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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 23/09/2016 / Índia compra da França 36 aviões Rafale, caça preterido pelo Brasil


Índia compra da França 36 aviões Rafale, caça preterido pelo Brasil ...


O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, assina nesta sexta-feira (23) em Nova Délhi, Índia, a venda de 36 aparelhos Rafale, uma transação estimada em € 7,8 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões). Os aviões serão construídos na França, com data de entrega prevista a partir de 2019. A fabricante francesa Dassault tentou durante anos vender o mesmo modelo para o Brasil, que acabou optando pelo Gripen da Suécia, em 2013.

A Índia estudava há anos uma reforma da frota aérea, que está se tornando antiquada e pequena demais diante das ameaças regionais. Uma das preocupações das autoridades são as recentes ofensivas militares do Paquistão na Caxemira, área disputada pelos dois países desde o final da colonização britânica na região.

O momento do anúncio da compra é significativo: nos últimos quatro dias, dezenas de militares paquistaneses atravessaram a fronteira da Caxemira e um grupo conseguiu entrar em uma base indiana, matando 18 soldados. Nova Délhi estuda uma resposta, mas mesmo diante do perigo da escalada da violência entre dois países detentores de armamentos nucleares, o exército indiano cogitou a possibilidade de utilizar aviões de caça para bombardear acampamentos terroristas paquistaneses.

O Rafale poderia ser um bom instrumento, explicou à RFI Rumel Dahiya, diretor-adjunto do Instituto de Estudos e Análises Militares de Nova Délhi. “O avião seria um caça capaz de assegurar a dominação aérea, além de ter armamentos para proteger o exército contra outras ameaças aéreas de longa distância. O aparelho pode assim manter o céu sem obstáculos para avançar sobre terreno inimigo. É esse o papel de um caça ‘multiuso’ como o Rafale”, diz.

Já o Paquistão denunciou na quarta-feira (21), na ONU, a “corrida às armas sem precedentes” da vizinha. A Índia foi, efetivamente, a maior importadora de armas do mundo na última década, não por causa das necessidades estratégicas, mas também porque o país produz pouco no próprio território. Isso deve mudar, pois Nova Délhi impõe atualmente aos fornecedores o investimento de metade do valor dos contratos na indústria local, a fim de poder produzir, no futuro, suas próprias armas.
Brasil prefere caça sueco Gripen
O governo francês tentou vender os caças Rafale ao Brasil quando a FAB anunciou licitação para a renovação de sua frota. O então presidente Nicolas Sarkozy chegou a ir ao Brasil para participar das comemorações do 7 de setembro de 2009 com a esperança de conseguir o contrato junto a Lula. Mas Brasília acabou preferindo os aviões suecos Gripen, batendo o martelo com a fabricante Saab, em 2013.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL PANROTAS


Dez aeroportos serão privatizados em 2017; veja quais


Henrique Santiago

Meses após a Secretaria de Aviação Civil (SAC) anunciar o leilão dos aeroportos de Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador, a lista de terminais a serem concessionados ganhou mais dez integrantes: Belém, Cuiabá, Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Goiânia, Maceió, Manaus, Recife, São Luís e Vitória. Agora, são 14 no total.
Com a atualização do pacote de Michel Temer e seus aliados, a intenção do governo é deixar a operação de aeroportos de médio porte com a Infraero. Os terminais de grande porte serão entregues à iniciativa privada e os pequenos seriam repassados às respectivas prefeituras que, por sua vez, podem leiloar ao setor privado.
Os dez novos aeroportos serão privatizados possivelmente a partir do segundo semestre de 2017. Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador receberão investimentos de R$ 6,5 bilhões. Os editais desses quatro terminais serão publicados até o fim deste ano e os leilões devem acontecer até o fim do primeiro trimestre de 2017.
Além da privatização de parte do setor aéreo, dois portos serão entregues a concessões. São eles os de Santarém (PA) e o Terminal Trigo (RJ). São prospectados investimentos de R$ 92,6 milhões no total.
Entre as melhorias destinadas aos aeroportos, estão incluídas a ampliação da pista de pouso e decolagem, do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves, construção de novos estacionamentos para veículos, entre outras benfeitorias.
Segundo estimativas da SAC, os quatro terminais, sendo dois no Nordeste e dois no Sul, poderão transportar, juntos, cerca de 100 milhões de passageiros ao ano até 2046 – com exceção de Porto Alegre, cuja concessão será válida por 25 anos, enquanto os demais terão 30 anos. Em 2015, eles movimentaram pouco mais de 27 milhões de pessoas.
Estima-se também a criação de 30 mil postos de trabalho, entre vagas diretas e indiretas.

PORTAL G-1


Polícia abre inquérito para investigar queda de avião no Pantanal de MS

Acidente aéreo que matou piloto aconteceu na última segunda-feira (19). Peritos da Aeronáutica estão no local do acidente em Miranda (MS)

G1 Ms

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as causas do acidente de um avião bimotor que caiu na fazenda Novo Horizonte, em Miranda, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, na última segunda-feira (19). Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estão no local do acidente analisando os destroços da aeronave.
O piloto Marcos Davi Xavier morreu na queda. O corpo foi enterrado em Umuarama (PR) na quarta-feira (21). Ele foi encontrado no dia seguinte ao acidente pela Força Aérea Brasileira (FAB). O piloto decolou sozinho depois de levar quatro pessoas para uma fazenda em Miranda.
O avião caiu em uma área de brejo a cerca de 30 km de distância da entrada da fazenda. Na madrugada desta terça-feira, um helicóptero localizou os destroços e como não havia condições de descer nas proximidades, uma equipe retornou ao local no início da manhã de terça.
Uma equipe da FAB também foi ao local do acidente de helicóptero nesta quarta-feira e fizeram algumas imagens dos destroços e da área.
Um funcionário da fazenda foi testemunha. Ele disse que viu a aeronave voando baixo e explodiu antes de cair.

JORNAL DIÁRIO DE CUIABÁ


Após 10 anos, acidente gera controvérsia


Aline Almeida

Na próxima semana, no dia 29 de setembro, completam dez anos do acidente envolvendo um avião da Gol Linhas Aéreas e o jato Legacy, que deixou 154 mortos em Mato Grosso. A tragédia aconteceu quando as duas aeronaves, um Boeing 737-800 que operava o voo da Gol e um jato Legacy 600 se chocaram no ar quando sobrevoavam a Serra do Cachimbo, norte do Estado.
A aeronave da Gol saiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro e caiu na mata. Todas as pessoas que estavam a bordo morreram. Em abril de 2014, os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jean Paul Paladino foram condenados a três anos e um mês de prisão pelo em regime aberto por crime culposo. Ambos vivem nos Estados Unidos. A condenação até hoje não é aceita pelos parentes das vítimas.
Várias famílias ainda lutam na justiça por indenizações. Em junho deste ano, a união foi condenada a arcar com indenização de R$ 20 mil, além de restituir mais de R$ 8 mil, a duas familiares de uma vítima do acidente aéreo.
No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Mendes negou aos pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore o direito de converter pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos.
As investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontaram que o acidente foi causado por conta dos erros cometidos pelos pilotos do Legacy, que voaram com o transponder desligado durante aproximadamente uma hora. Além de deixarem de prestar atenção nos equipamentos do jato. O Cenipa entendeu ainda erro por parte dos controladores de tráfego aéreo, que deixaram as aeronaves em rota de colisão.
As duas aeronaves mantinham a mesma altitude de 37.000 pés, e voavam em sentidos opostos. Com o choque o Boeing se despedaçou no ar e caiu. Já o Legacy, apesar de sofrer danos graves pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados, na base Aérea do Cachimbo.
“Danos Espirituais”
Índios da etnia Kayapó, que habitam a Terra Indígena Capoto/Jarina, região Oeste do município de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá) estão pedindo uma indenização de R$ 4 milhões pela queda de um avião da Gol Linhas Aéreas na região, ocorrida em 2006. O valor seria referente aos “danos ambientais e espirituais” causados pela queda da aeronave no interior da terra indígena.
Para apurar os supostos danos sofridos pela população indígena, o Ministério Público Federal em Mato Grosso instaurou um inquérito civil público. A indenização foi solicitada pelos índios em reunião realizada pela Procuradoria da República.

JORNAL O POVO (CE)


80 anos da Base Aérea de Fortaleza


José Mário Pinto

Solenidade militar assinalou os 80 anos da Base Aérea de Fortaleza, com a presença do tenente brigadeiro do ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, do Comando Geral de Operações Aérea, maior autoridade presente, que presidiu a cerimônia, sendo acompanhado pelo major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar, comandante do Segundo Comando Aéreo Regional; e pelo tenente-coronel-aviador Frederico Cesarino, comandante da Base Aérea de Fortaleza.
O major médico Paulo de Tarso Almeida comandou a tropa da Base Aérea durante a formatura que se iniciou com o Hino Nacional cantado por todos presentes.
A solenidade seguiu-se com a entrega de título honorífico Amigo da Base Aérea de Fortaleza ao general Estevam Cals Theófilo Gaspar de Oliveira; ao coronel do Exército Alexandre Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira; aos tenentes coronéis PM Ricardo de Almeida Porto, Sinval da Silveira Sampaio e Costa Vinicius Costa Saraiva; aos delegados de Polícia Federal Wellington Santiago da Silva, Francisco José Martins da Silva; entre outros agraciados. Também foram entregues títulos de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira.

