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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 30/07/2016 / Oferta e demanda em voos de aéreas nacionais caem em junho


Oferta e demanda em voos de aéreas nacionais caem em junho ...


João José Oliveira ...

A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros no Brasil registrou queda de 6,3% em junho de 2016, comparada com o mesmo mês de 2015. A variação é medida pelo indicador RPK (passageiros-quilômetros pagos transportados). Com o resultado de junho de 2016, a demanda doméstica apresentou o décimo primeiro mês consecutivo de retração. A oferta doméstica (medida em assentos-quilômetros oferecidos – ASK) apresentou redução de 6,8% no mesmo período. Foi a décima baixa mensal sucessiva do indicador. Assim, a demanda doméstica acumulou queda de 6,6% no primeiro semestre, e a oferta acumulou redução de 5,8% no mesmo período.

Entre as principais empresas aéreas brasileiras, apenas a Avianca apresentou crescimento na demanda doméstica em junho de 2016, quando comparada com o mesmo mês de 2015, da ordem de 17,9%. Latam, Azul e Gol registram retração de 11,2%, 7,0% e 6,6%, respectivamente. Em termos de participação de mercado, Gol e Latam lideraram o mercado doméstico em junho de 2016, com participações de 36,2% e 34,7%, respectivamente.

A Latam teve redução de 5,2% na participação de mercado em relação à registrada no mesmo mês do ano anterior, enquanto a Gol teve queda de 0,3% nesse indicador. A participação das demais empresas somadas foi de 29%, o que representou aumento de 7,4% em relação a junho de 2015. O número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em junho de 2016 atingiu 6,8 milhões, caindo 8,8% em relação a junho de 2015 e completando onze meses consecutivos de retração. No período de janeiro a junho de 2016, a quantidade de passageiros transportados acumulou redução de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Voos internacionais
A demanda por transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras caiu 11,85%, em comparação ao mês de junho de 2015, o quarto mês consecutivo de queda, após período de 24 meses de crescimento. Na mesma base de comparação, a oferta nesses voos recuou 7,5%, a quarta redução após encerramento da sequência de 19 elevações consecutivas do indicador.

No acumulado de janeiro a junho de 2016, a demanda internacional diminuiu 2,7% em relação ao mesmo período de 2015. A oferta internacional recuou 1,8% no período. Latam e Gol registraram queda na demanda por transporte aéreo internacional de passageiros em junho de 2016, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, da ordem de 13,5% e 11,6%, respectivamente. A Azul registrou alta de 9,1%.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS


Piloto do MH370 simulou voo sobre o Oceano Índico

A principal suspeita é que o avião tenha sido desviado para o Índico meridional, voando até ficar sem combustível.

Por Agência Ansa

As autoridades australianas confirmaram que o capitão do avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março de 2014 treinou no simulador um voo sobre a mesma região do Oceano Índico onde acredita-se que a aeronave tenha caído.

Na última sexta-feira (22/07), a revista "New York" havia publicado que o comandante Zaharie Ahmad Shah percorreu a mesma rota em um simulador caseiro menos de um mês antes do sumiço do Boeing 777. Agora a notícia foi confirmada oficialmente pela Austrália.
O avião da Malaysia Airlines, que ia de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China, levava 239 pessoas a bordo e até hoje não foi encontrado, com exceção de um pedaço de asa achado na ilha francesa de La Réunion, no Índico.
Um investigador independente, Blaine Gibson, diz ter descoberto supostas peças da aeronave e objetos pessoais dos passageiros em Madagascar e na ilha australiana de Kangaroo, mas a origem dos destroços não foi comprovada.
Após mais de dois anos do desastre, as buscas pelo Boeing 777 estão perto de ser suspensas pelos três países envolvidos: Malásia, China e Austrália. A principal suspeita é que o avião tenha sido desviado para o Índico meridional, voando até ficar sem combustível.

PORTAL G-1


Bombeiros tiram Papanicolau e "teste de virgindade" de concurso no DF

Edital previa exigências para mulheres; não há equivalente para os homens. Secretaria de Segurança classificou medida como "cautela desnecessária".

Do G1 Df

O governo do Distrito Federal informou nesta quinta-feira (28) que vai retirar a exigência de exames ginecológicos invasivos para as candidatas aprovadas no concurso do Corpo de Bombeiros. O edital publicado no início do mês causou polêmica porque previa a apresentação de laudo do Papanicolau, exame que só pode ser feito em mulheres com vida sexual ativa.
As regras do concurso também previam que candidatas virgens teriam de comprovar que não tiveram o hímen rompido. O Papanicolau, cientificamente conhecido como colpocitopatologia oncótica, ajuda na prevenção de doenças como câncer de colo do útero e HPV.
Em nota ao G1, a Secretaria de Segurança Pública afirmou "compreender a cautela da instituição em relação à saúde das candidatas", mas disse que a medida preventiva é "excessiva" e será retirada do edital.
O documento deve ser publicado no Diário Oficial do DF nesta sexta-feira (29). Segundo o governo, será suficiente que a candidata apresente um laudo, assinado por ginecologista ou obstetra, que comprova a ausência de restrições listadas no edital – tumor de mama ou inflamação pélvica, por exemplo.
O edital em vigor nesta segunda não faz exigências de exames específicos para homens. Em nota enviada ao G1 pela manhã, a corporação disse que não considerava a medida discriminatória e afirmou que o objetivo era aferir “a condição física e laboral dos candidatos”.
Pedido controverso
A comissão do concurso afirmou que "não necessariamente" uma alteração no exame vai excluir uma candidata e que os dados seriam mantidos em sigilo. O concurso oferece 779 vagas e salários que variam entre R$ 5,1 mil e R$ 11,6 mil. As inscrições foram abertas no dia 18 de julho e seguem até 18 de agosto. A prova é prevista para o dia 9 de outubro.
Para a banca, não há necessidade de exames semelhantes para homens. “Sobre o exame de próstata, informamos que se trata de um exame preventivo indicado pelo médico aos homens a partir dos 40 anos de idade, sendo esta idade superior ao limite exigido para ingresso nos quadros da corporação”, disse. Também não há solicitações de exames para doenças sexualmente transmissíveis, nem mesmo HPV.
Especialista em concursos públicos, o advogado Fábio Ximenes disse considerar a exigência uma “atrocidade”. “Fere o direito à intimidade, sim, da candidata. Viola diversos princípios administrativos e constitucionais, como o princípio da isonomia, fere o princípio constitucional da discriminação, porque não pode haver discriminação de nenhum gênero, nem para homem, nem para mulher. Já aconteceu outras vezes e é totalmente imoral. É inconstitucional o edital cobrar esse tipo de conduta da candidata.”
O advogado afirma ainda que os testes são irrelevantes para determinar a aptidão das candidatas à profissão. “Se a gente for apreciar se isso [os resultados] seria relevante para o cargo, não é. Não impede o exercício de cargo de bombeiro ou policial ou qualquer cargo. Isso não tem relação nenhuma com as atribuições do cargo de bombeiro. Isso já é explicitamente antiético. A exclusão de candidatos por esse tipo de conduta seria totalmente contra a Constituição.”
Outros casos
Exigências semelhantes já foram questionadas anteriormente. Após receber denúncias, a Defensoria Pública acionou o estado de São Paulo em 2014 para acabar com a obrigação para candidatas aos concursos do governo.
Em 2015, a Justiça do Acre suspendeu o concurso para oficiais da Polícia Militar que trazia uma série de proibições aos candidatos, incluindo tatuagens na cabeça, pescoço e nos braços; cicatrizes "antiestéticas"; e ocorrência de testículo único, salvo em casos congênitos.
Também em 2015, a Justiça Federal determinou que a Marinha alterasse o edital de um concurso de admissão na Escola Naval que vetava a inscrição de candidatos casados, em união estável ou com filhos. O edital também previa desligamento de mulheres que engravidarem durante o curso de graduação.

