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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 14/08/2017 / Venezuela: Vice de Trump chega para pressionar e ouve recusa do presidente colombiano


Venezuela: Vice de Trump chega para pressionar e ouve recusa do presidente colombiano ...  


Mike Pence, o vice-presidente dos Estados Unidos, desembarcou na Colômbia no domingo, para a visita de uma semana que incluirá também Argentina, Chile e Panamá, mas não Brasil.

E já ouviu do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manchete do "El Tiempo", que a "possibilidade de intervenção militar na Venezuela não deve ser contemplada".

Segundo o jornal colombiano, "os EUA estão pressionando um grupo de países da região para que imponham sanções" à Venezuela, em meio às ameaças de intervenção feitas por Donald Trump.

O mesmo "El Tiempo" e o espanhol "El País" publicaram "Venezuela, uma saída", artigo escrito pelo "ex-presidente da Colômbia e ex-secretário-geral da Unasul" Ernesto Samper.

O texto defende "um acordo de governabilidade democrática", apresentado por ex-presidentes também de México, Panamá e outros, mas não Brasil. Abrange "anistia e devolução, à Assembleia venezuelana, do poder que lhe foi retirado".

A rádio pública americana, NPR, ouviu de "um funcionário da Casa Branca" que a viagem de Pence pela América Latina visa "realçar o tema de que Colômbia, Argentina, Chile, Panamá: eles representam o futuro da liberdade, da oportunidade, da prosperidade e do crescimento do comércio".

Mas é provável que o vice tenha que responder se tem ambições presidenciais, no lugar de Trump.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Três anos depois, acidente com Campos tem impacto político em PE


Os desdobramentos judiciais do acidente aéreo que matou Eduardo Campos ainda geram incertezas ao grupo político do ex-governador de Pernambuco e ao seu legado três anos depois da queda do avião em Santos (SP), completados neste domingo (13).
E podem se tornar o centro da disputa pelo governo de Pernambuco no próximo ano.
Três dos principais envolvidos na Operação Turbulência, iniciada com uma investigação sobre o arrendamento do jato no qual Campos viajava, assinaram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal no início deste ano.
Os empresários João Lyra Pessoa de Melo Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite prometem dar detalhes sobre transações financeiras envolvendo superfaturamento de obras ligadas ao governo de Pernambuco. Lyra era apontado como elo entre Campos e empreiteiras.
Os três empresários são acusados de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, pagamento de propinas e crimes contra o sistema financeiro.
De acordo com o Ministério Público, os suspeitos teriam movimentado dinheiro de forma fraudulenta entre empresas de fachada. O esquema teria vigorado entre 2010 e 2014 e movimentado cerca de R$ 600 milhões, segundo a Polícia Federal.
Apontados como donos do avião que transportava Campos, os empresários estão sendo processados por moradores de Santos que tiveram seus imóveis danificados com a queda do avião. Também correm ações contra a AF Andrade, holding apontada como operadora do jato, e o PSB. Todos negam judicialmente responsabilidade de ressarcir os prejuízos.
Em janeiro, a PF deflagrou a Operação Vórtex como um desdobramento da Turbulência. A ação investigou a participação de uma terceira empresa, a Lidermac, na compra da aeronave.
Na época, o PSB contestou a existência de qualquer irregularidade envolvendo o partido e a empresa, alegando que fez apenas uma doação de R$ 500 mil ao PSB na campanha de 2014 de forma oficial.
O partido também afirmou ter confiança na "conduta sempre íntegra" do ex-governador Eduardo Campos.
O PSB de Pernambuco ainda enfrenta a situação de ver três dos principais afilhados políticos de Eduardo Campos serem alvo de inquéritos: o governador Paulo Câmara (PSB), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).
Câmara deve disputar a reeleição ao governo do Estado e poderá enfrentar nas urnas Bezerra Coelho, que negocia uma migração para o DEM.
Os dois, além do prefeito Geraldo Júlio, são alvos de inquérito na Operação Fair Play, que investiga um suposto superfaturamento de R$ 42 milhões nas obras de construção da Arena Pernambuco para a Copa 2014.
Outro lado
Prefeito, governador e senador negam irregularidades. Em nota, o governo de Pernambuco afirmou que a licitação para a construção da Arena Pernambuco observou todos os requisitos, prazos e exigências da Lei de Licitações e da Lei das Parcerias Público-Privadas.
O governo ainda afirmou "sua posição de absoluta transparência na gestão de recursos públicos".
O advogado de Bezerra Coelho, André Luís Callegari, afirma que "todas as operações referentes à licitação do estádio foram julgadas regulares" pelos tribunais de Contas da União e do Estado.
Coelho também é alvo de outros três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
A defesa do senador pernambucano classifica as acusações como "absolutamente descabidas".

Vice de Trump chega para pressionar e ouve recusa do presidente colombiano


Mike Pence, o vice-presidente dos Estados Unidos, desembarcou na Colômbia no domingo, para a visita de uma semana que incluirá também Argentina, Chile e Panamá, mas não Brasil.
E já ouviu do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manchete do "El Tiempo", que a "possibilidade de intervenção militar na Venezuela não deve ser contemplada".
Segundo o jornal colombiano, "os EUA estão pressionando um grupo de países da região para que imponham sanções" à Venezuela, em meio às ameaças de intervenção feitas por Donald Trump.
O mesmo "El Tiempo" e o espanhol "El País" publicaram "Venezuela, uma saída", artigo escrito pelo "ex-presidente da Colômbia e ex-secretário-geral da Unasul" Ernesto Samper.
O texto defende "um acordo de governabilidade democrática", apresentado por ex-presidentes também de México, Panamá e outros, mas não Brasil. Abrange "anistia e devolução, à Assembleia venezuelana, do poder que lhe foi retirado".
A rádio pública americana, NPR, ouviu de "um funcionário da Casa Branca" que a viagem de Pence pela América Latina visa "realçar o tema de que Colômbia, Argentina, Chile, Panamá: eles representam o futuro da liberdade, da oportunidade, da prosperidade e do crescimento do comércio".
Mas é provável que o vice tenha que responder se tem ambições presidenciais, no lugar de Trump.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


"As forças de segurança dão conta do recado"

