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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 12/06/2016 / Fortalecida em jatos executivos, Embraer quer ser referência em tecnologia e design nos EUA


Fortalecida em jatos executivos, Embraer quer ser referência em tecnologia e design nos EUA ...


Space Coast, Melbourne, Flórida, Estados Unidos. É nesse endereço que a Embraer prepara mais um salto para o futuro para se tornar referência em engenharia, interiores de jatos executivos e assentos de primeira classe.

A unidade instalada em território norte-americano aponta para uma Embraer que vai muito além dos aviões --principal negócio da empresa.

Para isso, a Embraer alia engenharia, tecnologia e design. Assim como foi pioneira no passado em parcerias com a BMW e a Porsche, a Embraer inova agora absorvendo tecnologia espacial na Nasa, a famosa agência espacial dos EUA.

Nasa
Dos cerca de 600 profissionais da unidade da Flórida, cerca de 70 são engenheiros ou técnicos que vieram da Nasa e compartilham conhecimentos e experiências com as equipes brasileiras. Melbourne está ao lado do Cabo Canaveral, uma das bases da Nasa.

A ofensiva capacita ainda mais a Embraer para a produção de seus aviões, mas principalmente abre portas para mercados futuros como fornecedora para vários outros setores, como aeroespacial, defesa e naval, por exemplo.

Um dos projetos pioneiros do centro de engenharia vem da betatecnologia, que funde elementos da realidade virtual, ambiente digital e real.

Nesse ambiente, é possível testar peças que sequer foram desenhadas. "Estamos validando a tecnologia de ponta de forma mais rápida, eficiente e segura", afirmou Paulo Pires, gerente do Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer na Flórida.

Em Melbourne, a Embraer quer ser referência em tecnologia e design de interiores de jatos executivos, cuja linha de montagem final foi transferida de São José para a Flórida.

Os jatos continuam sendo produzidos no Brasil e são enviados de navio de Santos até Tampa.

As estratégias são ambiciosas. Em junho do ano passado, a Embraer adquiriu uma empresa da Califórnia de produção de assentos de luxo para aeronaves. As operações foram transferidas para Titusville, na Flórida, próximo a Melbourne. A operação foi considerada estratégica para que a Embraer fincasse o pé no seleto grupo de empresas que dominam o ciclo completo de design de interiores para jatos.

Design.
Em Melbourne, o design também é um diferencial. Uma equipe de 11 profissionais especializados pode transformar jatos executivos em verdadeiras casas ou reproduzir ambientes de iates, com a cara de seu dono. Um dos exemplos é o projeto batizado de Kyoto Airship, criado para o Lineage, o maior e mais luxuoso jato executivo da Embraer.

O avião tem teto solar, janelas grandes e mesas baixas, inspiradas no design japonês.

"Se as pessoas que vão usar o jato têm o hábito de sentar-se no chão para comer, por que deveríamos coloca-las em poltronas de couro?" pergunta Jay Beever, vice-presidente de design de interiores.

Para o cliente escolher sem pressa materiais e cores para seu jato, a Embraer criou um centro de atendimento, que leva a sério o conceito VIP.

Ali, os clientes têm suítes privativas disponíveis. Eles podem escolher entre mais de 3.000 opções de interiores, combinando carpete, tecidos, couro, madeira e metais.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.



TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Governo prepara anúncio de novas medidas para conter gastos

Mais de quatro mil cargos serão extintos. Economia estimada é de R$ 230 milhões por ano.

No Brasil, o governo Temer prepara o anúncio de novas medidas para conter os gastos públicos. E deu um prazo para que o primeiro escalão corte mais de quatro mil cargos de confiança.
Os cortes atingem ministérios e secretarias: 4.300 vagas serão extintas em até 60 dias. A economia estimada pelo governo é de R$ 230 milhões por ano. Sobram ainda mais de 20 mil cargos de direção e assessoramento superior, que podem ser preenchidos por pessoas que não fizeram concurso público.
Mas o ministro do Planejamento afirma que a partir de agora, a metade deles, 10 mil, terá que ser ocupada por servidores concursados.
“São medidas também que se coadunam e se integram dentro do esforço de ajuste geral da situação fiscal do país e demonstram, principalmente, a disposição do governo de fazer a sua própria parte e de reduzir seus custos operacionais e as suas estruturas como uma das partes importantes desse processo de ajustamento”, disse o ministro Dyogo Oliveira.
Um especialista em finanças públicas diz que a medida sinaliza que o governo está mesmo disposto a equilibrar as contas.
“Está mostrando que está trabalhando na direção do ajuste. Não adianta ficar aqui esperando meses para mandar uma reforma que todo mundo sabe que é difícil de aprovar sem ir aos poucos fazendo aquilo que é possível no curto prazo”, disse o economista Raul Velloso.
Outra medida considerada fundamental para o ajuste nas contas públicas vai ser encaminhada ao Congresso na semana que vem. É a que cria um teto, um limite, para o crescimento dos gastos públicos a partir de 2017.
A ideia é que as despesas cresçam, no máximo, até o percentual da inflação do ano anterior.
Mas para isso é preciso votar uma proposta de mudança na Constituição, com duas votações na Câmara e no Senado.
Antes, vai ser preciso discutir com deputados e senadores o que poderia ficar fora desse limite. O presidente em exercício, Michel Temer, já sinalizou que a regra não atingiria os gastos com saúde e educação.
A proposta é que se elas gastarem mais, outras áreas teriam que sofrer cortes para o teto ser respeitado.
O economista Raul Velloso lembra que o país está saindo de um déficit gigantesco, rombo de R$ 170 bilhões. Por isso, acredita que a medida deve ajudar a o país a sair da recessão.
“Nessa hora, a percepção de que o gasto está sob controle trará a volta da confiança e, portanto, a volta dos investimentos, e que vão fazer com que a coisa entre num ciclo virtuoso: crescimento melhora a situação; melhorou a situação, melhora o crescimento; e por aí a gente chega lá”, completa.

PORTAL G-1


"Saúde de Rua" leva atendimento médico e social à população, em RO

Terceira edição do projeto foi neste sábado (11), em Porto Velho. Ação teve 30 parceiros e mais de 150 profissionais no atendimento.

Por Matheus Henrique, Do G1 Ro

ImagemA Rede Amazônica realizou na tarde deste sábado (11) a 3ª edição do projeto "Saúde de Rua", que aconteceu no Espaço Alternativo, na Zona Norte de Porto Velho. O evento teve início às 14h e ofereceu diversos serviços, como atendimento médico, atividade física, serviço social, entre outros. Segundo a organização, a proposta era atender até seis mil pessoas.
Ao todo, 30 parceiros montaram pontos para atendimento ao público e 150 profissionais participam voluntariamente da iniciativa.
No Espaço Alternativo foi oferecido serviços de oftalmologia, como teste do olhinho para crianças e de glaucoma aos adultos, além de atendimento em odontologia, aferição de pressão e glicemia, assessoria jurídica, atenção nas áreas de esporte e lazer com atividades voltadas à saúde e ao bem-estar social.
A oftalmologista falou sobre a importância deste tipo de exame para a criança. "É o primeiro a ser realizado no recém-nascido, para ver se o eixo da criança está livre, sem nenhuma pacificação para criança poder enxergar. Faz parte do exame de triagem neonatal no intuito de saber se a criança tem condição de aprender a enxergar ou não. Isto ajuda a prevenir doenças que levam a deficiência visual", disse Hévila Rolim.
O evento atraiu principalmente idosos, como Erivelton Ramos de 62 anos. Ele trocou a clínica para receber atendimento ao ar livre no "Saúde de Rua". "Muito bom essa iniciativa. Vim aferir pressão, avaliação física, exame de vista, diabete e pressão alta. Aqui tem tudo, fica mais fácil do que procurar uma clínica", brinca Erivelton.
A organização do evento parabenizou as instituições que aderiram ao projeto e também os voluntários. "O Saúde de Rua está sendo um sucesso. Temos mais de 30 parceiros e grande quantidade de pessoas que buscam pelo bem estar, através de exercícios físicos. Espaço feito para adquirir e distribuir saúde. Sabemos que até as 18h, vamos ter atendido um grande número de pessoas e feito um grande trabalho para a comunidade e nos parabenizamos Porto Velho por isso”, disse o diretor regional da Rede Amazônica, Antônio Luiz Campanari.
O Governo de Rondônia, Prefeitura de Porto Velho, Ministério Público de Rondônia (MP-RO), União das Escolas Superiores de Rondônia (Uniron), Faculdade São Lucas, Força Aérea Brasileira, Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros e algumas academias e clínicas de saúde e fisioterapia foram alguns dos parceiros do projeto.
Os atendimentos gratuitos e aberto ao público começaram às 14h e encerrou às 18h deste sábado, no Espaço Alternativo.

Infraestrutura depende da ampliação das concessões, dizem especialistas

Crescimento exige investimento em rodovias, aeroportos, portos e ferrovias. Governo prevê lançar programa de parcerias e investimentos em logística.