AGÊNCIA REUTERS


Rastreamento por satélite pode evitar desaparecimento de aeronaves, dizem desenvolvedores


Por Victoria Bryan; Editing By Robin Pomeroy

BERLIM (Reuters) - As empresas norte-americanas desenvolveram um sistema de rastreamento de linhas aéreas que dizem que evitaria que aviões desaparecessem como o MH370, da Malaysia Airlines.
Em vez de enviar sinais de rastreamento para estações em solo - o que significa que a localização de aviões pode ser perdida em oceanos ou em áreas remotas - o novo sistema iria emiti-los aos satélites.
"Não importa se estiverem voando sobre o oceano, desertos, ou o Pólo Norte, todos saberemos onde o avião está", disse o presidente-executivo Daniel Baker, da FlightAware, serviço de rastreamento de voos pela internet que está trabalhando com a Aireon, que desenvolveu a tecnologia para satélites.
O sistema da Aireon colocará receptores ADS-B (transmissão automática dependente de vigilância) em satélites de órbita baixa operados pela Iridium e que devem estar operacionais a partir de 2018. O sistema foi criado para ajudar controladores aéreos a direcionar aviões de maneira mais eficiente.
O novo sistema, chamado GlobalBeacon tornará os dados de localização dos receptores baseados no espaço disponíveis para as empresas aéreas, para que possam rastrear seus aviões em praticamente tempo real, em uma ferramenta na internet.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Aeronáutica quer estatal para controle do tráfego aéreo

Um dos objetivos com a criação de nova empresa é que o dinheiro das tarifas pagas pelos passageiros entrem diretamente nos cofres da Aeronáutica, sem passar por contingenciamento

Tânia Monteiro

Em café da manhã com jornalistas, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, defendeu a criação de duas novas estatais. A primeira para o controle do tráfego aéreo, que seria gerida por recursos próprios, provenientes das tarifas que os passageiros pagam quando viajam, que, em 2017, seriam da ordem de entre U$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões.
A sede da nova empresa, que assumiria atribuições também da Infraero, provavelmente seria no Rio de Janeiro, onde já funciona hoje o Decea - Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica - e ficaria sob responsabilidade do Comando da Aeronáutica.
A segunda estatal sugerida por Rossato já tem nome - Alada - e teria por objetivo "captar recursos humanos para atuar na área de Ciência e Tecnologia, e fazer link com empresas privadas na produção de satélites, de matéria de comunicações e comercialização". Essa dependeria de recursos da União e a proposta está em estudo no Ministério do Planejamento.
Um dos objetivos das novas empresas é criar condições legais para que os recursos obtidos com as tarifas aeroportuárias entrem diretamente nos cofres da Aeronáutica, sem passar antes pelo Tesouro Nacional.
"Podem dizer que estamos na contramão porque o governo quer reduzir (despesas). Mas existem empresas públicas e empresas públicas. Uma empresa votada para o controle do espaço aéreo é fundamental, porque ela assumirá certas responsabilidades que hoje são da Infraero e do Decea", disse o comandante, ao defender a proposta.
O brigadeiro Rossato lembrou que o tráfego aéreo no País cresce 10% ao ano. "Se ele cresce, e o nosso limite orçamentário permanece o mesmo, daqui a 20 anos todos os nossos recursos vão para o tráfego aéreo", prosseguiu o brigadeiro, citando que a FAB está buscando novos caminhos, como fazem as empresas privadas, com modernização de gestão, corte de 25% de pessoal em 20 anos.
"Precisamos evoluir ou morremos", comentou, insistindo que a empresa de tráfego aéreo teria recursos próprios, porque viveria de arrecadação de tarifas, que hoje vão para o caixa único e são submetidas a contingenciamento, dificultando os trabalhos no setor. No café da manhã com jornalistas, o brigadeiro Rossato fez também críticas às decisões governamentais dos últimos anos que, de acordo com ele, deixaram de olhar para o setor aeroespacial, duramente atingido em 2003, com a explosão na base de Alcântara, que matou pessoas que trabalhavam no setor e suspendeu o projeto do Veículo Lançador de Satélite. O comandante citou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese), voltado para área espacial, e que os demais países em desenvolvimento, inclusive dos Brics, estão focando isso, e o Brasil está "andando de lado".
A Argentina, observou, aplica dez vezes mais recursos nessa área do que o Brasil. Falou também do investimento da Índia, da ordem de US$ 1,1 bilhão por ano, com 17,5 mil pessoas trabalhando e 35 satélites em órbita, e lança satélite para o mundo inteiro. "Eles começaram iguais a nós, há 30 ou 40 anos atrás, e nós estamos aqui andando igual caranguejo, para um lado e para o outro, e não andamos para a frente. Falta o Brasil olhar para cima. Se o americano gasta dezenas de bilhões, o russo, o chinês e agora o indiano, precisamos fazer algo. Até o argentino gasta 10 vezes mais do que estamos gastando. Nós temos de olhar pra cima. Esse pessoal gasta este dinheiro não é à toa. Eles sabem da importância disso", justificou.
Para o comandante, o satélite que precisamos não é em um projeto como o norte-americano. "É mais simples. É ter um lançador e satélites de órbita baixa, para comunicações, sensores ópticos, satélite-radar, etc, para ter controle de fronteiras, nas águas nacionais e internacionais que temos de monitorar, para o meio ambiente, para a polícia", disse.
O brigadeiro informou ainda que, durante a Olimpíada, os israelenses, preocupados com questão de segurança, cederam ao Brasil, o uso de um satélite Eros B, para que as polícias tivessem acompanhamento do que estava acontecendo. O comandante reconheceu que terá de convencer o Congresso e o governo a ajudar a alocar estes recursos para este programa. "Temos de dar educação, saúde, mas precisamos de outras coisas também. Precisamos acordar para o mundo moderno", comentou.
Em sua fala, o comandante queixou-se ainda da demora em repasse dos recursos para a construção do caça Gripen e do KC 390. Segundo o brigadeiro, o financiamento de US$ 5 bilhões dados pelo banco sueco para o projeto deveriam ser repassados para a construção do caça.
"O financiamento foi dado. Precisaria ser liberado", disse ele, salientando que a Força Aérea precisa de R$ 1,5 bilhão ao ano para tocar o projeto e cumprir o pagamento dos compromissos assumidos com fornecedores e empresas envolvidos em toda a proposta. Esse dinheiro acaba indo para o Tesouro e fica contingenciado, atrasando o projeto. "Este ano não recebemos nada", desabafou o brigadeiro, que disse reconhecer as dificuldades enfrentadas pelo País, mas defende a liberação do dinheiro que é da FAB.
Jatos e autoridades
Sobre o uso de jatinhos por autoridades, o comandante da Aeronáutica informou que hoje que, por conta das dificuldades orçamentárias, metade dos 18 aviões destinados a essa finalidade estão parados e não têm previsão de voltarem ainda a voar.
Ele explicou que o atendimento aos pedidos de voos é por ordem de precedência de importância das autoridades e nos ministérios, por ordem de criação das pastas. E que quando não há avião, eles informam à autoridade ou, se possível, propõem voo conjunto.

REVISTA ISTO É


Militares discutem revisão da Estratégia Nacional de Defesa


O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, revelou hoje (22), que o Conselho Militar de Defesa está discutindo a atualização da Estratégia Nacional de Defesa. Sancionada em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia foi elaborada pelos então ministros da Defesa, Nelson Jobim, e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, com a colaboração de militares e especialistas. O planejamento tinha o objetivo de reestruturar as Forças Armadas, o complexo industrial de Defesa e o serviço militar, mas, segundo o brigadeiro, está sendo ajustado à nova realidade brasileira.
“A nossa Estratégia Nacional ainda contém uma [previsão de] expansão das Forças Armadas. Era aquele sonho do Brasil muito grande e que não chegou a todo aquele dinheiro. Nossa realidade nunca foi a estabelecida à época. Por isso, ela [estratégia] hoje está muito mais sintética, voltada para os pontos centrais das partes operacionais ou táticas”, disse Rossato antes de participar da reunião do Conselho Militar de Defesa. O colegiado é presidido pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e composto pelos comandantes da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
De acordo com o comandante da Aeronáutica, o projeto de reestruturação administrativa e organizacional da Força Aérea Brasileira (FAB), apresentado a jornalistas esta manhã, não se choca com as linhas gerais do que vem sendo discutido pelo Conselho Militar de Defesa.
As propostas do Comando da Aeronáutica para os próximos 25 anos, quando a Força completa 100 anos, prevem mudanças como a concentração de unidades administrativas, a otimização de processos e a diminuição dos quadros militares efetivos, com parte das funções passando a ser desempenhadas por um maior número de militares temporários. “A Estratégia é muito mais ampla, não entra nesse detalhamento”, comparou.
De acordo com o brigadeiro, as modificações propostas pela própria Aeronáutica levaram em conta aspectos conjunturais, como os limites orçamentários com as despesas discricionárias, o que incluiu horas de voo. Em 2016, o montante destinado à Força Aérea representou cerca de 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), sem considerar pagamento de pessoal, segundo Rossato.

Aeronáutica quer duas novas estatais


O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, defendeu na quinta-feira, 22, a criação de duas novas estatais. A primeira destinada às atividades de controle aéreo – que receberia parte dos serviços desenvolvidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica (Decea) e pela Infraero, que passa por uma reestruturação.
A segunda já tem nome – Alada – e teria por objetivo “captar recursos humanos para atuar na área de Ciência e Tecnologia, e fazer link com empresas privadas na produção de satélites”, segundo Rossato. Essa dependeria de recursos da União e a proposta está em estudo no Ministério do Planejamento.
Já a nova estatal para a controle do tráfego aéreo teria gestão financeira autônoma. Os recursos viriam das tarifas que os passageiros pagam quando viajam e que estão estimadas entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões para 2017. O problema é que a maior parte desses recursos vai para o caixa do Tesouro e acaba contingenciado, não chegando aos cofres da Força Aérea, a quem o serviço de controle do tráfego está subordinado.
Com a criação da estatal, os recursos iriam direto para o caixa da empresa, que manteria vínculo com o comando da Aeronáutica, com sede no Rio, onde já funciona o Decea.
A proposta do brigadeiro Rossato para a empresa de tráfego aéreo não acaba com os Cindactas – Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo nem desmilitariza o setor, que sofreu um apagão em 2006, durante a crise aérea.
A ideia é que o Decea continue comandando estruturas estratégicas, como os centros de controle de área e de aproximação das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte. Mas, em aeroportos de cidades menores, como Maceió, onde há uma torre de controle comandada pela Aeronáutica, o sistema de tráfego passaria para essa nova estatal.
Hoje, a Infraero presta serviços de navegação aérea em 60 cidades e localidades sendo que em 21 delas é prestado o serviço de controle de aeródromo (torre de controle). Nas demais, é prestado o serviço de informação de voo de aeródromo.
Pelos serviços de navegação aérea, a Infraero arrecadou, em 2015, cerca de R$ 404 milhões, que correspondem a 25% do total das receitas aeronáuticas. Essa nova estatal ainda não tem nome nem seu estudo foi encaminhado para o Ministério do Planejamento.
“Podem dizer que estamos na contramão, porque o governo quer reduzir (despesas). Mas existem empresas públicas e empresas públicas. Uma empresa voltada para o controle do espaço aéreo é fundamental, porque ela assumirá certas responsabilidades que hoje são da Infraero e do Decea”, disse o comandante, em café da manhã com jornalistas.
O brigadeiro lembrou que o tráfego aéreo no País cresce 10% ao ano. “Se ele cresce, e o nosso limite orçamentário é o mesmo, daqui a 20 anos todos os nossos recursos vão para o tráfego aéreo”, prosseguiu o brigadeiro, citando que a FAB está buscando novos caminhos, como fazem as empresas privadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AGÊNCIA BRASIL