Chefe da PM admite problemas, mas ressalta que SP não precisa de tropas federais

Marcelo Godoy

Em meio à crise que levou as Forças Armadas para as ruas do Rio, o comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Nivaldo Restivo, afirma que o Estado paulista não precisa de tropas federais. Lembra que, apesar de a PM estar há quase três anos sem aumento, ao contrário de outros lugares, o salário de seus homens é pago integralmente e em dia. Diz que os manifestantes que pedem o fim da Polícia Militar estão mal informados sobre a instituição. No comando desde março, ele devia passar para a reserva por força de lei em fevereiro, mas, na quarta-feira passada, a Assembleia Legislativa aprovou projeto do governo Geraldo Alckmin (PSDB) que permite a Restivo ficar no cargo até o fim desta gestão, em dezembro de 2018. Será, assim, o primeiro oficial da PM desde 1980 a ficar mais de cinco anos como coronel na ativa.
É possível dizer que, apesar da crise, São Paulo não precisa de tropas do Exército em suas ruas?
Sem dúvida. As forças de segurança dão conta do recado.
Mas de que forma essa crise afeta a polícia de São Paulo?
O País vive uma crise econômica, política e com choque de ideias que não seguem a moral desejada. São Paulo é o Estado mais pujante do Brasil. A crise se manifesta até de uma maneira mais acentuada aqui. Os investimentos são contingenciados. Em termos de Polícia Militar, essa situação não afetou de forma acentuada a polícia. Temos dificuldades e tivemos de fazer algumas opções de investimento, mas continuamos contratando. Temos um concurso aberto de 2,3 mil policiais militares e outro já em andamento para 2,2 mil PMs.
Qual o déficit de homens hoje da PM?
Está em 9,3%, algo em torno de 6 mil policiais de um efetivo fixado em 93.799 – temos 87,3 mil. O turnover é grande. Perdemos por ano em torno de 2,5 mil policiais militares.
Isso apesar da crise?
Apesar da crise. São pessoas que buscam novas oportunidades. No sábado, um oficial da PM saiu para ser auxiliar técnico judiciário. Não sei o que levou a isso, mas foi a opção que ele fez. Há ainda as aposentadorias e as demissões e expulsões de maus policiais. Nossa capacidade formadora é até maior do que isso.
De tempos em tempos são divulgadas comparações entre os salários das diversas polícias estaduais...
A última que tive conhecimento dizia que São Paulo era o sexto pior salário.
Sim. Mas como é que se explica para a tropa isso?
É o que eu digo sempre. Somos defensores da valorização profissional e sabemos que a função desempenhada por nosso policial é difícil, complexa e merece remuneração à altura. Mas o País passa por uma crise econômica e política. Temos reuniões mensais com o secretário da Segurança e técnicos da Fazenda, que mostraram que os gastos do Estados estão muito próximos do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Falta menos de um ponto porcentual para atingir o limite.
O senhor quer dizer que é melhor receber um salário que vai ser pago do que ter um maior que não vai ser pago?
Exatamente. Temos Estados que têm arrecadação e efetivo menores do que os de São Paulo e concederam 20, 30% de reajuste. Só que o policial desse Estado não recebe (o salário) integral, tem parcelamento. Esse reajuste que ele recebeu no papel dificilmente será incorporado ao salário porque o Estado nem sequer tem condições de pagar o salário em dia e integral. Nós aqui em São Paulo não temos esse problema: no quinto dia útil do mês o nosso salário é depositado integralmente na conta corrente.
Há quanto tempo a polícia está sem reajuste?
Estamos há quase três anos. Mas isso não afetou de maneira significativa a procura pela carreira. A relação candidato por vaga no concurso para a Academia do Barro Branco supera a maioria das profissões nos principais vestibulares.
A inteligência da PM continua vigiando as ações de facções criminosas?
Sim.
Essa é a principal função da inteligência da PM hoje?
É uma das principais funções. Grande parte da inteligência está voltada a oferecer condições para a PM direcionar o seu trabalho para redução de indicadores criminais, que é o que mais preocupa a população.
Durante a crise política houve manifestações de pessoas que tiraram fotos com policiais e outras em que os participantes pediam o fim da Polícia Militar. Como a corporação convive com quem pensa que a PM tem de acabar?
A Polícia Militar sempre chama os organizadores dos movimentos. Uma das partes comparece em peso e entende a necessidade, por exemplo, de limitar deslocamentos para manter a ordem pública. Outro lado, em regra, não entende isso como necessidade. O que falamos aos nossos policiais empenhados no controle de uma manifestação? A presença deles é para dar segurança para quem está expressando seu pensamento na rua. Nossa atuação deve se basear na técnica e na legalidade. Independentemente do posicionamento do manifestante, ele só pode ser objeto de atuação policial se estiver praticando infração penal. Ele pode discordar do posicionamento da PM, e a PM pode discordar de suas ideias, mas não vai atuar enquanto não houver quebra da ordem pública. Tiramos fotos com pessoas com bandeiras verde e amarela na Paulista e nós temos fotos de policiais com manifestante de grupo antagônico, em incidência menor, mas temos imagens de policiais ao lado de pessoas com blusa e bandeira vermelha. Tiramos foto sem qualquer tipo de problema.
Mas o que o senhor pensa dos manifestantes que pedem o fim da PM?
Eu penso que quem alardeia essa disposição de querer o fim de uma instituição que preserva a vida daquele que está falando é uma pessoa que está mal informada sobre o que é e o que faz a Polícia Militar.
O número de letalidade da polícia no primeiro semestre foi o mais alto desde 2003, com 459 mortes, sendo a PM responsável por 430 delas. Quem quer o fim da PM diz que a maioria dessas pessoas não morreu em confronto – teria sido assassinada. Enquanto o número de homicídios praticados pela população caiu, as mortes em confrontos aumentaram. Por quê? Não seria de se esperar que a diminuição da violência na população levasse à redução da taxa de letalidade?
São inúmeras as variáveis que interferem na letalidade policial. Eu não posso aceitar como verdade que as 500 mortes em confronto esse ano foram assassinatos. Hoje a polícia chega muito rápido ao local de ocorrência, porque nós usamos a tecnologia que nos auxilia. Nossas viaturas estão com posicionamento georreferenciado e temos possibilidade de localizar um veículo roubado por meio de câmeras. Nosso policiamento é inteligente, e a possibilidade de intervenção hoje é muito maior. Do total de confrontos que a PM participou no ano passado, só em 15% deles o bandido foi morto. Nos demais ele foi preso, fugiu ou foi ferido.
O objetivo da PM é tentar controlar e reduzir os índices de criminalidade, mas os números de roubos não cedem como os homicídios? Por quê?
Tudo aquilo que se previne não é possível de se medir. É preciso levar em consideração que a população aumentou nesses 17 anos e os crimes não cresceram nessa proporção. A taxa de crime por habitante cedeu, e a atuação policial tem melhorado. A produtividade operacional da polícia é espantosa. Em 2016, a PM prendeu mais de 25 mil pessoas em flagrante, foram 11,5 mil armas que saíram de circulação e 89 mil veículos roubados ou furtados recuperados.
Na Polícia Civil há um movimento de delegados que critica o que chamam de sucateamento da instituição. A PM acompanha esse movimento?
A nossa inteligência trabalha para fornecer subsídios para o planejamento do emprego operacional da PM. Preciso me preocupar com as demandas da PM. Isso não é algo que nos preocupa e diz respeito.
A inteligência só acompanha a criminalidade comum e a organizada?
É isso.
O senhor colocaria nessa criminalidade grupos como os black blocs?
Depende. Se são grupos que praticam crimes, eles serão alvos da atuação de inteligência.
A PM acompanha ou vigia movimentos sociais e seus atos?
A inteligência da PM só faz isso para saber se será ou não preciso empregar o Choque no caso, para proteger quem se manifesta e minimizar os efeitos para a população que não participa do protesto.
Não há nenhuma central de grampo dentro da polícia de São Paulo?
Toda interceptação telefônica realizada pelos órgãos de segurança é feita com a solicitação para o Ministério Público e a manifestação e anuência do Poder Judiciário. Qualquer coisa fora disso não existe.
Qual a extensão da infiltração do crime organizado no aparelho policial?
Temos acompanhamento do público interno desde o concurso de ingresso na PM e uma Corregedoria forte para detectar desvios. Neste ano, até 9 de agosto, já tivermos 164 policiais expulsos ou demitidos. Em 2016, foram 222 em um universo de 87 mil homens.
O fim do contrato de tornozeleiras eletrônicas dará mais trabalho para a PM na saída de presos do regime semiaberto para o Dia dos Pais?
Pode ser que a falta da tornozeleira ponha na cabeça do infrator que ele pode praticar crimes sem ser identificado. Nesse sentido, pode trazer mais trabalho para a gente.

Ex-senador boliviano segue internado em estado grave em Brasília

Asilado no Brasil desde 2013, quando fugiu do governo de Evo Morales, Roger Pinto Molina sofreu um acidente em Goiás com um avião de pequeno porte na noite de sábado

Lu Aiko Otta

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o estado de saúde do ex-senador Roger Pinto Molina é grave, "instável" e com suporte clínico, mas sem indicação de cirurgia. Ele sofreu um acidente com um avião de pequeno porte, prefixo PU-MON, que caiu na noite de ontem próximo ao aeroclube de Luziânia em Goiás. Ele foi transferido para o Hospital de Base de Brasília na manhã deste domingo, 13.
Segundo nota do Hospital de Base, ele deu entrada na noite de sábado "em estado grave, politraumatizado, com traumatismo crânio-encefálico". O paciente passou por drenagem bilateral do tórax, traqueostomia de urgência e na tarde de ontem recebia ventilação mecânica.
Um grupo de investigadores do 6º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 6) seguiu na manhã deste domingo para Luziânia (GO) para investigar a queda.
Pinto vivia em Brasília após haver saído clandestinamente de seu país com a ajuda do diplomata Eduardo Saboia, em agosto de 2013. Molina voava só e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Luziânia e trazido de helicóptero, em estado grave, para o Hospital de Base, na capital federal.
Segundo a Aeronáutica, o grupo realizará uma primeira etapa de investigação, colhendo registros fotográficos, documentos e realizando entrevistas. "O objetivo da investigação realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e pelos seus Serviços Regionais, é prevenir novas ocorrências com características semelhantes", informa nota divulgada pela Aeronáutica.

