|

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 04/05/2016 / Governo corre para publicar edital de leilão de 4 aeroportos


Governo corre para publicar edital de leilão de 4 aeroportos ...


Dilma quer que processo seja iniciado antes de eventual afastamento; equipe de Temer, porém, pode mudar as regras ...

Lu Aiko Otta / André Borges ...

A equipe da presidente Dilma Rousseff corre contra o tempo para lançar, antes de seu eventual afastamento, o edital de leilão para concessão de quatro aeroportos (Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre). As regras, no entanto, deverão passar por um crivo rigoroso da equipe do vice-presidente, Michel Temer, caso ele venha a assumir a Presidência.

“Estamos trabalhando para divulgar esta semana”, disse ao Estado o ministro da Aviação Civil, Carlos Gabas. Ele negou que a pressa seja para Dilma carimbar sua marca nesse leilão, que promete ser o mais bem-sucedido dentre os programados para o ano. “Não tem isso. O que estava em andamento é lógico que ela vai fazer”, disse Gabas, que foi nomeado ministro da SAC sexta-feira passada.

Se o atual governo vai ou não lançar o edital, o fato é que a equipe de Temer não pretende assinar embaixo das regras firmadas na administração petista automaticamente. Com dois ex ministros da Aviação Civil em seu núcleo duro, Wellington Moreira Franco e Eliseu Padilha, Temer promete um olhar mais especializado sobre o tema.

A ordem é ajustar as regras para torná-las mais amigáveis ao setor privado e, com isso, indicar que há "mãos novas" sobre os modelos das concessões. Um novo nome para o pacote de concessões já está até em gestação, com o propósito de substituir o Programa de Investimento em Logística (PIL). A orientação é eliminar das regras dessa e das demais concessões tudo o que indique intervenção excessiva do Estado. A avaliação, na equipe do vice-presidente, é que todo o PIL contém cláusulas que desestimulam a participação de empresas e que, invariavelmente, essas condições embutem um viés intervencionista.

Portos
Na corrida pelos anúncios de investimentos, há previsão de Dilma anunciar, na sexta-feira, investimentos de R$ 200 milhões em contratos firmados no setor portuário, além de novas demarcações de áreas para operação em portos existentes. É uma área na qual o governo tem encarado dificuldades.

No dia 31 de março, previa-se a realização de um leilão das áreas em portos públicos no Pará. O certame foi adiado oficialmente, por problemas técnicos ocorridos na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Nos bastidores, contudo, a informação é que também pesou na decisão o fato de terem surgido poucos candidatos. Algumas áreas ficaram sem oferta. Outras sairiam pelo preço mínimo fixado no edital: R$ 1,00. Empresas do setor reclamaram de fragilidade regulatória na proposta. Um novo leilão foi marcado para 9 de junho.

No mês passado, o governo cancelou o processo de contratação de estudos técnicos para a futura concessão de dois trechos rodoviários, as BRs 262 e 267, em Mato Grosso do Sul. Também neste caso o motivo foi falta de interessados. Havia cinco trechos de estradas para serem concedidos em 2015 e outras 11 rodovias neste ano, mas nenhum saiu da gaveta.

“Se você faz uma festa e não vem ninguém, precisa ver o que houve de errado”, disse um auxiliar de Temer. No caso dos portos, a queixa dos empreendedores era justamente que as regras não eram equilibradas e pendiam em favor do governo. Incerteza política, retração econômica, falta de financiamento e Operação Lava Jato também reduziram o apetite das empresas.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL A TRIBUNA (ES)


Destroços de helicóptero que caiu na Serra do Mar são retirados para perícia

Acidente aéreo ocorreu na tarde de ontem e deixou duas vítimas

Representantes da Aeronáutica estiveram na manhã desta terça-feira (3) na Área Continental de Santos, onde um helicóptero com dois ocupantes caiu no início da tarde de ontem. Os destroços do helicóptero, de prefixo PR-RCA, modelo Robinson 22, já foram retirados do local e serão analisados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). 
As causas do acidente ainda são investigadas, mas suspeita-se que a aeronave tenha ficado presa, antes da queda, na rede de alta tensão existente no local. Morreram no acidente carbonizados o piloto Bruno Ferreira Azeredo da Conceição, de 23 anos, e a fotógrafa Vanessa da Silva Santos, de 31.
Na tarde de hoje, equipes da empresa ISA CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) deverão desligar a linha de transmissão, para retirar a única peça existente no local: parte de uma hélice da aeronave que ficou presa na fiação. O destroço deverá ser encaminhado ao Cenipa para perícia.
Conforme informações do Estadão Conteúdo, a aeronave foi alugada para que a fotógrafa registrasse imagens do Polo Industrial de Cubatão. O helicóptero, operado pela AGD Aviation Escola de Aviação Civil, decolou do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, às 11h23. A Defesa Civil de Cubatão recebeu o primeiro chamado sobre o acidente às 12h12, por meio da Rede de Emergência do Plano de Auxílio Mútuo (PAM).
A queda aconteceu em uma área de terra com vegetação, nas proximidades do km 260 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-55), a aproximadamente 50 metros de uma moradia em Santos, a 1.500 metros da comunidade da Mantiqueira, que fica em Cubatão, próximo ao limite entre as duas cidades. A aeronave estava em situação regular, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e a Inspeção Manual de Manutenção (IAM) em dia.

PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Brasil comienza a vender sus Mirage 2000


Javier Bonilla

El Comando de la Fuerza Aérea, a través de la Comisión Brasileña de Aeronáutica en Europa (CABE), ha ofrecido vender ocho de sus 12 cazas Dassault Mirage 2000. Estos aviones fueron desactivados oficialmente en diciembre de 2013. Así, temporalmente otros cuatro Mirage 2000 quedan fuera de la oferta, dos monoplazas (FAB 4948- presente en el Museo Aeroespacial de Campo dos Afonsos , Río/ MUSAL y el FAB 4949) y dos biplazas (FAB 4932 y 4933), éstos con un posible mayor valor de mercado, ya que habrían sido construídos poco más de 55 ejemplares con esas características.
El 19 de abril ya se anunciaba el lanzamiento de la convocatoria 002 / BACE / 2016 en relación con el proceso de licitación para la venta de piezas y equipos de los F-2000. Los Mirage 2000 transferidos a Brasil en 2005 fueron aviones que pertenecieron a los primeros lotes producidos por Dassault, construidos entre 1984 y 1987. En Sudamérica sólo Perú opera este modelo, recientemente sometido a una actualización.


PORTAL G-1


Destroços de aeronave que caiu na mata em SP são retirados para análise

Segundo moradores, aeronaves costumam sobrevoar local com frequência. Testemunhas afirmam que piloto chegou a desviar de várias moradias.

Do G1 Santos

Os destroços do helicóptero que caiu em uma região de mata entre as cidades de Santos e Cubatão (SP) nesta segunda-feira (2) já foram retirados do local e serão analisados pela Aeronáutica. As duas pessoas que estavam a bordo da aeronave, o piloto Bruno Ferreira Azeredo da Conceição, de 23 anos, e a fotógrafa Vanessa da Silva Santos, de 31, morreram carbonizados.
Segundo informações apuradas pelo G1 com a Força Aérea Brasileira (FAB), o helicóptero decolou às 11h20 do Campo de Marte, em São Paulo. Segundo o gerente de segurança operacional da AGD Aviation, Paulo Heric, responsável pela aeronave, o voo era particular.
De acordo com informações de testemunhas e dos bombeiros, o helicóptero voava baixo e, antes de cair, atingiu a rede elétrica do local. Os bombeiros acreditam que o piloto não tenha visto a fiação elétrica por conta do sol. A aeronave acabou explodindo assim que tocou o solo. O acidente aconteceu por volta das 12h, próximo ao Km 260 da Cônego Domênico Rangoni.
Segundo o tenente Raoni Marvila, as peças serão analisadas por engenheiros para que, assim, seja concluída a investigação. "Nossa equipe é composta por vários profissionais. Os engenheiros são especializados em análise de materiais. Alí, eles podem ver os fragmentos que podem nos dar uma ideia mais clara do perfil da aeronave no momento do acidente", disse.
Aluguel
De acordo com informações da polícia, a aeronave foi alugada para que Vanessa, que era moradora de Guarulhos, realizasse uma série de fotos aéreas do Polo Industrial de Cubatão, uma das principais áreas de indústrias do Brasil.
Dezenas de pessoas utilizaram as redes sociais para enviar mensagens para o perfil de Vanessa assim que souberam do acidente. "Meu Deus, não acredito nisso que aconteceu. Que o senhor conforte os familiares. Fica em paz, Nessinha", disse a amiga Anelisa Pereira.
Testemunhas
Moradores que residem na área próxima onde o helicóptero caiu afirmam que é comum o voô baixo desse tipo de aeronave pela região. Pessoas que viram o acidente afirmam que o piloto ainda tentou desviar das moradias próximas. "Ele [helicóptero] estava bambeando (sic) na direção das casas e ele conseguiu desviar. Foi nesse momento que a hélice ficou presa no fio", contou a dona de casa Jeniffer Oliveira.
Aeronave
Segundo informações dos bombeiros, o helicóptero é do modelo "Robinson 22" e saiu da Escola de Aviação do Campo de Marte, em São Paulo. Duas pessoas sobrevoavam a Serra do Mar e retornavam para São Paulo no momento do acidente.
Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava em situação regular, com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e a Inspeção Manual de Manutenção (IAM) válidos.
Investigação
De acordo com o coronel Rogério Silva Pedro, que atendeu a ocorrência, o tempo estava claro e não havia neblina. As condições de voo eram favoráveis no momento do acidente. "Duas pessoas estavam à bordo. A aeronave tocou a fiação de alta tensão e caiu. A Aeronáutica vai investigar o que aconteceu. Não sabemos, oficialmente, se houve alguma pane. Verificamos se existia alguém com vida, mas encontramos apenas dois corpos", relatou ao G1.
Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Cubatão foram até o local para prestar atendimento à ocorrência. Por parte da Polícia Civil, as investigações serão feitas pelo 1º Distrito Policial do município. "Ainda não temos as causas do acidente, mas uma das hipóteses é de que o helicóptero teria se enganchado na fiação, pois existe uma peça que ficou presa. Apenas o trabalho técnico vai determinar se houve falha humana ou da aeronave", explicou o delegado.

