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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 19/06/2016 / Neblina atrasa voos em um dos maiores aeroportos do Brasil


Neblina atrasa voos em um dos maiores aeroportos do Brasil ...


Sábado (18) começou com neblina forte nos estados do centro-sul. O resultado foi um dia inteiro de irritação ...

O sábado começou com neblina forte nos estados do centro-sul. O resultado foi um dia inteiro de atrasos e irritação num dos maiores aeroportos do Brasil.

É só juntar frio, muita umidade e pouco vento que dá nisso. Neblina pra todo lado. Estava até difícil enxergar Porto Alegre na manhã deste sábado. Em Campo Grande, o dia amanheceu, mas parecia noite.

Em São Paulo, o nevoeiro baixou com tudo e o aeroporto de Congonhas começou a funcionar. Fechado pra pousos e decolagens. Vinte minutos depois, abriu só pra decolagem. Seis minutos depois, os pousos foram autorizados. Mas só por uma hora e meia. E fechou de novo.

O problema desse abre e fecha de Congonhas é que a maior parte do movimento desse aeroporto é da ponte aérea entre São Paulo e Rio. E as empresas costumam usar o mesmo avião pra fazer o chamado bate e volta. Só que por causa da neblina muitos não conseguiram sair e os que conseguiram decolar não conseguiram voltar. Aí os atrasos vão se acumulando num efeito cascata. Esse pessoal que tá atrás de mim já era pra estar no destino há algum tempo já. Mas estão todos aí sentados esperando uma segunda chance.

As salas de embarque ficaram lotadas. Um monte de gente sem saber se o avião ia sair ou não.

“A gente estava esperando chegar em Brasília às 14h, vamos chegar às 18h30”, comenta a engenheira Agda Pires.

O casal saiu de madrugada de Manaus, com destino a Navegantes, em Santa Catarina. Eles tiveram que ir para o Rio, depois São Paulo pra só então embarcar para Navegantes.

No início da noite, dos 158 voos programados para Congonhas, 64 estavam com atraso.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Aeroporto de São Luís retoma operações após 14h de ‘apagão’

Operações foram interrompidas desde as 22h40 dessa sexta-feira (17). Curto-circuito interrompeu fornecimento de energia elétrica no terminal.

Do G1 Ma

Foram retomadas ao meio-dia deste sábado (18) as operações no aeroporto internacional de São Luís (MA), Marechal Hugo da Cunha Machado. As operações foram interrompidas desde as 22h40 dessa sexta-feira (17), após um princípio de incêndio e problema no fornecimento de energia elétrica. 
Até o fim da manhã deste sábado (18), sete voos foram cancelados. Pela tarde, embarques e desembarques passaram a ser operados de forma manual, mesmo sem o fornecimento de energia elétrica ser retomado por completo.
Segundo informou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) ao G1, o problema foi causado por um curto-circuito na subestação que atende o terminal de passageiros causou um incêndio na central de ar-condicionado do aeroporto, afetando o quadro de comando de energia do aeroporto. As chamas provocadas pelo curto-circuito foram controladas pela Seção de Combate à Incêndio (SCI) do aeroporto e não houve feridos.

Técnicos trabalham para consertar o quadro de comando para permitir a ligação de um gerador ou religação definitiva de energia. Aos passageiros com embarque ou desembarque em São Luís, a Infraero orienta que seja feito o contato com as empresas aéreas para que a situação do voo seja confirmada.

Neblina atrasa voos em um dos maiores aeroportos do Brasil

Sábado (18) começou com neblina forte nos estados do centro-sul. O resultado foi um dia inteiro de irritação.

O sábado começou com neblina forte nos estados do centro-sul. O resultado foi um dia inteiro de atrasos e irritação num dos maiores aeroportos do Brasil.
É só juntar frio, muita umidade e pouco vento que dá nisso. Neblina pra todo lado. Estava até difícil enxergar Porto Alegre na manhã deste sábado. Em Campo Grande, o dia amanheceu, mas parecia noite
Em São Paulo, o nevoeiro baixou com tudo e o aeroporto de Congonhas começou a funcionar. Fechado pra pousos e decolagens. Vinte minutos depois, abriu só pra decolagem. Seis minutos depois, os pousos foram autorizados. Mas só por uma hora e meia. E fechou de novo
O problema desse abre e fecha de Congonhas é que a maior parte do movimento desse aeroporto é da ponte aérea entre São Paulo e Rio. E as empresas costumam usar o mesmo avião pra fazer o chamado bate e volta. Só que por causa da neblina muitos não conseguiram sair e os que conseguiram decolar não conseguiram voltar. Aí os atrasos vão se acumulando num efeito cascata. Esse pessoal que tá atrás de mim já era pra estar no destino há algum tempo já. Mas estão todos aí sentados esperando uma segunda chance.
As salas de embarque ficaram lotadas. Um monte de gente sem saber se o avião ia sair ou não.

“A gente estava esperando chegar em Brasília 14h, vamos chegar às 18h30”, comenta a engenheira Agda Pires
O casal saiu de madrugada de Manaus, com destino a Navegantes, em Santa Catarina. Eles tiveram que ir para o Rio, depois São Paulo pra só então embarcar para Navegantes.

No início da noite, dos 158 voos programados para Congonhas, 64 estavam com atraso.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Polícia belga detém 12 suspeitos em operação antiterrorismo


Das Agências De Notícias

 Durante uma grande operação antiterrorista em 16 municípios da Bélgica na madrugada deste sábado (18), a polícia belga deteve 12 suspeitos de atividades ligadas ao terrorismo.
"Em conexão com uma investigação criminal relacionada ao terrorismo, 40 pessoas foram levadas para interrogatório. Entre elas, 12 foram detidas", afirmou em nota o Ministério Público Federal belga.
No final do dia, três delas, todas de nacionalidade belga, foram acusadas de "autoria ou co-autoria na tentativa de cometerem assassinato terrorista e por participação nas atividades de um grupo terrorista", informou um comunicado das autoridades. Os demais nove suspeitos foram liberados.
As detenções acontecem em meio a ameaças de novos atentados durante a Eurocopa, que teve início na última sexta-feira (10), na França, e após os ataques de 22 de março ao aeroporto e metrô de Bruxelas, que deixaram 32 mortos e feriram centenas.  
De acordo com o Ministério Público, não foram encontradas armas ou explosivos nas buscas conduzidas durante a madrugada.
"Queremos continuar vivendo normalmente", afirmou o primeiro-ministro belga Charles Michel em coletiva de imprensa. "A situação está sob controle".
"Estamos extremamente vigillantes, monitorando a situação hora a hora e continuaremos com determinação a luta contra o extremismo, a radicalização e o terrorismo", disse.
O canal de TV flamengo "VTM" afirmou que os presos durante a noite eram suspeitos de planejar um ataque em Bruxelas neste final de semana durante uma partida de futebol da Bélgica.
Na semana passada, o Ministério Público Federal belga informou ter detido um homem de 31 anos, em Bruxelas, como parte das investigações pelos atentados de 22 de março na capital belga.
O suspeito foi detido na quinta (9), no bairro de Schaerbeek, o mesmo de onde partiram os terroristas que explodiram bombas no aeroporto de Bruxelas.
Em abril, a polícia belga já havia detido seis homens em operação relacionada aos atentados. Quatro foram acusados de integrar uma organização terrorista: Mohamed Abrini, Osama K., Herve B. M. e Bilal E. M.
AMEAÇAS
Nesta semana, a polícia francesa foi alertada pela polícia belga da possível chegada de pequenos grupos de extremistas vindos da Síria com planos de realizar ataques na França e na Bélgica.
A França está em estado de alerta desde os ataques do Estado Islâmico em Paris em novembro, que deixaram 130 mortos, e pela ameaça da facção de conduzir novos ataques durante a Eurocopa.
Um porta-voz do centro de crises belga afirmou nesta quarta (15) que o alerta de segurança da Bélgica está mantido. "Nós ainda estamos no nível três, nível razoavelmente alto de ameaça", disse Benoit Ramacker.
O nível três (de quatro possíveis) significa que a ameaça é considerada séria, possível e provável. O país vive sob o nível três de alerta desde novembro, na esteira dos ataques de Paris.
Na segunda-feira (13), um policial e sua mulher foram assassinados na região metropolitana de Paris por Larossi Abballa, 25, que afirmava pertencer à facção Estado Islâmico.
Em vídeo postado no Facebook, Abballa diz: "Vamos converter a Eurocopa em um cemitério".

