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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 04/07/2016 / Super Tucanos entram na luta contra o terror

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Super Tucanos entram na luta contra o terror ...


Desde abril, turboélices da Embraer atacam redutos do Taleban, da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no Afeganistão ...

Roberto Godoy ...

O avião de ataque leve A-29 Super Tucano, da Embraer, está sendo utilizado há pouco mais de dois meses pela aviação militar do Afeganistão para bombardear posições dos movimentos extremistas Taleban, Al-Qaeda e Estado Islâmico. A primeira missão do turboélice brasileiro na guerra ao terror foi na noite de 15 de abril, em Badakhshan, no nordeste do país, contra o abrigo onde estava um comandante local de forças radicais.

Nos dias seguintes, operações foram realizadas no vale do Rio Khostaki e no distrito de Jurm. A região abriga uma poderosa base de insurgentes. Três líderes locais morreram nos bombardeios. Autoridades afegãs não revelaram suas identidades. Um deles era do Tajiquistão e foi morto com outras 12 pessoas. O Taleban publicou em seu site que entre as vítimas, “da mesma família”, havia mulheres e crianças não militantes.

As ações, sempre noturnas, atingiram um campo de treinamento, provavelmente do EI, segundo um oficial do Exército. Dois depósitos - um de munições e armas, outro de equipamentos de comunicações - foram destruídos. Um comboio que levava rebeldes a um refúgio no Vale do Kuran foi interceptado a tiros pelos A-29.

A Força Aérea do Afeganistão (FAA) emprega oito Super Tucanos. Os primeiros 4, de um lote de 20 unidades, chegaram ao país em janeiro. O segundo esquadrão foi recebido em março. Os 12 aviões que completarão a frota serão agregados à frota da FAA até 2018. O contrato de fornecimento, firmado em 2012, no valor de US$ 428 milhões, inclui peças, componentes, material de suporte e treinamento.

O cliente pagador é o governo dos Estados Unidos que, por meio da Força Aérea (USAF) negociou o pacote com a Embraer Defesa e Segurança (EDS), e com sua parceira americana, a Sierra Nevada Corporation. Os aviões são montados na fábrica que a EDS mantém em Jacksonville, Flórida, onde atua um pequeno número de brasileiros. Após a integração dos sistemas eletrônicos com as asas e a fuselagem, cada aeronave é recebida pelo 81.º Esquadrão da USAF, na Base de Moodys, no Estado da Georgia. É lá que os pilotos afegãos são preparados.

O comandante da aviação do Afeganistão, general Abdul Wahab Wardak, quer montar uma força com 150 aeronaves, entre as quais uma divisão inteira de helicópteros “e mais 20 ou 30 Super Tucanos”. A encomenda suplementar dos A-29, em discussão de prazo aberto com o Departamento de Defesa dos EUA elevaria o acordo da Embraer para US$ 850 milhões.

O grupo que voa os turboélices brasileiros cumpriu um breve ciclo de instrução. A partir da base anexa ao aeroporto internacional de Cabul, os oito pilotos e seus técnicos cuidaram da patrulha armada, vigilância e reconhecimento de terreno. Na segunda quinzena de março começaram os ensaios de lançamento de bombas, guiadas e ‘burras’, de queda livre, lançamento de foguetes de 70 milímetros e tiros com as metralhadoras .50 fixas, orgânicas do avião. Logo em seguida, fogo real. O time de aviadores terá, talvez, uma oficial combatente. A capitã Niloofar Rahmani, de 24 anos, está inscrita no ciclo preparatório para comandar um Super Tucano. Niloofar pilota cargueiros C-130 Hércules.

Os aviões vão à luta com avançados sistemas de armas da classe JDAMS, para cumprir missões de bombardeio de precisão, segundo o coronel Mike Lawhorn, porta voz do programa Apoio Decisivo, de cooperação entre a Otan e o Afeganistão. Cada kit conta com um dispositivo de direção laser e mais os sensores para lançamento das novas SDB (Small Diameter Bombs), bombas inteligentes, mais leves que as da geração anterior, mas sem perda do poder de destruição e com alcance na faixa de 50 km. Atacar os redutos dos extremistas islâmicos é uma tarefa complicada. Os rebeldes constroem refúgios subterrâneos sob 10 metros de rochas nas montanhas escarpadas. O acesso é difícil. A tarefa dos Super Tucanos será a lançar as cargas explosivas nos pontos de acesso a essas cavernas.

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Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Mulher no CE recebe fígado doado em RO e transportado pela FAB

Paciente é natural do Pará e está há cerca de três meses na capital cearense. Transporte rápido foi fundamental para a sobrevivência da mulher.

Viviane Sobral Do G1 Ce

Depois de passar por um transplante de fígado sem sucesso e ficar em estado grave, uma mulher de 32 anos em Fortaleza recebeu uma nova chance. Isso graças à uma família em Rondônia, que autorizou a doação de órgãos de um homem, morto em um acidente de moto. Ela passou novamente por uma cirurgia e recebeu o fígado transportado em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
A paciente é natural do Pará, tem doença hepática e estava há cerca de três meses na capital cearense, na expectativa por um transplante. No último dia 23, ela passou por cirurgia, mas o fígado entrou em falência.
"Normalmente, os casos evoluem para óbito em 24 horas. A gente, então, lista com urgência máxima para um novo transplante, de acordo com a lei brasileira passa a ser prioridade absoluta. O primeiro órgão que aparecer na região Norte e Nordeste seria dela", explica o coordenador do Serviço de Transplante Hepático do Hospital Walter Cantídio, Huygens Garcia.
Na última terça-feira (28), lembra o médico, apareceu um doador em Porto Velho, do mesmo grupo sanguíneo, a partir da autorização da família. O homem, de 32 anos, morreu em um acidente de moto. A família autorizou a retirada do fígado, rins e córneas, em um procedimento que durou cerca de quatro horas. 
"Em condições normais, não seria possível, porque não tem voo comercial direto. Mas pelo decreto do Governo Federal, o avião da FAB foi para Porto Velho e transportou para Fortaleza. O fígado não pode esperar mais de 10h, é uma corrida contra o tempo", explica o médico. "Ela já está bem, acordou, está orientada. Essa parceria com a FAB foi uma cosia muito positiva. Você consegue salvar pacientes em uma condição que antes era impossível", avalia Huygens Garcia.

Vítimas de queda de avião em Belém são veladas

Avião com paraquedistas caiu na mata da Embrapa, no sábado, 2. Uma pessoa pulou do avião antes da pane. Quatro pessoas morreram.

Do G1 Pa

 As vítimas da tragédia que culminou na morte de quatro pessoas após queda de monomotor na mata da Embrapa, no bairro da Terra Firme, em Belém, estão sendo veladas neste domingo (3).
O velório do instrutor de paraquedismo Douglas Dourado ocorre em uma capela particular localizada na avenida José Bonifácio, bairro de São Brás. O corpo será sepultado no começo desta tarde, em Marituba, região metropolitana de Belém.
Ronaldo Canavarro, comandante da aeronave, está sendo velado no Aeroclube do Pará. Os velórios de Reginaldo Alves Pinheiro e Lara Ferreira Pinheiro ocorrem em locais distintos. Reginaldo está sendo velado na casa de familiares, no município de Abaetetuba, nordeste do estado. O enterro será nesta tarde, no cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Lara Pinheiro é velada em capela particular, na José Bonifácio, em Belém. O sepultamento está marcado para esta segunda-feira (4), no Cemitério Santa Izabel, no bairro do Guamá.
O acidente

Segundo o Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I), o monomotor decolou às 12h50 do aeroclube do Pará com cinco ocupantes. Um dos alunos da aula de paraquedismo conseguiu realizar o salto e chegar em segurança ao solo, antes da queda da aeronave.
O acidente aconteceu 13h38, quando o avião caiu em uma área da Embrapa, em Belém . O piloto Ronaldo Olímpio Oliveira Canavarro, o instrutor de paraquedismo Douglas Dourado e os passageiros Reginaldo Pinheiro e sua filha Lara Pinheiro, não resistiram à queda e morreram no local.
Os corpos de três vítimas foram encontrados ao lado do avião. O quarto corpo só foi localizado por peritos às 16h, a cerca de 300m do local da queda do monomotor. Todos foram removidos e levados para o Instituto Médico Legal, onde chegaram as 17h50. Os corpos passarão por exame de necropsia para, posteriormente, serem identificados pelos familiares. Ainda não há previsão de quando ocorrerá a liberação dos corpos.
De acordo com o Registro Aeronáutico disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), consta no cadastro do avião que sua "Situação de Aeronavegabilidade" era "Normal", garantindo as condições de voo da aeronave.
Representantes de órgãos do sistema de segurança pública como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e ProPaz participaram de uma coletiva de imprensa sobre o ocorrido. Uma equipe de psicólogo do ProPaz vai prestar apoio às famílias da vítimas.
A empresa Aerotur, dona do monomotor fornecido para as aulas de paraquedismo, foi procurada pela reportagem da TV Liberal, mas ainda não se posicionou sobre o acidente.

