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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 28/06/2017 / Ala 13 realiza exercício simulado de combate a incêndio no Aeroporto de Guarulhos


Ala 13 realiza exercício simulado de combate a incêndio no Aeroporto de Guarulhos ...  

A atividade contou com parte do efetivo do Corpo de Bombeiros de São Paulo ...  


Aline Fuzisaki ...  

A Companhia de Contra Incêndio (Cia-CI) da Ala 13, localizada em Guarulhos (SP), realizou um exercício simulado sexta-feira (23/06) com o objetivo de treinar o combate a incêndios de grandes proporções, como o que ocorreu no Porto de Santos, em 2015.

A simulação ocorreu no Parque de Abastecimento de Aeronaves do Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde ficam armazenados mais de 46 milhões de litros de combustível que abastecem diariamente aeronaves do mundo inteiro.

A operação foi coordenada pelo Sargento Wislling Gusmão Ribeiro, Chefe da Equipe de Bombeiros da Cia-CI, e contou com a participação de todo o efetivo em serviço na Companhia, e também parte do efetivo do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, o que tornou possível o exercício de interoperabilidade entre as equipes.

A principal viatura utilizada no treinamento foi a Rosenbauer PANTHER 10, de fabricação austríaca, com capacidade de transportar cinco bombeiros, 12.500 litros de água, 250 kg de pó químico e 1.500 litros de líquido gerador de espuma.

O veículo atinge 100 km/h em 30 segundos, possui um braço mecânico (canhão superior), que se movimenta até 20 metros de altura, lançando 6.000 litros de água por minuto a uma distância de 90 metros.

Também possui resfriadores em sua parte inferior, que possibilitam o acesso a áreas incendiadas, uma câmera térmica (infravermelho) para detecção de incêndio dentro de aeronaves e um perfurador capaz de penetrar a fuselagem de uma aeronave e aspergir água em seu interior, de modo a garantir maior sobrevida aos ocupantes. Atualmente, é o carro mais moderno para combate a incêndio disponível no mundo.

“Este tipo de exercício é de fundamental importância, dadas as recentes ocorrências envolvendo princípios de incêndio decorrentes da queda de balões no sítio aeroportuário de Guarulhos, além de possibilitar a integração entre as equipes do Serviço de Salvamento, Prevenção e Combate a Incêndio do aeródromo”, declarou o Comandante da Cia-CI, Tenente Benedito Vitório Dias Cruz.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Novo ciberataque atinge empresas de diversos países


Diogo Bercito

Um ciberataque de grandes proporções afetou nesta terça-feira (27) computadores na Europa e nos Estados Unidos. É a segunda ação do tipo em dois meses, afligindo governos e empresas.

A Ucrânia foi a principal prejudicada, com impacto em agências oficiais, no sistema bancário e no metrô. Os painéis do aeroporto de Kiev deixaram de funcionar.
Alguns dos dispositivos de checagem de radiação em Tchernóbil, também no país, tiveram de ser operados manualmente. Houve um desastre nuclear ali em 1986. Não há risco devido ao ataque.
Segundo a empresa russa de antivírus Kaspersky, 60% das empresas e instituições afetadas estão na Ucrânia. Na Rússia, os servidores da gigante do petróleo Rosneft foram atingidos, sem afetar no entanto a sua produção.
Houve ataques em toda a Europa. Entre as vítimas estão a agência britânica de publicidade WPP, a multinacional francesa de construção Saint-Gobain e a transportadora dinamarquesa AP Moller-Maersk.
A agência federal alemã de cibersegurança BSI afirmou que a causa foi uma variante do vírus conhecido como Petya ou Petrwrap, de espécie "ransomware" –um software que bloqueia informações e exige dinheiro para destravá-las. "Ransom" significa "resgate" em inglês.
Um pedido de resgate de US$ 300 (R$ 995) foi exibido na tela de alguns dos computadores afetados. Há imagens dessas mensagens circulando em redes sociais.
A ação se parece portanto com aquela que em maio passado afetou mais de 230 mil computadores em 150 países, incluindo o Brasil, também causada por um tipo de "ransomware". Naquela ocasião, o NHS (sistema de saúde britânico) foi parcialmente bloqueado.
A empresa de segurança Group IB, com sede em Moscou, disse que os hackers se aproveitaram de um código desenvolvido pela NSA (agência nacional de segurança americana) para este ataque. A mesma ferramenta foi empregada no mega-ataque de maio, causado pelo vírus WannaCry.
O código, conhecido como EternalBlue, foi vazado em abril pelo grupo de hackers Shadow Brokers. Mesmo sistemas que foram atualizados depois do WannaCry podem estar vulneráveis ao novo vírus, alertam especialistas.
O chefe da unidade militar francesa para crime digitais, Nicolas Duvinage, disse à agência France Presse que ciberataques são como "epidemias de gripe no inverno". "Teremos vários desses ataques nos próximos meses."
UCRÂNIA
Apesar de ter havido dificuldades momentâneas no atendimento a clientes, bancos ucranianos disseram que não sofreram prejuízo. Já a empresa de eletricidade estatal, a Ukrenergo, afirmou que o suprimento de energia não foi comprometido.
O vice-premiê ucraniano, Pavlo Rozenko, publicou uma imagem em uma rede social mostrando uma tela preta de computador. Ele afirmou que todo o sistema informático da administração estava desconectado.
Em uma tentativa de acalmar a população, porém, o governo publicou em uma rede social a imagem de um cachorro bebendo chá em uma sala tomada pelas chamas. "Não há razão para pânico", dizia o texto, afirmando que o país estava empenhado em resolver a crise.
O ataque pode ter começado nesse país, quando funcionários da administração abriram os seus e-mails, infectados com o vírus.
A Ucrânia sofreu uma série de outros ciberataques nos últimos anos, incluindo ações contra sua rede elétrica. O governo vinha pedindo o reforço de suas defesas.
O governo culpou a Rússia no passado por outros ataques. Em 2015, uma ação deixou partes do país sem eletricidade. Moscou nega ter tido qualquer participação.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Brasil obtém vitória sobre EUA em processo sobre acidente da Gol