País tem sistema falho para detectar tornados e microexplosões climáticas


Eduardo Geraque De São Paulo

Sem radares meteorológicos suficientes e com sistemas falhos de avisos de tornados ou tempestades severas, o Brasil está despreparado para enfrentar esses fenômenos climáticos frequentes.
ImagemUm deles é a chamada microexplosão, rajadas de vento em alta velocidade que batem no chão e se espalham, como se fosse uma bomba.
Sem alerta, esse fenômeno fez uma vítima recente em São Paulo. Mônica Santos, 22, estava ao ar livre no Largo da Concórdia, na tarde de 16 de maio, quando foi atingida por uma árvore derrubada por esse evento climático.
Em junho, tornados e microexplosões mataram outras três pessoas no Estado, derrubaram centenas de árvores e destruíram bairros em cidades como Jarinu e Campinas.
"O Brasil tem por volta de 40 radares meteorológicos. Para cobrir todo o país precisamos pelo menos dobrar esse número, além de formar dezenas de profissionais para operá-los", diz Carlos Morales, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP.
A falta crônica de radares e de profissionais bem treinados para isso se soma a problemas conjunturais, afirma o meteorologista Ernani Nascimento, da Universidade Federal de Santa Maria.
Segundo ele, justamente pela falta de recursos, os lançamentos noturnos de balões meteorológicos pela Aeronáutica em diferentes aeroportos do país, sempre às 21h, foram suspensos. Só os diurnos, feitos às 9h, continuam.
As sondagens atmosféricas são usadas para antecipar o tipo e a intensidade das tempestades. A ausência desses lançamentos, por exemplo, dificultou a análise dos fortes ventos que atingiram Campinas, diz o pesquisador.
Números oficiais da Aeronáutica indicam que são lançados 32 desses balões todos os dias. A volta dos lançamentos noturnos, segundo a instituição, ocorrerá em julho.
GARGALO
Mesmo que houvesse 80 radares no país e dezenas de novos profissionais habilitados para operá-los, há outro entrave. O Brasil não tem um sistema de avisos meteorológicos para a toda a população, como existe, por exemplo, nos Estados Unidos.
Lá, em regiões atingidas por tornados, é comum que sirenes instaladas nas ruas toquem de forma estridente horas antes de um possível evento atmosférico.
O alerta é complementado por informes via celular, pela televisão -que fica preta e começa a tocar um alarme- ou pelo rádio do carro.
ImagemA mensagem normalmente diz quanto tempo será necessário ficar nos porões ou longe de janelas. "Ainda não é viável um sistema de emissão de alertas como o americano", diz o meteorologista da Federal de Santa Maria. "Não é só um problema de previsão e monitoramento."
Para o especialista, tem que ser criado uma infraestrutura de comunicação, envolvendo vários setores da sociedade, inclusive a mídia.
"Não pode haver burocracia nos alertas de tempestades severas", afirma.
A falta de uma espécie de cultura do desastre natural no Brasil também é um problema a ser atacado. "Entrar em pânico ao receber um alerta meteorológico, como se tivesse lido uma sentença de morte para ela, é pior do que não receber aviso."
Apesar de enumerar os avanços obtidos pelo país no monitoramento e gestão de riscos nos últimos anos, assim como fizeram os outros pesquisadores, Kátia Canil, da Universidade Federal do ABC, diz que é preciso mudar a gestão de risco feita em cidades e Estados.
"O sistema de Defesa Civil está centrado nos militares. É preciso separar o que é atendimento a desastres que precisa do apoio militar, dos bombeiros, de ações de prevenção que fazem parte de um plano de gestão."
Segundo Kátia, assim como é o modelo de gestão de riscos na Colômbia, o ideal seria desenhar uma estratégia a partir da ação de várias secretarias de governo, e não apenas da Defesa Civil.
Houve dois avanços no país recentemente. Foram instalados nove radares pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Segundo Carlos Frederico Angelis, pesquisador do centro federal, o plano é contar com mais 12 radares. "Isso fará com que todos os locais suscetíveis a desastres estejam cobertos por radares."
Na última semana, a capital paulista, por meio da USP, ganhou um novo radar. Ele poderá ver a chuva em cada rua da cidade. "Será possível montar um sistema de alerta bastante eficiente", diz Mario de Barros, da Poli/USP.
ImagemQUANDO SERÁ A PRÓXIMA TEMPESTADE?
Brasil avançou na última década, mas continua despreparado para evitar tragédias naturais
FALTA MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA
Segundo especialistas, o Brasil tem hoje uma carência de pelo menos 70 profissionais –são cerca de dez. Sem eles, mais de dez radares instalados em 2015 terão falhas na operação
FALTAM RECURSOS
Um radar de alta definição, como o instalado em SP nesta semana, custa aproximadamente R$ 2 milhões. Sua manutenção anual sai por cerca de 30% desse valor
FALTA SINERGIA
Microexplosões e tornados devem ser previstos com antecedência. O Brasil ainda está longe de ter um sistema como o americano, em que a população é alertada por celular, televisão e sirenes nas ruas
JORNAL A CRÍTICA (AM)


Forças Armadas ocupam Amazônia durante a Operação Ágata 11

A 11ª edição da Operação Ágata, que encerra na próxima quarta-feira, combateu crimes transnacionais e levou ações sociais para comunidades distantes nos Estados do Amazonas, Roraima e também Rondônia

