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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 16/05/2017 / Comunidade internacional condena Coreia do Norte por míssil lançado


Comunidade internacional condena Coreia do Norte por míssil lançado ...  

Foi o míssil balístico mais bem-sucedido que a Coreia do Norte já testou ...

A comunidade internacional condenou, com veemência, a Coreia do Norte pelo lançamento, neste domingo (14), de mais um míssil. Ele poderia atingir um alvo a até 4,5 mil quilômetros de distância.

O ditador Kim Jong-un tem razões para aplaudir. Foi o míssil balístico mais bem-sucedido que a Coreia do Norte já testou. O Hwasong-12 subiu mais de dois mil metros e caiu no mar do Japão a quase 800 quilômetros de onde foi lançado. Voando a uma altitude mais baixa, poderia alcançar o território americano de Guam, no Pacífico sul.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o teste é inaceitável e pediu a retomada do diálogo. Para o Japão, o novo míssil eleva o grau da ameaça norte-coreana.

O teste também foi condenado pela ONU, que marcou uma reunião do Conselho de Segurança.

Mas por que a Coreia do Norte, um país do tamanho do estado do Maranhão e com 25 milhões de habitantes, banca um programa nuclear que desafia o mundo há mais de 20 anos? O regime considera que esse é o único jeito de se manter em destaque no mapa e garantir a permanência no poder da dinastia Kim.

A Coreia do Norte desenvolveu nove tipos de mísseis balísticos com alcances que variam de 150 até 10 mil quilômetros. Desses, quatro atingiriam a Coreia do Sul e o Japão - dois aliados americanos.

Os modelos KN de longo alcance nunca foram testados. E os taepodong-2, com alcance para chegar até os Estado Unidos falharam, mas estão sendo aprimorados.

Para Jenny Town, do núcleo de estudos sobre as Coreias da Universidade Johns Hopkins, é uma questão de tempo até o míssil de longo alcance funcionar: “De dois a cinco anos, se eles continuarem nesse ritmo”.

Durante a Guerra Fria, a Coreia do Norte contava com a proteção dos soviéticos. Com o fim da União Soviética, em 1991, os norte-coreanos decidiram se proteger sozinhos.

A ameaça de um ataque preventivo dos Estados Unidos só acelerou o programa militar de Kim Jong-un.

“Um ataque na região poderia levar a uma escalada militar sem controle. A melhor saída é a diplomacia”, diz Jenny Town.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Polícia Militar de SP prepara para compra inédita de armas no exterior


Rogerio Pagnan

Após duas décadas utilizando pistolas de uma mesma marca, alvo de questionamentos técnicos, a Polícia Militar de São Paulo prepara uma licitação internacional para comprar novo armamento.
A previsão é adquirir 5.000 pistolas .40 para a tropa de choque, que inclui a Rota (grupo de elite da polícia).
A Polícia Militar já obteve autorização do Exército para a compra internacional e aguarda parecer final da Procuradoria Geral do Estado.
Por ser algo inédito em São Paulo, a corporação também realizou audiência pública em março para apresentar detalhes técnicos do armamento que pretende adquirir.
Segundo a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), nove empresas mostraram interesse na disputa. Com efetivo próximo de 90 mil agentes e orçamento de R$ 14,8 bilhões por ano, a PM paulista é a principal compradora de armas do país –desembolsou R$ 29 milhões nos últimos cinco anos.
A autorização do Exército é considerada um entrave porque, pelo Estatuto do Desarmamento, de 2003, não é permitido adquirir armamento importado quando existe similar nacional, como ocorre com as pistolas.
A PM obteve a liberação do Exército para lançar uma disputa internacional porque a Taurus foi impedida de realizar novos contratos com a corporação por dois anos.
A sanção foi imposta à empresa pelo governo paulista em outubro passado, após problemas na execução de um contrato para fornecimento de 6.000 submetralhadoras .40.
A empresa não teria conseguido resolver os problemas técnicos das armas, por uma compra realizada em 2013. Procurada, a Taurus não quis comentar seu impedimento. Disse apenas, em nota, que acompanha a licitação da PM (leia abaixo).
FAVELA NAVAL
A compra de pistolas pela PM de São Paulo teve início em 1997, logo depois do episódio conhecido como "Caso da Favela Naval", reportagem exibida pela Rede Globo que mostrou cenas de extorsão e homicídio praticados por policiais militares em favela de Diadema, no ABC paulista.
A aquisição de novo armamento fazia parte de um processo de recuperação de imagem, que também passava pela renovação de procedimentos e cor da farda.
Na época, a principal arma utilizada pelos policiais eram os revólveres calibre .38.
Em 1997, um grupo de oficiais foi montado pela PM para realização de testes para escolha da melhor pistola disponível no mercado. Entre os participantes estavam Nilson Giraldi, hoje coronel da reserva, e Olímpio Gomes, que, além de major, é atualmente deputado federal pelo SD-SP.
"Das 12 pistolas avaliadas, a Taurus foi a pior delas. Um lixo. A melhor foi a Glock [austríaca], que custava U$ 800. Acabamos comprando a Taurus por US$ 1.400 sob a justificava de prestigiar a indústria nacional", diz Olímpio.
POLÍCIA FEDERAL
Nos últimos anos, outras instituições, como a PF (Polícia Federal), foram atrás de armamento importado.
O governo federal montou em 2013 um grupo de estudos para analisar as armas nacionais diante de notícias pelo país de acidentes com armas.
A partir do estudo, ao qual à Folha teve acesso, foram sugeridas, entre outras medidas, a realização de licitação internacional, já que a qualidade do produto nacional estaria em "patamares inadequados e inferiores às demandas operacionais" necessários.
OUTRO LADO
Procurada, a empresa Taurus não quis comentar os motivos que levaram a Polícia Militar de SP a impedi-la de participar de novas licitações no Estado. Em nota, disse apenas que acompanha o caso. "[A Taurus] procura sempre contribuir para o aparelhamento das forças policiais e, seguindo essa política, acompanha o processo de licitação da PM-SP."
Na resposta aos questionamentos, a empresa não admite nenhum tipo de problema em suas armas. Diz que as notícias a esse respeito fazem parte de uma campanha. "A empresa é alvo de uma campanha difamatória, movida por interesses comerciais e financeiros, que lança mão de informações incorretas para atingir sua reputação."
Ainda sobre a qualidade das armas, a nota da empresa diz que "o Exército Brasileiro fez avaliação completa do processo produtivo da Taurus e de suas armas e não encontrou falhas de projeto ou fabricação que sejam responsáveis por acidentes com armas de fogo."
"Laudos técnicos realizados de acordo com as normas em vigor também têm confirmado a ausência de responsabilidade da Taurus por tais incidentes."
Procurada, a Secretaria da Segurança não deu os detalhes que levaram ao impedimento da Taurus. Mandou para a reportagem trecho de um publicação do Portal da Transparência, que já havia sido enviada à Folha pelo Palácio dos Bandeirantes na última sexta (12), na qual diz que a sanção se deu "pela inexecução total ou parcial do contrato".
O secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, também não quis falar sobre o assunto.

