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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 09/08/2016 / Embraer corta custos e abre plano de demissão para economizar US$ 200 milhões


Embraer corta custos e abre plano de demissão para economizar US$ 200 milhões ...


Aérea informa que ainda estuda definições do programa, mas que oferece pacote de benefícios atraente; montante a ser poupado é o mesmo provisionado pela companhia relacionado a ação nos EUA ...

A Embraer informou nesta segunda-feira, 8, aos seus empregados que irá adotar uma série de medidas visando a redução de custos em todas as suas unidades e negócios em todo o mundo, incluindo a redução de estoques e a revisão de contratos com fornecedores. Entre as iniciativas a serem tomadas também está a adoção de um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) para funcionários das unidades do Brasil.

"A Embraer entende que o PDV dá a oportunidade de decisão ao funcionário e oferece um pacote atraente de benefícios", diz a Embraer, em e-mail, respondendo aos questionamentos do Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado. "Todas as definições relativas ao PDV estão ainda sendo estudadas e serão divulgadas ao término desse processo, que deve levar algumas semanas".

Segundo a Embraer, o objetivo é economizar cerca de US$ 200 milhões com o conjunto de medidas para a revisão de custos, incluindo o PDV. Este é o mesmo montante provisionado pela companhia no segundo trimestre de 2016, relacionado à investigação nos Estados Unidos sobre alegação de "não conformidade" com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA).

Em seu balanço trimestral, a companhia explica que esse montante é uma estimativa de um "provável desfecho" de negociações, mas salienta que o valor ainda não foi "finalmente determinado". Desde 2010, a Securities and Exchange Commission (SEC) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos questionam a companhia por suspeitas de irregularidades na venda de aeronaves fora do Brasil. Em 2016, conforme descreve a Embraer, as negociações com as autoridades americanas progrediram "significativamente".

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que não apoia o PDV ou qualquer outra medida que penalize os trabalhadores e que irá questionar a Embraer em uma reunião marcada para quarta-feira (10), às 15h.

Dificuldades.
O anúncio ocorre em meio a um contexto de dificuldades enfrentadas pela Embraer, o que fez com que a companhia revisasse, no fim de julho, as suas estimativas de entregas de aeronaves para 2016. Segundo a empresa, os negócios no setor de jatos executivos estão mais difíceis do que o esperado neste ano, "com pressão contínua sobre novas vendas de jatos", ressaltando, ainda, a influência dos altos níveis de estoques de aeronaves usadas e o ambiente altamente competitivo que tem influenciado as transações.

Com isso, a Embraer reduziu sua previsão de entregas de jatos executivos, para a faixa entre 70 e 80 jatos leves e de 35 a 45 jatos grandes, ante as estimativas iniciais de 75 a 85 e 40 a 50, respectivamente. Com isso, a companhia também passou a esperar uma menor receita líquida do segmento, agora entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,75 bilhão, abaixo do patamar entre US$ 1,75 a US$ 1,90 bilhão anteriormente previsto.

Adicionalmente, a companhia também reduziu a previsão de "outras receitas", para US$ 50 milhões, dos US$ 100 milhões estimados anteriormente, levando a uma diminuição da receita líquida consolidada no exercício para US$ 5,8 bilhões a US$ 6,2 bilhões, frente o intervalo anterior de US$ 6 bilhões a US$ 6,4 bilhões.

As estimativas de entregas e receitas dos segmentos de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança para o ano permanecem inalteradas.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL HOJE EM DIA (MG)


Militar da Marinha, Rafaela Silva desiste de fazer continência no pódio


A judoca Rafaela Silva ficou em dúvida nesta segunda-feira (8) antes de subir ao pódio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para receber a medalha de ouro pela conquista do torneio até 57 kg. A terceiro sargento da Marinha preferiu não repetir o costume de outros atletas militares de fazer continência enquanto a bandeira brasileira é hasteada na premiação, por medo de ser punida com uma possível perda da medalha.
No pódio da Arena Carioca 2, o Hino Nacional tocou enquanto a agora campeã olímpica se emocionava e usava as mãos para segurar as lembranças entregues aos que recebem a medalha. "É que tem regra que muda bastante. Antes no judô eu nem podia fazer o sinal da cruz. Para não correr o risco de perder a medalha, mantive a mão no lugar", comentou.
A continência no pódio para atletas militares se tornou um costume no Pan-Americano de Toronto, no ano passado. Muitos dos atletas que integram as Forças Armadas repetiram o gesto durante as cerimônias de premiação das competições. Nesta Olimpíada, o atirador Felipe Wu, também militar, fez continência no último sábado ao receber a prata.
Rafaela Silva é uma das 145 atletas militares que integram a delegação brasileira nos Jogos. A judoca é integrante do programa de Alto Rendimento mantido pelo Ministério da Defesa. "Foi um excelente resultado. Vibramos com a medalha da Rafaela. Isso prova que o Programa de Alto Rendimento é uma importante ferramenta de apoio na formação dos atletas", comentou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

PORTAL GLOBO ESPORTE


Meninas se vingam, goleiam Romênia, e torcida faz a festa por Rafaela Silva

Com grande atuação coletiva, Brasil derruba algoz do Mundial por 26 a 13, vence a segunda na Olimpíada e fica mais perto de uma vaga nas quartas dentro de casa

Edgard Maciel De Sá E Thierry Gozzer

Estava engasgado. Estava no choro copioso de Ana Paula, amparada pelo técnico Morten Soubak. Foram oito meses remoendo, voltando naquele 13 de dezembro de 2015. Tentando entender o que aconteceu. Favorita, a seleção feminina de handebol teve pela frente a Romênia nas oitavas de final do Mundial da Dinamarca e acabou eliminada, dando adeus ao sonho do bicampeonato. Em casa, com a Arena do Futuro lotada, a chance da revanche chegou. E com estilo. Dominando as romenas, que foram bronze à época, as meninas deram um banho e venceram a segunda na Olimpíada do Rio de Janeiro com goleada: 26 a 13, com direito a olé, muita festa e até gritos para Rafaela Silva, primeiro ouro do Brasil, no judô, no ginásio ao lado.
- (Esse início) Mostra que a gente veio brigar de igual para igual. Ninguém vai jogar aqui dentro da nossa casa com o passado. Assim como a Romênia eliminou a gente no último Mundial, assim como a Noruega já foi campeã olímpica, a gente também já foi campeã do mundo. Vamos jogar com o presente, com o aqui, com o agora. E temos de mostrar nossa força porque aqui é a nossa casa. Para ganharem da gente vão ter de jogar muito - disse a capitã Dara.
Mais uma vez Ana Paula foi um dos destaques. Se em dezembro passado chorou, agora a central sorriu. Comemorou, mas manteve o foco e pés no chão. Mesmo depois de outra atuação de gala - o time já havia batido a Noruega na estreia - as jogadoras seguem com o discurso de que o importante é se classificar para o mata-mata e que não adianta vencer agora na primeira fase e não seguir assim quando a partida valer uma medalha ou a eliminação precoce.
A goleira Babi, um dos destaques, não conseguiu perceber durante o jogo a festa para a judoca Rafaela Silva, mas depois comemorou também.
- Nem ouvi na verdade, fiquei sabendo que ela ganhou medalha de ouro. Muito feliz, mulheres vieram marcar presença nessa Olimpíada e trazer essa mensagem para o Brasil.
Na próxima rodada, já para garantir um lugar nas quartas de final, mesmo que seja com o quarto lugar do grupo, o Brasil enfrenta a Espanha. O jogo será na quarta-feira, às 9h30, na Arena do Futuro. Depois, o país ainda pega Angola, na sexta-feira, e Montenegro, no domingo, fechando a primeira fase. A derrota da Romênia foi a segunda. Na primeira partida a equipe já havia sido derrotada por Angola. Assim, complicou-se na competição olímpica.
Ligado no jogo, o Brasil começou muito bem. Com cinco minutos, vencia por 4 a 1, com gols de Dara, Ana Paula (2x) e Alê. Na defesa, a equipe conseguia parar a melhor do mundo Cristina Neagu, que inclusive levou suspensão após falta. Lá atrás, a goleira Babi tinha excelente aproveitamento, parando o ataque rival. Com o primeiro período chegando na sua metade, o Brasil voltou a comandar as ações e Duda e Ana Paula, com quatro gols a essa altura, colocaram 9 a 4. Aos poucos, a Romênia equilibrou, com gols da própria Neagu e Manea, e o placar tinha 7 a 4 com 12 minutos.
Aos 17, a seleção levou um susto. A arbitragem viu uma cotovelada de Duda em jogadora romena, e a armadora foi expulsa do jogo. Mesmo com uma jogadora a menos, o Brasil conseguiu manter a frente. Três minutos depois, foi a vez de Dani Piedade levar suspensão de dois minutos. Enquanto a seleção encaminhava o triunfo diante da Romênia, a arquibancada vibrava com o ouro de Rafaela Silva no judô e gritava: "É Rafaela, é Rafaela". Em quadra, o Brasil vencia por 13 a 8. Além de jogar bem, as meninas davam show. Ana Paula, em passe lindo por debaixo das próprias pernas, achou Fernanda, que perdeu o gol.
Gol até de goleira
A segunda etapa começou no ritmo que a primeira terminou. Dono do jogo, o Brasil manteve sua postura ofensiva e com sete minutos colocou 17 a 10, uma goleada. Com 13 minutos, a seleção domava as europeias como se treinasse e no contra-ataque, até a goleira Babi marcou o seu gol, do outro lado da quadra, arremessando sem ninguém para defender a meta romena. Com dificuldade para atacar, Cristina Neagu, melhor jogadora do mundo em 2015, tinha cinco gols, mas não dava a vazão que a Romênia acostumou-se a ter em outros jogos.
Entregues, as romenas não conseguiam equilibrar a partida. Faltando menos de dez minutos para o fim, a torcida gritava olé a cada passe e Samira, com bola de rosca, fez impiedosos 25 a 13. E o dia não era brasileiro só no ataque. Na defesa, Mayssa entrou no lugar de Babi e pegou sete metros de Buceschi, faltando cinco minutos para o fim. Na jogada seguinte, Mayara levou choque, caiu e sentiu uma lesão. Ela voltava para a seleção depois de duas cirurgias no joelho, e não voltou mais para a partida. No fim, com os gritos de "O campeão voltou", o Brasil confirmou a vitória por 26 a 13.

Entre os grandes: apesar de falhas no solo, time do Brasil leva inédito 6º lugar

Zanetti, Diego, Nory, Sasaki e Chico conquistam posição que nem equipe feminina do Brasil alcançou em Olimpíadas. Japão leva ouro, Rússia prata e China o bronze

Por anos era um sonho ver uma equipe masculina do Brasil na Olimpíada. Imagina. Na ginástica artística? Um esporte dominado por russos, americanos, japoneses, chineses... Bem, chegou a hora de novos sonhos. O time não só conquistou a vaga nos Jogos do Rio de Janeiro como também consolidou sua posição entre os grandes nesta segunda-feira. Arthur Zanetti, Arthur Nory, Diego Hypolito, Francisco Barretto e Sergio Sasaki encantaram a Arena Olímpica na final por equipes em mais uma tarde mágica, de voos fascinantes, de vibração, de garra. O pódio não veio, e nem estava ao alcance ainda, mas a inédita sexta colocação foi celebrada, mesmo com falhas no solo. Potências da ginástica, atenção! O Brasil chegou, e é para ficar!
- É a primeira vez que estamos com uma equipe completa e pegamos final. Os cinco primeiros são potências olímpicas. Estamos aí. Eles sabem que se derem uma vacilada, estamos na cola. O Brasil cresceu muito. Sabíamos a realidade, que a chance era muito pequena de uma medalha. Viemos para fazer nosso melhor e curtir a competição - disse Arthur Zanetti.
É claro que a festa foi do Japão, que retomou o posto de melhor equipe da Olimpíada com um ouro que não vinha desde os Jogos de Atenas 2004. Um título conquistado com a liderança de Kohei Uchimura. O astro conquistou 91,598 pontos dos 274,094 da equipe japonesa. Alegria também para a Rússia, que volta ao pódio com a prata depois três edições ausente. Os antigos bicampeões chineses não vibraram muito com o bronze.
Mas os brasileiros têm motivo para se orgulharem. Para entender o tamanho do feito, basta saber que a sexta colocação nunca foi alcançada em Olimpíada nem mesmo pelo time feminino, nem mesmo por uma equipe com Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Daniele Hypolito e Lais Souza, que ficaram em oitavo nos Jogos de Pequim 2008.
Certamente o Brasil poderia ter chegado um pouco mais perto do pódio se não tivesse falhado no solo, com duas quedas de Sérgio Sasaki. Erros, porém, são normais na ginástica. Até os campeões japoneses não passaram ilesos.
- A gente fez nossa parte. Fico triste de não ter dado meu 100% no solo, mas feliz de ter ajudado nos outros aparelhos. Quando compito por equipes, normalmente me sinto um pouco mais nervoso, um pouco mais tenso. Eu compito seis aparelhos. A responsaibilidade é um pouco maior, a minha cobrança é maior, porque sei que posso fazer a diferença para o Brasil - disse Sasaki.
A sexta colocação nem era esperada para um grupo que sempre declarou a estratégia de focar em finais individuais na Rio 2016. Todos eles, aliás, estão classificados para pelo menos uma decisão. Sasaki e Nory disputam a final do individual geral na quarta-feira. Diego e Nory competem no solo no domingo. Na próxima segunda-feira, Zanetti tenta o bi olímpico das argolas. Chico fecha a participação brasileira nos Jogos no dia 16 de agosto, na decisão da barra fixa.
1ª rotação
Se na classificatória a Arena Olímpica ainda não estava cheia quando Zanetti se apresentou nas argolas - houve problema de acesso ao Parque Olímpico -, desta vez o campeão olímpico teve casa cheia, pôde sentir o calor da torcida. Ele novamente puxou o desempenho do Brasil no aparelho, repetiu a série da classificatória, com menor dificuldade, e somou 15,566. Chico e Sasaki também melhoraram seus resultados em relação ao primeiro dia, e o Brasil conseguiu 44,332 pontos.
O telão mostrava: o Brasil só estava atrás de Rússia e Alemanha. Os favoritos China, Japão e Estados Unidos sofreram quedas na primeira rotação. Nascia o sonho de uma medalha para o time.
2ª rotação
Para chegar ao sonhado pódio era preciso voar alto. Assim fizeram os brasileiros no salto. Diego, Nory e Sasaki repetiram o bom desempenho da classificatória. Os pequenos passos nas aterrissagens não tiraram o sorriso de satisfação no rosto dos brasileiros. Com 45,032 pontos no salto, o time da casa viu a Grã-Bretanha o ultrapassar, mas apenas a Rússia havia aberto vantagem na liderança. China e Japão continuavam atrás.
3ª rotação
O ritmo acelerado dos gritos da torcida empurrou os brasileiros nas barras paralelas. Chico teve alguns desequilíbrios no aparelho, mas fechou bem e tirou os mesmos 14,700 de Nory. Sasaki voou alto e cravou tudo. A nota 15,133 puxou o somatório do Brasil (44,533), que manteve a quarta colocação. O Japão, atual campeão mundial, reagiu liderado por saltos quase perfeitos de Kenzo Shirai e Kohei Uchimura e assumiu a segunda posição, atrás dos russos. Os alemães, porém, sofreram uma queda na barra fixa e foram ultrapassados pelos anfitriões da Rio 2016.
4ª rotação
A vibração tomava conta dos ginastas brasileiros àquela altura. Para um pódio, ainda era preciso contar com erros de rivais favoritos, mas estar entre os grandes, entre as potências, isso só dependia deles. A comemoração era grande a cada série completa na barra fixa. Nory, quarto no Mundial de 2015, acertou o movimento que errou na classificatória (14,933). Chico, que vai disputar a final da barra na Rio 2016, mais uma voou alto em largadas e retomadas incríveis (15,166). Sasaki também foi muito bem, mas os árbitros acharam que não foi tão preciso. A nota 14,566 foi muito vaiada na Arena Olímpica, que pedia mais pontos para o brasileiro.
Com 44,665 pontos no aparelho, o Brasil manteve o quarto posto. Russos e Japoneses já se colocavam em uma disputa à parte pelo ouro. O bronze, porém, ainda estava ao alcance. Com britânicos na frente no páreo pelo pódio.
5ª rotação
O solo era o aparelho mais importante para o Brasil naquele momento, o que a equipe conseguiu a melhor pontuação na classificatória. Só que enquanto chineses e americanos voaram nas barras paralelas, Sasaki caiu. Duas vezes. A nota 12,100 acabou com qualquer chance de pódio, que já dependia de falhas dos rivais. Um balde de água fria? Talvez para torcedores empolgados. Para a equipe, o objetivo ainda era uma inédita posição. Nory, finalista do aparelho na Rio 2016, acabou pisando fora do tablado (14,500). Diego Hypolito, outro que está na final do solo, foi aclamado pela Arena Olímpica. Ele fez uma boa série, mas a nota 15,133 ficou abaixo dos 15,500 da classificatória. Com 41,733 pontos, os brasileiros foram ultrapassados por americanos e chineses. Só restava manter o sexto posto.
6ª rotação
As falhas no solo diminuíram a empolgação dos brasileiros, mas ainda havia um aparelho para fechar a competição: o temido cavalo com alças. Antigo Calcanhar de Aquiles, mais uma vez o cavalo foi domado por Sasaki, Nory e Chico. Os 43,433 pontos garantiram a sexta e inédita colocação, com um total de 263,728 pontos. No final, os brasileiros só aguardaram para ver a formação do pódio. Os japoneses levaram a melhor, assim como no Mundial de 2015, graças a Kohei Uchimura, que sozinho somou 91,598.