Acidente com o voo 1907 ocorreu no dia 29 de setembro de 2006; todos os 154 passageiros e tripulantes morreram

Lu Aiko Otta

BRASÍLIA - O governo brasileiro obteve uma vitória sobre os Estados Unidos em um processo que corre na Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) sobre a tragédia ocorrida em 2006, envolvendo um avião da Gol e um jatinho Legacy pilotado por norte-americanos. Na última sexta-feira, o conselho da organismo rejeitou por 19 votos a 4 a objeção apresentada pelos EUA que impedia o contencioso de avançar, segundo informa nota divulgada nesta segunda-feira, 26, pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Brasil abriu um contencioso contra os EUA no dia 2 de dezembro de 2016, alegando que aquele país não cumpriu a Convenção de Chicago ao não instaurar “procedimento legal ou administrativo compatível com sua obrigação sob esse instrumento internacional em relação aos pilotos do jato Legacy.”
A reclamação do Brasil estava com sua análise paralisada por causa da apresentação, pelos EUA, de uma “objeção preliminar” ao caso. Agora, com a decisão do conselho da Oaci, o contencioso retomará seu andamento.
Nas próximas semanas, os Estados Unidos deverão apresentar sua defesa, e se iniciarão consultas diretas entre os dois países, com a mediação do presidente daquele Conselho”, informa a nota.
O acidente com o voo 1907 da Gol ocorreu no dia 29 de setembro de 2006. Todos os 154 passageiros e tripulantes morreram.

Piloto de avião interceptado com cocaína indicou plano de voo falso

Apoena Índio do Brasil disse à PF que aeronave decolou da Bolívia, e não de uma fazenda de MT pertencente a Blairo Maggi

Marília Assunção, Especial Para O Estado

GOIÂNIA - Os dois homens que estavam no avião com mais de 600 quilos de cocaína interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no domingo, 25, indicaram um plano de voo falso. A informação foi divulgada pelo delegado da Polícia Federal (PF) Bruno Gama, em Goiânia, para onde foram trazidos o piloto, Apoena Índio do Brasil, e o copiloto, Fabiano Júnior da Silva.
A dupla foi presa na noite desta segunda-feira, 26, na cidade de Itapirapuã, em Goiás, na mesma região onde fizeram o pouso forçado no domingo, em uma pista de Jussara, após desobedecerem ordem para pousar em Aragarças, na divisa com o Mato Grosso. A FAB determinou o disparo de um tiro de aviso que não atingiu o avião.
Diferentemente do indicado no plano de voo, ao delegado o piloto teria dito que decolou de um local na Bolívia, e não de uma fazenda de Mato Grosso pertencente ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ainda no depoimento, ele teria afirmado que o pouso seria em uma fazenda de Jussara e que o transporte da carga lhe renderia R$ 90 mil. Já o copiloto teria confessado que era o dono da droga, avaliada pela PF em mais de R$ 20 milhões.
Voo
Os dois homens foram denunciados por pessoas que suspeitaram quando eles deram entrada em um hotel de Jussara, distante cerca de 30 quilômetros do local do pouso. Eles sobreviveram ao pouso forçado que destruiu o bimotor PT IIJ após interceptação de um Super Tucano da FAB, durante a Operação Ostium, que combate voos que alimentam as redes de narcotráfico.
Assim que foi noticiado o local indicado da decolagem no mapa de voo, a empresa que arrenda a fazenda citada nele, o Grupo Amaggi, e o ministro Blairo Maggi, dono da propriedade, manifestaram-se e negaram conhecimento do caso.
A PF se concentra agora na identificação real do plano de voo e do proprietário do bimotor e da droga, informação que será repassada à FAB.

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Segundo GPS, avião com droga não decolou de fazenda de Maggi, diz PF

Avião foi interceptado pela FAB com mais de 600 kg de cocaína em Goiás. PF suspeita que cocaína iria para SP e depois para os EUA ou Europa.

A Polícia Federal analisou o GPS do avião interceptado pela Força Aérea Brasileira com mais de 600 quilos de cocaína, no interior de Goiás. Os dados mostram que, ao contrário do que o piloto disse inicialmente à FAB, o bimotor não partiu de uma fazenda arrendada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Os investigadores suspeitam que a droga trazida da Bolívia iria para São Paulo e, depois, para os Estados Unidos ou para a Europa.
REVISTA VEJA


Desaba o investimento brasileiro em inovação tecnológica

Desde 2011, o país perdeu 22 posições no Índice Global de Inovação e caiu abaixo de nações como o Vietnã. São raras as empresas que exportam tecnologia

