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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 30/03/2017 / Embraer faz primeiro voo do novo jato comercial E195-E2


Embraer faz primeiro voo do novo jato comercial E195-E2 ...  

Aeronave tem capacidade para até 146 passageiros e a empresa promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção ...

A Embraer fez o voo inaugural do novo jato E195-E2 na manhã desta quarta-feira (29) a partir de São José dos Campos (SP), onde fica a sede da empresa. A aeonave, o maior jato comercial já fabricado no Brasil, foi apresentado pela companhia no último dia 7.

O E195-E2 decolou às 11h22 e voou durante duas horas, marcando assim o início da campanha de certificação da aeronave, que tem a primeira entrega prevista para 2019. O jato é o maior integrante da família E2.

No início do mês, a companhia já tinha 90 encomendas do E195-E2, cujo maior atrativo, segundo a Embraer, é a alcance de voo, que chega a 4,5 mil quilômetros - 800 a mais que a primeira geração do E195. Com o modelo será possível voar de São José dos Campos a Bogotá, na Colômbia, sem parar para abastecer.

O avião tem capacidade para até 146 passageiros e a empresa promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


BNDES diz que solução para o Galeão sai em breve

Banco de fomento espera chegar ainda no primeiro semestre a uma solução para pedidos de crédito pendentes de concessão do Programa de Investimentos em Logística

Vinícius Neder

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera chegar ainda no primeiro semestre a uma solução para “alguns” pedidos de crédito pendentes de concessões do Programa de Investimentos em Logística (PIL). A afirmação foi feita ontem pela diretora de Infraestrutura e Sustentabilidade da instituição, Marilene Ramos, na Pontifícia Universidade Federal do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Uma solução para o Aeroporto do Galeão, no Rio, nesse prazo, “é uma possibilidade”, disse ela.
Segundo a executiva, a equipe do BNDES tem se reunido com potenciais candidatos a comprar as fatias das construtoras abaladas pela Operação Lava Jato em concessões leiloadas no PIL. O programa foi lançado ainda no governo Dilma. 
“Temos a expectativa que neste primeiro semestre vamos ter solução para alguns desses projetos. Outros ainda demoram”, disse Marilene. Ela deu entrevista antes de proferir palestra para alunos de engenharia da PUC-Rio. Ao ser questionada sobre quais operações estariam mais perto de uma solução, a diretoria do BNDES citou o Galeão e “algumas rodovias”.
“O Galeão está perto de uma solução, algumas rodovias também estão”, disse. Segundo ela, “é uma possibilidade” que o Galeão esteja incluído no grupo dos projetos a serem solucionados no primeiro semestre.
Modelo. A concessionária RIOGaleão é uma sociedade entre a Infraero, com os 49% de participação do modelo de concessão anterior para os aeroportos, a OdebrechtTransport e a operadora Changi, de Cingapura. Ontem, o jornal O Globo noticiou que o grupo chinês HNA negocia a aquisição da participação da Odebrecht, atingida em cheio pela Lava Jato. Os chineses fariam um aporte de R$ 4 bilhões. Marilene disse que o BNDES ainda não se reuniu com a HNA, mas “certamente” se reunirá.
Segundo ela, nas reuniões com investidores, nenhum interessado pediu acesso à linha de crédito de R$ 5 bilhões do banco. O BNDES lançou-a em agosto, para apoiar a compra de ativos de empresas em recuperação judicial ou com problemas. 

PORTAL UOL


Bittar: “As grandes operadoras vão ganhar mais um presente – o satélite da Telebras”

O engenheiro Jorge Bittar, ex-presidente da Telebras, e ex-deputado, em entrevista ao Tele.Síntese, rebate as críticas feitas ao projeto do satélite desenvolvido em sua gestão, e aponta para o que considera os graves erros do atual modelo de exploração do SGDC, proposto pela nova gestão. Para Bittar, a Telebras está abdicando de seu papel público ao entregar 80% de sua capacidade ao setor privado e sem cobrar qualquer contrapartida ou meta de universalização.

