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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 28/08/2017 / Embraer busca novos contratos na China


Embraer busca novos contratos na China ...  

Assis Moreira / João José Oliveira ...  

A Embraer deve fechar mais negócios na China durante a visita do presidente Michel Temer ao país, a exemplo do que ocorre em praticamente toda visita presidencial ao parceiro chinês.

O Valor apurou que, na visita de Temer esta semana a Pequim, a expectativa do lado brasileiro é de que o governo da China conceda autorizações para a Embraer vender mais 20 jatos regionais - cujos preços de tabela seriam da ordem de US$ 1,5 bilhão. Também é esperado o sinal verde do governo para que a fabricante brasileira faça a entrega de 18 aparelhos do modelo E190-E2, a nova geração de aviões  comerciais da Embraer, já vendidos mas não faturados, em um negócio da ordem de US$ 1 bilhão a preço de tabela.

A companhia compradora desses 18 aviões é a holding Hainan. As novas aeronaves são destinadas às suas subsidiárias Tianjin e Fuzhou, que pertencem ao grupo HNA, o mesmo que tem participação minoritária na brasileira Azul e está perto de concluir a operação de compra da Odebrecht no aeroporto do Galeão (RJ).

É que na China a empresa aérea precisa obter licença do governo chinês para fazer aquisição do que já contratou com o fabricante, gerando uma situação complicada para observadores de fora. Na última visita de Temer ao país, por exemplo, o Brasil esperava autorizações para a venda de 30 aparelhos, mas, no final, os chineses só autorizaram seis.

Segundo dados atualizados pela Embraer na sexta-feira a pedido do Valor, além desses 18 jatos, existem 26 pedidos firmes para jatos da Embraer na China cujas entregas ainda não foram feitas. São quatro jatos E-190 (um para a aérea Hebei e três para a Colorful), dez unidades do E-195 e dois E190-E2 (para a Tianjin Airlines). Adicionalmente, a ICBC Leasing possui pedido firme para mais dez jatos E190-E2.

A preços de tabela da companhia, esses 26 aviões representariam valor de vendas de aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Desde que começou a atuar na China, a Embraer somou 221 pedidos firmes por aviões - sendo 187 jatos comerciais e 34 executivos. A empresa lidera o mercado de aviação regional chinês no segmento de jatos de 70 a 130 assentos, com quase 80% da participação de mercado. As aeronaves comerciais da fabricante brasileira atualmente transportam mais de 17 milhões de passageiros por ano em mais de 370 rotas, conectando 130 cidades no país.

A Embraer chegou a ter uma unidade industrial na China, entre 2003 e 2016, a Harbin Embraer Aircraft Industry (Heai), resultado de uma joint-venture com a estatal chinesa Avic, que envolveu as também chinesas Harbin Aviation Industry e a Harbin Hafei Aviation Industry.

Inicialmente, a unidade da Embraer fabricava o jato comercial ERJ-145, de 50 assentos, que passou a ter pouca demanda na medida em que o mercado chinês crescia rapidamente. A Embraer então pretendia produzir lá modelos maiores, como o E190. Mas o projeto foi barrado pela China, que negou à empresa brasileira a autorização para esse programa. O motivo é que Pequim já tinha colocado de pé o próprio programa de uma fabricante nacional, a Comac, para esse segmento de aeronaves.

Mas a demanda para os jatos da Embraer pode crescer novamente, porque no segundo semestre do ano passado, o governo chinês lançou um programa para acelerar a expansão de sua aviação regional. Entre as medidas, está uma regulação mais flexível, que permite voos de aeronaves abaixo de três mil metros de altitude, além da construção de 200 novos aeroportos para aviação geral, elevando a 500 o total de terminais.

