|

Especial - GO: Ministério Público investiga acidente; Helicópteros da PM e dos bombeiros de Goiás estão impedidos de voar

GOIÂNIA – O Ministério Público de Goiás vai abrir inquérito civil para investigar a queda do helicóptero Koala AW 119KII, prefixo PP-CGO, em Piranhas. Há suspeita de irregularidades no contrato de manutenção da aeronave, que caiu e matou oito pessoas. Sete eram policiais e um era Aparecido Souza Alves, 23 anos, principal suspeito de ser o executor da chacina da Doverlândia, em que sete pessoas foram degoladas.

A instauração do inquérito foi motivada pela descoberta de irregularidades na empresa Fênix de Manutenção de Aeronaves Ltda. O Centro de Apoio do Patrimônio Público quer saber qual foi a responsabilidade do governo de Goiás na contratação da empresa. Também busca saber, junto ao Centro de Investigações de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), após a investigação da queda, o que causou o acidente.

Os dois outros helicópteros Koala, vinculados ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, foram “estacionados” ontem. A ordem partiu do secretário de Segurança Pública de Goiás, João Furtado.

A mãe de Alves foi a Goiânia buscar o corpo do filho. Ilda Aparecida de Souza Paes disse ao Bom Dia GO, da TV Globo, que tem medo de vingança por parte das famílias das vítimas que morreram na fazenda e que está abalada com os acontecimentos.

Para ela, o filho, que confessou o crime, teve ajuda. “Isso aí ele não fez sozinho. Uma pessoa sozinha não faz uma tragédia daquelas”, comentou. Ela disse que Alves deve ter sido ameaçado para não falar sobre eventuais comparsas. “Se ele contasse, eles o matariam ou a uma pessoa da família. Essas coisas normalmente acontecem”, declarou.

Também foi enterrado o corpo do piloto do helicóptero, o delegado Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38 anos.

Fonte: / NOTIMP

---

Eles são do mesmo modelo da aeronave que caiu matando oito pessoas. Empresa responsável por manutenção está suspensa pela Anac há 9 dias.

Após o acidente com o helicóptero da Polícia Civil de Goiás na última terça-feira (8), em Piranhas (GO), outras duas aeronaves, uma do Corpo de Bombeiros e outra da Polícia Militar, estão proibidas de voar. A medida se deve ao impedimento da empresa Fênix, onde teria sido feita a manutenção do Koala AW119 antes do acidente aéreo.

Segundo o comandante de Operações Especiais da Polícia Militar (COE), tenente-coronel Wellington Urzêda, a cada 50 horas de voo, as aeronaves precisam passar por uma revisão. Do mesmo modelo e série do helicóptero que caiu, os Koalas da PM e Bombeiros completaram, respectivamente, 350 e 300 horas de voo, de acordo com o comandante.

Mas a empresa contratada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), no dia 24 de abril, está impedida de fazer a manutenção dos helicópteros pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No dia 2 de maio, a Anac suspendeu as atividades da Fênix por falta de documentos, ferramentas e até mecânicos capacitados para realizar o serviço.

Na portaria da empresa, um profissional que preferiu não identificar, falou sobre o problema com a Anac. "Esse deslize vai ser revelado na hora certa. Nós somos uma empresa séria, os meninos aqui são todos militares, vieram de uma formação bem rígida", diz.

A grande dúvida é saber por que no dia 4 de maio, já com a decisão da Anac, o helicóptero da Polícia Civil foi levado para manutenção na Fênix e retirado do local no dia 7 de maio, na véspera do acidente. Segundo fontes na SSP-GO, a manutenção estava agendada antes da interdição, mas não chegou a ser feita. A aeronave teria sido retirada para a viagem que terminou na fazenda em Piranhas.

Comandante do Grupamento Aéreo da PM (Graer), o major Ricardo Mendes disse que a aeronave estava em perfeitas condições. Para ele, alguma coisa desestabilizou o voo. "E aqui eu posso dizer que não foi uma ação do piloto", diz. O major acredita que a resposta para o acidente possa estar no que aconteceu com a pá da hélice do helicóptero.

"É prematuro e irresponsável da minha parte dizer que seria uma falha estrutural. Porém, encontrar uma pá do rotor principal a 200 metros, em linha reta do ponto de impacto da aeronave, já por aí existe um caminho a ser trilhado", aponta Mendes.

A Fênix divulgou uma nota, onde diz que todos estão de luto pela tragédia. Também afirma que faz manutenção de helicópteros há quatro anos e atende clientes de todo o país. Segundo o comunicado, desde o acidente a empresa coopera com a investigação do Centro Nacional de Investigação de Acidentes (Cenipa). Afirma ainda que "a investigação vai demonstrar a lisura da empresa".