Miriam Aquino

Tele.Síntese: O modelo de satélite que você conduziu era viável economicamente?
Jorge Bittar: Com certeza. Antes de mais nada, é preciso saber qual é o papel da Telebras? Ela não é uma empresa privada. Pessoalmente não tenho nenhum preconceito contra o setor privado, preservando-se o papel de cada uma. O papel da Telebras seria o de oferecer uma infraestrutura complementar, seja de fibras ópticas, seja de infraestrutura satelital para permitir o acesso em grande escala à internet aos pequenos e médios provedores do Brasil, porque são eles que chegam às residências, nas pequenas e médias empresas. Também tem o papel de fornecer redes seguras de governo, e eventualmente lidar até com as grandes operadoras, fazendo swap de rede E chegar ao usuário final quando não houver outra alternativa no mercado.
Tele.Síntese – E os problemas orçamentários?
Bittar – Brigamos muito para levantar os recursos para o satélite. Desde a entrada do Levy (ex-ministro) no Ministério da Fazenda as torneiras financeiras do governo foram fechadas. Mas conseguimos rigorosamente todos os recursos necessários para garantir o pagamento do satélite a tempo e a hora. O cronograma do satélite está absolutamente dentro do previsto. Só houve atraso do lançamento do satélite por conta da empresa lançadora, a Arianespace. Para o plano de negócios, levantamos demanda de provedores, demanda de governo, demandas específicas do Gesac. Não procede nenhuma informação de que a Telebras não estava se preparando para lançar e operar o satélite. Nós construímos um plano de negócio que remunerasse os investimentos feitos pelo governo e ao mesmo tempo assegurasse recursos para o segundo satélite brasileiro.
Tele.Síntese – E em relação às gateways?
Bittar – Na primeira licitação, o TCU não constatou irregularidade, apenas pediu que fosse refinado e aprimorado o plano de negócio do satélite. Agora, o satélite será lançado, em dois meses será operacional, e vai haver apenas dois gateways operando, que são de Brasília e do Rio de Janeiro. Os outros gateways só entrarão bem depois, porque a Telebras ainda não comprou os equipamentos, o que significa que o satélite não operará na sua capacidade máxima nesse período.
Tele.Síntese: As cinco gateways estão mantidas no projeto?
Bittar: Estão mantidas. O que já estava sendo discutido na Telebras é que, ao invés de botar outra “antenona” para gateway, será usada essa mesma antena compartilhando as comunicações satelitais de controle com as outras comunicações. Mas as outras três tem que ser instaladas: uma em Salvador, outra em Florianópolis e outra em Campo Grande.
Tele.Síntese: Esse plano de negócios conseguiria no prazo de vida útil do satélite, que são 18 anos, prever o retorno do investimento dos dois bilhões e 700 milhões do satélite, ou não?
Bittar: Claro. O projeto previa a oferta de capacidade, de backhaul integral, por que não é possível oferecer link compartilhado para o provedor, ou para as escolas. A Telebras só poderia vender internet de forma plena, full, com links terrestres também. São mais de 100 mil escolas no Brasil, das quais 50 mil são rurais, que precisam de conectividade. As escolas de periferia também precisam de conectividade, onde não há links de boa qualidade. O satélite cobriria a necessidade de se oferecer um link pleno. Não dá para colocar link compartilhado em escola de 500 alunos. Tem que ser colocado 50 MB, 100 MB 150 MB full. Nós tínhamos um projeto de levar conteúdos educacionais às escolas brasileiras. Eu posso afirmar, se eu fosse conectar todas as escolas rurais e as escolas das periferias brasileiras, a capacidade total do SGDC não seria suficiente.
Tele.Síntese: Um dos argumentos da atual diretoria da Telebras para reformular o projeto do satélite é que a empresa não tem capacidade de acender as conexões pois estaria ligando apenas 10 links por mês.
Bittar: Fui presidente da Telebras durante um ano e três meses apenas. Construímos um planejamento estratégico, construímos uma super-gerência de clientes, que foi desmontada pela atual gestão. Uma super-gerência na diretoria técnica para entrega dos links. Construímos uma proposta de financiamento da expansão da rede terrestre na Telebras. Qual era essa estratégia? Buscamos os grandes clientes de governo, porque percebemos que só com os clientes provedores nós não iríamos ter os contratos necessários para oferecer como garantia de financiamento. Fomos até a Dataprev, que já foi contratada. Contratamos a Dataprev, Cprm, Icmbio, Ibama, NTT no Brasil inteiro. Só o contrato da Dataprev é de R$ 300 milhões. Esse contrato ficou parado depois que saí da Telebras durante vários meses até que eles se deram conta da importância de levar adiante. E acabou sendo contratado só agora, quando deveria ter sido contratado em julho ou agosto do ano passado, como já estava previsto. Para instalar as antenas VSats, em todo o Brasil, estávamos em discussão avançada com os Correios. Teríamos uma Telebras saudável, econômica e financeiramente.
Tele.Síntese: E você acha que com essa estratégia isso iria se concretizar?
Bittar: Com certeza. Embora não digam isso, os contratos atuais da Telebras foram todos elaborados pela nossa gestão. Não há nenhum novo contrato. E a nova diretoria está lá há oito meses. E durante esse período, quadros técnicos importantes da Telebras foram demitidos, exonerados, pessoas de alta capacidade foram excluídas da Telebras, o que significou um prejuízo muito grande, tanto no planejamento técnico quanto na parte de entrega. A Telebras está sendo aparelhada politicamente. Eu fui para a Telebras, levei a chefe de gabinete e um assessor. De resto, trabalhei com funcionários e quadros técnicos da Telebras.
Tele.Síntese: Em relação à nova proposta para o satélite formulada pelo atual governo, qual é a sua opinião?
Bittar: Nesse projeto, a Telebras abdica do seu papel público, ao entregar 80% da capacidade do satélite para o setor privado, sem criar qualquer tipo de obrigação de universalização. Falam da universalização, mas não há nenhuma garantia de que isso vá ocorrer. A Telebras, ficando com apenas 20% da capacidade do satélite, não conseguirá cumprir o seu papel. Se quisesse atender todas as escolas, a capacidade total seria insuficiente, se se quiser atender com qualidade. Imagine, então, atender órgãos de governo, unidades de saúde, a totalidade do Gesac. Com o atual projeto, o Estado brasileiro deixa de ser o impulsionador da universalização para apenas oferecer infraestrutura para as grandes operadoras.
Tele.Síntese A atual gestão afirma que os programas sociais continuarão a ser atendidos
Bittar – Ora, o edital está direcionado apenas para as grandes operadoras, porque nem consórcio foi permitido no projeto. Se pequenas e médias operadoras desejassem se consorciar para participar seriam proibidas. E como é que fica a licença do SGDC fornecida pela Anatel? A Telebras, para ter a licença de órbita do SGDC não participou de licitação e pagou apenas um preço simbólico pelo direito de utilização dessa órbita, com a garantia de que o satélite seria para fazer política pública. Há uma fraude nesse processo.
Tele.Síntese: A Telebras acredita que haverá interesse por parte do mercado ao edital.
Bittar: Claro. As operadoras privadas vão ganhar mais um presente! Porque elas ganharão um satélite que não participou de um processo licitatório, que não pagou pelo direito de exploração daquela órbita. O que é uma assimetria de mercado. E as outras que pagaram? Haverá uma distorção competitiva no mercado.
Tele.Síntese: O diretor da Telebras, Jarbas Valente, na entrevista ao Tele.Síntese, afirmou que a capacidade a ficar disponível para a Telebras é maior do que a dos outros satélites privados
Bittar: Ele está confundindo capacidade com entrega no varejo. Quer dizer, para se atender às pessoas físicas, será oferecido banda larga compartilhada. 1MB é compartilhado para até 100 usuários. Mas você acha que se deve colocar banda larga compartilhada dentro da escola? Como atender quinhentos alunos dessa escola? Como atender um provedor em uma localidade? Li a entrevista e ele está fazendo um exercício de contorcionismo, não? Porque está comparando coisas completamente distintas; oferta no atacado de banda larga full, com oferta super híper compartilhada ao usuário final, como fazem as operadoras privadas.
Tele.Síntese Então, você acha mesmo que não haverá capacidade disponível? Por que?
Bittar - Simplesmente a Telebras não terá condições de atender toda a demanda prevista. Demanda de governos estaduais, demanda de provedores, demanda de escolas públicas brasileiras, demandas de saúde, demanda do GSAC e assim por diante, efetivamente. Para isso o satélite brasileiro foi projetado. É uma verdadeira traição aos objetivos estabelecidos lá trás. O satélite brasileiro é um sonho que veio das Forças Armadas, que utilizava o satélite de uma operadora internacional. Conforme o edital lançado agora, a Telebras terá apenas 11 GB, que na verdade caem para 7 GB (devido questões do próprio satélite). A Telebras vai abdicar do seu papel. Vai entregar para as operadoras 80% da capacidade. É uma verdadeira doação às empresas grandes operadoras, o satélite que foi financiado com os recursos do Tesouro Nacional, ou seja, recursos do contribuinte brasileiro para cumprir o papel público e agora o governo simplesmente abdica desse papel. Isso é muito grave. Considero isso gravíssimo! Sinceramente eu espero que isso não prospere.
Tele.Síntese – A nova gestão alega ainda que não havia planejamento para a expansão da rede terrestre
Bittar – Até parece que antes, o satélite ia ficar solto no ar! É claro que a rede terrestre estava prevista e com redundância, evidentemente.
Tele.Síntese: A Embratel, com oito ou nove satélites fatura cerca de R$500 milhões/ano. Vamos supor que tenha um lucro de 10%. Aual o faturamento que a Telebras precisaria ter para poder pagar o investimento?
Bittar: Não tenha dúvida que é absolutamente rentável. Claro que eu não vou vender o MB full pelo mesmo preço que eu vendo o MB compartilhado, mas não dá para comparar satélites de banda C, banda Ku com satélites de banda Ka. O satélite banda Ka tem 10, 100 vezes mais capacidade que o satélite banda Ku. O custo por MB de um satélite banda Ka é muito menor. Previa-se em determinada situação, receita na casa de R$ 1 bilhão. Isso, considerando os preços de mercado do MB, seja MB full ou seja o MB compartilhado quando fosse o caso.
Tele.Síntese Para a atual diretoria, a cobertura de todo o território nacional, uma exclusividade desse satélite, já será um diferencial de atração aos novos investimentos e à oferta do serviço
Bittar - E quem disse que as operadoras que ganharem a licitação vão levar a banda larga para as regiões remotas? E se o fizer, vão levar a preços altíssimos, já que serão praticamente monopolistas nesses mercados.
Tele.Síntese: Mas as empresas vão garantir essa cobertura.
Bittar: A cobertura já existe. A cobertura é do satélite! Quem garante a cobertura territorial é o satélite brasileiro, que através dos seus feixes cobre todo o território brasileiro e a plataforma marítima.
Tele.Síntese: Mas a operadora que ganhar a licitação vai colocar o equipamento para receber o feixe, o sinal.
Bittar: O sinal está ali disponível. O que é necessário é colocar as antenas Vsat em locais adequados. E as operadoras privadas que ganharem o leilão, podem perfeitamente concentrar as receitas nas áreas mais rentáveis e não cumprir o resto do país. Não há qualquer obrigatoriedade. O mais importante seria atender o provedor. Agora, no entanto, não há nenhum dispositivo concreto no edital que demonstre essa obrigatoriedade.

“A banda larga nas escolas de qualidade consumiria toda a capacidade do SGDC”, afirma Bittar

Para o ex-presidente da Telebras, Jorge Bittar, a estatal estará abdicando de seu papel público, se mantiver o atual modelo de venda do satélite

Miriam Aquino

O ex-presidente da Telebras, Jorge Bittar, espera que o atual modelo de exploração do satélite nacional – o SGDC – cuja proposta de edital está em consulta pública, seja revisto. Caso contrário, alerta, a Telebras estará abdicando de seu papel público. Segundo ele, se a empresa quisesse atender com qualidade todas as escolas públicas – ofertando links dedicados, sem compartilhamento, a capacidade total do satélite, (ou os 64 GB) seria insuficiente. E com a menor capacidade a ela reservada (conforme o modelo em consulta pública, a Telebras ficaria com apenas 11 MB e o restante seria comercializado pelos operadores privados que ganharem a licitação) não seria possível cumprir os seus objetivos sociais.
“A Telebras abdica do seu papel público, ao entregar 80% da capacidade do satélite para o setor privado sem criar qualquer tipo de obrigação de universalização. Com o atual projeto, o Estado brasileiro deixa de ser o impulsionador da universalização para apenas oferecer infraestrutura para as grandes operadoras”, afirma.
Na visão de Bittar, não é possível levar banda larga de qualidade para as escolas e unidades de saúde se ela for compartilhada, por isso, em seu modelo de negócios a oferta para esses estabelecimentos seria de links integrais. Full.

REVISTA ÉPOCA


Lançamento de satélite na Guiana Francesa dependerá também da agenda de Temer

Data prevista inicialmente foi adiada em razão de greve na Guiana Francesa

Bárbara Lobato

A data de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) ao espaço depende, entre outros fatores, da agenda do presidente Michel Temer, que deseja acompanhar o evento na Guiana Francesa. Inicialmente, o equipamento, que terá uso civil e militar, além de permitir a ampliação da banda larga no Brasil, seria lançado na quarta-feira (22), mas uma greve geral na Guiana Francesa frustrou a programação. A expectativa é que o lançamento ocorra em abril.
Os investimentos no satélite, adquirido de uma empresa francesa, passam de R$ 2 bilhões.


JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Homenagem na Marinha


A Marinha do Brasil realizou uma cerimônia em comemoração ao 57ª aniversário do Comando do 7ª Distrito Naval que abrange além do Distrito Federal, os estados de Goiás e de Tocantins. No evento, foram homenageadas personalidades, entre elas o diretor-presidente dos Diários Associados, Álvaro Teixeira da Costa. A solenidade ocorreu no salão nobre do Comando da Marinha, na Esplanada dos Ministérios.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Tempo Capital apresenta à CVM queixa contra Embraer


Juliana Schincariol

A Tempo Capital apresentou chapa alternativa para o conselho de administração da Embraer e alega que a companhia não incluiu a candidatura no "proxy" de votação dos titulares de American Depositary Receipts (ADRs) - representantes de 53% do capital social. O proxy é a plataforma pela qual os donos de ADRs conseguem votar nas assembleias. Acionista minoritário da companhia, o fundo de investimento apresentou uma reclamação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em que solicita "condições mínimas" para que as duas chapas possam disputar os interesses dos acionistas com a "mesma transparência, divulgação e tratamento que foram conferidos à proposta da administração".
O fundo pede a adoção de providências para impedir que o pleito se transforme num "mero procedimento de responsabilização dos administradores, mas sem o efeito prático desejado", diz o documento enviado à CVM, ao qual o Valor teve acesso. A reunião da Embraer está marcada para 12 de abril.
A proposta da Tempo Capital tem uma única modificação em relação à da administração: a inclusão de Ricardo Reisen, conselheiro em empresas como Oi e Light, no lugar de Raul Calfat, presidente do conselho da Votorantim S.A.
"Tal interesse decorre, dentre outras razões, pelo fato de que, no entendimento da reclamante, o processo de escolha de membros do conselho de administração não tem se pautado por boas práticas de governança, envolvendo a companhia, Fibria, Nitroquímica, Votorantim e Ultra ", diz a reclamação enviada à CVM, e assinada pelo advogado Raphael Martins.
A Tempo, que em fevereiro já havia demonstrado à Embraer interesse em uma chapa alternativa, apresentou em 13 de março sua proposta à fabricante de aviões - que solicitou documentos no mesmo dia. A companhia divulgou a indicação do fundo no dia 17, após "inúmeras insistências", e apenas em português, segundo a Tempo. O requerimento afirma que, no último contato antes da divulgação, o representante da Tempo ressaltou a importância de se incluir a chapa alternativa proposta no proxy de votação dos donos de ADRs.
"Sequer é informado aos titulares de ADRs o que poderia acontecer em caso de solicitação de adoção de voto múltiplo", diz o documento. Segundo a reclamação, há uma hipótese de "discretion", que a Tempo chama de proxy irregular. "Além de votar na chapa da administração, é conferido ao titular de ADR a possibilidade de dar poderes ao indicado da administração para que ele vote na própria", informa o documento.
A reclamação pontua que, historicamente, os titulares que possuem direito de voto foram os responsáveis por formar a maioria em todas as votações da Embraer. "Não há competição efetiva entre as chapas se esse grande número de acionistas não tiver condições de escolher entre a chapa da administração e a da Tempo Capital", destaca.
Questionada, a Embraer afirmou que cumpriu as obrigações de divulgação e transparência de informação previstas na instrução CVM 481 e em seu estatuto social mediante a divulgação de seu comunicado ao mercado em 17 de março de 2017. "A acionista Tempo não apresentou a sua chapa alternativa dentro do prazo estipulado … [na instrução], o que levaria a Embraer a incluir a chapa indicada pela Tempo em seu boletim de voto à distância", disse a empresa, em nota A companhia também diz que a indicação da Tempo foi realizada, inclusive, após a disponibilização pela Embraer do seu boletim de voto à distância e autorização para emissão do proxy card.

PORTAL G-1


Embraer faz primeiro voo do novo jato comercial E195-E2

Aeronave tem capacidade para até 146 passageiros e a empresa promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção.

Por G1 Vale Do Paraíba

A Embraer fez o voo inaugural do novo jato E195-E2 na manhã desta quarta-feira (29) a partir de São José dos Campos (SP), onde fica a sede da emprresa. A aeonave, o maior jato comercial já fabricado no Brasil, foi apresentado pela companhia no último dia 7.
O E195-E2 decolou às 11h22 e voou durante duas horas, marcando assim o início da campanha de certificação da aeronave, que tem a primeira entrega prevista para 2019. O jato é maior integrante da família E2.
No início do mês, a companhia já tinha 90 encomendas do E195-E2, cujo maior atrativo, segundo a Embraer, é a alcance de voo que chega a 4,5 mil quilômetros - 800 a mais que a primeira geração do E195. Com o modelo será possível voar de São José dos Campos a Bogotá, na Colômbia, sem parar para abastecer.
O avião tem capacidade para até 146 passageiros e a empresa promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior.

AGÊNCIA BRASIL


Presidente dos Correios defende ampliação de serviços para manter estatal


Yara Aquino - Repórter Da Agência Brasil

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse hoje (29) que a empresa precisa encontrar uma nova fórmula de sobrevivência para além dos serviços postais. Na avaliação de Campos, a estatal demorou a se preparar para as mudanças no mercado geradas pelo avanço tecnológico.
“No passado a comunicação entre as empresas, pessoas, instituições, era feita através da correspondência. É uma época que não existe mais. Hoje passamos por uma revolução tecnológica e esse impacto vem diretamente às empresas postais, no Brasil e no mundo. A grande diferença entre os correios brasileiro e os de outros países é que a percepção e a atuação para encarar essa nova realidade lá fora começou há muito mais tempo, há pelo menos dez anos. Aqui, esse movimento não acorreu”, disse Campos em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
Segundo Campos, outros países encontraram soluções como a oferta de serviços financeiros e a atuação em logística. Para o presidente da estatal brasileira, o caminho natural para os Correios é a migração para a logística de encomendas, em função do comércio eletrônico. “Os Correios estão focados firmemente nesse mercado.”

Plano de saúde

Sobre as contas da instituição, Campos disse que o atual modelo de plano de saúde dos funcionários, que atende aos servidores, pais, cônjuges e dependentes, é inviável e não cabe no orçamento da estatal. Segundo ele, os Correios arcam com 93% do custo e os trabalhadores, com 7%. Em 2015, a empresa fechou o ano com prejuízo de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão causado, segundo Campos, pelo plano de saúde dos empregados.
“É impossível manter isso no orçamento da empresa. A direção não quer acabar com o plano, mas é preciso mudar. O plano de saúde dos funcionários dos Correios está matando dos Correios”. Segundo o presidente da estatal, mudanças no sistema de saúde dos servidores estão sendo negociadas com sindicatos da categoria.
Ontem (29), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a será preciso fazer “cortes radicais” de gastos nos Correios para evitar a privatização. Em dezembro do ano passado, o presidente da estatal já havia anunciado um plano de demissão voluntária para aliviar os cofres da empresa.

Banda larga
Na audiência pública desta quarta-feira, Kassab confirmou que o primeiro satélite geoestacionário brasileiro será lançado até o fim da primeira quinzena de abril, o que permitirá a cobertura de banda larga em 100% do território nacional.
“A banda larga vai alcançar qualquer distrito ou cidade do país, levando inclusão social e digital aos brasileiros. Além disso, o Ministério da Defesa terá banda larga para monitorar nossas fronteiras, além de haver disponibilidade para oferecer melhorias da qualidade dos serviços nos setores de educação e saúde”, disse o ministro.
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) deveria ter sido enviado ao espaço na semana passada, mas uma greve geral na Guiana Francesa, de onde partiria o foguete, levou ao adiamento da operação.
Com informações da Agência Senado
Edição: Luana Lourenço

AGÊNCIA SENADO


Kassab confirma lançamento de satélite brasileiro na primeira quinzena de abril


Anderson Vieira

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou aos senadores nesta quarta-feira (29) que o primeiro satélite geoestacionário brasileiro será lançado até o fim da primeira quinzena de abril, o que permitirá em breve a cobertura de banda larga em 100% do território nacional. Ele participou de audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) deveria ter sido enviado ao espaço na semana passada, mas uma greve geral na Guiana Francesa, de onde partiria o foguete, levou ao adiamento da operação.
O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Com vida útil de 18 anos, custou R$ 2,7 bilhões e ficará a 36 mil quilômetros da terra. Além de cobrir todo o país com banda de alta capacidade, vai permitir o uso militar na proteção do mar territorial, da Amazônia e de toda a faixa de fronteira com os dez países sul-americanos vizinhos do Brasil.
- A banda larga vai alcançar qualquer distrito ou cidade do país, levando inclusão social e digital aos brasileiros. Além disso, o Ministério da Defesa terá banda larga para monitorar nossas fronteiras, além de haver disponibilidade para oferecer melhorias da qualidade dos serviços nos setores de educação e saúde - afirmou Kassab.

Empresas
Alguns dos senadores que participaram da reunião da CCT, entre eles Omar Aziz (PSD-AM), mostraram-se preocupados com o comportamento das empresas que atuam no setor. Ele ponderou que não adianta ter o satélite disponível se as companhias querem atuar somente onde obtêm lucro.
- Não há boa vontade das operadoras e não podemos fazer nada para cobrar delas, porque é a lei do mercado. O satélite é importante, mas existe a lei de mercado. Para haver investimento, tem que ter retorno - afirmou Omar.
Gilberto Kassab reconheceu que o modelo de telecomunicações brasileiro está deficiente, principalmente porque a privatização iniciada ainda no governo Fernando Henrique Cardoso previa o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para suprir lacunas que as operadoras não são obrigadas a cumprir. Todavia, o Fundo tem sofrido com contingenciamentos orçamentários, como observou.
- Aproveito para sugerir aqui uma lei que impeça o contingenciamento de verbas do Fust. É uma decisão de Estado, independe do governo, pois esse recurso era para atender exatamente essas ponderações. O Fust tem sido contingenciado há quase 30 anos, e é uma grande lacuna do nosso sistema de comunicações - afirmou.
Participaram da reunião desta quarta-feira secretários do Ministério da Ciência e Tecnologia, além dos presidentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Telebras, Agência Espacial Brasileira e Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem). O senador Otto Alencar disse que serão realizadas novas audiências com a participação de alguns dos representantes desses órgãos para tratar de assuntos específicos.

Ministro destaca importância do primeiro satélite brasileiro de uso civil e militar


Reportagem De Bruno Lourenço, Da Rádio Senado.

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado (CCT) recebeu nesta quarta-feira (29) o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. O ministro destacou o primeiro satélite brasileiro, que está para ser lançado, como um marco para a banda larga e a defesa do território brasileiro.
Outro assunto tratado na audiência pública foi a proposta (PLC 79/2016) que autoriza empresas de telefonia fixa a migrarem para a banda larga. Os bens dessas empresas, que deveriam voltar para o governo ao fim da concessão, seriam transformados em investimentos na nova modalidade. O senador Otto Alencar (PSD – BA), presidente da CCT, disse esperar que o projeto entre logo na pauta do Plenário.