Mãe de 10 filhos tem morte cerebral e família decide doar os órgãos

Paciente pode doar fígado, os rins, córneas, ossos e até coração. Retirada dos órgãos aconteceu em um hospital de Catanduva (SP).

Do G1 Rio Preto E Araçatuba

Uma dona de casa de Catanduva (SP) teve morte cerebral depois de sofrer um AVC, Acidente Vascular Cerebral. Apesar da dor, a família concordou com a doação de órgãos. A paciente, que era saudável, pode doar praticamente todos os órgãos: o fígado, os rins, as córneas, os ossos e até o coração.
Um grande esquema foi feito nesta sexta-feira (1º) para retirar e transportar esses órgãos para hospitais da capital e de outras cidades do interior. Para o pai da dona de casa, Joaquim Gonçalves Lima, foi um gesto de solidariedade. “Foi feita a doação de órgão para quem estava precisando, esperando na fila. Estou feliz por ter feito esse ato de solidariedade”, afirma o pai.

E é esse sentimento de amor que está sustentando Joaquim e a mulher Josefina que acabam de enterrar a filha de 34 anos, mãe de 10 filhos. “Foi difícil porque a gente perde uma pessoa que a gente amava”, afirma o pai.

Dioneide Gonçalves Lima nunca tinha tido nenhum problema grave de saúde. Na última segunda-feira (27) ela estava em casa, com quatro filhos pequenos, duas gêmeas de apenas cinco meses, quando passou mal. “Achei decente a decisão porque salvou várias vidas”, afirma a mãe, Josefina.
Dioneide foi trazida para o hospital Padre Albino de Catanduva. Assim que chegou, os médicos avisaram que o estado de saúde dela era grave, mesmo assim tentaram de tudo para reverter o quadro, mas três dias depois decretaram a morte encefálica da dona de casa. Nesse mesmo dia a família se reuniu e decidiu que ela poderia salvar outras vidas.
Foi então que começou uma corrida contra o tempo. Médicos especialistas de São José do Rio Preto (SP), São Paulo e Marília (SP) estiveram em Catanduva para retirada e captação dos órgãos. A operação contou com a ajuda de aviões da FAB, Força Aérea Brasileira. Dioneide doou o coração, os rins, o fígado, as córneas e os ossos.
Apesar de toda dor e tristeza, a família consegue se alegrar ao saber que um pouco da Dioneide está por aí cheio de vida. “Foi um gesto de amor e tenho certeza que lá de cima ela está orgulhosa pela atitude que a gente teve”, afirma o irmão João Batista Lima.

PM prende homem com fuzil das Forças Armadas em casa no DF

Ele cumpria prisão domiciliar; ficha inclui homicídio, roubo e porte de arma. Policiais haviam recebido denúncia anônima; caso ocorreu no Sol Nascente.

Do G1 Df

A Polícia Militar apreendeu um fuzil 762, de uso restrito das Forças Armadas, no Sol Nascente, em Ceilândia, na tarde deste domingo (3). O homem que mantinha a arma em casa foi preso. Segundo a PM, ele cumpria prisão domiciliar.
 O fuzil estava com 6 balas intactas. Os policiais também encontraram uma bala de revólver calibre 38. À corporação, o suspeito disse encontrou a arma enquanto cavava um buraco, durante um serviço como pedreiro.
A PM informou que chegou até o suspeito após denúncia anônima. De acordo com a corporação, a ficha criminal do homem, de 33 anos, inclui homicídio, porte de arma, roubo e desacato.
Os policiais chegaram à casa do suspeito por volta das 17h30. Ele não estava no local. Com permissão de uma moradora, a PM entrou no imóvel e encontrou o fuzil e esperou até a chegada do rapaz. Em seguida, ele foi levado até a 23ª DP, em Ceilândia.

JORNAL O DIA


COLUNA ESPLANADA


Leandro Mazzini

Lobos?

Abin, Polícia Federal e Exército já monitoram cidadãos árabes e asiáticos suspeitos que entraram no Brasil com visto de turismo nos últimos meses e por aqui ficaram.

Segurança reforçada no Cristo para Olimpíada


Bruna Fantti

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JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Representantes de movimentos LGBT reivindicam direito de usar novo nome

O pedido é para que a administração do Executivo local reconheça as novas identidades dos servidores transexuais e travestis. Apenas sete secretarias do Governo do Distrito Federal seguem essa regra

Helena Mader

Há quase três décadas na administração pública, a servidora Bianca Moura de Souza, 47 anos, passou por uma importante transformação pessoal diante dos colegas de trabalho. Ela nasceu José Moura de Souza Filho e, nos últimos 20 anos, abandonou essa identidade para assumir o gênero feminino. Bianca fez hormonização, adotou o nome social e resolveu enfrentar o preconceito da sociedade para fazer a transição. Nesse processo, a transexual enfrentou dificuldades no ambiente de trabalho. Muitos colegas do GDF resistiam aos reiterados pedidos para que a chamassem de Bianca. As dificuldades só acabaram em 2011, quando ela conseguiu na Justiça o direito de alterar o nome civil, com a retificação do registro.
Hoje, só sete secretarias do Executivo local têm regras específicas sobre a obrigatoriedade de adoção do nome social para servidores transexuais, o que é motivo de reclamações dos movimentos sociais e dos militantes LGBT, que cobram uma diretriz centralizada para todo o GDF. O governo prepara um decreto para unificar a determinação e validá-la para toda a administração pública. O texto deve ser publicado até o fim do mês. Representantes da Coordenadoria de Diversidade do GDF se reunirão nesta semana com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para debater o assunto.
A última pasta a baixar normas isoladas sobre o tema foi a Casa Militar. Na semana passada, o órgão determinou que funcionários travestis e transexuais poderão requerer, a qualquer momento, a inclusão de seu nome social em documentos oficiais e nos registros dos sistemas de informação, de cadastros, de programas e de serviços em órgãos pertencentes à estrutura da Casa Militar. “É vedado o uso de expressões pejorativas e discriminatórias para se referir a pessoa travesti ou transexual”, diz o texto publicado pela pasta.
A medida foi considerada um avanço, especialmente em uma secretaria composta majoritariamente por militares. O segmento é mais conservador e, historicamente, sempre demonstrou resistência ao tema. Mas militantes dos direitos LGBT reclamam da existência de regulamentações isoladas, em vez de uma regra única para toda a administração distrital, a exemplo do que existe no governo federal. Na União, um decreto autorizou o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito de toda a administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
Bianca Moura de Souza é funcionária concursada da Gerência de Aposentadorias e Pensões da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. Ela defende respeito maior aos transexuais dentro do serviço público. “À minha época, essas coisas nem eram discutidas. Eu pedia para que usassem o meu nome social, mas a maioria insistia em me chamar de Moura, como eu era conhecida”, lembra Bianca. “O que me doía mais era o artigo masculino”, afirma. Atualmente, a servidora está totalmente adaptada ao novo gênero. “Todo mundo me trata com normalidade. Quando me deparo com uma situação de resistência por puro preconceito, excluo a pessoa do meu convívio”, acrescenta a funcionária.
O coordenador de Diversidade do GDF, Flávio Brebis, explica que a unificação de regras para uso de nome social em todo o Executivo será um avanço importante. “O conservadorismo cresce, mas, ao mesmo tempo, cada vez mais a sociedade busca um reconhecimento de direitos. A gente espera equilibrar isso”, diz Flávio. “Buscamos uma legislação que seja efetiva no reconhecimento de direitos. A determinação para que seja respeitado o direito ao uso do nome social deve ser uma diretriz unificada, válida para todas as secretarias”, acrescenta o coordenador.
Sem empecilhos

