|

NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 05/03/2016 / FAB suspense decolagens simultâneas no Aeroporto de Brasília


FAB suspense decolagens simultâneas no Aeroporto de Brasília ...

Decisão ocorre após risco de colisão entre aeronaves; foi 2º caso em 9 dias. FAB apura ação de piloto da Gol; empresa diz que procura esclarecer caso ...

A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as decolagens simultâneas no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, por tempo indeterminado, depois que duas aeronaves quase se chocaram pela segunda vez em dez dias. Os incidentes nos dias 23 de fevereiro e 2 de março.

Segundo a Aeronáutica, a suspensão não vai prejudicar a operação dos voos no terminal. A medida tem validade até que a FAB conclua as investigações. Brasília é o aeroporto com maior capacidade de pista do país, com até 60 voos por hora.

Na última quarta-feira, dois aviões comerciais decolavam ao mesmo tempo por volta de 10h. Um veículo era da empresa Avianca, com destino a Goiânia; o outro, da Gol, ia para Palmas.

O voo one 6291, da Avianca, decolou na pista da direita e cumpriu o procedimento de subida virando à direita após na decolagem, conforme carta de voo. A companhia disse que está apurando o que houve junto aos órgãos competentes.

A aeronave da Gol, que fazia o voo glo 1402, decolou da pista da esquerda e deveria seguir reto, mas virou à direita. A carta de saída padrão, documento que todos os pilotos têm e determina as instruções de rota, mostra o que estava previsto para o avião da Gol – o piloto deveria virar para a esquerda apenas quando chegasse ao ponto identificado como "kotvu", a 18,5 km de distância.

A Gol informou que preza pelos mais altos padrões de segurança e que está em contato com as autoridades aeronáuticas para esclarecer o que aconteceu.

A FAB diz que não pode divulgar a conversa dos pilotos com a torre de controle porque o caso está em investigação. Em nota, a Força Aérea afirmou que o controlador de tráfego aéreo percebeu o erro do comandante da Gol e emitiu instruções para que ele corrigisse a rota.

Por telefone, o consultor em aviação civil e professor de ciências aeronáuticas da PUC Georges Ferreira disse que Brasília tem o aeroporto ideal para decolagens simultâneas. Entretanto, falta preparo dos pilotos.

Caso consecutivo
Duas aeronaves quase se chocaram durante a decolagem no Aeroporto Internacional de Brasília em 23 de fevereiro depois que uma delas desobedeceu às instruções do controlador de tráfego aéreo.

Os aviões deixariam simultaneamente o terminal às 7h30, mas em direções diferentes: o de matrícula PR-BSI faria uma curva para a direita logo após deixar o solo, rumo a Guarulhos (São Paulo), mas acabou virando para a esquerda e invadiu a área do veículo da Força Aérea Brasileira. O controlador percebeu a falha e pediu ao piloto da FAB para interromper o procedimento e, em seguida, alterar a rota.

Os diálogos entre o controlador de tráfego aéreo e os pilotos mostram as manobras para evitar a colisão:

Controlador: Força Aérea 2582, trace uma posição de uma hora. Curve imediatamente agora para o rumo norte, senhor, a fim de evitar que essa aeronave ... Interrompa a subida agora.

Controlador: Força Aérea 2582 controle Brasília, interrompa a subida agora. Trace uma correção agora de uma hora, mesma altitude, senhor.

Piloto da FAB: Tô visual, mantendo separação aqui. A aeronave iniciou curva à direita, a saída nossa ficou conflitante com esse tráfego, ok? A saída era prevista, a decolagem da 11 esquerda com ligeiramente curva à direta. Não tem, não tem mais como fazer essa saída aqui com essa aeronave decolando.

Controlador: O senhor está correto, Força Aérea 2582. Bravo-Serra-Índia (PR-BSI), a sua decolagem deveria ter iniciado a curva à direita, 4,1 mil pés. Suba agora para o nível 270. 

Piloto do PR-BSI: Subindo para o 270 pró-sul.

A Aeronáutica apura o caso. “Desde novembro de 2015, o Aeroporto de Brasília opera com decolagem simultânea, tendo em vista que as pistas são paralelas. No caso em questão, foram autorizadas duas decolagens simultâneas: aeronave de matrícula PR-BSI com destino a Guarulhos decolando da pista direita e a aeronave FAB 2582 decolando da pista esquerda", diz nota da FAB.

"A instrução do perfil de decolagem que foi confirmada pelo piloto da aeronave PR-BSI previa curva imediata à direita após a decolagem (conforme descrito na carta de decolagem). Entretanto, o perfil executado pelo piloto contrariou a instrução recebida e a aeronave teve um deslocamento à esquerda, interferindo na decolagem da aeronave FAB 2582, que cumpria corretamente o seu perfil de decolagem”, afirma o texto.

O órgão afirmou ainda que o controlador de tráfego aéreo “agiu prontamente para evitar maiores problemas”.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL R3 (SP)


Embraer Defesa & Segurança consolidará as operações das empresas Savis e Bradar


Da Redação, Com Prefeitura De Pindamonhangaba

A Embraer Defesa & Segurança consolidará as operações das empresas Savis Tecnologias e Sistemas S.A. e Bradar Indústria S.A. A decisão tem como objetivo aumentar a geração de valor para os funcionários, clientes e acionistas.
A Savis é dedicada a desenvolver, projetar, integrar e implantar sistemas e serviços na área de monitoramento de fronteiras e proteção de estruturas estratégicas. A Bradar é uma empresa de base tecnológica especializada no desenvolvimento e produção de radares para aplicações nas áreas de defesa, segurança e sensoriamento remoto (SAR).
A Savis, por meio de suas distintas capacidades de integração de sistemas, e a Bradar, com sua capacidade de desenvolvimento tecnológico, têm somado esforços refletidos na execução de projetos complexos. Ambas compõem o Consórcio Tepro, responsável pela implantação do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) no Brasil.
A união dessas competências permitirá oferecer soluções integradas com grande potencial para os mercados nacional e externo, contribuindo para o processo de diversificação da base de clientes da Embraer Defesa & Segurança e da ampliação do portfólio de produtos e serviços.
A liderança deste processo de consolidação ficará sob a responsabilidade de Marcus Tollendal, que atualmente ocupa o cargo de Diretor-Presidente da Savis. Ele assumirá o cargo de Diretor-Presidente da nova empresa enquanto Astor Lopes, atual Diretor-Presidente da Bradar, assumirá a função de Vice-Presidente de Operações.