Relatório do projeto de abuso de autoridade é lido na CCJ


O senador Roberto Requião (PMDB-PR), relator do Projeto de Lei do Senado (PLS) 280/2016, definiu como crime de abuso de autoridade a condução coercitiva sem prévia intimação. A CCJ aprovou uma serie de audiências públicas com datas a serem definidas sobre o tema.
CCJ realizará audiências públicas antes de votar abuso de autoridade
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Vídeo: www12.senado.leg.br/noticias/videos/2017/03/relatorio-do-projeto-de-abuso-de-autoridade-e-lido-na-ccj/tablet

PORTAL CONSULTOR JURÍDICO


Reforma da Previdência proposta pela PEC 287 é perversa


Marcos Vinicius Gomes Avelino

O tão esperado ano de 2017, após todas as dificuldades e amarguras vividas no ano antecedente, parecia fazer soprar uma brisa de esperança em dias melhores no sofrido povo brasileiro. Ledo engano. No inaugurar deste novo ano, novas angústias passam a se apresentar, agora comprometedoras do futuro, legado ao trabalhador brasileiro, à sua qualidade de vida e da sua família.
Como se não bastassem todos os infortúnios e, acreditando não ser possível piorar as expectativas em face dos “invencionismos salvadores”, eis que é apresentada ao congresso nacional, conhecida como casa do povo, um projeto de reforma do sistema de previdência social que altera de forma profunda a vida e as esperanças do trabalhador brasileiro.
O tema previdência social é recorrente e toma conta de todo o mundo conhecido, isso é indiscutível. Vários países já se veem pressionados pelo aumento da expectativa de vida, por um lado, e pela drástica redução da natalidade, por outro. Essa equação de aumento da expectativa de vida e diminuição da natalidade, que leva a uma gradual redução da população economicamente ativa, provoca preocupação especialmente nos países desenvolvidos, os quais, frise-se, gozam de uma qualidade e expectativa de vida muito superiores à verificada nos países tidos como “em desenvolvimento”, como é o caso do Brasil.
Contudo, mesmo frente a equação desigual, não se percebe nos países desenvolvidos, ressalto, que apresentam uma expectativa de vida bem superior à verificada nos países “em desenvolvimento, quaisquer tentativas de reforma ou ajuste do sistema de previdência com tamanha insensibilidade, debitando tão grande ônus na conta dos trabalhadores. E pior, desprezando, absurdamente, as peculiaridades inerentes às variadas profissões e a natureza de suas atividades ordinárias como se depreende no texto da PEC 287.
Há que se concordar que o sistema brasileiro de previdência carece de ajustes, bem como, da adoção de uma gestão competente, proba e zelosa com a coisa pública e o respeito ao segurado que a mantém. Nesse diapasão, necessário destacar a necessidade de rigoroso combate à corrupção, chaga que assola e dilapida este gigante país desde os idos coloniais.
Com a previdência não é diferente. Instituição que se destaca pela fantástica arrecadação, vez que possui específicas fontes de manutenção via impostos e contribuições a ela destinadas, sofreu e sofre toda a sorte de desvios, que não são maiores devido a ação forte dos órgãos de controle e da Polícia Federal, que possui uma das maiores cargas de inquérito policial instaurados, justamente, para apuração dos delitos em face da previdência.
Há, ainda, os subterfúgios legais que conferem exacerbada leniência para com os devedores da previdência (grandes grupos econômicos e financeiros, especialmente), os quais, ao contrário dos segurados (trabalhadores, públicos e privados) que honram de forma compulsória com essa obrigação, passam a se eternizar na condição de devedores, fazendo e refazendo negociações de dívidas que, na prática, nunca são honradas na sua integralidade. Soma-se, ainda, ao quadro da debilidade na arrecadação, a aprovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
A DRU é um mecanismo que permite ao governo federal usar livremente 20% de todos os tributos federais vinculados por lei a fundos ou despesas. A principal fonte de recursos da DRU são as contribuições sociais, que respondem a cerca de 90% do montante desvinculado. Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência (FSE), essa desvinculação foi instituída para estabilizar a economia logo após o Plano Real. No ano 2000, o nome foi trocado para Desvinculação de Receitas da União.
Na prática, a DRU permite que o governo aplique os recursos destinados a áreas como educação, saúde e previdência social em qualquer despesa considerada prioritária e na formação de superávit primário. A DRU também possibilita o manejo de recursos para o pagamento de juros da dívida pública. Prorrogada diversas vezes, a DRU estaria em vigor até 31 de dezembro de 2015, mas em julho, o governo federal enviou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 87/2015, estendendo novamente o instrumento até 2023.
A PEC aumenta de 20% para 30% a alíquota de desvinculação sobre a receita de contribuições sociais e econômicas, fundos constitucionais e compensações financeiras pela utilização de recursos hídricos para geração de energia elétrica e de outros recursos minerais. Por outro lado, impostos federais, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda (IR), não poderão mais ser desvinculados. (Fonte: site do Senado Federal).
Frente a isso, percebe-se que o déficit verificado na previdência brasileira se revela determinado, de um lado, pela inadimplência e de outro, pela retirada ou desvio ou desvinculação institucional pelo próprio poder público, permanecendo como fonte primária, compulsória, irrenunciável e regular, as contribuições dos trabalhadores.
Aposentadoria “especial” dos policiais
Se a PEC 287 se revela como uma monstruosidade e uma agressão ao trabalhador brasileiro de uma forma geral, vem prejudicando mais ainda algumas categorias de servidores que atualmente já recebem tratamento diferenciado em sua aposentadoria, em face das peculiaridades e submissões a que estão sujeitos.
A Constituição Federal de 1988 no artigo 40, §4º veda a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria, mas ressalva os servidores: portadores de deficiência física; que exercem atividades sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física e os que exercem atividade risco, nesta última se enquadram os policiais.
Por incrível e surreal que possa parecer, o projeto de reforma da previdência brasileira inseriu num mesmo tratamento os trabalhadores comuns e os policiais, ferindo um tão decantado princípio, conhecido por princípio da igualdade que, na dicção professal e iluminada do mestre Rui Barbosa assim revela:
“A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade... Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.” (grifo nosso)
A atividade policial, com é ou deveria ser cediço, é das mais desgastantes e perigosas atividades profissionais do mundo. Se no mundo ela é reconhecida como de risco, sobreleva no Brasil, país que, infelizmente, ostenta o título de ser um dos mais perigosos e inseguros do planeta, com o noticiário mostrando confrontos no meio urbano entre marginais e policiais, com estatística de mortes dignas das mais sangrentas guerras.
A expectativa de vida policial no Brasil tem se mostrado uma das menores do mundo, aí se destacando, além dos potenciais e inevitáveis confrontos, dentro e fora do serviço, os problemas ocupacionais que o exercício da atividade (das mais estressantes e arriscadas) provocam no homem e mulher de polícia, que passam a sofrer de problemas de ordem física e psicológica, comprometendo sua qualidade de vida e sua expectativa de vida.
O Brasil possui a maior taxa de mortandade de policiais no mundo e a causa principal advém dos confrontos no exercício da profissão. Os problemas ocupacionais se multiplicam, assim como o ine/vitável comprometimento da saúde.
Países de primeiro mudo, que gozam de um elevadíssimo padrão de vida e que, por lógico, possuem uma elevada expectativa de vida, além de condições de trabalho dignas e com violência e criminalidade sob controle ou ínfimas, reconhecem e respeitam seus homens de polícia, concedendo e estipulando um limite de tempo de labor diferenciado, aposentando seu policial de forma prestigiada e justa, com tempo menor em relação aos demais trabalhadores.
A aposentadoria é tida como um instituto pelo qual um trabalhador deixa de trabalhar e passa ter seu tempo restante de vida livre, remunerado em razão do custeio por ele mesmo realizado ao longo da vida laboral. Ora, o sentido desse instituto chamado aposentadoria é a existência do tempo livre remunerado. A pessoa deve poder usufruí-la, em respeito aos tão valiosos direitos sociais insculpidos na Carta Política vigente, além do respeito aos básicos diretos humanos e da dignidade da pessoa humana.
Assim, estipular regras para a aposentação de modo a não respeitar as peculiaridades dos desiguais, nos termos do princípio da igualdade, bem como, negar a fruição do instituto da aposentadoria, vez que se busca fixar limites de idade para fruição que desnatura e torna inexequível seu gozo, é algo perverso e avesso aos direitos humanos, respeitados e preservados em todo o mundo democrático e constitucional.
Nesse sentido, soa absurdo o Brasil colocar desiguais, como são os policiais, no mesmo rol de trabalhadores comuns. Soa, igualmente estranho e discriminatório retirar os militares da reforma ora proposta, que são desiguais e merecem o devido tratamento nesse contexto, pois sua atividade é caracterizada pelo risco, e, incluem os policiais na reforma, mesmo guardando similitude entre as atividades.
Os policiais não estão apenas sujeitos às intempéries, eles sofrem diariamente com tais dificuldades, seu enfrentamento acontece, é real, mortal em muitos casos. Não observar essa realidade é algo totalmente disforme do mundo inteligível, é algo surreal e tomado pela mais incrível das injustiças.
Estes profissionais (os policiais), que não estão sujeitos apenas a um risco potencial de uma situação hipotética de confronto, mas, ao contrário e bem mais forte, estão imersos no enfrentamento cotidiano da violência, foram incluídos na reforma pela PEC 287/2016.
Espera-se, que o debate democrático promovido na casa da democracia (o parlamento) corrija as deformidades de um projeto já tomado pela exacerbação e injustiça, especialmente no que se refere aos policiais brasileiros.

