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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 26/08/2017 / Embraer inaugura em Florianópolis quarto centro de tecnologia


Embraer inaugura em Florianópolis quarto centro de tecnologia ...  

Projeto da empresa é focado no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos; demais centros ficam em MG, nos EUA e em Portugal ...  

A Embraer inaugurou nesta sexta-feira, 25, um centro de engenharia e tecnologia em Florianópolis (SC).

O projeto, em que engenheiros da Embraer estarão focados no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos, faz parte de uma parceria com a Fundação Certi, iniciada em 2015 e que entra em fase de extensão.

Também conta com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Instalado no prédio da incubadora Celta, no Parque Tecnológico Alfa, o CETE-SC é o quarto centro de tecnologia da empresa.

Os demais estão localizados em Belo Horizonte (MG), Melbourne, na Flórida (EUA), e em Évora (Portugal).



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Embraer inaugura em Florianópolis quarto centro de tecnologia

Projeto da empresa é focado no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos; demais centros ficam em MG, nos EUA e em Portugal

A Embraer inaugura nesta sexta-feira, 25, um centro de engenharia e tecnologia em Florianópolis (SC). O projeto, em que engenheiros da Embraer estarão focados no desenvolvimento de sistemas aeronáuticos, faz parte de uma parceria com a Fundação Certi, iniciada em 2015 e que entra em fase de extensão. 
Também conta com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Instalado no prédio da incubadora Celta, no Parque Tecnológico Alfa, o CETE-SC é o quarto centro de tecnologia da empresa. Os demais estão localizados em Belo Horizonte (MG); Melbourne, na Flórida (EUA), e em Évora (Portugal).

Próxima missão do Brasil terá riscos maiores

Há oito possíveis destinos na África, mas o mais provável é a República Centro-Africana, onde a ONU ajuda o governo a restabelecer a segurança

Roberto Godoy

A próxima missão das Forças Armadas do Brasil sob mandato da ONU será na África. E será perigosa, com elevada possibilidade de ações de combate. Há oito destinos possíveis no continente – todos cenários de violentas lutas civis. O Comando do Exército considera o envio de 700 a 800 homens, o tamanho de um batalhão de infantaria, já no segundo semestre de 2018.
A parada mais provável até agora: a República Centro-Africana, onde 9.639 militares, mais 1.883 agentes policiais e 760 funcionários civis, integram a Minusca, sigla internacional da operação. O objetivo prioritário da ONU no país é proteger a população e ajudar o governo do presidente Faustin Touadéra a restabelecer condições de segurança interna, comprometida pela coalizão das milícias muçulmanas Séleka.
Havia duas outras fortes opções, o Sudão do Sul e o Mali, na negociação que passa pela Secretaria-Geral da organização e pelo Conselho de Segurança, em Nova York. Segundo o Ministério da Defesa, ambas tiveram baixa aceitação, “por questões de logística e risco alto”. As conclusões são referenciadas pelo Projeto Seta, um estudo do MD que avalia por pontos específicos as implicações e demandas para o atendimento de cada provável local de participação.
O modelo da unidade brasileira será o mesmo adotado no Haiti. Terá o apoio de três diferentes tipos de blindados sobre rodas e veículos de transporte geral. O time vai incorporar duas novidades: equipes das Forças Especiais e elementos de Operações Psicológicas. Mais que isso: pela primeira vez desde a 2.ª Guerra, a Força Aérea terá aeronaves atuando em áreas de conflito.
Há dois meses em uma visita discreta, uma comissão do Sistema de Capacidades em Operações de Paz, agência da ONU para avaliação de tropas interessadas em integrar grupos de estabilização, esteve nas bases da FAB em Manaus e em Porto Velho.
O chefe do time, coronel Humauyn Chohan Zia, do Paquistão, considerou “bastante possível o emprego de meios aéreos do Brasil na África”.
Cinco aeronaves foram examinadas e selecionadas pelos avaliadores: dois A-29 Super Tucano de ataque leve, dois helicópteros multiúso H-60L Black Hawk e um cargueiro C-105 Amazonas. De acordo com Zia, o equipamento (veja o gráfico) poderá ser mobilizado para servir a mais de um grupo pacificador.
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Risco de fogo
As condições em que uma tropa brasileira entraria em confronto direto na África são bem definidas pela regra da incumbência da ONU. “Isso (o choque armado) só aconteceria em defesa própria, reagindo a uma agressão, ou na garantia dos objetivos do mandato”, disse ao Estado um oficial do corpo de fuzileiros da Marinha, veterano do Haiti. Para o militar, a hipótese clássica é a da retirada de civis que estejam sob ameaça rebelde em um vilarejo. Dependendo da situação, será preciso contar com cobertura aérea, fazendo a interdição de fogo, antes do pouso do helicóptero de resgate.
Interessa à política externa do Brasil continuar mantendo a presença nas missões da ONU. A embaixadora Maria Luisa Escorel de Moraes, Diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, destaca que esse envolvimento “reflete os princípios fundamentais da Constituição Federal, como a defesa da paz e a solução pacífica de controvérsias”.
A diplomata lembra que o País apoia as operações desde o início, em 1947, quando uma missão foi despachada para os Bálcãs. “Desde então o Brasil já participou de cerca de 50 tarefas ao redor do mundo”. Maria Luisa ressalta que, “ao participar, o País demonstra concretamente sua disposição e a capacidade de assumir maiores responsabilidades em relação à paz e a segurança internacionais”.
Para a embaixadora, a iniciativa “evidencia, como buscamos fazer nos 13 anos de engajamento no Haiti, a relevância de uma abordagem integrada para a solução das crises; um tratamento que não se limite a respostas puramente militares, mas também considere a interdependência entre segurança e desenvolvimento”.