PORTAL GLOBO ESPORTE


Beltrame relata visitas de embaixadas e vê Rio preparado contra o terrorismo

Secretário de Segurança diz que enfrenta questão como prioridade e considera fundamental ajuda de policiais estrangeiros. Relatórios da Abin mostram risco baixo

Amanda Kestelman, Rio De Janeiro

Nos últimos 10 anos, o Rio de Janeiro firmou-se como palco de grandes eventos. A largada foi dada com os Jogos Pan-Americanos de 2007, passou por Jornada Mundial da Juventude, Jogos Mundiais Militares, Rio+20 e as Copas das Confederações e do Mundo. O momento mais complexo e mais desafiador, no entanto, será em cinco meses, com as Olimpíadas. Em um cenário global, o Rio 2016 chega em um momento de tensões causadas pelo terrorismo. Além disso, a cidade-sede ainda gera desconfiança internacional do ponto de vista de sua segurança pública, e o país segue em uma crise econômica que pode afetar os orçamentos. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirma que o plano de segurança para a cidade está traçado e bem preparado. Tratou de tranquilizar aqueles que planejam vir ao Rio em agosto. Relatou que contatos constantes vem sendo feito também por parte de comitivas estrangeiras, além de contar com relatórios enviados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - peça importante no processo.
Beltrame afirma que os órgãos de segurança do Estado são procurados por alguns países, muitas vezes através de embaixadas, que demonstram preocupação com qualquer tipo de ameaça a seus atletas e corpo técnico para os Jogos de agosto. Nesses casos, o planejamento é passado - até onde se pode - para tranquilizar delegações.
Nos últimos seis meses, ao menos 20 comitivas internacionais estiveram no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) em busca de informações sobre os métodos olímpicos para traçar planos de delegações. A presença constante tem sido de profissionais do Japão, que se preparam para receber os Jogos de 2020. Comitivas de países como EUA, França - que em novembro foi alvo de uma série de atentados terrorista em sua capital - e Alemanha também estiveram recentemente no local.
- Os americanos têm muita preocupação. Agora aumentou a procura por resultados das nossas reuniões por parte da embaixada francesa. Eles querem saber onde o atleta dele vai estar, como vai ser conduzido, onde serão os eventos. Têm muita preocupação com os locais de hospedagem. Nós acabamos criando um Subsecretaria de Grandes evento. A gente vê que a preocupação é legítima em função do que acontece com esses países lá fora. A gente toma frente, apresenta para várias embaixadas e até abre questões que são consideradas reservadas. Abrimos exatamente no sentido de que estamos fazendo de tudo para que eles venham aqui e e a gente faça um excelente evento - explica o secretário.
O secretário admite que, apesar de a cidade estar acostumada a lidar com questões graves no que diz respeito à segurança, o terrorismo em si traz um fato novo. É algo distante que se aproxima de qualquer cidade que se dispõe a receber um evento da natureza global dos Jogos Olímpicos. Para isso, o contingente policial local contará com reforços estrangeiros. A ideia é promovida pela Secretaria de Grandes Eventos, do Governo Federal.
- É um centro de comando onde vários representantes de várias policias do mundo estarão juntas, no sentido de ver o comportamento de certos grupos. Muitas vezes um policial, um agente da Abin, não consegue identificar um determinado comportamento que um policial inglês sabe do que se trata. Vai ter um grupo de policiais de vários países que estarão juntos.
Foram firmados convênios entre a Secretária Estadual de Segurança com o Ministério da Justiça, além de embaixadas como Espanha, EUA, França, Grã-Bretanha e Alemanha. O principal objetivo foi capacitar seus agentes para os Jogos. Foram disponibilizados, por exemplo, cursos antiterrorismo.
- O recado é muito simples: venham ao Rio de Janeiro. Nós estamos com essas Olimpíadas prontas. No que diz respeito à segurança, nós estamos prontos. Com plano estratégico, tático e operacional. Estamos prontos para que essas pessoas venham ao Rio de Janeiro tranquilamente. Sei da preocupação que essas pessoas têm. Mas também tenho que dizer a eles que, em todos os eventos que fizemos, fomos superbem avaliados - disse Beltrame.
Trabalho em equipe
A segurança olímpica para o Rio 2016 é divida em três esferas. O evento é de responsabilidade federal. Como estará quase sempre concentrado em uma única cidade, precisa do trabalho conjunto e em convergência com entidades estaduais e municipais. A questão do terrorismo está na alçada da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No entanto, também vem sendo tratada como prioridade pelo Estado, que recebe novos relatórios da Agência a cada duas semanas.
