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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 22/06/2016 / Ryanair chega à Argentina e evita Brasil por corrupção, diz dono


Ryanair chega à Argentina e evita Brasil por corrupção, diz dono ...

A companhia aérea de baixo custo irlandesa já opera no México e na Colômbia ...

Rodrigo Cavalheiro ...

BUENOS AIRES - A companhia aérea de baixo custo Ryanair começará a voar na Argentina em 2017 e, segundo seu dono, trabalha para levar o serviço à toda a vizinhança, exceto ao Brasil, "porque há muita corrupção". A declaração foi dada por Declan Ryan ao jornal argentino La Nación. "Iniciamos negociações em todos os países da região, menos no Brasil, já que há muita corrupção", afirmou o filho de Tony Ryan, que fundou a empresa em 1985, com uma avioneta que ligava Londres a Dublin.

A empresa irlandesa revolucionou o conceito de viagem aéreo na Europa, por manter tarifas médias de US$ 50 e cobrar extras por tudo que não seja o assento e a bagagem de mão. Ryan lembrou que o negócio da família chegou ao México há 10 anos e à Colômbia há 4 anos, sob a marca Viva - todas as subsidiárias pertencem ao grupo Irelandia Aviation.

Para concretizar sua entrada na Argentina, a tática será comprar uma empresa local e o alvo mais provável, segundo o jornal argentino, é a Andes Líneas Aéreas. Em uma reunião com o ministro do Transporte argentino, Guillermo Dietrich, o empresário fez uma reclamação comum a quem opera no país, o valor das taxas aeroportuárias. Ele mencionou que existe uma empresa que controla 35 dos 38 aeroportos do país. "É preciso baixar os custos. Na Colômbia, há quatro empresas que competem", afirmou.

Ryan apresentou estudos de que 5% a 7% dos argentinos já voaram e sua empresa pretende triplicar este volume. Na Colômbia, o porcentual era de 2,5% e passou a 10%. Em geral, linhas aéreas de baixo custo têm sua base de operação fora das maiores metrópoles e seus usuários sabem que as distâncias dos aeroportos em relação aos centros urbanos é um custo extra a ser levado em conta. No México, a Viva - nome adotado na América Latina - usa como base Monterrey e, na Colômbia, Medelín. Na Argentina, a empresa está interessada em Córdoba e La Plata, esta a 50 quilômetros de Buenos Aires.

Para serem competitivas, essas companhias procuram usar aeronaves novas, com menor custo de manutenção, e tiram todo o supérfluo do preço fixo. Contam com um número menor de funcionários que cumprem várias funções e cobram de quem não faz check-in online. Seu alvo preferencial são passageiros de ônibus de longa distância.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




AGÊNCIA SENADO


Vicentinho Alves presidirá comissão para atualizar Código Brasileiro de Aeronáutica


O senador Vicentinho Alves (PR-TO) presidirá a comissão especial de senadores que analisará o anteprojeto de reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica. O vice-presidente do colegiado será Pedro Chaves (PSC-MS). A relatoria ficará sob a responsabilidade de José Maranhão (PMDB-PB). Os três foram nomeados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que recebeu nesta terça-feira (21) a proposta do novo marco regulatório do setor, resultado de um ano de trabalho de uma comissão de especialistas.
A sugestão de atualização do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) é do senador Vicentinho Alves (PR-TO), que é piloto comercial. Ele lembrou que o Código, de 1986, está desatualizado e precisa se adequar às inovações que ocorreram no setor, como, por exemplo, a utilização de veículos aéreos não tripulados, conhecidos como drones.
— O ultimo código é de 1986, portanto muita coisa mudou na aviação de lá pra cá — sublinhou.
A expectativa do senador é de que a comissão seja instalada na próxima semana.
Relatório
Presidida pelo professor de Direito Aeronáutico e aviador Georges Moura, a comissão, que reuniu engenheiros, juristas e especialistas do setor aéreo, foi instalada em junho de 2015. As sugestões do grupo foram consolidadas em um relatório elaborado pela professora Maria Helena Rolim, mestre em Direito e pesquisadora na área de estratégia espacial.
O texto estabelece desonerações em órgãos de fiscalização e regulação, uma série de isenções ao aerodesporto. Também equipara benefícios aos serviços de táxi aéreo aos que já são concedidos às linhas aéreas, como medidas que levem à ampliação das companhias e, consequentemente, ao aumento da concorrência, com a expectativa de que gerem benefícios aos consumidores. Conceitos, sanções, regras de participação de capital externo, novas disposições sobre atraso de voos, normas sobre balonismo e ações em caso de acidentes aéreos também estarão no novo código.
A proposta estabelece ainda que o intercâmbio de aeronaves só poderá ser feito com tripulação brasileira. Esse procedimento ocorre quando uma empresa estrangeira fica com uma aeronave parada em solo nacional, à espera do voo de volta e, nesse período, uma empresa brasileira usa o avião, conforme contrato. Para que o intercâmbio ocorra, o texto exige que os tripulantes sejam brasileiros, devido às repercussões na legislação trabalhista do nosso país. Outra sugestão aceita no texto retirou a isenção de pagamento de taxas para as aeronaves experimentais e esportivas.