Por Laís Alegretti E Fábio Amato

O governo federal e os estados têm desafios que vão além da missão de reequilibrar as contas públicas em meio à maior recessão da história do país. Para que o Brasil volte a crescer e aumente sua competitividade, é essencial destravar nós na área de infraestrutura.
No final de maio, um relatório divulgado pelo Instituto Internacional de Desenvolvimento de Gestão (IMD, na sigla em inglês) em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostrou que o Brasil caiu no ranking mundial de competitividade pelo sexto ano seguido e agora ocupa a 57ª posição em uma lista com 61 países.
O G1 ouviu especialistas sobre os entraves logísticos do país e o que devem ser as prioridades do governo para investimentos em aeroportos, rodovias, portos e ferrovias.
As concessões, segundo esses especialistas, continuam sendo uma das saídas para a realização de investimentos no atual cenário de recessão da economia e baixa arrecadação, que vem encarecendo o crédito e reduzindo a capacidade do governo de financiar obras de grande porte.
Programa Crescer
O presidente em exercício, Michel Temer, pretende lançar em breve o programa Crescer – nome simplificado a ser dado ao Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).
A previsão é que esse pacote inclua parte dos projetos anunciados pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa de Investimento em Logística (PIL).
Além das dificuldades específicas de cada área, o governo tem também que restabelecer a confiança dos investidores, ainda mais ressabiados em aplicar recursos no país devido à instabilidade gerada pelas crises econômica e política.
Outro complicador é a situação das principais empreiteiras e construtoras brasileiras, envolvidas nas denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato.
Confira a opinião dos especialistas sobre investimentos prioritários:
Aeroportos
O governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, previa para o segundo semestre deste ano a realização do leilão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. Agora, a equipe de Temer afirmou que o leilão está mantido, mas que não tem data para ocorrer.
Esses quatro aeroportos estão entre os que o coordenador no núcleo de infraestrutura e logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, considera prioritários para receber investimentos em ampliação e melhorias.
Resende aponta ainda a necessidade de conceder os aeroportos de Recife (PE) e Navegantes (SC). Segundo o especialista, são terminais que têm alta demanda e boa condição operacional.
Outros dois aeroportos que Resende aponta como prioritários são Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, dois dos mais movimentados do país. Nesses casos, no entanto, ele aponta problemas de natureza política.
“Historicamente, os governos dos estados não quiseram entregá-los para a iniciativa privada, com medo de perder força. Esses dois aeroportos precisam de uma restruturação muito grande, que pode incluir até a retirada de rotas deles. Isso significa certa perda de poder”, apontou.
O professor e especialista em transporte aéreo Jorge Leal Medeiros, da Universidade de São Paulo (USP), também se diz favorável à operação de aeroportos pela iniciativa privada.
Ele aponta, porém, que o governo também precisa incluir aeroportos de médio porte, e não apenas aqueles de capitais, no seu programa de concessões.
“É importante a concessão de aeroportos menores. Mas o governo não deve colocar restrições demasiadas aos operadores”, disse.
Para Medeiros, o foco deve estar em poucos aeroportos, não num programa como o anunciado pelo governo Dilma em 2013, que previa melhorias em 270 terminais de médio e pequeno porte e não saiu do papel.
Resende e Medeiros elogiaram a decisão do governo de retirar, no leilão dos quatro aeroportos, a exigência de que a Infraero tenha participação nas concessões.
O professor da USP defendeu ainda que o governo venda a participação de 49% que a estatal tem em aeroportos leiloados em anos anteriores, como o de Guarulhos e o de Brasília.
Segundo estimativa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a realização de 200 projetos para ampliar aeroportos, melhorar pistas de pouso e decolagem e construção de terminais pedem investimentos de R$ 24 bilhões.
O professor de Engenharia da Produção Elton Fernandes, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), avalia que o Brasil “tem feito opções ruins no transporte aéreo” e cita, como exemplo, a concentração de investimentos em aeroportos como o de Guarulhos, em São Paulo, o mais movimentado do país, concedido à iniciativa privada em 2012.
Segundo Fernandes, em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Recife, em que os aeroportos estão envolvidos por casas e prédios, é preciso investir na construção de novos terminais, não em melhorias dos antigos.
“Os investimentos [nesses aeroportos] estão adiando os problemas, criando sensação de conforto. Não definem uma malha mais produtiva para o país”, disse.
Fernandes aponta que o Brasil tem dimensões continentais e, por isso, precisa investir em aviação regional. De acordo com ele, porém, ao invés de aumento, o país tem visto uma redução no número de aeroportos que contam com voos regulares.
O professor se diz favorável às concessões de aeroportos, mas afirma que o modelo atual adotado pelo governo federal está “no caminho errado”. Ele critica especialmente a política para cobrança de outorgas – valor pago pelo grupo que vence o leilão pelo direito de explorar o aeroporto.
“O governo está fazendo isso [concessão de aeroportos] para melhorar seu problema de caixa. Está escolhendo para colocar em leilão aqueles aeroportos de maior valor para conseguir outorgas, e não visando a evolução da malha brasileira de transporte aéreo.”

Avião faz pouso forçado após pane mecânica e piloto é preso em MS

Piloto não tinha permissão para voo e avião estava sem documentação. Polícia acredita que aeronave estava a serviço do crime organizado.

Por Gabriela Pavão, Do G1 Ms

Um avião de pequeno porte fez um pouso forçado em um milharal após uma pane mecânica na manhã deste sábado (11) em Eldorado, a 435 km de Campo Grande, segundo informou ao G1 o delegado da Polícia Civil Claudinei Gallinari. O piloto de 64 anos foi preso por não ter permissão para pilotar aeronaves e por falta de documentação do avião.
Ele estava sozinho na aeronave e não ficou ferido. Segundo o delegado, investigações apontaram que o avião estava a serviço do crime organizado desde 2011, e a suspeita é de que tenha sido usado para contrabando e tráfico de drogas.
"O piloto será autuado em flagrante por crime do artigo 261, que é conduzir aeronave sem habilitação, sem documentação, sem plano de voo e totalmente irregular, porque nem a aeronave tinha documentação. O caso vai para a Polícia Federal", informou Gallinari.
O pouso forçado aconteceu por volta das 8h (de MS), às margens da BR-163, a cerca de 50 metros da pista, segundo o delegado. A polícia foi chamada por testemunhas. O piloto afirmou que teve pane mecânica.

PORTAL UOL


Milhares protestam contra drones na base da Força Aérea dos EUA na Alemanha


BERLIM (Reuters) - Milhares de manifestantes formaram uma corrente humana ao longo do perímetro de uma base da força aérea dos EUA no sudoeste da Alemanha neste sábado, em protesto contra as operações de drones (aviões não tripulados) dos Estados Unidos.
A manifestação foi organizada pela aliança "Stop Ramstein - No Drone War", que afirma que a base de Ramstein transmite informações entre os operadores nos Estados Unidos e as aeronaves não tripuladas em lugares como o Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iêmen e Síria.
A polícia estimou que de 3 mil a 4 mil pessoas estavam reunidas perto da base, que serve de sede para a Força Aérea norte-americana na Europa. Os organizadores do protesto afirmaram que havia entre 5 mil e 7 mil pessoas. A base de Ramstein não divulgou nenhum comentário até agora.
O uso de drones é altamente controverso na Alemanha, onde uma aversão aos conflitos militares ganhou corpo desde a Segunda Guerra Mundial. Os organizadores dizem que permitir o tráfego de dados para o posicionamento de drones a partir de Ramstein vai contra a Constituição alemã e pedem o fechamento da estação retransmissora via satélite da base.
Quase 15 anos depois que um drone disparou mísseis pela primeira vez em combate, o programa militar dos EUA se expandiu e se tornou parte cotidiana da máquina de guerra para ações de vigilância e de ataque.

JORNAL ZERO HORA


ONU pede mobilização mundial contra Boko Haram após ataque no Níger


O coordenador humanitário das Nações Unidas no Níger, Fodé Ndiaye, pediu à comunidade internacional, neste sábado, que mobilize seus recursos diante da crise resultante do maciço ataque do Boko Haram a Bosso, no sudeste do Níger.
"Antes desses acontecimentos, tínhamos US$ 75 milhões em nosso plano de resposta humanitária. No momento em que eu falo com vocês, faltam US$ 3 a cada US$ 4, e isso já antes desses acontecimentos. É importante ter uma maior mobilização da comunidade internacional", disse Ndiaye, à AFP, ao voltar de Diffa, capital da província onde ocorreu o ataque.
Segundo as autoridades nigerinas, 26 soldados foram mortos na semana passada em um assalto lançado pelo Boko Haram a Bosso, uma localidade do Níger próxima à fronteira com a Nigéria e com o Chade.
Cerca de 50.000 pessoas fugiram dessa região, em um setor que já acolhe inúmeros acampamentos de refugiados, devido à perseguição do Boko Haram.
"São milhares de pessoas que estão nas estradas (...) em condições extremamente difíceis, sem água, sem abrigo. Alguns estão espalhados debaixo das árvores com esse calor inclemente nesse mês do Ramadã", continuou Ndiaye.
"Em Kijendi (acampamento com 12.000 pessoas antes do ataque), normalmente, o médico recebe dez pacientes (por dia). Agora, ele recebe 100 por dia", completou.

PORTAL R7


Facções criminosas assumem contrabando na fronteira e Brasil tem prejuízo de R$ 115 bilhões

Máfias passaram a dominar o mercado ilegal e o produto mais contrabandeado é o cigarro

