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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 10/10/2016 / Casa Rosada procura a Embraer por "AeroMacri"


Casa Rosada procura a Embraer por "AeroMacri" ...


Daniel Rittner ...

O governo da Argentina tem interesse na compra de um jato E190, da Embraer, como parte da renovação de sua frota presidencial. A fabricante brasileira não comenta o assunto, mas está em tratativas com a Casa Rosada para fornecer o avião, já chamado nos bastidores de "AeroMacri".

O presidente Mauricio Macri decidiu trocar as aeronaves voltadas ao transporte de autoridades por causa da idade avançada dos equipamentos e após uma sucessão de incidentes em voos oficiais. Sua equipe saiu, então, em busca de dois aviões para substituir o Tango 01 e o Tango 02. A Embraer é bastante cotada para a troca do segundo modelo.

Quando vendido a companhias aéreas, na configuração comercial padrão, o preço de lista do E190 é de US$ 48,9 milhões. O valor pode subir consideravelmente quando a aeronave é formatada para missões especiais ou transporte de autoridades - por causa de acabamento interno diferenciado e equipamentos de comunicação mais sofisticados.

Na semana passada, durante viagem do presidente Michel Temer à Argentina, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram usados. Temer viajou a bordo do A319, da Airbus, comprado pela Presidência da República em 2004. O E190 da FAB, mesmo modelo pelo qual a Casa Rosada tem interesse, foi empregado para o transporte do "escalão avançado" - um contingente de assessores presidenciais e diplomatas mobilizados no apoio à visita oficial. Normalmente o presidente usa o E190 em viagens para compromissos domésticos.

Uma equipe da Secretaria-Geral da Presidência e da Aeronáutica do país vizinho fizeram vistoria de duas horas no avião enquanto ele estava estacionado no Aeroparque, aeroporto central de Buenos Aires, para conhecer detalhes técnicos do equipamento. As conversas sobre um eventual negócio têm envolvido a Embaixada da Argentina em Brasília e altos executivos da Embraer.

O atual Tango 02 é um Fokker-28, fabricado em 1983, já com dificuldades para encontrar peças de reposição. No início de agosto, quando transportava Macri na volta de uma viagem para Córdoba, houve uma pane no motor direito e o piloto teve que aterrissar com apenas uma turbina funcionando. Isso fez o governo apressar a substituição. Há três anos, aeronave havia tido que abortar uma decolagem em cima da hora pela falha súbita de um dos seus motores, com o chefe de gabinete da ex-presidente Cristina Kirchner, Jorge Capitanich, a bordo.

O Tango 01, um Boeing 757-200 adquirido em 1992, acumula mais de 11 mil horas de voo e também deu sustos na família presidencial. Em 2004, com Néstor Kirchner a bordo, uma explosão fez a turbina esquerda pegar fogo em pleno voo. Para repor esse avião, que faz viagens de longa distância, a Casa Rosada procura um modelo maior. Macri tem ido ao exterior em voos de carreira ou feito alugueis rápidos. Para a cúpula do G-20, na China, o governo alugou um Gulfstream 650 por US$ 617,5 mil, segundo relatos da imprensa argentina. O valor não inclui as despesas com pilotos, combustíveis e hangares.

Brasil e Argentina querem estreitar sua cooperação aeronáutica, mas Temer e Macri não entraram em detalhes nas conversas que mantiveram na Quinta de Olivos, residência oficial do argentino. Há negociações em andamento para a venda de um lote de Super Tucanos de segunda mão para os vizinhos. Fala-se em 24 unidades.

Há certa insatisfação do governo brasileiro com o fato de que a Argentina entrou na lista de fornecedores do cargueiro KC-390 em desenvolvimento pela Embraer, juntamente com outros países, como Portugal e República Tcheca. No entanto, ainda não concretizou sua promessa de fazer encomendas firmes do novo avião. A intenção dos "hermanos" é revitalizar a Fadea, fábrica de partes e peças aeronáuticas criada em 1927, mas considerada bastante obsoleta.

Outra possibilidade, aventada pelos governos de Cristina Kirchner e da ex-presidente Dilma Rousseff, é uma encomenda de caças Gripen NG. A Fadea também gostaria de entrar na cadeia produtiva. Nenhuma negociação, porém, está em curso atualmente entre brasileiros e argentinos sobre o assunto. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ficou de intermediar uma reunião de autoridades da Argentina com a Saab, fabricante do Gripen.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.