Aeroporto de Brasília completa 59 anos com chegada da tocha olímpica

Terminal foi construído para receber material para a construção da capital. Hoje, aeroporto de Brasília é o segundo mais movimentado do Brasil.

O Aeroporto Internacional de Brasília completou 59 anos nesta terça-feira (3), mesmo dia em que recebeu a tocha olímpica. O terminal foi construído três anos antes da capital para receber aviões com material e técnicos de construção. Atualmente ele conta com lojas, diversos restaurantes e recebe diariamente cerca de 54 mil pessoas. É o segundo aeroporto de maior movimento do Brasil, atrás somente de Guarulhos.
Funcionário mais antigo do aeroporto, seu Nilton fala sobre o lugar onde trabalha há 39 anos. "O forro é original daquela época e aqui nós tínhamos quatro rampas, que eram as rampas A, B, C, D, né? Onde a gente atuava fazendo a segurança do acesso às pessoas que embarcavam", conta.
Apesar de ter passado tanto tempo no lugar, ele ainda se surpreende e descobre coisas novas sobre o aeroporto. Com todas as mudanças no terminal, de vez em quando, aparecem pedaços desconhecidos pelo caminho.
"Por incrível que pareça é a primeira vez que eu venho aqui depois da reforma do aeroporto", diz Nilton na área de embarque mais nova do aeroporto. "Venho aqui esporadicamente, só quando vou viajar."
De madrugada, com o aeroporto quase vazio, seu Nilton mostra os corredores modernos para os 59 anos do lugar, que substituiu um antigo aeroporto na região da antiga rodoferroviária. Até chegar à capacidade atual, o terminal passou por muitas reformas. A mais recente foi a maior, fez o aeroporto dobrar de tamanho. Em horário de pico, um pouso e uma decolagem por minuto são feitas no local.
Seu Nilton, que trabalha na organização e na fiscalização do pátio de pousos e decolagens, diz que esse é o lugar onde se encontra. "Essa é minha praia". Seu Nilton já participou de momentos históricos, como a vinda do Papa João Paulo II.
 "Nessa época eu trabalhava na área de segunraça e o nosso inspetor Braga, na época, pediu pra que eu fosse no gramado tirar uma equipe que estava jogando futebol antes da passagem do Papa. Eu aproveitei esse momento, me infiltrei no meio do pessoal e pedi pra parar o futebol e usei esse período pra ver o Papa passar", conta.
Quando a seleção brasileira do tetra chegou à Brasília em 1994, seu Nilton também parou para ver. "Eu estava quando, me parece que foi o Romário que estava na janela acenando com o braço do lado de fora do avião. Foi na base aérea", diz. "Tirei meu sustento todo daqui porque eu entrei aqui com 18 anos da idade, em 1977. Graças a Deus, sou um vencedor", conclui.

"Força-tarefa" do GDF contra o Aedes aegypti vai ao Paranoá nesta quarta

Cerca de 60 agentes de vigilância e 200 militares vão atuar na região. Área teve 206 casos no ano; grupo procura focos e usa fumacê em carros.

Do G1 Df

Equipes da força-tarefa montada pelo governo do Distrito Federal para combater o mosquito Aedes aegypti fazem ação intensiva no Paranoá nesta quarta-feira (4). Entre 8h e 16h, 60 agentes de vigilância sanitária e 200 militares devem atuar na região, procurando focos de proliferação do inseto e aplicando fumacês nas ruas.
De acordo com os boletins divulgados pela Secretaria de Saúde, a região administrativa registrou 286 casos de dengue desde janeiro. Além da doença, o Aedes também é transmissor da febre amarela, da chikungunya e do vírus da zika.
Segundo o GDF, a operação começou na segunda (2) e já passou por Planaltina, Sobradinho e Itapoã. No total, a força-tarefa reúne 310 agentes entre militares do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Força Aérea Brasileira e servidores da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.
Os 12.407 casos confirmados no DF até o fim de abril significam que, para cada 100 mil habitantes do DF, 443 foram infectados pelo vírus da dengue. O número atual é 47,7% maior que o limite para ser considerado uma epidemia, segundo parâmetros da Organização Mundial de Saúde..
Sintomas e prevenção
A febre chikungunya é uma doença viral com sintomas parecidos com a dengue e transmitida pelos mesmos mosquitos, os Aedes aegypti e o albopictus. Entre eles estão dores fortes, principalmente, nas articulações, de cabeça e musculares, manchas vermelhas na pele e febre repentina e intensa, acima de 39 °C.
A recomendação em ambos os casos é de repouso absoluto e ingestão de líquidos em abundância. A automedicação é perigosa, porque pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro da doença.
Como ainda não existe vacina contra o vírus, o melhor método de prevenção está no combate à proliferação dos mosquitos transmissores. As recomendações são as mesmas já conhecidas para o combate à dengue: evitar água parada em baldes, vasos de plantas, ralos e outros recipientes.
Já a zika é caracterizada por manchas, mesmo com ausência de febre. "Podem vir aquelas manchas vermelhas pelo corpo e olhos vermelhos mesmo sem ter febre. O problema é que, apesar da pouca mortalidade, se a pessoa contrair durante o período que está grávida pode dar problemas na criança",diz a médica infectologista Rita Uchoa.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Temer vai reestruturar área de inteligência e recriar GSI


Eliane Cantanhêde

O vice-presidente Michel Temer decidiu reestruturar todo o setor de inteligência do governo e vai recriar o antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), extinto pela presidente Dilma Rousseff. O futuro titular da pasta será o general-de-Exército Sérgio Etchegoyen, atual chefe do Estado Maior do Exército, a quem ficará vinculada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Assim como o virtual futuro ministro da Defesa, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Etchegoyen foi indicado para o cargo pelo ex-ministro da pasta Nelson Jobim e pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que vem mantendo contatos sistemáticos com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha e se tornou o principal interlocutor das Forças Armadas com Temer e sua equipe.
Jobim e Jungmann têm boas e antigas relações tanto com o comandante Villas Boas quanto com o general Etchegoyen, que trabalhou no gabinete da Defesa na gestão de Jobim, durante o governo Lula, como assessor especial do ministro e chefe do Núcleo de Implantação da Estratégia Nacional de Defesa. Além disso, Villas Boas e Etchegoyen são amigos de infância. Ambos são filhos de militares e nasceram na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.
A intenção de Temer, depois de inúmeras consultas na área civil e na área militar, é reestruturar o setor de inteligência sob a coordenaçãoda nova GSI, que poderá mudar de nome ao ser recriada. A primeira providência será incluir a Abin no cronograma do gabinete e sob o comando de Etchegoyen, para uma reformulação de tarefas e de práticas.
A GSI, então chefiada pelo general José Elito, foi extinta por Dilma em outubro do ano passado, no contexto de enxugamento da máquina administrativa. Com sua extinção, a Abin, que é o braço operacional da inteligência do governo, ficou vinculada à Secretaria de Governo da Presidência da República, cujo ministro-chefe é o petista e ex-sindicalista Ricardo Berzoini. Uma das queixas das Forças Armadas é com a atuação política da Abin, que tem mais de uma associação de funcionários. “É um sindicato de espiões”, ironiza um dos articuladores de Temer para as Forças Armadas.
Na avaliação da área militar, Dilma desestruturou totalmente o sistema de inteligência, que é função de Estado, não de governo, e é considerada particularmente fundamental agora, diante das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O consolo dos militares é que se trata de um evento internacional e não do Brasil, que apenas a sedia. Por isso, o serviço de inteligência e segurança será assumido por diferentes países, que instalarão escritórios específicos para isso durante os jogos.
Os militares lembram que o Brasil pós-redemocratização não tem histórico de atentados, muito menos de atentados internacionais. Entretanto, esse não é o caso das Olimpíadas, que mais de uma vez, e em mais de um país, enfrentaram terroristas. Com a desenvoltura do Estado Islâmico e a cooptação de jovens via internet, dizem eles, todo o cuidado é pouco.
Há, porém, uma preocupação tanto de civis quanto de militares: a de deixar claro que o novo sistema de inteligência não servirá para bisbilhotar a vida das pessoas nem para perseguir e constranger adversários políticos do futuro e dos próximos governos. Como função de Estado, estará focado na segurança nacional, como ocorre em todos os países democráticos do mundo, detectando preventivamente movimentos ou ameaças a autoridades, a prédios públicos e ao próprio país.
A escolha de um general do Exército tem um motivo: é a Força Armada que cuida da segurança do território nacional, enquanto a Marinha é responsável pela área marítima e a Aeronáutica pelo espaço aéreo. Não está descartada a nomeação de um civil para a Abin.

