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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 22/04/2018 / Primeiro aeroporto da cidade, Campo de Marte é marca da zona norte



Primeiro aeroporto da cidade, Campo de Marte é marca da zona norte ...  


Larissa Teixeira ...  


Com a construção da pista para pousos e decolagens em 1920, o Campo de Marte foi o primeiro aeroporto da capital paulista.

Na época, o espaço era utilizado para treinamentos da Força Pública do Estado de São Paulo, futura Polícia Militar, que criou no local sua escola de aviação.

"Com o tempo foram desenvolvidas uma série de atividades ligadas à aviação, com a criação de aeroclubes, escolas e locais para manutenção de aviões", afirma Edson Violim Junior, professor de história da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).

Com a derrota do estado na Revolução Constitucionalista de 1932, o terreno de 2,1 quilômetros quadrados sofreu um bombardeio e passou às mãos da União, que instalou ali a base da Aeronáutica.

Em 1958, a prefeitura entrou na Justiça para retomar o controle do local – uma disputa judicial que já dura 60 anos.

Atualmente, o Campo de Marte é administrado pela Infraero e pela Aeronáutica.

Não tem linhas aéreas regulares, mas é o quinto aeroporto em movimento operacional no país, ligando mais de 1.300 municípios.

Em 2017, foram cerca de 69 mil pousos e decolagens e 119 mil passageiros transportados, incluindo aviação geral, executiva e táxi aéreo.

No terreno também funcionam o Aeroclube de São Paulo, algumas escolas de aviação e instalações da Aeronáutica, como o Parque de Material da Aeronáutica e o Núcleo do Hospital de Força Aérea de São Paulo.

Há ainda uma área de 400 mil m2 com campos de futebol e um trecho preservado de Mata Atlântica, espaço que está sendo negociado pela prefeitura para a criação de um parque municipal.

"Além de ser um aeroporto importante para o agronegócio e para a aviação regional, ao conectar diversas cidades paulistas, ele tem importância histórica na formação de profissionais da aviação", diz Olavo Fontoura, um dos fundadores da Associação do Campo de Marte, grupo formado por empresas e usuários.

Já para a historiadora Silvia Tommasini, o aeroporto tem um grande impacto no espaço aéreo e na malha viária do município, mas não cumpre seu papel social de dialogar com a cidade. "Uma área que deveria ser pública acabou se tornando um espaço para aviões particulares. O ideal seria que servisse para desafogar outros aeroportos, como Congonhas, o que não acontece", diz.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