JORNAL O POVO (CE)


Lições da Colômbia


Hélio Leitão (secretário De Justiça E Cidadania)

A chamada "Guerra Fria" que sucedeu à Segunda Guerra Mundial e que cindiu o mundo em dois blocos ideológicos antagônicos — comunistas de um lado, capitalistas de outro, com suas divergências invencíveis, parece finalmente caminhar para o fim.
Após surpreendente e inesperado reatamento de relações diplomáticas entre Estados Unidos e a pequenina Cuba, marco fundamental no processo de superação das sequelas ideológicas daquele período, eis que se abre novo capítulo na história desse penoso processo de distensionamento político.
Na mágica Colômbia de García Marquez, após cinquenta anos de conflito armado, o governo de Juan Manuel Santos sela acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pondo fim às hostilidades recíprocas e deflagrando o processo de reconciliação nacional.
Pelo acordo, as Farc se transformariam em partido político, passando a disputar o poder dentro dos limites da legalidade democrática. Àqueles que confessassem crimes cometidos seriam aplicadas penas alternativas, evitando-se a prisão. Aos inconfessos tidos por culpados, penas de oito a vinte anos. A comunidade internacional saudou com entusiasmo o acordo que, uma vez submetido a referendum popular, naufragou fragorosamente.
Foi o anticlímax, a revelar o quão difícil é a recomposição do tecido social esgarçado por décadas de lutas fratricidas, de que resultou um saldo de mais de duzentos mil cidadãos colombianos mortos e outro tanto de feridos, torturados e perseguidos.
A despeito do rechaço popular ao acordo de paz, o cessar-fogo permanece, ensarilhadas as armas enquanto se busca alternativa política. Já é muita coisa. Tanto que valeu ao presidente colombiano nada menos do que o Prêmio Nobel da Paz. Não foi por acaso. A perseguição dos ideais de justiça social pelo braço armado, a história tem demonstrado, não raro tem deixado rastros indeléveis de dor e destruição.
Em minhas leituras recentes esbarrei com uma frase de Leonardo Boff, para quem "A paz será a meta e meio. Só os meios pacíficos produzirão a paz”. Parece que o teólogo tem razão.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Militares devem ser excluídos do texto da emenda


Por Fabio Graner | De Brasília

A área política do governo começou a articular com parlamentares a retirada dos militares das restrições impostas pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, aplicadas em caso de descumprimento do limite de gastos.
O artigo 104 da PEC, aprovada quinta-feira na Comissão Especial da Câmara, proíbe a concessão de reajustes e aumento de benefícios e vantagens a servidores públicos civis e militares, na situação em que o teto de despesas for superado.
O Valor apurou que essa movimentação foi notada pela equipe econômica, que mostra preocupação com a possível abertura de um precedente que poderá gerar pressões de outras categorias de servidores públicos com forte poder de influência, o que poderia prejudicar a eficácia do limite de gastos.
Nas discussões da reforma da Previdência, apesar de os técnicos quererem alterar algumas regras consideradas excessivas de concessão de benefícios para militares, a tendência é que o assunto fique de fora da PEC que vai tratar do assunto. Apesar disso, conforme o Valor antecipou na sexta-feira, ainda é possível que o assunto seja abordado em legislação infraconstitucional.
Com o texto aprovado na comissão especial, mudanças na PEC 241 só podem ser feitas por meio de emenda na votação em plenário, prevista para ocorrer entre hoje e amanhã.
O relatório aprovado na Comissão Especial manteve a estrutura do projeto original do governo, acrescentando alguns itens, especialmente, na parte de vedações a serem acionadas quando o teto de despesas é estourado.
Nessas novas vedações, os militares acabaram sendo incluídos em dois incisos que tratam da proibição de reajustes, contratações e concessões de benefícios e outras vantagens a membros dos Poderes e servidores públicos civis e militares. Servidores do Ministério Público e da Defensoria Pública também estão incluídos nessas sanções.
O texto original era mais genérico e falava em não se conceder aumentos e vantagens a servidores públicos, além de proibir novas contratações, reformulações de carreiras que provoquem aumento de gastos e realização de concursos públicos.
Apesar do texto original não ser detalhista, todo o relatório apresentado pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi construído em parceria com os técnicos da área econômica, que passaram a última semana antes de sua apresentação em contato direto com o relator da proposta de mudança constitucional.