Força Nacional fará segurança de arenas na Rio 2016, diz ministro

Reforço de 3 mil homens virá após problemas com empresa contratada. 22 mil militares das Forças Armadas vão atuar no Rio durante os jogos.

Henrique Coelho Do G1 Rio

O ministro de Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, informou na manhã desta sexta-feira (29) que a Força Nacional de Segurança vai contar com contingente extra para a segurança de portais e a operação dos aparelhos raios-x das arenas olímpicas, depois de problemas com a empresa contratada para o serviço. Três mil militares da ativa e aposentados foram chamados, segundo Moraes, depois que a empresa Artel não cumpriu com o que foi exigido pelo governo.
O anúncio foi feito durante recepção a cerca de 500 policiais de São Paulo que chegaram à Base Aérea do Galeão, no Rio para reforçar o efetivo da Força Nacional que atuará na segurança durante a Olimpíada Rio 2016.
"A empresa contratada lamentavelmente não cumpriu deveres contratuais. Cadastrou 3 mil pessoas e contratou apenas 500. Essa empresa será multada e responsabilizada", disse o ministro.
"Quando foi acordado [o contrato] a Força Nacional faria só a segurança patrimonial e dos acessos [às arenas]", acrescentou Moraes.
Ainda segundo Moraes, o valor do contrato com a Artel foi de R$ 17,5 milhões. "A empresa não conseguiu honrar seus compromissos, de forma irresponsável, e por isso chamamos mais 3 mil militares ativos e inativos", explicou.
Segundo o Jornal Hoje, a Artel foi destituída dos serviços. O telejornal tentou contato com a companhia, mas não conseguiu resposta até o início da tarde. Segundo o ministro, a Artel foi a segunda colocada na licitação, mas a primeira quis oferecer mais do que valor máximo de R$ 21 milhões e por isso também foi vetada.
O Ministério chegou a pensar em contratar a terceira colocada, que já teve problemas e não havia conseguido cumprir os contratos nos Jogos de Londres 2012. "É importante que o COI passe a analisar isso. É a segunda vez que o esquema de revista das arenas olímpicas não é cumprido", criticou ele.
Reforço ao longo do dia

Dos 500 soldados que chegam nesta sexta, 250 desembarcaram no Rio durante a manhã e já participaram de exercício na base aérea. Outros 250 chegam à noite. Além desses, 500 militares já estão na cidade.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann declarou no dia 24 de julho que o esquema de segurança organizado para o Jogos é o maior e sem precedentes se tratando de megaeventos no país. Jungmann afirmou que a operação só não supera o que foi organizado na Olimpíada de Pequim, na China, em 2008. "Esse é o maior dispositivo já empregado em grandes eventos. O número maior alcançado anteriormente, me parece, foi algo em torno de 15 mil [militares], durante a Eco 92. E nós estamos desdobrados em mais 7 mil, quase 50% a mais do que foi utilizado", garantiu Jungmann.
Desde às 6h deste domingo parte do efetivo de 22 mil militares das Forças Armadas designados para atuar na segurança da Olimpíada 2016 já estavam pelas ruas do Rio. Pelos próximos 64 dias eles permanecerão na cidade com poder de polícia, atuando como agentes de segurança e não apenas de defesa.
A atividade envolve o uso de armamento não letal, como sprays de pimenta, tiros de bala de borracha, bombas de efeito moral e outros. A autorização para que militares atuem como agentes de segurança é prevista pela Constituição Federal por meio da Garantia da Lei da Ordem, e precisa de autorização presidencial.
O presidente em exercício Michel Temer assinou decreto no último dia 15 autorizando o uso de militares no Rio como agentes de segurança, o que é realizado na cidade pelas polícias Militar e Civil.

Helicóptero da PRF faz pouso forçado no Palácio Guanabara, no Rio

Aeronave teve problemas durante procedimento de pouso. Três tripulantes estavam no helicóptero; ninguém ficou ferido.

Do G1 Rio

Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, fez um pouso forçado no final da tarde desta sexta-feira (29) no heliponto do Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Nenhum dos três tripulantes ficou ferido.
Horas antes do incidente, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, havia utilizado o mesmo heliponto do Palácio. Ele visitou a cidade para realizar uma inspeção nos equipamentos de segurança do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.
Segundo a assessoria da PRF, a aeronave estava em procedimento de pouso no próprio palácio quando apresentou problemas e teve de fazer um pouso forçado. A PRF não divulgou detalhes sobre o que pode ter causado o acidente. A cauda do avião foi avariada.
As circunstâncias, segundo a PRF, serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Oferta e demanda em voos de aéreas nacionais caem em junho


João José Oliveira | Valor

A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros no Brasil registrou queda de 6,3% em junho de 2016, comparada com o mesmo mês de 2015. A variação é medida pelo indicador RPK (passageiros-quilômetros pagos transportados). Com o resultado de junho de 2016, a demanda doméstica apresentou o décimo primeiro mês consecutivo de retração. A oferta doméstica (medida em assentos-quilômetros oferecidos – ASK) apresentou redução de 6,8% no mesmo período. Foi a décima baixa mensal sucessiva do indicador. Assim, a demanda doméstica acumulou queda de 6,6% no primeiro semestre, e a oferta acumulou redução de 5,8% no mesmo período.
Entre as principais empresas aéreas brasileiras, apenas a Avianca apresentou crescimento na demanda doméstica em junho de 2016, quando comparada com o mesmo mês de 2015, da ordem de 17,9%. Latam, Azul e Gol registram retração de 11,2%, 7,0% e 6,6%, respectivamente. Em termos de participação de mercado, Gol e Latam lideraram o mercado doméstico em junho de 2016, com participações de 36,2% e 34,7%, respectivamente.
A Latam teve redução de 5,2% na participação de mercado em relação à registrada no mesmo mês do ano anterior, enquanto a Gol teve queda de 0,3% nesse indicador. A participação das demais empresas somadas foi de 29%, o que representou aumento de 7,4% em relação a junho de 2015. O número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em junho de 2016 atingiu 6,8 milhões, caindo 8,8% em relação a junho de 2015 e completando onze meses consecutivos de retração. No período de janeiro a junho de 2016, a quantidade de passageiros transportados acumulou redução de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
 Voos internacionais
A demanda por transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras caiu 11,85%, em comparação ao mês de junho de 2015, o quarto mês consecutivo de queda, após período de 24 meses de crescimento. Na mesma base de comparação, a oferta nesses voos recuou 7,5%, a quarta redução após encerramento da sequência de 19 elevações consecutivas do indicador.
No acumulado de janeiro a junho de 2016, a demanda internacional diminuiu 2,7% em relação ao mesmo período de 2015. A oferta internacional recuou 1,8% no período. Latam e Gol registraram queda na demanda por transporte aéreo internacional de passageiros em junho de 2016, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, da ordem de 13,5% e 11,6%, respectivamente. A Azul registrou alta de 9,1%.

