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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 24/01/2018 / Aeroporto de Paraty pode ser usado se piloto obedecer instrução, conclui Aeronáutica



Aeroporto de Paraty pode ser usado se piloto obedecer instrução, conclui Aeronáutica ...  


Rubens Valente ...  


O aeroporto de Paraty (RJ), a cerca de 4 km de onde caiu o avião que matou o então ministro do STF Teori Zavascki em janeiro de 2017, pode continuar sendo usado para pousos e decolagens, desde que os pilotos respeitem limites mínimos de teto e visibilidade e apenas em voos diurnos.

A conclusão integra a investigação da Aeronáutica sobre os fatores que contribuíram para a queda do turboélice King Air que levava o ministro e mais quatro pessoas. O relatório final foi divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Encarregado da investigação, o coronel-aviador Marcelo Moreno afirmou que o aeroporto, tecnicamente chamado de aeródromo, é seguro desde que os pilotos sigam a instrução do Comando da Aeronáutica de outubro de 2016 que estabelece as regras de voo visual com condições mínimas de 5.000 metros para visibilidade horizontal e de 450 metros para o teto.

De acordo com a investigação do Cenipa, no momento do acidente a visibilidade horizontal era de 1.500 metros, portanto bem abaixo do mínimo da instrução.

A pista de Paraty, sob responsabilidade da prefeitura, é habilitada para operar apenas voos visuais em período diurno por não possuir aparelhos de auxílio aos pilotos. Não seria possível instalar tal equipamento, segundo a Aeronáutica, em razão das condições geográficas do aeródromo, próximo da Serra do Andaraí.

Segundo o Cenipa, alguns pilotos que voam do Campo de Marte (SP) para Paraty acabaram criando um grupo informal que procurava alternativas a fim de avaliar as condições meteorológicas. Não raro, conforme constatou o Cenipa, alguns pilotos decidiam decolar do Campo de Marte mesmo sabendo de condições ruins em Paraty, porém, durante o voo, novamente avaliavam a situação para decidir se prosseguiam ou retornavam a São Paulo.

Pilotos também usavam uma "carta informal" sobre a visibilidade em Paraty, mas o Cenipa concluiu que o piloto do voo que culminou na morte de Teori, Osmar Rodrigues, 56, não utilizava tal carta.

Quando Rodrigues decolou do Campo de Marte, às 13h01 do dia 19 de janeiro do ano passado, segundo o Cenipa, a previsão meteorológica válida das 10h às 16h apontava uma visibilidade restrita a 4.000 metros na região da pista de Paraty. Ao se aproximar da pista, o piloto constatou que a visibilidade caiu ainda mais, o que não o impediu de tentar duas vezes o pouso.

Cortar caminho
No intervalo entre a primeira e a segunda tentativa, segundo o Cenipa, os dados indicam que o piloto abreviou o tempo para a nova aproximação.

Segundo o coronel-aviador Marcelo Moreno, seriam necessários quatro minutos entre uma arremetida e uma nova tentativa de pouso. No caso do King Air, o piloto informou por rádio que estava desistindo do pouso devido às chuvas, mas apenas dois minutos e dez segundos depois ele disse que estava em novo procedimento de pouso –que ao final resultou na queda do avião. Os dados indicam que o piloto pode ter "cortado" o caminho, a fim de encerrar a viagem o mais rápido possível.

Quando resolveu novamente arremeter, fazendo uma curva à direita, o piloto perdeu as possíveis referências em terra, pois viajava sobre a água e sob chuva intensa, um "terreno homogêneo".

"O curto intervalo de tempo transcorrido entre a verbalização do piloto (de que iria aguardar a passagem da chuva) e o início da segunda tentativa de aproximação denotou que ele desistiu de aguardar a melhoria das condições meteorológicas", diz o relatório.

O Cenipa procurou então entender o processo de tomada de decisões do piloto.

Deu atenção ao perfil psicológico do piloto e seu relacionamento com o dono do avião, e também passageiro naquele momento e morto no acidente, o empresário de hotelaria Carlos Alberto Filgueiras, 69. Os investigadores concluíram que o empresário às vezes portava-se "de forma impositiva e ríspida", mas "não realizava qualquer interferência na condução dos voos".

A gravação das vozes no avião durante o voo fatal também não mostrou comunicação entre o piloto e Filgueiras "que indicasse o contrário". Sobre o piloto, o Cenipa concluiu que ele era muito experiente, que conhecia bem a pista de Paraty e que "sempre primava pelo fiel cumprimento de suas atividades".

O mais provável, segundo os investigadores, é que o piloto tenha desenvolvido, ao longo da carreira, "uma pressão autoimposta voltada ao cumprimento dos voos planejados, levando-o a aceitar condições abaixo dos limites mínimos requeridos para o tipo de operação".

A investigação da Aeronáutica concluiu que um dos fatores que contribuíram para o acidente foi a desorientação espacial do piloto, que se confundiu sobre a altitude do avião e acabou atingindo a água. O relatório também cita as condições meteorológicas e descarta sabotagem ou problemas nos equipamentos e motor do avião.

A Folha tem tentado, desde a semana retrasada, manter contato com familiares do piloto, sem sucesso. A assessoria da associação dos aeronautas, procurada nesta terça-feira (23), não foi localizada.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




RADIO AGENCIA NACIONAL.


