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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 02/07/2017 / A dura missão da FAB de proteger os céus do país

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A dura missão da FAB de proteger os céus do país ...  

Renato Souza ...  

O Brasil é um país de território continental, com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de área. E é da Força Aérea Brasileira (FAB) a tarefa de monitorar e responder a qualquer ameaça em toda essa extensão. A FAB também é responsável pela segurança de uma faixa marítima que engloba 4,5 milhões de quilômetros oceano adentro. No dia 25 deste mês, um avião que carregava 500 kg de droga foi interceptado no estado de Goiás. Desde 2004, mais de 2 mil aeronaves não autorizadas entraram no espaço aéreo brasileiro. Apesar da expertise dos militares brasileiros em proteger os céus da nação, a dimensão da nossa pátria é um desafio à segurança nacional.

O céu do maior país da América do Sul é monitorado 24 horas por radares, tanto instalados em terra, quanto pelos que ficam em aviões, que podem ser movidos para qualquer unidade da Federação. Em caso de ameaça, aviões de caça da Força Aérea Brasileira podem decolar de qualquer uma das oito bases espalhadas pelo país. São 202 aviões de defesa, entre modelos poderosos, como o norte-americano F-5M, até modelos de ataque mais leve, como o A-29 Super Tucano, de fabricação nacional.

O Decreto de lei nº 5.144 autoriza a destruição de aeronaves que entram no Brasil sem autorização dos órgãos oficiais. No entanto, para que o abate ocorra, os militares seguem uma série de etapas, para evitar equívocos. A derrubada de uma aeronave só pode ser autorizada pelo comandante da Aeronáutica ou pelo presidente da República. Caso o alvo esteja em uma área conhecida como rota de tráfico de armas e drogas, o procedimento pode ser mais rápido. No caso goiano, ocorreram disparos de advertência, mas o abate não foi realizado em decorrência do pouso.

O principal objetivo das aeronaves que entram no Brasil sem autorização é o transporte de drogas e armas, vindos de países sul-americanos. O Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, comandante do Comando de Operações Aeroespaciais da FAB, conta que, além do trabalho de monitoramento do céu, também existem atividades de inteligência. “Temos um banco de dados de inteligência em que acompanhamos algumas aeronaves no espaço aéreo brasileiro que possam cometer algum tipo de ilícito”, destaca o militar.

De acordo com o Livro Branco da Defesa Nacional, documento que reúne informações acerca da estrutura atual das Forças Armadas e define as metas para o avanço bélico do Brasil nos próximos anos, o país conta atualmente com 57 caças F5, modelo que aqui foi apelidado de F-5M, ou F5BR. O Brasil utiliza ainda os aviões de caça modelo A-1 AMX, que podem atingir velocidade de até 1.020 quilômetros por hora. São 53 unidades que também podem dar uma resposta rápida para invasão do Brasil pelo espaço aéreo.

O professor Antonio Jorge Ramalho, especialista em relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), destaca que a FAB é bem equipada e experiente, mas a dimensão do Brasil exige ainda mais investimentos. “Impedir a entrada de drogas por qualquer água, mar ou ar no Brasil é impossível, dadas as condições de nosso território”, destaca.

O céu sob vigilância
A Força Aérea Brasileira conta com 76 mil homens, entre militares e civis, sendo a segunda maior força bélica do Brasil, atrás do Exército Brasileiro, que conta com 200 mil homens.

Defesa aérea
Os caças mais potentes da FAB são do modelo F-5M, que atingem uma velocidade supersônica. A FAB tem 57 caças dessas aeronaves.

Os caças F-5M estão em bases de Manaus (AM), Anápolis (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Canoas (RS).

Além desse modelo, a FAB conta com 53 caças A-1 AMX.

Ao todo, a Força Aérea Brasileira tem 202 aviões de defesa e mais de 500 aeronaves de transporte, entre helicópteros e jatos.

A Base Aérea de Anápolis foi criada de forma estratégica para proteger Brasília. Em caso de necessidade, um caça F-5M poderia chegar ao Distrito Federal em cinco minutos.