Por sonho olímpico, time de hóquei do Brasil concilia trabalho e emprego

Nove dos 16 jogadores da seleção precisam se desdobrar; estreante em Jogos Olímpicos, seleção dá o “jeitinho brasileiro” para representar o país na Rio 2016

Robson Boamorte

Entre uma aula e outra, uma missão militar ou até mesmo viagens pelo mundo para vender eletrodomésticos, cercas e afins, a seleção brasileira de hóquei sobre grama trilhou o caminho até a inédita vaga nos Jogos Olímpicos. Algo impensável para um país sem tradição em uma modalidade que, apesar de pouco conhecida por aqui, é uma das mais praticadas no mundo. Imagine a situação: se no “país do futebol” já existem milhares de exemplos de atletas que não conseguem viver somente do esporte, calcule as dificuldades que o time de hóquei do Brasil passou - e ainda passa – em busca do sonho olímpico. Nove dos 16 atletas da seleção precisam conciliar o trabalho com o esporte. Depois de duas derrotas, o Brasil volta a campo nesta terça-feira, às 18h, contra a Grã-Bretanha, no campo 1 do Centro Olímpico de Hóquei, em Deodoro. As dificuldades enfrentadas pelos atletas já refletem na Rio 2016: até aqui o país perdeu de 7 a 0 da Espanha e de 12 a 0 da Bélgica. 
Nascido na Inglaterra e naturalizado brasileiro, o defensor Christopher Paul McPherson sabe bem o que é isso. Casado com uma brasileira desde 2011, ele é professor de inglês em Santa Maria (RS) e conciliou sua agenda de aulas com os treinos de hóquei. Afinal, quanto vale o sonho olímpico?
- Todo o esforço que eu e meus companheiros tivemos vale a pena. Saber que vamos participar de uma Olimpíada é algo extraordinário e um momento que devemos nos orgulhar. Sempre precisei trabalhar, tenho duas filhas e não podemos ainda considerar o hóquei como uma profissão. Hoje, vários têm bolsa-atleta do governo, mas mesmo assim temos que nos esforçar para garantir as contas pagas no fim do mês – disse.
Christopher não vê sua esposa e filhas há quase dois meses. A mais nova tem apenas cinco meses. Nesse período, Chris esteve na Argentina em um intercâmbio promovido pela Confederação Brasileira de Hóquei Sobre Grama. Lá, os atletas disputaram o campeonato nacional – a Argentina é uma das potências no esporte.
- Trabalhar e treinar atrapalha, claro. Quando saio dos treinos, chego em casa e tento relaxar, separar as duas coisas. O bom é que minha profissão me permitiu ter uma agenda mais tranquila, já que organizo minhas aulas de acordo com os treinamentos e viagens. Mas é complicado, pois tenho uma família para sustentar. Minha esposa também trabalha, então facilita também – conta o defensor.
Para o colega de defesa Bruno Mendonça, o trabalho foi um aliado aos treinamentos. Ele é sargento da Aeronáutica, e quando está com horas livres no quartel, aproveita para incrementar a parte física. Isso sem contar com o tratamento diferenciado aos atletas militares.
- No meu caso é mais fácil, inclusive para a liberação para viagens e jogos. Existe um acordo entre entre o Ministério da Defesa e o Ministério do Esporte, então consigo estar junto da seleção onde ela for. Isso ajuda muito. Para os atletas que trabalhavam na iniciativa privada, sabemos que é mais difícil. Muitos não liberam e eles acabam tendo que pedir demissão. Atrapalha nossos planos, mas fazemos tudo para representar bem o Brasil. Sabemos que isso pesa no financeiro deles.
Agora, se o chefe não entende da rotina de atleta, o caso do holandês-brasileiro Ernst Adriaan Rost-Onnes é totalmente o contrário. Ele recebeu seis meses de folga. Isso mesmo. Seu chefe o liberou para jogar, viajar e representar o Brasil durante todo esse tempo. Ele trabalha em uma multinacional com sede na Holanda, que vende de cercas a eletrodomésticos pelo mundo. Por lá, ele também disputa o campeonato local.
- Tive sorte, meu chefe é apaixonado por hóquei e sempre me apoiou. Sei que é um caso quase raro e procuro corresponder a confiança dele e do treinador para levar o hóquei o mais longe possível aqui no Brasil. Moro na Holanda, mas nos últimos cinco meses pude acompanhar a seleção. Quando terminarem os jogos, volto para lá para trabalhar novamente. O bom é que nessa reta final pude focar somente no esporte. Eu jogo na Holanda toda semana, então no meu caso foi mais fácil.
Palavra do chefe

Ter jogadores à distância poderia dificultar a vida do treinador Cláudio Rocha, que comanda a equipe desde 2011. Entretanto, ele conta com a tecnologia para entrosar os atletas e moldar o padrão da equipe.
- Alguns deles até abdicaram de trabalhar, mas outros ainda não conseguem. O Chris e o Ernst mesmo, temos que tentar conciliar. Eles perdem um pouco da preparação, pois precisam viajar. Mas sempre negociamos da melhor forma para que ninguém saia perdendo. Sempre passamos o dever de casa, principalmente na parte física. Mando vídeos das nossas formações, nossas estratégias. Esse mundo globalizado ajuda e muito. Então conseguimos diminuir essas distâncias – afirmou.
Apesar de todas as dificuldades, a vantagem é que 13 jogadores recebem bolsa-atleta, auxílio financeiro concedido pelo governo. E a seleção brasileira de hóquei está em evolução constante. No último Pan-Americano, em Toronto 2015, o Brasil ficou em quarto lugar - feito que garantiu ao país a vaga nos Jogos Olímpicos.
- Em alguns países é possível viver do hóquei, mas na grande maioria ainda é um esporte amador. Depois da Olimpíada, vamos ter quatro campos oficiais no Rio de Janeiro e isso será importante para mantermos nosso crescimento que já é muito bom – comenta o treinador brasileiro.


PORTAL G-1


Aeroporto Santos Dumont, no Rio, fechará 4h30 diárias durante 11 dias

Voos serão suspensos de 12h40 às 17h10 até o dia 18 de agosto. Mudança começa segunda (8); para compensar, há voos de madrugada.

Do G1 Rio

O aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio, ficará fechado de 12h40 às 17h10 durante 11 dias. A suspensão de voos por 4h30 diárias vai de 8 a 18 de agosto por conta das competições de vela na Baía de Guanabara.
Para compensar a suspensão, o horário de funcionamento do aeroporto será ampliado para ter pousos e decolagens de aviação executiva e táxi-aéreo também de madrugada, entre 23h e 5h59. As informações são da Aeronáutica.
Normalmente, o funcionamento de voos comerciais é de 6h às 23h e passará a ser até 23h59. A Secretaria de Aviação Civil informa que, apesar da suspensão de voos à tarde, a medida aumenta o número de voos comerciais em 34.

ITA abre inscrições para 110 vagas em seis cursos de graduação

Candidatos podem optar entre seis cursos diferentes de engenharia. Inscrições seguem até dia 15 de setembro somente pela internet.

Do G1 Vale Do Paraíba E Região

Começa nesta segunda-feira (8) o prazo para inscrições no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos (SP).
O vestibular é um dos mais concorridos do país. Em 2015, o processo seletivo teve recorde de inscritos com 90 candidatos por vaga. Cerca de 12.500 se inscreveram para as 140 vagas oferecidas.
Ao todo, são oferecidas 110 vagas - 30 a menos do que na edição anterior - para os seis cursos de graduação em engenharia (aeronáutica, mecânica-aeronáutica, eletrônica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial). De acordo com ITA, a redução de vagas é devido às reformas para ampliação das salas de aulas e laboratórios, que ainda não foram concluídas.
Os candidatos devem se inscrever exclusivamente pela internet até o dia 15 de setembro. Os interessados devem ter até 23 anos e serem brasileiros. A taxa para inscrição é de R$ 140.
As provas serão aplicadas de 13 a 16 de dezembro em 22 cidades além de São José dos Campos: Belém, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Campinas, Ribeirão Preto, Campo Grande, Rio de Janeiro, Cuiabá, Curitiba, São José do Rio Preto, Fortaleza, Salvador, Goiânia, São Paulo, Juiz de Fora, Teresina, Londrina, Vitória e Manaus.
As provas são separadas por dia e serão específicas de física, matemática, química, língua portuguesa (com redação) e inglês. Neste ano, não haverá divisão entre vagas destinadas a civis e a militares.
O vestibular do ITA é um dos mais concorridos do país e em 2014 teve como cursos mais disputadas as engenharias aeronáutica e civil aeronáutica - que somaram mais de 3,6 mil dos 7.792 candidatos.

Região do Pantanal de Mato Grosso do Sul está em chamas há semanas

Fogo atinge Serra do Amolar há 15 dias e destruiu 10 mil hectares de mata. Ainda há focos de incêndio, mas situação está controlada, dizem bombeiros.

Do G1 Ms Com Informações Da Tv Morena

A Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, está em chamas há 15 dias. O fogo atinge a região que fica em Corumbá, a 415 km de Campo Grande, e já consumiu cerca de 10 mil hectares de mata. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda há focos de incêndio na região, que fica em local de difícil acesso.
Equipes do Prevfogo e dos bombeiros estão no local fazendo o monitoramento do incêndio e a informação é de que o fogo continua rasteiro, mas o incêndio está controlado.
O presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Ângelo Rabelo, que cuida da preservação ambiental da região do Pantanal, diz que a situação é preocupante.
"A região merece atenção especial e o quadro é bastante preocupante porque é a área de titulação mundial mais importante do nosso estado", afirmou.
Ainda segundo ele, várias corporações se mobilizam desde a semana passada para conter os focos de incêndio, entre eles Ibama, Prevfog, Corpo de Bombeiros, Exército e Marinha.
Rabelo ressalta que a ação humana também prejudica a região. "Além da combustão espontânea que acontece nessa região temos a ação humana, então, a Polícia Militar Ambiental (PMA) está no local fazendo a ação preventiva para controle do uso do fogo", finalizou.

Blindado é usado em patrulhamentos do Exército nas ruas de Natal

Urutu é também usado para deslocar tropas armadas a locais críticos. Veículo está no RN desde quinta (4), quando foi iniciada a Operação Potiguar.

Um Urutu do Exército Brasileiro está sendo utilizado para fazer patrulhamentos nas ruas de Natal desde a quinta-feira (4), quando foi iniciada a Operação Potiguar. A ação, solicitada pelo Governo do Rio Grande do Norte e autorizada pela Presidência da República, conta com 1.200 homens das Forças Armadas e tem por objetivo integrar as políciais estaduais no combate à onda de ataques que atingiu o RN na semana passada. Entre o dia 29 de julho e a quinta (4), a 107 atos criminosos foram registrados em 37 cidades.
Segundo o Exército, em Natal, a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP) Urutu pode ser empregada nas situações de patrulhamento com tropa embarcada ou ainda em deslocamento rápido de tropas para pontos que exijam pronta intervenção. "Tudo com a segurança da proteção blindada", diz o Exército.
O Urutu utiliza uma metralhadora .50 (ponto cinquenta) como armamento principal. O blindado pode transportar até 12 militares com seu armamento individual e totalmente equipados. A viatura pesa 13 toneladas e suporta projéteis de arma leve e estilhaços de minas.
Os ataques no estado foram reivindicados por uma facção criminosa insatisfeita com a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, cidade da Grande Natal. O primeiro caso aconteceu na tarde do dia 29 de julho, quando um micro-ônibus foi incendiado na BR-101, em Macaíba, também na região Metropolitana da capital potiguar. Em uma semana, a Sesed registrou 107 atos criminosos em 37 cidades. O último atentado havia ocorrido na manhã da quinta-feira (4). Ao longo deste período, 108 pessoas foram presas suspeitas de participação direta ou envolvimento nos ataques.
Os principais alvos dos criminosos são ônibus, carros, prédios da administração pública e bases policiais. Um dos acessos ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, e até mesmo a vegetação do Morro do Careca – um dos principais cartões-postais do estado – também foram alvos dos atentados.
Anos de descaso

Para o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, general Ronaldo Lundgren, afirmou que "tudo isso que estamos passando é resultado de anos de descaso, de falta de atenção e de investimentos em segurança pública".
Em entrevista ao G1, ele também ressaltou que essa onda de ataques só começou porque o Estado, enfim, decidiu retomar o controle dos presídios. "O Estado começou pela Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na quinta-feira (28), a eliminar os escritórios do crime. Já nesse mesmo dia, ficamos de prontidão. Na sexta, assim que soube do ataque a um micro-ônibus em Macaíba, determinei que fosse iniciada a Operação Guardião. Essa ação, que envolve todos os órgãos de segurança pública que atuam no Rio Grande do Norte, tem por objetivo minimizar a reação dos criminosos. Avalio, após esse período, que nosso planejamento foi suficiente".
Ainda segundo Lundgren, os ataques foram cometidos ou tentados por `soldados do crime´. "São pessoas que têm dívidas de droga ou que realizaram ou tentaram fazer ataques em troca de R$ 50, R$ 100. Tudo isso a mando de chefes que estavam dentro de presídios. Para comprovar, todos eles tiveram que filmar o momento do ataque. Isso agora nos serve como prova contra eles".
Calamidade pública

Mesmo diante de mais de uma centena de ataques, o secretário disse que o Estado ainda não estuda a possibilidade de decretação de calamidade pública na segurança potiguar. "Isso foi feito recentemente pelo Estado do Rio de Janeiro, mas foi por causa da Olimpíada e possibilitou mais investimentos sem uma série de trâmites burocráticos. Creio que, pelo menos por enquanto, ainda não haja essa necessidade no Rio Grande do Norte".
Lundgren disse que a Operação Guardião vai ser mantida até que os bloqueadores de celular sejam instalados nas unidades prisionais. Paralelamente, pelo menos até o dia 16 de agosto, as forças de segurança estaduais e as Forças Armadas seguem com a Operação Potiguar, iniciada na quinta-feira (4). Essa ação conta com 1.200 homens do Exército, da Marinha e da Força Aérea. Os militares ocupam os corredores de ônibus, principais avenidas, corredores bancários, acesso ao aeroporto e as entradas de Natal.
Próximos passos

Ronaldo Lundgren disse que o Rio Grande do Norte tem a chance, após essa onda de ataques criminosos, de restabelecer a paz. "Demos o primeiro passo, que foi instalar o bloqueador no PEP. Vamos continuar em outros presídios. Mas outras medidas de segurança pública também serão tomadas. Temos que criar mais vagas no sistema penitenciário, temos que investir na capacitação e promoção de nossos policiais, temos que fazer concursos públicos para as Polícias Militar e Civil. Vamos lançar o plano estadual de redução de homicídios e ampliar nossa política de polícia de aproximação. Digo que temos essa oportunidade porque a população do Rio Grande do Norte está do nosso lado, apoiando o combate à criminalidade".
Presos transferidos

Os 21 detentos apontados como chefes da facção criminosa que reivindica os ataques ocorridos no estado deixaram o Rio Grande do Norte na manhã deste sábado (6). Em um avião da Polícia Federal, eles embarcaram com destino aos presídios federais de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). A aeronave decolou do Aeroporto Internacional Aluízio Alves às 10h.
Gritos e choro

Os presos deixaram a Penitenciária Estadual de Parnamirim por volta das 7h20 deste sábado. Familiares dos detentos foram ao presídio e protestaram. Houve gritos e muito choro. Os veículos do sistema penitenciário saíram escoltados por carros do Batalhão de Choque da PM. O helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de Segurança Pública, também acompanhou o trajeto até o aeroporto.
Os presos transferidos são: Sebastião Figueira da Costa Júnior, Josenildo Medeiros da Silva, Josenildo Augusto da Silva, Bruno Mitchel Carvalho de Farias, Christian Lutianne Costa de Lima, Djackson Hyzacky Moreira da Silva, Gerson Menezes, Gilbeto da Cruz Silva, Igor dos Santos Peixoto, João Paulo Souza da Silva, Luanderson Inácio de Souza Cunha, Leonardo Victor Cavalcante Soares, Marcos Antônio Oliveira da Silva, Walleano Luabson Cruz dos Santos, Zadonaide Fernandes Nunes, José Wilson Trajano de Freitas, Francisco Frank Dantas da Costa, Renato da Silva Climaco, Cleiton Miranda Lins, João Maria dos Santos Oliveira e Rosivaldo Barbosa da Silva.
Um dos detentos, João Maria dos Santos Oliveira, o `João Mago´, foi preso no dia 31 de julho em Nova Parnamirim. Ele é apontado pelas forças de segurança como um dos chefes da facção que vem agindo no estado.
Outros cinco presos, também apontados como chefes da facção, foram transferidos no início do mês para a Penitenciária Federal de Mossoró. São eles: Edson Cardoso Bezerra (Gato), Anderson Mendonça da Silva (Sancinho), Cosme Wendel Rodrigues Gomes (Cego), Alex Barros de Medeiros e Marcos Paulo Ferreira (Cabeça do Acre).

Avião combate fogo que já destruiu 7 mil hectares em aldeia indígena de MT

Fogo está alto e atinge a copa das árvores em uma área de mata densa. Aeronave tem capacidade para transportar 3 mil litros de água.

G1 Mt

Com a ajuda de uma aeronave, bombeiros e brigadistas tentam combater um incêndio na Aldeia Formoso, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, que teve início há aproximadamente 30 dias. No entanto, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), os bombeiros foram acionados há cinco dias.
A estimativa, com base em dados coletados por um sistema de monitoramente, é de que um total de 7 mil hectares tenham sido queimados.
Conforme o Corpo de Bombeiros, a linha do fogo que está se alastrando tem aproximadamente 18 km de extensão.
O fogo está alto e atinge a copa das árvores. Por causa da dificuldade no controle das chamas, houve a necessidade de usar o avião, segundo os bombeiros. O trabalho é mostrado em imagens aéreas registradas e divulgadas pelos bombeiros [veja no vídeo acima].
A aeronave, que pertence ao Corpo de Bombeiros, tem capacidade para transportar 3 mil litros de água e é usado em conjunto com as equipes que atuam no local do incêndio.
De acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), oito bombeiros e 18 brigadistas tentam controlar as chamas.
Equipes que estão no local estão fazendo um aceiro na tentativa de tentar impedir que as chamas se espalhem. As causas do incêndio, que já prejudicou a comunidade dos índios Pareci, ainda são desconhecidas. Uma perícia deverá apontar os motivos.
Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, 4 mil hectares de aldeia, que tem 20 mil hectares ao todo, já foram destruídos pelo fogo. As chamas queimaram os canos do sistema de abastecimento de água da região. Com isso, os moradores da região ficaram sem água.

Rio 2016: mais de 500 mil passaram por aeroportos do Rio na 1ª semana

Foram 595 mil pessoas do dia 31 julho ao dia 6 de agosto. Aviação opera com o melhor índice de pontualidade: 95,6%.

