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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 20/09/2017 / Japão instala novo sistema antimísseis por ameaça norte-coreana

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Japão instala novo sistema antimísseis por ameaça norte-coreana ...  



O PAC-3 foi montado em uma base do exército na ilha de Hokkaido, no norte do país ...  


O Japão instalou nesta terça-feira um sistema adicional de defesa antimísseis na ilha de Hokkaido, afirmou o ministro da Defesa local em resposta aos dois últimos projéteis lançados pela Coreia do Norte que sobrevoaram o norte do país.

O sistema terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) foi montado em uma base de defesa do exército na zona sul da ilha, na cidade de Hakodate. A instalação ocorre apenas quatro dias depois de o regime de Kim Jong-un realizar seu último lançamento de míssil de médio alcance que caiu no Oceano Pacífico após sobrevoar Hokkaido.

Pyongyang, que ameaçou recentemente Tóquio dizendo que iria “afundar seu território” com uma bomba nuclear pelo seu apoio às sanções promovidas pelos Estados Unidos, também sobrevoou o norte de Japão com outro projétil em 28 de agosto.

O porta-voz do Ministério da Defesa japonesa, Kensaku Mizuseki, afirmou que “o país vigia os movimentos da Coreia do Norte”. Tóquio, que não confirma o número de lançadores montados no país por questões de segurança, já instalou em meados de agosto o seu sistema antimísseis em várias outras cidades do oeste do país, depois que Pyongyang ameaçou lançar quatro mísseis sobre a ilha americana de Guam, que sobrevoariam estas zonas.

Estados Unidos
Na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, advertiu mais uma vez que os Estados Unidos têm “muitas” opções militares para usar contra a Coreia do Norte, incluindo algumas que não provocam risco a Seul. Mattis também confirmou que Washington e as autoridades da Coreia do Sul discutiram a possibilidade de enviar armas nucleares táticas e de tamanho limitado ao país vizinho dos norte-coreanos.

O programa nuclear de Pyongyang foi um dos principais temas do discurso do presidente Donald Trump na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira.

(Com EFE e AFP)



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


A afronta do general


BRASÍLIA - Um general critica a Constituição e admite a hipótese de uma "intervenção militar" para resolver os problemas do país. Parece boato de internet, mas aconteceu na última sexta, quando o general Antonio Hamilton Mourão discursou num encontro de maçons.
Envergando sua farda, o oficial pisoteou o Regulamento Disciplinar do Exército, que proíbe militares da ativa de opinar sobre assuntos políticos. Também afrontou a autoridade do comandante Eduardo Villas Bôas, que é conhecido por pregar o respeito às leis e à ordem democrática.
Na sexta, o general Mourão chamou de "excelente" uma pergunta que propôs o fechamento do Congresso. "Ou as instituições solucionam o problema político pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso", declarou.
O combate à corrupção foi usado como pretexto pelos militares que deram o golpe em 1964. Eles prometiam devolver o poder aos civis, mas deixaram os brasileiros 25 anos sem votar para presidente.
O general Mourão é reincidente. Em 2015, foi rebaixado por criticar o governo. Perdeu o cargo de comando, mas passou a ser cultuado em atos pró-impeachment. Chegou a ser homenageado com um boneco inflável de farda e faixa presidencial.
Passados quatro dias, o falante ministro Raul Jungmann ainda não usou os microfones para comentar o episódio. O comandante Villas Boâs disse que "o problema está superado", mas não anunciou nenhuma medida efetiva. Se não houver punição ao general, sua afronta arrisca virar exemplo para a tropa.
Henrique Meirelles está exagerando na pré-campanha ao Planalto. Em busca do voto evangélico, o ministro da Fazenda pediu orações pela economia. Daqui a pouco, alguém pode sugerir trocá-lo pelo bispo Macedo ou pelo pastor Malafaia.

Forças Armadas não são resposta para crise de insegurança


Plínio Fraga

RIO DE JANEIRO - A frase é boa: "Insanidade consiste em fazer a mesma coisa por vezes e vezes, esperando por um resultado diferente". Já foi atribuída ao físico Albert Einstein, ao líder político Benjamin Franklin, ao poeta Rudyard Kipling. No livro "The Quote Verifier", Ralph Keyes classifica-a como de origem indeterminada e aponta semelhança com frase de humorista americana do século 19: "Se você sempre faz o que sempre fez, sempre terá o que sempre teve", disse Jackie Mabley.
Desde a redemocratização, o Rio já enfrentou diversas crises de insegurança pública. Houve a crise de 1994, com a taxa recorde de homicídios. Em 2000, houve o recorde de sequestros. Em 2007, houve o recorde de mortes em confrontos com a polícia.
A resposta mais frequente e mais pedida para as crises tem sido chamar as Forças Armadas. Diversos especialistas concluíram que ações tópicas dos militares podem reduzir crimes em um primeiro momento, mas, em longo prazo, a atividade criminosa adapta-se e permanece.
Para exemplificar, a atuação das Forças Armadas na ocupação do Complexo do Alemão em 2010 foi essencial. Em 2014, os militares repetiram a estratégia no Complexo da Maré. O uso de blindados e a mobilização de tropa em grande escala permitiram a entrada das forças de segurança em áreas que não chegavam havia anos.
Por dois anos, as Forças Armadas patrulharam o Alemão. Por um ano e meio, ocuparam as ruas do Complexo da Maré. Os dois complexos são das maiores comunidades do Rio, com presença forte de facções criminosas. Elas estavam lá antes da chegada das Forças Armadas, continuaram intocadas apesar da presença delas e restabeleceram seus domínios quando os militares deixaram essas comunidades.
Não se pode dizer que tais ações tenham dado certo. Insiste-se agora em mais do mesmo, com a esperança de resultado diferente.

