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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 18/11/2017 / Brasil oferece ajuda à Argentina na busca de submarino desaparecido

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Brasil oferece ajuda à Argentina na busca de submarino desaparecido ...  


Governo brasileiro ainda não obteve resposta dos argentinos; Chile, Reino Unido e Estados Unidos também ofereceram ajuda ...  



Tânia Monteiro ...  


Brasília - A Marinha e a Aeronáutica do Brasil se colocaram à disposição do governo argentino para auxiliar nas buscas do submarino ARA San Juan, que se perdeu em algum ponto do mar Argentino, na altura do golfo de San Jorge, quando ia da Base Naval Ushuaia, no sul do país.

O submarino argentino perdeu contato com a sua base por volta das 23 horas de quarta-feira e, desde então, a Armada argentina não recebeu mais informação de segurança da embarcação ou conseguiu verificar sua localização. Ainda não houve resposta do governo argentino ao brasileiro.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Brasil oferece ajuda à Argentina na busca de submarino desaparecido

Governo brasileiro ainda não obteve resposta dos argentinos; Chile, Reino Unido e Estados Unidos também ofereceram ajuda

Tânia Monteiro , O Estado De S.paulo Publicado Em 17/11 - 18h35

ImagemBrasília - A Marinha e a Aeronáutica do Brasil se colocaram à disposição do governo argentino para auxiliar nas buscas do submarino ARA San Juan, que se perdeu em algum ponto do mar Argentino, na altura do golfo de San Jorge, quando ia da Base Naval Ushuaia, no sul do país.
O submarino argentino perdeu contato com a sua base por volta das 23 horas de quarta-feira e, desde então, a Armada argentina não recebeu mais informação de segurança da embarcação ou conseguiu verificar sua localização. Ainda não houve resposta do governo argentino ao brasileiro.

Envio de tropa a África gera dúvida

Diplomacia. Ministro da Defesa anuncia que Brasil mandará mil soldados para a República Centro-Africana, mas plano tem oposição; diplomatas consideram difícil justificar envio de tropas para região conflagrada e, na Justiça, teme-se que País se torne alvo