Governo corre para publicar edital de leilão de 4 aeroportos

Dilma quer que processo seja iniciado antes de eventual afastamento; equipe de Temer, porém, pode mudar as regras

Lu Aiko Otta / André Borges Brasília

A equipe da presidente Dilma Rousseff corre contra o tempo para lançar, antes de seu eventual afastamento, o edital de leilão para concessão de quatro aeroportos (Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre). As regras, no entanto, deverão passar por um crivo rigoroso da equipe do vice-presidente, Michel Temer, caso ele venha a assumir a Presidência.
“Estamos trabalhando para divulgar esta semana”, disse ao Estado o ministro da Aviação Civil, Carlos Gabas. Ele negou que a pressa seja para Dilma carimbar sua marca nesse leilão, que promete ser o mais bem-sucedido dentre os programados para o ano. “Não tem isso. O que estava em andamento é lógico que ela vai fazer”, disse Gabas, que foi nomeado ministro da SAC sexta-feira passada.
Se o atual governo vai ou não lançar o edital,o fato é que a equipe de Temer não pretende assinar embaixo das regras firmadas na administração petista automaticamente. Com dois ex ministros da Aviação Civil em seu núcleo duro, Wellington Moreira Franco e Eliseu Padilha, Temer promete um olhar mais especializado sobre o tema.
A ordem é ajustar as regras para torná-las mais amigáveis ao setor privado e, com isso, indicar que há "mãos novas" sobre os modelos das concessões. Um novo nome para o pacote de concessões já está até em gestação, com o propósito de substituir o Programa de Investimento em Logística (PIL). A orientação é eliminar das regras dessa e das demais concessões tudo o que indique intervenção excessiva do Estado. A avaliação,na equipe do vice-presidente, é que todo o PIL contém cláusulas que desestimulam a participação de empresas e que, invariavelmente, essas condições embutem um viés intervencionista.
Portos.
Na corrida pelos anúncios de investimentos, há previsão de Dilma anunciar, na sexta-feira, investimentos de R$ 200 milhões em contratos firmados no setor portuário, além de novas demarcações de áreas para operação em portos existentes. É uma área na qual o governo tem encarado dificuldades.
No dia 31 de março, previa-se a realização de um leilão das áreas em portos públicos no Pará. O certame foi adiado oficialmente, por problemas técnicos ocorridos na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Nos bastidores, contudo, a informação é que também pesou na decisão o fato de terem surgido poucos candidatos. Algumas áreas ficaram sem oferta. Outras sairiam pelo preço mínimo fixado no edital: R$ 1,00. Empresas do setor reclamaram de fragilidade regulatória na proposta. Um novo leilão foi marcado para 9 de junho.
No mês passado, o governo cancelou o processo de contratação de estudos técnicos para a futura concessão de dois trechos rodoviários, as BRs 262 e 267, em Mato Grosso do Sul. Também neste caso o motivo foi falta de interessados. Havia cinco trechos de estradas para serem concedidos em 2015 e outras 11 rodovias neste ano, mas nenhum saiu da gaveta.
“Se você faz uma festa e não vem ninguém, precisa ver o que houve de errado”,disse um auxiliar de Temer. No caso dos portos, a queixa dos empreendedores era justamente que as regras não eram equilibradas e pendiam em favor do governo. Incerteza política, retração econômica, falta de financiamento e Operação Lava Jato também reduziram o apetite das empresas.

Defesa quer criar fundo bilionário para projetos


Por Coluna Do Estadão

O Ministério da Defesa quer aproveitar o “saco de bondades” de Dilma na reta final do governo para criar um fundo de investimento e garantir programas estratégicos das Forças Armadas. O fundo, feito com o Banco do Brasil, será lastreado por bens como os terrenos da União sob administração das Forças. Existe expectativa que a fonte de financiamento gere bilhões de reais para bancar, por exemplo, o Programa de Submarinos, o Programa Nuclear da Marinha, o Sistema de Monitoramento de Fronteiras e o FX-2, da FAB.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Baluarte monumental

Tanques de guerra, canhões decorativos, olhares vigilantes de soldados camuflados: o QG do Exército é uma verdadeira cidade dentro de Brasília, com peculiaridades que pouca gente faz ideia

A rotina do Setor Militar Urbano (SMU) tem momento certo para começar e para terminar e, geralmente, não atrasa. Os mais de 12 mil militares envolvidos nos serviços do Exército Brasileiro dão vida ao setor que é mais autossuficiente do que a maioria das regiões do Distrito Federal. “O SMU fica localizado no centro de Brasília, numa região privilegiada e de fácil acesso, com linhas de ônibus exclusivas, vila militar, clubes, restaurantes, agências bancárias, hospital e segurança 24 horas”, enaltece a sargento Maria Rocha, que trabalha na Base Administrativa do Comando Militar do Planalto. Para a oficial, que vive a rotina do SMU há três anos, todos esses aspectos garantem uma boa qualidade de vida.
Apesar de estar na região central de Brasília, a atmosfera é bem diferente das asas do Plano Piloto. Até nos passos sincronizados dos soldados que se exercitam nas primeiras horas da manhã – tudo no SMU parece seguir uma ordem, uma disciplina. A vila que concentra os principais serviços do Exército brasileiro na capital federal tem em sua rotina valores tradicionais da vida militar. O conjunto arquitetônico do bairro impressiona pela imponência e originalidade. Com um verdadeiro acervo a céu aberto, e outras tantas obras de acesso restrito, o local é um primoroso representante da cultura brasiliense.
O filósofo Michel Foucault já dissera que o poder está associado a uma série de símbolos. E que esses elementos é que formam um sujeito ou uma entidade poderosa. Oscar Niemeyer parecia estar em plena sintonia com o pensamento do francês ao criar as principais obras do SMU. O Quartel-General do Exército (QGEx); o Monumento a Duque de Caxias, Concha Acústica; o Oratório do Soldado e a Praça dos Cristais compõem o Conjunto Cívico do Quartel General do Exército e é parada obrigatória para amantes da arquitetura ousada de Niemeyer. Por lá, também há a contribuição de outros catedráticos, como Burle Marx e Athos Bulcão.
ImagemConstruído entre 1969 a 1973, no período mais ferrenho do regime militar, o QGEx consegue transmitir a mensagem de poder da instituição de maior influência na sociedade àquela época. A simbologia em torno dos elementos estéticos reforça uma ideia que é transmitida de maneira muito natural, até mesmo para quem não é militar. Os blocos de concreto imensos alocados paralelamente na vertical parecem dizer o quão pequeno é um indivíduo diante de uma obra tão imponente. Os gestos padronizados e a exaltação de símbolos nacionais, automaticamente, ajustam o comportamento visitante no local.
Lá trabalham o comandante do Exército e seus órgãos de assistência direta. Em 117 mil m² de área construída, é abrigo de 34 organizações militares. Mas o QGEx é muito mais do que se pode ver: o subsolo esconde preciosidades, como um dos maiores painéis construídos por Athos Bulcão, de 516 m², que decora uma das gigantescas garagens subterrâneas do quartel. De uso restrito, ela dá acesso a um túnel de uso também privativo a autoridades. Essa galeria subterrânea liga o quartel ao teatro e à Concha Acústica.
Pelo extenso corredor branco já passaram vários presidentes, desde os da era militar até Dilma Rousseff. “A estrutura ainda é a da época da construção. O mármore do piso e os revestimentos continuam intactos”, diz o guia da reportagem, coronel Carlos Duarte Pontual de Lemos, enaltecendo a qualidade do material que foi utilizado no local.
O fim do corredor dá diretamente na coxia do Teatro Pedro Calmon, uma construção sóbria, que reserva nos detalhes a personalidade de seus projetistas. Em madeira e com curvas que lembram as edificações de concreto espalhadas pela cidade, “o teto foi pensado para a perfeição acústica das apresentações”, afirma o tenente Atair Mieres, gestor do espaço. Um grande painel de Athos Bulcão decora uma das paredes laterais. Há também bolhas que permitem que qualquer atividade possua tradução simultânea em diferentes línguas, desde quando o teatro foi inaugurado. Com 1.164 lugares, o espaço, hoje, é uma das principais alternativas para realização de espetáculos, depois do desfalque cultural que o fechamento do Teatro Nacional causou.
O monumento a Duque de Caxias, conhecido como Concha Acústica, é mais uma obra peculiar de Niemeyer. Inaugurado em 1973, é um palanque ao ar livre, com uma cobertura em forma de concha. Nela acontecem solenidades oficiais importantes e até concertos, a exemplo do apresentado pela Orquestra Sinfônica da Brasília, no último 7 de setembro. A composição entre a Concha Acústica e o Obelisco faz referência ao copo e à espada de Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro. Atrás da concha, está a entrada principal do quartel, que dá acesso ao salão Guararapes.
O espaço, que é a entrada de autoridades, conta com um conjunto de obras permanente, aberto para visitação ao público apenas de sexta a domingo. “Todo esse acervo conta um pouco da história de momentos emblemáticos do Exército do Brasil”, adianta o tenente Antonio Carlos Lorentz Ripe, guia do salão. “O nome do local se refere à Batalha dos Guararapes, que pôs fim à ocupação holandesa no Nordeste e é o marco inicial do Exército brasileiro”, ressalta o oficial.
ImagemEm frente à Concha Acústica está a Praça dos Cristais. Lá, é possível observar o requinte do trabalho do paisagista Burle Marx. Os cristais que dão nome à praça parecem emergir dos pequenos laguinhos, e o efeito, em um dia claro com nuvens, encandeia os visitantes, como a contadora Juliana Nascimento: “Essa praça é um daqueles tesouros escondidos em Brasília. Mesmo morando a vida inteira aqui, só descobri há alguns anos que ela existia. Daí me perguntei: ‘Como eu nunca vim a esse lugar antes?’ Depois da primeira visita, esse se tornou um dos meus lugares favoritos”, declara a brasiliense. Projetada por Roberto Burle Marx, o local é um jardim triangular de 102 mil m², que faz referência a cidade goiana de Cristalina. A ideia era descrever, por meio da obra, a riqueza existente na região central do Brasil.
Juliana considera que o fato de não ter muitos visitantes é um ponto a favor: “A praça é bem grande, então a sensação é de estar sempre meio vazia. Confesso que é essa paz e tranquilidade que me fazem voltar aqui mais vezes. É um lugar de contemplação da natureza e da arte de Burle Marx. Faço questão de trazer meus amigos de fora para conhecer”, diz.
De todos os lugares abertos à visitação, a tranquilidade de todo o Setor Militar atribui uma atmosfera de maior contemplação ao Oratório do Soldado. Talvez fosse essa mesmo intenção ao ser projetado. Observa-se uma contemplação silenciosa e impressionada em todas as pessoas que visitam o local. Ao olhar do lado de fora, a edificação lembra uma nave extraterrestre de filmes de ficção. Com pilastras que parecem suspender o prédio das águas do espelho d’água que o envolve, foi projetado pelo arquiteto carioca Milton Ramos e inaugurado em 1973. O prédio religioso completa o Conjunto Cívico do Quartel-General do Exército Brasileiro.

