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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 10/08/2016 / Escritório americano entra com ação coletiva contra Embraer em NY


Escritório americano entra com ação coletiva contra Embraer em NY ...


Paula Selmi e Roosevelt Cassio ...

SÃO PAULO - O escritório americano de advocacia Pomerantz ajuizou uma ação coletiva contra a fabricante brasileira de aeronaves Embraer em um tribunal em Nova York, tendo como investidor líder Manidhar Kukkadapu, que comprou recibos de ações da companhia na bolsa de Nova York (ADRs).

A ação, que ainda precisa ser aceita pelo tribunal, representa todos os que compraram ADRs da Embraer entre o dia 16 de abril de 2012 e 28 de julho de 2016 e alegam que tiveram prejuízo com esses papéis diante das acusações de suborno praticado pela companhia.

A Embraer informou em 29 de julho que estava perto de um acordo para encerrar ação judicial nos Estados Unidos por ter supostamente subornado autoridades na República Dominicana para garantir um acordo de venda de aeronaves militares.

Também foi informado pela empresa uma provisão de US$ 200 milhões para por fim ao processo. Com essa notícia, as ações da Embraer caíram 15,45% na Bovespa e as ADRs recuaram 13,8% na bolsa de Nova York.

Desta forma, a ação aponta que a Embraer violou as leis do mercado de capitais dos Estados Unidos, ao publicar informações falsas e falhar em descobrir fatos que influenciam as operações, negócios e perspectivas da companhia.

Além da Embraer, também são acusados o presidente da companhia, Frederico Pinheiro Fleury Curado, o vice-presidente executivo financeiro e de relações com os investidores, José Antonio de Almeida Filippo, e o ex-diretor financeiro e de relações com investidores, Paulo Penido Pinto Marques. Os três estariam cientes do esquema de suborno.

A Embraer é a sétima companhia brasileira a ser alvo de ação coletiva nos Estados Unidos. Procurada, a fabricante disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL CONSULTOR JURÍDICO


Filha de criação também tem direito a pensão militar, diz 1ª Turma do STJ


A formação familiar real deve ser considerada ainda mais do que os vínculos formais ou de sangue, segundo entendimento da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao restabelecer sentença reconhecendo o direito de recebimento de pensão à filha afetiva de um militar.
A União alegava ausência de previsão legal para o pagamento do benefício, mas o colegiado entendeu que deveria ser admitido, em favor da filha de criação, o mesmo direito previsto para as filhas consanguíneas de militares.
A autora da ação, auxiliar de serviços gerais, era filha de criação de um casal cujo marido, militar, morreu em 1967. Com o óbito, o Exército autorizou o pagamento de pensão à viúva, ao lado de quem a filha permaneceu até a sua morte, em 1998. Como os pais de criação não tiveram outros filhos, a mulher buscou judicialmente o recebimento de pensão militar integral.
Em primeira instância, a sentença declarou a auxiliar como filha de seus pais mortos e, por consequência, condenou a União ao pagamento da pensão por morte. O juiz apontou que a desconsideração dos aspectos materiais e afetivos que envolveram a relação entre o casal e sua filha de criação equivaleria a negar o tratamento constitucional dado à família, considerando mais a formação familiar real do que os vínculos formais ou de sangue.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região entendeu que dispositivos legais como a Lei 6.880 (Estatuto dos Militares) não continham previsão acerca da concessão de benefício militar para filhos de criação.
De acordo com o TRF-1, que julgou improcedentes os pedidos da autora, ela não havia sido expressamente declarada como filha na organização militar e não tinha processo formal de adoção, além de não ter comprovado dependência financeira do instituidor da pensão.
Em recurso especial, a auxiliar alegou que a decisão do TRF-1 contrariou dispositivos constantes da Lei 3.745/60, norma vigente à época em que ela foi acolhida pelo servidor militar e por sua mulher. Segundo a legislação, a pensão militar é devida aos filhos de qualquer condição, excluídos os sucessores maiores do sexo masculino que não são interditados ou inválidos. Ao analisar o caso de forma monocrática, o relator do recurso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, entendeu que tal lei reconhece o direito de recebimento de pensão por parte das filhas de qualquer condição.
“Sendo assim, tendo em vista que a legislação permite a concessão de pensão por morte às filhas em qualquer condição, independentemente da relação de dependência com o instituidor, presume-se inserida nesse contexto a filha de criação, desde que comprovada essa condição”, afirmou o relator ao restabelecer a sentença.
No recurso contra a decisão do relator, a União apresentou os argumentos presentes na decisão do TRF-1, de que as categorias de “enteadas” ou “filhas de criação” não estão incluídas no rol de beneficiários da pensão militar.
Os argumentos da União foram rejeitados pela 1ª Turma, que entendeu que, em razão do tratamento semelhante aos filhos biológicos, deve ser assegurado o direito pensional decorrente do óbito de pai afetivo ou por adoção, “sendo desimportante, nesta hipótese para a sua definição, a ausência de previsão legal expressa”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

PORTAL SPUTNIK BRASIL


Drones podem provocar abuso de poder nos Jogos Olímpicos?


A abertura dos Jogos Olímpicos, com certeza, ficou na memória de muitos. Entretanto, isso é mérito não somente da grandiosa apresentação, mas também do incidente relacionado ao voo de drones sobre o estádio do Maracanã na noite da cerimônia.
Segundo publicação do jornal The Verge, pelo menos três drones sobrevoavam o estádio da cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016.
O incidente provocou pânico no serviço de segurança, pois estava presente na abertura, um número significativo de líderes de vários países do mundo, fazendo com que a segurança fosse motivo de preocupação entre os organizadores dos jogos.As autoridades brasileiras tomaram algumas medidas para prevenir a entrada de drones em áreas olímpicas. Por exemplo, o país chegou num acordo com manufaturadores de drones para instalar um software especial responsável por desviar veículos não tripulados de zonas proibidas, mas nem todas as empresas deram resposta positiva ao pedido do Brasil. Como os comandos enviados aos drones são transmitidos por ondas de rádio, afirmou a publicação, uma possível medida seria bloquear a radiodifusão nos estádios.
Entretanto, o jornal afirmou que a força de segurança do Brasil chegou a comprar alguns aparelhos da empresa IACN que bloqueam drones. Seu funcionamento consiste no bloqueio, por ondas sonoras, dos sinais enviados pelos operadores aos drones. Quando o drone perde o sinal enviado pelo operador, ele para de funcionar e cai. Se levarmos em consideração que, durante a cerimônia de abertura, caíram drones dentro do estádio, este fato chega a ser inaceitável.
No dia 1 de fevereiro, a Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil autorizou o bloqueio total da radiodifusão durante o Rio 2016. Tal medida provocou ainda mais preocupação, já que ela impede que as pessoas tenham acesso aos serviços de urgência, violando assim os direitos humanos.
Estas medidas também são usadas para abafar protestos, por exemplo, elas foram aplicadas durante a Primavera Árabe.
A comunidade está preocupada, pois o exército possuindo tais tecnologias, pode chegar a abusar dos seus poderes.

PORTAL G-1


Aeronáutica encerra inscrições para 58 vagas de médicos

O curso de adaptação será ministrado no Ciaar, em Belo Horizonte. O salário inicial é de R$ 8.877,60.

Do G1, Em São Paulo

A Aeronáutica encera nesta terça-feira (9) as inscrições do concurso para 58 vagas para o Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica do ano de 2017 (EA Camar 2017). O concurso aceita candidatos de ambos os sexos.
Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado primeiro-tenente e receberá um salário inicial bruto de R$ 8.877,60. 
Para se inscrever, o candidato não poderá ter completado 36 anos até 31 de dezembro de 2017, deve ter concluído o curso superior de medicina, devidamente registrado pelo Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição, possuir ou estar em condições de possuir, até a data de validade do exame, título de especialista (inclusive a especialidade de clínica médica), reconhecido por órgão competente, na área em que concorrerá às vagas e deve preencher outros pré-requisitos informados no edital.
As vagas são para as especialidades de anestesiologia (6), anatomia patológica (2), cancerologia (1), cardiologia (1), cirurgia geral (4), clínica médica (10), ginecologia e obstetrícia (6), medicina intensiva (2), hemoterapia (1), medicina da família e comunidade (7), oftalmologia (3), otorrinolaringologia (3), ortopedia (1), pediatria (1), psiquiatria (7) e radiologia (3).
As inscrições devem ser feitas de 11 de julho a 9 de agosto pelo site www.ciaar.com.br. A taxa é de R$ 120.
O curso de adaptação será ministrado no Ciaar, em Belo Horizonte, com duração aproximada de 17 semanas, e abrangerá instruções nos campos geral, militar e técnico-especializado.
O concurso terá prova escrita, em 25 de setembro, a partir das 9h40, nas cidades de Belém, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Manaus.
Ainda haverá inspeção de saúde, de 24 a 27 de outubro; exame de aptidão psicológica, de 1 a 11 de novembro; prova prático-oral, de 1 a 11 de novembro; teste de avaliação do condicionamento físico, de 28 a 30 de novembro; habilitação à matrícula (análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no curso). O curso começa em 23 de janeiro de 2017.

Petrolina é considerada referência na captação de órgãos em Pernambuco

Em 2015 número de doações foi de 45. Este ano, somente até o mês de julho, já foram realizadas 32 doações.