Rodrigo Cavalheiro E Tânia Monteiro Puiblicado Em 18/11

Apesar de o ministro Raul Jungmann (Defesa) ter anunciado que o País enviará mil soldados para missão de paz na República Centro-Africana, o assunto não é consenso no governo.
Embora o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tenha anunciado que o Brasil enviará soldados para uma missão de paz na República Centro-Africana, a manobra está longe de ser consenso no governo. O Itamaraty considera mais difícil justificar à população a necessidade de envio de tropas para a África do que para o Haiti. No Ministério da Justiça também há reservas, pelo temor de que o Brasil se transforme em alvo do terrorismo.
Um dos fatores de preocupação é o perfil de atuação muito mais arriscado e a possibilidade real de morte de militares brasileiros. “No caso do Haiti, havia uma realidade mais conhecida. Na África, há uma realidade diferente, mais difícil de entender, que talvez exija mais informação para a opinião pública”, afirmou um diplomata de alto posto, que sustentou não haver uma divisão institucional entre os ministérios. “Há opiniões diferentes nos dois lados (Defesa e Itamaraty)”, completou.
Um segundo funcionário de carreira afirmou que os que se opõem à ideia consideram a iniciativa arriscada e compensada parcialmente com reembolso da ONU.
Uma segunda razão de resistência, em um ano eleitoral, seria Raul Jungmann o custo da missão. O ministro disse que o cálculo não foi feito, mas o Exército tem levantamentos avançados sobre o tema. Segundo um militar com acesso aos estudos prévios, seriam necessários US$ 100 milhões por ano, valor aproximado ao aplicado na última etapa no Haiti para manter um batalhão com troca semestral. Embora a ONU exija a substituição anual da tropa, o Brasil prefere um revezamento maior, como maneira de se prevenir casos de abuso sexuais.
Um terceiro fator que afasta a decisão de um consenso é a distância cultural e geográfica. O Brasil estaria contribuindo para a paz em um país africano com graves conflitos ligados a disputas religiosas.
Jungmann negou ontem que haja divergência com o Itamaraty. Segundo ele, o presidente Michel Temer deu sinal verde para o planejamento da operação. “A posição do presidente até aqui tem sido de mandar tocar os estudos, de que nós seguíssemos adiante”, disse Jungmann em Washington. Em relação ao Itamaraty, ele disse ter recebido apoio “decisivo e já expresso” do chanceler Aloysio Nunes Ferreira.
A intenção do Ministério da Defesa é enviar um contingente de mil soldados à República Centro-Africana. O número seria um pouco menor que o mantido no país pelo Paquistão, que tem o maior contingente, com 1.115 militares. A contribuição brasileira seria semelhante às de Bangladesh (1.001) e do Egito (1.000). Não está claro se o Brasil chefiaria a missão. A previsão é de que outros militares, ainda a serem treinados, sigam para a operação e não os que estiveram no Haiti. Não há estimativa também de quanto tempo o Brasil permaneceria no país africano. Jungmann disse que a participação é fundamental para o treinamento e a prontidão dos militares.
“É uma experiência no terreno, em situação real, que qualquer Força Armada precisa ter constantemente.”
Na avaliação dele, não haverá problema para aprovação da proposta pelo Congresso.
Na quinta-feira, Jungmann disse que o objetivo é que as tropas brasileiras cheguem à República Centro-Africana antes da metade do próximo ano. O projeto deve ser enviado ainda neste ano.
O ministro lembrou que o Brasil comandou durante 13 anos a missão de paz no Haiti, da qual participaram 36 mil soldados do país. Jungmann sustentou que o Brasil deve participar das decisões globais e, se não fizer isso, não eleva seu patamar nos foros internacionais, onde se decidem questões importantes, inclusive no Conselho de Segurança da ONU. De acordo com um militar que acompanha o planejamento da operação, a estimativa de US$ 100 milhões anuais tende a ser superada no primeiro ano, em razão do custo maior de montagem da base e eventual realocação. Alguns equipamentos novos teriam de ser adquiridos, em razão da natureza do terreno, diferente do haitiano. Entre os equipamentos estariam 50 jipes blindados.
Outro ponto que encarece a missão é a necessidade de voos frequentes.
Dentro das Forças Armadas também não há consenso sobre a forma da missão. Integrantes do Exército consideram a participação da Marinha prescindível, por encarecer as missões.
Indispensável seria mesmo o apoio da Aeronáutica. Segundo o ministro, o prazo de permanência só será discutido depois da aprovação da proposta pelo Congresso. Ainda assim, ele poderá ser prorrogado, como ocorreu sucessivas vezes no Haiti.
Em setores do Ministério da Justiça, a proposta encontra resistência porque a missão tem entre seus objetivos combater uma coalizão de milícias muçulmanas. O enfrentamento poderia tornar o Brasil vulnerável a atentados terroristas. Jungmann disse, porém, que “este risco não foi detectado” pela Defesa, pelo Itamaraty ou pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Jungmann reconhece que no país africano o Brasil terá “um desafio de maior complexidade” do que teve no Haiti.
O governo sabe, contudo, que pode enfrentar críticas por dois fatores: a forte restrição orçamentária para 2018 e a queixa de eleitores de que as cidades estão sofrendo com a criminalidade e os soldados poderiam ajudar na segurança pública. Em missões de paz, os militares têm autonomia para combater a criminalidade local, diferentemente do que acontece no País.

TV GLOBO - FANTÁSTICO


Fantástico mostra como evitar que drones ameacem segurança aérea

Nesta semana, aparelho provocou fechamento do aeroporto de Congonhas. Até águias estão sendo treinadas para abater drones.

Publicado Em 16/11 - 20h00

Na semana em que um drone provocou o fechamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o Fantástico mostra o que está sendo feito no mundo para evitar que esses aparelhos botem em risco a segurança aérea. Até águias estão sendo treinadas para abater drones.
É Fantástico. É domingo, depois do Faustão. Você vai ver!
PORTAL G-1


Submarino argentino militar que estava desaparecido é localizado, diz jornal

Sem comunicação desde quarta-feira e com 44 pessoas a bordo, ARA San Juan estava a cerca de 300 km ao leste de Puerto Madryn. Explosão em painel de baterias deixou submarino sem propulsão elétrica