Giovanni Magliano

Depois de uma longa trajetória acadêmica coroada com um doutorado em química em Bordeaux, na França, Betina Ramos, formada em farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina, notou uma carência no mercado brasileiro que ela poderia suprir. Ela uniu os seus conhecimentos técnicos com a habilidade de gestão do seu marido, Ricardo Ramos, e juntos, fundaram, em 2008, a Nanovetores, empresa focada no desenvolvimento sustentável de sistemas de nanoencapsulação de princípios ativos. Com o apoio de editais de subvenção de agências de fomento, como a Fapesp e a Finep, Betina conseguiu desenvolver uma tecnologia de ponta no país capaz de colocar produtos químicos em cápsulas muito pequenas, capazes, por exemplo, de atingir regiões mais profundas da pele. Opção muito atrativa para a indústria cosmética, que enxergou a possibilidade de ter muito mais efetividade em algumas de suas intervenções, como as contra rugas, fungos e celulite. “Mudamos bastante o desempenho dos produtos cosméticos. Enquanto antes era preciso esperar algumas semanas por um resultado, agora já conseguimos mensurar um benefício importante em alguns dias”, diz Betina.
Em 2012, a Nanovetores recebeu o aporte de um fundo de investimentos e focou no seu crescimento, participando de feiras internacionais e exportando tecnologia. Abriram uma sede comercial nos Estados Unidos e hoje contam com 22 distribuidores espalhados ao redor do mundo, atendendo 24 países. “Acabamos quebrando um pouco o paradigma de que o Brasil não é visto como um potente gerador de inovação com uma grande aceitação internacional”, afirma a empreendedora.
Infelizmente, casos bem-sucedidos de empresas de inovação, como a Nanovetores, não são a regra no Brasil. Para atingir o patamar em que chegou, Betina enfrentou um hermético ambiente de negócios. No Índice Global de Inovação de 2017 – feito pela Universidade Cornell, pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead) –, o país amargou a 69ª posição, atrás de nações como Bahrein, Vietnam e Arábia Saudita. Essa situação contrastante com o tamanho da economia nacional, que está estre as dez maiores do mundo, vem piorando com o passar dos anos.
De 2011 para cá, o Brasil caiu 22 posições no ranking. Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), avalia que a crise financeira que o país enfrenta provocou uma forte retração nos recursos públicos disponíveis para fomentar a inovação. Esse quadro, no entanto, também pode ser visto como um reflexo das estratégias empresariais, que não enxergam na inovação uma das principais maneiras de gerar crescimento. “Durante a crise, reduzimos o investimento em inovação, o oposto do que as empresas fizeram nos países desenvolvidos na crise de 2008. Nessas nações, há uma percepção muito mais madura de que a inovação está no centro do círculo de competitividade.”
Antes de questões conjunturais, no entanto, é preciso compreender como a estrutura do país não está montada para favorecer o surgimento de empresas inovadoras. Em termos simples, duas demandas são vitais para aumentar sensivelmente as chances de empreendimentos revolucionários prosperarem: modalidades financeiras de fomento e um bom ambiente de negócios. Inovar custa caro. Sem nenhuma garantia de que se irá ter sucesso na empreitada, a empresa precisa investir em muitos estudos, no desenvolvimento do produto, em testes, na regulação. São poucos os empreendimentos em formação já com capital suficiente para isso. Apesar de ainda estar atrás dos países desenvolvidos nesse ponto, o Brasil possui instituições voltadas a esse fim que geram frutos, como as Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Foi justamente esse apoio inicial que permitiu que Bruno Avena e Leonardo Nogueira, logo depois de se formarem no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), fundassem a empresa Altave, especializada no desenvolvimento de balões estáticos para monitoramento e radiocomunicações. “Se não fossem algumas dessas subvenções que ganhamos, dificilmente teríamos conseguido inventar algo novo”, diz Leonardo, que venceu, em 2014, uma licitação do Ministério da Justiça para balões de monitoramento e segurança na Olimpíada Rio 2016. Hoje, a Altave, que já exporta a sua tecnologia para a Europa, foca os seus esforços em diferentes aplicações possíveis para o uso de balões no mercado civil, como levar internet para áreas remotas, instalar sistemas de telefonias em lugares que sofreram com catástrofes ambientais, trabalhar com internet das coisas em fazendas.
O principal empecilho do país parece ser os entraves burocráticos impostos para o desenvolvimento de um bom ambiente de negócios. De acordo com o Banco Mundial, de um ranking de 127 nações, o Brasil ocupou o 123º lugar no quesito “Facilidade para abrir um negócio”. Quando o assunto é “Facilidade para o pagamento de impostos”, a situação piora, com o país caindo para o 124º posto, melhor somente do que Nigéria, Guiné e Bolívia. Esse tipo de situação desestimula empresários, que acabam tendo que despender boa parte do seu tempo apenas com questões documentais. “Há dois anos, faturamos cerca de 20 milhões de reais e tínhamos doze pessoas preocupadas só com contabilidade e tributação trabalhando para nós. Conversei, na época, com um fornecedor nosso dos Estados Unidos, que faturava cerca de 200 milhões de dólares, e ele só precisava de duas pessoas para mexer com a contabilidade”, afirma Leonardo, da Altave.
De qualquer forma, existem iniciativas no país que tentam reverter esse quadro. A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) é uma delas. Criada em 2008, o seu objetivo é criar um ambiente de cooperação entre o sistema público e o privado, unindo os presidentes das maiores empresas brasileiras com grandes atores da política nacional. “Várias coisas saíram com a ajuda da MEI, como o novo Marco Legal de Inovação”, lembra Lucchesi, da CNI, em referência à lei que permitiu uma aproximação muito maior entre universidades públicas e empresas privadas e tentou desburocratizar a licitação, compra e importação de produtos voltados para a pesquisa tecnológica. Aos poucos, a inovação se torna um assunto mais comentado no mundo empresarial do país. Esse é o objetivo, por exemplo, do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo nos dias 27 e 28 de junho. Em sua 7ª edição, o evento feito pela CNI e pelo Sebrae quer trazer líderes empresariais para debater inovação.
Essas iniciativas são vitais para a economia nacional. Se não conseguir superar seus entraves, o Brasil corre o sério risco de ficar para trás na briga pela competitividade, podendo inclusive perder as empresas nacionais que apostam na inovação. Não são raros os casos de países como Suíça, França, Estados Unidos, Bélgica que tentam levar empreendimentos inovadores brasileiros para os seus territórios. A Nanovetores já foi, por exemplo, assediada pela Suíça a fim de abrir uma filiar produtiva por lá. A Altave também. Ambas com propostas de grandes subvenções financeiras para os empreendimentos. Esses países já perceberam como empresas inovadoras são ótimas para gerar novos empregos e gerar riqueza, o Brasil, por sua vez, ainda segue criando um ambiente hostil aos inovadores.

