atirador começou disparando ao lado de um dos McDonalds, matando duas pessoas antes de cruzar a rua e entrar no shopping por um acesso lateral do centro comercial, na rua Riess. Os investigadores disseram que, em seguida, outras pessoas foram baleadas nos corredores do Olympia.

Dos 21 feridos, 16 continuam hospitalizados, sendo três em estado grave. O autor do ataque matou uma adolescente e feriu crianças. Os nomes das vítimas não serão revelados até que todas as famílias sejam avisadas, afirmou a polícia.
Minutos depois, policiais e bombeiros cercaram o centro comercial. Além do reforço na segurança, as autoridades decretaram emergência, interromperam o transporte público e pediram aos moradores que ficassem em casa.

O chefe da polícia, Hubertus Andrä, afirma que houve troca de tiros entre o atirador e os agentes fora do shopping antes de seu corpo ser encontrado, por volta das 20h30 (15h30 em Brasília). Ele teria se suicidado, dizem os agentes.

O nome do atirador não foi divulgado, assim como a arma usada durante o ataque. Segundo Andrä, o homem morava "há bastante tempo" em Munique, não era investigado pelos serviços de inteligência alemães nem tinha antecedentes criminais.

Munique tem uma memória dolorosa de atentados terroristas: nos Jogos Olímpicos de 1972, na cidade, 11 atletas de Israel foram sequestrados, torturados e mortos por extremistas palestinos.

DÚVIDA
Nenhuma organização terrorista havia reivindicado o ataque. Militantes da facção Estado Islâmico comemoraram a ação em fóruns, mas a polícia não via evidências de terrorismo religioso.

A hipótese pode ter sido levantada devido à influência de ataques recentes na Europa, como o do tunisiano que matou 84 pessoas em Nice no dia 14 e o do afegão que feriu cinco em Würzburg dia 22.

Apesar de os três terem vindo de países de maioria islâmica, o mistério sobre a autoria continua no caso de Munique. O Irã, de onde é originário o atirador, é de maioria xiita, diferentemente de Argélia e Afeganistão.

O regime iraniano é um dos principais rivais tanto do Estado Islâmico quanto da rede terrorista Al Qaeda, que consideram os xiitas hereges e, por isso, os matam. Um exemplo de ataque contra os xiitas foi a explosão de um caminhão-bomba reivindicada pelo Estado Islâmico que deixou quase 200 mortos em Bagdá no dia 2.

A chanceler Angela Merkel suspendeu as férias e convocou reunião de emergência com seus ministros neste sábado (23). Em nota, o Itamaraty lamentou o ataque e disse que não havia vítimas brasileiras. O governo colocou à disposição dos brasileiros na região os números 0/xx/61/98197-2284 no Brasil e 00/xx/49/17/3378-3470 na Alemanha.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O TEMPO (MG)


Ministro da Defesa diz haver uma paranoia exacerbada pré-Olimpíada

Raul Jungmann voltou a afirmar que não há qualquer "ameaça consistente" de ação durante os Jogos; Forças Armadas terão 22 mil militares no Rio durante evento

ImagemO ministro da Defesa, Raul Jungmann, considera que a 14 dias do início da Olimpíada há uma espécie de "paranoia exacerbada" em torno do tema terrorismo.
Jungmann voltou a afirmar que não há qualquer "ameaça consistente" de ação durante os Jogos. O ministro está no Rio desde a noite de quarta (20) e permanecerá na cidade até o domingo (24) quando as Forças Armadas darão início à operação de segurança para o evento. Nesta manhã de sexta (22), o ministro recebeu a reportagem na sede do CML (Comando Militar do Leste), no centro do Rio.
"Estamos em um momento de estresse pré-grande evento. Este planejamento envolve muita energia. Há um diferencial hoje de que estamos tendo atos de terrorismo no mundo. Isso causa uma espécie de paranoia exacerbada. Acredito que com o início dos Jogos, essa discussão vai sendo diluída e as atenções vão se voltar para os eventos, para os atletas", afirmou o ministro.
As Forças Armadas terão, segundo o ministro, cerca de 22.000 militares no Rio durante a Olimpíada. Outros 3.000 militares estarão nos quartéis e apenas serão mobilizados em caso de situações de emergência.
Nesta manhã, o ministro se reuniu com 65 oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, no CML para uma avaliação dos exercícios realizados na cidade durante esta última semana. No sábado (16), os militares simularam uma ação de resgate em um trem, na estação de Deodoro, na zona oeste no Rio. No dia seguinte (17) houve um ensaio das forças de segurança para a cerimônia de abertura da Olimpíada. Nesta quinta (21) houve ações simuladas da tomada de uma embarcação na Baía de Guanabara.
"Nenhum dos serviços de inteligência do mundo registraram qualquer ameaça consistente, real para a Olimpíada", afirma Jungmann.
De acordo com o ministro da Defesa, todos os aviões ou navios que chegam ao Brasil estão monitorados pelo setor de segurança e defesa envolvido no evento.
"Nenhum avião ou navio do mundo decola ou sai de um porto sem que tenhamos qualquer informação sobre os passageiros. Se isso ocorrer, a pessoa será recolhida e ficará sobre o crivo da segurança dos Jogos, sendo assim deportadas".
PORTAL SPUTNIK BRASIL


Força militar especial vai enfrentar as ‘missões impossíveis’ na Rio 2016

Mais de de 40 mil militares vão atuar na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, e deste efetivo 22.850 homens e mulheres estão designados para atuar no Rio. Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o General de Exército Gerson Menandro, chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, revela como eles atuarão.

"Nos Jogos Olímpicos, nós temos a principal sede, que é o Rio de Janeiro, que concentra quase todas as modalidades esportivas, mas também temos cinco outras sedes, do futebol: Manaus, Brasília, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte”, diz o General Menandro. “Em todas estas seis cidades teremos 41 mil militares. É interessante destacar também que temos um efetivo de 47 mil integrantes das forças públicas de segurança (entre civis e militares) em todo Brasil."
De acordo com o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, os militares estão prontos para iniciar as tarefas de segurança, e a população verá as Forças Armadas nas ruas respeitando os seus deslocamentos e sem causar qualquer embaraço à sua livre circulação.
O militar também confirmou que 100 países estão participando diretamente das atividades de informação, cujas operações ficarão concentradas no CISE – Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros. O novo órgão, inédito em toda a história da realização das Olimpíadas, está baseado no Rio de Janeiro. De acordo com o General Gerson Menandro, o trabalho efetivo de Inteligência e Informação exige compartilhamento por parte da comunidade internacional, e é exatamente o que está acontecendo no Brasil.
Os militares estarão distribuídos pelos espaços públicos e pelos locais de competições, e atuarão em conjunto com as forças locais de segurança, no caso, as Polícias Civil e Militar, além de contar com o apoio do Corpo de Bombeiros e, ainda, das Polícias Federal e Rodoviária Federal. As competências específicas dos militares foram destacadas pelo General Gerson Menandro:
"Basicamente, os órgãos de Segurança Pública (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil) vão exercer as suas funções rotineiras, funções para as quais têm destinação constitucional. Já as Forças Armadas, nesta situação dos Jogos Olímpicos, têm alguns eixos específicos de atuação, que são os seguintes: defesa cibernética, fiscalização de explosivos, controle do tráfego aéreo e da defesa aérea, logística e movimentação, combate ao terrorismo e segurança de estruturas estratégicas, que são as estruturas ligadas às telecomunicações, informática, transporte e energia. A interrupção do funcionamento destas estruturas poderá prejudicar a realização dos Jogos e, por isso, vamos ter um efetivo bem grande que vai atuar como Força de Contingência."
O General Gerson Menandro conclui: “Esta Força de Contingência entrará em ação caso os órgãos de Segurança Pública enfrentem alguma situação que esgote sua capacidade de enfrentamento. Nós teremos então um efetivo muito potente em condições de reforçar estes órgãos. Para isso, a Força de Contingência já reconheceu, treinou e ensaiou em todos os locais possíveis e está apta a ser empregada.”