Por G1 Publicado Em 17/11 - 23h02

O submarino militar argentino ARA San Juan foi localizado na noite desta sexta-feira (17), após desaparecer dos radares e ficar totalmente sem contato desde a última quarta-feira.
Uma grande operação de busca estava em andamento, com duas aeronaves e três embarcações e a ajuda do International Submarine Escape and Rescue Liaison Office, um grupo criado pela OTAN, que anunciou a localização.
Segundo o jornal argentino Gaceta Mercantil, o submarino estava a cerca de 300 km ao leste de Puerto Madryn, a aproximadamente 70 km [sic] de profundidade.
Uma explosão em um painel de baterias na proa o deixou sem propulsão elétrica. A falta de energia já era apontada como a possível causa da falha e consequente sumiço do San Juan dos radares e sua falta de comunicação.
Ainda de acordo com a Gaceta Mercantil, a equipe de busca coordena agora uma operação para resgatar os 44 tripulantes.
O submarino saiu de Ushuaia com destino a Mar del Plata, e levava um estoque de comida suficiente para vários dias de viagem. De acordo com o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, era possível que ele terminasse o trajeto mesmo sem conseguir fazer comunicação com a terra firme.

AGÊNCIA BRASIL


Reunião para criar Iniciativa Sul-Americana de Segurança será na Argentina


Paola De Orte Publicado Em 17/11 - 20h12

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (17) em Washington que a proposta brasileira de criar uma Iniciativa Sul-Americana de Segurança foi bem aceita por vizinhos do país, como Argentina, Colômbia e Uruguai. Segundo ele, a primeira reunião do grupo deve ocorrer no início do ano que vem, na Argentina. A decisão veio depois de uma reunião em Vancouver, no Canadá, com o ministro da Defesa do país, Oscar Raúl Aguad, na quarta-feira (15).
A Iniciativa poderia evoluir, segundo o ministro, para uma Autoridade Sul-Americana de Segurança, porém isso ocorreria posteriormente. “A velocidade com que ela vai acontecer vai depender da reunião, da disposição e da boa vontade. Por nós, poderíamos caminhar rapidamente, porque a necessidade é grande e é urgente”, disse Jungmann.
Na União de Nações Sul-Americanas (Unasul), há um Conselho de Defesa Sul-Americano, porém, segundo o ministro, as atribuições dos dois órgãos não coincidem, já que o conselho é voltado para questões de defesa, enquanto a iniciativa, tratará de temas de segurança nas fronteiras e crime transacional. “O CDS, que é o Conselho de Defesa Sul-Americana, cuida de aspectos de integração das Forças Armadas, de base industrial de defesa e também de uma identidade sul-americana em termos de defesa. A iniciativa, que, por enquanto, é uma ideia a ser desenvolvida, está mais voltada ao combate ao crime transacional, ou seja, às drogas, à questão do contrabando de armas, à questão do descaminho”, afirmou.

Minusca
Após participar de uma palestra sobre estratégia de defesa do Brasil no Centro para Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS) em Washington nesta sexta-feira, o ministro também falou sobre a possível participação do Brasil na Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca). Segundo ele, ainda não há previsão de quanto a missão deve custar e do tempo de duração, já que antes é necessário que a proposta seja enviada e aprovada pelo Congresso.
A expectativa, segundo ele, é que sejam enviados mil soldados entre homens e mulheres e que o Congresso aprove a participação do Brasil na missão. “Eu não consigo ver que não haja uma sensibilidade do Congresso para entender a importância para o Brasil e para os nossos compromissos com a estabilidade e a paz no mundo”, disse Jungmann. Antes de a proposta ser enviada ao Legislativo, a Organização das Nações Unidas (ONU) ainda deve fazer um convite formal ao Brasil.
Quanto à possibilidade de o país deter o comando da missão, o ministro disse que a decisão depende do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, mas afirmou que comandar é do interesse do Brasil. “Temos experiência já demonstrada no terreno e reconhecida mundialmente em liderar operações de paz.”
Segundo o ministro, entre as vantagens de enviar tropas está a capacitação das Forças Armadas brasileiras. “É decisivo, porque é uma experiência no terreno, em situação real, que qualquer Força Armada precisa ter constantemente”, afirmou. Jungmann acrescentou que os militares do país estão capacitados para “lidar com situações críticas e de grande instabilidade”.
Edição: Juliana Andrade

PORTAL DIÁRIO DO PODER


Safadeza grande na compra de aviões de combate


Cláudio Humberto Publicado Em 17/11/2017

O bloqueio de R$24 milhões em contas do ex-presidente Lula e do filho Luiz Cláudio revela a convicção do Ministério Público Federal quanto ao envolvimento de ambos no tráfico de influência para a compra bilionária de aviões de combate suecos Gripen. O Brasil está pagando US$5,4 bilhões por 36 caças (US$ 150 milhões cada), mas a Suíça rejeitou a oferta do mesmo caça a US$140 milhões por cada um deles.


