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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/06/2017 / Embraer está otimista com Salão de Paris


Embraer está otimista com Salão de Paris ...  

João José Oliveira ...  

O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, viaja semana que vem para o 52º Salão Internacional de Aeronáutica de Le Bourget - maior feira mundial da aviação que Paris sedia de 19 a 25 de junho -, mais otimista que na última edição do evento bianual, em 2015. Naquela ocasião, a companhia fechou vendas de US$ 3,3 bilhões com encomendas para 103 aeronaves.

"Os programas de desenvolvimento de nossos novos aviões estão rigorosamente em dia, o que é raro na indústria nos dias de hoje. E tudo o que foi sugerido por clientes foi atendido. Por isso, estou otimista que este ano será melhor que 2015", disse. A Embraer está apresentando em Paris os novos modelos de aviões comerciais 175-E2, 190-E2 e 195-E2, o jato executivo Legacy, e o cargueiro militar KC-390.

No radar da Embraer está o plano de anunciar a primeira venda do cargueiro militar KC-390 para um governo estrangeiro. "Esse é nosso foco este ano. Estamos muito perto disso", disse Souza e Silva.

O KC-390 tem hoje uma encomenda de 28 unidades feita pelo o governo brasileiro, em um pedido de R$ 7,2 bilhões, cuja primeira unidade será entregue em 2018. Mas desde ano passado, a Embraer recebeu cartas de intenções de compras para esse modelo de cinco países - Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal -, para encomendas que podem somar 32 unidades. Canadá e Nova Zelândia também demonstraram interesse no modelo.

"Na medida em que os teste são feitos com sucesso e dentro dos prazos, o interesse [de outros governos] aumenta", afirmou Souza e Silva.

O presidente da Embraer disse que não há risco de a crise fiscal do setor público afetar o programa do KC-390. "Já temos 94% de todo projeto executado. Tivemos problema com fluxo de pagamentos há dois anos, mas renegociamos e, desde então, está tudo em dia agora."

Embora o programa do KC-390 inclua a possibilidade de produzir uma versão civil, o presidente da Embraer descartou iniciar a linha não militar do modelo por enquanto.

Já na aviação comercial, Souza e Silva diz que a demanda está aquecida na Ásia, especialmente na China e na Índia. "Nosso foco é aumentar as vendas do E2-190 e E2-195 na Ásia", disse o executivo.

O executivo disse que também vê novas encomendas vindo do maior mercado mundial, o americano, onde a Embraer é líder nos jatos de até 70 assentos que já voam no país. Para Souza e Silva, o fim da concordata da companhia aérea regional Republic Airlines é um dos fatores que vão alimentar novos negócios para a fabricante brasileira. "É nosso maior cliente. Então, [o fim da concordata] é uma excelente notícia", afirmou.

A Republic, que saiu da concordata que pedira ano passado, já comprou ao longo da história 167 aviões da Embraer.

Já a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar uma política comercial externa mais fechada não preocupa o executivo da Embraer. Dos 275 pedidos firmes em carteira que a companhia tem para a nova família de jatos comerciais E2 - que começam a ser entregues em 2018 -, 125 são de duas aéreas regionais americanas, a SkyWest e a Aircastle. "Temos uma aliança de longa data com os Estados Unidos. Temos lá mais de dois mil funcionários, unidades de produção e importamos US$ 2 bilhões em peças e equipamentos", disse ele.

O executivo destacou outro fator que pode gerar demanda americana por aviões da Embraer: a decisão do governo dos EUA de questionar aportes do governo do Canadá na Bombardier, o que poderia estar prejudicando a Boeing. "A entrada da Boeing mostra que a Bombardier está criando um desequilíbrio de mercado", disse Souza e Silva.

Souza e Silva afirmou ainda que a demanda mundial justifica a aposta da Embraer nas metas financeiras e operacionais para este ano. "O guidance está mantido para este ano", afirmou, sobre a meta de fechar 2017 com receita entre US$ 5,7 bilhões e US$ 6,1 bilhões e entregas de 97 e 102 jatos, no segmento comercial, e de 105 e 125 aviões executivos.