Comandante da Aeronáutica quer criar estatal para controlar tráfego aéreo


Alex Rodrigues

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, revelou hoje (22), durante encontro com jornalistas em Brasília, que o governo discute a possibilidade de criar duas novas estatais. A primeira, ainda sem sugestão de nome, concentraria as atribuições de controle do espaço aéreo espalhadas entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A segunda - provisoriamente apelidade de Alada - absorveria profissionais qualificados que deixassem o serviço militar para continuar atuando no desenvolvimento de projetos de Ciência e Tecnologia.
“O estudo está pronto. Foi feito por força de uma portaria conjunta dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e agora está tramitando no Ministério do Planejamento”, disse Rossato durante a conversa com jornalistas.
Se aprovadas, as duas estatais poderão contratar militares e civis. A empresa que assumiria o controle aéreo teria fonte de recursos próprios, recebendo o valor correspondente a algumas das tarifas de serviços que empresas e usuários do transporte aéreo pagam a Infraero. Rossato estima que o valor anual destinado ao Decea pode chegar a R$ 2 bi – valor que costuma ser bloqueado pelos contingenciamentos do Orçamento, mas cuja projeção é de aumento, pois o tráfego aéreo tem crescido constantemente. O comandante da Aeronáutica acredita que é justamente essa a proposta com mais chances de ser aprovada mais rapidamente.
A outra empresa pública, a Alada, contrataria profissionais qualificados, principalmente na área de ciência e tecnologia, como, por exemplo, técnicos que deixassem a Força Aérea Brasileira [FAB]. E, nas palavras de Rossato, “faria um link com empresas privadas na produção de satélites e materiais e até mesmo na comercialização desses”.
Além das vantagens administrativas e operacionais apontadas pelo comandante da Aeronáutica, a criação das novas empresas favoreceria a Aeronáutica, já que a intenção é estabelecer mecanismos legais para que os recursos arrecadados sejam diretamente repassados aos cofres do Comando.
"Podemos achar que estamos na contramão do governo querendo reduzir [o número de estatais e as despesas], mas existem empresas públicas e empresas públicas. Entendemos que uma empresa pública voltada para o controle do espaço aéreo é fundamental, porque ela assumirá certas responsabilidades que hoje são da Infraero e do Decea", concluiu o comandante.

Comandante da Aeronáutica cobra mais investimentos em sistemas aeroespaciais


Alex Rodrigues

Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.
Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.
Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
“Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.
Projetos
No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.
“Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.
“Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”
O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.

Militares discutem revisão da Estratégia Nacional de Defesa


Alex Rodrigues

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, revelou hoje (22), que o Conselho Militar de Defesa está discutindo a atualização da Estratégia Nacional de Defesa. Sancionada em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia foi elaborada pelos então ministros da Defesa, Nelson Jobim, e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, com a colaboração de militares e especialistas. O planejamento tinha o objetivo de reestruturar as Forças Armadas, o complexo industrial de Defesa e o serviço militar, mas, segundo o brigadeiro, está sendo ajustado à nova realidade brasileira.
“A nossa Estratégia Nacional ainda contém uma [previsão de] expansão das Forças Armadas. Era aquele sonho do Brasil muito grande e que não chegou a todo aquele dinheiro. Nossa realidade nunca foi a estabelecida à época. Por isso, ela [estratégia] hoje está muito mais sintética, voltada para os pontos centrais das partes operacionais ou táticas”, disse Rossato antes de participar da reunião do Conselho Militar de Defesa. O colegiado é presidido pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e composto pelos comandantes da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
De acordo com o comandante da Aeronáutica, o projeto de reestruturação administrativa e organizacional da Força Aérea Brasileira (FAB), apresentado a jornalistas esta manhã, não se choca com as linhas gerais do que vem sendo discutido pelo Conselho Militar de Defesa.
As propostas do Comando da Aeronáutica para os próximos 25 anos, quando a Força completa 100 anos, prevem mudanças como a concentração de unidades administrativas, a otimização de processos e a diminuição dos quadros militares efetivos, com parte das funções passando a ser desempenhadas por um maior número de militares temporários. “A Estratégia é muito mais ampla, não entra nesse detalhamento”, comparou.
De acordo com o brigadeiro, as modificações propostas pela própria Aeronáutica levaram em conta aspectos conjunturais, como os limites orçamentários com as despesas discricionárias, o que incluiu horas de voo. Em 2016, o montante destinado à Força Aérea representou cerca de 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), sem considerar pagamento de pessoal, segundo Rossato.

JORNAL ZERO HORA


Esquadrão


Carolina Bahia

O Esquadrão Aéreo de Florianópolis será transferido para a Base de Canoas até o final do ano. A mudança faz parte de um plano de reestruturação da Força Aérea Brasileira em todo o país que será colocado em prática até 2041.

JORNAL ESTADO DE MINAS


Confirmado mais um caso de febre maculosa por contaminação na Pampulha

Paciente de 54 anos foi picado pelo carrapato-estrela em julho deste ano, quando passeava pela orla da lagoa. No início do mês, criança morreu com a doença depois de passeio no Parque Ecológico

Mais um caso de contaminação por febre maculosa na Pampulha foi confirmado na noite desta quinta-feira pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte. Trata-se de um paciente de 54 anos, funcionário da Aeronáutica, que teve contato com o carrapato-estrela na orla da lagoa. No último dia 4, um menino de 10 anos morreu depois de participar de excursão com grupo de escoteiros no Parque Ecológico Francisco José Lins do Rêgo Santos, na região.
Agora já são dois casos da doença confirmados na capital este ano, com uma morte; e 12 no estado, com quatro mortes. Há ainda dois pacientes internados no Hospital Eduardo de Menezes, no Barreiro, em BH. Por meio de nota, a SMSA informou que recebeu comunicado da Fundação Ezequiel Dias (Funed) com resultado positivo de exames para febre maculosa do paciente F.L.J, de 54 anos.
De acordo com F., os sintomas começaram em 17 de julho último, com febre, cefaleia, mialgia, inapetência, palidez e manchas na pele. Ainda conforme relato do paciente, ele encontrou carrapato aderido ao corpo quatro dias depois de um passeio na orla da lagoa. Passados mais 10 dias começaram os sintomas.
Por ser funcionário da Aeronáutica, ele buscou atendimento em hospital da corporação e relatou o contato com o parasita e os sintomas compatíveis com a doença, tendo recebido medicamento específico. O paciente encontra-se em bom estado de saúde e já retomou as suas atividades profissionais.
Nos últimos 10 anos, na capital, foram cinco casos confirmados de febre maculosa em moradores da cidade, com duas mortes. Ainda não há resultado para os exames dos dois pacientes internados no Hospital Eduardo de Menezes com suspeita da febre.
Pela manhã, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou dois novos casos da doença no estado. Um deles é o do funcionário da aeronáutica e no outro há uma investigação epidemiológica para definir o local da infecção.
Duas suspeitas de contaminação estão sendo investigadas em BH
No fim de semana, dois homens de 36 e 84 anos deram entrada no Hospital Eduardo de Menezes com suspeita da doença. O paciente mais novo é cozinheiro e mora na divisa com Sabará. Na noite da sexta-feira ele deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Nordeste com febre, manchas na pele e dor no corpo. O homem relatou ter sido picado recentemente por carrapatos.
Já o idoso mora em BH, mas estava em viagem pelo interior. Ele foi atendido na UPA Pampulha com febre, dor no corpo e manchas vermelhas. Relatou ter tido contato com cavalos na cidade de Guanhães, no Leste de Minas. Nenhum dos dois relatou ter ido à Pampulha, onde a doença vem sendo atacada em Belo Horizonte.
De acordo com a SES, os 12 casos da doença confirmados são em Tombos (1), Divinópolis (4), Chiador (1), Belo Horizonte (2), Antônio Dias (1), Senador Modestino Gonçalves (1) e Mathias Barbosa (1). Já as mortes foram registradas em Divinópolis (2), Belo Horizonte (1) e Antônio Dias (1).

JORNAL DE BRASÍLIA


Companhia brasileira oferece internet a bordo


Marcelo Chaves

A Avianca Brasil anunciou nesta quarta-feira, 21, que irá oferecer internet a bordo de seus voos. A comodidade foi implementada hoje e será gratuita pelos primeiros três meses. A companhia é a primeira da América do Sul a oferecer o serviço, que recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para utilizar conexão via satélite.
Durante o período gratuito, a empresa irá realizar pesquisas para definir o modelo ideal. O preço da internet após o fim da gratuidade ainda não foi definido mas diretores da companhia garantem que será acessível e que o valor poderá ser pago no próprio voo, por cartão de crédito.
A novidade é uma parceria com a Global Eagle Entertaiment (GEE) e poderá ser usada a partir de laptops, smartphones, tablets e demais dispositivos. Até o mês que vem, cinco aeronaves disponibilizarão de internet remota, que será implantada gradualmente na frota, com conclusão prevista para o fim do ano que vem. A prioridade são para as aeronaves que realizam rotas longas.

Livro sobre a operação de busca e resgate do voo 1907 será lançado em Brasília


Dez anos após a tragédia do voo 1907, a história da operação de busca, resgate e identificação das 154 vítimas do segundo maior acidente aéreo do Brasil é contada por seus protagonistas.
As condições adversas enfrentadas pelas equipes na selva amazônica, o sofrimento, a coragem, as tristezas e alegrias vividos por quase 800 profissionais, nos 54 dias da operação, são descritos pela jornalista Maria Tereza Kersul, em seu primeiro livro-reportagem.
A autora relata, em forma de diário, a logística, os desafios da mata fechada, os insetos, as altas temperaturas, as ações de brasileiros anônimos, jornalistas, autoridades civis e militares na operação inédita, no Brasil e no mundo, que envolveu mais de 60 organizações nacionais e internacionais.
A história da operação de resgate, apesar do sofrimento e tristeza que representa, é um relato de coragem e determinação. A batalha árdua e emocionante das equipes envolvidas é parte da história do Brasil e dos brasileiros que escreveram este capítulo.
Publicado pela Action Editora, o livro revela em suas 160 páginas e mais de 40 imagens como os integrantes da operação de busca e resgate alcançaram o objetivo maior deles: não deixar ninguém para trás.
Lançamento
Data: 29/09
Local: Salão Náutico do Clube da Aeronáutica, no Setor de Clubes Esportivos Norte.
Horário: 19h30

PORTAL R7


Aplicativo cria clube de "carona" para donos de avião

No Zephyrus Club, os proprietários podem oferecer poltronas livres e rachar as despesas

