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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 03/07/2017 / SGDC - Satélite opera parcialmente


SGDC - Satélite opera parcialmente ...  


Lançado em 4 de maio, o primeiro satélite brasileiro está no espaço, em testes, há dois meses, depois de investimentos de R$ 2,8 bilhões. Apesar de a consulta pública para definir os critérios de comercialização da banda Ka, de internet rápida, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) ter sido aberta em 23 de fevereiro, o edital, anunciado quinta-feira passada, será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU). Além da banda Ka, o SGDC oferece a banda X, de uso exclusivo militar.

Enquanto esteve em construção, o edital recebeu 250 contribuições, explica o presidente da Telebras, Antonio Loss. Segundo ele, o satélite e os equipamentos de controle custaram R$ 1,1 bilhão, mas o orçamento total do projeto, de R$ 2,8 bilhões, considerou o seguro do lançamento, as estações de controle e de acesso e as obras de infraestrutura, que atenderão os futuros satélites brasileiros no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

“O satélite foi lançado em maio e passa pela fase de testes em órbita e conectividade à rede da Telebras, como qualquer outro projeto satelital. Os 30% destinados ao uso militar, relativos a banda X, já estão sendo entregues. A parte da banda Ka, de internet, conseguiremos entregar 50% até setembro. Em 2018, todo o território nacional terá cobertura”, garante.

Conforme o Ministério da Defesa, os prazos estão dentro do esperado, “incluindo a passagem do gerenciamento e utilização dos transponders (equipamentos de recepção e retransmissão dos sinais de comunicações do satélite) para os operadores da Defesa”. A pasta explica que, com o SGDC, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite, não tendo mais a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que gera economia aos cofres públicos.

Após a fase de testes, o satélite oferecerá imediatamente toda a capacidade da banda X. Isso porque a rede militar já se encontra em uso há vários anos, utilizando banda de outros satélites. A frequência civil só estará disponível após a conclusão de cada estação de acesso.

O presidente da Telebras destaca que há R$ 450 milhões em investimentos nas cinco estações terrestres que farão o tráfego de dados — Brasília, Rio, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). “Todos os contratos administrativos, na ordem de 18 contratos, licitados e assinados na nova gestão, já estão em execução, e os processos licitatórios restantes, de apoio aos serviços a serem prestados, na ordem de 14 processos, estão em fase final de execução. As estações de acesso do satélite estão previstas para estar disponibilizadas a partir de agosto”, assegura.

O plano de negócios do SGDC prevê que após a disponibilização dos investimentos iniciais, a Telebras possa contribuir com orçamento próprio. Isso porque vai rentabilizar o satélite, comercializando a banda Ka, com a “cessão da capacidade satelital às empresas interessadas”.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite fica a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobre todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico e tem capacidade de operação por até 18 anos. Enquanto o SGDC não opera, o Brasil utiliza satélites de empresas privadas, como StarOne, Intelsat, Eutelsat, Telesat.

Para o presidente da consultoria Interb, Cláudio Frischtak, o satélite é vital para cumprir o Plano Nacional de Banda Larga, cujo conceito é bom, mas difícil de sair do papel. Isso só pode chegar por dois caminhos: fibra ótica, que continua sendo mais barata, ou via satélite. “Tipicamente mais cara, a tecnologia funciona em áreas remotas. Nesse contexto, o governo estabeleceu metas de ampliação da banda larga, contando com o SGDC. E reviveu a Telebras com essa meta.” (SK)

Preço indefinido
O preço com que este serviço vai chegar na ponta, no entanto, ainda não é certo. O presidente da Telebras diz que a tecnologia do SGDC é de baixo custo na comparação com os demais satélites, porque a banda Ka permite antenas pequenas. Mas ainda assim a internet via satélite não terá como competir com a fornecida em rede. “Vai ficar entre os dois extremos. O grande diferencial, na verdade, é cobrir 100% do território nacional, o que trará muitos benefícios para diversas áreas”, assinala.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