Cenipa não identifica problemas técnicos no avião que caiu com Teori


Sumaia Vilela Publicada Em 23/01 - 10h55

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira (Cenipa) identificou condições de visibilidade menores que as mínimas exigidas para pouso no aeródromo de Paraty, destino final do avião que transportava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Lava Jato Teori Zavascki e três passageiros, além do piloto Osmar Rodrigues, todos mortos na queda da aeronave, no dia 19 de janeiro do ano passado.
O tempo evoluiu rapidamente para as piores condições de voo pouco depois da decolagem, em São Paulo. O aeródromo de Paraty só pode ser usado durante o dia e com pouso em modo de voo visual, sem a ajuda de equipamentos.
A comissão de investigadores, composta por 18 pessoas, identificou que quando o piloto tentou aproximação pela primeira vez, um equipamento que emite alarmes sonoro e visual quando a aeronave opera abaixo da altitude de segurança, deu o primeiro alerta.
O piloto desligou os alarmes, mas o equipamento continuou gravando, o que é contra as medidas de segurança, de acordo com o chefe do Cenipa, Frederico Alberto Marcondes.
Foi registrado que o piloto Osmar Rodrigues desistiu do primeiro pouso e avisou que tentaria de novo quando a visibilidade melhorasse.
Menos de três minutos depois ele retornou, o que indicaria que o profissional desistiu de esperar. Nessa nova tentativa de pouso, ele ficou muito próximo do mar e tentou arremeter fazendo uma curva que, segundo cálculo do Cenipa, fez com que a aeronave colidisse com a ponta da asa direita na água.
Durante a curva, o piloto pode ter percebido a inclinação da aeronave de forma distorcida, um tipo de erro chamado tecnicamente de ilusão vestibular.
Além disso, os investigadores não encontraram defeitos na aeronave que pudessem ter causado o acidente.
O piloto tinha 30 anos de experiência e todos os exames e habilitações estavam em ordem. Os exames toxicológicos também não detectaram substância, legal ou ilegal, que comprometesse o desempenho de Osmar.
O brigadeiro Frederico Alberto Marcondes reafirmou que não foram encontrados sinais de sabotagem.
Segundo o investigador responsável, coronel Marcelo Moreno, existia também uma cultura entre os pilotos e os proprietários de aeronaves que circulavam no aeródromo de Paraty, de valorizar profissionais que conseguissem operar mesmo em condições inseguras.
O relatório do Cenipa não implica em acusação criminal ou civil, ou atribui culpados. O relatório é técnico e identifica os elementos que contribuíram para o acidente.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Aeroporto de Paraty pode ser usado se piloto obedecer instrução, conclui Aeronáutica


Rubens Valente Publicada Em 23/01 - 18h37

O aeroporto de Paraty (RJ), a cerca de 4 km de onde caiu o avião que matou o então ministro do STF Teori Zavascki em janeiro de 2017, pode continuar sendo usado para pousos e decolagens, desde que os pilotos respeitem limites mínimos de teto e visibilidade e apenas em voos diurnos.
A conclusão integra a investigação da Aeronáutica sobre os fatores que contribuíram para a queda do turboélice King Air que levava o ministro e mais quatro pessoas. O relatório final divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Encarregado da investigação, o coronel-aviador Marcelo Moreno afirmou que o aeroporto, tecnicamente chamado de aeródromo, é seguro desde que os pilotos sigam a instrução do Comando da Aeronáutica de outubro de 2016 que estabelece as regras de voo visual com condições mínimas de 5.000 metros para visibilidade horizontal e de 450 metros para o teto.
De acordo com a investigação do Cenipa, no momento do acidente a visibilidade horizontal era de 1.500 metros, portanto bem abaixo do mínimo da instrução.
A pista de Paraty, sob responsabilidade da prefeitura, é habilitada para operar apenas voos visuais em período diurno por não possuir aparelhos de auxílio aos pilotos. Não seria possível instalar tal equipamento, segundo a Aeronáutica, em razão das condições geográficas do aeródromo, próximo da Serra do Andaraí.
Segundo o Cenipa, alguns pilotos que voam do Campo de Marte (SP) para Paraty acabaram criando um grupo informal que procurava alternativas a fim de avaliar as condições meteorológicas. Não raro, conforme constatou o Cenipa, alguns pilotos decidiam decolar do Campo de Marte mesmo sabendo de condições ruins em Paraty, porém, durante o voo, novamente avaliavam a situação para decidir se prosseguiam ou retornavam a São Paulo.
Pilotos também usavam uma "carta informal" sobre a visibilidade em Paraty, mas o Cenipa concluiu que o piloto do voo que culminou na morte de Teori, Osmar Rodrigues, 56, não utilizava tal carta.
Quando Rodrigues decolou do Campo de Marte, às 13h01 do dia 19 de janeiro do ano passado, segundo o Cenipa, a previsão meteorológica válida das 10h às 16h apontava uma visibilidade restrita a 4.000 metros na região da pista de Paraty. Ao se aproximar da pista, o piloto constatou que a visibilidade caiu ainda mais, o que não o impediu de tentar duas vezes o pouso.
CORTAR CAMINHO
No intervalo entre a primeira e a segunda tentativa, segundo o Cenipa, os dados indicam que o piloto abreviou o tempo para a nova aproximação.
Segundo o coronel-aviador Marcelo Moreno, seriam necessários quatro minutos entre uma arremetida e uma nova tentativa de pouso. No caso do King Air, o piloto informou por rádio que estava desistindo do pouso devido às chuvas, mas apenas dois minutos e dez segundos depois ele disse que estava em novo procedimento de pouso –que ao final resultou na queda do avião. Os dados indicam que o piloto pode ter "cortado" o caminho, a fim de encerrar a viagem o mais rápido possível.
Quando resolveu novamente arremeter, fazendo uma curva à direita, o piloto perdeu as possíveis referências em terra, pois viajava sobre a água e sob chuva intensa, um "terreno homogêneo".
"O curto intervalo de tempo transcorrido entre a verbalização do piloto (de que iria aguardar a passagem da chuva) e o início da segunda tentativa de aproximação denotou que ele desistiu de aguardar a melhoria das condições meteorológicas", diz o relatório.
O Cenipa procurou então entender o processo de tomada de decisões do piloto. Deu atenção ao perfil psicológico do piloto e seu relacionamento com o dono do avião, e também passageiro naquele momento e morto no acidente, o empresário de hotelaria Carlos Alberto Filgueiras, 69. Os investigadores concluíram que o empresário às vezes portava-se "de forma impositiva e ríspida", mas "não realizava qualquer interferência na condução dos voos".
A gravação das vozes no avião durante o voo fatal também não mostrou comunicação entre o piloto e Filgueiras "que indicasse o contrário". Sobre o piloto, o Cenipa concluiu que ele era muito experiente, que conhecia bem a pista de Paraty e que "sempre primava pelo fiel cumprimento de suas atividades".
O mais provável, segundo os investigadores, é que o piloto tenha desenvolvido, ao longo da carreira, "uma pressão autoimposta voltada ao cumprimento dos voos planejados, levando-o a aceitar condições abaixo dos limites mínimos requeridos para o tipo de operação".
A investigação da Aeronáutica concluiu que um dos fatores que contribuíram para o acidente foi a desorientação espacial do piloto, que se confundiu sobre a altitude do avião e acabou atingindo a água. O relatório também cita as condições meteorológicas e descarta sabotagem ou problemas nos equipamentos e motor do avião.
A Folha tem tentado, desde a semana retrasada, manter contato com familiares do piloto, sem sucesso. A assessoria da associação dos aeronautas, procurada nesta terça-feira (23), não foi localizada.

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Globocop cai no Recife e deixa dois mortos e um ferido em estado grave

Polícia Civil, a Polícia Federal e a Força Aérea investigam a queda. Empresa prestava serviços para a TV Globo Recife há 15 anos.