ImagemDesmatamento, comercialização ilegal de madeira, ilícitos transnacionais e garimpos legais, são os principais problemas da região amazônica, afirmou o general da 1ª Brigada de Infantaria de Selva Algacir Antonio Polsin. E são essas as situações combatidas pelas Forças Armadas durante a Operação Ágata 11, que encerra na próxima quarta-feira.
A ação militar visa a proteção das fronteiras amazônicas do narcotráfico, tráfico de pessoas, além de contribuir com o desenvolvimento social das populações dessas áreas remotas da região amazônica.
Ao todo são 8,1 mil militares das Forças Armadas, entre oficiais Generais, oficiais e soldados, empregados diretamente nas operações de cmapo ou em apoio aos que trabalham nas 35 agências governamentais e órgãos públicos, desenvolvendo ações de fiscalização, apreensões por vias terrestres e fluviais.
Ao todo são 8,1 mil militares das Forças Armadas, entre oficiais Generais, oficiais e soldados, empregados diretamente nas operações de cmapo ou em apoio aos que trabalham nas 35 agências governamentais e órgãos públicos. (Fotos: Divulgação/Operação Ágata)
Além das ações de fiscalização, são realizadas Ações Cívico Sociais (Acisos), com atendimentos médicos, odontológicos, e outras ações que têm o intuito de promover a prevenção de saúde, como a distribuições de medicamentos e palestras de saúde bucal. Atividades sociais e culturais, como teatro, cinema, dança, também fazem parte desse conjunto de ações.
“Há uma equipe especializada em construir pontes, reformar escolas, postos de saúde”, afirmou o tenente-coronel do 6a Batalhão de Engenharia de construção (BEC), Robert Maciel de Souza.
O tuchaua Laildo Pereira Melquior, da comunidade Ticoça, localizada na terra indígena Raposa Serra do Sol, Estado de Roraima, comentou sobre a presenças dos militares na comunidade da qual ele é líder. “Para nós é um acontecimento único. Estamos de braços abertos para todas as edições da Operação Ágata. São dias importantes para o nosso povo”, disse.
Além dessas atividades, “o combate ao mosquito aedes aegypti, causador da dengue e das febres chikungunya e zika estará na ponta de combate da operação”, disse o vice-almirante Luis Antonio.
Segundo o vice-almirante, a expectativa para esse ano é superar o número de atendimentos e ações realizadas na Operação de 2015.
Parcerias
Além das Forças Armadas brasileiras, a Operação Ágata deste ano estará integrada à Guiana Inglesa e Venezuela, através das forças militares destes dois países vizinhos. “O ilícito, o crime e o mal não tem bandeira” afirma Comandante Militar da Amazônia, Geraldo Antônio Miotto, reconhecendo a importância da parceria e o fortalecimento das ações de fiscalização nas áreas de fronteira.
“Um dos grandes ganhos da operação Ágata é a criação desse ambiente de cooperação e esse ambiente nasce do conhecimento, entre as pessoas e entre as instituições. Quanto maior o conhecimento, maior a cooperação e quanto maior a cooperação, maior a capacidade de enfrentar os ilícitos pela frente”, finaliza Miotto.
Abrangência
Estão inseridos na área de abrangência da Operação Ágata 11, os municípios de Manacapuru, Itacoatiara, Iranduba, Novo Airão, Tefé e São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Coari, localizados no Estado do Amazonas, além dos Estados de Roraima e Rondônia, todos sob a área do CMA.
Marinha em três rios
Em 2015, foram mais de 126.445 pessoas atendidas. “Com palestras, atendimentos médicos e odontológicos, distribuição de medicamentos, manutenção de prédios, emissão de documentos, além de eventos sociais e culturais”, afirmou Vice-Almirante do 9º Distrito Naval, Luis Antonio Rodrigues Hecht. Esse ano, a Marinha emprega três navios de assistência hospitalar para atuar nos rios Solimões, Negro e Amazonas, “Mais precisamente nos municípios de Novo Airão, Itacoatiara e Coari”, ressaltou.
Além da identificação de possíveis locais de apreensão de ilícitos, contrabando e principalmente armas e munições, a operação Ágata 11 visa a manutenção da segurança nas olimpíadas em diversos locais do Brasil, inclusive em Manaus, afirmou o general de Exército Geraldo Miotto. “A expectativa é que o Amazonas dê um exemplo de organização. A operação vai ser um sucesso”, ressaltou o general comandante do CMA.
Militares dão suporte a passagem da ‘Tocha Olímpica’
A Operação Tocha, também fará parte das ações realizadas durante as Olimpíadas. Neste domingo, o símbolo olímpico estará na Arena da Amazônia e segunda-feira no Centro Integrado de Guerra na Selva (Cigs). As Forças Armadas, em nome da Operação Ágata 11, estarão responsáveis pela segurança no deslocamento da tocha nesses dois dias.

PORTAL VEJA.COM


Vídeo mostra bandidos armados patrulhando a principal via do aeroporto do Galeão, no RJ ostentando fuzis AK-4

Dupla que comanda o tráfico na região está foragida desde 2003

Leslie Leitão, Do Rio De Janeiro

Toda vez que um passageiro desembarca no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, ele é obrigado a cruzar quase toda a Estrada do Galeão, via que liga o bairro da Ilha do Governador ao resto da cidade. Nos próximos meses, o número de visitantes em virtude dos Jogos Olímpicos vai aumentar consideravelmente. Nada disso parece preocupar o crime organizado. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra traficantes armados com armas de guerra passeando exatamente pela rua do aeroporto. Eles brincam, exibem as armas e fazem as siglas de uma facção criminosa.
O número 3 e a letra C são uma referência ao Terceiro Comando Puro (TCP), responsável pelo controle da venda de drogas de praticamente todas as favelas da região. No vídeo de 53 segundos, pelo menos três bandidos seguem dentro de um carro pela via. Com um celular, o passageiro do banco de trás filma os da frente com um fuzil AK-47. Em seguida, filma o próprio fuzil camuflado.
Em 2013, VEJA fez uma extensa reportagem sobre o domínio do tráfico na Ilha, justamente onde fica o Galeão. De lá pra cá, praticamente nada mudou. Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, e seu  sócio, Gilberto de Oliveira, o Gil, formam a dupla que manda em tudo no bairro e tem como base o Morro do Dendê, onde seu bando ostenta mais de 200 fuzis. Ambos colecionam mandados de prisão e estão da Justiça desde dezembro de 2003, ou seja, há quase 13 anos. Tanto tempo soltos, claro, tem um preço alto de propina pago a policiais corruptos.
A vulnerabilidade do Galeão já havia sido comprovada em novembro de 2014, quando a Polícia Federal e o Bope apreenderam três toneladas de maconha e cocaína embaladas em sacos plásticos, além de cinco fuzis e um laptop que estavam guardados na cabeceira 10 do Terminal 2 do aeroporto.
Na semana passada, o site de Veja já tinha mostrado outro risco diário com o qual os cariocas são obrigados a conviver. Na Linha Vermelha - via expressa que liga a Estrada do Galeão à zona portuária - um criminoso fez uma foto com um fuzil apontado para um carro de polícia, para demonstrar que, se quisesse, poderia matar o policial. Esse caminho também será rota dos turistas que virão para a Olimpíada.

O EI agora tem um recrutador de brasileiros: Ismail al-Brazili

Relatório da Abin revela que o grupo extremista faz esforços para obter seguidores no Brasil – e que o país está exposto a um ataque terrorista

Rodrigo Rangel

ImagemA tragédia de Orlando mostra que o extremismo, aliado à tecnologia, produz terroristas que podem atacar a qualquer momento, em qualquer lugar. E o Brasil não está a salvo. Ao menos é essa a avaliação do serviço secreto brasileiro que consta de um relatório reservado distribuído às autoridades envolvidas na montagem da segurança da Olimpíada do Rio de Janeiro e obtido com exclusividade por VEJA. O terrorismo 3.0, que arregimenta militantes remotamente com as facilidades de comunicação e as garantias de sigilo oferecidas pela internet, exorta aqueles mais radicais a realizar atentados por conta própria. Por isso, é uma das principais fontes de ameaça aos Jogos. Mais que uma simples hipótese, agora há razões concretas para elevar o alerta. A principal delas é a constatação de que grupos extremistas, em especial o Estado Islâmico, têm empreendido esforços não apenas para recrutar seguidores no país como também para deixar alguns deles em condições de agir a qualquer momento.
NO RADAR - Os terroristas criaram um canal de comunicação na internet que seria coordenado por um brasileiro e tem sido usado pelo Estado Islâmico para recrutar novos militantes jihadistas