- O Estado se preparou. Nós colocamos sempre como questão número 1, independentemente do que aconteceu na França ou em qualquer outro lugar do mundo. Embora não seja uma responsabilidade da Polícia Militar ou da Polícia Civil, nas reuniões, sempre levantamos isso como prioridade, por motivos óbvios. Vamos ter aqui nações que têm níveis de ameaça maiores ou menores. Quem atende isso é a Abin. Ela faz os "mapas de ameaça", nos transmite quinzenalmente esses mapas e tem um estrutura preparada para isso. Delegações de determinados países vão ter atendimento possivelmente diferenciado de outras delegações que, dentro do mapa de ameaça, estão mais longe - explica.
No fim do ano passado, após os ataques terroristas simultâneos em Paris, a Abin reiterou a preocupação maior com ataques isolados que são provocados por apenas uma pessoa. São os chamados "lobos solitários". Na ocasião, o Ministério da Justiça também reiterou que não haveria alteração no plano de segurança dos Jogos, com matriz formada no geral por 85 mil homens, 38 mil das Forças Armadas. O plano de segurança também integra a criação do Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que será coordenado pela área de inteligência. No Rio, o "centro nervoso" será o mesmo da Copa do Mundo, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
- É um evento imenso, grande. Não vou dizer que não vai acontecer nada. A cidade vai estar cheia, superlotada. Mas a gente está pronto - analisa Beltrame.
O plano de inteligência da Abin é tratado como crucial. A preocupação do Estado é ostensiva, enquanto a da agência é do ponto de vista preventivo. As informações têm que circular para o controle ser completo e fatos antecipados. A menos de seis meses dos Jogos, a Abin passa constantemente ao Estado seu "ranking de ameaça". José Mariano Beltrame afirma que, hoje, esse nível não apresenta grandes temores.
- Segundo os relatórios de ameaça da Abin, hoje, é muito baixo.
O legado e a PM
- A Polícia Militar, em tese, vai manter a segurança pública do cidadão. Seja o cidadão carioca, seja turista, seja atleta. Nós temos que dar o suporte de segurança para que eles transitem pela cidade. Nos pontos turísticos também. Lapa, praia, Maracanã. Essa é a nossa missão. Nós fizemos um esforço muito grande para que a PM fique dedicada à sua atividade de prevenção ao delito, através da sua ostensividade - diz o secretário de segurança.
Desde que obteve o direito de receber os Jogos Olímpicos, a palavra de ordem por parte das autoridades do Rio sempre foi legado. Questão de importância e preocupação constante para a população fluminense, a segurança também acredita que sairá mais fortalecida após agosto de 2016. Para o secretário Beltrame, nesse caso haverá dois tipos de legados. Um valoriza as conexão geradas entre diferentes esferas e agências de segurança, enquanto outro cita também um novo e moderno aparato de segurança.
- Para mim o mais importante é o legado intangível. O grande legado é a integração interagências. Acho que hoje, no país, independentemente do resultado que tivermos pela frente, ninguém tem a expertise interagência que o Rio de Janeiro tem. Nós nos reunimos para cada um dos eventos. E isso gerou protocolos de ação, e esses protocolos vão ficar. Tudo isso está pronto. Enquanto acho que em outros estados você não tem isso para atender qualquer tipo de ocorrência. O legado tangível, sem dúvida nenhuma, é que temos parte do Governo Federal trabalhando aqui. Recebemos aeronaves, aeronaves com imageadores, vamos receber coletes balísticos. E acho que a cidade vai receber um grande presente de mobilidade urbana.
Há dois anos, o trabalho realizado pela Segurança do Rio durante a Copa do Mundo foi considerado bem-sucedido. Na época, foi necessário lidar com questões de manifestações. Para os Jogos, é salientada e bem maior complexidade do que está por vir. O desafio do Rio de Janeiro será tão ou mais complexo como o de quem busca um triunfo olímpico.
- Quero, busco e estou atrás de ganhar uma medalha em segurança pública para o cidadão que aqui vier. Quero que as pessoas venham aqui e vejam o Rio de Janeiro como efetivamente merece ser visto. Vejam que o Rio não é só uma cidade turística linda. É uma cidade para se morar, criar filho, estudar, trabalhar, com ótimas opções de lazer e que vai ter condição de fazer grandes Olimpíadas, se não a melhor.

