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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/06/2018 / Aéreas oferecem salário de até R$ 100 mil, mas faltam pilotos de avião



Aéreas oferecem salário de até R$ 100 mil, mas faltam pilotos de avião ...  


Falta de pilotos afeta diversas companhias aéreas do mundo ...  


Todos A Bordo ...  


Companhias aéreas de diversas regiões do mundo estão enfrentando um mesmo problema para continuar crescendo: a falta de pilotos comerciais de avião. Nos últimos meses, algumas das principais empresas tiveram que cancelar voos pela falta de tripulação. A crise afeta desde a australiana Qantas, a árabe Emirates Airlines, a low-cost europeia Ryanair até a pequena Great Lakes Airlines, que encerrou suas operações nos Estados Unidos por falta de tripulantes.

A Emirates, por exemplo, tem feito processos seletivos constantemente no país para contratar novos pilotos. Para atrair os profissionais brasileiros, a empresa oferece uma gama de benefícios que inclui salário de mais de R$ 60 mil livre de impostos.

Na China, segundo a agência Reuters, as companhias aéreas oferecem salários de até US$ 314 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 100 mil por mês. E com rendimentos também livres de impostos.

Os altos salários atraem profissionais do mundo inteiro. Para não perderem profissionais, muitas empresas são obrigadas a aumentar os salários de seus pilotos, algo que o diretor-geral de companhias aéreas da Ásia e Pacífico, Andrew Herdman, definiu como uma “guerra de salários”.

Crescimento do setor causa falta de funcionários
A falta de pilotos acontece por diversos fatores, mas um dos principais responsáveis é o forte crescimento da aviação nos mercados asiáticos. A região da Ásia e Pacífico respondeu por 33,7% do tráfego mundial no último ano, segundo dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Somente em 2017, a região teve um crescimento de 9,4% em comparação ao ano anterior. O crescimento médio no mundo foi de 7,6%.

Nos Estados Unidos, por exemplo, até 2026, deve haver um déficit de cerca de 15 mil pilotos nas principais companhias aéreas do país, segundo um estudo de 2016 do Departamento de Aviação da Universidade de Dakota do Norte. No país, o problema deve se agravar com a grande quantidade de pilotos com idade próxima à da aposentadoria e poucos jovens procurando formação profissional.

No Brasil, com a retração do mercado de aviação comercial nos últimos anos, as companhias aéreas chegaram a reduzir seu quadro de funcionários. Nos últimos meses, porém, o mercado começou a se recuperar novamente, e as contratações podem voltar a acontecer.

Segundo um relatório recente da Boeing, serão necessários 637 mil novos pilotos em todo o mundo para suprir o crescimento da aviação. Somente a região da Ásia e Pacífico vai precisar de 253 mil novos pilotos nesse período, ou 40% do total de novos profissionais. A América Latina vai demandar apenas um quinto dessa quantidade, ou 52 mil novos pilotos.

Empresas criam programas de treinamento
Um dos problemas enfrentados para a formação de novos pilotos são os altos custos de treinamento. No Brasil, por exemplo, da matrícula no curso teórico de piloto privado de avião até receber a licença de piloto comercial, o futuro profissional vai ter de desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 140 mil.

Para facilitar o acesso de jovens na carreira, diversas companhias aéreas têm investido em centros próprios de treinamento de pilotos. A Emirates, por exemplo, inaugurou no final do ano passado sua escola de formação de novos pilotos, chamada de Emirates Flight Training Academy. A escola utiliza até o jato executivo Phenom 100EV, da Embraer, no treinamento dos pilotos.

Também localizada nos Emirados Árabes Unidos, a Etihad tem um centro semelhante ao da rival Emirates. Outra empresa que deve criar uma escola de formação é a australiana Qantas.

