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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 28/03/2017 / Boeing traça rota para retomar a liderança na América Latina


Boeing traça rota para retomar a liderança na América Latina ...  

João José Oliveira ...

A fabricante americana de aviões Boeing quer retomar de sua rival mais direta, a europeia Airbus, a posição de líder em frota na América Latina, diz Donna Hrinak, principal executiva da companhia para a região, depois de ter cedido mais de 40% de "market share" em três décadas.

"Durante muitos anos fomos líderes e talvez tenhamos confiado nessa posição. Nossa concorrente foi bastante agressiva [em condições de preços]. Temos agora um plano para reagir, fortalecer nossa presença e reassumir a posição protagonista", disse ao Valor Donna Hrinak.

O Brasil responde por 40% da demanda de aeronaves comerciais na América Latina, região que deve comprar cerca de 3 mil novos aviões nas próximas duas décadas, gerando US$ 300 bilhões em compras.

O problema é que a americana Boeing, que chegou a deter mais de 85% da frota na região até os anos 1990, cedeu mercado à Airbus. Atualmente, das 1.284 aeronaves com mais de 130 lugares - segmento disputado pelas duas rivais - em operação na região, 641 aviões são Airbus, ante 643 da Boeing.

Mas o placar deve virar a favor da fabricante francesa nos próximos anos. Isso porque a Airbus tem 427 aviões já encomendados e que ainda não foram entregues, enquanto a lista de aeronaves já vendidas e a serem entregues pela Boeing soma menos: 218 pedidos. No ranking de encomendas, a Airbus tem 66% de market share, ante 34% da Boeing.

Dona Hrinak afirma que a Boeing tem potencial para recuperar os céus latino americanos porque as principais clientes devem retomar compras, impulsionadas pela recuperação das economias na Argentina e no Brasil. "O acordo que assinamos com a Aerolineas Argentinas é um sinal dessa retomada", disse a executiva, referindo-se ao acordo fechado em outubro.

A Aerolineas havia comprado nove aviões 737-800 em 2013, mas interrompeu os pedidos na terceira entrega quando mergulhou na crise financeira junto com o governo da ex-presidente Cristina Kirchner. Faltavam seis aeronaves, que agora começaram a ser entregues novamente, após reestruturação da companhia já sob comendo do presidente Mauricio Macri.

"A Gol também vai começar a receber o [737-8] Max", disse a presidente da Boeing para América Latina, referindo-se à maior aérea doméstica brasileira, que tem encomendas de 69 aviões.

Em 2016, a Gol protelou o recebimento de algumas aeronaves. A companhia reduziu a frota de 140 para 122 aviões, para adequar a oferta à menor demanda, que acumula 19 meses seguidos de retração. "A aviação é negócio de longo prazo, passa por ciclos, então, a demanda voltará", disse Donna, que já acertou com a Gol a retomada das entregas no segundo semestre deste ano.

Ela disse que a Boeing pode ainda ampliar vendas para a Aeromexico - que tem encomendados 63 aeronaves -, e para a panamenha Copa, para a qual vai entregar 64 modelos 737. "Também temos possibilidades com Latam e Avianca ", afirmou Donna Hrinak, sobre duas companhias que utilizam frotas mistas, de Boeing e Airbus.

A Latam tem nove Boeing 787 para receber. Mas o grupo, resultado da fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM, também tem 74 aviões Airbus que comprou.

E a Avianca tem encomenda para 63 aviões com Airbus. E outra concorrente brasileira, a Azul, soma mais 35 unidades com a fabricante europeia.

Donna Hrinak aponta que a baixa taxa de penetração da aviação no Brasil, de 0,5 viagem por habitante - metade da taxa chilena, por exemplo -, é sinal de que há demanda reprimida por aeronaves no Brasil. Por isso, a executiva vê espaço para crescer com uma onda de mais empresas aéreas low-cost, começando pelos mercados argentino, colombiano e chileno, mas também chegando ao Brasil.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Diferenças para militares e políticos


Marlene Gomes Especial Para O Correio

O objetivo da proposta é igualar as regras previdenciárias para todos os trabalhadores, mas algumas exceções estão previstas no texto enviado pelo governo em dezembro. Mesmo com o deficit previdenciário dos militares da União tendo atingido R$ 32 bilhões em 2015 — quase metade do rombo total dos servidores públicos, de R$ 74 bilhões —, eles não serão atingidos pela reforma da Previdência. A justificativa do governo é de que haverá um projeto de lei especial para tratar das regras das Forças Armadas. Os militares estaduais e bombeiros também foram incluídos nessa ressalva, um dia depois que o governo apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287, que dispõe sobre as futuras regras. Os militares terão dois anos para criar um fundo de previdência complementar.