A Anac informou que não tinha conhecimento do descumprimento da ordem de suspensão dos trabalhos por parte da Fênix. Segundo a agência, a fiscalização é feita por meio de um cronograma, e a vez da empresa ainda não tinha chegado.

Fonte: / NOTIMP

---

Policia diz que suspeito de chacina não derrubou helicóptero

O secretário de segurança pública de Goiás João Furtado Neto descartou a hipótese de que Aparecido de Souza Alves, o principal suspeito pela chacina de Doverlândia (GO), tenha interferido no voo do helicóptero da Polícia Civil.

A aeronave caiu na última terça-feira (8) enquanto a equipe que fazia a reconstituição do crime voltava para Goiânia. Todos os tripulantes morreram.

“O preso estava imobilizado, sentado com um cinto de três pontas, algemado nos pés e também nas mãos. Não havia a menor possibilidade dele ter interferido no voo”, acredita João Furtado Neto.

Ele ainda relata que o helicóptero Koala AW119 Mk-II Enhanced, modelo utilizado pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), tem espaço adequado para realizar o transporte de presos. “Essa aeronave tem condições perfeitas para transportar um preso, pois, ela isola o compartimento dos pilotos com o outro de transporte de passageiros”, explica o secretário.

De acordo com a SSP-GO, o helicóptero realizou aproximadamente 300 horas de voo e tinha passado por uma revisão na última semana. Entretanto, o secretário do órgão relata que parte da estrutura teria soltado antes da queda.

“Essa aeronave perdeu uma pá há cerca de 300 metros de onde ela está despojada. Isso significa que teve uma falha estrutural no ar”, afirma João Furtado Neto, que conclui. “Informações preliminares afirmam que havia combustível suficiente para chegar a Goiânia e o tipo de falha não diz respeito à manutenção”.

Investigação


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recolheu peças e documentos do helicóptero que caiu próximo ao município de Piranhas, a 325 km de Goiânia, para dar início ao processo de investigação das possíveis causas que provocaram a queda da aeronave.

Segundo o delegado-adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DEIH), Alexandre Lourenço, a revisão prevista para as 300 horas de voo foi feita no fim de semana, documentada e entregue ao Cenipa.

Os oficiais da aeronáutica passaram a quarta-feira (9) na empresa autorizada para realizar serviços em helicópteros do modelo Koala, em Goiânia, recolhendo material e documentos. No fim da tarde, o capitão Sérgio Henrique Paiva, oficial da Aeronáutica, disse que a investigação é para verificar o histórico da aeronave.

Fonte: AQUIDAUANA NEWS / NOTIMP

---

Delegada e auxiliar contam como escaparam de queda de helicóptero

Acidente causou a morte de oito pessoas em Goiás. Vítimas investigavam chacina de 7 pessoas; autor dos crimes estava a bordo.

Ao menos duas pessoas escaparam do acidente que matou oito pessoas - três delegados, dois peritos da Pol´ciai Civil, um piloto, um copiloto e o principal suspeito de uma chacina que deixou sete mortos - após a queda de um helicóptero em Goiás: o tripulante operacional Claudio Teodoro e a delegada-geral Adriana Accorsi.

Eles contaram ao Fantástico como reagiram ao episódio.

Adriana comanda a investigação da chacina que ocorreu em Doverlândia, a 400 km de Goiânia, no dia 28 de abril. Na terça-feira (8), a equipe dela foi de helicóptero até a fazenda onde o crime aconteceu para uma reconstituição. A delegada ficou em Goiânia, onde teria uma reunião.

“Era importante que eu permanecesse aqui (em Goiânia) porque estávamos no meio de uma discussão salarial, uma negociação entre os delegados e o governo”, explicou.

Entraram no helicóptero os delegados Vinicius Batista, Jorge Moreira e Antonio Golçalves; dois peritos – os primos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva – e Aparecido Souza Alves, o principal acusado do crime em Doverlândia. No comando da aeronave estavam o piloto Oswalmir Carrasco e o copiloto Bruno Carneiro, também delegados.

Um tripulante não embarcou: Claudio Teodoro, que auxilia os pilotos. “Não foi possível eu ir porque a lotação já estava feita”, disse.

Claudio ficou com a tarefa de ajudar no reabastecimento. Ele foi por terra até um ponto de encontro: o município de Piranhas, a 300 km da capital.

A reconstituição do crime começou às 9h30. No meio da tarde, o piloto Oswalmir ligou para Claudio para avisar que o trabalho havia acabado e o grupo estava voltando. Segundo o auxiliar, ele disse “garoto, vamos embora, moleque. Daqui a 20 minutos cravados eu estou aí”. Mas o helicóptero não apareceu.