Bolsonaro era agressivo e tinha excessiva ambição, diz ficha militar


Rubens Valente

Documento sigiloso produzido pelo Exército na década de 1980 mostra que oficiais superiores do hoje presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) o avaliaram como dono de uma "excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente".
A avaliação foi protocolada sob sigilo, em 1987, no gabinete do então ministro do Exército, Leonidas Pires Gonçalves, durante um processo a que Bolsonaro foi submetido no Conselho de Justificação (espécie de inquérito).
Conforme a Folha divulgou nesta segunda-feira (15), no processo Bolsonaro reconheceu ato de indisciplina e deslealdade por ter divulgado um texto, sem autorização de seus superiores, com pedido de aumento salarial. Ele foi condenado pelos três coronéis que compunham o conselho mas, após um recurso, conseguiu a absolvição no STM (Superior Tribunal Militar).
Segundo a "ficha de informações" produzida em 1983 pela Diretoria de Cadastro e Avaliação do ministério, Bolsonaro, na época tenente com 28 anos de idade, "deu mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de garimpo de ouro. "Necessita ser colocado em funções que exijam esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente".
Em interrogatório a que foi submetido no conselho, Bolsonaro reconheceu ter feito garimpo "na cidade de Saúde, próximo de Jacobina [BA]", durante as férias, na companhia de três tenentes e dois sargentos paraquedistas, dois dos quais "estavam sob seu comando". Bolsonaro disse que não teve lucro e classificou a atividade como "hobby ou higiene mental".
Ouvido pelo conselho, o superior de Bolsonaro, coronel Carlos Alfredo Pellegrino, disse que tentou demovê-lo da ideia do garimpo, mas conheceu "pela primeira vez sua grande aspiração em poder desfrutar das comodidades que uma fortuna pudesse proporcionar".
Ao regressar, Bolsonaro procurou o oficial. Por um lado ele se "retratou", mas por outro teria "confirmado sua ambição de buscar por outros meios a oportunidade de realizar sua aspiração de ser um homem rico".

Em sua decisão final, o Conselho de Justificação concordou com a avaliação da ficha de informações. "A imaturidade é de um profissional que deveria estar dedicado ao seu aprimoramento militar, através do adestramento, leitura e estudos, e não aventurar-se em conseguir riquezas."
Segundo o coronel Pellegrino, Bolsonaro "tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos".
OUTRO LADO
Em entrevista por telefone, Bolsonaro disse: "Vá catar coquinho, Folha de S.Paulo. Vocês estão recebendo de quem para fazer matéria? Vocês estão recebendo de quem para me perseguir?".
Prosseguiu: "Publica essa porra de novo agora sem falar comigo. Eu só falo com vocês gravando", disse o parlamentar. "Continue escrevendo essas porcarias aí na Folha."

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Força Nacional começa a patrulhar acesso a favelas no Rio

Agentes estão nas vias de acesso do complexo de favelas da Pedreira e do Chapadão, na zona norte; objetivo principal é coibir roubo de cargas

Constança Rezende

A Força Nacional de Segurança começou a atuar no reforço da segurança do Rio na manhã desta segunda-feira, 15. Seus agentes estão em vias de acesso do complexo de favelas da Pedreira e do Chapadão, que ficam nos bairros de Costa Barros, Barros Filho e Pavuna, na zona norte. O objetivo é principalmente coibir o roubo de cargas de caminhões.
Em reunião no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) na semana passada, foi decidido que os agentes reforçariam o patrulhamento de vias expressas, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, e das rodovias Dutra e Washington Luiz, que levam a São Paulo e a Minas Gerais. A ideia é que integrem um sistema operacional conjunto com as polícias do Rio e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), como foi feito durante o período da Olimpíada no Rio, dez meses atrás.
A tropa chegou ao Rio na terça-feira passada, 9, vinda de Brasília. Os agentes estão baseados no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Rio (CFAP), em Sulacap, zona oeste da capital. Um dos objetivos do reforço é liberar PMs para atuar em outros pontos sensíveis, no patrulhamento de ruas e em ações em favelas.

Deturpam a reforma da Previdência com contrainformação

Seja por má-fé ou falta de conhecimento, ficou a errônea ideia de que mexer na Previdência é ruim, diz especialista