A servidora do GDF Ludymilla Anderson Santiago Carlos, 33, trabalha na Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Assim como Bianca, a transexual conseguiu retificar o registro para alterar o nome civil. Mas ela luta pelos direitos para que todos possam usar oficialmente o nome social. “O ideal era que houvesse uma determinação válida para todos os órgãos. É muito difícil trabalhar isoladamente, porque você depende dos gestores que estão no cargo naquele momento. Se entra um secretário com perfil mais conservador, por exemplo, ele pode colocar empecilhos. É preciso que isso seja um direito”, comenta Ludymilla, que atua na Diretoria de Articulação de Redes Sociais.
A primeira pasta a reconhecer o direito ao uso do nome social foi a da Saúde, que em 2009 baixou norma nesse sentido. No ano seguinte, a Secretaria de Educação seguiu a diretriz e garantiu esse direito aos servidores travestis e transexuais. Em 2012, a Secretaria de Justiça seguiu o mesmo entendimento e, em 2013, a medida foi adotada pela Secretaria da Mulher, hoje extinta. Desde então, outras secretarias criaram normas específicas sobre o tratamento de funcionários trans (leia quadro).
Militante LGBT e professor de Diversidade e Inclusão da Universidade Católica de Brasília, Fábio Félix defende a adoção de legislação única para toda a administração pública. “Antes de sair, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto determinando o uso do nome social em toda a estrutura do governo federal. Foi um passo importante e que precisa ser seguido pelo GDF”, avalia. “A nossa grande luta hoje no Brasil é pela aprovação da Lei João Nery, porque, do segmento LGBT, os transexuais e travestis são o grupo mais vulnerável e que enfrenta mais dificuldades para a inserção no mercado de trabalho e para permanecer na escola. Eles têm uma série de direitos negados”, acrescenta.
A proposta de lei mencionada pelo militante é o Projeto de Lei nº 5.002/2013, de autoria dos deputados federais Jean Wyllys (Psol-RJ) e Érika Kokay (PT-DF), que trata sobre identidade de gênero.
Reconhecimento
Pastas com regras sobre obrigatoriedade de uso do nome social de transexuais e travestis:
Secretaria de Saúde
Secretaria de Educação
Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos
Secretaria de Justiça e Cidadania
Secretaria de Cultura
Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude
Casa Militar

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Ademir Sobrinho, chefe do Estado-Maior: "Temos de nos preparar para terror nos Jogos"


Por Andreza Matais

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante de esquadra Ademir Sobrinho, afirma que o terrorismo é uma preocupação na Olimpíada. Muitos alvos de grupos radicais vão desembarcar no Brasil. Diante disso, o pessoal que vai lidar com os visitantes foi treinado para identificar lobos solitários e outras medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança de atletas e espectadores. “Não podemos dizer que não há probabilidade de um ataque terrorista. Temos que nos preparar para a pior situação. É o que estamos fazendo.”
Integração
Esse é o sétimo grande evento internacional que está ocorrendo. Nós vamos trabalhar integrando as três áreas: inteligência, segurança pública e defesa. Estamos integrados do nível tático até o estratégico.
Terrorismo
A ameaça terrorista hoje é latente em todo o mundo. Muitos alvos desses terroristas estão vindo para o Brasil. Se bem que o terrorismo hoje, eu diria, nem tem mais alvos específicos. Eles querem mostrar a causa. Então nós não podemos dizer que não há probabilidade de ter um ataque terrorista. Nós temos que nos preparar para a pior situação e é isso que estamos fazendo.
Combate ao terrorismo
Trabalhamos junto com os órgãos de segurança pública no enfrentamento ao terrorismo e com a Defesa Civil para a defesa química, bacteriológica, nuclear e radiológica. Inclusive, três hospitais das Forças vão atender a qualquer acidentado, ou qualquer pessoa que seja afetada por um desses elementos.
Lobos solitários
Nós temos que nos preparar para tudo. Realmente, é muito difícil a detenção de um lobo desses. Estamos conscientizando as pessoas que vão trabalhar diretamente com o público, mostrando indícios que podem significar alguma coisa estranha, chamar atenção, que possa ser relacionada com uma ameaça. E essas pessoas comunicarão a um órgão central, isso já foi estipulado.
Disque terror
O pessoal de hotéis, de aeroportos, de shopping centers, de táxis, de transporte coletivo têm um número que eles poderão ligar para informar sobre qualquer indício de alguém com característica de um lobo solitário. O treinamento ocorre nas cidades do futebol e no Rio de Janeiro.
Espaço aéreo
Atuaremos no controle aéreo desde o início, inclusive existirão áreas onde será proibido voo durante as competições. O aeroporto de Jacarepaguá estará fechado porque a Vila Olímpica está ao lado dele. A precaução é para evitar que uma aeronave seja jogada contra uma instalação.
Galeão e Santos Dumont
Qualquer voo com destino ao Galeão ou o Santos Dumont passará por um controle no aeroporto de partida. Os voos regionais terão que pousar antes para ter esse controle. Por exemplo, uma aeronave que saia de um aeroporto pequeno, que não tenha esse controle de raio-x ou de identificação das pessoas, durante o horário das competições ela só pode entrar no Rio de Janeiro se ela passar num local onde possa fazer esse controle. Os voos comerciais normais já têm esse controle na entrada do aeroporto.
Helicóptero
Dentro da área que a gente chama de vermelha ninguém poderá voar durante as competições. Isso é cerca de quatro a cinco quilômetros dos locais onde estão sendo os jogos.
Drones
Está proibido. Não é bom levar. Nós vamos recolher esse drone, vamos interferir, fazê-lo pousar, recolher e a pessoa está sujeita à legislação em vigor.
Violência no RJ
Estamos acabando de fechar a delimitação dos locais onde estremos ostensivamente. Creio que na semana teremos autorização presidencial. A nossa atuação será naquilo que interfere na realização da Olimpíada, principalmente dos jogos. Mas logicamente que o público é uma preocupação.
Ajuste fiscal
Em nenhum momento houve falta de recursos para a preparação da segurança da Olimpíada.
Segurança fronteiras
Nós estamos montando um sistema de vigilância, mas é um sistema dual – militar e para segurança pública também. O módulo piloto, que é no Mato Grosso, está em fase de teste, mas é dual.

Militares aumentam reserva de contingência temendo crise na segurança do RJ

Preocupação é por causa da Olimpíada

Por Tânia Monteiro

ImagemOs militares que trabalham na organização da Olimpíada estão preocupados com o comportamento das forças de segurança do Rio de Janeiro que têm feito ameaças ao governo estadual por causa de atrasos no pagamento de salários e gratificações. Recentemente, a Polícia Civil fez no aeroporto do Galeão um protesto que incluiu recepcionar os turistas com uma facha em inglês com os dizeres: “Bem-vindo ao inferno: policiais e bombeiros não recebem, quem vier ao Rio de Janeiro não estará seguro”.
Por conta desta preocupação, os militares se viram obrigados a aumentar a chamada reserva de contingência, que temem que precisará ser usada para socorrer problemas que avaliam que poderão acontecer em decorrência do acirramento dos ânimos de policiais contra o governo do Estado. Pelo menos 800 homens estarão a postos para serem empregados somente em caso de emergência, mas este número poderá ser ampliado caso as preocupações aumentem.
Fora a reserva de contingência, 38 mil homens do exercito, marinha e da aeronáutica estarão trabalhando na segurança durante os jogos olímpicos, desses, 20 mil diretamente no Rio. A partir desta terça-feira estes homens estarão a postos para iniciar o trabalho de segurança ja com vistas aos jogos olímpicos.
As declarações do prefeito do Rio, Eduardo Paes, culpando a administração do estado do Rio e dizendo que falta comando das forças policiais, também não colabora e, ao contrário, só aumenta a sensação de insegurança da população e dos visitantes. O prefeito cobrou uma atitude do governador em exercício e disse que o governo do estado precisa “tomar vergonha na cara” e cumprir com suas obrigações. Ele criticou problemas de segurança e saúde e pediu que governador "arregace as mangas".