De acordo com estudos da fabricante brasileira, a China vai necessitar de 1.070 novos aviões no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 20 anos. De olho nessa nova onda, a Embraer realiza na China, amanhã e quarta-feira, o Fórum Regional de Aviação da China, em Yinchuan, Ningxia, com o objetivo promover a aviação regional e compartilhar as melhores práticas e experiências.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Bolsonaro quer militarizar ensino no país e pôr general no MEC


Não dobrar short ou camiseta da educação física "para diminuir seu tamanho" nem usar óculos com "lentes ou armações de cores esdrúxulas".
Meninos: nada de "barba ou bigode por fazer e costeleta fora do padrão". Meninas: esqueçam o penteado "com mechas caídas". Tingir o cabelo de "forma extravagante" é proibido para todos.
"Contato físico que denote envolvimento de cunho amoroso (namoro, beijos etc.)" é infração até fora da escola, se o aluno estiver de uniforme.
As normas de uma escola dirigida pela Polícia Militar goiana seguem o rígido padrão disciplinar de instituições de ensino militarizadas. E, se depender do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro, podem virar praxe no sistema escolar nacional.
 Das 147 mil unidades públicas de ensino básico, cerca de 0,1% estão sob batuta militar. São 13 comandadas pelo Exército (há um projeto para implantar uma em São Paulo) e dezenas nas mãos de PMs estaduais –não há um órgão que centralize esse total, e alguns Estados não possuem o dado consolidado, mas sabe-se que Goiás lidera o ranking, com 36 colégios sob guarda da polícia e mais 18 previstos para 2018.
Bolsonaro diz que, se eleito presidente, multiplicará o modelo, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Reconhece ser impossível cobrir 100% da malha escolar, mesmo porque "faltariam recursos".
Mas as escolas militares "passariam a ser exemplares", pois nelas há "educação moral e cívica, cultua-se o respeito às autoridades, no intervalo não tem maconha, o pessoal corta o cabelo, cobra-se o dever de casa...".
À frente do MEC (Ministério da Educação), em eventual gestão sua, colocaria um general –alguém "que represente autoridade, amor à pátria e respeito à família", ao contrário de titulares recentes da pasta, diz.
Cita dois petistas: "[Fernando] Haddad? Pai do kit gay [projeto para discutir homofobia e sexualidades nas salas de aula]. Aloizio Mercadante manteve a mesma política".
No começo de agosto, o deputado do PSC-RJ (que deve trocar de legenda para disputar o Palácio do Planalto) distribuiu em suas redes sociais vídeo de "um exemplo de ensino que deveria ser adotado em todas as escolas públicas do Brasil".
Nove filas de adolescentes de um colégio em Manaus o exaltam em coro: "Convidamos Bolsonaro, salvação desta nação".
A visita, diz o parlamentar, foi um desagravo aos estudantes, alvos do programa "CQC", que naquele 2015 fez reportagem crítica sobre a escola onde "no corredor não tem bedel, tem policial, alguns com arma na cintura".
Antes de passar para o controle da PM, num acordo estabelecido em 2012 com a Secretária de Educação amazonense, a unidade tinha alunos receosos de deixar a mochila na sala para ir ao recreio –colegas poderiam roubá-la. Coibir a violência no ambiente escolar não é a única vantagem que Bolsonaro vê na militarização da educação.
Os índices de aprovação tendem a disparar nesses colégios, que costumam ficar entre os primeiros lugares do Enem.
Tudo isso é verdade, diz Renato Janine Ribeiro, que chefiou o MEC por seis meses na administração Dilma Rousseff. De fato, "existe uma preocupação muito grande" com "uma parcela da juventude muito sem limites", sobretudo após o caso da professora de Santa Catarina espancada por um aluno. E as escolas militares têm, sim, desempenho melhor no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Elas já ganharam simpatia até do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ao defender a federalização do ensino básico, o também ex-ministro da Educação, no governo Lula, elogiou os colégios militares.
O problema é comparar maçãs e laranjas, afirma Ribeiro. Essas instituições "têm mais recursos", então é natural que se saiam melhor.
Para o filósofo, "é um erro, numa sociedade democrática, tentar colocar a formação militar –hierárquica e obediente– como ideal para todos os jovens", inquietos por natureza.
São eles, afinal, o futuro de um "país que sempre cultivou uma certa autoimagem de uma coisa mais alegre, mais solta nos costumes".
O pelotão de crianças e jovens fardados, diz, "deveria ser exceção, não regra".