PORTAL G-1


Justiça executa despejo e faz reintegração de área da Aeronáutica em Fernando de Noronha


Ana Clara Marinho

Nesta sexta-feira (22) a Justiça executou a reintegração e posse de uma área da Aeronáutica, no bairro dos Três Paus, em Fernando de Noronha. O processo é do ano 2007, quando a Força Aérea solicitou a retirada de casas e um bar. A região é próxima a pista do Aeroporto e segundo informações da Aeronáutica, esta é uma área de escape em casos de emergências aéreas. No local viviam três famílias, que foram despejadas, e funcionava há cerca de 30 anos o Bar da Dice, espaço tradicional de música brega que era frequentado pelos moradores da ilha.
“Estou sem ter onde morar, sou obrigada a sair, infelizmente. É revoltante, a Administração da Ilha não está nem aí, o administrador disse que não pode fazer nada. Eu moro aqui há 30 anos, sou nascida e criada em Noronha. O bar foi construído por minha mãe, local onde ela trabalhou, conseguiu o alimentos. Este espaço é a história da vida da minha mãe”, disse Larissa Sorares , que teve a ordem de despejo.
Os moradores da área foram solidários e ameaçaram realizar um protesto. O presidente do Conselho Distrital, Artur Cândido, intermediou um acordo entre a comunidade, a Administração da Ilha e a Aeronáutica. “Os moradores vão ser relocados para o Cassino da Aeronáutica temporariamente e a Administração do Distrito vai ceder uma nova área para a moradia. A saída vai ser pacifica, eu entendo o lado das famílias, mas a Justiça só está executando uma decisão”, explicou o presidente do Conselho.
O administrador da ilha, Luís Eduardo Antunes, afirmou que não faltou apoio às famílias. “Apesar de ser um problema entre os moradores e a Aeronáutica nós disponibilizamos assistente social, equipe para mudança, caminhão e ainda um terreno para moradia das famílias. Estamos abertos a outras sugestões de solução para o problema”, disse Antunes.
O comandante do Destacamento da Aeronáutica em Noronha, tenente Márcio Vieira, esteve no local. O militar não estava autorizado a dar entrevista, mas deu apoio aos moradores, disponibilizando pessoal para a mudança e espaço para a guarda dos móveis e utensílios. Outras casas do bairro também fazem parte do processo e ainda podem ser retiradas.

Veleiro argentino que estava desaparecido é localizado em SC

Buscas eram feitas desde 16 de julho; embarcação foi achada nesta sexta. Marinha diz que tripulação passa bem; número de pessoas é desconhecido.

Do G1 Sc

Um veleiro argentino que estava desaparecido desde a semana passada foi localizado por volta das 10h desta sexta-feira (22) na região Sul de Florianópolis, na Ilha dos Corais. Conforme a Capitania dos Portos, a embarcação pode ter sido atingida por um raio no mar, que fez o motor parar de funcionar.
Ainda não há informações sobre o número de pessoas encontradas na embarcação, mas elas estariam bem, segundo a Marinha.
A embarcação, de nome Taipan, saiu de Florianópolis, em Santa Catarina, em 9 de julho e deveria chegar a La Plata, na Argentina, no dia 14. Como não chegou ao destino, o proprietário do barco, Cristian Ernesto Bratulich, estranhou a situação e pediu ajuda. As buscas começaram em 16 de julho.
Reboque
Segundo a Capitania dos Portos, o veleiro foi localizado pelo sistema de monitoramento da Marinha em Rio Grande, no Rio Grande Sul, que solicitou um reboque da Capitania dos Portos. Com auxílio de uma embarcação do Iate Clube Veleiros da Ilha, o resgate foi ao encontro da embarcação.
“Até as 15h desta sexta, o veleiro deve estar no Iate Clube. Sabemos que a tripulação passa bem. Não temos informação, por enquanto, sobre quantas pessoas estão a bordo”, disse o capitão Juares Pereira de Mello.
O veleiro possui aproximadamente 10 metros de comprimento e o proprietário não soube informar quantos tripulantes estavam a bordo.
Força-tarefa
As buscas da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha foram feitas entre Florianópolis e Chuí, no Rio Grande do Sul. Um helicóptero, um navio da Marinha e um avião da FAB auxiliaram na ocorrência. As marinhas do Uruguai e da Argentina também participaram.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Segurança nos Estados é afetada após ida da Força Nacional para os Jogos do Rio

Missões da tropa federal foram interrompidas em ao menos três capitais do Nordeste. No Ceará, rebeliões voltaram a acontecer e, em Alagoas, investigações devem ser atingidas