Aos políticos também foram reservadas regras mais amenas do que as do restante dos trabalhadores. A começar pela exclusão dos que estão em atividade no momento. Nenhum dos deputados e senadores que analisam, atualmente, a reforma sofrerão as consequências das mudanças. Além disso, a regra de transição da categoria deverá ser estabelecida em lei posterior, que será proposta e votada pela própria categoria. Até que isso seja feito, a reforma não atinge os parlamentares.

“A PEC diz que a partir de agora vale a mesma regra do INSS, mas cada ente precisa regulamentar a regra de transição. Então, até que isso seja feito, continua a regra atual”, explica o coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rogério Nagamine. Na PEC, o governo sugeriu que as alterações previdenciárias valessem de imediato apenas para os titulares de novos mandatos eletivos que forem diplomados após a promulgação da emenda.

As ressalvas abriram espaço para que outras categorias busquem tratamento diferenciado na reforma. Uma das lutas mais fortes tem sido por parte da bancada da bala, que exige que a atividade de risco volte a ser inserida para categorias como policiais, guardas e vigias. Essa regra permite, atualmente, que eles se aposentem cinco anos antes dos demais trabalhadores. Vigilante há 23 anos, Ronaldo Brás de Queiroz, 45, espera que a retirada da atividade de risco seja revista no Congresso. “Estou meio apreensivo”, disse.
Pendência
Os trabalhadores rurais foram incluídos nas regras gerais. Da mesma forma que os demais brasileiros, eles precisarão, a partir do momento em que a emenda for promulgada, de 65 anos de idade e 25 de contribuição para requerer a aposentadoria. Uma das mudanças em relação à categoria, no entanto, não entra em vigor de imediato. O artigo que institui contribuição previdenciária para os trabalhadores rurais, hoje isentos, só entrará em vigor quando uma lei estabelecer qual será essa alíquota. Até que isso seja resolvido, os trabalhadores rurais continuam isentos de contribuição.

As propostas do governo para a categoria deixaram a trabalhadora rural Marisa Fial de Sousa, 49 anos, confusa. “Vivo numa luta tremenda, mas achava que poderia me aposentar com 55 anos. Sempre contribuí com o sindicato. Talvez eu já nem esteja aqui quando chegar à idade para me aposentar”, disse Marisa, que trabalha na roça desde criança. (AA)

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Boeing traça rota para retomar a liderança na América Latina


João José Oliveira

A fabricante americana de aviões Boeing quer retomar de sua rival mais direta, a europeia Airbus, a posição de líder em frota na América Latina, diz Donna Hrinak, principal executiva da companhia para a região, depois de ter cedido mais de 40% de "market share" em três décadas.
"Durante muitos anos fomos líderes e talvez tenhamos confiado nessa posição. Nossa concorrente foi bastante agressiva [em condições de preços]. Temos agora um plano para reagir, fortalecer nossa presença e reassumir a posição protagonista", disse ao Valor Donna Hrinak.
O Brasil responde por 40% da demanda de aeronaves comerciais na América Latina, região que deve comprar cerca de 3 mil novos aviões nas próximas duas décadas, gerando US$ 300 bilhões em compras.
O problema é que a americana Boeing, que chegou a deter mais de 85% da frota na região até os anos 1990, cedeu mercado à Airbus. Atualmente, das 1.284 aeronaves com mais de 130 lugares - segmento disputado pelas duas rivais - em operação na região, 641 aviões são Airbus, ante 643 da Boeing.
Mas o placar deve virar a favor da fabricante francesa nos próximos anos. Isso porque a Airbus tem 427 aviões já encomendados e que ainda não foram entregues, enquanto a lista de aeronaves já vendidas e a serem entregues pela Boeing soma menos: 218 pedidos. No ranking de encomendas, a Airbus tem 66% de market share, ante 34% da Boeing.
Dona Hrinak afirma que a Boeing tem potencial para recuperar os céus latino americanos porque as principais clientes devem retomar compras, impulsionadas pela recuperação das economias na Argentina e no Brasil. "O acordo que assinamos com a Aerolineas Argentinas é um sinal dessa retomada", disse a executiva, referindo-se ao acordo fechado em outubro.
A Aerolineas havia comprado nove aviões 737-800 em 2013, mas interrompeu os pedidos na terceira entrega quando mergulhou na crise financeira junto com o governo da ex-presidente Cristina Kirchner. Faltavam seis aeronaves, que agora começaram a ser entregues novamente, após reestruturação da companhia já sob comendo do presidente Mauricio Macri.
"A Gol também vai começar a receber o [737-8] Max", disse a presidente da Boeing para América Latina, referindo-se à maior aérea doméstica brasileira, que tem encomendas de 69 aviões.
Em 2016, a Gol protelou o recebimento de algumas aeronaves. A companhia reduziu a frota de 140 para 122 aviões, para adequar a oferta à menor demanda, que acumula 19 meses seguidos de retração. "A aviação é negócio de longo prazo, passa por ciclos, então, a demanda voltará", disse Donna, que já acertou com a Gol a retomada das entregas no segundo semestre deste ano.
Ela disse que a Boeing pode ainda ampliar vendas para a Aeromexico - que tem encomendados 63 aeronaves -, e para a panamenha Copa, para a qual vai entregar 64 modelos 737. "Também temos possibilidades com Latam e Avianca ", afirmou Donna Hrinak, sobre duas companhias que utilizam frotas mistas, de Boeing e Airbus.
A Latam tem nove Boeing 787 para receber. Mas o grupo, resultado da fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM, também tem 74 aviões Airbus que comprou.
E a Avianca tem encomenda para 63 aviões com Airbus. E outra concorrente brasileira, a Azul, soma mais 35 unidades com a fabricante europeia.
Donna Hrinak aponta que a baixa taxa de penetração da aviação no Brasil, de 0,5 viagem por habitante - metade da taxa chilena, por exemplo -, é sinal de que há demanda reprimida por aeronaves no Brasil. Por isso, a executiva vê espaço para crescer com uma onda de mais empresas aéreas low-cost, começando pelos mercados argentino, colombiano e chileno, mas também chegando ao Brasil.
 Notícia veiculada no dia 27/03/2017