Publicada Em 23/01 - 21h24

A Polícia Civil, a Polícia Federal e a Força Aérea investigam a queda de um helicóptero que prestava serviço para a TV Globo, no Recife, na manhã desta terça (23). Duas pessoas morreram e uma terceira foi internada em estado grave.
O tempo estava nublado e chovia. O helicóptero transmitia imagens ao vivo da orla do Recife. Às 5h50 minutos, o Globocop saiu do hangar, que fica ao lado do aeroporto, e seguiu para a Praia de Boa Viagem. Às 6h05 sobrevoava a Praia do Pina.
O Globocop estava de deslocando da orla do Recife em direção à Zona Norte da cidade, onde faria novas imagens para o telejornal Bom Dia Pernambuco, que estava no ar. Testemunhas contam que o piloto desviou do bairro de Brasília Teimosa, um dos mais populosos do Recife, e seguiu em direção ao mar. Ele caiu bem perto da faixa de areia, a uma distância de apenas 30 metros.
Uma câmera de segurança registrou o momento da queda do Globocop. O helicóptero era do modelo Robinson R44 e tinha uma câmera acoplada, controlada por um operador.
Os moradores se assustaram com o barulho. Dona Suely viu tudo da porta de casa. “Os pedaços caíram do ar na água, porque ele estourou no ar, ele não caiu não. Eu vi quando ele explodiu no ar”, contou a dona de casa Suely dos Santos.
Moradores e pescadores retiraram os três ocupantes. “Para não bater nas casas ele jogou para o mar a aeronave. Eu acho que estava procurando algum lugar para pousar e não encontrou”, disse o estudante Lazaro Francisco.
Duas pessoas morreram na queda: o comandante Daniel Cavalcanti Figueira Galvão, de 36 anos, e a controladora de tráfego da Aeronáutica, a sargento Lia Maria Abreu de Souza, de 34 anos.
O pai de Daniel diz que ele era um piloto experiente. “Muito precavido. Checava a aeronave toda vez que saia muito, mas infelizmente essas coisas não se explicam”, disse Geraldo Galvão, pai do comandante Daniel.
O operador de transmissão Miguel Pontes, de 21 anos, foi submetido a uma cirurgia e está internado em estado grave.
O pai dele, o piloto Wagner Monteiro, é um dos sócios da empresa Helisae, dona do helicóptero que prestava serviços para a TV Globo Recife há 15 anos, sem nenhum acidente. O Globocop tinha passado pela inspeção anual de manutenção há uma semana.

“Eu particularmente ontem voei o dia inteiro neste helicóptero. Então é lamentável que isso aconteça”, afirmou Wagner Monteiro, pai do Miguel / sócio da Helisae.
A Aeronáutica e o Corpo de Bombeiros esperaram a maré baixar para remover o helicóptero da água. Pedaços da fuselagem foram retirados do mar pela população e também vão ser levados para a investigação. O primeiro relatório da Aeronáutica fica pronto em um mês.
Em nome de todo o jornalismo da Globo, nós manifestamos o pesar com a perda do nosso parceiro, o comandante Daniel Galvão, e da controladora de tráfego Lia Mara de Souza. E estamos todos torcendo pela recuperação do Miguel Simões.
Assista à reportagem: globoplay.globo.com/v/6443252/

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Quatro órgãos ligados ao GDF usam drones para flagrar infrações

Sorria, você está sendo monitorado por drones. Órgãos vinculados ao GDF usam as aeronaves não tripuladas para as mais diversas atividades. Entre elas, flagrantes de infrações de trânsito, monitoramento de invasões de áreas públicas, manifestações e descarte de lixo

Luiz Calcagno Publicada Em 24/01 - 06h00

Primeiro, o barulho das hélices. Em seguida, o sobrevoo. Os drones estão aí para vigiar a capital federal. As aeronaves não tripuladas foram tratadas como brinquedos, como veículos de entrega e, cada vez mais, revelam potencial como ferramenta de fiscalização, pesquisa e planejamento para governos. No DF, pelo menos quatro órgãos públicos usam o equipamento: o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil, o Departamento de Trânsito (Detran) e a Agência de Fiscalização (Agefis). Além de auxiliar flagrantes e obtenção de provas, eles orientam tomadas de decisão em situações como incêndios, manifestações, engarrafamentos e até descarte irregular de lixo.
A tendência é cada vez mais os órgãos adotarem os drones, que podem substituir aeronaves em diversas situações, reduzindo gastos, ou concluir, em um dia, levantamentos em áreas urbanas, que, com medições de funcionários, levaria semanas. O uso mostra resultados. O Detran filmou pelo menos oito motoristas tentando burlar a lei seca. As filmagens servem como prova no processo administrativo. Em período de testes, fiscais da Agefis fizeram flagrantes de descarte de material irregular em áreas de cerrado e impediram a fuga dos infratores.
A legislação para o uso de drones é de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A principal exigência é que um piloto não use o drone a menos de 30m de distância horizontal de outras pessoas. Dependendo da atividade, no entanto, o Estado pode descumprir a norma (leia O que diz a lei).
Desafios
Na avaliação do professor e pesquisador em geoprocessamento ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Moreno Richwin Ferreira, especialista em drones, a tendência é o uso cada vez mais frequente do equipamento pelos governos. “Isso vem de vários anos. O que atrasa o uso como ferramenta de vigilância, fiscalização, mapeamento e pesquisa é a legislação. A Decea, a Anac e a Anatel lançaram instruções normativas. Só que ainda são incipientes. Mas, com isso, o Executivo local começa a testá-las”, explica.
Segundo Alexandre, as regras podem se tornar mais flexíveis, à medida que a aeronave não tripulada se popularize, ou mais rígidas, dependendo das consequências do tráfego de drones na capital. “A Rússia sofreu ataque de drones em bases militares. Isso causa espanto. No Brasil, tivemos casos de criminosos usando a ferramenta para entregar drogas. Também podemos ter situações de desconforto. A 40m de distância, você não sabe se o piloto é alguém mal-intencionado ou se é a polícia em uma operação”, exemplifica.
Planos
No GDF, o pioneiro no uso do equipamento na capital foi o Corpo de Bombeiros, monitorando incêndios em áreas de difícil acesso. A Polícia Civil adquiriu aeronave em seguida para auxiliar o trabalho de peritos e em operações. “A imagem que conseguimos no Torre Palace de uma pessoa acendendo um botijão de gás para jogar nos policiais foi feita com drone. Isso solidifica a prova de um crime e preserva os policiais”, destaca o subsecretário de Operações Integradas da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, coronel Leonardo Sant’Anna.
A Vigilância Sanitária, a Agência Reguladora de Águas e Saneamento do DF (Adasa) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) estão entre os órgãos que não têm o equipamento, mas recorreram à tecnologia. “Existem situações em que um drone pode ser usado no lugar de um helicóptero. Não em uma não ostensiva, ou em resgate, mas em um levantamento rápido de informações que permita aos gestores tomadas de decisão ágeis. Eu entendo que seja uma coisa sem volta. O órgão interessado só tem de saber exatamente as peculiaridades e as aplicações específicas para fazer o investimento e o uso correto”, pontua.

