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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 30/08/2016 / China avalia compra de 32 jatos da Embraer


China avalia compra de 32 jatos da Embraer ...


Assis Moreira ...

A China poderá encomendar mais 32 jatos regionais da Embraer esta semana, valendo algumas centenas de milhões de dólares, durante a visita do presidente Michel Temer ao maior parceiro comercial do país, segundo fontes próximas das discussões.

Oficialmente, o que está previsto é que ao final do seminário econômico Brasil-China, na sexta-feira em Xangai, seja anunciada a aprovação do governo chinês à compra de 18 jatos da Embraer pela companhia Hainan, encomendados em 2014.

Mas a expectativa agora é de também novas aquisições de 32 aeronaves pela Tianjin Airlines, atualmente a operadora com a maior frota de E-Jets na Ásia. O negócio "está no ar", com possibilidade alta desse anúncio.

Essa operação seria ainda mais significativa, ocorrendo algumas semanas depois de a China ter lançado o primeiro jato regional desenvolvido no país, pela qual Pequim quer competir com os aparelhos da própria Embraer e da canadense Bombardier.

A Embraer entrou no mercado chinês no começo dos anos 2000, onde até agora recebeu 224 encomendas firmes, incluindo 188 jatos comerciais e 36 jatos executivos. O valor total das transações fica em torno de US$ 8 bilhões, pela lista de preços atuais.

Dos aparelhos encomendados, o fabricante brasileiro já entregou 167, sendo 135 jatos comerciais (85 E-190 e quatro E-195) e 32 executivos, incluindo 22 Legacy 600-650.

Em suas projeções de 20 anos (2015-2034) para o mercado chinês, a Embraer identificou demanda para 1.020 jatos regionais de 79 a 130 assentos. Isso representa 16% da demanda global no período, de 6.350 aparelhos com custo estimado em US$ 300 bilhões. Por sua vez, a Boeing projeta demanda de 5.580 jatos civis pela China, num valor total de US$ 780 bilhões, para as próximas duas décadas.

Nesse cenário, Pequim quer reduzir sua dependência do exterior e se posicionar também como fabricante aeronáutico, para capturar boa parte desses negócios.
O projeto do primeiro jato regional chinês, ARJ-21, para 70 passageiros, foi lançado em 2002, com plano de entregar o primeiro aparelho em 2007. Isso só ocorreu em junho deste ano, por causa de persistentes problemas técnicos.

O fabricante chinês diz ter mais de 300 encomendas, sobretudo de companhias locais. O aparelho até agora só recebeu certificação de voar na própria China. A companhia chinesa tenta desenvolver o jato C919, bem maior, com a expectativa de competir com o 737 da Boeing e o A320 da Airbus. O plano é de fazer a primeira entrega em 2019.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL GLOBO ESPORTE


Comitiva de 60 atletas do Time Brasil visita presidente interino Michel Temer

Com presença de 10 medalhistas, grupo é recebido pelo mandatário do país e o Ministro do Esporte em evento realizado no Palácio do Planalto, em Brasília

Com a presença de 10 medalhistas, um grupo de 60 atletas que defenderam o Brasil na Rio 2016 participou nesta segunda-feira de um encontro com o presidente interino Michel Temer, no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante o evento, os atletas posaram para fotos oficiais e agradeceram pelo apoio do Governo Federal recebido durante o período de preparação, em discurso feito pelo campeão olímpico do vôlei de praia, Bruno Schmidt.
- É maravilhoso encontrar o apoio e ver o país se movimentando para que nosso esforço seja potencializado ao máximo. Eu vivenciei isso e quero agradecer muito ao Ministério do Esporte, que fez de tudo para que alcançássemos nosso máximo, ao COB, que não mediu esforços e meu carinho especial para as Forças Armadas, que não deixaram os atletas sozinhos - afirmou o jogador.
Também participaram da comitiva o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do chefe da equipe brasileira nos Jogos, Bernard Rajzman. O ministro do Esporte, Leonardo Picciani foi outro que marcou presença. Durante o evento, Temer foi presenteado com um agasalho do Time Brasil e tietado por alguns atletas, que aproveitaram para tirar "selfies" com o presidente interino.
O encontro foi realizado simultaneamente ao julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff, no Senado Federal. Durante o evento, Temer afirmou que tem acompanhado "com tranquilidade" o processo (leia mais no G1).

PORTAL G-1


Temer recebe atletas olímpicos e diz que obedece o que o Senado decidir

Presidente em exercício participou de cerimônia com presidente do COB. Ele disse que acompanha julgamento de Dilma com absoluta tranquilidade.

Roniara Castilhos

O presidente em exercício Michel Temer recebeu no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (29) alguns dos atletas que representaram o Brasil na Olimpíada do Rio, neste mês. Após o evento, Temer afirmou rapidamente a jornalistas que acompanha o julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado com "absoluta tranquilidade".
Participaram da cerimônia 60 atletas, além dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Defesa, Raul Jungmann; da Justiça, Alexandre de Moraes; do Esporte, Leonardo Picciani; e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, também participou do evento.
"Eu acompanho com absoluta tranquilidade. Sou obediente às instituições e espero o que o Senado Federal venha a decidir", disse Temer, logo após a cerimônia. Antes do início do evento, Temer recebeu os medalhistas em seu gabinete.
Durante o evento, ao se dirigir aos atletas olímpicos, o presidente em exercício agradeceu e disse que eles deram um exemplo ao país. "Queria deixar um sentimento de gratidão, vocês deram um sentido de união e fraternidade absoluta. O que o Brasil mais quer hoje é união", afirmou.
Jogos
Os Jogos Olímpicos do Rio registraram a maior delegação que o Brasil já teve em uma competição, com 465 atletas competindo em 41 modalidades. O Brasil conquistou 19 medalhas (7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze) e ficou em 12º colocação pelo total de medalhas.
O presidente do COB, Arthur Nuzman, agradeceu ao governo pelo apoio na realização dos Jogos, principalmente na área de segurança. Para Nuzman, a Olimpíada é uma situação única e demonstrou o orgulho e a autoestima do povo brasileiro em todos os lugares.
"Tivemos a pressão que foi demasiada e podemos podermos terminar os Jogos com este reconhecimento da imprensa internacional, de que foram os melhores Jogos. O país ganha a medalha de ouro", disse Nuzman.
O jogador de volei de praia, Bruno Schmidt, que ganhou medalha de ouro, afirmou que foi uma honra representar o país em casa e que o apoio aos atletas foi importante para o resultado.
"É maravilhoso encontrar o apoio e ver o pais se movimentando para que nosso esforço seja potencializado ao máximo. Eu vivenciei isso e quero agradecer muito ao ministério do Esporte, que fez de tudo para que alcançássemos nosso máximo, ao COI, que não mediu esforços e meu carinho especial para as Forças Armadas, que não deixaram os atletas sozinhos", afirmou o atleta.
Após o evento, Temer se reuniu com alguns ministros em seu gabinete para falar sobre a Paralimpíada, que terá início em setembro. Veja a lista dos ministros presentes:
- Eliseu Padilha, Casa Civil
- Alexandre Moraes, Justiça
- Alberto Alves, Turismo
- General Etchgoyen, Segurança Institucional
- Marcelo Calero, Cultura
- Fabio Medina, AGU
- Dyogo Oliveira, Planejamento
- General Ademir Sobrinho, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armada

AGÊNCIA ESTADO


EUA anunciam regras para uso comercial de drones


Empresas norte-americanas que querem entregar compras para clientes por meio de drones podem começar a comemorar. Foram anunciadas nesta segunda-feira, 29, as novas regras para o uso comercial de drones, que passam a ser regulamentados pelo FAA (Administração Federal de Aviação), o órgão de aviação dos Estados Unidos. Agora, qualquer empresa poderá substituir, com algumas severas restrições, a sua equipe de motoboys e entregadores por simples aparelhos voadores no país.
Agora, o piloto do drone não precisa de uma licença de piloto para comandar o aparelho — documento exigido anteriormente pelo órgão. Basta ter 16 anos para fazer alguns testes de conhecimentos aeronáuticos e receber um certificado de piloto remoto. Em tese, as empresas passarão a ter menos dificuldade para achar pessoal capacitado para a tarefa.
No entanto, algumas regras vão dificultar o uso comercial de drones. Em primeiro lugar, o dispositivo voador tem que permanecer, o tempo todo, no campo visual do piloto. Ou seja: a pessoa tem que acompanhar a entrega durante todo o percurso, que – também de acordo com as novas regras – precisa ser feita durante o dia. Se o drone tiver luzes e alertas visuais, a entrega poderá ser feita à noite.
Além disso, drones não podem voar sobre pessoas que não estão participando diretamente da operação ou, ainda, ficar acima de 122 metros do solo ou voar em velocidade igual ou superior a 160 Km/h.
Opções. As empresas podem solicitar a "renúncia" da maioria das restrições operacionais, desde que elas possam provar que a sua proposta seja segura. Este processo deverá ajudar reguladores a entender como empresas querem utilizar drones para além destes regulamentos iniciais e limitados. Isso poderia um dia conduzir a regras para operações com drones mais complexos, tais como os propostos pela Amazon ou o Google.
"O novo conjunto de regras apenas padroniza o processo de isenção e diminui a barreira de entrada", disse o pesquisador de drones, Arthur Holland Michel, para o jornal Los Angeles Times.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Uma vida de sacrifícios