JORNAL A CRÍTICA (MS)


Superior Tribunal Militar condecora personalidades nesta quinta-feira

A edição deste ano, autoridades dos três poderes da República serão homenageadas, assim como servidores públicos que se esmeraram no desempenho de suas funções

Por: Da Redação Com Assessoria

No próximo dia 1º de abril, a Justiça Militar da União completa 209 anos e para celebrar a data, a instituição promove a entrega de comendas da Ordem do Mérito Judiciário Militar (OMJM).
A cerimônia da Ordem do Mérito Judiciário será realizada nesta quinta-feira (30), no Clube do Exército (sede do Lago Sul), em Brasília, às 10h.
Desde 1957, quando a comenda foi criada, personalidades e instituições que prestaram relevantes serviços à JMU e ao país são agraciadas com as medalhas nos graus grã-cruz, alta distinção, distinção e bons serviços.
Na edição deste ano, autoridades dos três poderes da República serão homenageadas, assim como servidores públicos que se esmeraram no desempenho de suas funções.
O Comando da Marinha, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica e a Ordem dos Advogados do Brasil – Conselho Seccional do Distrito Federal são as instituições que terão bandeiras e estandartes agraciados.
A comenda em seu mais alto grau, grã-cruz será recebida pela presidente do STJ, ministra Laurita Hilário Vaz; pelo cardeal Dom Sérgio da Rocha e pelo procurador-geral de Justiça Militar Jaime de Cassio Miranda.
No grau Alta Distinção, receberão comendas o ministro da Defesa, Raul Jungman; a advogada-geral da União, Grace Mendonça; o presidente do Conselho Federal da OAB; Claudio Lamachia; o senador Magno Malta, dentre outras autoridades.
Dentre os agraciados no grau Distinção estão o juiz federal Sérgio Fernando Moro e o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Roberto Carvalho Veloso.
As comendas no grau Bons Serviços serão destinadas a servidores da Justiça Militar da União e militares.

JORNAL BEMPARANÁ


Aeroporto de Bacacheri comemora 37 anos


Redação Bem Paraná

O Aeroporto de Bacacheri completa 37 anos nesta sexta-feira (31). Localizado a 8 km do centro de Curitiba, o terminal iniciou suas atividades com uma pista de pousos e decolagens, no início da década de 1930, e passou a ser administrado pela Infraero em 1980.
O terminal curitibano atende a operações da aviação geral – englobando voos não regulares como empresas de táxi aéreo e escolas de aviação. Na área do sítio aeroportuário, com aproximadamente 1,4 milhão de m², estão instalados 43 hangares de empresas que fazem manutenção de aeronaves e hangaragem, além de ser base para as operações da Polícia Rodoviária Federal, Militar e Civil; Receita Federal e Casa Militar do Estado do Paraná. O aeroporto atende também as operações de transporte de enfermos e de órgãos.
O terminal de passageiros tem 157,10 m² e a pista de pousos e decolagens conta com 1.390 metros de comprimento, por 30 metros de largura. O aeroporto também dispõe de um pátio com 17 posições de estacionamento para aeronaves e funciona de 7h às 22h. Com capacidade para atender a até 200 mil viajantes ao ano, em 2016 foram registrados quase 23 mil pousos e decolagens, e passaram pelo local 85.761 passageiros.
Para o superintendente do aeroporto, Eduardo Ludwig, a localização privilegiada faz com que o terminal contribua para o desenvolvimento da região. “O aeroporto é um importante elo entre a cidade de Curitiba e o empresariado nacional, devido à facilidade de deslocamento para o centro da capital paranaense e também interior do estado”, destacou.
Histórico
No início da década de 1930, a aviação militar encontrou no bairro Bacacheri um excelente local para desenvolver suas atividades. Dois anos mais tarde, o Correio Aéreo Nacional passava a utilizar suas instalações. No mesmo ano, 1932, as dependências do Colégio Agrícola Estadual – com uma pista de pouso e decolagem – passaram à jurisdição do Ministério da Aeronáutica e do Aeroclube do Paraná, e com suas operações locais passou a treinar e capacitar profissionais para o mercado brasileiro e internacional. Em 31 de março de 1980, o Ministério da Aeronáutica transferiu a jurisdição do Aeroporto de Bacacheri para a Infraero. Logo depois, foram construídos pátio de manobras, taxiways e o terminal de passageiros.
Empresas aéreas nacionais passaram a operar no terminal, mas com a inauguração do Aeroporto Internacional Afonso Pena/São José dos Pinhais (PR), e visando a um maior conforto aos usuários, em 1997, a aviação regional foi transferida para o aeroporto da capital, ficando em Bacacheri as aeronaves executivas e de aviação geral. Em 2012 a Infraero inaugurou novo prédio para acomodar todo o departamento administrativo e reformou a estrutura da navegação aérea, que passou a contar com meteorologia e sala AIS (Serviços de Informação Aeronáutica), onde todas as informações necessárias para garantir a segurança de um voo são coletadas.
Parceria Infraero e Escola
Iniciado em 2003, o projeto “Parceria Infraero e Escola”, iniciativa da Infraero juntamente com o Colégio Saint German, auxilia crianças de baixa renda que estão no Ensino Fundamental, com recreações de cunho educacional e socioambiental, como incentivo a atividades lúdicas e esportivas, além de plantio de árvores e cultivo de horta. Para que esta parceria ocorresse, a estatal disponibilizou à escola uma área 1.224,85 m² para a realização destas atividades. Em contrapartida, o colégio particular cede bolsas de estudo integrais para que a Infraero repasse à comunidade aeroportuária. Por ano, uma média de 10 crianças são beneficiadas pela iniciativa.

PORTAL BRASIL


Aeronáutica assina acordo para operações de balões com o Google

Documento estabelece procedimentos de comunicação em operações de balões não tripulados que levam internet a áreas remotas

ImagemO Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) brasileiro e a empresa Google assinaram um acordo que estabelece procedimentos de comunicação em operações de balões não tripulados do Projeto Loon, para garantir a segurança das operações.
O Projeto Loon, desenvolvido pela Google, usa balões de alta altitude para levar internet a áreas rurais e remotas em todo o mundo. Segundo informações da multinacional americana, mais da metade da população mundial ainda não tem acesso à rede.
O programa representa um esforço da Organização em gerar maior proximidade entre os países mais desenvolvidos em aviação civil com aqueles que enfrentarão desafios decorrentes da modernização de sistemas, processos e normas do setor nos próximos anos.
O documento foi assinado pelo chefe do Subdepartamento de Operações (SDOP), do Decea, Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, e pela gerente sênior do Programa – Segurança & Integração Aeroespacial do Google, Julie Jin.
 
Conectividade para todos

A Google pretende lançar e manter uma frota de balões para fornecer Internet em solo, através de lançadores automáticos capazes de lançar um novo balão a cada 30 minutos.
A conexão de alta velocidade é transmitida ao balão mais próximo de uma empresa de telecomunicações em solo, retransmitida para a rede do balão e, depois, para os usuários no solo. Cada equipamento tem uma área de cobertura de 5 mil quilômetros quadrados.
Os balões são feitos de folhas de polietileno e têm o tamanho de uma quadra de tênis. São construídos para permanecer na estratosfera por um período aproximado de 100 dias, antes de retornar ao solo de forma controlada. Esta distância corresponde a mais ou menos 20 quilômetros de altitude.
Uma equipe rastreia a localização do equipamento usando GPS, em coordenação com o controle de tráfego aéreo local para levar cada balão em segurança para áreas despovoadas.
Existem equipes responsáveis pelo recolhimento e os balões são reutilizados e reciclados. Toda a operação deve ser realizada de acordo com a regulamentação de balonismo vigente, além de atender às normas nacionais.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Força Aérea Brasileira.

FAB leva barracas para famílias desabrigadas no Peru

Auxílio emergencial será enviado nesta quinta-feira (30) em um voo da Força Aérea Brasileira; cerca de 750 pessoas serão contempladas

O Ministério da Integração Nacional vai compor a força-tarefa do governo federal para atender a famílias vítimas de enchentes em comunidades peruanas.
O auxílio emergencial, composto por 75 barracas, contemplará 750 pessoas e será enviado nesta quinta-feira (30), em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma equipe da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) acompanhará a entrega do material de ajuda humanitária.
A aeronave Hércules C130 da FAB vai decolar do Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), onde os equipamentos já se encontram disponíveis. A previsão de chegada à base aérea de Callao, no Peru, é na sexta-feira (31).
As tendas operacionais utilizadas pela Sedec têm aproximadamente 25m² de área útil, possuem estruturas de fácil manejo e montagem, com piso e cobertura de PVC e armação em ferro galvanizado, características que possibilitam melhor atendimento em situações de desastres naturais. O auxílio é semelhante ao prestado às famílias afetadas pelo furacão Matthew, no Haiti, em outubro de 2016.

FAB
Na semana passada, cerca de 800 municípios do Peru declararam estado de emergência por causa das chuvas. Mais de 70 pessoas morreram e 100 mil ficaram desabrigadas. O apoio brasileiro à população peruana vítima da enchente começou no último dia 21, com o envio de uma missão da FAB.
Um total de 93 passageiros, sendo sete crianças de colo, foram transportados da cidade de Trujillo – há 550 km da capital Lima, onde estavam ilhados, por uma aeronave da FAB.
O avião da Aeronáutica, que chegou a Lima na última terça-feira (21), conta com uma tripulação formada por 14 militares do Esquadrão Gordo (1º/1º GT).

