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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 18/04/2017 / Lançamento de satélite só deve ocorrer depois do fim da greve na Guiana Francesa


Lançamento de satélite só deve ocorrer depois do fim da greve na Guiana Francesa ...  

Sabrina Craide ...  

O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas só deverá ser feito pelo menos dez dias depois que a greve geral na Guiana Francesa acabar. Esse é o tempo necessário para a preparação do processo, que inclui a checagem de equipamentos e inspeções de segurança.

O lançamento do satélite, que estava previsto para o dia 21 de março, foi adiado por causa da greve geral que atinge a Guiana Francesa, de onde o equipamento será lançado. Além do fechamento das estradas, a paralisação de funcionários da base de lançamento de Kourou prejudicou os planos.

Desde o mês passado, a Guiana Francesa enfrenta uma greve geral e diversas manifestações populares, que pedem mais investimentos na região e reclamam da criminalidade. Os protestos causaram o fechamento de estradas e a paralisação de diversos serviços públicos.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações garante que o adiamento do lançamento não traz prejuízos aos projetos de defesa e comunicações. Segundo o órgão, também não há prejuízos financeiros, pois já existe uma previsão para esse tipo de problema. “Assim que o acesso ao local for liberado, será definida nova data de lançamento do satélite, sem prejuízos aos projetos de defesa e comunicações”, diz o ministério.

Este será o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, o equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Mortes: O recruta do Exército que se tornou herói em acidente aéreo


Edoardo Ghirotto Da Editoria De Treinamento

Um acidente de avião fez um recruta do Exército virar herói para os mais de 40 mil habitantes de Guajará-Mirim, a 330 km de Porto Velho (RO). Francisco Martins do Nascimento tinha se alistado no Exército havia menos de um mês quando, em fevereiro de 1968, o hidroavião da Força Aérea em que viajava caiu na floresta amazônica.
Aos 19, conhecido como Leão, devido ao porte físico e ao cabelo longo, Nascimento foi uma das 40 pessoas que sobreviveram ao acidente. Quatro morreram na queda. Apesar da inexperiência, ele tomou a frente do resgate e cuidou dos feridos, que incluíam crianças. O Exército encontrou os destroços dois dias depois, graças aos sinais de fumaça feitos pelo recruta.
O episódio não lhe rendeu promoção. Nascimento foi cabo do Exército por mais de 25 anos, até ir para a reserva como terceiro-sargento. "Esse feito não consta nos registros do meu pai, mas ele nunca se preocupou com isso. Nunca quis bater no peito", diz Fredson Martins, 36, um de seus oito filhos.
Apenas em 2012 um militar de alta patente soube da história e iniciou os trâmites para que recebesse a Medalha do Pacificador, honraria militar.
Em Guajará-Mirim, onde morava desde 1972, ele se dedicou à inclusão de jovens em programas esportivos e culturais. Também atuou como representante da sociedade civil nas negociações que levaram uma universidade federal ao município. Nascimento morreu no dia 5, aos 68, vítima de um câncer no fígado. Além dos filhos, deixou a mulher, Cleonice, 21 netos e oito bisnetos.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Secretário volta a defender idade mínima para aposentadoria


Por Cristiane Bonfanti, Edna Simão, Fabio Graner e Raphael Di Cunto

BRASÍLIA - O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, voltou a defender nesta manhã a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria no Brasil. Segundo ele, o estabelecimento de 65 anos é uma convergência para padrões internacionais, além de atender ao crescimento na expectativa de vida no Brasil.

O secretário observou que, no continente americano, apenas o Brasil e o Equador não adotam idade mínima para aposentadoria. “Mesmo assim, no Equador, para se aposentar por tempo de contribuição são necessários 40 anos”, disse, durante seminário do Valor, em Brasília.

O secretário observou que, no que diz respeito à expectativa de vida ao nascer, há diferenças regionais no país, mas elas começam a diminuir.

Caetano citou ainda a dívida ativa de grandes devedores junto ao governo e afirmou que o Brasil não conseguiria resolver o problema da Previdência cobrando esses débitos. O secretário voltou a afirmar que a reforma da Previdência é fundamental e que busca evitar que o regime previdenciário não fique, daqui a alguns anos, semelhante ao de alguns Estados em situação de dificuldade de honrar suas dívidas.