Roberto Duailibi

Muita gente não imagina como é o dia a dia de um militar das Forças Armadas. Poucos, nem sequer sabem que ao ingressar na carreira passam a sujeitar-se às normas rígidas de disciplina, por regimes de horário que exigem dedicação total. Ou seja, o militar sabe que hora inicia o serviço, mas não sabe quando termina. Além disso, não cabe aos militares escolherem as praças onde servirão. São destacados para a Região Amazônica, para o sul do país, para a Região Pantaneira. São enviados a missões de paz, a atividades de manutenção da ordem pública, como ocorreu recentemente em Natal, no Rio Grande do Norte, e nas Olimpíadas, no Rio de Janeiro, onde as Forças Armadas atuaram de forma brilhante.
A atividade militar não pergunta a seus membros se querem ou não a transferência. É comum encontrar alguém que já tenha passado por mais de 20 mudanças. Essas, representam abdicar de amigos, de vínculos familiares, de instituições de ensino, de serviços aos quais se habituaram, shoppings etc... Significa montar e desmontar casas todo o tempo, significa refazer relações e viver sempre como se não houvesse uma história construída. Como se sempre fosse preciso recomeçar do zero. É uma vida de rupturas e de sacrifícios pessoais. Se para um profissional das armas esses movimentos são difíceis, imaginem para seus filhos e esposas? Como explicar à família a convivência longe de avós, primos, namorados?
Recentemente, o dr. Sérgio da Silva Mendes, do Tribunal de Contas da União (TCU), fez um longo trabalho, de fôlego e dedicação, para tratar do regime constitucional dos militares, para situá-los historicamente, para falar de suas relações com o Estado, da forma como vão para a reserva, dos seus direitos e deveres. E saibam que há muito mais deveres. Vejam essas ações de segurança pública, todas de alto risco, num país com tanta violência como é o Brasil. Na defesa do território nacional, os militares sabem que colocam em risco as suas vidas e, muitas vezes, saem para a missão, não sabendo se haverá o retorno ao convívio familiar.
De todo modo, levando em conta que o risco é inerente à profissão, também é verdade que não pode, por todas essas características e responsabilidades, ser entendido no contexto econômico como um servidor público ou um trabalhador convencional. Justamente por conta dessas peculiaridades, um militar das Forças Armadas não pode, sob nenhuma hipótese, receber essa comparação. Historicamente, os militares devotaram seus melhores anos à defesa do Estado, da soberania, dos símbolos pátrios, dos limites territoriais. Nesse sentido, sempre exerceram suas funções com abnegação e despojamento, na medida em que em muitas regiões não há outros órgãos governamentais a ocupar espaços tão remotos e inóspitos como fazem as nossas Forças Armadas.
Há destacamentos na fronteira em muito menor número do que seria desejável, mas os que atuam o fazem no pleno de suas responsabilidades, operam com esmero, realizam um papel social que muitas vezes o próprio governo relega a eles de forma pouco regulamentar. Muitas vezes fazem coisas sem que haja nenhum suporte legal a respeito, pelo simples prazer de servir, de dar a mão ao cidadão. Para eles, é dever, por sua ética e honra militares. Nesses postos avançados aprenderam a viver isolados, a conviver com tribos indígenas e com povos que habitam nossas fronteiras. Vivem com toda dificuldade, passam privações. Estão longe do acesso às coisas, ao entretenimento. Coíbem o tráfico, mantêm a ordem. Nesses postos há várias situações nas quais nem prefeitos, nem políticos se atrevem a atuar. Mas lá está o Exército, com seus militares e suas famílias.
Esses exemplos posso descrever porque vi de perto. E não pensem que ao visitar esses destacamentos se ouve reclamações ou mazelas. Ao contrário, a carreira militar dá a todos a nobreza da farda, a honra de servir, que só a caserna e aqueles verdadeiramente vocacionados podem compreender. Fico muito triste ao ouvir críticas aos militares. Posso falar isso de peito aberto, porque, como profissional nos anos 1970, fui vítima de censura no meu trabalho e perseguido. Mas também tive a oportunidade de ver o fim dessa censura que tanto prejuízo causou à imagem do Exército. Deixemos o passado e seus erros de parte a parte no passado. Esse sempre foi o espírito pacificador da lei. Prefiro pensar nas novas gerações que compõem a nossa tropa, gente consciente, moderna, humana, que não se nega a atender as necessidades das comunidades que os cercam.
Por seu preparo e obstinação, os nossos militares são respeitados, têm reputação internacional. Atuam sem fins de semana, sem recebimentos de horas extras, sem planos de saúde. Ser militar chega a ser um misto de sacrifício e aventura. Logo, não lhes cabe um regime previdenciário aos moldes ou nem sequer semelhante às demais categorias de trabalhadores. As tentativas de incluir os militares como meio de elevar as receitas de um sistema em mutação, portanto, são totalmente descabidas. Os militares são constitucionalmente responsabilidade do Estado, são uma espécie de patrimônio permanente do Brasil. Quantas pessoas, jovens, se disporiam a ingressar numa carreira cheia de limitações, privações e sacrifícios? É assim que vejo a necessidade de manter o status quo dos militares, só assim seguiremos atraindo pessoas talentosas e vocacionadas à carreira e assegurando aos demais um regime que, ainda que não seja o mais justo, é o que mantém a ordem e a paz em nosso país.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


China avalia compra de 32 jatos da Embraer


Assis Moreira

A China poderá encomendar mais 32 jatos regionais da Embraer esta semana, valendo algumas centenas de milhões de dólares, durante a visita do presidente Michel Temer ao maior parceiro comercial do país, segundo fontes próximas das discussões.
Oficialmente, o que está previsto é que ao final do seminário econômico Brasil-China, na sexta-feira em Xangai, seja anunciada a aprovação do governo chinês à compra de 18 jatos da Embraer pela companhia Hainan, encomendados em 2014.
Mas a expectativa agora é de também novas aquisições de 32 aeronaves pela Tianjin Airlines, atualmente a operadora com a maior frota de E-Jets na Ásia. O negócio "está no ar", com possibilidade alta desse anúncio.
Essa operação seria ainda mais significativa, ocorrendo algumas semanas depois de a China ter lançado o primeiro jato regional desenvolvido no país, pela qual Pequim quer competir com os aparelhos da própria Embraer e da canadense Bombardier.
A Embraer entrou no mercado chinês no começo dos anos 2000, onde até agora recebeu 224 encomendas firmes, incluindo 188 jatos comerciais e 36 jatos executivos. O valor total das transações fica em torno de US$ 8 bilhões, pela lista de preços atuais.
Dos aparelhos encomendados, o fabricante brasileiro já entregou 167, sendo 135 jatos comerciais (85 E-190 e quatro E-195) e 32 executivos, incluindo 22 Legacy 600-650.
Em suas projeções de 20 anos (2015-2034) para o mercado chinês, a Embraer identificou demanda para 1.020 jatos regionais de 79 a 130 assentos. Isso representa 16% da demanda global no período, de 6.350 aparelhos com custo estimado em US$ 300 bilhões. Por sua vez, a Boeing projeta demanda de 5.580 jatos civis pela China, num valor total de US$ 780 bilhões, para as próximas duas décadas.
Nesse cenário, Pequim quer reduzir sua dependência do exterior e se posicionar também como fabricante aeronáutico, para capturar boa parte desses negócios.
O projeto do primeiro jato regional chinês, ARJ-21, para 70 passageiros, foi lançado em 2002, com plano de entregar o primeiro aparelho em 2007. Isso só ocorreu em junho deste ano, por causa de persistentes problemas técnicos.
O fabricante chinês diz ter mais de 300 encomendas, sobretudo de companhias locais. O aparelho até agora só recebeu certificação de voar na própria China. A companhia chinesa tenta desenvolver o jato C919, bem maior, com a expectativa de competir com o 737 da Boeing e o A320 da Airbus. O plano é de fazer a primeira entrega em 2019.

Cai demanda mundial por aviões


Paulo Vasconcellos

A tempestade da crise financeira mundial já passou, mas aviação executiva ainda espera por um céu de brigadeiro para voar. A última previsão da norte-americana Honeywell Aeroespace indica vendas de 9.200 jatos executivos até 2020, uma redução de 3% em relação ao total projetado pelo estudo de 2014. O faturamento deverá alcançar US$ 270 milhões, resultado 5% menor que o previsto naquele ano.
Nas consultas ao mercado, a empresa identificou que os operadores planejam ampliar ou renovar 22% das suas frotas nos próximos cinco anos. Quase 20% das compras de novos jatos devem ocorrer ainda este ano e outros 17% estão programados para 2017. E cerca de 80% dos gastos com novos jatos executivos devem focar aeronaves de maior cabine e longo alcance.
Os resultados dos primeiros seis meses deste ano confirmam as projeções. Dados da General Aviation Manufacturers Association (Gama) indicam queda de 4,5% nas vendas e de 11% no faturamento da indústria no primeiro semestre deste ano. Foram entregues de janeiro a junho 970 unidades que renderam US$ 9,3 bilhões. As vendas de aviões executivos tiveram queda de 4,3%, com 292 aparelhos embarcados no primeiro semestre de 2016 contra 305 nos primeiros seis meses de 2015. As vendas de helicópteros também caíram 16,1%, com 392 unidades contra 467 no mesmo período do ano passado. A receita neste segmento caiu 32,4% - de US$ 2,1 bilhões para US$ 1,4 bilhões.
Em 2008, no auge do mercado, foram entregues 1.300 jatos executivos no mundo, mas, a partir de 2010, o mercado se estabilizou na média de 700 aeronaves por ano. Mais de 70%, em qualquer cenário, ficam no maior mercado: os Estados Unidos, com uma frota de mais de 12 mil aparelhos. A aviação executiva norte-americana movimenta US$ 219 bilhões e emprega cerca de 1,1 milhão de pessoas. O México vem em segundo lugar, com uma frota de 900 jatos executivos, e a Europa tem uma demanda pequena, mas estável. Os países emergentes, do bloco dos Brics, vinham sendo o contraponto. O Brasil chegou a ser o segundo maior comprador de jatos entre 2009 e 2013, enquanto China e Rússia reduziram a demanda, junto com o Oriente Médio, por causa da desvalorização do petróleo. Já os países da Europa, em recessão há sete anos,não elevam sua compras.
"O mercado global se estabilizou no patamar pós crise financeira de 2009 e os Estados Unidos continuarão a ser o maior mercado para o setor, respondendo por mais da metade da demanda", diz Marco Tulio Pelegrini, da Embraer Aviação Executiva. Segundo o executivo, o Brasil continuará a ser um mercado importante no longo prazo. "A Embraer está preparada para os próximos dez anos, confiante na superação de mais um cenário de mercado desafiador", afirma.
Na avaliação de Francisco Lyra, da CFly Aviation, a recuperação da aviação executiva não depende só do setor, nem será tão rápida. "Antes da crise de 2008, as fábricas de motores, por exemplo, não conseguiam atender a demanda da aviação", afirma. Segundo André Castellini, da Bain&Company, o cenário de baixo crescimento das economias mundiais atrapalha, mas o setor depende mais é da rentabilidade das grandes empresas.
O desempenho dos últimos anos respalda as expectativas para o futuro. As entregas de aeronaves de aviação geral caíram 5% em 2015 na comparação com o ano anterior. Foram mais de 2 mil aeronaves vendidas com geração de US$ 24,1 bilhões. A América do Norte liderou o volume de entregas, com 62% do total. Pela primeira vez, a Ásia ultrapassou a Europa, passando a ser o segundo continente com maior número de entregas de aeronaves de aviação geral no mundo. O Oriente Médio, por sua vez, registrou queda de 35% depois de três anos de investimentos no setor. Já a América Latina representou 9% das entregas de aeronaves no mundo. Em 2015, a região desacelerou 23%, totalizando 81 turboélices, 67 aeronaves convencionais e 51 jatos.