JORNAL ZERO HORA


Reforma da Previdência dificilmente será aprovada em 2016, diz Temer

Em conversa com repórteres do Grupo RBS, presidente interino falou do processo de impeachment de Dilma, dos desafios do país e da Olimpíada

Carolina Bahia E Guilherme Mazui

Michel Temer está preparado para ser vaiado na abertura da Olimpíada. Presidente interino da República desde 12 de maio, quando Dilma Rousseff foi afastada em virtude da abertura do processo de impeachment, o peemedebista de 75 anos sabe que encontrará um ambiente adverso no próximo dia 5, no Rio de Janeiro.
— No Maracanã, como dizia o Nelson Rodrigues, se vaia até minuto de silêncio — justifica-se.
Em entrevista exclusiva ao Grupo RBS, concedida em seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto, o presidente em exercício falou da Olimpíada e explicou a necessidade de implementar medidas impopulares, como as reformas trabalhista e da Previdência — que, segundo o peemedebista, dificilmente será aprovada neste ano —, além do discurso a favor do ajuste fiscal. Para ele, a curva do desemprego começa a virar entre o final de 2016 e o início de 2017.
Cuidadoso com as palavras, Temer faz questão de utilizar o adjetivo "interino" quando trata de seu governo. Contudo, ministros e assessores próximos já consideram a cassação de Dilma, de quem o peemedebista foi vice na chapa das eleições de 2010 e 2014, uma certeza. Faltaria apenas o Senado confirmar o impeachment.
Neste cenário, Temer tem planos para continuidade do mandato. Entre suas metas, está lançar, ainda em 2016, os leilões dos aeroportos Salgado Filho (Porto Alegre) e Hercílio Luz (Florianópolis) e inaugurar, até 2018, a segunda ponte do Guaíba, uma promessa de Dilma. Questionado sobre o risco de a Operação Lava-Jato afetar o seu governo, ele garante que a preocupação é "zero".
As contas do governo tiveram o maior rombo para o mês de junho. Houve queda na arrecadação, aumento de despesa com a Previdência, mas, mesmo assim, o governo concedeu reajustes ao funcionalismo. É difícil fazer o dever de casa do ajuste fiscal?
Vamos, primeiro, explicar a questão dos aumentos. Quando chegamos aqui, encontramos acordos firmados com as várias categorias do funcionalismo público, e não eram acordos verbais, eram escritos, feitos há alguns meses. Verificamos que os acordos eram bem feitos, porque eram por quatro anos, saudáveis para a União, porque foram com índices inferiores à inflação. O mérito estava correto.
Segundo ponto: estavam firmados por escrito. Se você quiser dar segurança jurídica às relações do Estado com as pessoas, você tem de cumprir pelo menos o que foi acordado. E segurança jurídica é o que mais me pedem. Sob o foco político, veja o seguinte: acordos foram firmados pela senhora presidente da República, eu assumi interinamente o governo. Assim que assumi, era um pleito muito grande dos vários setores, Judiciário, Ministério Público, funcionalismo civil. Se não dou cumprimento a esses acordos, criaria um problema político, com muita franqueza.
Que problema político seria esse?
Como iria me justificar, assumindo interinamente, se logo na primeira ou segunda semana, estourassem greves em todo o país? Com a Olimpíada chegando, imagine o transtorno que seria. Sob o foco político, qual seria a afirmação daqueles que, ao menos transitoriamente, deixaram o poder? Diriam: "olha aí, esse governo golpista, como eles têm o hábito de dizer, não cumpre acordos". Sob o foco orçamentário, esses valores estavam todos previstos. Não havia como deixar de cumprir.
É difícil, então, fazer esse dever de casa, que é o ajuste.
Difícil talvez seja governar nessa situação, pelo menos enquanto estivermos na interinidade. Mas é importante destacar: começamos a restaurar um pouco a confiança, porque estamos tendo investimentos preciosos no Brasil neste último mês. Investimento chinês na CPFL de mais de R$ 5 bilhões, um investimento de uma empresa norueguesa em um poço de petróleo de US$ 2,5 bilhões e a Cosan, indicando que deve investir mais US$ 15 bilhões. Isso só para revelar que, em contrapartida à queda da arrecadação, há investimento chegando.
Categorias do funcionalismo tiveram aumento, enquanto o trabalhador da iniciativa privada ouve falar em reforma da Previdência e trabalhista. É esse trabalhador que vai pagar a conta?
Não vai pagar. O primeiro valor que queremos recuperar é o emprego. Você sabe que tem quase 12 milhões de desempregados. Eu digo sempre: o primeiro direito social é o direito ao emprego. Ele se compatibiliza muito com uma regra constitucional que determina como fundamento do Estado a dignidade da pessoa humana. Então, o que vamos fazer é criar uma mobilização, naturalmente empresarial, de serviços, no agronegócio, que enseje o emprego. O trabalhador não está sendo apenado, pelo contrário, queremos é fazê-lo crescer.
Como essa mobilização para volta da geração de emprego será feita?
Já está sendo feita. Fizemos a renegociação da dívida dos Estados, e qual é o objetivo? Em primeiro lugar, tirar esse problema angustiante que os Estados vêm sofrendo e tentando equacionar há quase três anos. Se a União não recebe o que é devido, a ideia é que o Estado vá investir na própria região. Isso é um meio de você ajudar a recuperar o emprego. Um outro meio é ganhar credibilidade, ganhar confiança.
Quando mudará a curva do desemprego?
Acho que lá pelo fim do ano, começo do ano, começamos a ter isso.
O senhor estuda aceitar ativos dos Estados para abater as dívidas?
Esse assunto dos ativos não entrou na pauta ainda. Veja que facilitamos muito a vida dos Estados. Não vão pagar praticamente nada neste ano (da parcela da dívida com a União), pelo menos até a trava de R$ 300 milhões. A partir de janeiro, começam a pagar 5,5% no primeiro mês, até completar a totalidade (da parcela). Ou seja, os Estados vão ter um respiro. Isso é muito compatível com a ideia federativa, quer dizer, a União só é forte, se os Estados forem fortes. Se os Estados fraquejarem demais, a União se inviabiliza.
O acordo ficou bom para a União em termos financeiros?
Claro, até porque estabelecemos a emenda constitucional relativa ao teto para os gastos públicos. A contrapartida que os Estados acordaram conosco é que, também, terão um teto para os gastos. Isso dá, digamos assim, uma equação com vistas a solucionar o problema do Brasil, porque não podemos sustentar um déficit neste ano de R$ 170 bilhões, ano que vem de R$ 139 bilhões. Num dado momento você tem de zerar esse déficit.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já disse que a votação da PEC do teto é prioridade absoluta. Ela será votada ainda neste ano? O senhor pretende flexibilizar a proposta que está no Congresso?
Sabemos que o Executivo cria a sua proposta e que o Legislativo vai trabalhar sobre ela. É possível que haja alguma modificação, mas a essência do projeto continua a mesma.
Os setores de saúde e educação, principalmente da saúde, dizem que não sobrevivem com um teto de gastos dentro das regras gerais.
O teto é global, portanto, você tem modificação das rubricas. Você tira de uma rubrica para colocar na saúde e na educação. A intenção não é reduzir verbas de saúde e educação. Aliás, os percentuais continuam os mesmos.
Qual é a sua previsão para a votação da reforma da Previdência?
Olha, é polêmico, mas necessário. Se não fizermos uma reforma da Previdência, é possível que, daqui a 10 anos, já não haja recursos para pagar os aposentados. Então, é fundamental para o país. Vamos enviar a proposta neste ano, mas dizer que vai aprovar neste ano, acho um pouco complicado, tendo em vista as eleições municipais, que vão reduzir o trabalho do Congresso.
Vai ter aumento de impostos?
Não estou pensando nisso por enquanto. Imposto é, como disse o ministro Henrique Meirelles, o plano C, mas é uma hipótese muito remota. Estamos pensando, primeiro, na venda dos ativos da União e estamos tentando um corte de gastos.
Não estão nem mesmo trabalhando com a volta da Cide (tributo que incide sobre combustíveis)?
Por enquanto, não. Não quero descartar, porque nunca se sabe. Estamos esperando essa aprovação da PEC do teto dos gastos.