O piloto-ostentação e o dono-laranja do avião da cocaína

Autoridades investigam quem é o verdadeiro dono da aeronave

Silvio Navarro

Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha, de 21 anos, era quem pilotava o bimotor Piper Aircraft 23 (matrícula PT-IIJ) interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) com 653 quilos de cocaína em Goiás. Cuiabano, Apoena levava uma vida ostentação — especialmente nas redes sociais. À Polícia Federal, Apoena disse que receberia 90.000 reais pelo transporte da droga e que, diferentemente do plano de voo informado à FAB, teria decolado na Bolívia e não de uma fazenda pertencente ao grupo do ministro Blairo Maggi.
Segundo a Polícia Federal, a carga de cocaína é avaliada em 13 milhões de reais. Também estava a bordo Fabiano Júnior da Silva.

PORTAL G-1


PF analisa GPS de avião interceptado com cocaína e descarta decolagem de fazenda dos Maggi

Delegado afirma que aeronave saiu de Cuiabá, foi à Bolívia e tinha como destino fazenda em Jussara, no noroeste de Goiás. Piloto disse em depoimento que mentiu à FAB sobre plano de voo.

Vanessa Martins - G1 Go

Após analisar o GPS do avião interceptado com 653 kg de cocaína, a Polícia Federal descartou a possibilidade da aeronave ter decolado da Fazenda Itamarati Norte, arrendada pela Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, no Mato Grosso. O piloto Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha e o copiloto Fabiano Júnior da Silva Tomé estão presos na Polícia Federal, em Goiânia. Em depoimento à corporação, o piloto disse que mentiu sobre o plano de voo à Força Aérea Brasileira (FAB).
A Polícia Federal informou à TV Anhanguera que a aeronave saiu de Cuiabá às 4h de domingo (25) e chegou à Bolívia às 6h40. Ainda segundo a corporação, o avião decolou uma hora depois com destino a Jussara, no noroeste goiano, onde foi interceptado pela FAB.
Em depoimento à PF, o piloto da aeronave informou que receberia R$ 90 mil pelo transporte da droga. O detido disse ainda que relatou plano de voo falso à FAB, informando que estava fazendo um treinamento saindo de Cuiabá para a Fazenda Tucunaré. O condutor também admitiu à corporação que mentiu sobre plano de voo da volta ao Brasil, ao dizer que saíra de Fazenda Itamarati Norte.
Já o segundo detido alegou em depoimento à PF ser o proprietário da aeronave, informando a que teria comprado por R$ 500 mil no último dia 26 de maio, já tendo pago metade do valor em espécie. Ainda segundo relato do preso, ele receberia R$ 40 mil para fazer o transporte da cocaína.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ao G1 por meio de nota que a aeronave está registrada no nome de Jeison Moreira Souza. O órgão relatou ainda que o piloto preso pela PF “possuía licença, estava com a habilitação válida e o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) em dia”. Já o segundo preso não tem registro como piloto.
Até a publicação desta reportagem, o G1 e a TV Anhanguera não tinham conseguido informações sobre as defesas dos dois presos. À PF, eles informaram que não têm advogados.
Inicialmente, a FAB afirmou que o piloto da aeronave disse ter decolado da fazenda Itamarati Norte. No entanto, após serem presos, o piloto e o copiloto disseram à PF que saíram da Bolívia com destino a Jussara, sem passar pela propriedade.
Procurada novamente pelo G1 após as declarações do delegado da PF, a FAB informou que seu posicionamento permanece o mesmo que foi publicado em seu site na tarde de segunda-feira. A nota informa que "a confirmação do local exato da decolagem fará parte da investigação conduzida pela autoridade policial".
“A nossa detecção radar em toda a região do país, ela não consegue detectar aeronave no solo. Por isso que se faz uma interrogação do piloto. Se ele estiver utilizando o espaço aéreo brasileiro de acordo com as regras estabelecidas, logicamente que nós vamos saber que ele decolou de algum aeródromo”, disse o tenente Brigadeiro Gerson Machado, do comando de operações aeroespaciais da FAB.
O G1 solicitou posicionamento do ministério da Agricultura, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
No entanto, por meio de seu perfil em uma rede social, o ministro Blairo Maggi já havia dito que "está acompanhando as investigações da FAB sobre o local de decolagem da aeronave". Ele disse que quando houver uma confirmação, ele informará. O ministro comentou ainda que a "fazenda é extensa e vulnerável à ação do tráfico internacional".
Já a Amaggi disse por meio de nota que "não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas". 
Interceptação e investigação
A aeronave, matrícula PT-IIJ, foi interceptada no domingo (25) na zona rural de Jussara, que fica a cerca de 225 km de Goiânia, no noroeste do estado. Os ocupantes fugiram do local, mas a droga foi apreendida pela Polícia Militar e levada para a sede da PF em Goiânia.
O piloto e o copiloto foram detidos pela PF na noite de segunda-feira (26). Eles foram presos em um hotel a cerca de 30 km do local onde a aeronave pousou.
O delegado da PF responsável pelo caso, Bruno Gama, informou que a corporação deve investigar o destino da cocaína apreendida.
"Vai ser apurado agora desde a propriedade da aeronave, quem seria o real proprietário dessa droga e qual seria o destino final da droga, pois há fardos indicando que podem ser outros estados ou até mesmo para o exterior. [Carregamento vale] aproximadamente R$ 20 milhões no território nacional. Quando a droga vai para fora o valor vai duplicar ou triplicar", afirmou o delegado.
Perseguição e apreensão
Ainda segundo o delegado, a Polícia Federal havia repassado informações sobre o carregamento de cocaína à FAB, que enviou um avião para fazer o acompanhamento da aeronave. A Força Aérea ordenou que o bimotor mudasse a rota e pousasse no Aeródromo de Aragarças, em Goiás. Inicialmente, o piloto obedeceu às ordens, mas ao invés de pousar, desviou o curso.
Com isso, o avião da FAB "executou um tiro de aviso" para fazer a aeronave cumprir as ordens. O órgão esclareceu que o disparo não atingiu nenhuma parte do bimotor. A aeronave então pousou na zona rural de Jussara. Na aterrissagem, a asa da aeronave e a cauda ficaram danificadas.
O tenente-coronel da Polícia Militar Ricardo Mendes informou na segunda que a corporação foi acionada logo no início da interceptação. "O Graer [Grupo de Radiopatrulha Aérea da PM] foi chamado pelo fato da aeronave já estar em espaço aéreo de Goiás e pela mobilidade do helicóptero da polícia de conseguir pousar em locais mais difíceis, coisa que o avião da FAB não conseguiria", informou Mendes.
O policial afirmou ainda que a cocaína encontrada era pura. "Ainda poderia ser misturada, e a quantidade, multiplicada. Essa foi a maior apreensão de cocaína da história por parte da PM em Goiás", disse.
Um vídeo feito pela Polícia Militar mostra o momento em que policiais se aproximam da aeronave, instantes após a interceptação feita pela FAB.
As imagens mostram quando o Graer sobrevoa a área em que o avião pousou. Em seguida, os policiais pousam no local e fazem a apreensão da droga. Na gravação, é possível notar que a cauda do avião se quebrou em virtude da aterrissagem.