Super Tucanos entram na luta contra o terror

Desde abril, turboélices da Embraer atacam redutos do Taleban, da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no Afeganistão

Roberto Godoy O Estado De S. Paulo

O avião de ataque leve A-29 Super Tucano, da Embraer, está sendo utilizado há pouco mais de dois meses pela aviação militar do Afeganistão para bombardear posições dos movimentos extremistas Taleban, Al-Qaeda e Estado Islâmico. A primeira missão do turboélice brasileiro na guerra ao terror foi na noite de 15 de abril, em Badakhshan, no nordeste do país, contra o abrigo onde estava um comandante local de forças radicais.
Nos dias seguintes, operações foram realizadas no vale do Rio Khostaki e no distrito de Jurm. A região abriga uma poderosa base de insurgentes. Três líderes locais morreram nos bombardeios. Autoridades afegãs não revelaram suas identidades. Um deles era do Tajiquistão e foi morto com outras 12 pessoas. O Taleban publicou em seu site que entre as vítimas, “da mesma família”, havia mulheres e crianças não militantes.
ImagemAs ações, sempre noturnas, atingiram um campo de treinamento, provavelmente do EI, segundo um oficial do Exército. Dois depósitos - um de munições e armas, outro de equipamentos de comunicações - foram destruídos. Um comboio que levava rebeldes a um refúgio no Vale do Kuran foi interceptado a tiros pelos A-29.
A Força Aérea do Afeganistão (FAA) emprega oito Super Tucanos. Os primeiros 4, de um lote de 20 unidades, chegaram ao país em janeiro. O segundo esquadrão foi recebido em março. Os 12 aviões que completarão a frota serão agregados à frota da FAA até 2018. O contrato de fornecimento, firmado em 2012, no valor de US$ 428 milhões, inclui peças, componentes, material de suporte e treinamento.
O cliente pagador é o governo dos Estados Unidos que, por meio da Força Aérea (USAF) negociou o pacote com a Embraer Defesa e Segurança (EDS), e com sua parceira americana, a Sierra Nevada Corporation. Os aviões são montados na fábrica que a EDS mantém em Jacksonville, Flórida, onde atua um pequeno número de brasileiros. Após a integração dos sistemas eletrônicos com as asas e a fuselagem, cada aeronave é recebida pelo 81.º Esquadrão da USAF, na Base de Moodys, no Estado da Georgia. É lá que os pilotos afegãos são preparados.
O comandante da aviação do Afeganistão, general Abdul Wahab Wardak, quer montar uma força com 150 aeronaves, entre as quais uma divisão inteira de helicópteros “e mais 20 ou 30 Super Tucanos”. A encomenda suplementar dos A-29, em discussão de prazo aberto com o Departamento de Defesa dos EUA elevaria o acordo da Embraer para US$ 850 milhões.
O grupo que voa os turboélices brasileiros cumpriu um breve ciclo de instrução. A partir da base anexa ao aeroporto internacional de Cabul, os oito pilotos e seus técnicos cuidaram da patrulha armada, vigilância e reconhecimento de terreno. Na segunda quinzena de março começaram os ensaios de lançamento de bombas, guiadas e ‘burras’, de queda livre, lançamento de foguetes de 70 milímetros e tiros com as metralhadoras .50 fixas, orgânicas do avião. Logo em seguida, fogo real. O time de aviadores terá, talvez, uma oficial combatente. A capitã Niloofar Rahmani, de 24 anos, está inscrita no ciclo preparatório para comandar um Super Tucano. Niloofar pilota cargueiros C-130 Hércules.
Os aviões vão à luta com avançados sistemas de armas da classe JDAMS, para cumprir missões de bombardeio de precisão, segundo o coronel Mike Lawhorn, porta voz do programa Apoio Decisivo, de cooperação entre a Otan e o Afeganistão. Cada kit conta com um dispositivo de direção laser e mais os sensores para lançamento das novas SDB (Small Diameter Bombs), bombas inteligentes, mais leves que as da geração anterior, mas sem perda do poder de destruição e com alcance na faixa de 50 km. Atacar os redutos dos extremistas islâmicos é uma tarefa complicada. Os rebeldes constroem refúgios subterrâneos sob 10 metros de rochas nas montanhas escarpadas. O acesso é difícil. A tarefa dos Super Tucanos será a lançar as cargas explosivas nos pontos de acesso a essas cavernas.

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REVISTA ISTO É


Aviação Civil

Por céu e por terra

Ricardo Boechat Com Ronaldo Herdy

A chegada de delegações de 206 países e 100 chefes de estado no Brasil, entre agosto e setembro, para as Olimpíadas e Paralimpíadas, fez a Anac criar um mega estacionamento (hangaragem) de jatinhos a céu aberto nos aeroportos Santos Dumont e Galeão. Só no dia da abertura dos Jogos (5 de agosto) mil jatinhos são esperados no Rio de Janeiro. E durante o evento, em dez aeroportos de sete capitais, serão movimentados 4,7 milhões de volumes de bagagens.

REVISTA EXAME


Sem inovar, Brasil abre mão de uma rota para sair da crise


Germano Luders Exame

Campinas e Rio de Janeiro — Falar da dificuldade de inovar no Brasil é como criticar a Seleção Brasileira de Futebol: todo mundo tem algum palpite. O engenheiro Carlos Américo Pacheco pode não entender muito de futebol, mas ninguém pode duvidar de suas credenciais para discutir inovação.
Pós-doutor em economia pela Universidade Colúmbia e secretário executivo do Ministério da Ciên­cia e Tecnologia no último mandato de Fernando Henrique Cardoso, Pacheco já comandou algumas das renomadas instituições do país na área de tecnologia. Uma delas foi o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Como reitor, ele olhou nos olhos a besta da burocracia brasileira.
Pacheco negociou um acordo do ITA com o americano Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das universidades mais prestigiadas do mundo e de onde saiu boa parte do grupo de 40 estrangeiros que ajudaram a montar o instituto brasileiro na década de 60.
O projeto previa a revisão do currículo, com a inclusão de matérias sobre empreendedorismo e negócios, além da criação de um laboratório de inovação para colaboração com empresas, como o Media Lab, do MIT. Depois de mais de um ano de negociações, o projeto sucumbiu por falta de apoio do governo na reta final, de acordo com Pacheco.
“A última coisa que queríamos era assinar o contrato e, no dia seguinte, um corte de orçamento acabar com o projeto. Decidimos encerrar as negociações antes que isso acontecesse e evitamos um papelão”, diz.
Pacheco resolveu encurtar seu mandato na reitoria do ITA e, em março de 2015, tornou-se diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, onde está em construção a maior obra de infraestrutura científica do Brasil. O Sirius será o mais moderno acelerador de partículas do mundo caso seu lançamento ocorra conforme o previsto, no final de 2018.
Quando estiver pronto, servirá para realizar pesquisas em áreas tão distintas quanto a de mineração e a de fármacos. O laboratório Argone, com sede em Chicago, contratado pelo departamento de energia americano para atualizar o acelerador de partículas do país, acompanha de perto as inovações contidas no Sirius. É um caso raríssimo em que o Brasil está produzindo algo mais avançado do que os Estados Unidos.
Em sua gestão à frente do CNPEM, Pacheco propôs aumentar as parcerias com o setor privado, com a prospecção ativa de clientes. “A ideia era multiplicar o impacto econômico positivo que somos capazes de produzir por meio da pesquisa”, diz. O CNPEM presta serviços para aproximadamente 40 empresas.
Mais contratos ajudariam a aumentar o orçamento, hoje totalmente dependente do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que diminuiu de 93 milhões de reais, em 2015, para 61 milhões, em 2016, obrigando o corte de 10% do quadro de cientistas. No entanto, mais uma vez, Pacheco viu seu esforço desperdiçado.
“As pretensões eram oportunas, mas existiam muitos conflitos pessoais”, afirma o renomado físico Rogério Cerqueira, presidente do conselho de administração do CNPEM. Segundo ele, o relacionamento com os demais diretores não foi fácil por divergências quanto à real vocação do centro.
“Os 60 laboratórios do centro são abertos para o uso da comunidade científica mundial e, em adição a isso, trabalhamos também para a indústria. Todos entram na mesma fila para usar os espaços”, diz Cerqueira. Por ano, cerca de 2 000 pesquisadores de diferentes universidades e países utilizam as instalações do centro, em geral durante até quatro semanas — sem pagar nada por isso.
Em março, Pacheco pediu demissão do cargo. Um comitê de busca deverá escolher um novo diretor-geral até o final deste ano. As desventuras de Pacheco resumem uma série de entraves que tornam a inovação no Brasil coisa para abnegados. Embora ocupe atualmente o nono lugar entre as maiores economias do mundo, o Brasil está muito mal em todos os rankings globais de inovação.