Infraero busca alternativas para sobreviver sem Congonhas


Mariana Carneiro - Flavia Lima

O Ministério do Planejamento estuda duas propostas para viabilizar a sobrevivência da Infraero sem o aeroporto de Congonhas (SP), a "joia da coroa" da estatal.
Uma das medidas em estudo é a abertura de capital de subsidiárias, formadas por blocos de aeroportos. A principal delas agregaria Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR) e Manaus (AM).
Outras combinações de aeroportos também estão em análise, mas em todas elas a Infraero não abrirá mão do controle da empresa.
Não há previsão de data para o IPO (oferta inicial de ações, no termo em inglês), mas o governo trabalha com o primeiro semestre do ano que vem. Aeroportos distantes e em áreas de fronteira seguirão na estatal.
"Toda a rede remanescente da Infraero é candidata ao IPO, mas temos que fazer as contas e ver o que faz sentido para o mercado. Não adianta trazer parceiro se aquilo não tem valor para o mercado", disse à Folha o secretário de empresas estatais do Ministério do Planejamento, Fernando Soares.
Outra proposta para financiar a estatal é a criação de uma empresa de navegação aérea, que englobaria as atividades do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e às relacionadas ao trabalho nas torres de controle e na operação de aproximação de aeronaves aos aeroportos.
As duas atividades são de atribuição de servidores civis e poderiam ser agregadas numa subsidiária.
DIVERGÊNCIAS
Apesar de divergências dentro do governo, os ativos mais rentáveis da Infraero serão levados a leilão.
Com a concessão de Congonhas, o governo prevê arrecadar cerca de R$ 6 bilhões.
Além disso, faz parte dos planos licitar um bloco de terminais do Nordeste (com os aeroportos de Recife, Campina Grande e João Pessoa), de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop e outras cidades do Estado) e um terceiro unindo Vitória e Macaé (RJ). Também deverá ser relicitado Viracopos (Campinas), que foi devolvido pela concessionária.
Com isso, o Planejamento já começou a avaliar alternativas para sustentar a estatal.
"Vamos fazer a Infraero ficar de pé", afirma Soares. Segundo o secretário, não há preferência sobre qual das medidas sairá primeiro.
"A minha lógica é estruturou, vai a mercado. Não tem que esperar nada."
Soares disse que aeroportos, especialmente na Amazônia legal, são "fundamentais para o país", pois é uma questão de integração de território e, por isso, faria sentido manter na Infraero.
O problema que o governo tenta equacionar é que, mesmo sem os ativos mais valiosos, a estatal ainda terá 10,8 mil servidores. Na concessão dos últimos dez aeroportos, poucos foram aproveitados pelos parceiros privados.
No segmento de navegação aérea, estão alocados 2.000 servidores. "Eu junto essa turma [da navegação] com a turma do Decea, das torres e vou constituir outra empresa, sustentável que pode atrair parceiro comercial", disse.
Soares afirma que cálculos ainda estão sendo feitos para saber quanto o governo poderá arrecadar com as outorgas dos aeroportos mais rentáveis, como Congonhas.
Porém, discorda da avaliação de que o governo está fazendo concessões apenas para gerar caixa, em um momento em que o administração federal enfrenta dificuldades orçamentárias.
Ele diz que o objetivo é atrair grandes investidores locais para a operação de aeroportos no país.
"Queremos atrair os grandes operadores globais, os craques. Eles já vieram nos últimos leilões e viram que a porta do Brasil está aberta", afirmou. "É uma maldade falar que a gente só pensa no fiscal. A lógica é maior."

Anac aprova mudança na outorga de Guarulhos e venda de fatia no Galeão


Laís Alegretti De Brasília

A Anac (Agência Nacional de Avicação Civil) aprovou nesta terça-feira (19) a mudança no calendário de pagamentos das outorgas, espécie de aluguel, do aeroporto de Guarulhos.
O valor que a concessionária deveria ter pago até julho, de acordo com o calendário anterior, era de R$ 1,09 bilhão, dos quais foram quitados apenas R$ 115 milhões. A administradora do aeroporto é a GRUAirport.
Com a decisão desta terça-feira, a concessionária terá de pagar uma soma de R$ 1,2 bilhão neste ano. De acordo com a Anac, deve ser paga a parcela pendente de R$ 883,6 milhões antes da assinatura do aditivo do contrato, além de uma antecipação de R$ 319,7 milhões até 20 de dezembro.
Em 2018, a parcela será de R$ 171,3 milhões. De 2018 a 2030, R$ 810,6 milhões. Em 2031, R$ 1,16 bilhão e, em 2032, R$ 1,2 bilhão. Os valores devem ser reajustados pela inflação.
Não houve alteração nos investimentos previstos nos contratos, de acordo com a Anac.
Em maio, o governo editou uma medida provisória que permitiu a realização de aditivos contratuais nas concessões de aeroportos para mudar o pagamento das outorgas.
GALEÃO
O Anac também liberou nesta terça-feira a venda da participação da Odebrecht TransPort na concessionária RioGaleão para a chinesa HNA. A concessionária administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio.
O anúncio da assinatura do contrato de venda feito em julho, mas dependia da análise das autoridades. Foi comunicado, na ocasião, que o negócio, de R$ 60 milhões, envolve 31% das ações da concessionária RioGaleão. A empresa informou que os recursos serão usados para fortalecer o capital da companhia.
A Odebrecht Transport fechou 2016 com prejuízo de R$ 1,063 bilhão e dívida líquida de R$ 5,157 bilhões.
A concessão do Gaelão foi adquirida em leilão realizado em 2013, no qual o consórcio liderado pela Odebrecht Transport e operadora de aeroportos Changi Airports, de Cingapura, se comprometeram a pagar R$ 19 bilhões em outorga, um ágio de 293,91% com relação ao preço mínimo.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


ANÁLISE: Disciplina está acima das reflexões

As declarações do general Hamilton Mourão não são pouca coisa, mas não são o muito que a repercussão política conferiu ao episódio