NOTA DO CECOMSAER AO PORTAL DIÁRIO DO PODER

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Prezado Cláudio Humberto,
Com relação à coluna publicada no jornal Diário do Poder, de quinta-feira (17/11/17), intitulada “Safadeza grande na compra de aviões de combate”, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece o seguinte:
Não é correta a informação de que o contrato foi assinado no valor de 5,4 bilhões de dólares americanos (USD), uma vez que, na verdade, ele foi celebrado em coroas suecas (SEK), no valor de SEK 39.882.335.471,65 (conforme Diário Oficial da União de 27 de outubro de 2014).
No câmbio atual* (16/11/17), isso corresponde a USD 4,74 bilhões. Dessa forma, se fosse aplicado o mesmo raciocínio simplista utilizado pela coluna para o cálculo do valor de cada aeronave, chegaríamos a U$D 131,7 milhões e não U$D 150 milhões, conforme afirma a nota.
Desse modo, fica evidente que o exemplo dado na nota é falso e que o argumento de superfaturamento de USD 10 milhões por aeronave vendida ao Brasil não procede, pois a comparação efetuada se apresentaria da seguinte forma:
USD 140 milhões (preço oferecido à Suíça, de acordo com informações da coluna)
USD 131,7 milhões (preço da aeronave brasileira, utilizando a mesma “metodologia” de cálculo da coluna)
USD 8,3 milhões (economia em relação à oferta teoricamente feita à Suíça)
É importante esclarecer que o valor final de cada aeronave varia de acordo com os requisitos técnicos solicitados pela Força Aérea do país comprador, o que impacta diretamente no montante final do contrato, tornando difícil uma comparação dos valores absolutos entre países compradores de uma mesma aeronave.
Não se pode esquecer que a escolha e aquisição da aeronave Gripen NG foram realizadas com base em mais de 30.000 páginas de estudos técnicos realizados pela Força Aérea Brasileira, tendo sido sempre pautados na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial e transferência de tecnologia.
Desta forma, fica muito difícil que pessoas alheias a esse processo possam comparar propostas comerciais dessa natureza, pois se trata de tarefa complexa e, feita da forma como o fez a coluna, pode facilmente haver uma distorção da realidade.
Assim sendo, para evitar que a credibilidade da coluna seja atingida pela divulgação de ilações e conclusões errôneas a respeito de questões extremamente técnicas e complexas, ressalto que sempre mantemos equipes de assessoria de imprensa disponíveis 24 horas por dia para apoiar a todos os jornalistas interessados.
Por fim, a Aeronáutica esclarece que, juntamente com a aeronave de transporte KC-390, a aquisição do Gripen NG é uma prioridade da Força e uma necessidade para o país, que contará com uma aeronave de última geração para atuar na Defesa Aérea Brasileira por, no mínimo, 30 anos.

Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez LORENZO
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
*O sítio eletrônico www4.bcb.gov.br/pec/conversao/conversao.asp, do Banco Central do Brasil, foi utilizado em 17/11/2017 para a conversão de moedas.

CCSM (marinha)


Navio Patrulha “Goiana” realiza exercícios conjuntos com a Força Aérea Brasileira na Operação “PATNAV XIV”


Publicado Em 17 Novembro 2017

De 2 a 12 de outubro, o Navio Patrulha (NPa) “Goiana”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, realizou a Operação “PATNAV XIV” em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB).
A “PATNAV XIV” demonstrou a cooperação da Marinha do Brasil com a especialização dos estagiários da Aviação de Patrulha, tendo como objetivo o estreitamento dos laços entre as Forças Armadas.
Na travessia de Recife (PE) para Natal (RN) esteve embarcado no NPa “Goiana” um oficial da FAB, que conheceu a rotina e peculiaridades de um navio da Marinha do Brasil, além das atividades de patrulha naval e inspeção naval desenvolvidas durante a comissão.