JORNAL DO COMMERCIO (PE)


FAB investiga queda de Globocop no Pina; sargento não estava em missão

De acordo com a FAB, sargento não estava no voo em missão oficial

Publicada Em 23/01 - 10h41

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a 1º Sargento Lia Maria Abreu de Souza, morta na queda do Globocop na manhã desta terça-feira (23) no Recife, não estava em missão oficial da aeronáutica. Mais cedo, o dono da empresa proprietária do helicóptero já havia explicado que a mulher havia sido convidada para participar do voo.
De acordo com a FAB, o Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA II) já está investigando "os fatores contribuintes para o acidente". A Polícia Federal fará a investigação do que pode ter causado o acidente. De acordo com a nota, a sargento Lia era do efetivo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III).
"A militar participava do voo a convite da empresa Helisae e não estava em missão oficial da Aeronáutica", informou a FAB. Na nota, a Força Aérea Brasileira lamentou o ocorrido e informou que está prestando apoio aos familiares da militar.
A Polícia Civil também iniciou as investigações sobre o acidente. A delegada Beatriz Leite e agente da delegacia de Boa Viagem estiveram no local e começaram a colher os primeiros depoimentos.
De acordo com o dono da Heliase, o também piloto Wagner Monteiro, Lia foi convidada a participar do voo na noite da última segunda-feira (22). "Tinha uma convidada do controle, uma controladora de voo. Sempre existe uma forma de diálogo com os órgãos de controle, para a gente poder atender à televisão e também atender ao controle aéreo. Esse era o motivo da controladora no voo", afirmou o empresário, informando que outros controladores voaram no Globocop na segunda-feira.
Tragédia
O Globocop caiu por volta das 6h desta terça-feira (23) na Praia do Pina, na Zona Sul do Recife. A aeronave sobrevoava a região para gerar imagens ao vivo para o telejornal Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo Nordeste. Logo no início do jornal, a emissora transmitiu as imagens do helicóptero que estava com três pessoas a bordo. Chovia muito no momento do acidente.
Na queda, além da sargento Lia, morreu o piloto do helicóptero, Daniel Galvão. O operador de imagens, Miguel Breno, de apenas 21 anos, que também estava na aeronave, foi socorrido por moradores e levado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) para o Hospital da Restauração, no centro do Recife. De acordo com a unidade de saúde, o estado de saúde do rapaz é considerado grave.

Polícia Federal assume investigação de acidente do Globocop

Perícias serão feitas nos destroços recolhidos para que a causa do acidente possa ser esclarecida

Bianca Sousa Publicada Em 23/01 - 15h27

As investigações da queda de um helicóptero da TV Globo ocorrida na manhã desta terça-feira (23) serão assumidas pela Polícia Federal (PF) por se tratar de um acidente aéreo. O delegado federal Dário Sá Leitão e mais uma equipe de peritos estão na praia de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, acompanhando o recolhimento dos destroços.
Todas as partes da aeronave já foram retiradas do mar pela equipe do Corpo de Bombeiros, em conjunto com a Capitania dos Portos. Um caminhão, estacionado na Avenida Brasília Formosa, recebe os destroços que serão encaminhados ao hangar da Base Aérea do Recife, no bairro do Jordão, região sul da cidade.
Os destroços do helicóptero foram analisados, na areia, por peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa); De acordo com o delegado da Polícia Federal, além desta análise feita por profissionais do Seripa, a PF fará uma outra perícia em todas as partes recolhidas para que a causa do acidente seja apontada.
Em um prazo de 90 dias será emitido o laudo que definirá todos os detalhes e conclusão da investigação, destaca o delegado.
Ajuda da população
Para colaborar, moradores da área que viram o momento do acidente e participaram do resgate das vítimas devem prestar depoimento à polícia para que seja esclarecido alguns detalhes que contribuam para a apuração.
O delegado ainda ressalta que as pessoas que fizeram vídeos e fotos do acidente podem cooperar indo até a assessoria de comunicação da Polícia Federal, localizada no Cais do Apolo, no Bairro do Recife, e cedendo as imagens para que sejam averiguadas.
Polícia Civil
Antes da PF assumir as investigações, a Polícia Civil estava responsável pelo caso. Ao chegarem na ocorrência, a equipe da Civil analisou o local e acionou o Instituto de Medicina Legal (IML) para recolher os corpos e iniciar as perícias. Ao fim dos exames do IML, os resultados serão encaminhados à PF, que dará continuidade às diligências.
A reportagem do JC entrou em contato com a delegada da Polícia Civil, Beatriz Leite, antes responsável pelo caso, que confirmou que todos os laudos periciais serão passados apenas para a PF para não haver duas investigações sobre o mesmo fato, ficando então, a Polícia Civil, isenta de qualquer responsabilidade sobre as apurações e investigações do acidente da aeronave.

Sargento morta em acidente com Globocop será sepultada no Rio

O corpo de Lia Maria Abreu de Souza será trasladado nesta quarta-feira (24) após um velório realizado na Guarnição de Aeronáutica do Recife