Forças Armadas sofrem corte de 44% dos recursos


Tânia Monteiro E Leonencio Nossa

Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os chamados recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.
Segundo o comando das Forças, neste ano, houve um contingenciamento de 40%, e o recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.
A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, responsável por monitorar o uso de explosivos, está sendo atingida. Perdeu parte da capacidade operacional para impedir o acesso a dinamites por facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, que roubam bancos e caixas eletrônicos.
O Comando do Exército confirmou ao Estado que o contingenciamento reduz “drasticamente” a fiscalização do uso de explosivos, abrindo caminho para o aumento de explosões de caixas. A DFPC é um dos órgãos das Forças Armadas de apoio ao sistema de segurança pública atingidos pela falta de recursos.
A diretoria está tendo dificuldades de manter operações e combater desvios de explosivos para o crime organizado. No mês passado, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) esteve na Comissão de Segurança Pública da Câmara para pedir maior combate ao crime organizado. Há 23 mil agências e 170 mil terminais de autoatendimentos no País. Só neste mês, quadrilhas destruíram com dinamites agências em Lindoia (SP), em Indaiatuba (SP) e em Capelinha (MG). Em junho, os bandidos agiram em Brasília – são 22 ações desde 2016 no Distrito Federal.
Em entrevista ao Estado, o presidente Michel Temer disse estar tomando medidas em relação ao contingenciamento. “Nós queremos devolver dinheiro, digamos assim, para os vários setores da administração e, em particular, às Forças Armadas”, afirmou.
Procurado pela reportagem para comentar as reclamações das Forças, o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria, disse que se “esforça” para resolver os problemas mais “graves”. “Entretanto, qualquer ampliação de limites, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal.”
Limites
Nas Forças Armadas, a falta de recursos afetou a vigilância da fronteira, os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha nos rios da região e na costa brasileira. Por medida de economia, a Aeronáutica paralisou atividades, reduziu efetivos e acabou com esquadrões permanentes nas bases dos Afonsos, no Rio, de Fortaleza, de Santos e de Florianópolis.
ImagemO corte se deu, em especial, nos projetos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contingenciamento pode antecipar a dispensa de recrutas, assim como atrapalhar o treinamento de soldados para agir no Rio e impedir a realização de voos para interceptar aeronaves clandestinas.
Para reduzir gastos, as Forças também estão trocando o quadro efetivo por temporário e reduzindo a tropa. De acordo com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, os cortes “foram muito elevados, fora dos padrões”. Ele usou uma rede social no início do mês para se queixar.
Mar e Ar
Com 40% do orçamento contingenciado, a Aeronáutica cogita suspender expediente às sextas-feiras. Ela centralizou atividades em Anápolis e Natal para se adaptar. “A FAB já voou 200 mil horas por ano no passado. Este ano havia um planejamento para voarmos 122 mil horas”, disse o brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica. “As restrições orçamentárias de toda ordem devem reduzir esse montante de 110 mil horas em 2017.”
Com navios de 35 anos de idade média, a Marinha coleciona no mar e nas águas da Bacia Amazônica embarcações consideradas ultrapassadas para suas funções. A lista inclui o Almirante Sabóia, uma embarcação de desembarque de carros de combate comprado pelo governo Costa e Silva, em 1967, o Marajó, navio-tanque, adquirido pelo governo Garrastazu Médici, em 1969, e a fragata Niterói, do tempo do governo Ernesto Geisel, de 1976. O navio porta-aviões São Paulo, com 54 anos, o mais velho da relação, da época do presidente João Goulart, está em processo de desmobilização.
O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que é preciso pelo menos R$ 800 milhões a mais por ano para manter a esquadra. “Isso precisa ser acertado ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo”, afirmou.
O quadro orçamentário para 2018 preocupa o comandante. “Antevemos o risco para programas estratégicos e também para o funcionamento pleno das nossas atividades diárias, com reflexos em serviços que atingem diretamente a população, como aqueles relacionados à segurança da navegação.”

"O limite é setembro", diz ministro da Defesa

Jungmann afirma, no entanto, que "espera" que o orçamento seja recomposto pelo "compromisso" assumido pela área econômica

Tânia Monteiro

Em entrevista ao Estado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que as Forças Armadas estão "no limite". Ele afirma que, "por enquanto", a capacidade operacional está mantida, mas concorda com os comandantes militares de que o próximo mês é o prazo máximo de recebimento de verbas para manter serviços básicos nas unidades. "O limite é setembro, e daí vamos ter de cuidar de reduzir efetivo, fechamento de unidades". Jungann disse que "espera", no entanto, que o orçamento seja recomposto pelo "compromisso" assumido pela área econômica.
As Forças Armadas estão sofrendo com restrições orçamentárias e já se fala em comprometimento de operacionalidade.
Até agora não tivemos comprometida a capacidade operacional. Mas, a partir de setembro, começaremos a ter problemas, porque as Forças estão no limite em termos orçamentários e financeiros e nos preocupa, particularmente, a interrupção ou a necessidade de renegociação dos contratos dos projetos estratégicos que acabaram de ser negociados.
O dia a dia dos quartéis já está sendo afetado?
O nosso limite é setembro. Daí, evidentemente, vamos ter de fazer redução de efetivos, fechamento de unidades, etc. Mas acredito e espero que isso não vá acontecer porque há o compromisso da equipe econômica.

Unidade teve de pedir verba para conta de luz

Além da falta de dinheiro para despesas básicas, contratos para substituir armas estão congelados e cursos, suspensos

Tânia Monteiro E Leonencio Nossa

Na quarta-feira passada, o Quartel-General do Exército, em Brasília, recebeu um telefonema do comandante de uma unidade de Mato Grosso do Sul. Ele pedia ajuda imediata para evitar o corte de luz da organização, responsável pela área de fronteira com o Paraguai, rota do narcotráfico e contrabando de armas. Após mobilização, o Exército remanejou a verba a tempo de impedir que a unidade ficasse no escuro.
A cúpula das Forças Armadas, que estará hoje em cerimônia de apresentação de militares ao presidente Michel Temer, avisou governo e Congresso de que só tem dinheiro até setembro para despesas básicas. Generais dizem que, com os cortes, foram obrigados a usar reservas de combustíveis e armas, pondo em risco a capacidade de “prontidão” das tropas.
Neste ano, o Exército já foi chamado para atender a 13 pedidos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e ações sociais nos Estados, mas ainda precisa receber R$ 36 milhões necessários para essas operações.
O risco de paralisação por falta de verba chegou ao preparo das tropas. Estoques de munição estão na reserva, frota de veículos e barcos depende de renovação, cursos profissionalizantes de recrutas foram suspensos e contratos para substituir fuzis estão congelados.
Ao Estado, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, adotou tom diplomático. “O Exército jamais deixará de cumprir suas missões. Os cortes foram muito elevados, fora dos padrões, e, se não forem readequados em curto prazo, terão impacto direto, neste ano, para a continuidade das ações na Força.”
O contingenciamento tirou 43,5% dos recursos de investimentos – de R$ 2,5 bilhões, R$ 1,1 bilhão foi retido.

Sete pessoas desaparecem em barco pesqueiro no RS

O comunicado do desaparecimento do barco pesqueiro foi recebido pela Marinha de Rio Grande na sexta-feira, 11

Luciano Nagel

A Marinha do Rio Grande do Sul retomou, neste domingo, 13, as buscas a uma embarcação que desapareceu em alto mar na localidade de Rio Grande, ao sul do Estado gaúcho. O comunicado do desaparecimento do barco pesqueiro, no qual havia sete tripulantes, foi recebido pela Marinha de Rio Grande na sexta-feira, 11.
Até o momento a embarcação, que tem registro em Laguna, no litoral catarinense, não foi encontrada. Para realizar as buscas a Marinha disponibilizou, além de navio, um helicóptero e uma aeronave das Força Aérea Brasileira (FAB).
Na última sexta-feira, 11, os serviços de meteorologia alertaram as embarcações sobre o mau tempo e as condições de mar revolto, com ondas de até quatro metros no litoral gaúcho e catarinense.