Até recentemente, a única ameaça concreta ao Brasil conhecida era um texto de 67 caracteres escrito numa rede social por Maxime Hauchard, um dos chefões do Estado Islâmico. "Brasil, vocês são o nosso próximo alvo", dizia a mensagem, em francês, publicada dias após os atentados de novembro de 2015 em Paris. No fim do mês passado, o Estado Islâmico criou um canal de propaganda em língua portuguesa dentro de um aplicativo na internet. Inaugurado com a publicação de um discurso do porta-voz do grupo, funciona como uma agência de notícias e veicula, todos os dias, fotos, vídeos e textos com informações das frentes de combate da organização. O material, invariavelmente, faz a apologia da crueldade e alia as já conhecidas práticas do grupo à retórica religiosa radical. Os ataques à coalizão que combate os jihadistas do EI no território conflagrado entre a Síria e o Iraque são comemorados como feitos épicos: da "perfeita emboscada" contra uma patrulha egípcia ao "ataque-surpresa" que matou dezessete "apóstatas" das forças oficiais, tudo é narrado com cores fortes. A propaganda apela à conversão. É um chamamento a novos soldados
Desde que foi criado, o canal em português vem sendo monitorado de perto pelas autoridades brasileiras, que contam com o auxílio de serviços secretos estrangeiros - alguns deles, como a americana CIA, têm agentes trabalhando no Brasil há meses com a missão de detectar ameaças à Olim­píada e às delegações de seus países.
O maior desafio é identificar os responsáveis pela estratégia de recrutamento de brasileiros. Em parceria com a revista portuguesa Sábado, VEJA descobriu que um dos alvos prioritários da vigilância, neste momento, é um militante do Estado Islâmico que se identifica nas redes de propaganda do grupo como Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili - ou, simplesmente,"O Brasileiro". É ele um dos responsáveis, por exemplo, por abastecer com textos em português o canal de propaganda recém-criado. Há indicações de que Al-­Brazili não tem o Brasil apenas no nome de guerra - de acordo com informações oficiais, ele seria, de fato, um combatente brasileiro do EI.
Al-Brazili é um personagem bastante ativo na web. Nos últimos meses, abriu diferentes perfis em redes sociais. Frequentemente, assim que descobertos, os perfis são fechados a pedido das autoridades. Ele, então, abre novos. Semanas atrás, coube a Al-Brazili convocar, por meio de outros canais de comunicação do EI na internet, interessados em ajudar na tradução de textos do grupo para o canal em português. O militante, que mantém ainda dois blogs, diz ter sido recrutado para o Estado Islâmico por Abu Khalid Al-­Amriki, um americano que teria caído em combate na Síria. Ele promete vingar a morte do amigo. Além de fazer propaganda do grupo extremista, Al-­Brazili se apresenta como alguém capaz de facilitar o acesso de simpatizantes às fileiras do grupo - nos posts, ele costuma informar como os interessados podem contatá-lo por meios seguros de comunicação.
As autoridades têm motivos para acreditar que o proselitismo vem funcionando - e há casos suficientes para concluir que não se trata de platitudes apenas. Há dois meses agentes da Divisão Antiterrorismo (DAT) da Polícia Federal baseados em Brasília investigam o desaparecimento da estudante paraense Karina Ailyn Raiol, de 20 anos. Recém-convertida ao islamismo, Karina saiu de casa dizendo que iria para a faculdade e nunca mais voltou. Só depois os pais descobriram que ela havia tirado passaporte às escondidas e tomado um voo internacional rumo à Turquia. O dinheiro para as passagens veio do exterior, de fonte desconhecida. A suspeita é que a estudante tenha sido recrutada pelo Estado Islâmico. Mensagens trocadas por Karina dias antes da viagem e obtidas por VEJA mostram que ela tinha simpatia pela causa. Numa delas, a estudante diz que "se juntar aos grupos terroristas é a única forma de lutar" contra o que chama de injustiças na "terra do Islã".
Hoje, ao menos trinta suspeitos de ligação com o terrorismo são vigiados de perto pelos agentes oficiais no Brasil. Em outro caso, também a cargo da divisão antiterror da PF, foi preciso recorrer a uma medida de emergência: após a descoberta de que um universitário de 23 anos de Chapecó (SC) havia ficado três meses numa cidade síria dominada pelo EI, e que na volta ele passava as madrugadas em treinos de tiro ao alvo, os policiais pediram à Justiça que autorizasse o monitoramento do suspeito em tempo real, 24 horas por dia, por meio de uma tornozeleira eletrônica.
Dono de um serviço de entrega de comida árabe e estudante de economia, Ibrahim Chaiboun Darwiche usa a tornozeleira desde o dia 27 de maio. Ele está proibido de se aproximar de escolas, aeroportos ou outros lugares com grande concentração de pessoas. A medida vale até os Jogos, mas pode ser estendida, a depender do desenrolar das investigações. Na semana passada, soube-se que o sírio Jihad Ahmad Deyab, que cumpriu pena na prisão americana de Guantánamo por seus vínculos com a organização terrorista Al Qaeda e estava asilado no Uruguai, agora está vivendo no Brasil.
Essa profusão de notícias fez acender a luz amarela. Diz o relatório da Abin: "A disseminação de ideário radical salafista entre brasileiros, aliada às limitações operacionais e legais em monitorar suspeitos e à dificuldade de neutralizar atos preparatórios de terrorismo, aponta para o aumento, sem precedentes no Brasil, da probabilidade de ocorrência de atentados ao longo de 2016, especialmente por ocasião dos Jogos Rio 2016". A partir de uma fórmula matemática que leva em conta diferentes variáveis para calcular os riscos, a Abin conclui que a ameaça de atentados no país durante os Jogos Olímpicos alcança o patamar 4 numa escala que vai de 1 a 5 - 5 representa a certeza de que haveria um ato terrorista em preparação. No mesmo relatório, as autoridades confessam suas "limitações operacionais" para prevenir o pior.
Imagem
Leia os principais trechos do relatório da Abin:

Aumento "sem precedentes" da probabilidade de atentatos no país

O relatório da Abin afirma que o Brasil nunca esteve tão exposto ao risco de um atentado terrorista. Segundo a agência, simpatizantes do Estado Islâmico no Brasil têm recorrido a estratégias de comunicação para driblar as autoridades, o que indica que pode haver um ato extremista em preparação. No documento, a Abin admite as "limitações operacionais" dos órgãos de segurança para fazer frente à ameaça terrorista no país

ImagemPerigo dos "lobos solitários":

De acordo com a Abin, a possibilidade de atentados sofisticados como o de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unicos já não preocupa mais. O temor maior vem da ameaça de militantes recrutados à distância, que agem por conta própria e não dependem de muitos recursos para causar grandes estragos - como o massacre da semana passada em Orlando.
Trecho de relatório reservado distribuído às autoridades envolvidas na montagem da segurança da Olimpíada do Rio de Janeiro e obtido com exclusividade por VEJA

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Ministro do GSI diz que Telegram de uso do El está sendo monitorado pela Abin

O general Sérgio Etchegoyen disse ainda que "a população não precisa ficar alarmada", pois não haveria "nenhum indicativo que leve a questão para um nível alarmante"