100% do território nacional é coberto por radares que identificam a presença de qualquer aeronave não autorizada. Aviões radares, modelo E-99, são usados para reforçar a vigilância.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Novo caça brasileiro começa a alçar voo

Primeiro Gripen NG/E, comprado da SAAB, deu início ao seu período de testes na Suécia

Roberto Godoy

É o começo do verão em Liköping, sul da Suécia. A temperatura média é a típica do norte da Europa nessa época do ano, não passa dos 21 graus e pode despencar até os 8 graus no mesmo dia – é lá, bem perto da cidade do século 13, que há duas semanas está fazendo voos de teste o primeiro Gripen NG/E 39-8, novo caça de múltiplo emprego comprado do grupo aeroespacial SAAB pela Força Aérea do Brasil. Ainda não é a versão da FAB. Essa, que de certa forma incorpora especificações mais avançadas do que as definidas pelos suecos, só decola em 2019.
Nesse mesmo ano, em julho, será recebido pelos militares do Grupo Fox – encarregado da implantação do supersônico no País – o primeiro avião com os requisitos brasileiros. Talvez seja o último jato de combate e tecnologia avançada comprado no exterior para a aviação militar. O programa, segundo analistas internacionais, também abre a possibilidade do Brasil disputar negócios de até US$ 370 bilhões, segundo o Centro de Estudos da Defesa, de Londres.
A partir da próxima década, esse mercado será dominado por cinco protagonistas – Estados Unidos, Rússia, China, Suécia e Índia –, com a entrada de novos participantes, como Coreia do Sul, Japão e Turquia, de acordo com o analista britânico Alex Stephenson.
O contrato atual, de US$ 4,7 bilhões, prevê amplo acesso a informações técnicas, capazes de dar a agências do governo, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e a complexos industriais, como a Embraer, a capacidade de conceber uma aeronave de combate de alto desempenho em dez anos.
Estudo da consultoria inglesa PwC define que as atividades ligadas ao projeto poderão gerar 2,2 mil empregos diretos no setor aeroespacial, “e mais 14.650 postos de trabalho, incluindo outros setores da economia”, diz o gerente de offset na Comissão Coordenadora Aeronave de Combate (Copac), capitão Gustavo Pascotto. Segundo o oficial, “o valor financeiro de todas as contrapartidas financeiras estabelecidas na transação sueco-brasileira supera os US$ 9 bilhões – mais que o dobro do valor da compra”.
Todavia, a previsão é de que só por volta de 2050 haja necessidade de trocar a frota que está nesse momento em formação. Até lá, os F-39, como serão chamados os Gripen na FAB, vão passar ao menos por dois ciclos de modernização. O primeiro lote, de 36 unidades, terá sido suplementado por outras encomendas, já então atendidas pela fábrica da Embraer Defesa e Segurança (EDS), em Gavião Peixoto (SP). O número total pode chegar a cerca de 150 aeronaves.
O projeto, executado pela EDS, parceira da sueca SAAB na empreitada, tem viés de faturamento futuro, por meio da capacidade de levar a indústria aeronáutica brasileira a disputar um mercado do tamanho de 4 mil a 5 mil caças que estarão sendo adquiridos no mundo inteiro – fora os Estados Unidos – nos próximos 30 anos.
Mas não vai ser preciso esperar tanto para tratar dos aspectos comerciais da operação. Segundo o presidente da Copac, brigadeiro Márcio Bruno Bonotto, a Saab quer realizar ações de marketing para novos clientes, demonstrando a configuração com o WAD, painel de tela única de 16 polegadas, exclusivo da variante do Brasil.
Segundo Bonotto, “as ações bilaterais de cooperação preveem a possibilidade de que empresas nacionais façam parte da cadeia de suprimentos do Gripen NG/E”. Mais que isso. O modelo biposto, de dois lugares, é uma exigência apenas do programa da FAB. Servirá para treinar pilotos, mas também atenderá à demanda em ataques especializados, mais sofisticados. Serão construídos oito, sete deles totalmente montados pela Embraer Defesa e Segurança. Eventualmente, chegarão ao mercado externo como um produto binacional.
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JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