Casa Rosada procura a Embraer por "AeroMacri"


Por Daniel Rittner | De Brasília

O governo da Argentina tem interesse na compra de um jato E190, da Embraer, como parte da renovação de sua frota presidencial. A fabricante brasileira não comenta o assunto, mas está em tratativas com a Casa Rosada para fornecer o avião, já chamado nos bastidores de "AeroMacri".
O presidente Mauricio Macri decidiu trocar as aeronaves voltadas ao transporte de autoridades por causa da idade avançada dos equipamentos e após uma sucessão de incidentes em voos oficiais. Sua equipe saiu, então, em busca de dois aviões para substituir o Tango 01 e o Tango 02. A Embraer é bastante cotada para a troca do segundo modelo.
Quando vendido a companhias aéreas, na configuração comercial padrão, o preço de lista do E190 é de US$ 48,9 milhões. O valor pode subir consideravelmente quando a aeronave é formatada para missões especiais ou transporte de autoridades - por causa de acabamento interno diferenciado e equipamentos de comunicação mais sofisticados.
Na semana passada, durante viagem do presidente Michel Temer à Argentina, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram usados. Temer viajou a bordo do A319, da Airbus, comprado pela Presidência da República em 2004. O E190 da FAB, mesmo modelo pelo qual a Casa Rosada tem interesse, foi empregado para o transporte do "escalão avançado" - um contingente de assessores presidenciais e diplomatas mobilizados no apoio à visita oficial. Normalmente o presidente usa o E190 em viagens para compromissos domésticos.
Uma equipe da Secretaria-Geral da Presidência e da Aeronáutica do país vizinho fizeram vistoria de duas horas no avião enquanto ele estava estacionado no Aeroparque, aeroporto central de Buenos Aires, para conhecer detalhes técnicos do equipamento. As conversas sobre um eventual negócio têm envolvido a Embaixada da Argentina em Brasília e altos executivos da Embraer.
O atual Tango 02 é um Fokker-28, fabricado em 1983, já com dificuldades para encontrar peças de reposição. No início de agosto, quando transportava Macri na volta de uma viagem para Córdoba, houve uma pane no motor direito e o piloto teve que aterrissar com apenas uma turbina funcionando. Isso fez o governo apressar a substituição. Há três anos, aeronave havia tido que abortar uma decolagem em cima da hora pela falha súbita de um dos seus motores, com o chefe de gabinete da ex-presidente Cristina Kirchner, Jorge Capitanich, a bordo.
O Tango 01, um Boeing 757-200 adquirido em 1992, acumula mais de 11 mil horas de voo e também deu sustos na família presidencial. Em 2004, com Néstor Kirchner a bordo, uma explosão fez a turbina esquerda pegar fogo em pleno voo. Para repor esse avião, que faz viagens de longa distância, a Casa Rosada procura um modelo maior. Macri tem ido ao exterior em voos de carreira ou feito alugueis rápidos. Para a cúpula do G-20, na China, o governo alugou um Gulfstream 650 por US$ 617,5 mil, segundo relatos da imprensa argentina. O valor não inclui as despesas com pilotos, combustíveis e hangares.
Brasil e Argentina querem estreitar sua cooperação aeronáutica, mas Temer e Macri não entraram em detalhes nas conversas que mantiveram na Quinta de Olivos, residência oficial do argentino. Há negociações em andamento para a venda de um lote de Super Tucanos de segunda mão para os vizinhos. Fala-se em 24 unidades. Há certa insatisfação do governo brasileiro com o fato de que a Argentina entrou na lista de fornecedores do cargueiro KC-390 em desenvolvimento pela Embraer, juntamente com outros países, como Portugal e República Tcheca. No entanto, ainda não concretizou sua promessa de fazer encomendas firmes do novo avião. A intenção dos "hermanos" é revitalizar a Fadea, fábrica de partes e peças aeronáuticas criada em 1927, mas considerada bastante obsoleta.
Outra possibilidade, aventada pelos governos de Cristina Kirchner e da ex-presidente Dilma Rousseff, é uma encomenda de caças Gripen NG. A Fadea também gostaria de entrar na cadeia produtiva. Nenhuma negociação, porém, está em curso atualmente entre brasileiros e argentinos sobre o assunto. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ficou de intermediar uma reunião de autoridades da Argentina com a Saab, fabricante do Gripen.