Serviço público puxa desigualdade na Previdência


Ligia Guimarães

Ao excluir servidores estaduais e militares da reforma da Previdência, o governo agrava um antigo problema: os privilégios da elite dos servidores públicos, que se aposentam ganhando em média cinco vezes mais que os trabalhadores do setor privado, e tornam a distribuição de renda no sistema previdenciário ainda mais desigual que a da sociedade.
Em 2015, o déficit do governo federal com a aposentadoria dos cerca de 1 milhão de servidores da União foi maior do que todo o registrado com 33 milhões de aposentados da iniciativa privada; o rombo dos servidores aposentados da União foi de R$ 90,7 bilhões, ante R$ 85 bilhões da Previdência geral, segundo cálculos do economista André Gamerman, da Opus Investimentos. O déficit foi pago com recursos do Tesouro extraídos da sociedade, que tem nível de renda bem menor que os beneficiários do topo. A conta de Gamerman compara apenas gastos com aposentadoria: exclui tanto a contribuição patronal que a União paga aos servidores públicos quanto benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas).
Especialistas em desigualdade social e contas públicas ouvidos pelo Valor são unânimes em afirmar que qualquer reforma da Previdência relevante - tanto da ótica fiscal quanto social - deveria começar justamente atacando tais privilégios. Muitos, além disso, manifestam preocupação com o grande impacto social que poderá vir das medidas rígidas para os mais pobres, que podem ser os grandes prejudicados.
Embora todos defendam a necessidade de uma reforma, preocupam os analistas, em especial, o aumento do tempo de contribuição mínima de 15 para 25 anos - exigência difícil de cumprir em um mercado de trabalho altamente informal-, e a elevação de 65 para 70 anos da idade em que o idoso possa requerer o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário-mínimo, concedido a idosos e deficientes físicos, sem contribuição.
ImagemMarcelo Medeiros, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que desde 2001 dedica-se a estudar a concentração de renda no país a partir do comportamento do 1% mais rico, destaca que é o topo que fica com a maior parte da renda previdenciária e deveria, portanto, ser prioridade. "Fazer reforma na base vai economizar migalhas, tem custo social enorme e benefício fiscal irrelevante", diz ele. Medeiros afirma que um quinto de toda a renda previdenciária do país é recebida por uma fração mínima de servidores. Além disso, as transferências de renda de e para o Estado respondem por um terço da desigualdade; apenas as vantagens dos servidores públicos em salários e aposentadorias contribuem com um décimo disso.
Cálculos de Medeiros em parceria com o pesquisador Pedro Ferreira de Souza, também do Ipea, indicam que o regime especial dos funcionários públicos civis e militares tem a renda quase duas vezes mais concentrada que o regime dos trabalhadores do setor privado. Eles calcularam coeficientes de concentração de renda para cada regime previdenciário, com base em dados de 2008 e 2009; algo semelhante a um "índice de Gini das aposentadorias", para medir a diferença entre os rendimentos entre pobres e ricos.
Quanto mais próximo de 1, menos pessoas detêm toda a renda: enquanto o coeficiente da Previdência para os trabalhadores CLT (RGPS) é 0,474, o do regime de previdência especial dos servidores públicos (RPPS), para funcionários da União, é de 0,822. A concentração de renda previdenciária é ainda maior que a evidenciada pelo Índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição de toda a renda do trabalho no país, que era de 0,563 no período.
"O que puxa essa concentração para cima é a previdência dos militares e funcionários civis, em boa parte porque para essas pessoas não há teto previdenciário", diz Medeiros. Enquanto o limite para as aposentadorias da iniciativa privada é de R$ 5.531, os aposentados de carreiras como o Ministério Público, Judiciário e Legislativo, recebem, em média, R$ 18 mil, R$ 26,3 mil e R$ 28,5 mil, respectivamente - no caso dos dois últimos, o benefício os coloca entre os 0,1% mais ricos da população.
"Eu não mudaria a regra do BPC, manteria do jeito que está", afirma Menezes Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper. Segundo ele, os trabalhadores mais pobres que não têm como contribuir com a previdência por estarem na zona rural ou na informalidade representam 38% dos trabalhadores ocupados com entre 40 e 64 anos: cerca de 16 milhões de pessoas. "Pela reforma eles terão que esperar até os 70 anos de idade pra receber uma aposentadoria pelo BPC, que não vai mais acompanhar o valor do salário mínimo. Pode ser cruel", afirma Menezes, que acrescenta que, na zona rural, a maioria dos idosos tampouco têm informação sobre os trâmites burocráticos para a contribuição.
O economista André Gamerman, da Opus, que nos últimos meses tem se debruçado sobre os números da Previdência à luz da reforma, diz que, em 2016, cada funcionário público federal aposentado recebeu em média R$ 9.000, mais de sete vezes o que recebe um aposentado da iniciativa privada, ganho que os coloca entre os 1% mais ricos do país. Incluindo ativos e inativos, os 2,2 milhões de funcionários públicos federais (1% da população) custaram ao país R$ 257,8 bilhões (20,7% do Orçamento), de acordo com o economista, que considera tal concentração um "acinte". "Para diminuir a desigualdade, esse me parece, de longe, o melhor lugar".