JORNAL EXTRA


Polícia Civil prende miliciano suspeito da morte de paraquedista


RIO - A Polícia Civil prendeu na segunda-feira durante uma operação na comunidade Caixa D’Água, em Quintino, Gabriel de Carvalho Pereira Santos, de 19 anos, acusado da morte do paraquedista do Exército Magno Jorge Vieira da Silva, de 21 anos, no dia 7 de fevereiro, no mesmo bairro. A vítima estava com seu grupo de bate-bola quando começou uma briga numa praça. Ele teria tentado apartar e foi atingido por um tiro. A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios (DH) da capital.
Com ele foi encontrada uma arma de fogo de uso exclusivo das Forças Armadas. Após sua prisão, feita por policiais civis da 24ª DP (Piedade), sob coordenação do delegado William Pena Junior, Gabriel Santos confessou que trabalha numa milícia que age na comunidade. O delegado informou que Gabriel vai responder também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

PORTAL BRASIL


Esquadrilha da Fumaça faz homenagem no início da marcha da tocha olímpica

Rio 2016 Caças da FAB desfilaram com a aeronave que transportou a chama olímpica

Portal Brasil Com Informações Da Força Aérea Brasileira

A Esquadrilha da Fumaça fez uma homenagem à chegada da chama olímpica ao Brasil, na manhã desta terça-feira (3). Logo depois de a presidenta Dilma Rousseff acender a pira olímpica, a equipe da Força Aérea Brasileira fez a escrita branca do símbolo dos Jogos Olímpicos no céu da capital federal, acima da Praça dos Três Poderes. Brasília é a primeira cidade do Brasil a receber a Tocha da Olimpíada 2016.
Para formar as letras no céu com fumaça branca, sete aeronaves da Esquadrilha da Fumaça voam em formatura “linha de frente”, ou seja, uma ao lado da outra, com velocidade constante. Especialmente em Brasília, a escrita foi feita por oito aeronaves. Cada piloto insere um cartão de memória da própria aeronave no sistema, fazendo o download dos dados de escrita. As informações dos cartões são, então, transferidas para o sistema instalado na aeronave, passando pelo processamento de dados do avião. Se o piloto voar na posição de número 4, por exemplo, ele deve digitar no sistema do avião a posição na qual irá voar, para que o mesmo possa produzir a fumaça correspondente.
Na sequência, o sistema de processamento de dados da aeronave gerencia o acionamento da bomba que liga e desliga a fumaça nos momentos previstos, fornecendo o óleo para os bicos pulverizadores. A fumaça sai entrecortada do avião, e as letras podem ser vistas por espectadores a uma altura de 9 mil pés, o que corresponde a, aproximadamente, três mil metros.
Após a chegada da chama olímpica, o revezamento da tocha teve início, por volta de 10h30, na Esplanada dos Ministérios. No Distrito Federal, a marcha de hoje deve terminar às 20h30, no mesmo local. Entre aqueles que vão conduzir a chama no percurso de 105 quilômetros pelas ruas da capital estão a bicampeã Fabiana Claudino e o surfista Gabriel Medina.
A Força Aérea Brasileira foi a primeira a recepcionar a chegada da chama olímpica em território brasileiro nesta terça-feira (3). Na região do Distrito Federal, a aeronave da LATAM Airlines, voo JJ 9751, foi interceptada e escoltada por duas aeronaves de defesa aérea, caças F-5M do Esquadrão Jaguar da Base Aérea de Anápolis (BAAN). O pouso ocorreu às 7h25 no Aeroporto Internacional de Brasília.

Decreto ajusta regras de concessão de gratificação a militares

Benefício Mais de 38 mil militares que atuarão na segurança dos Jogos Olímpicos em operação de Garantia da Lei da Ordem já serão beneficiados

Decreto atendendo a uma reivindicação de mais de dez anos das Forças Armadas foi assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial da União. A norma ajusta critérios para a concessão da gratificação de representação a militares do serviço ativo das Forças Armadas que forem deslocados para emprego operacional, em especial, em atuação nas fronteiras e em operações de Garantia da Lei da Ordem (GLO).
Com a novidade, os mais de 38 mil militares que atuarão na segurança dos Jogos Olímpicos, através de operação de GLO, já serão beneficiados. O decreto corrige, sem impacto nas dotações orçamentárias, uma distorção. Apesar de tal gratificação já estar prevista na legislação, militares que participavam do emprego operacional na mesma sede não eram abrangidos pelos critérios de concessão, enquanto os militares de fora da sede e empregados na mesma operação faziam jus à gratificação.
"O decreto tem a grande virtude de estender aos militares que atuam na proteção das fronteiras mais remotas do Brasil o beneficio da gratificação e, também, reconhece e estende o mesmo beneficio a todos os militares que atuam em operações de GLO", afirmou o ministro da Defesa, Aldo Rebelo.
Antes do decreto, por exemplo, para atuar via GLO em uma região de conflito, como no caso do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, só recebiam gratificação de representação as tropas vindas de outros Estados, enquanto militares sediados no Rio de Janeiro não eram contemplados. “É um ato de justiça e de reconhecimento aos militares”, comemorou o ministro da Defesa.
Para o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna, o decreto presidencial é uma grande conquista dos militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. "Ajusta critérios e corrige distorções, particularmente, no que diz respeito ao preparo e ao emprego das tropas, o que será muito positivo porque elimina diferenças de emprego operacional e apoia o adestramento, não só em casos de emprego de tropa na mesma sede em que ela já opera, como também, em adestramentos para missões de paz e ações subsidiárias", afirmou.
Fonte: Ministério da Defesa