OUTRAS MÍDIAS


REVISTA MILITAR DIÁLOGO DAS AMÉRICAS


Observadores da Força Aérea Brasileira monitoram cessar-fogo no Saara Ocidental

O trabalho realizado pelos observadores militares brasileiros é fundamental para a manutenção da paz na região.
Kaiser Konrad/Diálogo
Publicado em 17 Novembro 2017
ImagemA origem do conflito no Saara Ocidental remonta à década de 1950, quando o Reino do Marrocos tornou-se independente e reivindicou a soberania sobre uma porção de território ao sul de sua divisa territorial, até então uma colônia espanhola. A população nativa do local, conhecida como saharauí (povo do deserto do Saara), que já clamava por sua independência da Espanha, não aceitou o pedido marroquino e o conflito teve início. Em 1991, a Missão das Nações Unidas pelo Referendo no Saara Ocidental (MINURSO, por sua sigla em francês) foi estabelecida para trazer fim ao conflito entre marroquinos e saharauís.
No cumprimento do mandato da missão, a principal atribuição dos observadores militares é monitorar o cumprimento dos acordos militares estabelecidos entre ambas as partes e a MINURSO, que garantem o cessar-fogo. Os acordos definem a área de Berma (muro de areia com aproximadamente 1.600 quilômetros de extensão que separa as partes envolvidas no conflito), a Buffer Strip (área de 5 km de largura a leste de Berma e que acompanha a mesma em toda a sua extensão), a Área Restrita (área de 30 km de largura, para ambos os lados de Berma) e a Área com Restrições Limitadas (restante do território administrado por ambas as partes envolvidas no conflito), além de explicitar proibições e permissões aos beligerantes.
A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou seu primeiro oficial para atuar como observador militar na MINURSO no ano de 2008 e atualmente o contingente brasileiro na MINURSO é composto por 10 oficiais das três forças armadas brasileiras: sete do Exército, dois da Aeronáutica e um da Marinha do Brasil.
Responsabilidades
Os observadores militares realizam diariamente patrulhas terrestres compostas por dois veículos com dois observadores de nacionalidades diferentes em cada viatura, que cruzam o deserto para visitar unidades militares ou verificar rotas, áreas e checkpoints. Eventualmente as patrulhas acompanham a destruição de minas e material bélico não-detonado (UXO, por sua sigla em inglês), ou escoltam comboios logísticos da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, realizam sobrevoos a bordo de helicópteros, para realizar o reconhecimento aéreo de uma determinada área e monitorar a manutenção do status quo do conflito.
O Major de Infantaria da FAB Júlio Cesar do Amaral Junior está no Saara Ocidental como observador militar da FAB na MINURSO. Segundo ele, a operação possui nove locais de equipes (TS, por sua sigla em inglês) em ambos os lados do conflito. “Cada TS é uma pequena guarnição militar isolada, com um efetivo de 15 a 20 militares de várias nacionalidades, que possui uma área de responsabilidade e atuação” disse o Maj Júlio Cesar.
Os militares brasileiros estão desdobrados da seguinte maneira: dois no TS Smara, dois no TS Awsard, dois no TS Mehaires, um no TS Mahbas e três no Quartel General (QG) da missão, localizado em Laayoune. “Convém destacar que esta distribuição não é fixa, uma vez que próximo a completar seis meses de missão o militar é enviado para outro TS, ou para o QG”, declarou.
Na MINURSO a comunicação é feita em inglês, mesma língua utilizada em toda a documentação entre os TS e o QG. “Apesar disso, o idioma oficial utilizado pelas partes beligerantes não é o inglês. Os marroquinos falam árabe e francês e os saharauís, árabe e espanhol. A despeito das diferenças de comunicação, todos os TS possuem observadores militares que falem pelo menos um destes idiomas para atuarem como tradutores em atividades mais específicas ou realizarem o trâmite de documentos oficiais entre as partes beligerantes e os TS”, enfatizou o Maj Júlio Cesar.
“O aumento de notícias na mídia relatando o crescimento da atividade de extremistas no continente africano faz com que as maiores dificuldades e desafios sejam relativos à segurança dos membros da missão” disse o militar brasileiro. “Em virtude disso, a MINURSO tem investido e tomado todas as ações necessárias para mitigar os riscos e proteger seus membros”.
Construindo a paz
O Brasil iniciou a colaboração com a ONU enviando militares do Exército Brasileiro para integrarem os Boinas Azuis no Canal de Suez, em 1957. “Para a FAB, é uma honra e uma grande responsabilidade poder contribuir com o trabalho da ONU em prol da paz mundial, fornecendo oficiais para atuarem como observadores militares, e é evidente o crescimento profissional que é auferido pelo militar nesta jornada, refletindo-se diretamente num benefício para o crescimento da força. A missão o conduz a participar numa situação real de conflito, estabilizado, mas um conflito onde riscos existem e é necessário um planejamento das operações a serem conduzidas e do apoio logístico, pois os Team Sites estão em sua maioria isolados no meio do deserto”, concluiu o Maj Júlio Cesar.
Na MINURSO, os observadores militares têm a oportunidade de trabalhar com oficiais de todos os continentes, alguns que já estiveram em combate em outras missões (ONU/OTAN) e isso conduz a um aprendizado com as experiências compartilhadas entre os militares. Ao todo 35 países fornecem observadores militares para a MINURSO em quantidades que variam de um a 20 oficiais. Os países com o maior contingente são Egito, Paquistão, Honduras, Malásia, Bangladesh, Brasil, Ghana e Croácia.

