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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 20/03/2017 / Dois meses depois do acidente em que morreu o ministro Teori, investigação ainda não foi concluída


Dois meses depois do acidente em que morreu o ministro Teori, investigação ainda não foi concluída ...  

Victor Ribeiro ...  

Ontem (19) completa dois meses do acidente de avião em que morreram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e mais quatro pessoas. A investigação das circunstâncias do acidente ainda não tem data para terminar.

Em nota, a Aeronáutica informou que o processo de investigação é dinâmico, porque novas demandas surgem à medida que as análises avançam. E que a apuração será realizada no menor prazo possível. Neste momento, a investigação está nas fases de coleta e análises dos dados obtidos.

O acidente ocorreu no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro. A caixa-preta do avião foi encontrada dois dias depois e encaminhada para análise em Brasília. Já as peças da fuselagem passaram por perícia na cidade do Rio.

 A análise preliminar aponta que os sistemas da aeronave funcionavam normalmente no momento do acidente.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Perícia de acidente que matou Teori deve descartar sabotagem


Rubens Valente

Imagem
Dois meses após a queda do avião turboélice que matou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki e outras quatro pessoas em Paraty (RJ), as três investigações abertas por órgãos federais seguem sem conclusão.
A Folha apurou que a hipótese de sabotagem é remota e praticamente descartada pelos investigadores, mas até a última sexta-feira (17) a Polícia Federal, o Cenipa (órgão da Aeronáutica responsável pela investigação de acidentes aéreos) e o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro ainda não haviam divulgado um comunicado oficial sobre as causas do acidente, ocorrido em 19 de janeiro.
Quatro dias depois da queda, o juiz federal Raffaele Felice Pirro, de Angra dos Reis (RJ), decretou segredo de Justiça sobre as apurações. Além de Teori, o acidente matou o empresário hoteleiro Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, o piloto Osmar Rodrigues, a massoterapeuta Maíra Lidiane Panas Helatczuk e sua mãe, Maria Hilda Panas.
As três apurações são um inquérito policial, tocado pela PF de Angra com acompanhamento da Justiça Federal e do Ministério Público Federal, um inquérito civil aberto pela Procuradoria da República em Angra e a apuração do Cenipa –que não tem objetivo de criminalizar eventuais responsáveis, mas apontar "fatores contribuintes" para a queda.
Como é feita por profissionais especializados em aviação, a terceira investigação é a mais aguardada para o completo entendimento de eventuais falhas humanas ou técnicas, a fim de reduzir o risco de novos acidentes.
A Aeronáutica informou à reportagem na sexta que pretende encerrar a apuração "no menor prazo possível".
Por lei, não há data para o trabalho ser concluído; o tempo de investigações pode variar. Em outro acidente de grande repercussão, a queda do jato que matou o então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB-PE) em agosto de 2014, o Cenipa só anunciou o resultado das apurações um ano e cinco meses depois. Há casos resolvidos em poucos meses e outros que se estenderam por mais de dois anos.
"É necessário esclarecer que o processo de investigação é dinâmico, pois, à medida que as análises avançam, novas demandas surgem", informou a nota da FAB.
"Neste momento, a investigação encontra-se nas fases de coleta e análises dos dados obtidos. O áudio do gravador de voz da cabine (´cockpit voice recorder´, o CVR) está sendo analisado. O CVR por si só não é elemento conclusivo para investigação, ele é apenas uma das fontes de dados", informou o Cenipa.
"Por meio da análise técnica do CVR é possível constatar o funcionamento, correto ou não, de sistemas da aeronave, como o funcionamento dos motores, movimentação de superfícies de comando de voo, dentre outros."
Em janeiro, a Folha revelou que a principal hipótese levada em conta pelos investigadores do Cenipa é a desorientação espacial do piloto. Segundo essa linha de investigação, em um dia de chuva e de baixa visibilidade, perto de um aeroporto que só opera para pousos e decolagens visuais, o piloto fez uma manobra que levou uma das asas do avião a tocar no mar, provocando um "capotamento".
Nos laudos da PF, a tese da desorientação espacial também é a principal, mas a apuração ainda levará um tempo, segundo a Folha apurou, porque os investigadores precisam eliminar todas as demais hipóteses –como a ideia, de probabilidade próxima a zero, de que havia uma bomba a bordo.
Os policiais também precisam desmentir teorias conspiratórias que brotaram na internet logo depois do acidente. Essas linhas devem ser enfrentadas pelos investigadores para que o inquérito não receba a crítica de ter fechado os olhos sobre determinado aspecto do episódio.
Também se aguarda o resultado de exames toxicológicos feitos no corpo do piloto para uma completa avaliação de seu estado de saúde no momento da queda.
Parte da equipe da PF que investiga o acidente de Teori também trabalhou no inquérito sobre o acidente com Campos.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
Quem investiga o caso?
Três frentes, em caráter sigiloso: Polícia Federal, Cenipa (centro da Aeronáutica responsável por acidentes) e Ministério Público Federal
Qual o estágio da apuração?
As investigações não foram concluídas. A PF tinha prazo inicial de 30 dias, que foi renovado uma vez e pode ser renovado por igual período quantas vezes for necessário. O Cenipa não tem prazo legal
Qual a causa da queda?
Ainda não foi divulgada. A Folha apurou que o principal fator levado em conta pelo Cenipa é possível desorientação espacial do piloto, que pode ter tocado com a asa no mar e perdido o controle ao tentar pousar com chuva e baixa visibilidade
O aeroporto de Paraty é bem equipado?
Não. Funciona apenas para pousos e decolagens visuais
Há indícios de sabotagem?
A Folha apurou que até o momento não surgiu nenhum indicativo disso
Por que a PF ainda não encerrou o inquérito?
Mesmo considerando remota a hipótese de sabotagem, os investigadores da PF trabalham para afastar teorias conspiratórias que apareceram na época do acidente, como uma bomba a bordo, e aguardam outros exames