Por Caroline Apple

O contrabando no Brasil passou por mudanças nos últimos 10 anos que alteraram a categoria dos produtos comercializados e também o perfil dos contrabandistas. O sistema se profissionalizou e a imagem típica de sacoleiros e muambeiros atravessando a pé ou de ônibus a Ponte Internacional da Amizade deu lugar à atuação em massa do crime organizado, que se especializou no comércio ilegal de cigarros. O resultado é um prejuízo anual aos cofres brasileiros de cerca R$ 115 bilhões.
Estudo realizado pelo Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) aponta que 67,44% do contrabando que entra no País pelo Paraguai é de cigarro. Os principais contrabandistas são integrantes de facções criminosas, como o Comando Vermelho, o PCC (Primeiro Comando da Capital), as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a Máfia Mexicana.
Famílias paraguaias tradicionais de contrabandistas ainda atuam nas fronteiras, entretanto muitas delas viraram parceiras das facções, que agem por terra e por rios, travando com a Polícia Federal brasileira perseguições que se assemelham às cinematográficas. Lanchas repletas de contrabando atingem velocidades de 90 km/h no Rio Paraná ou no Lago de Itaipu e não é incomum troca de tiros. O desemboque da mercadoria é feito em um dos ao menos 190 portos clandestinos espalhados por toda a margem do rio paraná e do lado de Itaipu.
Mas não é só com a polícia que os contrabandistas encontram resistência. Facções rivais roubam cargas e promovem mortes e chacinas nas cidades fronteiriças. Os chamados “piratas” atuam tanto em terra quanto em rios. O resultado é índices de morte alarmantes, como o caso de Guaíra, que fica na tríplice fronteira (Paraguai, Mato Grosso do Sul e Paraná). A média de mortes na cidade entre 2008 e 2013 foi de 99,62 homicídios para cada 100 mil habitantes. O número é maior do que o de Alagoas, considerado o Estado mais violento do Brasil em 2014, quando registrou 66,5 assassinatos para cada 100 mil habitantes.
Apreensões
A Receita Federal não tem ideia da fatia do contrabando que representa as apreensões. Somente em seu depósito em Foz do Iguaçu (PR), o maior do País, o órgão tem um estoque de produtos contrabandeados avaliado em R$ 190 milhões, entre todo o tipo de produto que se pode imaginar, como tampas de garrafas, produtos eletrônicos, motos, lanchas.
De acordo com o delegado da Receita Federal Rafael Dolzan, 90% de tudo que está no local pode ser reaproveitado.
— O bem fica à disposição da União. Fazemos leilões, doações para entidades filantrópicas e também incorporamos algumas apreensões são incorporadas em órgãos públicos.
O cigarro é o único item que é destruído. A Receita Federal destrói, em média, por dia, 18 toneladas de maços de cigarro. O resíduo é usado como combustível de caldeira, porém, as caldeiras não estão dando conta de tanto material e a cooperativa que cuida da destruição vai começar uma parceria com a prefeitura de Foz do Iguaçu para reciclar o papel e o fumo ser levado para composteiras.
Fábricas paraguaias
O clima é de cavalheiros entre o Brasil e o Paraguai, porque ambos os países contribuem de forma legal para o contrabando.
Cerca de 40% do fumo usado nas fábricas de cigarro paraguaias é exportado de estados brasileiros, como o Rio Grande do Sul. Do outro lado, o Paraguai fabrica mais de 70 bilhões de cigarros por ano, sendo que apenas 2% é para consumo interno e a Polícia Federal do Brasil afirma desconhecer contratos de exportação do cigarro paraguaio para outros países.
Porém, toda a venda do cigarro dentro do território paraguaio é legal. O produto passa a ser ilegal quando ultrapassa a fronteira brasileira, principalmente aquelas que fazem divisa com o Paraná e com o Mato Grosso do Sul, sem pagar os devidos tributos.
As empresas são lucrativas e estão em expansão. É o que mostram imagens aéreas apresentadas pelo Idesf, nas quais há fábricas em construção, com novos telhados e galpões. Uma dessas empresas, inclusive, é do presidente do Paraguai, Horacio Manuel Cartes, dono da Tabesa (Tabacalera del Este), que corresponde a 30% do que é produzido no país.
Marco Berzoini Smith, delegado da Polícia Federal de Guairá (PR) – uma das principais rotas do contrabando -, evita falar numa suposta vista grossa e benefícios por parte do governo paraguaio no contrabando, e enfatiza a dificuldade de lidar com esse tipo de crime.
— Esse tipo de crime é fluido. Quando você contém ele de um lado, ele procura outra forma. Os contrabandistas trabalham em nossas falhas e fraquezas.

JORNAL O VALE (S.J. DOS  CAMPOS -SP)


Fortalecida em jatos executivos, Embraer quer ser referência em tecnologia e design nos EUA


Space Coast, Melbourne, Flórida, Estados Unidos. É nesse endereço que a Embraer prepara mais um salto para o futuro para se tornar referência em engenharia, interiores de jatos executivos e assentos de primeira classe.
A unidade instalada em território norte-americano aponta para uma Embraer que vai muito além dos aviões --principal negócio da empresa.
Para isso, a Embraer alia engenharia, tecnologia e design. Assim como foi pioneira no passado em parcerias com a BMW e a Porsche, a Embraer inova agora absorvendo tecnologia espacial na Nasa, a famosa agência espacial dos EUA.
Nasa
Dos cerca de 600 profissionais da unidade da Flórida, cerca de 70 são engenheiros ou técnicos que vieram da Nasa e compartilham conhecimentos e experiências com as equipes brasileiras. Melbourne está ao lado do Cabo Canaveral, uma das bases da Nasa.
A ofensiva capacita ainda mais a Embraer para a produção de seus aviões, mas principalmente abre portas para mercados futuros como fornecedora para vários outros setores, como aeroespacial, defesa e naval, por exemplo.
Um dos projetos pioneiros do centro de engenharia vem da betatecnologia, que funde elementos da realidade virtual, ambiente digital e real.
Nesse ambiente, é possível testar peças que sequer foram desenhadas. "Estamos validando a tecnologia de ponta de forma mais rápida, eficiente e segura", afirmou Paulo Pires, gerente do Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer na Flórida.
Em Melbourne, a Embraer quer ser referência em tecnologia e design de interiores de jatos executivos, cuja linha de montagem final foi transferida de São José para a Flórida.
Os jatos continuam sendo produzidos no Brasil e são enviados de navio de Santos até Tampa.
As estratégias são ambiciosas. Em junho do ano passado, a Embraer adquiriu uma empresa da Califórnia de produção de assentos de luxo para aeronaves. As operações foram transferidas para Titusville, na Flórida, próximo a Melbourne. A operação foi considerada estratégica para que a Embraer fincasse o pé no seleto grupo de empresas que dominam o ciclo completo de design de interiores para jatos.
Design.
Em Melbourne, o design também é um diferencial. Uma equipe de 11 profissionais especializados pode transformar jatos executivos em verdadeiras casas ou reproduzir ambientes de iates, com a cara de seu dono. Um dos exemplos é o projeto batizado de Kyoto Airship, criado para o Lineage, o maior e mais luxuoso jato executivo da Embraer.
O avião tem teto solar, janelas grandes e mesas baixas, inspiradas no design japonês.
"Se as pessoas que vão usar o jato têm o hábito de sentar-se no chão para comer, por que deveríamos coloca-las em poltronas de couro?" pergunta Jay Beever, vice-presidente de design de interiores.
Para o cliente escolher sem pressa materiais e cores para seu jato, a Embraer criou um centro de atendimento, que leva a sério o conceito VIP.
Ali, os clientes têm suítes privativas disponíveis. Eles podem escolher entre mais de 3.000 opções de interiores, combinando carpete, tecidos, couro, madeira e metais.

JORNAL A CRÍTICA (AM)


Lixeira atrai aves até aeroporto de Parintins, deixando passageiros aéreos apreensivos

Sustos, como o desta sexta-feira (10), quando uma ave colidiu com a aeronave que pousava no município amazonense, ainda preocupam os passageiros

Por Paulo André Nunes

Passageiros que costumam viajar de avião para Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) estão cada vez mais temerosos com o risco de acidentes devido à grande quantidade de pássaros que sobrevoam o Aeroporto Municipal Júlio Belém, o único da cidade dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso.
Ontem, passageiros do voo 5912, que partiu de Manaus pela manhã, passaram por momentos de tensão após uma pássaro da espécie quero-quero se chocar contra a hélice da aeronave prefixo PRMPY, da empresa MAP Linhas Aéreas, já em solo firme. A reportagem de A CRÍTICA estava no interior do avião quando o incidente aconteceu.
O incidente ocorreu por volta de 7h45, quando a aeronave já estava no pátio e os passageiros com destino à ilha tupinambarana já haviam desembarcado. Após pousar em Parintins, o avião teria como destino o Município de Itaituba, no Pará. Os passageiros foram orientados a esperar pelos reparos na aeronave e alojados em um hotel até 15h, quando a aeronave foi liberada.
Aterro-problema
Quem convive com a ameaça aponta o aterro sanitário existente a 2 quilômetros do aeroporto como foco do problema: ele atrai urubus e outros pássaros. “Será preciso acontecer uma tragédia para que alguma providência seja adotada? É inadmissível que essa lixeira exista próximo a um aeroporto. Alguém já deveria ter feito algo há tempos. Eu tinha uma reunião de negócios em Itaituba e estou parado aqui, sem poder fazer nada”, esbravejou o empresário Jailton Bezerra, que teve a viagem interrompida pelo incidente.
O engenheiro civil Josinaldo Rebouças foi outro passageiro que teve os afazeres prejudicados. “Estou indignado com essa situação. Essa lixeira é um problema. Observei vários urubus sobrevoando o aeroporto e acho que a prefeitura de Parintins deveria tomar uma providência”.
A lixeira existente próximo ao Aeroporto Júlio Belém é um complicador para pilotos e passageiros. Além dos ‘quero-queros’, são os urubus que mais preocupam. Um procedimento comum adotado após os casos como o de ontem manhã é acionar sinalizadores na pista para afugentar outros pássaros que encontrem-se ao redor do avião. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da empresa MAP Linhas Aéreas, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.
Incidente com aves é natural, diz aeroporto
A administração do Aeroporto Júlio Belém classificou como “algo da natureza” o choque do pássaro contra a hélice da aeronave, ontem, em Parintins. Segundo a administradora Sofia Haidos, “toda a cidade de Parintins tem concentração de aves e no aeroporto não seria diferente”.
A gestora disse que o caso de ontem não tem relação com a lixeira, e que foi feita uma inspeção na pista logo após o ocorrido por meio de bombeiros aeródromos. Ainda segundo ela, a administração usa de todas as formas para afugentar os pássaros da área do Júlio Belém. Ela ressalta, por sua vez, que o aeroporto está preparando a parte estrutural para receber os visitantes de outras cidades, Estados e países visando o 51° Festival de Parintins.
“Já recebemos o Cindacta aqui na cidade e estamos implantando os equipamentos que vão dar suporte no período do evento”, informou Sofia Haidos.
Questões jurídicas
A reportagem de A CRÍTICA procurou a Secretaria de Meio Ambiente de Parintins, mas foi informada que a pasta não poderia se posicionar sobre o assunto, por questões jurídicas em andamento. A pessoa indicada para falar sobre o caso foi o procurador-geral do Município que, em viagem a Manaus, não foi localizado.