JORNAL EXTRA


Estado Islâmico não é uma ameaça direta ao Brasil, afirma Ministério da Defesa


Diana Figueiredo

ImagemFaltam 45 dias para os Jogos Olímpicos RIO-2016, e apesar de todas as preocupações com segurança pública, o Ministério da Defesa afirma que está pronto para os jogos e que o grupo terrorista Estado Islâmico não é uma ameça direta ao país. “Não há especificamente uma ameaça contra o Brasil. O Brasil não tem histórico de terrorismo, mas as pessoas que vem para cá têm histórico de terrorismo e estamos preparados para isso também”, garante o chefe da Assessoria Especial para Grandes Eventos do Ministério da Defesa, general Luiz Felipe Linhares, em entrevista ao EXTRA.
Segundo Linhares, cerca de 85 mil agentes estarão envolvidos na segurança dos jogos que acontecem em agosto, o dobro de Londres-2012. Desses, 38 mil são das Forças Armadas, sendo 20 mil deslocados somente no Rio de Janeiro. Outras cidades que terão partidas de futebol também contarão com as forças armadas. “A gente quer estar preparado para qualquer eventualidade. Mais preparado que o pessoal de Londres estava. Duas vezes mais bem preparado. É a primeira Olimpíada da América do Sul, e a gente quer a melhor olimpíada da história”, disse o general. Ainda segundo ele, países como França, Israel, Estados Unidos, Bélgica e Rússia são alguns de muitos que estão ajudando com expertise a garantir que não haja nenhum incidente no país.
Recentemente tivemos atentados terroristas cometidos pelo Estado Islâmico em Paris e na Bélgica. O Brasil aumentou a segurança para os jogos?
General Linhares - Nós estamos prontos para as Olimpíadas. Estamos prontos porque desde 2009, quando foi definido que o Brasil sediaria as Olimpíadas, nós começamos a nos preparar. As forças têm a tradição de ter planejamento, adestramento de tropa e exercícios para o evento. Tivemos uma série de eventos que aconteceram desde 2007 como os jogos Pan-Americanos, Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Adquirimos expertise em cada um desses eventos. Na Rio+20, em 2012, estivemos focados na segurança das autoridades. Os jogos são os clímax que reúne toda a expertise que conseguimos obter o longo do tempo. Intensificamos o treinamento porque muitos recursos só passaram a chegar em 2014 e começamos realmente a exercitar a tropa.
Esses eventos terroristas nos últimos meses levantaram o alerta?
Esses eventos fazem parte das conversas que temos tido como outros países como a França. Para eles, aqueles eventos serviram de aprendizado, assim como para nós como discussão e estudo de caso onde as pessoas têm que intensificar o treinamento e melhorar os protocolos - procedimentos padrão que se definem que faz o que. Quando acontece um incidente de terrorismo ou acidente vamos obtendo mais informações até do que aquelas que saem na mídia sobre o que aconteceu tanto do lado do terrorista como do lado do país, e isso faz com que a gente melhore.
O efetivo das forças será mesmo de 38 mil militares, sendo 20 mil no Rio?
Sim, esses são números aproximados e eles são colocados como prioridade para o Rio de Janeiro. Entenda que 95% dos eventos acontecerão no Rio de Janeiro, e em outras terão eventos de futebol: Manaus, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Salvador. E esse é o pessoal diretamente ligado aos jogos, mas estamos com todas as forças empenhadas até mesmo indiretamente. Temos uma fronteira muito grande e serão intensificadas as ações de combate ao contrabando e ao combate de entrada de bens ou materiais que possam trazer risco. Todo o efetivo está sendo empenhado para o controle da circulação de explosivos, mas diretamente é esse efetivo que você mencionou (20 mil).