Juca Guimarães

Há um mês em testes, o aplicativo Zephyrus Club está inaugurando no Brasil um novo tipo de compartilhamento do uso de aviões e helicópteros particulares.
A ideia básica é que os proprietários de aeronaves cadastrem suas viagens, e a quantidade de poltronas livres, no aplicativos para que outros membros do clube disputem uma carona. A contrapartida é a divisão das despesas do voo.
Até agora, o aplicativo já tem 11 membros cadastrados que são proprietários de quatro aeronaves. Além da redução dos custos nos voos privados em aviões e helicópteros, os criadores do Zephyrus Club apostam na oportunidade de novos negócios como atrativo para o aplicativo. É o que ressalta o empresário Rodrigo Felismino, sócio do aplicativo.
— É uma oportunidade para conhecer outros empresários, fazer uma network, e ampliar os contatos. Um voo que seria inicialmente só o proprietário e o piloto pode se transformar numa promissora conversa de negócios
No cadastro da vaga, o proprietário informa o dia, destino e horário do voo. Assim como o valor que quer receber de reembolso parcial. "Um dia o meu sócio, Luiz Gouvêa, estava indo viajar e percebeu que seis aeronaves decolaram para o mesmo destino. Cada uma apenas com o dono e o piloto. Ele notou que era um disperdício grande e teve a ideia do aplicativo", disse Felismino.
Segundo as regras do aplicativo, o proprietário da aeronave recebe de forma sigilosa os dados dos interessados em pegar a carona e decide se aceita ou não. Uma vez confirmada a carona, são enviados os dados completos do caroneiro, com idade, peso e se tem bagagem, para que seja feito plano de voo.
Atualmente, no Brasil, 16.500 aeronaves de uso privado disputam o espaço aéreo brasileiro. A hora voo custa, em média, R$ 2.500. Para quem voa muito, dar carona pode significar uma economia de até 75% nos custos.
O aplicativo está sendo lançado oficialmente hoje, na 19ª Feira Internacional de Aviação, em Maringá (PR), que vai até o dia 24. Quem quiser conhecer melhor o funcionamento do aplicativo pode fazer um cadastro virtual, mesmo não sendo dono de avião ou helicóptero. Porém, para fazer parte do clube e se candidatar às vagas oferecidas é preciso comprovar a propriedade de uma aeronave.
Outra vantagem destacada pelos criadores do aplicativo é a preservação ambiental com a redução no número de voos. Dados da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral, 2015) apontam um total aproximado de 886,3 mil horas de voo dessas aeronaves no ano, levando a uma emissão média de 330,5 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Para compensar essas emissões, seria necessário o plantio de 1,5 milhão de árvores.
O lucro do aplicativo vem da taxa de 20% sobre o valor que o caroneiro paga por meio do cartão de crédito, assim como o valor referente ao rateio das despesas do voo.
— Não existe uma relação comercial entre o proprietário da aeronave e o sócio do clube. Tanto é que a decisão de aceitar ou não o compartilhamento é do dono do avião.
"Uber aéreo"
De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), só companhias aéreas e empresas de táxi aéreo podem oferecer voos comerciais no país, incluindo os voos panorâmicos.
O uso de aeronaves (aviões e helicópteros) particulares para compartilhamento com fins comerciais está em estudo na agência. O caso é visto como um novo modelo de negócio pela agência que "a princípio, não vê irregularidade na oferta feita por meio de aplicativo, desde que o serviço seja feito por empresas de táxi aéreo.
A polêmica é similiar ao embate entre os motoristas de táxis e os parceiros do aplicativo Uber em relação ao transporte de passageiros nas principais cidades do país.

PORTAL UOL


Governo quer ampliar nível de cobrança de pontualidade de voos


Rodrigo Viga Gaier

O governo federal quer aumentar o nível de cobrança sobre as empresas aéreas e aeroportos, deixando mais rígidos os critérios de pontualidade de voos, disse o diretor de gestão aeroportuária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Paulo Henrique Possas.
Atualmente, um voo para ser considerado pontual tem uma tolerância de até 30 minutos em relação ao horário programado para a partida, mas o objetivo agora é reduzir esse intervalo para 15 minutos. O novo prazo deve começar a valer em 2017.
"O mundo inteiro começa a mudar para 15 minutos, as empresas estão mais eficientes e a gente precisa diminuir em cima desses índices", disse Possas a jornalistas no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
De acordo com o representante do ministério, paralelamente a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) discute medidas que possam implicar em eventuais sanções e punições às empresas que não cumprirem os critérios de pontualidade.
Fonte: Reuters

PORTAL BRASIL


Aeroportos batem recorde de satisfação e pontualidade durante a Paralimpíada

Secretaria de Aviação Civil registra 91% de aprovação do passageiro no período do evento e 95,3% de pontualidade nos voos

A Secretaria de Aviação Civil divulgou, nesta quinta-feira (22), dados referentes ao índice de satisfação do passageiro com os aeroportos envolvidos diretamente na Paralimpíada Rio 2016.
Segundo os dados, o índice de aprovação foi o mais alto já registrado pela série histórica que mede a opinião dos viajantes. Em uma escala de 1 a 5, a nota média da avaliação alcançou 4,30, resultado melhor que o obtido durante a Olimpíada (4,27). Isso significa que 9 em cada 10 entrevistados consideram os aeroportos bons ou muito bons. Os números referem-se ao período de 1 a 19 de setembro, que compreende desde as chegadas até o pico de partidas do evento (dia 19). A pesquisa é realizada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
“Este foi o nosso grande trunfo, em especial no Galeão, Santos Dumont e Guarulhos: oferecer, nos aeroportos, que são entes públicos, a acessibilidade adequada. Preocupar-se com o cuidado, a prontidão, a ajuda profissional e irrestrita em cada etapa do embarque ou desembarque faz parte da nossa missão, que é, em suma, a de demonstrar respeito e realizar um atendimento digno a essas pessoas. E tenho a honra de dizer que entregamos isso a cada passageiro que chega ao aeroporto, seja para embarcar ou desembarcar”, afirma o diretor de Gestão Aeroportuária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Paulo Henrique Possas.
Para se ter uma ideia, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), embarcou cerca de 1 mil cadeirantes em um só dia, número 14 vezes maior que a média de dias comuns, com 70 passageiros em cadeiras de rodas. Ao todo, cerca de 3,3 mil passageiros em cadeiras de rodas passaram pelo terminal no período de 1º e 19 de setembro.
Durante esse período, os nove principais aeroportos do evento (Galeão, Santos Dumont, Guarulhos, Congonhas, Viracopos, Confins, Brasília, Salvador e Manaus) movimentaram 6,56 milhões de pessoas, sendo 440 mil provenientes de voos não regulares. Foram registradas ainda 28,2 mil partidas de aeronaves, o que representa uma média diária de 2,5 mil decolagens. Os números referem-se aos primeiros 20 dias de setembro.
Pontualidade
Apesar do fluxo especial de passageiros, a pontualidade dos nove aeroportos monitorados durante a operação especial nos Jogos Paralímpicos foi de 95,3%, bem acima da excelência prevista no planejamento do setor de aviação para o período. O governo brasileiro, por meio da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), trabalha com a meta de manter abaixo de 15% os atrasos de até 30 minutos do horário da partida dos voos.
A agilidade nos processos e operação teve grande contribuição de 75 estações de check-in remoto instaladas na Vila dos Atletas, uma espécie de “mini aeroporto” para procedimentos de check-in e despacho de bagagens. Sessenta e oito caminhões fizeram o transporte de 9,2 mil malas da família paralímpica diretamente para o Galeão somente nos dias 18, 19 e 20, utilizando canais exclusivos de inspeção e “aliviando” balcões de check-in e procedimentos de segurança de bagagens para os demais passageiros. A experiência do check-in remoto, pioneira do País, foi inspirada no sucesso de Londres 2012.
Olímpiada
O índice de pontualidade nos Jogos Olímpicos, de 94,8%, foi o segundo melhor já registrado em uma operação especial do setor de Aviação Civil no País. O resultado se refere ao período de 1° a 22 de agosto, que compreende dos principais dias de chegadas de torcedores, atletas e membros de delegações ao pico de movimentação dos aeroportos durante o evento esportivo.
Juntos, os aeroportos do Galeão e Santos Dumont, no Rio, e Guarulhos, em São Paulo, movimentaram aproximadamente 3,98 milhões de viajantes. Segundo uma pesquisa realizada diariamente pela Secretaria de Aviação nas áreas restritas dos aeroportos dos Jogos, a qualidade da oferta de serviços, atendimento, gestão e organização dos terminais foi aprovada por nove em dez passageiros entrevistados.
Segurança
Segundo dados da Polícia Federal (PF), para a operação foram designados 200 servidores extras, entre os dias 25 de julho e 23 de setembro, só para cuidar da área de imigração do aeroporto do Galeão, que teve tempo médio máximo de 1 minuto. Também foram implementados a identificação biométrica para passageiros estrangeiros. O equipamento utiliza como base o banco de dados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Durante o evento, 45 passageiros foram impedidos de desembarcar, devido à pendência de documentação e alertas da Interpol.
A polícia identificou 142 objetos abandonados dentro do complexo aeroportuário; 192 pessoas suspeitas foram abandonadas e entrevistadas pela PF e realizou 123 acompanhamentos de dignitários e VIPs.