Fernanda Rouvenat

ImagemO ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, apresentou, nesta segunda-feira (8), o balanço da primeira semana de movimentação olímpica nos aeroportos do Brasil. De acordo com Quintella, 595 mil pessoas passaram pelos dois aeroportos do Rio de Janeiro, entre chegadas e partidas do dia 31 julho ao dia 6 de agosto.
Ao todo, nos nove aeroportos que concentram maior volume de chegadas e saídas para a Rio 2016 (Santos Dumont, Galeão, Salvador, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Guarulhos e Congonhas) foram transportados cerca de 2,87 milhões de passageiros.
"Nessa primeira fase dos Jogos Olímpicos, é o primeiro pico que nós tivemos, vamos ter outros. O próximo será a partir do dia 12, que são as finais de atletismo e ginástica, e entro os dias 20 e 22 que é quando se dá o encerramento dos Jogos Olímpicos e aí se tem o pico maior ainda do que o de chegada, porque a chegada acaba sendo diluída, as delegações vão chegando aos poucos e a saída não. É uma concentração muito grande não só de passageiros, mas também de bagagens”, disse o ministro.
Apesar do fluxo direto para a cidade sede dos Jogos, o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, movimentou ainda mais pessoas: foram 715 mil passageiros na primeira semana de Olimpiada. Segundo a Secretaria da Aviação, Guarulhos é o aeroporto que recebe 40% das conexões de voos relacionada à Olimpiada, entre chegadas e partidas de delegações.
Melhor índice de pontualidade
Ainda segundo o ministro, no mesmo período, a aviação brasileira opera com o melhor índice de pontualidade já registrado em uma operação especial do setor no país: 95,6%. A Secretaria de Aviação informou ainda que o patamar de atrasos de 4,4% está acima da excelência prevista no planejamento do setor da aviação para o período da Rio 2016. Durante a Copa do Mundo, o atraso médio era de 8,8%.
A satisfação do usuário também foi um ponto positivo, de acordo com a Secretaria de Aviação. Em uma escala de 1 a 5, a média de satisfação apurada chega a 4,19. No aeroporto do Galeão, referência para a chegada da Rio 2016, a média é maior do que nos momentos de normalidade operacional. No período olímpico, a média é de 4,16, já nos dias normais, 3,91.
Moradores da Vila Olímpica vão ganhar `check-in remoto´ na volta para casa
O aeroporto internacional do Rio de Janeiro criou um esquema especial para o fluxo intenso por causa da Olimpíada na cidade. O dia de maior movimentação será em 22 de agosto, quando 90 mil pessoas passarão pelo aeroporto, por conta da volta da família olímpica.
Para facilitar a volta pra casa, a concessionária RioGaleão criou um "mini aeroporto" na Vila dos Atletas. Segundo o gerente de operações da RioGaleão, Carlos Rodriguez, ele servirá para antecipar o check-in desses passageiros. O `check-in´ remoto funcionará entre os dias 21 e 23 de agosto, das 8h às 22h.
"Foi batizado de `check-in remot´. Em parceria com a Rio 2016, com as empresas aéreas, com a RioGaleão, conseguimos montar um aeroporto dentro da própria Vila Olímpica. Então será feito check-in, cobranças de extra de bagagem, emissão de cartão de embarque. O atleta vai chegar no aeroporto e passar direto pelo raio X", explicou Carlos Rodriguez.

Justiça dá liberdade a caçadores de Pokémons suspeitos de morte, no AM

Trio foi atrás de celulares roubados durante jogo e acabou atirando em festa. Mulher morreu vítima de bala perdida e suspeitos responderão em liberdade.

Adneison Severiano

Uma policial militar, de 34 anos, um militar das Forças Armadas, 22, e um estudante de 18, tiveram liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O trio está envolvido na morte da autônoma Maria Raimunda Ferreira Pereira, de 47 anos, que foi atingida por dois tiros em uma festa. Os celulares dos suspeitos teriam sido roubados enquanto caçavam Pokémons. Eles teriam ido até o local de uma festa para procurar os supostos assaltantes e atiraram.
A soldado da PM, o militar das Forças Armadas e o estudante foram presos ainda na madrugada de sábado (6) e levados para prestar depoimento no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O caso foi registrado como homicídio doloso e homicídio qualificado tentado.
Já na tarde de sábado foi realizada a audiência de custódia. Durante a audiência, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) foi contrário à concessão da liberdade provisória dos três suspeitos. Entretanto, a magistrada que analisou o pedido da defesa no plantão criminal concedeu liberdade provisória, justificando que os três presos em flagrante têm bons antecedentes e possuem residência fixa. Os três não poderão se ausentar de Manaus sem autorização judicial. A justiça também impôs que os suspeitos não poderão frequentar casas noturnas e bares.
Segundo o TJAM, os autos de prisão em flagrante serão redistribuídos a uma das varas do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, onde cada um dos flagranteados irá responder de acordo com sua responsabilidade pelo evento.
Pokémons
Os suspeitos presos disseram à polícia que tiveram os celulares roubados por dois homens em uma moto enquanto caçavam Pokémons, no Calçadão do Distrito Industrial, Zona Sul, na noite do dia 5. Em seguida, foram informados de que os homens estavam em um bar no bairro Mauazinho. Os dois decidiram ir até o local para recuperar os objetos e acabaram pegando a arma da policial.
De acordo com a Polícia Civil, os dois homens usaram a arma da policial militar para efetuar os disparos para o alto e depois contra público que participava de uma festa no bar. Duas mulheres e um homem foram atingidos pelos tiros.
A autônoma Maria Raimunda Ferreira foi atingida com dois tiros na barriga. O filho da autônoma, Gleyson Pereira, de 23 anos, contou ao G1 que a mãe tinha acabado de chegar ao local da festa, por volta das 23h, quando foi atingida por dois tiros na barriga. A mulher foi socorrida e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, onde morreu às 2h10 deste domingo (7).
Familiares disseram ter sido informados pela PM que a policial teria parado um carro, modelo Honda Civic, na Avenida Abiurana, próximo ao local da festa. Segundo o relato, os suspeitos saíram do carro e pararam no bar em que a vítima estava. Um deles sacou a pistola, efetuou quatro tiros para o alto e depois descarregou a arma na direção das pessoas que estavam no evento. O público saiu correndo e três pessoas foram atingidas. Os homens fugiram.
Dois motociclistas foram até a 29ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e informaram a placa do carro no qual os suspeitos estavam. Após a denúncia, a policial foi encontrada na Comunidade Lagoa Verde, Zona Sul. Ela entregou o armamento, bem como três carregadores com 11 munições intactas, além de estojos de munições deflagradas. Os dois homens foram detidos em outra residência.
Em nota, a PM informou que todos os procedimentos de polícia judiciária foram realizados pela Polícia Civil no mesmo dia do fato e que a Diretoria de Justiça e Disciplina, da Polícia Militar, instaurou Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta da referida policial.

Mulheres conquistam manutenção de aeronaves da Esquadrilha da Fumaça

Grupo conhecido como "Anjos da Guarda" agora conta com duas mecânicas. São as primeiras mulheres em 64 anos a se juntarem à equipe de excelência.

Do G1 São Carlos E Araraquara

Dos 27 mecânicos que integram a manutenção das aeronaves da Esquadrilha da Fumaça em Pirassununga (SP), duas são mulheres. Elas são as primeiras, em 64 anos, a se juntarem a um grupo especial formado por profissionais conhecidos como "Anjos da Guarda".
Há pouco mais de uma semana, a mineira Patrícia Gabriel foi escolhida para trabalhar como mecânica do esquadrão de demonstração aérea. “A Esquadrilha da Fumaça é um sonho pra todo mundo que vê ela fazendo as apresentações pelo Brasil. Para mim, foi espetacular. É o melhor presente deste ano”, afirmou.
Especialista em eletricidade e instrumentos, a sargento vai cuidar dos painéis dos aviões A-29 Super Tucanos ao lado de outra mecânica, a gaúcha Rogéria Marin, que assumiu a manutenção dos aviões no fim de 2015 e é responsável pelos equipamentos de segurança.
“Fiquei muito feliz. Vi que o grupo não escolhe seus candidatos levando em consideração o sexo, a cor, questão física, escolhe pelo profissionalismo e dedicação”, declarou.
Excelência

A manutenção das aeronaves é conhecida pela excelência. O trabalho no chão garante o sucesso das acrobacias no ar e é preciso checar cada detalhe.
“É preciso muita atenção porque a vida do piloto está nas nossas mãos”, disse Marin.
“É uma responsabilidade tamanha, né? Mas eu trato como se fosse a minha vida que estivesse voando aqui e tento fazer da melhor maneira possível. E faço com amor à profissão porque eu amo isso aqui”, disse a sargento Patrícia.
Pilotos aprovam

Os pilotos aprovaram as mulheres na manutenção. “Dizem que as mulheres são mais cuidadosas, mais meticulosas. Talvez isso interfira de alguma forma no trabalho. E assim, somando as qualidades, a gente chega num resultado final com certeza melhor do que antes, quando a gente não tinha as mulheres aqui no esquadrão”, disse o capitão Thiago Romeiro Capuchinho.
O trabalho também é admirado pelos colegas mecânicos. “Demonstram um padrão de trabalho elevado, comprometimento. Quanto à diferença por ser mulher, no trabalho em si nada muda”, disse o sargento Caio Godoy.
Para o chefe da manutenção, major Márcio Tonisso, a participação feminina ajuda a vencer preconceitos. “Elas vieram para fazer a diferença, vieram com uma parte profissional e dedicação acima de muitos militares do sexo masculino”, disse.

Marinha encontra partes de caça que desapareceu no mar de Saquarema

Dois pneus do trem de pouso principal da aeronave foram encontrados. Peças foram achadas na costa de Arraial do Cabo e Cabo Frio, no RJ

Gustavo Garcia Do G1 Região Dos Lagos

A Marinha confirmou, no fim da noite desta segunda-feira (8), que encontrou partes da aeronave que desapareceu no mar de Saquarema, Região dos Lagos do Rio, no dia 26 de julho. Segundo a companhia, até o momento, dois pneus do trem de pouso do caça AF-1 Skyhawk foram localizados nas praias de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e do Peró, em Cabo Frio, o que fez com que as buscas, que seguem sem interrupção, fossem intensificadas nessas regiões. O militar que pilotava o avião continua sem ser encontrado.
O desaparecimento do piloto e do caça AF-1 Skyhawk da Marinha aconteceu após um acidente durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície. Duas aeronaves se chocaram no ar e uma conseguiu retornar para a base de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos do Rio.
A Marinha afirma que o piloto que conseguiu escapar ileso viu a queda do caça AF-1 Skyhawk. A corporação abriu um Inquérito Policial Militar, que tem prazo para a apresentação de um parecer em até 60 dias após a abertura do processo, no dia 27.
Ex-militar opina sobre o caso

Para o especialista Alexandre Galante, ex-militar da Marinha e consultor em assuntos militares, defesa e acidentes aéreos, o caça pode ter se desintegrado ao se chocar contra a água, dificultando a localização das partes da aeronave. Alexandre, que também é piloto virtual (pilota simuladores), conversou com o G1 por telefone diretamente do Texas, no Estados Unidos, onde mora atualmente.

Sinal da aeronave

A Marinha revelou no dia 2 de agosto que a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto.
Os equipamentos estavam instalados no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha do Brasil, "até o presente momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos".

JORNAL ESTADO DE MINAS


Militares vão ficar fora da reforma da Previdência


Agência Estado

Brasília, 08 - Depois da ofensiva feita pelos comandantes da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, destacando as peculiaridades da carreira, o Palácio do Planalto anunciou que não vai incluir os militares na proposta de unificação da Previdência, que deve ser encaminhada ao Congresso até o final do ano. Em compensação, estuda ampliar de 30 para 35 anos o tempo de serviço militar para a reserva.
Para justificar a decisão de excluí-los da reforma previdenciária, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que "a Constituição da República garante aos membros das Forças Armadas um benefício, sem contribuição, pois eles estão permanentemente à disposição do Estado, em serviço e após a reserva".
Padilha lembrou ainda que as Forças Armadas não têm sistema de Previdência e, portanto, eles não serão incluídos na reforma. E explicou que os benefícios que existiam, por exemplo, a pensão para as filhas de militares, "já foram extintos" e os que permaneceram "têm regime de contribuição próprios".
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que não incluir os militares na reforma "é uma questão de reconhecimento do governo, que está vendo o compromisso das Forças Armadas".
Para ele, "aos militares, cabe uma compensação pelas funções que são obrigados, constitucionalmente, a exercer". E emendou: "Se unificasse e não continuasse existindo diferenças entre civis e militares, obviamente, você estaria cometendo, de fato, uma injustiça."
O ministro Jungmann disse que "o assunto foi discutido no governo, que entendeu que, de fato, não cabia esta unificação". Segundo ele, "se existirem ajustes a serem feitos aqui e ali, a nossa disposição é fazê-los, mas continuando a respeitar as singularidades da carreira".
Peculiaridades
Os comandantes das três Forças, ao defenderem a manutenção das atuais regras de aposentadoria aos 30 anos de serviço, listam as peculiaridades da carreira, como destacou o ex-chefe do Estado Maior de Defesa, general Rômulo Bini.
Ele lembra que o militar é submetido à dedicação exclusiva e não dispõe de outra fonte de renda. Não tem poupança compulsória como o FGTS, nem remuneração adicional por horas trabalhadas além do seu expediente normal. Também peregrina constantemente pelo território nacional - aí inseridas áreas inóspitas -, o que dificulta a formação de patrimônio que lhe garanta um futuro para si e sua família.
Segundo Bini, o militar ainda recolhe um "desconto vitalício" do início de sua carreira até sua morte, correspondendo à pensão militar (9% dos vencimentos), e reembolsa os gastos que o Estado concede, como plano de saúde, e moradia.
Além disso, os militares citam as diferenças salariais em relação às demais carreiras do Estado. Alegam que, embora eles estejam sempre prontos para atuação, a qualquer hora, em qualquer lugar, ganham menos, como agora, na Olimpíada, onde um soldado da Força Nacional recebe diária de R$ 550 e o do Exército, R$ 30.
O anúncio do ministro Padilha, trouxe alívio às Forças Armadas. As informações são do jornal

MINISTÉRIO DA DEFESA


É ouro! Atleta da Marinha faz história e é campeã dos Jogos Olímpicos Rio 2016


Brasília, 08/08/2016 – A terceiro sargento da Marinha Rafaela Silva entra para a história do País como a primeira judoca brasileira a se tornar campeã olímpica e mundial. Em 2013, a sargento deixou sua marca, quando conquistou o campeonato mundial, realizado no Rio de Janeiro. Hoje (08), também competindo em casa, a carioca da Cidade de Deus cravou um wazari e subiu ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Rio 2016.
Emocionada, Rafaela Silva falou que depois de ser crítica em Londres, em 2012, agora pode orgulhar-se de ser campeã olímpica. “Eu treinei muito para está aqui. Treinei muito para buscar minha medalha, e o resultado, graças a Deus, veio”, disse a medalhista de ouro.
Na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, a sargento da Marinha derrotou adversárias ao longo desta segunda-feira, impulsionada por um ginásio lotado gritando seu nome. Rafaela estreou com vitória relâmpago por ippon em 46 segundos sobre a alemã Miryam Roper.
No segundo combate, a sargento derrotou a sul-coreana Jandi Kim com um wazari e seguiu para as quartas de final, onde enfrentou Hedvig Karakas, da Hungria, sua algoz de Londres 2012. Com um wazari a um minuto do fim da luta, a brasileira controlou a disputa e se classificou para a semifinal, quando venceu, no golden score, a romena Corina Caprioriu.
Na disputa pelo ouro, a sargento encontrou a mongol Sumyia Dorjsuren, e finalizou a luta com um wazari, consagrando-se a primeira judoca brasileira campeã olímpica e mundial.
A judoca é uma das 145 atletas militares que integram o Time Brasil. Depois de anunciar que o Ministério da Defesa continuará investindo no Programa de Alto Rendimento ao término dos Jogos Olímpicos, o ministro Raul Jungmann enalteceu a conquista da sargento da Marinha. “Foi um excelente resultado. Vibramos com a medalha da Rafaela. Isso prova que o Programa de Alto Rendimento é uma importante ferramenta de apoio na formação dos atletas”, comentou Jungmann.
A medalha de ouro da sargento da Marinha, se soma a conquista de prata, do sargento do Exército Felipe Wu, na modalidade de tiro esportivo, que no sábado (06), prestou continência à bandeira Nacional.
Disputas
A participação dos judocas militares brasileiros nos Jogos Rio 2016 segue até o dia 12 de agosto. Ainda faltam competir os atletas do Exército, Rafael Buzacarini, Victor Penalber, Tiago Camilo e Rafael Silva, e as representantes da Marinha do Brasil, Mariana Silva, Maria Portela, Mayra Aguiar e Mª Suelen Altheman.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Brasileiro Roberto Schmits fica em 15º no tiro ao prato e pede apoio das Forças Armadas

Atleta reclamou do fato de não contar com qualquer apoio das Forças Armadas

Demétrio Vecchioli

Depois de fechar o dia inicial das eliminatórias em sexto lugar, no último domingo, o brasileiro Roberto Schmits foi mal na primeira série desta segunda-feira nas eliminatórias do tiro ao prato dos Jogos Olímpicos do Rio e encerrou a sua participação na competição em 15.º lugar entre 33 atletas.
Após ser eliminado, o atleta da disciplina que faz parte do tiro esportivo da Olimpíada reclamou do fato de não contar com qualquer apoio das Forças Armadas, enquanto centenas de atletas brasileiros de modalidades que vão do vôlei de praia ao basquete se orgulham de pertencer aos quadros da Marinha, da Aeronáutica ou do Exército. Até agora, nenhum edital contemplou os especialistas em tiro ao prato.
"Eu fiz o que eu pude. É difícil, primeira Olimpíada. Faltou um pouco de preparação. Faltou a gente se antecipar na preparação", comentou o atirador, de 47 anos. Ele saiu do estande de tiro emocionado e chorou bastante no encontro com os familiares, repetindo seguidamente que fez o que pôde.
Roberto Schmits só conseguiu se afastar do trabalho há menos de um ano para se dedicar apenas ao tiro esportivo, diferentemente do que ocorre com o seu compatriota Felipe Wu, também do tiro esportivo, mas da disciplina de carabina e pistola, que pôde se dedicar integralmente ao esporte e no último sábado conquistou a medalha de prata nos Jogos do Rio.
O apoio das Forças Armadas a Schmits, caso existisse, poderia fazer uma sutil diferença, na opinião do atirador brasileiro. Dos 115 pontos que ele fez nas eliminatórias da fossa olímpica para os 118 pontos que o fariam finalista do Rio-2016. Ele, por sinal, lamenta não poder ter competido na mesma condição da grande maioria dos outros 33 atletas da prova desta segunda-feira, pois quase todos eles são profissionais, enquanto Schmits não teve como se dedicar exclusivamente ao tiro esportivo em seu período de preparação para a Olimpíada.
"Estava acreditando que ficaria numa posição confortável, mas não tão bem. Dessa galera, 90% é profissional. Eu saio de casa para trabalhar. O tiro ao prato não é militar. Poderia ser, mas não é. Desde setembro minha família é baseada na renda da minha esposa", contou.
Schmits é guia de caça e pesca e leva expedições do mundo todo à Argentina, onde a caça esportiva é permitida. "Lá eles caçam perdiz, perdigão, marrecão, pomba, e fazem pescaria esportiva. Pesca, tira foto, devolve", conta o brasileiro, que leva consigo diversos amuletos. Um deles, ganhou de um caçador de elefantes.
Apaixonado pelo tiro ao prato, Roberto confia que as Forças Armadas podem passar a apoiar a disciplina. Isso o ajudaria a seguir competindo e sonhando em estar na próxima Olimpíada. "Tóquio (palco dos Jogos de 2020) é logo ali. Dos caras que estavam atirando comigo, todos têm quatro ou cinco Olimpíadas. Participam de todas as Copas do Mundo. Eu compito contra eles três vezes por ano", disse, cobrando mais oportunidades.