Publicada Em 23/01 - 20h03

Uma das duas vítimas do acidente com o Globocop nesta terça-feira (23), no Pina, Zona Sul do Recife a 1ª sargento da Força Aérea Brasileira Lia Maria Abreu de Souza será sepultada na cidade de Magé, no Rio de Janeiro, onde nasceu. De acordo com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, o traslado do corpo será realizado nesta quarta-feira (24), após ser velado na capital pernambucana durante a manhã.
O velório de Lia Maria Abreu acontecerá na Guarnição de Aeronáutica do Recife. O acesso ao local da cerimônia será restrito ao efetivo da guarnição.
A militar, integrante efetivo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), participava do voo a convite da empresa Helisae e não estava em missão oficial da Aeronáutica.
Queda do Globocop
Um helicóptero que prestava serviços à Rede Globo Nordeste caiu na manhã desta terça-feira (23) na Praia do Pina, na Zona Sul do Recife. De Acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 6h. Duas pessoas morreram e uma ficou ferida. Chovia no momento da queda.
A aeronave caiu nas proximidades da Avenida Antônio de Góes. Além da sargento Lia Abreu, morreu o piloto Daniel Galvão.
Investigação
As investigações da queda de um helicóptero da TV Globo ocorrida na manhã desta terça-feira (23) serão assumidas pela Polícia Federal (PF) por se tratar de um acidente aéreo. O delegado federal Dário Sá Leitão e mais uma equipe de peritos estão na praia de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, acompanhando o recolhimento dos destroços. Todas as partes da aeronave já foram retiradas do mar pela equipe do Corpo de Bombeiros, em conjunto com a Capitania dos Portos.
Um caminhão, estacionado na Avenida Brasília Formosa, recebe os destroços que serão encaminhados ao hangar da Base Aérea do Recife, no bairro do Jordão, região sul da cidade. Os destroços do helicóptero foram analisados, na areia, por peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa); De acordo com o delegado da Polícia Federal, além desta análise feita por profissionais do Seripa, a PF fará uma outra perícia em todas as partes recolhidas para que a causa do acidente seja apontada.

PORTAL G-1


Fuselagem do Globocop é retirada do mar e segue para perícia na Base Aérea da Aeronáutica, no Recife

Aeronave que presta serviços à TV Globo caiu na Praia do Pina, na Zona Sul da capital, na manhã desta terça (23), deixando dois mortos e um ferido.

Danielle Fonseca Publicada Em 24/01 - 04h00

ImagemA fuselagem do Globocop, helicóptero que presta serviço à TV Globo e caiu no mar do Recife na manhã desta terça-feira (23), foi retirada da água por volta das 22h e levada, em um caminhão, para a Base Aérea da Aeronáutica, no bairro do Jordão, na Zona Sul da capital pernambucana, para passar por perícia. O acidente resultou na morte de duas pessoas e deixou uma gravemente ferida.
A retirada dos destroços foi realizada pela empresa Helisae, que presta serviços à TV Globo no Recife há mais de 15 anos e à qual pertence à aeronave de modelo Robinson R44/Newscopter, específica para filmagem aérea. Ao todo, cinco mergulhadores profissionais participaram do trabalho, dois deles atuando diretamente dentro do mar, outros dois dando instruções e um na supervisão.
Como a ideia inicial de emergir a aeronave com boias foi descartada, um guindaste foi utilizado para retirar a fuselagem do Globocop, que pesa cerca de duas toneladas e meia. Antes de começar a retirada do que sobrou do helicóptero, placas de ferro foram colocadas em cima do guindaste para evitar que ele caísse com o peso dos destroços.
"O equipamento está com capacidade operacional, configurado com todos os contrapesos, para retirar até quatro toneladas e meia de dentro da dágua. Fitas de operação de guindaste foram colocadas no helicóptero para ele ser içado", explicou Fernando Selva, representante da empresa responsável pelo guincho.
Em pouco mais de três minutos, o que sobrou da aeronave foi retirado totalmente de dentro do mar. O trabalho foi acompanhado por uma equipe da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II). Moradores da área onde aconteceu o acidente também foram ao local para conferir o resgate do Globocop.
"Foi um trabalho bem tenso, pois as condições do mar não estavam favoráveis, mas conseguimos executar com êxito. A sensação é de dever cumprido, pois tudo foi executado sem acidente", contou Alex Rodrigues da Silva, um dos dois mergulhadores que entraram no mar para retirar a fuselagem do helicóptero.
Apesar da presença do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar no local do acidente, algumas das peças do helicóptero foram retiradas ao longo do dia por moradores que acompanhavam o trabalho das corporações. Entre as peças retiradas da água, estava a cauda da aeronave, encontrada quebrada.
De acordo com o Seripa II, ainda não há como presumir o que causou a ruptura dessa estrutura específica. Os equipamentos retirados da água vão passar por análise.
As polícias Civil e Federal abriram inquéritos para investigar o caso. “[A fuselagem] vai ser periciada com calma para se chegar à conclusão dos motivos do acidente. Vamos reunir algumas filmagens, depoimentos de populares e a análise dos destroços para, ao final da investigação, chegar à conclusão do que aconteceu”, afirmou o delegado da Polícia Federal Dário Sá Leitão, à frente do caso.
Das três pessoas que estavam na aeronave no momento do acidente, duas morreram. Uma delas, o piloto, Daniel Galvão, tinha 36 anos, era casado e não tinha filhos. Segundo o pai do piloto, Geraldo Galvão, Daniel era apaixonado pela aviação.
O velório de Daniel teve início às 18h desta terça (23), em uma funerária no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, mas os parentes não quiseram falar com a imprensa. O enterro do piloto está previsto para as 11h da quarta (24), no Cemitério de Santo Amaro.
A outra vítima fatal do acidente é a 1º sargento da Aeronáutica Lia Maria Abreu de Souza, de 34 anos. Com 17 anos de atuação, ela já trabalhou em São Paulo e no Acre antes do Recife. Segundo a Aeronáutica, ela fazia parte do efetivo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta III). Ela foi convidada pela Helisae, empresa dona da aeronave, para participar do voo na noite da segunda (22).
De acordo com a Aeronáutica, o velório de Lia ocorre na manhã da quarta-feira (24), na Guarnição de Aeronáutica do Recife. O acesso será restrito ao efetivo da guarnição. Em seguida, o corpo da militar será levado para o Rio de Janeiro, onde estão seus parentes.
Sobrevivente da tragédia, o operador de sistemas Miguel Brendo Pontes Simões, de 21 anos, foi levado em estado gravíssimo, com politraumatismo e uma lesão grave na face, ao Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife. Responsável pela captação, gravação e transmissão de imagens, ele passou por cerca de cinco horas de cirurgia e os médicos não descartam novos procedimentos.
Ele segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde, onde permanece sedado, respirando com a ajuda de aparelhos e em estado grave. Um novo boletim sobre o quadro clínico de Miguel tem divulgação prevista para as 8h da quarta (24).
Globocop
Assim como Miguel Brendo, Daniel Galvão era funcionário da Helisae, empresa que presta serviços à TV Globo no Recife. Dono da empresa, o comandante Wagner Monteiro informou, em entrevista nesta terça (23), que a aeronave havia passado pela inspeção anual de manutenção no dia 16 de janeiro. Segundo ele, o helicóptero era mantido pelos padrões técnicos exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outros órgãos responsáveis.
Trajeto
Segundo informações da Infraero, o Globocop decolou do hangar, localizado ao lado do Aeroporto Internacional do Recife, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul da capital pernambucana, às 5h50 (horário local) desta terça (23). A aeronave decolou com destino ao litoral.
Às 6h, o helicóptero sobrevoava a orla, quando foram exibidas as imagens da Praia de Boa Viagem ao vivo na abertura do Bom Dia Pernambuco, que mostravam o tempo fechado e com chuva.
Às 6h05, o Globocop fez uma curva quando sobrevoava a Praia do Pina porque seguiria para o bairro da Jaqueira, na Zona Norte. Nesse momento, as imagens tremeram. Em seguida, o helicóptero caiu no mar, perto de algumas pedras.