“O principal intuito da reforma da Previdência é justamente manter a Previdência”, afirmou, observando que, além de o gasto previdenciário já ser alto, o país passa por um processo de envelhecimento de sua população. “A gente converge demograficamente para um padrão europeu”, disse.

Militares

Marcelo Caetano observou que uma das razões para as regras de aposentadoria de militares não serem discutidas na proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso é o fato de, no caso delas, não ser necessária uma alteração constitucional.

“Os militares não estão na proposta, mas há um trabalho com o Ministério da Defesa com o intuito fazer a reforma para os militares”, disse. “A previdência militar não necessita de alteração constitucional. Ela é definida por lei”, acrescentou.

Regra de transição

Caetano disse que ainda há discussões sobre a idade mínima na regra de transição. Um pouco antes, o presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), havia dito que há debate sobre essa idade passar de 50 para 52 anos para mulheres e de 55 para 57 anos para homens.

“Tem discussões ainda”, disse Caetano. “A gente só vai ter essa resposta definitiva amanhã, quando vier o relatório”, afirmou. “Naturalmente, existem discussões a respeito desse assunto, mas a gente tem de esperar o relatório”, reiterou.

PORTAL G-1


MP contesta relatório final do Cenipa sobre acidente de helicóptero que matou filho de Alckmin

Ministério Público informa que não seria possível aeronave decolar com peças desconectadas, como concluiu órgão da Aeronáutica. Promotoria continua apurando causas e responsabilidades por queda.

Kleber Tomaz

Matéria veiculada originalmente em 15 de abril foi republicada ontem (17) com a publicação completa dos esclarecimentos do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

O Ministério Público (MP) de São Paulo discordou da conclusão do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que confirmou que o helicóptero que caiu em 2 abril de 2015 na Grande São Paulo, matando o filho caçula do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e mais quatro tripulantes, estava com componentes desconectados no momento da queda.
ImagemPara a promotora do caso, Sandra Reimberg, não seria possível a aeronave decolar sem que as peças estivessem conectadas. "Eu não concordo com a conclusão de que a aeronave estava com aqueles elementos desconectados antes da decolagem”, disse ao G1.
Thomaz Alckmin, que tinha 31 anos e sabia pilotar, o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34, morreram no acidente com o helicóptero da Seripatri.
Vídeos com a decolagem e queda da aeronave foram analisados pelo MP, que conta com um corpo de cinco assistentes técnicos. “Não é provável que o helicóptero tivesse alçado voo com os componentes apontados não conectados da maneira como manda o manual”, reforçou Sandra no blog da Promotoria de Justiça de Carapicuíba. “Qualquer opção e enroscamento incorreto e/ou precário não permitiria o voo na forma como ocorreu”.
O relatório do Cenipa, órgão vinculado à Aeronáutica, foi divulgado em primeira-mão na quarta-feira (13) pelo Bom Dia São Paulo, da TV Globo. Ele confirma parecer da Força Aérea Brasileira (FAB) de junho de 2015 e da própria Polícia Civil, em inquérito de 2016, que haviam indicado problemas nas duas hastes de comando da aeronave.