O Global Innovation Index, realizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em parceria com a Universidade Cornell e com a escola de negócios Insead, coloca o país na 70a posição entre as nações mais inovadoras em 2015 — nove posições atrás em relação ao ano anterior. O ranking avalia números como emissão de patentes, volume de exportações e investimento per capita em pesquisa.
“Não importa o tamanho do mercado ou da economia, a inovação depende da qualidade do ambiente para os negócios”, diz Heitor Carrera, sócio da consultoria Boston Consulting Group. A Suíça é avaliada como a nação mais inovadora e tem o 20o PIB mundial.
“É um país que oferece pouco subsídio fiscal, mas apostou na educação e por isso atrai empresas atrás de mão de obra extremamente qualificada”, afirma Carrera.
Um estudo realizado pela consultoria Accenture com 200 profissionais em cargos ligados à inovação e à pesquisa no Brasil, obtido com exclusividade por EXAME, mostra que para quase metade deles a dificuldade em conseguir incentivos e a falta de políticas públicas são os dois principais entraves à inovação.
A lista de problemas não para por aí, e vai desde o excesso de burocracia até a pouca interação com parceiros externos. “Uma questão maior paira sobre todos esses aspectos — a falta de confiança. A empresa não confia no governo, que não confia na academia, e vice-versa”, diz o britânico Armen Ovanessoff, diretor do núcleo de pesquisas em tendências da Accenture e responsável pelo estudo.
Não é um drama apenas para especialistas e empresas. É um obstáculo para a economia como um todo. Com o fim da expansão da demanda por commodities e com a queda vertiginosa do preço do petróleo, economias muito dependentes de recursos naturais têm perdido seu brilho.
Um estudo coordenado pelos professores Calestous Juma e Lee Yee-Cheong, da Universidade Harvard, aponta a América Latina como prova de que somente o acúmulo de capital não é suficiente para garantir a redução da pobreza e o crescimento da economia no longo prazo. O continente tem um nível de renda relativamente alto e, ainda assim, apresenta baixas taxas de crescimento.
“É preciso inovação e tecnologia para transformar a base do desenvolvimento e diminuir a dependência da exploração dos recursos naturais”, afirmam os autores. De acordo com o estudo, os casos mais bem-sucedidos estão na Ásia — Coreia do Sul e Taiwan mantêm altas taxas de crescimento impulsionadas pela indústria e pela produção orientadas para exportação.
Os brasileiros entendem tanto de café quanto os coreanos e taiwaneses de tecnologia. Mas, enquanto Coreia do Sul e Taiwan exportam eletrônicos e semicondutores, o Brasil importa cápsulas de Nespresso.
“Temos importância fundamental na cadeia global de alimentos, e isso não está em questão”, diz Humberto Luiz Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento entre fevereiro de 2011 e junho de 2014.
“Somos imbatíveis até em colheitadeira. O problema é que não participamos do que vem depois.” Ribeiro, que passou o ano de 2015 como professor convidado na Universidade Cornell, no estado de Nova York, diz que uma das chaves para o salto da economia do país é a “servicificação”, ou a agregação de valor ao que produzimos.
Se o caminho parece claro, o mesmo não pode ser dito da consistência com que o Brasil se mostra disposto a trilhá-lo. O americano Ken Herd sabe o que é lidar com essa falta de clareza. Herd abriu centros de desenvolvimento tecnológico para a multinacional General Electric na Índia, na China, na Alemanha e nos Estados Unidos.

Hoje é responsável pela unidade do Brasil, instalada no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lá, três máquinas do tamanho de prédios de sete andares ocupam um galpão de ­­3 000 metros quadrados.
Projetadas para simular as condições da exploração de petróleo e gás natural em camadas profundas do oceano, elas testam a resistência de materiais ao ambiente corrosivo do fundo do mar e ao efeito da pressão da água nos dutos de extração de petróleo que ficam a mais de 3 quilômetros de profundidade. Os primeiros pesquisadores chegaram em novembro de 2011.
De lá para cá, porém, as condições básicas que levaram à decisão de construir o centro de estudos mudaram radicalmente.
A Petrobras, principal cliente, está envolvida num escândalo de corrupção mais profundo do que a camada de pré-sal. Uma medida provisória assinada em setembro do ano passado para suspender a Lei do Bem — em vigor há dez anos para reduzir os impostos com as contratações de pesquisadores e com a importação de materiais de pesquisa e desenvolvimento — atrapalhou os planos dos executivos.
Seis meses mais tarde, em março, a medida foi arquivada e a Lei do Bem voltou a valer. Mas, para boa parte das empresas, o estrago já está feito. No planejamento da GE, o laboratório teria uma equipe de 400 pesquisadores. Por enquanto há 130.
“Com a previsão de corte de incentivos fiscais, desaceleramos as contratações”, diz Herd. “Fico frustrado em ver que a inovação no país dá dois passos para a frente e dois para trás”, afirma Gilberto Peralta, presidente da GE no Brasil. “Não há consistência.” A solução para superar os resultados pífios não depende só de dinheiro.
Ao contrário do que se poderia supor, em valores absolutos, o Brasil é o décimo país que mais investe em pesquisa e desenvolvimento: 64 bilhões de reais em 2013. O valor é quase quatro vezes maior do que o registrado uma década atrás. Um dado diz muito sobre a dispersão dos esforços para a inovação no Brasil: países inovadores têm menos prioridades oficiais nos investimentos relacionados ao tema.
No caso da Coreia do Sul são seis. No Brasil, as prioridades até o ano passado eram 15. A nova estratégia de inovação do Ministério da Ciên­cia, publicada em maio, ressalta 11 áreas. Israel, com foco em nove temas, foi além na tentativa de garantir a eficácia dos investimentos. Criou a figura do cientista-chefe no começo da década de 70. O cargo está vinculado ao Ministério da Fazenda, e não ao da Ciência.
Assim torna-se possível manter uma forte conexão entre os resultados econômicos e as pesquisas que serão feitas. Atualmente, Israel tem a segunda maior concentração de startups per capita do mundo, atrás apenas do Vale do Silício, na Califórnia.
Um dos filhotes mais célebres desse ambiente favorável é a empresa que presta serviços de mapas colaborativos Waze, adquirida pelo Google em 2013 por mais de 1 bilhão de dólares, criada por três jovens israelenses cinco anos antes. A incapacidade da economia brasileira de incentivar a inovação produtiva — a que gera empregos e cria empresas mais fortes e lucrativas — resulta numa distorção básica.
Ao contrário do que acontece em nações reconhecidamente inovadoras, grande parte dos pesquisadores brasileiros não trabalha em empresas. A esmagadora maioria — 68% — está empregada em universidades. Apenas 26% estão no setor privado e outros 6% em instituições de pesquisa. Em paí­ses como Estados Unidos, Alemanha e Japão, bem mais da metade desses cérebros está nas companhias.
E o setor privado aqui tem diminuído sua participação. “A inovação é um investimento de risco que, em geral, demora para trazer resultados, mesmo que excepcionais. Mas grande parte dos empresários brasileiros prefere fazer investimentos mais seguros e com retorno em curto prazo”, afirma o consultor Valter Pieracciani, que ajuda empresas como Ambev e Nestlé a introduzir processos de inovação.