Após 13 anos, Brasil deixa o Haiti

Na quinta-feira, cerimônia em Porto Príncipe encerrará as atividades das tropas chefiadas pelo País

Luciana Garbin

Chefiada há 13 anos pelo Brasil, a única missão de paz da ONU nas Américas começou com um telefonema. Em 2004, o chefe do Comando Sul dos EUA, general James Hill, ligou para o também general Francisco Roberto de Albuquerque, então chefe do Exército brasileiro. O americano queria saber se o Brasil tinha interesse em assumir o comando de uma missão de paz no Haiti. No país mais pobre do continente, já estavam marines americanos, tropas francesas e chilenas e helicópteros canadenses. 
Ao lado do general Albuquerque em Brasília, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira ouviu a conversa. “Eu chefiava o Centro de Comunicação Social do Exército e estava com o general Albuquerque, quando ele recebeu o telefonema. Indiscretamente, acabei ouvindo e, quando ele desligou, avisei: ‘General, sou voluntário’. Na época, tinha 30 e poucos anos de Forças Armadas, mas nunca tinha ido para uma operação real. Era como médico sem doente”, lembra o general Augusto Heleno.
Poucas semanas depois, ele se tornaria comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que na próxima quinta-feira encerrará suas ações operacionais com uma cerimônia em Porto Príncipe. A partir daí, a responsabilidade pelo controle do país passará à Polícia Nacional do Haiti.
Após ter seu nome anunciado no Alto Comando do Exército, o general foi indicado para o Ministério da Defesa e daí para a ONU. Enquanto isso, começava no Congresso a discussão se valia ou não enviar tropas para o Haiti. Encarada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva como chance de mostrar a capacidade do Brasil para se envolver em temas internacionais importantes, a participação do País na Minustah também ajudou a embalar a expectativa por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, que acabou não se concretizando.
“Meu tempo de preparação foi muito curto”, continua o general. “No início, foi penoso porque se conhecia pouco sobre a situação do Haiti. Era um país completamente estranho ao nosso dia a dia. Comecei a estudá-lo e a assistir à TV francesa, que fazia uma cobertura razoável.” Após uma sabatina na sede da ONU, em Nova York, ele voltou ao Brasil, arrumou as coisas e, uma semana depois, embarcou num voo da American Airlines. Chegou a Porto Príncipe em 29 de maio de 2004. “Ainda no avião, lembro que em nenhum momento pensei que estava no Caribe. Via áreas devastadas em termos de florestas, comunidades gigantescas e Porto Príncipe como uma cidade cinza. Mas já estava mais ou menos preparado: ninguém põe missão de paz num lugar sem problema.”
Aprovada no início para durar poucos meses, a participação brasileira na Minustah teve sua duração ampliada e suas estatísticas e ações infladas. Embora a segurança e a estabilização do Haiti fossem o mote, as Forças Armadas se dedicaram a várias ações sociais e de engenharia no país, incluindo atendimentos médico-odontológicos, distribuição de alimentos, pavimentação de ruas e abertura de poços.
Nos 13 anos de operações, 37.008 militares participaram da missão, a maioria do Exército. Um número bem maior que o do primeiro efetivo enviado em 2004, que somava 1,2 mil homens saídos da região gaúcha de São Leopoldo, onde, desde meados da década de 90, o Exército mantinha unidade preparada para atuar como tropa de paz, com integrantes treinados em Angola, Moçambique e Timor Leste.
O subtenente Fabiano Coradini Segatto, de 43 anos, foi um dos que participaram dessa primeira leva militar brasileira no Haiti. Desde 2002 no 19.º Batalhão de Infantaria Motorizado, ele passou seis meses na missão em 2004 e voltou novamente em 2015. “Como pessoa, essas experiências me fizeram amadurecer. Como militar, participar de uma missão de paz é uma forma de pôr em prática o que aprendemos nos treinamentos.”
É justamente a possibilidade de testar líderes e treinar milhares de militares em situação real que serve como justificativa para o montante de recursos gastos no Haiti – chamados no governo de investimentos. Entre 2004 e dezembro de 2016, o Brasil desembolsou cerca de R$ 2,5 bilhões com a Minustah, segundo dados disponíveis no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal.
Do total, R$ 930 milhões foram reembolsados pela ONU, de acordo com o Ministério da Defesa. As despesas variaram de ano para ano. Em 2004, foram cerca de R$ 148 milhões (com R$ 14,9 milhões reembolsados). Em 2010, ano em que um forte terremoto matou cerca de 300 mil pessoas no país, o montante atingiu R$ 673,8 milhões – a ONU devolveu R$ 159,2 milhões.