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Cenipa
Apesar de não apontar culpados pela queda do helicóptero, o relatório do Cenipa listou "fatores contribuintes" que podem ter colaborado para causar o acidente. Entre eles: a desconexão, antes da decolagem, dos "controles flexíveis" (ball type) e "alavancas" (bellcranck), dois dos componentes apontados como "fundamentais" para o controle da aeronave durante o voo.
Em resumo, o Cenipa informou que as peças não estavam travadas por um parafuso. Mesmo sem o comando da haste o piloto consegue fazer o helicóptero subir, porém, não realiza manobras para esquerda ou direita.
O relatório final também destaca que a rotina de trabalho da equipe de manutenção sofria várias interferências e interrupções, além do acumulo de funções. Essas falhas impediram que o mecânico identificasse e corrigisse os problemas apresentados na aeronave.
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Os peritos do Cenipa também constataram que havia um passageiro, não habilitado na aeronave, ocupando o assento do copiloto. O documento aeronáutico é meramente preventivo para que acidentes futuros não ocorram em helicópteros do mesmo modelo, e não implica em punibilidade aos responsáveis pela desconexão. Relatório do Cenipa aponta que peças estavam desconectadas quando aeronave decolou
Polícia
O relatório da polícia, no entanto, tem consequências criminais, tanto que, em dezembro do ano passado, resultou no indiciamento de cinco funcionários da Helipark, empresa responsável pela manutenção da aeronave em Carapicuíba.
Os empregados tinham sido responsabilizados criminalmente pelo 1º Distrito Policial (DP) da cidade por envolvimento no caso da queda do helicóptero, sendo que três diretamente pelas mortes. Eles foram indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar). Os outros dois funcionários da Helipark foram indiciados por falso testemunho e fraude processual.
O relatório policial apontou que problemas com a manutenção do helicóptero foram determinantes para ele cair pouco depois de decolar. Para a polícia, ocorreu "negligência e imperícia por parte dos técnicos envolvidos na manutenção".
Ministério Público
Como ocorreu com o relatório da polícia, o MP também discordou da conclusão do Cenipa. “Não importa quem diga o contrário”, declarou Sandra, que, juntamente com o juiz Mário Rubens Assumpção Filho, tinham rejeitado a conclusão policial que pedia para a Promotoria denunciar os cinco empregados da Helipark.
Como a conclusão policial não foi aceita pelo Ministério Público e pela Justiça, a Promotoria continua a investigar por conta própria as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente com o helicóptero.
“As investigações do Ministério Público prosseguem com relação a eventuais crimes relacionados com a queda da aeronave”, escreveu Sandra no blog da Promotoria. “A investigação do Ministério Público, instaurada de ofício em outubro do ano passado, prossegue em busca de fatores contribuintes da queda e já foram realizadas diversas diligências, as quais não foram feitas nem pela Polícia Civil, nem pelo Cenipa.”
Além de apurar se a desconexão das hastes do helicóptero, apontada pelo Cenipa, ocorreu e causou a queda da aeronave, a Promotoria investiga outras hipóteses para tentar explicar o acidente, dentre elas: se algum eventual problema nas pás da hélice do rotor principal possa ter contribuído para a queda do aparelho. A revisão das pás foi feita pela Helibras em Itajubá, Minas Gerais (MG).

Nova investigação
O Ministério Público conta com uma equipe formada por dois engenheiros da própria Promotoria, um piloto de helicóptero, um engenheiro perito aposentado do Instituto de Criminalística (IC) e credenciado do Cenipa e um professor doutor da USP. Entre as providências tomadas pelo MP estão:
"Foi requisitada perícia complementar nas pás do rotor principal, sendo que o Instituto de Criminalística de São Paulo formou uma comissão para responder aos quesitos";
"Foi realizada perícia complementar na sede da empresa Helibrás, em Itajubá, responsável por serviços de manutenção nas pás do rotor principal";
"Foi realizada perícia complementar na sede da empresa Helibrás, em Itajubá, responsável por serviços de manutenção nas pás do rotor principal";
"Procedeu-se a oitiva de várias pessoas, em São Paulo e em Itajubá" e;
"Um equipamento eletrônico (Vibrex) que estava na aeronave foi remetido ao fabricante, nos Estados Unidos, para análise."
Helipark
Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a Helipark informou, por meio de nota, que “reitera que a hipótese da desconexão das hastes é absurda e não se sustenta tecnicamente, como reconhecido pela análise do Ministério Público de São Paulo, ao final do inquérito policial”.
Para a empresa, as verdadeiras causas do acidente “precisam ser devidamente apuradas, pois o relatório do Cenipa repete apressada manifestação de quase dois anos da autoridade aeronáutica, que é baseada em argumentação do fabricante da aeronave”.
O comunicado da Helipark termina dizendo que “acredita que a efetiva busca pela preservação da segurança de voo só pode ser objeto de conclusão que tenha por base a imparcialidade e o absoluto rigor técnico”.
Seripatri
A assessoria do Seripatri informou à reportagem que não vai comentar o assunto.
Aeronáutica
Procurada a Aeronáutica encaminhou no sábado (15) e nesta segunda-feira (17) duas notas ao G1.A primeira nota havia sido redigida na quinta-feira (13). A segunda nota, feita nesta segunda, citando trecho do relatório do Cenipa, respondeu ao questionamento da reportagem de como o helicóptero conseguiu voar com as peças desconectadas. A nota responde ao MP, que informava que isso não seria possível, de acordo com os técnicos da Promotoria.
Nota da Aeronáutica de sábado:
Em relação ao relatório final de investigação do acidente com a aeronave PPLLS, este Centro esclarece que:
O Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) é o único órgão reconhecido pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) para a investigação de acidentes aeronáuticos no Brasil e segue a metodologia estabelecida no Anexo 13 da Convenção de Chicago.
Cabe ressaltar que o relatório produzido pelo CENIPA visa à formulação de recomendações que busquem o aperfeiçoamento da segurança na aviação, com o único propósito de prevenir novos acidentes e não de apontar culpa ou responsabilidade.
O Relatório Final da investigação do acidente envolvendo a aeronave de matrícula PP-LLS ocorrido, no dia 02/04/2015, em Carapicuíba/SP, já está disponível no site do CENIPA, com todas as informações sobre os fatores contribuintes do acidente e as recomendações de segurança.
O relatório está disponível no Portal do CENIPA.
Atenciosamente,
Brasília, 13 de abril de 2017,
Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Nota da Aeronáutica de segunda-feira (17):
“Enquanto a situação de contato entre o flexible control e o Bellcranck permanecesse, haveria margem de comando da aeronave, que poderia decolar e ganhar altura, ainda que com dificuldades de controle, em virtude da defasagem entre os servocomandos. A partir do momento em que o flexible control escapasse da posição por baixo do parafuso no bellcrank e o contato entre as partes fosse interrompido, não seria mais possível comandar o servocomando direito, o qual se comportaria de forma imprevisível. O resultado esperado seria a perda de controle da aeronave.”(CENIPA, pag.71).