REVISTA VEJA


Contradições Bélicas

O Brasil fabrica armas rechaçadas pela comunidade internacional

Maria Laura Canineu

EM 7 DE JULHO, junto a 121 países, o Brasil adotou um novo tratado sobre a proibição de armas nucleares, que será aberto para assinatura na Assembleia-Geral da ONU em setembro. Em artigo no mesmo mês, o ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes comemorou o feito e ressaltou que a comunidade internacional tem "o dever ético e moral" de proteger civis ao redor do mundo dessas armas terríveis, "as únicas capazes de aniquilar a vida no planeta". Ele tem razão. Avançar o quadro jurídico a fim de proibir as armas de destruição em massa é uma vitória. A participação do Brasil nesse esforço é louvável. Mas, em relação ao uso de outras armas letais, o país não faz jus ao verdadeiro espírito desse compromisso.
Vejamos o caso do lèmen. Mais de 5000 civis foram mortos e 8500 feridos desde 2015, de acordo com a ONU, em ataques aéreos e terrestres promovidos por uma coalizão de países liderada pela Arábia Saudita contra as forças hutis, que tinham tomado o controle de parte do lêmen, e aliados de seu presidente. Desde então, a coalizão matou civis de forma indiscriminada ou desproporcional, atingindo escolas, casas, hospitais e funerais, inclusive com o uso de armas de fragmentação, as chamadas "munições cluster". No fim de 2016, essas munições foram lançadas pela coalizão nas proximidades de duas escolas de Saada, no norte do lêmen, matando dois civis e ferindo seis, entre eles uma criança. Khaled Rashed, uma testemunha, disse: "Ouvimos dois barulhos de explosão, um mais alto que o outro e, depois disso, mais explosões, menores, vindo do céu como brasas, caíram por toda parte, sobre reservatórios de água, sobre casas". No início deste ano, foguetes de munição cluster foram utilizados novamente e atingiram uma fazenda no norte do pais, ferindo dois meninos.
Aí entra o Brasil. Fotos tiradas após os ataques mostram restos de um foguete fabricado pela empresa Avibras, em São José dos Campos, além de danos de fragmentação característicos de submunições a partir de um ataque com munição cluster.
Essas armas são amplamente proibidas pela comunidade internacional. Por uma boa razão. Contêm múltiplas submunições explosivas menores que se espalham indiscriminadamente por uma vasta área. Muitas não são detonadas de imediato e deixam submunições carregadas, que se tornam verdadeiras minas terrestres, criando uma ameaça a civis por muito tempo após o conflito. Por causa desse perigo, 102 países ratificaram e outros dezessete assinaram a convenção sobre Munições Cluster de 2008, que proíbe sua produção, transferência, armazenamento e uso. O Brasil não assumiu nenhum desses compromissos.
Como brasileiros, deveríamos estar inconformados com o fato de que munições fabricadas em nosso pais são empregadas em ataques ilegais no Iêmen. Deveriamos insistir para que o governo se comprometa a acabar coma produção e a exportação dessas armas de efeitos indiscriminados. O Brasil já participa do tratado que proíbe minas terrestres. Por que não faz o mesmo com seu "tratado-irmão" para cessar o sofrimento humano causado por munições duster? O "dever ético e moral" do Brasil de proteger os civis também se estende a essas armas.

Desce


Pezão
O Governador do Rio anunciou que vai gastar 2,5 milhões de reais na contratação de serviços de jatinho para levá-lo em viagens pelo estado - que está falido.

"O País faz parte do Cibercalifado"


O juiz Marcos Josegrei da Silva foi o responsável pela condenação dos primeiros terroristas brasileiros adeptos do islamismo. O caso chamou a atenção do mundo. No mês passado, o magistrado foi convidado para um seminário nos EUA sobre o extremismo islâmico na América Latina. Durante o evento, ele expôs a sua preocupação com a expansão do que chama de “cibercalifado”.
Pode-se dizer que o Brasil abriga células terroristas ligadas ao Estado Islâmico?
Durante as audiências, ficou evidente que o Brasil faz pane de um fenômeno que tem se intensificado no mundo inteiro - que é a autorradicalização pela internet. Há um conceito do "cibercalifado; que é criar urna comunidade virtual de gente que estaria constituindo o califado do Estado Islâmico em vários pises. Essas pessoas. conectadas pela internet. estariam dispostas a atender ao chamamento em qualquer lugar do mundo, a qualquer instante.
Os brasileiros presos realmente eram capazes de praticar um atentado?
Consigo identificar claramente dois grupos de condenados. O primeiro deles, formado por quatro pessoas, era mais vulnerável. É o que os teóricos chamam de "operativo", ou seja, que é mais suscetível ao convencimento de cometer algum ato terrorista. Esses réus passaram à liberdade provisória no fim do ano passado. Já o segundo grupo, composto de outras quatro pessoas, que estão no presido de Campo Grande, é caracterizado portar maior poder de articulação e uma alta capa-cidade de incutir Idéias extremistas em outras pessoas. Por isso, estão na penitenciária de segurança máxima. Um deles, por exemplo, postou num grupo de mensagens de celular como fazer uma bomba detalhadamente. É muito preocupante.
Os condenados negam ser terroristas e dizem que postavam textos e fotos do Estado Islâmico apenas para "chamar a atenção" dos outros.
A maior parte das pessoas envolvidas na Operação Hashtag tinha um conhecimento restrito da religião islâmica. Elas liam artigos na internet e, em alguns casos, até frequentavam mesquitas, mas a sua formação vinha do mundo virtual. Apesar dessa superficialidade no conhecimento da cultura islâmica, era evidente que havia potencial de um ato lesivo. As pessoas me perguntam: "Eles iam realmente fazer algum atentado na Olimpíada?". Não sei lhe dizer. A Polícia Federal não encontrou explosivos na casa deles. Mas, hoje em dia, o sujeito pode, de uma hora para outra, pegar um veiculo e passar por cima das pessoas. Então, não sei dizer. Quando falamos desse tipo de crime, de perigo, o objeto da legislação é evitar o fato, e não lidar com o fato já consumado. 

REVISTA ÉPOCA


Meu pai e o jato de Pezão

Meu pai não entende como o governador de um estado falido, como o Rio, pode alugar um avião por R$ 2,5 milhões