Forjas Taurus vai terceirizar produção de armas longas


Thais Carrança

SÃO PAULO - O conselho de administração da Forjas Taurus aprovou a terceirização da produção de determinadas armas longas para a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A decisão foi tomada em reunião de 29 de setembro, cuja ata foi arquivada nesta sexta-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A medida foi aprovada por maioria de votos, com abstenção do conselheiro Fábio Luiz Munhoz Mazzaro. A CBC assumiu o controle da Taurus em 2014 e detém atualmente 91,91% do capital votante da companhia.
A terceirização foi aprovada condicionada a elaboração de contrato escrito, onde deverão estar especificadas as características de todas as operações e garantindo que serão realizadas a preços, prazos e taxas usuais no mercado ou de negociações anteriores que representam condições comutativas.
Depois de elaborado e negociado o contrato, o documento deverá ser submetido a apreciação do conselho para deliberação e aprovação, e a transação, após aprovada, deverá estar claramente refletida e divulgada nas demonstrações financeiras da companhia, conforme a ata arquivada na CVM.
O contrato deverá ser elaborado, negociado e encaminhado para nova deliberação do conselho no prazo de até 30 dias a contar da reunião do colegiado em 29 de setembro.

A aurora dos voos de baixa emissão


Christiana Figueres E Laurence Tubiana

Na medida em que o mundo se torna cada vez mais interconectado, cresce a demanda por viagens aéreas. Mais de 30 mil novas aeronaves grandes, por exemplo, deverão ganhar os céus nos próximos anos. Mas se pretendemos sustentar o crescimento das viagens aéreas sem agravar o aquecimento global temos de reduzir rapidamente as emissões de CO2 ligadas à aviação, que são significativas e não foram abarcadas pelo Acordo de Paris, aprovado por mais de 190 países em dezembro passado.
Felizmente, este é o momento perfeito para separar as emissões da aviação do crescimento das viagens aéreas. Representantes de 191 países reuniram-se em Montreal na semana passada para a 39ª Sessão da Organização da Aviação Civil Internacional da ONU (Icao, nas iniciais em inglês), e, após décadas de embates, pactuaram um acordo climático específico para a aviação.
O novo marco regulatório da Icao tem por meta um "crescimento neutro em carbono" para a aviação internacional de 2020 em diante, e como viga mestra uma medida mundial baseada no mercado (GMBM, nas iniciais em inglês) para ajudar as companhias aéreas a restringir, a custo acessível, suas emissões líquidas aos níveis de 2020. Quando implementado, será o primeiro limite de emissões de carbono que não aumenta os custos para os consumidores de forma sensível em um setor operante mundialmente. As companhias aéreas, além disso, vão comprar reduções de emissões de outros setores da economia, canalizando, assim, bilhões de dólares para o desenvolvimento de baixo carbono em todo o mundo.
Nos primeiros seis anos, o novo marco regulatório valerá apenas para voos entre países que o adotaram voluntariamente, o que significa que a Icao terá de estimular a participação adequada para que o programa seja eficaz. Esse enfoque de adesão voluntária tem alguns críticos, mas é irrelevante um programa ser classificado como "voluntário" ou "obrigatório", porque os acordos internacionais vigoram apenas para os países soberanos que decidiram participar deles.
Cerca de 64 países já sinalizaram sua disposição de firmar o acordo da Icao. Eles respondem, juntos, por quase 80% do crescimento previsto das emissões de CO2 para níveis superiores aos de 2020. Isso não é 100%, mas é um ótimo começo e podemos esperar que mais países venham a aderir quando virem outros colherem os benefícios do desenvolvimento de baixo carbono.
As próprias companhias aéreas vão comemorar a instauração de um marco regulatório mundial coerente, que fixa uma métrica de cumprimento clara e previsível, em vez de uma colcha de retalhos regulatória que difere de país para país e complica as operações internacionais. Para minimizar os custos de cumprimento - e devido ao fato de a sustentabilidade ambiental ser atualmente um diferencial competitivo fundamental tanto para clientes quanto para investidores -, as companhias aéreas tenderão a estimular os países em que operam a participar do programa da Icao.