Os militares ficarão em locais de competição ou em toda a cidade?
Existe um plano estratégico de segurança (PESI) que foi assinado em 30 de setembro do ano passado já culminando com os três eixos de atuação: Defesa Nacional (Ministério da Defesa), Segurança pública (Ministério da Justiça) e inteligência (Abin). Esse plano por si só diz o que cada um faz e suas competências e o que é feito integrado. Então, no Rio de janeiro vai ter gente esperando acontecer alguma coisa (contingente), em enfrentamento ao terrorismo (os três eixos), trabalhando na varredura de material e na proteção de estruturas estratégicas como plantas de energia, água e comunicações. Não estaremos apenas nos locais de competição, mas em todo o Rio de Janeiro.
A Abin informou recentemente que o Brasil poderia ser um alvo do Estado Islâmico. De fato, o grupo é uma preocupação nos treinamentos?
O Estado Islâmico é considerado nos estudos, claro. Mas hoje não há especificamente uma ameaça contra o Brasil, o Brasil não tem histórico de terrorismo, mas as pessoas (países) que vem para cá têm histórico de terrorismo e temos que estar preparados para isso também.
O último ataque terrorista na França tinha como alvos um estádio onde acontecia um jogo de futebol. Essa é a preocupação também?
Isso. E se você lembra bem eles não tiveram sucesso. Eles (os terroristas) não conseguiram entrar no estádio e fizeram explosões particulares. O dano foi muito menor do que se eles tivessem entrado no estádio.
O senhor lembrou que o Brasil não tem histórico de terrorismo. Mas há brasileiros que viajaram para Síria e, possivelmente, teriam se radicalizado, por exemplo?
Não temos especificamente ninguém identificado como ameaça, mas os protocolos dizem quais são as ações. Sempre lembro que os jogos não são brasileiros, são jogos no Brasil. Logo, a gente sabe que é um evento mundial e de interesse internacional e, por isso, todos colaboram. A gente conta com o apoio dos países que virão. Muitos deles têm histórico, experiência ou estrutura que estão nos ajudando. França, Israel, Estados Unidos, Bélgica e Rússia são alguns de muitos que estão ajudando.
No total, serão 85 mil agente de segurança com os policiais militares, federais e outras forças. O dobro do que foi usado em Londres 2012. Por qual motivo? Esse número é maior porque as ameaças aumentaram ou porque o Rio de Janeiro já tem graves problemas de segurança pública?
Não tenho os dados precisamente da Polícia Militar e da Polícia Federal, mas quando conversamos o número era esse de cerca de 85 mil, o dobro de Londres. A gente quer estar preparado para qualquer eventualidade, mais preparado que o pessoal de Londres estava preparado. Duas vezes mais bem preparado. É a primeira Olimpíada da América do Sul, e a gente quer fazer a melhor olimpíada da história.
Como a população pode ajudar?
Contamos muito com o apoio da população. Ela pode ligar para o 190 e avisar se há alguma coisa estranha como uma mala abandonada, uma mochila abandonada, alguém fazendo muitas perguntas sobre os jogos, alguém com muitos celulares ou um carro abandonado, por exemplo. Se a população puder nos ajudar, faz com que a gente investigue e colabora. Se pudermos levar as informações para a população é um grande caminho para reduzir a possibilidade de ameaça aos jogos.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Câmara aprova permissão para estrangeiro assumir 100% de empresa aérea

Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica limita a participação de estrangeiros em 20%; texto ainda precisa passar pelo Senado

Igor Gadelha

BRASÍLIA - Deputados aprovaram na tarde desta terça-feira, no plenário da Câmara, a permissão para que qualquer empresa estrangeira possa assumir até 100% do controle de empresas aéreas brasileiras. A permissão foi votada por meio de emenda à medida provisória 714, que autoriza o aumento do limite de capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais. Apresentada pelo líder do PMDB na Casa, deputado Baleia Rossi (SP), a emenda aprovada por 199 votos a 71.
A emenda do peemedebista retirou do texto da proposta qualquer restrição para que empresas estrangeiras possam adquirir 100% do controle do capital votante das aéreas brasileiras. Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica limita a participação de estrangeiros em 20%. A MP original enviada pelo governo Dilma Rousseff elevava esse porcentual para 49%, permitindo que chegasse até 100%, desde que o Brasil tivesse acordo de reciprocidade com o país da empresa estrangeira.
O texto da MP foi aprovado em votação simbólica também no início da tarde desta terça-feira. A proposta também cria as chamadas Linhas Pioneiras, que deverão ser exploradas com exclusividade por operadoras regionais por um período de dez anos. O objetivo é oferecer voos regulares em rotas com pouco tráfego aéreo que não estejam sendo atendidas comercialmente. Nessas Linhas Pioneiras, não poderão ser dados subsídios às empresas pelo governo.
A medida provisória ainda extingue, a partir de 1º de janeiro de 2017, o adicional de tarifa aeroportuária cobrada das empresas para compor o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). Na prática, o valor do chamado Ataero será incorporado às tarifas. No caso dos aeroportos privatizados, os concessionários devolverão o valor adicional como outorga, que será direcionado ao Fnac. Mas, no caso dos aeroportos da Infraero, os recursos ficarão com a estatal.
Em acordo para que o PT retirasse obstrução à votação, o governo aceitou nessa segunda-feira, 20, retirar do texto votado o trecho que previa a criação da chamada "taxa de conexão" para voos que operam no País. A MP 714 foi editada pelo governo Dilma em março deste ano e tem o objetivo de salvar parte do setor aéreo brasileiro que tem apresentado seguidos resultados negativos. Após ser aprovada pela Câmara, a matéria ainda precisa passar pelo Senado, antes de seguir para sanção.

Ryanair chega à Argentina e evita Brasil por corrupção, diz dono

A companhia aérea de baixo custo irlandesa já opera no México e na Colômbia

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente

BUENOS AIRES - A companhia aérea de baixo custo Ryanair começará a voar na Argentina em 2017 e, segundo seu dono, trabalha para levar o serviço à toda a vizinhança, exceto ao Brasil, "porque há muita corrupção". A declaração foi dada por Declan Ryan ao jornal argentino La Nación. "Iniciamos negociações em todos os países da região, menos no Brasil, já que há muita corrupção", afirmou o filho de Tony Ryan, que fundou a empresa em 1985, com uma avioneta que ligava Londres a Dublin.
A empresa irlandesa revolucionou o conceito de viagem aéreo na Europa, por manter tarifas médias de US$ 50 e cobrar extras por tudo que não seja o assento e a bagagem de mão. Ryan lembrou que o negócio da família chegou ao México há 10 anos e à Colômbia há 4 anos, sob a marca Viva - todas as subsidiárias pertencem ao grupo Irelandia Aviation.
Para concretizar sua entrada na Argentina, a tática será comprar uma empresa local e o alvo mais provável, segundo o jornal argentino, é a Andes Líneas Aéreas. Em uma reunião com o ministro do Transporte argentino, Guillermo Dietrich, o empresário fez uma reclamação comum a quem opera no país, o valor das taxas aeroportuárias. Ele mencionou que existe uma empresa que controla 35 dos 38 aeroportos do país. "É preciso baixar os custos. Na Colômbia, há quatro empresas que competem", afirmou.
Ryan apresentou estudos de que 5% a 7% dos argentinos já voaram e sua empresa pretende triplicar este volume. Na Colômbia, o porcentual era de 2,5% e passou a 10%. Em geral, linhas aéreas de baixo custo têm sua base de operação fora das maiores metrópoles e seus usuários sabem que as distâncias dos aeroportos em relação aos centros urbanos é um custo extra a ser levado em conta. No México, a Viva - nome adotado na América Latina - usa como base Monterrey e, na Colômbia, Medelín. Na Argentina, a empresa está interessada em Córdoba e La Plata, esta a 50 quilômetros de Buenos Aires.
Para serem competitivas, essas companhias procuram usar aeronaves novas, com menor custo de manutenção, e tiram todo o supérfluo do preço fixo. Contam com um número menor de funcionários que cumprem várias funções e cobram de quem não faz check-in online. Seu alvo preferencial são passageiros de ônibus de longa distância.