PORTAL R7


Déficit da Previdência de funcionários públicos deve chegar a R$ 77,7 bi em 2018

No caso dos militares das Forças Armadas, o déficit estimado é de R$ 14,0 bilhões

 Às vésperas da divulgação do relatório sobre a reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer, o governo divulgou detalhes de suas estimativas para o déficit da área no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2018. No ano que vem, o INSS deve ter déficit de R$ 202,2 bilhões, enquanto o regime próprio dos servidores da União (RPPS) deve ter um rombo de R$ 77,7 bilhões.
Tanto os trabalhadores vinculados ao INSS quanto os servidores da União serão atingidos pela reforma encaminhada pelo governo, cujo parecer do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), é aguardado para a terça-feira (18).
Nesta segunda-feira (17), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em evento que é preciso reformar a Previdência para estabilizar o ritmo de crescimento de despesas com aposentadorias e outros benefícios previdenciários.
No caso dos militares das Forças Armadas, o déficit estimado é de R$ 14,0 bilhões, mas o número não considera as aposentadorias apenas as pensões. Isso porque os militares não consideram as aposentadorias por reforma como despesa previdenciária.
O governo deixou os militares de fora da reforma, mas prometeu endurecer as regras de aposentadoria da categoria em um projeto de lei ainda a ser finalizado.

AGÊNCIA BRASIL


Lançamento de satélite só deve ocorrer depois do fim da greve na Guiana Francesa


Sabrina Craide

O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas só deverá ser feito pelo menos dez dias depois que a greve geral na Guiana Francesa acabar. Esse é o tempo necessário para a preparação do processo, que inclui a checagem de equipamentos e inspeções de segurança.
O lançamento do satélite, que estava previsto para o dia 21 de março, foi adiado por causa da greve geral que atinge a Guiana Francesa, de onde o equipamento será lançado. Além do fechamento das estradas, a paralisação de funcionários da base de lançamento de Kourou prejudicou os planos.
Desde o mês passado, a Guiana Francesa enfrenta uma greve geral e diversas manifestações populares, que pedem mais investimentos na região e reclamam da criminalidade. Os protestos causaram o fechamento de estradas e a paralisação de diversos serviços públicos.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações garante que o adiamento do lançamento não traz prejuízos aos projetos de defesa e comunicações. Segundo o órgão, também não há prejuízos financeiros, pois já existe uma previsão para esse tipo de problema. “Assim que o acesso ao local for liberado, será definida nova data de lançamento do satélite, sem prejuízos aos projetos de defesa e comunicações”, diz o ministério.
Este será o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, o equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.
Edição: Graça Adjuto