BLOG DO MAURICIO ARAYA.COM


QOCon 2018: FAB tem inscrições abertas em seleção de profissionais de nível superior

Publicado em 17/11/2017
O Comando da Aeronáutica tem inscrições abertas até o dia 24 de novembro de 2017 para o processo de convocação para a seleção de profissionais de nível superior, com o objetivo de atrair voluntários à prestação do serviço militar temporário.
Os selecionados serão voluntários à prestação do serviço militar na Força Aérea Brasileira (FAB), em caráter temporário, no Quadro de Oficiais da Reserva de 2ª Classe Convocados (QOCon). As vagas são nas áreas de magistério, técnicos e médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários.
Para a área de magistério, as oportunidades são para áreas do ensino superior, médio e básico. As vagas são para todo o Brasil nas seguintes especialidades: magistério do ensino superior, em administração (1), educação física (4), língua espanhola (5), língua inglesa (9), física (1); magistério do ensino médio, em história (1), filosofia (1), língua inglesa (9), língua portuguesa (2), artes plásticas (1), biologia (2), educação física (1), sociologia (1), língua espanhola (2); e magistério do ensino básico em educação religiosa (1).
As demais vagas destinadas a profissionais de nível superior envolvem: administração (55), análise de sistemas (22), arquitetura (9), arquivologia (15), biblioteconomia (7), ciências contábeis (13), economia (8), educação física (9), enfermagem (53), engenharia cartográfica (1), engenharia civil (27), engenharia da computação (3), engenharia elétrica (13), engenharia mecânica (9), engenharia de metalurgia (1), engenharia de produção (2), engenharia química (3), estatística (1), fisioterapia (15), fonoaudiologia (4), história (1), jornalismo (3), pedagogia (26), nutrição (6), psicologia clínica (2), psicologia educacional (6), psicologia organizacional (8), relações públicas (7), serviço social (12), serviços jurídicos (31), terapia ocupacional (1).
Já na área da saúde, as oportunidades são nas seguintes especialidades: anestesiologia (12), cancerologia (1), cardiologia (12), cirurgia de cabeça e pescoço (1), clínica geral (8), clínica médica (150), cirurgia pediátrica (1), cirurgia plástica (1), cirurgia vascular periférica (4), dermatologia (6), endocrinologia (6), gastroenterologia (5), geriatria (8), ginecologia e obstetrícia (15), hematologia (2), hemoterapia (1), infectologia (3), medicina intensiva (4), mastologia (3), medicina de família e comunidade (1), neurocirurgia (1), nefrologia (3), neurologia (4), oftalmologia (12), oncologia (1), otorrinolaringologia (7), ortopedia (12), pediatria (12), pneumologia (4), proctologia (1), psiquiatria (12), radiologia (13), reumatologia (2), urologia (4), cirurgia e traumatologia bucomaxilofaciais (8), clínica geral odontológica (6), dentística (18), endodontia (12), estomatologia (1), implantodontia (2), odontogeriatria (1), odontologia para pacientes com necessidades especiais (1), odontopediatria (6), ortodontia (14), prótese dentária (20), periodontia (10), prótese dental (3), radiologia odontológica e imaginologia (6), farmácia bioquímica (31), farmácia hospitalar (21), farmácia industrial (1), medicina veterinária (1).