Marco Antônio Carvalho, Anna Ruth Dantas Carlos Nealdo E Carmen Pompeu

A retirada de agentes da Força Nacional de Segurança de missões em andamento no País tem deixado Estados “órfãos” do apoio federal em meio a um cenário de acirramento da criminalidade. O deslocamento faz parte dos esforços para a segurança da Olimpíada no Rio, que começa no dia 5, e que deverá contar com cerca de 6 mil homens e mulheres dessa tropa vindos de diversas localidades do território nacional.
No Ceará, onde as equipes atuavam em presídios após uma onda de rebeliões no primeiro semestre deste ano, a saída dos policiais foi seguida pela volta dos conflitos nas unidades prisionais. Nesta semana, ônibus foram incendiados no que teriam sido atos ordenados por facções organizadas de dentro das cadeias. Também houve ataques a agentes e a prédios públicos.
Em Alagoas, Estado com a maior taxa de assassinatos por 100 mil habitantes (61,9, ante 26,3 da média nacional), a retirada de parte da tropa afetou principalmente o setor de investigações de homicídios da capital, Maceió. No Rio Grande do Norte, onde além de apoio nos presídios havia até efetivo para guarda-vidas no litoral, a saída também foi sentida. Nesses três Estados, quase 500 agentes deixaram as missões para integrar a operação no Rio.
Especialistas apontaram que, criadas para ser um apoio temporário, as ações da Força têm se estendido cada vez mais diante da dificuldade de regiões mais violentas em controlar a criminalidade. No Nordeste, a expectativa de governantes é de que, após as competições, as equipes possam voltar aos locais das missões originalmente desenvolvidas.
Dados do Ministério da Justiça mostram que a atuação das equipes já se estendem, em média, por seis meses em cada localidade e que quase todas as unidades federativas do País requisitam o apoio anualmente. Em 2014, foram gastos R$ 140 milhões pela União em despesas com diárias, deslocamentos e equipamentos de serviço.
Criado no fim de 2004 visando a desafogar as ações urbanas do Exército, frequentemente requisitado para trabalho de policiamento de rua, o projeto se incrementou na última década. Deixou de ser exclusivamente militar para ter equipes de delegados, bombeiros e peritos técnicos. Agora, a Força Nacional de Segurança se vê impelida a apoiar cada vez mais os Estados, sem contar com efetivo próprio ou com um crescimento da tropa equivalente.
Rebelião. Ataques a sete prédios públicos, a cinco ônibus e fugas de presos aconteceram no Ceará desde o início do mês, quando as tropas saíram para a realização de treinamento no Rio. Quatro foram presos ligados a essas ocorrências.
No dia 14 deste mês, em Itaitinga, na região metropolitana, 12 presos fugiram do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II e sequestraram um ônibus intermunicipal, na localidade de Tapuio, em Aquiraz. Os fugitivos chegaram a fazer os passageiros reféns, liberados depois sem ferimentos.
Para o secretário adjunto de Segurança do Ceará, Lauro Prado, os ataques são uma resposta de criminosos às ações policiais dentro dos presídios, como a apreensão de celulares.
Ele afirma que o trabalho de segurança pública tem sido, em parte, limitado pela situação atual do sistema penitenciário, que está superlotado. “É uma situação que foi instalada. Estamos procurando contornar, mas não há como não levar em consideração que não temos vagas nos presídios”, disse.
O reforço havia sido requisitado pelo governador Camilo Santana (PT), em maio deste ano, depois de rebeliões em série acontecerem nas unidades prisionais da região metropolitana, resultando em 14 mortos.
O Ministério da Justiça informou, em nota, que a tropa “atua em caráter episódico e planejado”, atendendo a “necessidades emergenciais, quando se é detectada urgência de reforço na área de segurança”.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Ataque mata ao menos nove na Alemanha


Pelo menos nove pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas nesta sexta-feira (22) após um atirador abrir fogo dentro e nas imediações de um shopping em Munique, terceira maior cidade da Alemanha.
A polícia identificou o autor como um alemão de origem iraniana de 18 anos que morava em Munique. Ainda não há informações sobre se ele teria relação com algum grupo terrorista nem reivindicação de alguma organização.
Segundo policiais e testemunhas, o ataque começou às 17h50 locais (12h50 em Brasília) na rua Hanauer, em frente à entrada principal do shopping Olympia, um dos maiores de Munique, principal cidade do sul alemão.
Um atirador começou disparando ao lado de um do Mc Donalds, matando duas pessoas antes de cruzar na rua e entrar no shopping por um acesso lateral do centro comercial, na rua Riess. Os investigadores disseram que, em seguida, outras pessoas foram baleadas nos corredores do Olympia.
Dos 21 feridos, 16 continuam hospitalizados, sendo três em estado grave. O autor do ataque matou uma adolescente e feriu crianças. Os nomes das vítimas não serão revelados até que todas as famílias sejam avisadas, afirmou a polícia.
Minutos depois, policiais e bombeiros cercaram o centro comercial. Além do reforço na segurança, as autoridades decretaram emergência, interromperam o transporte público e pediram aos moradores que ficassem em casa.
O chefe da polícia, Hubertus Andrä, afirma que houve troca de tiros entre o atirador e os agentes fora do shopping antes de seu corpo ser encontrado, por volta das 20h30 (15h30 em Brasília). Ele teria se suicidado, dizem os agentes.
O nome do atirador não foi divulgado, assim como a arma usada durante o ataque. Segundo Andrä, o homem morava "há bastante tempo" em Munique, não era investigado pelos serviços de inteligência alemães nem tinha antecedentes criminais.
Munique tem uma memória dolorosa de atentados terroristas: nos Jogos Olímpicos de 1972, na cidade, 11 atletas de Israel foram sequestrados, torturados e mortos por extremistas palestinos.
DÚVIDA
Nenhuma organização terrorista havia reivindicado o ataque. Militantes da facção Estado Islâmico comemoraram a ação em fóruns, mas a polícia não via evidências de terrorismo religioso.
A hipótese pode ter sido levantada devido à influência de ataques recentes na Europa, como o do tunisiano que matou 84 pessoas em Nice no dia 14 e o do afegão que feriu cinco em Würzburg dia 22.
Apesar de os três terem vindo de países de maioria islâmica, o mistério sobre a autoria continua no caso de Munique. O Irã, de onde é originário o atirador, é de maioria xiita, diferentemente de Argélia e Afeganistão.
O regime iraniano é um dos principais rivais tanto do Estado Islâmico quanto da rede terrorista Al Qaeda, que consideram os xiitas hereges e, por isso, os matam. Um exemplo de ataque contra os xiitas foi a explosão de um caminhão-bomba reivindicada pelo Estado Islâmico que deixou quase 200 mortos em Bagdá no dia 2.
A chanceler Angela Merkel suspendeu as férias e convocou reunião de emergência com seus ministros neste sábado (23). Em nota, o Itamaraty lamentou o ataque e disse que não havia vítimas brasileiras. O governo colocou à disposição dos brasileiros na região os números 0/xx/61/98197-2284 no Brasil e 00/xx/49/17/3378-3470 na Alemanha.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


"Definimos a linha que não pode ser cruzada", diz ministro da Defesa

Raul Jungmann afirma que a Lei Antiterrorismo deu ao governo a garantia de intervenção em casos como o dos 11 presos

Denise R., Leonardo Cavalcanti E Luiz Carlos A.