A Olimpíada começa na próxima semana. O risco de um atentado no Brasil lhe tira o sono?
Olha, não tira. A União está preparadíssima para garantir a segurança na Olimpíada. Mandamos, entre Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Federal, mais de 40 mil homens para o Rio de Janeiro, além do aparelho de segurança do próprio Estado do Rio. Acho que não haverá nenhum problema de segurança durante a Olimpíada. Aliás, antes dos jogos mundiais (Copa do Mundo), havia a mesma preocupação, e foi um sucesso. Espero que na Olimpíada aconteça o mesmo.
Uma operação recente contra suspeitos de apoio ao terrorismo prendeu 12 pessoas. No Rio Grande do Sul, o suspeito era criador de galinhas. A operação foi exagerada, como alguns críticos apontam, ou foi adequada?
Ela foi preventiva. Pode ser até que esse criador de galinhas só cuide de galinhas, mas, pelo WhatsApp, se comunicava com companheiros. A prisão é temporária, apenas para prevenir, não significa que ele vai ficar preso eternamente. Como a segurança é rigorosa com essas coisas, é melhor prevenir do que remediar.
A abertura dos Jogos ocorre em meio a um processo de impeachment e o senhor abre o evento como presidente em exercício. Isso causa algum abalo para imagem do país?
Estou preparadíssimo para as vaias. No Maracanã, como dizia o (escritor) Nelson Rodrigues, se vaia até minuto de silêncio. Estou preparadíssimo, não tenho a menor dúvida disso. E tenho de cumprir esse dever institucional. Aliás, soube que os ex-presidentes nem vão. A brincadeira é que eles estão reservando as vaias só para o presidente.
O ideal seria a conclusão do impeachment antes da Olimpíada?
Evidentemente, se o processo de impedimento pudesse ser concluído antes do início da Olimpíada, seria muito melhor para o país. Fosse ou não fosse eu o presidente, acho que daria mais estabilidade. Tenho dito com frequência que não é o dever do presidente da República (ir na abertura dos Jogos). É um dever da Presidência da República. Quem ocupar o cargo, tem de exercitar esse papel institucional. Acho que não haverá embaraço.
Sobre o impeachment, o senhor arrisca um placar no Senado?
Não arrisco, tem de deixar para que o Senado, no exercício das suas competências, resolva esse assunto.
O senhor acredita que permanece no cargo? O impeachment de Dilma Rousseff se confirma?
Sabe que não estou preocupado com isso. Estou exercendo o cargo plenamente. Se vocês levantarem o que foi feito nesses 70 dias, verão que foi muita coisa. A dívida dos Estados, a DRU (desvinculação das receitas da União), a meta fiscal. Significa o apoio que o Congresso está dando ao Executivo.
Também houve situações embaraçosas. Os ex-ministros Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves estão fora do governo, investigados na Operação Lava-Jato. O senhor se arrepende das nomeações?
Não, porque eles são pessoas que produziram adequadamente enquanto estiveram no governo. Eles pediram para sair. Até porque havia dito que, se houvesse envolvimento ou qualquer coisa, eles poderiam ficar à vontade para sair. Então, eles saíram. Enquanto estiveram, produziram bons resultados. Saíram do governo por conta própria. Mas não me causa nenhum embaraço.
Se a presidente Dilma for cassada, seu mandato vai até 2018. Acredita que a Lava-Jato possa atingir também o seu governo?
Levo até 2018 tranquilamente. Não tenho nenhuma preocupação com a Lava-Jato. De vez em quando, me perguntam isso, um ou outro diz: "ah, porque o Michel Temer é o presidente do PMDB". Não tenho nenhuma preocupação. Pode por zero (de preocupação).
Ficando até 2018, o senhor acha que é possível inaugurar a ponte do Guaíba?
Até quero anunciar, porque essa (obra) vamos fazer. Quero inaugurar. Temos obras prioritárias que queremos concluir. Uma delas é a ponte sobre o Guaíba. Está definida, é uma obra fundamental para o governo.
Concluída com recurso do próprio governo, fora de concessão?
Por enquanto, fora de concessão. Não estamos pensando nisso.
Existem duas obras que interessam ao Sul do Brasil, que estão no programa de concessão dos aeroportos, o Salgado Filho e também o Hercílio Luz. Tem alguma previsão para lançar estes leilões ainda neste ano?
Esperamos que até o final deste ano possamos lançar essas duas concessões, até porque criamos uma secretaria-executiva especial para cuidar das concessões. Ou seja, além dessas concessões que já estão programadas, outras tantas virão, na convicção de que muitas e muitas vezes o poder público não pode fazer tudo por conta própria, então, ele precisa ter o apoio da iniciativa privada. Vamos fazer ainda neste ano.
Como o senhor encara pesquisas de opinião que apontam um apoio majoritário à realização de novas eleições presidenciais?
Algumas pesquisas, ao perguntarem quem deve permanecer ou não, mostram um resultado muito vantajoso para nós. Quando se fez uma pesquisa, 33% não sabiam o nome do presidente da República e, mesmo assim, 50% diziam que eu deveria continuar. E, como você sabe, não sou muito conhecido. Se esses 33% souberem quem é o presidente da República, é possível que, mais uns 13% ou 14%, ainda venham a se acrescentar a esses 50% (pró-permanência de Temer).
Essa ideia de fazer nova eleição, não acho que pode ir adiante. Convenhamos: temos de preservar nossas instituições. E não há nada mais institucionalmente correto do que aquilo que a Constituição estabelece. E o que a Constituição estabelece? Na ausência ou impedimento do presidente, quem assume é o vice. Se você fizer essa pergunta nos Estados Unidos, o sujeito ficaria corado, porque lá ninguém pensa nisso. Neste momento, estamos começando a prestar obediência às instituições.
Por falar em instituições, este ano também houve algo inédito, que é o afastamento de um presidente da Câmara. É conveniente para o governo que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja cassado?
Não, não entro nesse debate, que é um debate do Legislativo.
Mas politicamente, a situação dele, réu da Lava-Jato e afastado da Câmara, não atinge a imagem do governo?
Zero.
O senhor já definiu qual a postura do governo sobre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assumir a presidência do Mercosul?
Já. Estamos pregando que a Venezuela cumpra os requisitos necessários para a sua integração plena ao Mercosul. Há dois requisitos que ainda não foram cumpridos. E, quando ela cumprir, terá um acesso pleno ao Mercosul.
Foram cortadas bolsas do Ciência sem Fronteiras. Qual é a prioridade do governo Temer para a educação?
É o ensino básico. Você sabe que as pessoas chegam ao terceiro ano e não sabem ler e, às vezes, não sabem multiplicar? Por que está acontecendo isso? Porque houve uma queda brutal na aplicação de verbas no ensino básico e uma ascensão no ensino universitário, especialmente no Ciências sem Fronteiras. Existem 35 mil estudantes com bolsa. O valor desses 35 mil equivale a alimentar, pela merenda escolar, 40 milhões de crianças. Mas o Ciência sem Fronteiras não vai ser abandonado de vez. O Ministério da Educação está equacionando essa questão, mas vai diminuir substancialmente. A pós-graduação continua.
O senhor pretende manter o hábito de buscar o seu filho, Michelzinho, na escola, como fez na terça-feira passada?
A vida é complicada. Ele mudou de cidade, de casa e de escola. E, quando ele saiu de manhã, estava muito choroso, chorando mesmo, que não queria ir para a escola. Ele tem sete anos. Daí disse a ele: Michelzinho, vou fazer o seguinte, quando for três horas, eu vou buscar você com a sua mãe. Para dar segurança a ele, sabe como é? Quando a Marcela chegou para deixá-lo, tinha muitos fotógrafos e cinegrafistas e ela, então, não entrou pela frente, entrou pelos fundos. Ficou um pouco antipático.
Ela me contou e eu disse ao Márcio (Márcio Freitas, secretário de Comunicação) que ia buscar o meu filho às três horas. Daí, o Márcio avisou a imprensa. Mas a imprensa entendeu como marketing. Isso foge ao meu estilo. O (Barack) Obama (presidente dos EUA) busca filhas na escola e a presidente Dilma já apareceu com o neto em fotografias. Acho que é má vontade comigo (risos).