O descaso pela defesa


Mario Cesar Flores

Defesa nacional é problema em todo o mundo, em versões que dependem das circunstâncias de cada país e da inserção do país na sua região e no mundo. Não vai bem no Brasil: cultivamos um senso difuso de imunidade às – e de desinteresse pelas – turbulências mundo afora e dedicamos pouca ou nenhuma atenção à defesa.
Além de coerente com nossa propensão ao desapreço pelo que transcende o dia a dia, essa frivolidade é estimulada pela ausência de ameaça clássica e pelo não envolvimento do Brasil em guerra que afetasse sensivelmente a sociedade, desde a Guerra do Paraguai. No mundo político, também porque o assunto não tem apelo eleitoral. E o passado autoritário ainda induz em segmentos intelectuais e das artes alguma relutância por assunto que exija participação militar relevante. É a essa insensibilidade cultural que me refiro como o descaso (político e societário) pela defesa.
Manifestações emblemáticas do descaso: a ideia generalizada de que defesa é assunto de competência essencialmente (ou até exclusivamente) militar – um equívoco grave, porque em qualquer país a responsabilidade pela defesa se estende a todos os setores da vida nacional; e a tendência a confundir defesa nacional com segurança pública, com o Exército nas ruas e favelas do Rio de Janeiro como rotina, e não apenas em situações excepcionais. O clima de insegurança pública que vivemos explica ser visto com simpatia “o Exército nas ruas”, mas a confusão entre defesa nacional e segurança pública deveria preocupar quem tem condições para – e/ou deve – pensar o futuro do País e do País no mundo.
Uma terceira manifestação, influente no preparo das Forças Armadas: o desinteresse das elites e, é claro, do povo (este até compreensível) pelas atribulações do confronto entre a verdade fiscal e os recursos para a defesa. Confronto que se estende no mundo por todo o espectro das responsabilidades do poder público e, no tocante à defesa, até em países onde ela é preocupação protagônica. Vale a pena desenvolver o tema, que reflete a extravasão da apatia da sociedade civil ao cenário institucional.
O Brasil está inserido nessa realidade: países democráticos, em desenvolvimento dependente de investimentos públicos vultosos e com alta carga social são compulsados à parcimônia na defesa. Dispêndio elevado, sem riqueza compatível e com povo mal atendido, só com totalitarismo (Coreia do Norte) ou sob ameaça que exija o sacrifício. Nosso preparo militar deve, portanto, ser conduzido responsavelmente nos limites das possibilidades fiscais. Mas é também sensato e até imperativo não abdicar irresponsavelmente à indiferença política e societária.Em países política e socialmente bem estruturados o Congresso, a burocracia pública e instituições de estudos políticos e estratégicos manifestam interesse pelo que fundamenta os projetos do Ministério da Defesa (das Forças) e pelo significado do não atendimento das pretensões orçamentárias que os atenderiam. No Brasil esse assunto tramita insensível à lógica que baliza o preparo militar. Nossas Comissões de Política Externa e Defesa do Congresso analisam, sancionam ou criticam o mérito objetivo dos projetos do Ministério da Defesa e das Forças? No sentido inverso: ao esboçarem seus projetos, o Ministério da Defesa e as Forças consideram as perspectivas e os cuidados políticos relacionados com a defesa? Conviria que os considerassem, mas para isso seria necessário que fossem expressos... E a mídia não ajuda: aborda questões como aposentadoria e previdência dos militares e os militares na ordem interna, mas o mérito estratégico do preparo das Forças é ignorado.
A solução do dilema “necessidades criteriosamente ponderadas x possibilidades realistas” seria facilitada se Executivo e Congresso compartilhassem os fundamentos de uma visão comum sobre preocupações de segurança, atuais e projetadas no futuro. Melhor ainda se opiniões expressivas do pensamento brasileiro as endossassem. Ter-se-ia assim um esboço de balizamento nacional para a política de defesa e para seus complementos – a definição de prioridades e a adequação possível do orçamento da Defesa. Isso não vem tendo trânsito tranquilo e nossas elites (no caso, em realce a política) nem sequer se dão conta dessa lacuna. Muito menos o povo.
O Brasil está vivendo restrições inerentes à economia em crise e a defesa nacional não poderia ser exceção. Isso é importante, mas não é tudo. Não haverá solução consistente e à altura do potencial brasileiro sem a redução – o ideal seria o fim – do descaso cultural pela defesa, banalizada pela presunção abstrata de que estamos imunes às atribulações do mundo integrado e complicado e de que nosso problema se limita à segurança e à ordem internas. Não existe no mundo país democrático onde essa questão tenha sido bem resolvida sem o apoio consensual político e da sociedade.
Concepções culturais não mudam de um dia pra o outro e a resistência à mudança é maior quando se trata de concepção que corresponde ao ânimo social despreocupado com o maior prazo e/ou ao desinteresse do povo despreparado para o trato do maior prazo e de assuntos complexos. Por seu lado, nossas lideranças políticas não aparentam pretender uma mudança para melhor. Nelas já é rotina tradicional a desatenção à defesa e mais ainda na convulsão dramática que estamos vivendo. A prioridade nacional hoje é dar solução ao nosso trágico imbróglio político e econômico, mas a revisão ponderada, sem arroubos de euforia irrealista, do descaso pela defesa precisa ao menos começar, se quisermos acrescentar alguma dimensão político-estratégica às nossas dimensões geográfica, econômica e demográfica. O credenciamento à participação na ordem do século 21 será mais incisivo – e com ele à condição insistentemente aventada, de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

TV GLOBO - FANTÁSTICO


Imagens exclusivas mostram caça da FAB atirando contra avião suspeito

O piloto desobedeceu todas as ordens para pousar e sofreu as consequências. É o que a Força Aérea Brasileira chama de "tiro de detenção".