PORTAL G-1


FAB suspense decolagens simultâneas no Aeroporto de Brasília

Decisão ocorre após risco de colisão entre aeronaves; foi 2º caso em 9 dias. FAB apura ação de piloto da Gol; empresa diz que procura esclarecer caso.

Do G1 Df

A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as decolagens simultâneas no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, por tempo indeterminado, depois que duas aeronaves quase se chocaram pela segunda vez em dez dias. Os incidentes nos dias 23 de fevereiro e 2 de março.
Segundo a Aeronáutica, a suspensão não vai prejudicar a operação dos voos no terminal. A medida tem validade até que a FAB conclua as investigações. Brasília é o aeroporto com maior capacidade de pista do país, com até 60 voos por hora.
Na última quarta-feira, dois aviões comerciais decolavam ao mesmo tempo por volta de 10h. Um veículo era da empresa Avianca, com destino a Goiânia; o outro, da Gol, ia para Palmas.
O voo one 6291, da Avianca, decolou na pista da direita e cumpriu o procedimento de subida virando à direita após na decolagem, conforme carta de voo. A companhia disse que está apurando o que houve junto aos órgãos competentes.
A aeronave da Gol, que fazia o voo glo 1402, decolou da pista da esquerda e deveria seguir reto, mas virou à direita. A carta de saída padrão, documento que todos os pilotos têm e determina as instruções de rota, mostra o que estava previsto para o avião da Gol – o piloto deveria virar para a esquerda apenas quando chegasse ao ponto identificado como "kotvu", a 18,5 km de distância.
A Gol informou que preza pelos mais altos padrões de segurança e que está em contato com as autoridades aeronáuticas para esclarecer o que aconteceu.
A FAB diz que não pode divulgar a conversa dos pilotos com a torre de controle porque o caso está em investigação. Em nota, a Força Aérea afirmou que o controlador de tráfego aéreo percebeu o erro do comandante da Gol e emitiu instruções para que ele corrigisse a rota.
Por telefone, o consultor em aviação civil e professor de ciências aeronáuticas da PUC Georges Ferreira disse que Brasília tem o aeroporto ideal para decolagens simultâneas. Entretanto, falta preparo dos pilotos.
Caso consecutivo
Duas aeronaves quase se chocaram durante a decolagem no Aeroporto Internacional de Brasília em 23 de fevereiro depois que uma delas desobedeceu às instruções do controlador de tráfego aéreo.
Os aviões deixariam simultaneamente o terminal às 7h30, mas em direções diferentes: o de matrícula PR-BSI faria uma curva para a direita logo após deixar o solo, rumo a Guarulhos (São Paulo), mas acabou virando para a esquerda e invadiu a área do veículo da Força Aérea Brasileira. O controlador percebeu a falha e pediu ao piloto da FAB para interromper o procedimento e, em seguida, alterar a rota.
Os diálogos entre o controlador de tráfego aéreo e os pilotos mostram as manobras para evitar a colisão:
Controlador: Força Aérea 85.282, trace uma posição de uma hora. Curve imediatamente agora para o rumo norte, senhor, a fim de evitar que essa aeronave... Interrompa a subida agora.
Controlador: Força Aérea 2582 controle Brasília, interrompa a subida agora. Trace uma correção agora de uma hora, mesma altitude, senhor.
Piloto da FAB: Tô visual, mantendo separação aqui. A aeronave iniciou curva à direita, a saída nossa ficou conflitante com esse tráfego, ok? A saída era prevista, a decolagem da 11 esquerda com ligeiramente curva à direta. Não tem, não tem mais como fazer essa saída aqui com essa aeronave decolando.
Controlador: O senhor está correto, Força Aérea 2582. Bravo-Serra e Índia (PR-BSI), a sua decolagem deveria ter iniciado a curva à direita, 4,1 mil pés. Suba agora para o nível 270 Piloto do PR-BSI: Subindo para o 270 pró-sul.
A Aeronáutica apura o caso. “Desde novembro de 2015, o Aeroporto de Brasília opera com decolagem simultânea, tendo em vista que as pistas são paralelas. No caso em questão, foram autorizadas duas decolagens simultâneas: aeronave de matrícula PR-BSI com destino a Guarulhos decolando da pista direita e a aeronave FAB 2582 decolando da pista esquerda", diz nota da FAB.
"A instrução do perfil de decolagem que foi confirmada pelo piloto da aeronave PR-BSI previa curva imediata à direita após a decolagem (conforme descrito na carta de decolagem). Entretanto, o perfil executado pelo piloto contrariou a instrução recebida e a aeronave teve um deslocamento à esquerda, interferindo na decolagem da aeronave FAB 2582, que cumpria corretamente o seu perfil de decolagem”, afirma o texto.
O órgão afirmou ainda que o controlador de tráfego aéreo “agiu prontamente para evitar maiores problemas”.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


FAB suspende decolagens simultâneas em Brasília após incidente com aviões


Ricardo Gallo, de São Paulo
Dimmi Amora, de Brasília

A Aeronáutica suspendeu as decolagens simultâneas no aeroporto de Brasília depois de um incidente entre dois aviões, um da Gol e outro da Avianca, na quarta-feira (2).
O aeroporto de Brasília era, até então, o único do país a ter autorização para decolagens simultâneas. O aval havia sido dado em novembro, um modo de permitir aumentar o número de voos.
Segundo a Aeronáutica, o incidente se deu quando as duas aeronaves decolavam ao mesmo tempo. O avião da Gol, na pista da esquerda, deveria se manter em linha reta depois de decolar. A da Avianca, na pista da direita, deveria virar à direita.
Mas o avião da Gol, segundo a Aeronáutica, descumpriu instrução prevista em carta aeronáutica e também virou à direita, tal qual o da Avianca –o que expôs as duas aeronaves a risco.
"Ao perceber a situação, o controlador de tráfego aéreo imediatamente emitiu as instruções necessárias para garantir a segurança dos voos", informou a Aeronáutica. Em casos assim, o controlador orienta os aviões a tomarem direções opostas imediatamente, o que evita risco de colisão.
Enquanto o episódio estiver sob investigação, as decolagens simultâneas em Brasília estão suspensas. A Inframérica, concessionária do aeroporto, não se manifestou.
A aeronave da Gol (voo G31402) ia de Brasília para Palmas. A da Avianca (voo ONE6921), para Goiânia.
Por meio da assessoria, a Gol informou que está apurando a trajetória do voo e em contato com as autoridades aeronáuticas para esclarecer o que se passou. Disse ainda prezar pela segurança e que não houve risco para as aeronaves.
A Avianca também disse que apura o que houve junto aos órgãos competentes.
OUTRO INCIDENTE
Foi o segundo incidente com decolagens simultâneas em menos de dez dias. Em 23 de fevereiro, um erro semelhante em uma manobra quase fez um jato da Polícia Federal bater em um avião da Força Aérea. A aeronave da PF virou para o lado errado após decolar –um controlador também teve que intervir.