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Helicóptero da Polícia Rodoviária que seria usado nos Jogos sofre acidente


Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sofreu um acidente na tarde desta sexta (29) no heliporto do morro Dona Marta, usado pelo Palácio. Na aeronave, modelo Bell 407, estavam três policiais, que não se feriram, mas estão em observação médica, segundo informou a corporação. Este foi o segundo acidente aéreo no Rio nesta semana, após a colisão de dois caças da Marinha, durante um treinamento militar, na última terça (26), perto de Saquarema.

O helicóptero é um dos cinco que estão sendo usados pela PRF para atender a demanda da Olimpíada. Ele seria utilizado para o policiamento aéreo, transporte de policiais e autoridades e para resgate aeromédico. Segundo a assessoria da PRF, a aeronave poderá ser substituída em caso de necessidade.
O helicóptero se aproximava do heliporto quando, segundo a assessoria da PRF, houve perda do controle, levando a um pouso forçado, que quebrou a cauda da aeronave.
A informação foi divulgada originalmente pelo colunista Ancelmo Gois, de "O Globo". O helicóptero estava indo buscar o superintendente da PRF, José Roberto de Lima, que participou mais cedo de uma reunião com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no Palácio.
As circunstâncias do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao Ministério da Aeronáutica.
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa do governo do Rio disse que não iria falar sobre o caso por se tratar de uma aeronave da PRF.

Jamaica fecha pista de atletismo exclusiva para treinos e para isolar astro Usain Bolt


Por Marcel Rizzo

A Jamaica alugou seu próprio espaço para treinamentos de seus representantes do atletismo, em vez de usar as instalações disponibilizadas pela organização da Rio-2016. O objetivo é ter privacidade total, já que se usasse os equipamentos oficiais teria que, em algum momento, abrir os treinamentos a jornalistas. Os jamaicanos não pretendem fazer isso principalmente por ter em sua equipe o principal astro dos Jogos, Usain Bolt.
A pista do Cefan, o centro de educação física almirante Adalberto Nunes, que pertence à Marinha, é exclusiva para uso do Jamaica antes e durante a Rio-2016. O valor do contrato não é publico. O Cefan é equipamento oficial da Rio-2016 para outros três esportes: vôlei, polo aquático e futebol. Eles precisam disponibilizar os campos, quadras e piscina às delegações, que fazem o pedido de uso até 24 horas antes do treino. No caso da Jamaica, a pista de atletismo é exclusiva deles e pode usar como quiserem.
A Rio-2016 disponibilizou para treino das equipes de atletismo a pista secundária do Engenhão, estádio que receberá as provas da modalidade a partir de 12 de agosto, mas também outros dois centros.
O atletismo brasileiro também tem uma pista exclusiva no Rio, na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), no Campo dos Afonsos.