As mudanças para os idosos mais pobres também preocupam o pesquisador Pedro Ferreira de Souza que, no geral, considera a proposta de reforma do governo Temer "boa e bem razoável" e repleta de aspectos que contribuem para reduzir a desigualdade. Como grande parte dos especialistas, Souza elogia a adoção de uma idade mínima, que melhora a distribuição de renda porque a maioria dos pobres já se aposenta por idade. Consideram positivas, também, medidas que aproximam as regras do setor público do privado, como o fim da aposentadoria integral para homens com menos de 50 anos de idade e para mulheres com menos de 45 anos. Souza vê, no entanto, necessidade de "calibragem" em alguns pontos da proposta. "Reformar a Previdência dos militares deveria ser prioridade bem maior do que mexer no BPC", diz.
ImagemNa visão de Souza, as mudanças elevam o risco de que justamente a base mais pobre de idosos aposentados fique desassistida por não conseguir cumprir todo o período de contribuição: se conseguir por 24 anos, e não 25, fica sem aposentadoria. "Você assume que os mais pobres tenham uma atuação bastante estável no mercado formal. Tenho dúvidas", diz Souza, que, em 2016, concluiu sua tese em que analisou a concentração de renda entre os ricos no Brasil entre 1926 e 2013. Pior ainda, diz ele, é associar tais mudanças à elevação da idade para o BPC.
"Se o idoso pobre chega aos 65 anos e não conseguiu a contribuição mínima, qual seria a alternativa hoje? Requerer o BPC, porque ele é um idoso pobre", afirma Souza, citando que agora o idoso precisará esperar cinco anos a mais. Para ele, uma possibilidade seria criar uma regra de transição mais suave também para a elevação do tempo mínimo de contribuição. "É algo que me preocupa e preocupa muitas pessoas, inclusive, que são a favor da reforma. Poderia ser calibrado melhor", diz o pesquisador, que já foi inclusive colega no Ipea do atual secretário de Previdência, Marcelo Caetano. "Talvez fosse mais prudente, em vez de 25 anos, estabelecer em 20 anos o tempo mínimo de contribuição. Ou em 18, com período de transição que começa em 15 e vai aumentando até 20 anos e, no fim, se der para subir a 25 a gente aumenta", cogita.
O consultor legislativo do Senado, Pedro Nery, diz que o governo ainda não convenceu a sociedade de que as mudanças no BPC não gerarão perda de cobertura. Além disso, a decisão de deixar servidores dos Estados e municípios fora da reforma dificulta a argumentação oficial. "De fato perde-se a pedra fundamental para convencer a sociedade, que era que se ia fazer uma reforma que valesse para todos", diz Nery. "O governo se livra de alguns grupos de pressão, mas terá dificuldade em convencer o resto da sociedade".
Nery argumenta, no entanto, que será preciso mudar alguma regra no pagamento das assistências do BPC. Se apenas a Previdência for endurecida, a tendência é uma migração em massa dos beneficiários para a assistência, sem contribuição.
Ele destaca que os benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo contribuem para tornar a distribuição de renda mais justa, mas representam 30% do Orçamento da União. Em 2016, o governo pagou R$ 47,3 bilhões em benefícios do BPC, ante R$ 24,7 bilhões em 2012, segundo dados do Siga Brasil reunidos pela ONG Contas Abertas.
Um ponto de discordância entre os pesquisadores é a hipótese aventada por alguns de reunir os benefícios assistenciais da previdência sob um "guarda-chuva" único do programa Bolsa Família, destinado a 13,6 milhões de famílias com renda per capita mensal abaixo de R$ 85 ou com renda per capita abaixo de R$ 170 (linha da pobreza). Mas, além de o Bolsa Família pagar bem menos - R$ 39 por criança e gestante e R$ 46 mensais por adolescente, ante R$ 937 do BPC - seu pagamento e correção não são obrigatórios pela Constituição. "Você pode desvincular o BPC do salário mínimo, por exemplo, e aumentar salário de servidores", alerta Nery, que estima que em 2017 o custo do Bolsa Família seja de R$ 29 bilhões, contra R$ 50 bilhões do BPC, que atende 4,5 milhões de famílias. O governo se queixa de que o pagamento do BPC é muito judicializado. Embora seja destinado a pessoas renda per capita abaixo de 1/4 de salário mínimo (R$ 234, em 2017), decisões judiciais têm mudado para meio, R$ 419.
Menezes, do Insper, afirma que piorar a situação dos mais pobres impossibilitará que as crianças consigam escapar do ciclo de pobreza. "Acho errado". Medeiros, do Ipea, defende que a previdência precisa de um regime único, mas não podem ser os mais pobres a pagarem o "pato". Convergir os regimes previdenciários não é simples, diz, porque afeta o financiamento do sistema, mas não se pode "decidir pelo que for mais fácil e rápido". Ele vê risco também político em deixar a população mais vulnerável desassistida, já que abre espaço à ascensão de governos populistas que devolvam o benefício e revertam eventuais avanços fiscais. "Previdência não é um problema fiscal, mas um problema social que tem custo fiscal. Os dois lados têm que entrar na equação", alerta.
Notícia veiculada no dia 27/03/2017