AGÊNCIA SENADO


Comissão de reforma do Código de Aeronáutica apresenta relatório no dia 15


Da Redação

A comissão de especialistas que elaboram uma proposta de reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica reúne-se na terça-feira (15), às 10h, para analisar o texto final do anteprojeto a ser apresentado ao Senado. Criada em junho do ano passado, a comissão vem avaliando todos os dispositivos do código para atualização.
A lei original é de 1986 (Lei 7.565), mas, nas últimas décadas, inúmeros avanços tecnológicos criaram demandas que precisam de regulamentação. O sistema de comunicação dos aviões, por exemplo, hoje já é praticamente todo por satélite.
Abertura ao capital estrangeiro
Um ponto defendido pelos especialistas que deve constar do anteprojeto é a abertura total do setor aéreo ao capital estrangeiro. A participação externa hoje é limitada a 20%. A proposta é que a abertura seja feita de modo gradual, para permitir a adaptação das empresas nacionais às novas regras, até que se reestruturem e possam competir em igualdade de condições. Entre os benefícios apontados, estão investimentos em linhas aéreas, em táxis aéreos e a ampliação de atividades econômicas.
A desburocratização das atividades aeroportuárias e um novo modelo para tarifá-las também são sugestões do grupo. Há ainda propostas de adoção de penas mais severas para quem soltar balões e outros artefatos prejudiciais à aviação; maior apoio a familiares de vítimas de acidentes aéreos; punições mais severas a passageiros que não respeitem as regras de conduta dentro das aeronaves; mais eficiência nos processos de licenciamento e certificação das aeronaves; e o fim da indenização por cancelamento ou atraso de voos quando provocados por motivos de força maior (como condições climáticas, por exemplo).
Composição
A comissão é composta por 24 membros, entre juristas, professores, engenheiros e militares. O presidente é o advogado Georges de Moura Ferreira, professor de Direito Aeronáutico Nacional e Internacional da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). A relatora é a doutora em Direito Internacional Maria Helena Fonseca de Souza Rolim, pesquisadora da área de estratégia espacial. O vice-presidente é o especialista em regulação em aviação civil Dorieldo Luiz dos Prazeres.

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


Aeronáutica abre concurso com salário de até R$ 8,8 mil


A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu ontem concurso público com 50 vagas em diversas áreas — para ensino superior completo — com salário inicial bruto de R$ 8.877,60. Quem passar na prova, tem que fazer um curso de formação e, só então, será nomeado como primeiro-tenente.
Do total, 20 vagas são para o exame de admissão ao estágio de adaptação de oficiais engenheiros, nas especialidades de:
— Agrimensura, engenharia civil, cartográfica, computação, elétrica, eletrônica, mecânica e de telecomunicações.
Outras 16 são para o posto de oficial de apoio, nas áreas de:
— Administração, análise de sistemas, enfermagem, jornalismo, pedagogia, psicologia, serviços jurídicos e serviço social.
Ainda, a área de odontologia tem 10 chances para o curso de adaptação de dentistas nas especialidades:
— Endodontia, implantodontia, odontologia de necessidades especiais, odontopediatria, periodontia e prótese dentária.
Há ainda quatro oportunidades para farmacêuticos (farmácia bioquímica e molecular).
Os interessados nos exames de admissão de dentistas, engenheiros e farmacêuticos não podem ter mais de 35 anos até o dia 31 de dezembro de 2017. Já para quem deseja participar do exame de admissão a oficiais de apoio, a exigência de idade máxima é 32 anos em 31 de dezembro de 2017.
As inscrições poderão ser feitas de 3 a 23 de março pela internet (FAB ou CIAAR). A taxa custa R$ 120.

JORNAL ZERO HORA


Empresa gaúcha lança drones para lavouras e para combater o Aedes

Pelicano e Zika Killer serão apresentados na Expodireto

Gisele Loeblein

Tem novidade no ar da Expodireto-Cotrijal, feira realizada em Não-Me-Toque. A SkyDrones lança dia 9 drone direcionado às propriedades rurais. Batizado de Pelicano, o equipamento carrega produtos para a pulverização das lavouras – a capacidade é de 10 quilos. A diferença em relação aos métodos tradicionais está na seletividade.
– A ideia é, primeiro, achar o problema, para, depois, fazer uma aplicação seletiva. Não queremos substituir a pulverização tradicional e, sim, fazê-la de maneira mais inteligente – explica Ulf Bogdawa, CEO da SkyDrones.
Na prática, a projeção é de que o equipamento, que voa de dois a três metros acima da plantação, reduza em até 60% a quantidade de agroquímicos.
O custo ficará na faixa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. No Japão, de onde vem a inspiração da empresa gaúcha, em agosto do ano passado havia 2,7 mil drones em operação. No Brasil, a projeção é de que esse mercado possa ser 10 vezes maior.
O Pelicano será simultaneamente lançado no Uruguai e no Paraguai. A tecnologia serviu de base para outro produto, o Zika Killer, cujo objetivo é atacar o inimigo chamado Aedes aegypti.

PORTAL UOL


Drone passa perto de jato da Airbus sobre Paris


Andrea Rothman Bloomberg

(Bloomberg) -- Um drone ficou a menos de 5 metros de uma colisão potencialmente catastrófica com um avião da Air France que chegava para aterrissar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, em um dos encontros mais próximos entre o brinquedo cada vez mais popular e uma aeronave civil.
O Airbus A320, com capacidade para transportar 150 pessoas, chegava de Barcelona a 1.600 metros de altitude quando o piloto viu o drone do lado esquerdo do avião. Ele desconectou o piloto automático e adotou uma ação evasiva, disse o BEA, órgão que investiga acidentes aéreos na França, sobre o incidente, que ocorreu em 19 de fevereiro.
O órgão informou que iniciará a primeira investigação avançada da França sobre uma aproximação perigosa com drone. Esses incidentes vêm se tornando cada vez mais comuns. A Grã-Bretanha, por exemplo, registrou 23 casos de quase acidentes entre 11 de abril e 4 de outubro do ano passado. Houve sete apenas em dezembro e quatro deles tiveram classificação de sério risco de colisão.
Com o aumento do número dos chamados incidentes de aproximação aérea, os pilotos estão fazendo lobby para que os drones sejam integrados de forma segura ao espaço aéreo público ou proibidos. A Associação Britânica de Pilotos defendeu em janeiro um sistema de registro para que os operadores de drones infratores sejam identificados e processados mais facilmente.
Falha não controlada
Em um caso recente, um drone quase colidiu com um Boeing 737 que decolava do London Stansted e outros incidentes sérios foram registrados nos aeroportos de Manchester, London City e London Heathrow, maior hub aéreo da Europa.
Os drones não estão autorizados a voar perto de aeroportos e também não têm permissão para voar sobre áreas residenciais acima dos 150 metros de altitude. O BEA não informou quantas pessoas estavam a bordo do avião da Air France, nem o tamanho do drone.
Um estudo recente da empresa Aero Kinetics sugeriu que uma falha não controlada, na qual o metal expelido pela turbina pode comprometer a integridade da aeronave, tem mais probabilidade de ocorrer no caso de um drone ser engolido pelo motor de um avião do que no caso de colisão com uma ave.