Leonardo Rolim, Alexa Salomão, O Estado De S.paulo

Pelas estimativas de Leonardo Rolim Guimarães, ex-secretário de Previdência e consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados, até o início de junho a Reforma da Previdência passa. O maior esforço agora é derrubar “a argumentação falaciosa” que prejudica a tramitação no Congresso e a compreensão do cidadão. “A comunicação foi muito deturpada”, diz ele. A seguir, trechos da entrevista.
Eu estimo que, entre final de maio ou início de junho, o governo já tenha todos os votos de que precisa.
Por que está demorando mais tempo do que o previsto?
Essa reforma é difícil de qualquer jeito, ainda mais em ano pré-eleitoral, e a sua comunicação, em tempos de redes sociais, foi muito deturpada.
Deturpada em que sentido?
Chegou para as pessoas que a reforma é ruim, negativa e desnecessária. Muitas mentiras foram colocadas na internet, de forma totalmente irresponsável. As pessoas já são resistentes às mudanças e leem essas coisas, já viu: basta que alguém fale algo que elas se convencem logo e ficam contra. Era de se esperar, nesse cenário, que o governo tivesse dificuldade. Apesar de o governo até ter uma base muito mais ampla que os três quintos necessários para a aprovação, uma quantidade considerável de parlamentares realmente ainda não está convencida da real necessidade da reforma. Eles ficam perguntando se não dava para esperar, se é tão grave assim. A gente vai lá, explica: olhe, a reforma está atrasada.
Atrasada em quanto tempo?
Voltando lá atrás. Fernando Henrique Cardoso, quando presidente, fez uma reforma na Previdência. Nem de longe, porém, ela foi o que ele pretendia. O texto que saiu do Congresso ficou bem aquém do que era preciso. Resultado: foi uma reforma importante, mas não resolveu o problema. Em pouco tempo, foi preciso fazer outra. Mas a mesma coisa aconteceu no governo de Lula: ele mandou um projeto muito mais ambicioso, o que saiu foi menos. Em 2011, criamos grupos de trabalho com aposentados, com centrais sindicais. Era para o governo ter apresentado uma proposta, mas não saiu. Em 2015, Dilma Rousseff retomou a questão, anunciou que faria a reforma. Novos grupos foram criados. Mas veio o impeachment. Aí entra o governo de Michel Temer. Tem gente que diz que agora estão acelerando a discussão da reforma. Não. São uns 10 anos de atraso, se pensarmos que devia ter saído no governo Lula.
O sr. mencionou que a reforma de FHC foi diluída e não resolveu o problema. O que seria “resolver o problema”?
Garantir que o governo vai ter dinheiro no futuro, para poder pagar a aposentadoria de quem é jovem hoje e, lá na frente, vai ser velho. Garantir equilíbrio dos benefícios concedidos entre ricos e pobres. O Barroso está certo no que disse (no sábado passado, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, defendeu a Reforma da Previdência, alegando que o modelo atual transfere renda dos mais pobres para os mais ricos). O nosso sistema previdenciário é altamente regressivo. A reforma vai melhorar a distribuição de renda. Digo o mesmo sobre os jovens. Tenho pena dos jovens que são contra. Essa reforma é para eles.
Não vai ter dinheiro mesmo?
Não tenha dúvida: não vai ter. A conta é simples. Há 20 anos, o sistema tinha metade dos aposentados que tem hoje. Em 2050, serão o triplo do que temos hoje, mas a quantidade de pessoas contribuindo vai ser praticamente o que temos hoje. Você já cobre esse buraco usando dinheiro de impostos. Quem paga mais impostos? Os mais pobres. Barroso está certo: tiramos dinheiro dos mais pobres para dar de aposentadoria aos mais ricos. E se hoje a sociedade já não consegue pagar, já tem um rombo, como vai pagar no futuro? Já estamos tirando dinheiro de educação, de saúde, de investimento, de ciência e tecnologia para cobrir a Previdência. Não precisa ser expert em matemática para ver como será no futuro.
Como militares ficaram de fora e aposentadorias especiais prevalecem, fica a impressão de que a reforma prejudica os pobres.
O que acontece no debate sobre a reforma hoje aconteceu nos debates anteriores. A elite brasileira sempre foi vampira, sanguessuga. São pessoas inteligentes, bem formadas, competentes. Mas usam os pobres como escudos. Para defenderem os seus privilégios, criam toda uma argumentação falaciosa, para que os pobres e os jovens, os grandes beneficiários, fiquem contra. Toda ênfase dessa reforma preserva os mais pobres e tira privilégios da maioria dos funcionários públicos. Gente como eu e o Marcelo (Caetano, secretário de Previdência), funcionários públicos, somos odiados pelos colegas hoje. Quem se aposenta mais cedo? Quem tem emprego estável, carteira assinada a vida toda ou emprego no serviço público. Pobre não tem isso. Pela regra nova fica igual para todo mundo – e essa é a diferença dessa reforma que irrita a elite. Acaba aposentadoria precoce, acaba a regra diferenciada, acaba a integralidade e a paridade. E a regra de transição endurece para quem ia se aposentar cedo. Obriga a criação de Previdência complementar nos Estados. Todo mundo vai ter o teto do INSS. Entre os novos trabalhadores, não tem privilégio para ninguém e, entre os antigos, reduz muito dos privilégios existentes. Você tem ideia de quanto ganham os auditores fiscais, que fizeram campanha contra a reforma? Uns R$ 25 mil. Por que você acha que são contra?

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Comunidade internacional condena Coreia do Norte por míssil lançado

Foi o míssil balístico mais bem-sucedido que a Coreia do Norte já testou.

A comunidade internacional condenou, com veemência, a Coreia do Norte pelo lançamento, neste domingo (14), de mais um míssil. Ele poderia atingir um alvo a até 4,5 mil quilômetros de distância.
O ditador Kim Jong-un tem razões para aplaudir. Foi o míssil balístico mais bem-sucedido que a Coreia do Norte já testou. O Hwasong-12 subiu mais de dois mil metros e caiu no mar do Japão a quase 800 quilômetros de onde foi lançado. Voando a uma altitude mais baixa, poderia alcançar o território americano de Guam, no Pacífico sul.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o teste é inaceitável e pediu a retomada do diálogo. Para o Japão, o novo míssil eleva o grau da ameaça norte-coreana.
O teste também foi condenado pela ONU, que marcou para terça-feira (16) uma reunião do Conselho de Segurança.
Mas por que a Coreia do Norte, um país do tamanho do estado do Maranhão e com 25 milhões de habitantes, banca um programa nuclear que desafia o mundo há mais de 20 anos? O regime considera que esse é o único jeito de se manter em destaque no mapa e garantir a permanência no poder da dinastia Kim.
A Coreia do Norte desenvolveu nove tipos de mísseis balísticos com alcances que variam de 150 até 10 mil quilômetros. Desses, quatro atingiriam a Coreia do Sul e o Japão - dois aliados americanos.
Os modelos KN de longo alcance nunca foram testados. E os taepodong-2, com alcance para chegar até os Estado Unidos falharam, mas estão sendo aprimorados.
Para Jenny Town, do núcleo de estudos sobre as Coreias da Universidade Johns Hopkins, é uma questão de tempo até o míssil de longo alcance funcionar: “De dois a cinco anos, se eles continuarem nesse ritmo”.
Durante a Guerra Fria, a Coreia do Norte contava com a proteção dos soviéticos. Com o fim da União Soviética, em 1991, os norte-coreanos decidiram se proteger sozinhos.
A ameaça de um ataque preventivo dos Estados Unidos só acelerou o programa militar de Kim Jong-un.
“Um ataque na região poderia levar a uma escalada militar sem controle. A melhor saída é a diplomacia”, diz Jenny Town.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Temer diz que reforma da Previdência só será plenamente instituída em 2038

Em entrevista à RedeVida, presidente fez uma avaliação de seu primeiro ano no Palácio do Planalto e esclareceu alguns pontos da reformulação na Previdência

Em entrevista ao programa Frente a Frente, da TV RedeVida, exibido nesta segunda-feira (15/5) para marcar seu primeiro ano à frente do Palácio do Planalto, o presidente da República Michel Temer explicou que a reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional, só será plenamente instituída em 2038. Isso porque, de acordo com a proposta, a idade mínima para aposentadoria vai subir gradualmente na proporção de 2 para 1 (a cada dois anos, o mínimo fica um ano maior). Assim, ele só chegaria ao que é proposto — 63 anos para mulheres e 65 para homens — daqui a 21 anos.

Na prática, isso significa que, quanto mais perto uma pessoa estiver de se aposentar atualmente, menos ela sentirá os efeitos da reforma. Na avaliação de Temer, será uma transição "muito suave, mas necessária". O presidente também prestou esclarecimentos sobre o tempo mínimo de contribuição previsto na proposta.
Segundo o peemedebista, uma pessoa poderá se aposentar recebendo 70% do salário aos 55 anos de idade e 25 de contribuição. Passado esse tempo de recolhimento para o INSS, o percentual do salário subirá 1,5% a cada ano. Quando atingir a faixa de 30 a 35 anos de contribuição, esse aumento será de 2% por ano. Ou seja, se um trabalhador se aposentar com 35 anos de contribuição, aos 65 anos de idade, ele receberá 87,5% de seu salário.
Mais uma vez, Temer defendeu exaustivamente as reformas apresentadas por seu governo. Ele afirmou que as reformulações na Previdência Social precisam ser feitas de tempos em tempos. Na avaliação dele, a proposta enviada ao Congresso "duraria 30 anos". No entanto, a matéria foi modificada pelo Legislativo e acabará durando menos, mas, agora, ela seria "compatível com que os vários setores desejam".