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Nevoeiro ´esconde´ pontos de Brasília e faz aeroporto operar por instrumentos

Torre de TV e Congresso Nacional ´sumiram´ com condição climática. Fenômeno acontece com contato entre ar frio e vapor d´água, explica Inmet.

Monumentos de Brasília “desapareceram” com a neblina que atingiu a capital federal neste domingo (19) pela manhã. Pontos como a Torre de TV e o Congresso Nacional ficaram encobertos com o fenômeno climático, que é consequência do contato entre o vapor d´água e o ar frio pela manhã. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o nevoeiro dificulda a visibilidade de objetos que estão a um quilômetro de distância.
O Aeroporto de Brasília precisou operar por instrumentos a partir das 6h40. Até a publicação desta reportagem, ele continuava nesta situação. Segundo a Inframerica, que administra o terminal, não houve prejuízo às operações.
De acordo com a meteorologista Odete Marlene Chiesa, a condição no tempo da cidade é parecida com a de um banheiro que forma vapor quando a pessoa sai do banho.
"O nevoeiro é quando condensa o vapor d´água, assim que ele entra em contato com o ar frio. Isso não quer dizer que o ar esteja mais frio do que o normal. Depois de uma chuva, muitas vezes na manhã seguinte tem neblina. Em pouco tempo ela some", afirmou.
A previsão para esta domingo é de pancadas de chuva e trovoadas, com temperatura variando entre 18 ºC e 27 ºC. A umidade deve ficar entre 55% e 95% ao longo do dia.
Dicas de trânsito
Enquanto dirigir durante a neblina, a orientação é esquecer o farol alto. O ideal é usar o farol baixo e, se o carro tiver o equipamento, acionar também o farol de neblina. Não ligue o pisca-alerta: ele só deve ser usado em caso de acidente, quando o veículo está parado, alerta a Polícia Rodoviária Federal.
Outra regra é não desligar o farol baixo e substituir pelos faróis de neblina, que têm alcance menor. Ambos devem ser usados juntos, recomendam especialistas.