Em abril, a Amercian Airlines anunciou um programa de treinamento e financiamento para candidatos a pilotos. Os alunos selecionados para a nova Academia de Cadetes da American Airlines treinariam por até 18 meses em uma das três escolas de aviação vinculadas à empresa aérea. Os estudantes teriam a opção de obter financiamento para o custo total, incluindo hospedagem e alimentação, por meio da Discover Financial Services.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Abin propôs monitorar usuários na rede

Sugestão da agência tem como argumento combate à disseminação de notícias falsas na internet; parte do conselho do TSE é contra a ideia

Fabio Serapião E Rafael Moraes Moura Publicado Em 08/06 - 05h00

BRASÍLIA - Uma proposta apresentada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar usuários da internet de forma preventiva gerou polêmica no grupo consultivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responsável por debater a atuação contra a disseminação de notícias falsas nas eleições deste ano. A sugestão da Abin permitiria, sob o argumento de combater a disseminação de notícias falsas, o monitoramento das ações de usuários brasileiros na internet sem prévia autorização da Justiça.
Encaminhado pelos representantes da Abin por escrito ao ministro Luiz Fux, presidente do TSE, o documento foi lido no início da reunião realizada nesta segunda-feira, 4. A proposição prevê o monitoramento amplo e abrangente dos metadados (que registram a atividade dos internautas na web) provenientes de plataformas de mídias sociais e provedores de internet.
O Estado apurou que alguns integrantes do conselho foram contrários à proposta da Abin porque ela violaria as garantias legais estabelecidas pelo Marco Civil da Internet e previstas nos princípios do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Teriam sido contra os representantes do Exército, da Safernet e da Polícia Federal. Na reunião, ficou decidido que os conselheiros estudariam alternativas que não violem as garantias e as liberdades individuais.
Na avaliação da presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, o monitoramento prévio pode afetar direitos garantidos pela Constituição Federal como a livre manifestação do pensamento. “Pode criar uma barreira a manifestação de opiniões e de posicionamentos políticos em um momento em que o debate de ideias se faz necessário”, afirma.
O Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições foi formalizado pelo ministro Gilmar Mendes, então presidente do TSE, em dezembro do ano passado. A dois meses do início das campanhas, a Corte Eleitoral, agora comandada pelo ministro Fux, não definiu qual será o modelo de atuação contra as fake news. A ideia é que o conselho analise uma resolução a ser votada pelo plenário do TSE. A Corte Eleitoral deve convocar em breve uma nova reunião com representantes do Facebook, Google e WhatsApp para tratar do tema. Durante reunião, conselheiros também comentaram a dimensão da greve dos caminhoneiros e demonstraram preocupação com o potencial do WhatsApp na disseminação de conteúdo. 
Acompanhamento. Por meio de nota, a Abin disse que sua atuação no grupo criado pelo TSE “tem como objetivo evitar a interferência externa no processo eleitoral brasileiro deste ano”. 
Segundo a agência, o acompanhamento sobre “qualquer tema, inclusive os ligados a questões eleitorais, subordina-se aos preceitos constitucionais, à Política Nacional de Inteligência (PNI) e à Estratégia Nacional de Inteligência (Enint)”.
Em nota, o TSE disse que não se pronunciará sobre temas tratados no conselho “visto que envolvem ações estratégicas”.

JORNAL O GLOBO


Mais de um mês após receber R$ 1,2 bi, intervenção ainda não conseguiu investir na segurança