Passageiros relatam fogo em turbina de avião que fazia rota Manaus-Brasília

Segundo passageiro, vinte pessoas saíram da aeronave após incidente.

G1 Am

Um avião que taxiava no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, teve que parar o processo de decolagem após ser verificado fogo em uma das turbinas. Alguns passageiros chegaram a desistir da viagem. A aeronave segue na pista. O voo 1727, da Gol, tem como destino Brasília.
Em nota, a Gol informou que, em função de relatos de alguns clientes do voo, manteve a aeronave em solo para a realização de inspeções.
"Tendo sido comprovada a inexistência de ocorrências técnicas, a aeronave foi liberada pela manutenção e decolou normalmente às 18h40. Este é um procedimento que visa a garantir a segurança do voo, principal valor da empresa. Os clientes que solicitaram remanejamento serão reacomodados em voos subsequentes", finalizou a nota.
Segundo informações do jornalista Isaac de Paula, que estava no avião, os passageiros notaram o fogo, no lado esquerdo da aeronave. "Vinte pessoas desceram e 138 seguiram na aeronave. A equipe ainda está retirando as bagagens dos passageiros que estão saindo. Fizeram uma primeira avaliação e disseram que não viram nada", relata.
Isaac conta ainda que o comandante disse não ter visto o fogo. "Os técnicos, que acompanham visualmente, também não", acrescenta.
O voo estava marcado para as 15h55 (horário de Manaus). À Rede Amazônica, a Infraero disse que o ocorrido não causou impacto as operações do aeroporto.

AGÊNCIA BRASIL


Militares de países de língua portuguesa fazem intercâmbio na área de defesa


Flávia Villela

Forças Armadas do Brasil e de mais oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) até sexta-feira (30) em Itaipava, região serrana do Rio de Janeiro, do planejamento final do Exercício Felino 2017, marcado para setembro, na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.
O Exercício Felino é parte de uma série de ações da CPLP, criada em 1996 para intensificar a cooperação dessas nações em várias áreas, como educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, entre outras. Na área de defesa, a integração entre os países ocorre por meio desse exercício militar para incrementar o intercâmbio das Forças Armadas dos Estados-Membros, para o emprego em Operações de Apoio à Paz e de ajuda humanitária, com o amparo da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em sua 17ª edição, o Exercício Felino é feito no Brasil pela terceira vez. Em 2016, em Cabo Verde, ocorreu a modalidade carta e neste ano será com tropas no terreno, em um cenário fictício.
Estão presentes militares de Angola, de Cabo Verde, de Guiné Bissau, de Guiné Equatorial, de Moçambique, de Portugal, de São Tomé Príncipe e do Timor Leste e representantes do Ministério da Defesa e das Forças Armadas brasileiras.
Para o integrante do Estado-Maior Coordenador Conjunto das Forças Armadas do Timor Leste, tenente-coronel Renilde Gutierrez Silva, o Exercício é interessante por reunir países que falam a mesma língua. “Juntam-se países de diferentes continentes, podemos juntar ideias para atender a um possível trabalho internacional conjunto”, disse o militar.
De acordo com o diretor da atividade, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Carlos André Alcântara Leite, a integração entre os países da CPLP e o intercâmbio de experiências entre as Forças Armadas possibilita uma significativa troca de conhecimentos.
“O que a gente espera, ao longo da semana, é podermos conhecer mais da cultura, da história e das Forças Armadas de cada país, agregando conhecimentos não só da parte militar”, disse o general.
Nas edições no Brasil, o Ministério da Defesa, por meio da Chefia de Operações Conjuntas, é responsável pela coordenação do Exercício Felino, que visa otimizar a capacidade de intervenção da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em missões de apoio à paz e ajuda humanitária, em resposta a situações de crise no nível estratégico, operacional e tático.