Número de acidentes aéreos em 2015 foi o menor em quatro anos


Wanise Ferreira

Quando ocorre um grave acidente aeronáutico, com grande repercussão na mídia, é o momento em que todos se lembram de que o perigo pode estar no céu, onde mais de 1.500 aviões e helicópteros sobrevoam o espaço aéreo brasileiro diariamente. Também é o momento em que a aviação executiva entra na berlinda, mesmo que seja composta por perfis diferentes de aeronaves e regulamentação. A boa notícia é que o número de acidentes aeronáuticos é decrescente há quatro anos.
Dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) mostram que o número de acidentes registrados em 2015 foi o menor dos últimos quatro anos, com uma redução de 16% na comparação anual. Foram 123 acidentes contra 146 em 2014, 160 em 2013 e 179 em 2012.
Mas apesar de ter diminuído, o número de acidentes no país ainda é considerado alto. E tem uma explicação, na avaliação de Ricardo Nogueira, diretor geral da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral). Para ele, o problema está no grande número de aviões de menor porte registrados como pertencentes a pessoas físicas e que consistem na maior parte da frota nacional de aeronaves civis. "Temos procedimentos sendo obedecidos por aeronaves particulares, sem dúvida, mas muitos trabalham sem exigir a segurança necessária dos pilotos, das aeronaves e nem mesmo há fiscalização adequada das pistas de pouso que utilizam", diz.
No Panorama Estatístico 2015, da Cenipa, que avalia o desempenho da aviação brasileira de 2005 a 2014, a participação dos aviões particulares, classificadas de TPP, no total de acidentes aéreos responde por 44,10 % das ocorrências no decênio onde figuraram dois grandes acidentes na aviação comercial, a queda do avião da Gol em 2006 e da TAM em 2007.
Pesa ainda sobre o setor aéreo outra questão polêmica, que envolve a aviação experimental. Segundo dados da Abravagex (Associação Brasileira das Vítimas de Aviação Geral e Experimental), desde 2006 a frota de aviões experimentais aumentou 71% ante 49% de aviões certificados.
A entidade cobra mudanças no Código Brasileiro de Aeronáutica para enquadrar esse tipo de categoria em regulamentação mais rígida nos quesitos segurança e fiscalização. A aeronave que caiu em março deste ano matando o empresário Roger Agnelli, cinco pessoas de sua família e o piloto, voava na categoria experimental.
A superintendente da Líder Aviação, Junia Hermont, diz que a adoção de melhores práticas de segurança operacional já rendeu à empresa certificações como a ISSO 9001 e a OHSAS 18001. A companhia ainda é parte do BGAST (Grupo Brasileiro de Segurança Operacional para a Aviação Geral). "Investimos cerca de US$ 8 milhões ao ano em treinamento, programas de controle e várias ações nessa área", afirma.
Antes de ser uma exigência da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Líder utilizava ferramentas para o controle de uso de álcool e droga pelos pilotos. E criou um cartão, batizado de Stop Card, que dá autoridade ao funcionário da empresa para interromper qualquer procedimento que considere inseguro. A essas se somam diversas outras iniciativas, muitas envolvendo alta tecnologia como o BlueSky, a sala de monitoramento em tempo real dos helicópteros.

Crise não muda ritmo de crescimento da Embraer


Carlos Vasconcellos

Fundada em 1969 como uma empresa de capital misto, vinculada ao Ministério da Aeronáutica, a Embraer percorreu um longo caminho até se tornar uma das maiores fabricantes de jatos do mundo. Privatizada em 1994, a companhia se internacionalizou, tornou-se uma das principais blue chips da Bolsa de São Paulo e pulverizou seu capital em 2006, ao mesmo tempo em que se tornava um player global no segmento de jatos executivos.
Em 2008, a Embraer Aviação Executiva tinha 3,3% do total de unidades vendidas no mercado global, chegando a 17% em 2015. Isso corresponde a um em cada cinco jatos vendidos no setor, gerando uma participação de 10% em vendas. Em abril, a empresa entregou seu milésimo jato nessa categoria, para a Flexjet, de Cleveland, nos Estados Unidos. "Foi uma marca extraordinária", diz Marco Túlio Pellegrini, presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva.
Hoje, a empresa conta com uma carteira de 700 clientes em 60 países, mas vem enfrentando um mercado turbulento. A desaceleração nas vendas provocou o fechamento da fábrica na Embraer na China, mantida em joint venture com a chinesa Harbin. Segundo Pellegrini, esse cenário torna o crescimento sustentado da divisão de Aviação Executiva da Embraer ainda mais relevante. "Existe uma clara falta de confiança que vem impedindo a retomada plena. Mesmo assim, a Embraer tem tido um taxa de crescimento médio de 21% ao ano", afirma. Para atravessar esse período, a Embraer aposta nos novos modelos 450 e 500 da linha Legacy.
A situação é mais confortável no segmento de aviação comercial, onde a empresa tem 60% do mercado global e 80% das encomendas. Os analistas de mercado avaliam que a empresa brasileira tem uma posição bastante vantajosa em relação à sua principal concorrente, a canadense Bombardier, que só a partir de 2017 deve lançar novos produtos para tentar reequilibrar o jogo.

JORNAL A CRÍTICA (AM)


Exército diz que vai cancelar exibição de onças no Desfile Cívico Militar de 2016

Comando Militar da Amazônia afirma que atitude não possui relação com ação civil pública ingressada pelo MPF. Desfile das Forças Armadas ocorre tradicionalmente no dia 7 de setembro na capital

Oswaldo Neto

Em decorrência da repercussão envolvendo a morte da onça Juma, ocorrida em junho deste ano, o desfile militar de 7 de setembro não terá a exibição de animais silvestres em Manaus. A informação é do Comando Militar do Amazônia (CMA). Paralelamente à decisão, uma ação civil do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) corre na Justiça Federal para impedir a utilização de animais em eventos.
Neste ano, diferentemente dos dois anos anteriores, a expectativa é que o desfile militar aconteça novamente no Sambódromo da capital ao invés da Ponta Negra. Sobre o caso de Juma, o Exército ainda investiga se houve irregularidades no procedimento executado por militares.
“Existe uma sindicância que ainda está apurando os fatos da morte (de Juma), que teve uma prorrogação, porém estamos dentro do tempo legalmente previsto. Quanto tiver uma solução do caso, terá uma ampla divulgação”, disse o chefe da comunicação do CMA, coronel Luiz Gustavo Evelyn.
Segundo ele, a presença de animais será cortada no desfile deste ano. “É uma posição do CMA até o momento. Não haverá bichos, apenas os homens do Exército executando aquilo que fazem todos os anos”, disse Evelyn, afirmando que a atitude não possui relação com a ação civil contra o Exército.
Entenda o caso
No dia 20 de junho, a onça-pintada Juma, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, foi abatida por veterinários após fugir de sua jaula no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Segundo o Exército, a onça teria tentado atacar um militar.
Com a repercussão do caso, o MPF ingressou no dia 23 de agosto com uma ação civil pública na Justiça Federal para impedir que animais silvestres sejam utilizados em eventos públicos e para que o Exército seja condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão pela morte da onça Juma.
“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para `abrilhantar´ a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas Rio 2016, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, afirmou o procurador da República Rafael Rocha, responsável pela ação.
A ação civil pública tramita na 7ª Vara Federal, sob o nº 13031-66.2016.4.01.3200, onde aguarda julgamento.
Em nota, o Exército Brasileiro informou na época apenas que o “inquérito policial militar relativo ao falecimento da onça Juma foi prorrogado e quando concluído será dado ciência aos órgãos competentes”.