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Embraer busca novos contratos na China


Assis Moreira E João José Oliveira

A Embraer deve fechar mais negócios na China durante a visita do presidente Michel Temer ao país, a exemplo do que ocorre em praticamente toda visita presidencial ao parceiro chinês.
O Valor apurou que, na visita de Temer esta semana a Pequim, a expectativa do lado brasileiro é de que o governo da China conceda autorizações para a Embraer vender mais 20 jatos regionais - cujos preços de tabela seria da ordem de US$ 1,5 bilhão. Também é esperado o sinal verde do governo para que a fabricante brasileira faça a entrega de 18 aparelhos do modelo E190-E2, a nova geração de aviões  comerciais da Embraer, já vendidos mas não faturados, em um negócio da ordem de US$ 1 bilhão a preço de tabela.
A companhia compradora desses 18 aviões é a holding Hainan. As novas aeronaves são destinadas às suas subsidiárias Tianjin e Fuzhou, que pertencem ao grupo HNA, o mesmo que tem participação minoritária na brasileira Azul e está perto de concluir a operação de compra da Odebrecht no aeroporto do Galeão (RJ).
É que na China a empresa aérea precisa obter licença do governo chinês para fazer aquisição do que já contratou com o fabricante, gerando uma situação complicada para observadores de fora. Na última visita de Temer ao país, por exemplo, o Brasil esperava autorizações para a venda de 30 aparelhos, mas, no final, os chineses só autorizaram seis.
Segundo dados atualizados pela Embraer na sexta-feira a pedido do Valor, além desses 18 jatos, existem 26 pedidos firmes para jatos da Embraer na China cujas entregas ainda não foram feitas. São quatro jatos E-190 (um para a aérea Hebei e três para a Colorful), dez unidades do E-195 e dois E190-E2 (para a Tianjin Airlines). Adicionalmente, a ICBC Leasing possui pedido firme para mais dez jatos E190-E2.

A preços de tabela da companhia, esses 26 aviões representariam valor de vendas de aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Desde que começou a atuar na China, a Embraer somou 221 pedidos firmes por aviões - sendo 187 jatos comerciais e 34 executivos. A empresa lidera o mercado de aviação regional chinês no segmento de jatos de 70 a 130 assentos, com quase 80% da participação de mercado. As aeronaves comerciais da fabricante brasileira atualmente transportam mais de 17 milhões de passageiros por ano em mais de 370 rotas, conectando 130 cidades no país.
A Embraer chegou a ter uma unidade industrial na China, entre 2003 e 2016, a Harbin Embraer Aircraft Industry (Heai), resultado de uma joint-venture com a estatal chinesa Avic, que envolveu as também chinesas Harbin Aviation Industry e a Harbin Hafei Aviation Industry.
Inicialmente, a unidade da Embraer fabricava o jato comercial ERJ-145, de 50 assentos, que passou a ter pouca demanda na medida em que o mercado chinês crescia rapidamente. A Embraer então pretendia produzir lá modelos maiores, como o E190. Mas o projeto foi barrado pela China, que negou à empresa brasileira a autorização para esse programa. O motivo é que Pequim já tinha colocado de pé o próprio programa de uma fabricante nacional, a Comac, para esse segmento de aeronaves.
Mas a demanda para os jatos da Embraer pode crescer novamente, porque no segundo semestre do ano passado, o governo chinês lançou um programa para acelerar a expansão de sua aviação regional. Entre as medidas, está uma regulação mais flexível, que permite voos de aeronaves abaixo de três mil metros de altitude, além da construção de 200 novos aeroportos para aviação geral, elevando a 500 o total de terminais.
De acordo com estudos da fabricante brasileira, a China vai necessitar de 1.070 novos aviões no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 20 anos. De olho nessa nova onda, a Embraer realiza na China, amanhã e quarta-feira, o Fórum Regional de Aviação da China, em Yinchuan, Ningxia, com o objetivo promover a aviação regional e compartilhar as melhores práticas e experiências.