Ruth De Aquino

Meu pai tem 95 anos. Hélio telefona várias vezes por dia para sua gerente de banco para saber se o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, depositou o que lhe deve. Hélio não consegue entender um monte de coisas – e não é por causa da idade. Como um governador que não pagou a mais de 200 mil servidores o 13º de 2016 e os salários e aposentadorias de maio, junho e julho deste ano decide alugar um jatinho por R$ 2,5 milhões para ter mais conforto? Hélio duvida de sua própria lucidez.
Não adianta eu tentar explicar a meu pai que Pezão está falido. Hélio responde que quem está falido para pagar aos servidores não contrata um jato que preste um “serviço de excelência” para o “chefe do Poder Executivo”. Informo que o objetivo é prático. O governador e sua equipe poderão fazer no ar reuniões “em poltronas giratórias” e, claro, eles precisam de “flexibilidade de horários de voos e disponibilidade de aeronaves para deslocamentos de trabalho e emergências”.
Que bacana. Mas Hélio acha que emergência é outra coisa. Estado de emergência é o que vivem mais de 200 mil servidores sem a remuneração que lhes é devida, pedindo dinheiro na rua ou aos filhos e parentes, ou morrendo por não conseguir comprar remédios. Emergência é o que vive a Uerj, a universidade estadual que já foi modelo de centro de conhecimento e formou ministros do Supremo Tribunal Federal, como Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.
A Uerj hoje não consegue funcionar. A penúria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro é tamanha que atinge não só os professores, mas o refeitório, os banheiros. Os jovens estudantes estão sem aula ou perspectiva. Ficam todos impressionados com o luxo do jato de Pezão, que poderia gastar muito menos voando como plebeu, em aviões de carreira. O governador acha “inseguro” não usar jatinho. As forças de segurança do Rio de Janeiro estão abismadas. Policiais civis e militares vivem diariamente em estado de emergência, com carros quebrados e helicópteros sem condições de decolar.
Hélio comemora o Dia dos Pais neste domingo com quatro meses atrasados de remuneração. Ele não entende – e quem sou eu para explicar? – como o governador ainda está solto por aí, indo para spa de luxo nas férias de inverno, rindo em Brasília, fazendo o gênero “devo, não nego, pagarei quando puder”. Meu pai entende menos ainda a barafunda que Pezão faz, ao separar servidores por categorias. Divide para reinar e para enfraquecer qualquer movimento. Dá mais a uns que a outros. Não seria inconstitucional? – pergunta meu pai, bacharel. E ainda tem essa história de ir soltando trocados para calar a boca. Minha filha, não dá para processar por danos morais o Estado e o governador? Procure um advogado sério. Chega de humilhação. Vamos criar jurisprudência.
Coitado do Pezão. Estamos implicando com um jatinho de R$ 2,5 milhões quando o governador do Rio de Janeiro é apenas mais um produto de um sistema político que premia traições e achaques. O Congresso trama a criação de um “fundo público” de R$ 3,6 bilhões para ajudar os políticos a fazer campanhas eleitorais em 2018. Isso aí não inclui o já bilionário Fundo Partidário. Fundo público a gente sabe de onde vem. E a divisão de “recursos” fica a cargo deles. É um fundo para “ajudar a democracia”. Ah, bom. Seria um objetivo nobre se fosse verdade.
Vamos reagir. Se não for nas ruas, é preciso gritar contra manobras, em abaixo-assinados virtuais, redes sociais. O aumento indecente de 16,7% para procuradores da República em 2018 já caiu – e muito se deve à reação da sociedade e à presidente do STF, Cármen Lúcia, que alegou a grave crise financeira para defender o não reajuste. Com a defesa de Cármen, ministros do Supremo deram 8 votos contra o aumento e 3 a favor. Os 16,7% eram apoiados pela futura procuradora-geral, Raquel Dodge, a mesma que foi encontrar o presidente Michel Temer fora do expediente, à la Joesley, no Palácio do Jaburu. Agora sabemos que Temer liberou R$ 5,7 bilhões para emendas de parlamentares neste ano. Foi esse o preço da fidelidade a um presidente sem autoridade moral para colocar o Brasil no rumo certo.
Meu pai sabe que o país anda mal das pernas, pior que ele. O único sinal positivo é que, hoje, pelo menos, a roubalheira está às claras. Perto de um século de vida, meu pai acha que os representantes do povo deveriam exibir um pouco mais de compostura para ganhar um mínimo de respeito, em casa e fora de casa. Como os pais políticos educam seus filhos? Façam o que eu digo e o que eu faço. Vocês ficarão podres de ricos graças ao compadrio.
Feliz Dia dos Pais para quem tem a consciência tranquila.

REVISTA ISTO É


Aloysio Nunes Ferreira Filho

"Basta Maduro chamar que o PT vai lamber a mão dele"

Germano Oliveira

A situação na Venezuela se agrava a cada átimo de tempo. Nos últimos quatro meses, o governo de Nicolás Maduro já matou mais de cem pessoas em manifestações populares e prendeu 5 mil venezuelanos que desejam o fim da ditadura no País, à beira de uma guerra civil. Para fazer o governo chavista retroceder, os países do continente, incluindo o Brasil, suspenderam a Venezuela do Mercosul. Reunidos em Lima, no Peru, na última terça-feira 9, sob a liderança do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, os países da região deixaram claro que “é inadmissível a existência de uma ditadura na Venezuela”, como diz um dos trechos do documento final. Nessa reunião, decidiu-se também que a Venezuela fica proibida de receber armamentos e material de segurança usado na repressão, como gás lacrimogêneo. Em entrevista à ISTOÉ, Aloysio crítica o apoio do PT à ditadura venezuelana, afirmando que os petistas “lambem as mãos de Maduro”. Para ele, essa postura do PT “causa ojeriza a todos os que prezam a democracia”.
Na reunião de terça-feira 9, em Lima, os chanceleres da América do Sul discutiram soluções para a crise venezuelana. Há uma preocupação com eventual agravamento da crise social na Venezuela?
A preocupação com o agravamento da crise na Venezuela é uma constante e tem atenção prioritária dos países da região. Nossa reunião em Lima deixou claro que é inadmissível a existência de uma ditadura na Venezuela, não só aos olhos do Brasil e dos países do Mercosul, mas também aos olhos da maioria das democracias no mundo. No documento assinado ao final do encontro, deixamos clara nossa preocupação com a crise humanitária que o país enfrenta e condenamos o governo venezuelano, entre outros motivos, por não permitir a entrada de alimentos e medicamentos em apoio ao povo do país. Decidimos também proibir o comércio de armamentos e material de segurança usado na repressão, como gás lacrimogêneo, e não reconhecer a legalidade de qualquer decisão dessa constituinte ilegítima que o governo Maduro inventou para usurpar os poderes da Assembleia Nacional.
Como o senhor vê o fato de os governos Lula e Dilma sempre terem apoiado a ditadura de Chávez e Maduro?
O governo do PT tolerou desvios autoritários do governo Maduro que levaram ao rompimento da ordem democrática estabelecida na própria Constituição bolivariana. Os petistas não diferenciam o chavismo — corrente política que se explica dentro da história da Venezuela — da escalada ditatorial de Maduro. Na Venezuela, até mesmo personalidades políticas ligadas ao chavismo, como a procuradora-geral Luisa Ortega, são críticas e não aceitam o rumo ditatorial que o atual governo tomou. O PT continua seguindo essa linha de apoio explícito ao governo venezuelano de maneira quase cega: basta o Maduro chamar que o PT vai lá lamber a mão dele. Essa postura do PT, ao mesmo tempo em que causa ojeriza a todos os que prezam a democracia, serve como catalizador de uma militância radical e raivosa que é o patrimônio político que lhe resta.
O senhor acha que há risco de uma guerra civil?
A situação na Venezuela vem se agravando a passos largos. Causa repulsa o custo do autoritarismo em vidas humanas. Assistimos com indignação como vem crescendo não só o número de mortos e feridos nas manifestações, mas também a quantidade de presos políticos. A isso, podemos acrescentar ainda a degradação do quadro social. Pesquisas de universidades venezuelanas apontam que mais de 80% da população da Venezuela vive hoje abaixo do nível de pobreza. O Brasil acompanha com muita atenção os desdobramentos dessa crise e continuará atuando para contribuir para a restauração da democracia na Venezuela por meio de uma solução pacífica.
É verdade que já há movimentação de tropas brasileiras na fronteira, temendo o recrudescimento da guerra social na Venezuela?
O Brasil mantém contingentes adequados para o patrulhamento e defesa de suas fronteiras.
O Brasil pode enviar tropas de paz para a Venezuela?
Nós estamos aqui entrando em um campo de especulação. Antes de mais nada, os problemas venezuelanos têm de ser resolvidos pelos próprios venezuelanos, eventualmente com ajuda ou mediação de atores externos. No momento, não há discussões no âmbito das Nações Unidas para estabelecimento de uma missão de paz, que só pode acontecer com a concordância do governo venezuelano. E o Brasil só participa de missões de paz com mandato da ONU.
O que o presidente Maduro precisa fazer de imediato para a ordem democrática ser restabelecida?
Antes de mais nada, as autoridades venezuelanas precisam aceitar negociar com a oposição uma transição pacífica rumo ao restabelecimento da ordem democrática. Isso passa, no entender da oposição, pelo cancelamento da constituinte, pelo reconhecimento das prerrogativas da Assembleia Nacional, pela liberação de todos os presos políticos e pela definição do calendário eleitoral.
No sábado, em reunião em São Paulo, os chanceleres do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai suspenderam a Venezuela do Mercosul pela “ruptura da ordem democrática”. É a segunda suspensão da Venezuela. Ela pode ficar definitivamente de fora do Mercosul?
Não falamos em expulsão da Venezuela do Mercosul, já que não existe essa figura jurídica nos acordos do bloco. Existe sim a suspensão pelo tempo em que o país violar as normas do bloco e sua cláusula democrática. A Venezuela poderá voltar a participar integralmente do bloco desde que atenda aos requisitos exigidos de todos os membros do grupo. Entre eles, um dos mais importantes é a manutenção da democracia.
Como o governo brasileiro viu também a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega? Foi uma afronta ao Estado de Direito?
O governo brasileiro condena a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega. Sua destituição foi arbitrária e ilegal, compromete a independência do Ministério Público e a preservação das garantias e liberdades fundamentais. Foi mais uma confirmação de que hoje a Venezuela vive um estado de exceção, uma ditadura.
Com o encarceramento dos líderes da oposição, dá para dizer que a Venezuela não tem mais espaço para manifestações democráticas?
Manifestações democráticas da sociedade, das igrejas e dos eleitos oposicionistas acontecem diariamente. A própria Assembleia Nacional vem se reunindo e os deputados tentam exercer os mandados para os quais foram eleitos. Infelizmente, são reprimidos violentamente pelo governo. A vontade popular expressa nessas manifestações deveria inspirar a busca de uma negociação efetiva a favor da paz e da democracia. O regime de Nicolás Maduro, ao invés disso, reprime as manifestações populares com violência e prende arbitrariamente centenas de manifestantes.
Por que o Brasil e o Mercosul não impuseram sanções econômicas à Venezuela?
Porque impor sanções econômicas acaba prejudicando venezuelanos e brasileiros. Taxar os produtos venezuelanos que nós importamos, principalmente petróleo, prejudicaria o consumidor brasileiro, um verdadeiro tiro no pé. No outro sentido, exportamos basicamente alimentos, essenciais para os venezuelanos mais pobres. Em todas minhas conversas com representantes da oposição venezuelana, nunca nos pediram a imposição de sanções econômicas.
A Constituinte fraudulenta de Maduro alimenta ainda mais espaço para a guerra civil?
A constituinte, conforme estabelecida pelo governo Maduro, é um atentado contra a democracia e a soberania popular e gera mais instabilidade no país. É a medida mais recente dentro dessa escalada autoritária. Representa o abandono definitivo de qualquer compromisso com o Estado de Direito.
Comenta-se que 140 mil venezuelanos já deixaram o País por falta de condições de vida. Só para o Brasil teriam vindo 77 mil, principalmente para Roraima. Como esses venezuelanos estão vivendo no Brasil?
Em 2017, foram registrados cerca de 8.000 pedidos de refúgio de cidadãos venezuelanos no Brasil. Há relatos de que pode haver um número maior de venezuelanos chegando ao Brasil sem registro oficial. As informações disponíveis dão conta de que hoje cerca de 10.000 venezuelanos se estabeleceram em território nacional. O governo federal, em conjunto com os governos estaduais e municipais, principalmente Roraima e Boa Vista, está trabalhando para inserir essa população deslocada na sociedade local e garantir-lhe condições dignas de vida.
Como o senhor vê o movimento de alguns governadores do PSDB que desejam que o partido deixe o governo Temer?
Houve divergência em relação a esse tema, algumas públicas, mas hoje (esse tema) está fora da ordem do dia. O partido apoia as medidas que o presidente vem tomando para superar a crise recebida do governo petista. Há também a percepção compartilhada dos riscos decorrentes da ingovernabilidade.
O senhor acha que os rebeldes que votaram contra Temer no processo da continuidade do processo por corrupção passiva retornarão à base aliada para votar as reformas?
O PSDB sempre afirmou que, mesmo se saísse do governo, continuaria a apoiar as reformas. Portanto, não vejo por que os deputados que votaram pela continuidade da denúncia votem contra as reformas.
O senhor acha que o presidente Temer voltará a ter os 308 votos para retomar a aprovação das reformas, como a da Previdência?
Evidentemente. Há um conjunto de partidos que apoia o programa de reformas que o presidente Michel Temer se comprometeu a fazer. O PSDB é a favor da reforma da Previdência enviada à Câmara.