AGÊNCIA BRASIL


Dois meses depois do acidente em que morreu o ministro Teori, investigação ainda não foi concluída


Victor Ribeiro

Hoje (19) completa dois meses do acidente de avião em que morreram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e mais quatro pessoas. A investigação das circunstâncias do acidente ainda não tem data para terminar.
Em nota, a Aeronáutica informou que o processo de investigação é dinâmico, porque novas demandas surgem à medida que as análises avançam. E que a apuração será realizada no menor prazo possível. Neste momento, a investigação está nas fases de coleta e análises dos dados obtidos.
 O acidente ocorreu no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro. A caixa-preta do avião foi encontrada dois dias depois e encaminhada para análise em Brasília. Já as peças da fuselagem passaram por perícia na cidade do Rio.
 A análise preliminar aponta que os sistemas da aeronave funcionavam normalmente no momento do acidente.

PORTAL DEFESANET


ITA cria primeiro núcleo externo e se instala no Parque Tecnológico de São José


Júlio Ottoboni

O projeto de expansão das atividades do principal centro de pesquisas e estudos aeronáuticos do país, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA), sediado em São José dos Campos, deu um novo passo em busca de mais autonomia para parcerias e para ampliar sua rede de acessos a novas demandas do mercado.
A direção do instituto inaugurou, em 14FEV2017, o Espaço ITA, dentro do Parque Tecnológico São José dos Campos. Pela primeira vez que a entidade manterá um espaço fora do campus, situado na área do Comando da Aeronáutica dentro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
O ITA é reconhecido por ter seus seis cursos de engenharia e pós-graduação desde mestrado, mestrado profissional até doutorado. Suas faculdades estão entre as melhores e mais conceituadas do país no exterior no segmento da engenheira. No instituto se formou os engenheiros que criaram a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), o projeto do Motor Brasileiro, além de vários outros de destaque, como o Programa Espacial Brasileiro.
O objetivo agora é estar mais próximo do setor produtivo, fomentando pesquisas principalmente para o setor aeronáutico e aeroespacial. O parque tecnológico de São José dos Campos foi o pioneiro no país e se estruturou para atender tanto o setor acadêmico como empresarial, abrigando entidades como a Unesp, laboratório da Embraer e da Boeing, além de ser uma incubadora tecnológica para diversas empresas.
No sentido de ampliar as parcerias, o ITA assinou durante o evento um Acordo de Cooperação Técnica firmado com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP). A assinatura ocorreu em paralelo ao momento da inauguração.
O acordo com a USP visa criar um vínculo de cooperação para o intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação, além de estimular pesquisas na área de materiais e estruturas leves. Outra vantagem entendida pela direção do ITA para sua chegada ao parque tecnológico está em poder utilizar a infraestrutura do Laboratório de Estruturas Leves (LEL), instalado no local.
“Estar no Parque Tecnológico, é uma maneira de promover maior interação do Instituto. Assim, o ITA reforça sua missão que envolve a promoção das ciências e das tecnologias relacionadas com as atividades aeroespaciais”, afirmou o reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia.
O ITA tem acertado uma série de convênios com empresas e instituições de ensino da França, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Colômbia, Bulgária, Inglaterra, Itália, Nigéria, Portugal, Rússia e Suíça. A entidade está ligada ao Comando da Aeronáutica, integrante do Ministério da Defesa do Brasil.

Os efeitos das armas explosivas em áreas urbanizadas

As Leis da Guerra avançam. No momento em que há modernizações na artilharia brasileira e na Força Aérea novos parâmetros de performance surgem.