JORNAL O POVO (CE)


Projeto capacita estudantes para universidades de ponta

Alunos com bom rendimento em escolas públicas são selecionados pelo projeto Primeira Chance, que oferece suporte estudantil e acompanhamento para que possam chegar a universidades de excelência

Irna Cavalcante

Quando se sabe que se está diante de um novo Albert Einsten, um Steve Jobs ou um Mark Zuckemberg? Não se sabe, mas, com estímulo adequado, infraestrutura de estudo e esforço próprio é possível que esta mente brilhante esteja em qualquer lugar, inclusive, em uma escola pública do Interior. Com o espírito de ampliar o leque de oportunidades de jovens de baixa renda, que contrariam condições adversas e se destacam, o projeto Primeira Chance oferece bolsas de estudos em escolas de excelência em Fortaleza, hospedagem, alimentação, transporte e mentoria para que eles possam chegar às universidades de ponta.
O projeto surgiu, há cinco anos, da inquietação de jovens executivos, muitos deles engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Perceberam que muitos alunos de escolas públicas apresentavam bons resultados nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), mas poucos conquistavam medalhas de ouro e prata se não estivessem em Colégio Militar. Daí veio a ideia de encontrar estes alunos e oferecer-lhes custeio dos estudos em escolas de excelência da Capital, como Ari de Sá e Farias Brito, além de assistência para que pudessem seguir longe nos estudos.
A iniciativa se mostrou acertada. O primeiro aluno incentivado hoje é graduando do ITA. O projeto já ajudou mais de quinze a entrarem em universidades como a Federal do Ceará (UFC), ITA, Instituto Militar de Engenharia (IME), Insper de São Paulo e até em universidades do Exterior. Hoje são 52 bolsistas no Ceará, a maioria do Interior.
O acompanhamento começa a partir do 9º ano do Ensino Fundamental. Livros paradidáticos, material escolar, transporte, alimentação e, no caso dos alunos que vêm do interior, hospedagem é custeada pelas doações captadas pelo Primeira Chance. São R$ 9 mil anuais com alunos do Interior, sem contar as bolsas.
“Nem sempre é fácil achar este aluno. A gente pega o resultado da olimpíada e manda carta para escola, liga, mas, às vezes, a escola não tem interesse, nem telefone. Depois tem o convencimento para trazer aquele aluno”, diz Armênia Sales, uma das responsáveis pelo projeto no Ceará.
O susto
Érica Batalha, 15 anos, assustou-se quando recebeu o convite há dois anos. A família já tinha se mudado, em 2013, de Acaraú - a 234 km de Fortaleza - para que a menina pudesse estudar em uma escola pública da Capital e se preparar para as olimpíadas escolares, em que conquistou uma medalha de bronze. “Parecia bom demais para ser verdade”, conta. Desconfiança desfeita e após passar pela seleção, ela diz com orgulho o que o projeto representa na sua vida. Érica quer participar de olimpíadas escolares internacionais ou quem sabe até estudar em uma faculdade no Exterior.

Saiba mais
O próximo processo seletivo do Primeira Chance ocorrerá no dia 9 de outubro, em Fortaleza. Além dos que foram contatados pelo grupo, interessados que se encaixem no perfil de bolsistas podem se inscrever pelo site até o dia 30 de setembro.
Para participar, o estudante tem que ter, no máximo, 17 anos completos no momento de sua inscrição, ter uma renda familiar per capita de até um salário mínimo e ser estudante de escola pública. Serão ofertadas bolsas de estudo para alunos do 9º ano, 1º e 2º ano do Ensino Médio. Os alunos não podem ter repetido um ano escolar, ter se destacado em respeitadas olimpíadas de conhecimento e/ou ter demonstrado, de outras formas, grande capacidade intelectual.
A seleção é composta de provas de matemática e português, além de entrevista individual e com a família. O número de bolsas é limitado pelos recursos levantados pela Primeira Chance e pela qualidade dos alunos participantes dos processos seletivos. Não há regra ou número fixo de bolsas concedidas por ano. Mas a expectativa é de que este ano pelo menos 25 novos alunos sejam incorporados ao projeto
Empresas interessadas em ajudar o projeto com doações podem encontrar informações pelo site.

Gideoni Monteiro vai fazendo história no ciclismo de pista

Nascido no Ceará e criado em Sergipe, Gideoni Monteiro é o responsável por recolocar o Brasil numa prova olímpica de ciclismo de pista após 24 anos

Wagner Mendes

Mais do que garantir o índice para disputar uma Olimpíada no País de origem, atingir uma marca histórica no esporte nacional. O cearense Gideoni Monteiro, 26, nascido em Groaíras, cresceu em Aracaju e se formou atleta entre São Paulo e Paraná, agarrando as oportunidades que eram dadas ao longo do árduo caminho de atleta. É ele o responsável por recolocar o Brasil numa prova olímpica de ciclismo de pista após 24 anos de ausência. E justo nos Jogos do Rio.

Diferente de boa parte das modalidades, no ciclismo de pista a vaga olímpica não é cedida ao país-sede. Foi preciso conquistar um lugar para o Brasil passo a passo através do ranking mundial.

E isso tem ainda mais valor diante de tudo o que se desenrolou durante o ciclo olímpico. Gideoni enfrentou a morte do pai em 2014. José Lusmar deixou o filho após um acidente de carro. A fatalidade aconteceu na mesma época em que o ciclista teve o contrato rescindido com a equipe em que treinava em Ribeirão Preto-SP. O cenário era ideal para abandonar a carreira.

“Quando eles me mandaram embora, pensei: ‘Meu pai gostava tanto do que eu fazia, tenho que continuar’. Decidi que iria até a Olimpíada, que era meu sonho, nem que fosse avulso. E a equipe de Santos me contratou logo depois”, recorda Gideoni.

Naquele momento iniciava o caminho rumo à Rio-2016. O cearense entrou para a Aeronáutica, o que, segundo ele, garantiu importante apoio na carreira de atleta. Veio o título do Campeonato Brasileiro de Omnium em 2014 e o 4º lugar no Pan-Americano do mesmo ano. Dali, o caminho foi a Suíça. Gideoni foi participando de etapas da Copa do Mundo e conseguiu vaga para os Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015. No Canadá, foi bronze. Ir ao Mundial em Londres e somar pontos para conquistar a vaga olímpica foi o passo seguinte. Era preciso ficar entre os 18 melhores no ranking. Ele atingiu o 15º posto e a vaga para competir no Rio. “Desde que abriu o ranking, em 2014, houve planejamento, treinamento e sacrifício”.

Gideoni Monteiro vai disputar a categoria Omnium, soma de resultados de seis provas: 200 metros, pontos, eliminação, perseguição, scratch e 500 m contra o relógio.

Apesar de não estar entre os favoritos à medalha, Monteiro quer lutar, como sempre lutou, para ir o mais longe possível. “Sempre foi meu sonho. Agora que consegui, vou brigar. Não caí de paraquedas. Todo mundo que vai estar lá tem chance de medalha. O ranking começou com o mundo inteiro e ficaram 18. Vou dar 110% a cada dia para chegar competitivo, pronto, com a cabeça tranquila e colocar tudo em prática”, finaliza.
RESUMO DA SÉRIE

A série Representantes do Ceará mostrou quem são os atletas olímpicos de 2016 que têm relação com o Estado - seja por ter nascido ou por ter se desenvolvido na sua modalidade.