O novo acordo constitui uma enorme oportunidade para impedir a emissão de 2,5 bilhões de toneladas de CO2 nos 15 primeiros anos - o equivalente a tirar cerca de 35 milhões de automóveis das ruas a cada ano de vigência do programa. Além disso, o acordo vai estimular grandes fabricantes como Boeing, Airbus, Bombardier e Embraer - que já estão investindo em aeronaves mais silenciosas e mais eficientes em consumo de combustível e em melhoria da eficiência para os modelos já operantes - a desenvolver tecnologias mais limpas, que lhes permitirão reduzir as compras de dispositivos neutralizadores de emissões.
O marco regulatório aprovado em Montreal, no entanto, não está completo e é necessário formular rapidamente detalhes decisivos para que as companhias aéreas possam começar a planejar de que maneira alcançarão as novas metas ambientais.
Os países desenvolvidos já se ofereceram para ajudar a implementar o GMBM, que, ao que se espera, abrirá o caminho para investimentos em economias emergentes que estão se tornando novos expoentes da aviação. Se os países conseguirem superar as velhas tecnologias, poderão se tornar novos líderes em voos inteligentes em termos de emissões de carbono. Os países deveriam aproveitar a oportunidade que têm pela frente e aderir ao marco regulatório da Icao para que seus fabricantes possam ter um caminho claro e previsível a seguir.
Nas conversações climáticas de Paris do ano passado, testemunhamos o poder da ação coletiva mundial de fazer frente à mudança climática. Nada menos que 187 países - grandes e pequenos, desenvolvidos e em desenvolvimento - anunciaram metas de redução de emissões nos meses que precederam a conferência, o que criou o impulso para alcançar um acordo histórico.
Com o Acordo de Paris em condições de entrar em vigor nos próximos meses - mais depressa do que jamais se considerou possível -, ainda mantemos esse impulso. O acordo da Icao é a próxima onda da luta internacional contra a mudança climática. Juntos, os dois acordos vão aumentar nossas chances de gerar um crescimento econômico ambientalmente sustentável. Ao apagarmos nossas pegadas de carbono agora, as futuras gerações de passageiros aéreos de todos os países poderão admirar da janela um planeta saudável. (Tradução de Rachel Warszawski) Christiana Figueres foi secretária executiva da Convenção-Quadro da ONU sobre Clima (UNFCCC) de 2010 a 2016. Laurence Tubiana, embaixadora da França para mudanças climáticas e representante especial na Conferência do Clima em Paris, é fundadora do Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (IDDRI) de Paris. Copyright: Project Syndicate, 2016.

JORNAL A CRÍTICA (AM)


Famílias visitam Base Aérea de Manaus durante o "Portões Abertos" 2016

Um público de 30 mil pessoas participou do “Domingo Aéreo” realizado pelo Sétimo Comando Aéreo Regional e a Base Aérea de Manaus

Geizyara Brandão

ImagemManaus - Um público de 30 mil pessoas participou do “Domingo Aéreo” realizado pelo Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) e a Base Aérea de Manaus (BAMN). O evento "Portões Abertos” 2016 aconteceu com visitação gratuita das 9h às 17h30, neste domingo (09) na BAMN, localizada no Crespo, Zona Sul.
Aos 75 anos, dona Alzarina Almeida visitou o evento pela primeira vez acompanhada da família. “Estamos amando, tudo é bem diferente do que você viajar em um avião comum é normal. Agora, você chegar perto e ver como funciona realmente uma base aérea é excelente”, conta a administradora Sonia Almeida, filha da idosa.
A família da dona de casa Jocilene Ferreira aproveitou o domingo para conhecer de perto os aviões. O marido, José Reinaldo, explica que a vontade partiu do filho mais velho, de 10 anos. “Nos finais de semana não temos muitas opções de lazer, então meu filho quis vir conhecer. É um evento muito bom que a Força Aérea realiza”, disse.
Além de aviões como o 65 e o caça tático F-5, as barracas de exposição civil e militar encheram os olhos da criançada. Sandro da Costa levou as duas filhas para a exposição de armamentos, o que ressaltou o interesse da pequena Daiandra da Silva, 6, em se tornar militar. “Serviços militares ensinam a responsabilidade desde cedo. É bom saber que a criança já tem uma ideia de um caminho bom”, assegura Sandro.Imagem
De acordo com o comandante do VII COMAR, Major-Brigadeiro Waldeísio Ferreira Campos, o evento é uma oportunidade de despertar a vocação aeronáutica no público de todas as idades. “Obviamente as crianças têm um interesse maior, porque o avião, o helicóptero, as atividades com cães amestrados, paraquedismo chama muito a atenção das crianças”, enfatiza.
As atividades dos “Portões Abertos” acontecem em todas as unidades da Força Aérea espalhadas pelo Brasil em alusão ao Dia do Aviador, celebrado em 23 de outubro para lembrar o primeiro voo de Alberto Santos-Dumont com o 14-Bis, e o 75º aniversário de criação da Força Aérea.
Solidariedade