Governo busca instalação de indústrias de defesa em Pernambuco


Sumaia Villela

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reuniu-se hoje (17) com representantes de fábricas para apresentar um plano de incentivos federais para instalação de polos industriais na área de defesa em Pernambuco e outros estados do Nordeste. Duas grandes empresas, uma suíça e uma brasileira, manifestaram interesse em abrir fábricas no estado, mas as contrapartidas ainda precisam ser definidas.
Na semana passada, o ministro Raul Jungmann e o governador Paulo Câmara assinaram um protocolo de cooperação para desenvolvimento da indústria de defesa no estado. Jungmann disse que pretende descentralizar o setor, atualmente concentrado no Sul e Sudeste do país. O modelo de protocolo deve ser ampliado para outros estados do Nordeste.
A suíça Ruag e a brasileira CBC já manifestaram interesse em se instalar em Pernambuco. A Ruag prevê investimento de US$ 80 bilhões. De acordo com Jungmann, a CBC anunciou que irá ao estado na Feira Internacional de Defesa e Segurança (LAAD, na sigla em inglês). Além disso, o estaleiro italiano Vard Pomar foi considerado apto à concorrência em edital a ser lançado em breve pelo Ministério da Defesa para a construção de quatro navios corveta da Marinha, um investimento de US$ 1,8 bilhão. “Será um certame internacional, mas Pernambuco tem condições de competir em pé de igualdade”, disse o ministro.
O prazo para instalação das empresas depende de garantias a serem dadas pelo estado de Pernambuco às companhias interessadas. Jungmann informou que, na semana passada, representantes das empresas almoçaram com o governador. "Quem pode dar as informações é o próprio governo do estado, mas, ao que tudo indica, as empresas estão prontas para fazer o investimento.”
No protocolo assinado no dia 10 de abril, há previsão de que o estado forneça condições para a instalação do setor industrial em território pernambucano, que podem ser desde isenções fiscais a doação de terreno ou garantia da infraestrutura necessária.
Em nota, a assessoria do governo de Pernambuco disse que possíveis benefícios estão em negociação, mas ainda em fase inicial, e que, por questões de confidencialidade, não emitiria comunicado neste momento.
Proximidade
De acordo com o diretor-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, toda a área está interessada na possibilidade de novos negócios, mas a principal reivindicação é a instalação de um escritório de compras do Ministério da Defesa em Pernambuco, pois os empresários reclamam das dificuldades de acesso às negociações com a pasta. “Esse é o grande problema. Há dificuldade para o médio e pequeno empresário terem acesso. Para autorização do Ministério da Defesa, depois a aprovação dos seus produtos, todo o trâmite”, afirmou Essinger.
Para Essinger, Pernambuco tem potencialidade para a área. “Tem a parte metal-mecânica, que vai ser forte supridora dessa área. Por exemplo, se os estaleiros fabricarem as corvetas, temos as indústrias montadas para dar apoio à construção dos navios”, disse ele. “Essa indústria não é só a fabricação de armas, tem a retaguarda. Temos área e confecção muito próspera e desenvolvida que, no entanto, não abastecem a área de defesa”.
Para contribuir com a criação desse segmento no estado, a Fiepe destaca que tem negociado com o governo estadual a possibilidade de isenção fiscal para as empresas. Além disso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) se comprometeria a preparar a mão de obra necessária.
Incentivos federais
O ministro apresentou na reunião os incentivos federais disponíveis para a Região Nordeste. A começar pela linha de crédito anunciada na LAAD pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), especial para exportação e para a indústria de Defesa.
A linha terá 100% de financiamento, 25 anos de prazo total para pagar, 10 anos de carência e juros que ficarão abaixo do cobrado pelo mercado, mas analisados caso a caso. Será a primeira vez que o BNDES disponibilizará crédito para esse setor de exportação, o que foi chamado pelo ministro Raul Jungmann de “revolução”.
Outros incentivos estão em fase final de negociação com o Ministério da Integração Nacional para que as indústrias de Defesa possam ser contempladas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Segundo o ministro, a base industrial de Defesa no Brasil fatura mais de R$ 200 bilhões por ano e dá lugar a cerca de 40 mil empregados diretos e 130 mil indiretos.
Edição: Lílian Beraldo