PORTAL TERRA


La Fuerza Aérea Brasileña se achica en tiempos de crisis


Agencia Efe

La Fuerza Aérea Brasileña (FAB) anunció hoy un programa de reestructuración que implicará reducir su cuadro de oficiales en un 25 % en un plazo de 20 años y restricciones de otro tipo, forzada en parte por la grave situación fiscal del país.
El teniente brigadier Nivaldo Luiz Rossato, comandante de la FAB, explicó en rueda de prensa que la reforma está planteada desde hace dos años y apunta a "modernizar" y "optimizar" la gestión, pero al mismo tiempo reconoció que la situación económica de Brasil impone un recorte de gastos, pues "no hay dinero".
Rossato precisó que el presupuesto actual de la FAB está en torno del 0,41 % del Producto Interno Bruto (PIB) del país y que cerca de un 70 % se destina al pago de salarios del personal, con lo que se limita la capacidad de inversión.
En ese sentido, dijo que la FAB reemplazará progresivamente a los militares de carrera que se jubilen por lo que calificó de "personal temporal", que tendrá contratos por un plazo máximo de ocho años y se desempeñará sobre todo en las áreas administrativas.
De ese modo, se pretende reducir el cuadro de oficiales en un 25 % en las próximas dos décadas, lo cual será acompañado por nuevas inversiones en el área de tecnología, a fin de reforzar ese recorte de personal.
"Si se gasta más en tecnología, se puede tener menos efectivos" y "garantizar el cumplimento" de todas las tareas de vigilancia aérea y defensa que le corresponden a esa fuerza, indicó Rossato.
Entre esas tareas, está la vigilancia de los 8.500 millones de kilómetros cuadrados de espacio continental del país, más otros 3.500 millones de kilómetros cuadrados de plataforma marítima y 10.000 millones de kilómetros cuadrados sobre el océano Atlántico que le corresponden por acuerdos internacionales.
"Son en total 22.000 millones de kilómetros cuadrados" solamente para las labores de vigilancia, a las que se suman otras tareas a cargo de la FAB, como el control del tráfico aéreo en todo el país, explicó Rossato.
El comandante garantizó que ese plan de reestructuración también permitirá modernizar a la FAB, sobre la cual reconoció que está "tecnológicamente atrasada", lo cual la "hace más vulnerable".
A pesar del aprieto fiscal, Rossato dijo que la Fuerza Aérea insistirá en la necesidad de reactivar algunos planes paralizados por la falta de recursos, entre los cuales citó el programa espacial brasileño.
"Sabemos que es prioritario invertir en educación, en salud o en infraestructura, pero también es prioritario invertir en tecnología y en el área espacial", declaró el comandante, quien reconoció, sin embargo, que la FAB deberá "convencer" de eso tanto al Gobierno como al Congreso.
Rossato dijo que las actuales dificultades financieras de la FAB han atrasado el desarrollo del avión de carga y transporte militar KC 390, que está en manos de la empresa aeronáutica Embraer.
Con ese avión, Brasil pretende entrar en un mercado hasta ahora dominado por el Hércules C-130 estadounidense, pero su lanzamiento, previsto inicialmente para el año próximo, ya ha sido atrasado para 2018 debido a problemas presupuestarios.
El comandante también dijo que la FAB tiene 18 aviones ejecutivos para el traslado de autoridades del Gobierno y el Parlamento, pero indicó que actualmente nueve de esas aeronaves "están paradas" por esa misma falta de recursos para tareas de mantenimiento.

AGÊNCIA SENADO


Senado analisa nova lei de crimes de responsabilidade


Iara Guimarães Altafin

Estão em estudo no Senado duas propostas para uma nova lei de crime de responsabilidade, em substituição à Lei 1.079/1950, que orientou os processos de impeachment de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Editada há 66 anos, a norma em vigor é considerada ultrapassada, incompleta e parcialmente incompatível com a Constituição.
Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Alvaro Dias (PV-PR) são os autores dos projetos em análise, respectivamente PLS 210/2016 e PLS 251/2016. As proposições atualizam partes da lei em vigor e eliminam lacunas que motivaram seguidos recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o processo de impeachment concluído em agosto.
Em comum, os dois projetos ampliam o rol de autoridades passíveis de serem julgadas por crime de responsabilidade. A Lei 1.079/1950 é restrita ao presidente da República, aos ministros de Estado e do STF e ao procurador-geral da República.
Alvaro Dias incluiu o vice-presidente da República, os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o advogado-geral da União, juízes, membros do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público.
Além dessas autoridades, Ricardo Ferraço sugere que também possam ser responsabilizados governadores, vice-governadores e seus secretários. Os projetos tipificam crimes de responsabilidade para todas as autoridades relacionadas.
Descrição dos crimes
Os projetos preservam o conjunto de definições de crimes de responsabilidade de presidente e vice-presidente da República, ordenados em atos contra: a existência da União; a autonomia do Legislativo e do Judiciário; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração; a legislação orçamentária; e o cumprimento das decisões judiciárias.
Os autores tornam mais clara a redação de alguns dos atos considerados criminosos, já previstos na lei em vigor, além de explicitar e incluir outros. Alvaro Dias, por exemplo, sugere que seja considerado crime de responsabilidade obter vantagens indevidas e abusar de prerrogativas do cargo.
Inclui ainda como conduta criminosa oferecer vantagem indevida a parlamentares e aos membros do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e da Defensoria Pública.
O senador pelo Paraná também propõe como conduta passível de impeachment “estimular ou organizar a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático”.
Já Ricardo Ferraço inclui na lista de atos que configuram crime de responsabilidade a violação da autonomia do Ministério Público ou da Defensoria Pública.
Ferraço determina ainda que os crimes definidos na nova lei sejam puníveis “ainda que meramente tentados ou praticados de forma culposa”, ou seja, mesmo que resultado de imprudência, negligência ou imperícia, sem intenção ou dolo.
Abertura do processo
Os dois projetos mantêm como prerrogativa do presidente da Câmara dos Deputados recepcionar denúncia contra presidente, vice-presidente e ministros de Estado, mas explicitam que, em caso de indeferimento, cabe recurso ao Plenário, assinado por pelo menos um décimo dos deputados.
Para evitar a polêmica ocorrida no exame da denúncia contra Dilma Rousseff na Câmara, propõem incluir na lei as normas que foram adotadas para a composição e a eleição da comissão especial que analisa a denúncia: ser constituída por uma única chapa, formada por indicações das lideranças partidárias e eleita em Plenário por voto aberto.
Os autores também mantiveram a regra em vigor para aprovação da abertura de processo de impeachment: pelo menos dois terços dos deputados federais.
Os projetos acompanham decisão do STF quanto à admissibilidade do processo de impeachment: é prerrogativa do Senado, que poderá, por maioria simples, acolher a denúncia e instaurar o processo, ou rejeitá-la e enviar a acusação ao arquivo.
Conforme as propostas, passará a constar da nova lei a regra de afastamento do presidente da República, por até 180 dias, a partir da admissibilidade da denúncia pelo Senado, como previsto na Constituição. Pela Lei 1.079/1950, o afastamento deveria ser determinado já na aprovação pela Câmara dos Deputados.
Ritos
Os dois projetos também incluem na nova lei procedimentos e prazos para a tramitação do processo instaurado, tanto para a fase de análise pela comissão especial do Senado como nas duas votações em Plenário.
Pelo fato de a legislação em vigor não explicitar boa parte desses ritos, muitos procedimentos adotados no impeachment de Dilma Rousseff - como prazos, número de testemunhas e momentos para manifestação da acusação e da defesa - foram definidos a cada etapa, com base na experiência anterior, do impeachment de Fernando Collor, e em normas do Código de Processo Penal (CPP).
A nova lei, conforme os projetos em exame, seguirá as regras vigentes para a conclusão do processo: julgamento final pelo Plenário do Senado, com pelo menos dois terços da composição da Casa para o afastamento definitivo do acusado. Caso contrário, o presidente afastado retornará ao cargo.
As propostas preveem que a sessão de julgamento seja presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), como ocorreu no processo contra Dilma, mas Ricardo Ferraço sugere incluir na lei a pergunta a ser enunciada aos senadores: “Cometeu o acusado o crime que lhe é imputado e deve ser condenado à perda do seu cargo e inabilitação para exercício de qualquer função pública por oito anos?”.
Nenhum dos projetos trata da possibilidade de duas votações, uma para a perda do cargo e outra para o impedimento do exercício de função pública, como ocorreu no julgamento de Dilma Rousseff.
Governador
No PLS 210/2016, Ricardo Ferraço trata das normas para denúncia e julgamento de governadores e vice-governadores, que poderão ser processados se praticarem os atos definidos no projeto de lei como crime de responsabilidade para presidente da República.
Para prosperar, a denúncia deve ser aceita pela Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa do Distrito Federal, por maioria absoluta, levando ao afastamento temporário do governador.
O julgamento, conforme a proposta, estará a cargo de um tribunal composto de cinco membros do legislativo e cinco desembargadores, sob a presidência do presidente do Tribunal de Justiça local, que terá direito a voto em caso de empate.
A condenação dependerá do voto de pelo menos dois terços dos membros do tribunal.
Os dois projetos de lei aguardam designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Aeronáutica quer reduzir até 25% do pessoal em 20 anos


Rubens Valente

Com restrições orçamentárias e desafios tecnológicos pela frente, como superar a paralisia do programa espacial, a Aeronáutica quer reduzir até 25% o número de oficiais e de graduados num horizonte de 20 anos, baixando-os de 20 mil para 14,4 mil militares.
Como parte do plano, a Aeronáutica desencadeou uma série de medidas administrativas, incluindo desativação de bases aéreas, substituídas por "alas", um processo de reestruturação e centralização de assuntos administrativos que deve ser concluído até o último dia de dezembro deste ano.
A Força também iniciou os movimentos para criar duas empresas públicas, uma voltada para tecnologia aeroespacial e outra para controle aéreo.
As informações foram dadas pelo comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, em entrevista à imprensa em Brasília nesta quinta-feira (22).
O brigadeiro defendeu que o Brasil passe a enfrentar um dos principais gargalos do setor, a política espacial. Ele contou que esteve na Índia na semana passada e concluiu que o país investe US$ 1,1 bilhão ao ano no setor, emprega 17,5 mil pessoas e mantém 35 satélites em órbita.
A título de comparação, a lei orçamentária de 2015 separou R$ 323 milhões para a AEB (Agência Espacial Brasileira). Em 2016, são R$ 159 milhões.
"Eles [indianos] começaram igualzinho a nós 30 ou 40 anos atrás. Nos estamos aqui andando igual caranguejo, para um lado e para o outro e não andamos para frente. Falta ao Brasil olhar para cima. Se o americano gasta dezenas de bilhões de dólares, o russo, o chinês e agora o indiano... Até o argentino gasta em torno de dez vezes mais do que nós estamos gastando hoje. Esse pessoal gasta esse dinheiro não à toa, ele sabe a importância disso", disse o comandante.
Rossato argumentou que os satélites necessários ao Brasil são "mais simples, de órbita baixa", voltados para comunicações e monitoramento de meio ambiente e segurança pública.
O brigadeiro revelou que, devido às deficiências brasileiras, uma empresa israelense se ofereceu e cedeu imagens para monitoramento da segurança nas Olimpíadas de um satélite Eros-B. A cerca de "600 km ou 700 km" de altura, o satélite tinha capacidade de resolução de 60 centímetros e foi usado por militares e policiais brasileiros, após um treinamento em Israel.
ALAS
Segundo o comandante, a reestruturação administrativa da Aeronáutica é estudada desde 2014, começou a ser implantada desde sua chegada ao comando, em janeiro de 2015, e não foi influenciada pela posse do presidente Michel Temer após o impeachment de Dilma Rousseff. O planejamento foi feito por considerar que 2016 marca o início da "quarta geração" da história da Aeronáutica, que completará 100 anos em 2041.
O brigadeiro afirmou que a redução previsto de até 25% de oficiais e graduados não afetaria as atividades da Força. O princípio básico das reformas é "a redução total das despesas de atividades-meio e a [consequente] ampliação do limite de despesas para custeio, investimento e atividades-fim". As duas principais metas são "a concentração das atividades administrativas e a reestruturação organizacional". Foi criado um órgão para gerencia toda a parte administrativa, separando do operacional.
"Ou nós nos adaptamos aos novos tempos ou nós simplesmente não existimos em termos de poder aéreo e de capacidade dissuasória", disse Rossato. "Se não tomarmos alguma atitude aqui, em alguns anos nós vamos usar todo o recurso para cuidar do nosso umbigo e, para nossa missão, não vamos ter recursos para fazer", afirmou o comandante.
O brigadeiro informou que a Aeronáutica está substituindo os comandos aéreos regionais, até então localizados em Manaus (AM), Belém (PA), Recife (PE), Rio, São Paulo, Portgo Alehgre (RS) e Brasília, por seis ou sete alas, formadas basicamente por comandante, e grupos de "suporte operacional, logístico, segurança e defesa".
"As atividades administrativas estão sendo passadas para outros órgãos e as bases serão operacionais. Estamos criando alas, ou "wings", como todo mundo lá fora já usava e nós não usávamos", disse o brigadeiro.
"Quando nós concentramos unidades áreas e administrativas, há uma redução de quantidade de gente. Não existe redução da capacidade operacional, mas de gente, sim."
O brigadeiro negou, porém, que as antigas bases serão fisicamente interditadas. "Vamos manter aquelas bases porque podemos utilizar para alguma atividade no futuro, qualquer emergência que exista."