Do G1 Petrolina

Pernambuco tem 1.223 pessoas na fila de espera para transplante de um órgãos. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde. A fila para quem espera por um rim é a maior: 810 pacientes estão no aguardo. Em seguida, está a espera por córneas, 309 pessoas. Para transplante de fígado existem 70 inscritas. Petrolina está sendo considerada referência na captação de órgãos para doação no interior do estado.
Em 2014 foram realizadas 18 doações. Em 2015 o número subiu para 45 e este ano, somente até o mês de julho, já foram realizadas 32 doações.
A dona de casa, Luciana Marques, foi uma das felizardas a receber um órgão doado. Ela descobriu aos 15 anos que tinha insuficiência renal crônica, ou seja, os dois rins não funcionavam. Com isso, ela precisou fazer hemodiálise três vezes por semana. Mas há dois anos ela recebeu um rim de um doador que tinha morrido e, atualmente, toma alguns medicamentos para não ter rejeição do órgão.
“Hoje eu vivo uma vida normal. Na hemodiálise eu era presa, não podia sair, não podia passear, nem beber água. Hoje eu me sinto agradecida porque eu posso beber muita água. É uma vida normal”, disse Luciana
Para tentar acelerar estas doações, a Força Aérea Brasileira (FAB) autorizou o uso da aeronave para o transporte de [orgãos e tecidos. Desde o mês de junho, quando o serviço começou a funcionar, já foi utilizado, inclusive, em Petrolina. Do município, já saíram três órgãos: um coração em junho e um coração e um pâncreas em julho.
Porém, mesmo que sejam disponibilizados recursos para dimunir a espera de quem tanto precisa, é necessário que os doadores informem aos familiares sobre sobre o desejo. “A gente conscientiza, a gente conversa e explica a importância da doação para aquela família que está no momento de dor, perdendo aquele ente querido. Ela entende a importância da doação e que aquela pessoa pode se perpetuar em outra ajudando outras familias”, explicou a gerente da Organização de Procura de Órgão (OPO), Samyra Moraes.

Destroços de barco são trazidos pela Marinha à Santos; buscas continuam

Embarcação "Anjo Gabriel I" está desaparecida há onze dias, em Bertioga. Destroços do barco chegaram em Santos e ficarão com a Marinha do Brasil.

Do G1 Santos

Os destroços da embarcação "Anjo Gabriel I", que está desaparecida há onze dias, encontrados pelas equipes de busca da Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e de empresas particulares foram trazidos, na manhã desta terça-feira (9), para Santos, no litoral de São Paulo. As buscas pelos quatro pescadores desaparecidos continuam. O navio da Marinha que trouxe o material e voltará a compor a equipe de buscas apenas nesta quarta-feira (10). 
De acordo com informações da Marinha do Brasil, por meio da Capitanos dos Portos, o navio Patrulha Oceânico “APA” ´precisou voltar ao Porto de Santos para reabastecer e aproveitou para entregar os destroços da embarcação encontrados durante as buscas.
Entre as peças estão pedaços de madeira, que foram reconhecidos pelas famílias dos pescadores como sendo do barco "Anjo Gabriel I", uma caixa térmica e um galão de combustível vazio. O material ficará com a Capitania dos Portos.
O navio da Marinha voltará a realizar as buscas somente nesta quarta-feira, entre a Laje de Santos e a Ilha de Alcatrazes. Enquanto isso, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e barcos particulares continuam efetuando as buscas pelos quatro pescadores desaparecidos.
Histórico
A embarcação "Anjo Gabriel" desapareceu com sete pessoas no dia 29 de julho quando realizava um trajeto entre Bertioga e a Ilha de Alcatrazes, no litoral de São Paulo. Os tripulantes saíram para fazer pesca esportiva e retornariam às 6h do dia 30 de julho.
Os primeiros destroços da embarcação foram achados no dia 2 de agosto. Uma caixa de isopor também foi encontrada a 12 km da Ilha de Alcatrazes, na quinta-feira (4), por volta das 13h. 
Além das embarcações do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e da 5ª Companhia Marítima do 3° Batalhão de Polícia Militar Ambiental, uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) e o Navio Patrulha Oceânico “APA” do Rio de Janeiro estão ajudando nas buscas. A operação foi intitulada de "Operação SAR O61 – Anjo Gabriel".
Parentes e amigos dos sete desaparecidos chegaram a montar uma espécie de "força-tarefa" para auxiliar nas buscas. Eles alugaram dois barcos e duas lanchas, além de comprarem alimentos e conseguirem doações de combustível.
No dia 5 de agosto, três corpos foram encontrados próximos da Laje de Santos, no litoral de São Paulo. Após investigações, os corpos foram identificados como dos pescadores desaparecidos em Bertioga. Outros quatro pescadores continuam desaparecidos.

Principais navios da Marinha voltarão a atuar nas buscas por piloto no RJ

Navio de Socorro Submarino e sonda deixaram Saquarema no domingo (7). Militar e caça AF-1 Skyhawk desapareceram após acidente aéreo.

Gustavo Garcia / Do G1 Região Dos Lagos

Os navios de Socorro Submarino “Felinto Perry” e o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, principais embarcações da Marinha do Brasil na área de buscas, vão retornar ao local onde está concentrada a operação para localizar o piloto e o caça AF-1 Skyhawk, que desapareceram no mar de Saquarema, Região dos Lagos do Rio, no dia 26 de julho, após um acidente aéreo durante um treinamento de ataque a alvos de superfície. Segundo a corporação, eles deixaram a região para abastecer em Niterói e a previsão é que as duas embarcações voltem a integrar a equipe nesta quarta-feira (10).
Os dois navios foram designados para encontrar o piloto e a aeronave no dia seguinte ao acidente, mas no domingo (7) foram encaminhados para a Região Metropolitana do Rio, onde se encontram atualmente. Neste momento, o efetivo de buscas conta somente com aeronaves, lanchas e viaturas.
Além da costa de Saquarema, as equipes também se concentram em Arraial do Cabo e Cabo Frio, locais onde foram encontrados dois pneus do trem de pouso do caça, e Maricá. Segundo a Marinha, "as condições do mar de ressaca nos últimos dias têm dificultado os trabalhos".
Buscas completam duas semanas
O desaparecimento do piloto e do caça AF-1 Skyhawk da Marinha aconteceu após um acidente durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície. Duas aeronaves se chocaram no ar e uma conseguiu retornar para a base de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos do Rio.
A Marinha afirma que o piloto que conseguiu escapar ileso viu a queda do caça AF-1 Skyhawk. A corporação abriu um Inquérito Policial Militar, que tem prazo para a apresentação de um parecer em até 60 dias depois da abertura do processo, no dia 27, um dia após a aeronave desaparecer no mar.
Ex-militar opina sobre o caso
Para o especialista Alexandre Galante, ex-militar da Marinha e consultor em assuntos militares, defesa e acidentes aéreos, o caça pode ter se desintegrado ao se chocar contra a água, dificultando a localização das partes da aeronave. Alexandre, que também é piloto virtual (pilota simuladores), conversou com o G1 por telefone diretamente do Texas, no Estados Unidos, onde mora atualmente. Confira a reportagem completa.
Sinal da aeronave
A Marinha revelou na terça-feira (2) que a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto.
Os equipamentos estavam instalados no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha, "até o momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos".

Aeroporto de Manaus passa a operar com sistema que detecta explosivos

Equipamento detecta massas explosivas com maior precisão. Antes, fiscalização era realizada de forma manual.

Suelen Gonçalves / Do G1 Am

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em Manaus está operando com o Sistema de Detecção de Explosivos (EDS). O sistema, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), é automático e capaz de detectar massas explosivas ou objetos suspeitos escondidos em bagagens. Desde a implantação do equipamento, no 1º de agosto, nenhum caso de suspeita de explosivos foi registrado. 
Quando o passageiro despacha as bagagens no balcão de check in, os pertences são levados por uma esteira até o equipamento, situado na área externa do aeroporto, próximo aos aviões. Antes, a fiscalização era realizada de forma manual.
Caso alguma massa explosiva ou objeto suspeito seja detectado, a bagagem é separada e levada a um equipamento de Raio X, também na área externa. O dono do objeto e a Polícia Federal são acionados. 
"Se a mala for para o Raio X, um funcionário da companhia aérea responsável pela bagagem vai localizar o dono para que ele verifique o objeto, o que chamamos de verificação de terceiro nível. O responsável só vai poder abrir a mala na presença da Polícia Federal, e esse processo é todo de responsabilidade da polícia", explica o gerente de segurança da Infraero, Afrânio Mar.
Três aparelhos estão operando nos voos domésticos e um no internacional. Cada um tem capacidade para verificar 1.200 bagagens por hora, entretanto, a movimentação do aeroporto é baixa e os equipamentos registram a quantidade máxima em aproximadamente 12 horas de inspeção.

Aeronáutica abre concurso para 149 vagas

Candidato deve ter nível médio e entre 17 e 24 anos de idade. Curso de formação será em Guaratinguetá (SP).

Do G1, Em São Paulo

A Aeronáutica divulgou edital de concurso para o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos para a o segundo semestre do ano de 2017 (IE/EA CFS 2/2017) da Aeronáutica. No total, são oferecidas 149 vagas. 
As vagas são para as especialidades de guarda e segurança (21), somente para o sexo masculino, e controle de tráfego aéreo (128).
Os candidatos devem ter nível médio. Também é necessário não ter menos de 17 anos e nem completar os 25 anos até o dia 31 de dezembro de 2017.
As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de agosto pelos sites www.fab.mil.br e www.eear.aer.mil.br. A taxa é de R$ 60.
A seleção será feita por meio de provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental.
As provas escritas serão aplicadas em 13 de novembro, às 9h40, nas cidades de Belém, Recife, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, São José dos Campos (SP), Campo Grande, Canoas (RS), Santa Maria (RS), Curitiba, Manaus, Porto Velho e Distrito Federal.
O Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS) é ministrado sob regime de internato militar, na EEAR, em Guaratinguetá (SP), com duração aproximada de dois anos e abrange instruções nos campos geral, militar e técnico-especializado.