Barbosa critica seleção após derrota para o Japão: `Parece que não treinaram´


A derrota por 82 a 66 para o Japão não deixou dúvidas de que a seleção brasileira feminina de basquete jogou mal em seu segundo compromisso na Olimpíada. Ninguém no grupo gostou da atuação, muito menos o técnico Antonio Carlos Barbosa, que admitiu que o time não parecia o mesmo que equilibrou as ações quando encontrou a Austrália, segunda força da modalidade.
"Nós não fizemos partida boa hoje. Hoje não jogamos. O pior não é você não jogar bem, é ter uma visão de um time que parece que não treinou, que estava desinteressado, sem gana, sem garra, sem sangue. Essa adversidade a gente não conseguiu lidar com ela para reverter. Não é que jogou sem gana, mas pareceu", reclamou Barbosa.
Para o treinador, foi determinante para a derrota o início ruim da partida no ponto de vista ofensivo. Sem conseguir pontuar, o Brasil foi se desequilibrando também na defesa. "Nos tornamos uma presa muito fácil. Houve um desequilíbrio defensivo e um aproveitamento péssimo defensivo. No primeiro tempo ela fizeram 47 pontos. O segundo tempo foi mais normal e elas fizeram 35", destacou.
Entre as jogadoras, ninguém saiu feliz. Damiris, por exemplo, disse que o Brasil jogou mal "o tempo todo". "A gente tentava reagir e não conseguia. O Japão vinha e metia uma bola de três, vinha e metia outra bola. Nossa defesa apática, nosso ataque também", afirmou, alegando ainda que está falando há tempos que o time precisa corrigir o excesso de desperdícios de bola. Foram 20 ao longo da partida.
Desses, seis foram da ala Iziane, que teve uma atuação bem abaixo da crítica, apesar de ter sido a cestinha da equipe. "Quando você faz m.. é assim. Perder de 20 pontos para o Japão, com todo o respeito e mérito delas, nunca aconteceu comigo. Você constrói a dificuldade para si mesmo. A Austrália, tudo bem, é uma equipe mais forte e a gente podia se dar ao luxo de perder. O Japão, uma equipe que a gente conhece e já tinha enfrentado, não podia deixar isso acontecer."

Embraer corta custos e abre plano de demissão para economizar US$ 200 milhões

Aérea informa que ainda estuda definições do programa, mas que oferece pacote de benefícios atraente; montante a ser poupado é o mesmo provisionado pela companhia relacionado a ação nos EUA

A Embraer informou nesta segunda-feira, 8, aos seus empregados que irá adotar uma série de medidas visando a redução de custos em todas as suas unidades e negócios em todo o mundo, incluindo a redução de estoques e a revisão de contratos com fornecedores. Entre as iniciativas a serem tomadas também está a adoção de um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) para funcionários das unidades do Brasil.
"A Embraer entende que o PDV dá a oportunidade de decisão ao funcionário e oferece um pacote atraente de benefícios", diz a Embraer, em e-mail, respondendo aos questionamentos do Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado. "Todas as definições relativas ao PDV estão ainda sendo estudadas e serão divulgadas ao término desse processo, que deve levar algumas semanas".
Segundo a Embraer, o objetivo é economizar cerca de US$ 200 milhões com o conjunto de medidas para a revisão de custos, incluindo o PDV. Este é o mesmo montante provisionado pela companhia no segundo trimestre de 2016, relacionado à investigação nos Estados Unidos sobre alegação de "não conformidade" com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA).
Em seu balanço trimestral, a companhia explica que esse montante é uma estimativa de um "provável desfecho" de negociações, mas salienta que o valor ainda não foi "finalmente determinado". Desde 2010, a Securities and Exchange Commission (SEC) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos questionam a companhia por suspeitas de irregularidades na venda de aeronaves fora do Brasil. Em 2016, conforme descreve a Embraer, as negociações com as autoridades americanas progrediram "significativamente".
Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que não apoia o PDV ou qualquer outra medida que penalize os trabalhadores e que irá questionar a Embraer em uma reunião marcada para quarta-feira (10), às 15h.
Dificuldades.
O anúncio ocorre em meio a um contexto de dificuldades enfrentadas pela Embraer, o que fez com que a companhia revisasse, no fim de julho, as suas estimativas de entregas de aeronaves para 2016. Segundo a empresa, os negócios no setor de jatos executivos estão mais difíceis do que o esperado neste ano, "com pressão contínua sobre novas vendas de jatos", ressaltando, ainda, a influência dos altos níveis de estoques de aeronaves usadas e o ambiente altamente competitivo que tem influenciado as transações.
Com isso, a Embraer reduziu sua previsão de entregas de jatos executivos, para a faixa entre 70 e 80 jatos leves e de 35 a 45 jatos grandes, ante as estimativas iniciais de 75 a 85 e 40 a 50, respectivamente. Com isso, a companhia também passou a esperar uma menor receita líquida do segmento, agora entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,75 bilhão, abaixo do patamar entre US$ 1,75 a US$ 1,90 bilhão anteriormente previsto.
Adicionalmente, a companhia também reduziu a previsão de "outras receitas", para US$ 50 milhões, dos US$ 100 milhões estimados anteriormente, levando a uma diminuição da receita líquida consolidada no exercício para US$ 5,8 bilhões a US$ 6,2 bilhões, frente o intervalo anterior de US$ 6 bilhões a US$ 6,4 bilhões.
As estimativas de entregas e receitas dos segmentos de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança para o ano permanecem inalteradas.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Aliado no transporte

Projetos de empresas nacionais e estrangeiras buscam viabilizar as aeronaves não tripuladas como substitutas a tradicionais veículos de entrega de mercadorias

Ivan Iunes E Natália Lambert

Para o brasileiro, hoje, as aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), os populares drones, são quase sinônimos de produções multimídias de eventos que vão de casamentos até espetáculos. Essa percepção, no entanto, mudará radicalmente em pouco tempo. Em todo mundo, as aeronaves têm sido alvo de projetos que buscam viabilizar a aplicação como meio de transporte em substituição a outros tradicionais. As vantagens são inúmeras. Mais baratos, mais seguros para situações de risco a seres humanos e, principalmente, mais rápidos. Essas características inserem a tecnologia como uma das principais revoluções do setor de transportes da atualidade.
Apenas nos últimos cinco anos, gigantes de diferentes mercados, como Amazon, Google, DHL e Pizza Hut, colocaram em execução programas-pilotos para adequarem os drones ao trabalho de entrega de mercadorias. A tecnologia atual já permite que os equipamentos respeitem funções de segurança, evitem colisões e até quedas sobre pessoas (em caso de perda de controle, drones mais comuns já aterrissam de forma lenta e automática). A maior fronteira a ser vencida para que um consumidor receba uma encomenda, como livro ou uma pizza em casa é a possibilidade de mudanças de tempo.
“Os drones já possuem equipamentos de segurança para operarem perfeitamente com logística. O que ainda não permite uma operação em larga escala são mudanças de tempo de última hora, especialmente as que envolvem condições muito adversas”, explica Manuel Martínez, diretor para a América Latina da DJI, empresa chinesa que detém 70% do mercado de drones no mundo. Mesmo com a limitação, os drones são utilizados especialmente em condições adversas a seres humanos. A DHL, comandada pela companhia de correios alemã Deutsche Post, transporta medicamentos para Juist, uma pequena ilha isolada do Mar do Norte.
Nos Estados Unidos, Amazon e Google duelam pela primazia de ser a primeira companhia a popularizar as entregas por drones em larga escala. Os projetos, batizados de Amazon Prime Air e Project Wing, respectivamente, estão em estágio avançado de desenvolvimento. No caso da Amazon, a companhia chegou a estipular a meta de entregar produtos, em 30 minutos, na casa do consumidor. Já a Google, testou seus RPAs na Austrália, com entrega de mercadorias, como kits de primeiros socorros até petiscos para cães.
Da mesma forma, Corpos de Bombeiros pelo mundo e entidades de defesa civil têm lançado mão de RPAs para sobrevoarem zonas com risco de desabamento ou que imponham condições extremas, como incêndios florestais, e dificuldades de acesso, como residências fechadas. No Brasil, um acordo entre o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e a Força Aérea Brasileira permitiu, inclusive, a flexibilização da regra que exige autorização prévia para voos não recreativos. O convênio facilitará serviços essenciais, como a vistoria contra o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chicungunha e zika. O trabalho que antes demorava cinco dias pode ser feito em apenas uma hora com os equipamentos.
Regras
No Brasil, a regulamentação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em vias de ser publicada, definirá os parâmetros para o desenvolvimento do transporte via RPAs. “Para aeronaves até 25kg de peso máximo de decolagem, que voem apenas na linha visual e não ultrapassem 120m de altura, praticamente a única exigência da Anac será efetuar um cadastro e se manter a pelo menos 30m de pessoas não anuentes. Aqueles que não se enquadrarem nesses critérios terão que cumprir exigências gradativas de acordo com o tamanho da aeronave, a complexidade e o risco”, adianta Rafael Gasparini, gerente técnico de Normas Operacionais da agência.
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) explica que um dos maiores receios com a invasão dos drones nos céus do país ainda é a segurança do espaço aéreo e, por isso, o trabalho da Anac e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) tem sido feito em conjunto com a indústria no sentido de regulamentar o uso comercial de maneira segura. “O adequado espaçamento entre as aeronaves é uma grande preocupação. O fato de o piloto não mais estar a bordo agrega um novo fator técnico tecnológico, que é de possibilitar que, mesmo estando em solo, o responsável pelo voo possa garantir a separação com outras aeronaves”, comenta Nei Brasil, coordenador do comitê de RPAS da Abimde.
"As pessoas precisam ter esta consciência: os drones não são brinquedos. Tem muita gente se aventurando por aí e fazendo bobagem. O trabalho não é fácil. É preciso dedicação, força de vontade e responsabilidade"
Rubens Gallerani Filho, advogado e especialistas em serviços com drones

Militares mobilizados

Durante a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, na noite de sexta-feira, um drone sobrevoou o espaço aéreo do Estádio Maracanã e mobilizou militares da Força Nacional de Segurança. De acordo com relatos de testemunhas, o equipamento voou perto do portão 10 e militares se prepararam para abatê-lo, entretanto, ele se afastou e não foi mais localizado. Por medida de segurança, os aparelhos estão proibidos de voarem em toda a região do Rio de Janeiro e das cidades que receberam jogos olímpicos.
Visão bilionária
Relatório da consultoria global PricewaterhouseCoopers (PwC) indica que o potencial valor do mercado de serviços corporativos usando drones chega a US$ 127,3 bilhões. Confira os principais setores beneficiados:
Setor Valor
Infraestrutura US$ 45.2 bilhões
Agricultura US$ 32.4 bilhões
Transporte US$ 13 bilhões
Segurança US$ 10 bilhões
Mídia e entretenimento US$ 8.8 bilhões
Seguros US$ 6.8bilhões
Telecomunicações US$ 6.3 bilhões
Mineração US$ 4.4 bilhões
Total US$ 127.3 bilhões
Faturamento de R$ 220 milhões este ano
O impacto da regulamentação pode incrementar ainda mais um setor com horizonte promissor. A expectativa de faturamento neste ano no país é de R$ 220 milhões, incluindo serviços, venda de drones e cursos para pilotagem. A cifra é 15% superior à do ano passado. Um estudo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostra que 14 empresas fabricam os equipamentos em território nacional e uma delas já virou exportadora. No mundo, a estimativa da consultoria global PwC prevê potencial de US$ 127 bilhões em receitas (veja quadro).
E crescerá ainda mais quando a utilização se popularizar na agricultura, área em que os fabricantes entendem ter o maior potencial para os RPAs. “Aplicação de drones para a pulverização de plantações, por exemplo, é um modelo 40 vezes mais barato do que o convencional, comandado por um ser humano. Você não precisa colocar alguém paramentado para o serviço e o custo de manutenção também é imensamente inferior do que o de uma aeronave comum pequena”, explica Manuel Martínez, da DJI.
Atento a esse potencial, Rubens Gallerani Filho, 33 anos, deixou, há seis anos, a vida de servidor público no Ministério das Cidades para se aventurar no mundo dos drones. Advogado e pai de três filhos, ele conta que, desde criança, sonhava em se dedicar ao aeromodelismo e descobriu nesses aparelhos a oportunidade de sustentar a família e ser feliz com o trabalho. Hoje em dia, ele é um dos poucos em Brasília que oferece serviços de foto e filmagem, manutenção, venda de equipamentos e peças e cursos de pilotagem (teórico e prático). A depender do aparelho, a diária de um operador de drone varia entre R$ 3,7 mil e R$ 6 mil, por seis horas.
Rubens explica que o primeiro passo para quem se interessa por drones é entender que ele não é um brinquedo. “As pessoas precisam ter essa consciência. Tem muita gente se aventurando por aí e fazendo bobagem. O trabalho não é fácil. É preciso dedicação, força de vontade e responsabilidade.” Mesmo na expectativa da regulamentação e com uma visão otimista de futuro, o especialista acredita que ainda falta muita evolução para que os equipamentos possam, de fato, substituir um entregador de pizza.

REVISTA ÉPOCA


Rafaela Silva

Rafaela é campeã mundial de judô e medalha de ouro na Rio 2016

Rafaela Silva é uma judoca e militar da Marinha Brasileira. Ganhouo campeonato mundial de Judô e a medalha de ouro na Olimpíada do Rio em 2016.
Nascida em 1992 na cidade do Rio de Janeiro, Rafaela começou a praticar judô aos 7 anos. Lutando na categoria -57 quilos, Rafaela ganhou destaque após se tornar campeã mundial sub-20 em 2008. Três anos depois, já na equipe adulta do Brasil, Rafaela foi prata no Pan de Guadalajara após perder para a cubana Yurisleidy Lupetey. No ano seguinte, na Olimpíada de Londres 2012, Rafaela foi desclassificada nas oitavas de final da disputa após aplicar um golpe ilegal na húngara Hedvig Karakas. A brasileira atacou a perna de sua adversária antes de esta cair, o que configura uma irregularidade.
O ano seguinte foi melhor para a judoca, que conquistou duas medalhas de ouro, no Campeonato Pan-Americano de Judô e no Mundial de Judô. Com a vitória, tornou-se a primeira brasileira a ser campeã mundial de judô. Rafaela também foi bronze no Pan de Toronto 2015.
Em 2016, Rafaela Silva conquistou o seu primeiro ouro em Jogos Olímpicos ao derrotar a judoca da Mongólia Sumiya Dorjsuren, que era a líder do ranking mundial. Foi também o primeiro ouro do Brasil na Rio 2016.


PORTAL UOL


Golfista pode ficar fora da Rio-2016 após companhia aérea perder materiais


O golfista argentino Emiliano Grillo poderá perder os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro por um problema causado pelas companhias aéreas American Airlines e LATAM Airlines Brasil.
Em relato publicado em sua conta no Twitter, o atleta revela que as companhias aéreas perderam as malas em que transportava os materiais esportivos que seriam utilizados na competição no Brasil.
De acordo com o atleta, a companhia já havia atrasado seu voo, alterado a rota e, então, perdeu as malas em que estavam seus equipamentos. Nas mensagens, o atleta pede que funcionários dos países envolvidos ajudem na busca pelos materiais.
“Eu vou perder a minha chance de competir na Olímpiada. Sério, encontrem uma pessoa no (aeroporto) JFK, em Miami ou em São Paulo que possa procurar pessoalmente pela minha mala, confirmar onde ela está e envia-la. @LATAM_BRA, preciso da ajuda de vocês também, já que dois voos são de vocês. Eu perderei a chance de jogar por não conseguir encontrar meus tacos”, escreveu o atleta.
Após as postagens, a conta da American Airlines respondeu ao comentário feito pelo atleta e ressaltou que equipes já estavam trabalhando para encontrar os materiais. O atleta, que competirá na quinta-feira (11), tem pouco tempo para reaver os equipamentos.
Mesmo com o problema, Grillo ainda brincou com a situação. O atleta aproveitou para pedir uma pizza enquanto aguardava pela solução do problema e ainda postou uma mensagem de agradecimento. Horas mais tarde, o argentino manteve a brincadeira ao criar uma enquete questionando os seguidores sobre qual lugar eles achavam que os equipamentos tinham sido levados. Por fim, o atleta entrou na onda do game "Pokemon Go" e disse que, se fossem os monstrinhos do jogo que estavam perdidos, todos estariam ajudando a procura-los.
Dónde crees que están mis palos?
Where do you think my clubs are?
— Emiliano Grillo (@GrilloEmiliano)

Esperança de medalha, canoísta brasileira decepciona e cai na primeira fase


Daniel Brito

No Estádio de Canoagem Slalom, Ana Sátila foi bem nesta segunda-feira (8) para avançar à semifinal da categoria caiaque individual feminino. A brasileira, que era candidata ao pódio, foi mal na primeira bateria (110.8 segundos) e errou na segunda, sendo eliminada da Rio-2016.
A canoísta ficou em posição desconfortável para a segunda descida pois não foi tão bem em sua primeira. Ela levou quatro segundos de penalidade (dois erros) ao se complicar na metade final da prova, exatamente na parte mais difícil da descida. No fim, cravou tempo de 110.8, bem longe da britânica Fiona Pennie, que liderou a bateria com 100.52.