OUTRAS MÍDIAS


FOLHA VITÓRIA (ES)


Mais voos e lojas: saiba tudo o que pode mudar no Aeroporto de Vitória com possível privatização

Questionado sobre a possibilidade, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, explicou apenas que está estudando uma nova alternativa para o setor aéreo
Nas últimas semanas, aumentaram os rumores de que o Aeroporto Eurico Salles de Aguiar, em Vitória, pode ser privatizado no próximo ano. Questionado sobre a possibilidade, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, explicou apenas que está estudando uma nova alternativa para o setor aéreo, que será apresentada e aprovada pelo Conselho de Programa de Parcerias e Investimentos.
Sobre as transformações que acontecem nos aeroportos privatizados, como Confins (Belo Horizonte) e Viracopos (Campinas), o professor de transporte aéreo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Alessandro Oliveira, explica que as mudanças são recebidas de forma benéfica pelos passageiros, como aumento no número de voos e lojas.
“A privatização tende a melhorar a gestão dos aeroportos, trazendo investimentos, melhorias e expansão. No ITA temos alguns estudos que mostram que a demanda foi alavancada nos aeroportos da primeira rodada de concessão, que foi Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Brasília. Esses aeroportos tiveram um plus, um aumento acima da economia e das condições do transporte aéreo, significando que provavelmente as companhias aéreas viram o caráter estratégico do aeroporto, colocaram mais vôos, reduziram as tarifas, fizeram mais propaganda e promoções. Com isso, os vôos se tornaram mais visíveis e os passageiros voaram mais. Esse acréscimo de demanda é benéfico não só para o aeroporto, que gera receita, mas para a cidade como um todo”, afirma o especialista.
O professor esclarece que a privatização pode acontecer por dois motivos: expansão ou melhoria da gestão. No Brasil, segundo ele, os aeroportos são privatizados na maioria das vezes porque o Estado perdeu a capacidade de fazer investimentos.
“O principal motivo em geral é a expansão ou a melhoria da gestão, depende de cada caso. No caso do brasileiro, em geral, acontece porque o Estado perdeu a capacidade de fazer investimento e ele procura investidores interessados no ramo. Em ambos os casos, é possível se dizer que a experiência pode ser um sucesso e pode trazer melhorias na gestão. No que diz respeito principalmente à gestão, o privado tem uma certa liberdade em buscar novos negócios, tanto na área aeronáutica quanto na área comercial. Na área aeronáutica, ele vai atrás de novas companhias aéreas, dialoga melhor com as companhias existentes e, eventualmente, os arranjos produtivos são melhores desenhados de maneira que as empresas se interessem mais pelo aeroporto. Do ponto de vista comercial, ele pode e deve ir atrás de mais receitas comerciais porque isso vai permitir que ele dilua os custos dele. Quanto mais receita comerciais, melhor”, explica Oliveira.
O especialista ainda afirma que a tendência é que o aeroporto privado se torne mais próximo de um shopping do que quando ele é público. Para ele, a longo prazo se percebe uma melhor gestão, novas facilidades, instalações e lojas, que acabam agradando o passageiro.
Resultados em terminais aéreos que já estão sob concessão:
Aeroporto de Guarulhos
- Área dos terminais: passou de 191.540 m² para 387.109 m²
- Capacidade dos terminais: de 30 milhões pax/ano para 48 milhões pax/ano
- Capacidade dos pátios de aeronaves: de 79 para 123 posições
- Pontes de embarque: 25 para 45
- Balcões de check-in: 320 para 362
- Vagas de estacionamento: 3,9 mil para 9 mil vagas
- Lojas: 102 para 223
Aeroporto Internacional de Belo Horizonte
- Capacidade de passageiros: com a inauguração do novo Terminal 2 no final deste ano, a capacidade será de 22 milhões de passageiros/ano. Antes da concessão, a capacidade do Aeroporto era de 10 milhões de passageiros/ano. Em setembro de 2015, a concessionária iniciou a operação do Terminal 3, que ampliou a capacidade do Aeroporto para a capacidade atual de 14 milhões de passageiros/ano.
- Investimentos: até o final de 2016, a BH Airport irá investir R$ 750 milhões na construção do novo Terminal 2, que irá ampliar a capacidade do Aeroporto para 22 milhões de passageiros/ano. A BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de BH, já investiu, desde agosto de 2014 (início da concessão), mais R$ 230 milhões, em obras e melhorias na estrutura aeroportuária do Terminal 1.
- Número de lojas: passou de 65 para 82 lojas.
- Pontos de embarque: vai passar de 9 para 26 pontos
Aeroporto Internacional Tom Jobim (Rio/Galeão)
O que mudou desde o início da operação, em 2014, até as Olimpíadas, em 2015.
- Pontes de embarque: 32 para 58
- Pátio de aeronaves: 500 mil m² para 760 mil m²
- Área de Duty Free: 4 mil m² para 8 mil m²
- Área de Salas Vip: 2 mil m² para 6 mil m²
- Balcões check-in no terminal 2: 111 para 174
- Área comercial: 10 mil m² para 24 mil m²
- Área total de terminais de passageiros (terminais 1 e 2 e Píer Sul): 280.000 m² para 416.000 m²
- Companhias aéreas: 22 para 27
- Edifício Garagem: 1 mil para 3 mil vagas
Obras no Aeroporto de Vitória
As obras do Aeroporto de Vitória estavam paralisadas desde 2008 e foram retomadas no ano passado. Após mais de 10 anos de atraso, o novo aeroporto deve ficar pronto em 2017 e recebeu um investimento de R$ 523,5 milhões.
De acordo com a Infraero, o atual terminal de passageiros do Aeroporto de Vitória tem 5.500 m². São 15 pontos comerciais, duas esteiras de restituição de bagagens e 565 vagas de estacionamento de veículos. O aeroporto possui apenas uma pista de pousos e decolagens. As obras em andamento contemplam a construção de nova pista, sistemas de pistas de taxiamento e pátios, além do novo terminal de passageiros.
No momento, a obra do novo terminal de passageiros recebe os serviços de fundação e estruturas e de instalações elétricas/eletrônicas e hidrossanitárias. Já foram executadas a colocação de 100% das 500 estacas e 100% dos 138 blocos de concreto, totalizando um volume de mais de 5,600 mil m³ de concreto.
Parte dos pilares e vigas já está no canteiro de obras e foi iniciada a montagem da estrutura do terminal. Foram executadas a instalação de 50% das tubulações subterrâneas e do nivelamento do pavimento. Estão sendo assentados os pré-moldados de piso.
Já a pista está recebendo serviços de terraplenagem, drenagem, pavimentação e sistemas de navegação aérea. As outras intervenções, como evolução das frentes já citadas e a parte de comunicação visual, paisagismo e estacionamento de veículos, deverão ser desenvolvidas ao longo deste ano e de 2017. O mesmo vale para as frentes de trabalho da nova pista.
A Infraero não comenta a possibilidade de concessão do aeroporto.

DIÁRIO DO SERTÃO (CE)


Senador Deca vai à ANAC e cobra celeridade para homologação do aeroporto de Cajazeiras.

O que a Anac quer, é trazer para o Brasil o modelo low cost, porém atualmente ainda não é possível adotar porque a regulação brasileira não permite.
O senador Deca (PSDB-PB) manteve audiência com o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ricardo Botelho e cobrou celeridade no processo de homologação do aeroporto do município de Cajazeiras. A reunião aconteceu nesta quarta-feira, dia 21, na sede na Anac, em Brasília.
O presidente da Agência que regula a aviação civil no Brasil assegurou que no último dia 2 de setembro foi apresentada a documentação requerendo a inscrição cadastral de aeródromo público (homologação) e que o Comando da Aeronáutica já se pronunciou com um parecer positivo.
“Com o parecer positivo da Aeronáutica, o próximo passo, é fase de análise e inspeção local. Na inspeção in loco será constatado se todos os equipamentos e infraestrutura do aeroporto estão de acordo com as normas exigidas pela Anac, tais como a macro tamanho e textura da pista, distanciamento das hastes, entre outras exigências. Mas, o que eu posso garantir ao senador, é que vamos procurar ter o máximo da celeridade”, se comprometeu Ricardo Botelho.
Regionalização
No encontro, também, foi discutido sobre uma aspiração de todo o sertão paraibano, que a viabilização de um projeto de integração regional que possa oferecer ligação aérea direta para o interior do estado. “O que eu defendo é que possamos promover o desenvolvimento econômico regionalizado com fins de favorecer os negócios e potencializar o turismo e temos um grande potencial ainda inexplorado em vários municípios paraibanos além de Cajazeiras, a exemplo de Patos e Sousa”, idealizou Deca.
O Presidente da Anac corroborou com o pleito do senador paraibano apresentando como solução as companhias low cost (baixo custo), que tem um modelo baseado em custos unitários substancialmente inferiores relativamente aos outros tipos de companhias aéreas (tradicionais e charter), o que permite praticar preços reduzidos, sendo esta a sua principal vantagem competitiva face às restantes companhias aéreas.
O que a Anac quer, é trazer para o Brasil o modelo low cost, porém atualmente ainda não é possível adotar porque a regulação brasileira não permite, mas até o final do ano, segundo Botelho, está previsto uma mudança.
“Isso será um ganho para o consumidor e para o país. Uma das linhas de mudança que estamos querendo trabalhar é aviação regional e aeronaves menores se desenvolvam para poder levar a população para os locais”, garante Botelho.
O senador Deca saiu da reunião bem confiante: “a aviação hoje não é uma questão de luxo como já foi no passado. Hoje, a aviação é deslocamento para a população brasileira. Regionalizar e fazer com as pessoas do interior tenham a possiblidade é um processo de democratização necessário para alavancar a economia e o desenvolvimento local”, finalizou Deca.
Fonte: Assessoria do senador Deca (PSDB-PB).