Temer diz que não processará Machado por acusação sobre propina na Lava Jato

"Você acha que eu ia me servir dele", questionou o presidente em exercício em entrevista à GloboNews

Luciana Nunes Leal

RIO - O presidente em exercício Michel Temer disse que não processará o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que o acusou de ter pedido recursos oriundos de propina para o candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo Gabriel Chalita, em 2012, porque não fala "para baixo". Temer afirmou que Machado quer ganhar importância ao confrontar o presidente da República e disse que, com o prestígio que tem, não precisaria recorrer ao ex-executivo para obter ajuda de empresários.
"Você acha que eu ia me servir dele, tendo, com toda modéstia, o prestígio que tenho, no cenário nacional, para falar com empresário? Os empresários falavam e falam comigo permanentemente. Jamais pedi a ele", disse Temer em entrevista ao jornalista Roberto DAvila, da GloboNews. "Não vou processá-lo porque o que ele mais deseja é isso. Quando verifiquei a delação completa, ele não falou apenas de mim, falou dos partidos mais variados. Ele só respondeu ao meu pronunciamento. Ele quer polarizar com o presidente da República, não vou dar esse valor a ele, não falo para baixo" declarou.
O presidente disse esperar que nenhum outro ministro tenha que deixar o governo, depois da saída de Romero Jucá do Planejamento e Henrique Eduardo Alves do Turismo, envolvidos nas investigações da Lava Jato. Temer lembrou que os investigadores apuram uma suposta doação ilegal de R$ 100 mil ao ministro da Educação, Mendonça Filho, pela empresa UTC. "Coitado do Mendonça Filho", disse o presidente.
Dilma. Questionado sobre os motivos que levaram seu governo a restringir o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) pela presidente afastada apenas a voos para Porto Alegre, Temer disse que a petista tinha intenção de percorrer o País para denunciar "o golpe". "A senhora presidente, convenhamos, não está no exercício da Presidência, não tem atividades de natureza governamental. A senhora presidente utilizaria o avião para fazer campanha denunciando o golpe. É uma situação esdrúxula, quando menos estranha. A decisão jurídica é para deslocamento para seu Estado", disse.
Temer criticou a proposta de Dilma de, se voltar para o governo, seja realizado um plebiscito para realização de novas eleições. "A leitura que se faz é que, se ela vai voltar para convocar eleições, é porque não quer governar".
Temer assegurou que não disputará a reeleição se o Senado aprovar em definitivo o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. "Não serei candidato à reeleição. Deus me colocou isso no colo para eu cumprir uma tarefa. Vou cumprir essa tarefa redimindo milhões de brasileiros, quase 12 milhões de desempregados. Se, ao final do período, houver 500 mil desempregados, terá sido uma tarefa fantástica. Não quero mais que isso", respondeu. O presidente afirmou que governar como interino "é complicado, porque gera certa instabilidade".
Cunha. O presidente em exercício negou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenha influído na escolha do líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-CE). "Eduardo Cunha não tem nada a ver com isso. Atendi o pleito de partidos e consultei toda a base parlamentar. O nome foi aceito", respondeu. Temer afirmou que Cunha "é um batalhador, do ponto de vista político e jurídico".
Para Temer, a indefinição sobre o futuro de Cunha, que teve o parecer pela cassação do mandato aprovado no Conselho de Ética da Câmara e agora tenta se salvar na votação em plenário, é um "complicador". "É interessante que a Câmara decida logo seu próprio destino", disse. Mesmo assim, destacou que o governo tem conseguido aprovar matérias importantes no Congresso.
Reformas. Ao comentar, no entanto, sobre um dos pontos mais polêmicos defendidos por alguns de seus aliados, a reforma da Previdência, Temer disse que só será levada adiante se o Senado aprovar em definitivo a saída da presidente Dilma. "Depois da decisão do Senado abre-se um campo muito mais vasto para a governabilidade. Certas questões que não deu tempo para tratar, tratarei depois, só tratarei da reforma da previdência depois de resolvida (a votação no Senado)".
Temer rejeitou a tese de que, como candidato a vice, não teve votos. "Nos elegemos juntos, muita gente votou porque eu era candidato", afirmou.
Dívidas. Sobre o acordo com o Estados para adiar o pagamento das dívidas, o presidente afirmou que "a União perde R$ 50 bilhões, mas os Estados ganham". "Em um Estado democrático, a União é forte e os Estados são fortes", declarou.
O presidente negou estar em contato com senadores indecisos para que façam a opção definitiva pelo impeachment. "Se eu conversasse com indecisos, estaria fazendo campanha e não estou fazendo. De vez em quando eles conversam comigo em função dos interesses de seus Estados, eles não tocam nesse assunto comigo. São muito elegantes nesse sentido", afirmou. "A comissão do impeachment está trabalhando ativamente, isso dá legitimidade ao processo, seja a decisão num sentido ou no outro", disse.