MINISTÉRIO DA DEFESA


Militares brasileiros ajudam a conter violência em Porto Príncipe


Ascom Assessoria De Comunicação Social

Porto Príncipe, 04/03/2016 - Uma unidade militar brasileira está trabalhando em parceria com a Polícia Nacional do Haiti (PNH) para reduzir os índices de violência em Cité Soleil (Cidade do Sol), considerada a área mais conturbada na região metropolitana da capital haitiana.Trata-se da 1ª Companhia de Fuzileiros e Paz, uma unidade do Brabat (Batalhão de Infantaria de Força de Paz do Brasil), que conta com a atuação de 138 militares, divididos em quatro pelotões, além da seção de comando.
"Nossa atuação é diferenciada, porque estamos literalmente dentro da área mais conturbada de Porto Príncipe", disse o comandante da companhia, capitão Felipe, durante visita da comitiva de oficiais do Ministério da Defesa (MD) e das Forças Armadas realizada nessa quinta-feira (3). Segundo o militar, a atividade principal da companhia é realizar patrulhamentos na região. "Fazemos pelo menos três horas diárias de patrulha, motorizada e também a pé. Tem alguns lugares que não dá pra chegar com viatura porque as ruas são muito estreitas; em outros, por questões sanitárias, não é possível fazer patrulhamento a pé", conta. Apesar das dificuldades de infraestrutura da região, a companhia não sofre nenhum tipo de hostilização por parte da população, segundo informações do capitão Felipe.
O comandante também informou que os militares do Brabat auxiliam a PNH e a UNPol (Polícia da ONU) a manter a segurança na área, que tem uma população de cerca de 300 mil habitantes. "Três vezes por semana, nós fazemos patrulhas em conjunto com a Polícia do Haiti e a UNPol. Esse procedimento é importante para que haja nivelamento de procedimentos da patrulha e para padronizar nossas atividades. Inclusive, a polícia haitiana sempre afirma que gosta de ter instrução junto com a gente", contou o comandante.
Tecnologia
A utilização de novas tecnologias também tem sido de grande importância para o processo de pacificação do Haiti. Nas patrulhas realizadas à noite, por exemplo, drones com visão noturna são empregados para preparar a entrada da patrulha em determinadas áreas. O drone transmite imagens em tempo real para uma estação, que pode ser móvel (montada em uma localidade próxima à operação) ou no próprio batalhão. "O uso do drone nos permite mapear a região, verificando a movimentação das pessoas e alertando sobre ações suspeitas.
Apoio à população
Outro aspecto destacado pelo comandante da 1ª companhia é a atenção dada aos haitianos. Segundo o capitão, a unidade presta atendimento básico de saúde à população. "Nós não temos estrutura para procedimentos complexos, mas sempre que possível prestamos primeiros socorros. E desses atendimentos, 90% são a mulheres e crianças", explica. Outra vertente destacada pelo comandante são as atividades cívico-militares (Cimic), que envolvem ações culturais e de lazer, com o objetivo de integrar as forças militares e a população local.
Durante discurso em uma cerimônia de passagem de responsabilidade da área de operações da Base de Cité Soleil, o comandante do Brabat 23, coronel Ricardo Bezerra, agradeceu pelo empenho da tropa e ressaltou as qualidades da equipe. Ao mesmo tempo, reforçou uma orientação geral: "Lembrem-se sempre que o haitiano é um povo sofrido. Temos que separar os que são bandidos daqueles que são cidadãos. Mantenham sempre o tratamento digno e respeitoso que é uma marca reconhecida das tropas brasileiras".
Reconhecimento da cidade
Os oficiais-generais da comitiva de avaliação também fizeram um passeio de reconhecimento por vários pontos de Porto Príncipe que já tiveram ocupação brasileira, como a Base do Porto, que foi ocupada pelo Brabat 12 e entregue ao governo do Haiti em dezembro de 2015, e servia como ponto de concentração para o cumprimento de missões humanitárias e de segurança em toda a capital. Também visitaram as ruínas da Casa Azul, considerada um marco na pacificação de Porto Príncipe, e que foi destruída no terremoto de 2010, vitimando militares do Brasil.
A comitiva visitou ainda o Forte Nacional, localizado na região de Bel Air. O forte, que tem vista livre para o mar e para uma grande parte da cidade, foi utilizado como base para uma companhia de fuzileiros de força de paz. No dia 12 de janeiro de 2010, o terremoto destruiu o local e provocou a morte de três militares brasileiros que serviam na unidade.
Também houve uma parada de reconhecimento na área central da cidade, na região onde ficavam o antigo Palácio de Governo, que ruiu com a magnitude do terremoto, e do Museu do Panteão Nacional Haitiano, que foi visitado pela comitiva. Dentro do museu, os militares conheceram um pouco mais da história do país, da era colonial à proclamação da independência, em 1804. O museu dedicado aos heróis da independência do Haiti, e também ao patrimônio histórico e cultural do país caribenho. Entre os itens de exposição permanente, estão a âncora da nau Santa Maria, que fez parte da expedição de Cristóvão Colombo e alcançou a América em 1492; e a coroa do imperador Faustino I - um oficial de carreira e general do exército haitiano, eleito presidente em 1847 e proclamado imperador do país em 1849.