Punição compromete 2ª bateria
A brasileira faria ótimo tempo em sua segunda bateria não fosse uma punição. Ela teve 50 segundos acrescidos a seu tempo por não passar por um obstáculo, por isso teve suas chances de classificação muito reduzidas. Tendo que secar a concorrência, a brasileira viu seu melhor tempo ser superado seguidamente até não ter mais chances de permanecer na disputa.

Esperança frustrada
Ana Sátila chegou a estar na quarta colocação do ranking mundial neste ano. Em sua segunda Olimpíada, ela é uma das candidatas ao pódio na canoagem slalom. A canoísta ficou na quarta posição no Mundial da modalidade, disputada neste ano. Em Londres-2012, aos 16 anos, foi a atleta mais jovem da delegação brasileira.

Dupla brasileira classifica
A dupla masculina formada por Charles Correa e Anderson Oliveira também avançou na canoagem slalom. Na categoria canoa dupla, eles fizeram 106.14, classificando par as semis com o sétimo melhor tempo. Tanto a semifinal quanto a final acontecem na quinta-feira (11).

Por que a continência deve voltar ao pódio nos Jogos Olímpicos do Rio


Rodrigo Mattos

Assim como ocorreu no Pan de Toronto, as continências devem estar presentes nos pódios nos Jogos do Rio-2016. As Forças Armadas terão 100 atletas da delegação olímpica brasileira (um quarto do total), e preveem ganhar 10 medalhas (um terço das previstas).
No Canadá, a continência chamou a atenção porque poderia ser tomada como um gesto de propaganda ou político, o que é vetado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Mas o COB rechaçou qualquer tipo de descumprimento do regulamento: entendeu que não havia marketing ou mensagem vetada pelas regras olímpicas. Por isso, está liberado nos Jogos do Rio-2016, mas não é obrigatória.
"Não houve ordem, orientação. A gente fica feliz. Vê como uma forma dele agradecer as Forças Armadas. Até diria que em muitos casos, o programa representou o limite entre prosseguir, ou abandonar a carreira. Foi espontâneo", afirmou o diretor do Departamento Militar das Forças Armadas, vice-almirante Paulo Zuccaro.
Ele explicou que já existem 95 militares confirmados no Time Brasil: o objetivo final é atingir 100 membros. A estimativa de 10 medalhas se baseia em esportes como o judô (a equipe inteira), vela, vôlei de Praia, tiro e natação. No total, as Forças Armadas gastam R$ 15 milhões anuais com os salários para 670 atletas, e outros R$ 3 milhões para apoio.
Um exemplo é a judoca Mayra Aguiar, terceiro-sargento na Marinha, uma das favoritas na categoria até 78kg. Em Toronto, ela disse ter prestado a homenagem por um pedido das Forças, e ressaltou ter incorporado o militarismo.
No vôlei de praia, em que o Brasil é favorito, há cinco entre os oito atletas. Isso inclui Alison e Bruno Schmidt que são considerados a melhor dupla do mundo. Bruno é segundo sargento da Marinha e chega a ir a eventos de premiação olímpica de farda. Orgulha-se de ser militar por ter até um pai que era capitão de mar e guerra.
Outras que apareceram com o uniforme militar para receber prêmios olímpicos foram Martine Grael e Kahena Kunze, que são sargentos da marinha e favoritas na classe da Vela 49rFX. O uso das fardas foi uma orientação das Forças Armadas. Os salários vão até R$ 4 mil dependendo da patente, e os atletas ainda podem usar centros de fisioterapia e planos de saúde das Forças.

Planejamento pós-Olimpíada
Para depois dos Jogos, além da manutenção desses valores, as Forças Armadas contarão com novas instalações graças ao orçamento olímpico que reformará diversos dos seus equipamentos. A previsão é de R$ 120 milhões.
Isso inclui dois campos de padrão Fifa em centro de treinamento da Marinha, reformas em piscinas e instalações e equipamentos de tiros no Complexo de Deodoro, campos de rúgbi, pista de atletismo e ginásios poliesportivos em centros da Aeronáutica. Há previsão de convênios com confederações olímpicas para que essas utilizem as instalações.
Até porque a maioria dos atletas do programa militar não foi formado nas forças, e sim incorporado quando estava no alto nível. Apenas 66 deles, ou 10%, são de esportistas que efetivamente têm a carreira militar completa.
Os outros foram incorporados por meio do CPOR, isto é, em um regime de até oito anos. Alguns acabarão sua carreira em 2017 como prevê a lei. Mas as Forças Armadas pretendem tentar um mecanismo para estender a permanência de alguns.
"Não dá para ficar com todos senão não tem renovação da força olímpica"; completou Zuccaro. "Eles são militares atletas. Dedicam o seu dia a dia para o aperfeiçoamento de sua competência olímpica. A presença deles tem elevado muito o nível do desporto militar de maneira geral. Já somos uma potência militar mundialmente pelo que nos aportam, mais os investimentos nestas instalações."
Assim, as Forças Armadas pretendem aprimorar o programa e torná-lo efetivamente um formador de atletas de excelência. A tese de Zuccaro é de que a presença dos esportistas já aumentou o nível de ciência e medicina esportiva, e instalações, nas forças, o que incentiva a formação de valores dentro das forças. Há ainda um programa social chamado Profesp, em conjunto com o Ministério do Esporte, que pode servir como peneira. Uma limitação é que as Forças Armadas não têm como incorporar menores promissores.
Entre os atletas de alto rendimento, a incorporação é feita por meio de um estágio e treinamento básicos em que eles são ensinados sobre as condutas militares. A partir daí, têm que respeitar o estatuto militar, avisar quando viajam para as bases, e ser avaliado pelas comissões esportivas.
A cada ano as comissões decidem se os atletas continuam nas Forças Armadas, ou não. "Se um determinado atleta não atende, a força pode dispensá-lo. Uma vez por ano, são analisados caso a caso para ver quem segue. São parâmetros bem específicos", explicou Zuccaro. Mas, no dia a dia, treinam onde é mais conveniente para seu desenvolvimento.
Outro fator que leva à exclusão é o doping. Cada comissão das Forças Armadas decide pelo futuro de atletas flagrados, mas a regra é excluir todos os que tenham julgamento definitivo em tribunais esportivos. Há ciclistas militares que estão com testes positivos, e estão à espera da decisão final.

Brasileira vence duas seguidas e se emociona com avanço no tiro com arco


Do Uol, Em São Paulo

Ane Marcelle dos Santos foi a grande personagem do tiro com arco brasileiro nesta segunda-feira (8), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Na competição individual feminina, a arqueira venceu duas adversárias consecutivamente e se emocionou bastante ao chegar nas oitavas de final.
A brasileira estreou contra a japonesa Saori Nagamine e superou um momento de desconcentração no último set para vencer por 7 a 3 – cada set vencido vale dois pontos e o empate rende um para cada arqueira. Ane Marcelle perdeu o primeiro, mas virou em seguida e aproveitou tiros ruins da japonesa para garantir avanço à segunda fase com parciais de 27-28, 29-25, 24-19, 25-25 e 22-19.
Ao final do confronto, a arqueira do Brasil caiu no choro ao abraçar seu técnico, emocionando a torcida presente no Sambódromo. O desabafo não serviu para aumentar seu nível, mas ainda assim pouco depois ela venceu a australiana Alice Ingley por 6 a 0, com parciais de 25-23, 26-24 e 26-24.
Ane Marcelle agora aguarda a segunda parte do chaveamento para conhecer sua adversária nas oitavas de final. Ela volta a atirar na quinta-feira (11), às 10h18, novamente no Sambódromo.

Canetta cai na estreia
A outra brasileira na disputa, Marina Canetta, foi eliminada da competição individual feminina ainda na estreia. Ela perdeu da chinesa Yuhong Qi por 7 a 1, sem conseguir vencer nem mesmo um set. A arqueira não esteve mal, fazendo pelo menos 25 pontos por set, mas encontrou na chinesa uma rival tecnicamente melhor.

AGÊNCIA BRASIL


Primeiro avião do mundo específico para atletas é apresentado na Casa da Rússia


Alana Gandra - Repórter Da Agência Brasil

Foi apresentado hoje (7) na Casa da Rússia, no Clube Marimbás, no Rio de Janeiro, o protótipo do primeiro avião do mundo voltado especialmente para o transporte de atletas profissionais. Desenvolvido pela empresa Sukhoi Civil Aircraft, o SportJet é equipado com aparelhos médicos que realizam exames variados. É a primeira vez que o avião é exposto ao público.
A aeronave tem operação prevista para o final de 2017, informou o vice-presidente sênior da companhia russa, Evgeniy Andrachnikov. A ideia, segundo ele, é que os atletas possam, durante uma viagem, se recuperar de algum problema, como uma contusão ou estresse devido ao longo voo, por exemplo, com auxílio dos equipamentos e equipes médicas a bordo.
O avião tem capacidade para equipes esportivas de cerca de 50 pessoas, incluindo médicos, fisioterapeutas, técnicos, mas pode ser adaptado para mais assentos. Há camas específicas para massagens, fisioterapia, tratamento de lesões e inflamações. Entre os equipamentos, está uma cápsula para diagnósticos precisos dos atletas, aparelhos para treinos, entre outras novidades.
A médica do SportJet, Irina Zelenkova, disse à Agência Brasil que representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e dos comitês dos Estados Unidos e Grécia já visitaram o protótipo, mostrando interesse no projeto. “Acreditamos que vai ser útil para atletas de todo o mundo”, externou. “A aeronave ajuda a atender de forma mais ágil as necessidades dos atletas que, assim, podem relaxar”.

Evgeniy Andrachnikov informou que atualmente, times de atletas costumam usar aeronaves de até 180 lugares, cujo custo de manutenção durante uma viagem é em torno de US$ 3 mil mais caro que o do SportJet. O avião russo pode transportar até 100 passageiros. 
A companhia decidiu construir o avião para atletas quando percebeu que não havia nada igual no mercado desportivo mundial, que movimenta US$ 1 bilhão em viagens, informou. Segundo ele, a ideia não é restringir a venda dessa aeronave à Rússia, mas para todos os países. Os principais mercados identificados são Estados Unidos, Rússia, Ásia, Américas e Oriente Médio.
O avião tem autonomia para voar cinco horas direto, sem escalas. Os voos esportivos, explicou o vice-presidente sênior, são feitos obedecendo a escalas para não cansar os atletas. Times de basquete e hóquei, por exemplo, têm um máximo de 50 integrantes, em geral.
O público poderá visitar o protótipo do SportJet nos dias 10 e 18, na Casa da Rússia, a partir das 10h. Não é preciso inscrição prévia. A empresa fabricante é patrocinadora da casa de hospitalidade russa.

Olimpíada: nove aeroportos já receberam 3 milhões de passageiros


Isabela Vieira

A Secretaria de Aviação Civil divulgou hoje (8) balanço do fluxo de passageiros que desembarcaram para os Jogos Olimpicos Rio 2016. Entre os nove aeroportos que concentraram as chegadas ao país, passaram quase 3 milhões de passageiros. Apesar do grande fluxo, o percentual de atrasos não passou de 4,4% do total.
De acordo com levantamento, somente em São Paulo, o aeroporto de Guarulhos recebeu 715 mil pessoas e, no Rio, nos dois terminais aeroportuários – Galeão/Tom Jobim e Santos Dumont - foram transportados 595 mil passageiros na primeira semana da Olimpíada.
Os dados foram divulgados em entrevista coletiva, no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea, no Rio de Janeiro.
A previsão é que os novos picos sejam registrados no próximo dia 12, na chegada de passageiros para assistir as provas de atletismo e ginástica artística; e entre os dias 20 e 22 no fim das competições, quando atletas voltam para seus países. São esperados embarques de 95 mil pessoas na saída, segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Maurício Quintella.
Para facilitar o embarque das delegações, no fim das competições, as autoridades aeroportuárias organizaram um esquema especial. As delegações, por exemplo, vão fazer o despacho de bagagem e o check-in na própria Vila dos Atletas, onde estão hospedadas. “Na chegada, as delegações e os turistas chegam de forma diluída e espaçada, mas no encerramento, passageiros e bagagem saem de forma concentrada”, explicou o ministro.
Segurança é mantida
O ministro da Aviação disse que medidas de seguranca serão mantidas e lembrou que as pessoas devem antecipar o check-in e chegar com duas horas de antecedência nos terminais. Ao adotar padrões internacionais de segurança, os aeroportos exigem maior rigor no raio X de bagagens de mão e na revista pessoal aleatória de passageiros.
Quintella comentou, ainda, o índice de pontualidade dos voos nos nove aeroportos monitorados, acima do registrado na Copa do Mundo, em 2014. Atrasos de 15 minutos foram registrados em 4,4% dos voos, abaixo da meta de 15%. Na Copa, o atraso médio foi de 8,8% das operações.
A fila no check-in doméstico tomou 11 minutos e no internacional, 5 minutos. A imigração não passou de 10 minutos, mas o tempo de restituição de bagagem internacional chegou a quase uma hora para quem chegava do exterior.
O ministro também comemorou o interesse de empresas no leilão que vai conceder a administração de quatro aeroportos públicos à iniciativa privada e disse que o leilão será disputado.
“Quantos grupos [serão] exatamente não posso vão aferir porque estamos ainda no prazo [de finalizar] o edital”, ponderou. “Mas, com certeza, mesmo com o momento econômico que estamos vivendo, a disputa será grande pelos aeroportos”, antecipou Quintella.
A expectativa é que - ainda em 2016 - sejam leiloados os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. O edital ainda não foi publicado.

Provas de vela desviam voos do Aeroporto Santos Dumont para o Galeão


Isabela Vieira – Repórter Da Agência Brasil

Por causa das competições de vela na Baía de Guanabara, que margeia o Aeroporto do Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, a Secretaria de Aviação Civil informou que, a partir de hoje e até 18 de agosto, estão suspensos os voos entre 12h40 e 17h10 no terminal.
Os cerca de 60 voos diários que deveriam passar pelo Santos Dumont no período serão desviados para o Aeroporto do Galeão/Tom Jobim. Além de evitar o incômodo causado aos velejadores pelo barulho das turbinas, a medida libera o espaço aéreo para as filmagens da prova, justificou o ministro do Turismo, Maurício Quintella. As gravações serão feitas pela empresa OBS.
Para diminuir o impacto, o horário de funcionamento do aeroporto será ampliado tanto para pousos como para decolagens, para a aviação executiva e também para táxi-aéreo, de 23h às 5h59. O horário de abertura não foi alterado. “Não compensa, mas mitiga”, comentou o ministro.
O terminal encerrava as atividades às 22h, para não incomodar moradores das proximidades.
Aterro do Flamengo
A pista da direita do Aterro do Flamengo, no sentido Centro, será também interditada para deslocamento e desembarque dos atletas que irão competir na Marina da Glória.
Segundo informações do secretário-executivo do Centro de Operações Rio (COR), Pedro Junqueira, com a interdição da pista do Aterro, pela primeira vez, hoje, todas as intervenções olímpicas estarão implementadas.
“O início da competição de vela na Marina da Glória levará ao fechamento da faixa da direita do Aterro do Flamengo [sentido centro] para embarque e desembarque de atletas e delegações. Hoje é o primeiro dia útil em que teremos todas as intervenções olímpicas implantadas. Temos o fechamento, na Barra, da Salvador Allende e da Abelardo Bueno que ficarão interditadas até o final dos jogos, no entorno do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas, sobrecarregando a Avenida das Américas”.
Na avaliação de Junqueira, a partir de hoje é que o Rio passará a conviver com o maior número de intervenções no trânsito por causa dos Jogos Rio 2016. “Teremos mais carros da família olímpica rodando e mais interdições e restrições, além de um número maior de carros de passeio por ser um dia útil. Portanto, volto a apelar à população para que evite carros até o próximo dia 18. O modal de transporte público estará funcionando em sua plenitude, em sistema de reforço, e com aumento de trens e redução dos intervalos de circulação entre os veículos”, afirmou.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Se fosse Olimpíada, Santos-Dumont seria primeiro