PORTAL UOL


Homem é indiciado no RS por atrapalhar voos de helicóptero com laser


Lucas Azevedo

Um agente de trânsito de Porto Alegre (RS) foi indiciado por atrapalhar pilotos de helicóptero com uma luz de laser emitido por uma lanterna durante as passeatas contra o impeachment, em abril passado. Policiais da Brigada Militar afirmam que o autor do delito é Daniel Baldasso, de 33 anos, que teria sido flagrado por uma aeronave da corporação quando disparava o raio contra a cabine de uma outra aeronave, que sobrevoava a região central da capital gaúcha.
O acusado, que optou por permanecer em silêncio durante interrogatório dias atrás, foi indiciado nesta terça-feira (21) por tentativa de homicídio com dolo eventual.
"O feixe de laser era tão forte que cobriu toda a aeronave", afirmou o delegado Paulo César Jardim, da 1ª Distrito Policial de Porto Alegre. Na ocasião, ao menos um piloto se queixou da dificuldade em comandar o helicóptero devido à exposição do laser na cabine. O suspeito fica sobre o terraço de seu prédio, em meio às antenas, mirando os aparelhos.
A reportagem do UOL tentou contato com Daniel Baldasso, que é agente de trânsito da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) de Porto Alegre, por telefone e redes sociais, mas não obteve retorno.
O delegado Jardim afirmou que Baldasso não respondeu a nenhuma pergunta feita no dia 14 de junho, data de seu depoimento. "Fiz 19 perguntas e nada de resposta. Sempre nada a declarar. Sobre o porquê do ato, onde comprou o aparelho, sempre respondia com um nada a declarar."
A investigação reuniu fotografias do flagrante feito por uma câmera de um helicóptero enquanto Baldasso apontava para outra aeronave, e apreendeu equipamentos relacionados ao laser na casa do suspeito, como um carregador, embora não tenha encontrado o aparelho.
O inquérito será apreciado pelo Ministério Público, que pode ou não oferecer denúncia contra o agente. Posteriormente, o inquérito será remetido à Justiça. Caso o juiz aceite a tese do delegado, Baldasso pode ser sentenciado de seis a 20 anos de prisão, em caso de condenação. Ele não está preso.
A EPTC informou nesta terça-feira (21) que aguarda o caso chegar à Justiça para avaliar se tomará alguma medida, embora o suposto crime tenha ocorrido fora do horário de expediente do servidor.