"A reforma da Previdência está adequada àquilo que a sociedade pensa. Eu nem diria mais que é uma reforma do governo. É uma reforma da sociedade, representada pelo que se discutiu no Congresso Nacional", chegou a dizer o peemedebista. Vale lembrar que, em 1º de maio, o instituto Datafolha divulgou uma pesquisa mostrando que 71% dos brasileiros são contra as mudanças.
Em entrevista à jornalista Denise Rothenburg, colunista do Correio, Temer disse ter certeza que a reforma será aprovada no Plenário da Câmara (para isso, são necessários 308 votos), mas minimizou uma eventual derrota. "Parece que agora ou a reforma é aprovada ou não tem governo. E não é verdade. Eu acho que a reforma é fundamental, que será aprovada com apoio do Congresso, mas ela não é o único fato que levamos adiante no governo", ponderou.

Por fim, o presidente não descartou a possibilidade de contrariar o Congresso e vetar eventuais mudanças na matéria ou instituir partes da reforma por meio de uma Medida Provisória. "Depois das discussões e das eventuais objeções feitas pelo Senado, o governo vai avaliar se vale a pena ou não fazer isso. Vamos ver quais são os temas que virão do Senado Federal", concluiu.

Ainda na entrevista, Temer fez breves comentários sobre a Operação Lava-Jato, as delações premiadas e o fim do foro privilegiado. Sempre que questionado, o presidente dizia não querer tocar nesses assuntos, em nome da independência dos poderes. Mesmo assim, disse que fez uma "linha de corte" para só demitir ministros investigados pela operação quando eles se tornarem réus. "Senão a cada momento que A falasse de B viria uma pressão. O A falar de B significa apenas o início de tudo", considerou.
Sobre as delações premiadas, o peemedebista as avaliou como "importantes, mas excepcionais". Na opinião dele, esse instrumento jurídico tem sido banalizado: "só uma empresa [a Odebrecht] tinha 77 delatores". Em relação ao foro privilegiado, Temer disse ter uma preocupação com o fim irrestrito da prerrogativa. "Imagine um ministro do Supremo Tribunal Federal sendo processado por um juiz de primeiro grau. Percebe a inversão de valores? Tem que ter uma certa harmonia nesses julgamentos", justificou.

Eleições 2018, popularidade e "maior acerto"

Mais uma vez, Temer negou a intenção de concorrer ao Planalto em 2018 e disse ainda ser muito cedo para apontar um eventual apoio a candidatos na eleições gerais do próximo ano. Sobre a declaração do ministro Eliseu Padilha ao Correio, de que o PMDB terá um candidato à Presidência, o atual chefe do Executivo afirmou que "todo partido tem o desejo de ter um candidato próprio" e negou que essa manifestação, que poderia criar um atrito com outros partidos que buscam apoio para a disputa ao Planalto, seja capaz de prejudicar a tramitação da reforma no Congresso.
Em relação à baixa popularidade, Temer entende que o "reconhecimento" por suas ações "virá com o tempo" e considerou o "diálogo produtivo com o Congresso" como o maior acerto de seu primeiro ano na Presidência. "Sempre achava que os governos tomavam o Legislativo como um apêndice do Executivo. A cultura geral é essa. E não é assim. Eu fiz do Legislativo um parceiro de governo. Eu produzo um ato, mando para o Congresso e ele tem que aprovar. Governamos juntos", destacou.


PORTAL G-1


Nova versão de vírus responsável por ciberataques é encontrada, diz empresa

Variável do ransomware WannaCry chegou a infectar cerca de 3,6 mil computadores por hora, diz companhia de segurança digital Check Point.

Uma nova versão do vírus "WannaCry", responsável pelo ciberataque de sexta-feira (12) que afetou 200 mil usuários em pelo menos 150 países, foi encontrada nesta segunda-feira (15), de acordo com a empresa de segurança digital Check Point Software. A nova ameaça, no entanto, já foi neutralizada, afirma a companhia.
A variável do "ransomware", tipo de vírus que bloqueia o acesso aos dados do computador até que seja paga uma quantia em dinheiro, infectava cerca de 3,6 mil computadores por hora, segundo Maya Horowitz, pesquisadora da Check Point.
A empresa diz que conseguiu evitar a disseminação do novo vírus – e o consequente dano aos dados das máquinas – usando um servidor para fazer um "kill switch", recurso que funciona como um botão de emergência do software.
A ameaça
O ciberataque de sexta é sem precedentes e exigirá investigação internacional para a identificação dos culpados, informa a Europol, o serviço europeu de polícia. A onda de ataques afetou o funcionamento de muitas empresas e organizações, como hospitais britânicos, a gigante espanhola Telefónica e a empresa francesa Renault. No Brasil, empresas e órgãos públicos de 14 estados mais o Distrito Federal também foram afetados.
Dezenas de milhares de computadores foram infectados na sexta por um vírus "ransonware", explorando uma falha nos sistemas Windows, exposta em documentos vazados da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).
O vírus de resgate usado no ataque cobrava entre US$ 300 e US$ 600 pagos na moeda digital Bitcoin, de difícil rastreamento.


Governo propõe liberar voos de autoridades na classe executiva de aviões

Pelas regras atuais, passagens estão limitadas à classe econômica; procurado, ministério disse que objetivo é evitar a utilização de aviões da FAB para deslocamento de autoridades.

Ao enviar ao Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, o governo federal propôs liberar, a partir do ano que vem, a possibilidade de autoridades viajarem na classe executiva de aviões.
Pelas regras atuais, definidas pelo Legislativo no Orçamento de 2017, estão autorizadas somente viagens na classe econômica.
Na LDO do ano que vem, o governo incluiu um parágrafo que elenca quais autoridades terão direito à classe executiva, que garante assento mais confortável e melhores serviços durante o voo.
Entre essas autoridades, estão presidente e vice-presidente da República; ministros; deputados federais; senadores; desembargadores federais; ministros de tribunais superiores; ministros do Tribunal de Contas da União; procurador-geral e os subprocuradores-gerais da República; defensor público-geral federal; e comandantes das Forças Armadas.
A medida tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional para passar a valer.
Passagens aéreas
Em 2015, durante a gestão Dilma Rousseff, o governo editou um decreto que retirou o direito de ministros viajarem na primeira classe.
Com a regra, presidente e vice passaram a ser os únicos a ter direito à categoria mais elevada e ministros ficaram com direito à classe executiva, enquanto os demais servidores, à econômica.
Em 2016, contudo, o Congresso incluiu no Orçamento de 2017 a proibição de compra de passagens em classe executiva ou em primeira classe para todos os funcionários públicos, incluindo presidente, vice-presidente, ministros e comandantes.
O que diz o governo
Em nota, o Ministério do Planejamento informou que não houve mudança no tratamento dado às autoridades, uma vez que a proibição de compra de passagens na classe executiva em 2017 foi uma mudança inserida pelo Congresso no Orçamento.
O ministério acrescentou, ainda, que o objetivo é evitar a utilização de aviões da FAB para deslocamento de autoridades e "evitar a ampliação do pagamento de diárias adicionais para autoridades que, em função da obrigatoriedade de viajar em classe econômica, deviam se deslocar com maior antecedência para os compromissos oficiais".
Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal no Distrito Federal instaurou um inquérito civil, a pedido de parlamentares de oposição, para investigar o uso de aviões da Força Aérea por ministros do governo Temer em 238 voos.
Líder defende medida
Ao comentar o assunto nesta segunda-feira (15), o líder do governo no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE), disse que a medida apenas "abre a possibilidade" para a compra de passagens na classe executiva, mas, na avaliação dele, vai depender do chefe do respectivo poder autorizar a compra.
"Poder é uma coisa. Ser autorizado é outra. Aí, vai depender de cada poder", disse.
"Eu acho que ministro tem que viajar em classe executiva, mas deputado depende muito da viagem, da distância, da idade. Acho que vai depender de cada chefe de poder a decisão. Agora, você abre a possibilidade, não significa dizer que deputado vai usar. Cada caso tem que ser analisado", completou.