CPI das Milícias: 10 anos depois, sugestões para lei eleitoral não andaram


Chico Marés, Leandro Resende Publicada Em 21/04 - 12h04

Nesta semana, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse à rádio CBN que as investigações apontam que as milícias do Rio de Janeiro podem estar por trás do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Levantamento feito pelo G1 em março deste ano mostra que os grupos paramilitares controlam áreas habitadas por 2 milhões de pessoas em 11 cidades do RJ.
Há quase dez anos, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro encerrou os trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o avanço e as ações de grupos de criminosos formados por ex-agentes da lei. No relatório final da comissão, foram feitas 58 proposições para tentar pôr fim às milícias. Mas o que, de fato, saiu do papel em relação ao processo eleitoral? Veja a seguir a checagem da Lupa:
“Tipificar e conceituar o crime de formação de milícia” - Resumo das propostas 1 e 21 do relatório da CPI das Milícias, elaborado em 2008
VERDADEIRO, MAS
A Lei 12.720, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2012, quatro anos depois da CPI das Milícias, conceitua o crime de formação de milícias como “constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos no Código Penal”. A pena prevista é de reclusão de quatro a oito anos, que pode aumentar caso haja agravantes, como homicídio sob o argumento de serviço de segurança, por exemplo.
Mas essa definição é bem mais genérica do que a sugerida pela CPI e não trata de forma direta os principais problemas enfrentados pelos moradores de regiões onde as esses comandos atuam: o controle da organização criminosa sobre serviços básicos, como a distribuição de gás ou o transporte, por exemplo.
No relatório, a comissão identificava as milícias como “grupos armados para prática de diversas extorsões e exploração irregular de serviços públicos, controlados por integrantes das instituições de segurança pública ou das Forças Armadas, para fins econômicos escusos, não raro com representação direta de parlamentares ou indiretamente na forma de sustentação dessa atividade criminosa, contando, no mínimo, com a tolerância de autoridades de Poderes Executivo”.
“Sendo o crime de formação de milícias tipificado, transformá-lo em crime federal” - Resumo da proposta 21 do relatório da CPI das Milícias , elaborado em 2008
AINDA É CEDO
Em 28 de fevereiro de 2018, o Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei que permite que crimes cometidos por milicianos sejam investigados pela Polícia Federal quando há o envolvimento de forças de segurança estaduais. O julgamento caberia à Justiça Estadual.
De autoria do atual prefeito do Rio de Janeiro, o então senador Marcelo Crivella (PRB), o texto fala sobre a alta lucratividade das ações dos milicianos, mencionando o controle do transporte alternativo e dos serviços de TV por assinatura, além da cobrança pela distribuição de água e gás, nos territórios conflagrados.
O texto pergunta: “Como se exigir, então, que as investigações e ações policiais sejam executadas pelas autoridades locais, diante de tamanho envolvimento dos próprios soldados e servidores com as milícias? Não resta alternativa, se não atribuir à Polícia Federal a incumbência de investigar os crimes cometidos por essas organizações criminosas. Somente assim a atuação desses grupos pode ser combatida de maneira eficaz”.
O projeto está, agora, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara.
“Tornar quem abusa do poder econômico e político inelegível, e permitir que ações desse tipo sejam protocoladas até seis meses depois das eleições” - Resumo da proposta 22 do relatório da CPI das Milícias, elaborado em 2008
VERDADEIRO, MAS
O abuso do poder econômico e político se tornou causa de inelegibilidade, mas a CPI das Milícias não teve relação com isso. A mudança foi introduzida pela Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010.
Já o prazo para a impugnação de uma candidatura por abuso permanece o mesmo desde 1999: até 15 dias depois da diplomação do candidato eleito. Isso consta no artigo 14, parágrafo 10 da Constituição.
“Tipificar o crime eleitoral de abuso de centro social ou assemelhado, com pena em dobro à do crime de abuso de poder” - Resumo da proposta 23 do relatório da CPI das Milícias, elaborado em 2008
DE OLHO
A tipificação deste crime foi proposta pelo deputado Chico Alencar (PSol-RJ), em 2009. Um substitutivo ao projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 2015. Desde então, a proposta está parada. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados, o projeto está pronto para ser analisado pelo plenário da Casa, mas não há prazo para que isso ocorra.
Centros sociais são espaços de prestação de serviços variados, nas áreas de saúde e assistência social, por exemplo, muito comuns em comunidades e bairros carentes do Rio. Nas eleições de 2014, sete candidatos fluminenses foram processados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pelo uso eleitoral desses espaços – fato que foi considerado compra de votos. Entre os casos estavam candidatos que ofereceram sessões de fisioterapia para possíveis eleitores, cursos de informática, inglês e espanhol e encaminhamento irregular de pacientes para serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde.

Primeiro aeroporto da cidade, Campo de Marte é marca da zona norte


Larissa Teixeira Publicada Em 22/04 - 02h00

Com a construção da pista para pousos e decolagens em 1920, o Campo de Marte foi o primeiro aeroporto da capital paulista.
Na época, o espaço era utilizado para treinamentos da Força Pública do Estado de São Paulo, futura Polícia Militar, que criou no local sua escola de aviação.
"Com o tempo foram desenvolvidas uma série de atividades ligadas à aviação, com a criação de aeroclubes, escolas e locais para manutenção de aviões", afirma Edson Violim Junior, professor de história da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).
Com a derrota do estado na Revolução Constitucionalista de 1932, o terreno de 2,1 quilômetros quadrados sofreu um bombardeio e passou às mãos da União, que instalou ali a base da Aeronáutica.
Em 1958, a prefeitura entrou na Justiça para retomar o controle do local –uma disputa judicial que já dura 60 anos.
Atualmente, o Campo de Marte é administrado pela Infraero e pela Aeronáutica. Não tem linhas aéreas regulares, mas é o quinto aeroporto em movimento operacional no país, ligando mais de 1.300 municípios.
Em 2017, foram cerca de 69 mil pousos e decolagens e 119 mil passageiros transportados, incluindo aviação geral, executiva e táxi aéreo.
No terreno também funcionam o Aeroclube de São Paulo, algumas escolas de aviação e instalações da Aeronáutica, como o Parque de Material da Aeronáutica e o Núcleo do Hospital de Força Aérea de São Paulo.
Há ainda uma área de 400 mil m2 com campos de futebol e um trecho preservado de Mata Atlântica, espaço que está sendo negociado pela prefeitura para a criação de um parque municipal.
"Além de ser um aeroporto importante para o agronegócio e para a aviação regional, ao conectar diversas cidades paulistas, ele tem importância histórica na formação de profissionais da aviação", diz Olavo Fontoura, um dos fundadores da Associação do Campo de Marte, grupo formado por empresas e usuários.
Já para a historiadora Silvia Tommasini, o aeroporto tem um grande impacto no espaço aéreo e na malha viária do município, mas não cumpre seu papel social de dialogar com a cidade. "Uma área que deveria ser pública acabou se tornando um espaço para aviões particulares. O ideal seria que servisse para desafogar outros aeroportos, como Congonhas, o que não acontece", diz.