PORTAL G-1


Mais de 4,3 mil militares das Forças Armadas atuam durante eleição suplementar no Amazonas

Eleição suplementar iniciou às 8h (horário local) deste domingo (27).

Ive Rylo

Além dos profissionais da Policia Militar (PM), 4.365 militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira integram as equipes de segurança durante o 2º turno das eleições suplementares, para escolha do novo governador do Amazonas.
A eleição no Amazonas foi determinada após a cassação dos mandatos do ex-governador, José Melo, e do vice, Henrique Oliveira, por compra de votos nas eleições de 2014. O presidente da Assembleia Legislativa do estado, Davi Almeida, do PSD, assumiu o governo interinamente. O pleito chegou a ser suspenso por determinação do ministro Ricardo Levandowski em 28 de junho.
O Exército disponibilizou 3.700 homens que estão distribuídos em 21 municípios do Estado. As equipes atuam em 454 locais de votação.
"Refizemos a estrutura em uma escola para possibilitar o acesso mais fácil dos locais de votação aos cadeirantes. A gente procura, da melhor maneira possível, atuar nas escolas. É a mão amiga do Exercito", disse o Comandante Geral Militar, General Mioto, durante coletiva de imprensa em Manaus.
Pela Marinha, 358 homens atuam no município de Itacoatiara, a 176 km de Manaus. Os homens estão distribuídos em 25 zonas rurais e 23 zonas urbanas.
"Nossas tropas chegaram na quarta-feira da semana passada. A tropa está bastante motivada e realizando o trabalho em perfeita harmonia e com bastante segurança. Até agora não tivemos ocorrências registradas no município", disse o vice-almirante Luís António Hecht.
Força Aérea Brasileira disponibilizou 307 homens para realizar a segurança no município de Manacapuru, que fica a 68 km de Manaus. As equipes irão cobrir 55 locais de votação sendo 26 locais em zona urbana, sete em zona rural terrestre e 23 em zona rural ribeirinha.
"Nossos homens saíram dia 25 de agosto. Nossa missão é promover a proteção de urnas e a segurança dos locais de votação", disse o major Valdeisio Ferreira.
Eleitores
No Amazonas, 2.338.886 eleitores devem ir às urnas na eleição suplementar que iniciou às 8h (horário local) deste domingo (27).
O eleitorado vota para escolher, entre os candidatos mais votados do primeiro turno, Amazonino Mendes que conquistou 38,77% dos votos e Braga Braga que teve 25,36%.

TRE-AM registra denúncia de transporte ilegal de eleitores em Manacapuru

Tentativa de homicídio em Presidente Figueiredo também é apurada.

Uma denúncia de transporte ilegal de eleitores foi registrada no municipio de Manacapuru, a 68 km de Manaus. A informação foi repassada durante a segunda coletiva no Centro de Mídias do Tribunal regional Eleitoral (TRE-AM), na manhã deste domingo (27). Em Presidente Figueiredo, um jovem levou um tiro de raspão.
De acordo com o major brigadeiro da Força aérea Brasileira, Valdeisio Ferreira, uma van foi apreendida suspeita de oportunizar o transporte clandestino nas primeiras horas de votacao deste pleito. O caso é apurado pela Justiça Eleitoral.
Outra ocorrência em apuração ocorreu no municipio de Presidente Figueiredo, a 107 km de Manaus, na comunidade de Balbina. No local, homens em um veículo modelo Gol de cor branca abordaram um jovem e desferiram disparos contra ele, que foi atingido de raspão no pescoço. Ele passa bem.
Ninguém foi preso. Ainda não se sabe se este caso tem motivação eleitoral. "A vítima foi encaminhada para a delegacia. O carro de onde saiu o disparo já está apreendido pela Polícia Civil. A lesão é superficial, feita por estilhaços de munição", disse o comandante geral da PM, David Brandão.
A Força Aérea Brasileira disponibilizou 307 homens para realizar a segurança no município de Manacapuru, que fica a 68 km de Manaus. As equipes irão cobrir 55 locais de votação sendo 26 locais em zona urbana, 7 em zona rural terrestre e 23 em zona rural ribeirinha.