AGÊNCIA REUTERS


Pesquisadores veem possível ligação da Coreia do Norte com ataque cibernético global


WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores de segurança cibernética encontraram pistas técnicas que disseram poder ligar a Coreia do Norte ao ataque cibernético global a ransomware WannaCry, que infectou mais de 300 mil máquinas em 150 países desde sexta-feira.
A Symantec e a Kaspersky Lab disseram nesta segunda-feira que alguns códigos em uma versão anterior do software WannaCry também apareceram em programas usados pelo Lazarus Group, que pesquisadores de diversas companhias identificaram como uma operação hacker comandada pela Coreia do Norte.
"É a melhor pista até agora sobre as origens do WannaCry", disse o pesquisador da Kaspersky LabKurt Baumgartner à Reuters.
Ambas as companhias informaram que ainda é muito cedo para dizer se a Coreia do Norte está envolvida nos ataques, que diminuíram nesta segunda-feira, mas já se tornaram uma das campanhas de extorsão mais rápidas já registrado.
A pesquisa das companhias será monitorada de perto por agências reguladoras ao redor do mundo, incluindo nos EUA, onde o assessor de segurança interna do presidente Donald Trump, disse nesta segunda-feira que países estrangeiros e criminosos cibernéticos são possíveis culpados.
As duas companhias disseram precisar estudar o código mais a fundo e pediram para que outras ajudassem com a análise. Hacker reutilizam códigos de outras operações, então mesmo linhas copiadas estão longe de serem provas.
Autoridades da segurança dos EUA e europeias disseram à Reuters em condição de anonimato que ainda é muito cedo para dizer quem pode estar por trás dos ataques, mas não descartam a Coreia do Norte como suspeita.
Os hackers Lazarus, agindo pela Coreia do Norte, têm sido mais descarados em busca de ganhos financeiros, e foram culpados pelo roubo de 81 milhões de dólares de um banco de Bangladesh. A missão da Coreia do Norte nas Nações Unidas não estava imediatamente disponível para comentários.
Independentemente da fonte do ataque, investidores foram atrás de ações de empresas segurança cibernética nesta segunda-feira, apostando que governos e corporações gastarão mais para atualizarem suas defesas.
GANHO PEQUENO
Os criminosos levantaram menos de 70 mil dólares de usuários que buscavam retomar acesso a seus computadores, de acordo com Tom Bossert, assessor de segurança interna de Trump.
"Não sabemos se os pagamentos levaram a quaisquer recuperações de dados", disse Bossert, acrescentando que nenhum sistema do governo federal foi afetado.
Alguns especialistas de segurança cibernética do setor privado disseram não ter certeza se o motivo do ataque foi principalmente ganhar dinheiro, destacando que a maior parte dos grandes ransomware e outros tipos de campanhas de extorsão cibernética arrecadam milhões de dólares.
"Acredito que isto foi espalhamento com o propósito de causar o maior dano possível", disse Matthew Hickey, cofundador da consultoria cibernética britânica Hacker House.

AGÊNCIA BRASIL


Ciberataque global não trouxe grandes prejuízos ao Brasil

Um dos órgãos atingidos foi o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde computadores foram infectados pelo vírus

Por Agência Brasil

O ciberataque realizado na última sexta-feira (12) e que afetou empresas privadas e instituições governamentais em diversas partes do mundo não trouxe grandes prejuízos ao Brasil.
Um dos órgãos atingidos foi o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde computadores foram infectados pelo vírus.

Segundo o INSS, o sistema está sendo reiniciado aos poucos, o que pode ocasionar atrasos pontuais no atendimento das agências.
Em alguns casos, os processos estão sendo feitos manualmente, o que pode atrasar a fila de atendimento.
O INSS já está funcionando normalmente e orienta os usuários que estavam com atendimento agendado para a última sexta-feira a entrar em contato pelo telefone 135 para receber as devidas orientações.
A central de atendimento também entrará em contato com os segurados.
“O INSS ressalta que o seu sistema não foi infectado, ou seja, os dados dos segurados em arquivo estão resguardados. Apenas as informações salvas nas máquinas atingidas foram criptografadas,” informou o órgão.
Prevenção
Algumas entidades, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), adotaram medidas de segurança para evitar que seus sistemas fossem atingidos.
“Todas as ações foram preventivas, nenhum sistema do ONS foi afetado. Na própria sexta-feira (12), o site do ONS foi retirado do ar e o acesso à internet foi bloqueado. Mas nossas atividades não foram interrompidas e a operação do sistema elétrico transcorreu sem incidentes”, informou o órgão. Já no sábado (13), às 13h40, o site do ONS voltou a funcionar normalmente.
A Petrobras também informou que, devido ao ataque global, bloqueou preventivamente algumas máquinas e reiniciou os seus microcomputadores executando antivírus e atualizações do Windows, “Nesta segunda-feira, estão sendo verificados computadores que não estavam em uso na sexta-feira e no fim de semana. A companhia não teve nenhuma perda identificada até o momento”.
Dúvidas
Em todo caso, o ataque cibernético levantou algumas dúvidas sobre como proteger de hackers as máquinas conectadas à internet.
Entre as medidas preventivas estão ter um backup (cópia de segurança) dos dados, manter sistemas com suporte e atualização de segurança e não usar sistemas piratas, informou o diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Evandro Lorens.
Segundo ele, entretanto, ninguém no mundo estava preparado para esse ataque dos hackers, já que ele foi consequência de uma falha nos sistemas operacionais Windows que não foi prevista.
“Quando uma falha dessa é descoberta e usada antes de ser corrigida, o estrago é inevitável”, disse ele, explicando que esse problema específico já foi corrigido.
WannaCry
O ransomware (tipo de ciberataque hacker que infecta os computadores e depois cobra um resgate) WannaCry, que exigiu um pagamento na moeda digital ‘bitcoin’ para que o acesso aos computadores fosse recuperado, infectou sistemas de informática em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Lorens explica que o uso de sistemas piratas é ilegal e prejudicial, na medida em que não oferece o suporte do fabricante. Então, mesmo que o usuário tivesse o conhecimento da correção, não conseguiria baixar a atualização.
Para ele, é preciso estimular no Brasil o uso de sistemas originais.
“No Brasil, é um fato que [os software originais] são caros. A gente precisa de manifestação e envolvimento do governo e agências governamentais de segurança, para que eles entrem nesse circuito e tratem com as empresas para tornar o preço acessível. Baixar o preço do produto original é uma das formas de combater a pirataria”, disse.
O perito explica que estar com as atualizações de segurança da máquina em dia é fundamental para corrigir falhas antigas, apesar de não evitar novas falhas.
Por isso, é importante ter um backup testado das informações, para serem reinstaladas após as atualizações.