MINISTÉRIO DA DEFESA


Jungmann anuncia nova estrutura regimental da Defesa


Brasília, 29/8/2016 – O ministro, Raul Jungmann, anunciou, na manhã desta segunda-feira (29), que o Ministério da Defesa (MD) passará por uma restruturação. O pronunciamento ocorreu durante a cerimônia em comemoração pelo sexto aniversário do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).
Segundo o ministro, o decreto que aprova a nova estrutura regimental do MD deverá ser assinado, nos próximos dias, pelo presidente da República, em exercício, Michel Temer.
Além disso, o documento irá elencar, entre outros aspectos, as competências do EMCFA. “A normativa é resultado de um longo processo de discussão e amadurecimento interno”, ressaltou o ministro.
Em seu discurso, Jungmann ressaltou que o EMCFA presta valioso assessoramento em assuntos como políticas e estratégicas nacionais, logística, mobilização, tecnologia militar, setores nuclear, cibernético e aeroespacial , entre outros.
A partir as novas diretrizes, o EMCFA fornecerá subsídios para a revisão e atualização da Política e da Estratégia Nacional de Defesa, além do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (Paed). “Desejo fortalecer o relacionamento internacional de defesa, em estreita sintonia com o Itamaraty”, afirmou Jugmann.
Ainda sobre a reestruturação, Raul Jungmann salientou que a medida acarretará na firmação do MD. “O último passo na consolidação estrutural definitiva do Ministério da Defesa será a criação da carreira civil de Analista de Defesa, que espero ver implementada ao final de minha gestão”, destacou.
Na mensagem, o ministro também definiu a agenda do Ministério com os termos Defesa, Desenvolvimento e Democracia. “Defesa reúne os projetos estratégicos das três Forças; desenvolvimento remete à Base Industrial de Defesa, à necessidade de modernização de equipamentos, à superação do atraso tecnológico e às perspectivas de comércio exterior para ganhos de escala; e democracia, que traduz o mais absoluto respeito à ordem constitucional e política de nosso País”, explicou o ministro.
O ministro Jungmann destacou no início de sua mensagem os 70 anos de criação do Estado-Maior das Forças Armadas. “O EMFA significou um primeiro passo no processo de integração das Forças, em 1946.” Jungmann lembrou ainda que como parlamentar liderou um bloco suprapartidário em favor da agenda de defesa.
Condecoração
Na solenidade de aniversário, 33 civis e militares foram agraciados com a Medalha Mérito EMCFA. Criada em 6 de novembro de 2015, essa foi a primeira vez que a condecoração foi entregue.
Ao falar do EMCFA, o ministro destacou o trabalho desempenhado ao longo deste ano em ações como a Operação Ágata 11, que visa combater crimes transfronteiriços, e a segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016. “O patamar de 90% de aprovação de segurança durante os Jogos indicam a qualidade do trabalho do EMCFA, de suas chefias e da Assessoria Especial de Grandes Eventos, em estreita colaboração com outras agências e instâncias do governo brasileiro. Esse foi, sem dúvida, um dos principais legados institucionais das Olímpiadas”, elogiou Raul Jungmann.
Ministro condecorado
Mais cedo, o ministro Raul Jungmann recebeu a medalha Mérito EMCFA e realizou a entrega da comenda aos chefes de Operações Conjuntas, general Gerson Menandro Garcia de Freitas; de Assuntos Estratégicos, brigadeiro Alvani Adão da Silva; e de Logística e Mobilização, almirante Luiz Henrique Caroli. O chefe do EMCFA, almirante Ademir Sobrinho, também foi agraciado com a condecoração.

Ministro da Defesa homenageia atletas militares olímpicos


ImagemBrasília, 29/08/2016 – O ministro Raul Jungmann homenageou nesta segunda-feira (29) os atletas militares que participaram dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em cerimônia realizada no Ministério da Defesa, 11 atletas integrantes do Programa de Alto Rendimento da Pasta, representaram os 145 sargentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica que participaram das Olimpíadas.
“Entre Londres e as Olimpíadas Rio 2016, nós passamos de 51 atletas do Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas para 145. O número de medalhas também praticamente triplicou, na medida em que, em Londres nós tivemos cinco medalhas e, agora, chegamos a 13. Então, se mostrou um certo equilíbrio entre a participação dos atletas ligados ao Programa de Alto Rendimento e ao número de medalhas que o Brasil obteve e que foi motivo de muita felicidade”, enfatizou Jungmann em seu discurso.
O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, também participou da cerimônia e agradeceu o apoio da Defesa. “Nós queremos agradecer o enorme trabalho das Forças Armadas, que entenderam num tempo tão importante para a juventude brasileira, de poder dar essa oportunidade histórica. Eu vejo que o Brasil vem dar mais um grande exemplo dentro do esporte. Acho que isso vem trazer um incentivo muito grande não só aos atletas militares, mas principalmente aqueles que almejam continuar dentro da carreira ou poderem se integrar às Forças Armadas como atletas. Eu queria deixar esse carinhoso agradecimento, ministro, com muita honra e muita emoção de saber que o País desenhou um caminho, esse é um caminho excepcional, e os resultados apareceram”, disse.
Ouro
Dentre os atletas presentes no evento, estavam as terceiro sargento da Marinha, medalha de ouro na vela, Kahena Kunze e Martine Grael. “Eu estou nesse Programa há dois anos, e para mim foi muito importante, porque a Martine já fazia parte do Programa, e eu entrei um pouquinho depois. O atleta precisa da base, de uma segurança para poder competir. Acho que isso é fundamental na vida de um atleta, para conseguir treinar sem preocupações sobre como vai ser o dia de amanhã. Então, para mim é uma honra participar desse Programa”, comentou a atleta militar sobre o apoio recebido.
Após a experiência positiva da Rio 2016 e de olho no ciclo olímpico de 2020, o terceiro sargento da Força Aérea Brasileira, Bernardo Oliveira, do tiro com arco, reconheceu a importância de projetos de incentivo ao esporte. “O que eu mais ressalto no Programa de Alto Rendimento do Ministério da Defesa é que, falando mais especificamente da minha modalidade, que ainda no Brasil é uma modalidade sem muita tradição, o apoio das Forças Armadas possibilitou uma profissionalização que a gente nunca teve antes. Eu e os meus companheiros de equipe, quase toda a seleção olímpica do tiro com arco, nós somos militares, e isso nos deu uma tranquilidade maior para nos dedicar integralmente aos treinos”, ressaltou.
Reconhecimento
Cerca de 60 atletas do Time Brasil também foram recebidos no Palácio do Planalto pelo presidente interino Michel Temer. O jogador de vôlei de praia, terceiro sargento da Marinha Bruno Schmidt, que ganhou medalha de ouro, afirmou que foi uma honra representar o país em casa e que o apoio aos atletas foi importante para o resultado.
"É maravilhoso encontrar o apoio e ver o País se movimentando para que nosso esforço seja potencializado ao máximo. Eu vivenciei isso e quero agradecer muito ao Ministério do Esporte, que fez de tudo para que alcançássemos nosso máximo, ao COB, que não mediu esforços e meu carinho especial para as Forças Armadas, que não deixaram os atletas sozinhos", afirmou o sargento.
Ao se dirigir aos atletas olímpicos, Temer agradeceu e disse que eles deram um exemplo ao País. "Queria deixar um sentimento de gratidão, vocês deram um sentido de união e fraternidade absoluta. O que o Brasil mais quer hoje é união", concluiu.
Também participaram da cerimônia os ministros da Defesa, Raul Jungmann; da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Justiça, Alexandre de Moraes; do Esporte, Leonardo Picciani; e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen; e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

AGÊNCIA BRASIL


Força Nacional já está em Porto Alegre para combater criminalidade


Os 120 homens da Força Nacional enviados ao Rio Grande do Sul chegaram a Porto Alegre na tarde de domingo (28). Eles haviam saído na sexta-feira do Rio de Janeiro, onde trabalharam na segurança da Olimpíada, e viajaram em 30 viaturas até a capital gaúcha.
O comboio foi recebido pela Brigada Militar (BM). As duas instituições vão trabalhar em conjunto na Operação Avante, principal ação da BM no combate à criminalidade na região metropolitana, a partir de amanhã. Hoje, a Força Nacional fará um reconhecimento da cidade.
A vinda dos agentes foi uma solicitação do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, em reunião com o presidente interino Michel Temer, na sexta-feira (26). O pedido faz parte de uma série de medidas tomadas em razão da crise na segurança no estado, que culminou com o pedido de exoneração do secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, um dia antes do encontro entre Sartori e Temer.
Mais segurança
"Nós não podemos dar esse choque, trazendo essa quantidade de integrantes da Força Nacional e, passado esse período, tudo voltar a ser como era", ressaltou o vice-governador José Paulo Cairoli, coordenador do gabinete de crise instalado após a saída de Jacini.
Segundo ele, os próximos meses serão de adequações para garantir a segurança no estado: "vamos precisar contratar brigadianos e policiais civis dentro desse processo, talvez trazer alguns já aposentados. Tudo isso está no nosso radar".
Originalmente, os homens da Força Nacional haviam sido convocados para atuar na segurança de presídios. O governador, no entanto, mudou de ideia e irá empregá-los no policiamento ostensivo. Em um primeiro momento, a atuação será restrita à capital gaúcha.
Segundo o governo estadual, outros 30 homens da Força Nacional devem chegar ao Rio Grande do Sul ao longo desta semana.

