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Ocupação no Rio afeta tropas no Haiti



Prorrogação de permanência de militares no Alemão causa mudança no envio de soldados para missão da ONU .

Força no país caribenho é liderada pelo Brasil; alteração deve levar a maior permanência de parte do contingente .

DIANA BRITO .

A decisão de prorrogar por oito meses, até junho de 2012, a permanência das tropas do Exército nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, altera o cronograma de envio de militares brasileiros ao Haiti, afirmou à Folha o general Adriano Pereira Júnior, comandante do CML (Comando Militar do Leste).

"No primeiro semestre do ano que vem, a 4ª Brigada [de Infantaria Motorizada do CML, sediada em Minas] iria para o Haiti. [Com a mudança] Já não vai mais, para ajudar aqui", disse o general.
A mudança deve significar o retorno ao Haiti de militares que já serviram no país, pois os escolhidos para a missão têm que passar por um programa de treinamento específico, já em andamento.

Deve significar, ainda, a extensão do tempo de parte do contingente. Normalmente, há rodízio a cada seis meses.

A extensão também afetará o rodízio no Alemão. Originalmente, os 1.800 militares deixariam o Alemão e a Penha no final de outubro.

Estava prevista a alocação neste ano de 2.000 PMs nas oito UPPs a serem criadas nas favelas dos dois complexos.

Agora, essas UPPs entrarão em funcionamento de maneira gradual a partir de março do ano que vem, e o contingente militar será reduzido aos poucos.

Comandante militar da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) desde o seu início, em 2004, o Brasil é responsável também pelo maior contingente -2.100 militares, quase 25% dos 8.728 soldados de 17 países atualmente atuantes no país caribenho.

O mandato da Minustah expira em 15 de outubro e precisa ser renovado pelo Conselho de Segurança da ONU.


Há uma expectativa de que o novo mandato venha com uma redução do número de tropas, elevado após o terremoto do início de 2010 para ajudar nos esforços de reconstrução do país e supervisionar eleições presidenciais.

Com isso, o contingente brasileiro poderia ser reduzido a cerca da metade.

O Exército, porém, pressiona o governo brasileiro a diminuir mais radicalmente sua participação na missão. O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu publicamente a retirada das tropas. "É hora de discutir uma saída organizada", afirmou.

Colaborou RODRIGO RÖTZSCH, do Rio

Fonte: / NOTIMP







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