Defesa cibernética
Para Evandro Lorens, esse tipo de ciberataque mostra a importância de o Brasil desenvolver uma estrutura de defesa cibernética, a exemplo do que existe em outros países, como o Reino Unido.
“Diante de um fenômeno desse, houve muitas reações dos órgãos de defesa cibernética. Aqui no Brasil, não se vê uma postura oficial e governamental sobre o assunto, apenas ações isoladas e cooperação informal entre os atores”, disse, explicando que o Brasil possui apenas uma estrutura “bem pequena” de defesa cibernética, que funciona dentro do Exército.
Segundo Lorens, ainda não existe nenhum chamado do governo ou da Polícia Federal para que este ataque específico seja investigado pelos peritos.
“Mas, se ocorrer, nós temos capacidade de fazer isso”, disse, explicando que o Brasil, apesar de não ter estrutura madura em relação à defesa cibernética, tem capacidade técnica e de pessoal para esse tipo de investigação.
Para a diretora-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Glória Guimarães, à medida que os sistemas de segurança vão se sofisticando, os criminosos também vão.
“É importante acompanhar esse movimento, manter atualizadas as versões [de proteção] para que não tenhamos problemas ou que rapidamente se consiga entender o que houve e reparar os sistemas”, disse.

Ministro diz que Brasil prepara plano para receber refugiados da Venezuela


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira (15) que o Brasil está se preparando para receber oficialmente refugiados venezuelanos que fogem da violenta crise política, descontrole da inflação e escassez de alimentos no país vizinho. O conflito se agravou neste ano com enfrentamentos entre manifestantes pró e contra o governo e forças policiais, que já deixaram mais de 30 mortos e 700 feridos. Jungmann deu a informação durante entrevista na qual anunciou a criação do Plano de Revitalização do Parque Histórico Nacional dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.
Questionado sobre o que o governo brasileiro planeja diante da entrada cada vez maior de venezuelanos no país, em especial em Roraima, Jungmann informou que está sendo elaborado um "plano de contingência", para o caso de agravamento do conflito entre governo e oposição na Venezuela. O governo de Roraima calcula já ter recebido cerca de 30 mil pessoas vindas da Venezuela e, em dezembro do ano passado, já havia decretado Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional nos municípios de Pacaraima e Boa Vista, por causa do fluxo migratório.
Saiba Mais
"Eu estive na Colômbia, agora vou me encontrar com os peruanos em Tabatinga [Amazonas]. A avaliação corrente é que não está se vendo uma saída conciliada. Então, o Brasil está se preparando para receber refugiados. Inclusive vai receber nesta semana a Acnur, órgão da ONU para refugiados", disse o ministro. Acnur é o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados,
Jungmann não quis entrar em detalhes sobre o plano, porque o planejamento é sigiloso, mas ressaltou que a iniciativa "tem tanto a ver com refugiados quanto com os brasileiros e também com a integridade e segurança dos brasileiros que estão na Venezuela".
Tropas norte-americanas
O ministro da Defesa também comentou a informação, publicada pela BBC Brasil, de que tropas dos Estados Unidos (EUA) teriam sido convidadas pelo governo brasileiro para participar de um exercício militar na tríplice fronteira amazônica entre Brasil, Peru e Colômbia, em novembro deste ano. Jungmann negou que tropas dos EUA venham ao Brasil e disse os militares norte-americanos foram convidados apenas como observadores da chamada Operação América Unida.
"Não tem nenhuma ação militar dos EUA no Brasil. Isso é um equívoco e uma mentira. O que acontece é que vai se fazer um exercício com outros países da América do Sul e virão observadores dos Estados Unidos, da Índia, da Rússia, de tudo quanto é lugar. Não tem tropa americana aqui, não tem Exército americano, nem vai ter", afirmou.

AGÊNCIA SENADO


Comandante da Aeronáutica participará de audiência sobre defesa nacional na CRE


Marcos Oliveira/agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) ouvirá em audiência pública na quinta-feira (18) o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato, sobre questões ligadas à soberania nacional e aos projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira. A audiência terá início às 9h.
O convite ao comandante da Aeronáutica foi de iniciativa dos senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). Entre os assuntos a serem tratados com o comandante da Aeronáutica estão o congelamento, pelos próximos 20 anos, de despesas para projetos estratégicos de defesa nacional e a renegociação do Acordo de Alcântara que possibilita o lançamento, a partir do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, de objetos espaciais que contenham componentes norte-americanos. Os senadores também querem mais informações sobre o Projeto de Lei 4059/2012, em tramitação na Câmara, que libera a venda de terras brasileiras a estrangeiros.

Direitos Humanos
Após a audiência pública, a CRE também fará reunião deliberativa para apreciar cinco itens. Na pauta o Projeto de Lei do Senado 220/2016, que vincula a legislação brasileira às obrigações internacionais assumidas pelo Brasil ao assinar acordo e tratados de proteção aos direitos humanos. A proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) leva em consideração quatro tratados: a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948), a Carta da Organização dos Estados Americanos (1948), a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (1969) e o Protocolo de São Salvador (1988).
A proposta foi relatada na CRE pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que apresentou substitutivo ao texto, ampliando sua abrangência.
Na pauta da reunião ainda estão dois acordos internacionais a serem assinados com Gana e com Honduras e um voto de solidariedade do presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTC-AL) às vítimas da grande fome que assolou, há 85 anos, a Ucrânia.
A audiência pública e reunião da CRE ocorrerão na sala 7 da Ala Alexandre Costa.