Nelson Düring

Um relatório de pesquisa, que tem como objetivo descrever e explicar os principais tipos de armas explosivas e seus efeitos destrutivos sobre os seres humanos e estruturas, foi publicado, em fevereiro 2017, pelo Centro Internacional para a Desminagem Humanitária (Geneva International Centre for Humanitarian Demining - GICHD). O objetivo deste trabalho é contribuir para o debate em curso sobre as armas explosivas em áreas urbanizadas, com o objetivo de reduzir os danos para os civis.
O Relatório “Explosive Weapons Effects” (Efeitos de Armas Explosivas), é o resultado de um estudo de dois anos, cinco anexos sobre os efeitos de determinadas armas, com casos reais, e um glossário técnico compõem o trabalho. Está em desenvolvimento uma software de simulação, com o efeito de diversas armas em áreas urbanizadas.
A pesquisa tem como objetivo reduzir os danos colaterais à população civil, e traz uma contribuição substancial para os debates sobre as Operações Militares em Terrenos Urbanizados, e com alta densidade populacional. O relatório avalia as características de cada munição, de impacto, de precisão e de usabilidade.
As cinco armas estudadas abrangem as mais comumente empregadas nos campos de batalha atualmente:
1 – Sistema russo BM-21 GRAD lança-foguetes de 122 mm;
2 – Munição de artilharia calibre 155mm;
3 – Morteiro 120mm;
4 – Canhões e Carros de combate 115 / 120 / 125 mm, e,
5 – Bombas Mk82 (250kg).
O relatório do GICHD discute maneiras de mitigar o impacto de cada uma destas armas sobre os civis, e incentiva novas pesquisas sobre armas explosivas e apoia os esforços da comunidade internacional para melhor compreender as ramificações da uso de tais armas em áreas urbanizadas.
O GICHD salientou que: "Esta investigação não lida com implicações morais ou jurídicas da utilização de sistemas de armas explosivas em áreas povoadas, mas examina suas características, seus efeitos e sua utilização a partir de um ponto de vista técnico. "O relatório, somente em Inglês, está disponível, mas vamos adiantar a sua conclusão:
"Em conclusão, o uso de armas explosivas em áreas urbanizadas resultou em muitas mortes e civis feridos. Além do custo humano, os estudos de caso confirmam danos significativos à infraestrutura crítica, casas e empresas. Os efeitos da detonação da munição explosiva são amplificados, quando seu emprego ocorre em espaços fechados ou semifechados, tais como edifícios, túneis, ruas estreitas e veículos. Isto irá resultar em uma maior proporção de mortes do que em espaços abertos.
De acordo com recentes conclusões do United Nations Institute for Disarmament Research (UNIDIR), o relatório propõe pesquisas para melhor compreender, quantificar e preparar os vários efeitos da fragmentação secundária, detritos e outras fontes de perigos potencialmente fatais em áreas urbanizadas."
O GICHD planeja lançar neste mês de Março 2017, um simulador que irá demonstrar os efeitos das cinco Armamentos Explosivos examinados no estudo. Ele irá combinar os dados brutos gerados por esta pesquisa com os parâmetros de precisão e efeito a partir de fontes conhecidas para colocá-los em cenários simulados e prováveis.
O usuário pode analisar os principais mecanismos de lesão - ou seja, os efeitos primários e secundários de armas explosivas - em uma área aberta, uma aldeia, vila, cidade.
O Impacto no Brasil
Este estudo embora não seja normativo, mostra alguns roteiros para a Arma de Artilharia do Exército Brasileiro e Fuzileiros Navais e inclusive os armamentos a serem incorporados no futuro pela Força Aérea Brasileira no Gripen NG e A-1 (AMX).
Na artilharia dois são os impactos:
1 – No desenvolvimento do Sistema ASTROS 2020 tem a munição Guiada Terminal SS-40G. Esta munição permitiria escapar a um possível bloqueio internacional. Os Estados Unidos tem avançado com o desenvolvimento de várias munições do guiadas do sistema HIMARS.
No ano passado (2016) a empresa russa ROSOBORONEXPORT criou um grupo para avaliar o desenvolvimento e atualização dos seus armamentos de foguetes desde o GRAD (122mm), similar à munição SS-30 do ASTROS II, até o SMERSH (300mm). Isto pelo resultado insatisfatório destas armas na Síria.
A munição SS-40G está em desenvolvimento pela AVIBRAS Aeroespacial. Deveria ser apresentada este ano, mas teve sem contrato estendido para 2019, por dificuldades de desenvolvimento.
Sistemas em desenvolvimentos pelas AVIBRAS para o ASTROS 2020. O Míssil Tático AV-TM300 e a munição AV SS40G . Modelos em escala. Foto DefesaNet
2 – A modernização dos sistemas de tubo de 155mm com dois sistemas:
a – a aquisição do M109A5BR (ver Matéria link) com alcance superior a 30km, e,
b – a possível aquisição do obuseiro M777.
Ambos permitem o emprego com munição com o sistema “base bleed”, redução do arraste, que permite alcance estendido.