Roberto Godoy, O Estado De S.paulo

As declarações do general Hamilton Mourão não são pouca coisa – afinal, foram feitas por um oficial da linha superior do Exército, peito coberto de condecorações, em um evento público. Mas não são o muito que a repercussão política conferiu ao episódio. A rigor, a fala está disposta com as diretrizes tratadas pelo comandante da Força, o general Eduardo Villas Bôas, defensor da obediência à lei e da subordinação à Constituição Federal – que confere às Forças Armadas o dever de garantir a preservação da integridade do estado nacional eventualmente ameaçado.
O problema está no tom intenso adotado pelo chefe da Secretaria de Finanças em sua exposição – de resto e de acordo com companheiros de farda, bem próprio do general. Há dois anos a mesma atitude marcial implicou a transferência de Mourão do estratégico Comando Sul para o Quartel General, em Brasília. Em seis meses passará para a reserva.
O fato só evoluiu para a condição de incidente por causa da decisão do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que resolveu convocar o comandante Villas Bôas, sugerindo, talvez, uma punição administrativa. A repercussão interna não foi boa. Os oficiais mais jovens, bem formados, mantêm o foco em questões profissionais e têm forte preocupação com uma agenda objetiva – o cumprimento dos programas prioritários de modernização, a qualificação do pessoal, o emprego correto da tropa, a recomposição dos recursos orçamentários.
É ingênuo supor que entre esses quadros não haja nenhuma diversidade de pensamento político. Mas é correto ter a certeza de que acima e além do campo das reflexões está o conceito da disciplina. O general que colocou tanques e seis mil soldados na estrada na madrugada de 31 de março de 64 é um outro Mourão, de um outro tempo da história, 53 anos no passado.

Operação das Forças Armadas no Rio vai receber R$ 47 milhões do governo federal

Medida provisória remanejou verbas de outras atividades do Ministério da Defesa, como a participação brasileira em missões de paz

Fábio Grellet, O Estado De S.paulo

RIO - A operação das Forças Armadas no Rio de Janeiro vai receber R$ 47 milhões, destinados pelo governo federal por meio de medida provisória assinada em 4 de setembro por Rodrigo Maia, que então ocupava interinamente a presidência da República.
Segundo a MP 799/2017, a verba foi remanejada de outras atividades do Ministério da Defesa, como "participação brasileira em missões de paz", que perdeu R$ 27 milhões, e "aprestamento do Exército" (preparação), do qual foram retirados R$ 10 milhões.
De acordo com o Ministério da Defesa, o trâmite burocrático para encaminhar o dinheiro às Forças Armadas está sendo concluído.
A liberação do dinheiro ocorre em meio a uma polêmica entre o Ministério da Defesa e a Secretaria de Segurança do Rio. Ela envolve divergências sobre a Operação O Rio quer Segurança e Paz, de reforço federal ao combate ao crime no Rio de Janeiro. O Comando Militar do Leste chegou a informar que apenas esperava a liberação de verbas para retomar as ações, até agora com poucos resultados, o que tem gerado críticas.

PORTAL UOL


Governo Paulo Câmara será investigado pelo MPF por suposto descumprimento do contrato de cessão de Fernando de Noronha


Jamildo - Blog Ne10.com

Sem alarde, o Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco abriu um inquérito para investigar o Estado de Pernambuco por supostamente descumprir o contrato de cessão com a União sobre o Distrito de Fernando de Noronha.
A questão começou com um pedido da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para que o Estado de Pernambuco assinasse um contrato sobre os imóveis do arquipélago, em substituição ao contrato anterior adotado em 2002.
O Ministério Público do Estado (MPPE) entrou na questão, recomendando que o Estado não assinasse o novo contrato com a SPU.
“Nós recomendamos que o Governo do Estado não assine contrato de renovação ou qualquer outro contrato relativo a posse da ilha. Nós entendemos que a Constituição é clara, Fernando de Noronha é de Pernambuco, exceto alguns imóveis que são federais, como o Hotel de Trânsito da Aeronáutica”, informou o promotor André Rabelo, do MPPE, em abril.
Para o MPPE, o arquipélago já pertenceria ao Estado, por regra constitucional, não precisando o Estado fazer um acordo com a União para ter os imóveis da Ilha.
Agora, o MPF entra na questão, do lado da SPU.
Segundo o despacho do procurador Alfredo Carlos Gonzaga, há “descumprimento do contrato de cessão de uso especial de Fernando de Noronha, celebrado entre a União e o Estado de Pernambuco”.
O MPF ainda quer acompanhar a revisão de contrato anterior, assinado em 2002.
Está em jogo a arrecadação de impostos e taxas em favor da União ou do Estado, como os terrenos de marinha.
O inquérito federal foi aberto em 15 de setembro pelo MPF.
Caso o Estado não entre em entendimento com a SPU e o MPF, pode ser acionado na Justiça Federal.

Jungmann diz que Forças Armadas têm hierarquia, após caso do general Mourão


Amanda Miranda - Ne10.com

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, divulgou uma nota sobre a declaração do general Antonio Hamilton Martins Mourão, que cogitou em palestra a possibilidade de uma intervenção militar. A resposta afirma que “as Forças Armadas estão plenamente subordinadas aos princípios constitucionais e democráticos e ao respeito aos Poderes constituídos”.
“Há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas, que são um ativo democrático do nosso País”, diz ainda.
Jungmann convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para falar sobre a declaração do general Mourão e sobre as medidas a serem tomadas.
A declaração de Mourão foi em Brasília na última sexta-feira (15), após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o peemedebista, desta vez por participação em suposta organização criminosa e obstrução de Justiça. Ele afirmou que “os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”.
O general assumiu o cargo de secretário de economia e finanças do Exército em 2015, quando perdeu o Comando Militar do Sul, por ter feito duras críticas à classe política e ao governo.
Antes, ele já havia desagradado ao Palácio do Planalto, ao ter atacado indiretamente a então presidente Dilma Rousseff (PT) ao ser questionado sobre o impeachment dela e responder que “a mera substituição da PR (presidente da República) não trará mudança significativa no ‘status quo’” e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.