AGÊNCIA BRASIL


Intervenção militar seria enorme retrocesso, diz comandante do Exército


Vinícius Lisboa - Repórter Da Agência Brasil Publicada Em 23/01 - 15h00

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou hoje (23) que a existência de setores da sociedade que pedem intervenção militar no Brasil sinaliza a gravidade dos problemas que o país enfrenta.
"Isso, na minha opinião, é um termômetro da gravidade do problema que estamos vivendo no país. Intervenção militar seria um enorme retrocesso", disse Villas Bôas, em palestra no Seminário Brasil: Imperativo Renascer, realizado na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.
O general Villas Bôas citou uma pesquisa de opinião que apontava o apoio de mais 40% da população à ideia de intervenção e disse que tal adesão, por outro lado, reflete a confiança desses setores da população nas Forças Armadas. "Interpreto também aí uma identificação da sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam, manifestam e representam", acrescentou. De acordo com o general, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica são também "guardiões da identidade nacional", que ele considera estar em um caminho de fragmentação.
Villas Bôas destacou que o tema defesa não teve relevância nas últimas campanhas políticas. Para tentar inverter esse cenário, o general disse que o Exército tem dialogado com candidatos à Presidência da República. "Estamos fazendo contato com os candidatos mais ou menos consolidados, e oferecendo consultoria e ajuda para que trabalhem nesse sentido."
Na visão do comandante do Exército, existe no país uma percepção de que a soberania nacional não sofre ameaças, o que faz com que o debate sobre defesa não tenha apelo na sociedade. "Somos o único grande país não beligerante. Este é o lado ruim de uma coisa boa. Nos falta o sentimento de um projeto nacional."
Rio Grande do Norte
Entre as funções das Forças Armadas no país, Villas Bôas mencionou o emprego de militares em operações como as de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em curso atualmente no Rio de Janeiro.
No caso do Rio Grande do Norte, onde as Forças Armadas atuaram três vezes em menos de dois anos, o general disse acreditar que as operações vão ser necessárias novamente. "Em um ano e meio, fomos empregados três vezes no Rio Grande do Norte e, nesse espaço de tempo, não houve nenhuma modificação estrutural no sistema de segurança pública daquele estado. E nós sabemos que logo seremos chamados a intervir novamente."


PORTAL JANES (Inglaterra)


Brazil to acquire additional SAR-configured C295


Gareth Jennings Publicada Em 23/01

Brazil has exercised an option for an additional Airbus Defence and Space (DS) C295 search and rescue (SAR)-configured aircraft, to add to two that were ordered in 2014.
The additional SAR-configured aircraft, which was announced on 22 January, will bring the total number of SAR and transport-configured C295s fielded by the Brazilian Air Force (Força Aérea Brasileira: FAB) to 15 by the time the deliveries are complete in 2020.
The FAB currently operates 10 transport-variant C295s (designated C-105 Amazonas in national service) that it began receiving in 2006, and three SAR-variant C295s (SC-105 Amazonas) that arrived from 2009 (including the first of the additional batch of three that was received in August 2017). The second of the additional batch will be delivered in 2019, with the third now announced arriving in 2020 to complete the process.
The SC-105 features an electro-optic/infrared (EO/IR) sensor and internal mission equipment for day and night operations over land and sea. Specifically, an Elta EL/M-2022A(V)3 surface-search radar mounted in the aircraft´s nose enables the crew to search out to 360 km, while satellite communications allow greater co-ordination with other airborne and surface platforms and/or facilities. Also, the platform is able to drop emergency equipment, such as life-rafts or supplies, and can be re-rolled for medical evacuation, or cargo/personnel transportation and other military missions.

REVISTA MILITAR DIÁLOGO (EUA)


Força Aérea Brasileira reestruturada para um futuro bem-sucedido

O Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Força Aérea Brasileira, fala para Diálogo sobre a reforma administrativa e operacional implementada na instituição.