JORNAL ZERO HORA


Salva-vidas nadam em busca de pessoas isoladas em inundação no Peru


Um grupo de salva-vidas optou nesta segunda-feira por nadar nas ruas inundadas da cidade de Piura, em busca de pessoas isoladas após o transbordamento de um rio, provocado pelas chuvas que atingem o norte do Peru.
Após quase 15 horas de chuva, o rio Piura transbordou e invadiu a área urbana desta cidade localizada cerca de 1.000 km ao norte de Lima. A água atingiu o centro da cidade e cobriu várias casas.
De acordo imagens transmitidas pelo Canal N e pela agência de notícias Piura no Facebook, como se fosse uma praia, salva-vidas lançaram-se na água que cobre as ruas da cidade para resgatar pessoas em risco de afogamento.
A cidade de Piura está localizada na província de mesmo nome, que também tem vários setores duramente atingidos pelas chuvas provocadas pelo fenômeno "El Niño Costero", causando transbordamento de rios e inundações.
As chuvas já causaram 90 mortes e mais de 120 mil desabrigados.

PORTAL G-1


Exército inicia nova operação para fiscalizar fronteiras de Roraima

"Operação Curaretinga IX" iniciou no dia 23 e já apreendeu madeira e gasolina.

Por G1 Rr

O Exército Brasileiro deu início à "Operação Curaretinga IX" com o objetivo de combater atos ilícitos em toda extensão da fronteira e crimes ambientais em Roraima. Além da fiscalização, o Exército realiza a partir desta segunda-feira (27) serviços cívico-sociais , que consistem em atendimento médico, odontológico e hospitalar às comunidades onde a operação atua.
As ações da operação, que são coordenadas pela 1ª Brigada de Infantaria de Selva, se iniciaram na quinta-feira (23) e seguem por tempo indeteminado.
Já os serviços cívico-sociais serão realizados até o dia 31 e deverão beneficiar os moradores dos municípios do Bonfim, Uiramutã, Normandia e as regiões do Surucucu e Auaris, bem como o Norte da BR-174 e a região Sul do estado.
Em menos de uma semana, já foram apreendidos 755 peças de roupas, produtos de descaminho, 260 litros de óleo para motor, 55 litros de gasolina, 7m³ de madeira e um motosserra sem a devida documentação.
A operção conta com o efetivo de mais 800 militares e ocorre em parceria com 27 instituições de diferentes esferas, são elas: Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual de Roraima (MPRR), Ibama, Agência Brasileira de inteligência, Funai, Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Polícia Militar, Distrito Sanitário Especial Indígena – Leste (DSEI-Leste), Distrito Sanitário Especial Indígena – Yanomami (DSEI-Yanomami), Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr) , Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Senac, Sesc, Sesi, Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes), Secretaria de Saúde (Sesau), Fundação do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Força Áerea Brasileira (FAB) e Faculdade Cathedral.

 

Falhas geológicas ou meteoro podem ter causado tremor, diz especialista

Tremor foi sentido por moradores de Salvador na manhã de domingo. Além de estrondo, também houve relatos de feixe de luz no céu.