JORNAL FOLHA DE PERNAMBUCO


Geraldo apresenta Compaz a ministro da Defesa


Por Branca Alves

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), dedica a manhã deste sábado (11), para apresentar o Compaz do Alto Santa Terezinha, na Zona Norte da Capital, ao ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). O equipamento é o primeiro do tipo entregue pela gestão socialista e leva o nome do ex-governador Eduardo Campos (PSB).
De acordo com o prefeito, a intenção é propor parcerias ao Governo Federal para que sejam realizadas atividades no Compaz. “O ministro é pernambucano, que conhece muito bem a nossa cidade. O Compaz é aberto a parcerias. Uma das coisas mais importantes é a flexibilidade do Compaz, que permite que vários órgãos, instituições públicas ou privadas possam fazer aqui algumas ações. Então, quem sabe a gente consegue, hoje, mostrando a ele, aqui, destacar, despertar algumas parcerias que as Forças Armadas e o Ministério possam fazer aqui com a gente na área de educação com as crianças, com os jovens, palestras, realização de ações aqui no Compaz”, afirmou Geraldo.
O ministro da Defesa elogiou o equipamento. “No que me diz respeito, acho que deve ser procurado. E, mais ainda, acho que o Governo Federal deve procurar se inspirar nesse conceito, nessa visão e nessa relação com o popular, com o povo, que é demonstrada nessa obra. Ele não só é um prédio muito grande, muito bonito, mas representa também um marco na relação entre o poder público e a soberania do povo, a soberania popular”, disse.
No equipamento, foram investidos R$ 14,2 milhões, dos quais R$ 6 milhões oriundos da Prefeitura do Recife e R$ 8,2 milhões do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM).

AGÊNCIA BRASIL


Governo Temer faz um mês com agenda positiva na economia e recuos na política


Por Paulo Victor Chagas

Neste domingo (12), Michel Temer completa um mês como presidente interino da República. Ele assumiu o poder após o Congresso Nacional aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, ao longo das últimas quatro semanas, conseguiu imprimir uma agenda positiva na área econômica.
No primeiro dia de trabalho, o governo anunciou a intenção de extinguir milhares de cargos públicos até o fim deste ano e, na sexta-feira (10) detalhou que vai cortar 4.307 funções e cargos comissionados em 30 dias. Em outro gesto, Temer anunciou o congelamento de nomeações para empresas estatais e fundos de pensão, até que a Câmara dos Deputados aprove projetos que limitam tais indicações a pessoas com qualificação técnica.
Na economia, o presidente interino alterou e aprovou a meta fiscal para 2016, que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Medida que havia ficado parada durante meses, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente parte de sua arrecadação, foi aprovada em dois turnos pelos deputados e agora será analisada no Senado.
Após anunciar a nova meta, Temer foi ao Congresso entregar o projeto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos primeiros 30 dias, o governo Temer teve apoio de congressistas e do mercado, mais foi criticado por movimentos sociais, que não reconhecem a legitimidade da gestão e criticam a ausência de negros e de mulheres em sua equipe.
As vitórias em matérias econômicas foram conseguidas por meio da ampla base de apoio que, com 367 deputados e 55 senadores, aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. O presidente interino, porém, também viu-se envolvido em polêmicas, foi obrigado a recuar em decisões e a demitir integrantes da equipe.
Depois de completar uma semana no cargo, Temer aceitou o pedido de exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá, um de seus principais aliados. A saída do ministro ocorreu após a divulgação de uma conversa entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual ambos supostamente discutiam formas de barrar as investigações da Operação Lava Jato.
Sete dias depois, foi demitido o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, após serem divulgadas conversas em que ele dá orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras e aparece criticando a Lava Jato. A notícia foi dada horas depois de o Palácio do Planalto confirmar a permanência de Silveira no cargo.
Temer recuou também na questão do Ministério da Cultura, cuja extinção tinha sido anunciada. Após ser pressionado por artistas e servidores do ministério, o presidente interino recriou a pasta. Ao assumir, Temer havia anunciado reduzir de 32 para 23 o número de ministérios.
Servidores da antiga Controladoria-Geral da União, que se transformou no Ministério da Transparência, continuaram protestando mesmo após a queda de Fabiano Silveira, e o governo não descarta voltar atrás para atender reivindicações, tais como a volta da identidade institucional da marca CGU e a vinculação do órgão à Presidência da República.
Na última segunda-feira (6), Temer anunciou uma medida em busca de uma agenda positiva: a disponibilização de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) exclusivamente para o transporte de órgãos para transplante.
Ele também buscou, ao longo do mês, fazer acenos a diferentes setores, como quando surpreendeu a própria equipe e participou de uma reunião em que vários ministros discutiam os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta semana, após se reunir empresários, ele fez questão de almoçar também com representantes de entidades sindicais no Palácio do Jaburu.
Desde que assumiu, o presidente interino tem anunciado que proporá uma reforma da Previdência. O governo criou um grupo de trabalho para discutir saídas para o rombo no setor, que estão sendo discutidas com entidades que representam os trabalhadores e aposentados.
Na próxima semana, Temer deve comparecer novamente ao Congresso para entregar aos parlamentares um projeto que cria um teto para as despesas públicas, medida que já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

REVISTA ISTO É


Edição extra do DOU traz decreto que reduz 4,3 mil cargos comissionados


O governo federal editou uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) com a publicação do Decreto nº. 8.785, de 10 de junho de 2016, que formaliza a redução de 4.307 cargos comissionados e gratificações da administração pública federal. A medida foi anunciada mais cedo pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, em coletiva à imprensa.
Segundo o Ministério do Planejamento, a economia com a extinção dos cargos e funções será de R$ 230 milhões por ano. A reestruturação deve ocorrer nos próximos 30 dias. O decreto detalha quantos cargos serão extintos em cada uma das pastas. Em termos de cargos comissionados, o Ministério da Justiça e Cidadania será o principal alvo dos cortes, com 214 postos a menos, sendo que 10 deles correspondem a secretarias.
Na reforma ministerial promovida pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), a Justiça recebeu as pastas da área social do governo. Em seguida vem o Ministério da Educação, com 210 cargos eliminados. Nenhuma pasta passou incólume, mas as mais atingidas, em termos absolutos, foram Saúde (menos 191 cargos), Casa Civil (menos 162), Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (menos 161), Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (menos 154), Cultura e Defesa (ambas com cortes de 138 cargos), Desenvolvimento Social e Agrário (menos 137), Trabalho (menos 129) e Fazenda (menos 110).
O Ministério do Turismo foi o menos afetado, com corte de sete cargos comissionados, segundo o anexo I do Decreto. No total, serão 2.503 cargos comissionados cortados nos próximos 30 dias, que se somarão aos 881 já extintos entre 27 de novembro de 2015 e 10 de junho de 2016.
Além disso, o decreto prevê a redução de 823 funções gratificadas, sendo 100 delas no Ministério do Trabalho. O segundo maior número virá do Ministério da Saúde (menos 86), seguido do Planejamento (menos 85). Haverá ainda a extinção de 100 gratificações temporárias de atividade em escola de governo, metade delas na Academia Nacional de Polícia.
Conversão de cargos
A edição extra do DOU também traz a Medida Provisória n.º 731, de 10 de junho de 2016, que prevê a conversão de 10.462 cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em postos exclusivos para servidores concursados.
Na entrevista, o ministro interino do Planejamento reconheceu que a iniciativa não necessariamente vai gerar economia aos cofres públicos. Muitos desses cargos já são ocupados por servidores concursados.
“Vai depender da composição dos cargos que estão sendo ocupados por concursados ou sem vínculo”, disse o ministro interino. A medida, segundo ele, visa a diminuir a quantidade de cargos de livre provimento (ocupáveis por indicados políticos) e aumentar a profissionalização da administração pública.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL PODER AÉREO


Nota oficial sobre transporte de órgãos a bordo de aeronaves da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) mantém de sobreaviso pelo menos uma aeronave adequada para missões de transporte de órgãos em todo o território nacional.
Tal medida foi adotada para atender ao Decreto N° 8.783, de 6 de junho de 2016. Também foi criado um plantão de tripulações de forma que seja possível atender, com a maior celeridade possível, às demandas de transporte aéreo da Central Nacional de Transplantes (CNT), organização vinculada ao Ministério da Saúde.
Vale salientar, contudo, que missões deste gênero fazem parte das atribuições de muitos dos nossos esquadrões. Entre 2013 e 2015, foram 68 órgãos transportados de maneira efetiva pela Força Aérea, voos realizados em caráter complementar, mesmo sem uma determinação legal.
Em outros 48 casos houve o acionamento das aeronaves e tripulações, contudo a missão foi computada como “não atendida” por conta de fatores alheios à Força Aérea, como falta de tempo hábil, meteorologia desfavorável, falta de infraestrutura aeroportuária e indisponibilidade de equipe médica, dentre outros motivos.
Cabe observar que a divulgação do tema levou muitos a relacionar o transporte de órgãos ao transporte de autoridades, missões de natureza distintas. Enquanto a primeira era realizada em caráter auxiliar ao sistema de saúde, a segunda já era determinada pelo Decreto Presidencial N° 4.244/2002. Criou-se uma comparação potencializadora de conclusões negativas, muitas de maneira precipitada.
Inicialmente, ressalta-se que essas são apenas duas das inúmeras missões realizadas diariamente pela Força Aérea Brasileira, todas de interesse da sociedade, como a de defender o espaço aéreo, realizar busca e salvamento, integrar o País por meio da Aviação de Transporte e patrulhar fronteiras terrestres e marítimas.
Além disso, a Força Aérea realiza atividades complementares. Ano após ano, aviões e helicópteros transportam vacinas para comunidades isoladas, pacientes em estado grave, urnas eletrônicas para todos os rincões do país; auxiliam vítimas de acidentes naturais e apoiam órgãos públicos em regiões de fronteira, entre outras missões de caráter social.
Essas missões continuarão sendo realizadas. Mas no caso específico do transporte de órgãos, os voos em prol do sistema de saúde nacional ocorrerão, a partir de agora, não mais por uma exclusiva responsabilidade do Comando da Aeronáutica, mas contando também com o indispensável apoio do Ministério da Saúde.
De fato, é de grande relevância observar que garantir a saúde da população, desde o atendimento básico até transplantes, é uma obrigação de todo o Estado brasileiro. Certamente, a percepção pública da necessidade dessas missões de transporte aéreo de órgãos significará uma nova compreensão sobre o papel de cada instituição envolvida.
Em paralelo, a Força Aérea continua a exercer o outro aspecto de forte relevância para a saúde, já prevista no Acordo de Cooperação Técnica assinado em dezembro de 2013 entre a FAB e o Ministério da Saúde: por meio de uma gestão eficaz do controle de tráfego aéreo, prioriza voos relacionados ao transporte de órgãos.
Aeronaves de matrículas civis, inclusive estrangeiras, que estejam no espaço aéreo brasileiro em quaisquer situações nas quais vidas humanas possam ser salvas, têm todo o apoio dos profissionais de controle de tráfego para tornar seus voos mais curtos.
Agora, a Força Aérea Brasileira estará ainda mais próxima do Ministério da Saúde para realizar o transporte aéreo de órgãos, com o patriotismo, o profissionalismo e o sentimento de ajudar o próximo que caracterizam os homens e mulheres da FAB.
Cumpriremos mais essa missão, com orgulho de estarmos presentes na vida dos brasileiros.
Brasília, 10 de junho de 2016.
Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