Há menos de três meses no cargo, o ministro Raul Jungmann, 64 anos, parece confortável no comando do Ministério da Defesa e, mais ainda, ao defender as prisões de 11 suspeitos com base na Lei Antiterrorismo, da qual foi um dos relatores no Congresso. “Quando alguém migra para qualquer tipo de ato preparatório, aí nós sempre iremos à Justiça e vamos intervir”, disse ele.
Com as Olimpíadas, o Brasil passou a integrar o grupo de países que compartilham informações mais aprofundadas sobre terrorismo, como os EUA, a França, a Inglaterra e a Alemanha. “Até aqui, permanecíamos fora desse rito de intersecção, mas, para um país com as dimensões do Brasil, era inevitável existir essa projeção global”, disse Jungmann na última quinta-feira.
Para ele, o Brasil precisa estar atento. “Não pode, como querem nossas elites, ter uma projeção mundial sem ter uma capacidade de dissuasão. E isso significa você ter uma política diplomática, uma diplomacia extremamente atuante e presente.” Durante a conversa com o Correio, Jungmann disse que o país está preparado para as Olimpíadas, e que isso não é apenas uma avaliação do governo, mas de parceiros internacionais, como os Estados Unidos.
Há terroristas no Brasil?
Você não tem grupos terroristas. Nós não identificamos terroristas no Brasil que, por exemplo, estejam ligados a organizações internacionais, que tenham sido enviados para cá, que tenham sido treinados fora e que tenham entrado no país. Nossa área de inteligência, e também agências de inteligência internacionais, não identificaram essa ameaça. Portanto, nós não temos a informação de que aqui existam terroristas infiltrados.
Mas as últimas ações na Europa foram feitas exatamente por grupos que não tinham treinamento.
Primeiro, é preciso destacar que nós não temos tradição de atos terroristas no Brasil. Em segundo lugar, realizamos nos últimos anos sete grandes eventos. Às vésperas de todos, convivemos com o estresse pré-evento. Sempre existe essa perspectiva, de que algo muito grave vai acontecer. O diferencial agora é que você tem essa grande sequência de atos terroristas, mundo afora. E estamos aqui organizando o maior evento global que são, exatamente, as Olimpíadas. Teremos, pela primeira vez, um centro internacional de inteligência que já alcançou o número de 106 especialistas de outros países, que estarão aqui conosco compartilhando informações.
Retirar de circulação “elementos suspeitos” é uma política de segurança preventiva prevista no caderno de encargos, devido às Olimpíadas?
Objetivamente, nós definimos uma linha que não pode ser cruzada, que é aquilo que se chama de atos preparatórios e é, exatamente, algo capitulado e previsto dentro da Lei Antiterrorismo da qual eu fui um dos relatores. Então, no momento em que você migra do juramento, da relação, seja com qual grupo for, e até da louvação, seja como for, e você sempre incide em qualquer tipo de ato preparatório, aí nós sempre vamos procurar a Justiça e vamos intervir. Quer dizer, essa é a linha divisória que não pode ser ultrapassada por absolutamente ninguém.
Qual é a fronteira entre a simpatia e o engajamento do ponto de vista da prevenção, da segurança das Olimpíadas?
Ocorreram mutações no terrorismo clássico e no terrorismo atual. Particularmente, o sempre supracitado Estado Islâmico tem uma política muito agressiva, através das redes sociais. Qualquer pessoa pode procurar, pode entrar em contato. O que fazemos? O acompanhamento dessas pessoas. É evidente que, se você entrar em contato, trocar informações com uma entidade estrangeira, isso não constitui um crime. Você não tem como tipificar até aí. Agora, eu insisto, quando você migra da relação, da apologia interna, quando você sai do contato, da relação, da troca de informação e começa a concretizar, através de atos preparatórios, com intenção de realizar um ato terrorista, aí, de fato, você está cometendo um crime e a Justiça e a segurança têm que intervir. A pena, só pelos atos preparatórios, pode chegar a oito anos. E no caso de um ato terrorista, até 30 anos. É uma das mais pesadas penas que temos no Código Penal brasileiro.
Vai haver um sistema especial para esse período, na fronteira seca?
O que se pode fazer é um monitoramento das regiões mais sensíveis e fronteiras com Paraguai e Bolívia, que são aquelas onde há, mais intensamente, o fluxo de tráfico, seja de drogas, seja de armas, e assim por diante. E o ministro Serra esta semana está organizando uma reunião com todos os países, para buscar uma forma de atuação conjunta e maneiras de combater de forma integrada, internacionalmente, entre nós e os nossos vizinhos, esses crimes transfronteiriços e coibi-los.
Um adolescente que entra no site do Estado Islâmico já passa a ser investigado?
Não. Vamos a esse caso concreto agora, desse pessoal que foi preso. Eles começaram a levantar informações em sites do Paraguai e em outros lugares, onde eles poderiam encontrar armas. Então, evidentemente, isso é uma mudança. Você começa a demonstrar intenção completa, na medida em que você se predispõe a procurar compra de armas, semiautomáticas. Aí, evidentemente que você já está cometendo um ato preparatório. Você fazer transporte de explosivos, receber pessoas que vão participar do ato, ceder locais para reuniões que vão levar a organização daquele ato. Tudo isso é calculado como um ato preparatório. Uma parte deles estava organizando isso.
O senhor acha que a prisão dos suspeitos pode trazer uma visibilidade negativa para o país?
Primeiro eu vou usar um testemunho de uma embaixadora dos EUA, que esteve comigo há umas três, quatro semanas. Ela me disse duas coisas. Em primeiro lugar, que nossos serviços de inteligência e os deles (EUA) estavam perfeitamente alinhados e trabalhando muito bem, um depoimento dela. Em segundo lugar, que o serviço de inteligência deles não identificava nenhuma ameaça potencial, aquilo que eu disse desde o começo. Eu acho que, na verdade, estamos mudando de patamar no que diz respeito ao sistema de inteligência como um tudo. De repente, o Brasil está prestes a realizar uma Olimpíada, se projeta sobre o Brasil um conflito geopolítico vivido na Síria. Até aqui, nós permanecíamos fora desse rito de intersecção ou interrelação e você percebe claramente que um país com as dimensões, com o peso do Brasil, é inevitável existir uma projeção global. A verdade é que, em um país como o nosso, é preciso estar atento que não pode, como querem nossas elites, ter uma projeção mundial sem ter capacidade de dissuasão, e isso significa você ter uma política diplomática, uma diplomacia extremamente atuante e presente. Em segundo lugar, você precisa ter poder militar; mais que a capacidade dos militares, você precisa ter um poder de dissuasão.
No Rio de Janeiro, na programação das Olimpíadas, nós teremos ainda eventos de massa, de caráter cultural, em várias regiões da cidade.
O Rio de Janeiro, em um dia normal, conta com um policiamento de 1 mil. Nós vamos disponibilizar, aqui no Rio, 22 mil homens. Além disso, as Forças Nacional de Segurança, a PM, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal vão agregar a isso algo como 25 mil. Então, teremos um policiamento ostensivo na ordem de 47 mil homens, sete vezes mais segurança do que você tem normalmente. No que diz respeito à ostensividade, à visibilidade e à presença desse conjunto de agências, não tem a menor dúvida de que o Rio de Janeiro será uma cidade segura.