Em barraca ou abrigo, rotina de venezuelanos em Roraima é de abandono

Com os cinco abrigos de Boa Vista superlotados, imigrantes foram montando, nos últimos meses, barracas improvisadas nas praças, mas não contaram com a ajuda do poder público.

Fabiana Cambricoli Publicada Em 22/04 - 03h00

BOA VISTA - Na entrada da Praça Simon Bolívar, uma placa traz, em espanhol, a mensagem aos visitantes: Bienvenidos a Boa Vista. Para os mais de mil venezuelanos alojados no local, porém, a sensação não é de acolhimento. Com os cinco abrigos da cidade superlotados, os imigrantes foram montando, nos últimos meses, barracas improvisadas nas praças, mas não contaram com a ajuda do poder público.
Com o crescimento da ocupação nas últimas semanas, a Prefeitura de Boa Vista decidiu, no início de abril, instalar tapumes ao redor da praça para separar os venezuelanos dos que passam nas avenidas vizinhas. Não viu necessidade, no entanto, de instalar banheiros químicos ou oferecer água aos refugiados.
Ao mesmo tempo, os comércios vizinhos à praça passaram a impedir o uso do vaso sanitário aos imigrantes ou cobrar até R$ 3 para cada utilização. Também fecharam o registro das torneiras para que os venezuelanos não peguem água para tomar banho ou lavar roupas. “Se a gente não tem dinheiro nem para comer, imagina pagar R$ 3 cada vez que precisarmos ir ao banheiro”, diz a cabeleireira Luiziana Milagros Medina, de 31 anos, que vive com o marido e o filho de 4 anos no local.
Diante da situação, os venezuelanos procuram matagais próximos para urinar ou defecar e andam mais de dois quilômetros até o Rio Branco para tomar banho ou lavar roupas. “A gente vem (ao rio) porque não tem outra opção, mas aqui é sujo. Estamos tomando banho ao lado até de animais mortos”, conta o mecânico Luiz Henrique Marques, de 29 anos, apontando para o esqueleto de um cachorro na margem do rio, a poucos metros de onde um grupo de venezuelanos tomava banho e enchia garrafas para levar para a praça onde vivem.
O medo dos imigrantes agora é que a situação de moradia se agrave ainda mais com a chegada das chuvas. No inverno de Roraima, os temporais são severos. Na segunda-feira, uma chuva forte deixou a praça e as barracas alagadas. “Na Venezuela, estávamos morrendo de fome. Mas também não dá para morar desse jeito aqui. Com a chuva e a sujeira em que vivemos, eu, meu marido e meus filhos estamos com gripe, diarreia, vômitos. Estamos até pensando em voltar para nosso país”, diz Eudinelis Guzman, de 32 anos.
De acordo com a prefeitura de Boa Vista, a presença de imigrantes nas praças é “uma situação provisória até que eles sejam deslocados para abrigos”. Destacou que vistoria diariamente os locais e, por serem espaços abertos e públicos, não é possível fazer “qualquer intervenção no momento”.
Exército. Nos cinco abrigos da cidade, todos sob coordenação do Exército, a oferta de barracas, refeições e banheiros torna a situação dos imigrantes um pouco melhor, mas isso não significa comodidade. Os locais também têm problemas. A pior situação é a do abrigo do bairro Pintolândia, que acolhe apenas venezuelanos indígenas.
O local tem capacidade para 370 pessoas, mas recebe atualmente 715 indígenas. No local, onde centenas de redes e barracas disputam espaço, crianças brincam em um terreno de terra com sujeira e restos de alimentos. Muitos chegam da Venezuela doentes. Na última semana, oito crianças moradoras do abrigo estavam internadas em Boa Vista com quadros de desnutrição ou problemas respiratórios. “Aqui pelo menos a gente vive um pouco melhor do que na Venezuela. Lá não tem comida, remédios, fraldas”, diz a indígena Glady Moreno, de 29 anos. O Exército informou que abrirá outros quatro abrigos na cidade.