Brasil está pronto para realizar a mais bem-sucedida edição das Olimpíadas, diz Dilma

A presidenta destacou a infraestrutura que ficará como legado para o Rio de Janeiro e o País

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (3), que o Brasil está pronto para realizar os melhores Jogos Olímpicos da história. A presidenta destacou a infraestrutura que ficará como legado para o Rio de Janeiro e o País, com o conjunto de obras de mobilidade que irão facilitar o deslocamento dos milhões de turistas que visitarem a Cidade Maravilhosa.
“Nós trabalhamos para isso. Praticamente todas as instalações esportivas nos Centros Olímpicos da Barra e de Deodoro estão prontas. Todos os 39 eventos-teste realizados até agora, de um total de 45 previstos, foram bem-sucedidos”
Dilma também abordou a segurança dos Jogos, tanto para os turistas como para as delegações estrangeiras. A presidenta reforçou que o plano de ação integrado e os investimentos em serviços de inteligência garantirão a proteção de todos.
“Asseguro que o Brasil está plenamente preparado para proporcionar a proteção aos atletas, às comissões técnicas, aos Chefes de Estado, aos turistas, aos jornalistas, a todos. […] O plano de ação integrado para a área de segurança está pronto. Com base na bem-sucedida experiência da Copa do Mundo de 2014, nós integraremos as forças nacionais de segurança pública com as estaduais, as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças municipais de segurança sob um comando único”, detalhou.
A presidenta ainda abordou a importância da passagem da tocha olímpica por mais de 300 cidades do País, para que cada município sinta, por algumas horas, a sensação de sediar as Olimpíadas.
"Imaginem a emoção que sentirá uma criança lá em Barreirinhas, no Maranhão; um quilombola em União dos Palmares, nas Alagoas; um gaúcho em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul; uma jovem estudante universitária de Paraisópolis, em São Paulo; um pescador de Itaporã, no Mato Grosso do Sul. Serão centenas de lugares e milhões de brasileiros irmanados no compromisso de escrever uma página gloriosa na história dos Jogos Olímpicos”
Ao citar o Plano Brasil Medalhas, programa federal que desde 2012 investiu em estrutura para treinamentos e preparação de atletas, Dilma ressaltou a importância do legado esportivo para o Brasil. "Após os Jogos, essas estruturas estarão disponíveis para treino de atletas, formação de profissionais e farão parte, sem dúvida, de uma rede nacional de treinamento, que envolverá ainda centros de iniciação ao esporte, em dezenas de municípios do País. Eu tenho muito orgulho do centro de preparação de atletas paralímpicos em São Paulo”.

Força Aérea garante atendimento de saúde em Lagoa Santa, em MG

Médicos, dentistas e farmacêuticos estarão em Lagoa Santa durante esta semana, em exercício operacional da adaptação militar

Cerca de 3 mil moradores de de Lagoa Santa (MG) serão atendidas até a próxima sexta-feira (6) em diversas especialidades médicas e odontológicas pelo Hospital de Campanha (HCAMP) da Força Aérea Brasileira. A ação é realizada em parceria com prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
Crianças e adultos que tiveram as consultas pré-agendadas pela Secretaria Municipal de Saúde serão atendidos por médicos de 21 especialidades, dentistas e farmacêuticos que realizam o exercício operacional da adaptação militar no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte. Os profissionais poderão atuar em situações de calamidade real, prestando atendimento a vítimas de catástrofes. Após o atendimento no HCAMP, aqueles pacientes que precisarem continuar o tratamento serão encaminhados para a rede municipal de saúde.
“A FAB tem a missão de garantir a soberania do espaço aéreo brasileiro. Para isso, pode-se chegar, até mesmo, a uma situação extrema, que é a guerra. E na guerra só perduram aqueles que estão preparados. É por isso que utilizamos nosso Hospital de Campanha nessa manobra: treinarmos, na paz, a maneira pela qual apoiaremos nossa tropa, em um conflito.", explica o Brigadeiro-do-Ar Ivan Moysés Ayupe, comandante do CIAAR. "A Força Aérea está sempre ao lado dos cidadãos brasileiros. Aproveitamos a oportunidade para prestarmos assistência”, complementa.
Desde 2008, o HCAMP é instalado anualmente na região metropolitana da capital mineira para o treinamento operacional dos profissionais da saúde. Neste ano será disponibilizado o atendimento nas seguintes especialidades: anestesiologia, cancerologia, cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, geriatria, ginecologia, obstetrícia, infectologia, mastologia, medicina intensiva, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, pediatria, pediatria neonatal, psiquiatria e urologia.
Serão realizados também atendimentos odontológicos para adultos e crianças, incluindo procedimentos de extração dentária e avaliações preventivas. No ano passado, o Hospital de Campanha realizou mais de 4 mil atendimentos, entre consultas e procedimentos médicos.

Aeronáutica cumpre missão no Equador e retorna com repatriados

Apoio humanitário Esquadrão Arara entregou vacinas e medicamentos à população equatoriana que foi atingida por um terremoto no dia 16 de abril

Uma aeronave C-105 Amazonas do Esquadrão Arara (1°/9° GAV) concluiu, no último domingo (1º), a missão de apoio ao Equador e retornou ao Brasil trazendo a bordo um grupo de repatriados. A equipe da Força Aérea pousou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.
O Esquadrão decolou rumo a Quito, capital do Equador, no dia 23 de abril, carregado com vacinas, remédios e materiais de uso hospitalar. O objetivo foi prestar apoio à população do país, que foi atingido por um terremoto no dia 16 de abril deste ano.
O jornalista goiano Gilson Dantas Carmini voltou para o Brasil na aeronave da Aeronáutica. No avião também vieram sua esposa e o filho de oito anos. A família morava no Equador há dois anos e três meses. “Ficamos assustados. Depois do terremoto, não ficamos confiantes. Durante 45 dias após o tremor, ainda podem ocorrer novos terremotos. Graças a Deus a FAB e a embaixada agiram rápido”, disse.
De acordo com o tenente-aviador Maurício Siqueira do Espírito Santo, que participou da missão, a ida do Esquadrão Arara ao Equador foi uma forma de levar alívio à população do país sul-americano. “Não podemos controlar um fenômeno natural e impedir um terremoto, mas podemos ajudar a população e diminuir o sofrimento dela”, disse.
O suboficial Dilson Lopes, integrante da tribulação do Esquadrão Arara, falou sobre o trabalho da equipe da Força Aérea e descreveu a situação do Equador. “Trabalhamos o máximo para ajudar. Estávamos levando esperança. Essa missão foi bastante expressiva pelas consequências do terremoto. Havia muitos mortos e pessoas desabrigadas. Víamos no semblante das pessoas que elas não acreditavam no que havia acontecido”, disse.
A Força Aérea Brasileira transportou, em cinco dias, mais de 21 toneladas de mantimentos e materiais hospitalares para a população de Manta, no Equador, uma das cidades atingidas pelo terremoto. Também já retirou cerca de 450 pessoas desabrigadas da área de risco. As ações estão sendo realizadas pelo Esquadrão Arara (1º/9º GAV), sediado na Base Aérea de Manaus (BAMN).
“É notório nos olhos dos equatorianos a tristeza pela situação vivida. Por diversas vezes transportamos para Quito pessoas que estavam desabrigadas e que dependiam da nossa ajuda para sair da região de risco", disse o comandante do Esquadrão Arara, tenente-coronel Aviador Alexandre Moutta da Silva.
A cidade de Manta, um dos principais destinos turísticos e uma das cidades mais afetadas pelos tremores, foi a escolhida pela coordenação do Equador para receber o apoio prestado pelo Brasil.
Fonte: FAB

Confira a participação da FAB na chegada da chama olímpica

Além da participação da Esquadrilha da Fumaça, caças da FAB interceptaram o avião que trouxe o símbolo olímpico

Por Portal Brasil

A Esquadrilha da Fumaça escreveu “RIO 2016” e desenhou os anéis olímpicos no céu de Brasília, acima da Praça dos Três Poderes, nesta quarta-feira (3). A apresentação foi uma homenagem à chegada da chama olímpica e ao início do revezamento da tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que serão realizadas em agosto desse ano no Rio de Janeiro (RJ).
ImagemA apresentação da Esquadrilha da Fumaça teve duração de cerca de dez minutos e também contou com a realização de diversas manobras, além da escrita nos céus. As acrobacias dos A-29 atraíram brasilienses e turistas aos gramados da Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes na capital federal.
Além da apresentação da Esquadrilha, a Força Aérea Brasileira (FAB) participou da chegada da chama olímpica com a saudação da controladora de tráfego aéreo ao piloto da aeronave que transportava o item simbólico assim que entrou no território brasileiro. Eram 3h18 quando a aeronave Boieng 767-300ER, da Latam Airlines, ingressou no espaço aéreo do País.
Outro destaque do dia de recepção da chama olímpica no Brasil foi a escolta do Boieng 767 pelos caças F-5M da Força Aérea Brasileira. As aeronaves interceptaram o avião e desfilaram na capital federal.