Brasília na reta final para as Olimpíadas


A 11 dias do início dos Jogos Olímpicos, o Distrito Federal se prepara para receber 10 partidas de futebol do evento. Algumas alterações impactarão a rotina dos moradores da capital, principalmente em relação à segurança. Serão 4,5 mil servidores nas ruas, o triplo que trabalhou na Copa do Mundo, em 2014 — o efetivo e o aparato foram apresentados ontem. Os números de cada corporação não foram divulgados por motivos de segurança. Além disso, 4 mil militares das Forças Armadas estarão a postos para dar apoio, caso seja necessário.
O coordenador da Comissão de Segurança para os Jogos Olímpicos, coronel Paulo Roberto Oliveira, diz que, no planejamento feito, 168 cenários de possíveis ocorrências foram criados, sendo 50 de prováveis atos terroristas. Ao todo, 44 instituições locais e federais estão escaladas para trabalhar durante o período. O foco do esquema estará direcionado para quatro ações: acompanhamento das delegações, dos quatro centros de treinamento, do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e dos hotéis em que os atletas ficarão hospedados. “Estamos prontos e bem integrados. Nosso trabalho começa a partir de domingo, com a chegada das primeiras delegações”, afirma.
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) reitera a preparação para enfrentar qualquer eventualidade. “As Olimpíadas simbolizam uma celebração entre povos de todo o mundo. Todos que passarem por Brasília sairão com a melhor impressão possível da cidade. Estamos seguros para garantir toda a tranquilidade ao conjunto da população”, garante. Segundo o comandante militar do Planalto, general Cesar Leme Justo, o planejamento para as Olimpíadas, por parte das forças militares, é feito desde antes do final da Copa do Mundo. “É um trabalho contínuo, integrado e coordenado.”
Transporte e comércio
Uma das preocupações durante a Copa do Mundo foi a mobilidade. Para as Olimpíadas, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) afirma que haverá aumento da oferta de veículos nas linhas que ligam as regiões administrativas à Rodoviária do Plano Piloto, de acordo com a demanda. O órgão pede atenção, pois o reforço terá início três horas antes dos jogos e será encerrado duas horas após as partidas. Já o Metrô-DF ainda não sabe como funcionará durante a competição por causa da greve (Leia mais sobre o assunto na página 21).
Outra área que sofreu durante o Mundial, o comércio não criou grandes expectativas para os Jogos Olímpicos. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF, Edson de Castro, o setor que mais deve faturar com a oportunidade é o de material esportivo, novamente. “Há uma espera de aumento de 10%. As lojas estão preparadas porque sobrou bastante mercadoria da Copa. Na época, a maioria teve grandes prejuízos, pois todos se prepararam para algo que não ocorreu”, acredita.
O dirigente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília, Jael Silva, compartilha o pensamento. Ele diz que a rede hoteleira, até o momento, possui 30% da ocupação, mas até a data deve atingir 50%. Como na Copa, os empresários estão frustrados e com receios de investir. “Em 2014, houve uma preocupação em ensinar o básico do inglês aos funcionários. Desta vez, praticamente não se viu isso.”
Saúde
No setor de saúde, o Plano de Ação da secretaria disponibilizará 99 profissionais, nove ambulâncias, 40 socorristas e seis postos médicos para o atendimento pré-hospitalar de torcedores e atletas. O Hospital de Base será destinado ao atendimento de pessoas com quadro clínico de trauma — como ocorreu na Copa do Mundo. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) atenderá os demais casos e o Hospital Regional de Taguatinga será responsável por prestar apoio aos hospitais da zona central.
Nos dias de jogos, 30% dos leitos do pronto-socorro do Base e do Hran serão deixados de reserva para atender à demanda do dia. Entretanto, existe a possibilidade de cirurgias marcadas serem reagendadas para o mesmo dia em outro hospital da rede ou na data mais próxima, com o intuito de deixar os centros cirúrgicos livres para atuação, se necessário. Os estoques da Fundação Hemocentro de Brasília, que participa do Plano Nacional de Contingência para Grandes Eventos da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, estão com percentuais que variam de 20% a 200% a mais do que o considerado estratégico.

Suspeito se entrega no MT

Procurado pela PF por articular ataque terrorista nas Olimpíadas, homem se rendeu em Vila Bela da Santíssima Trindade

Julia Chaib, Eduardo Militão

Um dos dois foragidos procurados pela Polícia Federal suspeitos de articular ataques terroristas no Brasil durante as Olimpíadas se entregou ontem em Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso, cidade que faz fronteira com a Bolívia. Com ele, são 11 os presos na Operação Hashtag. O outro integrante do grupo de supostos terroristas seguia em local desconhecido até o fechamento desta edição. Ontem pela manhã, 10 detidos pela Polícia Federal na quinta-feira — quando a ação foi deflagrada — foram encaminhados ao presídio federal de Campo Grande (MS), onde estão isolados. A unidade costuma receber criminosos de alta periculosidade.
O suspeito se rendeu por volta das 18h. Ele também será encaminhado a um presídio federal. A Polícia Federal não divulgou mais detalhes sobre a transferência. As prisões foram amparadas pela Lei Antiterrorismo, sancionada em março, e usadas pela primeira vez. Os envolvidos ficarão detidos por 30 dias, renováveis por mais 30. A Lei nº 13.260/2016 permite que as detenções ocorram quando se percebem “atos preparatórios” para ataques terroristas, antes da execução do ato em si.
Para levantar provas contra o grupo, que fazia batismos com juramentos em vídeo de lealdade ao Estado Islâmico, agentes infiltrados participaram de redes sociais usadas pelos suspeitos de terror. Um dos motivos que levaram a Justiça a pedir a prisão do grupo foi uma mensagem interceptada em que um dos envolvidos pedia a compra de um fuzil AK-47 em um site clandestino de vendas de armas. Os presos integravam um grupo chamado Defensores de Sharia, no qual passaram a se vangloriar de recentes atentados e a dizer que o Brasil poderia ser um alvo devido ao alto número de estrangeiros que vai receber.
Pré-evento
Ontem, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, esteve em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e levantou suspeitas de que os foragidos estivessem lá. Ele, porém, negou que essa tenha sido a motivação da viagem e disse ter ido para o último dia da Operação Nova Aliança 13, ação conjunta com a Secretaria Nacional Antidroga do Paraguai (Senad), que destruiu plantações de maconha que seriam usadas para o tráfico. Segundo fontes da PF e do Ministério Público Federal, a tríplice fronteira entre Paraguai e Argentina preocupa do ponto de vista de segurança.
Embora tenha sido criticado internamente no governo pelo tom que deu à coletiva de imprensa na quinta-feira, Moraes voltou a repetir que se trata de um grupo de “amadores”. “A sequência da investigação vai mostrar que alguém que procura uma arma, um fuzil pela internet ou alguém que, dias antes das Olimpíadas, determine que outros iniciem um curso de lutas marciais é amador” Ontem, em evento no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o país está seguro e que há um “estresse pré-grandes eventos”.
Avisado dias antes sobre o monitoramento dos suspeitos, o presidente em exercício, Michel Temer, se reuniu por duas vezes ontem com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoeyn. De manhã, o general despachou com Temer no gabinete do Palácio do Planalto. Três horas depois, Etchegoeyn foi ao Palácio do Jaburu, residência oficial do interino, para avaliarem os efeitos do tiroteio em Munique, na Alemanha. A avaliação é que o Planalto não deve comentar o episódio.