A dura missão da FAB de proteger o céu do país


Renato Souza

ImagemO Brasil é um país de território continental, com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de área. E é da Força Aérea Brasileira (FAB) a tarefa de monitorar e responder a qualquer ameaça em toda essa extensão. A FAB também é responsável pela segurança de uma faixa marítima que engloba 4,5 milhões de quilômetros oceano adentro. No dia 25 deste mês, um avião que carregava 500 kg de droga foi interceptado no estado de Goiás. Desde 2004, mais de 2 mil aeronaves não autorizadas entraram no espaço aéreo brasileiro. Apesar da expertise dos militares brasileiros em proteger os céus da nação, a dimensão da nossa pátria é um desafio à segurança nacional.
O céu do maior país da América do Sul é monitorado 24 horas por radares, tanto instalados em terra, quanto pelos que ficam em aviões, que podem ser movidos para qualquer unidade da Federação. Em caso de ameaça, aviões de caça da Força Aérea Brasileira podem decolar de qualquer uma das oito bases espalhadas pelo país. São 202 aviões de defesa, entre modelos poderosos, como o norte-americano F-5M, até modelos de ataque mais leve, como o A-29 Super Tucano, de fabricação nacional.
O Decreto de lei nº 5.144 autoriza a destruição de aeronaves que entram no Brasil sem autorização dos órgãos oficiais. No entanto, para que o abate ocorra, os militares seguem uma série de etapas, para evitar equívocos. A derrubada de uma aeronave só pode ser autorizada pelo comandante da Aeronáutica ou pelo presidente da República. Caso o alvo esteja em uma área conhecida como rota de tráfico de armas e drogas, o procedimento pode ser mais rápido. No caso goiano, ocorreram disparos de advertência, mas o abate não foi realizado em decorrência do pouso.
O principal objetivo das aeronaves que entram no Brasil sem autorização é o transporte de drogas e armas, vindos de países sul-americanos. O Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, comandante do Comando de Operações Aeroespaciais da FAB, conta que, além do trabalho de monitoramento do céu, também existem atividades de inteligência. “Temos um banco de dados de inteligência em que acompanhamos algumas aeronaves no espaço aéreo brasileiro que possam cometer algum tipo de ilícito”, destaca o militar.
De acordo com o Livro Branco da Defesa Nacional, documento que reúne informações acerca da estrutura atual das Forças Armadas e define as metas para o avanço bélico do Brasil nos próximos anos, o país conta atualmente com 57 caças F5, modelo que aqui foi apelidado de F-5M, ou F5BR. O Brasil utiliza ainda os aviões de caça modelo A-1 AMX, que podem atingir velocidade de até 1.020 quilômetros por hora. São 53 unidades que também podem dar uma resposta rápida para invasão do Brasil pelo espaço aéreo.
O professor Antonio Jorge Ramalho, especialista em relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), destaca que a FAB é bem equipada e experiente, mas a dimensão do Brasil exige ainda mais investimentos. “Impedir a entrada de drogas por qualquer água, mar ou ar no Brasil é impossível, dadas as condições de nosso território”, destaca.
O céu sob vigilância
A Força Aérea Brasileira conta com 76 mil homens, entre militares e civis, sendo a segunda maior força bélica do Brasil, atrás do Exército Brasileiro, que conta com 200 mil homens.
Defesa aérea
Os caças mais potentes da FAB são do modelo F-5M, que atingem uma velocidade supersônica. A FAB tem 57 caças dessas aeronaves.
Os caças F-5M estão em bases de Manaus (AM), Anápolis (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Canoas (RS).
Além desse modelo, a FAB conta com 53 caças A-1 AMX.
Ao todo, a Força Aérea Brasileira tem 202 aviões de defesa e mais de 500 aeronaves de transporte, entre helicópteros e jatos.
A Base Aérea de Anápolis foi criada de forma estratégica para proteger Brasília. Em caso de necessidade, um caça F-5M poderia chegar ao Distrito Federal em cinco minutos.
100% do território nacional é coberto por radares que identificam a presença de qualquer aeronave não autorizada. Aviões radares, modelo E-99, são usados para reforçar a vigilância.