JORNAL O DIA


MPF aponta ineficácia de Forças Armadas no Rio

Procurador avalia que seria mais eficiente que o governo federal enviasse recursos financeiros para o estado investir na Polícia Militar, que está sucateada

Rio - Há 30 dias teve início a operação Rio quer segurança e paz, que prometia, com ação das Forças Armadas e polícias do Rio, golpear o crime organizado. No discurso do governo do estado, uma das principais justificativas para a ajuda federal era retirar das mãos de bandidos as armas de guerra, que vitimam tantos policiais e cidadãos comuns. Até ontem, no entanto, foram realizadas três megaoperações conjuntas que não apreenderam nenhum fuzil. O Ministério Público Federal do Rio aponta a ineficácia do emprego das Forças Armadas e quer que o governo federal envie recursos para a Polícia Militar sair do sucateamento.
“Fiz uma reunião de horas com representantes do Exército, da PM, da Polícia Rodoviária Federal e até agora estou sem entender a necessidade dos militares nessas operações”, afirmou o procurador Eduardo de Oliveira, que coordena o Controle Externo da Atividade Policial no Rio.
“O Exército é essencial na soberania nacional e nas fronteiras. Mas a tropa ficar parada em pontos de uma comunidade para a polícia cumprir mandados de prisão é ineficaz e tem um custo enorme. Esse recurso financeiro poderia ser utilizado para ajudar no conserto das viaturas da Polícia Militar, por exemplo”, avaliou. O DIA apurou que o custo de uma operação diária do Exército é de R$ 1,2 milhão. Atualmente, cerca de 40% das viaturas da corporação estão paradas com avarias.
O procurador não descarta entrar com uma ação cível pública pedindo o repasse do dinheiro utilizado nas ações militares para a segurança estadual. “Há questões estruturais que precisam ser resolvidas para que decretos de garantia da lei e da ordem sejam a exceção e não a regra. O Exército tem a filosofia de combater um inimigo sem rosto, ou seja, não é para lidar com a população civil”, disse Oliveira.
Após a primeira etapa do Exército nas ruas e vias expressas, a força passou a atuar em operações pontuais contra o tráfico de drogas, baseado em investigações policiais. Os apoios ocorreram na Zona Norte e em diversos pontos da Região Metropolitana. Foram presas 84 pessoas e apreendidos 14 kg de cocaína, 300 kg de maconha além de carros e munições.
Procurado, o porta-voz do Exército, coronel Roberto Itamar, disse que “o Exército não faz ocupações devido ao alto custo e que no passado essa ação demonstrou não ter resultados”. Em 1 ano e meio no Complexo da Maré o custo da ocupação foi de R$ 400 milhões.
Especialistas em estratégia militar divergem sobre atuação do Exército
Para o major da reserva do Exército e consultor em análise de risco do think tank Instituto Arc, Nelson Ricardo Fernandes Silva, a estratégia no uso dos militares somente nos cercos das comunidades onde são realizadas incursões da polícia é justificada pela crise econômica e baseada em estudos. “Há uma força policial para entrar nas residências e realizar revistas. Caso o Exército fizesse isso, seria uma aplicação torta de sua finalidade. Tem policiais para fazer isso e é mais sensato usar alguém que sempre operou no local e conhece bem a área”, opinou.
Nelson Ricardo participou enquanto paraquedista de uma ocupação do Exército no Pavão-Pavãozinho em 1993 e também na força de paz brasileira no Haiti, em 2008. Pela sua experiência, as operações realizadas com militares que residem no estado é um fato de preocupação pelo risco de vazamentos. Foi o que ocorreu na semana passada, com a prisão do soldado Mateus Lopes, 19. Amigo de infância do traficante do Comando Vermelho Biscolé, o militar repassava os locais e horários de todas as ações policiais conjuntas. “Normalmente há o cuidado de se fazer uma triagem. Quem mora no local ou perto não participa da operação”, disse.
Já para o vice-presidente do Clube Militar, general Clóvis Bandeira, o Exército não deveria atuar sem um amparo nas leis mais amplo. “Para a gente agir em situações onde há guerrilha, com traficantes armados, nós precisamos de soluções extraordinárias no campo legal. Mandados de busca coletivos para um bairro inteiro e julgamentos em tribunais militares. Essas ações pontuais têm uma despesa grande, pouco resultado material, desgastam a tropa e criam desesperança na população”, afirmou Bandeira.