REVISTA ISTO É


Ameaça real

A prisão de dez brasileiros suspeitos de preparar ataques evidencia o risco de ações terroristas na Rio-2016

Raul Montenegro

O que era apenas um receio se confirmou como ameaça real. A operação Hashtag da Polícia Federal deteve, na manhã da quinta-feira 21, dez suspeitos de preparar ataques terroristas durante os Jogos Rio-2016. Segundo o Ministério da Justiça, os acusados teriam jurado lealdade ao Estado Islâmico e planejado a compra de armas com a intenção de deflagrar um massacre na Olimpíada, que começa em 5 de agosto. Além das dez presos, foram feitas duas conduções coercitivas (quando a pessoa é forçada a depor) e 19 buscas e apreensões.
Até o fechamento desta edição, dois deles continuavam foragidos. “As prisões demonstram que essa ameaça não pode ser negligenciada”, afirma Marcos Degaut, professor de política do terrorismo internacional na Universidade da Flórida Central. “É preciso conscientizar a população de que o risco é real.” Os suspeitos formavam uma rede de abrangência nacional. Todos homens, de 20 a 40 anos, foram detidos nos estados do Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Dois já haviam sido condenados por homicídio. Falando à imprensa em Brasília, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que o cabeça seria Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, 21 anos, que trabalha numa rede de supermercados na região metropolitana de Curitiba e não possui passagem pela polícia. Para o juiz federal que expediu os mandados, apesar da proeminência de alguns membros, não havia uma liderança formal.
Alguns dos suspeitos comprovadamente espalhavam mensagens de ódio na rede, conforme apurado pela reportagem. Familiares de outros acusados alegam que eles foram levados injustamente. Os pais e a mulher de um dos presos em São Paulo, o funileiro Vitor Magalhães, 23 anos, afirmaram que ele não é terrorista e que, nas mensagens de celular, apenas dá aulas de árabe. De acordo com a família, o jovem é muçulmano desde 2010, fez um intercâmbio de seis meses no Egito e hoje faz vídeos no YouTube ensinando o idioma.
Juramento ao Estado Islâmico
De acordo com o ministério da Justiça, a operação foi deflagrada assim que os indivíduos passaram da apologia ao terrorismo à preparação de ataques. O monitoramento havia começado em março. Recentemente, o grupo teria usado as redes sociais para comemorar os ataques de Orlando (EUA) e Nice (França). As prisões foram determinadas depois que eles passaram a se articular para obter armamentos no Paraguai. Um dos suspeitos entrou em contato com uma empresa para comprar um rifle AK-47, o que não foi concretizado.
Ainda segundo o ministro Alexandre de Moraes, os suspeitos se comunicavam por meio de aplicativos como Whatsapp e Telegram, e alguns deles chegaram a fazer juramento ao Estado Islâmico. O suposto batismo era virtual. “Aparece uma gravação e a pessoa repete”, disse o ministro. “Não houve interação. Eles não saíram do País para nenhum contato pessoal.” As declarações levantam dúvidas sobre o monitoramento, já que os dois aplicativos usam códigos que não pode ser desvendados pelas forças de segurança brasileiras.
Recentemente, a Justiça bloqueou o Whatsapp repetidas vezes justamente por requisitar, sem sucesso, informações relacionadas a casos criminais. “Se a criptografia foi quebrada, isso foi feito por agências colaborando no exterior”, afirma Ricardo Chilelli, presidente da empresa de consultoria de segurança e inteligência RCI First. A forma como os suspeitos operavam demonstra que eles formavam um bando amador, desorganizado e apenas marginalmente ligado ao Estado Islâmico.
Em visita ao Rio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, se referiu à articulação do grupo como um “ato isolado” e chegou a afirmar que a ação foi uma “porra-louquice”. Especialistas ouvidos pela reportagem de ISTOÉ concordam com a avaliação do governo. O consultor de segurança Chilelli considera que a dificuldade dos suspeitos em conseguir armas mostra que eles não tinham acesso ao submundo do crime. “No Brasil você consegue um AK-47 pelo telefone”, diz. “Mas não dá para falar que, por isso, eles não eram perigosos.
"Você não precisa de um rifle para cometer um massacre. Basta olhar para Nice, onde foi usado somente um caminhão.” De acordo com Degaut, autoridades erraram ao negligenciar a ameaça. “A existência desse grupo é indicativo de que coisas maiores podem estar por vir.” De acordo com a Polícia Federal, pelo menos 100 pessoas estão sob monitoramento. Na sexta-feira 22, o governo divulgou a implantação de novos sistemas de vigilância do espaço aéreo durante os Jogos, cuja segurança contará com um efetivo de 22 mil homens das Forças Armadas, além das polícias Federal, Militar e Força Nacional.
Embora o Brasil não seja alvo, o simbolismo do evento e as dezenas de delegações internacionais de países ligados a conflitos no Oriente Médio aumentam o risco de atentados. “O Brasil é um playground para extremistas. Nossas leis são uma piada, nossas fronteiras são problemáticas, temos corrupção endêmica e um supermercado do crime. Ainda por cima, é fácil se esconder aqui dentro porque o País é enorme e multirracial”, afirma Ricardo Chilelli. Longe de provar o contrário, as prisões da quinta-feira trazem ao menos o alívio de que as forças de segurança estão em alerta.

AGÊNCIA BRASIL


Forças Armadas vão reforçar segurança durante partidas olímpicas em Brasília


Yara Aquino Repórter Da Agência Brasil

ImagemCerca de 4 mil militares das Forças Armadas e 4,5 mil servidores do Distrito Federal, entre eles policiais, atuarão durante as partidas de futebol dos Jogos Olímpicos que ocorrerão em Brasília. Eles farão parte da operação que começa no próximo domingo (24) e vai até o dia 15 de agosto.
Hoje (22), viaturas, aeronaves, equipamentos e grupamentos militares que serão empregados na segurança foram apresentados pelo governo do Distrito Federal e o Comando Militar do Planalto. Brasília receberá dez partidas de futebol das Olimpíadas entre os dias 4 e 13 de agosto. Serão sete jogos do torneio masculino e três do feminino.
Das Forças Armadas, parte dos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica ficará de prontidão e atuará caso seja necessário. “Os 4 mil militares atuam na proteção das estruturas estratégicas, na defesa aeroespacial, na defesa lacustre a atuando em conjunto com a segurança pública, caso seja necessário”, explicou o general César Lemes Justo, Comandante Militar do Planalto.
Dentre os 4,5 mil servidores do governo do Distrito Federal estarão membros da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, do Detran, da Defesa Civil, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e outros. Além do policiamento para garantir a segurança dos atletas e do público, eles vão trabalhar na organização do trânsito e escolta de delegações.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, participou da cerimônia e disse que Brasília está preparada para receber as partidas de futebol da Olimpíada. “Temos uma integração muito importante entre todos os órgãos do governo de Brasília, de segurança, com as Forças Armadas, para garantir aos atletas, turistas e brasileiros de todo o país que eles terão toda segurança garantida”, disse.
Os primeiros jogos na cidade ocorrerão dia 4 de agosto, com a estreia da seleção brasileira masculina que entra no campo do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha contra a África do Sul. Antes do Brasil, entram em campo Iraque e Dinamarca.