Salvador Nogueira

Se a disputa pela primazia na invenção do avião fosse uma competição olímpica, Alberto Santos-Dumont seria o primeiro. Para isso basta checar os registros da FAI, Federação Aeronáutica Internacional — o equivalente do COI na aviação. O primeiro recorde da história dos aviões foi marcado pelo brasileiro em 12 de novembro de 1906, quando seu avião 14-bis partiu do plano, decolou, voou por 220 metros e tornou a pousar.
A discussão voltou à tona com a bonita homenagem ao inventor brasileiro na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio e causou reações internacionais fortes. Com efeito, a história da tecnologia não é uma competição olímpica. E naturalmente é bem mais complicada do que simplesmente ver quem estabeleceu o primeiro recorde “oficial”. Basta para constatar isso lembrar que a FAI foi fundada em 1905, e o primeiro voo dos irmãos Wright em um aeroplano motorizado se deu dois anos antes, em 1903. Não haveria, pois, como uma organização fundada posteriormente registrar o feito da dupla americana.
Infelizmente, toda essa confusão só existe porque a maioria das pessoas prefere tratar a invenção do avião como uma competição, quando o certo seria enxergar a cooperação na concepção desta máquina que mudou o mundo.
A exemplo de muitas das invenções do século 20, o avião foi uma criação coletiva. Ninguém poderia ser alçado à condição de criador “solo”, pelo simples fato de que foi o intercâmbio de técnicas e informações que o tornou possível. Em 1900, quando Wilbur Wright iniciou suas experiências com o tema, ele escreveu, em carta a Octave Chanute, então um engenheiro mais experiente nesses assuntos: “Não faço segredo dos meus planos pelo fato de que acredito que nenhum ganho financeiro irá para o inventor da primeira máquina voadora, e que apenas os que estão querendo dar e receber sugestões podem esperar ligar seus nomes à honra de sua descoberta. O problema é grande demais para um homem sozinho e sem ajuda resolver em segredo.”
É irônico que a postura dele e de seu irmão Orville mudaria radicalmente a partir de 1903. Nos três anos anteriores, os humildes fabricantes de bicicletas de Dayton, Ohio, realizaram diversos experimentos com pipas e planadores, com o objetivo de permitir dar controle completo a um avião. De nada serviria ser capaz de voar se não fosse possível controlar com precisão a direção do voo, como o fazem os pássaros. Com metodologia invejável, gastaram seu tempo desenvolvendo uma solução para isso, e o que encontraram foi a torção de asas — ao elevar a ponta das asas de um lado e rebaixar de outro, em pleno voo, seria possível dar controle de rolamento ao avião no ar. Ele poderia se inclinar, como as aves fazem ao realizar uma curva.
Quando se deram conta de que funcionava, decidiram manter discrição nos experimentos, pela convicção de que haviam atingido o sucesso que até alguns anos atrás consideravam impossível sem ajuda de outros inventores. Fizeram um pedido de patente sobre o controle de rolamento e passaram a conduzir seus testes de forma isolada, na esperança de vender sua máquina voadora a algum governo — de preferência, mas não necessariamente, o dos Estados Unidos.
Já Santos-Dumont, àquela altura, era um pop star. Radicado na França, mas sem jamais abdicar de sua origem brasileira (ele escrevia seu sobrenome com hífen justamente para que ninguém descartasse o “Santos” e o tomasse por um francês), havia se tornado famosíssimo com seus balões dirigíveis, sobretudo depois de conquistar um prêmio pela façanha de contornar a Torre Eiffel, em 1901.
A fama do inventor brasileiro era tanta que, quando Orville e Wilbur realizaram seu primeiro voo bem-sucedido — partindo de um plano levemente inclinado, sem trem de pouso, e contra um vento contrário fortíssimo na isolada praia de Kitty Hawk, na Carolina do Norte –, e comunicaram o sucesso, em dezembro de 1903, o jornal de sua cidade local, o Dayton Daily News, estampou na manchete: “Rapazes de Dayton emulam o grande Santos-Dumont”.
Ao mesmo tempo, na Europa, chegavam os primeiros rumores de que os irmãos americanos haviam solucionado o problema do voo do mais pesado que o ar. Apesar disso, havia grande ceticismo. Os Wrights mantinham segredo sobre seu invento e declinavam todo e qualquer convite para ir à Europa demonstrá-lo, sem que antes houvesse uma garantia de compra. Claramente, e a despeito do que Wilbur declarara anos atrás, eles haviam decidido ganhar a vida com a aviação.
Hoje sabemos, por toda a documentação disponível, que o voo de 1903 aconteceu, assim como os que vieram nos dois anos seguintes. Aperfeiçoando palmo a palmo sua máquina, os Wrights atingiram a proficiência. Para permitir decolagens em locais sem vento, eles desenvolveram uma espécie de catapulta. E, uma vez no ar, seu aeroplano, o Flyer, permitia controle total ao piloto, embora fosse inerentemente instável. O motor, embora fraco pelos padrões europeus, viabilizava a manutenção da máquina no ar. Em 1905, em seu maior voo, os Wrights percorreram 39 km, feitos em 39 minutos, e o avião só pousou depois que a gasolina acabou. Ninguém voava como eles naquela época.
Os rumores desses sucessos espetaculares começaram a se tornar cada vez mais fortes na Europa, e Santos-Dumont, como grande pioneiro do ar que já era, decidiu que era o caso de tomar parte nas pesquisas sobre aeroplanos. E aí vislumbramos o gênio do brasileiro: em menos de dois anos, ele foi do nada a um avião capaz de decolar e voar — o 14-bis — e estabeleceu o primeiro recorde oficial da aviação.
Dos dois lados do Atlântico, os olhares eram de desconfiança. Na Europa, Santos-Dumont foi festejado como o líder de um movimento que rapidamente impulsionava a aviação. Nos Estados Unidos, os Wrights ainda não estavam preocupados em ser sobrepujados, mas já sentiam a proverbial água batendo na bunda.
A rigor, a coisa estava no seguinte pé: Santos-Dumont tinha o primeiro avião “auto-suficiente” — capaz de decolar, voar e pousar por seus próprios meios, embora não fosse controlável com alguma precisão no ar. Os Wrights tinham o primeiro avião “prático” — embora precisasse de uma catapulta para decolar, podia voar por tanto tempo quando o combustível permitisse, e com controle absoluto no ar.
Outros aviadores europeus passaram a decolar depois de Santos-Dumont e fazer evoluir a aviação por lá. Ficou claro que seria preciso dar controle de rolamento e uma solução alternativa à dos Wrights foi encontrada — pequenas asinhas auxiliares móveis dos dois lados poderiam fazer o mesmo papel da torção de asa, sem precisar realmente torcer a asa. Eles ficaram conhecidos como ailerons, e Santos-Dumont chegou a tentar implementar uma versão rudimentar deles no 14-bis. Mas estava claro que o design estava aquém do desafio.
Com sua incrível criatividade e intuição, em 1907, Santos-Dumont partiu para um projeto completamente diferente — e esse sim se tornaria o precursor mais direto do avião moderno. Chamado de Demoiselle, ele foi o primeiro avião a colocar os lemes atrás, onde eles estão até hoje na imensa maioria dos aeroplanos. Note que tanto os Flyers dos Wrights quanto o 14-bis tinham seus lemes à frente, o que faz parecer que os aviões andavam “de costas”, do nosso ponto de vista moderno. O Demoiselle foi o primeiro avião a “andar para a frente”.
Sem o sucesso comercial que ambicionavam, os Wrights finalmente concordaram em realizar exibições na Europa em 1908, e aí foram abraçados como os grandes pioneiros da aviação. Sua máquina fazia circuitos em forma de 8 no ar com uma facilidade sem igual. Nenhuma máquina europeia até então era capaz daquilo.
Eventualmente, contudo, os irmãos americanos também seriam influenciados por seus colegas da Europa. A partir de 1910, seu Flyer Model B teria os lemes atrás, rodas no trem de pouso e decolaria por seus próprios meios, sem catapulta. Foi o primeiro avião dos Wrights a atingir alguma medida de sucesso comercial. E, claro, eventualmente a torção de asas também seria abandonada em favor dos mais práticos e efetivos ailerons.
Bem, e qual é o ponto dessa história toda? Essencialmente mostrar que a aviação foi um “movimento”, do qual os Wrights e Santos-Dumont foram grandes expoentes. Seria injusto atribuir a qualquer deles a glória suprema, relegando os demais à condição de farsantes. E, embora essa seja a verdade histórica, existe uma tendência mundial a abraçar um dos lados e relegar o outro a uma nota de rodapé.
Há uma razão histórica para isso também. Depois que a aviação atingiu um ponto em que todo mundo conseguia voar, os Wrights começaram a processar outros inventores por violação de sua patente. Na Europa, ninguém deu bola. Mas, nos Estados Unidos, a conversa foi outra. Uma guerra judicial se desenrolou e o cerne da questão era o valor da inovação dos Wrights: foram ou não foram eles os primeiros a voar?
A disputa foi ferrenha até a entrada dos americanos na Primeira Guerra Mundial, quando a necessidade de desenvolver a aviação nos Estados Unidos suspendeu todas as disputas judiciais. Mas os Wrights sempre mantiveram a preocupação de ter reconhecida sua primazia, mesmo depois que ela perdeu o valor comercial. Um dos maiores críticos da primazia dos Wrights era a Instituição Smithsonian. Um de seus diretores, Samuel Langley, havia desenvolvido um avião antes dos irmãos de Dayton, que, no entanto, jamais fez um voo bem-sucedido. Durante a guerra de patentes, o aviador Glenn Curtiss criou uma réplica do Aerodrome de Langley, mas com modificações. E aí ele voou. O Smithsonian descreveu o Aerodrome como a primeira máquina “capaz de voar”, o que deixou os Wrights furiosos.
Então, eles só cederam o seu primeiro Flyer ao Museu do Ar e do Espaço, controlado pela instituição, com a condição de que ele fosse descrito como a primeira máquina mais pesada que o ar a voar. Era condição contratual que jamais o Smithsonian se referisse a outra máquina como a pioneira do voo do mais pesado que o ar. Isso, naturalmente, enviesou muitos historiadores ao longo do tempo, que preferem não reabrir essa questão — mas o incômodo não é com Santos-Dumont, pasme, e sim com Samuel Langley.
Essa é uma história tão rica e fascinante que escrevi um romance histórico recontando-a em detalhes, chamado “Conexão Wright-Santos-Dumont”, e nem precisei inventar um personagem sequer. Falta só virar série agora. Alô, Netflix, vamos nessa? :-)

A pedido do Rio, Temer amplia atuação das Forças Armadas na Olimpíada


Gustavo Uribe

O presidente interino, Michel Temer, atendeu nesta segunda-feira (8) a pedido do governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, e autorizou a ampliação da área atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro durante a Olimpíada e a Paralimpíada.
A iniciativa foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" e inclui na zona de defesa bairros das zonas sul e central, como Copacabana e São Cristovão, e áreas como o Aeroporto Santos Dumont, a Candelária, o Aterro do Flamengo e o entorno da Avenida Atlântica.
Na semana passada, o governo do Rio de Janeiro havia alegado falta de efetivo policial estadual para assegurar a proteção da área, que tem hospedado turistas para a competição esportiva.
Segundo o Ministério da Defesa, a ampliação da área não implica em um aumento do atual efetivo das Forças Armadas, hoje estima em 22 mil pessoas. A medida entrou em vigor já nesta segunda-feira (8).

Ginastas saem satisfeitos com 6º lugar e sonham com medalha no individual


Eduardo Geraque Mariana Lajolo

O inédito sexto lugar em uma final olímpica deixou muito satisfeito o time de ginastas brasileiros que competiram nesta segunda (8) na Arena Olímpica do Rio.
O que não significa, entretanto, que poderia ter sido diferente.
"Gostaria de mais. Nós temos nível técnico para ficar em terceiro. Queria esse pódio", afirmou o assertivo Francisco Barreto que, apesar de saber que era muito difícil, acreditava que o Brasil poderia ter melhorado sua colocação obtida na fase classificatória no sábado (6). A seleção passou para a final também na sexta colocação, que acabou sendo ratificada na final.
"Para o pódio precisava ter saído tudo perfeito, como os russos fizeram. Teria que ser uma superação de todo mundo" disse Chico, como é chamado o ginasta de Ribeirão Preto pelos colegas de equipe. "Precisamos de mais volume na ginástica, mais gente praticando. Espero que essa Olimpíada em casa sirva de exemplo para toda a garotada", disse.
No caso de Diego de Hypolito, 30, para quem a Olimpíada está sendo uma grande superação, o sexto lugar do Brasil tem que ser muito comemorado. "Estou muito feliz, todo o time está de parabéns".
Diego, que apesar do nervosismo que sente principalmente nas provas dos colegas, e é normal ver ele pulando e gritando para incentivar os demais atletas, afirma que vai fazer de tudo para estar novamente no time do Brasil em 2020, nos Jogos de Tóquio.
"Eu cai de bunda, de cara, mas estou aqui porque me esforcei, e vou continuar assim", afirmou Hypolito, logo após a final olímpica por equipes.
Nas duas últimas Olimpíadas, o atleta sofreu duas quedas graves no solo. Nesta agora, quando se classificou mais uma vez para uma final olímpica disse estar de "alma lavada".
A Olimpíada ainda não acabou para os atletas brasileiros, todos ainda têm provas individuais pela frente.
Francisco Barreto vai competir na barra fixa. Arthur Zanetti nas argolas, onde é candidato ao ouro. Diego Hypolito e Arthur Nory estarão no solo.
Sergio Sasaki e também Arthur Nory vão competir também no individual geral, onde os 24 atletas mais bem colocados na fase de classificação brigam para saber quem é o ginasta mais completo da Olimpíada.
O japonês Kohei Uchimura, que ajudou muito o Japão a obter a medalha de ouro por equipes, é o grande favorito.

PORTAL BRASIL


Inscrições para o vestibular do ITA vão até 15 de setembro

Provas para acessar um dos cursos de engenharia do instituto ocorrerão em 23 cidades brasileiras

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) abriu, nesta segunda-feira (8), as inscrições para o vestibular 2017. São oferecidas 110 vagas para os cursos de engenharia nas especialidades Aeroespacial, Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, de Computação, Eletrônica e Mecânica-Aeronáutica. As inscrições são feitas pela internet no valor de R$ 140,00 e encerram-se em 15 de setembro.
O curso de graduação em engenharia no ITA tem a duração de cinco anos. Os dois primeiros constituem o Curso Fundamental, comum a todos os alunos. Os três últimos correspondem aos cursos específicos para cada especialidade.
Entre os requisitos de inscrição, o candidato deve ser brasileiro nato, ter no máximo 23 anos de idade no dia 31/12/2016 e ter concluído ou estar concluindo o Ensino Médio no ano de 2016.
As provas de Física, Inglês, Matemática, Português e Química serão realizadas nos dias 13, 14, 15 e 16 de dezembro. Os exames serão realizados em 23 cidades brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo, Teresina e Vitória.
Na última edição, o vestibular do ITA registrou recorde de inscritos com aproximadamente 12,4 mil candidatos.
ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica é uma instituição universitária pública ligada ao Comando da Aeronáutica (Comaer). Está localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), na cidade paulista de São José dos Campos. Especializado nas áreas de ciência e tecnologia no Setor Aeroespacial, o ITA oferece cursos de:
– graduação em Engenharia;
– pós-graduação stricto sensu em nível de Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado;
– pós-graduação lato sensu de especialização e de extensão.
Criado em 1950, por inspiração do Marechal Casimiro Montenegro Filho e intensa cooperação internacional, o ITA é considerado um centro de referência no ensino de engenharia no Brasil.
O ITA localiza-se em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a 85 km da capital paulista e a 320 km da cidade do Rio de Janeiro.

Índice de pontualidade dos aeroportos do País é de 95,6%

Marca foi recorde para período de grande fluxo aéreo; serviço no terminal de Guarulhos (SP) foi o melhor avaliado pelos passageiros

Por Portal Brasil

O índice de pontualidade nos aeroportos do País atingiu, durante a primeira semana de competições olímpicas, a marca de 95,6%. A taxa foi aferida entre 31 de julho e 6 de agosto, considerado um dos picos de demanda aeroportuária durante o evento esportivo.
Nos aeroportos de Santos Dumont (RJ), Galeão (RJ), Salvador (BA), Manaus (AM), Brasília (DF), Confins (BH), Campinas (SP), Gurulhos (SP) e Congonhas (SP), que concentram maior volume de chegadas e saídas para a Olimpíada, foram transportados cerca de 2,87 milhões passageiros, dos quais aproximadamente 595 mil nos dois aeroportos do Rio de Janeiro. Só o aeroporto de Guarulhos (SP) movimentou mais de 715 mil passageiros na primeira semana do evento.
O patamar de atrasos foi de 4,4%. A meta do governo brasileiro é manter pelo menos 15% desses atrasos abaixo de 30 minutos do horário de partida dos voos.
“Em cinco anos de realização de eventos de alta demanda, nunca se viu índices tão baixos como este em tão complexo tipo de operação. Chegamos a registrar 0% em alguns aeroportos, o que aproxima operação da perfeição técnica”, analisou o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Durante a Copa, o atraso médio foi de 8,8%.
Avaliação
A Secretaria de Aviação Civil ainda analisou a opinião dos passageiros sobre a qualidade dos serviços. A experiência de chegada e saída dos terminais manteve o padrão de excelência oferecido em dias comuns nos aeroportos do País. Em uma escala de 1 a 5, a média de satisfação apurada chega a 4,19.
Em aeroportos como o Galeão (RJ), principal terminal para quem vai aos Jogos Olímpicos, a nota da primeira semana do evento foi maior do que a média apurada em épocas de fluxo normal e chegou aos patamar de 4,16, contra 3,91 no último trimestre e 3,79 na Copa do Mundo, representando uma melhora de quase 10%.
O aeroporto de Guarulhos (SP), com média 4,61, está no topo do ranking de satisfação do período considerado; já o aeroporto Santos Dumont (RJ) ficou com 4,24.
Desempenho
Nos nove aeroportos monitorados pela pesquisa, o tempo médio de espera na fila do check-in doméstico foi de 11 minutos; enquanto no check-in internacional, a fila durava cerca de cinco minutos. A inspeção de segurança (doméstica e internacional) estava livre de filas, o que fez com que o passageiro fosse liberado em média após um minuto.
A bagagem doméstica foi restituída em 24 minutos, e a internacional, em 55 minutos (desde a aterrissagem até o momento da retirada dos pertences). Já os procedimentos de imigração e emigração demoraram de dez a três minutos, respectivamente.
O número total de partidas programadas nos nove aeroportos, no período, foi de 9.250. Santos Dumont e Galeão, juntos, somaram 2.133 deslocamentos, enquanto o aeroporto de Guarulhos, sozinho, teve 2.022. Nesse período, cerca de 42 chefes de Estado utilizaram os serviços, além de chefes de governo e autoridades internacionais.
Segundo o relatório Liga Mundial da Pontualidade 2015, elaborado pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência de mercado de aviação, seis aeroportos brasileiros estão entre os mais pontuais do mundo. A pesquisa foi realizada com 900 companhias aéreas, 50 milhões de voos e quatro mil aeroportos

OUTRAS MÍDIAS


JORNAL ÁMBITO FINANCIERO (Argentina)