Tânia Monteiro Brasília

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, disse ao Estado que "a população não precisa ficar alarmada" com qualquer tipo de notícia veiculada sobre a existência de um grupo de pessoas ligadas ao Estado Islâmico (EI) estar trocando mensagens em português, no aplicativo em celular Telegram. De acordo com o ministro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e os demais setores de inteligência do País, estão integrados com os órgãos que trabalham com esta finalidade no mundo inteiro, exatamente para monitorar todo e qualquer fato que mereça atenção das autoridades.
Segundo ele, monitoramentos em redes sociais e aplicativos, como este, "são feitos rotineiramente" e "todos os cuidados estão sendo tomados para garantir que os Jogos Olímpicos sejam realizados da melhor maneira possível". E emendou: "sempre há preocupação, sempre há risco, e é por isso que estamos trabalhando com o maior cuidado e atenção. Mas não há nenhum indicativo que leve a questão para nível alarmante. Por isso, não há o menor descuido neste trabalho. Ao contrário, todas as agências de inteligência nacionais e estrangeiras estão atentas e trabalhando em conjunto".
Depois de ressaltar que este grupo já vinha sendo acompanhado pela Abin e "não há nenhum fato que possa gerar qualquer tipo de alarme", o ministro acrescentou ainda que este é o "modus operandi" deste tipo de grupo em todo o mundo, e que a operação não foi criada especificamente para o Brasil. Para reforçar a sua tranquilidade em relação ao tema, o ministro disse que "há uma integração efetiva entre os Ministérios da Defesa, da Justiça e da Segurança Institucional e , principalmente entre as suas áreas de inteligência". Lembrou ainda que o sistema tem sido testado frequentemente, não só para atualizá-lo, mas durante os grandes eventos que o Brasil recebeu nos últimos anos, como Copa do Mundo e Jornada da Juventude, por exemplo.
O ministro Etchegoyen lembrou que reuniões rotineiras têm sido realizadas para tratar do tema e citou que na, última quinta-feira, por exemplo, outra deste tipo foi realizada, justamente para azeitar os trabalhos. "Temos preocupação. É claro, mas estamos vigilantes", disse. "A existência de um grupo é um dado concreto que vai construir um grau de probabilidade. Mas, até aqui, não há nenhum dado que justifique o alarme ou que tenha feito subir a preocupação. Mas, insisto. Estamos atentos", comentou ele.
De acordo com o ministro, "o fato de existirem países que estão em guerra contra o Estado Islâmico, como é o caso conhecidos dos Estados Unidos e França, isso, obviamente, aumenta o risco". Mas lembrou que as delegações estão hospedadas lado a lado, usaram, em muitos casos, os mesmos restaurantes, e que todas precisarão estar protegidas. Os riscos, segundo ele, também serão analisados, caso a caso, durante a realização dos jogos mas, todas as competições representam riscos.
Na última quinta-feira, 16, a Abin confirmou a informação de que pessoas ligadas ao Estado Islâmico criaram um grupo para trocar mensagens em português, através de um aplicativo de celular, no qual "conteúdos relacionados a ideologias extremistas são traduzidos para o português e reproduzidos nesse aplicativo (Telegram) de mensagens instantâneas". Ainda de acordo com a Abin, "a abertura desta nova frente de difusão de informações voltadas à doutrinação extremista, direcionada ao público de língua portuguesa, amplia a complexidade do trabalho de enfrentamento ao terrorismo e representa facilidade adicional à radicalização de cidadãos brasileiros". Informa também que "o compartilhamento desses conteúdos em grupos de troca de mensagens instantâneas é uma estratégia utilizada não apenas no Brasil" e que "organizações terroristas têm empregado ferramentas modernas de comunicação para ampliar o alcance de suas mensagens de radicalização direcionada, em especial, ao público jovem".
O nome do grupo é chamado Nashir Português e usa uma estratégia semelhante à da Nashir News Agency, usada pelo Estado Islâmico para fazer propaganda de suas ideias e divulgar manifestos.

Defesa negocia com governo criação de duas novas estatais

Ministério vai apresentar à gestão Temer projetos de fundação da Alada, para o setor aeroespacial, e outro ligado ao controle aéreo

Eliane Cantanhêde Brasília

O Ministério da Defesa negocia com a Casa Civil e com a área econômica a criaçãode duas novas empresas públicas que ficarão sob a alçada do Comando da Aeronáutica. Uma é a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (Alada), voltada para projetos e novas tecnologias do setor, inclusive satélites e radares. A outra, ainda sem nome, irá operacionalizar parte das atividades de controle do espaço aéreo.
Um dos objetivos das novas empresas é criar condições legais para que os recursos obtidos com as tarifas aeroportuárias (que os usuários pagam junto com a passagem de cada  voo comercial) entrem diretamente nos cofres da Aeronáutica, sem passar antes pelo Tesouro Nacional. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a criação das duas empresas públicas é “parte de um eixo muito mais amplo para trabalhar fontes alternativas e novos modelos de financiamento”. Ele lembra que é preciso “criatividade” para enfrentar dois fatores: o País convive com uma grave crise fiscal e não há recursos para investimento, mas a Aeronáutica opera com alta tecnologia, que tem uma dinâmica muito rápida e risco contínuo de obsoletismo. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, especifica que as duas novas empresas fazem parte do “Programa de Reestruturação Administrativa e Operacional da Aeronáutica”, que tem como horizonte 2041, quando a FAB completa 100 anos. Ele disse que, “seguindo uma tendência internacional de otimização de recursos, com redução de custos e de efetivo”, haverá enxugamento de estrutura e estímulo a empregos temporários, de até oito anos, concentrando o pessoal de carreira, militar e civil, nas atividades-fim, como infantaria, armamento e operador sonar.

Como exemplo de enxugamento da estrutura, o comandante disse que as próprias bases da FAB ficarão mais enxutas, como as de Fortaleza, Recife e Florianópolis. Ele citou também o que já está ocorrendo com o Parque de Manutenção. Estão sendo fechadas as unidades de Belém, Recife e o Parque dos Afonsos, no Rio de Janeiro,  deixando em atividade outras três, no Rio, em São Paulo e em Lagoa Santa (MG), mas reduzindo gastos com equipamentos próprios e fazendo parcerias comem presas da iniciativa privada,como a Embraer.

Temporários. Hoje, a FAB tem um efetivo de aproximadamente 75 mil servidores da ativa, incluindo os civis, mas a intenção do Comando é reduzir o pessoal de carreira para dar vez a jovens formados nas mais diferentes áreas, como engenharia, psicologia, medicina, jornalismo, etc., que teriam um contrato de oito anos. Segundo o brigadeiro Rossato, isso reduziria os custos com pessoal em até 50%, pois os temporários não têm direito a movimentação entre Estados, residência ou aposentadoria. Em contrapartida, têm uma formação sólida e saem da FAB para o mercado com um bom currículo.
Seriam temporários, por exemplo, os controladores de voo da nova empresa responsável pelo setor, financiada diretamente pelas tarifas aeroportuárias. O atual Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA), da Aeronáutica, manteria o controle do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), que controla as operações de voo a partir de Brasília, Manaus, Recife e PortoAlegre.
Na exposição de motivos do projeto de criação da Alada, a ser encaminhado ao Ministério do Planejamento e em seguida à Casa Civil, antes de ir para o Congresso, a Aeronáutica defendeu que, “como País de dimensões continentais, o Brasil deve adotar um senso agudo de urgência em obter a autonomia estrangeira (...) em tecnologias ditas ‘sensíveis’”. O texto diz, ainda que, na comparação com China, Japão, Índia e República da Coreia, que começaram seus programas espaciais na mesma época ou depois do Brasil, “constata-se um inquietante atraso de décadas”.
O objetivo da nova empresa, portanto, é buscar “autossuficiência nacional em materiais aeronáuticos, espaciais e nos bélicos de emprego aeronáutico”. A Alada poderá, por exemplo, desenvolver tecnologias de monitoramento do espaço aéreo por meio de rede de satélites; implementar projetos de sistemas, subsistemas e componentes de emprego aeroespacial, tudo isso relacionado à renovação da frota como caça Grippen NG.

Autonomia “Como País de dimensões continentais, o Brasil deve adotar um senso agudode urgência em obter autonomia estrangeira em tecnologias ditas sensíveis” Aeronáutica PROJETO DE CRIAÇÃO DA ALADA.