REVISTA VEJA.COM


Japão instala novo sistema antimísseis por ameaça norte-coreana

O PAC-3 será montado em uma base do exército na ilha de Hokkaido, no norte do país

Por Da Redação

ImagemO Japão instalará nesta terça-feira um sistema adicional de defesa antimísseis na ilha de Hokkaido, afirmou o ministro da Defesa local em resposta aos dois últimos projéteis lançados pela Coreia do Norte que sobrevoaram o norte do país.
O sistema terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) será montado em uma base de defesa do exército na zona sul da ilha, na cidade de Hakodate. A instalação ocorre apenas quatro dias depois de o regime de Kim Jong-un realizar seu último lançamento de míssil de médio alcance que caiu no Oceano Pacífico após sobrevoar Hokkaido.
Pyongyang, que ameaçou recentemente Tóquio dizendo que iria “afundar seu território” com uma bomba nuclear pelo seu apoio às sanções promovidas pelos Estados Unidos, também sobrevoou o norte de Japão com outro projétil em 28 de agosto.
O porta-voz do Ministério da Defesa japonesa, Kensaku Mizuseki, afirmou hoje que “o país vigia os movimentos da Coreia do Norte”. Tóquio, que não confirma o número de lançadores montados no país por questões de segurança, já instalou em meados de agosto o seu sistema antimísseis em várias outras cidades do oeste do país, depois que Pyongyang ameaçou lançar quatro mísseis sobre a ilha americana de Guam, que sobrevoariam estas zonas.
Estados Unidos
Na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, advertiu mais uma vez que os Estados Unidos têm “muitas” opções militares para usar contra a Coreia do Norte, incluindo algumas que não provocam risco a Seul. Mattis também confirmou que Washington e as autoridades da Coreia do Sul discutiram a possibilidade de enviar armas nucleares táticas e de tamanho limitado ao país vizinho dos norte-coreanos.
O programa nuclear de Pyongyang deve ser um dos principais temas do discurso do presidente Donald Trump na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira.
(Com EFE e AFP)

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Governo e CCR costuram acordo que adia nova pista em Confins


Por Daniel Rittner | De Brasília

A BH Airport, empresa controlada pelo grupo CCR e que opera o aeroporto de Confins (MG), tem um problema bilionário pela frente. O contrato de concessão exige o início da construção de uma segunda pista de pousos e decolagens nos próximos meses, mas a movimentação de passageiros está longe das estimativas originais e não existe demanda suficiente para a obra, orçada em pelo menos R$ 800 milhões.
Diante do imbróglio contratual, a CCR abriu negociações com o governo para adiar a nova infraestrutura. Com isso, a abertura da segunda pista - um dos principais investimentos do contrato - deve atrasar entre três e cinco anos. A concessionária e o Ministério dos Transportes garantem que não haverá efeito negativo para os usuários. Alegam ainda uma potencial economia aos cofres públicos, desonerando a União de fazer um pagamento à BH Airport pelo desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, já que ela assumiu obras sob responsabilidade da Infraero no antigo terminal de passageiros e na pista existente.
Em parceria com a suíça Zurich AG, que detém participação minoritária no negócio, a CCR assumiu o aeroporto mineiro em 2014. Dois anos depois, entregou um novo terminal com 52 mil metros quadrados e 17 pontes de embarque. A grande obra que viria em seguida era a segunda pista. De acordo com os dispositivos contratuais, ela precisa estar pronta e operacional quando Confins atingir a marca de 198 mil movimentos (pousos e decolagens) por ano ou até dezembro de 2020 - o que chegar antes.
O ponto é que a recessão verificada nos dois últimos anos, com forte impacto no setor, derrubou a demanda e tornou irrealistas as projeções originais de crescimento do aeroporto. As cláusulas de obras, no entanto, continuam em vigência. "O contrato é claro, mas existe ainda um longo caminho para atingirmos esses números", observa o presidente da BH Airport, Adriano Pinho.
O pico em Confins foi alcançado em 2015, quando houve 113 mil pousos e decolagens. Com a crise, a quantidade de movimentos diminuiu para pouco menos de 100 mil por ano - ou seja, bem longe do "gatilho" estabelecido pelo contrato de concessão.
Pinho afirma que o adiamento da obra pode ocorrer sem nenhum prejuízo às operações de Confins. A pista atual, segundo ele, recebeu melhorias como saídas rápidas para aviões e ampliação no uso de ILS (instrumento que auxilia o pouso em condições climáticas complicadas).
Se a segunda pista tiver que ser inaugurada no prazo original, sua construção levará cerca de dois anos e precisaria começar ainda em 2018. No mês passado, a concessionária protocolou os estudos de impacto (EIA-Rima) do projeto ao órgão estadual de meio ambiente responsável pelo licenciamento. Como há grande necessidade de terraplenagem, estima-se o custo da pista em R$ 800 milhões a R$ 900 milhões.
O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, acena com disposição do governo para um acordo. Em suas projeções, a segunda pista em Confins será realmente necessária apenas em 2023 (cenário mais otimista) ou em 2025 (cenário mais realista), mas não em 2020. Ele descarta taxativamente retirar essa obra da lista de investimentos obrigatórios, mas abre a possibilidade de redesenho do cronograma. "Estamos construindo uma solução."
Lopes admite que uma das possibilidades é incluir a dívida da Infraero nas discussões. A BH Airport diz já ter desembolsado R$ 130 milhões em obras no aeroporto que haviam ficado a cargo da estatal, quando o aeroporto passou para as mãos da iniciativa privada, mas foram paralisadas por falta de orçamento público e saíram do papel apenas porque a concessionária topou assumi-las - o que estava fora do escopo original do contrato.
"Não há uma necessidade tão premente da segunda pista e existe um desequilíbrio econômico a favor da concessionária para resolver", diz o secretário de Aviação. Em meio à crise orçamentária, ele vê dificuldades para o ressarcimento em dinheiro. Uma das formas de quitar a pendência seria justamente adiando o investimento bilionário na construção da nova pista. "O certo é que ela não deixará o programa de melhorias da infraestrutura do aeroporto e será feita", ressalta Lopes.
Para o executivo da BH Airport, apesar da disposição favorável a um acordo, é preciso ter uma definição rápida. "Quanto antes tivermos clareza sobre esse assunto, melhor para todos. Existe um senso de urgência", afirma.
Graças a decisões judiciais, a concessionária tem depositado em juízo seus pagamentos anuais de outorga. Isso ocorreu com as parcelas que venciam em maio de 2016 e em maio de 2017. Com isso, ela não está inadimplente, mas o governo também não viu os recursos entrando no Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