PORTAL BBC


Rio 2016: Brasil incorpora atletas e apoio militares em busca de mais medalhas

O Comitê Olímpico do Brasil estabeleceu como meta que o país fique entre os dez maiores ganhadores de medalhas na Olimpíada do Rio. E, para treinar os atletas, tem recebido ajuda das Forças Armadas.

Luis Kawaguti Enviado Especial Ao Rio De Janeiro

Segundo o COB, o Brasil tem 428 vagas já garantidas para os jogos. Muitas delas se devem ao fato de o país ser o anfitrião e já ter participação assegurada em diversas modalidades. Até agora ao menos 145 delas já foram preenchidas por atletas específicos.
Segundo o Ministério da Defesa, dos atletas já garantidos 67 são militares – quase a metade do total. A estimativa do COB é que, quando os jogos começarem, os atletas das Forças Armadas representem ao menos 30% do Time Brasil.
O apoio das Forças Armadas começou durante a preparação para os Jogos Mundiais Militares, em 2011. Como o Brasil era anfitrião dos Jogos, as Forças Armadas realizaram concursos públicos para incorporar atletas profissionais às suas fileiras.
A ideia era que esses civis se tornassem militares para representar o Brasil. Mas a partir daí passavam a receber salário, alimentação, moradia e outros benefícios da carreira militar. Era o PAAR (Programa Atletas de Alto Rendimento).
Os atletas precisavam já ter se destacado em seus esportes e, uma vez incorporados, passavam pelo treinamento militar regular - para depois se dedicar ao treinamento em suas modalidades. Nas Forças Armadas passavam também a ter acesso a instrumentos e instalações esportivas.
"Topo da pirâmide"
"É uma medida para um momento de necessidade. Dá um grande resultado, mas é mais voltada para o topo da pirâmide", diz à BBC Brasil a ex-atleta do vôlei Ana Moser, que hoje atua em gestão esportiva. Ela preside o Instituto Esporte e Educação, que atende crianças e capacita professores na área do esporte.
"Temos que criar novos atletas, não só investir nos que existem", prossegue. O PAAR teve sucesso nos Jogos Militares e por isso foi mantido. No Panamericano do Canadá (2015), muitos atletas militares se destacaram – e chamaram atenção ao bater continência ao subir no pódio.
O gesto foi alvo de críticas. Mas foi explicado pelas Forças Armadas não como uma determinação, mas sim como uma deferência dos atletas às suas forças. Na Olimpíada, o programa de treinamento de atletas de alto rendimento almeja ser uma das maiores contribuições das Forças Armadas, junto com as funções de segurança, logística e fornecimento de instalações.
Estratégias do COB
O COB montou uma estratégia para preparar o Time Brasil que tem alguns paralelos com uma operação militar – quanto ao elevado número de detalhes e fatores condicionantes –, disse à BBC Brasil o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que dirige o Instituto Olímpico (órgão educacional do COB) e o departamento de Comunicação e Educação Corporativa da entidade.
Antes de ir para a reserva, Heleno foi o primeiro brasileiro a comandar a missão de paz da ONU no Haiti e passou por uma série de postos na cúpula do Exército. Ele é um general de Exército, mas não faz parte da ajuda "oficial" das Forças Armadas ao esforço olímpico.
Ao deixar a entidade em 2011, foi convidado por Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, para trabalhar em sua equipe – o general já havia chefiado o Centro de Capacitação Física do Exército, órgão que auxilia na preparação de atletas militares. Segundo Heleno, a Diretoria de Esportes do COB elaborou uma estratégia de treinamento de atletas que tem alguns pontos básicos.
O primeiro deles é fornecer recursos financeiros para as confederações, com o objetivo de dar aos atletas brasileiros acesso a treinamento de qualidade dentro do Brasil e a campeonatos internacionais – para ganhas vivência e vencer o nervosismo gerado pelas competições de alto nível.
Outro ponto é a estrutura de "ciência do esporte". Ou seja, montar equipes de apoio formadas por médicos, fisioterapeutas, especialistas em sono e psicólogos – para que os brasileiros não fiquem em desvantagem em relação a equipes estrangeiras que possuem esses recursos.
De acordo com o general, outro fator da estratégia é melhorar as instalações esportivas internas – como com a construção por meio de parcerias público-privadas de instalações como o Parque Olímpico da Barra e o Parque Radical do Rio.

Gestores e técnicos
O COB identificou também uma lacuna na área da formação de treinadores gestores e equipes de apoio ao atleta. Para fortalecer essa área criou o Instituto Olímpico, o órgão dirigido por Heleno. O órgão montou um MBA para gestores esportivos e uma academia brasileira de treinadores. Umas das principais ações é trazer ao Brasil técnicos e atletas internacionais para ministrar cursos para os membros do Time Brasil.
Segundo Heleno, essa "preparação científica" dos atletas começou há relativamente pouco tempo. "Durante muito tempo houve uma ausência enorme de recursos (apesar de) sabermos o que tínhamos que fazer. Hoje temos recursos, estamos buscando aplicar aquilo que nós sabemos que tem que ser feito, mas temos pouco tempo", diz.
Por outro lado, segundo ele, o treinamento tem sido intenso e o Brasil contará na Rio 2016 com a torcida favorável e uma vantagem numérica, na medida em que tem participação garantida (independentemente de índices olímpicos) em muitas modalidades.

Ausência de programa nacional
Mas tanto Heleno como Ana Moser afirmam que embora tenha havido grande investimento nos atletas profissionais, o Brasil não possui um programa nacional de esportes que fortaleça as categorias de base dos esportes - de onde poderiam surgir novos talentos.
Segundo Moser, o investimentos voltado especialmente aos atletas profissionais aparenta vir tanto de uma necessidade de ter bons resultados nos Jogos como de uma falta de conhecimento dos gestores públicos.
"Não temos uma cultura de disseminação dos esportes, ainda não é uma área importante na visão de muitas pessoas", disse. Para Heleno, ao longo do tempo o Brasil subirá na escala de potências mundiais do esporte e a Olimpíada contribuirá principalmente para a formação de recursos humanos e de uma mentalidade olímpica. Mas Moser ressalta que muitos setores do esporte temem que, após o fim da Rio 2016, os recursos para o esporte voltem a minguar.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


MP sobre crédito de R$ 420 mi para ministérios é estendida por 60 dias


BRASÍLIA - O Congresso Nacional prorrogou por 60 dias a Medida Provisória (MP) 716, que abre crédito extraordinário de R$ 420 milhões em favor dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A prorrogação foi feita por meio de ato do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicado nesta terça-feira no “Diário Oficial da União”.
A MP 716 foi editada em 11 de março. Segundo a norma, os recursos serão aplicados no fomento a projetos institucionais para pesquisa no setor de saúde, apoio das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes aegypti, e na aquisição de insumos estratégicos para prevenção e proteção individual de gestantes integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Posse de armas torna a população mais segura