  
JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO


Desmobilização do hospital de campanha do Exército em Rio Formoso


O Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Nordeste (CMNE), e o Governo de Pernambuco, por intermédio de sua Secretaria de Saúde e da Casa Militar, conduziram reunião para analisar aspectos relacionados ao Hospital de Campanha instalado desde o início do mês de junho no município de Rio Formoso. Dessa reunião, ficou definida a desmobilização, a partir de 5 de julho de 2017, do referido Hospital de Campanha (H Camp).
Devido à atenuação das consequências das chuvas da enchente em Rio Formoso e cidades próximas, o Hospital de Campanha deverá ser desmobilizado e os profissionais envolvidos deverão retornar às suas atividades de origem.
O Hospital de Campanha iniciou seus trabalhos no dia 02 de junho, em atendimento à solicitação do Governo de Pernambuco, por meio do Ministério da Integração Nacional ao Ministério da Defesa. Coube-lhe prover, de forma emergencial, o atendimento dos serviços básicos de saúde à população de parte da Zona da Mata Sul, em decorrência da interdição do Hospital de Rio Formoso.
No período de 02 a 29 de junho, foram realizados 2.306 atendimentos médicos, nas especialidades de clínica médica, pediatria e ortopedia; 596 exames laboratoriais; 113 remoções em ambulância; e 01 evacuação aeromédica. O Hospital de Campanha dispôs, diariamente, de 35 profissionais, entre médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, oriundos da Marinha, do Exército, da Força Aérea, do Governo do Estado de Pernambuco e dos Municípios atingidos.
O Exército Brasileiro, mais uma vez atuando sob o lema “mão amiga”, buscou minorar os efeitos da calamidade na Zona da Mata Sul. Os esforços dos profissionais envolvidos foram recompensados com a certeza que a população, diante do sofrimento advindo, teve o apoio em tratamento de saúde digno e eficiente.

PORTAL DEFESANET


O que acontece quando os caças da FAB são acionados para interceptação?

Saiba o que acontece quando uma aeronave desconhecida é detectada pelos radares da Força Aérea