AGÊNCIA SENADO


Jungmann explicará uso das Forças Armadas em manifestações e acordo sobre Base de Alcântara

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participará de audiência pública na quinta-feira (29) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicará, na quinta-feira (29), as ações, programas, projetos e desafios da sua pasta para os integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Os senadores devem abordar nos debates temas como o acordo bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos sobre a utilização da Base de Alcântara, no Maranhão; e o emprego das Forças Armadas para reprimir atos violentos durante manifestações ocorridas em Brasília, de 24 a 31 de maio.
Jungmann também será questionado pelos senadores sobre a atuação da indústria vinculada à defesa nacional e os projetos em curso na área. Será solicitado a dar explicações sobre as possíveis consequências se concretizar a pretensão do governo federal de liberar a venda de terras a estrangeiros sem regras marcadas pela prudência.
Os requerimentos para a audiência pública são de Glesi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Roberto Requião (PMDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Romero Jucá (PMDB-RR).
A audiência está prevista para as 9h, na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.
Acordos
Na segunda parte da reunião, os senadores vão analisar projetos como o PDS 104/2017, que aprova o texto do Acordo entre o Brasil e o governo do Reino do Camboja no Campo da Educação, assinado em Brasília, em 2 de maio de 2011.
O ato internacional, que tem relatório do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) pela aprovação, visa estimular o desenvolvimento educacional e científico, a partir da cooperação educacional e universitária; a formação e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores; o intercâmbio de informações e experiências; e o fortalecimento da cooperação entre equipes de pesquisadores.
Também em pauta o PDS 20/2017, que aprova o Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e Myanmar, assinado em Nay Pyi Taw, em 29 de julho de 2013. O ato promove a cooperação técnica nas áreas consideradas prioritárias pelos países, inclusive com a possibilidade de adoção de mecanismos de cooperação trilateral, por meio de parcerias com outros países, organizações internacionais e agências regionais. O relator é o senador Lasier Martins (PSD-RS), que recomenda a aprovação.
Situação do Catar
Outro item na pauta é o requerimento de audiência pública para ouvir o embaixador do Catar, Mohammed Al-Hayki, sobre a crise diplomática que o país atravessa.
De acordo com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), autor do requerimento, seis países da região já cortaram relações diplomáticas com o Catar, como os Emirados Árabes Unidos e o Egito. O senador observa que notícias divulgadas pela imprensa informam que essas nações consideraram que o país tem atitude tolerante em relação ao Irã e grupos islâmicos, como a Irmandade Muçulmana. O rompimento de relações diplomáticas, explica ele, inclui o fechamento do espaço aéreo e das fronteiras terrestres e marítimas, o que já está levando os qataris a precipitar-se para os supermercados com receio de que os bens de primeira necessidade comecem a escassear.
“O Embaixador vem mostrar a realidade que seu país está enfrentando, mostrando as dificuldades e os problemas que um possível boicote está causando para milhões de pessoas. Assim irá demonstrar o grau dos danos e como podem reabilitar a confiança mundial e fortalecer os laços já conquistados”, justificou Acir Gurgacz.
O requerimento também sugere a presença da embaixadora Lígia Maria Scherer, diretora do Departamento do Oriente Médio, do Ministério das Relações Exteriores.

Lei altera regras de promoção de policiais e bombeiros militares do DF


Foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27) a Lei 13.459/2017, que altera critérios para a seleção de praças que concorrerão a vagas nos quadros de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Houve vetos a três trechos da lei.
A nova lei é decorrente do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 15/2017, proveniente da Medida Provisória (MP) 760/2016 e aprovado no Senado no último dia 31.
O texto muda as regras para a promoção de policiais e bombeiros militares do Distrito Federal ao quadro de oficiais das mesmas corporações. O ingresso de praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) nos cursos de formação de oficiais das respectivas forças será feito também pelo critério de antiguidade. As vagas nos cursos de formação passarão a ser preenchidas na proporção de 50% por antiguidade e 50% por aprovação em processo seletivo. A aprovação nesses cursos de formação permite aos praças integrarem o quadro de oficiais do Distrito Federal, do qual fazem parte tenentes, capitães, majores e coronéis.

Tempo no serviço militar
Pela legislação atual (Lei 12.086/2009), o ingresso no Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos, Especialistas e Músicos na Polícia Militar e no Curso Preparatório de Oficiais no Corpo de Bombeiros Militar depende de aprovação em processo seletivo interno dentro do número de vagas. A lei atual exige ainda que o candidato à promoção possua diploma de curso superior e esteja há pelo menos 18 anos no serviço policial militar, entre outras exigências.
O texto aprovado no Congresso reduzia a exigência de tempo de serviço militar de 18 anos para 15 anos no caso específico dos policiais militares. Essa alteração foi vetada, porque, segundo a justificativa para o veto, essa carreira “está planejada para progressão gradual e sucessiva, com previsão de 12 anos de serviço restantes com o ingresso a partir dos 18 anos de serviço prestado.” Assim, poderia ser mantido o tempo para eventual transferência para a reserva aos 30 anos de serviço. Sem contar que os 18 anos são equivalentes ao tempo de serviço necessário para a promoção de bombeiros militares do DF, e é necessário manter a “isonomia entre as corporações”.
Houve ainda dois vetos: um referente ao Curso de Habilitação de Oficiais (CHO), que não é mais aplicado desde 2014, e outro desobrigando o policial militar a realizar o Curso Auxiliar de Praças (CAP), já que o militar promovido não terá mais a função de praça.

