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Lufthansa é primeira empresa aérea a utilizar biocombustível nas operações de voo regulares; querosene biossintético será utilizado a partir de abril









A partir de abril de 2011, a Lufthansa operará um Airbus A321 na rota regular Hamburgo-Frankfurt-Hamburgo durante um período de seis meses, no qual – após devida autorização - será utilizada uma mistura de combustível com 50% de querosene biossintético em uma das turbinas. O principal objetivo desse projeto é a realização de um teste de longo prazo, no qual serão analisados os efeitos dos biocombustíveis sobre a manutenção e durabilidade das turbinas.

Na semana passada, o projeto de biocombustível para a sustentabilidade do tráfego aéreo, idealizado pela Lufthansa e subvencionado pelo Governo Federal no âmbito de seu programa de pesquisas aeroespaciais, foi apresentado na Alemanha.

Só nestes seis meses de experiência serão economizadas aproximadamente 1.500 toneladas de CO2. Foi o que anunciou Wolfgang Mayrhuber, presidente da Lufthansa em Berlim. “Com isso, a Lufthansa será a primeira empresa aérea do mundo a utilizar biocombustível no transporte aéreo em um teste de longo prazo. É a continuidade da já comprovada estratégia de sustentabilidade que a Lufthansa implementou e que segue há anos”, disse Mayrhuber.

Peter Hintze, Secretário de Estado Parlamentar do Ministério de Economia e Tecnologia, explicou: “O Governo Federal, por meio de seu programa de pesquisas aeroespaciais (LUFO), subvenciona a indústria da aviação alemã para que ela vença com sucesso os desafios de um sistema de tráfego aéreo seguro e sustentável. Com isso, a indústria da aviação alemã ganha parâmetros comparáveis aos padrões internacionais.

Cerca de 77% dos meios do LUFO têm relação direta ou indireta com o meio ambiente e com a sustentabilidade. Somente uma abordagem integrada de pesquisa que ultrapasse as disciplinas individuais utilizadas nas redes de pesquisa de praxe oferece a oportunidade de alcançar os ambiciosos objetivos climáticos até 2020, ao mesmo tempo em que garante a competitividade tecnológica da indústria da aviação alemã.”

O projeto de testes de biocombustíveis “bumFAIR” apresentado pela Lufthansa é um exemplo bem-sucedido da abordagem integrada de pesquisa que visa alcançar os objetivos de proteção climática. Este projeto é parte do projeto total “FAIR” (Future Aircraft Research), no qual, além da compatibilidade com biocombustíveis, também são analisados outros assuntos como, por exemplo, novos conceitos de propulsão de aviões ou outros combustíveis como gás líquido (LNG). O projeto total FAIR é subvencionado pelo Governo Federal com meios do LUFO no total de 5 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões de euros são destinados ao projeto “bumFAIR” liderado pela Lufthansa.

Atualmente, a Lufthansa está em fase de preparação intensiva do teste prático. Além do projeto de pesquisa em si, há outros desafios a serem vencidos, como a obtenção do biocombustível em quantidade suficiente e toda a complexa logística envolvida. O avião, por exemplo, será abastecido somente em Hamburgo. O teste também exige a reformulação de inúmeros procedimentos, já que na Lufthansa um avião não costuma ser operado exclusivamente em uma só rota, mas sim em sistema de rodízio para diversos destinos.

Os custos totais de realização do projeto para a Lufthansa são estimados em cerca de 6,6 milhões de euros. “Sabemos que temos que ser cuidadosos ao nos aproximar do assunto biocombustível. Enxergamos as possibilidades destes combustíveis e levamos a sério a discussão em torno das matérias-primas utilizadas. Mas antes queremos adquirir experiência com o uso do biocombustível na prática diária. Com isso, estaremos realizando um trabalho pioneiro, pois até então nenhuma empresa aérea operou uma turbina de avião com biocombustível no longo prazo”, disse Mayrhuber, acrescentando: “Nosso combustível é sustentável. E é fato consumado que nenhuma floresta tropical será desmatada a fim de produzir biocombustível para a Lufthansa. Estamos atentos aos procedimentos sustentáveis de fornecimento e produção na obtenção dos combustíveis e nossos fornecedores licenciados têm de comprovar a sustentabilidade de seus procedimentos.”

A produção do querosene biossintético utilizado pela Lufthansa é feita com base em biomassa pura (BTL, Biomass to Liquid). O produtor é a Neste Oil, uma empresa de óleo mineral finlandesa. A Neste tem experiência de longa data na produção de biocombustíveis e há muitos anos colabora com sucesso com a Lufthansa. A autorização do combustível está sendo esperada para março de 2011.

A utilização de querosene biossintético é um dos elementos da estratégia de quatro pilares para a redução das emissões do tráfego aéreo. Somente uma combinação de diferentes medidas, como a constante renovação da frota, medidas operacionais como lavagem de turbinas ou a utilização de materiais mais leves e uma infraestrutura melhorada, fará com que os objetivos ambientais pretendidos sejam alcançados também no futuro. Projetos elegíveis para subvenção pelo programa de pesquisa aeroespacial alemão relativos a estes assuntos também já estão em curso. Com base em novas tecnologias, a Lufthansa vem aumentando a eficiência no consumo de combustíveis desde 1991 em mais de 30%. Atualmente, o consumo médio por passageiro/100km é de 4,3 litros de querosene.

Mais informações www.lufthansa.com

Fonte: LUFTHANSA



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