Ten Emília Maria

Tocou a sirene!
“O batimento cardíaco acelerado, o calor no cockpit, a necessidade de cumprir todas as determinações do controlador, achar o alvo, voar a máquina da melhor maneira possível e saber que estamos protegendo e policiando o nosso espaço aéreo nos dá, realmente, a sensação do dever cumprido e que estamos prontos para defender o País a qualquer hora do dia ou da noite, sete dias por semana”. A fala do piloto da FAB é o resumo de um serviço de extrema relevância para a defesa do espaço aéreo brasileiro e da soberania nacional: o alerta de defesa aérea.
Imagine que você está dormindo tranquilamente em sua casa e ouve o barulho de alguém entrando pelo portão. Você não sabe se é um bandido ou alguém que se perdeu e precisa de ajuda. O que fazer nessa hora?
Quando se trata do Brasil, uma invasão do espaço aéreo gera o acionamento de aeronaves da Força Aérea Brasileira para realizar uma interceptação. Em todo o País, existem pilotos prontos para decolar a qualquer momento do dia ou da noite e equipes preparadas para apoiá-los.
O Comandante do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – sediado em Anápolis (GO), Tenente-Coronel Aviador Paulo Cezar Fischer da Silva, explica que esse é o serviço de Alerta de Defesa Aérea, que consiste em uma atividade de patrulhamento do espaço aéreo brasileiro.
“De modo ininterrupto, o esquadrão mantém aeronaves e equipes de voo dedicadas a responder diuturnamente, no menor tempo possível, a qualquer demanda relacionada à defesa aeroespacial, seja para averiguar algum tráfego suspeito, seja para auxiliar aeronaves amigas”, pontua.
Em Campo Grande (MS), o Esquadrão Flecha (3º/3º GAV) é outro dos responsáveis pelo serviço de Alerta. O Comandante da unidade, Tenente-Coronel Aviador Marcelo da Costa Antunes, ressalta a função desse trabalho para a sociedade brasileira. “Mesmo em tempos de paz, é preciso que estejamos vigilantes e fazendo-nos presentes, a fim de dissuadir quaisquer possíveis ações que interfiram na soberania do espaço aéreo nacional e de prover à população uma sensação de tranquilidade”, diz.
Integrantes do sistema de defesa aeroespacial, os pilotos são os executores do serviço e, para isso, precisam estar bem preparados. Para participar da escala, eles devem ser qualificados operacionalmente na aeronave. Isso envolve a realização de um curso de aproximadamente um ano de duração, com provas teóricas, voos de treinamento em simulador e voos na aeronave.
Enquanto alunos, passam por diversas situações diferentes de interceptação, simulam desde o mais básico, por exemplo, interceptar uma aeronave “amiga” e em português, até um caso extremo como a interceptação de uma aeronave hostil na língua inglesa e com a necessidade de realizar as medidas de persuasão.
Além disso, treinam missões de socorro em voo, em que alguma aeronave está em pane e necessita de apoio dos caças da FAB. Ao término do curso, um conselho operacional composto pelos oficiais mais experientes do esquadrão homologa o piloto para que ele passe a fazer parte do quadro de tripulantes operacionais.
“Somente após esta homologação é que o oficial ingressa na escala de serviço de Alerta. Uma vez formado, o piloto operacional continua cumprindo um programa de treinamento anual que envolve voos de interceptação, combate e tiro aéreo contra alvo rebocado, mantendo a capacitação necessária para o serviço de Alerta”, completa o Tenente-Coronel Fischer.
De acordo com os pilotos - que terão a identidade preservada por questões de segurança - do 1º GDA, as missões de interceptação reais são mais frequentes do que se imagina. “É comum associar interceptação aérea somente em caso de conflitos ou ameaças, mas na prática, qualquer aeronave não identificada, ainda que não hostil, pode ser interceptada e averiguada”, destacam.
Apenas para se ter uma ideia dessa frequência, desde a criação do Esquadrão Flecha, em fevereiro de 2004, foram realizados mais de mil acionamentos por aquela unidade, tendo sido interceptados mais de 900 tráfegos desconhecidos para averiguação e proteção do espaço aéreo.
Os pilotos explicam que é essencial estarem prontos para cumprir toda e qualquer determinação das autoridades de Defesa Aérea com um alto nível de serenidade, impessoalidade e padronização. “Como o piloto de Alerta só sabe o que encontrará pela frente quando já está voando e qualquer erro por parte de algum membro da equipe de serviço pode acarretar a perda de uma interceptação, o conhecimento de todas as regulamentações, perfis, táticas e técnicas faz-se mandatório para que as decisões durante o voo sejam as melhores possíveis”, diz um aviador.
“Quando acionado, o piloto nunca sabe se a missão é real ou de treinamento, de forma que todo acionamento é executado com máxima agilidade e dedicação”, destaca um dos oficiais.
“Momentos de tensão e apreensão são normais e até mesmo saudáveis, já que a qualquer momento a sirene pode tocar e todos os envolvidos na equipe de serviço, sem exceção, devem fazer suas tarefas de forma quase automática, buscando sempre a decolagem no menor tempo que a segurança de voo permita. Nos finais de semana e feriados, 24 horas por dia e independente do que aconteça, sempre estamos disponíveis para cumprir nossa missão”, diz outro militar.