JORNAL A TARDE (BA)


Aeronáutica monta esquema e preserva o espaço aéreo


Ana Paula Santos

Durante os jogos Olímpicos Rio 2016, a Força Aérea Brasileira (FAB) montou um esquema especial de segurança em função dos jogos de futebol que ocorrem na Arena Fonte Nova, em Salvador.
A intenção do planejamento estratégico da defesa aérea é manter a segurança da população e do evento mundial que trouxe para o Brasil atletas e turistas de vários continentes.
Por volta das 16h30 desta terça-feira, 10, dois oficiais conduziram uma aeronave de caça A-29 para cumprir a missão de defesa aérea durante as competições na cidade.
Segundo o major Vicente Celino, do 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação (1º/7º GAV), no periodo dos jogos, em Salvador, os voos ficam restritos nestas regiões. "Aqui, na Base Aérea de Salvador, somos um elo para manter a soberania e defesa do espaço aéreo, além da segurança de todo o evento", explicou ele, após alertar que a Arena Fonte Nova é considerada uma "área sensível", por manter grande concentração de pessoas durante o evento.
Ações
Devido ao fluxo de turistas internacionais e autoridades de vários lugares do mundo no Brasil, o risco de atentado terrorista não foi descartado durante a Olimpíada, por isso o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com o Ministério da Defesa, traçou um planejamento de segurança envolvendo a Força Aérea Brasileira.
No pátio da Base Aérea de Salvador algumas aeronaves especializadas, como o caça F-5EM Tiger e o helicóptero H-60 Black Hawk, cedidas pelas unidades do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, estavam estacionadas para atuar em possíveis situações de atentado ou acidente na região do evento.
"Muita gente não sabe, mas todo o gerenciamento e controle do trafego aéreo do Brasil, não só das aeronaves militares como civis também, é de responsabilidade da Aéronaltica", disse o major Vicente Celino.
Ele também comentou que a aeronave P-3AM, pousada na Base Aérea de Salvador, é especializada em patrulha marítima e foi cedida ao estado do Rio de Janeiro durante o mundial. "É a aeoronave de patrulha marítima mais moderna que há no mundo", explicou.
Por ocasião dos Jogos Olímpicos, a aeronave P-3AM é responsável pelo patrulhamento marítimo nas águas do estado que sedia o evento mundial. "Esta é uma das formas de coibir possíveis ameaças em nosso país", concluiu o oficial. 
Estratégia
O comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Cláudio Portugal de Viveiros, à frente das ações de defesa em Salvador nos Jogos Olímpicos, informou que a coordenação do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), em Brasília, aeronaves da Força Aérea e um destacamento de artilharia antiaérea do Exército farão a proteção do espaço aéreo da capital baiana durante as partidas.
"Militares da FAB estarão de prontidão para auxiliar o embarque e desembarque de delegações no aeroporto de Salvador, caso necessário", esclareceu.
Faltando ainda quatro partidas para concluir a disputa Olímpica em Salvador, foram estabelecidas três áreas de exclusão aérea, centradas na Arena Fonte Nova para evitar ameaças à segurança dos Jogos.
Segundo o vice-almirante Viveiros, as medidas estarão em vigor entre uma hora antes do início e uma hora após as partidas. "Na área reservada, também conhecida como área branca, com um raio de 60 milhas (cerca de 110 quilômetros), estarão proibidos voos de treinamento, instrução e turísticos", explicou.
Estarão proibidas operações de para-quedas, parapentes, balões, dirigíveis, ultraleves, aeronaves experimentais, asa delta, reboque de faixas, aeromodelos, foguetes e veículos aéreos remotamente pilotados.
Questionado sobre intercorrências durante os jogos na arena, ele respondeu que "até o momento, as partidas vêm ocorrendo em um clima pacífico e seguro".

AGÊNCIA CÂMARA


PEC eleva recursos para investimentos em ações de Defesa Nacional


Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em análise na Câmara dos Deputados aumenta de 1,4% para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) o percentual mínimo de investimentos federais em ações e programas de Defesa Nacional. A medida está prevista na PEC 197/16, da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG).
Segundo a autora, a destinação de um volume maior de recursos para a área reforça o compromisso do País com a Política Nacional de Defesa (PND). A deputada ressalta que, segundo a PND, o País deve promover a estabilidade regional; contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais; ter maior inserção em processos decisórios internacionais; manter as Forças Armadas modernas; e desenvolver a indústria nacional de defesa.
“A Estratégia Nacional de Defesa já destaca a importância da regularidade na alocação de recursos orçamentários, para garantir que não haja flutuação de pagamentos das despesas assumidas, particularmente com as empresas envolvidas nos Projetos Estratégicos das Forças Armadas”, destaca a autora.
A justificativa da PEC traz ainda os percentuais do PIB de outros países destinados à área de Defesa. A constatação é que o Brasil é o país dos BRICs (Rússia: 4,47%; Índia: 2,43%; China: 1,99%; África do Sul: 2,43%) e da América do Sul (média de 1,71%) que menos investe no setor de defesa.
Tramitação
A proposta será analisada quanto a sua admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada a constitucionalidade, a PEC será analisada quanto ao mérito por uma comissão especial criada com essa finalidade. Depois, seguirá para votação em Plenário, em dois turnos, onde precisará de, pelo menos, 307 votos favoráveis.

AGÊNCIA BRASIL


Ministros discutem problemas no transporte público e filas na Rio 2016


Douglas Corrêa Repórter Da Agência Brasil

Os ministros do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen, e da Defesa, Raul Jungmann, participaram hoje (9) no Rio de reunião do Comitê Executivo de Segurança Integrada, no Centro de Inteligência dos Jogos.
Jungmann quis saber das providências que estão sendo tomadas para resolver os problemas do transporte público e das filas nas arenas olímpicas. Segundo Etchegoyen, os objetivos do comitê têm sido alcançados na Rio 2016 até agora. Em nota, o ministro disse que “o papel do comitê é apontar os desafios e superá-los com apoio mútuo de todos os envolvidos na operação de segurança”.
O comitê é formado por representantes da Inteligência, da Defesa, da Segurança Pública e da Casa Civil do estado e do município, e se reúne periodicamente.
Na reunião desta terça, foram abordados pontos como transporte, bloqueios de vias e mobilidade urbana, além da ampliação da área de atuação das Forças Armadas na cidade do Rio de Janeiro, coordenação das forças com órgãos de segurança pública e segurança nas instalações.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Ônibus da Rio-2016 com jornalistas é atingido, e dois ficam feridos


Do Rio

Um ônibus da Rio-2016 que levava jornalistas do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona norte do Rio, para o Parque Olímpico da Barra, na zona oeste, teve duas janelas quebradas depois de ser atingido enquanto transitava, na noite desta terça (9).
Segundo relatos dos profissionais que estavam no veículo, havia 12 jornalistas a bordo, a maioria estrangeiros, voluntários e um policial. Duas pessoas ficaram feridas com os estilhaços das janelas.
O ônibus fazia o trajeto entre a Arena da Juventude (Deodoro) e o Centro de Mídia (Barra) pelo BRT Transolímpico, via expressa com faixa exclusiva, e foi atingido quando passava pelo bairro de Curicica, na zona oeste. Uma viatura do Exército fazia a escolta.
Não está claro o que atingiu e quebrou as janelas. Uma repórter do jornal "O Globo" que estava a bordo escreveu que "ao menos duas pedras acertaram os vidros" e afirmou que o policial embarcado também disse que se tratavam de pedras.
Já um repórter do jornal "O Estado de S. Paulo" e outros jornalistas que estavam no ônibus afirmaram se tratar de tiros, baseando-se nos barulhos que ouviram – e que afirmaram ser de disparos – e no fato de que as janelas ficaram com buracos de diâmetro pequeno.
As polícias civil e militar e as Forças Armadas envolvidas no esquema de segurança dos Jogos iniciaram uma investigação para saber o que atingiu o ônibus, e em que contexto.
Procurado pela Folha, o Comitê Rio-2016 afirmou em nota (confira a íntegra abaixo) que o "motorista do ônibus prestará depoimento à polícia" e que o veículo "será submetido a perícia oficial."
"Os resultados preliminares serão divulgados assim que estiverem prontos", ainda declarou a organização.
Segundo o relato de um dos passageiros, que não quis se identificar, logo após ser atingido o veículo parou quando viu uma viatura da PM, mas o policial teria feito pouco caso do incidente e, mesmo sem examinar as janelas, assegurou que elas haviam sido atingidas por pedras.
O jornalista também se queixou da falta de auxílio dos agentes da segurança para os demais passageiros, alguns dos quais se jogaram no chão em pânico e começaram a chorar.
Um dos feridos pelos estilhaços das janelas foi um turco. Ele cortou o cotovelo com o vidro.
Há ainda outro atingido, que teria cortado um dos dedos. Os profissionais trabalharam durante duas partidas do basquete feminino: Brasil x Bielorrúsia e Turquia x Japão.
Após a parada na viatura, o ônibus seguiu seu trajeto escoltado por veículos do Exército.
Confira a íntegra de nota do Comitê da Rio-2016:
Segundo relato do motorista, um dos ônibus do sistema de transporte de mídia deixou a Arena da Juventude, em Deodoro, por volta das 19h30 desta terça, 9 de agosto, em direção ao Parque Olímpico da Barra.
Ao se deslocar pela via expressa Transolímpica, nas proximidades de Curicica, o motorista ouviu um barulho de dentro do ônibus que pensou ser da queda de um equipamento de fotografia.
Imediatamente, olhou pelo espelho retrovisor e percebeu que os passageiros estavam deitados no chão.
Continuou a dirigir por alguns metros até avistar uma viatura de polícia e parar.
Neste momento, percebeu que dois vidros do mesmo lado do ônibus estavam quebrados.
Retomou o percurso sob escolta da viatura e, com o deslocamento, os vidros das janelas quebradas começaram a ceder.
Após chegar ao Centro de Mídia, constatou que dois passageiros apresentavam ferimentos leves causados pelos estilhaços de vidro.
O motorista prestará depoimento à polícia ainda esta noite acompanhando por um gerente de Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Também esta noite o ônibus será submetido a perícia oficial pela polícia. Os resultados preliminares serão divulgados assim que estiverem prontos.
O Coordenador Geral de Defesa de Área (CGDA) do Exército e a Polícia Militar informaram que aumentaram o patrulhamento na região.