Forças Armadas vão investir mais na iniciação ao esporte, diz Jungmann


Andreia Verdélio

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira (29) que as Forças Armadas pretendem ampliar o Programa Forças no Esporte, de iniciação e preparação de crianças e adolescentes para o esporte.
“Precisamos ter mais esporte de base, voltado para a formação e iniciação, porque isso é que vai permitir que cresçam cada vez mais atletas de ponta. Precisamos ter base, de massa e de qualidade, porque é daí que vão sair os atletas que vão representar o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Jungmann, hoje, 21 mil crianças participam desse programa de iniciação, uma parceria entre os ministérios da Defesa, do Esporte e do Desenvolvimento Agrário. Além da iniciação, as Forças Armadas investem em atletas profissionais, com o Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa.
Jungmann recebeu hoje 11 atletas que tiveram apoio militar e participaram da Rio 2016 e destacou a importância da iniciativa para a conquista de medalhas na competição. “O programa permitiu que o Brasil crescesse em termos de medalha e que esses jovens dispusessem de segurança, estabilidade, condições de treinamento, material esportivo e equipamentos para que pudessem levar o Brasil ao pódio.”
Dos 465 atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos deste ano, 145 eram militares e competiram em 27 das 45 modalidades disputadas. Das 19 medalhas obtidas pelo Brasil, 13 foram conquistadas por atletas militares (cinco de ouro, três de prata e cinco de bronze).
As medalhistas de ouro na classe 49er FX da vela, Kahena Kunze e Martine Grael, ressaltaram a importância do programa de alto rendimento e de iniciação. “O esporte é muito importante para formação de valores, e todos os grandes atletas começam bem cedo. Então, é preciso investir cedo na vida dos pequenos atletas – uma coisa que aqui no Brasil ainda caminha devagar. E esse projeto das Forças Armadas ajuda muito”, disse Martine.
“Estou nesse programa há pouco mais de dois anos – a Martine já fazia parte – e foi muito importante pra mim realmente ter segurança, conseguir treinar sem preocupações sobre o dia de amanhã”, disse, ao falar sobre a emoção de ganhar a medalha de ouro, em casa, em sua primeira olimpíada. “Agora, nossa missão é chamar as crianças para a vela e mostrar que, com o esporte, também trazemos educação.”
O programa de alto rendimento inclui 35 modalidades esportivas – 27 olímpicas e oito não olímpicas e tipicamente militares. O Ministério da Defesa investe anualmente no programa cerca de R$ 18 milhões, entre salários, benefícios, aquisição de equipamentos, uniformes, participação em eventos esportivos nacionais e internacionais, e outros itens destinados ao aperfeiçoamento dos atletas.

Redução do efetivo não afeta segurança dos Jogos, diz ministro


Ivan Richard

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, disse nesta segunda-feira (29) que a redução do contingente de segurança para os Jogos Paralímpicos na comparação com as Olimpíadas não afetará a segurança das paralimpíadas. Segundo Picciani, as paralimpíadas serão um evento menor e, portanto, houve uma adequação.
“O esquema de segurança é o mesmo, está mantido. O que houve foi o retorno de cerca de mil policiais do estado de São Paulo, que haviam sido cedidos para os Jogos Olímpicos. Temos uma operação um pouco menor nos Jogos Paralímpicos e, portanto, está adequado o número de agentes da Força Nacional para a operação, sem nenhum prejuízo à segurança”, argumentou o ministro após reunião no Palácio do Planalto.
Além dos policiais que retornaram a São Paulo, na última sexta-feira 120 militares que estavam no Rio de Janeiro foram deslocados para o Rio Grande do Sul para auxiliar no policiamento da capital Porto Alegre.
De acordo com o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, foi feito um “ajuste no escopo” em relação aos Jogos Olímpicos. Ele lembrou que enquanto nas Olimpíadas havia 10.500 atletas, em mais de duas semanas de competições, nas Paralimpíadas serão 4.350 atletas, em 12 dias de jogos.
“Nos Jogos Paraolímpicos há instalações que não são utilizadas. Não temos a canoagem slalom, o BMX. Portanto, se reduz um pouco as operações em comparação aos Jogos Olímpicos. Esse tipo de ajuste. Por exemplo na segurança, não precisa segurar instalações que não vão ser utilizadas e você pode reforçar as que vão ser utilizadas, de acordo com a natureza do escopo que é um pouco menor e tem metade dos atletas”.

Esplanada: poucos manifestantes acompanham julgamento de Dilma no Congresso


Marcelo Brandão

A noite de segunda-feira (29) na Esplanada dos Ministérios, quando o Senado começa a julgar a presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, reuniu bem menos manifestantes do que no dia 17 de abril, data da aprovação da abertura do processo de impeachment, quando milhares de pessoas ocuparam o local para acompanhar a votação, sobretudos favoráveis ao afastamento dela do cargo.
Hoje, porém, em comum com aquele domingo de abril, houve apenas o extenso muro que separa os dois grupos. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) chegou a esperar 10 mil pessoas, entre contrários e favoráveis ao impeachment. Mas, de um lado, 1.500 pessoas, de acordo com a polícia, manifestavam seu repúdio ao impeachment. De outro, também segundo a PMDF, cerca de 200 pessoas apoiavam o processo.
Do lado esquerdo, próximo ao ministério da Justiça, os defensores do mandato de Dilma já adotavam um discurso de enfrentamento ao governo Temer daqui para a frente. Representantes de movimentos sociais e sindicais utilizaram o microfone para pregar unidade e denunciar o que chamam de “golpe contra a democracia”.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, evita falar em um futuro sem Dilma na presidência, mas afirma que a entidade atuará no enfrentamento ao governo Temer. “É um governo irregular, que não foi eleito pelas pessoas, e que continuará tendo o enfrentamento daqueles que querem o retorno da democracia. Em qualquer hipótese a CUT estará na rua defendendo os direitos dos trabalhadores”.
O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, fala mais abertamente sobre o placar no Senado. Em tom fortemente crítico, ele diz que “há uma forte tendência” da consumação do impeachment. “Temos o pé no chão, ninguém vai ficar se iludindo. A tendência é por uma negociata peso-pesado [no Congresso], por uma série de esquemas e interesses nada republicanos. Há uma tendência forte do golpe ser legitimado”, diz Boulos, que fala no julgamento do impeachment como “um processo de inquisição, uma farsa”.
Com a Esplanada fechada ao trânsito de carros, o lado direito, chamado de S1, próximo ao Itamaraty, estava tranquilo. Pequenos grupos de manifestantes com camisas amarelas se faziam presentes em tom de celebração, enquanto Dilma respondia aos questionamentos dos senadores a metros dali, no Congresso Nacional.
Para a corretora de imóveis Denise Costa, o país está melhor com o interino Michel Temer. “As principais diferenças entre os dois, que vão fazer o país ir para frente com o impeachment, são os cortes de gastos. Ele está acabando com os cargos comissionados, os cabides. Pelo menos o país vai parar de afundar”.
O militar da reserva e um dos coordenadores do Bloco Pró-Impeachment, Winston Lima, acredita que a mudança é necessária para que, segundo ele, o Brasil não “se torne uma Venezuela”. O motivo de eu estar aqui é que não queremos que o país se torne uma Venezuela. Com a Dilma, o Brasil estava caminhando para o comunismo”, disse.
Winston disse “não confiar no PMDB”, de Temer, mas ainda apoia o impeachment: “Para o Brasil sair do caminho do comunismo, esta é a situação prevista na legislação: o Temer assumir a presidência”. Winston acrescentou que o movimento continuará nas ruas.: “Vamos continuar cobrando. Cobraremos que o Estado seja menor, menos ministérios, menos cargos. Não vamos dar moleza ao Temer”.

OUTRAS MÍDIAS


BLOG TODOS A BORDO


Aeronáutica cria curso online grátis sobre investigação de acidentes aéreos

POR RICARDO GALLO
ImagemPela primeira vez, qualquer pessoa poderá saber mais sobre como são investigados os acidentes aéreos no Brasil.
A apuração é feita pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão militar ligado à Aeronáutica. O Brasil, aliás, é um dos poucos países a delegar a militares essa atribuição –na grande maioria das nações, órgãos civis fazem a apuração de acidentes.
Nesta semana, o Cenipa colocou no ar um curso on-line de introdução ao sistema de investigação e prevenção de acidentes aéreos. Gratuito, tem como intenção familiarizar os participantes com o trabalho dos investigadores.
O curso aborda, entre outros temas, fundamentos (o que faz um avião voar, por exemplo), risco de balões, emissão de raio laser contra aviões, sujeiras na pista que podem resultar em acidentes –em relação a este último, o precedente mais marcante foi de um Concorde da Air France que explodiu logo depois de decolar, em 2000, em Paris. O avião foi atingido por uma peça que havia se soltado minutos antes de outro avião. A peça atingiu o tanque de combustível, o que fez pegar fogo em uma das asas.
O blog fez o curso e o concluiu em cerca de três horas. São mostrados tópicos de cada assunto e, ao final, o aluno faz uma avaliação, com questões objetivas. Se acertar 70% das perguntas, passa à etapa seguinte.
É uma boa oportunidade de conhecer temas sobre os quais pouco se fala. Por se tratar de um curso introdutório, não é necessário conhecimento prévio do tema.
Como participar?
A primeira turma do curso acontece até 2 de outubro, mas todas as 500 vagas foram preenchidas. Outras 500 vagas serão abertas para a segunda turma, que vai de 24 de outubro a 4 de dezembro. O cadastro e o início podem ser feitos no próprio dia 24 de outubro, pelo site https://cenipavirtual.aer.mil.br.
Em 2017, o Cenipa fará sete edições do curso, também com 500 vagas em cada um.