Etapas do QOCon 2018
ImagemOs candidatos devem observar os parâmetros de qualificação profissional antes da inscrição. Após a inscrição ser deferida, os candidatos passarão por etapas de classificação na avaliação curricular; o comparecimento na concentração inicial; entrega dos exames, avaliações e laudos médicos, a aprovação na inspeção de saúde, concentração final e habilitação à incorporação.
Entre as condições para participar do processo seletivo estão ser brasileiro nato, voluntário e ter menos de 45 anos de idade em 2017. Veja, abaixo, os requisitos mínimos.
Oficiais técnicos: diploma de ensino superior, em nível de graduação, e, dependendo da especialidade, Registro Profissional, conforme preconizam as legislações relativas às profissões regulamentadas;
Oficiais médicos: diploma de ensino superior, em nível de graduação, Residência Médica na especialidade pleitada pelo candidato (exceto para Clínica Médica), e registro no Conselho Regional de Medicina;
Oficiais médicos (somente para a especialidade clínica médica), farmacêuticos, dentistas e veterinários: diploma de ensino superior, em nível de graduação, e registro no Conselho Regional da profissão.
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SITE FOLHA DIRIGIDA (RJ)


Concursos Aeronáutica 2018: saiba como ingressar na FAB

Resumo: Sonha ingressar na Força Aérea Brasileira? Conheça os concursos 2018 da Aeronáutica para homens e mulheres.
Publicado 17/11 - 17:08
Os concursos Aeronáutica 2018 já possuem calendário definido. Para ingressar na Força Aérea Brasileira, há vagas para candidatos com nível fundamental, médio, curso técnico e superior. Assim como todos os concursos da área militar, é preciso observar o limite de idade.
Seu sonho é ingressar nas Forças Armadas? Conheça mais sobre os concursos para as carreiras militares

Concurso nível fundamental para Aeronáutica em 2018
Concurso Epcar 2018
O concurso para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar) e equivale ao ensino médio, com duração também de três anos. As inscrições abrem em maio. Os candidatos podem ser do sexo feminino e masculino e devem ter entre 14 anos nem completar 19 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

O curso preparatório (Cpcar) acontece em Barbacena, cidade mineira distante 158km de Belo Horizonte.

Seleção Epcar – As provas são compostas por questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática, além de uma redação. As fases do exame de admissão são o exame de escolaridade, ou seja, as provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental.

Seleções de níveis médio e técnico da Aeronáutica

Concursos AFA 2018
Seleção de Oficiais Aviadores
O Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Aeronáutica (CFOAV) para ingresso na Academia da Força Aérea terá inscrições abertas em abril. Esse é um curso de nível superior, com duração de quatro anos. A formação é em Pirassununga, cidade a 212km da capital paulista. Podem se candidatar pessoas de ambos os sexos, com idade entre 17 anos sem completar 23 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

As provas, parte da primeira etapa de admissão, terão questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física, além de redação.

As demais etapas são inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de aptidão à pilotagem militar – somente para os candidatos que optaram pelo CFOAV e obtiveram a menção Apto na inspeção de saúde e avaliação psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental.


Seleção Oficiais de Infantaria
Outro concurso AFA, para ingresso na Academia da Força Aérea, é o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (CFOINF). As inscrições estão previstas para abril e a duração é de quatro anos, também em Pirassununga. O concurso para oficiais da infantaria é apenas para o sexo masculino, para candidatos que têm entre 17 anos e não completar 23 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

As provas possuem questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Física e uma redação. As demais etapas são inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste físico e validação documental.


Seleção de Oficiais de Intendentes
O terceiro curso que acontece na AFA é o Curso de Formação de Oficiais de Intendentes da Aeronáutica (CFOINT). As inscrições também estão previstas para abril e a duração do curso é também por quatro anos, em Pirassununga. Esse é um concurso para homens e mulheres, desde que a idade seja de 17 e não ter completado 23 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

As provas do concurso serão de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Física e redação. As demais etapas são inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste físico e validação documental.