OUTRAS MÍDIAS


BLOG PAULO CHAGAS (PR)


Acesso ao Morro da Igreja: estrada pode desabar

ImagemÉ lamentável ouvir este tipo de lamento. Pois, em reunião realizada na manhã da última sexta-feira, 17, na Câmara de Vereadores de Urubici, o comandante interino de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), coronel aviador Álvaro Wolnei Guimarães informou que se medidas não forem tomadas, a estrada que dá acesso ao Morro poderá desabar. O lamento tem sustentação num laudo apresentado pela Defesa Civil.
O comandante alerta, para o estado precário da estrada, mas não pode precisar quando isso irá acontecer, mas afirma que é um risco iminente.
É um problema grave e que precisa de atenção imediata. Lá esteve também a deputada federal Carmen Zanotto (PPS/SC).
A estrada
O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Morro da Igreja é estratégico e essencial para o controle da navegação aérea. A estrada de dá acesso ao local foi construída na década de 1980 para a utilização dos profissionais.
No entanto, com o passar dos anos, o fluxo de veículos aumentou e o local tornou-se o principal ponto turístico da cidade. Atualmente cerca de 100 mil turistas visitam o Morro da Igreja por ano, a razão do desgaste.
Colapso
Em dezembro de 2015, foi detectado o aumento de risco de colapso das cortinas de sustentação, desta forma, a estrada foi fechada em meia pista e foi proibida a passagem de ônibus e caminhões.
Sendo assim, se houver contingenciamento, os recursos para a revitalização da estrada serão liberados no ano que vem. O custo da obra está orçado em R$ 21 milhões, porém o projeto executivo deverá ser atualizado, no qual os recursos já foram aportados e somam R$ 420 mil.
Só que não há nenhuma garantia da liberação dos recursos e da reforma da estrada, nem para 2017.
O pedido de socorro é dirigido aos governos do SC e ao Governo Federal.
Ingresso
Durante a reunião também foi cogitada a possibilidade de cobrança de ingresso para se ter acesso ao Morro da Igreja como acontece em diversos pontos turísticos do país. O valor arrecado seria utilizado para a manutenção da estrada.

DEFESA NET


RA-1 realiza missão de reconhecimento aéreo na fronteira do Brasil com o Paraguai