RN volta a ter ataques uma semana após chegada de tropas do Exército


Francisco Costa

Quase uma semana após a chegada de tropas do Exército e da Marinha, o Rio Grande do Norte voltou a registrar uma série de ataques na madrugada desta terça-feira (9).
Uma base da Polícia Militar foi incendiada por volta das 3h, no Parque das Dunas 6, em Pajuçara. Segundo a polícia, relatos de vizinhos da base indicam que cinco homens invadiram o local, atearam fogo em colchões e destruíram um vaso sanitário. Após o crime, eles teriam saído gritando o nome de uma facção criminosa. As chamas foram contidas pelos próprios moradores.
No bairro de Mãe Luiza, zona leste da capital, um adolescente e dois homens armados tentaram incendiar um ônibus no início da manhã, mas foram impedidos pela polícia. O adolescente foi apreendido e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente Infrator. Os outros dois homens conseguiram fugir.  
Em Alcaçuz, maior presídio potiguar, localizado na região metropolitana de Natal, três homens foram mortos a facadas. Luciano Cunha Gomes, 37, condenado por homicídio, Alexsandro Barros de Andrade, 25, preso por tráfico de drogas, e Anderson Freitas de Andrade, detido por roubo.
A direção do presídio afirmou que o pavilhão 1, onde as mortes ocorreram, não tinha histórico de violência entre os presos.  
Com os novos ataques, o Estado já registra 112 casos de violência em um total de 33 cidades.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública não confirmou que as mortes no presídio, o incêndio na unidade da PM e a tentativa de incêndio no ônibus tenham relação com ações criminosas em represália por instalação de bloqueadores de telefone celular nos presídios. A Policia Civil investiga as últimas ocorrências.
O governo do Estado suspeita que os ataques estejam ligados à atuação da facção criminosa Sindicato do Crime, ligada ao Comando Vermelho, do Rio, e rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo. A série de ataques teve início após a instalação de bloqueadores de celular em presídios estaduais.
Nas praias e áreas turísticas, o movimento começou a voltar ao normal no fim de semana, após a sequência de atentados. O volume de turistas, porém, está bem abaixo do esperado para esta época do ano em Natal.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Bandidos voltam a atacar em Natal; 3 morrem em prisão

Polícia apura relação de novos atentados com a onda de violência deflagrada por facção contra instalação de bloqueadores de celular

Anderson Bandeira Especial Para O Estado

NATAL - Quase dez dias depois de uma onda de violência tomar as ruas de Natal, no Rio Grande do Norte, provocada pela crise no sistema penitenciário, o Estado voltou nesta terça-feira, 9, a registrar ataques e mortes. Bandidos incendiaram uma base da Polícia Militar e tentaram atacar um ônibus. Horas antes, três presos haviam sido assassinados na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal.
A onda de violência teve início depois que o governo do Estado começou a instalar bloqueadores de celular na Penitenciária de Parnamirim. Os atentados são feitos por integrantes do Sindicato RN, facção que controla a maioria das unidades prisionais.
De acordo com a direção da Penitenciária de Alcaçuz, que é o maior presídio do Rio Grande do Norte, foram assassinados os presos Luciano Cunha Gomes, Alexsandro Barros de Andrade e Anderson Freitas de Andrade. A direção da penitenciária não informou se as mortes têm relação com a briga entre facção criminosas - além do Sindicato RN, as cadeias do Estado abrigam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em Natal, a retomada dos ataques dos bandidos começou com o ataque a uma base da PM no bairro de Pajuçara, na zona norte da cidade. Segundo a polícia, cinco homens teriam participado do crime. A base estava fechada quando foi atacada. Testemunhas contaram aos policiais que um bando chegou ao posto policial e, após arrombar as portas, queimaram colchões. Antes de deixar o lugar, o grupo gritou na rua o nome da facção criminosa.
Versão. Mesmo com os relatos das testemunhas, a Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) afirmou após o atentado que o crime não teria relação com os ataques registrados anteriormente no Estado. Ainda segundo a versão da polícia para o caso, um suspeito de ter participado do crime foi preso. Ele teria “problemas mentais”.
O outro ataque registrado em Natal aconteceu no bairro de Mãe Luiza, na zona leste. Conforme relatos de testemunhas, um adolescente e três homens teriam tentado incendiar um ônibus pela manhã. A polícia também apura se esse caso tem ligação com as ações do Sindicato RN.
Desde o começo dos atentados, no dia 29 de julho, a Secretaria da Segurança já registrou oficialmente 107 ataques criminosos em 37 cidades do Estado. A ação dos bandidos fez com que o governador do Estado, Robinson de Faria (PSD), pedisse ao governo federal o envio de tropas das Forças Armadas para que a ordem fosse restabelecida no Rio Grande do Norte.
Ao todo, o presidente em exercício, Michel Temer, determinou o envio de 1,35 mil homens do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha. Os militares foram distribuídos principalmente em áreas frequentadas por turistas na capital. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República também informou o envio de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Polícia Federal (PF), a fim de identificar e prender os autores dos atentados.
Com a chegada das tropas das Forças Armadas, o transporte público feito pelos ônibus em Natal foi retomado pelas empresas. Até esta terça, 108 pessoas já foram presas sob suspeita de envolvimento direto nos ataques.
Ao todo, 21 chefes da facção criminosa suspeitos de envolvimento na onda de violência foram transferidos do sistema prisional do Rio Grande do Norte para penitenciárias federais.
Cinco perguntas para General Ronaldo Pierre Cavalcanti Lundgreen, secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Norte
1. A ajuda do Exército foi pedida logo após a saída da Força Nacional. As polícias do Rio Grande do Norte têm como cumprir a missão de manter a segurança?
Estou há três meses na função. O que vejo é que o Estado não deu atenção à segurança pública por um período muito longo: 10, 15 anos. A gente vê policiais militares com 12, 15 anos de serviço, que ainda são soldados, não teve uma progressão. A gente vê o sistema penitenciário, sob controle da Secretaria da Justiça, com menos vagas que o necessário, presídios lotados, que começaram a ter fugas frequentes. Então, tudo isso fez com que ficasse mais difícil ainda a gestão da segurança pública.
2. O senhor atribui os altos índices de criminalidade às fugas?
Também. Mas nós também fizemos apreensão de duas toneladas de drogas em um Estado com 3,5 milhões de pessoas. O Estado consome isso ou já é um local de passagem e a gente não sabe ainda?
3. A crise atual não é consequência só da instalação dos bloqueadores?
Não. E não serão os bloqueadores que vão resolver. Para o controle do sistema penitenciário, precisa criar mais vagas.
4. É possível colocar em prática ações sem o apoio do Exército nas ruas?
O Estado tem condições de se manter sozinho? Sim. O que precisamos, e esse é nosso plano, é manter o conceito de polícia comunitária.
5. É possível instalar bloqueadores em todos os presídios do Estado?
É. Só precisa ter dinheiro.

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


Projeto de Esperidião Amin elimina júri popular para militares


Um projeto de lei (PL) de autoria do deputado federal Esperidião Amin (PP) dá a integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, quando destacados para missões de garantia da lei e da ordem, o direito de serem julgados por um tribunal formado por militares, caso matem um civil. Hoje, pelo Código Penal, os militares devem ir a júri caso respondam pelo crime.
O PL 5768 foi votado em regime de urgência no dia 6 de julho e aprovado na Câmara por diferentes partidos. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi um dos entusiastas e parabenizou o Ministério da Defesa e o Comando das Forças Armadas por se preocuparem com o possível julgamento de seus integrantes "no caso de um imprevisto". Ao longo da sessão de votação, o texto foi alterado: as regras passaram a ser válidas apenas até o dia 31 de dezembro deste ano.
Apesar de constar como autor no site da Câmara dos Deputados, Amin não escreveu o texto.
– Pode ser que alguém tenha me entregado uma minuta do projeto para eu assinar – disse o deputado em entrevista ao site The Intercept.
Um dos que participaram do texto do pré-projeto foi Getúlio Corrêa, desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e presidente da Associação dos Magistrados das Justiças Militares Estaduais. Para ele, um dos problemas é que a proposta passou a ter data de validade.
– Originalmente não era válido só até dezembro, mas Amin fez a alteração para que partidos contrários à proposta votassem a favor - diz Corrêa.
Advogado diz que PL é inconstitucional
Teoricamente, o texto serviria para o período de jogos olímpicos. Ao site The Intercept, o deputado catarinense declarou que "se não tivermos uma perfeita adesão das Forças Armadas ao esforço de combater quaisquer tipos de atos na Olimpíada, como furto e roubos, vamos nos amargurar muito".
Apesar de citar verbalmente a Olimpíada, contudo, o texto do projeto não menciona nenhuma vez a palavra ou qualquer outra que se relacione aos Jogos. Diz o texto: "Cumpre ressaltar que as Forças Armadas se encontram cada vez mais presentes no cenário nacional, atuando junto à sociedade, sobretudo em operações de garantia da lei e da ordem. Acerca de tal papel, vale citar algumas atuações mais recentes, tais como, a ocorrida na ocasião da greve da Polícia Militar da Bahia, na qual os militares das Forças Armadas fizeram o papel da polícia daquele Estado".
Para o advogado Hélio Rubens Brasil, presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de SC (ACRIMESC), o projeto de lei é inconstitucional.
– Vai contra o artigo 5º, inciso 38, da Constituição Federal. Em crimes dolosos, o réu deve ir a júri. Mesmo que a Câmara tenha aprovado, em questões como essa quem dá a última palavra é o Supremo (Tribunal Federal) – diz.
O deputado federal Esperidião Amin foi procurado pela reportagem, mas não respondeu aos contatos. O Ministério da Defesa diz que não comenta por se tratar ainda de um projeto. A proposta tramita agora pelo Senado.
Carandiru e Carajás motivaram mudanças
Uma das poucas alterações feitas no Código Penal Militar, de 1970, foi em 1996. Após episódios como Eldorado dos Carajás e Carandiru, houve um movimento para que militares fossem a júri em caso de morte de civis. O artigo 9º do código foi, então, alterado. Em 2004, uma Emenda Constitucional ratificou o posicionamento. Mas, em 2011, a Aeronáutica passou a reivindicar uma nova mudança.
– O Código Brasileiro da Aeronáutica prevê a possibilidade de tiro de abate para qualquer aeronave que invadir nosso espaço aéreo. Então passaram a entender que o júri não teria meios para julgar nesse caso. Alteraram novamente o artigo 9o fazendo essa ressalva – explica Rodrigo Pimenta, advogado de ofício da Justiça Militar de SC há 14 anos.
Agora, há demanda para que todas as Forças Armadas voltem à Justiça Militar. Questionado sobre se o PL não traz uma prerrogativa perigosa, como um tribunal de exceção, Pimenta considera que a Justiça Militar tende a ser ainda mais rígida do que o júri. Para o desembargador Corrêa, um dos problemas de ir a júri é que é algo que levaria muito tempo em comparação com a Justiça Militar Federal.
– Também acho que os militares são corporativistas, mas em relação à instituição. Não a um militar isoladamente – diz o desembargador.