Gigantes do crime

Aliança entre a facção criminosa PCC e o grupo extremista islâmico Hezbollah para controlar o tráfico e o contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai gera prejuízo bilionário e acirra a violência na região

Fabíola Perez

A atuação de pelo menos 30 quadrilhas criminosas faz da Tríplice Fronteira, região em que o Brasil faz divisa com a Argentina e o Paraguai, um território dominado pela violência. Agora, um relatório da Fundação de Defesa da Democracia (FDD) para a Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos confirma a presença de um grupo extremista com ações até então restritas ao Oriente Médio. A organização libanesa Hezbollah, cujo nome significa “Partido de Deus”, vem atuando em parceria com a maior facção criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), para fortalecer os negócios no comércio ilegal de mercadorias. Estima-se que a atividade tenha gerado um prejuízo de R$ 345 bilhões nos últimos três anos. De acordo com o documento, além do tráfico de drogas produzidas em países sul-americanos, como Paraguai e Colômbia, a aliança do PCC com o Hezbollah domina o contrabando de cigarros para o Brasil. “Todos os elementos contribuem para essa conexão”, afirma Márcio Sérgio Christino, procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo e um dos principais investigadores do PCC no País.
A sociedade dos gigantes do crime, de acordo com documentos da Polícia Federal, começou a operar em 2006, mas os primeiros indícios foram descobertos somente dois anos depois. Traficantes ligados ao Hezbollah ajudaram o PCC a obter armamentos e acesso aos canais internacionais de contrabando como moeda de troca para a proteção de prisioneiros de origem libanesa detidos no Brasil. O contrabando de cigarros tem pena mais branda, de dois a cinco anos de reclusão, enquanto a do tráfico varia entre cinco e 15 anos. Por isso, tornou-se um nicho mais atrativo para criminosos. “A presença crescente de empresas afiliadas ao Hezbollah no negócio de varejo de tabaco aumenta a possibilidade de o comércio ilícito do produto se tornar uma fonte adicional de renda para a organização terrorista”, diz Emanuele Ottolenghi, cientista político da FDD. “O comércio ilegal de cigarros já ajudou cartéis de drogas, como as Farc da Colômbia, com a venda de cocaína.” Isso porque, segundo o presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona, os recursos obtidos financiam a operação como um todo, o que envolve produção, logística, venda e corrupção. “O dinheiro do contrabando e do tráfico abastece o mesmo caixa”.
ImagemO cigarro é hoje o produto mais contrabandeado do Paraguai para o Brasil. A participação de mercado do tabaco paraguaio saltou de 20% em 2011 para 45% em 2016, um prejuízo de R$ 6,5 bilhões por ano só nesse setor. Provenientes do Paraguai, os cigarros podem ser encontrados por um valor médio de R$ 3,30, enquanto que os produtos legais são vendidos por uma média de R$ 7,40. O imposto que incide sobre o produto é de 70% no Brasil, contra 16% no país vizinho. Segundo cálculos do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), o valor do comércio ilegal de cigarros convertido em dólares já corresponde a US$ 2,1 bilhões, maior do que toda a importação legal que o Brasil faz do Paraguai, estimada em US$ 2 bilhões. “Essa explosão se deu pelo atrativo financeiro, houve um aumento dos impostos e consequentemente mais pessoas interessadas em contrabandear o cigarro”, afirma Luciano Barros, presidente e economista do Idesf.
Evasão fiscal
Os 16,8 mil quilômetros de fronteiras dessas regiões são vigiados por apenas 13% do contingente de policiais federais. “Deveria ser pelo menos o dobro disso”, diz Odilon de Oliveira, juiz federal que atua na área criminal no Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, além do acesso por rodovias (as BRs 163 e 277), as mercadorias clandestinas entram no Brasil sem repressão pelo rio Paraná e pelo Lago Itaipu. Nas margens deste, a cada 500 metros é possível encontrar uma trilha para descarregar os produtos. “Os contrabandistas se aproveitam da porosidade desses territórios. Pelas vias terrestres, principalmente na Ponte da Amizade, há dificuldade para fazer o rastreamento das cargas”, afirma Mozart Person Fuchs, delegado executivo da Polícia Federal de Foz do Iguaçu. Segundo ele, houve uma redução drástica no efetivo. “Os policiais ficam mais suscetíveis à corrupção e a lei que previa indenização a servidores de fronteiras nunca foi regulamentada.”
As consequências são perversas em todos os âmbitos. A evasão de impostos prejudica o desenvolvimento do País. “Com a economia informal, gera-se uma concorrência desleal que fecha fábricas, desvaloriza a indústria nacional e expõe milhares de pessoas ao desemprego”, afirma Oliveira. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), Antero José Pereira, o aumento do contrabando de cigarros diminuiu em 20% o faturamento do setor nos últimos cinco anos. Na saúde, um estudo realizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com cigarros apreendidos concluiu que eles apresentam elementos cancerígenos até 11 vezes superior aos de produtos legalizados. Estima-se que a venda de drogas para o Hezbollah, financiada pelo contrabando de tabaco, já tenha rendido ao PCC um orçamento anual de R$ 20 milhões. Se nada for feito, o comércio ilegal continuará subsidiando uma série de crimes que afundam o País.
Colaborou Raul Montenegro

Sociedade

O retrato do Rio de Janeiro

Vieram de um blog e de uma fala do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, a perfeita definição do Rio de Janeiro e a justa reivindicação das Forças Armadas. Do blog: a presença dos militares “não é sinônimo de segurança, é sinônimo de falência do estado”. Da boca do comandante: ”é preciso dar segurança jurídica aos militares”, que não podem ser jugados pela Justiça comum se matarem alguém em tiroteio. Assim que as Forças Armadas saíram, uma turista inglesa foi baleada (é a falência do governo). A PM agora trabalha atrás de blocos de concreto (é o medo de estar sem o apoio do Exército, que, a rigor, nem pode atirar porque não tem poder de polícia).