A sirene a que ele se refere é o sinal que provoca o acionamento imediato da equipe de serviço de alerta. Piloto, mecânico da aeronave, mecânico de armamento e auxiliar do mecânico de alerta literalmente correm contra o tempo para providenciar a decolagem no menor tempo possível.
Cada um tem responsabilidades bem definidas durante o serviço. Aos mecânicos cabe manter a aeronave pronta para o acionamento, possibilitando a partida dos motores e a ativação dos sistemas de armamento no menor tempo possível, para permitir uma decolagem imediata e segura.
“Além da equipe do esquadrão, há outros militares que participam do ciclo que envolve o acionamento do Alerta. Dentre eles, podemos destacar o Oficial de Permanência Operacional da Ala, que recebe a ordem de decolagem do Centro de Operações Militares (COPM) – no caso do 1º GDA, o COPM 1, em Brasília – e aciona a equipe de alerta via sirene; e a equipe de controladores do COPM que executa a vigilância do espaço aéreo e controla a aeronave de alerta durante o voo, transmitindo aos pilotos as informações essenciais que possibilitarão a interceptação do alvo e a execução das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA)”, descreve o Tenente-Coronel Fischer.
O Tenente-Coronel Antunes destaca outras características das equipes de apoio aos pilotos. “No início do dia, são os responsáveis por verificar a aeronave e o armamento nela instalado, a fim de atestar que estão em boas condições para o cumprimento da missão. No momento do acionamento, auxiliam o piloto na amarração rápida e correta ao assento ejetável e, também, na realização dos procedimentos de partida do motor. Após o pouso, checam o estado da aeronave e garantem que ela fique pronta o mais rápido possível para o caso de um novo acionamento”, relata.
Já em voo, o piloto deve cumprir as medidas de averiguação determinadas, verificando visualmente o tipo e a matrícula da aeronave. Em seguida, poderá ser realizado um acompanhamento discreto da aeronave – sem que a mesma perceba a presença do interceptador – ou partir para uma interrogação, via rádio, para levantar mais detalhes acerca da rota, tipo de missão e tripulação em comando da aeronave interceptada. A partir desse ponto, pode ser determinado ao piloto de defesa aérea que acompanhe a aeronave ostensivamente, ou seja, mantendo-se no campo visual da aeronave interceptada.
“Isso quer dizer que o piloto não tem autonomia para decidir sobre o que fará ou não. Ele informa as condições ao controlador e cumpre aquilo que lhe é determinado”, reforça o Tenente-Coronel Antunes.
O próximo passo seria o cumprimento das medidas de intervenção, que podem incluir a exigência de mudança de rota da aeronave suspeita ou o pouso obrigatório em alguma localidade determinada pela autoridade de Defesa Aeroespacial, para que sejam realizadas as Medidas de Controle de Solo (MCS). Nesse caso, aeronave e tripulação são submetidas à fiscalização por parte das autoridades responsáveis, como a Polícia Federal.
“Por fim, se a aeronave interceptada se recusar a cumprir as determinações da Defesa Aérea Brasileira, ela pode sofrer medidas de detenção ou destruição, cujo objetivo principal é interromper a continuidade do voo ilícito no interesse da segurança nacional”, diz o Comandante do 1º GDA.
O decreto que estabelece as medidas a serem adotadas em caso de aeronaves suspeitas é o 5.144, de 2004, e divide os procedimentos nas categorias de averiguação, intervenção, persuasão e destruição. Na etapa seguinte, que deve ser utilizada como último recurso, a ideia é que os tiros causem danos e impeçam o voo da aeronave hostil. O primeiro tiro de detenção realizado pela FAB aconteceu em 24 de outubro de 2015, contra um monomotor vindo do Paraguai que, durante as ações iniciais, constatou-se que se tratava de uma aeronave envolvida em crimes transnacionais.
Assim, a execução do tiro é uma possibilidade a que todos os pilotos de defesa aérea estão sujeitos e preparados para efetuar. “A responsabilidade de uma interceptação advém de dois pontos. O primeiro destes é a defesa das nossas fronteiras, do nosso povo, das nossas famílias. É a primeira e maior responsabilidade. O segundo ponto é o fato do piloto de defesa aérea não ser o único responsável por esta defesa, mas somos a ponta da lança, os responsáveis por finalizar o trabalho de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial”, ressalta um dos pilotos.
“Por estarmos localizados em áreas estratégicas, voando sozinhos em máquinas de alta performance, na ponta da lança da aviação da FAB, sabemos que sempre seremos os primeiros a ser empregados em qualquer situação de conflito ou, no caso específico do alerta de defesa aérea, nós é que seremos os primeiros a chegar ao ponto de identificarmos, visualmente, o que é que os radares estão enxergando. Contribuir com o Sistema de Defesa Aérea Brasileiro e ser um de seus elos, é uma das mais gratificantes missões que o piloto de caça pode fazer pois, sem dúvida, é uma missão real que dura 365 dias do ano”, conclui outro aviador.
Frequência de rádio 121.5 serve para diálogo entre pilotos.