Lobos não solitários


Eliane Cantanhêde Colunista Estadão

Não bastasse o governo do Rio decretar “estado de calamidade”, o atentado em Orlando e a decisão do Estado Islâmico (EI) de traduzir suas mensagens para o português aumentaram bastante o nível de preocupação das autoridades brasileiras com a possibilidade de ataques durante a Olimpíada, que começa em 5 de agosto. Há intensa movimentação entre os órgãos de inteligência, principalmente para identificar eventuais tentativas de cooptação de brasileiros dispostos a se tornar “lobos solitários” – em geral jovens que agem praticamente sozinhos contra multidões.
O Brasil é um país pacífico, longe de ser potência e fora do radar de terroristas de qualquer espécie, mas a Olimpíada não é brasileira, é o maior evento esportivo do mundo e atrai atletas, delegações e turistas de dezenas de nacionalidades, principalmente americanos, franceses e ingleses, visados por terroristas islâmicos. Uma característica: a grande maioria com menos de 40 anos de idade.
O evento mobilizará também um bilhão de telespectadores em todos os continentes, transformando-se num grande chamariz para terroristas internacionais que usam suas ações para publicidade. Quanto mais holofotes e manchetes para suas ações cruéis, melhor para eles.
No dia seguinte ao atentado em Orlando, os setores de inteligência do Brasil já estavam em contato com a CIA (Central de Inteligência dos EUA) e com o FBI (correspondente à Polícia Federal no Brasil). Apesar da motivação homofóbica, e de não estar caracterizado o comando ou mesmo a participação do EI no ataque, o próprio autor declarou ao 911 (telefone de emergência dos EUA) que estava a serviço do EI. A troca de informações com órgãos dos EUA é para conhecer detalhes, formas de atuação, conexões e falhas na detecção do perigo.
Além disso, o Brasil trabalha em conjunto com dezenas de países, como França, Inglaterra, Israel e Argentina, via Gabinete de Segurança Institucional (o GSI, extinto por Dilma Rousseff e recriado por Michel Temer), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), PF e as três Forças Armadas. A Aeronáutica rastreará o espaço aéreo, com o suporte legal para, em caso de estrita necessidade, até abater aeronaves suspeitas. A Marinha cuidará da fronteira marítima e o Exército, junto com o GSI, coordenará uma área fundamental: a cibernética.
Durante a Olimpíada haverá sete polos de inteligência para rastrear e monitorar toda e qualquer manifestação que pareça suspeita, inclusive pelas redes sociais. Brasília tem a Central Nacional de Inteligência e o Rio terá um Centro Internacional de Inteligência e um Centro dos Serviços no Exterior, com a adesão de 113 países. Haverá, ainda, quatro agências regionais nos Estados que sediarão partidas de futebol.
A grande ameaça já não é mais a Al Quaeda, mas sim o EI, que vem firmando um padrão de atentados a partir do que matou 129 pessoas em Paris, no ano passado. Em vez de destacar seus quadros altamente treinados para atravessar mares, oceanos e fronteiras, o EI tem seduzido jovens de famílias muçulmanas nos próprios países-alvos para serem “lobos solitários”. É mais fácil, mais barato e com igual poder de destruição. Assim, a atenção principal está dentro, não fora do Brasil.

Lava Jato quer delações de Odebrecht e Léo Pinheiro sobre aeroportos

Nas negociações de acordos com presidentes da Odebrecht e da OAS, que integram concessionárias do Galeão (RJ) e de Cumbica (SP), força-tarefa busca fatos novos que transcendam a corrupção na Petrobrás; leilões dos terminais, obras para Copa e Olimpíada e recursos dos fundos de pensão e BNDES durante o governo Dilma são focos

Ricardo Brandt, Enviado Especial A Curitiba Julia Affonso E Fausto Macedo

A força-tarefa da Lava Jato elegeu temas de interesse para negociação nas delações já iniciadas de Marcelo Bahia Odebrecht e José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS. A Procuradoria da República cobra dos empreiteiros informações sobre contratos de concessões de aeroportos e obras de infraestrutura nos terminais que foram aceleradas para a Copa de 2014 e para a Olimpíada deste ano.
Para vencer os leilões de exploração, as empreiteiras formaram concessionárias e contaram com aportes financeiros dos fundos de pensão e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os investigadores da Lava Jato já encontraram indícios de que houve corrupção no processo de concessão de aeroportos realizadas em 2011, 2012 e 2013, no governo Dilma Rousseff. A força-tarefa acredita que Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro podem fornecer detalhes desses negócios – que somaram, ao todo, R$ 45 bilhões.
As tratativas formais entre defesas dos empreiteiros e a Lava Jato foram assinadas nos últimos meses com a Procuradoria-Geral da República, que busca especialmente provas de corrupção e lavagem de dinheiro de políticos e outras autoridades detentoras de foro privilegiado. Mas o fechamento do acordo, que deve vir em paralelo com a leniência, envolve a equipe de procuradores e delegados da força-tarefa, em Curitiba – origem das investigações do escândalo na Petrobrás.
Os procuradores consideram como praticamente encerrada a devassa nos contratos da estatal petrolífera e querem expandir o foco das investigações para outros setores.
Concessionárias. Odebrecht e OAS foram vencedoras de contratos de concessões nos dois principais pacotes de leilões do governo Dilma, em 2012 e 2013, passando a administrar os aeroportos de maior valor. O Grupo OAS passou a integrar a concessionária que administra Cumbica, em Guarulhos (SP) – a GRU Airport, por meio da Invepar, em um negócio de R$ 16 bilhões. A Odebrecht, associada a parceiros internacionais, venceu a concessão do Galeão, no Rio, no valor de R$ 19 bilhões.
Outras empreiteiras flagradas pela Lava Jato atuando em cartel nos contratos da Petrobrás integram concessionárias de aeroportos. A UTC, do delator Ricardo Pessoa, participa da administração de Viracopos, em Campinas (SP), que rendeu R$ 3,8 bilhões ao governo, e a Engevix da concessão do aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, um negócio de R$ 4,5 bilhões.
Executivos das duas empreiteiras – Pessoa fez delação – já foram questionados por investigadores sobre “acertos” nos contratos de aeroportos, tema considerado uma área sensível para PT e PMDB.
O setor aeroportuário foi comandado no governo Dilma por Moreira Franco, agora um dos principais auxiliares do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Moreira Franco é secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que pretende tocar as concessões no governo interino. Ele foi nomeado por Dilma ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC) em 2013.
As suspeitas envolvendo corrupção nestes contratos surgiram já no início das investigações da Lava Jato. “O que acontece na Petrobrás acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas”, afirmou em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro o primeiro delator da operação, o ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa, em outubro de 2014.
Em abril deste ano, a Lava Jato fez buscas na sede da GRU Airport e conduziu executivos coercitivamente para depor. Eles foram alvo da fase Vitória de Pirro que prendeu o ex-senador Gim Argello.
Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro já foram condenados na primeira instância em processos relativos ao esquema de corrupção na Petrobrás.
O empreiteiro da Odebrecht – que hoje completa exatamente um ano de prisão provisória – foi sentenciado no último mês a 19 anos de reclusão. O sócio da OAS foi condenado a 16 anos de prisão em agosto de 2015, mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vai votar ainda se aumenta a pena em mais 10 anos.
As condenações do juiz federal Sérgio Moro – titular da Lava Jato, em Curitiba – são por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que desviava de 1% a 3% nos contratos da Petrobrás, em um esquema de cartel e propinas que abasteceu, em especial, os caixas de políticos do PT, do PMDB e do PP, mas também PSDB, PSB e outros. Um rombo que pode ultrapassar os R$ 20 bilhões para a estata – R$ 6 bilhões já reconhecido em balanço de 2014.
COM A PALAVRA, AS DEFESAS
Procuradas por meio de suas assessorias, as concessionárias dos aeroportos de Cumbica e Galeão não quiseram comentar. A Odebrecht e a OAS também informaram que não iriam se pronunciar sobre o assunto. O criminalista Theo Dias, que representa Marcelo Odebrecht, informou que não se manifestaria sobre o assunto. José Luís de Oliveira Lima, defensor de Léo Pinheiro, não foi localizado.
Moreira Franco afirmou que apenas deu seguimento ao leilão dos aeroportos de Galeão e Confins, num processo que estava em andamento quando assumiu a SAC, e que nada tem a comentar sobre as investigações. “Temos que nos acostumar com uma coisa que é saudável. A polícia investiga, o Ministério Público monta o processo e a Justiça julga.”
O Ministério dos Transportes, que atualmente abrange o setor de aviação civil, não havia se posicionado até a conclusão desta edição.
Em 2014, quando a Lava Jato começou as apurações sobre aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que: “É importante ressaltar que as concessões foram realizadas por meio de leilões públicos, baseados em editais previamente submetidos a audiências públicas e com regras que visavam maximizar a concorrência”.
“Uma dessas regras impedia que a Agência divulgasse os participantes habilitados antes de cada leilão, ou seja, os concorrentes só foram conhecidos no momento de cada leilão. O objetivo dessa estratégia foi justamente evitar eventual conluio entre os participantes. Isso pode ser observado nos resultados dos leilões: grande número de participantes e elevados ágios. Leilão de São Gonçalo do Amarante = disputado por quatro grupos e ágio superior a 300%. Leilão de Guarulhos, Brasília e Viracopos = ágio médio de 347%. Leilão de Galeão e Confins = ágio médio de 253%.”