JORNAL O GLOBO


Boeing e Embraer prontas para decolar


Lauro Jardim Publicada Em 21/04 - 13h15

As negociações entre Embraer e Boeing estão no seguinte ponto: a Embraer aceita ficar com algo entre 10% e 20% da empresa que será criada.
Mas ainda exige um assento no conselho de administração com direito a veto. A Boeing não topa.
Quem acompanha de perto as conversas, no entanto, avalia que aos poucos todos os obstáculos estão sendo superados.

PORTAL G-1


Salto para a história: Pixoto é o primeiro ilhéu a saltar de paraquedas em Fernando de Noronha


Ana Clara Marinho Publicada Em 21/04 - 15h24

Pixoto paraquedas 4
O encontro de paraquedismo, que está sendo promovido em Fernando de Noronha esta semana, teve neste sábado (21) o primeiro ilhéu a participar da atividade. Altermar José de Souza, conhecido como Pixoto, estava pronto logo cedo para saltar para a história. “Eu sempre tive esse sonho de saltar de paraquedas, estou com uma mistura de medo e alegria”, falou Pixoto.
Salto Pixoto
Paraquedas Pixoto Paraquedas pronto, Pixoto seguiu para um salto duplo, guiado pelo experiente Gustavo Areias. Ao embarcar no avião, a emoção foi aumentando. “A porta fica aberta desde a subida, você vai vendo a ilha, bonita como é. Na hora de colocar o pé para fora o vento domina e vai. Desde de quando saltei fui vendo Noronha se aproximando, meu instrutor me deixou comandar, foi uma experiência única, uma das maiores emoções da minha vida”, contou Pixoto.
Pixoto e Gustavo Areias
O encontro de paraquedistas deveria terminar neste sábado, mas deve ser prorrogado até terça-feira (24). Por conta da chuva os saltos foram cancelados nessa sexta-feira (20). O evento está sendo organizado pelo experiente paraquedista, Gui Pádua, e conta com produção da Associação de Pousadeiros da Ilha e ainda apoio da Administração de Noronha, Aeronáutica, Instituto Chico Mendes e empresas privadas.

AGÊNCIA BRASIL


Governo pode adiar reajuste dos servidores, diz ministro da Fazenda


Paola De Orte Publicada Em 21/04 - 16h51

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (21), em Washington, que o governo pode adiar o reajuste salarial dos servidores públicos previsto para 2019. De acordo com o ministro, “esta é uma alternativa” para os desafios fiscais da política econômica do ano que vem. Entretanto, Guardia ressalvou que a decisão deve ficar para o momento em que o governo enviar a Lei Orçamentária Anual (LOA), em agosto.
Outra alternativa seria a reoneração da folha de pagamentos, que, segundo ele, impacta receitas e despesas do governo. Na semana passada, o ministro já havia dito que a “não arrecadação” afeta o teto dos gastos públicos.
O ministro está em Washington para as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Neste sábado, ele participou das sessões plenárias do Comitê Monetário e Financeiro Internacional e do Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial.

JORNAL TRIBUNA DO NORTE (RN)