A pulverização dos esforços torna-se clara em outra estatística. No Brasil há 4 857 laboratórios de pesquisa em 185 universidades, de acordo com o primeiro levantamento desse tipo, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em julho de 2015. Mas 90% dessas instituições empregam, em média, somente quatro pesquisadores.
A maioria é controlada pelo Estado e não tem autonomia nem para contratar nem para demitir os pesquisadores. Além disso, o lucro que eventualmente geram é repassado à União. Algumas tentativas de driblar essas amarras nunca avançaram. Há quase 20 anos criou-se uma figura jurídica que permite celeridade na administração pública: as organizações sociais.
Nesse modelo, as contratações seguem o regime CLT e o lucro obtido, caso prestem serviços, pode ser reinvestido diretamente na organização, que recebe verbas públicas para suas atividades e tem metas quantitativas de desempenho revisadas anualmente. No entanto, ainda hoje existem pouquíssimas organizações sociais.
Dos 20 institutos de pesquisa cadastrados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, somente seis operam dessa maneira. O CNPEM é um exemplo. O Instituto de Matemática Pura e Aplicada ­(Impa), outro.
Não fosse essa “liberdade”, o instituto não teria como contratar o pesquisador Artur Ávila, primeiro latino-americano e lusófono a receber a medalha Fields, equivalente a um Prêmio Nobel no campo da matemática. Ávila trabalha no Impa durante seis meses e, na outra metade do ano, em um instituto na França.
Não é coincidência que nenhuma das quatro instituições de pesquisa brasileiras listadas entre as 100 melhores do mundo seja uma autarquia.
São elas: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ranking leva em conta, principalmente, a quantidade de publicações científicas por ano de cada entidade.
Vocação
Existem tentativas de driblar alguns desses entraves. Um exemplo é a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), criada em 2013. Seu objetivo é ajudar os institutos de pesquisa e os laboratórios brasileiros de universidades a escolher uma vocação, de acordo com a melhor especialidade de cada um deles.
Nos seus três primeiros anos de funcionamento, a Embrapii conseguiu cadastrar 17 institutos dessa forma. Cada um deles tem 16 metas mensais, como prospecção de clientes, participação em eventos e taxa mínima de sucesso de projeto.
Mantida com recursos dos ministérios da Educação e da Ciência, a Embrapii banca um terço do valor dos projetos — o restante é negociado entre cada instituição de pesquisa e seus clientes. Até agora, para cobrir um terço das despesas de 60 projetos, a Embrapii investiu 54 milhões de reais.
“Nossa meta de longo prazo é cadastrar 1 000 institutos de pesquisa na próxima década”, diz Jorge Almeida Guimarães, presidente da Embrapii. Um dos projetos em andamento envolve o centenário Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), e credenciado na Embrapii como especialista em alto desempenho de materiais.
Uma aliança entre quatro empresas — Natura, Boticário, Theraskin e Yamá — contratou o IPT para desenvolver uma tecnologia capaz de encapsular partículas em escala microscópica. O projeto custou o total de 2,3 milhões de reais. Dividido em seis partes, o risco da inovação diminuiu consideravelmente para as companhias envolvidas.

No Brasil, as empresas dispostas a investir em inovação ainda têm de encarar o tradicional embate entre empresa e academia, sobretudo quando se trata da divisão de autoria e dos lucros, fruto em grande parte da falta de prática nessa relação. Considerado um dos laboratórios farmacêuticos mais inovadores do país, o Cristália encontrou uma maneira para dirimir conflitos nessa frente.
O fundador e presidente da companhia, Ogari Pacheco, enfrentou várias dificuldades ao começar a fazer parcerias com universidades. “Ainda existe esse ranço em muitos lugares no país: o empresário acha os pesquisadores de universidades muito sonhadores, e os acadêmicos demonizam o empresário por buscar o lucro”, diz. Para mediar a relação, Pacheco montou um comitê científico em 2004.
O conselho se reúne uma vez por mês para analisar propostas de pesquisadores de vários lugares do Brasil e do mundo. Hoje há 50 parcerias já fechadas que ajudam a reforçar o reconhecimento da companhia como maior produtora de anestésicos da América Latina. Outro bom exemplo em construir confiança entre instituições vem da Embraco, maior fabricante mundial de compressores.
Dona de uma das parcerias com universidade mais tradicionais no país, a empresa criou um vínculo umbilical com a Universidade Federal de Santa Catarina. Desde os anos 80, a Embraco mantém um laboratório dentro da universidade, responsável pela criação do primeiro compressor com tecnologia nacional, vendido para os cinco continentes.
Atualmente, a Embraco desenvolve mais de 70 projetos em conjunto com 200 especialistas da universidade, entre alunos e professores — o mais promissor deles está orçado em 25 milhões de reais e é sigiloso. “Seja em ano bom, seja em ano ruim em termos de resultados financeiros, sempre mantivemos os investimentos na parceria”, diz Evandro Gon, diretor de inovação da Embraco.
“Desenvolver uma relação umbilical quebrou algumas das resistências dos pesquisadores em se dedicar aos nossos projetos.” Uma política econômica protecionista também não favorece a inovação brasileira. Como alguns dos empreendedores mais bem-sucedidos nessa frente sabem, a competição global é um estimulante natural para a inovação.
O caso da catarinense WEG, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, com mais de 100 patentes obtidas apenas na última década, ilustra bem essa premissa. Numa visita à Alemanha em 1970, os fundadores da companhia perceberam que só existiam dois tipos de empresa nesse segmento: as grandes e dominantes; e as nanicas, fadadas a desaparecer.
Para ampliar a chance de fazer parte do primeiro grupo, decidiram que seria preciso exportar. Não só para incrementar a receita mas também para forçar o desenvolvimento de produtos competitivos globalmente. O primeiro embarque de motores, para o Uruguai, ocorreu no mesmo ano, quando a empresa tinha menos de uma década de existência.
Atualmente, a WEG detém 14% desse segmento no mercado americano e vive o período de expansão internacional mais intenso de sua história. Foram 20 aquisições no exterior desde 2010. A lógica por trás das compras tem sido ampliar o portfólio, entrar em novos mercados e adquirir tecnologia.
“A exposição ao mercado global tem sido fundamental para manter a competitividade da companhia”, afirma Harry ­Schmelzer Jr., presidente da WEG.
“Os países bem-sucedidos foram os que se engajaram no comércio exterior e aprofundaram sua integração com o restante do mundo”, afirmam os economistas Fabio Giambiagi e Alexandre Schwartsman no livro Complacência — Entenda Por Que o Brasil Cresce Menos do Que Pode. Não há uma única medida capaz de solucionar todas as questões que ainda impedem o país de avançar nessa frente.
“As nações se engajam em trocas porque ganham ao se especializar em vez de tentar produzir tudo domesticamente.” Por enquanto, essa é uma batalha que, no Brasil, foi vencida por alguns empreendedores resilientes. E, infelizmente, é um grupo que ainda está longe de ser a regra.

JORNAL DE BRASÍLIA


Fuzil usado na Segunda Guerra é apreendido no Sol Nascente


Um fuzil 762, arma desenvolvida durante a 2ª Guerra Mundial, foi encontrado na chácara 99 do Sol Nascente em Ceilândia, no fim da tarde deste domingo (3). A apreensão aconteceu após uma denúncia anônima.
Os policiais foram informados que havia um fuzil nesta chácara e foram averiguar. A moradora da casa autorizou a entrada dos policiais que encontraram a arma, com seis munições de 762 e uma de calibre 38.
Após campana de dez minutos, o dono da arma apareceu e recebeu a voz de prisão. Ele foi conduzido para a 23ª DP e detido por porte ilegal de arma. O acusado possui passagens por homicídio, roubo, porte ilegal e desacato.
OUTRAS MÍDIAS


JORNAL A GAZETA DO IGUAÇU (PR)


Renata Thomazi

Avião presidencial ficará exposto no pátio da Helisul

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Muito em breve, a aeronave Boeing 737-200 VC96, que foi utilizada para pela Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte de presidentes, será conhecida por moradores e turistas que passam por Foz do Iguaçu. Isso porque o avião ficará em exposição permanente no pátio da Helisul, empresa de taxi aéreo, localizada na Avenida das Cataratas. O termo de uso e concessão do bem cultural foi assinado no dia 29 de fevereiro deste ano pelo Brigadeiro do Ar, Marcio Bhering Cardoso, diretor do Museu Aeroespacial (MUSAL). O avião estava estacionado na base aérea de Guarulhos (SP), e chegou a Foz na última sexta-feira (1º), depois de onze dias de viagem. O custo do transporte terrestre foi de aproximadamente R$130 mil. A equipe de mecânicos da Helisul recebeu a aeronave no sábado (2), e a partir desta segunda-feira (04) começa o trabalho de montagem e restauração. A previsão de entrega da aeronave é de três meses.