Já no segmento de aviação executiva, o presidente da Embraer vê demanda fraca até 2019. "Parou de piorar. Mas ainda teremos dois anos de estagnação antes que as vendas voltem a crescer. O estoque de usados hoje está na casa de 10% da frota e precisa cair para perto de 4%", disse.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Temer muda versão e admite que usou avião particular em 2011


Gustavo Uribe, Bruno Boghossian E Reynaldo Turollo

Depois de negar o uso de um jato do empresário Joesley Batista para viajar para a Bahia em 2011, o presidente Michel Temer mudou o posicionamento oficial nesta quarta-feira (7) e disse que utilizou um avião particular para levar sua família a Comandatuba, no litoral do estado.
Em nota oficial, o peemedebista ressaltou, no entanto, que "não sabia a quem pertencia a aeronave" e que "não fez pagamento pelo serviço" de transporte.
Em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República), o empresário Joesley Batista afirmou que o presidente e sua mulher, a primeira-dama Marcela Temer, viajaram em jato particular do executivo da JBS quando o peemedebista era vice-presidente.
Segundo Joesley, a viagem de ida a Comandatuba ocorreu no dia 12 de janeiro de 2011 e a de retorno a São Paulo foi feita em 14 de janeiro de 2011, mesmas datas apontadas pelo Palácio do Planalto na nota oficial. A agenda do então vice-presidente, no entanto, não registra qualquer viagem à Bahia.
"O então vice-presidente Michel Temer utilizou aeronave particular no dia 12 de janeiro de 2011 para levar sua família de São Paulo a Comandatuba, deslocando-se em seguida a Brasília, onde manteve agenda normal no gabinete. A família retornou a São Paulo no dia 14, usando o mesmo meio de transporte", disse.
O Palácio do Planalto não quis responder em que circunstâncias Temer usou o jato particular. Limitou-se a afirmar que ele não pediu a aeronave a Joesley e que vai prestar explicações "no devido momento", dentro do inquérito aberto contra ele a partir da delação do executivo da JBS.
Na terça-feira (6), o Palácio do Planalto negou que Temer tivesse viajado a Comandatuba em janeiro e disse que o presidente só viajou àquele local em abril, em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).
Perguntada pela Folha, a Secretaria de Comunicação Social afirmou não ter registro de "viagem do então vice-presidente Michel Temer em avião particular do empresário Joesley Batista".
Para justificar o recuo, auxiliares do presidente agora afirmam que o Planalto pesquisou a agenda de Temer em 2011 e não encontraram nenhum registro de qualquer viagem à Bahia naquela ocasião. O próprio peemedebista não se recordava desse voo.
Segundo a equipe do presidente, foi a primeira-dama Marcela Temer quem confirmou que o voo de fato ocorrera. Ela conversou com o peemedebista na noite de terça-feira, quando ele voltou ao Palácio do Jaburu, residência oficial.
A PGR deve anexar os documentos entregues por Joesley, com os nomes dos passageiros dos voos citados, ao inquérito já existente no STF sobre o presidente, segundo a reportagem apurou.
O objetivo do empresário foi demonstrar que tinha uma relação de bastante proximidade com o presidente, diferentemente do que o peemedebista tem afirmado.
Em entrevista à Folha, Temer reconheceu que conhecia o executivo antes da conversa que tiveram no Palácio do Jaburu, em março deste ano, mas disse que ele é um "falastrão", "uma pessoa que se jacta de eventuais influências".
ÉTICA
Para deslocamentos tanto profissionais como particulares, o presidente e o vice-presidente têm direito à utilização de avião da FAB (Força Aérea Brasileira), não havendo a necessidade do uso de aeronaves particulares.
Pelo código de conduta, autoridades subordinadas à Presidência da República devem pedir autorização à comissão de ética para deslocamentos em meios de transporte privados, uma vez que a iniciativa pode configurar conflito de interesse.
ÁUDIOS
No encontro no Palácio do Jaburu, o executivo gravou o presidente em diálogo no qual é tratada a solução de "pendências" com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no rastro da Operação Lava Jato.
O peemedebista ouviu do empresário que ele havia "zerado as pendências" com Cunha, no que sugere a compra do silêncio do ex-deputado federal, segundo a PGR.
O conteúdo da gravação baseou parte do pedido de abertura de inquérito apresentado contra o presidente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que foi autorizado pelo relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.
O áudio é questionado pela defesa do peemedebista, para quem houve fraudes e cortes. A Polícia Federal realiza uma perícia para avaliar se houve modificações na gravação.
Leia a nota na íntegra.
*O então vice-presidente Michel Temer utilizou aeronave particular no dia 12 de janeiro de 2011 para levar sua família de São Paulo a Comandatuba, deslocando-se em seguida a Brasília, onde manteve agenda normal no gabinete. A família retornou a São Paulo no dia 14, usando o mesmo meio de transporte. O vice-presidente não sabia a quem pertencia a aeronave e não fez pagamento pelo serviço.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Embraer está otimista com Salão de Paris