OUTRAS MÍDIAS


AGORA VALE (SP)


Forças de segurança realizam simulado de ataque terrorista em São José dos Campos

Forças de segurança participaram de um simulado de ataque terrorista com 50 vítimas, na tarde de quinta-feira (21), em São José dos Campos. O treinamento aconteceu no aeroporto da cidade.
O simulado envolveu cerca de 300 pessoas e mobilizou 60 pessoas de equipes de resgate de urgência e emergência da cidade, entre SAMU, Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU), COI (Centro de Operações Integradas), Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial (BINFA) e Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).
Foi simulada a chegada de uma delegação estrangeira. Durante o desembarque, um segurança do aeroporto identificará um suspeito entre as pessoas que estão no saguão. Ao ser abordado pelas autoridades e diante dos questionamentos, ele aciona uma bomba, que explode e faz diversas vítimas.
A administração aeroportuária local inicia o procedimento de emergência, acionando as Forças de Segurança Pública. A área é totalmente isolada e cães farejadores são levados para certificar que não existam mais bombas. Só então a operação de salvamento é iniciada.
Depois simularam um novo cenário: um dos terroristas, que conseguiu embarcar, mantém dez passageiros e quatro tripulantes reféns dentro de uma aeronave e despacha uma bagagem contendo artefatos explosivos. No simulado, foi utilizado um Boeing 737.
"O objetivo, de todo o histórico fictício é conferir a eficácia do Programa de Segurança Aeroportuária do aeroporto de São José dos Campos e treinar as equipes para o caso de uma ocorrência real. O preparo é importante, já que a Olimpíada se aproxima e São José está estrategicamente localizada entre o eixo Rio-São Paulo", conclui o médico e coordenador do SAMU de São José, Fernando Fonseca.

SITE CONCURSOS ATUAIS


Concurso Aeronáutica 2016 – Curso de Formação de Sargentos

Vagas serão para as áreas de Guarda e Segurança (apenas homens) e Controle de Tráfego Aéreo (homens e mulheres).
A Aeronáutica, por intermédio de seu Departamento de Ensino, tornou público o edital de número 18/2016, o qual anuncia a abertura de um novo Exame de Admissão para o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica na Turma do 2° semestre do ano de 2017 – EA CFS 2/2017.
As oportunidades que se encontram vagas são para que seja formada a Turma 2 do Curso de Formação de Sargentos e as mesmas estão distribuídas da seguinte maneira:
Opção 1: Será apenas para o sexo masculino, não-aeronavegantes, Guarda e Segurança (SGS) e conta com 21 vagas;
Opção 2: Destinada tanto para o sexo masculino quanto para o sexo feminino, Controle de Tráfego Aéreo (BCT), possui 128 oportunidades.
Os interessados em participar deste processo de seleção terão de realizar suas inscrições para o certame no período compreendido entre o dia 1° e o dia 25 de agosto do ano de 2016, e devem ser efetuadas por meio da página eletrônica da Escola de Especialista da Aeronáutica – EEAR (http://www.eear.aer.mil.br) ou então através do portal eletrônico do Comando da Aeronáutica, a COMAER (http://www.fab.mil.br).
O processo de seleção para o Curso de Formação de Sargentos será composto pelas fases de provas objetivas escritas, exame de aptidão psicológica e inspeção de saúde, além de um teste de avaliação de condicionamento físico do candidato e também uma validação de documentos.

FOLHA MILITAR ONLINE


Aeronáutica e Agências de Segurança fazem treinamento no Aeroporto do Galeão

Objetivo foi colocar em prática o planejamento e as ações de resposta em um cenário crítico visando aos Jogos
No próximo domingo, dia 24 de julho, o esquema de segurança voltado para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (JO2016) começará a operar na cidade do Rio de Janeiro. Na terça-feira (19), as Forças de Segurança e Defesa que atuarão no RIOGaleão (Aeroporto Internacional Tom Jobim) fizeram um exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas. O objetivo foi colocar em prática o planejamento e as ações de resposta em um cenário crítico.
“Nosso exercício simulado visa, cada vez mais, ampliar os laços operacionais, identificando possíveis desvios de protocolo, para que a gente consiga os alinhamentos corretos para o evento que se aproxima”, disse o delegado da Polícia Federal (PF), Fábio Andrade.
Durante o treinamento, militares das Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) e Polícia Federal (PF) circulavam pelo saguão de embarque e desembarque e o acesso aos terminais do aeroporto fazendo policiamento ostensivo. Duas malas abandonadas foram encontradas no saguão do terminal 2. A situação real serviu para que os protocolos fossem colocados em prática pelos agentes de segurança.
“Foi bom para que nós todos interagíssemos ao mesmo tempo e entendêssemos a dinâmica do aeroporto, seguindo os protocolos. Na realidade fica muito melhor você desenvolver um trabalho em conjunto e nós conseguimos realizar isso, pois testamos e vimos a necessidade da vigilância eletrônica, o tempo de resposta e o eventual acionamento de contingência de outra força de defesa”, afirmou o delegado da PF.
Cerca de 1.200 profissionais atuaram no treinamento. Da FAB, foram 350 militares envolvidos. E a partir do dia 24 de julho, a Aeronáutica contará com 500 militares atuando em cooperação ao serviço de segurança pública.
“A atuação das tropas que foram convocadas, tendo em vista uma solicitação do governador, tem por objetivo complementar o serviço de segurança pública. Para a Força Aérea cabe o apoio na área do aeroporto, saguão e área externa, além da estrada do galeão e da 20 de janeiro, vias de acesso ao Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) e ao aeroporto”, concluiu o Coronel de Infantaria Alexandre Okada, Comandante do Batalhão Garantia da Lei e da Ordem (GLO) da FAB.
Aproximadamente 30 malas são esquecidas diariamente no saguão do aeroporto. A previsão é que com o aumento de voos e passageiros durante os Jogos, esse número tende a aumentar proporcionalmente. Para todos os objetos encontrados os protocolos são realizados a fim de descartar qualquer hipótese de algo suspeito. Durante coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal deixou um alerta à população.
“Os passageiros podem ajudar muito as forças de segurança tendo mais atenção com seus pertences”, explica o delegado.
O exercício contou também com a cooperação da Polícia Militar, Polícia Civil, Exército Brasileiro, Guarda Municipal, Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (DETRO), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Receita Federal e funcionários do RIOgaleão.
EMCFA
Pela manhã, o Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho, pousou na Base Aérea do Galeão para revista à tropa de Infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB) que atuará em missões em área externa e interna do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Acompanhado pelo Comandante do III COMAR, Major-Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves, o Chefe do EMCFA conheceu a área e recebeu informações detalhadas de como será a atuação desta tropa, nas missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), segurança e patrulhamento das vias de acesso ao aeroporto do Galeão, policiamento ostensivo e controle do trânsito.
Essas ações serão realizadas em apoio aos órgãos de Segurança Pública, como Polícia Federal, Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e a concessionária RIOGaleão. No total, 500 militares serão empregados para essas missões em área externa e interna do aeroporto Tom Jobim. Logo após, o CHEMCFA se deslocou para reconhecimento de outras áreas onde as Forças Armadas atuarão com tropas da Marinha e do Exército.