PORTAL BRASIL


Exército compra 35 toneladas de alimentos da agricultura familiar

Prioridade na aquisição será para agricultores familiares, comunidades tradicionais, assentados, mulheres e para produção de orgânicos

Por Portal Brasil

O Exército brasileiro vai comprar 35 toneladas de alimentos, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), produzidos por agricultores familiares do Rio Grande do Sul. A compra ocorrerá em duas chamadas. O investimento total previsto para as duas compras será de quase R$ 240 mil.
A prioridade de compra será para agricultores familiares e organizações dos municípios, de comunidades tradicionais, assentados, mulheres e para a produção agroecológica e de orgânicos.
Os interessados devem apresentar a documentação para habilitação na sede das unidades. Em São Leopoldo, o prazo vai até o dia 10 deste mês. Já em São Luiz Gonzaga, os agricultores familiares têm até o dia 15 para apresentar os documentos e a proposta de venda.
Podem participar da chamada pública, organizações e associações de agricultores familiares, de povos tradicionais e de famílias vinculadas a assentamentos da reforma agrária que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Cada agricultor familiar poderá vender até R$ 20 mil.
Com a compra dos batalhões nos dois municípios, já são cinco chamadas públicas voltadas para a compra de alimentos da agricultura familiar realizadas pelo Exército Brasileiro no Rio Grande do Sul nos últimos meses. As unidades em Santiago, Nova Santa Rita e Dom Pedrito também lançaram editais para a compra de produtos da agricultura familiar. Além disso, no Rio Grande do Norte, o Exército também está adquirindo produtos do setor.
A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos, Hetel Santos, destaca que as Forças Armadas têm um potencial gigantesco para fortalecer a agricultura familiar com a compra dos alimentos. “O Ministério da Defesa e as Forças Armadas apontaram que o procedimento de compra é mais fácil, que os alimentos chegam mais frescos, há reduções nos custos e não há registro de atrasos na entrega.”
Pioneirismo
O Ministério da Defesa é pioneiro no governo federal na aquisição de alimentos por meio da modalidade de Compra Institucional, quando, em 2014, adquiriu R$ 564 mil em produtos para abastecer os restaurantes do órgão na Esplanada dos Ministérios. Em 2015, foram comprados mais de R$ 3,8 milhões em produtos para o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira.
A legislação atual determina que órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta comprem ao menos 30% de gêneros alimentícios de agricultores familiares e suas organizações.

Reconhecimento facial começa a ser utilizado no aeroporto de Guarulhos

Projeto passou a ser utilizado pela alfândega do aeroporto no último dia 5. A ideia é focar em passageiros com histórico de irregularidades

Por Portal Brasil

Na última sexta-feira (5) começou a operar o sistema de reconhecimento facial no aeroporto de Guarulhos. A nova ferramenta identifica passageiros de voos internacionais para serem fiscalizados e traz mais agilidade no atendimento ao viajante, afirma a Receita Federal. 
De acordo com a Receita, o sistema identifica automaticamente quem apresenta maior risco potencial de estar praticando irregularidades aduaneiras e outras infrações, o que permite a seleção para uma fiscalização mais aprofundada, sem interferir no fluxo de passagem dos demais passageiros.
O projeto de reconhecimento facial foi homologado na Alfândega de Guarulhos no dia 5 deste mês, após a realização do teste de aceitação da performance do sistema.
Legado
O inspetor-chefe da Alfândega elogiou a ferramenta, implantada durante os Jogos Olímpicos no Brasil. "O sistema de reconhecimento facial, junto a todo o sistema e-DBV, é o legado dos grandes eventos para o serviço de conferência de bagagem da Receita Federal. Com esses sistemas, realizamos a seleção, identificação e localização dos alvos. Um salto de qualidade imenso nos trabalhos da Alfândega", concluiu.

PORTAL BBC


Quatro maneiras de usar a vitória de Rafaela Silva para confirmar o que você já pensa

A trajetória épica da judoca Rafaela Silva, das favelas do Rio de Janeiro à consagração olímpica em sua cidade natal, forneceu ao Brasil um cardápio de interpretações, para todo tipo de gosto político e ideológico.

Thiago Guimarães - @thiaguima Da Bbc Brasil Em Lon

A negra humilde que sofreu e venceu o racismo. A sargento que provou o valor da disciplina militar. A beneficiária de apoio estatal que atesta o poder dos programas sociais. A mulher obstinada que não precisou do feminismo ou de cotas em seu caminho de superação individual. as últimas 24 horas, todas essas Rafaelas povoaram timelines e reportagens no Brasil e no exterior.
O fenômeno chamou a atenção do cientista político e editor Cesar Benjamim, que o descreveu numa publicação no Facebook:
"Um amigo posta que ela venceu o racismo brasileiro. Outro destaca que ela integra as Forças Armadas, a reserva moral da nação. Um terceiro lembra que ela é da Cidade de Deus, uma região do Rio de Janeiro que os coxinhas não frequentam. Vem mais um e ficamos sabendo que ela não precisou de cotas", escreveu.
Para Benjamim, todas essas pessoas se valeram da conquista da judoca para "reafirmar ideias gerais, preconcebidas".
"A vitória de Rafaela reafirma tudo o que cada um já pensava sobre o mundo. Fortalecem-se pontos de vista contraditórios, até mesmo antagônicos, que nada têm a ver com uma simples vitória numa competição esportiva", concluiu.
Viés de confirmação
O menu variado de interpretações parece remeter a um ingrediente conhecido da psicologia humana: o viés de confirmação. Grosso modo, trata-se da tendência que temos de, uma vez adotada uma convicção ou crença, buscar apenas exemplos que a confirmem.
"Se você está pensando em comprar um novo carro específico, de repente você verá esse carro por todos os lados. Se você acabou de terminar um relacionamento longo, toda música que escutar parecerá falar de amor. O viés de confirmação é ver o mundo através de um filtro", escreveu o americano David McCraney no livro You Are Not So Smart (Você não é tão esperto, em tradução livre), uma compilação sobre pensamento irracional e autoilusão.
Ou seja, segundo a teoria que explica essa tendência, costumamos pensar que nossas opiniões são resultado de anos de análise racional e objetiva, mas muitas vezes elas apenas refletem anos de atenção a informações que já confirmavam o que acreditamos, enquanto ignoramos fatos que desafiam nossas noções preconcebidas.
Uma história de superação com forte componente social, em um país polarizado pela disputa política, forneceu um prato cheio de interpretações - e parece ter acionado o viés de confirmação em cada um de nós.
Abaixo, alguns exemplos de como a - merecida - medalha olímpica de Rafaela Silva parece ter confirmado o que os estudos psicológicos dizem: queremos estar certos sobre o mundo, então buscamos informações que confirmem nossas crenças, fugindo de evidências e opiniões discordantes.
1. Vitória sobre o racismo
Em 2012, Rafaela Silva foi desclassificada na Olimpíada de Londres ao aplicar um golpe irregular. Após a derrota, acabou sendo vítima de insultos racistas nas redes sociais, como relatou em entrevista ao site GloboEsporte.com:
"Tinha (tuíte dizendo) que lugar de macaco era na jaula, e não nas Olimpíadas, que eu era vergonha para a minha família. Eu estava indignada, só queria minha família. Achei que ia ter incentivo, mas estava todo mundo me criticando", disse Rafaela.
A narrativa da vitória da judoca como exemplo de superação do racismo predominou na mídia e foi recorrente em relatos de usuários de redes sociais.
2. Militares como reserva moral
Outros relatos atribuíram significado diferente ao sucesso de Rafaela, que é militar da Marinha e uma das 145 atletas militares que integram a delegação brasileira nos Jogos do Rio.
"Parabéns, sargento Rafaela, e parabéns para o Exército brasileiro por fornecer atletas de alto nível, mesmo sem dinheirto da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras", escreveu um usuário do Facebook.
"São os militares salvando nossa pele, de novo", foi outro comentário nesse sentido identificado pela reportagem. Postagens ganharam tração após publicação em páginas de inclinação política à direita.
Rafaela ingressou nas Forças Armadas por meio do programa de incorporação de atletas de alto rendimento, uma parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte.
O alistamento é voluntário e a seleção considera resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Medalhas viram pontos nos concursos para preenchimento das vagas. Uma vez selecionados, os atletas dispõem dos benefícios da carreira militar, como 13º salário, plano de saúde, férias e instalações para treinamento.
No Rio, Rafaela preferiu não bater continência ao receber o ouro, prática que chamou a atenção no Pan-Americano de Toronto, em 2015. "Para não correr o risco de perder a medalha, mantive a mão no lugar", disse.
3. Poder dos programas sociais
Atleta da ONG Instituto Reação, iniciativa do ex-judoca e medalhista olímpico Flávio Canto que usa o judô como instrumento de inclusão social, Rafaela Silva também recebe a chamada Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte.
Dos 14 judocas convocados para a Olimpíada (sete no masculino e sete no feminino), 13 contam com o benefício.
A bolsa foi instituída por lei em 2011, ainda na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. O objetivo era apoiar atletas com chances de disputar finais e medalhas olímpicas e paralímpicas, e as bolsas variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.
Na campanha presidencial de 2014, Rafaela chegou a gravar um vídeo manifestando apoio a Dilma e citando o apoio estatal.
"Ela incentivou bastante o apoio a nossos atletas. A gente tem o bolsa atleta e para mim e meus companheiros ela fez muita diferença para a gente buscar nossos sonhos", disse na ocasião.
Em um país polarizado e em meio a uma disputa de poder no plano federal, esse aspecto da história da atleta logo ensejou munição para o embate político, sobretudo para apoiadores do governo afastado.
"Projeto social e bolsa atleta. A vitória da Rafaela Silva é a derrota do discurso de direita", escreveu um perfil no Twitter.
4. Superação individual
Produtividade e superação individual, pelos próprios méritos, são valores comumente associados ao pensamento liberal, mais à direita.
Esses aspectos se destacaram em alguns relatos sobre a participação da judoca brasileira. Segundo essas interpretações, Rafaela "nunca se vitimizou" diante do preconceito, "seguiu em frente" e venceu pelos próprios méritos.
Alguns desses registros foram acompanhados por afirmações dando conta que a atleta "nunca precisou do feminismo".
O menu variado de versões sobre a caminhada da primeira medalhista brasileira na Olimpíada no Rio chamou a atenção de um internauta, que sugeriu uma explicação para o fenômeno:
"O bom de a Rafaela Silva ter origem pobre, ser negra e militar é que dá para ela agradar esquerda e direita". Para o cientista político Cesar Benjamin, que chamou a atenção para a disparidade de relatos, os "fatos não carregam em si sua própria interpretação".
"Fatos são apenas fatos. As interpretações sao criações das nossas cabeças. Nós somos responsáveis por elas. Quando elas passam a vampirizar os fatos, impedindo que eles existam livremente, o pensamento está doente", criticou em sua publicação no Facebook.
Tudo isso, claro, não tira o mérito da trajetória de Rafaela, mas todos esses relatos talvez falem mais sobre nós e a sociedade brasileira atual do que sobre a vitoriosa judoca da Cidade de Deus.