Do G1 Ba, Com Informações Da Tv Bahia

O tremor de terra e estrondo sentido por moradores de Salvador na manhã de domingo (26) pode ter sido causado por reativação de falhas geológicas na Baía de Todos-os-Santos ou pela queda de um meteoro, segundo avaliação do geólogo Carlos Uchoa. Apesar dos relatos da população, o Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (Unb) não registrou eventos sísmicos na capital baiana ou área próxima que pudesse justificar os relatos de moradores.
"Existem duas possibilidades: uma é reativação de falhas geológicas na Baía de Todos-os-Santos, isso é comum ao longo das últimas décadas, vários sismos têm acontecido lá. E como teve relato de feixe de luz, é possível que tenha sido a queda de um meteoro que causou o barulho e o tremor nas casas das pessoas", avalia.

Carlos explica que uma falha geológica é o rompimento da rocha com movimentos de blocos e pode acontecer na terra ou na superfície marinha.
"Como entre a Cidade Alta e Baixa, ali tem uma falha geológica. Pode ser na terra ou no fundo do oceano, mas sempre envolvendo rocha", afirma.
Ele diz que o tremor pode não ter sido registrado por estações sismológicas porque deve ter tido baixa magnitude.
"Uma coisa que levamos muito em consideração são os relatos das pessoas, porque as estações sismográficas têm limitações. Então, se foi terremoto de baixa magnitude, como deve ter sido, é possível que as estações sismográficas não tenham registrado", explicou. Carlos ressaltou ainda que o raio de relatos de pessoas que ouviram o barulho foi maior do que o de pessoas que sentiram o tremor.
Segundo o geólogo, magnitude é a quantidade de energia liberada pelo sismo. "Isso teria que ser medido por sismógrafo, mas a gente pode falar que foi de baixa intensidade, porque são os danos físicos ocasionados pelo terremoto. E não houve danos praticamente algum, só tremor de portas e janelas, prateleiras", afirma.
O especialista tranquiliza a população e afirma que esse tipo de tremor é comum. "São vários [sismos] desde a década de 80 para cá, sentidos por sismógrafos. Não tenham medo, porque no máximo vai tremer as paredes. Existem várias falhas geológicas próximas à Baía de Todos-os-Santos e essas falhas de vez em quando reativam. Essa reativação que vai ocasionar tremor de terra", explica.

Relatos


Moradores de vários bairros da capital baiana relataram ter ouvido um forte estrondo seguido de suposto tremor por volta das 6h45 de domingo. A Defesa Civil de Salvador não tem ocorrência relacionada ao fato.
Há relatos da mesma situação entre moradores da região de Brotas, Candeal, Tororó, Engenho Velho de Brotas, Acupe, Rio Vermelho, Matatu e Barra.
"Ouvi um estrondo, pensei que tinha sido alguma coisa próxima ao Dique [do Tororó] ou da Fonte Nova", disse Ailton Souza, funcionário de um supermercado da região, que fica na Rua Frederico Costa, próximo a Campinas de Brotas.
"Eu ouvi e pensei que alguma coisa muito pesada tinha caído no chão, uma janela, algo do tipo, mas quando fui ver não era nada. Foi um barulho bem forte de uma vez só", disse o estudante Jonathas Souza. Ele mora no Dique pequeno, na região do Dique do Tororó.

"Acordei assustado com o barulho, mas foi o estrondo mesmo. Nada quebrou ou rachou. Olhei na janela e não vi nada", disse o pedreiro Almir Ribeiro, que mora no Tororó, nas proximidades do Hospital Martagão Gesteira.
"Estava tomando café, quando ouvi um forte barulho. Achei que poderia ser algo caindo no prédio, mas a porta, janelas e móveis tremeram por alguns segundos, cerca de 20. Fiquei assustado e cheguei a olhar pela varanda e na porta se estava acontecendo algo com o prédio", relatou o jornalista Raphael Carneiro, que mora no Acupe de Brotas. "Meu marido pensou que era um estouro de caixa de luz. Eu só ouvi a explosão", disse Mariete Silva que mora em Vila Matos, região próxima ao Rio Vermelho.