Salesio Nuhs

A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), em resposta ao artigo de opinião publicado por Ivan Marques e Felippe Angeli nesta Folha lamenta que, frente aos quase 60 mil homicídios que o Brasil contou em 2014, o Instituto Sou da Paz utilize a imprensa para ludibriar os leitores com um único objetivo: promover o ineficaz desarmamento dos cidadãos de bem.
A irresponsabilidade dos autores na utilização de dados com o intuito de subsidiar a política de desarmamento do governo federal e tentar comprovar o "sucesso" do Estatuto do Desarmamento frente aos índices de homicídios no Brasil não consegue esconder a realidade que está bem diante dos olhos dos brasileiros.
Essa molduração dos dados parece não surtir efeito na sociedade, que não só legitimou sua opinião a respeito do comércio de armas de fogo no referendo de 2005, como também diariamente se manifesta por meio de enquetes e opiniões em veículos de comunicação.
Ivan Marques e Felippe Angeli sugerem que a queda no número de homicídios vem sendo observada há mais de 15 anos no Estado de São Paulo e o período em que foi mais brusca coincide com a aprovação da Lei 10.826/2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento.
Vejamos: se a lei vigora há 13 anos, por que somente no ano passado São Paulo conseguiu o recorde de redução do número de homicídios? E, mais, se a lei é válida em todo o território nacional, quais são os motivos dessa conquista não ter alcançado também outras milhares de cidades brasileiras?
Os representantes do Instituto Sou da Paz ainda informam que a média de armas compradas legalmente por ano no mercado civil em São Paulo diminuiu 60% com a implantação do Estatuto do Desarmamento, segundo o Exército. Os autores relacionam a queda do índice de homicídios a queda do número de armas compradas por cidadãos.
Contraditoriamente, no entanto, os autores tentam mostrar que o resultado do referendo de 2005 a favor do comércio de armas e munições tem sido respeitado, já que o número de registros emitidos pela Policia Federal quase dobrou em um ano em São Paulo. Afinal, o comércio e o subsequente registro dobrou ou reduziu?
Ao contrário do que os autores tentam forçosamente nos fazer acreditar, o Brasil, mesmo com o Estatuto do Desarmamento - uma das leis mais restritivas do mundo com relação à compra e venda de armas de fogo e munições -, vem ao longo dos anos batendo recorde no aumento do número de homicídios, segundo o Atlas da Violência 2016. Ou será que os autores se esqueceram dos inaceitáveis quase 60 mil homicídios que o país contou em 2014, citado por eles logo no inicio do artigo?
O estudo que citei no artigo anterior, no qual a ONU reconheceu que não se pode estabelecer relação direta entre o acesso legal da população às armas de fogo e os índices de homicídio, pois não são as armas do cidadão que matam, mas as do crime organizado, para o qual a lei não possui relevância, é o Global Study on Homicide 2011.
Ainda nesta linha, podemos citar um estudo da conceituada Universidade de Harvard que comprova que a posse de armas torna a população mais segura. Afirma ainda que, quanto mais armas os indivíduos de uma nação têm, menor é a criminalidade.
Quanto ao citado projeto de lei nº 3.722/2012, que visa modificar alguns pontos do Estatuto do Desarmamento e busca garantir o direito de legítima defesa do cidadão de bem, é importante e honesto frisar que não irá flexibilizar totalmente o acesso às armas, ao contrário do que sugerem Ivan Marques e Felippe Angeli no artigo. Manterá ainda critérios legais como testes de aptidão e psicológicos para a aquisição e venda de armas de fogo e munições no país.
Ainda ao contrário do que citado, o interesse da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições é no mercado legal, que emprega, gera impostos e divisas nas exportações. As armas e munições fabricadas pela indústria são testadas de acordo com rígidas normas internacionais e homologadas pelo Centro de Avaliações do Exército Brasileiro.
No mais, as empresas estratégicas de defesa são de extrema importância para o país, pois asseguram que as Forças Armadas brasileiras tenham contribuição decisiva de tecnologias sob domínio nacional.
O equilíbrio e fortalecimento das indústrias brasileiras de material de defesa estão condicionados à existência de mercados alternativos às Forças Armadas, de forma a assegurar continuidade, escala para competitividade e capacitação tecnológica para investimentos contínuos em pesquisa.
Mesmo sem haver qualquer imposição legal, em uma iniciativa pioneira, a indústria ampliou seus dispositivos de controle. Atualmente, as armas fabricadas no país podem ser equipadas com chips. Essa tecnologia permite um rastreamento preciso e ágil, facilitando o processo de investigação policial.
Além disso, o Brasil é o único país do mundo que possui sistema de gravação no culote das munições. O SIP, pioneiro processo de gravação a laser na base dos estojos, oferece rastreabilidade individual de todas munições comercializadas aos órgãos públicos brasileiros, permitindo a identificação do adquirente através da localização do estojo ou das embalagens.
Caso nenhuma dessas importantes medidas convença o Instituto Sou da Paz, a indústria de armas está à disposição para receber sugestões e esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do setor.

OUTRAS MÍDIAS


PB AGORA


Assembleia Legislativa homenageia ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira

A Assembleia Legislativa da Paraíba realizou nesta segunda-feira (2), no plenário Deputado José Mariz, uma Sessão Especial em homenagem aos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB). O deputado Buba Germano, autor da propositura, presidiu os trabalhos. O requerimento da sessão foi aprovada por unanimidade em plenário. O deputado Bosco Carneiro também prestigiou a sessão.
O deputado Buba Germano, filho do ex-combatente Fausto Germano, justificou a sessão pelo reconhecimento aos heróis brasileiros na segunda guerra mundial. “Na tomada de Monte Castelo o Exército brasileiro teve uma participação efetiva. Então faço essa homenagem com satisfação e para que a gente não perca a história de nosso país, a história desses heróis de guerra”, destacou.
Buba lembrou que seu pai, Fausto Germano, passou nove meses na segunda guerra mundial e participou de duas batalhas. “A tomada de Monte Castelo se deu basicamente na baioneta, então os ex-combatentes são heróis e me orgulho. Quando jovem eu tinha uma carteira de filho de ex-combatente que me dava acesso a escolas e outros benefícios. Na carteira estava escrito: orgulhe-se de seu pai, ele é um herói da segunda guerra mundial”, enfatizou.
Os trabalhos também contaram com breve depoimento do ex-combatente Genival Máximo de Oliveira, 92 anos, paraibano de Bananeiras que serviu na batalha da tomada de Monte Castelo, na Itália em 1945. Ele agradeceu as homenagens e contou que entrou no Exército no Rio de Janeiro, aos 17 anos de idade. Genival Máximo foi ferido com estilhaços de bala e anos depois foi para reforma como 2º Tenente. “Estou feliz da vida hoje vendo o Exército brilhar com prestígio em todas as Américas. Quero agradecer a todos essa homenagem. Após 71 anos, nem parece que sou eu que estou aqui, emocionado”.
O general de brigada Daniel Almeida Dantas, comandante do 1º Grupamento de Engenharia de Construção, leu um texto registrando as conquistas da Força Expedicionária Brasileira que teve mais de 300 mil homens e mulheres. Em combate morreram 454 brasileiros. Mais de 2.000 morreram depois vítimas de ferimentos e tantos outros ficaram com sequelas. “Os ex-combatentes são nossos heróis. Na época, jovens, eles atenderam ao chamamento da Pátria, largaram seus entes queridos e foram para um campo de batalha na Europa e lá derramaram seu sangue pela paz mundial. Então relembrar isto faz com que a gente possa enaltecer a eles e lembrar aos de hoje o sacrifício que eles fizeram no passado”, disse.

ARIQUEMES ONLINE (RO)


Prefeito Mauro Nazif se encontra com ministro da Defesa Aldo Rebelo

O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, se encontrou, no último sábado, 30, com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, durante recepção na sede da 17a Brigada de Infantaria de Selva...
Elen de Paula
ImagemO prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, se encontrou, no último sábado, 30, com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, durante recepção na sede da 17a Brigada de Infantaria de Selva (17a BIS), na avenida Duque de Caxias, Centro.
Na ocasião, o general de brigada Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves falou sobre as missões do pelotão, em questões ambientais, narcotráfico, indígena, rotas de drogas e crime organizado. O militar afirmou que o Exército está pronto para defender o país em qualquer situação. Ele ainda explicou que a brigada tenta, de certa forma, antecipar os problemas e não combatê-los. 
Como anfitrião, o prefeito Mauro Nazif presenteou o ministro Aldo Rebelo com quatro livros que contam a história dos 100 anos de Porto Velho. “Quero nesta ocasião agradecer a visita do ministro e sei o quanto é importante estreitar a comunicação entre os entes envolvidos no desenvolvimento e segurança da sociedade”, disse o prefeito. Após a apresentação o ministro, foi conhecer o Memorial Rondon, na estrada do Santo Antônio.

GAZETAWEB (AL)


Ministro cede área do Exército para construção de eixo viário em Maceió

Projeto busca garantir mais fluidez ao trânsito na região da Avenida Fernandes Lima
Por Jonathas Maresia
O ministro da Defesa, o alagoano Aldo Rebelo, vem a Maceió na próxima quinta-feira, 5, para assinar um termo de cessão de parte da área do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMTz), localizado na capital alagoana, para a construção de um dos eixos viários visando à futura instalação do denominado corredor de transporte de massa. A solenidade de assinatura acontece às 10h, no Palácio República dos Palmares, com a presença do governador Renan Filho e do general do Exército, Manoel Pafiadache.
A autorização dá andamento à construção do Eixo Quartel, já que, de acordo com o projeto, parte da via deve passar pela área do 59º Batalhão. A obra representa mais uma opção de escoamento do tráfego na Avenida Fernandes Lima, em consequência também das intervenções já realizadas na principal avenida de Maceió.
Para o secretário de Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, "Alagoas presenciará um momento histórico, pois, há muitos anos se fala da construção de uma via que pudesse passar pelo 59º Batalhão do Exército, já que não existe nenhuma outra alternativa que viabilize o tráfego de um lado ao outro, a exemplo do Centro à Avenida Rotary".
O Estado prevê desapropriar ao menos dez áreas localizadas nas ruas Marieta Lages, Goiás, Tereza de Azevedo, Frei Caneca, Luiz de Mascarenhas e Miguel Palmeira. A área requisitada pelo governo do estado ao quartel possui 15.918 m² de extensão.
As obras preliminares estão em processo de licitação, e a Procuradoria Geral do Estado deve conduzir o processo de desapropriação, estando autorizada a invocar o caráter de urgência no processo. Conforme publicação no Diário Oficial do Estado em fevereiro de 2016, as despesas decorrentes deste projeto correrão à conta dos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual do Estado.
Além dos imóveis situados nas imediações do 59º Batalhão, haverá desapropriações também nas proximidades do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), a fim de conferir espaço ao segundo eixo, o Eixo Cepa, desafogando o trânsito na Avenida Fernandes Lima e, consequentemente, na Avenida Durval de Góes Monteiro.