JORNAL ZERO HORA


Governo Temer diz que vai acatar decisão de liberar protestos na Olimpíada

Ministro de Temer diz que proibição de protestos na Olimpíada não tem a ver com o atual governo

Por: Paulo Rocha

O governo Michel Temer irá acatar a decisão judicial que libera as manifestações políticas de torcedores durante os Jogos Olímpicos. É o que afirma o ministro da Defesa, que comentou nesta terça-feira (9) a respeito da decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o ministro Raul Jungmann evitou opinar sobre a polêmica. Mas destacou que a legislação não é do atual governo.
Decisão liminar da Justiça fluminense determinou ontem que União, Estado do Rio de Janeiro e Comitê dos Jogos deixem de "reprimir manifestações pacíficas de cunho político em locais oficiais durante a realização da Olimpíada". A ação havia sido proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). A decisão cabe recurso.
— A Justiça entendeu que ela (a lei) é inconstitucional, então não nos cabe outra coisa senão respeitar essa decisão. Mas deixando claro que essa proibição nada tem a ver com o governo Temer, nada tem a ver conosco. Foi algo aprovado lá atrás, proposto pelo Comitê Olímpico Internacional, aceito pela Presidência da República da Época e aprovado pelo Congresso — disse Jungmann.

A lei citada pelo ministro (Lei federal 13.284/2016) começou a ser elaborada no final de 2009, vindo a ser sancionada em maio deste ano pela presidente afastada Dilma Rousseff. A legislação foi usada como justificativa pela forças de segurança para a retirada de torcedores que protestavam contra o governo interino.
Um dos artigos afirma que não será permitido nos locais oficiais ¿portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação¿. Também é proibido ¿bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável¿. No entanto, a lei garante ¿o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana¿.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Escritório americano entra com ação coletiva contra Embraer em NY


Por Paula Selmi Valor Roosevelt Cassio/folhapress

SÃO PAULO - O escritório americano de advocacia Pomerantz ajuizou uma ação coletiva contra a fabricante brasileira de aeronaves Embraer em um tribunal em Nova York, tendo como investidor líder Manidhar Kukkadapu, que comprou recibos de ações da companhia na bolsa de Nova York (ADRs).

A ação, que ainda precisa ser aceita pelo tribunal, representa todos os que compraram ADRs da Embraer entre o dia 16 de abril de 2012 e 28 de julho de 2016 e alegam que tiveram prejuízo com esses papéis diante das acusações de suborno praticado pela companhia.

A Embraer informou em 29 de julho que estava perto de um acordo para encerrar ação judicial nos Estados Unidos por ter supostamente subornado autoridades na República Dominicana para garantir um acordo de venda de aeronaves militares.

Também foi informado pela empresa uma provisão de US$ 200 milhões para por fim ao processo. Com essa notícia, as ações da Embraer caíram 15,45% na Bovespa e as ADRs recuaram 13,8% na bolsa de Nova York.

Desta forma, a ação aponta que a Embraer violou as leis do mercado de capitais dos Estados Unidos, ao publicar informações falsas e falhar em descobrir fatos que influenciam as operações, negócios e perspectivas da companhia.

Além da Embraer, também são acusados o presidente da companhia, Frederico Pinheiro Fleury Curado, o vice-presidente executivo financeiro e de relações com os investidores, José Antonio de Almeida Filippo, e o ex-diretor financeiro e de relações com investidores, Paulo Penido Pinto Marques. Os três estariam cientes do esquema de suborno.

A Embraer é a sétima companhia brasileira a ser alvo de ação coletiva nos Estados Unidos. Procurada, a fabricante disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.

PORTAL R7


Após morte de filho, pai lidera campanha para proibir venda em série de aeronaves experimentais

Produção industrial de aeronaves amadoras é alvo de ação judical por parte de associação

Caroline Apple, Do R7

A paixão por voar passou de pai para filho. O céu era o quintal do médico Augusto Fonseca da Costa, de 67 anos, e de seu filho, Vítor Augusto Gunha da Costa, de 19 anos. Os dois tinham o costume de passear pelos céus do Paraná, cada um em sua aeronave, e dividiam momentos agradáveis pelo rádio transmissor durante os voos.
A viagem de 4 de janeiro de 2015 seria curta. A chuva fez com que os dois pousassem em Toledo (PR) antes de seguirem para Cascavel (PR), uma viagem de cerca de 10 minutos. Com o tempo propício para voo, pai e filho decidiram retomar a viagem.
Augusto foi o primeiro a decolar. Era ele o encarregado de avisar que o tempo estava bom, portanto seguro. Ainda era dia e a visibilidade estava favorável. Vítor foi autorizado a levantar voo e logo também estava no ar. Mas a mensagem que vinha do comunicador era, desta vez, de pânico. Para o pai, Vítor dizia que estava em parafuso (quando a aeronave desce descontrolada, girando). Augusto tentava, em vão, passar orientações técnicas para o filho, mas Vítor não teve tempo de executá-las.
O pai voltou ao aeroporto e soube da queda. Chegou ao local do acidente e viu seu filho morto. E desde então Augusto não deixou de pensar um dia sequer nas causas que levaram à morte seu filho que, mesmo jovem, era um piloto experiente.
A saga começou quando Augusto descobriu que não havia quem responsabilizar. Apesar de ter comprado a aeronave como certificada, na verdade ela era experimental. O painel ostentava a placa “o voo é por conta e risco”, mas em nenhum momento o médico pensou que aquela frase seria levada ao pé da letra.
A diferença básica entre uma aeronave experimental e uma certificada é o rigor do processo de avaliação do projeto, dos testes de equipamento e ensaios de voo, que simulam as mais diversas condições de operação, tudo com orientação direta da aeronáutica. A experimental tem caráter amador, que vai desde aquela montada em casa por uma pessoa até aquela vendida em escala industrial.
E foi esse o ponto de que Augusto passou a discordar. Para ele, fabricar aeronaves experimentais em grande escala e revender para o consumidor final são práticas que deveriam receber atenção maior da Anac.
— Quando o consumidor vai comprar uma aeronave na indústria pensa como se fosse um carro. Você imagina que a aeronave tem todas as certificações e é segura. Se essas máquinas passassem por um rigoroso teste de segurança meu filho estaria vivo.
Vítor pilotava uma Super Petrel LS anfíbio que, pelo relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), apresentou um problema na mangueira do tanque. O caso ainda ganha mais gravidade quando Augusto descobre que a fabricante do motor tinha feito um recall da peça, que não foi atendido pelo fabricante da aeronave, mesmo constando na documentação que a troca havia sido feita.
— Não trocaram porque não tem ninguém vigiando para saber se o reparo foi realmente feito. A Anac faz vista grossa e essas empresas seguem fabricando e vendendo aeronaves sem a devida segurança.
A Anac reconhece a importância da certificação, mas afirma que esse processo encarece a aeronave, inibindo o desenvolvimento da aviação e de novas ideias que possam surgir do âmbito amador. A agência também esclarece que “ é fundamental que a Anac permita o desenvolvimento da aviação experimental, o que é feito por meio de um processo de autorização baseado na responsabilização do construtor amador e do engenheiro responsável pelo acompanhamento da construção”.
Comércio
A Anac afirma que o artigo 67 do Código Brasileiro de Aeronáutica estabelece que todas aeronaves devem ser certificadas, porém, permite a construção amadora e o desenvolvimento da aviação experimental.
Para tentar frear a fabricação e venda em série de aeronaves experimentais pela indústria, Augusto fundou a Abravagex (Associação Brasileira das Vítimas da Aviação Geral e Experimental) e se juntou com a Abrapavaa (Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos) para entrar com uma ação na Justiça.
O advogado da Abrapavaa, Rodrigo Gonzales, explica que, como o próprio nome diz, a aeronave é experimental e, por isso, não deveria ser fabricada e vendida em larga escala.
— Muito consumidor não sabe o que significa exatamente uma aeronave experimental e acaba ignorando que a seguridade não é atestada. A probabilidade de acontecer um acidente é muito maior do que no caso de uma aeronave certificada. Como podem colocar pessoas para voar num experimento?
Enquanto a associação vê com inúmeras ressalvas a fabricação em série desse tipo de aeronave, a Anac vê como uma espécie de “menina dos olhos”. Tanto que, para estimular essa indústria, foi criado o Programa de Fomento à Certificação de Projetos de Aeronaves de Pequeno Porte, o iBR2020, que visa a incentivar a “cultura da certificação”, para que esses produtos, também chamados de ultraleves, sejam desenvolvidos nacionalmente e possam competir com o mercado internacional.
Segundo a agência, até agosto de 2016, há apenas duas empresas regulares e participando do programa, a Flyer e a Inpaer, que são as únicas aptas a fabricar aeronaves experimentais dentro do escopo do programa.
O último dado divulgado pela Anac aponta que, em 2013, 84% das aeronaves novas registradas no País foram fabricadas pela indústria experimental. Em números absolutos, até julho de 2016, o Brasil possuía 21.846 aeronaves, sendo 5.479 são experimentais, um total de 25%.
O processo movido pela associação segue os tramites judiciais e ainda não tem previsão para ser julgado.
Investigação
A Abrapavaa afirma que, no caso de acidentes com aeronaves experimentais, as investigações ficam comprometidas, uma vez que não há a aprovação de um projeto prévio que facilite as buscas pela causa da queda ou pane da aeronave experimental, diferente da certificada.
Na contrapartida, o Cenipa afirma que a metodologia da investigação é única e não difere tipos de aeronaves, nem segmentos da aviação. Além disso, o centro diz não trabalhar com “causa” de acidente, e sim com fatores contribuintes, não elegendo um fator como o principal.
No banco de dados do centro consta que, nos últimos cinco anos, houve 157 acidentes envolvendo aeronaves experimentais.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL GAZETAWEB.COM (AL)