Por João José Oliveira | De São Paulo

O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, viaja semana que vem para o 52º Salão Internacional de Aeronáutica de Le Bourget - maior feira mundial da aviação que Paris sedia de 19 a 25 de junho -, mais otimista que na última edição do evento bianual, em 2015. Naquela ocasião, a companhia fechou vendas de US$ 3,3 bilhões com encomendas para 103 aeronaves.
"Os programas de desenvolvimento de nossos novos aviões estão rigorosamente em dia, o que é raro na indústria nos dias de hoje. E tudo o que foi sugerido por clientes foi atendido. Por isso, estou otimista que este ano será melhor que 2015", disse. A Embraer está apresentando em Paris os novos modelos de aviões comerciais 175-E2, 190-E2 e 195-E2, o jato executivo Legacy, e o cargueiro militar KC-390.
No radar da Embraer está o plano de anunciar a primeira venda do cargueiro militar KC-390 para um governo estrangeiro. "Esse é nosso foco este ano. Estamos muito perto disso", disse Souza e Silva.
O KC-390 tem hoje uma encomenda de 28 unidades feita pelo o governo brasileiro, em um pedido de R$ 7,2 bilhões, cuja primeira unidade será entregue em 2018. Mas desde ano passado, a Embraer recebeu cartas de intenções de compras para esse modelo de cinco países - Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal -, para encomendas que podem somar 32 unidades. Canadá e Nova Zelândia também demonstraram interesse no modelo. "Na medida em que os teste são feitos com sucesso e dentro dos prazos, o interesse [de outros governos] aumenta", afirmou Souza e Silva.
O presidente da Embraer disse que não há risco de a crise fiscal do setor público afetar o programa do KC-390. "Já temos 94% de todo projeto executado. Tivemos problema com fluxo de pagamentos há dois anos, mas renegociamos e, desde então, está tudo em dia agora."
Embora o programa do KC-390 inclua a possibilidade de produzir uma versão civil, o presidente da Embraer descartou iniciar a linha não militar do modelo por enquanto.
Já na aviação comercial, Souza e Silva diz que a demanda está aquecida na Ásia, especialmente na China e na Índia. "Nosso foco é aumentar as vendas do E2-190 e E2-195 na Ásia", disse o executivo.
O executivo disse que também vê novas encomendas vindo do maior mercado mundial, o americano, onde a Embraer é líder nos jatos de até 70 assentos que já voam no país. Para Souza e Silva, o fim da concordata da companhia aérea regional Republic Airlines é um dos fatores que vão alimentar novos negócios para a fabricante brasileira. "É nosso maior cliente. Então, [o fim da concordata] é uma excelente notícia", afirmou.
A Republic, que saiu da concordata que pedira ano passado, já comprou ao longo da história 167 aviões da Embraer.
Já a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar uma política comercial externa mais fechada não preocupa o executivo da Embraer. Dos 275 pedidos firmes em carteira que a companhia tem para a nova família de jatos comerciais E2 - que começam a ser entregues em 2018 -, 125 são de duas aéreas regionais americanas, a SkyWest e a Aircastle. "Temos uma aliança de longa data com os Estados Unidos. Temos lá mais de dois mil funcionários, unidades de produção e importamos US$ 2 bilhões em peças e equipamentos", disse ele.
O executivo destacou outro fator que pode gerar demanda americana por aviões da Embraer: a decisão do governo dos EUA de questionar aportes do governo do Canadá na Bombardier, o que poderia estar prejudicando a Boeing. "A entrada da Boeing mostra que a Bombardier está criando um desequilíbrio de mercado", disse Souza e Silva.
Souza e Silva afirmou ainda que a demanda mundial justifica a aposta da Embraer nas metas financeiras e operacionais para este ano. "O guidance está mantido para este ano", afirmou, sobre a meta de fechar 2017 com receita entre US$ 5,7 bilhões e US$ 6,1 bilhões e entregas de 97 e 102 jatos, no segmento comercial, e de 105 e 125 aviões executivos.
Já no segmento de aviação executiva, o presidente da Embraer vê demanda fraca até 2019. "Parou de piorar. Mas ainda teremos dois anos de estagnação antes que as vendas voltem a crescer. O estoque de usados hoje está na casa de 10% da frota e precisa cair para perto de 4%", disse.

PORTAL G-1


Temer usou avião particular para levar família à Bahia em 2011, diz Planalto

No dia anterior, assessoria de Temer tinha informado que ele utilizara avião da FAB. Diário de bordo diz que avião de Joesley Batista, dono da JBS e delator da Lava Jato, transportou família do então vice.