Militares que participaram da missão também destacam que o País ganhou pontos nas Nações Unidas pelo trabalho realizado. “O Brasil firmou um conceito pela capacidade de adaptação e de viver com alma uma missão numa realidade muito dura. Nunca vi pobreza como no Haiti. Até soldados de comunidades do Rio de Janeiro se chocavam com o que encontraram”, lembra o general Augusto Heleno. “Mas os brasileiros têm uma facilidade de relacionamento que ajuda muito. É o que os haitianos chamam de bon bagay, algo como boa gente, em crioulo.”
Depois de arrumar as mochilas e acondicionar em contêineres os blindados, armamentos e objetos que serão trazidos de volta, os militares de Rio, São Paulo e Caçapava, que formam o último contingente no Caribe, embarcarão para casa. As viagens serão feitas entre 10 e 17 de setembro. Em 15 de outubro, a base usada pelo País será oficialmente entregue à ONU.
Dos 21 contingentes de diferentes nacionalidades que chegaram a ser chefiados pelo Brasil, apenas dois permaneciam no Haiti até quinta-feira: o do Paraguai e o de Bangladesh. “As tropas que permanecerem (a partir de sexta-feira) estarão amparadas para usar a força, caso necessário, apenas para autodefesa e segurança das instalações da base e dos materiais a serem repatriados”, informou o Exército.
A Minustah é a quinta missão de paz no Haiti desde 1993. Para evitar que o fim dela mergulhe o país novamente na instabilidade, a ONU deve instituir uma nova missão por pelo menos mais seis meses. Com ajuda do Brasil, também está sendo feito um manual sobre emprego de tropas de engenharia.
“Nós nos tornamos referência”, diz o coronel de Engenharia do Exército Mário Pedroza da Silveira Pinheiro, que permaneceu no Haiti de maio de 2004 a maio de 2005. “Acho que a missão já se esgotou, cumpriu todas suas etapas”, afirma o general Heleno. Se ele se arrepende de ter se oferecido para chefiar as tropas em 2004? “De maneira nenhuma. Eu seria voluntário hoje para qualquer outra missão.”
DEPOIMENTOS
UPP Carioca. "A pacificação de Bel Air foi uma das prioridades imediatas. Era uma comunidade de casas velhas e deterioradas que antigamente tinha sido um bairro de classe média e ficava ao lado da área do palácio presidencial e de vários ministérios. A cada tiro que saía de lá, ligava uma autoridade para pedir ajuda. E tinha tiroteio de dois em dois dias. Um dia, um comandante do destacamento brasileiro veio com a ideia de pôr uma companhia de infantaria num quartel abandonado dentro de Bel Air. O prédio estava todo arrebentado, mas conseguiram recuperá-lo e instalaram ali um posto. Isso mudou totalmente nossa condição, pois passamos a atuar de cima para baixo e muito mais rápido. Quando tinha algum problema, já estávamos lá dentro. Depois, ativamos postos de saúde, pusemos médicos brasileiros lá dentro, melhoramos o colégio. E fomos ganhando a população. Haitianos passaram a ir de madrugada passar informações sobre bandidos. Isso ajudou muito na pacificação e foi o embrião das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro.” GENERAL AUGUSTO HELENO PEREIRA
Macarrão instantâneo. “Como não sabia o que ia encontrar no Haiti, levei muita sopa em pó e macarrão instantâneo. Durante muito tempo, comi Miojo com parmesão que cozinhava num fogão de duas bocas de um posto de comando que caiu no terremoto. Depois, me falaram de restaurantes e ia quando a situação estava calma. Sempre sem segurança. A melhor propaganda da missão era o comandante andar sem segurança. Fiz muito isso.”
GENERAL AUGUSTO HELENO PEREIRA
Fogueiras. “Em Cité Soleil não se entrava sem carro de combate. Era um bairro tomado por gangues, com toque de recolher, onde éramos recebidos a tiros. As pessoas faziam fogueiras para impedir a circulação dos blindados e eles ficavam com a pintura chamuscada ao passar sobre o fogo. Fazíamos várias reuniões com líderes comunitários. Quando passamos o trabalho ao contingente seguinte, já havia patrulhamento na comunidade.”
SUBTENENTE FABIANO SEGATTO
Lasanha. “Estávamos num evento com integrantes do contingente da Jordânia e o comandante mandou fazer uma lasanha só com queijo, porque muçulmanos não comem carne de porco. Mas o cozinheiro achou muito sem graça e quis incrementar com presunto. Apesar do pedido de desculpas, os jordanianos se ofenderam, acharam um constrangimento e foram embora. O cozinheiro foi punido, tomou cadeia.”
CORONEL MÁRIO PEDROZA PINHEIRO