OUTRAS MÍDIAS


NEWS RONDONIA


Esquadrilha da Fumaça fará apresentação em Porto Velho no próximo sábado 08 de julho

Esquadrilha da Fumaça fará apresentação em Porto Velho no próximo sábado 08 de julho
A Base Aérea de Porto Velho desde o dia primeiro de fevereiro desse ano passou a ser denominada como Ala 6. Essa mudança se deu em razão de um plano de reestruturação da Força Aérea Brasileira, visando garantir a evolução e um processo de melhoria contínua das atividades. A ala 6 tem suas responsabilidades mais direcionadas nas atividades de treinamento, preparo e nas ações de emprego da força, basicamente foi separada a parte administrativa da parte operacional.
ESQUADRILHA DA FUMAÇA
A última apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Porto Velho aconteceu em 2011.
O evento contará com a exposição de aeronaves de combate, praça de alimentação e atrações para toda a família.
O evento também faz parte das comemorações dos 50 anos do Projeto Rondon. Sob coordenação do Ministério da Defesa, o Projeto Rondon visa contribuir com o desenvolvimento sustentável, o bem-estar social e a qualidade de vida nas comunidades carentes, usando as habilidades universitárias.
A expectativa é de um público de mais de 20 mil pessoas presentes no evento.
Na ocasião também será realizada a Campanha de doação de alimentos: A Ala 6 está realizando esta campanha interna de arrecadação de alimentos com o seu efetivo e resolveu expandir e contar também com a ajuda da população para apoiar aqueles que mais necessitam.
SÁBADO AÉREO 2017
DATA: 08 DE JULHO
LOCAL: ALA 6 – BASE AÉREA DE PORTO VELHO
HORÁRIO: DE 13H ÀS 18H (Apresentação da Esquadrilha da Fumaça - 16h)
ENTRADA: GRATUITA

D24AM (AM)