PORTAL DEFESANET


Ministério da Defesa e CGEE desenvolverão cooperação técnica em Defesa, Ciência e Tecnologia


O Ministério da Defesa (MD) e o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), firmaram, nesta terça-feira (28), Protocolo de Intenções para cooperação técnica, com o objetivo de realizar estudos e pesquisas de interesse mútuo, principalmente sobre temas referentes às políticas nacionais de Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação e a sua interface com as demais Políticas Públicas.
O secretário de Produtos de Defesa do MD, Flávio Basílio, enfatizou a relevância das soluções desenvolvidas pelo CGEE no que concerne à prospecção e Inteligência Tecnológica, e a suas interações e aplicações estratégicas em proveito das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) militares. “No âmbito das Forças Armadas, o tema prospecção e Inteligência Tecnológica é uma importante ferramenta de suporte à pesquisa e ao desenvolvimento de novos Produtos de Defesa e à busca da Inovação”, afirmou o secretário.
Segundo Flávio Basílio, além de aproximar os dois ministérios, a assinatura do protocolo coroa um trabalho que vem sendo desenvolvido há três anos e pode ajudar o MD a ser de fato um órgão indutor de produtividade e crescimento econômico. “Utilizando uma visão sistêmica e modelista, você pode obter resultados muito mais eficientes, ganhando economia e tempo” destacou.
O presidente do CGEE, Mariano Francisco Laplane, reforçou a importância de poder formalizar um trabalho de colaboração e aprendizado conjunto com o MD. “O entrosamento das equipes construírem valor nesse processo é um excelente ponto de partida”, disse Mariano.
As Forças Armadas, de forma independente, possuem núcleos que estão trabalhando, nestes últimos dois anos, no emprego de técnicas associadas à inteligência tecnológica. As ferramentas de inteligência estratégica ofertados pelo CGEE ao Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação aceleram processos sistemáticos de coleta, análise e disseminação de informações e poderão apoiar os processos de tomada de decisão das ICT militares.
Essas ferramentas desempenham funções como: mapeamento de tendências e monitoramento de produção científica, de tendências de mercado e de produção tecnológica e de propriedade intelectual (Insight Data); consulta estruturada e análise de percepção (Insight Survey); mapeamento e evolução de redes de colaboração, identificação de competências e lacunas, além do potencial de colaboração (Insight Net); e análise de maturidade e de criticidade tecnológica (Insight Tec).
Participaram ainda da assinatura do protocolo o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do MD (DECTI), general Claudio Duarte de Moraes; o diretor-executivo do CGEE, Marcio de Miranda Santos; o também diretor do CGEE, Gerson Gomes; além de representantes do MD e do CGEE.

Projetos de ciência e tecnologia que a FAB levará para a LAAD 2017


Ten Iris Vasconcellos - Agência Força Aérea

Para o Comandante da Aeronáutica, a soberania do País também está ligada à autonomia tecnológica. Sediado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o polo de desenvolvimento científico e tecnológico da Força Aérea Brasileira tem mais de cinco mil pessoas trabalhando em 117 projetos de pesquisa. Os temas vão desde a geração de energia no espaço até a colocação de microssatélites em órbita.
Para navegar, localizar-se e enviar informações para equipes em solo, um drone, também conhecido como Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), ou uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), depende de diversos sistemas - por exemplo, o GPS - alimentado por tecnologias que o Brasil ainda não domina. O que fazer se os detentores dessas informações deixarem de fornecê-las?
Reduzir a dependência de tecnologias e sistemas externos é um dos objetivos do projeto PITER, sigla para Processamento de Imagens em Tempo Real, que é desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A meta é instalar o sistema em drones, para que eles reconheçam o local sobrevoado e corrijam a navegação sem a intervenção humana. Na prática, se o drone for informado sobre os locais de saída e chegada, ele poderá fazer a rota sozinho.
Para a FAB, que possui um esquadrão composto por Aeronaves Remotamente Pilotadas - o Hórus (sediado no Rio Grande do Sul), o sistema é estratégico e determinante para as configurações de combate do futuro.
Esse é só um dos 117 projetos de ciência e tecnologia que estão em desenvolvimento nos institutos que compõem o DCTA. Estão sendo desenvolvidas pesquisas de acesso ao espaço, projetos que envolvem a propulsão - por turbina ou hipersônica - para os vetores aeronáuticos, inteligência artificial, que está sendo buscada por diversos países; e a produção de energia com dispositivos compactos em potência elevada.
“São tecnologias que quem sabe não ensina e, muitas vezes, os detentores do conhecimento não fazem nem parcerias. Cada um tem a sua”, destaca o chefe da divisão de projetos do DCTA, Coronel Maurício Pozzobon Martins.
Ele explica que os projetos podem surgir ou de uma necessidade operacional da Força ou de um vislumbre por inovação dos pesquisadores. Para ele, o diferencial da FAB é que a instituição possui um centro de pesquisa e desenvolvimento, enquanto Forças Aéreas de outros países são compradoras de tecnologias prontas. “Assim, em termos de soberania, a posição do Brasil é diferenciada, pois a tecnologia que nós não temos pode ser desenvolvida para a FAB pelo DCTA”, complementa.
Sistemas autônomos, capazes de tomar decisões independentes da ação humana, por exemplo, são tendências do mercado de tecnologia, que também investe na produção de materiais leves e resistentes. Já na área das Forças Armadas, o foco é o domínio do espaço aéreo e o desenvolvimento de sistemas espaciais, que são um diferencial para o cenário de guerra.
“A perspectiva é sempre de aumento dos projetos estratégicos para a FAB, pois a realidade e a desvantagem do poder aeroespacial são a rápida obsolescência tecnológica. E uma sociedade capaz de desenvolver tecnologia militar avançada, certamente, terá produtos na sociedade civil importantes, gerando renda, emprego e desenvolvimento para o país”, ressaltou.

Turborreatores nacionais
Como mísseis, alvos aéreos e drones adquirem velocidade e direção no espaço aéreo? Eles são propulsados por turbojatos considerados de pequeno porte. Um deles, o Turborreator de 5.000 N (TR5000), é um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) com foco na área de turbinas a gás aplicadas à propulsão aeronáutica.
O projeto prevê o desenvolvimento de protótipos de um turborreator aeronáutico nacional, atendendo, principalmente, requisitos de instalação em veículos aéreos, de uso militar e civil.
Segundo o pesquisador Helder Carneiro, os turborreatores são artefatos que assumiram papel de destaque nos arsenais das maiores potências mundiais, tanto para treinamento de artilharia, quanto para qualificação de armamento, observação e defesa.
“No Brasil, os exemplos de aplicação são o uso de alvo aéreo fornecido por empresa estrangeira para as campanhas de teste do míssil MAAR, o alvo DIANA adquirido recentemente pelo Exército e, ainda, o míssil de cruzeiro em desenvolvimento pela Avibras”, destacou.
Segundo ele, o fornecimento de turborreatores (turbojatos e turbofans) desse porte é controlado pelas grandes potências. “O desenvolvimento de turborreatores de pequeno e de médio porte no País é de importância estratégica para a independência do Brasil nessa área”, complementou.

Satélite em órbita
Imagine um veículo lançador de satélite, ou seja, um modelo de foguete que tem a finalidade de colocar satélites em órbita, composto principalmente por fibra de carbono. Esse é o diferencial do projeto VLM-1, que está sendo desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IEAv). Com propelente sólido, ele está sendo projetado para colocar satélites de até 150 kg na órbita baixa da Terra, mais especificamente, a uma altitude de 2000 km com relação à superfície terrestre.
Se o VLM-1 for bem sucedido, o Brasil vai se tornar um dos dez países a conseguir tal feito. Segundo o gerente do projeto, Coronel Fábio Andrade de Almeida, o uso de estruturas em fibra de carbono aumentam a eficiência do veículo como um todo, diminuindo o peso da carga não útil.
“O desempenho esperado para o VLM-1 requer perfeita sincronia e funcionamento adequado de todos os sistemas do lançador. Para isso, motores, eletrônica embarcada, sistemas estruturais e módulo de carga útil precisam ser fabricados dentro dos mais rigorosos requisitos estabelecidos pelo IAE. O atingimento destes requisitos colocará a indústria nacional em um novo patamar de fornecimento de produtos altamente tecnológicos”, explicou o gerente.

Experimentos no espaço
Outro foco do IAE é a produção do Satélite de Reentrada Atmosférica. Denominado projeto SARA, o objetivo é desenvolver e fabricar dois módulos espaciais recuperáveis para o cumprimento de duas missões diferentes.
A primeira é a realização de experimentos de curta duração (aproximadamente 10 minutos) em local de microgravidade, ou seja, com a atuação mínima da força da gravidade. Nesse contexto, permite-se observar e explorar fenômenos e processos em experimentos científicos e tecnológicos que seriam mascarados sob a influência da gravidade terrestre.
“A condução de experimentos num ambiente de microgravidade possibilita o melhor entendimento, e o posterior aperfeiçoamento na Terra, de processos físicos, químicos e biológicos”, destaca o gerente do projeto, Major Élcio Jeronimo de Oliveira.
Já a segunda missão prevê a inserção e permanência do módulo em ambiente espacial, em órbita equatorial baixa (300km de altitude), por até 10 dias. Nesse período, poderão ser realizados diversos tipos de experimentos que necessitem das peculiaridades do ambiente espacial em um intervalo de tempo maior que o praticado pelo módulo suborbital.
Uma das diferenças entre as duas missões é a forma de chegada até o local pretendido. Na primeira, são utilizados foguetes e na segunda é necessário um veículo lançador de satélites que possui maior porte e é mais complexo.
Nos dois casos, após o término da missão, o SARA reentra na atmosfera, tem o sistema de paraquedas acionado e é recuperado em um ponto pré-determinado para ser reutilizado durante a sua vida útil. Veja como funciona o SARA no infográfico abaixo.