Concurso de Sargentos da Aeronáutica
O concurso da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) tem inscrições previstas para agosto. O Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS) tem duração de dois anos e acontece em Guaratinguetá, distante 168km da capital de São Paulo. As vagas são em ambos os sexos, para candidatos com idade entre 17 anos e 25 anos de idade até 31 de dezembro do ano da matrícula.

Seleção de sargentos – As provas do concurso de sargentos possuem questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física. Além disso, haverá inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste físico e validação documental.

Estágio de Sargentos da Aeronáutica
O Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica (EAGS) é um concurso para ambos os sexos, realizado em Guaratinguetá (SP). O estágio é sob regime de internato militar e possui duração de aproximadamente um ano. O EAGS capacita exercício militar e ao desempenho das atribuições da graduação nas especialidades previstas para o seu Quadro.

As vagas exigem curso técnico (nível médio), de acordo com as especialidades de interesse da Aeronáutica, ou o nível médio para a especialidade de Música. A idade é entre 17 anos e não completar 25 até 31 de dezembro do ano da matrícula. A formação abrange instruções nos Campos Militar e Técnico-Especializado.

Seleção - O exame de admissão possui as seguintes etapas: provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste físico, prova prática da especialidade e validação documental. A avaliação escrita possui questões de Português e Conhecimentos Especializados, de acordo com a área do candidato.

Seleções de nível superior da Aeronáutica
Concurso Farmacêuticos da Aeronáutica
O Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica (Cafar) é realizado em Belo Horizonte, durante 17 semanas. O concurso é para ambos os sexos, desde que não tenham completado 36 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

A seleção possui provas escritas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Especializados e Redação; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste físico; prova prático-oral e validação documental.

Concurso Médicos da Aeronáutica
Para o Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (Camar), que também acontecerá em Belo Horizonte, as inscrições estão previstas para julho. A duração é de 17 semanas. Para concorrer, as vagas são em ambos os sexos, desde que o candidato não tenha completado 36 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

A seleção de médicos possui provas escritas de Língua Portuguesa e Conhecimentos Especializados; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste físico; prova prático-oral e validação documental.

Concurso Capelães da Aeronáutica
Estágio de Instrução e Adaptação de Capelães da Aeronáutica (EIAC) é para candidatos com idade entre 30 anos e não completar 41 anos de idade até o dia 31 de dezembro do ano da matrícula. Para sacerdotes católicos apostólicos romanos é preciso ser do sexo masculino e, para pastores evangélicos, ambos os sexos.

Além disso, é importante ter curso superior de formação teológica regular; ter sido ordenado sacerdote católico romano ou consagrado pastor evangélico; possuir, pelo menos, três anos de atividades pastorais como sacerdote apostólico romano ou pastor evangélico, após a ordenação. O curso de formação, em Belo Horizonte, dura 17 semanas.

A seleção para capelães possui as seguintes etapas: provas escritas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Especializados e redação); avaliação do Arcebispo Ordinário Militar do Brasil; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de condicionamento físico e validação documental.

Concurso Engenheiros da Aeronáutica
O Estágio de Adaptação de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica (EAOEAR) tem duração de 18 semanas e acontece em Belo Horizonte. Vagas para ambos os sexos e não completar 36 anos de idade até 31 de dezembro do ano da matrícula.

A seleção de engenheiros possui provas escritas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Especializados e redação; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste físico e validação documental.

Concurso Oficiais da Aeronáutica
Com duração de 17 semanas, também em Belo Horizonte, o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio da Aeronáutica (EAOAP) é para homens e mulheres com no mínimo 18 anos e no máximo 32 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

A seleção é composta por provas escritas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Especializados e redação; inspeção de saúde; exame psicológico; teste físico; validação documental.

Concurso Dentistas da Aeronáutica
O Curso de Adaptação de Dentistas da Aeronáutica (Cadar) é realizada em Belo Horizonte, como os cursos de nível superior da Aeronáutica. A duração é de 17 semanas. Homens e mulheres podem se candidatar, desde que não completem 36 anos até até 31 de dezembro do ano da matrícula.

A prova escrita possui questões de Português e Conhecimentos Especializados, além de redação. As demais etapas são: inspeção de saúde; exame psicológico; teste físico; prova prático-oral e validação documental.

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