PORTAL NEXO JORNAL (SP)


Judiciário não escolheu ser protagonista político, foi empurrado para isso, diz cientista política 

Em entrevista ao Nexo, a professora da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas Luciana Gross Cunha detalha os principais temas sobre a atuação do Poder Judiciário no Brasil
A Operação Lava Jato trouxe a atuação do Poder Judiciário para o dia a dia do Brasil. Juízes, procuradores e o próprio Supremo Tribunal Federal passaram a figurar com frequência nos noticiários e a fazer parte de conversas cotidianas.
Mas como esfera de resolução de conflitos, a Justiça ainda é algo distante para a maior parte da população, sobretudo para a parcela mais pobre.
“O nosso Judiciário é atuante, mas não acho que ele está tomando o poder dos outros poderes, não está invadindo o poder de outras esferas. Os três Poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário - na minha percepção, atuam a fim de que o Judiciário dê a última palavra.”
Luciana Gross Cunha
Em entrevista ao Nexo, a cientista política Luciana Gross Cunha, professora da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, fala da variação da confiança nas instituições entre os brasileiros e detalha os principais temas sobre a atuação do Poder Judiciário no Brasil.
Essa reflexão sobre sua eficiência, desempenho e avaliação, compõe um quadro maior de debate acerca do funcionamento e legitimidade das instituições no Brasil, acirrado pela atual crise política.
No resultado da pesquisa coordenada pela Escola de Direito da FGV, as Forças Armadas e a Igreja aparecem como as instituições mais confiáveis. Esse é um resultado parecido com os anos anteriores. Qual a sua interpretação para essa percepção por parte dos brasileiros?
Luciana Começamos esta pesquisa em 2009 e desde então duas instituições aparecem sempre com muito destaque: as Forças Armadas e a Igreja. E isto aparece independentemente da renda, independentemente da escolaridade, da faixa etária..... O que a gente vê, e as últimas eleições estão mostrando cada vez mais, é uma sociedade conservadora, onde instituições pouco transformadoras são as instituições mais confiáveis para essa população. Não há muita variação entre os Estados, isso é chocante, é uma coisa muito fixa. É claro que essas duas instituições também tiveram uma queda [na sua avaliação] de um ano para outro. Mas essa queda é muito mais impulsionada pela queda geral e pela falta de perspectiva econômica do que propriamente desconfiança nessas instituições particularmente.
Você diria que é resultado de uma queda de confiança geral que impactou também estas instituições?
Luciana Exatamente. Que impactou também essas instituições, não da mesma forma como as outras instituições pesquisadas. Principalmente “governo”, “Congresso” e “partidos políticos”, mas elas também foram afetadas por este momento de crise. De 2011 para cá, em relação ao Congresso Nacional temos uma queda de 21% para 12% de confiança. Do governo temos uma queda de 38% de confiança para 11%. E as Forças Armadas e a Igreja têm uma queda em torno de 5 pontos, o que é pouco comparado com as demais.
A Justiça tem se mostrado eficiente como instância de resolução de conflitos no Brasil? Há alguma área específica onde ela funcione melhor?
Luciana O que a gente tem visto é que em algumas áreas onde a justiça trabalha em parceria com órgãos administrativos, funciona. Então, por exemplo, nos Estados onde têm o Procon que é ativo,a área de justiça do consumidor funciona melhor, então essa é uma parceria interessante. De maneira geral, o Judiciário continua com problemas que vêm de décadas. Desde a transição democrática, o Judiciário é lento, é caro, é difícil de acessar. Essa percepção continua.
A gente teve uma enorme revolução em termos de acesso principalmente nos juizados especiais cíveis e criminais. Existia uma enorme expectativa que esses juizados melhorassem a justiça inteira, só que o que acabou acontecendo é que esses juizados ficaram contaminados pelo pior modelo de justiça comum: são lentos, são muito burocratizados. Não teve uma melhora, não houve uma contaminação positiva, mas uma contaminação negativa. Não teve nenhuma alteração na forma de seleção dos operadores de justiça, sejam eles juízes ou cartorários, enfim, técnicos do judiciário que trabalham na máquina do judiciário. Esses concursos são os mesmos da década de 70, não teve nenhuma alteração. Então, não tem uma melhora no Judiciário.É óbvio que tivemos avanços O Conselho Nacional de Justiça, por exemplo. Você tem também casos impressionantes, a Lava Jato, mas esse não é o dia a dia da Justiça, é muito paralelo ao que acontece no dia a dia do Judiciário.
A Justiça é percebida como uma instância legítima e eficaz na solução de conflitos e problemas? De outra forma: os brasileiros acham que vale a pena buscar a Justiça?
Luciana Temos um enorme paradoxo. Temos uma crítica muito grande ao sistema de Justiça que não envolve só problemas tradicionais da Justiça que acontecem no mundo inteiro: dificuldade de acesso, por exemplo. Mas também tem críticas no que diz respeito a honestidade e imparcialidade do juiz. Por outro lado, a população continua vendo no Judiciário uma instância de autoridade e da presença do Estado na sua vida. Então, estão sempre recorrendo ao Judiciário Isso porque não se tem nenhum outro canal de solução de conflito.
Em outros países, quais seriam essas outras instâncias possíveis?
Luciana São instâncias administrativas, instâncias comunitárias, órgãos da própria comunidade que tomam decisões que são definidas por árbitros treinados, que muitas vezes são pagos pelo próprio Estado mas não fazem parte da burocracia estatal. Funcionam só quando existe um conflito e de uma forma muito simples e desburocratizada. Por exemplo, um morador do prédio que funciona também como árbitro para casos de conflitos de vizinhança, que é escolhido pelos próprios moradores. E essa decisão é válida não só no Judiciário, mas para todo sistema estatal. No caso brasileiro isso não acontece: nenhuma outra decisão é válida como uma decisão do juiz.
O Brasil tem, em média, 41% de presos provisórios ou seja, sem condenação definitiva por parte da justiça. Em alguns Estados esse número ultrapassa 80%. Por que, na sua opinião, isso acontece e quais são as consequências?
Luciana Isso não é uma prioridade do juiz, o juiz não está preocupado com isso, ele hoje em dia tem que cumprir metas do Conselho Nacional de Justiça. Essa pauta ou esse tipo de ação processual, ato processual, não está na prioridade dele. Tem um custo muito grande, que é um custo de conhecer quais são as motivações para aquela prisão provisória e ele simplesmente não vai gastar tempo com isso. Esse é um dos maiores problemas do Judiciário, a área criminal e mais especificamente essa questão de justiça provisória. Quando criaram as audiências de custódia aqui em São Paulo todo mundo chiou, as corporações chiaram - o Ministério Público e o Judiciário - porque agora eles vão perder um tempão, enquanto eles poderiam estar batendo as metas do Conselho Nacional de Justiça.
O acesso à Justiça no Brasil ainda é comprometido, principalmente quando pensamos nas parcelas mais pobres da população. Como esse quadro poderia mudar?
Luciana Eu já fui defensora do modelo de assistência judiciária que a gente teve aqui, bancada pelo Estado, como são as defensorias públicas. Hoje em dia eu acho que este modelo se esgotou, não é mais o Estado sozinho que tem que garantir isso. Esse é um grande problema e aí tem que ser uma participação do mundo privado e não só do mundo público porque o Estado não vai conseguir cobrir esse pedaço. As Defensorias Públicas são muito recentes, elas foram criadas na década passada, algumas até próximas dos anos 2010, mas elas viraram corporações muito mais comprometidas com seus próprios interesses do que propriamente com a prestação do serviço público que é a assistência judiciária. Aí temos que olhar para outros modelos de assistência judiciária. E de outro lado, precisamos criar formas alternativas de solução de conflito que não passam obrigatoriamente pelo Judiciário. Mas que passem por exemplo, por formas inovadoras de políticas públicas. Um exemplo interessante é o caso das iniciativas do médico da família. São agentes médicos que participam de todo o processo das famílias dentro de determinadas comunidades. Se tivéssemos um operador de justiça ou promotores, ou outros agentes - a gente tem aqui em São Paulo, por exemplo, a formação das promotoras legais que são lideranças comunitárias, que fazem cursos rápidos, fazem na verdade capacitação para trabalhar como mediadoras. Se a gente reconhecesse a decisão dessas pessoas, daríamos um salto de cidadania e de garantia de acesso à Justiça muito grande. Concentrar tudo isso no Estado, tudo isso no Poder Judiciário é um modelo falido, é um modelo que não tem futuro. Facilitamos muito o acesso à Justiça, mas não para todas as camadas da população. E temos setores, principalmente na classe média baixa, que não são atendidos pelas instituições do Estado porque ganham às vezes acima de dois salários mínimos, mas também não têm condições de pagar advogado e, quando conseguem, é um advogado de baixa qualidade que não vai conseguir fazer essa representação no Judiciário. Precisamos pensar em um outro modelo, não é dando mais dinheiro para essas instituições ou aumentando o tamanho do Poder Judiciário, do Estado, que a gente resolve o problema de acesso à Justiça.
Há uma leitura de que há um protagonismo do Judiciário em meio à crise política atual, sobretudo em função das investigações. Você acha que atualmente é possível falar em equilíbrio entre os Poderes?
Luciana Acho que é possível falar em equilíbrio de Poderes. O nosso Judiciário é atuante, mas não acho que ele está tomando o poder dos outros poderes, não está invadindo o poder de outras esferas. Os três Poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário - na minha percepção, atuam a fim de que o Judiciário dê a última palavra. É como se existisse um acordo de cavalheiros de que essas decisões vão sendo tomadas de forma seletiva pelo Judiciário, pelo Legislativo, pelo Executivo com a participação dos três para que o STF também seja um protagonista, e seja um protagonista onde a decisão dele não pode ser discutida. Quem define essa pauta são os três atores, não é o Judiciário sozinho. Não acho que seja vontade do Judiciário estar onde ele está hoje em dia, ele foi empurrado para lá. Óbvio que tinha um poder ali que, de alguma forma, quer participar das instâncias decisórias. Mas ele não fez isto à revelia dos outros, ele fez com o apoio dos outros e principalmente com o apoio dos partidos políticos de oposição. A novidade da Lava Jato diz respeito não só ao sistema de Justiça, não apenas ao Judiciário: é a primeira vez que você vê de uma forma tão intensa, três instituições que normalmente disputam poder, que são o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, atuando juntos. Talvez por isso que [a Lava Jato] esteja chamando tanto atenção. E para a opinião pública que quer a punição, talvez por isso seja tão fantástica essa operação.