Militares afirmam estar enfrentando os trâmites da administração pública

Carina Bacelar, Dayana Resende E Gustavo Goulart Publicado Em 08/06 - 04h30

RIO - Às voltas com a violência que não dá trégua no estado, a equipe da intervenção federal enfrenta outro desafio: a burocracia. Mais de um mês após ter recebido da União R$ 1,2 bilhão para fazer investimentos na área de segurança, os militares afirmam que ainda estão enfrentando os trâmites da administração pública para ir às compras. Por ora, o dinheiro — liberado por uma medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer no fim de março, mas que só chegou ao Rio um mês depois — está parado no cofre. Enquanto isso, as operações continuam com os recursos disponíveis: nesta quinta foi deflagrada a maior ação integrada desde o início da intervenção (16 de fevereiro), que mobilizou 4.600 militares e apreendeu apenas três pistolas, além de ter 13 detidos.
Sobre o dinheiro, o Gabinete de Intervenção Federal informou, por meio de nota, que já listou as “prioridades”: transporte, armamento e equipamento — tecnologia e inteligência. No texto, explicou que é preciso se adequar à Lei de Licitações para fazer qualquer compra. O objetivo dos gastos, segundo informou, “é fazer com que o investimento tenha um melhor aproveitamento imediato e contribua para um cenário positivo para a segurança”.
PLANO PREVÊ VOLTA DE MILITARES DA RESERVA
Se os recursos estão empacados, o plano estratégico de atuação da forças integradas de segurança no Rio, enfim, ficou pronto. Como noticiou o jornal “O Estado de S. Paulo”, uma portaria com 66 metas foi assinada pelo general Walter Braga Netto no último dia 29, mais de cem dias após a decretação da intervenção. O documento propõe o uso de militares da reserva para reforçar os efetivos do estado, além de um sistema unificado de todas as chamadas de emergência (que ficariam concentradas no 190) e mais eventos cívicos em batalhões para aumentar a autoestima dos policiais. O planejamento prevê a aplicação de R$ 1 bilhão — valor próximo do que já foi liberado pela União.
O Gabinete de Intervenção Federal confirmou a conclusão do documento e informou que “foram estabelecidos os seguintes objetivos estratégicos: diminuição dos índices de criminalidade, recuperação da capacidade operativa dos órgãos de segurança pública, articulação das instituições dos entes federativos, fortalecimento do caráter institucional da segurança pública e melhoria da qualidade e da gestão do sistema prisional”. Para isso, a pasta tomará medidas que classificou como “estruturantes”.
Especialistas se dividem sobre os passos dados até agora pelo Gabinete de Intervenção. Para Manoel Peixinho, professor de direito administrativo da PUC-Rio, mesmo com a demora para a chegada dos recursos da União ao estado, os militares poderiam ter se antecipado e, com a informação sobre o valor do repasse, ter preparado esboços dos editais de licitação, agilizando o processo.
— Já poderiam ter preparado os procedimentos antes, fazendo um exame preliminar com a previsão orçamentária que tinham. Quando chegasse o dinheiro, eles publicariam imediatamente — disse Peixinho.
O especialista acredita também que, diante da situação crítica na área de segurança, algumas compras urgentes poderiam ser feitas pontualmente em regime de dispensa de licitação:
— Haveria uma fundamentação jurídica para situações emergenciais.
Já para Leonardo Vizeu, professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV) com especialização em segurança pública, a execução orçamentária é mesmo demorada e o que o Gabinete de Intervenção enfrenta é a burocracia inerente à lei brasileira:
— Existe uma série de preceitos legais que devem ser respeitados. Você tem que observar a legislação brasileira. O próprio sistema administrativo de aquisição de bens é lento e burocrático. Todos que trabalham na área sabem que leva, no mínimo, seis meses para efetivar uma compra. O entrave burocrático é muito grande. Na administração pública, pressa e lisura dificilmente caminham lado a lado — argumenta.
Rafael Barcia, delegado e presidente do sindicato da categoria, afirma que a intervenção até conseguiu melhorias do ponto de vista moral na Polícia Civil, mas os recursos prometidos para retomar a capacidade operacional das corporações ainda fazem falta:
— Essa questão ainda não melhorou. O quadro é alarmante. A percepção da intervenção na Polícia Civil tem sido muito boa. A proatividade disparou, mas ainda não chegou um real de que precisamos — disse o delegado. — Estamos ansiosos pelos recursos financeiros.
Após a operação desta quinta-feira, o porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Frederico Carlos Cinelli, informou que as Forças Armadas vão manter o cerco, por tempo indeterminado, na Cidade de Deus, na Gardênia Azul, no Outeiro, na Vila do Sapê, no Parque Dois Irmãos e no Morro da Helena. Segundo ele, o objetivo é desafogar o trabalho do 18º BPM (Jacarepaguá), para que seus policiais militares passassem por treinamento. Além disso, a unidade da PM vai receber equipamentos:
— Começamos a atuar agora na área de influência do 18º BPM. Enquanto nós estamos aqui apoiando, com ações emergenciais, o batalhão está sendo recapacitado, recebendo material, viaturas, treinamento de reciclagem. Assim, quando nós sairmos daqui, o batalhão pode assumir a região efetivamente — disse o oficial.
A operação de ontem contou com 4.600 militares das Forças Armadas, 420 policiais militares e 350 policiais civis. Pela manhã, o Comando Militar do Leste avisou que um dos objetivos da ação era cumprir mandados de prisão, além de retirar barricadas, mas apenas três foram removidas. Treze suspeitos foram detidos. O balanço do armamento apreendido foi ainda mais minguado: três pistolas, uma granada e munição.
UM MORTO E UM FERIDO
Quando as equipes chegaram à Cidade de Deus, pela manhã, houve tiroteio. Um suspeito foi morto e outro, ferido. Durante a incursão, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) atearam fogo a uma casa de alvenaria construída na Avenida Cidade de Deus, às margens do rio que corta a comunidade. Por pouco, a operação não causou prejuízos a Maurício de Oliveira, morador da comunidade. É que o carro do motorista de uma distribuidora de bebidas estava parado próximo à construção incendiada.
— Sou motorista há mais de 40 anos e, mesmo assim, de tão nervoso que estava, não consegui ligar o carro. Alguns mototaxistas e vizinhos que estavam perto me socorreram e empurraram o veículo para longe do fogo — conta Oliveira, que foi revistado por militares quando deixava a Cidade de Deus para ir trabalhar.
Procurada, a PM não informou o motivo que levou os agentes do Bope a colocarem fogo na casa. Depois dos confrontos, o interventor do estado, general Walter Braga Netto, foi à Cidade de Deus e conversou com militares que atuavam na operação. O oficial foi escoltado durante o percurso por cerca de 50 militares. No caminho para o local da operação, na Avenida Brasil, um batedor do Exército atropelou um homem. Os dois morreram. O militar estava de motocicleta, escoltando os comboios. A arma do militar foi roubada após o acidente, mas localizada em seguida, junto com a munição. 