A política de confronto não tem uma visão humanista, diz cientista político


Publicada Em 22/04 - 00h00

As estatísticas mostram o aumento de ações típicas de estado, que podem ser confronto entre polícia e suspeitos no RN. O que isso pode representar?
A política de confronto não é democrática, não se escuta a população, não tem polícia comunitária, não tem uma visão mais humanista da coisa. Então se extermina e depois verifica se era um criminoso porque estava portando uma armado. É uma sociedade antidemocrática, os brasileiros são adeptos a políticas repressivas e com a polícia não vai ser diferente. O policial entra na academia e aprende as lições mas quando vai para a rua reflete a cultura preponderante de que bandido bom é bandido morto. No confronto, o que se tem é uma ação mais enérgica porque se tem o endosso por parte da sociedade. O que está ocorrendo é uma política de combate ao inimigo ao invés do uso da inteligência e ações democráticas de segurança pública.
Quais os efeitos dessa realidade a curto e longo prazo?
Muito provavelmente, onde não se prioriza inteligência, investigação e a vida humana continuaremos tendo os dados crescentes. Natal era conhecida como cidade pacata e tranquila e hoje é violenta. A longo prazo esperamos que essa realidade mude.
Quais são as soluções para esse cenário de violência crescente e ações de estado pouco eficazes?
Temos que ter uma política mais aberta e democrática para crimes de menor potencial e mais fortes para crimes mais graves. A primeira coisa é mudar política de confronto ao tráfico de entorpecentes. A polícia pode estar prendendo a vontade no tráfico de drogas e o homicídio continua crescente. De cada 100 assassinatos no Brasil, existem 90 ou 95 que não vão ser investigados. Então, tem que investir na investigação de homicídios. Ter um efetivo policial a contenho também é importante, que tenha um quantitativo adequado e bem distribuído. Também é importante rever o estatuto do desarmamento. Retirar armas de fogo de circulação quando atrelada com outras coisas, só isso não tem efeito. Melhorar a educação, diminuir a evasão escolar, melhorar taxas de desemprego e níveis de renda. O governo tem que deixar a política partidária de lado e colocar política pública e a curto e médio prazo em primeiro lugar.
Observamos um crescimento nos índices de criminalidade. É o momento de repensar as políticas públicas de combate ao crime?
Passando por um momento critico no país, temos as forças armadas fazendo papel de segurança pública e mostrando que os gestores eleitos em uma democracia foram maus sucedidos. O Rio Grande do Norte vem apresentando uma situação crítica e não é de agora. Se pegarmos dados desde 2005 os números aumentam de forma linear e contínua. Os governo, apesar de fazer investimentos e gastos crescentes na segurança pública, mas não consegue acompanhar o crescimento do crime. A gestão é deficitária e os governos não gostam de ser avaliados quando os dados são negativos. Nessa seara, por questão eleitoral, terminam tendo impacto negativo. Vamos mostrando o que tem sido feito mas governos não colocam em prática por causa de questões eleitorais.
Os gestores costumam atribuir o aumento de homicídios a briga entre facções criminosas. Essa não é uma maneira de se esquivar da responsabilidade dessas mortes?
O governo faz esse discurso para se excluir da responsabilidade. A gente sabe que eles são responsáveis pela administração estatal. A responsabilidade é dos governantes e se esse coloca a culpa em facção, está assinando em baixo o nome de incompetente para ele mesmo. As facções surgiram de da falha estatal no sistema carcerário. O tráfico se torna rentável e não há controle estatal, e vai prevalecer aquele se se impor mais fortemente. Isso aconteceu em Nova York na década de 70, em algumas cidades do México. Temos uma engrenagem perversa em que o estado tenta se eximir de responsabilidade porque a maioria da população não tem o nível de percepção para compreender isso. O estado surgiu para manter a ordem pública como elemento básico.
As prisões estão lotadas de pessoas acusadas de tráfico de drogas. A política de encarceramento deve ser repensada?
A maioria dos secretários de segurança pública chutam, dizem coisas sem provas empíricas, eles não estudam, não avaliam, não estão rodeados de pessoas que possam contribuir. Eles estão muito mais preocupados em elogiar os governos. Eu analiso segurança e tenho como pano de fundo da teoria democrática. Em nenhuma democracia consolidada, que são 8% aproximadamente dos países, os níveis de violência são muito baixos, como a Holanda. A quantidade de homicídios que acontecem em Campina Grande é o mesmo da Holanda, que tem 17 milhões de habitantes. As pessoas precisam entender que tendo os direitos humanos garantidos para a maioria da população, teremos menos impunidade e homicídios.
José Maria Nóbrega, cientista político e especialista em segurança pública

JORNAL O DIA


QUANTO GANHA O MILITAR?