PORTAL DEFESANET


Ala 13 realiza exercício simulado de combate a incêndio no Aeroporto de Guarulhos

A atividade contou com parte do efetivo do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Aspirante Aline Fuzisaki

A Companhia de Contra Incêndio (Cia-CI) da Ala 13, localizada em Guarulhos (SP), realizou um exercício simulado sexta-feira (23/06) com o objetivo de treinar o combate a incêndios de grandes proporções, como o que ocorreu no Porto de Santos, em 2015.
A simulação ocorreu no Parque de Abastecimento de Aeronaves do Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde ficam armazenados mais de 46 milhões de litros de combustível que abastecem diariamente aeronaves do mundo inteiro.
A operação foi coordenada pelo Sargento Wislling Gusmão Ribeiro, Chefe da Equipe de Bombeiros da Cia-CI, e contou com a participação de todo o efetivo em serviço na Companhia, e também parte do efetivo do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, o que tornou possível o exercício de interoperabilidade entre as equipes.
A principal viatura utilizada no treinamento foi a Rosenbauer PANTHER 10, de fabricação austríaca, com capacidade de transportar cinco bombeiros, 12.500 litros de água, 250 kg de pó químico e 1.500 litros de líquido gerador de espuma.
O veículo atinge 100 km/h em 30 segundos, possui um braço mecânico (canhão superior), que se movimenta até 20 metros de altura, lançando 6.000 litros de água por minuto a uma distância de 90 metros.
Também possui resfriadores em sua parte inferior, que possibilitam o acesso a áreas incendiadas, uma câmera térmica (infravermelho) para detecção de incêndio dentro de aeronaves e um perfurador capaz de penetrar a fuselagem de uma aeronave e aspergir água em seu interior, de modo a garantir maior sobrevida aos ocupantes. Atualmente, é o carro mais moderno para combate a incêndio disponível no mundo.
“Este tipo de exercício é de fundamental importância, dadas as recentes ocorrências envolvendo princípios de incêndio decorrentes da queda de balões no sítio aeroportuário de Guarulhos, além de possibilitar a integração entre as equipes do Serviço de Salvamento, Prevenção e Combate a Incêndio do aeródromo”, declarou o Comandante da Cia-CI, Tenente Benedito Vitório Dias Cruz.

PORTAL IG -ÚLTIMO SEGUNDO


Operação Gota atualiza caderneta de vacinação de quem vive em áreas afastadas

Com investimento de R$ 4,6 milhões, ribeirinhos, comunidades indígenas e moradores rurais terão acesso à vacinas disponibilizadas pelo SUS

Ig São Paulo

A Operação Gota, que está acontecendo desde o início de maio e tem previsão para ir até novembro, recebeu na última segunda-feira (26) a quantia de R$ 4,6 milhões do Ministério da Saúde, para serem investidos no apoio logístico do Ministério da Defesa na região. Com o apoio dos ministérios, as populações ribeirinhas, rurais e comunidades indígenas que vivem em áreas de difícil acesso, localizadas no Norte do país, poderão ser contempladas com uma campanha de vacinação, que oferece todas as imunizações disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Acre receberão reforços e, com a ajuda da Força Aérea Brasileira, que cuida da logística das missões que levam a campanha até esses lugares, os cidadãos poderão ter o calendário vacinal atualizado.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da saúde, Carla Domingues, destacou a importância desta operação. “Esse trabalho é mais um exemplo das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscam garantir a consolidação do direito à saúde. Esta ação viabiliza o acesso a todos os cidadãos brasileiros às vacinas fornecidas pelo SUS, de acordo com os preceitos constitucionais de equidade e universalidade dos serviços de saúde”, ressaltou ela.

Operação Gota
Realizada desde 1993, essa operação é resultado de uma parceria dos ministérios da Saúde e da Defesa com estados e municípios. No início, apenas o Amazonas recebia esse tipo de atendimento, após um surto de sarampo nas comunidades indígenas que ficam na região do Rio Juruá. Com o passar dos anos, a ação foi ampliada, para atingir também as populações rurais e ribeirinhas de áreas de difícil acesso aos postos de saúde.
Ao levar a imunização para esses brasileiros, o público poderá conseguir se proteger contra diversas doenças, como as causadas pelo vírus da gripe H1N1, varicela, hepatite, tétano, difteria e coqueluche acelular, HPV e receber outras vacinas como as de poliomielite inativada (VIP) e penta (DTP + Hib + hepatite B) que fazem parte do calendário vacinal para as crianças.