Anac aprova compra do aeroporto do Galeão pela chinesa HNA

Por Daniel Rittner

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou na tarde desta terça-feira a compra do aeroporto do Galeão (RJ) pela chinesa HNA. O negócio foi anunciado em julho, mas ainda dependia de sinal verde do órgão regulador.
Com isso, a Odebrecht Transport sai do aeroporto — leiloado no fim de 2013 — e a Hainan HNA Infrastructure terá 51% da parte privada. Os outros 49% vão ficar com a asiática Changi, de Singapura, que amplia sua participação — ela detinha 40%.
Para obter a autorização da Anac, a concessionária teve que comprovar o cumprimento dos requisitos de qualificação jurídica, fiscal e econômica da empresa chinesa.
A parte privada representa 51% do Galeão. Seguindo o modelo definido nos leilões de aeroportos feitos no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a Infraero manteve fatia acionária de 49%.

PORTAL G-1


Secretário de Segurança do RJ admite que houve falha da polícia para impedir invasão da Rocinha

Roberto Sá informou que não está descartada a utilização de tropas das forças armadas durante operação na comunidade. Há UPPs tanto no local invadido quanto em duas favelas de onde saíram os invasores.

Por Rjtv

O secretário de Segurança Pública do RJ, Roberto Sá, admitiu, em entrevista ao RJTV nesta terça-feira (19), que a polícia falhou ao impedir a tentativa de invasão da comunidade Rocinha no domingo (17). Segundo Sá, houve reforço no policiamento, mas foi insuficiente.
"Eu cobrei do comandante-geral o que pode ter acontecido porque já havia notícias do setor de Inteligência dessa inquietação, dessa instabilidade, com o possível racha dessa facção, como ocorreu. Houve um reforço, mas ele me confirmou que esse reforço, ou foi insuficiente, ou houve uma falha na operacionalização. Isso, então, já foi identificado por ele. Se não foi possível evitar a entrada, houve um equívoco já reconhecido pelo comandante, o que não tira o mérito do esforço que ele vem fazendo dia a dia. Equívocos em cima de uma escassez de recursos podem acontecer, mas não são desejáveis", disse o secretário.
Vale lembrar que a Rocinha tem Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde setembro de 2012 e os morros do São Carlos, no Estácio, e dos Macacos, em Vila Isabel, de onde saíram os invasores, também contam com UPPs. Segundo o secretário, a utilização de tropas das forças armadas na Rocinha não está descartada.
"Elas podem ser acionadas. Já estamos em comunicação permanente. As tropas serão utilizadas caso haja a necessidade de um grande aporte de recursos federais. Por enquanto, para a manutenção da situação, está sendo suficiente. Se houver necessidade, evoluímos com recursos da própria Polícia Militar ou das forças armadas", admitiu Sá.
O secretário também se mostrou surpreso com a declaração do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que haveria problemas de comunicação entre as esferas federal e municipal.
"Eu me surpreendi com a declaração do ministro. É óbvio que instituições diferentes precisam sempre de ajustes para operar, uma vez que têm custos de operação diferenciados. Mas não há absolutamente nenhum ruído. A comunicação com o ministro é muito boa e com o comandante militar do leste, melhor ainda. Nos falamos quase que diariamente", garantiu Sá.
No domingo, uma guerra entre traficantes começou na região, aterrorizando os moradores e deixando quatro mortos. Apesar de negativas da Unidade de Polícia Pacificadora local e da Polícia Militar, moradores relatam que a ordem para fechar os estabelecimentos partiu do traficante Rogerinho 157, que estaria escondido na parte alta da comunidade.

PF vai investigar queda de monomotor com 100 kg de cocaína e morte de piloto, em Roraima

Aeronave caiu em Caracaraí, no Sul do estado, e foi achada na tarde dessa segunda-feira (18).

Por G1 Rr

A Polícia Federal informou na manhã desta terça-feira (19) que vai abrir investigação sobre a queda de um monomotor carregado com 100 kg de cocaína no rio Branco em Caracaraí, no Sul de Roraima. O piloto morreu.
De acordo Alan Robson, delegado responsável pela investigação, o caso chegou à Polícia Federal nesta madrugada. Ele disse que mais detalhes só serão repassados no decorrer das apurações.
O monomotor Cessna 206 foi achado na tarde dessa segunda (18) pela Polícia Militar no fundo do rio Branco. O corpo do piloto, que estava preso ao cinto de segurança, também foi localizado.
Ele ainda não foi trasladado para o Instituto Médico Legal (IML), em Boa Vista, segundo funcionária do local. Conforme a Rede Amazônica Roraima, o piloto foi identificado como José Donizete do Amaral.
Caso
De acordo com a PM, no domingo (17) uma pessoa ligou para o 190 informando que uma aeronave havia caído no rio na sexta-feira (15).
O denunciante também disse que o avião estava carregado de droga e que o piloto havia morrido no acidente. Informou ainda que um homem sobreviveu ao acidente e recebeu ajuda de um pescador da região.
A PM localizou o pescador e, por volta das 17h de domingo, os militares e o Corpo de Bombeiros foram até área onde ocorreu a queda, mas pouco puderam fazer por causa da escuridão. Na segunda, as equipes retornaram ao local e mergulhadores encontraram a aeronave no fundo do Rio Branco.
O corpo do piloto, que ainda não foi identificado, estava preso ao cinto de segurança da aeronave e foi retirado pelos militares. A droga estava distribuída em quatro pacotes atrás do banco do piloto, informou a PM.
Aos policiais, o pescador disse que na sexta um homem pediu que ele o levasse até Caracaraí, pois o avião em que ele estava havia caído no rio. Testemunhas informaram que o sobrevivente pegou uma moto e deixou a cidade ainda na sexta.
Consta na Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, que a aeronave de prefixo PT-JPW pertence a empresa Brabo Táxi Aéreo, com sede no Pará.
Por telefone, um funcionário da empresa informou ao G1 que o Cessna foi vendida há cerca de um mês. O funcionário garantiu ainda que os dados da aeronave ainda estão disponíveis no site da Anac em razão da documentação de transferência ainda não ter sido finalizada.