PORTAL EXAME.COM


Próxima missão do Brasil sob mandato da ONU terá mais riscos

Parada mais provável até agora: a República Centro-Africana, onde 9.639 militares, mais 1.883 agentes policiais e 760 funcionários civis, integram a Minusca

São Paulo – A próxima missão das Forças Armadas do Brasil sob mandato da ONU será na África. E será perigosa, com elevada possibilidade de ações de combate. Há oito destinos possíveis no continente – todos cenários de violentas lutas civis. O Comando do Exército considera o envio de 700 a 800 homens, o tamanho de um batalhão de infantaria, já no segundo semestre de 2018.
A parada mais provável até agora: a República Centro-Africana, onde 9.639 militares, mais 1.883 agentes policiais e 760 funcionários civis, integram a Minusca, sigla internacional da operação. O objetivo prioritário da ONU no país é proteger a população e ajudar o governo do presidente Faustin Touadéra a restabelecer condições de segurança interna, comprometida pela coalizão das milícias muçulmanas Séleka.
Havia duas outras fortes opções, o Sudão do Sul e o Mali, na negociação que passa pela Secretaria-Geral da organização e pelo Conselho de Segurança, em Nova York. Segundo o Ministério da Defesa, ambas tiveram baixa aceitação, “por questões de logística e risco alto”.
As conclusões são referenciadas pelo Projeto Seta, um estudo do MD que avalia por pontos específicos as implicações e demandas para o atendimento de cada provável local de participação.
O modelo da unidade brasileira será o mesmo adotado no Haiti. Terá o apoio de três diferentes tipos de blindados sobre rodas e veículos de transporte geral. O time vai incorporar duas novidades: equipes das Forças Especiais e elementos de Operações Psicológicas. Mais que isso: pela primeira vez desde a 2.ª Guerra, a Força Aérea terá aeronaves atuando em áreas de conflito.
Há dois meses em uma visita discreta, uma comissão do Sistema de Capacidades em Operações de Paz, agência da ONU para avaliação de tropas interessadas em integrar grupos de estabilização, esteve nas bases da FAB em Manaus e em Porto Velho.
O chefe do time, coronel Humauyn Chohan Zia, do Paquistão, considerou “bastante possível o emprego de meios aéreos do Brasil na África”.
Cinco aeronaves foram examinadas e selecionadas pelos avaliadores: dois A-29 Super Tucano de ataque leve, dois helicópteros multiuso H-60L Black Hawk e um cargueiro C-105 Amazonas. De acordo com Zia, o equipamento poderá ser mobilizado para servir a mais de um grupo pacificador.
Risco de fogo
As condições em que uma tropa brasileira entraria em confronto direto na África são bem definidas pela regra da incumbência da ONU. “Isso (o choque armado) só aconteceria em defesa própria, reagindo a uma agressão, ou na garantia dos objetivos do mandato”, disse ao Estado um oficial do corpo de fuzileiros da Marinha, veterano do Haiti.
Para o militar, a hipótese clássica é a da retirada de civis que estejam sob ameaça rebelde em um vilarejo. Dependendo da situação, será preciso contar com cobertura aérea, fazendo a interdição de fogo, antes do pouso do helicóptero de resgate.
Interessa à política externa do Brasil continuar mantendo a presença nas missões da ONU. A embaixadora Maria Luisa Escorel de Moraes, Diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, destaca que esse envolvimento “reflete os princípios fundamentais da Constituição Federal, como a defesa da paz e a solução pacífica de controvérsias”.
A diplomata lembra que o País apoia as operações desde o início, em 1947, quando uma missão foi despachada para os Bálcãs. “Desde então o Brasil já participou de cerca de 50 tarefas ao redor do mundo”. Maria Luisa ressalta que, “ao participar, o País demonstra concretamente sua disposição e a capacidade de assumir maiores responsabilidades em relação à paz e a segurança internacionais”.
Para a embaixadora, a iniciativa “evidencia, como buscamos fazer nos 13 anos de engajamento no Haiti, a relevância de uma abordagem integrada para a solução das crises; um tratamento que não se limite a respostas puramente militares, mas também considere a interdependência entre segurança e desenvolvimento”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Helicóptero que "pediu aposentadoria" atrai sorrisos em dia no quartel