SITE CENÁRIO (MT)


Aluna da rede estadual de Mato Grosso participa de projeto da Nasa

Com o apoio e incentivo da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Seduc-MT), a aluna Maria Gisllany Bezerra da Silva, 18 anos, e a professora de Física, Silvana Copceski, embarcaram nesta quarta-feira (21.09) para os Estados Unidos onde vão conhecer a Agência Espacial Americana (Nasa), situada da cidade de Houston. Elas são da Escola Estadual 13 de Maio, de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá). 
Premiada no concurso internacional de redação “Cassini: Cientista por um Dia”, promovido pela Nasa, Maria foi convidada para conhecer a agência pelo seu empenho em pesquisas espaciais, junto com a professora orientadora. Apenas duas equipes brasileiras participam do programa “Missão X: Treina como um Astronauta”, da Nasa. 
Antes de embarcarem, elas estiveram no gabinete do secretário de Educação, Marco Marrafon, para agradecer o apoio da Seduc e falarem sobre a expectativa da viagem. “Estava ansiosa, com medo de algo dar errado. Mas deu tudo certo graças à equipe da Seduc que prontamente nos atendeu, nos ajudou e possibilitou a realização desse sonho”, disse a estudante.
O secretário Marrafon parabenizou a dupla e reforçou que a Seduc apoia e incentiva iniciativas como essa, que visam o conhecimento e a inovação no ensino público. “Ver um aluno da rede estadual se destacando dessa forma, participando de um programa de tanta relevância como esse, é motivo de orgulho para nós. É inspirador e exemplo para todos os estudantes que sonham em desenvolver projetos nessa área”, afirmou. 
Sonho
Maria sonha em ser astronauta e, para isso, quer aprimorar o inglês com um intercâmbio e conquistar as graduações de Comandante de Avião e Bacharelado em Física. Pensando na formação, a estudante, que é filha de um operador de máquinas e uma dona de casa, almeja conquistar bolsas de estudo. Atualmente ela participa de aulas de inglês.
Apesar das dificuldades que enfrenta, Maria se emociona por estar pavimentando um caminho para outros estudantes. Ela relata que recentemente recebeu a carta de uma estudante de Tangará da Serra agradecendo por ela dividir o conhecimento sobre o espaço. “Eu conheci meu ídolo, o tenente coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço. Agora, vou para Nasa e estou certa de que a próxima conquista é o espaço. E é isso que passo para os estudantes”, afirma.
Cronograma
Nesta quinta (22.09) aluna e professora conhecem o Centro Espacial da Nasa em Houston, no Texas. Elas terão experiências como utilizar o simulador espacial e interagir com astronautas.
Entre os dias 24 e 29 elas estarão em Washington, onde irão conhecer um rádio telescópio voltado para pesquisas espaciais. O equipamento proporciona a visualização do céu profundo, a lente do rádio telescópio alcança objetos espaciais muito distantes. Ainda em Washington elas conhecerão o maior Museu de Ar e Espaço do mundo. 
Projeto Novo Horizonte
Maria e Silvana conduzem de forma voluntária, desde 2012, o projeto Novo Horizonte no qual apresentam com o auxílio de um telescópio amador, um novo ponto de vista sobre o universo, aos estudantes. 
Para a professora, o projeto despertou interesse nos jovens pelas aulas de matemática, química e física. “Os alunos tinham o interesse nesses temas, mas não entendiam nada. Agora, as turmas do projeto com palestra e visualização com telescópio ficam apertadas”, conta a professora Silvana. 
Outra iniciativa da qual participam, é o projeto Missão X da Nasa. Elas são as únicas representantes da ação em Mato Grosso, que tem apenas mais uma equipe no Brasil, no Rio de Janeiro, apesar do programa estar presente em 29 países. O projeto tem o objetivo de levar ao aluno a rotina do astronauta e a vida no espaço.

PORTAL R3 (SP)


Duatlhon em São José terá participação de equipes do Cavex e Força Aérea

No próximo domingo, dia 25, o Cavex – Comando de Aviação do Exército Brasileiro e a AFA – Academia da Força Aérea serão representados por suas equipes na disputa da 2ª etapa do Duathlon do Vale, em São José dos Campos.
Participante desde 2011, a equipe do Cavex Taubaté será representada por nove atletas nas categorias MTB e Speed individual.
Destaques da equipe são os campeões da 1ª etapa realizada no mês de maio. Na prova de MTB, o sargento Anderson Barros sagrou-se campeão na categoria (45 a 49 anos) e o tenente Welinton Virglio Rivoli na categoria (50 a 54 anos). Já na categoria Speed Yasmin Mansur Moreira ficou com a segunda colocação na categoria entre 25 e 29 anos.
Para a disputa da próxima etapa, os atletas da equipe Cavez Taubaté têm focado seus treinos individuais através de planilhas individualizadas para cada objetivo.
Na reta final dos treinamentos, a equipe também tem intensificado os treinos com simulados da prova dando ênfase nas transições. Os simulados acontecem no Complexo do Cavex.
Também estará presente no evento, a equipe da AFA – Academia da Força Aérea, da cidade de Pirassununga (SP). Tetracampeões em competições entre as Forças Armadas (NAVAMAER) a equipe estará presente nas provas com a participação de setes atletas na categoria individual. Alguns dos integrantes vão disputar a prova de Duathlon pela primeira vez.
A 2ª etapa do Duathlon do Vale e Corrida super 5k acontece no domingo (25), na Avenida Senador Teotônio Vilela, conhecida como Avenida Fundo do Vale no centro de São José dos Campos (SP).
Provas – A primeira largada será às 7h30, para os atletas da Corrida Super 5k e Caminhada 4km. Já a prova de Duathlon, nas categorias Speed e MTB, terá largada às 9h, com percurso de 5km (corrida) + 20km (ciclismo) + 2,5km (corrida). A Corrida Super 5k terá supervisão da Federação Paulista de Atletismo (FPA) e a prova do Duathon, com supervisão da Federação Paulista de Triathlon (SPTri).
Ação Beneficente – A 2ª etapa do Duathlon do Vale e Corrida Super 5k – 2016 promoverá também uma Ação de Responsabilidade Social.
A organização recolherá no dia do evento, doações dos participantes de 1kg de alimento não perecível que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade da cidade que encaminhará as doações à entidades beneficentes.

AEROFLAP


Equipe da Esquadrilha da Fumaça faz intercâmbio na LATAM Brasil

Em busca de intercâmbio e aperfeiçoamento técnico constante, quatro integrantes da Esquadrilha da Fumaça visitaram as instalações da LATAM Linhas Aéreas Brasil e Airship do Brasil Indústria Aeronáutica Ltda (ADB), localizadas em São Carlos, no interior de São Paulo, no período de 12 a 15 de setembro.
A visita, conduzida pelo Chefe da Seção de Material da Fumaça, Major Especialista em Aviões Márcio Aparecido Tonisso, foi composta pelos seguintes técnicos de manutenção de aeronaves: 2º Sargento Gustavo Fabrício Pavani, 2º Sargento Gustavo Luís Ament e 2º Sargento Caio Augusto Godoy.
A equipe visitou, especificamente, o Centro de Manutenção, Revisão e Operações Técnicas, conhecido como MRO (Manutenção, Reparos e Operações) da LATAM. “Foi possível identificar a excelência das atividades desenvolvidas nesse MRO. Dentre as diversas tarefas, realizadas nas 24 oficinas existentes, ficou evidente a capacitação para executar os serviços de inspeção, teste, manutenção, modificação, reparo e revisão das aeronaves operadas pela LATAM, bem como de outros aviões de empresas que contratam os serviços desse Centro”, ressaltou o Major Tonisso.
Além disso, também foi observada a utilização de bancadas de teste em todas as oficinas (bancada de teste é uma ferramenta de apoio que permite testar a funcionalidade dos equipamentos como se eles estivessem sendo usados em uma aeronave). Como exemplo, na oficina eletrônica, são três bancadas de Testes de Equipamentos Aviônicos (ATEC), incluindo duas do modelo ATEC Series 6 e uma do modelo ATEC 5000, com mais de 50 Test Program Set (TPS) para avaliar uma grande diversidade de componentes desses sistemas integrados nas aeronaves.
Foi devido a esse grande reconhecimento da LATAM no âmbito da manutenção aeronáutica em geral que a Seção de Material do EDA realizou esse intercâmbio. A sugestão da visita foi assessorada por instrutores do curso de Gestão de Manutenção de Aeronaves do Instituto Federal de São Paulo de São Carlos (IFSP) durante intercâmbio técnico pedagógico ocorrido em julho deste ano.
Também na LATAM, os técnicos da equipe puderam aprofundar o conhecimento no uso de boroscópios (equipamentos usados para realizar inspeções visuais remotas), abrangendo os recursos funcionais pouco conhecidos que foram apresentados, para aplicarem o aprendizado no manuseio dos equipamentos utilizados pelas equipes de manutenção do Esquadrão.
Além da visita às instalações das oficinas, hangares de manutenção e suas adjacências, também foi possível visitar as instalações da Estação de Tratamento de Efluentes, onde foi observado o grande comprometimento da empresa em manter um nível elevado de cuidado com os dejetos industriais produzidos. Dessa forma, elimina-se a toxidade e o poder de contaminação, com descarte apropriado e certificado, contribuindo com a preservação do meio ambiente.
Segundo o Major Tonisso, durante a visita a Airship, a equipe identificou o extremo cuidado utilizado nas atividades especializadas no desenvolvimento e fabricação de aeronaves, utilizando tecnologias mais leves que o ar. A atuação da empresa compreende a criação de produtos e implementação de serviços, envolvendo aeróstatos (aeróstato é a designação dada às aeronaves mais leves que o ar), dirigíveis e balões-guindaste. “As aplicações dessa tecnologia aeronáutica incluem a prestação de serviços de apoio logístico, segurança, vigilância, publicidade, geofísica aérea, meteorologia, meio ambiente e outras finalidades”. A Airship é pioneira no Brasil nessa modalidade operacional.
“Nós da Fumaça ficamos muito agradecidos pela oportunidade disponibilizada e parabeniza essas empresas pelo alto padrão apresentado nos níveis técnicos e de gestão”, finalizou o Major Tonisso.