PORTAL PODER AÉREO


Por que o canopi do Gripen abre do lado direito?

Em mais uma matéria sobre nossa visita às instalações da Saab em Linköping, trazemos a resposta a uma das perguntas frequentemente feitas pelos leitores do Poder Aéreo sobre o Gripen. Para responder, nada melhor do que um piloto da aeronave, que também falou sobre assuntos como o traje anti-G, o visor montado no capacete e os novos armamentos da atual versão C do caça.
ImagemChegamos à décima reportagem de nossa cobertura realizada na Suécia sobre o evento de apresentação do protótipo do Gripen E, aeronave de matrícula 39-8 mostrada ao mundo no dia 18 do mês passado. Na viagem, apuramos diversas informações e curiosidades não apenas sobre a nova geração do caça da Saab, mas também sobre as atuais versões C/D (monoposto e biposto da geração atualmente operacional, respectivamente)
Uma das últimas matérias da série tratou de nossa visita, feita em 19 de maio, ao hangar de aeronaves de testes, que faz parte das instalações da empresa na cidade de Linköping, no centro-sul da Suécia. Na reportagem, pudemos conferir diversos detalhes representativos da nova geração do caça, presentes no jato Gripen D que em 2008 foi transformado em demonstrador e que serve, hoje, como avião de testes de sistemas, tendo recebido a matrícula 39-7.
Não menos importante, pudemos comparar esses detalhes, como a nova posição do trem de pouso reprojetado, as carenagens mais volumosas da junção asa-fuselagem etc, com os mesmos itens de um Gripen C, de matrícula 39261, que estava abrigado ao seu lado. Chegou a hora de continuaremos nossa visita àquele hangar, conduzidos por Marcus Wandt piloto de provas da Saab, rodeando aquele Gripen C.
Entre algumas informações que o piloto forneceu, seja dentro do roteiro de apresentação já programado, seja respondendo às perguntas do Poder Aéreo e de outros jornalistas, está o motivo da abertura do canopi do Gripen ser do lado direito, dúvida que vez por outra atormenta o sono de leitores deste site. Afinal, na grande maioria dos caças com canopi de abertura lateral (e também nos que abrem para cima) entra-se pelo lado esquerdo da aeronave, e não pelo direito. Qual a resposta?
Não se apresse, chegaremos lá e você poderá dormir tranquilo esta noite com a resposta. Aproveite antes este breve passeio. Mesmo porque a oportunidade de caminhar por um hangar de aviões de testes, ao redor de um Gripen C empregado em campanha de integração de novos armamentos, não surge todo dia – seja na vida real, olhando e tocando a aeronave pessoalmente, seja na virtual, por texto e fotos que nossos leitores podem acompanhar agora. Caminhemos sem pressa ao redor do caça e apreciemos as informações e as vistas, estas últimas em fotos fornecidas pela Saab (relembrando que não foi permitido aos jornalistas a captura de imagens no interior do hangar).
Relembrando as armas instaladas no Gripen C 39261 – Já tratamos deste assunto em outra matéria desta série, que mostrou diversas imagens e informações da mesma aeronave exposta do lado de fora do hangar onde foi apresentado o Gripen E, em 18 de maio. Mas vale a pena retomar o tema agora, já que estamos apresentando mais fotos daquele caça dentro no hangar de aeronaves de testes, onde o vimos abrigado no dia seguinte, assim como algumas informações complementares.
O piloto de testes Marcus Wandt nos acompanhou ao redor do Gripen C 39261 enquanto apontava para as cargas externas instaladas em seus quatro pilones subalares (dois chamados “internos”, por estarem na parte da asa mais próxima à fuselagem, e dois “externos” por estarem mais próximos às extremidades), nas duas estações das pontas das asas e no pilone sob a tomada de ar direita da fuselagem. Respectivamente: dois suportes quádruplos com bombas de pequeno diâmetro (SDB – Small Diameter Bomb) com as marcas do fabricante Boeing; dois mísseis ar-ar Meteor da MBDA disparados por trilhos; dois mísseis IRIS-T da Diehl Defense, em trilhos; um pod designador de alvos Litening, da Rafael.
SDB e “swing role” – Sobre a integração das bombas da Boeing e sua operação com o já integrado pod da Rafael, Wandt relacionou o acréscimo desse armamento à já comprovada capacidade “swing role” do caça, que significa a mudança de emprego ar-ar para ar-solo numa mesma missão, e que foi avaliada em situação de conflito real na Líbia, em 2011. Naquela ocasião, o caça alternava o emprego ar-ar, de manutenção de zona de exclusão aérea, com missões de reconhecimento de alvos terrestres (ar-solo), ainda que o emprego de armamento sobre esses objetivos em terra estivesse proibido por resolução do Parlamento Sueco. O fato de ser uma situação de guerra verificou-se pelos vários relatos de pilotos terem as aeronaves “iluminadas” por radares diretores de armas terra-ar remanescentes de ataques anteriores da coalizão. Naquele conflito, o Gripen foi a principal aeronave utilizada em missões de reconhecimento sobre o território Líbio, recolhendo informações para missões de ataque de outras aeronaves, cujos países não impuseram restrições políticas ao emprego.
Em conflitos modernos como aquele, a dinâmica das missões passa rapidamente dos alvos maiores de infraestrutura civil e militar, que demandam armamento mais pesado, para alvos menores mas não menos perigosos (como radares e baterias de mísseis terra-ar que tenham sobrado dos primeiros ataques), assim como objetivos ainda mais difíceis e dispersos (ou escondidos em áreas urbanas) dos chamados conflitos assimétricos. Nessa dinâmica, o emprego de armas como as SDB, vistas em testes de voo na imagem abaixo, encaixa-se perfeitamente a uma aeronave com capacidade swing role já comprovada, seja para operadores como a própria Força Aérea Sueca, seja para outros países.
Isso porque as SDB são armas que combinam alta precisão e capacidade de lançamento fora do alcance de boa parte dos sistemas de defesa, com menores possibilidades de danos colaterais, além de maior quantidade transportada permitindo atingir alvos múltiplos – o Gripen C que vimos no hangar estava equipado com oito bombas, mas a Saab divulga que o novo Gripen E poderá levar até 16 unidades da SDB,como veremos a seguir.
Aeronaves com capacidade swing role demandam pilotos também swing role, e Wandt ressaltou o fator humano, relacionado ao treinamento: “O treinamento ar-ar e ar-terra é totalmente diferente, e levou tempo até os pilotos se acostumarem a tudo isso junto, mudando de emprego em pleno ar”.
Falando em mudar de emprego em pleno ar, o leitor já deve ter percebido que aproveitamos para mostrar aqui algumas belas imagens em voo (também disponibilizadas pela Saab) de outra aeronave Gripen C, com matrícula 39262, empregada em testes desses armamentos. A principal diferença em relação ao exemplar que vimos dentro do hangar, é que o Gripen das imagens em voo é visto com mais uma carga externa: um tanque alijável de combustível instalado em sua estação central da fuselagem.
Nesse caso mostrado na foto acima, todas as oito estações de cargas externas do Gripen C estão ocupadas. Já a nova geração do caça (Gripen E/F) possui duas estações extras sob a parte central da fuselagem, proporcionando ainda mais flexibilidade na hora de se combinar os diversos armamentos, sensores e tanques para cada tipo de missão. No diagrama de cargas externas do Gripen E mostrado ao lado, vê-se entre as possibilidades divulgadas o emprego de quatro lançadores quádruplos de SDB, dois sob as asas e dois sob a fuselagem, somando dezesseis bombas, ou três lançadores, com apenas um deles sob a fuselagem, somando doze bombas. Ainda sobre a SDB (denominada GBU-39 nos EUA), os principais dados divulgados são de que se trata de uma arma de 285 libras (cerca de 130kg), dotada de sistema de guiagem e asas dobráveis que se abrem após o lançamento. Os dados do alvo são carregados nas SDB antes do lançamento e, em seguida, as bombas orientam-se para seus alvos.
Meteor e o padrão MS20 – Chegou a hora de repassarmos rapidamente os demais armamentos exibidos pela aeronave 39261. Os que mais chamavam a atenção eram os mísseis ar-ar de emprego BVR (além do alcance visual) Meteor instalados em trilhos sob os pilones mais externos das asas. A integração dessa arma correu em paralelo ao novo padrão de atualização MS20 da atual geração (C/D) do Gripen, que inclui a atualização (upgrade) do software do sistema de combate da aeronave, entre outros aprimoramentos como proteção CBRN (contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, que protege o piloto no voo em ambientes contaminados e permite à equipe de terra descontaminar eficazmente a aeronave) e sistema automático que impede a aeronave de se chocar com o solo caso entre em situação descontrolada de voo, o chamado GCAS (Ground Collision Avoidance System). A previsão é que até o final desta primavera de 2016 (no Hemisfério Norte, que equivale ao outono no Brasil) todos os caças Gripen C/D operados pela Suécia sejam atualizados para o MS20, também chamado de “Gripen versão 20”.
Também de forma paralela foi desenvolvida uma nova versão do radar multimodo PS-05/A, de varredura mecânica, para compatibilizá-lo ao alcance maior do Meteor, comparado ao míssil BVR padrão da aeronave até o momento, o AMRAAM. Foram cerca de dois anos de desenvolvimento até que o PS-05/A pudesse ser apresentado no ano passado em sua quarta versão, a Mk.4, cujas principais mudanças em relação à Mk.3 são os módulos de processamento e de receptor/amplificador (excitador). Segundo a Saab, as modificações permitem alcances de detecção e acompanhamento praticamente dobrados, otimizando também o equipamento para detectar alvos de baixa assinatura radar. A empresa também afirma que os atuais Mk.3 podem ser transformados em Mk.4 com a troca dos módulos mencionados e alterações relacionadas a essa troca.