Projeto que leva vacina a áreas distantes recebe R$ 4,6 milhões

Iniciada em 2 de maio, a operação se estende até 9 de novembro junto às populações ribeirinhas, rurais e indígenas do Amazonas e mais três Estados
Manaus – As populações ribeirinhas, rurais e comunidades indígenas de difícil acesso do País já podem atualizar suas cadernetas de vacinação por meio da operação Gota. Para a realização da operação, o Ministério da Saúde repassou, na última segunda-feira (26), R$ 4,6 milhões para apoio logístico do Ministério da Defesa na região. Iniciada em 02 de maio deste ano, a operação se estende até 9 de novembro junto às populações ribeirinhas, rurais e indígenas de oito Distritos de Saúde Indígena (DSEI) dos Estados do Amazonas, Pará, Amapá e Acre. As informações são do Ministério da Saúde.
Durante um período de seis meses, serão realizadas 16 missões, distribuídas em 157 dias e 488 horas de voo. Ao todo, são 953 tripulantes nas aeronaves da FAB, entre agentes de saúde estaduais, municipais, de saúde indígena dos DSEIs e pilotos.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, destacou a importância desta operação. “Esse trabalho é mais um exemplo das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscam garantir a consolidação do direito à saúde. Esta ação viabiliza o acesso a todos os cidadãos brasileiros às vacinas fornecidas pelo SUS, de acordo com os preceitos constitucionais de equidade e universalidade dos serviços de saúde”, ressaltou a coordenadora.
As localidades, onde acorrem as ações, foram definidas em reunião, no início deste ano, com a participação de representantes dos programas estaduais de imunizações dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará. Também participaram da reunião, representantes dos oito DSEIs onde são realizadas as missões; equipe do PNI e representantes do Ministério da Defesa. A partir deste encontro, ocorrido em março deste ano, foram priorizadas as localidades de difícil acesso das comunidades rurais, ribeirinhas e aldeias indígenas, que serão visitadas pelas equipes de imunização.
Logística
Os representantes dos Estados e DSEIs e pilotos da Força Aérea Brasileira são responsáveis por verificar as coordenadas geográficas destas localidades, conferir a melhor época para realização das missões – de acordo com o período climático favorável – e estipulam as horas de voo necessárias para cada missão. São utilizados helicópteros e aeronaves de asa fixa, a depender da necessidade, e condições de acesso às comunidades. As equipes que realizam as missões são compostas por agentes de saúde estaduais, municipais, de saúde indígena dos DSEIs e dos pilotos da FAB.
Realizada desde 1993, o projeto é uma parceria dos ministérios da Saúde e da Defesa e Estados e municípios. O objetivo é atualizar as cadernetas de vacinação dessas populações em áreas de difícil acesso do território brasileiro. Iniciada apenas no Amazonas, após a notificação de surtos de sarampo em populações indígenas da região do Rio Juruá, a operação vem, desde então, ampliando seu escopo de atuação para atender também populações rurais e ribeirinhas de áreas de difícil acesso de outros Estados.

PORTAL SAPO (PORTUGAL)


Incêndios. Governo garante maior envolvimento da Força Aérea no combate aos fogos

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, explicou que a aquisição do KC-390, o novo avião de transporte médio que irá substituir os C-130, é um grande investimento para um país como Portugal.
O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, disse este sábado que a Força Aérea Portuguesa vai ser mais envolvida na gestão de combate aos incêndios, mas adiantou que isso não permite que a gestão operacional recomece imediatamente.
"A decisão política já foi assumida publicamente e amplamente pelo primeiro-ministro, de que de agora em diante a FAP vai ser mais envolvida na gestão até operacional, de combate aos incêndios, mas não é isso que permite que essa gestão operacional recomece [no imediato]", disse à margem das comemorações do 65.º aniversário da FAP, que decorre até domingo, em Castelo Branco.
O governante explicou que a aquisição do KC-390, o novo avião de transporte médio que irá substituir os C-130, é um grande investimento para um país como Portugal.
Uma das questões que o Governo trabalhou e que vai fazer parte do pacote negocial com o construtor, passa por dotar o avião com os meios mais modernos de combate a incêndios.
"Isso vai estar garantido quer em relação à capacidade de transportar calda retardante e também a possibilidade de transportar água", explicou.
Contudo, adiantou que entre o momento da negociação, a encomenda e começar a receber as aeronaves, vai demorar tempo.
"Não é possível de um dia para o outro, ter os aviões à disposição. Estamos a falar de larguíssimos meses que o construtor precisa para começar a entregar essas aeronaves", afirmou.
Azeredo Lopes disse, no entanto, que há uma outra dimensão que é possível activar rapidamente e que diz respeito ao envolvimento cada vez maior, da FAP ao nível do reforço dos meios de vigilância envolvidos no combate aos incêndios, envolvimento que, aliás, já aconteceu no incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.
Por último, o ministro da defesa disse que gostava que o contrato para aquisição dos novos aviões KC-390 pudesse estar concluído no início do próximo ano: "Seria muito bom".
A partir daí, sublinhou, é necessário projectar para o futuro a disponibilização de meios efectivos de combate aos incêndios por parte da FAP.



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