PORTAL BRASIL


Repasse de R$ 4,6 milhões assegura vacinas na região Norte

Comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas que vivem em áreas de difícil acesso serão imunizadas

O Ministério da Saúde liberou o repasse de 4,6 milhões para apoiar a Operação Gota, do Ministério da Defesa, que atua na vacinação em regiões de difícil acesso no Amazonas, Pará, Amapá e Acre. O público-alvo da Operação Gota são comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da saúde, Carla Domingues, afirmou que a medida visa a consolidar o direito à saúde. "Esta ação viabiliza o acesso a todos os cidadãos brasileiros às vacinas fornecidas pelo SUS, de acordo com os preceitos constitucionais de equidade e universalidade dos serviços de saúde”, ressaltou a coordenadora.
Realizada desde 1993, a operação é uma parceria dos ministérios da Saúde e da Defesa e estados e municípios. O objetivo é atualizar as cadernetas de vacinação dessas populações em áreas de difícil acesso do território brasileiro.
Iniciada apenas no estado do Amazonas, após a notificação de surtos de sarampo em populações indígenas da região do Rio Juruá, a operação foi ampliada para atender também populações rurais e ribeirinhas de áreas de difícil acesso de outros estados.

JORNAL O DIA


Delegado diz que piloto mentiu para FAB e que avião não saiu da fazenda de Maggi

Presos, ele e o copiloto informaram à Polícia Federal que plano de voo era falso e que droga veio da Bolívia

Goiás - O piloto do avião interceptado pela Força Áerea Brasileira (FAB), no domingo, em Jussara (GO), com mais de 500kg de cocaína, foi preso na noite desta segunda-feira, em Itapirapuã (GO), a 40 km de onde a aeronave foi abatida.
Sem ferimentos, Apoena Índio do Brasil e o copiloto, Fabiano Júnior da Silva, foram detidos pela Polícia Federal. E de acordo com o delegado do caso, Bruno Gama, o piloto informou um plano de voo falso à FAB, onde afirmava que o avião decolou da Fazenda Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis (MT), que pertence ao grupo empresarial da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. 
Segundo o Gama, Apoena alegou que a droga saiu da Bolívia e o avião não passou pela propriedade do ministro. "Ele informou que repassou um plano de voo como se tivesse saído de uma fazenda no Mato Grosso, e que fosse a outra fazenda, mas na verdade, como ele mesmo alegou, seria um plano de voo falso. Ele não saiu daquela fazenda", disse o delegado à TV Anhanguera.
Nesta segunda-feira, no Twitter, o ministro disse que a fazenda é extensa e, assim como outras no Mato Grosso, "vulnerável à ação do tráfico internacional pelas fronteiras que possui". "Há 6 anos, eu defendia a necessidade da união das forças de segurança no combate ao tráfico. Estou acompanhando as investigações da FAB sobre o local de decolagem da aeronave. Quando confirmado, informo", escreveu.


PORTAL VEJA.COM


O avião da cocaína tem história

Investigações sugerem que aeronave está em nome de laranja

As primeiras investigações sobre o bimotor Piper Aircraft 23 (matrícula PT-IIJ), interceptado no interior de Goiás pela Força Aérea Brasileira com inacreditáveis 653,1 quilos de cocaína, indicam que a aeronave está registrada em nome de um laranja. Apontado como proprietário do bimotor, Jeison Moreira Souza, de 26 anos, já declarou residência em um bairro de baixa renda em Campo Grande (MS) e num conjunto habitacional popular na cidade de Santa Rosa de Viterbo, na região metropolitana de Ribeirão Preto (SP).
Outro detalhe: antes de ser transferida para Jeison em 2014, a aeronave estava registrada em nome do paraguaio Antonio Marques Duartez, morto aos 24 anos num acidente aéreo em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Paraguai. Na ocasião, também morreu a bordo o brasileiro Mário Ney Chaves Pires, um dos alvos da antiga CPI do Narcotráfico, investigado pela Polícia Federal por integrar uma rede que enviava cocaína colombiana para a Europa.
O avião tem história.

OUTRAS MÍDIAS


LIBERAL.COM.BR


Anac libera uso de drone para a Gama

Com esta medida, os guardas municipais devem passar por uma capacitação para usarem o aparelho, que será utilizado para diversos serviços
Leon Botão
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) emitiu Certidão de Cadastro de Aeronave Não Tripulada – Drone, concedendo autorização para a Gama (Guarda Municipal de Americana) realizar voos não recreativos no emprego da atividade policial até 2019. Agora, os guardas municipais devem passar por capacitação antes do efetivo uso do aparelho. Em Santa Bárbara d’Oeste, a prefeitura abriu licitação para a comprar de dois drones com a mesma finalidade.
Na segunda quinzena de maio deste ano, a Gama recebeu a doação de um Drone Phantom 4, que será utilizado para diversos serviços, como auxílio no monitoramento de trânsito, nos eventos abertos com concentração de grande público, entre outros, logo após o término da capacitação dos patrulheiros.
De acordo com informações da Prefeitura de Americana, a autorização recebida é necessária em cumprimento às regras estabelecidas pela Anac. O encarregado de Ensino e Instrução da Gama, Hariel Mikolay, explicou que, no Brasil, a operação dos drones faz parte das atividades de controle do espaço aéreo realizado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), compartilhado por aviões e helicópteros. “Por isso, a necessidade de autorização. A regulamentação preserva o tráfego de aeronaves e a segurança das pessoas em solo”, informou.
A Guarda Municipal de Americana realizou no início do mês de junho a instrução teórica sobre o uso do drone em ocorrências policiais e, na próxima sexta-feira, dia 30, está programada a instrução prática.
O comandante da Gama, Marcos Guilherme, explicou que essa capacitação vai permitir que os guardas municipais saibam efetivamente pilotar o drone e empregá-lo no atendimento das ocorrências. “Inicialmente, participam da instrução prática os guardas municipais integrantes das equipes do Grupo Ambiental, de Trânsito e do Controle de Operações de Inteligência”, afirmou o diretor da Gama.




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