DEFESA E SEGURANÇA (RJ)


Conheça o cronograma de mudanças da Força Aérea Brasileira

O cronograma de ações prevê mudanças a partir de 1º de janeiro de 2017 na Força Aérea Brasileira (FAB), divulgou nesta quinta-feira, 22, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato. Os Comandos Aéreos Regionais de Manaus, Brasília e Canoas serão extintos em 31 de dezembro deste ano. E no final de 2017, os de Belém, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. As tarefas administrativas passarão a ser desempenhadas por outros órgãos da Aeronáutica.
Na parte operacional, serão criadas Alas, uma para cada região do Brasil. Elas farão o trabalho de coordenação operacional das unidades sediadas sob sua jurisdição. “As vantagens estão na concentração do planejamento e controle operacional. As Alas serão órgãos de execução com a melhoria dos processos de desenvolvimento da doutrina de emprego. Hoje, não se separa o avião de transporte, de reconhecimento, de patrulha, de transporte. Tem que trabalhar junto”, afirma o comandante.
Algumas unidades aéreas serão transferidas, como é o caso do Esquadrão Phoenix (2º/7º GAV), que opera o P-95 M Bandeirulha, com o objetivo de concentrar as unidades aéreas em bases operacionais. O grupo vai migrar de Florianópolis (SC) para Canoas (RS). “A concentração não vai reduzir a capacidade operacional”, enfatizou o Comandante.
Fases
De acordo com o brigadeiro, a primeira geração da FAB foi demarcada no período de 1941 até 1966, quando a Força Aérea se consolida como uma nova Força Armada do País, principalmente pelo aspecto da integração nacional – que exigia muito do transporte aéreo. O Campo dos Afonsos, berço da aviação militar, e a Base Aérea do Galeão foram recebidos do Exército e da Marinha pelo então Ministério da Aeronáutica.
Os anos 1966 até 1991 ficam marcados com o surgimento do sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SISDACTA), que privilegia um modelo de uso compartilhado da rede de radares e controle. Outro fato que marca esta segunda geração é o surgimento da indústria aeronáutica no país, decorrente da criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA) na década de 1950.
A terceira geração é delimitada entre os anos de 1991 até 2016, quando se acentou o uso de comando e controle, decorrente das novas tecnologias que passaram a ser utilizadas. Especialmente, a partir da experiência da guerra do Golfo pela velocidade e coordenação que exigia, quando o poder aéreo foi preponderante. Nesse período, a FAB expandiu a modernização das suas aeronaves, como é o caso do F-5, C-95, C-130 e adquiriu novos vetores, como é o caso do A-29 Super Tucano, P-3 AM, H-60 Black Hawk e AH-2 Sabre.
Para os próximos 25 anos, até 2041 – quando a FAB completará 100 anos –,desenha-se a quarta geração do poder aéreo. Esta fase deve ser marcada pela capacidade dissuasória. De acordo com o Comandante, integrar a nação – algo que marcou o início da FAB – permanece forte na missão da instituição, especialmente sobre o apoio na região amazônica.

DEFESA E SEGURANÇA (RJ)


FAB quer diminuir efetivo militar e aumentar carreiras temporárias

Nos planos da FAB para os próximos 20 anos, está a redução do efetivo de carreira. O número de graduados cairá em 24% e o de oficiais em 25,9%. As funções serão desempenhadas por militares temporários. Os profissionais já formados são selecionados na própria região e podem ficar até oito anos da FAB.
“Estamos trabalhando na modernização da Força Aérea. Certamente, qualquer estrutura, seja civil ou militar, está constantemente em evolução. Nós precisamos disso para não parar no tempo”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, sobre o trabalho que ganhou ênfase desde o último ano. “Por causa (da evolução, da modernização) dos meios aéreos, do armamento, das comunicações, temos que ficar com foco sempre no futuro”, complementou.
Os estudos para as modificações consideraram aspectos conjunturais, como os limites orçamentários do Comando da Aeronáutica com as despesas discricionárias, o que incluiu horas de voo. Em 2016, o montante ficou em torno de 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), sem considerar pagamento de pessoal. O valor de investimento e custeio foi outro aspecto. O investimento na ordem de R$ 6,5 bilhões que, inicialmente, havia surgido como um aporte extra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), acabou incorporado ao orçamento existente da instituição. Além disso, foi considerado o crescimento contínuo do sistema de controle do espaço aéreo dos últimos anos, entre 5 a 10% ao ano, e das despesas obrigatórias, que envolvem benefícios assistenciais e transferências de militares, como impactos futuros sobre o orçamento da FAB.
“Se não tomarmos alguma atitude agora, em alguns anos não teremos dinheiro para cumprir a nossa missão”, explicou.
Mudanças programadas
Entre as ações programadas está a otimização dos processos, por meio da centralização administrativa. Um exemplo é o Grupamento de Apoio do Galeão, no Rio de Janeiro, que passou a apoiar sete mil militares de dez unidades com atividades como almoxarifado, transporte de superfície, licitações, contratos, tecnologia de informação, arquivo, entre outros. A iniciativa de separar as atividades administrativas do lado operacional busca uma estrutura organizacional focada na operacionalidade.
Além disso, o plano prevê o incremento de tecnologia da informação e a intensificação no uso de simuladores para redução nos custos de horas de voo; uso intensivo de tecnologia de ponta como aeronaves não tripuladas e satélites.
“Essas novas aeronaves ( KC-390 e Gripen NG) têm recursos tecnológicos que requerem profissionais especializados e focados integralmente na sua atividade”, explica o Comandante. “É um dinheiro que vem de impostos, da sociedade brasileira. Então, temos que melhorar a capacitação e a produtividades dos nossos recursos”, avaliou.

PORTAL PORTOGENTE


Investimentos em sistemas aeroespaciais

Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo. Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
“Nos negamos a olhar para o espaço [...] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.

PORTAL CANALTECH (SP)


Rastreamento via satélite pode ser a solução para sumiço de aviões

É difícil compreender o fato de uma aeronave desaparecer sem deixar vestígios, mas acredite: fatos misteriosos como este não param de aterrorizar passageiros e companhias aéreas — simplesmente porque eles acontecem, a exemplo do voo da Malaysia Airlines, em 2014. Dadas as dificuldades de entender o motivo de tais sumiços, duas empresas do ramo começaram a buscar uma solução que poderia colocar um ponto final nessa história toda: os satélites de monitoramento de aviões.
Em vez de aviões enviarem dados de localização às torres de comando situadas no solo, como já acontece atualmente, estas informações seriam enviadas diretamente aos satélites a partir de um sistema chamado Aireon GlobalBeacon — uma tecnologia que está sendo desenvolvida juntamente com o serviço de rastreamento aéreo FlightAware. E os resultados dessa empreitada podem surgir já em 2018, plenamente funcionais.
O GlobalBeacon empregará satélites de baixa órbita da companhia Iridium Communications. Assim, o sistema conseguirá informar às companhias aéreas sobre detalhes de suas aeronaves em tempo real, pela internet. A nova investida, inicialmente, tinha como objetivo oferecer aos controladores de tráfego aéreo uma maneira de aumentar sua eficiência enquanto traça rotas, mas os planos acabaram se tornando mais específicos em virtude da realidade que amedronta toda empresa de aviação civil.
Quase pioneiro
Uma outra ferramenta de rastreio de aviões pela internet já foi proposta pela Panasonic Avionics: o AirMap. No entanto, este sistema oferece alertas para eventos como turbulência, quedas súbitas de altitude ou desvios de rota. O AirMap também permite que uma companhia aérea estabeleça contato com um de seus aviões através de mensagens de voz ou de texto, com updates que funcionam quase em tempo real.
Fonte: Reuters

RADIO FRANCE INTERNATIONAL (RFI)


Índia compra da França 36 aviões Rafale, caça preterido pelo Brasil

O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, assina nesta sexta-feira (23) em Nova Délhi, Índia, a venda de 36 aparelhos Rafale, uma transação estimada em € 7,8 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões). Os aviões serão construídos na França, com data de entrega prevista a partir de 2019. A fabricante francesa Dassault tentou durante anos vender o mesmo modelo para o Brasil, que acabou optando pelo Gripen da Suécia, em 2013.
A Índia estudava há anos uma reforma da frota aérea, que está se tornando antiquada e pequena demais diante das ameaças regionais. Uma das preocupações das autoridades são as recentes ofensivas militares do Paquistão na Caxemira, área disputada pelos dois países desde o final da colonização britânica na região.
O momento do anúncio da compra é significativo: nos últimos quatro dias, dezenas de militares paquistaneses atravessaram a fronteira da Caxemira e um grupo conseguiu entrar em uma base indiana, matando 18 soldados. Nova Délhi estuda uma resposta, mas mesmo diante do perigo da escalada da violência entre dois países detentores de armamentos nucleares, o exército indiano cogitou a possibilidade de utilizar aviões de caça para bombardear acampamentos terroristas paquistaneses.
O Rafale poderia ser um bom instrumento, explicou à RFI Rumel Dahiya, diretor-adjunto do Instituto de Estudos e Análises Militares de Nova Délhi. “O avião seria um caça capaz de assegurar a dominação aérea, além de ter armamentos para proteger o exército contra outras ameaças aéreas de longa distância. O aparelho pode assim manter o céu sem obstáculos para avançar sobre terreno inimigo. É esse o papel de um caça ‘multiuso’ como o Rafale”, diz.
Já o Paquistão denunciou na quarta-feira (21), na ONU, a “corrida às armas sem precedentes” da vizinha. A Índia foi, efetivamente, a maior importadora de armas do mundo na última década, não por causa das necessidades estratégicas, mas também porque o país produz pouco no próprio território. Isso deve mudar, pois Nova Délhi impõe atualmente aos fornecedores o investimento de metade do valor dos contratos na indústria local, a fim de poder produzir, no futuro, suas próprias armas.
Brasil prefere caça sueco Gripen
O governo francês tentou vender os caças Rafale ao Brasil quando a FAB anunciou licitação para a renovação de sua frota. O então presidente Nicolas Sarkozy chegou a ir ao Brasil para participar das comemorações do 7 de setembro de 2009 com a esperança de conseguir o contrato junto a Lula. Mas Brasília acabou preferindo os aviões suecos Gripen, batendo o martelo com a fabricante Saab, em 2013.



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