"Eu cheguei cedo para pescar quando ouvi o barulho, mas foi só uma coisa parecida com explosão mesmo", relatou o pescador João Carlos Nascimento, na Colônia do Rio Vermelho.
Moradores do Candeal também ouviram um forte estrondo, seguido de uma sensação de tremor rápido. Um morador da Barra contou que ainda dormia quando ouviu um barulho forte, mas não conseguiu reconhecer de onde vinha.
O centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) informou ainda, através de nota, que o "tremor sentido na Bahia não foi abalo sísmico". "Caso as vibrações tivessem sido causadas por um tremor de terra, o tamanho da área de percepção indicaria uma magnitude de pelo menos 3 na escala Richter. Nenhuma das estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou qualquer sinal que pudesse ser associado a um abalo sísmico em Salvador. Um tremor de magnitude 3 seria bem registrado até centenas de km de distância", diz o comunicado.
Ainda conforme a USP, estações da rede sismográfica não mostraram nenhum sinal de abalo sísmico. A universidade diz ainda que outras estações na Bahia, operadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, estavam fora do ar no momento do evento.
A Universidade de São Paulo disse ainda que os abalos e trepidações ainda não têm uma causa conhecidas, "mas uma possível linha de investigação sugerida é a quebra de barreira do som por jatos da força aérea nacional". Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que não realizou operações com caças supersônicos na Bahia neste domingo.
No boletim da Rede Sismográfica Brasileira (RSB), o último evento significativo registrado ocorreu na região de fronteira entre o Peru e o Brasil, neste domingo, com magnitude 4.1, o que segundo especialistas da Universidade de Brasília ouvidos pelo G1 não é capaz de ocasionar tremores na Bahia.

JORNAL A CRÍTICA (AM)


Ministro da Defesa vem ao Amazonas para tratar sobre segurança nas fronteiras

Visita de Raul Jungmann está prevista para quinta-feira (30), segundo o Comando Militar da Amazônia (CMA). Após massacre no sistema prisional do Amazonas, é a terceira visita do ministro ao Estado

Oswaldo Neto

Após visitas para tratar sobre a crise do sistema penitenciário, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, virá novamente ao Amazonas nesta quinta-feira (30). Segundo o Comando Militar da Amazônia (CMA), Jungmann deve tratar sobre o plano de segurança na fronteira do Estado, considerada pelas autoridades como área problemática por conta do tráfico de drogas. Em três meses, é a terceira vinda do ministro ao Estado.
De acordo com o Ministério da Defesa, a agenda do ministro ainda está sendo definida, no entanto, o órgão disse que Jungmann deve visitar postos de fronteira. Uma coletiva de imprensa também deve ser realizada no CMA. Não há informações sobre a vinda de outras autoridades.
O Ministério da Defesa ainda informou que mais detalhes sobre a agenda devem ser divulgados na quarta-feira (29).
Problemas
Em janeiro, Raul Jungmann esteve em Manaus para iniciar diálogo da defesa no combate aos crimes na fronteira. O diálogo reuniu comandantes das Forças Armadas do Brasil e Colômbia. Na ocasião, ele disse que é “impossível” resolver os problemas transfronteiriços sem contar com o apoio e cooperação dos países vizinhos.
O tema ganhou repercussão, ainda, por meio do Governo. No início do ano, o governador José Melo (Pros) anunciou a ideia do fechamento das fronteiras. Segundo ele, nas regiões fronteiriças, estão os países que produzem 93% da cocaína consumida no mundo. Ele também disse que sugeriu ao presidente Michel Temer a aplicação da Lei Complementar 97/99 que dá poder de polícia às Forças Armadas.
A ideia foi criticada por entidades e fóruns amazônicos, que dizem que a sugestão nada mais é do que a ‘criminalização’ e ‘militarização’ das fronteiras.
O secretário de segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, destacou que a proteção das fronteiras é essencial para a redução da criminalidade no Estado. Segundo ele, os índicos do Amazonas giram em torno do tráfico internacional de entorpecentes.

JORNAL A TARDE (BA)


Possibilidade de entrada de rocha na camada atmosférica é investigada


Itana Silva

O estrondo seguido de um suposto tremor, na manhã de domingo, 26, segue sem explicações. O Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba) trabalha com a possibilidade o tremor ter sido causado pela entrada de uma rocha extraterrestre na camada atmosférica.
“O que as pessoas têm relatado são barulhos de explosão, de batida de carro, ou mesmo de um tiro forte, que são compatíveis com a linha de investigação que nós seguimos”, explica a professora Débora Rios, do departamento de geologia do instituto.
O que intriga a população é o fato de que o barulho foi ouvido em diferentes áreas de Salvador, como Barra, Brotas, Rio Vermelho, Barris, Periperi e Liberdade. “Como pode, eu aqui em casa, ter ouvido a mesma coisa que o pessoal lá no Rio Vermelho?”, indagou a dona de casa Elvira Santos, 56, moradora do Acupe de Brotas.
De acordo com a professora, existe a percepção, por parte do instituto, de que as pessoas não falam em tremores do chão, mas sim de trepidações superiores, como em janelas e portas.
Em outros locais da região metropolitana de Salvador, como a Ilha de Itaparica e parte de Lauro de Freitas, o acontecimento também foi percebido.
Meteoros
Meteoros também foram descartados. “Meteoros são o que chamamos de ‘estrelas cadentes’. Esse fato foi como a explosão de uma rocha que gerou uma onda de choque, formando, assim, a corrente de ar que causa da trepidação. A rocha se fragmenta na explosão. Resta saber se encontraremos os fragmentos”, brincou Débora.
Outra hipótese também rejeitada, esta pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), é a de terremoto. Em nota à imprensa, a instituição divulgou que: “Nenhuma das estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou qualquer sinal que pudesse ser associado a um abalo sísmico em Salvador”.
O centro cogitou, também, a possibilidade de o barulho ter sido provocado por exercícios de jatos no espaço aéreo baiano, no caso de as aeronaves quebrarem a barreira do som. A Força Aérea Brasileira (FAB), no entanto, descartou a alternativa, ao informar, por meio de nota, que “não realizou operações com caças supersônicos na Bahia, neste domingo (26)”.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) também não registrou nenhuma ação no domingo. Por meio da assessoria de comunicação, o órgão informou, ainda, que os prismas com os sensores de deslizamentos de terra, instalados nas encostas do Santo Antônio Além do Carmo não foram acionados, pela falta de atividade na terra.