REVISTA ISTO É


"Não acabaremos com o crime da noite para o dia no Rio"


Germano Oliveira

Ele já foi comunista de carteirinha (membro do PCB, o famoso “partidão”) e adversário ferrenho dos militares que deram um golpe em 1964 exatamente para conter o avanço dos comunistas. Hoje, Raul Jungmann, de 65 anos, é o ministro da Defesa, que comanda os militares das três forças (Marinha, Exército e Aeronáutica). E lidera as casernas com o aval dos chefes do Estado Maior. “Eu cheguei ao cargo por sugestão dos militares, acatada pelo presidente Temer”. E é com esse respaldo que o pernambucano Jungmann, deputado federal por três mandatos pelo PPS e que foi ministro do Desenvolvimento Agrário de Fernando Henrique Cardoso, está à frente da Operação Rio, com o uso ostensivo de tropas das Forças Armadas para o combate ao crime organizado que tomou conta da rotina dos moradores da cidade. “Não vamos acabar com o crime da noite para o dia, mas vamos fustigá-lo. Não haverá trégua”, disse o ministro em entrevista à ISTOÉ. Para ele, o crime está incrustado no Rio e o tráfico já domina 850 comunidades cariocas.
Qual o balanço que o senhor faz da atuação das Forças Armadas no Rio? Com as tropas do Exército nas ruas a violência diminuiu?
As Forças Armadas estão no Rio para apoio às forças de segurança estadual. Não participam diretamente do confronto e nem ocupam comunidades. Dão apoio na área de inteligência e logística. Não se concebeu acabar com o crime da noite para o dia, mas fustigá-lo de forma contínua até atingir a sua capacidade de operação. Não haverá trégua. As operações irão até o final deste governo por decisão do presidente Temer.
Não é a primeira vez que tropas federais precisam socorrer o Rio. O senhor acha que a cidade precisa de forças do Exército permanentes?
Definitivamente, não. Por isso mudamos em relação às operações anteriores que se limitavam ao poder dissuasório com as tropas federais nas ruas. Equivalia a dar férias aos bandidos: tão logo as Forças Armadas deixavam as ruas, eles reapareciam e retomavam as atividades. Dessa vez a ação é continuada, sempre com o fator surpresa e a partir de um trabalho de inteligência.
Apesar dos tanques nas ruas, os criminosos continuam agindo. Os senhor acha que os traficantes perderam o medo das forças militares?
Como já disse, tanques e tropas nas ruas, crime de férias, o que dá uma sensação passageira de segurança. Portanto, não se trata de o crime perder o medo das Forças Armadas ou não. O crime organizado com base no tráfico de armas, drogas – e até de pessoas – ganhou dimensão transnacional. Quando chega nesse estágio, ele desafia o Estado. É disso que se trata no Brasil, de forma mais aguda no Rio, porque lá o conjunto da obra produziu um quadro de falência fiscal, com o crime incrustado no Estado, capturando instituições. É o estado paralelo. Demarcaram territórios. São quase 850 comunidades sob o controle do tráfico.
Parece que o problema é uma deficiência na legislação que não permite que o Exército suba morros e prenda traficantes. O senhor acha que o Exército precisa ter papel de polícia?
Não. As Forças Armadas não podem, nem devem substituir as polícias. Seria um desastre. Elas não são formadas nem treinadas para uma atuação policial. Agem com base na Garantia da Ordem e da Lei, no plano interno, sempre por convocação de um estado da federação, como determina a Constituição. Para dizer a verdade, fazem por submissão constitucional, mas não se sentem confortáveis nessa função, e eu concordo inteiramente com elas. A dificuldade jurídica maior é a desproteção do soldado submetido à justiça comum em caso de incidentes que o tornem suspeito de erro. Pretendemos que ele seja submetido à justiça militar. Na justiça comum ele pode levar até uma década para ter seu julgamento. A justiça militar é mais ágil.
Que a polícia carioca é corrupta todos sabem, mas como o senhor vê o papel de soldados do Exército vazando informações sobre operações aos traficantes?
Não se pode estender a toda a polícia do Rio esse diagnóstico. Em todas as corporações há problemas. Podemos admitir que lá ele possa ter ganho dimensão grave, mas a própria operação continuada vai ajudar a separar o joio do trigo. Quanto ao vazamento detectado, vale dizer que o lado positivo foi justamente a identificação do soldado, sua entrega à polícia estadual e sua prisão. A inteligência funcionou. É de se lamentar. Afinal, um dos problemas que dificultam o combate ao crime é justamente sua infiltração.
O senhor disse que cada operação chega a custar R$ 1,8 milhão. Não é muito dinheiro para se fazer operações que normalmente terminam com a apreensão de um ou dois fuzis?
Claro que há um custo alto, mas ele não pode ser avaliado pelos armamentos recolhidos em cada operação. Aliás, o metro de avaliação escolhido pela mídia carioca é a apreensão de fuzis. Bandidos presos, são mais de 60, drogas etc, não vale. Há outros resultados importantes, como prisões que ajudam à coleta de mais informações. A coleta de fuzis é consequência. O crime organizado perdeu a tranquilidade dos santuários. Na comunidade do Caramujo em Niterói, por exemplo, dentre outras, a polícia sozinha não entrava lá e nós entramos.