Chico Alves Publicada Em 22/04 - 03h00

Uma das alternativas profissionais mais procuradas pelos jovens nos últimos anos é o ingresso nas Forças Armadas. Alguns fazem essa opção por causa da estabilidade, outros porque querem um trabalho com adrenalina... Seja por qual motivo for, no fim das contas há uma pergunta fundamental a ser feita por quem segue esse caminho profissional: qual é o salário?
O soldo é apenas uma parte da remuneração dos militares no Brasil e é irredutível. Além dele, há adicionais. São eles: o militar, inerente a cada círculo hierárquico, de habilitação, por conta de cursos feitos, de tempo e serviço, de compensação orgânica, ligada ao desgaste causado pela função, e de permanência.
No nível inicial, seja Exército, Marinha ou Aeronáutica o ganho é de R$ 854,00 como recruta. Depois, do patamar de soldado de primeira classe até o cargo de taifeiro, a remuneração é de R$ 1.758,00 a R$ 2.203,00.
Entre os praças engajados, o cabo e o taifeiro mor ganham R$ 2.449,00. No topo desse grupo, o suboficial e o subtenente têm soldo de R$ 5.751,00. Praças especiais incluem o aspirante e o cadete, o aluno do Centro de Formação de Oficiais da Aeronáutica e o aluno de Órgão de Formação de Oficiais, que ganham R$ 1.114,00. O máximo são os postos de guarda-marinha e aspirante a oficial, com salários de R$ 6.625,00.

OUTRAS MÍDIAS


MINHA OPERADORA - Contrato entre Telebras e Viasat vai parar no STF

STF irá julgar constitucionalidade do contrato; STJ encaminhou a ação por identificar que a causa encosta em questões de soberania e defesa nacional.

Publicada Em 21/04

O contrato entre Telebras e Viasat vai ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, optou por encaminhar a ação para o STF ao identificar que a causa encosta em questões de soberania e defesa nacional.
O contrato foi suspenso há um mês pela Justiça estadual do Amazonas e a Telebras e a União já tiveram quatro recursos negados durante esse tempo.
Ao analisar o novo recurso, a presidente do STJ não quis se aprofundar no mérito da questão. Ela entendeu que nem é o caso de avaliar eventuais questões infraconstitucionais, mas sim encaminhar diretamente o processo à presidente do STF, Carmem Lúcia.
Uma reunião de conciliação deve ocorrer na próxima quarta-feira (25) entre a estatal e a empresa Via Direta, responsável pela ação judicial.
A Via Direta, empresa de Manaus, alega ter negociado com a Telebras o aluguel de 15% da capacidade em banda Ka do satélite de defesa e comunicações.
No contrato com a Viasat, é concedida a empresa americana a utilização de 100% da capacidade civil, em banda Ka, do satélite SGDC-1.
A Via Direta também questiona o ato de a estatal colocar inteiramente um satélite tão importante para o Brasil nas mãos de uma empresa estrangeira.
União e Telebras defedem que o acordo comercial com a Viasat envolve tão somente o uso dos spots de transmissão de banda larga via satélite, operação totalmente segregada do uso da banda X, que pelo mesmo satélite transmite comunicações das Forças Armadas.
Outra preocupação da União é com o programa Internet para Todos, que utilizará os serviços da Viasat.
Enquanto a liminar não for suspensa, Viasat e Telebras ficam proibidas de instalar e ativar antenas que são fundamentais para dar início ao programa do Governo.

BC NOTÍCIAS (SC) - Cães do K9 da Guarda Municipal participam de treinamento na Base Aérea de Florianópolis