Comissão de Desenvolvimento Regional debate capital estrangeiro na aviação


A abertura da aviação nacional a investimentos internacionais, incluindo a possibilidade de empresas aéreas brasileiras terem 100% de capital estrangeiro, é tema de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) agendada para quarta-feira (17) a partir das 9h. Na ocasião, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, debaterá o tema com os senadores e também apresentará as ações do ministério para os próximos dois anos.
A Lei 13.319/2016, que promove diversas mudanças na aviação brasileira, teve origem na Medida Provisória (MPV) 714/2016, que foi alterada pelo Congresso e sancionada em 26 de julho de 2016 com cinco vetos – um deles sobre o trecho que ampliava a até 100% a possibilidade de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras. O dispositivo tinha sido incluído durante votação da matéria na Câmara dos Deputados, mas o Senado só admitiu aprovar o texto mediante o compromisso do presidente Michel Temer de vetar a abertura total do setor. Na ocasião, vários senadores cobraram um debate mais aprofundado sobre o tema.
Com o projeto de lei encaminhado pelo governo federal em abril deste ano ao Congresso e em tramitação na Câmara dos Deputados (PL 7425/2017), o controle acionário das companhias aéreas brasileiras poderá ser assumido por investidores estrangeiros.
Os requerimentos para a audiência pública foram apresentados pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da CDR, e pelo senador Jorge Viana (PT-AC).
A audiência será na sala 13 da Ala Senador Alexandre Costa. Qualquer cidadão pode participar da audiência com perguntas, críticas, sugestões e comentários por meio do portal e-Cidadania ou pelo Alô Senado.

Nova Lei do Aeronauta poderá ser aprovada ainda este ano


O presidente da Frente Parlamentar dos Aeronautas, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), disse que o projeto da nova Lei do Aeronauta deve ser aprovado no Senado Federal ainda este ano. Ele fez a afirmação durante mesa redonda realizada nesta segunda-feira (15) com o tema “A nova Lei do Aeronauta e seus impactos positivos sobre a segurança de voo”.
O projeto tramitou como PL 8255/2014 na Câmara dos Deputados e voltou ao Senado na forma de um substitutivo para a última etapa legislativa antes de ir à sanção presidencial. O substitutivo (SCD 2/2017) deverá ser analisado somente pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A matéria está aguardando relatório da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e, se aprovada, segue para sanção.
Jerônimo Goergen disse que os deputados estão concentrados na reforma da Previdência, observando que assim que esse debate for encerrado haverá mais tempo para cobrar do Senado o trâmite da nova Lei dos Aeronautas. O deputado acredita que, no mês de agosto, o projeto já esteja em sua reta final.
- Assim que passar a reforma da Previdência, vamos trazer a mobilização da frente parlamentar quase que exclusivamente para isso e nossa meta é que, no mais tardar, passado o recesso, a gente tenha a tramitação final do projeto no Senado. Tenho certeza que haverá bom senso e apoio dos senadores para que a gente possa avançar e ter uma lei que não é boa só para os aeronautas, mas sim para o Brasil – disse.
A proposta especifica as atribuições da categoria e propõe modificações nas normas que regem folgas, limites de jornada e de madrugadas em voo. Além disso, estabelece regras para a elaboração de escalas de trabalho inteligentes para os aeronautas, aumentando a produtividade e introduzindo o sistema de controle de fadiga humana, que já é utilizado em países desenvolvidos e garante maior segurança. O comandante Adriano Castanho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, ressaltou que o projeto não é benéfico somente para os aeronautas, mas sim para a sociedade como um todo.
- Ele se reflete na segurança de voo para a sociedade. Todos querem um tripulante mais descansado, um tripulante mais atualizado e preparado para fazer um voo com mais segurança – afirmou.
Castanho ainda defendeu um regime diferenciado da Previdência para os aeronautas e pediu a mobilização da categoria para votação da proposta. O comandante ressaltou que eventos com transmissão online, como o realizado na tarde desta segunda-feira, são fundamentais para permitir que esses profissionais participem e se instruam sobre o substitutivo onde quer que estejam. Ele lembrou que os aeronautas estão todo tempo fora de casa e participar de um debate presencial é algo muito difícil.
- Tivemos mais de 3 mil visualizações e participações hoje. Quando for o dia da votação do projeto no Senado, é importante a presença de todos, uniformizados, instruídos sobre o que está acontecendo e sobre o que trata o projeto que estão apoiando – disse.

AGÊNCIA CÂMARA


Comissão debate com comandante da FAB projetos estratégicos da Aeronáutica


A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional discute, nesta quarta-feira (17), com o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, a situação dos projetos estratégicos das Forças Armadas, os programas de cooperação internacional do Brasil na área da Defesa e os planos da Aeronáutica para o desenvolvimento tecnológico neste setor. A audiência pública será realizada a pedido dos deputados Bruna Furlan (PSDB-SP) e Pedro Fernandes (PTB-MA).
Para o deputado Pedro Fernandes, é necessário definir o papel estratégico que cabe às Forças Armadas no âmbito do cenário internacional. “Apesar de não existir uma ameaça à soberania do Brasil, isso não significa que estamos livres. Ao contrário, vivemos em um mundo em transformação, as distâncias se encurtam e a interdependência entre as nações se acentua”, avalia.
A deputada Bruna Furlan acrescenta que “também é nosso objetivo debater sobre o Orçamento para as Forças Armadas e discutir alternativas que tornem esta questão previsível, condição absolutamente necessária para que o setor possa planejar-se e investir em projetos e programas que tornarão o Brasil cada vez mais independente”.
O debate será realizado às 10 horas, no plenário 3.

PORTAL BRASIL


Ferramenta de segurança mapeia balões no espaço aéreo brasileiro

Rio de Janeiro e São Paulo concentram a maior quantidade de ocorrências no País; incidências aumentam entre os meses de maio e julho

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo concentram a maior quantidade de balões no espaço áereo do País. Uma ferramenta do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) permite mapear essas ocorrências e evitar acidentes com aviões, a partir de denúncias enviadas ao órgão.
A tradição baloeira, que se intensifica nas festas juninas, tem assustado quem voa nessas regiões. É que em alguns casos os pilotos precisam fazer manobras evasivas bruscas, desistir da decolagem, arremeter e até atrasar o pouso. Situações que geram medo, desconforto e transtorno aos passageiros.
De acordo com o Coronel Antônio Heleno da Silva Filho, responsável pelo gerenciamento do Risco Baloeiro no Cenipa, “qualquer objeto que circule pelo espaço aéreo sem controle nenhum é um risco para a aviação. Esta é a razão principal da preocupação do Cenipa e da Força Aérea Brasileira com a questão dos balões livres não tripulados”.
Balanço
Dos 134 registros de balões entre janeiro e abril, 57% foram avistados em São Paulo. Em 2016, dos 510 registros recebidos, a maioria também ocorreu no espaço aéreo paulista: 307 casos, o que equivale a 60% das notificações. O aeroporto com maior número de avistamentos é o de Guarulhos, com 103 relatos, seguido do de Campinas, com 93.
Já no Rio de Janeiro, nos três primeiros meses de 2017, houve 31 casos de avistamentos de balão (23% do total registrado). Em 2016, a soltura de balões no espaço aéreo fluminense também gerou 23% das notificações, mantendo o estado no segundo lugar do ranking no País (118 relatos entre 510).
A maior parte dos registros é de avistamento, não de colisão. De 2015 para 2016, o número de relatos aumentou 57%. Isso pode significar que o número de balões soltos aumentou, mas também que a comunidade aeronáutica tem informado mais ao Cenipa sobre a presença dos objetos nos céus do País. É importante ressaltar que um único balão pode ser avistado por vários pilotos.
"A prevenção é um compromisso de todos. É importante conscientizar a população sobre a necessidade do reporte, para alcançarmos o efeito desejado: um número de reportes que se aproxime da realidade dos céus brasileiros", explica o Coronel Heleno.
Festas juninas
Os dados mostram que os meses de maio, junho e julho apresentam mais relatos se comparados com os quatro meses iniciais do ano e, em alguns casos, até com os cinco últimos meses. No ano passado, nesse período, foram registradas 199 ocorrências, contra 134 de janeiro a abril e 177 de agosto a dezembro.
O coronel Heleno alerta ainda que “se o piloto tiver tempo de reação, ele certamente vai tentar desviar a aeronave do balão e evitar o impacto. O que acontece é que muitas vezes a atenção do piloto em algumas fases do voo está voltada para o interior da cabine e o tempo de reação pode ser muito curto, particularmente quando se está executando operação de pouso ou decolagem”.
Fonte: Agência Força Aérea