MÍDIA MAX (MS)


Ministro da Justiça quer reforçar combate às plantações de maconha no Paraguai

80% da droga cultivada no país vizinho são vendidos no Brasil
André Bento, de Dourados
A visita ao Paraguai feita nesta sexta-feira (22) pelo ministro da Justiça do Brasil, Alexandre de Morais, foi destacada pelas autoridades dos dois países como um claro demonstrativo de fortalecimento da cooperação internacional contra o narcotráfico. Em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, município sul-mato-grossense a 313 quilômetros de Campo Grande, uma entrevista coletiva apresentou resultados dessa parceria que deve crescer ainda mais.
O evento desta manhã marcou o encerramento da segunda fase da Operação Nova Aliança, focada, sobretudo, na destruição de plantações de maconha no Paraguai. Chefe da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), o coronel Hugo Davi Vera Quintanada afirmou que esse tipo de operação conjunta entre os dois países “tem atacado a estrutura financeira do narcotráfico”. Ele informou que somente de 2013 até agora, essas ações evitaram um lucro superior a US$ 250 milhões aos chefes do esquema criminoso.
“Essas operações de erradicação da maconha têm como fim quebrar o ciclo de produção e evitar o lucro. A nossa parceria e grande amizade com a Polícia Federal do Brasil é um exemplo regional de responsabilidade compartilhada”, ponderou.
Para o ministro da Justiça do Brasil, a parceria deve crescer ainda mais. “A maconha aqui plantada, 80% de sua destinação é para o Brasil. Então as autoridades brasileiras têm o dever de apoiar as autoridades paraguaias como estamos apoiando e vamos ampliar esse apoio. As operações integradas serão ampliadas, recursos destinados à Polícia Federal pelo Ministério da Justiça serão ampliados, para que possamos dar apoio operacional com cessão de viaturas, helicópteros compartilhados, para aumentar o número de operações”, anunciou Morais.
Segundo o ministro, “o combate da criminalidade transnacional, contra tráfico de drogas, armas e contrabando”, é uma das prioridades dele desde que assumiu a pasta e uma determinação do presidente Michel Temer (PMDB). “Desde o início do ano tivemos a oportunidade de, no Paraguai, erradicar 708 hectares, 209 toneladas de maconha pronta para consumo. É muito mais inteligente e eficiente uma parceria para erradicar no momento da plantação do que aguardar para combater depois a droga sendo comercializada”, ponderou.
Em documento divulgado pela Senad, contudo, os dados relativos às operações conjuntas divergem dos narrados pelo ministro brasileiro. A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai informa ter destruído 162 hectares de maconha, incinerado 66.910 quilos da droga pronta para venda, além de ter destruído 103 acampamentos montados por plantadores.
Diretor-geral da PF brasileira, Leandro Daiello Coimbra ressaltou que cooperação entre Brasil e Paraguai é uma parceria antiga. “A parceria que temos com a Senad e com o governo paraguaio já virou uma amizade, amizade de organizações que pensam no bem da sociedade brasileira e da sociedade paraguaia e esse bem será traduzido no combate ao crime transnacional”, pontuou. “Aprendemos muito com os senhores no Paraguai, queremos aprender mais e queremos também trazer nossas experiências. Estou cada vez mais impressionado com a qualidade da Senad e o conhecimento que os senhores têm para erradicar [a maconha]”.
Durante a manhã de hoje, comitivas de autoridades dos dois países foram até uma região do Paraguai onde foi realizada a destruição de uma plantação de maconha. O ministro da Justiça desembarcou em Ponta Porã pouco antes das 10h, trazido a Mato Grosso do Sul num avião da Força Aérea Brasileira. Na quinta-feira (21) Alexandre de Morais foi notícia em todo o mundo depois de anunciar a prisão de 10 pessoas suspeitas de planejar um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

PORTAL O REPÓRTER.COM (RJ)


Brasil terá 145 atletas militares nos Jogos Olímpicos

A delegação brasileira que estará nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terá um grande contingente de atletas que fazem parte das Forças Armadas. Segundo o Ministério da Defesa, 145 atletas militares estãoentre os 465 que compõem o Time Brasil e disputarão os Jogos Olímpicos Rio 2016.
A meta inicial do Ministério da Defesa era ter 100 atletas do Programa de Alto Rendimento da Pasta, e assim, dobrar o número de representantes das Forças Armadas que participaram das Olimpíadas de Londres, no maior evento esportivo do planeta que terá como sede o Rio de Janeiro.
“O fato de termos colocado 145 militares no Time Brasil, o que representa 30% dos nossos atletas, nos enche de orgulho principalmente porque superamos, com larga margem, a meta inicial. Agora, com a máquina adiante a toda força, vamos à conquista de nossas medalhas e dar a nossa contribuição para fazermos do Brasil uma Nação vitoriosa em todos os sentidos”, ressalta o diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zuccaro.
A meta do Ministério da Defesa é conquistar pelo menos 10 medalhas nas 27 modalidades em que os atletas militares irão competir (64% dos esportes das Olimpíadas). As Forças Armadas estarão presentes nas disputas de atletismo, basquete feminino, ginástica artística, hipismo adestramento, hóquei sobre a grama, natação, judô, levantamento de peso, tiro esportivo, tiro com arco, taekwondo, vôlei de praia, maratona aquática, lutas, ciclismo pista, ciclismo estrada, handebol, vela, esgrima, boxe, remo, saltos ornamentais, nado sincronizado, canoagem slalom, badminton, triatlo e pentatlo moderno.
Os militares garantiram mais da metade das vagas da delegação brasileira de natação. Do total de 33 atletas brasileiros, 18 integram o Programa de Alto Rendimento do Ministério da Defesa. Na busca pelo pódio estão Etiene Medeiros, João de Lucca, Manuella Lyrio, Leonardo de Deus, Daynara de Paula, Henrique Martins, Graciele Hermmann, João Gomes, Brandonn Pierry, Italo Duarte, Natalia de Luccas, Gabriel Santos, Jhennifer Conceição, Nicolas Oliveira, Henrique Rodrigues, Thiago Simon, Guilherme Guido e Larissa Oliveira.
Já o time de judô é composto exclusivamente por atletas militares. São 14 atletas, sendo sete homens que integram o quadro temporário do Exército e sete mulheres que fazem parte da Marinha. Na lista está a campeã olímpica Sarah Menezes, além dos sargentos Felipe Kitadai, Charles Chibana, Erika Miranda, Alex Pombo, Mayra Aguiar, Victor Penalber, Rafaela Silva, Tiago Camilo, Maria Portela, Rafael Silva, Maria Suelen, Rafael Buzacarini e Mariana Silva.
“Em Londres tudo era novidade, mas acho que a maturidade é o meu diferencial para os Jogos do Rio”, comenta a judoca, sargento da Marinha, Maria Suelen Altheman. Com a experiência de participar de três Olimpíadas (2000, 2008 e 2012), Tiago Camilo mantém o foco em todos os movimentos durante seus treinos. "Nessa reta final, o mais importante é ter atenção aos treinamentos, foco e, principalmente, energia. Aquilo pelo qual a gente tanto esperou nesses quatro anos está tão perto, a ansiedade bate e você precisa saber controlar para chegar bem no dia da luta, com muita energia", diz o sargento do Exército, dono de uma prata em Sydney e um bronze em Pequim. As disputas nos tatames acontecerão de 6 a 12 de agosto, na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra.
Além desses times de natação e judô, a expectativa de medalhas entre as Forças Armadas também está nas equipes de vôlei de praia, tiro e vela.



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