Por G1, Brasília

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota nesta quarta-feira (7) na qual afirma que, em janeiro de 2011, o presidente Michel Temer, à época vice-presidente da República, utilizou um avião particular para levar a família de São Paulo a Comandatuba, na Bahia.
De acordo com a nota, Temer não pagou pelo serviço e não sabia a quem o avião pertencia.
Nesta terça-feira (6), a TV Globo confirmou informação publicada pelo site O Antagonista, segundo a qual o diário de bordo do avião particular do delator Joesley Batista, entregue a investigadores da Operação Lava Jato, registra a utilização da aeronave pela "família sr. Michel Temer".
Segundo o diário de bordo, a ida foi entregue aos investigadores como forma de tentar comprovar a relação de proximidade de Temer com o empresário, o que o presidente nega.
Após a veiculação da reportagem pelo Jornal Nacional e pelo G1, a assessoria do Palácio do Planato informou que Temer havia utilizado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em uma viagem para Comandatuba em abril de 2011 e não em janeiro daquele ano.
"O então vice-presidente Michel Temer não foi a Comandatuba em janeiro de 2011. Ele foi no mês de abril para compromisso com o grupo LIDE e utilizou aeronave da FAB para seu deslocamento. Michel Temer também usou avião da FAB para deslocamento a Porto Alegre, no mês de janeiro", informou a assessoria.
Na nota divulgada nesta quarta, o texto da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República diz o seguinte:
"O então vice-presidente Michel Temer utilizou aeronave particular no dia 12 de janeiro de 2011 para levar sua família de São Paulo a Comandatuba, deslocando-se em seguida a Brasília, onde manteve agenda normal no gabinete. A família retornou a São Paulo no dia 14, usando o mesmo meio de transporte. O vice-presidente não sabia a quem pertencia a aeronave e não fez pagamento pelo serviço."
De acordo com o plano de vôo do avião de Joesley Batista, ao qual a TV Globo teve acesso, a aeronave PR JBS decolou do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 13h55 do dia 12 de janeiro de 2011 (quarta-feira) levando Temer e família.
O avião chegou ao aeroporto de Comandatuba, na Bahia, às 15h15 e decolou novamente às 15h38, desta vez rumo a Brasília, com Michel Temer a bordo. Às 17h, o então vice-presidente chegou a Brasília. A agenda oficial de Temer naquele dia previa uma série de audiências a partir das 16h.
A família de Temer, que ficou em Comandatuba, voltou para São Paulo em 14 de janeiro no jato de Joesley Batista. O avião decolou às 19h57 e chegou a Congonhas às 21h54.
O registro do diário de bordo do jatinho de Joesley Batista foi entregue à Procuradoria Geral da República e será incluído nas investigações que começaram a partir da delação da JBS.
No último dia 7 de março, Temer manteve um encontro fora da agenda, às 22h30, com Joesley Batista na residência oficial do Jaburu. O empresário registrou o diálogo com o presidente por meio de um gravador escondido. A deleção de Joesley Batista resultou no inquérito que Temer responde por autorização do Supremo Tribunal Federal.
Agenda oficial
A agenda oficial do então vice-presidente Michel Temer em 12 de janeiro de 2011 previa compromissos a partir das 16h. A partir desse horário, Temer, segundo a agenda, recebeu vários deputados, empresários e ministros. Na agenda, não há referência à viagem.
O G1 questionou a assessoria de Temer sobre o motivo pelo qual a viagem não constou da agenda, por que o então vice-presidente viajou em um avião particular cujo proprietário desconhecia e quem pagou os custos da viagem.
Não há norma que obrigue presidentes e vices de divulgarem agendas públicas ou privadas nem proibição ao presidente ou ao vice de usar aeronaves particulares para deslocamentos.
Em viagens de lazer, o vice-presidente tem os aviões da FAB à disposição, desde que justificados eventuais “motivos de segurança”. Segundo a página da FAB, no entanto, “não é competência da tripulação questionar qualquer autoridade sobre detalhes da missão em andamento”.

Aeroporto de Vitória passa a ter controle do tráfego aéreo por radar em vez de comando de voz

Antes, para saber a localização das aeronaves, os controladores de voo precisavam de informações passadas pelos pilotos. Equipamento `Sagitario´ foi inaugurado nesta quarta-feira (7).

Por G1 Es

O Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, em Vitória, passou a controlar os voos com o uso de radar por meio do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações e Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (Sagitario), inaugurado nesta quarta-feira (7).
O diretor do departamento de espaço aéreo, Ten Brig do Ar Carlos Vuyk de Aquino, explica o que acontece com a mudança. “Nós saímos do patamar do controle convencional para o controle radar. O controle convencional é aquela condição em que o controlador sabe onde a aeronave se encontra em função do que o piloto informa para ele”, explicou.
A Aeronáutica informou que o aeroporto já operava com radares e por instrumentos de pouso de precisão. Nesse sentido, a instalação do sistema proporcionou a modernização do gerenciamento de tráfego aéreo.
O Sagitario vai permitir:
Maior precisão da localização das aeronaves
Mais segurança nos pousos e decolagens
Maior aproveitamento do espaço aéreo
Menor distância entre as aeronaves
Possibilidade de redução do tempo de voo
O diretor esclarece que as regras anteriores garantiam a segurança nos voos.
“O radar é um dos elementos tecnológicos que produzem um incremento da segurança nas operações do tráfego aéreo. Não que existissem riscos antes. O que há é uma operação segura como antes, no entanto, com uma possibilidade de redução de distância entre as aeronaves. Evidentemente que, quando você está enxergando o que você está controlando, facilita”, disse.
A ampliação do aeroporto e o novo sistema vão fazer com que os passageiros possam contar com a garantir da pontualidade dos voos.
“O controle de fluxo, na medida em que ele é bem feito, a previsibilidade das aeronaves aumenta muito. Ou seja, um voo previsto para às 10h deverá acontecer às 10h”, explicou Aquino.
O sistema
O Sagitario foi desenvolvido com a participação dos controladores, profissionais que atuam na linha de frente do controle das aeronaves.
No Brasil, com a inauguração em Vitória, já são 15 centros de controle de voo operando com o sistema.
Copa
Esse sistema foi usado durante a Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos no Rio em 2016. Durante os dois eventos mundiais houve um grande aumento do fluxo de aeronaves no espaço aéreo.