A série teve início na segunda, com a dupla Larissa/Talita, do vôlei de praia. Na terça, foi a vez do esgrimista Ghislain Perrier, nascido em Fortaleza e radicado na França. Na quarta, o personagem foi Luiz Altamir, promessa da natação brasileira. Ontem, foi contada a história da velocista Ana Cláudia Lemos, que vai em busca de medalha com o revezamento 4 x 100m do Brasil.
GIDEONI

Gideoni Monteiro
Data de nascimento: 2/9/1989, em Groaíras-CE
Principais conquistas: bronze nos Jogos Pan-Americanos Toronto-2015; 4º lugar nos Jogos Sul-Americanos Santiago-2014; campeão (perseguição individual) pan-americanos (12);
campeão brasileiro de 2014
Omnium
Favorito ao ouro:
Fernando Gaviria (Colômbia)

Brigam por medalhas:
Roger Kluge (Alemanha), Gleen O”Shea (Austrália), Lasse Hansen (Dinamarca) e Thomas Boudat (França)
Podem surpreender:
Elia Viviani (Itália), Tim Veldt (Holanda) e Aaron Gate (Nova Zelândia)

JORNAL O DIA


Greve de comissários da Air France afeta centenas de voos no mundo

Sindicatos confirmaram paralisação até o dia 2 de agosto. Decisão dos comissários afetou voos no Brasil

Com Informações De Agências Internacionais

Dezenas de voos da Air France deverão ser cancelados em todo o mundo nos próximos dias. O motivo é a greve confirmada pelos sindicatos de comissários para o período de 27 de julho a 2 de agosto, com adesão de 36% dos trabalhadores. Em Portugal quatro voos da empresa aérea com partida e chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foram cancelados, nesta sexta-feira, de acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal.
A greve também afetou partida e chegada no Brasil. De acordo com a Air France, quatro viagens que sairiam do Brasil -- do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo -- para a França, foram cancelados.

A paralisação teve início na última quarta-feira e deve ir até 2 de agosto. No centro do conflito está a negociação do acordo coletivo, que termina em outubro, e a administração da empresa quer prolongá-lo por mais 17 meses, um prazo que os sindicatos do setor consideram "insuficiente".
O grupo Air France-KLM anunciou uma redução dos prejuízos no primeiro semestre para 114 milhões de euros, depois dos 638 milhões de euros registrados no mesmo período do ano passado. 

PORTAL EXAME.COM


Presidente do Galeão admite preocupação com terrorismo


Antonio Pita, Do Estadão Conteúdo

Rio - A presença ostensiva de militares armados com fuzis no saguão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é a primeira visão de atletas e turistas que chegam para a Olimpíada.
"Dizer que não tem preocupação seria se abster da realidade", disse o presidente da concessionária que administra o terminal, Luiz Rocha. Apesar de atentados recentes em terminais, o plano de segurança para o principal ponto de desembarque dos competidores não foi revisto.
"No nosso, específico, não houve revisão. A presença dos militares aqui seguramente levou em consideração esses últimos eventos no mundo. A gente está bem confiante de que os passageiros se sentirão absolutamente seguros", afirmou Rocha à reportagem. Segundo ele, as possibilidades de atentados "são mínimas". "Isso não significa que não devemos estar atentos e preparados."
O terminal recebe um contingente ostensivo de policiamento feito pela Polícia Federal, Polícia da Aeronáutica, Polícia Militar e Guarda Municipal.
Os agentes ficam nos saguões de passageiros, área de embarque, entorno do terminal e sala de controle integrado, monitorando os scanners de bagagens e a movimentação por câmeras. Também o espaço aéreo passa por vigilância especial da Aeronáutica.
"Dizer que estamos despreocupados, hoje nenhum executivo responsável pode dizer. Seria se abster da realidade. Tem a atenção, preocupação e treinamento adequado. Todos os militares que estão aqui têm o preparo para a eventualidade que possa acontecer", completou.
O terminal receberá 50 mil pessoas da família olímpica e paralímpica, entre atletas, voluntários e executivos ligados aos Jogos até a abertura, no próximo dia 5, quando sentirá o pico de operações. Ao longo da competição, são esperadas cerca de 250 aeronaves executivas e um fluxo de mais de 1,5 milhão de passageiros pelo terminal. O aeroporto foi reformado após R$ 2 bilhões em investimento desde 2013 - quando assumiu o consórcio formado por Odebrecht Transport, Changi International Airports e Infraero.
As obras contemplaram a ampliação do terminal de cargas, onde o fluxo de bagagens olímpicas é intenso. Já foram descarregados barcos de competição, contêineres de equipamentos de transmissão televisiva e os atletas mais sensíveis: os cavalos. "Não é qualquer cavalo, são sofisticados", brinca Rocha. Os 310 animais serão acolhidos em um hangar de 2800 metros quadrados. O terminal receberá, pela primeira vez, a maior aeronave do mundo - um A380, que pousará no último dia de competições para transportar de volta a delegação da França. "É uma operação sofisticada que precisa ser ordenada, eficiente, segura. É um momento de grande demanda por eficiência."

PORTAL R7


Mais um provável pedaço de asa do voo MH-370 é encontrado na Tanzânia, diz ministro australiano

Avião da Malaysia Airlines desapareceu em março de 2014 com 239 pessoas a bordo

Reuters

Um pedaço de uma asa de aeronave encontrado na Tanzânia é “muito provavelmente” parte do voo desaparecido da Malaysia Airlines MH-370, disse um ministro australiano nesta sexta-feira (29), no que pode ser o segundo componente confirmado do avião. O voo MH-370 desapareceu em março de 2014 com 239 passageiros e tripulantes a bordo pouco após decolar de Kuala Lumpur em direção a Pequim.
Investigadores acreditam que alguém possa ter deliberadamente desligado o transponder do avião antes de desviá-lo da rota em milhares de quilômetros sobre o Oceano Índico. A parte de asa encontrada na Tanzânia está sendo examinada na Austrália.

“É muito provável que o mais recente pedaço de destroço que está sendo analisado seja do voo desaparecido da Malaysia Airlines MH370”, disse o ministro de Infraestrutura e Transporte Darren Chester em comunicado.
— Os especialistas vão continuar a analisar este pedaço para avaliar qual informação pode ser determinada a partir dele. Investigadores confirmaram que uma parte de um avião encontrada na ilha francesa de Reunion em julho de 2015 era do MH-370.
Eles disseram que diversos outros destroços encontrados em Moçambique, na África do Sul e na ilha Rodrigues, um território das Ilhas Maurício, provavelmente são do avião também.
Uma busca pelo Boeing 777 tem sido realizada no oceano Índico por mais de dois anos, mas nenhum sinal do principal destroço foi encontrada. 