Como o senhor vê o fechamento de escolas no Rio durante a realização de operações em favelas?
O fechamento de escolas no Rio antecede as operações em curso hoje no Estado. Estas começaram em 29 de julho, mas já em maio a mídia noticiava que mais de três mil estudantes estavam sem aulas por conta da guerra entre facções por disputa de territórios. É o retrato mais nítido de como o crime subtrai às comunidades dominadas pelo tráfico. Infelizmente, a polícia não escolhe onde vai enfrentar o crime. Este sim é que leva ao medo e ao fechamento das escolas.
Por que o Rio chegou a esse estágio de descontrole?
O Rio chegou a esse ponto por subestimar o poder de articulação e conivência com o tráfico que infiltrou-se no Estado e demarcou territórios, até eleitorais. Ou seja, em determinadas áreas só é candidato quem eles permitem. Foi uma construção lenta e corrosiva. Múltiplos fatores contruibuíram nesse processo. Mas a captura das instituições do estado pelo crime e pela corrupção, associada ou não, foi decisiva.
Sabemos, também, que as armas vem do Paraguai. Não é possível acabar com o fluxo de armamentos para o crime organizado?
Temos fronteiras extensas, de quase 18 mil quilômetros. Não foi possível, até agora, manter tropas nessa magnitude. E, ressalte-se, as Forças Armadas atuam na fronteira subdisiariamente à Polícia Federal e demais órgãos. Agora estamos em alta tecnologia, desde corredores eletrônicos para aviões, que são obrigados a voar nele, onde podem ser escoltados até a pista ou, no limite, serem abatidos. Recentemente foi pego um com 600 quilos de cocaína.
Como está a crise na fronteira do Brasil com a Venezuela? O Brasil pode aumentar o efetivo na região para impedir uma entrada em massa de venezuelanos?
Com relação à Venezuela, nossa preocupação nesse momento é com os 17 mil brasileiros lá residentes e os refugiados. Quanto aos refugiados, já há um contingente no país, mas a previsão é de que se amplie. Na esfera política, minha avaliação é que nosso vizinho já é uma ditadura e caminha para uma situação crítica com a usurpação de toda e qualquer instituição democrática e repressão da oposição.
O Exército vem reclamando da falta de verbas para tocar projetos e melhorar o preparo dos soldados na caserna. Está havendo contingenciamento de verbas para as Forças Armadas?
Houve um contingenciamento de R$ 4,5 bilhões. Contingenciamento geralmente recai sobre as despesas de investimento. Então, até aqui não foi atingida a capacidade operacional, mas estamos no limite.
Como o senhor vê o clima entre os oficiais nas Forças Armadas em função da crise política? Eles acham que os políticos estão levando o País a uma crise institucional?
As Forças Armadas são hoje um ativo democrático do país. Extremamente profissionalizadas e disciplinadas. Tenho sempre respondido a esse tipo de pergunta da seguinte forma: para as Forças Armadas, tudo dentro da Constituição; nada fora da Constituição.
O senhor acha que o pior da crise política já passou, sobretudo depois que o presidente Temer afastou a possibilidade de ser processado pelo STF?
A crise política é da própria política, não é determinada pelo presidente Temer. Há uma transição no país, que passa por uma assepsia de costumes e práticas que durante muito tempo foram tolerados. Claro, esse governo navega em mar turbulento, mas consequência de todo um processo histórico. Vale lembrar que o Congresso, constitucionalmente, é juiz da admissibilidade do processo. E decidiu que a investigação não deve interromper o mandato. Depois disso, é com o STF. Acho que nesse sentido, o pior já passou.
O senhor acredita que o governo ainda vai conseguir aprovar as reformas importantes que ainda faltam, como a da Previdência?
Espero que o governo consiga aprovar a reforma da Previdência. Ela é inevitável, então quanto antes, melhor.
Como o senhor avalia a avalanche de denúncias de corrupção no País e os efeitos delas perante o eleitor?
A assepsia vivida pelo país é positiva. A classe política sofre as consequências, mas não só ela. Muitos outros segmentos têm sido alvos de investigações, o que é, repito, positivo. O país sairá dessa etapa melhor. O descrédito, infelizmente, existe, mas é a classe política que terá de encontrar a saída, a renovação, a mudança de cultura, enfim a conciliação com os novos tempos.
Seu partido, o PPS, deixou de apoiar o governo, mas o senhor continua no Ministério. O senhor acha que o PPS precipitou-se ao romper com o governo Temer?
O Ministério da Defesa é um ministério de Estado, que passa ao largo do teatro político. Eu cheguei a ele por sugestão dos militares, acatada pelo presidente Temer. Não foi uma indicação partidária. Não me consta que o PPS tenha rompido, mas talvez tenha se precipitado ao deixar o governo.