GAZETA WEB (AL)


Delegada descarta que servidora do TRT tinha intenção de matar militar

Por Larissa Bastos e Jobison Barros 
Rebecca Cordeiro diz que tudo leva a crer de que se trata de suicídio
A delegada Rebecca Cordeiro, da Delegacia de Homicídios, afirmou, nesta segunda-feira (29), que tudo leva a crer que o caso do militar que esfaqueou a esposa e se matou logo em seguida seja mesmo suicídio. Segundo ela, não há indícios de que ele tenha sido assassinado. Rebecca Cordeiro afirmou que há a possibilidade de uma lesão corporal seguida de morte, mas descarta que a esposa tivesse qualquer intenção de matar a vitima.
De acordo com ela, quando a mulher foi socorrida, a porta ficou aberta e, momentos depois, quando a polícia chegou, o apartamento estava trancado e o corpo estava com várias perfurações. Apesar de serem muitas, porém, todas elas estavam bem próximas em apenas duas regiões, abdômen e pescoço, como confirma a delegada.
"Se ela tivesse o lesionado ao ponto de matar, as facadas seriam mais distantes, haveria um espaçamento maior, uma maior distribuição devido à agitação, emoção, estado de raiva dela", disse a delegada, ponderando, entretanto, que, mesmo com as investigações apontando suicídio, ainda não é possível confirmar a tese.
"O que poderia ter havido seria a lesão corporal seguida de morte pelas características do fato", destacou.
Segundo a delegada, foram ouvidas sete pessoas até agora, sendo elas vizinhos e a pessoa que socorreu a mulher ferida, que é servidora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Ela deve ser ouvida assim que sair do hospital, onde está internada desde o fato, ocorrido no último dia 25.
Já um filho dele, que era militar aposentado da Aeronáutica e foi identificado como Mauro dos Santos Rodrigues, deve prestar esclarecimentos ainda esta semana. "Não posso atestar mais nada porque não a ouvi e nem ouvi outros parentes", acrescentou Rebecca Cordeiro, que ainda aguarda também o laudo do IML.
O caso
Uma servidora federal do TRT foi esfaqueada na tarde desta quinta-feira (25), após uma suposta discussão com um homem em um apartamento do condomínio Parque Jatiúca, no bairro de Cruz das Almas. Mauro dos Santos Rodrigues, de cerca de 60 anos, teria se matado após o crime. Ela foi socorrida.
De acordo com a Polícia Militar, populares entraram em contato relatando a agressão contra Ercília Domitila Sousa Gasquez. Ela foi esfaqueada na região do pescoço e da barriga e foi levada até um hospital particular no bairro do Farol, onde passou por cirurgia.
O corpo do homem foi encontrado na sala do apartamento. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi enviada ao local e constatou o óbito. Várias facas sujas de sangue foram encontradas nos cômodos do imóvel.
Em entrevista à imprensa, o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Fábio Costa, afirmou que a vítima foi socorrida por um vizinho e, após o socorro, o militar se trancou no apartamento e então teria tirado a própria vida. Segundo Costa, a perícia informou que ele possui 24 marcas de faca na região do tórax e pescoço.

BLOG CANAL TECH


Brasil terá drones entregadores de pizza até 2018, aposta 99

Amazon, Google e outras empresas já estão testando drones para fazer entregas de produtos e serviços nos Estados Unidos. Agora, o Brasil poderá receber essa novidade em breve, já que a companhia 99 planeja implementar um serviço de entrega por meio de veículos aéreos não tripulados por aqui.
A 99, que já é conhecida por oferecer o famoso aplicativo para encontrar táxis, planeja colocar esse sistema em funcionamento dentro dos próximos dois anos. Segundo Renato Freitas, cofundador e diretor de desenvolvimento de sistemas da 99, o projeto de entrega via drones começou a ser estudado há cerca de quatro meses. Uma equipe de 15 pessoas já faz experimentos com quatro aparelhos dentro do escritório da empresa para entender como o serviço poderia ser desenvolvido no Brasil.
Uma das ideias inicias é usar os dispositivos para entregar pizza. "Entrega de pizza é uma aplicação bem óbvia. Mas servirá para entregar coisas que hoje vão por motoboys e vans, como documentos", disse.
De acordo com Freitas, o que impede a 99 de lançar esse serviço é a burocracia brasileira, mas que, até 2018, essas barreiras devem ser diminuídas ou oficialmente legalizadas. O executivo acredita que, nos próximos anos, os edifícios poderão ter helipontos para que os drones possam pousar e entregar as encomendas dos usuários. "Vai ser comum ver drones passando sobre as cabeças das pessoas, fazendo entregas que hoje são feitas por motoboys", afirmou.
A estratégia da 99 é investir em outras áreas além dos táxis, vista a forte concorrência do Uber e Cabify, líderes do setor. "Tiramos o `táxis´ do nosso nome para contemplarmos outras formas de transporte que não apenas táxi. Nessa linha, temos muitos projetos aqui. O de drones é embrionário, mas é um dos projetos que temos bastante carinho e que estamos trabalhando bastante sobre ele", completou.
Regras para drones no Brasil
Há cerca de um ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou as regras para o uso comercial dos vants no país, tanto sobre áreas urbanas quanto ambientes fechados. As empresas interessadas em utilizar esses aparelhos devem ter diversos documentos, incluindo uma autorização da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), o registro do gadget junto à Anac e um pedido ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). As companhias também precisam avisar com pelo menos 30 dias de antecedência sobre voos feitos com o drone.
Além disso, cada drone precisa atender algumas diretrizes específicas. Por exemplo, vants de até 2 kg só podem ter velocidade máxima de 55 km/h; aparelhos com peso superior podem atingir até 110 km/h. Já drones mais pesados, acima de 25 kg, só podem ser usados via autorização especial da Aeronáutica. Em todos os casos, o dispositivo tem de ficar a, no mínimo, 30 metros de distância de pessoas e prédios, e voos noturnos e acrobacias são proibidos.
No mundo
Na Austrália, o governo autorizou que os drones fossem usados para entregar pizza pelos ares. A rede Domino´s, por exemplo, quer ser a primeira corporação do mundo a oferece esse tipo de delivery, já que as entregas por drones serão legalizadas agora em setembro. Cada empresa deve atender a uma série de requisitos, incluindo uma distância mínima de 30 metros das casas para onde as máquinas devem deixar o produto. Enquanto isso, as pizzarias dos EUA poderão fazer entregas vias drones já a partir desta semana.

MAXPRESS


Australiano Jonny Durand vence a primeira de sete etapas do Pré-Mundial de Voo Livre

Competição de asa delta realizada em Brasília teve ainda o brasileiro Andre Wolf como destaque, na segunda posição, e a liderança de Corinna Schwiegershausen (ALE) entre as mulheres
Os mais de 100 pilotos inscritos no Campeonato Pré-Mundial de Voo Livre, na modalidade asa delta, realizaram na tarde deste domingo (28) a primeira de sete etapas da competição. Apontado como um dos principais favoritos entre os homens, o australiano Jonny Durand foi o primeiro a completar os 107 km, seguido de perto pelo gaúcho André Wolf e pelo norueguês Olav Opsanger. A alemã Corinna Schwiegershausen também confirmou seu favoritismo e foi a melhor entre as mulheres no dia.
Como previsto para todas as sete disputas do Pré-Mundial, a decolagem foi realizada na rampa do Vale do Paranã, em Formosa (GO), a 1.000 metros de altitude e a 92 km de Brasília, e neste primeiro dia o pouso foi feito na Lagoa da Embrapa, na cidade de Planaltina (DF). Entre quinta (1) e sábado (3), as asas pousarão todas as tardes na Esplanada dos Ministérios, nas proximidades do Museu da República, uma área central privilegiada para esta ação, única entre as grandes cidades do mundo.
Primeiro dos pilotos a completar a prova, o australiano Jonny Durand, número 1 do mundo, concluiu o trajeto em 2h26min39. Jonny chegou apenas 20 segundos à frente de Andre Wolf e 44 segundos antes de Olav Opsanger , o que mostra o equilíbrio da disputa. "A primeira prova foi muito boa para mim, após voar pouco mais de 100 km. As térmicas estavam bem fortes e muitas nuvens se formaram no decorrer do dia. Não poderia estar mais feliz com meu resultado obtido neste primeiro dia", destacou Jonny.
Por ter o evento como um verdadeiro teste para o Mundial em 2017, o gaúcho André Wolf comemorou o feito, principalmente pelo resultado dos brasileiros. "Foi uma prova relativamente difícil e longa, com alguns momentos mais fracos, mas no geral tranquilo. Estamos voando pensando sempre em prol dos atletas da seleção brasileira, para nos prepararmos para o Mundial, porque queremos ganhar o título de novo, após vencermos em 1999. Neste ponto foi positivo, porque colocamos quatro pilotos do nosso País entre os dez primeiros e a pontuação acumulada será bem alta", destacou André.
Glauco Pinto (BRA) e Thomas Weissenberger (AUT) completaram as cinco primeiras colocações do primeiro dia ao lado de Jonny, Andre e Olav. Em seguida passaram pelo goal Alvaro Sandoli (BRA), Wolfgang Siess (AUT), David Brito Filho (BRA), Davide Guiducci (ITA) e Rodolfo Gotes (MEX), complementando o top 10 da competição.
Competição feminina - Número 2 do mundo, a alemã Corinna foi a melhor mulher do dia, em30º lugar no geral. "No começo do dia as condições estavam muito boas para a prática do voo livre. Até aquele momento estava sendo o melhor dia que voei aqui em Brasília neste ano, porém era dia de prova e não fui tão rápida como eu gostaria. As nuvens vieram mais tarde e deixaram tudo nublado, mas de uma forma geral foi um dia bom para voar", avaliou Corinna. "Espero que os dias continuem com bom clima e eu consiga ter um bom desempenho no restante do campeonato. E, que mais atletas consigam completar o goal", completou a pilota, que assim como as demais mulheres não concluíram a disputa no primeiro dia.
Transmissão em tempo real- Todas as asas possuem um rastreador que envia informações em tempo real para o site, https://lt.flymaster.net/bs.php?grp=1740. Lá, o público pode saber a localização em tempo real, distância até o goal (término da prova) e o tempo de voo de cada um dos participantes inscritos na disputa.
Resultados completos - Os resultados divulgados até o momento são extra-oficiais. Até o fim do dia os resultados oficiais estarão disponíveis em: https://www.cvlb.com.br/compes/competicao-43.
Local ideal para a prática do voo livre - Conhecida mundialmente como a "Havaí do Voo Livre", Brasília é um dos locais ideais para a prática do esporte no País. A cidade possui ventos predominantes do quadrante leste e o clima bastante seco nesta época do ano, que proporcionam voos fantásticos de até cinco horas de duração. As correntes térmicas são aproveitadas pelos pilotos para ganhar altura e realizar voos de até 170 km de distância, utilizando somente as forças da natureza.
O Campeonato Pré-Mundial de Voo Livre na modalidade asa delta, evento-teste para o Mundial programado para 6 a 19 de agosto de 2017 na Capital do País, é patrocinado pela Caixa e Governo Federal. Tem o apoio de Mormaii, Sol Paragliders, Eco Bocaina, Buriti Água, SuperAr Escola de Voo Livre, UTI Vida, SportFisio, Governo do Distrito Federal, Secretaria de Esporte, Prefeitura de Formosa, Força Aérea Brasileira e Corpo de Bombeiros de Goiás. Tem como hospital oficial HOME "Cuidando da saúde dos atletas". A realização é da Confederação Brasileira de Voo Livre e Zenith Marketing.
Serviço:
Campeonato Pré-Mundial de Voo Livre
Data: 27 de agosto a 3 de setembro
Local: Decolagem da Rampa do Vale do Paranã, em Formosa (GO)
Pouso: região de Formosa até 31.08 e Esplanada dos Ministérios (de 1 a 3.09)