JORNAL DE BRASÍLIA


Aviões quase colidem no Aeroporto de Brasília e FAB suspende decolagens simultâneas

O piloto da empresa Gol descumpriu a Carta de Saída e fez curva para onde a aeronave da Avianca seguia. Como medida preventiva, a FAB suspendeu as decolagens simultâneas

Da Redação Do Jornal De Brasília

Dois aviões comerciais quase se chocaram durante uma decolagem simultânea, no Aeroporto de Brasília, por volta das 10h de quarta (2). De acordo com a Força Aérea Brasilieira, o controlador de voo percebeu o erro e emitiu as instruções necessárias para evitar uma colisão.
"Como medida preventiva, as decolagens simultâneas estão suspensas enquanto a investigação do incidente estiver em andamento" , disse a FAB em nota. Esta é a segunda vez, em nove dias, que um acidente do tipo é evitado no Aeroporto de Brasília.
A aeronave da empresa Avianca, de voo ONE 6291, decolou da pista direita para fazer a curva também à direita, rumo a Goiânia. Já o avião da empresa Gol, voo GLO 1402, com destino a João Pessoa (PB), decolou da pista esquerda e, em cumprimento à Carta de Saída, deveria manter linha reta. No entanto, o piloto seguiu para a direita, onde se locomovia a aeronave da Avianca.
De novo
No dia 23 do mês passado, uma aeronave da Força Aérea Brasileira e outro operado por um piloto do Departamento de Polícia Federal quase se chocaram também durante uma decolagem simultânea.
O avião de matrícula PR-BSI faria uma curva para a direita logo após decolar rumo a Guarulhos, em São Paulo, onde o marqueteiro do PT, João Santana embarcaria.
No momento da decolagem, no entanto, o piloto desobedeceu o acordo e invadiu a área do avião militar. O controlador de voo percebeu a falha e orientou o piloto da FAB a alterar a rota.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Militares ficam "muito preocupados" com confrontos entre grupos pró e contra Lula

Integrantes do Alto Comando das Forças Armadas consultados pelo Estadão defenderam que "as pessoas que têm responsabilidade de mobilização têm de exercê-la"

Tânia Monteiro

Brasília - Os primeiros sinais de confronto entre militâncias pró e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente em São Paulo, deixou a cúpula militar "muito preocupada". Integrantes do Alto Comando das Forças Armadas consultados pelo Estadão defenderam que "as pessoas que têm responsabilidade de mobilização têm de exercê-la, no sentido de manter o País nos rumos do limite da normalidade social".
As afirmações são feitas pela preocupação com a incitação que poderá ocorrer pelas mídias sociais, por líderes petistas ou não petistas, incentivando confrontos ou violência por causa da nova fase da Operação da Polícia Federal, que fez buscas na casa de Lula, seus filhos e no Instituto Lula, e levou o ex-presidente para depor à PF.
Há um temor de que, ao longo do dia, os ânimos sejam acirrados e a tranquilidade de grandes cidades seja abalada. Por isso mesmo, os militares dizem que esperam, ainda, que os governadores dos Estados estejam preparados e prontos para impedir que ocorram atos de violência. "Nos preocupa muito que haja radicalismos e esperamos que não submetam a população ao enfrentamento em clima de radicalismo e truculência, que só vão gerar violência e não vão construir ou encontrar solução", comentou um oficial-general do Alto Comando das Forças Armadas.
A palavra de ordem para os militares é "legalidade" e "pacificação", além de acompanhamento da situação nos mais diversos pontos do País. A maior preocupação é que, em confronto dessa natureza, todos sabem como começa, mas não se sabe como termina. "As pessoas de responsabilidade têm de ter consciência de que este é um fato judicial", disse um oficial-general. "Nós não podemos transformar o Brasil em um País de nós contra eles, por conta de um processo que sempre vai deixar para as pessoas a possibilidade de se defenderem e saírem incólumes, defendidas, se este for o caso", prosseguiu o militar.
A torcida, na área militar, é pela "manutenção da estabilidade e da paz social", comentou outro oficial-general, lembrando que seria muito importante que as lideranças partidárias, sindicais e de todos os segmentos não alimentem o confronto entre as pessoas.

AGÊNCIA BRASIL


Exército e Vigilância Ambiental fazem mutirão contra Aedes aegypti em Brasília


Marieta Cazarré Repórter Da Agência Brasil

Uma força-tarefa faz hoje (4) ações para identificar e eliminar focos do Aedes aegypti na Central de Abastecimento de Hostifrutigranjeiros (Ceasa) do Distrito Federal. No total, 50 pessoas, do Exército, da Vigilância Ambiental e funcionários da própria central, participaram da operação. Elas distribuíram folhetos informativos sobre o combate ao mosquito e a prevenção e sintomas das doenças transmitidas por ele, como a dengue, a zika e a chikungunya.
Segundo o sargento do Exército Alder Áquila, coordenador da operação, até as 10h ainda não havia sido identificado nenhum foco. “O maior problema do local é o entulho. Mas já identificamos esse entulho e o pessoal da limpeza foi acionado para retirá-lo”, disse.
O sargento informou ainda que o Exército está atuando em parceria com a Vigilância Sanitária desde dezembro, visitando casas em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, conscientizando a população e trabalhando na identificação e na eliminação do mosquito.
De acordo com o presidente da Ceasa-DF, José Deval, todas as sextas-feiras os 32 funcionários da equipe de limpeza fazem uma ação diferenciada no local para combater o mosquito. “A área é extensa, quase 28 hectares, mas a equipe de limpeza faz a varreção de todo o local diariamente. A madeira e os papelões são separados e o pessoal da cooperativa de reciclagem vem recolher. A nossa preocupação é com uma boca de bueiro, por exemplo, onde pode cair um copinho de café e a água pode acumular.”
A Ceasa-DF ocupa uma área equivalente a 40 campos de futebol, onde circulam mensalmente 250 mil pessoas, entre produtores, empresários, compradores e funcionários.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL METRÓPOLES (DF)


Controlador aéreo evita outra possível colisão entre aviões no Aeroporto de Brasília