PORTAL NE10 (PE)


Plano de Segurança do Rio será levado a outros estados, diz ministro

Segundo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, Plano de Segurança para o Rio de Janeiro vai ser um laboratório

Após a determinação do presidente Michel Temer (PMDB) de que os ministérios da Defesa e da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional criem um plano para enfrentar a crise da segurança pública no Rio de Janeiro, o ministro da defesa, Raul Jungmann afirmou que as medidas serão implantadas posteriormente em outros estados do país.
“É importante dizer que o Rio de Janeiro vai ser um laboratório. Quando nós começarmos a operação no Rio de Janeiro, que vai ser uma operação sustentável, contínua vamos articular forças armadas, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda e, sobretudo, ações de inteligência para saber onde está a cadeia de comando do crime organizado. Nós estamos preparando este plano que é para ser inicialmente para o Rio de Janeiro, mas que deve ser levado a outros estados”, disse o ministro, em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta segunda-feira (15).

Rio de Janeiro
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pediu no dia 2 de maio ao presidente Michel Temer o reforço de tropas da Força Nacional de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal para enfrentar a criminalidade no Estado. Pezão afirmou que o pedido não tem relação com os incidentes ocorridos no Rio no mesmo dia, quando foram incendiados ônibus e caminhões, 45 suspeitos foram presos, e 32 fuzis foram apreendidos pela polícia.

OUTRAS MÍDIAS


SITE DEFESA E SEGURANÇA


Missão Amazônia vai permitir ao Brasil ter domínio do ciclo de produção de satélites

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – trabalha na construção do primeiro de uma série de satélites de médio porte, que podem colocar o Brasil entre as principais nações do mundo no desenvolvimento deste tipo de equipamento. Previsto para ser lançado no ano que vem, o Amazonia-1 terá a capacidade de fazer imagens de qualquer parte do planeta em até cinco dias – período necessário para dar uma volta completa ao redor da Terra.

O equipamento é o primeiro de três satélites que integram a Missão Amazônia, que consiste na construção da Plataforma Multimissão (PMM), uma estrutura-base para a fabricação de satélites de conteúdo nacional e de câmeras capazes de fazer o sensoriamento remoto da superfície terrestre. A iniciativa partiu de uma demanda da Agência Espacial Brasileira (AEB) –entidade vinculada ao MCTIC. “Não tem no Brasil uma plataforma desse nível de complexidade e com essas características. Embora já tenhamos construído satélites antes, não tínhamos ainda o ciclo completo: projetar, integrar o satélite, testar, efetuar o lançamento e operar o equipamento. Passamos a dominar o ciclo completo de satélites estabilizados em três eixos. Conquistamos uma autonomia para o país”, destacou o coordenador do Programa de Satélites Baseados na PPM do Inpe, Adenilson Silva.
Os dados gerados pelas câmeras do Amazonia-1 serão descarregados pela Divisão de Geração de Imagens (DGI) do Inpe e poderão ser utilizados no controle do desmatamento e de queimadas na Amazônia Legal, além do monitoramento de recursos hídricos, de áreas agrícolas, do crescimento urbano e da ocupação do solo. Também servirão para atender outras aplicações similares, como o monitoramento da costa brasileira, dos níveis dos reservatórios de água, de áreas de florestas naturais e cultivadas, e desastres ambientais. “Na parte ambiental, a Amazônia está mais em foco e também vamos ter uma atenção com as questões do território brasileiro. Mas o Amazonia-1 pode fornecer dados em qualquer lugar do planeta”, explicou. As informações obtidas ficarão à disposição da comunidade científica e de órgãos governamentais, além de usuários interessados em ter uma melhor compreensão do ambiente terrestre.
TECNOLOGIA NACIONAL

Os principais sistemas que vão compor a PMM são a estrutura mecânica, o suprimento de energia, o controle de altitude e o tratamento dos dados, a gestão de bordo, o controle térmico, a telemetria, telecomando e rastreio, e a propulsão. Tudo isso está sendo produzido por empresas brasileiras, sob a supervisão do Inpe. Cerca de 60% do investimento de R$ 270 milhões foi destinado à aquisição de componentes e sistemas produzidos por companhias nacionais. “O programa sempre procurou ter ao extremo a participação da indústria nacional e o domínio de tecnologias. Por isso demoramos um tempo maior para construir. Incentivamos a indústria nacional com essa política”, afirmou Adenilson Silva.
O desenvolvimento de um satélite tem grandes marcos. O primeiro deles é a construção do modelo de engenharia, que visa validar e provar que o equipamento tem a funcionalidade para atender à demanda para a qual foi projetado. A segunda fase é a qualificação do equipamento para assegurar que ele é capaz de suportar as condições extremas do espaço sideral – as temperaturas variam de 80ºC quando está em uma parte iluminada e -80ºC no escuro. Depois de todo esse processo, é possível construir o modelo de voo, que é o que efetivamente será lançado ao cosmo.
Todo esse processo poderá ser reaproveitado para os satélites subsequentes da Missão Amazonia: o Amazonia-1B e o Amazonia-2. Com o bônus de uma economia significativa nos custos de construção dos modelos que estão por vir. “O Amazonia-1 é um modelo de desenvolvimento. No Amazonia-1B, você só paga os custos do modelo de voo, porque elimina o desenvolvimento e a qualificação, que são as etapas que mais demandam tempo e recurso. É esperada uma redução de 50% do custo para a construção de um novo satélite”, afirma o engenheiro Adenilson Silva.
EXPOSIÇÃO

O satélite Amazonia-1 é um dos destaques da exposição Inovanças – Criações à Brasileira, que vai até 22 de outubro deste ano, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Uma maquete do equipamento está exposta na entrada do espaço. São apresentados 40 projetos inovadores, pensados e produzidos por brasileiros que transformaram vidas pelo país e pelo mundo.



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