Técnicos concluem que helicóptero da Segurança caiu por falha operacional

Por Thiago Gomes | Portal Gazetaweb.com
Investigação técnica foi encerrada mês passado; falha mecânica está descartada
Falta, apenas, o relatório final ser divulgado, mas a apuração técnica acerca da queda do helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), ocorrido no dia 23 de setembro do ano passado, matando quatro militares, já está concluída desde o mês passado. Os técnicos do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II) concluíram que a aeronave não apresentou falha mecânica. Logo, fundamentaram que aspectos operacionais (falha humana) foram a provável causa da tragédia.
O coronel aviador da reserva José Roberto Mendes da Silva, líder da equipe de investigadores que atuaram neste caso, explicou que fechou os detalhes antes mesmo do prazo rotineiro para apurações desta natureza, que é basicamente de um ano. Como ele já havia adiantado, o trabalho foi bastante difícil devido ao estado em que os destroços ficaram após a queda do helicóptero. Mesmo assim, o grupo conseguiu avançar com o suporte dos laudos periciais.
Na análise minuciosa feita no local do acidente e nas peças da aeronave não ficou evidente, segundo o coronel Roberto, qualquer indício de falha mecânica. Todo material foi recolhido, detalhadamente vistoriado, estudado e serviu de base para a construção da minuta do relatório final, elaborada pelos técnicos do Seripa.
O documento foi encaminhado em julho para o Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável por produzir e divulgar, no próprio site, o relatório final da respectiva apuração. De acordo com o Seripa, até o fim deste ano a conclusão estará pronta e visível na internet.
Foram 10 meses de investigação até que se chegasse a este relatório. Os aspectos operacionais citados pelo coronel José Roberto não foram detalhados. Ele explicou que caberia ao Cenipa esta divulgação. Mas, adiantou que a falha humana deve ter acontecido justamente pela ausência de elementos que comprovassem algum defeito na aeronave. O coronel garantiu que os referidos "aspectos operacionais" estão claramente fundamentados na minuta do relatório final.
Durante a investigação, engenheiros brasileiros e americanos vieram a Alagoas e entraram em consenso após analisarem os destroços de que não havia falha técnica, mas um provável erro operacional.
Problemas de pilotagem
Para os investigadores, o mais provável é que tenha ocorrido um problema com a pilotagem da aeronave. Na verdade, pode ter acontecido uma manobra que tornou o acidente irreversível. A investigação se baseou em hipóteses, já que a equipe não contou com simulador do voo (não foi possível junto à empresa fabricante), com a caixa-preta e também não tem indícios de falha técnica.
O caso
O acidente aconteceu no dia 23 de setembro do ano passado. O helicóptero da SSP caiu nas proximidades do Aeroclube de Maceió, no bairro de Santa Lúcia. Após a queda, a aeronave pegou fogo e os corpos foram completamente carbonizados. Morreram o major CB Milton Carnaúba, o capitão PM Mário Henrique de Assunção, e os soldados Diogo Melo e Marcos de Moura Pereira, ambos da PM de Alagoas.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a responsabilidade do episódio. O delegado Manoel Acácio Júnior, designado para a investigação, aguarda o relatório final para fechar o caso.

PORTAL COMEX DO BRASIL (DF)


Brasília terá Mostra Bid Brasil, feira das indústrias de materiais de defesa e segurança

Brasília – A 4ª Mostra BID Brasil, realizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), acontece entre os dias 27 e 29 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). A cerimônia oficial de abertura está marcada para as 14h, do dia 27, no Auditório Planalto, do Centro de Convenções e contará com a presença do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, estando também entre os convidados o Ministro das Relações Exteriores Jose Serra e o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Faltando dois meses para o evento, a Mostra BID Brasil já conta com mais de 80 empresas inscritas e a expectativa é de que seja registrado um crescimento de cerca 10% no número de expositores em relação à edição passada.
Contando com apoio do Ministério da Defesa, das Forças Armadas e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a 4ª Mostra BID Brasil tem como objetivo principal a geração de novas oportunidades de negócios internacionais, abrindo mercados para as empresas brasileiras apresentarem seus diferenciais de produtos e serviços. O evento nacional mais importante para a indústria de defesa brasileira deve receber cerca de 3.500 pessoas entre Adidos Militares estrangeiros, membros de corpos diplomáticos, Forças Armadas, Forças Policiais e auxiliares, Defesa Civil, mídia especializada e membros da Academia.
“A Mostra BID Brasil tem uma característica única, por promover o contato direto entre os empresários brasileiros e os Adidos Militares estrangeiros, membros diplomáticos e das forças armadas internacionais. Queremos, com isso, abrir novos mercados e permitir que os produtos e serviços nacionais possam ser conhecidos por quem toma as decisões de aquisição”, explica o presidente da Abimde, Carlos Frederico Queiroz de Aguiar.
Instalada em um pavilhão com uma área de 4.746 m² apenas para receber os estandes, salas de reunião e auditório, a Mostra BID Brasil contará ainda com uma parte externa para exposição de viaturas e equipamentos e um espaço para demonstração de produtos onde poderão ser observados voos de aeronaves não tripuladas e movimentação de veículos. Avibras e Agrale, por exemplo, vão expor viaturas e blindados. As empresas Avionics e Rockwell Collins vão expor, juntas, um demonstrador de voos. Já a Poly Defensor fará demonstrações práticas dos equipamentos não-letais, em uma área em formato de “estande de tiro”, e a Truckvan apresentará um simulador de tiros.
Exército, Marinha e Aeronáutica, além do Ministério da Defesa estarão presentes, com estandes. Entidades parceiras também já confirmaram presença, como a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o Polo de Desenvolvimento de Santa Maria e o Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.
A programação inclui ainda palestras voltadas aos empresários, com foco nas oportunidades de negócios no setor de defesa e segurança. As palestras vão ocorrer no período da manhã. Já os estandes da Mostra permanecerão abertos das 14h às 18h.
“A indústria nacional de defesa e segurança está preparada para atender aos requisitos e necessidades do mercado externo. Temos as tecnologias mais avançadas e as associadas ABIMDE vão apresentar o que há de mais moderno sendo produzido no Brasil. As expectativas são as melhores possíveis para essa edição da Mostra BID Brasil”, conclui Aguiar.
Serviço
4ª Mostra BID Brasil
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF)
Data: de 27 a 29 de setembro
Horário: Mostra: de 27 a 29, das 14h às 18h; palestras: dias 28 e 29, das 9h30 às 12h30

PORTAL INFO NET (SE)


Sem recursos, Infraero suspende obras no aeroporto

Empresa espera que Governo Federal libere recursos
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) suspendeu as obras de ampliação do aeroporto de Aracaju e não sinaliza perspectiva de retomada dos investimentos. De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero em Brasília, a empresa aguarda a liberação de recursos que deveria ter sido feita pelo Governo Federal. Ao Portal Infonet, a assessoria de imprensa informou que a parte de responsabilidade do Governo do Estado, referente ao entorno, já está concluída.

O Estado informou que fez o investimento na ordem de R$55milhões referente ao projeto de engenharia da ampliação e do sistema viário do entorno.

A assessoria de imprensa da Infraero informa que o investimento total do projeto está avaliado em R$ 300 milhões e que, até o momento, foram executados 79,73% dos trabalhos previstos. A assessoria explica que o projeto contempla a ampliação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto de Aracaju/Santa Maria, que sairá dos atuais 2,2 mil metros para 2,78 mil metros, além da construção de novas áreas de escape, aprimorando a segurança das operações.

O sistema de pistas também receberá quatro novas taxiways (pistas de manobra de aeronaves). Outros serviços previstos envolvem a criação de uma área para testes de motores, a revitalização do balizamento luminoso e o recapeamento da pista e ainda um novo terminal de passageiros, segundo a assessoria da empresa.

Nessas novas instalações, a capacidade do aeroporto passaria para 6 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto de Aracaju conta com 15 voos diários autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, o terminal de passageiros pode receber 2,6 milhões de embarques e desembarques por ano. Em 2015, a movimentação registrada foi de 1,2 milhão de passageiros (embarque e desembarque).