AGÊNCIA SENADO


Cancelada leitura do relatório do projeto que atualiza Código Brasileiro de Aeronáutica


Da Redação

Cancelada a reunião prevista para esta quinta-feira (8) da comissão especial que analisa proposta de atualização do Código Brasileiro de Aeronáutica. Uma nova data ainda será definida pela comissão. Os trabalhos do colegiado, presidido pelo senador Vicentinho Alves (PR-TO), basearam-se no anteprojeto da Comissão de Especialistas de Reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica, criada em junho de 2015 pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros, e que atuou por nove meses. Com 374 artigos, o anteprojeto do novo Código da Aeronáutica elaborado pela comissão foi transformado no PLS 258/2016, a ser analisado pela comissão especial de senadores. O relator do projeto é o senador José Maranhão (PMDB-PB).

AGÊNCIA CÂMARA


Entendimento com quilombolas pode permitir expansão de Alcântara


Redação

Durante audiência, Agência Espacial Brasileira defendeu acordo espacial com os Estados Unidos para lançamento de foguetes na base brasileira
Ainda no mês de junho deve ser resolvida uma questão fundiária na região da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, e que impede sua expansão. A área contém 156 comunidades quilombolas. A questão se estende há décadas.
Por sua localização geográfica, o CLA, Centro de Lançamento de Alcântara, gera uma economia de 30% no combustível para lançamentos de satélites. Está no horizonte a assinatura de um acordo de salvaguardas com os Estados Unidos para permitir a ampliação do uso de Alcântara. Mas, para isso, há necessidade de expansão da área ocupada pelo centro.
Do total de 62 mil hectares destinados ao CLA há mais de 30 anos, o complexo ocupa 8.700 hectares. Para expandir seus projetos, há necessidade de pouco mais de 12 mil hectares. As comunidades quilombolas ocupariam dois terços da área total.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara discutiu nesta quarta-feira (7), a importância e a potencialidade do Centro de Lançamento com representantes da Aeronáutica e da Agência Espacial Brasileira.
Acordo
A questão fundiária que envolve os quilombolas em Alcântara é discutida há mais de 30 anos. Mas, na opinião do assessor especial da chefia de Assuntos Estratégicos do Estado Maior das Forças Armadas, Rogério Luiz Verissimo Cruz, a solução está próxima.
Alguns anos atrás, houve consenso entre representantes do governo e da comunidade sobre o assunto, mas o acordo emperrou quando o formato da solução foi por uma declaração de usufruto perpétuo para o comando da Aeronáutica, recusado por não ser previsto em lei.
"Defendemos que fossem realocados e nós criaríamos as entradas de acesso ao mar para que eles pudessem continuar tendo este contato com o mar, atividade pesqueira, isso fora de momento de lançamento. Nós entendemos que é uma solução adequada e agora a solução final está para a Casa Civil da Presidência da República. Nós queremos reunir agora em junho com a Casa Civil para bater o martelo."
Mercado
O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) afirmou que não dá para abrir mão de um mercado que se expande 5% ao ano. Segundo ele, o setor aeroespacial movimenta 330 bilhões de dólares. “Se o Brasil conseguir 5%, 10% desse mercado, já é algo interessante para geração de emprego e criação de tecnologia no Brasil."
O Centro de Lançamento de Alcântara atualmente está com 97 operações de lançamento em andamento. Há quatro operações previstas para este ano. Uma para esta quinta-feira (8), as outras para setembro, outubro e dezembro. Desde que foi criado, o Centro de Lançamento de Alcântara já lançou 475 foguetes.
Tecnologia
Segundo o chefe da assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira, André João Rypl, o acordo espacial com os Estados Unidos é essencial para que Alcântara seja um centro efetivo de lançamento de foguetes, pois estabelece proteções brasileiras à tecnologia americana e proteções americanas à tecnologia brasileira.
"Hoje, qualquer objeto espacial, não necessariamente americano, de qualquer país, possui algum componente americano. Se você não tiver acordo de salvaguarda com os Estados Unidos, você não pode lançar esse objeto porque aquela tecnologia não está protegida. Então o acordo de salvaguarda é um acordo de proteção comercial, não é um acordo para o uso de Alcântara."
O diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Comando da Aeronáutica, brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral, disse que, de 2009 até hoje, foram investidos R$ 385 milhões em infraestrutura e desenvolvimento de projetos em Alcântara. Para este ano estão previstos R$ 4, 4 milhões. De acordo com o militar, para manter a base seriam necessários R$ 200 milhões por ano.
"Mas se olhar que um lançamento comercial custa 165 milhões de dólares, está pago. Faz um lançamento e você paga o investimento de um ano inteiro do programa espacial", afirmou Amaral.