Aeronave operou por 50 anos na Força Aérea Brasileira e se aposenta em 2017

Mirian Machado

O evento “Portões Abertos” neste domingo (27) no CMO (Comando Militar do Oeste) em Campo Grande atraiu bastante gente, principalmente crianças. O que não faltava nesta manhã eram sorrisos. O que se via por lá eram os olhares atenciosos e impressionados das crianças em direção às grandes máquinas do Exército.
Uma em especial, o helicóptero UH-1H, o famoso “Agazão”, que segundo o Tenente Fernando da FAB (Força Aérea Brasileira) é operado pelo esquadrão pelicano para buscas e salvamentos, chamou mais atenção.
O Agazão operou por 50 anos na FAB e esse será seu último ano antes dele se aposentar. Segundo o tenente, a aeronave que também faz operações noturnas, dependendo da missão, segue com dois pilotos, um mecânico, e dois operadores de equipamentos.
Encantado com tudo ao redor, Pietro Sebastian Pinheiro dos Santos, de 6 anos, conta que o que mais gostou foi do helicóptero. “Eu gostei muito porque tirei foto com a arma dele e na cabine também. Tem vários botões”, contou.
Um domingo “diferente e especial” retrata Nívea Pereira Nilton, de 41 anos. Ela resolveu sair da rotina e apreciar a exposição do Exército. “Esse helicóptero, por exemplo, a gente vê na TV, mas pessoalmente é diferente”, disse impressionada.
Para Nívea, o domingo já é considerado o dia da família e um evento desses é propício. “É bom né, sair da rotina. Nós temos que viver a vida, aproveitar a família e hoje o dia está perfeito pra curtir”.
Durante os portões abertos, é possível tirar dúvidas sobre os equipamentos e máquinas, tirar fotos e conhecer um pouco mais sobre a vida militar. Por lá, até às 17h, também dá para ver tanques e caminhões de guerra, helicópteros, botes, barcos, exposição de triciclos, além também de vários equipamentos usados pelos militares como as pistolas, fuzis.
Há ainda várias atividades para a criançada, testes de glicemia e aferição de pressão, além de comidas e bebidas. Participam do evento equipes da Base Aérea de Campo Grande, Esquadrão Pelicano, 6º Distrito Naval entre outros.
O que mais chamou atenção de Mariano Maggi Titico da Silva, de 7 anos, foram os fuzis. A admiração pelas armas vem do pai. “É muito legal, eu gosto de ver as pistolas os fuzis, mas também gostei dos tanques e dos caminhões de guerra”, afirmou o garoto.
Mas o evento não chama atenção só dos pequenos não, o casal Maria Lopes Sandes, 42, e Edson Monteiro, 46, também se encantou com o diferencial de domingo. “É muito bom sair um pouco, distrair né. Eu estou gostando das atividades”, disse a pedagoga.
“É bom também pra gente conhecer um pouco dos militares. Eu estou gostando bastante, deu até vontade de servir”, afirmou Edson, sorrindo.