Imagem obtida com exclusividade pelo Fantástico, gravada pela câmera a bordo de um caça da Força Aérea Brasileira (FAB), mostra a única vez que um caça militar brasileiro atirou contra outro avião em defesa do espaço aéreo. O caça da FAB intercepta um avião que vinha do Paraguai e entrou no espaço aéreo do Brasil sem autorização. O piloto desobedeceu todas as ordens para pousar e sofreu as consequências.
É o que a FAB chama de "tiro de detenção". O objetivo é avariar o avião suspeito para que ele não consiga mais voar e pouse no aeroporto mais próximo. Nesse caso, que aconteceu em 2015, o avião conseguiu escapar e voltou para o espaço aéreo paraguaio, e a FAB teve que interromper a perseguição.
No dia seguinte, no aerodromo de Paranavaí, perto da fronteira com o Paraguai, a polícia encontrou o monomotor, crivado de balas. O avião só tinha o banco do piloto. De acordo com a polícia, para liberar espaço para o transporte de drogas.
Assista à reportagem completa pelo link: https://globoplay.globo.com/v/5980541/

PORTAL UOL


RJ: Polícia confirma que corpo achado carbonizado em pneus é de farmacêutica


Marcela Lemos

O corpo encontrado carbonizado dentro de pneus no último dia 23 de junho em Vassouras, interior do Estado do Rio de Janeiro, é da farmacêutica e empresária Nathalie Rios, 37, que estava desaparecida. A confirmação ocorreu por meio da prótese mamária usada pela vítima e de quatro dentes encontrados no local do crime, apesar de o assassino ter arrancado a arcada dentária para dificultar a identificação do corpo.
Um dos suspeitos pela morte de Nathalie, o ex-namorado dela, Thiago Medeiros, 33, está preso. Segundo a polícia, ele foi a última pessoa a ter contato com a farmacêutica antes de seu desaparecimento. Ela estava grávida de três meses. Seu corpo foi encontrado a 15 minutos do local onde mora a família do acusado.
De acordo com a delegada Ellen Souto, da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), do Rio, as evidências encontradas na cena do crime já indicavam que o corpo era de Nathalie.
"Os brincos e parte de um suéter que a vítima usava quando foi vista pela última vez também estavam no local onde o corpo foi encontrado. No entanto, precisávamos dessa confirmação pelos nossos laboratórios forenses", disse a delegada neste domingo (2).
Thiago está preso preventivamente no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. A polícia não descarta o envolvimento de uma segunda pessoa no assassinato da farmacêutica.
De acordo com as investigações, Nathalie foi assassinada porque Thiago rejeitava a gravidez da ex-namorada. Ele estava noivo de uma médica, com quem morava há dois anos.
Segundo a polícia, o casal se conheceu em 2008, quando os dois entraram para Aeronáutica. O relacionamento terminou em 2011. No entanto, Nathalie e Thiago voltaram a se relacionar recentemente. Quando soube da gravidez, o dentista teria pedido a Nathalie que fizesse um aborto. Porém, ela se recusou.
Dias antes de morrer, a farmacêutica contou a uma amiga, em um áudio no Whatsapp, que havia se encontrado com o ex. "Percebi que ele tava nervoso. No final acabamos conversando e ele disse que não queria que eu criasse o filho longe dele. Disse que ia assumir, mas que não tinha contado aos pais ainda. Pensei que fosse ficar a gravidez toda sozinha, mas não! Ele tomou uma atitude. Tô muito feliz", diz o áudio. 
Encontro no metrô
Thiago Medeiros foi preso no último dia 25 por policiais da DDPA. Segundo os investigadores, ele foi a última pessoa vista com Nathalie, em um encontro ocorrido na Estação do Metrô do Flamengo, na zona sul do Rio, por volta das 16h30 do dia 22. O encontro foi marcado por ele. Ela foi vista entrando no carro do dentista.
Durante depoimento, o suspeito confirmou que esteve com a ex-namorada, mas afirmou tê-la deixado no Aterro do Flamengo e seguido sozinho para Vassouras. Ele foi preso no bairro onde mora em Botafogo, zona sul. 
Família compartilha caso na internet
A irmã de Nathalie, Carolina Rios, fez um pedido no Facebook para que as pessoas compartilhassem o caso da irmã. Segundo Carolina, a história precisa ser divulgada para que todos tenham conhecimento, inclusive na cidade de Vassouras, onde o Thiago poderá ser julgado.
"Amigos, peço, do fundo do meu coração, que compartilhem o meu post (e não somente o vídeo) com o máximo de amigos que puderem. Quero, e preciso, que isso chegue até Vassouras e Barra do Piraí, além do Rio, pois, caso o Sr. Dr. Thiago Medeiros seja considerado culpado, o processo correrá por uma dessas duas cidades. Precisamos também que a opinião pública tome conhecimento do assunto para o caso de um possível julgamento. Será um júri popular a decidir o destino desse Sr. Não deixem que minha irmã e seu bebê caiam no esquecimento. Compartilhem!"
Missa de sétimo dia
No último dia 30, mesmo antes da confirmação pela polícia que o corpo encontrado em Vassouras era de Nathalie, a família realizou missa de sétimo dia na igreja Santíssima Trindade, no bairro do Flamengo. Uma missa será realizada na próxima quarta-feira (5) na capela do Hospital da Aeronáutica, onde Nathalie trabalhava. Ela era tenente no Hospital Central da Aeronáutica, no Rio.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Satélite opera parcialmente