PORTAL BRASIL


Em um ano, FAB transporta 275 órgãos para transplante Doação de órgãos

Decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, possibilitou aumento das missões para salvar vidas

Redação Portal Brasil Com Informações Da Fab

A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou 275 órgãos para transplantes em 365 dias. Esse resultado foi possível graças à assinatura do decreto nº 8.783, pelo presidente da República, Michel Temer, determinando que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para realizar o transporte de órgãos doados.
A medida vale desde o dia 7 de junho de 2016 e também permite o uso de outros aviões da Aeronáutica lotados por todo o País, a depender do trajeto a ser atendido. Foram 216 voos realizados no período.
Antes disso, a FAB não podia manter uma aeronave exclusiva para transportar órgãos. Entre janeiro e junho do ano passado, apenas cinco órgãos haviam sido transportados pelos aviões militares. No mesmo período de 2017, esse número subiu para 86, o que representa um aumento de 1.600%.
De acordo com levantamento divulgado pela FAB, os órgãos mais transportados foram fígado (130), coração (68) e rim (44).
Desafio contra o tempo
O processo de transporte de órgãos é iniciado quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por alguma central estadual sobre a existência de órgão e tecido em condições clínicas para o transplante.
A CNT aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e transporte do órgão.
A logística envolvida em um transplante é complexa. Cada órgão tem um Tempo de Isquemia Fria (TIF), ou seja, o período que ele pode ficar sem circulação sanguínea.
O coração é o órgão de menor TIF, já os rins podem ficar até 24 horas sem serem irrigados. O transporte precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 a 8°C. Se for abaixo do previsto, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão.
Com o transporte realizado pela FAB, processo se torna mais viável e ágil, uma vez que as aeronaves têm condições para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita maior mobilidade fora das capitais.


PORTAL DEFESANET


Profissionais de enfermagem participam de simulação de socorro e resgate


Aspirante Nara Lima Agência Força Aérea

Militares de organizações de saúde do Rio de Janeiro (RJ) e representantes de instituições civis, como Apollo 12 e Universidade Estácio de Sá, participaram de um treinamento na última quarta-feira (31/05).
Entre as atividades, foi realizada uma simulação de socorro e resgate, com o objetivo de retratar a atuação da equipe de enfermagem, de contra-incêndio e do 3º/8º Grupo de Aviação (responsável pelo transporte aeromédico) no ambiente operacional.
Três cenários foram reproduzidos: atropelamento de tropa, colisão de automóvel com motocicleta e vítima de descarga elétrica. Durante o treinamento, também, foram realizadas palestras sobre “A enfermagem em atividades operacionais”, “Atividade aeromédica” e “A atuação do profissional de enfermagem no ambiente militar operacional da Guarnição de Aeronáutica de Santa Cruz”.
Uma mesa redonda a respeito de um real acidente aeronáutico foi promovida e contou com a participação de um piloto de F-5EM e uma equipe de pronto-atendimento que já se envolveram em acidentes.
 Em discurso durante o evento, o Tenente Fábio, Capelão da Ala 12, citou a seguinte frase do Papa Francisco: “As enfermeiras e os enfermeiros, por causa da proximidade com o doente, têm uma qualidade especial para acompanhar e, também, para curar”.
Já o Major Márcio Borsato, Comandante do Esquadrão de Saúde, ressaltou a importância do papel da enfermagem na equipe de atendimento à saúde, sem a qual os médicos não conseguiriam trabalhar. A programação foi alusiva ao Dia Internacional de Enfermagem, celebrado mundialmente no dia 12 de maio, em homenagem a Florence Nigthingale, enfermeira britânica, pioneira no tratamento de feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia.