PODER AÉREO


Confira as datas dos Portões Abertos já confirmados pelo País

Depois de dois anos, a Base Aérea de Brasília (BABR) volta a receber a apresentação da Esquadrilha da Fumaça dentro do projeto Portões Abertos, que tem a finalidade de estreitar as relações com a sociedade civil e mostrar à população as atividades exercidas pela Força Aérea Brasileira. O evento será realizado no dia 3 de setembro, das 9h às 17h30, e contará com atrações como exposições de aeronaves, equipamentos militares, carros antigos, além de demonstrações aéreas, paraquedismo e shows com a banda Clave de FAB. A entrada é franca e a apresentação da Esquadrilha da Fumaça está prevista para as 16h.
O público que comparecer terá, ainda, a oportunidade de conhecer a maquete em escala real do Gripen NG, o caça de última geração adquirido pela Força Aérea Brasileira (FAB). Estarão expostas também as aeronaves de transporte VC-99 Legacy, VC-2 EMB 190, VC-1 Airbus, C-130 Hércules, C-105 Amazonas, C-95 Bandeirante, aeronave de vigilância aérea E-99 e os aviões de caça F-2000 Mirage, F-5M e A-29 Super Tucano.
Uma programação especial foi preparada para as crianças, com brinquedos infláveis e miniaturas de aviões militares da Força Aérea Brasileira.
“Esse é o evento mais esperado do ano para nós da Base Aérea de Brasília porque é quando podemos, realmente, mostrar à população do Distrito Federal o trabalho que a Força Aérea desenvolve com tanto comprometimento durante todo o ano. Nossa expectativa é receber mais de 40 mil pessoas que poderão, além de ver de perto a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, desfrutar de um dia cheio de atrações programadas especialmente para o evento”, diz o Comandante da BABR, Coronel Aviador Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues.
Serviço – Portões Abertos BABR 2016
Local: Base Aérea de Brasília (Setor Militar do Aeroporto Internacional de Brasília)
Data: 3 de setembro
Horário: 9h às 17h30
Informações: (61) 3365-2064
Entrada franca
Confira outros eventos confirmados para setembro e outubro
Base Aérea de Anápolis (GO) – 4 de setembro
O evento Portões Abertos da Base Aérea de Anápolis será realizado do dia 4 de setembro e também contará com as acrobacias das aeronaves A-29 da Esquadrilha da Fumaça. Além disso, terá aeromodelismo, exposição de aeronaves, paraquedismo, salão de tecnologia, entre outras.
Base Aérea Aérea de Manaus (AM) – 9 de outubro
O Sétimo Comando Aéreo Regional e a Base Aérea de Manaus promoverão as festividades comemorativas ao mês da Força Aérea e ao Dia do Aviador. No dia 9 de outubro, a comunidade local poderá conhecer diversas atividades desenvolvidas pela FAB na região. O acesso ao evento será gratuito, porém a BAMN solicita, aos que puderem colaborar, a doação de alimentos não perecíveis, em prol das instituições apoiadas pela unidade. Haverá demonstrações operacionais, paraquedismo, aeromodelismo, plastimodelismo, exposição estática de aeronaves, entre outras atrações.
Base Aérea de Campo Grande (MS) – 22 e 23 de outubro
A Base Aérea de Campo Grande realizará os Portões Abertos nos dias 22 e 23 de outubro e além da exposições de aeronaves, equipamentos militares e demonstrações de ordem unida a unidade realizara durante o evento uma Ação Cívico-Social (ACISO). O objetivo é oferecer serviços de saúde e sociais para a população. “Este é um evento único para a população sul-mato-grossense, razão pela qual a Base Aérea de Campo Grande o realiza em dois dias. Seu sucesso vem da boa interação entre a sociedade civil e as atividades da Força Aérea Brasileira, sendo um evento muito esperado pela população da cidade e região”, explica o Tenente-Coronel Newton de Abreu Fonseca Filho, Subcomandante da BACG.
FONTE: FAB

PORTAL DEFESA AÉREA & NAVAL


Nota Oficial - Reestruturação da Força Aérea Brasileira

Reestruturação da FAB
A Força Aérea Brasileira dará nos próximos meses relevantes passos rumo a sua profunda mudança estrutural.
Neste momento, serão necessários o entendimento e o compromisso plenos das senhoras e dos senhores, de todos os postos e graduações, para tornar possível a execução das modificações, necessárias para capacitar a nossa Força Aérea para os desafios do futuro.
Daqui a 25 anos, a FAB completará 100 anos de existência e, longe de ser uma data longínqua, trata-se de um marco que precisa ser alcançado com ações desenvolvidas desde já. É responsabilidade de todos nós, hoje, pavimentar um futuro do qual todos iremos nos orgulhar.
Os estudos para a reestruturação foram iniciados em 2015, por um grupo por mim indicado. Em uma segunda fase, a equipe foi ampliada com a participação de representantes de todos os Órgãos de Direção Setorial, convivendo com a realidade da Força, resultando em um estudo preliminar. Então, em uma terceira fase, foram pesquisadas, estudadas e identificadas soluções para detalhar os conceitos propostos e consolidar o programa de reestruturação.
Agora, é chegada a quarta fase.
É o momento de iniciarmos a execução das ações identificadas no programa de reestruturação. As lideranças, em todos os níveis, devem ter um alto comprometimento em atuar diretamente nessas tarefas, além de instruir e motivar seus subordinados. Cabe a cada segmento de nossa Força Aérea, agora, a viabilização da referida proposta, no que concerne a sua área de atuação e à apresentação de possíveis adequações na estrutura do seu órgão.
As mudanças, que serão explicadas adiante, envolverão parte significativa do efetivo. Porém, desde já, é relevante ressaltar que tudo ocorrerá de forma gradual.
Assim, dirijo-me às senhoras e aos senhores com o propósito de tornar claro os próximos passos, no que tange a extinções, desativações, criações, transferências e subordinações de organizações.
EXTINÇÕES E CRIAÇÕES DE ORGANIZAÇÕES A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16
a) O COMGAR e o COMDABRA se tornarão, respectivamente, o Comando de Preparo (COMPREP) e o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), ambos comandados por Tenentes-Brigadeiros.
b) A SEFA passará a ter suas responsabilidades ampliadas, incluindo atividades administrativas.
c) A DIRINT se tornará a Diretoria de Administração (DIRAD), subordinada à SEFA.
d) As ALA 1 (AN), ALA 2 (NT), ALA 3 (GL), ALA 4 (CG), ALA 5 (CO), e ALA 7 (MN) serão criadas, todas comandadas por Oficial-General, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas e de Aeronáutica sediadas.
e) Os GAP tipos A, B e C serão criados.
f) Os V COMAR, VI COMAR e VII COMAR serão extintos, tendo suas atribuições e responsabilidades redistribuídas para outras organizações.
g) As I FAE, II FAE, III FAE e V FAE serão extintas e suas atribuições serão absorvidas pelo COMPREP e pelas ALAS.
Obs. 1: Os I COMAR, II COMAR, III COMAR e IV COMAR serão mantidos até 31 dez 2017, quando serão extintos. Neste período, as BABE, BAFZ, BARF, BASV, BASP e BAST mantêm as suas subordinações aos respectivos COMAR.
Obs. 2: Os comandantes, ainda em comando, serão designados para outros cargos.
DESATIVAÇÕES DE OM A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16
a) As BAAN, BANT, BAGL, BACG, BACO e BAMN serão desativadas e substituídas pelas respectivas ALAS.
b) O 1º/16º GAv será desativado. Futuramente, será reativado em Anápolis, operando a aeronave F-39 Gripen.
Obs.: Os comandantes, ainda em comando, serão designados para outros cargos.
TRANSFERÊNCIAS DE UAé A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16
a) Transferência do 2º/7º GAv de Florianópolis para Canoas.
b) Transferência do 1º/6º GAv de Recife para Anápolis.
c) Transferência do 3º/8º GAv da BAAF para BASC.
Obs.: Quanto ao 3º ETA e ao 4º ETA está em curso um estudo relacionado a um melhor aproveitamento operacional, levando em conta a junção de ambas as unidades aéreas.
SUBORDINAÇÕES DE OM A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16
Além da subordinação das Unidades Aéreas e de Aeronáutica sediadas nas ALAS, há que se considerar ainda:
Fica subordinado à ALA 1 – CPBV.
Ficam subordinados à ALA 2 – ETA 2; e 1º/8º GAv.
Ficam subordinados à ALA 3 – BASC e suas UAé; BAAF; 1º/7º GAv; e ETA 4.
Ficam subordinados à ALA 5 – BASM e suas UAé; e BAFL.
Ficam subordinados à ALA 7 – BAPV e suas UAé; BABV e suas UAé; ETA 1; e 3º/7º GAv.
Fica subordinada ao GABAER – BABR e suas UAé.
Fica subordinado à BABR – BINFAE-BR.
As BAFL e BAFZ terão seus efetivos reduzidos, adequando-se à nova realidade.
A cidade de Anápolis assistirá, ainda, à formação de um grupo de extrema relevância estratégica para a FAB: o Grupo F, que será criado ainda em 2016, atuando na implantação dos caças F-39 Gripen.
Tais medidas foram profundamente estudadas por um grupo de oficiais-generais e são consideradas cruciais para as ações de reorganização, padronização e melhoramento dos processos administrativos e operacionais da Força. O objetivo é simplificar e modernizar a estrutura organizacional, administrativa e operacional, além de aperfeiçoar a gestão dos efetivos.
Os objetivos, metodologias e passos foram fundamentados em estudos completos. Não tratamos de gerenciamentos personalistas ou com foco em interesses individuais.
É importante, neste momento, que todos percebamos a natureza institucional de cada decisão, com vistas, unicamente, ao futuro da Força Aérea Brasileira. Nossas ações, hoje, terão seus positivos efeitos, ainda mais expressivos, para aqueles que haverão de nos suceder. A reestruturação visa contribuir para o cumprimento da missão em sua plenitude.
A FAB deve construir suas capacidades no longo prazo, com o propósito de superar seus desafios no futuro. E, para tanto, as senhoras e os senhores são fundamentais para tornar possível o sonho de, em 2041, chegarmos aos nossos 100 anos de existência como exemplo de uma força operacional, profissional e de extrema eficiência e eficácia no cumprimento de suas missões”.
FONTE: Cecomsaer