EE. UU. aprueba venta de 24 aviones de entrenamiento

Resta el acuerdo del Congreso en Washington. Lo anunció la Defense Security Cooperation Agency, que se ocupa de cooperación militar con países aliados. La operación llega a u$s300 millones.
Por: Edgardo Aguilera
El Gobierno de los Estados Unidos aprobó la posible venta de 24 aviones de entrenamiento T-6 Texan II para la Fuerza Aérea Argentina.
El anuncio oficial se hizo a través de la Agencia de Cooperación en Defensa y Seguridad (Defense Security Cooperation Agency) un organismo intermedio del Departamento de Defensa, que se ocupa de la cooperación con países amigos en asuntos vinculados con la transferencia de equipamiento militar, entrenamiento, asesoramiento legal y otros rubros asociados al material bélico. Esta agencia detalla en su Imagemcomunicado que aún falta la luz verde del Congreso norteamericano y que fue notificado el 29 de julio último el pedido que hizo la Argentina.
La operación alcanza una suma de alrededor de u$s300 millones (9 millones por avión) el paquete incluye capacitación, entrenamiento de personal y soporte logístico. Ahora la defensa criolla tendrá que decidir si avanza o dilata la negociación. Los números del presupuesto castrense para el año entrante -en evaluación por la jefatura de Gabinete- no contemplan partidas para la adquisición de aviones de entrenamiento.
El Texan II aunque está diseñado para entrenamiento podría reemplazar al IA-58 Pucará, tiene capacidad de portar armas ligeras en pods.
En l os primeros días de abril un T-6C Texan II matricula N3000B voló desde Santiago, Chile, hasta la Escuela de Aviación Militar en Córdoba donde se hizo una demostración de sus prestaciones. Antes, el titular de la Fuerza Aérea, brigadier mayor Enrique Amreim junto al secretario de Logística del ministerio de Defensa, Walter Ceballos, de visita en la Feria Internacional del Aire y el Espacio (FIDAE 2016) habían recibido el flechazo de esa misma máquina lustrosa exhibida en la exposición por el grupo Textron. Luego, el Gobierno argentino formalizó el pedido de disponibilidad y precio por las 24 aeronaves más: motores de repuesto, insumos para la operatoria inicial del sistema, equipos de apoyo, equipos de comunicación, documentación y estadísticas, contrato de apoyo técnico y soporte logístico, apoyo para el traslado ferry (en vuelo), equipos de supervivencia, apoyo de mantenimiento para el inicio de las operaciones en Argentina, entrenamiento de instructores de vuelo, seguimiento del desempeño inicial del proceso de instrucción, equipos para misiones alternativas, servicios y viajes al Air Force Materiel Command, desclasificación menor para modificaciones y propuestas de cambio de ingeniería y sistemas de entrenamiento basados en tierra.
A mediados de mayo pasado Ángel Tello, viceministro de Defensa y su segundo el subsecretario de Asuntos Internacionales, José Vila, recorrieron oficinas clave en el Pentágono y en el Congreso de los Estados Unidos en el marco del primer encuentro bilateral. Esas gestiones resultaron en el guiño favorable a la posible venta de los Texan, corolario en la recomposición del vínculo que iniciaron Obama y Macri. No tuvo la misma suerte un pedido anterior de disponibilidad y precio por un escuadrón de cazas F-16 que la Fuerza Aérea requirió por nota fechada el 27 de julio de 2015 a través del embajador estadounidense Noah Mamet. La prioridad en la defensa aérea del país está dada por la recuperación de la capacidad de interceptación supersónica. Esa misión quedó trunca tras la desprogramación del sistema Mirage dispuesta por la administración Kirchner. El gesto aprobatorio a los aviones T-6 Texan parece casi protocolar si uno tiene en cuenta que hubo una solicitud anterior por aeronaves de combate que no aún no progresó.
El Beechcraft T-6 Texan II es una aeronave turbohélice utilizada por la Fuerza Aérea y la Armada de los Estados Unidos como entrenador básico. Este aparato sustituyó en la marina estadounidense al T-34C Turbo Mentor, el mismo que utilizan los aviadores navales criollos.

SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL


Notícias

Rio 2016: pontualidade atinge 95,6% nos aeroportos e sela recorde

Primeiros sete dias monitorados pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil registraram menor índice de atrasos já verificado em operações especiais do setor aéreo brasileiro: 4,4%

Na primeira semana de movimentação olímpica, a aviação brasileira opera com o melhor índice de pontualidade já registrado em uma operação especial do setor no País. A marca atingiu 95,6% no período entre 31 de julho e 6 de agosto, considerado um dos picos de demanda aeroportuária durante o megaevento esportivo. Nos nove aeroportos que concentram maior volume de chegadas e saídas para a Rio 2016, foram transportados cerca de 2,87 milhões passageiros, dos quais aproximadamente 595 mil nos dois aeroportos do Rio. Só o aeroporto de Guarulhos movimentou mais de 715 mil passageiros na primeira semana do evento. As estatísticas operacionais são apuradas diariamente pela Sala Master de Comando e Controle da Aviação Civil para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, localizada no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea.
O patamar de atrasos de 4,4% está acima da excelência prevista no planejamento do setor de aviação para o período da Rio 2016. O governo brasileiro, por meio da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), trabalha com a meta de manter abaixo de 15% os atrasos de até 30 minutos do horário da partida dos voos. “Em cinco anos de realização de eventos alta demanda, nunca se viu índices tão baixos como este em tão complexo tipo de operação. Chegamos a registrar 0% em alguns aeroportos, o que aproxima operação da perfeição técnica”, analisa o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Para efeito de comparação, durante a Copa o atraso médio medido foi de 8,8%.
O principal indicativo de reconhecimento da qualidade do serviço aeroportuário no Brasil é a opinião do passageiro. Nesse período analisado pela Secretaria de Aviação Civil, a experiência de chegada e saída dos terminais manteve o padrão de excelência oferecido em dias comuns nos aeroportos do País. Em uma escala de 1 a 5, a média de satisfação apurada chega a 4,19, o que representa a consolidação de melhorias de infraestrutura e perfeita adequação da atividade dos terminais a picos de demanda.
Em aeroportos como o Galeão, portão de referência para chegadas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a nota da primeira semana do evento é, inclusive, melhor que a média apurada em momentos de normalidade operacional: 4,16, diante de 3,91 no último trimestre e 3,79 na Copa do Mundo, representando uma melhora de quase 10%. O aeroporto de Guarulhos, com média 4,61, está no topo do ranking de satisfação do período considerado; já o aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, ficou com 4,24.
DESEMPENHO EM NÚMEROS – Considerando os nove aeroportos monitorados pela pesquisa, no período, o tempo médio de fila no check-in doméstico no guichê foi 11 minutos, enquanto no check-in internacional a fila durava cerca de 5 minutos. A inspeção de segurança (doméstica e internacional) estava livre de filas, o que fez com que o passageiro fosse liberado em, em média, 1 minuto. A bagagem doméstica foi restituída em 24 minutos e a internacional em 55 minutos (tempo decorrido entre o calço da aeronave e a chegada da última bagagem na esteira). Já os procedimentos de imigração e emigração demoraram em torno de 10 e 3 minutos, respectivamente.
O número total de partidas programadas nos nove aeroportos, no período, foi de 9.250. Santos Dumont e Galeão, juntos, somaram 2.133, enquanto o aeroporto de Guarulhos (SP), sozinho, teve 2.022. Foram registrados 72 voos VIPs e realizado atendimento a 42 chefes de Estado, além de chefes de governo e autoridades internacionais.
MANUAL DE PLANEJAMENTO – A Secretaria de Aviação Civil – vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – coordenou a elaboração do Manual de Planejamento do Setor Aéreo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O documento consiste em um grande acordo operacional e de planejamento, que padroniza a operação dos 40 aeroportos sob regime especial de funcionamento durante a Rio 2016.
A cartilha do setor estabeleceu uma ação integrada entre operadores e órgãos públicos do setor aeroportuário, criando uma rede estratégica, coordenada e imediata de resposta para fatos e imprevistos da aviação. O manual foi construído após cerca de 400 horas de debates, análises técnicas, revisão de procedimentos, ações de alinhamento e cooperação para as Olimpíadas e Paralimpíadas e carimbado pelos 27 órgãos que compõem o Comitê Técnico de Operações Especiais da Conaero (Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias).
Entre os pontos de destaque estão o planejamento de fluxo dos terminais de passageiros e ocupação de pátios e pistas, questões de segurança e defesa aérea, reforço de recursos humanos, administração da capacidade de operação dos aeroportos, gerenciamento de prioridades de tráfego aéreo e acessibilidade. Todos esses itens são verificados desde 2015, em simulados e eventos-teste. A operação foi planejada para oferecer máximo conforto ao passageiro e minimizar impactos da demanda extra aos serviços aeroportuários.
OPERAÇÕES ESPECIAIS DO SETOR – A operação aeroportuária no Brasil ganhou, em 2012, o Comitê Técnico de Operações Especiais (CTOE). Criado pela Secretaria de Aviação Civil, consiste em um fórum de planejamento e gestão com a missão de colocar o Brasil no calendário dos grandes eventos internacionais sob a marca da eficiência no transporte aéreo. O primeiro trabalho foi a Rio+20, com adequada administração da alta demanda e operação especial de tráfego aéreo para chefes de Estado. Pela primeira vez, um documento de planejamento com essa abrangência foi produzido pelo governo brasileiro.
Depois, vieram a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo, com altos índices de pontualidade, trabalho que resulta em grande expertise para a execução do planejamento de aeroportos durante a Rio 2016. O desafio do Comitê é manter o setor de Aviação Civil do Brasil como referência no mundo em áreas como pontualidade e segurança, postos já reconhecidos por consultorias e entidades internacionais do setor.
PONTUALIDADE EM ALTA – Segundo o relatório Liga Mundial da Pontualidade 2015 feito pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência de mercado de aviação, seis aeroportos brasileiros estão entre os seis mais pontuais do mundo. A pesquisa foi realizada com 900 companhias aéreas, 50 milhões de voos e quatro mil aeroportos. Para acessar o relatório na íntegra, clique aqui.

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FOLHA VITÓRIA (ES)


Avião monomotor cai e deixa duas pessoas feridas em Baixo Guandu

Duas pessoas que estavam na aeronave ficaram feridas. No acidente, o monomotor ficou completamente destruído. Ainda não foram comprovadas as causas reais do acidente
Um avião monomotor caiu após decolar e deixou duas pessoas feridas, na manhã deste domingo (7), em Baixo Guandu, na região Noroeste do Espírito Santo.
De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente aconteceu no bairro Sapucaia, por volta das 10h30, quando o piloto Geter Rodrigues dos Santos, de 59 anos, e Willian Batista Botelho, de 38, tentaram decolar com a aeronave e acabaram batendo contra o chão.
Segundo informações preliminares, um problema mecânico teria causado o acidente, mas ainda não se sabe o que pode ter acontecido com a aeronave. Feridas, as vítimas foram encaminhadas para um hospital da região. Não foi possível saber qual o estado de saúde de Jeter e Willian. 
Uma das vítimas publicou na internet uma foto de momentos antes de ele e Geter entrarem no monomotor para o voo. "Partiu voar com o sogrão", dizia a publicação.
A equipe de reportagem do jornal online Folha Vitória entrou em contato com o Centro de Investigação e Preveção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, para saber se o acidente será investigado, mas não obteve retorno até a publicação.

DCI - DIÁRIO COMÉRCIO INDÚSTRIA E SERVIÇOS


Conceito de voo compartilhado torna táxi aéreo mais acessível

Startups otimizam operação com oferta fragmentada de assentos, o que aumenta a ocupação das aeronaves e reduz o custo relativo de cada passageiro
Arthur Henrique
SÃO PAULO - Com a proposta de tornar acessíveis as viagens no segmento de táxi aéreo, algumas startups estão trabalhando com a ideia de compartilhamento de voo. Com plataformas que informam rotas disponíveis e disseminam a oferta de assentos, elas permitem que mais interessados embarquem em voos já programados ou se reúnam para fechar um novo voo. Assim, aumentam a ocupação da aeronave em cada viagem e diminuem o custo relativo de cada passageiro. As empresas atendem tanto o ramo empresarial quanto quem procura utilizar os serviços a lazer.
O compartilhamento de voos é uma ideia antiga, mas que agora se torna mais viável com essas plataformas. A proposta é muito bem-vinda, diz o especialista Marcelo Almeida, diretor da importadora de aeronaves Timbro Trading. "É uma modalidade fantástica onde todos os elos são favorecidos, colocando trabalhadores no mercado e gerando demanda para novas rotas. Certamente uma janela de oportunidade", diz.
Entretanto, Almeida recomenda cuidado aos interessados, que devem procurar saber quem e como prestará o serviço. Conforme o Anuário Brasileiro de Aviação Geral mais recente, menos de 8% das aeronaves brasileiras têm licença para funcionar como táxi aéreo. "É necessário estar devidamente homologado junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ter ciência de que, caso haja acidente, deve ser fornecido seguro", aponta Almeida.
Dados mais recentes da Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero (Abraphe) mostram que o Brasil conta com a quarta maior frota de helicópteros civis, sendo São Paulo a cidade com maior quantidade de naves no mundo.
Viagem a negócios
Lançada em maio, a startup JetToGo desenvolveu uma plataforma voltada ao mercado empresarial. O usuário pode criar um voo particular ou compartilhar a rota com amigos e parceiros de negócios, rateando custos da operação.
"Queremos mostrar aos grandes empresários e empresas a função do voo executivo e como isso pode interferir na produção de sua empresa e qualidade de vida de seus profissionais", diz Ernesto Padilha, um dos sócios da JetToGo.
Fundado por Padilha e os sócios José Luiz Marrara e Fernando Rizzo, o sistema da startup funciona por meio de um aplicativo gratuito, no qual o cliente pode orçar voos e trajetos. As cotações são enviadas ao usuário em menos de uma hora.
"Notamos um aumento gradativo no interesse das empresas de táxi aéreo em utilizar o nosso sistema. O mercado de aviação passa por uma crise e facilitamos o caminho de empresas para as naves", afirma.
A JetToGo tem 4 mil clientes em todo o País e fatura com a porcentagem de cada viagem contratada por meio do aplicativo. A previsão de receita para este ano é de R$ 1 milhão.
Voltado ao lazer
Lançada na mesma época que a JetToGo, a Edge opera da mesma forma e oferece a compra de assento individual. Contudo, a startup tem como público-alvo qualquer pessoa que queira e possa adquirir um voo.
"Queremos nos encaixar em um espaço onde existam pessoas que querem se locomover para algum lugar e pagariam por um voo", diz o CEO da empresa, Henrique Antunes. "Pesquisamos e vimos que as pessoas acham que voar é algo inalcançável e fora do comum, daí percebemos que o mercado podia ser explorado", afirma.
A Edge trabalha com destinos fixos em seu portfólio, como Guarujá, Santos e pontos no litoral do Rio de Janeiro. Com cerca de 500 clientes, a empresa trabalha tanto com helicópteros quanto com aviões de pequeno porte.
"Estamos vendo inúmeros destinos que possamos trabalhar para ampliar nosso leque. Queremos, de fato, democratizar esse tipo de serviço", diz Antunes. A Edge não revela seu faturamento. A empresa fica com 25% do valor de cada viagem realizada.
Outras empresas como a FlyHelo e a VoeJunto também trabalham com a ideia de voo compartilhado, barateando o valor pago por passageiro.
UberCopter e mobilidade urbana
O aplicativo de transporte Uber ofereceu durante o mês de junho o UberCopter, serviço que disponibilizava viagens de helicóptero para locomoção urbana. Funcionando exclusivamente em São Paulo, o projeto piloto foi conduzido durante um mês.
Oferecendo preços promocionais na primeira semana do serviço, o Uber reajustou depois o valor de todos os voos, acrescentando taxa de pouso. Os trajetos sofreram aumentos de até 151% no valor.
O CEO da Edge diz ser cético quanto ao UberCopter, afirmando que o mercado é mais complexo do que se imagina. "O projeto é inviável. Lidar com o processo, desde a operação das naves até o embarque-desembarque não é algo fácil, além dos preços não serem condizentes, mesmo com o aumento em cada voo", afirma Antunes.
Almeida, da da Timbro Trading, discorda dessa posição, mas aponta que, na área de serviços aéreos, o equilíbrio econômico financeiro é um ponto relevante. "Sou ultraentusiasta (do UberCopter), mas não existe preço de nave por R$ 200. Com certeza a Uber deve ter investido para estudar o mercado, porém ninguém no ramo defende esse preço", afirma.

FOLHA VITÓRIA (ES)


Piloto de avião que caiu em Baixo Guandu é transferido para hospital em Linhares

O acidente aconteceu na manhã do último domingo (7), no bairro Sapucaia. As vítimas tentaram decolar com a aeronave e acabaram batendo contra o chão
O piloto do avião monomotor, que caiu em Baixo Guandu, foi transferido de um hospital do município para outro localizado em Linhares. As informações são da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), que informou ainda que o estado de saúde dele é estável. 
Além de Geter Rodrigues dos Santos, de 59 anos, que pilotava o avião, Willian Batista Botelho, de 38 anos, também se feriu. Ele foi levado para o mesmo hospital que o piloto, em Baixo Guandu, mas segundo a Sesa já recebeu alta.
O acidente aconteceu na manhã do último domingo (7), no bairro Sapucaia. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas tentaram decolar com a aeronave e acabaram batendo contra o chão. Um problema mecânico teria causado o acidente, mas ainda não se sabe o que pode ter acontecido com a aeronave.
Uma das vítimas publicou na internet uma foto de momentos antes de ele e Geter entrarem no monomotor para o voo. "Partiu voar com o sogrão", dizia a publicação.
A equipe do jornal online Folha Vitória entrou em contato com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, para saber se o acidente será investigado, mas ainda não obteve retorno.