A operação contou com o apoio da aeronave RA-1 AMX
A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, no último domingo (19/06), missão de Reconhecimento Aéreo em apoio à Marinha do Brasil e ao Exército Brasileiro durante a Operação Ágata 11. A ação foi cumprida pelo Esquadrão Poker (1°/10°), com a aeronave RA-1 “AMX”, na região oeste do Paraná, entre as cidades de Guaíra e Foz do Iguaçu, na divisa com os países do Paraguai e Argentina, uma área de relevância econômica e turística na região sul do País.
O objetivo foi colher dados acerca de locais de difícil acesso terrestre e fluvial, potencialmente utilizados para o contrabando e descaminho de mercadorias, tráfico de drogas e crime organizado. As imagens foram analisadas por técnicos do próprio esquadrão, gerando relatórios que servirão de auxílio para as autoridades de segurança responsáveis pelo combate aos crimes na tríplice fronteira.
“A aeronave RA-1, além de amplo alcance e penetração, possui capacidade de coletar imagens a qualquer hora do dia ou da noite, através de modernos sensores aeroembarcados óticos e infravermelhos”, comentou um dos pilotos envolvidos na operação.
Operação Ágata - A ação da FAB com as demais Forças Armadas e órgãos federais demonstra o uso conjunto das capacidades de cada instituição, principal característica da Ágata 11. Um dos objetivos da operação é intensificar a presença do Estado brasileiro junto à faixa de fronteira, com países sul-americanos, contribuindo para combater ações ilegais, como contrabando, tráfico de drogas, de pessoas, de armas, entre outras. A operação engloba 710 municípios, sendo 122 limítrofes, e envolve mais de 11 mil pessoas.
Ministro da Defesa visita unidades da FAB sediadas em Campo Grande¹
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, visitou a Base Aérea de Campo Grande (BACG), na última semana (17 e 18/06), durante sua passagem pelo Estado para conhecer algumas ações desenvolvidas pela Operação Ágata 11.
Após ser recebido pelo Comandante da BACG, Tenente-Coronel Daniel Cavalcanti de Mendonça, o ministro participou de um briefing com o Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), Major-Brigadeiro do Ar Mário Luís da Silva Jordão, a respeito do Sistema de Defesa Aeroespacial.
Em seguida, Jungmann visitou algumas unidades aéreas sediadas na BACG, como o Esquadrão Flecha (3°/3° GAV), onde teve a oportunidade de conhecer o simulador da aeronave A-29 Super Tucano, e o Esquadrão Onça (1°/15° GAV), onde visualizou os materiais lançados pelas unidades de transporte. Já no hangar do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), foram expostos alguns equipamentos utilizados no sistema de Busca e Salvamento, dentro da aeronave SC-105 Amazonas.
Ainda na sexta-feira, o ministro da Defesa concedeu entrevista à imprensa local para falar sobre a Operação Ágata e, mais especificamente, sobre o Sistema de Defesa das Fronteiras. “A operação nesta região está sendo um sucesso. Ela está conseguindo, através de interceptações, inspeções, apreensões e outras ações, inibir a continuidade do crime”, afirmou.
Já no sábado, Raul Jungmann conheceu o protótipo da aeronave KC-390, futuro jato de transporte militar da Força Aérea Brasileira (FAB) que está realizando ensaios de voo na BACG. O avião cargueiro foi apresentado pelo Engenheiro Ronaldo Bologna, da Embraer, que, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, do COMDABRA, do COMGAR e do IV COMAR, explicaram os diferenciais da aeronave em relação às demais já existentes na FAB.

JORNAL BOA VISTA AGORA (RR)


Operação Ágata XI interdita nove aeronaves em Boa Vista

ImagemNesta terça-feira, 21 de junho, durante a Operação Ágata XI, o 32º Pelotão de Polícia do Exército em ação conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Departamento de Polícia Federal (DPF), realizaram uma operação no aeroporto/aeródromo Barra do Vento, na fiscalização da manutenção de aeronaves e suas peças, a área do aeródromo, no pessoal da aviação civil e suas operações que resultou na interdição de nove aeronaves.
Ao todo foram inspecionadas 18 aeronaves, sendo que as nove que foram interditadas para voos pela ANAC pelos seguintes motivos: executarem ou utilizarem serviços técnicos de manutenção, modificação ou reparos de aeronaves e de seus componentes em oficina não homologada; e por apresentarem irregularidades no banco de dados no GPS ou se encontrarem com o Diário de Bordo desatualizado.
Foram, ainda, apreendidos, componentes aeronáuticos por se encontrarem passando por manutenção em oficina não homologada pela ANAC.
A ANP realizou a apreensão de aproximadamente 65 litros de combustível de aviação por acondicionamento e armazenamento em local inadequado, além de aplicar uma notificação para apresentação da nota fiscal de aquisição de combustível de aviação.
Amostras do combustível foram coletadas pelo DPF para verificação de sua procedência e pela ANP para a verificação de qualidade. A Operação Ágata XI continua em pleno curso e integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) do Governo Federal, criado para prevenir e reprimir a ação de criminosos na divisa do Brasil com dez países sul-americanos.
Ao longo da operação, militares da Marinha, do exército e da Força Aérea Brasileira realizam missões táticas destinadas a coibir delitos como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, imigração e garimpo ilegais. As ações abrangem desde a vigilância do espaço aéreo até operações de patrulha e inspeção nos principais rios e estradas que dão acesso ao país.



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