Instituições sem fins lucrativos apoiados pela Força Aérea de Manaus receberão a doação dos alimentos arrecadados durante os “Portões Abertos”. “Nós conseguimos unir o útil ao agradável. Sugerimos que a população que tenha interesse em nos visitar durante esse domingo, o faça trazendo um quilo de alimento não perecível”, explica o Major-Brigadeiro Waldeísio.
Até o momento, foram recolhidas seis toneladas de alimentos, a dona Suely Peres fez a sua parte. “Além de ajudar o próximo, podemos concorrer a um vôo panorâmico”, revela.
Segundo o Major-Brigadeiro Waldeísio é uma forma de proporcionar um alento, neste dia festivo, para as pessoas mais carentes com a contribuição da sociedade.

REVISTA ISTO É DINHEIRO


Uma chance para a guerra

O que leva os colombianos a votarem não para uma proposta de acabar com um conflito que já dura cinco décadas e causou milhares de mortes e sequestros, como o de Íngrid Betancourt?

Rodrigo Caetano

Vivemos tempos de paz. Talvez seja difícil acreditar nessa afirmação, tendo em vista a crise de refugiados e as sangrentas guerras em curso na Síria, no Iraque, no Iêmen, no Sudão do Sul, entre outras. Mas a verdade é que, desde 1945, o mundo experimenta um momento de tranquilidade sem precedente na história – levando em consideração o período entre os faraós e os tempos atuais. Isso se deve, em grande parte, ao fim dos grandes impérios e à bomba atômica. Antes da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os ingleses governavam, com mão de ferro, um quarto do planeta.
Nas décadas seguintes, seu vasto território foi se desfazendo até sobrarem apenas algumas pequenas ilhas. Esse processo, em tempos passados, só seria possível por meio do surgimento de uma força ainda maior do que o império britânico e, possivelmente, teria custado alguns milhares de vidas. É o caso de absolutamente todos os impérios da antiguidade, desde o Romano, pré-cristão, até o Sassânida, pré-islâmico. Os ingleses, no entanto, aceitaram a perda de território quase de uma forma complacente na maioria das suas colônias (exceto por alguns lugares como a Malásia e o Quênia). As guerras que vivemos hoje estão restritas ao interior dos Estados.
São conflitos civis. Apesar de alguns deles envolverem, indiretamente, outras nações, são, majoritariamente, desentendimentos entre grupos rivais de uma mesma nacionalidade. Não há, atualmente, nenhum país com arroubos expansionistas, como a Alemanha de Hitler. A Europa Ocidental, por exemplo, está há mais de 70 anos sem nenhuma declaração de guerra. Nunca, na história do mundo, o Velho Continente ficou tanto tempo sem um país tentar conquistar o outro. Os Estados Unidos invadiram o Iraque e o Afeganistão e a Rússia vem gerando certa apreensão na Criméia, é verdade.Mas essas são exceções que confirmam a regra. E, mesmo assim, são guerras muito mais econômicas do que territoriais. Há quem diga que essa onda de paz se deva ao surgimento da bomba atômica. Pode ser.
Quando invadir o território do vizinho pode gerar uma briga capaz de dizimar a humanidade do mapa, é natural pensar nisso uma segunda vez. Agora, se fomos capazes de resolver boa parte das nossas diferenças em nível internacional, por que não conseguimos nos entender quando estamos entre iguais? O que leva os colombianos, por exemplo, a votarem não para uma proposta de acabar com um conflito que já dura cinco décadas e causou milhares de mortes e sequestros, como o da senadora Íngrid Betancourt? Guerras civis possuem algumas características únicas que as tornam mais sangrentas. Há uma dificuldade adicional à paz no fato de os dois lados terem de viver juntos após o fim do conflito. Isso cria algumas ansiedades.
Para os vencedores, há o risco de permitir a reorganização do inimigo. Ao mesmo tempo, é difícil oferecer garantia ao lado perdedor contra uma vingança generalizada. Sem perspectivas de estabilidade, os conflitos tendem a durar até que um dos lados esgote completamente seus recursos, sejam financeiros ou humanos. Nesse cenário, parece que a lógica perde espaço para a ideologia. Em vez de um acordo que poderia beneficiar a todos e salvar vidas, escolhe-se a luta até a morte ou a aniquilação completa do inimigo. Mas esses são casos extremos que não têm nada a ver com o Brasil. Afinal, não entramos em guerra com um vizinho desde a década de 1860. Ou, talvez, podemos aproveitar este momento para refletir sobre que o tipo de política que queremos. É uma questão de escolha.