PORTAL MEON (SJC)


Seripa inicia investigações sobre acidente com avião em São José

De acordo com a FAB, o piloto fazia um voo local; causas serão apuradas
Moisés Rosa
O Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) iniciou nesta semana as investigações sobre o acidente com a aeronave que fez um pouso forçado e pegou fogo no último sábado (27), em uma área verde do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José dos Campos.
O pouso foi feito fora da pista e o avião pegou fogo assim que aterrissou no mato. As chamas se alastraram na mata que fica no entorno da pista, área que já havia sido atingida por fogo na sexta-feira (26).
Segundo a assessoria de imprensa da FAB (Força Aérea Brasileira), o piloto fazia um voo local com o modelo Cessna 172, de prefixo PT DTW. Integrantes do Seripa estiveram no local para recolherem os destroços e analisarem as possíveis causas do acidente. Ainda não há previsão para o resultado ser divulgado.
Certificação
Em consulta ao RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), a aeronave pertence ao Aeroclube de São José dos Campos e estava com situação de aeronavegabilidade normal. A data de validade da certificação é de 16 de maio de 2020.
O avião comporta três passageiros. Ainda segundo a Força Aérea Brasileira, o modelo não tem caixa-preta e o piloto não teve ferimentos. A reportagem tentou contato com o Aeroclube, mas ninguém atendeu às ligações até o fechamento da matéria.

JORNAL MT AGORA


Governo de MT intensifica parcerias com Ministério da Defesa

Secretário da Casa Civil convidou Forças Armadas para Caravana da Transformação.
O Governo de Mato Grosso está intensificando as parcerias com o Ministério da Defesa e as Forças Armadas. Em reunião na Casa Civil com o gerente do Projeto Rondon, coronel Alexander Fortes do Nascimento, o secretário Paulo Taques convidou o órgão e a instituição para participar da Caravana da Transformação, projeto do Governo de Mato Grosso que leva serviços públicos ao interior. A próxima edição será realizada em setembro na região de Peixoto de Azevedo. O comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Luiz Fernando Estorilho Baganha, também participou da reunião.
Segundo o secretário Paulo Taques, a expertise dos militares em ações sociais poderá agregar muito à caravana. Exemplo disso é o Projeto Rondon, organizado pelo Ministério da Defesa. As edições do projeto, chamadas de “operações”, levam universitários e professores a regiões do país com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Em campo, os rondonistas realizam oficinas sobre temas como saúde, economia e sustentabilidade. O objetivo é levar informação e serviços à população. Já por parte dos estudantes, o resultado é a formação de profissionais com olhar cidadão.
Parceria consolidada
O Governo de Mato Grosso já se consolidou como parceiro do Projeto Rondon. No Estado, foram realizadas as operações Bororos, em julho de 2015, e Paiaguás, em janeiro de 2016, ambas articuladas pela Casa Civil e pelo Gabinete de Governo junto ao Ministério da Defesa.
A próxima edição – Operação Cachimbo – será realizada em julho de 2017 e reunirá 190 rondonistas. Serão atendidos sete municípios do Norte de Mato Grosso e um do Sul do Pará: Carlinda (MT), Nova Guarita (MT), Nova Canãa do Norte (MT), Novo Mundo (MT), Peixoto de Azevedo (MT), Paranaíta (MT), Terra Nova do Norte (MT) e Castelo dos Sonhos (PA).
A unidade militar que sediará a base da operação será o Campo de Provas da Aeronáutica Brigadeiro Haroldo Coimbra Veloso, localizado na região militar da Serra do Cachimbo, no município de Novo Progresso (PA), às margens da BR-163.
Na reunião com os representantes do Ministério da Defesa, o secretário Paulo Taques garantiu mais uma vez o apoio do governo à iniciativa. “O Projeto Rondon é absolutamente importante. Quero que saiam daqui com a certeza de que o Governo do Estado vai participar da próxima edição”, afirmou.
História do projeto
O Projeto Rondon nasceu em julho de 1967, teve as atividades encerradas em 1989, mas foi reativado em 2005. Trata-se de uma ação governamental do Ministério da Defesa por meio das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), que dividem a coordenação e apoio à execução.
O nome é uma homenagem ao mato-grossense Cândido Marino da Silva Rondon, o “Marechal Rondon”, considerado Patrono das Comunicações no Brasil e com feitos reconhecidos mundialmente.

PORTAL PLANALTO


Coordenação dos Jogos Paralímpicos define últimos detalhes para a competição

No encontro, autoridades debateram os detalhes e as últimas medidas que precisam ser executadas para o sucesso da Paralimpíada
Faltando pouco mais de uma semana para o início dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, ministros do governo federal e representantes da organização dos jogos se reuniram nesta segunda-feira (29), no Palácio do Planalto, para acertar os últimos detalhes da organização do evento.
Um dos presentes no encontro, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, disse que uma das preocupações é melhorar o atendimento prestado a atletas e torcedores. "A vantagem que a gente tem é a experiência dos Jogos Olímpicos e a gente pode fazer uma avaliação dos serviços que foram prestados para que possa corrigir ou incrementar determinada ação".
O Ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, lembrou que o evento contará com a participação de mais de quatro mil e trezentos atletas de 176 países, e receberá um público similar ao da Olimpíada. "Atingimos hoje a marca de mais de um milhão de ingressos vendidos para os Jogos Paralímpicos, que nos últimos dias têm sido um grande sucesso de vendas".
Segurança
Picciani assegurou ainda que o esquema de segurança continua o mesmo, sem prejuízo para a realização do evento. "É um tema que sempre deve ser tratado com seriedade. Essa seriedade permitiu que os Jogos Olímpicos ocorressem sem nenhum grave incidente de segurança e permitirá também que os Jogos Paralímpicos sejam seguros. A segurança não é algo que se possa subestimar", afirmou o ministro.
As reuniões entre os órgãos do governo federal, o Comitê Organizador e representantes dos governos do Estado e do município do Rio de Janeiro continuarão a ser realizadas para acompanhar a tomada de decisões e solucionar eventuais ajustes.
Participaram do encontro o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, os ministros do Esporte, Leonardo Picciani, do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Justiça, Alexandre de Moraes, do Turismo, Alberto Alves, da Cultura, Marcelo Calero, do gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, representantes das Forças Armadas e da Advocacia-Geral da União; além do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, e o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.
A abertura dos Jogos Paralímpicos está marcada para o dia 7 de setembro.

PORTAL PLANALTO


Medalhista olímpico destaca apoio do governo para desempenho nos Jogos

Ouro no vôlei de praia masculino, Bruno Schmidt reforça o esforço conjunto do Ministério dos Esportes, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e das Forças Armadas na preparação dos atletas
Cerca de 50 atletas brasileiros que participaram dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foram recebidos pelo presidente em exercício, Michel Temer, nesta segunda-feira (29), em cerimônia no Palácio do Planalto. Representando os esportistas, o campeão no vôlei de praia masculino Bruno Schmidt ressaltou a relevância das ações do governo federal para o bom desempenho dos atletas durante as competições.
"É maravilhoso você participar de um ciclo olímpico e ter total apoio, amparo, ver o País se movimentando, tampando todas as lacunas para que nosso esforço seja potencializado ao máximo. Venho agradecer muito, agradecer ao nosso Ministério do Esporte, que fez de tudo para que possamos alcançar nosso máximo. Ao COB, que não mediu esforços e, principalmente, às Forças Armadas, que não deixaram nossos atletas percorrerem sozinhos esse caminho."
O ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também participaram da cerimônia e salientaram o legado que o evento deixa para o País.
"Tenho certeza que o esporte brasileiro, depois dessa experiência, depois de ter sediado os Jogos Olímpicos, cada vez mais terá uma política pública de primeira grandeza", disse Picciani.
Já Nuzman reforçou a capacidade do Brasil em enfrentar pressões e desafios de sediar um dos maiores eventos do mundo e, ao final, receber o reconhecimento internacional. "O País ganha a medalha de ouro", afirmou.



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