Atualmente, quatro companhias aéreas operam voos em Aracaju – Latam, Gol, Avianca e Azul -, que ligam o terminal a sete destinos nacionais: Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); São Paulo (SP); Campinas (SP); Recife (PE); Salvador (BA) e Maceió (AL).

PORTAL IDG NOW!


Exército dos EUA começa a testar "mini drone" que cabe no seu bolso

PC World / EUA
Com alcance de 1,6km, dispositivo Black Hornet PD-100 possui três câmeras e pode transmitir vídeo ao vivo e tirar fotos.
Os Fuzileiros Navais dos EUA estão testando um mini drone que cabe no bolso e pode entregar feeds ao vivo em vídeo a partir de três câmeras e é pequeno o bastante que é quase invisível no ar.
O chamado Black Hornet PD-100 pode ficar no ar por 25 minutos e possui um alcance de 1,6km. Isso significa que os fuzileiros podem usá-lo para vigilância muito além da sua posição atual.
O dispositivo consegue voar em missões guiadas via GPS. O cabo para fora na parte traseira é uma antena, não um cabo para energia ou dados.
As três câmeras podem ser usadas para enviar vídeo em tempo real ou fazer fotos. Uma câmera aponta para frente, outra diretamente para baixo e uma a 45 graus do chão. Os testes aconteceram recentemente na Califórnia durante um exercício chamado MIX-16, realizado para avaliar as novas tecnologias e como elas podem ser usadas pelos fuzileiros.
O Black Hornet já foi usado no Afeganistão pelo exército britânico, e o Ministério de Defesa do Reino Unido ficou suficientemente impressionado para torná-lo uma parte integrante do kit militar do país.
O aparelho é produzido pela empresa norueguesa Prox Dynamics, e as Forças Especiais daquele país já pediram uma versão com capacidade para voo noturno.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE


Incêndio já destruiu 12 mil hectares na Canastra

Brigadistas do ICMBio, bombeiros militares e voluntários prosseguem no combate às chamas. Na Chapada dos Guimarães, fogo é controlado
Brasília (09/08/2016) – Trinta e cinco brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 14 bombeiros militares do Governo do Estado e dez voluntários continuam atuando no combate ao incêndio florestal que atinge, desde o fim de semana, o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas.
O fogo ocorre em dois locais: na bacia do rio Santo Antônio (área não regularizada) e na região de Zagaia (em frente à portaria 3, área regularizada). Um helicóptero, cedido pelo governo estadual, e oito veículos ajudam no transporte de pessoal. Está prevista a chegada, ainda hoje, de dois aviões air tractor (que jogam água sobre a vegetação em chamas) para reforçar o combate.
Até a manhã desta terça-feira (9), a estimativa era que o fogo já havia destruído 12 mil hectares de vegetação no interior do parque. A dificuldade de acesso aos locais de incêndio, o que, em alguns casos, impede a chegada das tropas; o tempo seco (não chove há dias na região); e os ventos fortes são fatores que contribuem para a propagação das chamas e atrapalham o trabalho dos brigadistas.
Fogo é controlado na Chapada dos Guimarães
Já o incêndio florestal que era combatido desde o último dia 31 no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, está controlado. Não se avistam mais colunas de fumaça no perímetro e nem dentro da área impactada pelas chamas. Contudo, prosseguem os trabalhos de monitoramento até que seja declarada a extinção do fogo.
Bases fixas e unidades móveis distribuem-se pelo parque para o pronto atendimento de novas ocorrências. No começo da noite de ontem, outro incêndio foi avistado na margem direita do córrego Paciência, nas chácaras ao longo da MT-251. A localidade é abrangida pela Área de Proteção Ambiental Estadual da Chapada dos Guimarães e está fora do parque.
Às 6h de hoje, dois esquadrões do ICMBio foram deslocados para combater as chamas. Em duas horas, o incêndio foi controlado, mas, durante toda a manhã, os brigadistas permaneceram em campo realizando a vigilância. Cerca de 18 hectares foram queimados na área de competência da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), no interior de imóveis particulares.
As condições ambientais (vegetação seca) e climáticas (umidade baixa, temperatura alta e ventos fortes) continuam críticas, aumentando o risco de surgimento de novos incêndios. Os órgãos responsáveis advertem que a população não deve fazer uso do fogo para a limpeza de quintais ou campos, sob quaisquer hipóteses. O período proibitivo estende-se, pelo menos, até 15 de setembro. Além dos impactos ambientais, a fumaça causa transtornos ao trânsito de veículos e afeta a saúde das pessoas.
Festival de Inverno
Devido ao Festival de Inverno na cidade de Chapada dos Guimarães, há um intenso tráfego na MT-251. O capim está alto nas margens da rodovia, pois este ano não foi feito o aceiro (área de proteção contra o fogo) na faixa de responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Com isso, os cuidados devem ser ainda maiores.
Levantamento preliminar indica que foram atingidos, desde 23 de julho, aproximadamente 1.830 hectares no Parque Nacional e 2.000 hectares na APA da Chapada dos Guimarães.
As brigadas do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã, que vieram apoiar o combate ao incêndio, ainda se encontram no parque da Chapada dos Guimarães.
A visitação no mirante da cachoeira Véu de Noiva permanecerá suspensa enquanto as equipes externas estiverem alojadas no local, o que constitui uma medida de segurança para a população, já que os trabalhos de combate a incêndios envolvem maquinário pesado. O fechamento do Véu de Noiva também servirá para que reparos sejam feitos na infraestrutura atingida pelas chamas na semana passada.
Todos os demais atrativos do parque permanecem abertos à visitação, inclusive a Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha, cujo acesso é feito pela entrada principal.
Servidores da Coordenação Regional do ICMBio e voluntários apoiam a operação logística. O DTCEA-GI (Aeronáutica) apoia a ação com empréstimo de equipamentos de combate ao fogo. O Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado cedeu combatentes e equipamentos para auxílio nos trabalhos de combate.

PORTAL ABC DO ABC (SP)


Associação do Parque Tecnológico de São Bernardo define metas

Parque focará ações nos setores de defesa, petróleo e gás, metalmecâmica, automobilístico e design

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, participou nesta terça-feira (9) de reunião que definiu o plano de trabalho da Associação Parque Tecnológico de São Bernardo. O encontro aconteceu na sede provisória da instituição, na Rua João Pessoa, com a presença de representantes dos conselhos de Administração e Técnico-científico da instituição.
De acordo com o presidente da Associação, José Francisco Siqueira Neto, o objetivo do encontro foi definir as metas e objetivos da instituição para o biênio 2016/2017. Também foi acordada a realização de um evento, ainda este ano, para cadastrar empresas interessadas em desenvolvimento de inovação.
“A ideia é articular a atuação de empresas, instituições de ensino e centros de pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias e sua aplicação em produtos e serviços da cidade”, disse.
O parque, já previsto em lei, deverá focar nos setores de defesa, petróleo e gás, metalmecâmica, automobilístico e design.
Marinho lembrou que a cidade se destaca em inovação, especialmente na área de defesa, desde que a empresa sueca Saab, vencedora do contrato para renovar a frota de caças de combate do governo federal, anunciou sua intenção de construir em São Bernardo uma fábrica para produzir estruturas para a aeronave Gripen. “Já trabalhamos alinhados a esse processo, agora é juntar todos os atores, analisar e rever as ações necessárias e, principalmente, fazer com que as empresas sejam estimuladas a desenvolver o mercado aqui e a criar novos postos de trabalho e renda”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SDET), Hitoshi Hyodo, também participou do encontro.

JORNAL DE HUMAITÁ (AM)


ADS reinaugura a Feira do Cassam com Balcão de Negócios 

Postado por: Jornal de Humaitá

A Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) reinaugura no próximo sábado, 13 de agosto, a nova Feira do Clube dos Suboficiais e Sargentos da Aeronáutica (Cassam), no bairro São Lázaro, Zona sul de Manaus, com a realização de um Balcão de Negócios com a intermediação de novas oportunidades para produtores rurais que atuam na comercialização de produtos no local.
O espaço, que funciona na área externa do Cassam, abriga em torno de 100 produtores de 15 municípios do Amazonas. O projeto de revitalização da Feira do Cassam prevê troca de toldos, substituição e reforma das bancas, colocação de novas prateleiras e implantação de novos pontos de recepção de clientes, aumentando a capacidade de atendimento.
De acordo com o presidente da ADS, Lissandro Breval, a revitalização da Feira do Cassam só foi possível graças a uma parceria firmada entre a ADS e o Fundo de Promoção Social (FPS). “A parceria foi importante para conseguirmos recursos no projeto de readequação da feira e, agora, ela será entregue com um ‘layout’ mais moderno e funcional adequando melhor às necessidades dos produtores e o público que nos procura”, observou Breval.
A Feira do Cassam foi construída em 2012 e, na época, o espaço foi batizado de “Feira da Economia Feminista e Solidária de Produtos Regionais do Amazonas”. A iniciativa é resultado de um convênio entre Governo do Estado e o 7º Comando Aéreo Regional (7º Comar) da Aeronáutica.
O local funciona, semanalmente, e movimenta em torno de R$ 480 mil por mês, recebendo no mesmo período quase 2 mil pessoas. Entre os produtos mais comercializados e que são destaques na feira estão a laranja, a farinha do Uarini, o cupuaçu, além do tambaqui.
Lissandro Breval disse que a iniciativa de reservar o espaço aos produtores rurais faz parte da política da ADS, que pretende, também, melhorar as oportunidades de acesso à qualificação, emprego e renda ao público aos trabalhadores do campo. “Além de garantir um espaço revitalizado aos produtores rurais, pretendemos no dia da reinauguração da Feira do Cassam realizar um Balcão de Negócios, cujas diretrizes, ainda, estão em fase de elaboração nesta semana, mas temos certeza que irá gerar importantes oportunidades aos nossos produtores”, concluiu o presidente da ADS.



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