PORTAL DE OLHO NO TEMPO (SP)


Governo federal suspende serviços de monitoramento meteorológico no Brasil

Após desligar 11 radares meteorológicos pelo Brasil atribuindo à falta de recursos para manter em operação os equipamentos de suma importância ao monitoramento de tempestades, o governo federal também suspendeu as verbas para o serviço de radiossondagem, com o uso de balões em aeroportos e estações de superfície e que servem para monitorar a troposfera em diferentes camadas. A informação foi confirmada por funcionários que trabalham no setor de meteorologia dos aeroportos "Governador José Richa", em Londrina, no Paraná e "Brigadeiro Camarão", em Vilhena, em Rondônia, que sofreram redução de disparo das radiossondagens.
Além do mais, o monitoramento de balões meteorológicos é crucial para o desenvolvimento de cartas meteorológicas à aviação, pois engloba dentre outros parâmetros, previsões de gelo, instabilidade e turbulência.
A radiossonda é um conjunto de instrumentos e sensores para medir a temperatura do ar, umidade relativa e pressão atmosférica, enquanto é elevada na atmosfera até alturas típicas da ordem de 30 quilômetros por um balão inflado com gás hélio.
O deslocamento da sonda é registrado por uma antena GPS que permite a medida da direção e velocidade do vento. Os dados observados, minuto a minuto, são enviados via rádio para a estação receptora no solo que os processa, gera uma mensagem codificada e a envia para o Centro Coletor onde ocorrerá a distribuição global.
A Rede de Estações de Altitude Brasil conta com aproximadamente 40 estações e está distribuída entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Departamento de Controle do Espaço a Aéreo (DECEA) e a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (DHN), que são órgãos operacionais.
Com o limite financeiro imposto, as radiossondagens que antes eram realizadas duas vezes ao dia, agora foram limitadas para uma vez ao dia e com interrupções em vários aeroportos do país.
A Aeronáutica, que já havia divulgado nota com relação ao uso dos radares dando importância pífia aos equipamentos e se esquivando das responsabilidades ditando que a aviação não seria prejudicada, a cada dia perde parâmetros, que já são tão escassos em um país de dimensão continental, no auxílio de navegação mais segura, ou no mínimo, mais completa no que tange ao uso da meteorologia aeronáutica.
Meteorologistas do setor aéreo e previsores e que utilizam sim este tipo de ferramenta diária no uso de suas atribuições passam a contar cada vez menos com a tecnologia perante à restrição orçamentária do governo federal.
(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

PUBLICO (PORTUGAL)


Drones poderão ser comandados à vista durante o dia e até 120 metros de altura

Associação e empresas consideram que proposta de regulamento divulgada esta terça-feira deixa de fora questões fundamentais, como a formação dos operadores e a obrigatoriedade de seguro.
Mariana Oliveira
Os drones poderão ser operados durante o dia até 120 metros de altura, estando o operador obrigado a manter contacto visual com o equipamento. Esta é a regra prevista na proposta de regulamento divulgada esta terça-feira pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que põe um ponto final num vazio legal que dura há vários anos. De fora destas regras ficam os drones operados pelas polícias e pelos militares.
Apesar do diploma ser genericamente bem recebido, a associação Drone Club Portugal e responsáveis de várias empresas que operam com estes equipamentos consideram que a proposta deixa de fora questões fundamentais, como a formação dos operadores e a obrigatoriedade de seguro para quem utiliza drones de forma profissional.
O projecto de regulamento, que vai estar em discussão pública até 23 de Maio, admite que podem ser autorizados voos nocturnos de aeronaves pilotadas remotamente e acima dos 120 metros de altura, mas os mesmos têm que ser autorizados pela ANAC. A generalidade da operação com drones dentro e à volta de aeródromos também será possível, mas terá que ser autorizada pelo director da infra-estrutura com pelo menos 15 dias de antecedência.
ImagemO regulamento especifica duas categorias de drones: os aeromodelos e as aeronave brinquedo. Os primeiros abarcam as aeronaves não tripuladas com capacidade de efectuarem voos prolongados, utilizadas exclusivamente para lazer e com peso máximo de 25 quilos e os segundos incluem qualquer objecto que possa voar prolongadamente, não equipado com motor de combustão e com peso inferior a um quilo. As aeronaves brinquedo não podem operar a mais de 30 metros de altura, um valor que sobe até aos 120 metros nos outros casos.
Proibida a operação deste tipo de aeronaves sobre concentrações de pessoas
Por regra é ainda proibida a operação deste tipo de aeronaves sobre concentrações de pessoas ao ar livre, em zonas de sinistro onde se encontrem a decorrer operações de socorro, em áreas perigosas de natureza militar e num círculo de um quilómetro à volta dos heliportos usados pela emergência médica e pela protecção civil. “Não podem igualmente voar sobre instalações onde se encontrem sedeados órgãos de soberania, embaixadas e representações consulares, instalações militares, instalações das forças e serviços de segurança, locais onde decorram operações policiais e estabelecimentos prisionais”, determina o regulamento. A regra admite excepções, permitindo a operação quando esta for autorizada pelas entidades representativas desses órgãos. Também os voos em áreas protegidas necessitam de autorização por parte das entidades que gerem esses espaços.
O regulamento repete uma obrigação já existente para operar drones em levantamentos aéreos, como a fotografia e a filmagem aérea, que carece sempre de autorização da Autoridade Aeronáutica Nacional, na dependência da Força Aérea.
As multas previstas para a violação das regras de operação dos drones variam entre os 250 euros e os 250 mil euros, consoante a gravidade da infracção, quem a cometeu (pessoa singular; micro, pequena, média ou grande empresa) e o grau de culpa que varia entre a mera negligência e o dolo. O regulamento não prevê o montante das sanções, mas remete para uma outra lei, de 2004, que determina as contra-ordenações aeronáuticas civis. A fiscalização, prevista nesse diploma, fica a cargo da própria ANAC, dos directores de aeródromos, da GNR, da PSP e da autoridade marítima, sendo a ANAC a entidade competente para instruir as multas.
O presidente da associação Drone Club Portugal, Miguel Miranda, recorda que no início do ano passado a ANAC tinha apresentado a alguns parceiros um projecto-lei que ia muito além desta proposta de regulamento. “Este diploma deixa de fora áreas fundamentais, parte das quais estavam previstas no outro, como o registo destas aeronaves, a formação dos operadores e a obrigatoriedade de determinado tipo de seguros”, resume o dirigente. “Quem opera drones profissionalmente que formação tem que ter?”, lança Miguel Miranda. E de seguida, pergunta: "A que distância pode um drone sobrevoar uma pessoa?".
"Já estamos muito atrasados face a outros países"
O problema dos seguros também preocupa Nuno Marques, da Aeroprotechnik, que afirma que muitos dos equipamentos à venda por mil ou dois mil euros não possuem grande segurança, podendo avariar em voo e provocar danos significativos em pessoas e bens. “Nós não utilizamos um drone sem contratarmos um seguro de responsabilidade civil de três milhões de euros, mas há muita gente no mercado a operar com seguros baixos ou sem qualquer seguro”, constata o engenheiro. A antecedência de 15 dias com que os pedidos especiais terão que ser feitos é outra preocupação das empresas. O professor do Departamento de Ciências Aeroespaciais, da Universidade da Beira Interior, Pedro Gamboa, considera o prazo excessivo. “É demasiado tempo para uma empresa”, afirma, lamentando que esta legislação tenha demorado tanto tempo a ver a luz do dia. “Já estamos muito atrasados face a países como a França, a Bélica, a Alemanha e o Reino Unido que adoptaram normas destas há anos”, remata.
Uma das empresas mais conhecidas nesta área, a Tekever, reagiu por escrito. Numa mensagem enviada por email, Pedro Sinogas, presidente da empresa, considera “extremamente positiva” a colocação para consulta pública desta proposta, prometendo dar contributos para a discussão deste problema nas próximas semanas. “Esta é uma área na qual existe a clara necessidade de regulamentação, sobretudo face ao enorme crescimento da utilização deste tipo de equipamentos nos últimos anos”, afirma.



Leia também:









Receba as Últimas Notícias por e-mail, RSS,
Twitter ou Facebook


Entre aqui o seu endereço de e-mail:

___

Assine o RSS feed

Siga-nos no e

Dúvidas? Clique aqui




◄ Compartilhe esta notícia!

Bookmark and Share



Eventos






Publicidade






Recently Added

Recently Commented