PORTAL UOL


Velocistas brasileiros se apresentam em centro de treinamento pré-Olimpíada


Nesta quinta-feira, Rosangela Santos e Jorge Henrique Vides (velocistas) integraram os treinos de alto rendimento no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, sede da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), em preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.
Ambos os competidores são representantes nas provas de maior velocidade. Rosangela está inscrita nos 100m, 200m e revezamento 4x100m, enquanto Jorge Henrique apenas não correrá a prova mais rápida, estando presente nos 200m e 4x100m.
Além dos dois novos atletas, outros nomes como Darlan Romani e Geisa Arcanjo (arremesso de peso), Altobeli Silva (3.000m com barreiras), Flávia Maria de Lima (800m) e Caio Bonfim (marcha atlética) também já fazem os treinamentos pré-Jogos.
Os demais atletas brasileiros também se apresentarão nas pistas da CDA antes de se mudarem para a Vila Olímpica pouco antes de suas respectivas competições. Os torneios do atletismo estão marcados para começarem no dia 12 de agosto, com a qualificação do lançamento de disco no Estádio Olímpico do Engenhão.

AGÊNCIA BRASIL


Empresa rompe contrato e Força Nacional fará segurança nas arenas da Rio 2016


Isabela Vieira – Repórter Da Agência Brasil

A Força Nacional de Segurança assumirá mais uma responsabilidade durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que policiais que integram a Força Nacional assumirão também a revista nas entradas dos locais de competição e na Vila Olímpica.
A empresa Artel Recursos Humanos, contratada para prestar o serviço, desistiu do contrato, alegando estar sem dinheiro para convocar pessoal. Mais de 3 mil agentes privados eram necessários para o serviço.

Segundo o ministro, por abandonar o contrato com o governo, a companhia será multada. "Esse abandono contratual pela empresa, que será multada e responsabilizada, por essa, nao só, incompetência, mas por essa irresponsabilidade, de cadastrar 3 mil pessoas, fizemos toda a verificação dos servidores e, na hora de chamá-las, chamou só 500 alegando dificuldade financeira", disse o ministro.
As revistas pessoais e o monitoramento de aparelhos de raio X serão feitos agora por policiais militares, entre eles, aposentados nos últimos cinco anos, que já estavam cadastrados. Uma medida provisória foi editada há tres semanas convocandos os agentes aposentados. A expectativa é que os serviços sejam até mais bem executados, segundo o ministro. "Os Jogos Olímpicos não sofrerão nenhum prejuízo porque será uma substituição melhor, por policiais militares que se incorporarão à Força Nacional e realizarão, em conjunto, 100% da segurança dos locais olímpicos", acrescentou.
Moraes recebeu, na Base Aérea do Galeão, cerca de 250 policiais militares que chegaram de São Paulo para compor a Força Nacional. Ao todo, eles somarão 1 mil pessoas.

OUTRAS MÍDIAS


CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ATLETISMO


Velocistas já integram treinos no CDA no Campo dos Afonsos

São Paulo - A Seleção Brasileira de Atletismo ganhou mais dois atletas em sua preparação final para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, na pista da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Rosangela Santos e Jorge Henrique Vides já integram a delegação, que ganhará novos nomes neste fim de semana.
A equipe está no período chamado de Pré-Games, realizado por todos os esportes, às vésperas dos Jogos. Os atletas ocuparão as instalações na Universidade da Força Aérea (UNIFA) até a mudança para a Vila Olímpica, poucos dias antes do início das provas de cada um dos convocados.
Além de Rosangela Santos, inscrita nos 100, 200 e 4x100 m, e de Jorge Henrique, que participará dos 200 e do 4x100 m na Olimpíada, já estão treinando nas modernas instalações da Aeronáutica os arremessadores Darlan Romani e Geisa Arcanjo, os corredores Altobeli Silva (3.000 m com obstáculos), a meio-fundista Flávia Maria de Lima (800 m) e o marchador Caio Bonfim (20 e 50 km).
Há um cronograma de chegada de atletas até o início do torneio de Atletismo, marcado para o dia 12 de agosto, no Estádio Olímpico do Engenhão, quando a qualificação masculina do lançamento do disco abre a competição, às 09:30 (hora de Brasília).
Os treinos na CDA são fechados e apenas atletas e técnicos têm acesso, por conta das medidas de segurança em instalações militares. Na próxima semana, haverá uma janela de imprensa a ser comunicada a todos os interessados. Será pedido credenciamento prévio para acesso à área de entrevistas.

DIÁRIO DO LITORAL (SP)


Médico de Santos participa de cirurgias em mata fechada, no Amazonas

Filipe Accioly de Gusmão participou de um programa de atendimento a tribos indígenas
Pela primeira vez um santista foi escolhido para participar do Projeto Expedicionários da Saúde, uma ONG que reúne médicos voluntários em expedições que levam medicina especializada, principalmente atendimento cirúrgico, à populações indígenas da Amazônia brasileira.
O oftalmologista Filipe Accioly de Gusmão, juntamente com outros 50 voluntários de diversas áreas da saúde, participou de um programa de atendimento a tribos indígenas, que leva medicina especializada, principalmente atendimento cirúrgico, a comunidades de difícil alcance no Brasil.
Durante oito dias, a equipe composta por profissionais voluntários vindos de várias regiões do país atendeu duas etnias indígenas: Satere Mawé e Hixkaryana. Em pouco mais de uma semana foram feitas mais de 150 cirurgias de cataratas e pterígio, além de outras 134 cirurgias e mais de 1600 pacientes atendidos por especialidades como oftalmologistas, pediatria, ginecologistas, clínico geral, e dentistas.
Aventura em meio a mata
A Expedição contou com equipes provenientes de vários locais do Brasil. Um avião cedido pela FAB, Força Aérea Brasileira, levou a tripulação médica até Parintins, de onde seguiriam viagem por mais quatro horas navegando os rios Amazonas e Andirá até chegar à Escola Indígena São Pedro, local do acampamento médico.
Segundo o oftalmologista Filipe Accioly,de Gusmão, o Exército participou com todos os preparativos. "Todo o nosso acampamento, as tendas de atendimento clínico e o centro cirúrgico foram montados com segurança e total assepsia", ressalta o cirurgião.
Para que o trabalho pudesse ser feito atingindo o maior número de pacientes possível, em menor tempo, alguns médicos que já atendiam as tribos indígenas fizeram uma pré-triagem para que as cirurgias já começassem no primeiro dia de expedição.
"Nosso trabalho foi bem dinâmico. Enquanto uma equipe operava, outros iam até a tribo fazer uma espécie de triagem e prestar atendimento oftalmológico, bem como prescrever e fornecer óculos para os índios que necessitassem. Mais de 300 óculos foram doados”, conta Filipe Accioly.
Segundo o especialista, a receptividade dos indígenas foi impressionante. “Gratidão era a palavra que definia o olhar deles quando voltavam a enxergar. Isso é algo que acredito que ficará na minha memória para sempre. Essa foi uma das experiências mais emocionantes e prazerosas que vivi. Desbravando rios e matas, encontrei seres humanos incríveis, que precisavam da minha ajuda. O pouco que dei a eles, veio em dupla recompensa. A satisfação de ver o sorriso dos índios tratados é simplesmente inesquecível. Acho que posso dizer com alegria: Missão cumprida!", finaliza o médico.



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