Na Força Aérea Brasileira o emprego cada vez maior de munições com guiagem terminal. O “Erro Circular Provável” (CEP em inglês), com guiagem terminal é reduzido em muito (ver tabela abaixo). Porém, a quantidade de explosivos é excessiva para emprego em muitos alvos. A Bomba Aérea Tipo Mk82, têm cerca de 87kg de explosivos, para um peso de 241kg.
No rollout do caça SAAB Gripen NG este estava carregando Bombas Guiadas de Small Diameter, da Boeing. Pode ser arrolado dois motivos para isto:
1 – Possibilitar maior carga de armamentos a cada missão, e,
2 – Adequar o efeito do armamento à real necessidade.
As Forças Armadas e a Base Industrial Brasileira de Defesa devem acompanhar o desenvolvimento de munições inteligentes.
Um ponto interessante é que todos os casos analisados pelo Relatório “Explosive Weapons Effects”, são de construções mais robustas. Não é o tipo das encontradas nos trópicos e em muitas áreas periféricas aos grandes centros urbanos ou até incorporadas nas “Megacidades”

O relatório pode ser acessado na íntegra em:http://characterisationexplosiveweapons.org/

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL AMERICA ECONOMIA


Brasil lanzará su primer satélite de defensa y comunicaciones 

Brasil anunció que el primer satélite de defensa y comunicaciones del país será lanzado el próximo martes día 21 en el Centro Espacial de la Guayana Francesa.
En un comunicado, la Cancillería brasileña aseguró que el lanzamiento del Satélite Geostacional de Defensa y Comunicaciones (SGDC-1), fruto de una asociación franco-brasileña, se realizará en el municipio de Kourou, en la Guayana francesa.
El satélite permitirá ampliar la cobertura de internet de alto alcance, en el ámbito del Plano Nacional de Banda Larga y con ello "traerá una mayor soberanía, independencia y seguridad a las comunicaciones estratégicas de Brasil, particularmente aquellas relacionadas con la Defensa Nacional", según la nota.
La Cancillería resaltó que "el control del equipamiento será integralmente del Gobierno brasileño".
El proyecto del satélite lo lideró el consorcio brasileño Visiona, compuesto por la aeronáutica Embraer y la estatal Telebras, mientras que en el ámbito internacional, la licitación la ganó la empresa franco italiana Thales Aliena Space, que tuvo como aspecto central la transferencia de tecnología.
Para el proyecto, fueron capacitados más de 50 técnicos e ingenieros brasileños, y toda la cadena de producción contó con empresas brasileñas.
Hasta la conclusión del proyecto, serán lanzados, en total, tres satélites, el último de los cuales fabricado integralmente en Brasil.
Según la nota, el trabajo conjunto para el lanzamiento del SGDC-1 es una etapa más en la asociación estratégica entre Brasil y Francia, mediante el intercambio de tecnologías e informaciones en áreas estratégicas, como espacio, defensa y supercomputación.



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