Gastança

Festa no Céu

Ricardo Boechat

No país que enfrenta o maior déficit público de sua história, deputados federais gastaram R$ 1.457 milhão com fretamento de aeronaves particulares no primeiro semestre deste ano. Mesmo durante o recesso a turma refestelou-se. O saporil que tatuou sua paixão por Temer no ombro, por exemplo, torrou R$ 17 mil em janeiro. O amazonense Átila Lins e o paranaense Fernando Giacobo (que já ganhou 12 vezes na Loteria Esportiva) lideram a lista do período, com R$ 160 mil cada.

JORNAL DO COMMERCIO (PE)


Exposição "Santos Dumont: Herói Brasileiro" leva peças raras ao RioMar


Márcio Bastos

Alberto Santos Dumont habita o imaginário coletivo por seu feito mais divulgado: a invenção do avião. Porém, o homem por trás do mito ainda é pouco conhecido pela maioria da população. De inteligência aguçada e vanguardista, o brasileiro marcou época aqui e na Europa. Como uma forma de celebrar esse legado e revelar outras facetas de sua biografia, é aberta hoje a exposição Santos Dumont – Herói Brasileiro, no RioMar.
Proveniente de uma família abastada, Santos Dumont cresceu em Palmira, no interior de Minas Gerais, cidade que hoje leva seu nome. Desde cedo, demonstrou interesse em dar asas à imaginação, fruto da leitura obcecada de Julio Verne, que inspirou o desejo de ver o homem dominar o céu, manifestado em suas invenções.
Após mudar-se com a família para Paris, mergulhou de vez na pesquisa da área mecânica, onde realizou o famoso voo com o 14 Bis, em 1906. Na exposição, sua vida é esmiuçada com o auxílio de curiosidades, como fotos das tentativas fracassadas de voo e sua fama em Paris, onde era uma celebridade e ditava moda.
Vários artefatos originais do aviador estão em exibição, como seu berço e o motor de seu primeiro dirigível (um balão), além de reproduções do 14 Bis e do Demoiselle, modelo mais avançado de aeronave, nas dimensões reais.
Ineditismo
O Recife é a primeira cidade a receber a proposta – que seguirá para outros Estados e pode aportar em Paris – e conta com acervo da Casa Cabangu, museu erguido na propriedade da família Dumont e que vinha travessando dificuldades.
“Essa exposição é uma declaração de amor ao Brasil. É uma homenagem a um homem que se apoderou de um sonho e o concretizou pela coragem e persistência”, enfatiza o curador Érico de Angelis.
A gerente de marketing do RioMar, Danielly Hallinsky, reforça ainda que a ação solidifica a proposta do empreendimento de se transformar em um ponto de difusão cultural.
Serviços
Exposição Santos Dumont: Herói Brasileiro – de segunda a sexta, 14h às 22h, sábado, das 9h às 22h; domingo, das 12h às 21h, no Piso L3 do RioMar Shopping (Av. República do Líbano, 251, Pina). Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Informações: 98614-4183
PORTAL G-1


Com mudança no processo seletivo, ITA oferece 110 vagas para engenharia

Candidatos devem optar por carreira militar ou civil no ato de inscrição e vão concorrer apenas com os que tiverem realizado a mesma opção em relação às vagas.

Instituto Tecnológico Aeroespacial (ITA), com sede em São José dos Campos (SP), abriu nesta semana as inscrições para o vestibular com mudanças no processo seletivo. A partir deste ano, os candidatos devem optar na inscrição se irão concorrer por vagas para carreira militar ou civil e irão concorrer somente com aqueles que tiverem realizado a mesma opção em relação às vagas.
Ao todo, são oferecidas 110 vagas, sendo 25 para área militar e 85 para civil, entre os seis cursos de graduação: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. Em caso de desistência do tipo de vaga escolhido, o estudante será desligado do ITA.
Outra novidade para este ano é que o ITA divulgou pela primeira vez a lista de obras literárias de leitura recomendável aos estudantes: "Senhora", de José de Alencar, "Quincas Borba", de Machado de Assis, e "São Bernardo", de Graciliano Ramos.
De acordo com o ITA, serão apresentadas três questões, uma para cada uma das obras. As outras três questões serão de interpretação de poemas de autores brasileiros, que serão indicados na prova.
Para participar da prova, homens e mulheres devem ter no máximo 23 anos, além de pagar uma taxa de R$ 140 e fazer o cadastro pela internet. As provas serão de física, matemática, química, português (com redação) e inglês.
O vestibular será aplicado de 12 a 15 de dezembro em São José dos Campos e em outras 23 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São José do Rio Preto, São Paulo, Teresina e Vitória.
2016
No vestibular de 2016 foram 12.484 candidatos inscritos disputando as 110 vagas, um total de 113 pessoas disputando uma vaga. Nesta edição, 6.180 pessoas optaram pela carreira militar, 4.549 não optaram e outros 1.755 candidatos foram treineiros.

FAB apura causas da queda do avião pilotado pelo ex-senador boliviano Roger Pinto Molina em Luziânia

Político, único ocupante da aeronave, foi resgatado e levado em estado grave ao hospital. Ele ficou conhecido após vir ao Brasil alegando perseguição do governo de seu país.

Murillo Velasco, G1 Go

A Força Aérea Brasileira (FAB) começou a apurar as causas da queda do avião pilotado pelo ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, de 58 anos, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com o órgão, uma equipe do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa VI) foi ao local do acidente para colher informações. O estado de saúde do político continua grave.
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou ao G1, neste domingo (13), que todos os procedimentos iniciais sobre a queda da aeronave foram feitos pelo Seripa, mas que ainda não há detalhes sobre as suspeitas da causa do acidente.
O avião de pequeno porte, prefixo PU-MON, caiu na tarde de sábado (12), no Aeroclube de Luziânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu na cabeceira da pista, logo após a decolagem, e não houve explosão após a batida com o solo.
Conforme a corporação, Molina apresentava várias lesões, porém, estava consciente. Ele foi transportado de helicóptero para o Hospital de Base de Brasília.
"Ele foi estabilizado por equipes dos bombeiros e do Samu e levado em seguida para o hospital. Ele apresentava politraumatismo, mas seu quadro era estável", disse ao G1 o major dos bombeiros Juliano Borges.
Segundo o Hospital de Base de Brasília, ele deu entrada na unidade em estado grave com traumatismo craniano, trauma de face e de abdômen e sofreu parada cardiorrespiratória.
A história do político ficou conhecida em 2012, quando ele buscou asilo político alegando perseguição política do então presidente Evo Morales.
Asilo brasileiro
Roger Pinto refugiou-se na embaixada brasileira em La Paz no dia 28 de maio de 2012. Em 8 de junho do mesmo ano, o Brasil concedeu asilo ao senador. A decisão foi criticada pela Bolívia, que falou em "equívoco".
Sem conseguir um salvo-conduto do governo boliviano, Roger Pinto viveu mais de um ano no edifício da embaixada brasileira em La Paz. Segundo uma das três filhas, Pinto estava em um espaço de 20 m², com cama, escrivaninha, TV, frigobar e mesa, sem banheiro próprio.
A viagem entre a capital boliviana e a cidade de Corumbá (MS) – que durou 22 horas – foi feita em um carro da embaixada do Brasil, com apoio de fuzileiros navais. A vinda dele foi investigada pelo Itamaraty.
Na Bolívia, Roger Pinto foi condenado no mês de junho a um ano de prisão por "abandono do dever" e por "dano econômico ao Estado". Segundo a denúncia, ele foi responsável por prejuízo de mais de 1,6 milhão de dólares aos cofres públicos em 2000, acusado de conceder recursos de maneira irregular à Universidade Amazônica de Pando. Ele responde ainda a cerca de 20 processos por desacato, venda de bens do Estado e corrupção.
Na época, ele alegava perseguição política do governo de Evo Morales e afirma que os processos foram instaurados depois que ele fez denúncias de corrupção contra o governador de Pando e entregou informes reservados a Evo sobre supostas ligações de autoridades com o narcotráfico.