General Eduardo Villas Bôas diz acreditar no Brasil: ‘Um país com um potencial como o nosso é claro que tem jeito’

No ‘Conversa com Bial’, líder do exército fala de sua carreira e sua luta contra uma doença neuromotora degenerativa

O general Eduardo Villas Bôas dividiu parte de sua rotina e sua experiência no comando do exército no Conversa com Bial desta terça-feira (19/9), com a participação especial de sua filha, Adriana Villas Bôas, estudante de psicologia.
O general foi recebido com um discurso caloroso de Pedro Bial e comentou a entrada das mulheres no exército
“As meninas já podem entrar para o exército. Esse ano, já temos as meninas ingressando na academia militar”
Entrada para a carreira militar
"Eu me graduei em oficial em 1973, com 23 anos. De 73 a 85, era um oficial jovem voltado totalmente para a atividade operacional. A minha geração teve muito pouca participação nas questões políticas. Confesso que a atividade profissional que mais me motiva é a de dar aula".
Villas Bôas comentou declaração do general Antonio Hamilton Mourão
Intervenção militar é solução para a nossa crise?
“Ditadura nunca é melhor. Há de se entender aquele momento e nas circunstâncias que eram vividas. Quais as diferenças de hoje e com aquele período? Primeiro, vivíamos um momento de Guerra Fria e polarização ideológica e o Brasil vinha de tentativas de tomada de poder, como em 1935. Segundo, hoje, o Brasil tem instituições amadurecidas e um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutela...”
O Brasil é muito rico
“O Brasil tem hoje 70% das florestas originais preservadas. A Amazônia tem cerca 84% preservada. A Europa tem 0,3% de floresta preservada”
Inclusão dos gays e transexuais no exército
“Já temos, inclusive, transexuais e pessoas casadas com pessoas do mesmo sexo.”
Ocupação de 14 meses na Maré (RJ)
“Essa é uma questão crucial. Tenho uma enorme admiração pela profissão do policial, aquele que se despede da família e não sabe se vai voltar. Há uma desinformação sobre o papel da Força Armada nesse tipo de emprego porque se parte do pressuposto que empregando as Forças Armadas o problema está resolvido.”
A filha do general, Adriana, entregou os gostos musicais do pai
Doença neuromotora degenerativa
“A doença vai evoluindo e o tratamento é muito intenso na parte de fisioterapia neuromotora e respiratória. Mas eu descobri que quando Deus quer ter uma conversa particular com alguém, ele dá de presente uma doença como essa. A sabedoria é interpretar quando Deus está conversando contigo”
Com a notícia da doença...
“Nessa hora, a família e os amigos ajudam. Tive depressão, só quem viveu sabe exatamente o que é isso. Quem não viveu diz que isso é tristeza, diz vamos dar uma volta que isso passa. Não é nada disso"
"A gente vai vivendo um dia depois do outro e vai aprendendo a valorizar as coisas mais simples da vida”
Pensamento positivo e apontamentos sobre o futuro do Brasil
“Um país com um potencial do nosso, com recursos naturais, humanos, a energia e a criatividade da população brasileira é claro que tem jeito.”

Dopaz: conheça a tropa de elite que o Brasil levou para pacificar as favelas violentas do Haiti

Com treinamento semelhante ao do Bope e dos Seals dos EUA, grupo secreto chamado Dopaz atuou em confrontos e prendeu criminosos durante a missão de paz da ONU.