PORTAL G-1


Incêndio destrói parte do observatório do DCTA em São José dos Campos

Chamas começaram na cúpula e parte do prédio ficou destruída.

ImagemUm incêndio destruiu parte do prédio do observatório astronômico do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica em São José dos Campos nesta quinta-feira (25).
Segundo os bombeiros, eles foram acionados por volta das 14h30 para conter as chamas que teriam começado na cúpula do prédio. Eles conseguiram combater o fogo, mas boa parte do local foi consumido. Ninguém ficou ferido.
O prédio fica dentro do Centro de Tecnologia Aeronáutica (CTA), no Jardim da Granja. Ele abriga telescópios para observações abertas ao público. No entanto, o espaço estava fechado ao público para uma manutenção, segundo o DCTA. Funcionários relatam que o espaço está em reforma há cerca de 30 dias e a estimativa era de que os trabalhos seguissem por mais cerca de 15 dias.
Por nota, o DCTA informou que o incêndio danificou parte da cúpula e que as causas das chamas serão apuradas.


Técnicos ouvem testemunha e fazem perícia da queda de ultraleve em Palmas

Piloto segue internado e ainda não foi ouvido sobre o caso. Material recolhido no local do acidente foi levado para Brasília.

Os técnicos da Aeronáutica que vieram a Palmas investigar a queda de um ultraleve na zona rural da capital já realizaram a perícia e ouviram uma pessoa que presenciou o acidente do último domingo (2). A informação foi confirmada pelo Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), responsável por apurar o caso.
A Aeronáutica destacou que a pessoa ouvida se apresentou voluntariamente para ajudar nas investigações. Os técnicos levaram o material recolhido no local do acidente para Brasília nesta quinta-feira (24). O piloto segue internado e ainda não pode ser entrevistado sobre o caso. A investigação não tem um prazo para terminar e só deve continuar após os especialistas analisarem tudo o que foi recolhido em Palmas.
O acidente aconteceu no último domingo (20) e matou o advogado José Simone Nastari, de 63 anos. Testemunhas contaram que a aeronave havia acabado de decolar e caiu a cerca de 100 metros de uma pista particular. Um vídeo gravado em um celular por Elisa Bonfim registrou o momento do acidente.
Após a queda, segundo a Polícia Militar, o piloto Paulo Sérgio de Sousa conseguiu se arrastar para fora do ultraleve. O advogado ficou preso às ferragens e foi carbonizado pelas chamas. O aeródromo de onde o ultraleve decolou foi excluído do cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A exclusão ocorreu em março deste ano porque o local não tinha um plano de "zona de proteção", segundo a agência.