Energia em ambientes remotos
Já no Instituto de Estudos Avançados (IEAv) está sendo desenvolvido o projeto TERRA, com o objetivo de produzir um dispositivo gerador de energia elétrica com possibilidades de ser transportado para locais de difícil acesso. O dispositivo é baseado no princípio de geração de calor utilizando energia nuclear.
Os ambientes de difícil acesso podem ser locais variados, como o espaço, incluindo órbita da Terra e outros astros, a superfície de astros como a Lua, Marte, asteroides, etc. Também está incluso o leito oceânico (a 2000m de profundidade) para exploração do petróleo do pré-sal, regiões extremas (regiões polares) da Terra e locais de catástrofes ambientais que venham a ser isolados da malha elétrica.
O sistema possui como fonte térmica o calor produzido em um reator de fissão nuclear. Além de ser utilizado para fazer funcionar satélites, o sistema térmico também proverá propulsão ao dispositivo permitindo o controle da trajetória tornando-o um dispositivo exploratório.
“Eventualmente, o sistema poderá ser utilizado no espaço em satélites, naves espaciais, entre outros”, explica o gerente do projeto, Lamartine Guimarães.

JORNAL HOJE EM DIA (MG)


Com atraso inédito, Prêmio Brasil Olímpico é entregue após "abandono" a atletas da Rio-2016


Cristiano Martins

Fuga de patrocinadores, perda de visibilidade na mídia e queda nos investimentos públicos. É nesse contexto que serão conhecidos na noite desta quarta-feira (29) os vencedores da 18ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, com quase um trimestre de “atraso” e mais de sete meses após o encerramento dos Jogos Rio-2016.
A mais importante premiação esportiva do país foi adiada pela primeira vez desde a sua criação, justamente no ano em que o Brasil sediou a Olimpíada e obteve a melhor campanha da história, com 19 medalhas (sete de ouro, seis de prata e seis de bronze).
Segundo o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a única justificativa para a mudança foi a falta de datas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pois o local da cerimônia teve os trabalhos paralisados por uma greve no fim do ano passado.
Durante a solenidade, serão homenageados com troféus os 43 melhores esportistas de 2016 em cada uma das modalidades olímpicas, dentre eles os mineiros Bruno Soares (Tênis), Maicon Andrade (Taekwondo) e Jaquelino Mourão (Desportos na Neve). Porém, somente os três vencedores (categorias masculina, feminina e Atleta da Torcida), receberão uma gratificação em dinheiro, no valor de R$ 30 mil cada um. Paga desde a edição de 2010, a bonificação nunca teve reajustes.
Prejuízos
A crise financeira após os Jogos é uma realidade para o COB. Em 2017, o comitê deverá receber cerca de 17,3% menos recursos da Lei nº 10.264/2001 (conhecida como Lei Agnelo/Piva), que destina ao órgão parte dos lucros das loterias federais. São esperados aproximadamente R$ 200 milhões, após R$ 242 milhões no ano passado.
Um dos reflexos desta previsão será a queda nos repasses às confederações esportivas nacionais. O próprio comitê informou que esta verba terá uma redução de R$ 13 milhões (ou 14%) em relação ao ano passado: de R$ 98 milhões para R$ 85 milhões em 2017.
Volta à realidade
O “atraso” na premiação foi um intervalo suficiente para que grande parte dos medalhistas olímpicos e demais atletas de alto nível sentisse os efeitos do “apagar dos holofotes” após a Rio-2016.
É o caso de Maicon Andrade, destaque do ano no taekwondo. Desde a conquista do inédito bronze masculino na modalidade, o lutador nascido no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, viu minguar os recursos para treinos e competições.
“Ele perdeu cinco torneios importantes, e não temos planos para o segundo semestre”, revelou o técnico do lutador, Reginaldo dos Santos, à Agência Estado, no início deste mês. Segundo a publicação, Maicon só recebeu o prêmio de R$ 12,5 mil pela medalha mais de dois meses após ter subido ao pódio no Rio.
O lutador mantém os trabalhos graças ao apoio do programa Bolsa Atleta (Ministério do Esporte), da Prefeitura de São Caetano do Sul (SP) e da Força Aérea Brasileira.
Novas medalhistas
Durante a premiação no Rio de Janeiro, serão entregues as medalhas de bronze do revezamento 4x100m feminino dos Jogos de Pequim-2008, herdadas pelo Brasil. Entre as contempladas está a ex-velocista mineira Lucimar Moura.
MELHORES ATLETAS DE 2016 POR MODALIDADE:
Atletismo: Thiago Braz*
Badminton: Ygor Coelho
Basquete: Nenê Hilário
Boxe: Robson Conceição
Canoagem Slalom: Pedro Gonçalves
Canoagem Velocidade: Isaquias Queiroz*
Ciclismo BMX: Priscilla Carnaval
Ciclismo Estrada: Flávia Paparella
Ciclismo Mountain Bike: Raiza Goulão
Ciclismo Pista: Gideoni Monteiro
Desportos na Neve: Jaqueline Mourão
Desportos no Gelo: Isadora Williams
Esgrima: Nathalie Moellhausen
Futebol: Neymar Jr.
Ginástica Artística: Diego Hypolito
Ginástica Trampolim: Rafael Andrade
Ginástica Rítmica: Natália Gaudio
Golfe: Adilson da Silva
Handebol: Maik Santos
Hipismo Adestramento: João Victor Marcari Oliva
Hipismo CCE: Carlos Parro
Hipismo Saltos: Pedro Veniss
Hóquei Sobre Grama: Stephane Smith
Judô: Rafaela Silva*
Levantamento de Pesos: Fernando Saraiva Reis
Lutas: Aline Silva
Maratona Aquática: Poliana Okimoto*
Natação: Etiene Medeiros
Nado Sincronizado: Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci
Pentatlo Moderno: Yane Marques
Polo Aquático: Felipe Perrone
Remo: Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi
Rugby: Beatriz Futuro
Saltos Ornamentais: Hugo Parisi
Taekwondo: Maicon Andrade
Tênis: Bruno Soares
Tênis de Mesa: Hugo Calderano
Tiro com Arco: Anne Marcelle dos Santos
Tiro Esportivo: Felipe Wu
Triatlo: Manoel Messias
Vela: Martine Grael e Kahena Kunze*
Vôlei: Serginho Dutra*
Vôlei de Praia: Alison Cerutti e Bruno Schmidt
*Finalistas do prêmio de Melhor Atleta do Ano
Com Agência Estado

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL NACIONAL DE SEGUROS


Aeroporto Internacional de Tabatinga completa 37 anos

A Infraero comemora nesta sexta-feira, 31/3, 37 anos à frente do Aeroporto Internacional de Tabatinga (AM). Para fortalecer a segurança do país em meio à fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia, o terminal amazonense funciona como ponto estratégico de apoio às operações da Força Aérea Brasileira, do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e do Departamento de Polícia Federal. Além disso, o aeroporto fornece suporte à aviação internacional por meio de acordos firmados entre o Brasil e países vizinhos.
Situado a 2,8 km do centro de Tabatinga - localizada no interior do Amazonas, na região do Alto Solimões, em meio à selva -, o aeroporto conta com um voo comercial, explorado pela Azul Linhas Aéreas, com destino a Manaus. A maior parte das operações é da aviação geral (táxi aéreo) e de voos militares.
A história do Aeroporto de Tabatinga tem início em 1965, quando foi construída uma pista para atender às necessidades e demandas do Correio Aéreo Nacional – apoiando logisticamente as comunidades civis instaladas na região. Em 31 de março de 1980, o terminal passou a ser administrado pela Infraero e chegou a operar de forma regular voos das então companhias aéreas Varig, Cruzeiro e Rico, que utilizavam aeronaves do modelo Boeing 737-200. Hoje a pista de pousos e decolagens do terminal tem 2.150 metros de comprimento por 34 metros de largura, e para atender a demanda, o terminal funciona de 6h às 18h. Em 2016 passaram pelo local cerca de 7 mil viajantes.
De acordo com o superintendente do aeroporto, Antônio Sabóia, o terminal tem um papel fundamental para a cidade e toda a região do alto Solimões. “O aeroporto cumpre uma função social de extrema importância, nos deslocamentos dos munícipes, indígenas e também nas missões de socorro, tornando-se uma ferramenta primordial no cumprimento da integração nacional, além do apoio para a segurança da fronteira oeste do país, com o deslocamento de tropas militares na área”, ressalta.
A Infraero ainda oferece a quase 70 jovens de comunidades carentes próximas ao terminal cursos para a formação em computação, como alternativa de um futuro profissional. É o programa “Usina de Informática”, que funciona desde 2014 com o apoio da prefeitura de Tabatinga
Melhorias
Foram entregues, no início do ano passado, as obras de reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Tabatinga. Com investimento de R$ 20,48 milhões, as melhorias ampliaram a área do terminal de 1.065 m² para 5.221 m². Com isso, a capacidade operacional do aeroporto foi ampliada de 600 mil passageiros/ano para 1,6 milhão de passageiros ao ano.