PORTAL UOL


Com mais de 5 mil homens, intervenção faz sua maior operação policial no Rio


Luis Kawaguti Publicado Em 07/06 - 13h50

As Forças Armadas iniciaram na manhã desta quinta-feira (7) uma operação de segurança na Cidade de Deus e em outras cinco favelas da região de Jacarepaguá, zona oeste do Rio. O início da ação, por volta das 6h, ocorreu sob intensa troca de tiros e provocou o fechamento da estrada Grajaú-Jacarepaguá, uma das vias expressas mais importantes da região.
Ao todo, 4.600 militares e 760 policiais estão na região. Este é o maior efetivo utilizado em uma operação desde o início da intervenção federal no Rio. Blindados e helicópteros também são utilizados.
Militares e policiais entraram na Cidade de Deus em blindados Guarani e Urutu. Traficantes soltaram fogos de artifício para alertar outros criminosos sobre a chegada das forças de segurança.
Logo em seguida começou um intenso tiroteio. A reportagem do UOL ouviu grande quantidade de disparos e rajadas de fuzil. O confronto inicial durou cerca de 20 minutos, depois os sons de disparos foram reduzidos.
Além da Cidade de Deus, a operação ocorre nas favelas Gardênia Azul, Outeiro, Vila do Sapê, Parque Dois Irmãos e Morro da Helena.
O objetivo da operação é enfraquecer a facção criminosa Comando Vermelho e abrir caminho para que policiais do 18º Batalhão da Polícia Militar reassumam o controle da região, habitada por cerca de 200 mil pessoas.
O Comando Conjunto da intervenção informou que um suspeito foi morto durante um confronto entre criminosos e as forças de segurança. Outras 13 pessoas foram presas. Um PM foi ferido e um militar motociclista morreu em acidente de trânsito na operação.
Também foram apreendidas três pistolas, uma granada e uma quantidade ainda não pesada de drogas. Um local que era usado para o preparo dos entorpecentes também foi encontrado, segundo os militares.
Segundo a Polícia Militar, em paralelo, ocorrem ações da polícia (sem participação das Forças Armadas) em outras favelas do Rio, entre elas, o Complexo do Lins, na zona norte, e a Rocinha, na zona sul.
Moradores pedem ação permanente
Segundo moradores da região ouvidos pelo UOL, a ação é bem-vinda, mas eles pediram uma presença mais efetiva das Forças Armadas na comunidade.
"Acho bom acontecer isso porque está muito perigoso aí dentro. Ontem mesmo foi tiroteio o dia inteiro", afirmou um morador que pediu para não ter o nome revelado.
"O problema é a hora em que tudo aconteceu. O tiroteio começou forte quando as pessoas estavam se preparando para sai para o trabalho, tive que esperar para sair", disse.
Já um comerciante afirmou que as ações das forças de segurança deviam acontecer na área em caráter permanente. "Não adianta só entrar e sair, tem que ficar", disse.
Outro morador afirmou que qualquer operação é positiva. "Já ajuda muito, o crime aqui dentro está demais", disse também ser revelar seu nome.
Região é disputada por facções e milícias
Essa é a segunda vez que as Forças Armadas fazem uma operação de grandes proporções nessa área da zona oeste do Rio em menos de um mês. No dia 18 de maio, o foco foi em favelas do bairro da praça Seca, em Jacarepaguá, também área de responsabilidade do 18º Batalhão.
Essa região da zona oeste é considerada instável por ser palco de disputas entre facções criminosas e milicianos.
Entre os meses de março e abril, a intervenção adotou estratégia semelhante para fortalecer outro batalhão da PM, o 14º, de Bangu, responsável por áreas de favelas como Vila Kennedy, Batan e Vila Vintém.
Segundo a intervenção federal, as operações ostensivas das Forças Armadas em favelas do Rio são consideradas ações de caráter emergencial. Elas acontecem em paralelo a mudanças de bastidores que visam reequipar, melhorar a gestão e reestruturar as polícias do estado. 