Andréa Barretto Publicada Em 23/01

Mudanças estruturais marcaram a Aeronáutica do Brasil em 2017. O Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), faz um balanço sobre as principais operações realizadas em 2017 e conta sobre os planos para o ano que está começando.
Diálogo: Quais são os principais aspectos que norteiam a reestruturação em curso na FAB, iniciada em 2016 sob o seu comando?
Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Força Aérea Brasileira: A reestruturação que planejamos está de acordo com o que existe de mais moderno do ponto de vista dos recursos de tecnologia da informação, de simulação e também dos processos de administração de gestão e governança. Nós entendemos que, com a concentração das unidades aéreas e redução do tamanho das nossas bases, nós teremos um ganho operacional acompanhado da diminuição de custos. Quanto ao efetivo da FAB, também estamos reduzindo a quantidade de pessoal de carreira e passando a absorver mais pessoal temporário, aproveitando profissionais do mercado como engenheiros, médicos e comunicadores, além do pessoal de nível técnico. Essas mudanças não correspondem à demissão de pessoas. Nós simplesmente estamos deixando de ingressar gente nova na FAB, substituindo-as pelos profissionais temporários. Estimamos que, ao longo de 20 anos, teremos a redução de 20.000 a 25.000 pessoas em nosso efetivo.
Diálogo: Quais foram as mudanças definidas como prioritárias e que já começaram a ser feitas?
Ten Brig Ar Rossato: A reestruturação foi definida para ser desenvolvida ao longo de 25 anos, até 2041, quando a FAB completará 100 anos. O decreto presidencial que regulamenta as mudanças nas organizações da força foi assinado em junho de 2017, mas antes disso muitas etapas tinham sido começadas e algumas já foram concluídas. Por exemplo, já desativamos e transferimos unidades, que estão operando normalmente. Sobre as prioridades, uma das questões que identificamos como necessárias tem a ver com a cultura do nosso pessoal dentro da FAB. Se mudamos a estrutura, temos que mudar nossa cabeça também. Por isso, estamos melhorando a capacitação dos nossos oficiais e dos nossos capitães. Ampliamos também a duração do curso de Estado-Maior e estamos disponibilizando oportunidades para os nossos militares em universidades no Brasil e no exterior. Nós temos que fazer a cabeça de todos os nossos oficiais e graduados para se adequarem aos novos tempos, às novas tecnologias, aos novos processos de administração, como qualquer empresa faz no mercado.
Diálogo: Em 2017, o senhor visitou a 12ª Força Área dos Estados Unidos (na Base Davis-Monthan, Arizona). Além de outros temas, o diálogo com oficiais dessa organização militar tratou sobre os processos de gestão implementados ali. O que a FAB tem a aprender com a Força Aérea norte-americana em relação a esse assunto?
Ten Brig Ar Rossato: Quando estive lá, participamos de uma apresentação deles sobre a forma de atuação da força e percebemos a semelhança com o que estávamos fazendo aqui na FAB. Mas eles já trabalham há muitos anos com essa estrutura que estamos construindo agora. Na ocasião, ficou claro como os militares de cada setor dominam as informações sobre a sua área de atuação. Na FAB, nós queremos que também seja assim, que o nosso oficial, quando atingir o nível de capitão ou major, defina sua cadeira e domine os conhecimentos referentes à área que escolher, seja de logística, de controle do espaço aéreo, da área operacional ou administrativa.
Diálogo: Em meados de 2017, a FAB realizou o Exercício Multinacional Amazonas I, missão que envolveu de forma inédita três países vizinhos de uma só vez. Quais são as perspectivas de intercâmbio com as forças aéreas da América do Sul?
Ten Brig Ar Rossato: Nós já temos acordos de transferência de controle do espaço aéreo com o Uruguai, a Argentina, o Paraguai, a Bolívia, e a Colômbia. Isso existe há mais de 15 anos. O Amazonas I foi o primeiro a envolver três países, mas fazemos esse tipo de treinamento regularmente entre o Brasil e outra nação. Nosso próximo passo é fazer com que essa transferência do controle do tráfego aéreo seja automática e não restrita apenas a exercícios, quer dizer, que se torne uma prática entre as forças aéreas.
Diálogo: Entre as realizações da FAB que marcaram 2017 está ainda a Operação Ostium, uma das maiores iniciativas de defesa já implementadas nas fronteiras do Brasil. Como o senhor avalia o desenvolvimento dessa operação?
Ten Brig Ar Rossato: A Força Aérea Brasileira tem na defesa do espaço aéreo a sua principal missão constitucional. Esse monitoramento, incluindo as áreas de fronteira, é realizado 24 horas por dia há mais de 40 anos. Com a Operação Ostium, iniciada em março de 2017, tivemos um reforço das ações de patrulhamento na área de fronteira, coibindo a prática de ilícitos por meio aéreo. Os números da Ostium nos permitem ter uma avaliação muito positiva. Por meio desta operação, foi possível reduzir cerca de 80 por cento dos tráfegos aéreos desconhecidos na região de fronteira. De março a agosto, por exemplo, foram realizadas mais de 150 interceptações. Além das apreensões que foram divulgadas na mídia, é importante destacar o trabalho de inteligência, como o mapeamento de rotas aéreas e o entrosamento com os demais órgãos de segurança. O combate a ilícitos na fronteira requer um esforço conjunto.
Diálogo: O que a FAB planeja e espera do ano de 2018?
Ten Brig Ar Rossato: Diferentemente do que muitas pessoas pensam, a restruturação da Força Aérea Brasileira não é recente. Vem sendo pensada há alguns anos e começou a ser colocada em prática em 2016. Entre os principais objetivos dessas mudanças, que buscam garantir a perenidade e a evolução da FAB, estão a reorganização administrativa e operacional da força. Buscamos a melhoria contínua dos processos e o aumento da efetividade dos recursos disponibilizados para a força, sejam humanos ou materiais, em sua atividade-fim. Neste ano [2017], ficou mais evidente devido às transferências de alguns esquadrões aéreos, a segmentação das áreas de treinamento e de operação. Ainda teremos algumas mudanças que devem ocorrer até o primeiro trimestre de 2018, como novas transferências de esquadrões aéreos. Os objetivos serão alcançados gradativamente e as adaptações terão continuidade, já que o processo de reestruturação é algo dinâmico e estamos buscando correções ao longo de sua implantação. Nossa grande meta é que a instituição chegue mais preparada em 2041, quando completar cem anos.

Paraquedismo da FAB é destaque na América Latina

A equipe Falcões da Força Aérea Brasileira conquistou o Campeonato Latino-Americano de Paraquedismo na Argentina.