TECH TUDO


Drone é capaz de mapear, detectar e detonar minas terrestres

por Rebeca Guio
Mine Kafon Drone (MKD) é uma daquelas invenções que podem ajudam a melhorar o mundo. Criado por Massoud Hassani, sua especificidade é mapear, dectar e detonar minas terrestres, além de ser um drone não tripulado e 20 vezes mais rápido do que tecnologias já existentes.
O objetivo é limpar o mundo desses objetos em menos de 10 anos. Apesar de ser uma meta bastante ambiciosa, muitas pessoas acreditam que vale a pena e o projeto já alcançou sua meta de financiamento coletivo do Kickstarter.
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Mine Kafon Drone é capaz de mapear, detectar e detonar minas terrestres (Foto: Divulgação / Massoud Hassani)
O MKD oferece uma solução inovadora para a remoção de minas terrestres, fornecendo um sistema de desminagem confiável, feito em três estágios. Há atualizações precisas e informações sobre as operações de limpeza de minas. O dispositivo voa sobre as áreas perigosas autonomamente, equipado com três extensões robóticas separadas, que são intercambiáveis .
A primeira ação é o mapeamento, quando o drone voa sobre o campo inteiro, com um sistema 3D aéreo, para identificar todas as áreas perigosas. Em seguida, uma segunda parte do dispositivo, equipado com um braço robótico paira a quatro centímetros do chão para detectar as minas terrestres.
Cada bomba detectada é marcada no sistema do operador para construir um mapa de locais de minas conhecidas. Para a fase final do processo, um braço articulado posiciona um pequeno detonador em cada mina detectada. Depois disso, o campo minado é detonado de uma distância segura usando um temporizador.
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MKD oferece um sistema de desminagem confiável em três estágios (Foto: Divulgação / Massoud Hassani)
O fato de algumas tecnologias serem antigas e estarem degradas é uma dificuldade em achar essas minas, pois a detecção de metais pelo drone fica prejudicada. Outro problema seria a precisão típica de quatro metros do GPS, que não seria suficiente para o mapeamento exato da mina terrestre e que poderia colocar a vida das pessoas em risco.
Mas a fabricante afirma ter resolvido o problema, utilizando também o GPS triangulado e antenas externas no campo. Além disso, as imagens de vídeo e foto precisam ter coordenadas específicas para o localizador, o que requer um software complexo que exige uma extensa programação.
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Principais países, que juntos, possuem cerca de 100 milhões de minas terrestres no mundo (Foto: Divulgação / Massoud Hassani)
Atualmente, especialistas acreditam que ainda existem cerca de 100 milhões de minas terrestres no mundo, muitas das quais são sobras de conflitos que já acabaram há muito tempo. O drone, criado por uma impressora 3D, custa cerca de 75 euros (cerca de R$ 274 em conversão direta, sem impostos). A entrega para o Brasil vai acontecer a partir de setembro.

CORREIO 24 HORAS (BA)


Traficantes dispararam bala que atingiu centro de imprensa dos Jogos Olímpicos

Projétil de fuzil atingiu a sala de imprensa do Centro Olímpico de Tiro, em Deodoro, na Zona Norte do Rio de Janeiro
O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, afirmou ontem, em entrevista de avaliação da segurança dos Jogos Olímpicos, que o projétil de fuzil que atingiu a sala de imprensa do Centro Olímpico de Tiro, em Deodoro, na Zona Norte, no último sábado foi disparado por um fuzil de um traficante de uma comunidade próxima ao complexo olímpico. 
De acordo com o ministro, ainda é preciso ampliar as investigações, mas a informação preliminar é que o objetivo do disparo era atingir um drone da Aeronáutica que sobrevoava a comunidade.
“Essa investigação não é conclusiva, mas a informação preliminar é de que havia um balão e um drone vigiando uma comunidade. Alguém, sentindo-se perseguido, pode ter atirado neles, tentando derrubá-lo”, argumentou .
A bala foi localizada por um fotógrafo australiano que a localizou perto de um buraco no teto da sala de imprensa.
Em função do caso, segundo o diretor de comunicação do Comitê Rio-2016, Mário Andrada a segurança ao redor do Parque Olímpico de Deodoro. “Ainda vai ser feita a perícia para dar mais detalhes, mas o que será feito é aprimorar a segurança da área ao redor”.

PORTAL CAPITAL NEWS (MS)


É possível estar preparado contra o terrorismo nas Olimpíadas?

Segundo o Ministro da Defesa, Raul Jugmann, existe uma “paranoia exacerbada” em torno da possibilidade de um atentado durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro e que não existe uma “ameaça consistente”. Mas será que a ameaça é de fato inconsistente?
Os olhos do mundo se voltam para o Brasil durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começam no próximo dia 5 de agosto. Os principais esportistas, governantes e celebridades desembarcam no país para acompanhar o maior evento esportivo do mundo. Um prato cheio para o Estado Islâmico chamar a atenção. Este fato, somado ao aumento no registro de ações do grupo, já servem para dar consistência a um possível ataque. Não é necessária uma investigação aprofundada para saber que o risco dos chamados Lobos Solitários - simpatizantes dos ideais do grupo terrorista que agem por conta própria – transformou todos os países ocidentais em alvos potenciais.
A pergunta então não seria se existe uma ameaça, mas se estamos preparados para evitá-la.
É importante saber que preparar não é remediar. As Forças Armadas enviaram mais de 20 mil homens para o Rio, que se juntaram as polícias militar e guarda municipal, formando um efetivo de mais de 50 mil homens para os Jogos. Este contingente pode passar a sensação de segurança, mas não é nada sem preparo. Inteligência, treinamento efetivo e ação precisam andar de mãos dadas para levarmos a medalha de ouro também fora das competições. Mais importante do que o policiamento ostensivo, o serviço de inteligência é primordial para evitar tragédias.
A Rio 2016 começou no momento em que a cidade foi escolhida como sede, em 2009. Preparar todos os envolvidos, monitorar possíveis terroristas e trabalhar em conjunto com serviços de inteligência de outros países são tarefas que, em um mundo globalizado, precisam acontecer desde sempre, ainda mais quando existem eventos deste calibre.
Segundo as autoridades divulgam, este trabalho foi realizado. Fotos de oficiais voltando de treinamentos no exterior saíram na imprensa. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal e o Ministério da Defesa afirmam ter acesso a informações de serviços secretos de outras nações que, inclusive, auxiliaram na prisão de doze suspeitos de planejar um ataque e se converter ao Estado Islâmico durante a operação batizada de Hashtag.
Mas estas ações, por mais que as autoridades tentem mostrar como uma “dura resposta” ao Estado Islâmico, não servem para embasar o discurso de ameaça inconsistente e já demonstrou em outros países não ser um impeditivo. Mesmo com prisões a todo o momento, França e Bélgica seguem sofrendo ataques.
O Estado Islâmico usa a tecnologia e a internet a seu favor para a disseminação de sua doutrina. E este é um território difícil de ser mensurado pela sua constante transformação. Cada dia cresce mais denúncias de brasileiros buscando informação e se simpatizando com o extremismo. É necessário um trabalho de investigação contínuo para unir todas as evidências e antever o problema. Prender suspeitos é vencer uma batalha, mas não a guerra que continua ser travada.
Este combate cibernético também deve servir de munição para o policiamento nas ruas. Com a informação nas mãos, os mais de 80 mil homens que farão a segurança no Rio 2016 devem estar preparados para identificar um possível suspeito e agir de forma a não criar mais “paranoia exacerbada”.
Por toda a complexidade da situação, por mais forte que seja o trabalho de segurança feito, dizer que não existe uma ameaça terrorista consistente e que estamos preparados para qualquer risco durante as Olimpíadas parece apenas mais discurso do que fato.
A preparação e prevenção devem ser contínuas durante todo o evento. As respostas duras ao EI não são ações pontuais, mas diárias e silenciosas.

VERDADE (MOÇAMBIQUE)


Respostas e garantias são exigidas depois de incidente com bala perdida atingir centro de competições dos Jogos Olímpicos

Organizadores do evento de hipismo da Olimpíada que decorre no Rio de Janeiro, no Brasil, exigiram neste domingo respostas dos chefes dos Jogos e garantias de segurança, depois que uma bala perdida cortou um tecto de plástico no centro de competições, um dia antes.
"Obviamente, esta é uma situação preocupante e não é um incidente que podemos relevar, porque a segurança de todos na nossa arena - atletas, cavalos, imprensa e público - é de suma importância", disse Ingmar De Vos, o presidente da Federação Internacional de Hipismo (FEI, na sigla em inglês).
A arena não foi alvo de nada, segundo os organizadores locais, que citaram o Exército brasileiro, a Polícia Civil e a Força Nacional. "Essas autoridades estão a conduzir uma completa investigação sobre o assunto e asseguraram o Comité Organizador que reforçaram a segurança em volta e dentro da arena de hipismo", disse De Vos.
"A FEI está a monitorar activamente a situação e pedimos confirmação sobre as medidas que foram impostas para assegurar que isso não acontecerá novamente."
A arena do hipismo é localizada próxima a um complexo militar, o que motivou especulações de que a bala pode ter vindo do stand de tiro. Essa possibilidade, no entanto, foi negada pelo ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann.


JORNAL A TRIBUNA (SP)


Buscas por pescadores desaparecidos no Litoral continuam nesta segunda

Até o momento foram encontrados os corpos de três ocupantes da embarcação
Continuam nesta segunda-feira (8) os trabalhos de buscas pelos desaparecidos a bordo do barco pesqueiro Anjo Gabriel I. Até agora foram localizados os corpos de Natalino Morita, Rogério Viana e Vandir Assunção do Carmo. Um dos três estava com colete salva-vidas, de acordo com o subcomandante do GBMar, major Salvador Alves Diniz Filho. Os outros dois, sem. Outros quatro pescadores seguem desaparecidos. 
No último final de semana, as buscas ficaram concentradas entre a Ilha de Montão de Trigo (Bertioga) e o Arquipélago de Alcatrazes (São Sebastião). Durante os trabalhos, também foram localizados alguns destroços da embarcação, entre eles partes do deck, do assoalho da embarcação de madeira, e até um botijão de gás.
Os grupos encontraram ainda colchonetes e varas de pesca. O grupo da Iniciativa Pro Mar (IPM) achou um botijão e flagrou diversos rasantes feitos pela aeronave C130 da FAB no entorno da Queimada Grande para checar a possível localização de mais materiais.
No Litoral Norte, uma equipe do Instituto Chico Mendes (ICMBio), responsável pelo monitoramento e fiscalização da Unidade de Refúgio da Vida Silvestre de Alcateazes, encontrou, quando voltava à base, um pedaço de madeira que pode ser do barco.
Toda a ação foi coordenada pelo navio da Marinha. Pelo menos oito barcos voluntários participam das atividades de busca.
O grupo de sete amigos saiu da Marina Polygon, em Bertioga, no último dia 29 de julho, para pescar. O retorno estava previsto para o final da tarde do dia seguinte. Após repararem no atraso do retorno da embarcação, parentes alertaram as equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil.

NEXO JORNAL


Santos Dumont inventou mesmo o avião?

André Cabette Fábio
ImagemCerimônia de abertura da Olimpíada reacende debate sobre quem inventou o avião, se Dumont ou os irmãos Wright
A cerimônia de abertura da Olimpíada contou com uma referência ao voo do 14 Bis realizado em 1906 por Alberto Santos Dumont. Nos livros de história brasileiros, não há dúvida: Dumont é o pai da aviação. Mas, nos Estados Unidos, um voo realizado em 1903 pelos irmãos Wright é considerado como o primeiro voo de um avião na história mundial.
Por lá, a afirmação de que Dumont teria criado o primeiro avião foi encarada como uma extravagância brasileira. Nas redes sociais, americanos se mostraram perplexos, com frases como “O Brasil acaba de usar a cerimônia de abertura da Olimpíada para trollar os irmãos Wright?”, conforme foi repercutido pelo site Buzzfeed.
Ao reportar sobre a cerimônia, Simon Romero, do jornal americano “The New York Times”, definiu Dumont apenas como “o ‘bon-vivant’ aristocrático a quem os brasileiros creditam a invenção do avião”.
Did Brazil just use the #Olympics opening ceremony to troll the Wright Brothers?
— Greg Wasserstrom (@wssrstrm) August 6, 2016
Muitos brasileiros entraram na briga, e defenderam nas redes sociais a leitura de que foi sim Santos Dumont quem inventou o primeiro avião. Outros ficaram se perguntando, no entanto, se a narrativa escutada na escola sobre o 14 Bis é verdadeira, e se não somos nós, os brasileiros, que estamos incorrendo em um arroubo de nacionalismo não fundamentado.
O contexto
Na virada do século 19 para o século 20, diversos experimentos com máquinas mais pesadas do que o ar vinham sendo feitos.
O desenvolvimento dos aparelhos tanto dos irmãos Wright como de Santos Dumont ocorreu a partir de avanços cuja base estava em trabalhos anteriores. Vários aparelhos com similaridades ao primeiro avião já haviam saído do chão, alguns deles com tripulantes. Por exemplo:
Em 1879, o francês Victor Tatin criou um monoplano - aparelho com uma asa única - não tripulado, chamado Aeroplane. Ele era capaz de alçar voo a partir do chão - e não a partir do alto de um penhasco, por exemplo.

Nascido na Prússia, que mais tarde se tornaria parte da Alemanha, Otto Lilienthal desenvolveu entre 1891 e 1896 uma série de planadores similares a asas deltas, o que faz com que seja considerado hoje o “pai do voo planado”.

Em 1890, o engenheiro francês Clément Ader realizou voos com o seu Éole por cerca de 50 metros. O aparelho era capaz de abrigar um homem, mas não era pilotável.
A definição do que é um avião
Nenhum desses inventores é considerado o “pai da aviação” ou o inventor do avião. Isso porque os aparelhos que desenvolveram não correspondem às especificidades estabelecidas para diferenciar o que é um verdadeiro voo tripulado e o que é um salto seguido de planagem.
A época do voo do 14 Bis de Dumont e do Flyer - nome dado ao avião dos irmãos Wright - foi marcada por uma intensa disputa pela primazia da invenção. Em sua obra publicada em 2006, o especialista em Santos Dumont Henrique Lins de Barros ressalta os critérios estabelecidos pela FAI (Federation Aéronautique International) para definir qual foi o primeiro voo controlado, sustentado e tripulado de uma aeronave mais pesada do que o ar.
O voo deveria ser feito em frente a uma organização oficial, qualificada para ratificar sua validade

O voo deveria ser feito sobre chão plano em uma área pré-designada - o que impediria que o avião se beneficiasse da diferença de altura entre o local de decolagem e o chão para planar

O voo deveria ser documentado

A máquina deveria ser capaz de decolar a partir de seus próprios meios, ou seja, sem o auxílio de uma catapulta ou rampa

Deveria carregar a bordo a própria fonte de energia - por exemplo, um motor

Deveria ser capaz de voar em linha reta

Deveria também poder mudar de direções - em outras palavras, virar e voar em círculos

Ser capaz de pousar e voltar para o ponto de partida
O caso dos irmãos Wright
Críticos afirmam que os irmãos Wright não cumpriram vários dos prerrequisitos da época de seu voo, realizado no dia 17 de dezembro de 1903, no município de Kitty Hill, no Estado da Carolina do Norte.
A máquina voou por cerca de um minuto, mas, em entrevista ao site CNN, Lins de Barros afirma que isso ocorreu em meio a fortes ventos.
Além disso, o avião se beneficiou de um declive de 8,5 graus no terreno, que serviu como uma espécie de rampa para que decolasse. O voo tampouco foi acompanhado pela FAI ou teve registros independentes - os Wright tinham interesse em patentear sua invenção e, portanto, faziam seus experimentos em sigilo.
No dia 23 de outubro de 1906 Santos Dumont decolou com uma máquina de propulsão própria e voou 220 metros. Seu voo foi registrado pela companhia cinematográfica Pathé e reconhecido oficialmente pelo Aeroclube da França.
Ele foi o primeiro a conquistar o reconhecimento oficial. Mas os irmãos Wright conseguiram que seu voo de 1903 fosse reconhecido anos mais tarde pela FAI, apesar dos questionamentos sobre a validade do experimento. Vale lembrar que a entidade foi criada em 1905, dois anos depois do voo dos irmãos Wright, o que tornaria impossível que o voo tivesse sido acompanhado pela entidade assim que foi realizado.


PORTAL PLANALTO


Ministro da Defesa garante apoio para atletas militares

Programa de Atletas de Alto Rendimento terá R$ 18 milhões em 2017, diz Jungmann. No sábado, o sargento do Exército Felipe Wu garantiu a 1ª medalha do Brasil no tiro esportivo
Portal Planalto
Independentemente do resultado das Olimpíadas, os atletas militares continuarão a receber apoio do governo federal nos próximos anos. A continuidade do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR), do Ministério da Defesa, foi anunciada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann. Para 2017, disse ele, a iniciativa terá assegurados cerca de R$ 18 milhões.
“Nós já estamos olhando os próximos oito anos, ou seja, duas Olimpíadas à frente. E, para que esse rendimento dos atletas egressos do programa possa continuar contribuindo para o desporto e para o desempenho do Brasil, é fundamental que esse programa continue”, afirmou o ministro da Defesa.
Raul Jungmann explicou que já existe, inclusive, uma negociação com o Ministério do Planejamento para manter o incentivo financeiro aos atletas militares e também a expectativa de reforçar a parceria com o Ministério do Esporte.
Dos 465 atletas brasileiros que disputam as Olimpíadas Rio 2016, cerca de 30% são militares. Não por acaso, a conquista da primeira medalha do País na competição foi garantida por um militar das Forças Armadas, o terceiro sargento do Exército Felipe Wu.
No sábado (06), o militar garantiu a prata no tiro esportivo, pondo fim a um tabu de medalhas na modalidade que já durava quase 100 anos. Antes de Felipe Wu, a última conquista do Brasil no Tiro Esportivo ocorreu nos Jogos de Antuérpia, em 1920.
Segurança Rio 2016
O ministro da Defesa também avaliou a segurança nos primeiros dias de Olimpíadas. Segundo Raul Jungmann, o país conseguiu passar com êxito pelo principal teste, que foi o dia da abertura, na última sexta-feira (05).
“Dada a complexidade, a magnitude, a complexidade operacional e de segurança que nós tivemos, acho que nós passamos no teste”, disse.
O ministro da Defesa destacou que, somente no Rio de Janeiro, 23 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica ajudam a manter o clima de tranquilidade durante as competições. Eles fazem o patrulhamento nos aeroportos do Galeão e de Santos Dumont, nos locais de competição, além de estações ferroviárias, na Avenida Brasil e nas linhas Vermelha e Amarela.
Contingentes das três Forças Armadas também estão em Brasília, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Manaus, por conta dos jogos de futebol disputados nessas capitais.




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