Exército planeja chamar presidenciáveis para discutir segurança


Gustavo Maia Atualizada Em 07/06 - 16h10

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, pretende convidar os candidatos à Presidência da República para discutir assuntos relacionados à defesa e à segurança do país, em particular os referentes aos interesses da Força Armada.
As propostas vão constar de um documento que está sendo elaborado pelo comando do Exército para ser apresentado aos presidenciáveis das eleições deste ano.
A iniciativa foi revelada pelo Centro de Comunicação Social do Exército após questionamento da reportagem do UOL sobre a visita do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) a Villas Bôas.
O encontro ocorreu na terça-feira (5), mas não constava da agenda oficial do comandante até a noite desta quarta (6). Capitão reformado do Exército, Bolsonaro aparece ao lado do general em uma foto publicada no Twitter do seu aliado e coordenador de seu plano de governo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Não fosse o tuíte de Lorenzoni, portanto, a visita poderia se manter apenas entre os três. "Ótima conversa sobre o presente e o futuro do Brasil com o General Villas Bôas", relatou o escudeiro de Bolsonaro.
Questionada sobre o motivo de o encontro não estar na agenda, a assessoria do Exército informou que visualizou a visita de Lorenzoni no sistema interno, mas que verificaria por que ela não estava disponível na versão pública nesta quinta (7).
O Exército informou que o comandante "recebeu o deputado federal Onyx Lorenzoni nas instalações do Quartel General do Exército para uma visita de cortesia". "O mesmo estava acompanhado do deputado federal Jair Bolsonaro", completou.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com os parlamentares nesta quarta, enviou questionamentos aos dois, mas não obteve respostas até a publicação deste conteúdo.
Ainda de acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, Villas Bôas tem recebido diversas autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, "para tratar de assuntos de interesse da Força Terrestre".
A assessoria citou dentre as personalidades que visitaram o comandante outros dois pré-candidatos à Presidência da República: o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), no dia 23 de maio, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seis dias depois. Ambos constam da agenda oficial de Villas Bôas.
Segundo o Exército, as futuras reuniões com os presidenciáveis vão depender da definição dos candidatos e das respectivas agendas. "É importante que a sociedade discuta os temas defesa e segurança para que, no futuro, sejam tomadas as melhores decisões", diz a nota enviada ao UOL.
Em outra frente, o também pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou um general para sua equipe de campanha.
Declarações polêmicas
Há pouco mais de dois meses, Villas Bôas se envolveu em uma polêmica ao declarar em sua conta no Twitter que o Exército estava "atento às suas missões institucionais" e que repudia "a impunidade". Era a véspera do julgamento do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no STF (Supremo Tribunal Federal), que seria preso dias depois.
"Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?", escreveu o general, na primeira das duas postagens.
Villas Bôas complementou dizendo assegurar à nação "que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais".
As declarações foram repudiadas por entidades da sociedade civil. A ONG Anistia Internacional, por exemplo, emitiu nota classificando a manifestação do general como "grave afronta à independência dos Poderes, ao devido processo legal e uma ameaça ao estado democrático de direito", que "sinaliza um desvio do papel das Forças Armadas".
A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) também criticou a fala do comandante do Exército. "Em uma democracia e em um estado de direito não cabe às organizações militares ou a seus integrantes – salvo como cidadãos na sua liberdade de expressão – tentar interferir na agenda política do país ou nas pautas do Poder Judiciário. Ou mesmo parecer que buscam interferir", apontou a entidade.
No meio militar, a manifestação foi recebida com entusiasmo até mesmo por generais da ativa do Exército. Na ocasião, Bolsonaro demonstrou apoio a Villas Bôas no Twitter. "O partido do Exército é o Brasil. Homens e mulheres, de verde, servem à pátria. Seu comandante é um soldado a serviço da democracia e da liberdade. Assim foi no passado e sempre será. Com orgulho: “Estamos juntos General Villas Bôas”, escreveu o presidenciável.
General desde 2011, Villas Bôas tem 66 anos e assumiu o comando do Exército em 2015. Ele enfrenta uma doença degenerativa grave, com perda de mobilidade, e se locomove em cadeira de rodas, além de enfrentar problemas respiratórios.