Por Tahiane Stochero, G1, Porto Príncipe

O Exército brasileiro levou à Missão de Paz das Nações Unidas para estabilização do Haiti (Minustah) uma tropa especializada e treinada para as piores situações de guerra e conflitos com o objetivo de pacificar as favelas haitianas mais violentas.
O grupo secreto, de cerca de 20 homens, era trocado a cada seis meses e tinha o nome de Destacamento de Operações de Paz (Dopaz).
O G1 entrou com exclusividade na base do Dopaz no batalhão do Brasil no Haiti e conta como a unidade funcionava. A ONU está encerrando em outubro a missão de paz, criada em 2004 após um levante contra o então presidente Jean-Bertrand Aristides varrer o país, em um princípio de conflito civil.
Os militares do Dopaz usam fuzis americanos M4 e andam nas ruas com os rostos cobertos e, muitas vezes, sem identificação de nomes nos uniformes. Estes homens começaram a ser levados ao Haiti no final de 2005, quando os confrontos entre os grupos armados ligados a Aristide, chamados de chimérres, gangues que comandavam territórios e também ex-militares passaram a atuar em confrontos contra as tropas das Nações Unidas.
Foi o Dopaz quem primeiro entrou nas favelas mais violentas da capital haitiana, Porto Príncipe, como Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil, durante o processo de pacificação das comunidades, entre 2005 e 2007.
A tropa serviu como "instrumento" para o general brasileiro que comanda a missão de paz da ONU para ser empregado nas situações mais críticas e também era enviada para o litoral e pequenas ilhas do Haiti, como Gonaives, em ações de prevenção e diagnóstico sobre possíveis efeitos de furacões e tempestades, além de operações de combate a organizações internacionais de contrabando e narcotráfico, que muitas vezes usa o Haiti como entreposto para a chegada da mercadoria aos Estados Unidos e outros países do Caribe e América Central.
A unidade de elite usada pelo Exército no Haiti é formada por militares que possuem os cursos de Comandos e Forças Especiais. O curso de Comandos é semelhante ao do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e dos Seals, da Marinha dos EUA, submetendo o militar a situações de estresse e sobrevivência em condições críticas no ar, terra e água, preparando-o para sobreviver caso seja capturado pelo inimigo e também para ingressar em territórios dominados por grupos rivais durante confrontos, obtendo informações e prendendo suspeitos.
Já o curso de Forças Especiais, que é feito por quem já possui o curso de Comandos, prepara os militares para o planejamento e execuções de operações complexas e estratégicas, envolvendo análise de áreas, comando e operações psicológicas para a conquista de corações e mentes – como ficou conhecida a técnica usada pelos EUA na guerra do Afeganistão objetivando ganhar apoio da população para alertar sobre riscos e a localização de armas, drogas e criminosos.
"O DOPAZ foi fundamental (no Haiti), pois fez missões de reconhecimento especializado para identificar os líderes dessas gangues e seus esconderijos, além de buscas e apreensões",
general Sergio Schwingel, chefe do Comando de Operações Especiais do Exército brasileiro.
São estes militares que, no Brasil, atuaram em operações contra traficantes durante a ocupação do Exército nas comunidades da Maré e do Alemão, no Rio de Janeiro, e também no combate ao terrorismo durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em caso de ataques no Brasil, eles é que atuariam.
´Expulsar as gangues´
O comandante de todas estas tropas no Brasil, general Sergio Schwingel, chefe do Comando de Operações Especiais, diz que, nos anos iniciais da operação internacional, em especial entre 2004 e 2007, "a missão da ONU buscou maior presença militar nas zonas de maior risco”, tentando assumir “o controle dessas áreas, atuando quadra por quadra, rua por rua, com o objetivo de prender e expulsar as gangues locais".
"Foi nesse período em que ocorreram os primeiros enfrentamentos das tropas brasileiras e o Dopaz foi fundamental, pois fez missões de reconhecimento especializado para identificar os líderes dessas gangues e seus esconderijos, além de buscas e apreensões, sempre com o mínimo ou nenhum dano colateral para a população haitiana”, afirma o comandante.
Danos colaterais é como os militares chamam os civis mortos ou feridos em confrontos.
O general defende a participação das tropas criadas para as piores situações de guerra em uma missão de paz, afirmando que, após o Brasil empregar com sucesso o DOPAZ no Haiti, a ONU criou uma doutrina para emprego de militares de forças especiais em operações multinacionais pelo mundo.
“As Forças de Operações Especiais do Exército Brasileiro são treinadas e equipadas para enfrentar ameaças difusas, incertas e irregulares que atuam em ambientes operacionais voláteis, complexos e hostis. Tais aspectos enquadravam perfeitamente o Haiti”, entende Schwingel.
"Com certeza esses 13 anos de atuação no Haiti nos deixaram vários aprendizados. Acredito que o grande legado foi o desenvolvimento, o aprimoramento e a consolidação da nossa doutrina de emprego de operações especiais em apoio às operações de paz, antes mesmo que as Nações Unidas desenvolvessem a sua própria doutrina”, afirma o general.
Além disso, novas táticas, técnicas e procedimentos foram incorporados às operações especiais depois das operações no Haiti.
Um exemplo citado pelo general é o uso de carro para a entrada da tropa de operações especiais em uma área edificada, com casas e em região povoada e pobre, e “sob o controle de forças adversas”, como os militares chamam os criminosos, ao mesmo tempo em que atiradores de elite (snipers) se posicionam em lugares alto da cidade para apoiar a entrada dos militares nestas áreas.
O capitão Fabiano Venturini é o comandante do último Dopaz, já que o 26º batalhão do Exército, o último no Haiti, começa a retornar ao Brasil no próximo dia 22. Como o Haiti está com condições de segurança estáveis e a tropa da ONU foi substituída pela polícia do país, chamada de Polícia Nacional Haitiana (PNH) nas ações contra os criminosos e grupos armados, a atuação do Dopaz mudou.
Neste último contingente, o grupo, diz o comandante, visitou cidades isoladas no Norte, como Port-de-Paix e Jeremie, e litoral do Haiti, onde o Dopaz fez contato com líderes locais e reconhecimentos da área para tentar minimizar o impacto do furacão Irma, que atingiu o Haiti no início de setembro.
A chegada do furacão fez as tropas do Brasil voltarem às ruas após mesmo o encerramento da participação brasileira na missão de paz, em 31 de agosto. O batalhão do Brasil criou até uma unidade especializada para apoiar as áreas atingidas por ações da natureza que, além do Dopaz, contou com tropas de engenharia, médicos, equipes de resgate e de logística.
“Ser o último comandante do Dopaz é uma marca, como um legado para nossa história. É o fechamento de um ciclo de atuação em várias dimensões da atuação do Brasil aqui”, diz o oficial.
O Dopaz também apoiou o treinamento de toda a tropa no Haiti para aprender a usar o novo fuzil que o Exército empregará agora no Brasil, o IA2, fabricado pela empresa Imbel. O Haiti foi uma espécie de laboratório para que o novo fuzil pudesse ser empregado agora em terras nacionais, substituindo o FAL.
“Posso dizer que o IA2 é quase semelhante ao M4 (fuzil americano usado pela tropa de elite). Possui as mesmas capacidades e mesmo padrão de operação. Ficou muito bom e grande parte do batalhão foi treinado aqui no nosso estande de tiro”, diz o oficial.