Comércio ilegal de armas em rede social avança sem controle

Venda sem autorização e publicidade de armamento são crimes com pena de até 8 anos de prisão e multa, mas a reportagem constatou a prática em ao menos dez grupos no Facebook

Fabio Leite E Marco Antônio Carvalho

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Grupos, páginas e perfis no Facebook anunciam e vendem armas de fogo, munições e acessórios controlados pelo Exército e pela Polícia Federal em um mercado paralelo sem fiscalização. Na lista de ofertas feitas na rede social há revólver, fuzil, cano, silenciador, máquina de recarga e até um kit importado que transforma uma pistola em submetralhadora de uso restrito das forças militares. Tanto o comércio sem autorização legal quanto a publicidade de armamento são crimes com pena de até oito anos de prisão e multa.
A reportagem constatou a prática em ao menos dez grupos fechados ou secretos no Facebook, nos quais o acesso de um membro é controlado pelo administrador da página e as informações são bloqueadas ao público externo. A maioria foi criada nos últimos dois anos e os integrantes se identificam como caçadores, atiradores e colecionadores de armas, os chamados CACs, que têm certificado de registro (CR) do Exército para comprar e portar arma e munição para a prática de tiro esportivo.
Alguns atiradores, contudo, admitiram ao Estado que os grupos são frequentados por pessoas que não vão a clubes nem disputam torneios de tiro e que estão interessadas apenas no comércio ilegal de armas. “A maioria não é CAC. Entram no grupo do Facebook para vender arma ilegalmente. Eu mesmo já recebi várias mensagens e telefonemas de gente oferecendo armas e munição sem registro”, disse um corretor de imóveis de 56 anos, atirador por hobby há dois, que pediu para não ter o nome divulgado. 
Ele anunciou a venda de um revólver calibre 38 em um dos grupos, mas disse que só vai vendê-lo para quem tem o certificado de registro de posse ou porte de arma e com a autorização do Exército. “Existe todo um procedimento que precisa ser seguido. Senão, a arma pode cair nas mãos de pessoas de má índole. O assédio (do comércio ilegal) é grande, mas quem é CAC mesmo não corre esse risco de vender para qualquer um com medo de ir preso”, disse.
ImagemOfertas. Os anúncios dos produtos são feitos pelos próprios membros, por vendedores ilegais ou por despachantes de armas que vendem aos frequentadores serviços para conseguir tirar a posse ou o porte de arma na Polícia Federal (PF) ou no Exército “sem burocracia”. Fotos dos equipamentos com os respectivos preços e especificações do produto são postadas na timeline do grupo com o pedido para que os interessados na compra façam contato “inbox” (conversa reservada), por e-mail ou WhatsApp, cujos dados são divulgados na página.
A partir daí não é possível saber se a negociação foi feita dentro ou fora da lei. O artigo 17 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) define como crime, entre outras coisas, “vender” ou “expor à venda” arma de fogo, acessório ou munição sem autorização ou em desacordo com determinação legal”. Pela lei, o comércio só pode ser feito por fábricas e lojas cadastradas, ou entre pessoas que tenham posse ou porte de arma em dia e somente após o deferimento da transferência do registro pela PF ou pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, dois órgãos que controlam o registro de armas no País.
O diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, afirma que, caso o repasse da arma seja feito sem aval, as pessoas envolvidas poderão incorrer no crime de posse e porte ilegal, com punição previsão de até seis anos, dependendo do tipo de arma. “A falta de institucionalidade de uma venda pela internet, por não ter uma unidade física para fiscalização, pode facilitar a venda ilegal de arma, que é um produto com alto potencial destrutivo.”
Os próprios atiradores que integram os grupos se dizem espantados com a forma como produtos de uso restrito são ofertados na rede social. “Tem anúncio de uma máquina que fabrica até mil munições por hora, cano que adultera a arma e submetralhadora cuja importação é proibida no Brasil”, disse um CAC membro de um dos grupos, que também aceitou falar sob condição de anonimato.
Alguns grupos estabelecem regras próprias de comércio de armas, como negociação exclusiva entre CACs, e anunciam que a responsabilidade sobre qualquer compra e venda “se dá exclusivamente entre anunciantes, vendedores e compradores”. A reportagem se identificou e contatou quatro criadores de grupos em que há oferta de armas de fogo, mas não obteve resposta de nenhum deles.
O que diz a lei (10.826/03)
● É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente
● A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização da PF e do Exército
● É crime adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal
● A pena para comércio ilegal de arma de fogo é de 4 a 8 anos de reclusão e multa
● Compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação, desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados, até mesmo o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores, atiradores e caçadores
Mediante denúncia. O Facebook prevê em seus “padrões de comunidade” a proibição de qualquer tentativa de compra, venda ou troca de arma de fogo ou munições por revendedores não autorizados. “Caso você publique uma oferta de compra ou venda de armas de fogo, álcool, tabaco ou produtos de conteúdo adulto, esperamos que esteja seguindo todas as leis aplicáveis e selecione com cuidado o público-alvo do conteúdo.”
A punição prevista para quem transgredir as normas da rede social é o bloqueio da página ou perfil. Isso acontece mediante denúncia de algum usuário.
Procurada pelo Estado, a empresa se pronunciou por meio de porta-voz: “Nos últimos dois anos, mais pessoas passaram a utilizar o Facebook para descobrir produtos e comprar e vender coisas. Continuamos focados em desenvolver, testar e lançar novos produtos para melhorar a experiência, e, com esse mesmo propósito, atualizamos a política de bens regulamentados.
Duas perguntas para....
Robert Muggah, diretor do Instituto Igarapé e pesquisador do tráfico de armas
1. O avanço do comércio de armas pelo Facebook é um fator de preocupação para a segurança pública?
Com certeza.Esse é um fenômeno crescente, que não concerne só ao Brasil. Quanto mais vemos o acesso a meios digitais crescer, e consequentemente a redes sociais, podemos esperar mais pessoas interagindo e também envolvidas com esse tipo de comércio eletrônico. O Facebook, apesar de no começo do ano ter restringido o anúncio de armas, deveria ser impelido a tomar uma posição muito mais proativa no sentido de buscar e bloquear grupos, páginas e perfis.
2. Como esse negócio afeta a política de desarmamento que o Brasil tenta implementar?
Infelizmente, a política não tem sido suficientemente forte. Com uma eventual disseminação da venda de armas de fogo pelo Facebook, e pela internet em geral, o que o País vai ver é cada vez mais um descontrole sobre os registros, coisa que já funciona de forma deficitária aqui. O que deveria ser feito é um diálogo unificado de polícias estaduais e a Federal, no sentido de definir responsabilidades e tentar aprender com experiências internacionais de monitoramento e combate.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Governo Temer fica sem reação diante de guerra na fronteira


Waldemar Gonçalves (com A Redação)