Taciana Moury Publicada Em 23/01

O salto livre da Força Aérea Brasileira (FAB) fechou o ano de 2017 com o melhor desempenho dos últimos anos. A equipe Falcões trouxe para o Brasil o título inédito de campeã latino-americana de paraquedismo, ao vencer a competição realizada em Córdoba, na Argentina. Os militares da FAB, quatro relativistas (os que desafiam a gravidade) e um cameraman foram vencedores na modalidade de Formação em Queda Livre (4-way), onde concorreram com atletas da Argentina, do Chile, da Guatemala e do Equador.
Segundo o Major da FAB Diego Gabriel da Silva, chefe da equipe Falcões, o principal diferencial durante a competição foi a paciência. “Chegamos à Argentina com uma alteração recente na equipe de salto 4-way e sabíamos que em vários momentos sofreríamos dificuldades em relação ao entrosamento dos atletas”, revelou. “Então, ter calma neste momento foi fundamental para que esperássemos a hora certa de nos movimentarmos, ampliando sobremaneira nossa comunicação visual durante o voo”.
Os atletas militares da FAB atingiram 146 pontos em 10 rodadas, superando os demais times. O resultado positivo foi conquistado com muito treinamento e dedicação. “Antes de qualquer competição, sempre repassamos os pontos básicos da modalidade, para evitar falhas. Também ficamos atentos às regras de cada prova, seja ela civil ou militar”, disse o Maj Gabriel, e acrescentou que a conquista é um marco para os Falcões e para a história desportiva da FAB.
História
A FAB participa de campeonatos militares de paraquedismo desde 1976, mas a equipe Falcões existe há 10 anos. Atualmente, 30 militares integram a equipe, entre atletas e pessoal de apoio. “Na Força Aérea, os militares não possuem dedicação exclusiva, a exemplo do que acontece nas equipes de salto livre do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil. Eles são convocados pela Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) e se deslocam das suas unidades para os locais de treinamento”, explicou o Maj Gabriel.
Para fazer parte da equipe de salto livre da FAB, é necessário ao militar declarar o interesse ao seu superior hierárquico e participar do treinamento. “A aprovação para o ingresso é analisada pelo vice-presidente da CDA. Depois disso, o atleta passa por um treinamento e realiza saltos para a observação da sua aptidão e evolução. Quando surge a necessidade de novos integrantes na equipe, a comissão técnica da Falcões formaliza o convite ao militar interessado para que integre o time por um período de um ano. Se autorizado pela chefia, o militar entra para a equipe”, revelou o Maj Gabriel.
O oficial disse que o adestramento dos atletas acontece em dois momentos. Nas unidades militares fazem uma preparação aeróbica e anaeróbica, principalmente no aparelho chamado pela equipe de “geringonça”, que consiste em vestir um equipamento pendurado em um elástico para treinar repetidas pisadas em um prato eletrônico, simulando a chegada com paraquedas na modalidade de Precisão de Aterragem. “Em missão, os atletas realizam saltos nas modalidades de Precisão de Aterragem, Formação em Queda Livre e Estilo do nascer ao pôr do sol. Dia sim, dia não, realizam corridas em torno de 25 minutos em ritmos medianos, após o término dos saltos”, contou o Maj Gabriel.
Na equipe, cada integrante é preparado para atuar em uma função específica. “O Front (ou Point) [Dianteiro] é o que voa ligeiramente mais alto que os demais do time, se encaixa nas formações, na maioria das vezes outfacing [de costas], e compõe a peça de cima dos giros de blocos verticais juntamente com o Outside Center [Central Externo]. Esse realiza os movimentos mais complexos e define o centro de grande parte das figuras, com movimentos infacing [de frente] e outfacing. O Inside Center [Central Interno] é o responsável pelo ritmo do time e realiza grips [aproximação] geralmente infacing, além de administrar os sinais da maioria das figuras. O infacing forma a peça de baixo dos giros de blocos verticais juntamente com o Back [Posterior], que voa ligeiramente mais baixo do que os demais do time e se encaixa nas formações”, revelou o Maj Gabriel.
Os Falcões participam de demonstrações em eventos militares e civis no Brasil, além de representar o país nos principais campeonatos nacionais e internacionais do setor. A equipe esteve presente nos campeonatos mundiais militares desde 2013 e faz parte do Programa de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa.
Programa de Alto Rendimento
Segundo informações do Ministério da Defesa, atualmente 652 atletas, sendo 552 do quadro de militares temporários e 75 de carreira, compõem o PAAR, uma parceria dos ministérios da Defesa e do Esporte. O paraquedismo é uma das sete modalidades que são especificamente militares, como cross country, lifesaving, orientação, pentatlo aeronáutico, pentatlo militar e pentatlo naval. Mas, o PAAR inclui um total de 41 modalidades; dessas, 34 são olímpicas, como atletismo, badminton, futebol, ginástica artística, nado sincronizado e natação.
Os atletas militares brasileiros já estão treinando com foco nos VII Jogos Mundiais Militares, em 2019, e rumo à Olimpíada de Tóquio, em 2020. Para isso, o Departamento de Desporto Militar (DDM) do Ministério da Defesa tem promovido a participação militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. “Desde 2008, temos conduzido um trabalho mais sistemático de apoio ao esporte nacional e muito disso se viu nas Olimpíadas Rio 2016, mediante a conquista de 13 das 19 medalhas que o Brasil obteve”, disse o Vice-Almirante do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil Paulo Martino Zuccaro, diretor do DDM, em matéria publicada no site do Ministério da Defesa.

OUTRAS MÍDIAS


CORREIO DO BRASIL (RJ) - Drones reforçam segurança nas praias do Rio

A ação tem contado com quatro drones para reforçar a segurança nas orlas Fluminenses. A operação tem efetivo de mais de 1,3 mil guarda-vidas

Publicada Em 23/01

O Corpo de Bombeiros realizou mais de 6,8 mil salvamentos marítimos em todo o Estado do Rio de Janeiro desde o início da Operação Verão, em novembro do ano passado. A ação tem contado com quatro drones para reforçar a segurança nas orlas Fluminenses. A operação tem efetivo de mais de 1,3 mil guarda-vidas, atuando em revezamento, em 200 postos de salvamento, e equipados com motos aquáticas, lanchas, botes, quadriciclos e aeronaves.
Com os resultados obtidos pelos drones, alguns estados já demonstraram interesse em implantar o modelo Fluminense. Quem também se interessou e já enviou um representante para conhecer o trabalho foi o Corpo de Bombeiros de Los Angeles, nos Estados Unidos.
– O comandante-assistente de Los Angeles, nos Estados Unidos, Fernando Boiteux, que é brasileiro, soube do trabalho e veio conhecer. Por enquanto, estamos trocando informações – disse o tenente-coronel Rodrigo Bastos, coordenador da Coordenadoria de Operações de Veículos Aéreos não Tripulados (Covant).
Na operação do último ano, os drones auxiliaram em 113 ocorrências, sendo 42 em buscas de pessoas no mar. Além disso, foram realizadas 14 buscas em rios e 12, em matas. No uso para localização de fogo em vegetação, estão contabilizados 10 registros e em desabamentos, cinco.
Cada aparelho pesa no máximo 2 quilos e mede entre 50 cm e 60 cm de diâmetro. Movido à bateria elétrica, um drone tem autonomia de 25 minutos. Os voos seguem às normas vigentes da Aeronáutica.

BRAZILIAN TIMES - Temer viaja à Suíça para participar do Fórum Ecônomico Mundial em Davos

Aeronave da FAB partiu às 22h20 de Brasília; presidente discursará na encontro na próxima quarta (24).

Publicada Em 23/01 - 12h00

A aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu de Brasília às 22h20 desta segunda-feira (22) levando o presidente Michel Temer à Suíça, onde ele participará do Fórum Econômico Mundial, em Davos. As informações são do G1.
O avião deve chegar à Zurique por volta das 10h50 de terça (23). O presidente passará o dia na cidade e, na quarta (24), embarca para Davos, onde ocorre o encontro.
A assessoria do Palácio do Planalto informou que Temer responderá a perguntas sobre a conjuntura política e econômica do país durante o evento.
Ainda na quarta, segundo o Planalto, o presidente irá a um jantar oferecido pela organização do fórum, e deve voltar a Zurique no fim da noite. O retorno ao Brasil está previsto para quinta (25).




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