“Infelizmente foram os 20 minutos mais longos da vida da gente”, desabafou o auxiliar de pilotos. “Havia uma ligação de que um helicóptero da Polícia Civil tinha caído perto da cidade de Piranhas. Naquele momento eu soube que era verdade, porque ninguém faria uma brincadeira assim”, afirmou Cláudio.

Na sexta-feira (11), Claudio Teodoro carregou o caixão do chefe. A delegada-geral do estado de Goiás, Adriana Accorsi, participou de sete enterros de colegas em três dias.

O que aconteceu no ar ainda é um mistério. O helicóptero decolou de Doverlândia e voou por dez minutos. Em um determinado ponto, interrompeu a trajetória e girou antes de cair, segundo testemunhas.

Os corpos dos policiais foram enterrados ao longo da semana passada, com a homenagem dos colegas e da população. O sepultamento de Aparecido ocorreu na manhã deste domingo (13), no cemitério de Caiapônia, a 334 km de Goiânia.

Psicopata

O principal suspeito do crime em Doverlândia, Aparecido Souza Alves, tinha 23 anos, era garçom e sem passagens criminais. Em depoimento, confessou ter assassinado as sete pessoas na fazenda, com cortes profundos no pescoço.

Ele só saiu da cadeia para cumprir dois compromissos: para fazer a reconstituição da chacina que aconteceu no interior do estado e para ir até um prédio conversar com o psicólogo criminal, Leonardo Faria. Foram dois encontros dentro de uma sala. Mais de sete horas de conversa.

Faria, que há oito anos traça o perfil psicológico de criminosos, ainda não havia concluído a análise de Aparecido. Mesmo assim, pôde perceber que “os traços são bem consistentes de um perfil psicológico de um psicopata”.

Análises prévias apontaram que Aparecido tinha “dificuldade de lidar com sentimento de culpa, ausência de remorso, desprezo pelo outro, manipulador”.

Nas conversas com o psicólogo, ele não revelou o motivo dos assassinatos – só descreveu o que havia feito sem qualquer emoção. “Extremamente racional e objetivo naquilo. Agiu em função do próprio prazer, muito egocêntrico e narcísico. Ele demonstrava um certo poder no relato. A forma de se portar, os ombros, a cabeça, o olhar dele demonstrava assim: ‘eu tenho poder para fazer as coisas’”, disse o psicólogo criminal.

Investigação do acidente

Em um primeiro momento, houve a suspeita de que Aparecido teria, de algum modo, causado a queda do helicóptero. Mas uma imagem cedida pelo fabricante da aeronave mostra que ele teria dificuldade para atacar os pilotos – só uma pequena abertura liga a cabine da tripulação à dos passageiros.

“O preso estava imobilizado, sentado com um cinto de três pontas, algemado nos pés e nas mãos. Não havia a menor possibilidade de ele interferir no voo”, assegurou o secretário de Segurança de Goiás, João Furtado Neto.

A Aeronáutica abriu investigação. Uma das hipóteses é a de falha na manutenção. No dia 4 de maio, o helicóptero entrou em revisão na Fênix Manutenção de Aeronaves. Foi liberado no dia 7, um dia antes do acidente.

Mas a Fênix estava proibida de funcionar. Teve as atividades suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no dia 2. Segundo a agência, havia problemas com peças, ferramentas e com o treinamento dos mecânicos.

“Temos consciência de tudo o que fazemos. Somos profissionais na área. Tudo vai ser esclarecido com o passar do tempo”, afirmou o representante da empresa, Assumar Conceição

Outras possibilidades são falha do piloto e defeito no helicóptero.

O fabricante enviou um técnico a Goiás e afirmou que, por enquanto, é prematuro especular sobre as causas.

A investigação da chacina também continua, com novos delegados. Adriana e Claudio escaparam da morte, mas os últimos dias têm sido difíceis. “Pensamento que fica é se eles sofreram, se eles se assustaram”, comenta Adriana. “É um sentimento de assistir ao próprio velório”, define Claudio. “Ele dizia assim: Claudinho, voar é fantástico. Mas pairar é divino. Nesse momento ele deve estar pairando e admirando tudo que é divino por aí”, conclui Claudio.

Fonte: PORTAL PLENÁRIO (SE) / NOTIMP


Leia também:










Receba as Últimas Notícias por e-mail, RSS,
Twitter ou Facebook


Entre aqui o seu endereço de e-mail:

___

Assine o RSS feed

Siga-nos no e

Dúvidas? Clique aqui




◄ Compartilhe esta notícia!

Bookmark and Share






Publicidade






Recently Added

Recently Commented