Marinha do Brasil bloqueia trecho do litoral de SP para a destruição de cilindros com gases tóxicos no mar

Balsa com os compartimentos foi fundeada a mais de 140 quilômetros da orla de Santos, no litoral paulista.

Até o dia 21 de setembro, nenhuma embarcação sem prévia autorização da Marinha do Brasil pode se aproximar de uma região marítima a 140 quilômetros da orla de Santos, no litoral de São Paulo. No local, está fundeada a balsa com 115 cilindros com gases tóxicos e inflamáveis que serão destruídos nas próximas semanas.
Os compartimentos foram retirados do Porto de Santos sob um esquema especial de segurança, na quinta-feira (24). Um comboio com 13 embarcações participou da operação, que demorou quase um dia para chegar ao ponto, a aproximadamente 90 quilômetros distante do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS).
Uma restrição, que passou a vigorar desde a manhã desta sexta-feira (25), quando a balsa com os cilindros foi fundeada, estabelece 92 quilômetros (50 milhas) de raio de segurança no mar, impedindo qualquer embarcação de navegar na região. A Marinha do Brasil emitiu um alerta aos navegantes para evitar acidentes.
A Aeronáutica também monitora a área, conforme informações apuradas com as equipes que participam da operação. Por meio de nota, o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) informou que, até esta sexta-feira, não havia qualquer bloqueio no espaço aéreo na região do litoral paulista.
Às 11h30 desta sexta-feira, o comboio com as embarcações chegou à área onde os gases serão queimados, conforme informações apuradas pelo G1. As autoridades ambiental, marítima e portuária afirmam que não houve qualquer incidente durante a navegação, e que o cronograma segue o estabelecido.
Uma base remota instalada na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apoia os 40 homens que estão em alto-mar para a operação de destruição. Neste fim de semana, eles serão submetidos a um treinamento de emergência para prepará-los para qualquer eventualidade durante a operação.
Cilindros
A existência dos cilindros de 20 anos foi revelada depois que a Codesp solicitou autorização ao Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guarujá para queimar os gases na cidade, dentro da Base Aérea. O pedido foi negado, e o Ministério Público solicitou que a estatal apresentasse um novo plano.
A solução apresentada pela Codesp, em acordo com órgãos ambientais federais e as Forças Armadas, foi a de destruí-los em alto-mar. O planejamento da operação ocorreu durante dois meses e foi executada na manhã de quinta-feira. O cais santista foi bloqueado na ocasião.
Pelo armazenamento irregular e pelo vazamento de gases durante o manuseio dos cilindros durante a troca de armazéns, a pedido do Corpo de Bombeiros, a Codesp foi multada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em duas ocasiões, em R$ 50 mil e em R$ 500 mil.

PORTAL BRASIL


Programa das Forças Armadas qualifica cerca de 200 mil recrutas

Iniciativa do Ministério da Defesa tem o objetivo de reduzir o risco social dos jovens de baixa renda que prestam o serviço militar

Nem só de rotinas rígidas vivem os soldados das Forças Armadas. Além de ter de cumprir com suas obrigações militares no quartel, os recrutas também têm a oportunidade de se capacitar profissionalmente. Isso é possível por meio do Projeto Soldado Cidadão, iniciativa do Ministério da Defesa que, entre 2004 e 2016, habilitou 223.492 jovens.
A iniciativa é colocada em prática com a ajuda da Marinha, Exército e Aeronáutica. Cada Organização Militar prepara os procedimentos para inscrição e matrícula dos militares. A seleção leva em consideração dois critérios: recrutas incorporados que apresentem carência social e menor grau de escolaridade; militares do Núcleo Base (pessoal que permanece na Força após a prestação do serviço militar obrigatório) no último ano de incorporação.
Segundo o Ministério da Defesa, esses critérios têm como objetivo “reduzir o risco social dos jovens de baixa renda que prestam o serviço militar inicial já que, quando alguns dão baixa, podem ser cooptados pelo crime organizado devido ao seu treinamento militar e manejo com arma”.
As aulas são presenciais e ministradas por instituições reconhecidas nacional ou regionalmente. Além da capacitação profissional, são ministrados módulos de cidadania e empreendedorismo.
Os cursos têm carga horária mínima de 160 horas e são oferecidos em diversas áreas como: Telecomunicações; Automobilística; Alimentícia; Construção Civil; Artes Gráficas; Confecção; Têxtil; Eletricidade; Comércio; Comunicação; Conservação e Zeladoria; Informática; Atividades Rurais; Saúde; e Lazer e Desenvolvimento Social.
Dia do Soldado
Nesta sexta-feira (25) é comemorado o Dia do Soldado. A data é lembrada desde 1923, quando foi celebrado dos 120 anos de nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro.
Primeira graduação do Exército, o soldado é considerado a essência da Força Terrestre. Nos quartéis, esses militares passam por treinamentos para aprenderem a manusear armamentos tais como fuzil, pistola, metralhadora, morteiro e canhão. Eles também recebem instrução de lutas e de como atuar em operações militares diversas.