PORTAL DEFESANET


MD estreita parceria com a Comissão de Relações Exteriores do Senado


Com o objetivo de estreitar parceria com a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, recebeu o presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL). Durante o encontro, o ministro destacou a importância de estabelecer uma aproximação com os integrantes da Comissão, por onde tramitam os principais projetos de interesse do Ministério da Defesa (MD) e das Forças Armadas.
“Foi um encontro muito proveitoso”, avaliou o ministro após a reunião.
Participaram da reunião os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Leal Bacellar Ferreira; do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas; da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; o secretário geral do MD, general Joaquim Silva e Luna; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo e o assessor parlamentar do MD, general Marco Rosas.
O ministro Jungmann tem promovido encontros frequentes com representantes do Congresso Nacional no sentido de manter um trâmite mais fluído dos projetos de interesse do ministério, bem como da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Já estiveram no MD os presidentes do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).
OUTRAS MÍDIAS


LA NACION (ARGENTINA)


Fuerza Aérea del Brasil hace temblar a mafia de frontera

Emerson Dutra. Corresponsal
Aviones de guerra, helicópteros artillados e incluso máquinas no tripuladas denominadas drones, que surcan el espacio aéreo de la frontera entre Brasil y Paraguay, están haciendo temblar a la poderosa mafia de frontera.
De acuerdo a los datos, desde que los militares de la Fuerza Aérea del vecino país iniciaron el megaoperativo denominado "Ostium" cesaron los envíos de grandes cantidades de droga, principalmente cocaína, por medio de aeronaves hacia el rentable mercado brasileño.
Los poderosos narcotraficantes que operan en la capital departamental dejaron de comercializar sus productos hacia el otro lado de la línea internacional, situación que está generando importantes pérdidas económicas al submundo delictivo. La presencia de los militares en la región de frontera será por lo menos hasta fines de año, anunciaron.
El pasado fin de semana, la Fuerza Aérea Brasileña (FAB) reveló, por primera vez, a medios de prensa de la zona detalles de "Ostium", creada para poner fin a los vuelos vinculados al narcotráfico que se registran en la zona.
Voceros de la institución castrense informaron que, además de radares en suelo, cuentan con aeronaves especiales, entre ellos helicópteros de combate AH-2 Sabre y H-60 Black Hawk.
AVIONES CAZA
También operan con aviones caza A-29 Súper Tucano y naves no tripuladas como el RQ-450, popularmente conocidas como drones.
Esta es la primera vez que la FAB realiza sola el megaoperativo en toda la zona de frontera, que abarca 8.500 km.
La base de operaciones de esos militares se encuentra en Campo Grande y Dourados, esta última a escasos 100 km de Pedro Juan Caballero.
"El operativo sirve para reforzar el espacio aéreo brasileño, para desarticular el tráfico de drogas, puesto que, de acuerdo a la FAB, han aumentado considerablemente los vuelos irregulares hacia nuestro país a consecuencia de frecuentes operativos por tierra y agua realizados por el Ejército y la Marina", informó un vocero de la institución castrense.


PORTAL COVERGE COMUNICAÇÕES (SP)


Lançamento do satélite brasileiro fica para abril

Lúcia Berbert
O lançamento do satélite geoestacionário da Telebras não deve acontecer antes do mês de abril. Isto porque, segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a greve geral na Guiana Francesa continua e, após o término da paralisação, serão necessários em torno de dez dias para retomar o procedimento de lançamento.
Por causa da greve, o foguete Ariane 5, que levará o satélite da Telebras ao espaço, não pode ser deslocado para a zona de lançamento em Kourou. Os grevistas levantaram uma barreira na entrada do centro espacial.
Além do satélite brasileiro, o foguete da Arianespace lançará em órbita também o satélite KOREASAT-7, da Coreia do Sul, que fornecerá serviços de vídeo e dados para a Coreia, as Filipinas, o Sudeste Asiático, a Índia e a Indonésia. A Arianespace informa que o veículo de lançamento, com suas cargas úteis do satélite SGDC e KOREASAT-7, permanece em modo de espera e está sendo mantido em condições totalmente seguras.



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