Lançado em 4 de maio, o primeiro satélite brasileiro está no espaço, em testes, há dois meses, depois de investimentos de R$ 2,8 bilhões. Apesar de a consulta pública para definir os critérios de comercialização da banda Ka, de internet rápida, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) ter sido aberta em 23 de fevereiro, o edital, anunciado quinta-feira passada, será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU). Além da banda Ka, o SGDC oferece a banda X, de uso exclusivo militar.
Enquanto esteve em construção, o edital recebeu 250 contribuições, explica o presidente da Telebras, Antonio Loss. Segundo ele, o satélite e os equipamentos de controle custaram R$ 1,1 bilhão, mas o orçamento total do projeto, de R$ 2,8 bilhões, considerou o seguro do lançamento, as estações de controle e de acesso e as obras de infraestrutura, que atenderão os futuros satélites brasileiros no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
“O satélite foi lançado em maio e passa pela fase de testes em órbita e conectividade à rede da Telebras, como qualquer outro projeto satelital. Os 30% destinados ao uso militar, relativos a banda X, já estão sendo entregues. A parte da banda Ka, de internet, conseguiremos entregar 50% até setembro. Em 2018, todo o território nacional terá cobertura”, garante.
Conforme o Ministério da Defesa, os prazos estão dentro do esperado, “incluindo a passagem do gerenciamento e utilização dos transponders (equipamentos de recepção e retransmissão dos sinais de comunicações do satélite) para os operadores da Defesa”. A pasta explica que, com o SGDC, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite, não tendo mais a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que gera economia aos cofres públicos.
Após a fase de testes, o satélite oferecerá imediatamente toda a capacidade da banda X. Isso porque a rede militar já se encontra em uso há vários anos, utilizando banda de outros satélites. A frequência civil só estará disponível após a conclusão de cada estação de acesso.
O presidente da Telebras destaca que há R$ 450 milhões em investimentos nas cinco estações terrestres que farão o tráfego de dados — Brasília, Rio, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). “Todos os contratos administrativos, na ordem de 18 contratos, licitados e assinados na nova gestão, já estão em execução, e os processos licitatórios restantes, de apoio aos serviços a serem prestados, na ordem de 14 processos, estão em fase final de execução. As estações de acesso do satélite estão previstas para estar disponibilizadas a partir de agosto”, assegura.
O plano de negócios do SGDC prevê que após a disponibilização dos investimentos iniciais, a Telebras possa contribuir com orçamento próprio. Isso porque vai rentabilizar o satélite, comercializando a banda Ka, com a “cessão da capacidade satelital às empresas interessadas”.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite fica a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobre todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico e tem capacidade de operação por até 18 anos. Enquanto o SGDC não opera, o Brasil utiliza satélites de empresas privadas, como StarOne, Intelsat, Eutelsat, Telesat.
Para o presidente da consultoria Interb, Cláudio Frischtak, o satélite é vital para cumprir o Plano Nacional de Banda Larga, cujo conceito é bom, mas difícil de sair do papel. Isso só pode chegar por dois caminhos: fibra ótica, que continua sendo mais barata, ou via satélite. “Tipicamente mais cara, a tecnologia funciona em áreas remotas. Nesse contexto, o governo estabeleceu metas de ampliação da banda larga, contando com o SGDC. E reviveu a Telebras com essa meta.” (SK)
Preço indefinido
O preço com que este serviço vai chegar na ponta, no entanto, ainda não é certo. O presidente da Telebras diz que a tecnologia do SGDC é de baixo custo na comparação com os demais satélites, porque a banda Ka permite antenas pequenas. Mas ainda assim a internet via satélite não terá como competir com a fornecida em rede. “Vai ficar entre os dois extremos. O grande diferencial, na verdade, é cobrir 100% do território nacional, o que trará muitos benefícios para diversas áreas”, assinala.



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