Condição "instável" de Roger Pinto Molina impede transferência para UTI no Hospital das Forças Armadas

Há leito reservado para Molina na unidade, mas ele "não apresenta condições para remoção". Ex-senador boliviano deu entrada em estado grave no sábado (12) após avião que ele pilotava cair.

Elielton Lopes, G1 Df

O estado de saúde grave e "instável" do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, que pilotava um avião que caiu em Luziânia, no Goiás, na tarde de sábado (12), não permite que ele seja transferido para o Hospital das Forças Armadas (HFA). De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, há um leito reservado para Molina na unidade, mas "até o momento o paciente não apresenta condições para remoção".
O ex-senador está internado na "sala vermelha" do Hospital de Base de Brasília, local para pacientes de trauma em estado gravíssimo. Às 18h30 deste domingo (13), o estado de saúde do ex-senador ainda era grave e a situação do político podia se agravar a qualquer momento. De acordo com o boletim médico, ele recebia suporte clínico e não havia previsão de cirurgia.
ImagemRoger Pinto Molina deu entrada em estado grave na unidade de saúde politraumatizado, com traumatismo cranioencefálico. Durante a noite de sábado e na madrugada deste domingo, foram feitas drenagem no tórax, traqueostomia de urgência, tomografias, exames de raio-x e laboratoriais no paciente.
Segundo a secretaria, Molina segue respirando com ajuda de ventilação mecânica. Ao chegar ao Hospital de Base, o ex-senador havia sofrido parada cardiorrespiratória, conforme apontou o Corpo de Bombeiros do DF.
O acidente com o boliviano ocorreu após a decolagem no Aeroclube de Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal. Os bombeiros prestaram os primeiros atendimentos e informaram que Molina tinha várias lesões pelo corpo, mas estava consciente. Um helicóptero da corporação transportou o ex-senador para Brasília.
O monomotor pertencia ao ex-senador, de acordo com registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tinha capacidade apenas para o piloto e um passageiro e foi fabricado em 2010. A carcaça do avião está em um hangar do Aeroclube de Luziânia. Molina faria apenas um sobrevoo visual pela região e retornaria ao aeroclube.
FAB investiga
A Força Aérea Brasileira (FAB) começou a apurar as causas da queda do avião ainda no sábado (13). De acordo com o órgão, uma equipe do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa VI) foi ao local do acidente para colher informações para a perícia.
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou ao G1, neste domingo (13), que todos os procedimentos iniciais sobre a queda da aeronave foram feitos pelo Seripa, mas que ainda não há detalhes sobre as suspeitas da causa do acidente.
Asilo brasileiro
A história do ex-senador boliviano ficou conhecida em 2013, quando ele buscou asilo político alegando perseguição do então presidente Evo Morales.
Roger Pinto Molina refugiou-se na embaixada brasileira em La Paz no dia 28 de maio de 2012. Em 8 de junho do mesmo ano, o Brasil concedeu asilo ao senador. A decisão foi criticada pela Bolívia, que falou em "equívoco".
Sem conseguir um salvo-conduto do governo boliviano, Roger Pinto Molina viveu mais de um ano no edifício da embaixada brasileira em La Paz. Segundo uma das três filhas, Molina estava em um espaço de 20 m², com cama, escrivaninha, TV, frigobar e mesa, sem banheiro próprio.
A viagem entre a capital boliviana e a cidade de Corumbá (MS) – que durou 22 horas – foi feita em um carro da embaixada do Brasil, com apoio de fuzileiros navais. A vinda dele foi investigada pelo Itamaraty.
Na Bolívia, Roger Pinto Molina foi condenado no mês de junho a um ano de prisão por "abandono do dever" e por "dano econômico ao estado". Segundo a denúncia, ele foi responsável por prejuízo de mais de 1,6 milhão de dólares aos cofres públicos em 2000, acusado de conceder recursos de maneira irregular à Universidade Amazônica de Pando. Ele responde ainda a cerca de 20 processos por desacato, venda de bens do estado e corrupção.
Chapecoense
Roger Pinto Molina é sogro de Miguel Quiroga, piloto do avião que caiu com a delegação da Chapecoense, em novembro do ano passado, na região de Medellín, na Colômbia
Quiroga era casado com Daniela Quiroga, filha de Molina, e tinha três filhos, o mais novo de apenas quatro meses. Ele também era o proprietário da empresa LaMia. Na época, o ex-senador chegou a pedir perdão às famílias das vítimas do acidente.
"Queremos dizer para os milhões de brasileiros, especificamente para os familiares, filhos, pais e irmãos de Chapecó que sentimos muito. A palavra desculpa não resolve nada. Mas, queremos pedir perdão se foi um acidente que poderia ser evitado ou não. A capacidade e a vontade do nosso filho não está em questão, as investigações vão estabelecer o grau de responsabilidade", disse.

Acrobacias da Esquadrilha da Fumaça encantam no Domingo Aéreo

Apresentações aéreas comemoraram 65 anos da esquadrilha na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), neste domingo (13).

G1 São Carlos E Araraquara

O show de acrobacias dos aviões Super Tucanos A-29 da Esquadrilha Fumaça encantaram as centenas de pessoas que acompanharam o Domingo Áreo, em Pirassununga (SP).
Comemorando 65 anos neste ano, a apresentação da Esquadrilha foi a mais esperada na Academia da Força Aérea (AFA). As aeronaves, que chegam a mais de 500 quilômetros por hora, são caças adaptados e pesam quase 4 toneladas. Entre as manobras estão o voo invertido, de cabeça para baixo.
A presença do grupo de acrobacias da Força Aérea do Chile, os Halcones, também chamou atenção dos visitantes. Como foram feitos só para acrobacias, os aviões chilenos são mais leves, não passando dos 700 quilos.
O KC-390, o maior avião militar do Brasil, estava entre os destaques da exposição. O ADB 3-X01, primeiro dirigível da América Latina, também sobrevoou a AFA.

REVISTA CARTA CAPITAL


Forças Armadas


Forças Armadas I
Continua inquieto o general Villas Bôas, comandante do Exército, com o emprego inadequado dos soldados no combate ao crime no Rio de Janeiro. Ele tem reagido, há tempos, ao deslocamento político das FFAA para o papel de polícia.
A última reação foi postada na conta do Twitter. É uma exigência que transita por irregularidade apoiada na "Garantia da Lei e da Ordem", prevista na Constituição para outras finalidades.
Já com a porta arrombada, o general protesta contra a inexistência de proteção jurídica aos militares envolvidos. "Como comandante, tenho o dever de protegê-los. A legislação precisa ser revista", advertiu.
Há resistência em Brasília, onde as necessidades de Villas Bôas esbarram nas ações do general Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Forças Armadas II
O problema, levantado por Villas Bôas, arrasta-se há mais de dez anos. Desde então, começa o uso do Exército na tentativa de conter a violência nos estados, principalmente no Rio de Janeiro.
Em 1996, sob pressão dos movimentos sociais, o presidente FHC sancionou a Lei nº 9.299. Ela traduz assim: crimes dolosos praticados por militares contra civis passariam a ser julgados em Tribunal de Júri.
Houve um erro grosseiro do príncipe dos sociólogos. Esqueceu-se de transferir a competência de tais crimes para a Justiça comum e descaracterizá-los como crimes militares. O problema permanece inalterável. O comandante do Exército cobra uma solução para isso.



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