Aéreas oferecem salário de até R$ 100 mil, mas faltam pilotos de avião - Economia

Falta de pilotos afeta diversas companhias aéreas do mundo

Todos A Bordo Atualizada Em 08/06 - 04h00

Companhias aéreas de diversas regiões do mundo estão enfrentando um mesmo problema para continuar crescendo: a falta de pilotos comerciais de avião. Nos últimos meses, algumas das principais empresas tiveram que cancelar voos pela falta de tripulação. A crise afeta desde a australiana Qantas, a árabe Emirates Airlines, a low-cost europeia Ryanair até a pequena Great Lakes Airlines, que encerrou suas operações nos Estados Unidos por falta de tripulantes.
A Emirates, por exemplo, tem feito processos seletivos constantemente no país para contratar novos pilotos. Para atrair os profissionais brasileiros, a empresa oferece uma gama de benefício que inclui salário de mais de R$ 60 mil livre de impostos.
Na China, segundo a agência Reuters, as companhias aéreas oferecem salários de até US$ 314 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 100 mil por mês. E com rendimentos também livres de impostos.
Os altos salários atraem profissionais do mundo inteiro. Para não perderem profissionais, muitas empresas são obrigadas a aumentar os salários de seus pilotos, algo que o diretor-geral de companhias aéreas da Ásia e Pacífico, Andrew Herdman, definiu como uma “guerra de salários”.
Crescimento do setor causa falta de funcionários
A falta de pilotos acontece por diversos fatores, mas um dos principais responsáveis é o forte crescimento da aviação nos mercados asiáticos. A região da Ásia e Pacífico respondeu por 33,7% do tráfego mundial no último ano, segundo dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Somente em 2017, a região teve um crescimento de 9,4% em comparação ao ano anterior. O crescimento médio no mundo foi de 7,6%.
Nos Estados Unidos, por exemplo, até 2026, deve haver um déficit de cerca de 15 mil pilotos nas principais companhias aéreas do país, segundo um estudo de 2016 do Departamento de Aviação da Universidade de Dakota do Norte. No país, o problema deve se agravar com a grande quantidade de pilotos com idade próxima à da aposentadoria e poucos jovens procurando formação profissional.
No Brasil, com a retração do mercado de aviação comercial nos últimos anos, as companhias aéreas chegaram a reduzir seu quadro de funcionários. Nos últimos meses, porém, o mercado começou a se recuperar novamente, e as contratações podem voltar a acontecer.
Segundo um relatório recente da Boeing, serão necessários 637 mil novos pilotos em todo o mundo para suprir o crescimento da aviação. Somente a região da Ásia e Pacífico vai precisar de 253 mil novos pilotos nesse período, ou 40% do total de novos profissionais. A América Latina vai demandar apenas um quinto dessa quantidade, ou 52 mil novos pilotos.
Empresas criam programas de treinamento
Um dos problemas enfrentados para a formação de novos pilotos são os altos custos de treinamento. No Brasil, por exemplo, da matrícula no curso teórico de piloto privado de avião até receber a licença de piloto comercial, o futuro profissional vai ter de desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 140 mil.
Para facilitar o acesso de jovens na carreira, diversas companhias aéreas têm investido em centros próprios de treinamento de pilotos. A Emirates, por exemplo, inaugurou no final do ano passado sua escola de formação de novos pilotos, chamada de Emirates Flight Training Academy. A escola utiliza até o jato executivo Phenom 100EV, da Embraer, no treinamento dos pilotos.
Também localizada nos Emirados Árabes Unidos, a Etihad tem um centro semelhante ao da rival Emirates. Outra empresa que deve criar uma escola de formação é a australiana Qantas.
Em abril, a Amercian Airlines anunciou um programa de treinamento e financiamento para candidatos a pilotos. Os alunos selecionados para a nova Academia de Cadetes da American Airlines treinariam por até 18 meses em uma das três escolas de aviação vinculadas à empresa aérea. Os estudantes teriam a opção de obter financiamento para o custo total, incluindo hospedagem e alimentação, por meio da Discover Financial Services.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