Essa é a segunda vez em nove dias que o episódio ocorre no terminal da capital. Como medida preventiva, FAB suspende decolagens simultâneas enquanto a investigação estiver em andamento
Mirelle Pinheiro
Um controlador de tráfego aéreo evitou, mais uma vez, o choque entre dois aviões no Aeroporto Internacional de Brasília. O incidente ocorreu por volta das 10h de quarta-feira (2/3), quando um avião da Gol Linhas Aéreas, com destino a João Pessoa (PB), não fez a rota pré-estabelecida e seguiu em direção a outra aeronave, da empresa Avianca, que ia para Goiânia.
Como medida preventiva, as decolagens simultâneas estão suspensas enquanto a investigação do incidente estiver em andamento.
A primeira (voo ONE 6291), com destino a Goiânia, decolou da pista da direita cumprindo o perfil do procedimento de subida, ou seja, efetuando curva à direita após a decolagem. A segunda aeronave (voo GLO 1402), com destino a João Pessoa, decolou da pista da esquerda e deveria manter a reta após a decolagem (em cumprimento à Carta de Saída).
No entanto, efetuou curva à direita. Ao perceber a situação, o controlador de tráfego aéreo imediatamente emitiu as instruções necessárias para garantir a segurança dos voos. Desde o ano passado, o aeroporto da capital operava com decolagens simultâneas. Essa é a segunda vez em nove dias que o episódio ocorre no terminal da capital.
Investigação
A Aeronáutica ainda investiga o primeiro incidente ocorrido em 23 de fevereiro, quando duas aeronaves quase colidiram nas mesmas circunstancias. Segundo a FAB, “Caso se confirmem indícios de desobediência às normas aeronáuticas, o processo será encaminhado à Junta de Julgamento da Aeronáutica, que poderá aplicar sanções administrativas”.

AVIAÇÃO EM FLORIPA (SC)


Aeronaves da Força Aérea Brasileira movimentam Florianópolis

A Aviação Militar promete movimentar o céu de Florianópolis e regiões próximas durante o mês de março. Dois exercícios com foco na atividade de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search And Rescue), trarão à Base Aérea de Florianópolis diversos Esquadrões e aeronaves da Força Aérea Brasileira. Nesta semana está ocorrendo o Exercício KAPOFF, envolvendo essencialmente a operação de helicópteros na utilização da técnica de resgate criada pelos ingleses e que dá nome ao treinamento. A manobra envolve a participação de helicópteros Bell H-1H do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2/10º GAv), o Esquadrão Pelicano, com sede em Campo Grande/MS e dos Sikorsky H-60 Blackhawk pertencentes ao Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), o Esquadrão Pantera, sediado na Base Aérea de Santa Maria/RS.
Entre os dias 7 e 18 de março, as atenções se voltam para o Exercício Carranca V, organizado e coordenado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e considerado o maior treinamento do gênero na América Latina. Além das aeronaves já presentes em Florianópolis, outros helicópteros e aviões de Unidades Aéreas que tem entre as suas atribuições a execução de missões de Busca e Salvamento, deverão estar na Base Aérea de Florianópolis. Um destes aviões já encontra-se na capital catarinense. Trata-se do CASA/EADS C-295M, designado na FAB como SC-105, uma versão derivada do modelo de transporte C-105 Amazonas e especialmente configurada para a realização de missões SAR.
Além dos helicópteros H-1H (que em breve deverão ser substituídos pelos Eurocopter EC-725 Caracal), dois exemplares do SC-105 completam atualmente a frota do Esquadrão Pelicano, Unidade da Força Aérea Brasileira especializada em missões de Busca e Salvamento. Utilizando as matrículas FAB 2810 e FAB 2811, os aviões diferenciam-se de seus pares de transporte por possuírem uma janela em forma de bolha em cada lado da seção traseira da fuselagem (para facilitar o trabalho dos observadores em missões de busca) e faixas na cor laranja nas pontas das asas e dos estabilizadores horizontais, além de uma faixa na mesma cor com a inscrição SAR no topo da cauda. Internamente o avião transporta uma plataforma removível com dois assentos especiais para os observadores e pode ser configurado com diversas macas rebatíveis para o transporte de feridos. Em breve o 2º/10º GAv deverá receber três exemplares novos de fábrica do mesmo avião, porém, totalmente configurados com diversos equipamentos específicos para a realização de sua atividade-fim.
Como bônus desta matéria, registramos na manhã desta terça-feira (01/03), o FAB 2810 realizando treinamento de Toque e Arremetida (TGL, do inglês Touch And Go Landing), na pista principal do Aeroporto Internacional Hercílio Luz (FLN/SBFL).

PORTAL SÓ NOTÍCIAS


Aeronave de pequeno porte cai no pátio de empresa em Colíder; 2 feridos

Só Notícias/Editoria
Uma aeronave de pequeno porte caiu, no final da tarde, no pátio de uma empresa que vende tratores e implementos agrícolas e atingiu um trator, amarelo. O acidente foi às margens da rodovia estadual MT-320. "Dois ocupantes estão sendo atendidos e estão em estado grave. Há suspeitas de traumatismo craniano", informou, ao Só Notícias, o capitão Armon, do Corpo de Bombeiros.
"Uma pessoa que estava perto de um dos tratores, passou mal e também teve assistência dos bombeiros", acrescentou. Ainda não foi confirmado se os dois feridos que estavam na aeronave residem em Colíder (160 km de Sinop).
A aeronave ficou muito danificada. Ainda não foi identificado quem estava pilotando e quem é o proprietário.
As causas do acidente começam a ser apuradas.



Leia também:









Receba as Últimas Notícias por e-mail, RSS,
Twitter ou Facebook


Entre aqui o seu endereço de e-mail:

___

Assine o RSS feed

Siga-nos no e

Dúvidas? Clique aqui




◄ Compartilhe esta notícia!

Bookmark and Share



Eventos






Publicidade






Recently Added

Recently Commented