OUTRAS MÍDIAS


JCNET, Bauru (SP)


Réplica do 14 Bis voará em Bauru

Avião histórico dividirá as atenções com Esquadrilha da Fumaça na terceira edição do Arraiá Aéreo; evento será sábado e domingo no Aeroclube
Cinthia Milanez
A réplica do 14 Bis fará uma apresentação na qual, quem estiver a postos para foto, poderá captar a imagem do modelo com a Esquadrilha da Fumaça ao fundo. O "encontro" ocorrerá durante o 3.º Arraiá Aéreo, evento gratuito promovido pela Fundação Astronauta Marcos Pontes e Prefeitura de Bauru em parceria com o Jornal da Cidade e diversas organizações e empresas entre os dias 10 e 11 de junho.
Coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), diretor de operações da Fundação Astronauta Marcos Pontes e um dos organizadores da iniciativa, Edson Mitsuya revela que a réplica foi construída pelo civil Alan Calassa, no ano de 2004, em homenagem ao centenário da aviação brasileira.
O voo da emblemática aeronave ocorrerá no domingo (11), em duas ocasiões: às 10h e às 17h. Na mesma tarde do domingo a Esquadrilha da Fumaça se apresentará, com os aviões A-29 Super Tucano, que atingem mais de 500 quilômetros por hora.
"Será um momento inédito para a história da aviação brasileira: no céu, mostraremos como tudo começou e como está hoje em dia", explica.
QUANDO?
Voo da emblemática aeronave ocorrerá no domingo (11) em duas ocasiões: às 10h e às 17h; é durante a tarde que o 14 Bis poderá ser fotografado com Esquadrilha da Fumaça ao fundo
Haverá, ainda, outras réplicas de modelos históricos, tais como o Demoiselle - considerado o melhor modelo de avião criado pelo brasileiro Santos Dumont -, o Jato L-39 - avião de treinamento avançado desenvolvido pela antiga Checoslováquia, na década de 60 - e o Antonov - aeronave de transporte cargueiro estratégico.
De todas, apenas o Demoiselle, cuja réplica foi construída pelos estudantes da ITE, também em homenagem ao centenário da aviação brasileira, ficará em exposição estática.
A demonstração, contudo, será apenas uma das inúmeras atrações da feira de aviação, que celebra o 11.º aniversário da Missão Centenário, que levou Marcos Pontes, pela primeira vez, ao espaço.
OUTRAS ATRAÇÕES
O Arraiá contará com a revoada de aviões da Escola de Aviação Civil (EJ), performances de aviões civis da Associação Brasileira de Acrobacia Aérea (Acro) e jatos da Marinha, paraquedistas, aeromodelos e drones.
O público poderá, ainda, passear em balões de ar quente e ver, de perto, helicópteros e carros de combate do Exército. Haverá, também, a comercialização de comidas juninas e apresentações musicais de grupos da região, do Coral Astropontes, Banda Sinfônica da Academia da Força Aérea Brasileira, Banda da Polícia Militar, Banda Sinfônica Municipal, Banda do Senai de Bauru e de grupos como Os Kpangas.
AVE DE RAPINA
O 14 Bis, também conhecido como Oiseau de Proie - é o francês para ave de rapina -, foi um avião construído pelo inventor brasileiro Alberto Santos Dumont. O aviador conquistou o Prêmio Archdeacon e o Prêmio do Aeroclube da França ao realizar um voo de 220 metros em Paris, em 12 de novembro de 1906.
SERVIÇO
O 3.º Arraiá Aéreo de Bauru ocorrerá nos dias 10 (sábado, das 14h às 21h) e 11 (domingo, das 9h às 19h), no Aeroclube de Bauru, situado na quadra 19 da alameda Octávio Pinheiro Brisolla, na Vila Universitária. A entrada será gratuita, mas pede-se, a quem puder, a doação de 1 quilo de alimento não perecível para destinação social.
O evento conta com uma parceria do Jornal da Cidade e tem a realização da Fundação Astronauta Marcos Pontes, além da Prefeitura de Bauru. Mais informações podem, ainda, ser obtidas pelo site oficial, que é o http://www.eventoaereo.com.br

ESBrasil (ES)


Voos em Vitória serão controlados por sistema automatizado

Redação
O sistema garantirá mais segurança e pontualidade às aeronaves que sobrevoam a capital do Espírito Santo
Em função da crescente demanda pelos serviços de controle de tráfego aéreo no Espírito Santo, foi implantado um sistema automatizado de controle, que já estava em funcionamento desde o dia 1º de junho. A apresentação do sistema SAGITARIO foi realizada na manhã desta quarta-feira (07), na torre de controle do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, em Vitória, e contou com a presença de representantes da Infraero e da Força Aérea Brasileira (FAB).
A implantação do sistema é o resultado de uma parceria entre a FAB, a Infraero e a Atech, empresa do Grupo Embraer. O Centro de Controle de Aproximação de Vitória (APP-Vitória) será responsável pela gestão dos movimentos aéreos naquela região.
Por conta da demanda de aeronaves em Vitória ter aumentado somada ao incremento das operações de helicópteros na Bacia Petrolífera do Espírito Santo, o sistema surgiu para auxiliar as operações no tráfego aéreo. Além disso, Vitória recebeu, somente em 2016, um total de 1.592.450 visitantes, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR), tornando-se uma das capitais mais visitadas por turistas.
Além do SAGITARIO (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações e Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional), desenvolvido pela Atech em parceria com a FAB, o APP-Vitória recebeu, por intermédio da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), o radar RSM970, instalado na Área de Controle Terminal de Vitória (TMA-VT). Com isso, o SAGITARIO também será responsável por receber e tratar as informações obtidas pelo radar.