REVISTA AERO MAGAZINE


Força Aérea dos Estados Unidos pensa em desativar o F-15 Eagle

Aeronave poderá talvez ser substituída por uma versão modernizada do F-16
Ernesto Klotzel
Ao que parece, o jato de combate dos anos 1980 – considerado o de maior sucesso em combates aéreos (dog-fight), está próximo do fim. Não é a aviação inimiga que ameaça o reinado de 40 anos do McDonnell Douglas F-15 Eagle como o rei dos ares, mas os esforços para reduzir os custos da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).
A ideia mais recente dos militares é a substituição dos F-15 por uma versão modernizada dos Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon. O plano inclue a substituição de 236 F-15C/D por parte do inventário de 1.200 F-16. Caso se concretize a desativação dos F-15, os F-16 seriam equipados com novos sistemas de radar, para executar as mesmas missões do F-15.
À despeito de seu extenso histórico operacional, o F-15 continua ativo em algumas das mais tensas regiões do mundo. No ano passado, a USAF enviou esquadrões de F-15 à Islândia, Holanda e Finlândia para reforçar sua posição junto aos aliados da OTAN, após a intervenção militar da Rússia na Ucrânia.
Cerca de 50 Eagle estão baseados na Base Aérea Kadena, Japão, como parte importante da projeção dos EUA no Pacífico. O motivo principal da substituição do F-15 pelos F-16 são os custos de manutenção. Não se tem uma ideia clara do impacto que causaria a retirada dos F-15 sobre a iniciativa de investir US$ 12 bilhões na revitalização dos F-15, equipando-os com uma moderna tecnologia de radar, sistemas de procura e rastreamento infravermelho e recursos de contramedidas eletrônicas, que deveriam prolongar a vida dos F-15 até 2040.

JORNAL CORREIO DA MANHÃ (PORTUGAL)


Brasil apreende milhões e seis aeronaves de tráfico de droga

Polícia aponta Gerson Palermo, de 59 anos, como chefe máximo da organização criminosa.
Por Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil

A Polícia Federal brasileira desarticulou, esta terça-feira, uma mega-quadrilha responsável pelo tráfico de droga em vários estados do Brasil e em países vizinhos e apreendeu seis aeronaves usadas pelos traficantes e milhões em dinheiro que estava em contas atribuídas ao bando. Entre os vários presos na operação está o homem que a Polícia Federal aponta como o chefe máximo da organização criminosa, Gerson Palermo, de 59 anos, tão perigoso e audacioso que, segundo a corporação, em 2000 chegou a desviar um Boeing comercial cheio de passageiros.
A operação desencadeada ontem por mais de 150 agentes federais cumpriu 18 mandados de prisão, 25 de busca e apreensão e sete de condução forçada, quando o suspeito foi levado à força à sede da polícia para depor e libertado depois de ser ouvido. Foram cumpridos mandados nos estados de Mato Grosso do Sul, onde ficavam os líderes da quadrilha, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Minas Gerais e São Paulo.
As seis aeronaves que a Polícia Federal afirma que eram usadas pela quadrilha foram apreendidas num aeródromo particular na zona rural da cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, na fronteira com a Bolívia. Segundo o delegado (inspector) José António Franco, chefe da Divisão de Entorpecentes e que comandou a mega-operação, a quadrilha transportava grande quantidade de cocaína pura da Bolívia para Corumbá nas aeronaves, e desta cidade a droga era disseminada por vários estados do Brasil por estrada.
Gerson e a mulher foram presos em casa, num elegante bairro de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, e outros suspeitos foram presos no interior do estado e em outras regiões do Brasil. Em 2000, Gerson, que já foi preso outras três vezes pela Polícia Federal mas foi libertado pela justiça, invadiu um Boeing 737-200 da companhia aérea brasileira VASP no aeroporto da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai, forçou o piloto a desviar a rota e a aterrar num aeroporto no interior daquele estado, e roubou malotes que estavam no compartimento de carga e continham milhões em dinheiro vivo.
Na operação desta terça-feira, além das seis aeronaves e droga, a Polícia Federal apreendeu com a quadrilha em vários estados 35 veículos e outros bens. Em 68 contas bancárias atribuídas à quadrilha, a justiça bloqueou ao todo 2,2 milhões de euros, em em fundos falsos de alguns dos veículos apreendidos também foram encontradas quantias.
Ao longo da investigação, outros três traficantes já tinham sido presos e foram feitas duas grandes apreensões de estupefaciente. Só numa delas, a Polícia Federal apreendeu 800 quilos de cocaína, definida pelo delegado como de "extrema pureza".

PORTAL SEGS (SP)


Zetra apresenta soluções de inclusão financeira a secretários de Estado no 103º Fórum Consad


Evento será realizado nos dias 30 e 31 de março, em Goiânia
Uma das maiores fintechs brasileiras focada em soluções sustentáveis para gestores e inovação de produtos financeiros, a Zetra vai participar do Fórum do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), evento que reúne, em Goiânia, secretários da Administração de todo o País, entre os dias 30 e 31 de março, para debater a atual conjuntura política e econômica dos Estados. O governador de Goiás, Marconi Perillo, abrirá o 103º Fórum Consad.
Com experiência de 16 anos de mercado, mais de 250 clientes de todos os portes e presença no território nacional, a Zetra apresentará aos executivos sua solução inovadora que contribui para a oferta de melhores condições de acesso ao crédito para mais de 2,5 milhões de clientes, o eConsig. Na ocasião, a empresa terá um estande para apresentar a solução e seu novo aplicativo.
A plataforma digital integra de forma rápida e eficiente a oferta de crédito dos fornecedores locais aos sistemas de folha de pagamento das entidades, públicas ou privadas. No Brasil, ela é responsável pela gestão de US$ 60 bilhões em consignados, tendo a sua disposição as ofertas oferecidas por quase 50 bancos.
“Além de modernizar e organizar o processo operacional de consignações, o eConsig facilita gestores públicos a terem acesso a melhores condições de crédito descontado na folha de pagamento, reduzindo assim o endividamento e a inadimplência dos servidores”, explica José Vieira, Gerente Comercial da Zetra.
Sobre a Zetra - Há 16 anos no mercado, a Zetra é uma das maiores fintechs brasileiras. São mais de 250 clientes de todos os portes, entre eles Aeronáutica e Marinha do Brasil, Tribunal de Contas da União (TCU), Peugeot, Embraer e Usiminas. A empresa possui as certificações internacionais ISO 27001, que garante a segurança da informação, e a ISO 9001, de gestão da qualidade. Sediada em Belo Horizonte (MG), a Zetra conta com cerca de 150 colaboradores e filiais em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

BLOG AERO AGORA.COM


Atech apresenta no IBAS 2017 aplicativo para submissão de mensagens de planos de voo

Marcel Cardoso
RIO DE JANEIRO – A Atech, empresa do Grupo Embraer, vai apresentar no IBAS 2017 (International Brazil Air Show), que acontece de 29 de março a 02 de abril, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, o seu mais novo sistema voltado para aprimorar cada vez o segmento de tráfego aéreo no Brasil.
Trata-se de um aplicativo que vai possibilitar de forma integrada a submissão das mensagens de planos de voo em plataformas móveis de IOS e Android. No evento, a empresa irá demonstrar como funcionará a solução, que já vem sendo testada. O público também vai conferir como os planos de voos já vem sendo inseridos com sucesso via web.
Referência internacional quando o assunto é gerenciamento do tráfego aéreo, a Atech inova e busca melhorar, otimizar e oferecer ainda mais segurança a um setor que cresce a cada dia. No Brasil, são cerca de três mil voos diários. Somente em São Paulo, são 700 mil movimentos/ano, segundo o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).
Antes dos Jogos Olímpicos de 2016, os planos de voos eram preenchidos manualmente em formulários ou comunicados via telefone – o que demandava um grande tempo para os pilotos e companhias aéreas obterem respostas se as informações estavam de acordo ou não. Atualmente, o processo é realizado via internet, garantindo agilidade no compartilhamento das informações, disponibilizadas em tempo real. Todas as informações são processadas pelo SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), também desenvolvido pela Atech. O sistema é o principal aliado do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), da Força Aérea Brasileira (FAB), e opera de forma contínua a fim de garantir o balanceamento entre a capacidade de atendimento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e a demanda de movimentos aéreos.
Cabe destacar que, agora, com o envio qualificado dos planos de voo e a sua validação integrada através do cruzamento de dados de diversos órgãos do setor, se elimina a incidência de erros e se oferece ao piloto uma apresentação robusta das informações do seu voo. Assim, certas incompatibilidades que outrora podiam até impedir a realização de algum voo são identificadas antecipadamente e se reduz significativamente a necessidade da intervenção corretiva dos operadores da FAB.
“Inovar, apresentando melhorias aos sistemas já existentes e desenvolver novas tecnologias para garantir a integração das soluções e a modernização do sistema de tráfego aéreo brasileiro é uma das preocupações constantes da Atech. Trabalhamos com o objetivo principal de garantir, cada vez mais, eficiência e segurança ao setor. Somos responsáveis pelo desenvolvimento e modernização de todo o sistema de tráfego aéreo no Brasil e isso faz de nosso dia a dia uma busca contínua para apoiar o trabalho de todos que atuam no transporte aéreo do país”, conclui Edson Mallaco, presidente da Atech.



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