AGÊNCIA SENADO


Leilão de satélite geoestacionário brasileiro será tema de audiência


Da Redação

A oferta à iniciativa privada de capacidade de transmissão em banda Ka do recém-lançado satélite geoestacionário brasileiro será tema de audiência pública interativa conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e da Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), nesta quinta-feira (21).
O governo federal vai promover em outubro o leilão de parte do uso do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. O leilão estava previsto para acontecer no dia 27 de setembro, mas foi adiado para 17 de outubro para atender solicitações das empresas interessadas no negócio.
A iniciativa da audiência pública é do senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente da CRE. Ele criticou o que chamou de “mais uma tentativa de venda do patrimônio brasileiro”.
— A questão do satélite é gravíssima. Quando privatizaram a Embratel, todos os satélites brasileiros foram para as mãos dos mexicanos e aí o Brasil demorou mais de 20 anos para pôr em órbita mais um satélite, o único nacional, que vai cumprir um papel fundamental de segurança nacional, com as Forças Armadas, e uma outra parte dele para serviços públicos, como de educação, saúde, segurança. E, antes mesmo de usá-lo plenamente, o governo já quer vendê-lo — lamentou o senador, em entrevista à Rádio Senado.
Para debater o assunto foram convidados o comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato; o presidente interino da Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás), Jarbas José Valente, e o diretor do Clube de Engenharia, Marcio Patusco Lana Lobo. O Clube de Engenharia e outras entidades do setor têm se mobilizado contra o leilão, o que já rendeu uma ação na Justiça e uma representação no Tribunal de Contas da União.
O satélite
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Lançado ao espaço em maio, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o satélite é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Defesa. O equipamento recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos.
Segundo anunciou o governo na época, o satélite tem como objetivo dar autonomia às Forças Armadas, reforçando a soberania nacional e fornecendo um canal de comunicação autônomo e totalmente operado no Brasil. O equipamento também será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas.
A audiência está marcada para 9h, no Plenário 7 da Ala Alexandre Costa.
AGÊNCIA CÂMARA


Comissão especial define convidados para discutir proposta para regulamentação do teto do funcionalismo


A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 6726/16, do Senado, aprovou na quarta-feira (13) o plano de trabalho do relator, deputado Rubens Bueno (PPS-PR). O colegiado analisará o que deve e o que não deve ser submetido ao teto remuneratório para todo o funcionalismo público. O projeto foi proposto pela Comissão Especial do Extrateto, que debateu, no Senado, o fim dos chamados “supersalários”.
De acordo com o texto constitucional, o limite remuneratório na administração pública é o subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente de R$ 33.763. Mas, como algumas parcelas remuneratórias não são submetidas às regras do teto, há casos de servidores que recebem, por mês, mais do que os ministros do STF.
Rubens Bueno propôs a realização de audiências públicas para debater o tema com representantes dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de entidades que reúnem servidores públicos civis e militares. Ao todo, devem ser ouvidos representantes de 28 instituições.
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deve participar da primeira audiência. Em agosto, a ministra, que preside também o Conselho Nacional de Justiça, determinou a divulgação dos salários de todos os magistrados brasileiros, após o noticiário registrar que em vários tribunais o teto vem sendo superado pelo acúmulo de indenizações remuneratórias.
Outros convidados para debates no colegiado serão os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento); a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; presidentes de tribunais de Contas e de Justiça; e representantes dos municípios. As datas das audiências públicas ainda devem ser definidas.
Análise por bloco

O plano de trabalho de Rubens Bueno prevê que sejam agrupadas as audiências em blocos, com o objetivo de discutir separadamente a situação de cada um dos Poderes. “Após a análise das peculiaridades de cada um, vamos construir um texto para regulamentar de forma geral a aplicação do teto salarial no serviço público”, afirmou.
Rubens Bueno disse ainda que vai requisitar um relatório sobre o quantitativo de salários que atualmente superam o teto constitucional de R$ 33.763, com o detalhamento das parcelas remuneratórias que permitiriam isso. “Queremos fechar as brechas que hoje permitem o pagamento de supersalários”, explicou.
A comissão especial, composta por 34 deputados titulares e igual número de suplentes, é presidida pelo deputado Benito Gama (PTB-BA). O 1º vice-presidente é Alberto Fraga (DEM-DF), e o 2º vice-presidente é Rogério Rosso (PSD-DF).
JORNAL O DIA


Secretaria elogia parceria com Forças Armadas após desentendimento

A pasta registra, no entanto, que os pedidos apresentados ao governo federal não foram atendidos

Estadão Conteúdo

Rio - Um dia após um intenso tiroteio causado por confronto entre traficantes na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, a Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro afirmou nesta segunda-feira, em nota, que a parceria com as Forças Armadas continua e já resultou na prisão de 88 pessoas. A pasta registra, no entanto, que os pedidos apresentados ao governo federal não foram atendidos.
A mensagem foi uma resposta ao questionamento sobre a utilidade da parceria, anunciada no fim de julho como forma de combate à violência no Estado, mas que não tem conseguido controlar a atividade criminosa no Rio. Na sexta-feira, 15, o Ministério da Defesa cogitou suspender a Operação O Rio Quer Segurança e Paz devido a desentendimentos com a Secretaria de Segurança do Rio, após recentes críticas.
A última operação realizada em parceria entre as forças de segurança federais e as polícias Civil e Militar do Rio ocorreu em 21 de agosto. Durante as três ações realizadas até agora, não chegou a ser apreendido nenhum fuzil.
"O relacionamento com as Forças Armadas sempre foi de parceria, traduzida em inúmeras ações conjuntas em prol da população fluminense", afirma a nota da secretaria. "A nova forma de colaboração entre as instituições, em operações integradas, foi definida após o governo do Estado pedir recursos para o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS).
O governo federal acenou com a cessão de efetivo. A Secretaria de Segurança pediu o patrulhamento ostensivo de rodovias federais, vias expressas, portos e aeroportos. O governo federal propôs apoio em operações de cerco durante ações policiais", continua o texto, registrando a diferença entre os pedidos do governo do Estado e as ofertas do governo federal.
"Com esse modelo, três operações foram realizadas com êxito e novas operações estão em planejamento. A presença do Exército garantiu que as ações ocorressem sem distúrbios civis. O número de presos chega a 88. O trabalho integrado continua e inclui a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Agência Brasileira de Inteligência", conclui a nota.



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