RENASCENÇA (Portugal)


“Um dia histórico”. Tecnologia portuguesa em novo avião multiusos da Embraer

O KC-390 “é um cargueiro militar, mas é também um avião de abastecimento, é um avião de entrega, de transporte de pessoas e de páraquedistas”. Três módulos são da responsabilidade do Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA).
Henrique Cunha
O primeiro-ministro, António Costa, preside esta segunda-feira, em Alverca, à apresentação da mais recente aeronave militar da brasileira Embraer, com forte participação da engenharia aeronáutica nacional.
O ministro da Economia também vai estar presente e, ouvido pela Renascença, diz ser um dia de afirmação das capacidades do país.
“É um dia histórico no sentido em que, pela primeira vez, há uma aeronave concebida e implementada em Portugal, concebida por centros tecnológicos portugueses. É um dia de afirmação da engenharia portuguesa, da capacidade tecnológica do país para uma das indústrias mais desafiantes e mais exigentes que é a indústria aeronáutica”, afirma Manuel Caldeira Cabral.
O KC-390 tem três módulos da responsabilidade de um centro de engenharia e inovação português – o CEIIA, Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel.
O ministro da Economia garante que a aposta no emprego qualificado e em salários mais elevados é para manter.
“Há empresas em Portugal a trabalhar para a Embraer. Há a própria Embraer com duas fábricas. Mas há também empresas que estão no "cluster" aeronáutico que estão a trabalhar para Boeing ou para a Airbus e para várias outras empresas da área da aeronáutica e até do aeroespacial. Isto é bastante interessante e cria empregos mais qualificados da concessão, do desenho e do controlo de produção”, argumenta.
“E cria também empregos operários bastante existentes com muita formação profissional, portanto, também melhor remunerados do que os empregos que tínhamos no passado”, acrescenta.
Manuel Caldeira Cabral sustenta ainda que Portugal está a responder com a sua mão-de-obra, de modo positivo, às necessidade do sector aeronáutico que por sua vez aposta no nosso país e cria empregos.
Uma aeronave multiusos
O presidente da empresa de engenharia aeronáutica que coordenou a parceria com a Embraer destaca as características do KC-390.
“É a maior aeronave projectada para aplicações multiusos civis: missões de socorro, de apoio, ajuda no combate a fogos florestais, mas também com aplicações militares, e por isso é concebida de forma a poder suportar variadíssimas aplicações e a mudar de aplicação num curto espaço de tempo”, afirma Jacinto Bettencourt à Renascença.
“É um cargueiro militar, mas é também um avião de abastecimento, é também um avião de entrega, de transporte de pessoas e de paraquedistas. Neste sentido, valoriza ainda mais a participação portuguesa”, destaca.
O primeiro KC-390 da fase de produção em série deverá ser entregue à Força Aérea brasileira no início de 2018.

TSF RÁDIO E NOTÍCIAS (Portugal)


KC-390, o avião brasileiro com tecnologia portuguesa

António Costa vai marcar presença em Alverca para a apresentação do novo aparelho da construtora aeronáutica brasileira Embraer.
O primeiro-ministro vai participar na apresentação do avião KC-390 um novo aparelho que pode ser usado no combate aos fogos florestais. A aeronave está, ainda, adaptada ao transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento aéreo e missões de busca e resgate.
Portugal está envolvido no projeto através do Centro de Excelência para a Inovação e Indústria (desenvolvimento e testes) e das unidades da Embraer no país: a OGMA, em Alverca, e as fábricas de Évora (construção de componentes).Construída pelos brasileiros da Embraer, a aeronave, que conta também com tecnologia portuguesa, já permitiu a criação de centenas de postos de trabalho.
O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, sublinha a importância do projeto para dinamizar a tecnologia e o desenvolvimento em Portugal.
O KC-390 vai ser apresentado logo à tarde, no Parque Aeronáutico de Alverca, no concelho de Vila Franca de Xira. O primeiro aparelho deve ser entregue à Força Aérea do Brasil no inicio de 2018.
O ministro Manuel Caldeira Cabral acredita que quando chegarem as encomendas, a produção da aeronave vai permitir criar centenas de postos de trabalho em Portugal.
O novo avião pode substituir na Força Aérea portuguesa, o Hércules C-130. Tal como outros 30 países, Portugal assinou uma carta de intenção de compra de até 6 aviões, mas ainda não há uma decisão formal sobre o assunto.
O ministro da defesa, Azeredo Lopes, afirmou em abril, que o Estado mantém o interesse na compra destes aviões, admitindo que a decisão vai ter de ser tomada mais tarde ou mais cedo.

PORTAL SAPO (PORTUGAL)


KC-390: avião brasileiro com tecnologia portuguesa é lançado esta tarde

O KC-390 é uma aeronave adaptada ao transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais. António Costa preside à apresentação do avião KC-390, em Alverca
ImagemO primeiro-ministro António Costa preside esta tarde, em Alverca, Lisboa, à apresentação do avião KC-390, o novo aparelho da construtora aeronáutica brasileira Embraer com participação da engenharia portuguesa.
A sessão decorre pelas 17h, no Parque Aeronáutico de Alverca, no concelho de Vila Franca de Xira, e contará também com a presença do ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral.
Trata-se da primeira apresentação do KC-390, que a Embraer vai levar ao festival aéreo de Farnborough, em Inglaterra, a decorrer de 11 a 17 de julho.
O KC-930 é uma aeronave adaptada ao transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais.
Portugal está envolvido no projeto através do Centro de Excelência para a Inovação e Indústria (desenvolvimento e testes) e das unidades da Embraer no país: a OGMA, em Alverca, e as fábricas de Évora (construção de componentes).
O primeiro KC-930 da fase de produção em série está previsto ser entregue à Força Aérea Brasileira no início de 2018.
Tal como outros 30 países, Portugal assinou uma carta de intenção de compra do KC-390, de até seis aeronaves.
Em abril, numa visita às fábricas da Embraer em Évora, o ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, disse que o Estado mantém o interesse na compra destes aviões e admitiu que a decisão “vai ter de ser tomada mais tarde ou mais cedo”.
No final de junho, também em Évora, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, disse acreditar na aquisição por Portugal do novo avião militar KC-390.
“Respeitamos o tempo do Governo português e as conversas estão a caminhar de forma absolutamente normal e sem nenhum tipo de pressão de nenhum dos lados”, afirmou na altura o responsável pela unidade de defesa e segurança da Embraer.

SAPO.PT (Portugal)


Brasil: Segurança reforçada no centro do Rio a partir de hoje

A um mês do começo dos Jogos Olímpicos, um dispositivo de segurança privada avança para ajudar a manter a ordem no Rio de Janeiro.
Paulo Jorge Pereira
O centro do Rio de Janeiro passa a contar, a partir de hoje, quando falta cerca de um mês para o início dos Jogos Olímpicos, com um dispositivo de segurança privada que irá colaborar na manutenção da ordem. 
Segundo o diário "O Globo", o programa Segurança Presente vai dispor de um contingente que, no total, irá envolver 528 elementos, embora nem todos estejam em acção já hoje. A ideia é que a vigilância se processe segundo três etapas, repartindo-se por diversas áreas da cidade.
De momento, 168 agentes, englobando "polícias militares na reserva e agentes civis que já pertenceram às Forças Armadas", são chamados à actividade. Até ao final deste mês, o resto do contingente deverá marcar presença diariamente nas ruas da cidade.
Conta o diário brasileiro que a operação é financiada numa colaboração entre a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, o governo estadual e a prefeitura num acordo que foi assegurado durante dois anos. Entre as 6h30 e as 22h30, todos os dias, 15 viaturas, 24 motos e 66 bicicletas constituem apoio ao controlo a exercer pela força em causa.