De acordo com o coordenador da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), major brigadeiro Almeida, a implantação de um Sistema de Vigilância Radar, por definição, possibilita ao controlador acompanhar os tráfegos que estejam evoluindo na área terminal, tornando mais fácil a tarefa de manter um fluxo de tráfego aéreo seguro e ordenado. “Será possível aplicar uma menor distância de separação entre as aeronaves e, consequentemente, alcançar menores tempos de voo, contribuindo para um decréscimo de consumo de combustível e para um acompanhamento contínuo da trajetória dos voos nos diversos setores da área terminal de Vitória”, afirmou.

O major ressalta que a implantação do sistema no Estado é de suma importância para auxiliar principalmente o tráfego áereo. “Trazer o sistema ao Espírito Santo abrirá mais portas, pois proporcionará mais conforto aos controladores, já que a demanda nos Estado tem aumentado consideravelmente. A segurança operacional será mantida, mas com o sistema a segurança será redobrada”, garantiu.

O SAGITARIO marca a evolução do sistema de controle aéreo no Brasil, por empregar uma solução inovadora para a comunicação, navegação e vigilância na gestão do espaço aéreo brasileiro. O sistema, inclusive, foi um grande aliado das autoridades brasileiras durante a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016. Com ele, o país conduziu com sucesso o transporte aéreo para os dois eventos mundiais, mantendo o nível de segurança e eficiência das operações, mesmo com o grande aumento no fluxo de aeronaves no espaço aéreo brasileiro.

O sistema atua desde o momento que antecede decolagem até o estacionamento da aeronave no aeroporto de destino. Além disso, ele possibilita que todo foco de ação do controlador de tráfego aéreo esteja sempre voltado à sua área de trabalho, aumentando significantemente sua consciência situacional.

O superintendente da Infraero – Aeroporto de Vitória, Afrânio Souza Mar, disse que o sistema já funcionava no aeroporto, mas de forma convencional. “Antes, as torres necessitavam das informações das aeronaves para operar. Agora, o sistema facilitará esse trabalho e evitará qualquer eventualidade durantes os voos”, destacou.
No Brasil, com a inauguração em Vitória, já são 15 centros de controle de voo operando com o sistema: 4 ACC (Centro de Controle de Aérea), 9 APP (Centro de Controle de Aproximação) e o ICEA (Instituto de Controle do Espaço Aéreo), onde são formados os novos controladores de tráfego aéreo.
Após a apresentação do sistema, foi oficialmente inaugurada da sala de controle por meio dos representantes da FAB e da Infraero.
SISTEMA SAGITARIO
O SAGITARIO foi desenvolvido com a participação dos controladores, profissionais que atuam na linha de frente do controle das aeronaves, e disponibiliza um conjunto de ferramentas operacionais de apoio à tomada de decisão mais objetiva e ágil, seguindo as melhores práticas e recomendações existentes no mercado internacional, dentre elas os sistemas especificados pela Eurocontrol (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea).
Serão dois radares, um localizado no Aeroporto de Vitória e outro na área de Santa Teresa, localizada no interior do Estado do Espírito Santo. Com 380 km de distancia, o controlador poderá identificar os sinais das aeronaves próximas. O sistema fará a fusão de todas as informações como altitude, longitude, entre outras, e apresentará ao controlador da torre.
O tempo de distância entre uma aeronave e outra será de 6 minutos por conta da estrutura do Aeroporto de Vitória. Com a finalização das obras, o problema será solucionado e o tempo de espera será ainda mais reduzido.
OBRAS DO AEROPORTO
Durante a apresentação, também foi abordada a situação das obras de ampliação do Aeroporto de Vitória. De acordo com o superintendente da Infraero – ES, as obras avançaram em 80% e a expectativa é de que se estenda até o fim do ano.
“A obra tem até o mês de setembro para ser finalizada, mas pode ocorrer de se estender até dezembro por conta de adequação da estrutura do tráfego áereo, de novos procedimentos que precisam ser homologados e sejam finalizados, dentre outros elementos”, explicou Afrânio.
A obra é de responsabilidade do governo federal e foi retomada em junho de 2015. A previsão atual é de que seja concluída no dia 25 de dezembro de 2017. Ao todo, o investimento é de R$ 523 milhões e 500 mil.



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