AGÊNCIA CÂMARA


Frente Parlamentar dos Aeronautas emposse a nova diretoria na quarta

Composta por parlamentares de diversos partidos, grupo atuará como porta-voz de políticas voltadas para o desenvolvimento do setor aeronáutico brasileiro

A nova diretoria Frente Parlamentar dos Aeronautas toma posse nesta quarta-feira (19), às 17h30, no salão Nobre da Câmara dos Deputados. O novo grupo será presidido pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).
A bancada suprapartidária será composta por oito deputados e três senadores que assumem a diretoria com a missão de consolidar a agenda política que viabilize soluções aos desafios do setor aeronáutico brasileiro. Entre os temas que serão prioritários na agenda política da frente, destacam-se: segurança de voo, perspectivas de mercado, condições de trabalho dos aeronautas, infraestrutura e aprovação de projetos que tramitam no Congresso Nacional - como a Nova Lei dos Aeronautas (PL 8255/14) e a reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).
Além das atividades no âmbito legislativo, a Frente Parlamentar dos Aeronautas também irá estimular a interação e a troca de informações com diversos atores da aviação brasileira, por meio de encontros, palestras e debates com representantes do Governo Federal, agências de regulamentação, centros de pesquisas, universidades, entidades vinculadas ao setor, imprensa, entre outros.
Composição da nova frente
– Presidente: deputado Jerônimo Goergen (PP-RS)
– 1º Vice-presidente: senador Vicentinho Alves (PR-TO)
– 2º Vice-presidente: deputado Celso Russomano (PRB-SP)
– Secretário-geral: senador Paulo Paim (PT- RS)
- Secretário-executivo: deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP)
– Coordenador institucional: deputado Otávio Leite (PSDB-RJ)
Coordenadores regionais
– Sul: deputado Jose Luiz Stédile (PSB-RS)
– Sudeste: deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)?
– Norte: senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
– Nordeste: deputado Joao Fernando Pontual Coutinho (PSB-PE)
– Centro-Oeste: Vicentinho Júnior (PR-TO)

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Após arma de general ser recuperada, operação do Exército é suspensa

Após três dias de trabalhos nas ruas da região sul da Capital, Forças Armadas encontram pistola de general e suspendem "operação de guerra"

Rafael Ribeiro

Foi suspensa nesta segunda-feira (17) a "operação de guerra" desencandeada pelo CMO (Comando Militar do Oeste) do Exército nas ruas da região sul da cidade desde sexta-feira (14), em busca de armamento restrito.
Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a movimentação dos militares foi interrompida depois que a pistola 9 milímetros de um general foi recuperada. Não há informações sobre o local ou se alguém foi preso pelo porte da arma, de calibre considerado restrito, de uso controlado justamente pelo Exército.
Conforme já se falava na sexta-feira, a arma havia sido furtada na manhã daquele dia, após bandidos invadirem a casa particular do militar na região do Conjunto Aero Rancho.
As Forças Armadas não confirmam a informação. Oficialmente, dizem que por questões de segurança não revelarão detalhes dos trabalhos e um balanço do que foi apreendido.
Na última sexta-feira, o Exército disse por meio de nota oficial do CMO que a operação foi deflagrada após seu setor de inteligência levantar informações de que armas e explosivos estariam a caminho da Capital.
“São dados obtidos na Operação Ágata, que as Forças Armadas fizeram na região da fronteira do Paraguai. Nós fomos convidados a prestarmos apoio, mas não tivemos maiores informações por se tratar de produtos controlados. Pelo menos é o que eles alegam”, disse um comandante da Polícia Militar que prefere não se identificar.
Segundo o major Marcelo Machado, porta-voz do CMO, os trabalhos foram realizados durante o feriado para evitar transtornos na cidade.
Cerca de 390 militares participaram da operação, que ficou concentrada nos bairros da região sul, como Jardim Nhanhá, Marcos Roberto, Vila Piratininga, Guanandi e Taveirópolis.
A Operação Ágata ocorreu de 2 a 8 de abril, envolvendo 900 militares, que realizaram pelo menos 150 ações na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia.
O trabalho ocorreu em 30 postos de bloqueio e controle de estradas, 78 patrulhamento de reconhecimento aéreo e terrestre, além de fiscalizações em “áreas sensíveis”, como terminais rodoviários e vistorias de veículos leves e pesados.