JORNAL NEXO (SP)


O Brasil agora tem uma Política Nacional de Inteligência. Para que ela serve

Documento estabelece diretrizes para a Abin e outros órgãos do governo que trabalham com inteligência; para especialista, texto disciplina o setor e reduz margem de atuação "arbitrária"
Bruno Lupion
O Brasil estabeleceu na quarta-feira (29) sua Política Nacional de Inteligência, conhecida pela sigla PNI. O documento é uma espécie de “Constituição” dos órgãos públicos que têm como objetivo buscar e produzir conhecimento estratégico para assessorar os governantes.
A publicação do documento, por meio de decreto assinado pelo presidente interino Michel Temer, ocorreu 31 anos após o fim da ditadura militar, que usou órgãos de inteligência do Estado para espionar e torturar opositores.
Nesse período, o país vem lidando com a desconfiança sobre o uso da inteligência pelo poder público à margem da lei ou para controlar movimentos sociais. Em 2012, os servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) divulgaram que o órgão adotava práticas “atrasadas” ao instruir o acompanhamento de movimentos sociais.
Houve também casos de uso indevido de agentes de inteligência em investigações policiais, como no caso da Operação Satiagraha, que tinha como alvo o banqueiro Daniel Dantas. O Superior Tribunal de Justiça anulou a operação apontando a ilegalidade da atuação de agentes da Abin nesse tipo de investigação.
A Abin é responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros “informações e análises estratégicas, oportunas e confiáveis, necessárias ao processo de decisão”, segundo definição do próprio órgão.
A PNI estabelece diretrizes para a atuação do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência). O órgão central desse sistema é a Abin, e dele participam ministérios como Casa Civil, Fazenda e Comunicações, além das Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica.
Qual é o impacto do texto
Camel Farah, coronel do Exército na reserva e consultor na área de inteligência, segurança e defesa, afirma ao Nexo que a PNI vai disciplinar os órgãos de inteligência e reduzir o espaço para que o governante de ocasião ou os servidores do setor atuem de forma “arbitrária”.
“O texto define limites do que a atividade de inteligência e seus executores podem ou não fazer. Isso é fundamental e evita que tenhamos pessoas ultrapassando os limites”
Camel Farah
Militar da reserva e consultor na área de inteligência, segurança e defesa
Para Farah, ao definir diretrizes, a PNI também melhorará a organização do sistema de inteligência. “Hoje os órgãos já estão trabalhando, mas de forma reativa, apagando incêndios. Por exemplo, esse ano tem Olimpíada, "então corre todo mundo pra lá", diz.
A médio prazo, os órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência deverão elaborar seus respectivos planos, que delimitarão os objetivos de cada um deles. A política define “o que” eles devem buscar e os planos, o “como” será feito.
Em novembro de 2012, a Aofi (Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência), que representa servidores da Abin, criticou o então ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), José Elito, por ordens para que os agentes acompanhassem o trabalho de movimentos sociais. “É nefasto aceitar que seja correto o acompanhamento pela inteligência de Estado desses movimentos”, disse à época a associação.
O GSI é um órgão localizado na Presidência da República e que tem status superior à Abin. É hoje comandado pelo general Sérgio Etchegoyen, que tem status de ministro. Alguns militares ouvidos pelo jornal “Folha de S.Paulo” acreditam que a agência monitorará movimentos sociais para evitar que o governo Temer seja surpreendido por manifestações. A Abin apoiou a aprovação da Lei Antiterrorismo, criticada por entidades que veem risco de criminalização de movimentos sociais.

O que está no documento
Principais ameaças ao Brasil
O texto estabelece 11 situações que podem colocar a sociedade e o Estado brasileiro em risco e, portanto, devem ser evitadas de forma prioritária pelos órgãos de inteligência. Entre elas estão espionagem, sabotagem, ataques cibernéticos, terrorismo, corrupção e ações contrárias ao Estado Democrático de Direito.
Diretrizes da inteligência
Segundo o documento, o Sisbin e seus órgãos deverão atuar pautados por dez diretrizes, como prevenir ações de espionagem, detectar ações adversas aos interesses do Brasil no exterior, prevenir ações de sabotagem e cooperar para a proteção das infraestruturas críticas do país.

Por que o texto foi publicado agora
É a primeira vez que o Estado brasileiro no período pós-redemocratização define uma Política Nacional de Inteligência. A necessidade desse documento foi estabelecida em 1999, na lei que criou a Abin, mas ele demorou 17 anos para ser publicado.
O governo federal começou a elaborar uma proposta em 2009, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de um grupo de trabalho composto por membros do governo e militares, sob a coordenação da Casa Civil, então chefiada pela agora presidente afastada Dilma Rousseff.
O texto foi submetido à avaliação do Congresso e ficou pronto para publicação em 2011. O documento publicado na quarta-feira é basicamente o mesmo que estava parado no Planalto desde 2011.
Farah atribui a demora na publicação do texto à falta de uma “cultura” na sociedade brasileira que dê importância às atividades de inteligência. “Quem está começando a se preocupar agora com isso é a iniciativa privada, que viu que inteligência significa lucro e contra-inteligência, não ter prejuízo. O Estado continua lento”, diz.
Em nota ao Nexo, a Aofi elogia a iniciativa do governo Temer e avalia que a publicação da PNI não está relacionada às Olimpíadas no Rio, em agosto, mas sim a um esforço do atual ministro da GSI em convencer o presidente interino da importância do documento.

PORTAL OPINIÃO & NOTÍCIA (RJ)


Empresa alemã desenvolve "drone" para transporte de passageiros

O novo projeto de avião-robô de passageiros já está na fase de testes de voo
Pilotar um helicóptero é difícil, sobretudo quando está pairando no ar por causa da instabilidade do aparelho. Com a mão esquerda o piloto levanta e abaixa a alavanca do coletivo (para subir ou descer), e com a mão direita move o manche cíclico, que controla os movimentos para frente, para trás e os laterais, além dos pés para manejar os pedais que abaixam o nariz.
Em comparação, pilotar um avião-robô é muito fácil. Alguns podem ser pilotados por pessoas com pouca ou nenhuma experiência, com o uso apenas de um aplicativo do smartphone. Então, é uma questão de tempo até que as empresas comecem a fabricar aviões-robô com capacidade para transportar passageiros.
O avião-robô para transporte de passageiros Volocopter VC200O está em fase de testes de voo. Com 18 rotores separados parece deselegante, mas segundo seu fabricante, a empresa alemã E-volo, com sede em Karlsruhe, Alemanha, o avião-robô é mais estável do que um helicóptero convencional.
A ideia por trás do Volocopter e de “multicópteros” semelhantes, como são chamadas essas estranhas máquinas voadoras, é que, assim como os aviões-robô, eles são equipados com sensores, giroscópios, acelerômetros e magnetômetros, que associados ao sistema de computador de bordo, mantêm uma autonomia de voo sem quase intervenção dos tripulantes. O piloto ou o operador do voo só dá os comandos básicos, e os equipamentos controlam as manobras, mantêm o equilíbrio em imobilidade no ar e recuperam automaticamente a posição em casos de mudanças climáticas, como súbitas rajadas de vento.
O próximo passo é convencer as autoridades da Administração Federal de Aviação (FAA), o órgão governamental dos EUA responsável pelos regulamentos da aviação civil no país que, em razão dos equipamentos sofisticados, esses aviões-robô podem ser pilotados com segurança por pessoas com pouca experiência. É um processo longo de persuasão, mas é viável. Essas autoridades já desenvolveram programas especiais de treinamento com empresas e pessoas envolvidas em projetos inovadores de aparelhos, como asas-deltas motorizadas e ultraleves.

PORTAL EXAME INFORMÁTICA (Portugal)


Sensor alerta para a presença de drones nas imediações

O Drone Tracker foi criado para ajudar a detetar a presença de drones nas imediações. A Dedrone garante que o sensor consegue distinguir aviões, pássaros e drones, evitando assim falsos positivos.
Durante a demonstração, a Dedrone explicou que o Drone Tracker usa uma combinação de microfones, sensores wireless, câmaras e sensores infravermelhos para detetar os drones. O mapa começa por mostrar os objetos que se aproximam como pontos verdes, que passam a quadrados vermelhos quando se confirma que se trata de um drone, noticia o ArsTechnica.
O sistema permite o envio de um email para o utilizador com uma fotografia do drone “invasor” e até uma descrição do tipo de UAV. O DroneTracker consegue detetar objetos dentro de um perímetro de 500 metros e gravar os movimentos do drone.
O Drone Tracker básico começa nos dez mil dólares por instalação, havendo combinações mais complexas que facilmente atingem as centenas de milhares de dólares.
Este tipo de sistemas pode ser útil para monitorizar a atividade de drones junto de prisões, embaixadas, esquadras de polícia, instalações militares, centros de dados ou recintos desportivos. Nesta fase, a Dedrone comercializa à parte um aparelho que produz interferências, afetando o funcionamento normal do drone.
Espera-se que o segmento de produtos para deteção de drones cresça à medida que os drones se tornam mais populares, atingindo um valor de mercado de 4,19 mil milhões de dólares em 2024, segundo dados da Grand View Research.



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