O céu não é o limite

Ter o próprio avião não basta, é preciso deixá-lo com a cara do dono. Por isso, a customização tem atraído marcas consagradas no mercado de luxo, como a BMW E MERCEDES-BENZ

Andressa D´amato

Para algumas pessoas, ser dono de um jato executivo representa o auge do poder e do luxo. Para outros, apenas adquirir um avião não é o suficiente: é preciso deixa-io com a cara do dono. Para ter seu estilo refletido no transporte aéreo, consumidores mais exigentes recorrem à customização de aeronaves. A procura é grande e o setor tem atraído grandes marcas de design, como BMW e Mercedes-Benz. As fabricantes de jatos, por sua vez, criam departamentos especializados em decorar os aviões. "Estamos com a produção maior do que nunca”, afirma o designer Tarso Marques, que customiza. em média, dez jatos. por ano em 2016, já foram oito, com previsão de dobrar esse número até dezembro. Cada projeto não sai por menos de US$10 mil e pode chegar a US$ 60 mil. A execução custa cerca de US$ 200 mil.
A extravagância não tem limite. Entre os itens luxuosos pedidos pelos clientes, há desde pia com torneira banhada a ouro 24 quilates. como é o caso do Boeing“ 757 do candidato á presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliado em US$ 100 milhões. até assentos feito com couro de crocodilo. “Esse tipo de material, foi, sem dúvida, um dos mais exóticos que já utilizei”, relembra Marques. sem revelar a identidade do cliente. projeto em questão foi aplicado em um Gulfstream G V, aval indo em US$ 35 milhões. A madeira foi substituída por fibra de carbono e as ferragens douradas, por aço escovado. Também foram adicionados telas touch screen para controlar as luzes e sistema de áudio complemento, entre outros itens que custaram US$ 150 mil ao cliente. "Normalmente, esses pedidos mais extravagantes vêm do exterior. O brasileiro é mais conservador”, diz o designer. O Brasil tem a segunda maior em frota de aviões particulares do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 15,2 mil aeronaves, avaliadas em US$ 12,1 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral.
Para agradar a clientela exigente, as fabricantes de jatos desenvolvem seus próprios“conceitos”. A brasileira Embraer, por exemplo, criou um design voltado ao mercado japonês. Batizado de Kyoto e aplicado em um Lineage 1000, aeronave que custa em torno de US$ 55 milhões, o projeto traz grandes janelas verticais e a possibilidade de o cliente fazer suas refeições sentado em um tatame, como manda a cultura oriental. “A tendência de mercado é criar uma atmosfera parecida com o cotidiano do usuário, fazendo com que ele não se sinta em uma aeronave”, diz o professor Carlos Castilho, da Faculdade de Artes Plásticas da Faap. De acordo com a Embraer, que não divulga o preço desse layout, ainda não há pedidos dessa versão.
A Embraer também fez uma parceria com a BMW Group DesignworksUSA. braço de design da montadora alemã, para criar um estilo batizado de "luxo inteligente", que visa uma ambientação mais funcional. As janelas foram projetadas para transmitir uma sensação de maior espaço na cabine e os assentos apresentam um desenho que se molda ao corpo. O mobiliário traz compartimentos de armazenamento escondidos atrás de painéis. Tudo muito clean, mas com o clima de lounge proporcionado pelas luzes de led. A sofisticação e aliada à tecnologia: há um sistema touch screen, com acabamento na cor black piano, que destaca informações do voo, como distância e altitude, nos monitores individuais das poltronas. O conceito pode ser aplicado nos jatos da linha Legacy 500, cujo preço é de US$ 20 milhões.
Já a companhia aérea alemã Lufthansa, que atua no mercado de gerenciamento e venda de aeronaves executivas, se uniu a compatriota Mercedes-Benz. O projeto desenvolvido pode ser adaptado ao tamanho de cada aeronave, como é o caso do Airbus ACJ 318 Elite, avaliado em US$ 58 milhões. A ideia é aplicar tecnologias já presentes nos automóveis da montadora, como 0 Magic Sky, que controla a iluminação da aeronave eletronicamente. A cabine tem angulações em espiral, proporcionando a sensação de interligação entre móveis, chão e parede. Santos Dumont dizia que “as coisas são mais belas quando Vistas de cima”. Com tanto luxo, o difícil é ter vontade de olhar pela janela.