OUTRAS MÍDIAS


Goiás agora (GO)


Comandante da FAB diz que Aeronáutica vai ampliar presença em Anápolis 


ImagemO governador Marconi Perillo homenageou nesta segunda-feira, dia 17, com a comenda da Ordem do Mérito Anhanguera, o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. A homenagem se deve ao legado da FAB à história de Goiás, iniciado quando a Aeronáutica escolheu Anápolis para sediar uma das mais importantes bases aéreas do Brasil.
O comandante Nivaldo Luiz Rossato afirmou estar muito contente pela homenagem, e informou que o plano estratégico militar da Aeronáutica prevê uma série de ações que irão ampliar a presença da Força em Anápolis, “ampliando os vínculos entre nossas instituições, e fazendo com que, em breve, novos vetores possam cruzar o céu goiano, destacando-se o cargueiro KC 390”, disse.
“Essa homenagem é do povo goiano, mas certamente corporificada pelos anapolinos, em agradecimento à Aeronáutica por ter escolhido Anápolis há algumas décadas para sediar uma das mais importantes alas em todo o Brasil. Esse agradecimento se reveste de maior envergadura na medida em que, ao transformar a antiga Base Aérea de Anápolis em Ala II, o senhor e todo o seu comando a transformam na mais importante base aérea do País”, afirmou o governador.
Marconi ressaltou que, além da agregação humana, a base aérea levou para Anápolis agregação tecnológica. “Muitos dos oficiais serviram ou servem em Anápolis como professores universitários e participam ativamente da vida social. Foram acolhidos por Anápolis como seus filhos, e também a abraçaram como sua cidade. Só por esse legado à nossa história já valeria essa homenagem, mas é importante ressaltar o quanto a aeronáutica foi importante na construção da cidadania brasileira. Além, é claro, da atuação estratégica na defesa do nosso espaço aéreo, e da unidade nacional”, endossou, parabenizando em seguida o comandante pelo currículo irrepreensível que carrega, de uma vida dedicada à Força Aérea Brasileira.
Defesa Aérea
Luiz Rossato lembrou que, no início da década de 1970, pela sua posição geográfica privilegiada, Anápolis foi escolhida para sediar o primeiro núcleo da primeira aula de defesa aérea, o que classificou como “embrião da unidade que é hoje uma das referências de operacionalidade e profissionalismo da nossa força”. E destacou: “Posso afirmar que a qualidade dos trabalhos ali desenvolvidos é diretamente relacionada ao capital humano capitaneado na região. É o fruto do trabalho de um povo que transformou a cidade de Anápolis em um polo industrial logístico de destaque no nosso País”.
Participaram também do evento o comandante da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves; e do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, coronel Carlos Helbingen Júnior.

Goiás Agora (GO)


Comunicação Setorial Secretaria De Desenvolvimento

Embaixador da Suécia visita Goiás para intercâmbio comercial

O secretário de Desenvolvimento Econômico Francisco Pontes, recebe nessa terça-feira, dia 18, às 10 horas, uma delegação da Embaixada da Suécia no Brasil, composta pelo embaixador Peter Arne Hjelmbom, a embaixatriz Anette Hjelmborn e mais sete componentes.
A visita é para a troca de informações entre Goiás e a Suécia para um possível intercâmbio comercial. Durante a reunião de trabalho na Secretaria de Desenvolvimento, que contará com a participação dos superintendentes da pasta, Secretaria de Meio Ambiente, Goiás Turismo, GoiásParcerias, Sebrae, Funmineral, serão apresentadas as potencialidades do Estado assim como projetos prioritários do Governo de Goiás.
No período da tarde a comitiva sueca terá nova reunião de trabalho na Federação das Indústrias do Estado de Goiás – apresentação da Suécia, contexto econômico, oportunidades de negócios bilaterais. Apresentação da Fieg, contextualizando a indústria goiana e oportunidades de negócios. Participação de representantes da SED, Diretoria da Fieg, representantes de sindicatos das indústrias goianas e Associações Comerciais.
Na quarta-feira, dia 19, a delegação vai a Anápolis, para uma visita técnica à Base Aérea e ao Porto Seco e também será recebida pelo prefeito Roberto Naves e Siqueira.



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