OUTRAS MÍDIAS


SÓ NOTÍCIAS (MT)


Comando da Aeronáutica confirma vistoria para homologação de equipamento no aeroporto de Sinop

O Comando da Aeronáutica, vinculado ao Ministério da Defesa, confirmou para o próximo mês a vistoria de homologação técnico-operacional da Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo (EPTA). O ofício assinado pelo chefe de divisão de operações, tenente coronel aviador Sérgio Roberto Rodrigues Silva, foi encaminhado à prefeita Rosana Martinelli (PR), esta semana.
Conforme o documento, o Cindacta IV, de Manaus, irá enviar uma equipe técnica formada por cinco militares que farão a vistoria técnico-operacional na EPTA categoria “A”, entre os dias 5 e 7 de setembro, no Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo.
“Esse é mais um marco desse nosso empenho em melhorar as condições de pousos e decolagens em nosso aeroporto. Estamos felizes por essa notícia de que será feita a vistoria técnica e vamos continuar trabalhando, porque essa é uma primeira etapa, também temos as ações e todo um esforço coletivo envolvendo também as entidades para a certificação IFR”, explicou a secretária municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Ivete Mallmann.
Além da EPTA e dos PAPI’s (Indicador de Precisão de Trajetória de Aproximação), a Prefeitura tem trabalhado nas etapas de certificação, começando pelo desenvolvimento da RNAV (Area Navigation), que é um método de navegação que aperfeiçoa a operação de aeronaves em condições de baixa visibilidade.
O RNAV funciona como uma carta de voo com uma rota de aproximação do aeroporto traçada, lida com sinal de GPS, que guia o piloto para o procedimento de pouso em condições pouco favoráveis. "Esse procedimento é importante, porque facilitará e dará segurança aos pilotos no momento do pouso, sendo um componente da certificação IFR", explicou Ivete.
Todas as ações envolvendo o aeroporto municipal foram desenvolvidas em conjunto com as União das Entidades de Sinop (Unesin – formada por 25 entidades). Uma comissão com cinco representantes acompanha todo o processo, por meio da consultoria da empresa Phenix AirPort Management, representada pelo Comandante Hammer, contratada pelas entidades, e que faz os trabalhos de assessoria e consultoria.
As informações são da assessoria.

PORTAL MEON (SP)


Incêndio danifica parte do observatório astronômico do CTA

Prédio passava por reforma no momento do incêndio
Um incêndio destruiu parte da cúpula do observatório do Dcta (Departamento de Ciências e Tecnologia da Aeronáutica). O fogo ocorreu nesta quinta-feira (24), por volta das 14h, em São José dos Campos. Ninguém ficou ferido.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a causa do incêndio ainda não foi descoberta. O prédio passava por reformas e o material que revestia a cúpula era inflamável.
De acordo com os funcionários do instituto, o fogo não teve grandes proporções, pois o prédio estava fechado para reformas há cerca de um mês. Eles suspeitam que durante a aplicação de fogo em uma manta asfáltica para a impermeabilização da laje, tenha inciado o incêndio, que acabou se alastrando pela cúpula.
O prédio, que abriga o telescópio do CTA (Centro de Tecnologia Aeronáutica), estava passando por reformas de reestruturação. O observatório era aberto à visitação pública
Em nota o DCTA afirma
"Na quinta-feira (24/08) um incêndio danificou parte da cúpula do Observatório Astronômico do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), localizado na área do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). O incêndio foi imediatamente controlado pelos bombeiros e as causas serão apuradas. Houve apenas danos materiais. O local passava por manutenção predial e estava fechado ao público."



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