Victor Loja Publicada Em 21/04

O grupo de patrulhamento com cães K9 da Guarda Municipal de Balneário Camboriú realiza diariamente um trabalho em busca de drogas e armas ilegais no município e região. Nesta sexta-feira (20), os cães Black, Apolo e Nutella, em conjunto dos integrantes do K9, participaram de um treinamento no Canil da Base Aérea de Florianópolis, ministrado pelo adestrador Eron Marrom Kaizer.
O Canil da Força Aérea tem 18 anos de atividade e no momento possui oito cães: seis Pastores Belgas de Malinois, a mesma raça do Black; um Pastor Holandês, da mesma raça do Apolo; e um Rottweiler. Os cães são treinados diariamente por sete soldados que compõem os integrantes do Canil da Força Aérea.
Segundo o Terceiro Sargento, Leandro Mendes dos Santos, os cães da Força Áerea são utilizados para cuidar da base e do material bélico, para faro de entorpecentes, também servem como cães de busca e captura, de abordagem e Controle de Distúrbio Civil (CDC). ‘’Trabalhamos aqui, na marinha e no exército. Temos um convívio bom com as outras forças de segurança. Nossa socialização é excelente e tem trazido bons resultados porque é com essa troca que todos nós crescemos. Passamos nossa forma de trabalho e observamos a forma de trabalho de outras instituições. Através disso vamos adaptando nossa doutrina na busca de sempre melhorar”, explicou.
O principal objetivo desse treinamento é preparar os cães Apolo e Nutella para abordagens, rondas escolares e eventos públicos. O Black já é o cão operacional da Guarda Municipal por ter mais experiência e tempo de treino. ‘’O treinamento foi muito importante não só para os cães, mas também para os condutores, afinal eles trabalham em equipe, em sintonia. Todos estão capacitados, porém é sempre bom buscamos melhorar o serviço’’, explicou o adestrador Eron.
Para o supervisor do K9 da Guarda Municipal, Gustavo Belz, treinamentos como este são muito proveitosos para os cães, os integrantes e as instituições. ‘’Poder realizar esse trabalho fortalece o vínculo entre as instituições e permite que todas elas ofereçam um serviço melhor as suas populações, além de melhorar a sintonia e as técnicas das equipes e seus cães’’.

ES BRASIL (ES) - Evento nacional de segurança e defesa cibernética em Brasília


Publicada Em 21/04

A Brazil Cyber Defence acontecerá no mês de abril e reunirá representantes do poder público, forças armadas, indústria e universidades
O maior evento brasileiro de defesa cibernética, comunicações e guerra eletrônica será realizado entre 23 e 26 de abril em Brasília. A Brazil Cyber Defence busca promover o debate entre as Forças Armadas e de Segurança Pública, setores da indústria, meio acadêmico, instituições públicas e privadas.
O Relatório Anual de Cibersegurança da Cisco 2017 revelou que apenas 56% dos alertas de segurança são investigados. Menos da metade dos alertas efetivos são solucionados. A Brazil Cyber Defence é um evento inédito com foco na sensibilização da sociedade e da administração pública. Os temas envolvem a importância da ciberdefesa, da cibersegurança, das comunicações e da guerra eletrônica.
O objetivo é compartilhar as melhores práticas e interagir com setores público, privado, governamental e comunidade. O evento reunirá grandes nomes nacionais e internacionais para discutir a questão da segurança cibernética.
Durante os quatros dias de evento, os participantes poderão fazer workshops, acompanhar palestras e fóruns de discussões.
Temas a serem abordados
- Blockchain
- infraestruturas críticas de cibernética
- marco legal da internet no Brasil
- neutralidade da rede
- interferidores de sinal eletromagnético
- sistemas anti-drone
- sistemas anti-RCIED
- emprego de spoofing sobre drones
- proteção de sinais de navegação por satélite contra interferência intencional

N1 BAHIA - De volta para cadeia: No dia em que foi solto, homem é preso com metralhadora em Salvador


Publicada Em 21/04 - 11h46

Um criminoso que ganhou a liberdade provisória, nesta quinta-feira (19), foi capturado, no início da tarde, com uma metralhadora por guarnições da 18 Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Periperi). João Batista Neto é suspeito de diversos homicídios e foi preso, no dia 15 de dezembro de 2017, por esta mesma unidade, com um revólver calibre 38.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os militares faziam rondas no bairro de Coutos quando o Centro Integrado de Comunicações (Cicom) repassou uma denúncia, que chegou via 190, sobre a presença de um grupo armado, naquela localidade. Incursões foram realizadas e, na Rua Ligia Bonfim, Antônio e mais quatro comparsas identificados como Alexandre dos Santos Vilas Boas, Douglas Rafael Marques Pereira, Ana Paula Sousa Silva e Luana Rosa dos Santos foram interceptados.
Ainda segundo a SSP, com a quadrilha os PMs apreenderam uma metralhadora calibre 9mm (uso exclusivo das Forças Armadas e Polícia Federal), meio quilo de maconha (tablete e trouxas), cartuchos e munições de diversos calibres, além de uma balança.
“Flagrante de grande importância, pois este grupo criminoso trafica e comete outros crimes na região. Esperamos que eles fiquem por mais tempo afastados das ruas”, declarou o comandante da 18 CIPM, major Roberto Araújo.
O quinteto e todo o material foi apresentado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.



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