Terra de todos e de ninguém – PCC, Comando Vermelho, famílias que acumulam dinheiro e poder à custa do tráfico de drogas, toques de recolher, uso de armamento pesadíssimo e sangue, muito sangue. O assassinato de Jorge Rafaat Toumani, suposto chefe de um grande grupo criminoso na fronteira com o Paraguai, expõe ao mundo uma ferida de muitos anos em Mato Grosso do Sul: em terra onde o Poder Público não tem comando, quem manda é o crime.
Cobranças – O governo federal foi duramente cobrado, principalmente pelo governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para que tome alguma providência. Afinal, quando se fala de fronteiras, se trata de questão nacional e, como diz o tucano, ao Poder Público estadual cuidar da segurança nesta faixa de território é no mínimo uma conta alta demais para pagar.
Lacônico – Diante de um cenário político desastroso em nível nacional, cada vez mais afundada em denúncias de corrupção, a gestão de Michel Temer (PMDB) é incapaz de atender Reinaldo ou Beltrame. Ontem, em Campo Grande, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, laconicamente passou a bola para o Congresso Nacional e, em um discurso pouco convincente, também culpou a crise financeira pela inércia em relação à guerra fronteiriça.
Sem reação – Em outras palavras: enquanto criminosos agem usando armas de guerra e avançam literalmente tomando território, não existe reação imediata por parte de um governo provisório à ofensiva sanguinária na fronteira. Há inclusive, informações de gente lamentando a morte de Rafaat, já que ele, resistindo à entrada do PCC em Ponta Porã, seria o responsável por, de alguma forma, proteger a região do terror vindo de outras facções.
Técnica de assalto – Usar armamento de guerra acoplado em uma caminhonete, como na morte de Rafaat, é uma técnica já usada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em diversas ocasiões, principalmente em São Paulo, mas em ataques a carros-fortes e nunca para matar, como lembra uma reportagem da BBC Brasil. No caso, o uso da .50 é para perfurar os blindados e forçar sua parada, permitindo então um assalto.

AGÊNCIA CÂMARA


Projeto que cria regras para escolha de diretores de fundos de pensão é destaque do Plenário

Pauta está trancada pela Medida Provisória 714/16, que aumenta de 20% para 49% o máximo de capital estrangeiro com direito a voto nas empresas aéreas nacionais.

Eduardo Piovesan

O projeto que cria novas regras para escolha e atuação de diretores-executivos e conselheiros de fundos de pensão é o destaque do Plenário para as sessões de segunda-feira (20) e terça-feira (21).
Devido às festas juninas no Nordeste, haverá sessões somente nesses dois dias na Câmara dos Deputados, cuja pauta está trancada pela Medida Provisória 714/16, que aumenta de 20% para 49% o máximo de capital estrangeiro com direito a voto nas empresas aéreas nacionais.
Restrições para dirigentes

De acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 268/16, do Senado, aumentam as restrições para escolha dos diretores-executivos dos fundos fechados de previdência. Esses diretores tomam as decisões sobre os investimentos para ampliar os recursos do fundo necessários ao pagamento dos benefícios para os participantes.
Atualmente, para serem contratados, eles não podem ter sofrido condenação criminal transitada em julgado. O texto acrescenta decisão de órgão judicial colegiado, seguindo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera passível de prisão aquele condenado em segunda instância, mesmo com possibilidade de recurso.
Além disso, os diretores-executivos não poderão ser cônjuges ou parentes até o terceiro grau de conselheiro, diretor ou dirigente da entidade de previdência complementar ou do patrocinador; não poderão ter firmado contratos ou parcerias com essa entidade nos últimos três anos de sua contratação; nem ter exercido cargo em comissão ou ter exercido atividades político-partidárias nos últimos dois anos anteriores à sua contratação.
Uma das novidades do projeto é a criação da figura dos “conselheiros independentes” na estrutura dos conselhos deliberativo e fiscal. Sua escolha ocorrerá com processo seletivo e o profissional deverá ter notória especialização, definida pelo projeto como aquela que permita “inferir que o seu trabalho é o mais adequado à plena satisfação do processo seletivo”.
Eles terão de atender aos requisitos e vedações para os demais conselheiros (de participantes e do patrocinador) e ainda não poderão ter vínculo com a entidade de previdência ou ter sido empregado ou dirigente do patrocinador, receber remuneração da entidade de previdência ou participar de empresa que ofereça serviços ou produtos à entidade (de bancos, por exemplo).
Aviação

A Medida Provisória 714/16, que tranca os trabalhos das sessões ordinárias, permite ao investidor estrangeiro participar com até 49% do capital social com direito a voto nas empresas aéreas nacionais. A matéria conta com um projeto de lei de conversão de autoria do deputado Zé Geraldo (PT-PA).
Antes da edição da MP, em março deste ano, o máximo de capital votante dos estrangeiros era limitado a 20%. O texto da medida permite ainda que uma companhia brasileira seja totalmente controlada por capital externo se houver um acordo de reciprocidade com o país de origem do controlador. Com a reciprocidade, uma empresa brasileira também poderia controlar companhias de aviação daquele país com o qual tenha sido assinado acordo sobre serviços aéreos.
A direção da companhia também poderá ser exercida por estrangeiros, situação vedada anteriormente pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86).
O governo argumenta que, dentre os possíveis benefícios do aumento desse limite de participação destacam-se:aumento da competição e a desconcentração do mercado doméstico; aumento de rotas e cidades atendidas pelo transporte aéreo regular e absorção de novas práticas gerenciais e tecnologias utilizadas em mercados desenvolvidos. De acordo com o relatório, a tarifa de conexão, atualmente paga pelas companhias aéreas, e repassada ao preço das passagens, será arcada diretamente pelos passageiros.
Ela é devida nos casos em que o passageiro precisa usar as instalações do aeroporto para mudar de aeronave ou quando são usados os serviços de despacho.
O valor, atualmente variável de R$ 3,00 a R$ 7,00 por passageiro segundo a categoria do aeroporto, será cobrado à parte da tarifa do bilhete diretamente do usuário.
Controle de dopagem

Pendente de leitura do ofício de envio, a Medida Provisória 718/16 também poderá trancar a pauta a partir de segunda-feira (20). Ela altera normas tributárias e de controle de dopagem com foco na realização dos Jogos Olímpicos (5 a 21 de agosto) e Paraolímpicos (7 a 18 de setembro) do Rio de Janeiro.
A proposta determina, por exemplo, a criação da Justiça Desportiva Antidopagem e estabelece competências da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), entre as quais: conduzir os testes e fazer a gestão dos resultados.
Segundo o projeto de lei de conversão, do deputado Celso Jacob (PMDB-RJ), uma das emendas incluídas enquadra os beneficiários do Bolsa Atleta - política governamental voltada ao apoio de atletas de alto rendimento – como contribuintes facultativos do Regime Geral de Previdência Social.
A ideia é assegurar que os atletas contemplados não sejam prejudicados ou mesmo excluídos do programa, especialmente em ano de preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Combate à corrupção

Na quarta-feira (22), às 9 horas, os deputados realizam comissão geral para debater as dez medidas de combate à corrupção previstas no Projeto de Lei 4850/16.
O projeto, de autoria dos deputados Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP), Diego Garcia (PHS-PR), Fernando Francischini (SD-PR) e João Campos (PRB-GO), incorpora sugestões do Ministério Público Federal entregues com o apoio de mais de 2 milhões de eleitores, cujas assinaturas foram apresentadas ao Congresso juntamente com as sugestões em março deste ano.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL DOURADOS NEWS (MS)


Congestionamento marca "volta pra casa" de quem foi ver Esquadrilha


Fabiane Dorta
Um congestionamento de vários quilômetros acontece na avenida Guaicurus em Dourados, com a "volta pra casa" de quem foi até o Aeroporto de Dourados Francisco de Matos Pereira ver a Esquadrilha da Fumaça EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea). O show aéreo que encantou os douradenses foi na tarde deste sábado (18), relembre aqui.
A rodovia é o principal acesso do aeroporto a área central de Dourados. Motocicletas e carros seguem pelo local, e o trânsito está bastante lento.
Muita gente estacionou seus veículos às margens da Guaicurus e acompanhou dali as apresentações dos pilotos. Outros estacionaram nas universidades que são vizinhas do aeroporto ou no estacionamento do próprio aeródromo.
Milhares de pessoas acompanharam o show aéreo inédito em Mato Grosso do Sul, que contou com sete aeronaves modelo A29 Super Tucano. Essas são aquisições novas no Esquadrão e se destacam pela beleza e dinamismo e com eles a equipe realizou manobras diferenciadas.



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