JORNAL ESTADO DE MINAS


Avião da FAB sai da pista em dia de evento aberto ao público em São Paulo

Segundo um piloto que presenciou a cena, a aeronave participava de uma apresentação em comemoração ao Dia do Aviador e da FAB

ImagemUma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) se envolveu em um acidente neste domingo depois de apresentar problemas no trem de pouso e sair da pista no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Com a falha do sistema, o nariz do avião foi danificado e foi necessário o uso de extintores para evitar um incêndio. Segundo um piloto que presenciou a cena, a aeronave participava de uma apresentação aberta ao público em comemoração ao Dia do Aviador e da FAB.
"Na corrida, ele (o avião) acabou saindo para a grama e fez um belo estrago", conta o piloto em um áudio em que avisa a colegas que o aeroporto estaria fechado para pousos e decolagens devido ao acidente. A reportagem tentou entrar em contato com o aeroporto para ter informações sobre a liberação da pista, mas até as 21h, ninguém havia atendido as ligações
Além do voo de duas aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, a programação do evento "Portões Abertos", realizado no local, previa exposição de aeronaves e viaturas militares, encenação histórica, apresentação das bandas sinfônicas da Base Aérea de São Paulo e da Polícia Militar. Houve ainda exposição dos carros da Fórmula Inter, nova categoria de carros de competição.
OUTRAS MÍDIAS


JORNAL METRO


Cresce apreensão em revista no aeroporto Congonhas, em São Paulo

Machado, faca de açougueiro e bengala com lâmina escondida. Pode parecer estranho, mas algumas pessoas decidem viajar com itens desse tipo na bagagem de mão e acabam perdendo os objetos nas inspeções obrigatórias.
Neste ano, de janeiro a agosto, o número de retenção de objetos nas inspeções de bagagens de mão cresceu no aeroporto de Congonhas. Foram 10.408 itens deixados por lá, média de 42 por dia. Em 2015, 10.335 artigos –uma média diária de 28.
Apesar do crescimento, a administração do aeroporto afirma que a inspeção não ficou mais rígida. Congonhas tem 219 agentes e nove pórticos de raio-X no canal de inspeção do embarque doméstico.
A única mudança aconteceu em julho, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mudou alguns procedimentos de inspeção, para seguir padrões internacionais. Agora os passageiros devem passar pelo pórtico, revista física ou escâner corporal. A bagagem de mão precisa passar pelo raio-X e o passageiro deve abrir a bolsa, tirar o notebook e mostrar o interior para um agente.
Segundo a administração do aeroporto de Congonhas, os principais artigos barrados costumam ser objetos pontiagudos e cortantes, como facas e tesouras. Esse tipo de item representa 60% dos registros encontrados.
Os objetos que não podem entrar nos voos, mas que são lícitos, como talheres e tesouras, são doados ao Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo. Já os itens mais inusitados, como os citados no início da reportagem, são incinerados.



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