OUTRAS MÍDIAS


D24AM (AM)


Segurança é reforçada para eleições na capital e interior do Amazonas

No total, 520 câmeras do Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas estão monitorando os locais de votação em Manaus
Girlene Medeiros
Manaus – O comandante da Polícia Militar (PM), coronel David Brandão, informou que 2,5 mil policiais militares atuam na segurança em todo o Estado, por ocasião do segundo turno das eleições suplementares para governador do Amazonas. Desses, mil policiais atuam no interior e 1,4 mil em Manaus. De acordo com Brandão, a PM atua em 718 locais de votação no interior e outros 224 pontos de votação em Manaus.
Segundo Brandão, a PM registrou a ocorrência de um homem que foi ferido no lado esquerdo do pescoço, por um outro que estava em um carro, modelo Gol e de cor branca, alugado na Vila de Balbina, em Presidente Figueiredo (distante 117 quilômetros de Manaus), por volta de 2h.
“Foi ferido, possivelmente, por um estilhaço. A vítima está na delegacia, mas a ocorrência não está relacionada com as eleições”, disse o comandante.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, informou que, além dos 3.249 servidores da Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram empregados 100 homens do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), além de efetivo do Corpo de Bombeiros do Amazonas e do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).
Ainda segundo Fontes, há 520 câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas (CICC-AM) empregadas no monitoramento dos locais de votação. “Desde ontem, o CICC está ativado para monitorar pichações eleitorais, sujeitas pelas ruas da cidade”, afirmou o secretário, acrescentando que 84 viaturas da PM também estão atuando com câmeras de monitoramento pela capital, para fins de controle em relação às eleições.
O delegado geral da Polícia Civil (PC), Frederico Mendes, informou que há 347 policiais civis no interior do Estado e outros 97 na capital.
Forças Armadas
A segurança para os locais de votação também está sendo realizado pelas Forças Armadas. De acordo com o comandante militar da Amazônia, general do Exército Brasileiro, Geraldo Antônio Miotto, 3.701 militares atuam com 287 viaturas e 100 embarcações regionais. Segundo Miotto, o Comando Militar da Amazônia (CMA) registrou uma ocorrência de disparo de arma de fogo a uma embarcação que estava com militares do Exército, por volta de 23h15 de sábado (26), na comunidade Santo Antonio do Mucajá, em Maués.
“Está sob investigação, mas não tem ligação com as eleições”, disse Miotto, acrescentando que a PF investigará o caso.
O major brigadeiro do Ar, Waldeísio Ferreira Campos, comandante da Ala 8 da Força Aérea Brasileira (FAB), informou que a Aeronáutica atua em 55 locais de votação com 307 militares e 16 viaturas.
Já pela Marinha, o vice-almirante Luiz Antônio Hecht, comandante do 9º Distrito Naval, acrescentou que os 345 soldados fuzileiros navais atuaram em 50 zonas de Itacoatiara. Segundo Campos, a Ala 8 da FAB registrou uma suspeita de transporte irregular de passageiros em Manacapuru.
“Algumas pessoas foram levadas, em uma van, para a juíza de Direito da cidade”, disse o comandante da Ala 8.
O superintendente em exercício da Polícia Federal (PF), Richard Murad, informou que foi reforçada a estrutura da corporação em Tabatinga com a atuação de dois delegados de PF.
“Estamos em praticamente todos os municípios, inclusive, com embarcações blindadas”, afirmou Murad.
Ainda de acordo com o superintendente em exercício da PF, os portos e aeroportos estão sob fiscalização e há reforço no Aeroclube de Manaus, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e os portos São Raimundo, da Ceasa, Rodway e Manaus Moderna.



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