BLOG DA DENISE


Denise Rothenburg Publicado Em 07/06 - 06h

Bolsonaro foi ao general I
O deputado Jair Bolsonaro (PSL) se reuniu com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, na tarde de terça-feira. O encontro foi pedido pelo deputado Onyx Lorenzoni, amigo de Villas Bôas, que chegou ao QG do Exército para uma conversa agendada há mais de uma semana, sem o ex-capitão. Ao receber um aceno positivo de Villas Bôas para uma conversa com o pré-candidato a presidente, Lorenzoni ligou imediatamente para Bolsonaro: “Vou aí agora!”, respondeu o pré-candidato, ávido por apoio da cúpula militar.
Bolsonaro foi ao general II
O encontro previsto para durar 20 minutos chegou a duas horas e meia. Das 16h às 18h30. Bolsonaro conversou com outros integrantes do alto comando. O “papo” incluiu ainda o general Heleno, da reserva. “Foi uma reunião amigável, de troca de sugestões, impressões, sobre o momento do país, sobre geopolítica. Foi um movimento importante para o Jair”, contou Onyx à coluna
General vai a todos
Coincidência ou não, na noite de terça-feira, depois dessa conversa do deputado com o alto comando no QG, o site do Ministério da Defesa soltou uma nota dizendo que o comando do Exército vai se reunir com todos os pré-candidatos, a fim de apresentar sugestões a programas de governo. Oficialmente, o Exército não tinha se pronunciado sobre o encontro entre Villas Bôas (foto) e Bolsonaro.
O anti-Bolsonaro
O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, foi o único dos participantes que atacou diretamente o líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. “Nós, democratas, temos que extirpar esse câncer enquanto ainda pode ser extirpado. Nunca administrou nem um boteco dos pequenos”, disse Ciro.

PORTAL G-1


Anac autoriza primeiro drone brasileiro a voar acima de 120 metros

Na prática, novo limite permitirá uso da aeronave na pulverização agrícola e na análise de mapeamentos geológicos. Brasil tem hoje 43,8 mil drones registrados na Anac.

Laís Lis Publicado Em 07/06 - 16h22

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) entregará nesta sexta-feira (8) a primeira autorização para um drone brasileiro voar acima de 120 metros.
Na prática, com a ampliação do limite, o drone poderá ser usado, por exemplo, em mapeamentos geológicos.
Hoje, o Brasil tem 43,8 mil drones registrados na Anac. Desse total, 28,1 mil são de uso recreativo.
O drone
A aeronave que receberá a autorização é a RPSA Arator 5B, fabricada pela XMobots. O drone também tem autorização para se mover em um raio de até 2 quilômetros, sem que seja necessário um observador acompanhando.
Giovani Amianti, CEO da XMobots, afirmou que o processo para autorização do projeto levou um ano e envolveu alterações no projeto como a incorporação de iluminação capaz de ser vista a uma distância de 2 km.
"Esta Autorização de Projeto abre portas para o setor, servindo de incentivo para que outros fabricantes também busquem essa autorização para seus equipamentos. Essa profissionalização trará mais segurança para as empresas fabricantes, usuários e demais beneficiários da tecnologia" ressalta Amianti.
Regulamento
Em maio do ano passado, a Anac aprovou o regulamento para uso de drones.
Entre as novidades, o documento implementou a exigência de habilitação para os pilotos de equipamentos com mais de 25 kg.
O regulamento também proibiu o uso de drones sobre pessoas, a não ser que tenha sido dada autorização para isso.



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