Relembramos a resposta que Wandt deu aos jornalistas, durante a visita ao hangar, sobre os novos números do alcance para o Gripen engajar alvos aéreos com a combinação do Meteor com a nova versão do radar PS-05/A. Fugindo de números exatos, que são informação classificada, o piloto enfatizou com um sorriso as palavras “veeeeery much” (muuuuuito). Espera-se, porém, que a combinação do míssil Meteor com o radar que equipará o Gripen E, o modelo ES 05 da Selex Galileo e do tipo AESA (varredura eletrônica ativa), que também conta com antena montada sobre plataforma “swashplate” (giratória) para ampliar sua área de varredura, seja ainda mais efetiva.
IRIS-T e a deixa para falar do HMD e do anti-G – Nos trilhos das pontas das asas, o Gripen C 39261 estava com dois mísseis IRIS-T instalados, e Marcus Wandt aproveitou nossa passagem junto aos mísseis, e próximos a um manequim com traje de piloto completo, para falar do emprego desse armamento combinado ao HMD – visor montado no capacete – que se via junto ao traje.
O piloto destacou a alta capacidade do míssil em suportar grandes cargas G, permitindo alta capacidade para manobrar em ângulos elevados e interceptar alvos designados fora do ângulo de visada, utilizando-se o sistema de mira montado no capacete. Essa capacidade integrada ao Gripen é, na opinião de Wandt, um “game changer” (virador de jogo) no combate dentro do alcance visual (WVR), mesma expressão que utilizou para se referir ao emprego do Meteor fora do alcance visual (BVR).
Vale lembrar outra vez que, nem por isso, o piloto de provas considera que a luta a curta distância empregando manobras de combate aéreo, o chamado “dogfight” (briga de cães), esteja acabado. Isso porque, paralelamente à evolução das armas e sensores, as contramedidas e as capacidades furtivas dos caças também evoluem, dificultando por seu lado que se atinjam os índices de acertos esperados para os mísseis, seja na arena BVR ou WVR. Trata-se de um eterno jogo de desenvolver novas armas e sistemas defensivos, cada um deles buscando sobressair vantagens conseguidas pelo outro. Assim, para Wandt as manobras de combate aéreo continuarão a ser úteis para evasão e engajamentos durante os combates, visando se posicionar o mais rápido possível nas melhores situações para atacar e fugir de ataques.
O piloto aproveitou a proximidade com o traje completo de piloto (na imagem abaixo, visto em manequim num dos cantos do hangar, onde estávamos naquele momento) para tecer comentários sobre itens como o macacão anti-G e o peso do capacete, instigado pelos jornalistas brasileiros.
Wandt observou que, hoje, o HMD / visor montado no capacete (que não é apenas um visor, mas todo um sistema digital miniaturizado para fornecer dados de voo e de emprego de armas ao piloto à frente de seus olhos) não é mais tão pesado como era anos atrás. Assim, o peso do sistema instalado no capacete não influi mais, como no passado, no conforto e capacidade do piloto em virar a cabeça, seja ainda em terra ou em voo. Mais importante que seu peso, segundo o piloto, é o seu posicionamento para não afetar o centro de gravidade do capacete, permitindo facilidade nos movimentos do pescoço. Há um certo desconforto em relação ao peso, afirmou Wandt, quando se acopla ao capacete os óculos de visão noturna (NVG), devido justamente à necessidade de se manter o centro de gravidade, o que implica no uso de um contrapeso para equilíbrio. Isso torna todo o conjunto mais pesado, ainda que equilibrado.
Sobre outros incômodos, o piloto de provas aproveitou para tecer elogios ao traje anti-G, mas apenas quando em voo. No ar, ele torna suportáveis as manobras em alto G (quando o peso do piloto aumenta várias vezes em relação à força normal da gravidade, conforme se força as curvas, rolamentos, ascensões e mergulhos bruscos), “apertando” os membros inferiores para impedir que o sangue neles se concentre (deixando de circular em quantidade suficiente na parte superior do corpo, podendo levar à perda da consciência).
Em voo, esses apertos são sentidos de forma bastante suportável, justamente porque se contrapõem à força G, anulando boa parte do desconforto causado pela multiplicação da força da gravidade sobre o corpo, e evitando possíveis desmaios e perdas momentâneas da visão em plenas manobras.
Porém, no solo, a coisa muda de figura. É sempre necessário testar ainda em terra se o sistema está funcionando adequadamente, antes da decolagem. E, nesse momento, sem a força G como contraponto, os apertos dados pelo sistema nas partes baixas do corpo são bastante desagradáveis, coisa que o piloto não poupou expressões faciais para enfatizar. Outro dispositivo, que mantém a máscara de oxigênio presa ao rosto quando sob altas cargas G, também é extremamente desconfortável de se testar antes do voo, segundo Wandt, com um fortíssimo aperto na face. Mas é o preço que se paga, em terra, para garantir que tudo funcionará bem e que o piloto vai suportar nos momentos críticos os efeitos das manobras no ar.
Ok, mas e a abertura do canopi? – Sim, chegamos finalmente à questão colocada na chamada desta matéria, e que foi uma das perguntas feitas pelo Poder Aéreo ao piloto de provas da Saab, quando já nos encontrávamos entre os dois caças, no meio do hangar. Na maioria dos aviões de combate, o acesso é pelo lado esquerdo (há quem diga que a entrada à esquerda remonta à tradição dos cavaleiros, que sobem em seus cavalos de batalha por esse lado). Qual o motivo do canopi do Gripen abrir do lado direito, resultando em acesso à cabine pela direita?
Visita hangar testes Saab 19-5-2016 - foto 4 SaabA resposta de Wandt foi aparentemente simples: o motivo é tornar o mais curto possível o tempo do chamado “turnaround time”, em que se faz a checagem, reabastecimento e remuniciamento da aeronave no solo entre surtidas, especialmente em operações desdobradas da base. Escrevi “aparentemente simples” porque se trata de simplificar ao máximo operações normalmente complexas, otimizando o trabalho do pessoal em terra para que esse tempo de esse turnaround mantenha-se abaixo de 10 minutos.
Dentro do chamado “conceito de manutenção e apoio” que norteou parte do projeto do caça, o bocal para reabastecimento sob pressão do combustível do Gripen foi instalado do lado direito da aeronave, assim como importantes painéis de serviço, como os que dão acesso aos dispositivos eletrônicos de diagnóstico dos sistemas e checagem, comunicações etc. Desta forma, seja num desdobramento ou na própria base, é a partir do lado direito do caça que a equipe de terra, normalmente composta por cinco pessoas, acessa a aeronave e desempenha a maior parte dos trabalhos, otimizando seus movimentos e economizando segundos preciosos a cada tarefa (evidentemente, o remuniciamento das estações da asa esquerda se dará pelo lado esquerdo do avião).
Entre esses trabalhos, está a colocação da escada de acesso à aeronave e o contato com o piloto, por parte do mecânico número 1 (que durante o turnaround também estará se comunicando com outros membros da equipe, a maioria dos quais do lado direito do avião na maior parte do tempo), para troca de informações sobre a missão realizada e a próxima, assim como o relato de qualquer problema surgido.
Tenha ou não o piloto que descer do jato para esticar as pernas ou qualquer outra necessidade, o fato é que o acesso pelo lado direito é um dos componentes do processo que otimiza todo o trabalho da equipe, trabalhando boa parte do tempo no mesmo lado da aeronave, o direito.
Um vídeo para entender “direito” – No vídeo abaixo, pode-se ver uma demonstração de todos esses trabalhos sendo realizados num Gripen, percebendo-se o posicionamento da equipe, do caminhão tanque e mangueiras de reabastecimento, entre outros equipamentos, para servir à aeronave pelo lado direito. E também a importância do acesso ao piloto do caça também pela direita, por parte do mecânico número 1, mesmo sem haver, aparentemente, o desembarque do avião pelo caçador. Dá pra entender “direito”, com o perdão do trocadilho, o motivo da abertura do canopi pela direita.
Uma pergunta sempre leva a outra – Satisfeita a curiosidade deste autor sobre a abertura do canopi pela direita e, espero, também dos leitores do Poder Aéreo, o fato é que, passados mais de 20 dias da resposta recebida naquele hangar em Linköping, outra dúvida assaltou este autor enquanto escrevia esta reportagem, já no Brasil.
Na perfeita tradição de questionar o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, a questão é: por que então escolheu-se colocar no lado direito da aeronave o bocal de reabastecimento e outros importantes painéis de acesso a sistemas, tornando desejável também que o canopi abrisse pela direita? Por que não se instalou tudo isso do lado esquerdo, durante o projeto do caça, evitando que este ficasse na “contramão” de outros jatos de combate que são acessados por seus tripulantes pelo lado esquerdo?
Será que valeria a pena trocar toda uma doutrina para se “padronizar” com o resto do mundo algo aparentemente trivial, como o lado de acesso do avião? Ou seriam os motivos da doutrina (quaisquer que sejam) de servir a aeronave pela direita muito mais importantes do que uma eventual “padronização internacional” do acesso à cabine? Dúvidas pertinentes ou apenas curiosidades, acredito que elas merecem uma nova visita à Suécia e passeio ao redor de caças Gripen para esclarecer definitivamente essa questão. Você também não acha?

PORTAL GP1 (PI)


Corpo é encontrado em área de controle de tráfego aéreo em Jaicós

Por Bruna Dias
A vítima foi identificada como Edvan Monteiro Silva. A polícia acredita que o homem foi morto a pedradas.
O corpo de um homem identificado como Edvan Monteiro Silva, foi encontrado na manhã deste sábado (11), em uma área de controle de tráfego aéreo na cidade de Jaicós, a aproximadamente 358 km de Teresina.
De acordo com o capitão Félix, comandante da Polícia Militar do município, o corpo da vítima apresentava lesões. A polícia acredita que o homem foi morto a pedradas. No local foi encontrada uma motocicleta com placa de Recife.
Segundo a PM, a vítima era natural de Belém do Piauí, cidade vizinha a Jaicós. A perícia foi acionada e a Polícia Civil vai investigar o caso.

PORTAL A NOTÍCIA (SC)


Loetz: Os aprendizados de Ozires e o Prêmio Nobel

Por Cláudio Loetz
Presidente do do conselho de administração do Grupo Educacional Ânima, Ozires Silva, fez palestra para 23 empresários na última quarta-feira, durante aula magna de curso do Programa de Gestão e Vivência Empresarial (PGVE), promovido pela Fundação Empreender, em Joinville
Quem ouviu, recebeu aprendizados múltiplos, vindos daquele que foi o fundador da Embraer, a ponto de o presidente da NeoGrid, Miguel Abuhab, ter afirmado que “o Brasil tem um ótimo nome para o Prêmio Nobel – o de Ozires, evidentemente” (Abuhab foi contemporâneo de Ozires no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o famoso ITA).
O texto que segue tenta sintetizar o pensamento de um dos mais celebrados nomes do empreendedorismo e da gestão corporativa da história empresarial brasileira.
Os ensinamentos dados aos presentes, na UniSociesc se ampararam em exemplos e vivências profissionais e acadêmicas próprias, ou de terceiros próximos a ele, ao longo de mais de 60 anos de experiência e comprometimento em fazer melhor e diferente dos demais.
Ozires demonstrou como a persistência em criar o primeiro avião brasileiro, o Bandeirante, foi imprescindível ao futuro desenvolvimento da ciência nacional, e como o projeto só se concretizou por ter tido a sorte de ele conseguir reunir três circunstâncias: ter a qualificação técnica apropriada; estar no lugar certo; e ser chamado pela pessoa certa na hora certa para tocar o projeto e dar começo à iniciativa.
Destacou, também, a essencialidade de, apesar de haver um produto bom, ter a capacidade de vendê-lo é decisiva. Daí é importante ativar a área de marketing e de vendas.
Outra lição se origina da convicção de fazer um produto diferente do que fazem os concorrentes já instalados. Aproveitar os equívocos de percepção de mercado dos oponentes, igualmente, passa a ser elemento para o próprio sucesso.
Assim,foi quando os executivos e fabricantes do Cessna e de outros tipos de aviões optaram fabricar só aviões a jato e desprezaram outras possibilidades de construir aviões menores, aptos a voar para aeroportos pequenos de cidades do interior do Brasil.
Ozires entendeu, desde o início, que a expansão dos negócios de aviação para além do Brasil era muito importante como forma de se consolidar como player internacional. Ainda que, à época, avançar para outros países tenha sido bem mais desafiador do que é atualmente.
Outro fator que precisa ser considerado para uma boa estratégia de negócios, diz ele, é partilhar o conhecimento da tecnologia empregada com os fornecedores. E mais: acolha uma boa ideia, independentemente de quem vier. Mas, claro, garanta o registro de marcas e patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o Inpi.
A competência em ampliar o nome da companhia e do produto para públicos distintos, e que os reconheçam como úteis, também é relevante como estratégia empresarial. O reconhecimento internacional pelo seu trabalho veio de formas variadas e em ambientes de ponta na cena mundial.
Um destes momentos de celebração aconteceu na Suécia para receber condecoração. Viu-se à mesa com três integrantes do grupo que escolhe os ganhadores do Prêmio Nobel. A curiosidade o fez perguntar a um deles:
– Por que o Brasil nunca teve um vencedor do Nobel?
A resposta o impactou duramente:
– Porque vocês, do Brasil, são destruidores de heróis e não valorizam as pessoas e nem as ideias como deveriam. (Ozires lembrou que os indicados ao prêmio, Cesar Lattes e Celso Furtado, foram bastante contestados dentro do País).
O espaço aqui me impede de continuar esmiuçando o raciocínio do visionário Ozires Silva. Assim, para poder estender – ainda que em pílulas – a sabedoria dele, aos leitores, utilizo-me de frases ditas durante sua fala de 50 minutos na UniSociesc, na quarta-feira. Incisivas, são aparentemente simples e estão hoje em manuais básicos de qualquer curso de administração de empresas.
Se estas frases parecem mesmo óbvias, elas auxiliam empreendedores a orientar seus modelos mentais para as atividades. O que hoje é encarado como regras para a efetivação de negócios de sucesso, na prática, há 50 anos, era inovador.As frases ensinam:
1 – Tenha um cliente inicial estratégico.
2 – Encontre comprador adequado para desenvolver o produto – e seja sempre o melhor.
3 – A chave do sucesso é construir e dominar a marca e o produto.
4 – Persiga resultados.
5 – Acredite no negócio no longo prazo.
6 – Erros têm de ser corrigidos rapidamente, para não acontecerem novamente.
7 – Respeite o consumidor.
8 – Não existe dinheiro público. Só existe dinheiro do público.
9 – Pense coletivamente.
10 – Dê valor ao que dizem as pessoas. A Constituição dos EUA começa com a expressão We people.

PORTAL GP1 (PI)


Greve na Air France cancela voos entre Paris e o Brasil

Por Deise Kessler
Os voos foram cancelados devido a uma greve de pilotos.
A empresa Air France informou que cancelou cinco voos para amanhã, domingo (12) e um na segunda-feira (13), entre Paris, Rio e Brasília, devido a uma greve de pilotos da companhia área francesa.
Segundo a Veja, a empresa de aeronave disse que dependendo da quantidade de pilotos que aderirem a greve, os horários de voos serão adaptados e publicados no site da companhia no dia anterior. Ainda de acordo com a empresa, os voos Air France operados por aeronaves de outras companhias aéreas, incluindo HOP!, KLM e Delta, não serão afetados por conta da greve.
Confira os voos cancelados
Domingo, 12 de junho de 2016
AF426, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 13h30 e chegaria ao aeroporto Galeão às 20h15.
AF427, que sairia do aeroporto de Galeão às 22h05 e chegaria em Paris-Charles de Gaulle às 14h25 do dia 13 de junho.
AF520, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 13h30 e chegaria à Brasília às 19h35.
AF515, que sairia de Brasília às 22h30 e chegaria em Paris-Charles de Gaulle às 14h10 do dia 13 de junho.
AF454, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 23h30 e chegaria às 6h15 do dia 13 de junho à Guarulhos.
Segunda-feira, 13 de junho de 2016
AF457, que sairia de Guarulhos às 15h45 e chegaria em Paris-Charles de Gaule às 8 horas do dia 14 de junho.

PORTAL AEROFLAP


LATAM apresenta programação para o transporte da Tocha Olímpica

A LATAM Airlines Brasil, companhia aérea oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, iniciará o transporte da Chama Olímpica pelo interior do país a partir deste sábado (11). A empresa realizará 12 voos, durante 15 dias, entre 13 cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste: Teresina, Palmas, São Luís, Imperatriz, Belém, Macapá, Santarém, Boa Vista, Manaus, Rio Branco, Porto Velho, Cuiabá e Campo Grande. Ao todo o trajeto todo pode equivaler a 9500km.
O primeiro voo sairá de Teresina (PI) amanhã, às 7h45, chegando a Palmas, no Tocantins, às 9h45, horário de Brasília. Por meio de uma operação especial, a companhia utilizará um Airbus A319 com identidade visual em alusão ao Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 e preparado especialmente para esse momento.
A Tocha Olímpica, como é visto comumente, só é acesa após o desembarque da chama Olímpica, que nunca se apaga. Transportada na cabine de passageiros, a chama fica acesa em quatro lamparinas fechadas e alimentadas por querosene.
A companhia se preparou para que esse transporte ocorra de forma completamente segura, com briefing específico para a tripulação e profissionais envolvidos, que já são treinados seguindo padrões internacionais de segurança de voo. Um suporte especialmente desenvolvido é utilizado para fixar a lamparina com a chama ao assento da aeronave. Isso evita que o suporte se mova ao longo do voo. Vale salientar que o tecido das poltronas e carpetes da aeronave já são, por padrão, revestidos de um material não inflamável, que restringe a propagação de chamas.

Confira as datas, horários e voos que transportarão a Chama Olímpica: (Horário de Brasília)
11/06 – Voo: JJ9330 – Teresina (07h45) /Palmas (09h45);
12/06 – Voo: JJ9331 – Palmas (06h45) / São Luiz (08h55);
14/06 – Voo: JJ9332 – São Luiz (09h25) / Imperatriz (10h30);
15/06 – Voo: JJ9333 – Imperatriz (08h45) / Belém (09h45);
16/06 – Voo: JJ9334 – Belém (10h00) / Macapá (10h50);
17/06 – Voo: JJ9335 – Macapá (09h00) / Santarém (10h15);
18/06 – Voo: JJ9336 – Santarém (09h55) / Boa Vista (10h45);
19/06 – Voo: JJ9337 – Boa Vista (07h10) / Manaus (08h30);
21/06 – Voo: JJ9338 – Manaus (09h30) / Rio Branco (10h25);
22/06 – Voo: JJ9339 – Rio Branco (08h00) / Porto Velho (10h05);
23/06 – Voo: JJ9340 – Porto Velho (08h05) / Cuiabá (10h00);
24/06 – Voo: JJ9341 – Cuiabá (18h30) / Campo Grande (19h35).



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