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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 12/12/2016 / SP tem 30% dos acidentes com helicópteros dos últimos 10 anos no país


SP tem 30% dos acidentes com helicópteros dos últimos 10 anos no país ...

Robinson 44, modelo que caiu com noiva domingo, lidera ranking e teve 59 quedas no país de 2006 a 2015; acidentes provocaram 31 mortes ...
 
Tahiane Stochero ...

Mais de 30% dos acidentes aéreos registrados no país com helicópteros na última década ocorreram no estado de São Paulo, conforme dados inéditos divulgados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura as tragédias aéreas do país.

O número é relativamente proporcional à frota de helicópteros que o estado representa. Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em dezembro de 2015, São Paulo tinha 33% dos helicópteros do país – 725 aeronaves, de um total de 2191. Atualmente, o Brasil tem 2.154, sendo que 700 foram registradas em São Paulo.

Neste domingo (11) completa uma semana do acidente com um helicóptero Robinson R44 Raven II que caiu em São Lourenço da Serra quando levava uma noiva para um casamento. Quatro pessoas morreram no acidente.

De 2006 a 2015, 211 acidentes e 50 incidentes graves com asas rotativas (helicópteros) ocorreram nos céus brasileiros – uma média anual de 22 acidentes e 5 incidentes graves. Em 2006, quando o levantamento começou a ser feito, foram 18 tragédias – número semelhante ao de 2015 (17). O número de incidentes graves, porém, chegou ao ápice no país em 2015 (9), o mesmo número registrado em 2013.

São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás representam, juntos, mais de 55,9% do total dos casos na década, conforme o Cenipa. Atrás de São Paulo (31,3%), estão o estado do Rio (18% do total das ocorrências na década) e Goiás (6,6%). Já em relação aos incidentes graves, Rio de Janeiro lidera o ranking (38%), com São Paulo na vice-liderança (14%). Os números brutos por estado na década e anualmente não foram divulgados pelo órgão.

Em 2006, quando o levantamento do Cenipa começou a ser montado, o Brasil tinha só 1.016 helicópteros - 457 baseados em São Paulo, 194 no Rio de Janeiro e 106, em Minas Gerais.

O número de acidentes com helicópteros no país vem caindo anualmente desde 2012, depois de chegar ao seu ápice nos últimos 10 anos em 2011, com 31 acidentes e 8 incidentes graves. Em 2014 foram registrados 20 acidentes e 6 incidentes e, em 2015, 17 acidentes e 9 incidentes. O ano com maior número de incidentes foi 2013 (9 registros).

O Cenipa distingue acidentes de incidentes graves baseado em padronização da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) conforme as características do evento, a intenção do voo e o grau de lesões ou danos causados. Ocorrências com mortes ou feridos são consideradas acidentes.

47,39% dos acidentes na década foram com helicópteros particulares durante o voo; 21,33% ocorreram durante voos de instrução e 14,22% quando estava sendo realizado o transporte por táxi aéreo.

Robinson 44
O modelo com maior frequência de quedas é o Robinson 44 (27,96% do total na década) – foram 59 quedas em 10 anos, sendo que 16 deles provocaram 31 mortes e 20 aeronaves ficaram totalmente destruídas. 32,2% dos acidentes com R44 foram no Estado de São Paulo, sendo 90% de uso particular e, em 37,29% das ocasiões, durante a decolagem.

Foi este modelo que caiu no domingo passado levando uma noiva a caminho do altar em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo. Também estavam na aeronave o irmão da noiva, uma fotógrafa e o piloto. Todos morreram. A investigação da Aeronáutica e da Polícia Civil apostam na interferência do tempo como uma das causas do acidente – chovia e o céu estava encoberto. Também há possibilidade do Robinson ter colidido as pás da hélice contra a copa de árvores.

Tombamento no Campo de Marte
Em segundo lugar na liderança dos helicópteros mais perigosos está o Robinson 22 (pequeno e usado para treinamento), representando 22,27% dos acidentes e incidentes graves na década. Em março deste ano, um R22 tombou no Campo de Marte, na capital paulista, com instrutor e aluno a bordo. Eles faziam um treinamento a cerca de um metro do chão quando houve uma forte rajada de vento.

Em maio, um piloto de 23 anos e uma fotógrafa de 31 anos morreram em uma queda do mesmo modelo durante uma travessia entre Santos e Cubatão. A fotógrafa alugava a aeronave para tirar fotos aéreas. Em 2010, outro R22 caiu e se estraçalhou no chão em um hangar também do Campo de Marte.

Em terceira posição está o Esquilo AS50, o mesmo usado pelo Grupamento Águia da Polícia Militar e que possui capacidade maior que os modelos anteriores (leva até 5 pessoas, mais o piloto). Este modelo representa 18% dos acidentes do país e encabeça a lista de incidentes graves, também com 18%.

Já acidentes com o helicóptero que caiu em abril de 2015 em Carapicuíba, na Grande São Paulo, matando o filho caçula do governador Geraldo Alckmin, Thomaz Alckmin. e mais quatro pessoas são mais raros. O modelo, Eurocopter EC-155 B1, não está nem na lista do Cenipa dentre os 10 modelos mais perigosos no país na década, tendo sido incluído dentre os outros modelos, que representam mais de 6% do total dos acidentes.

Nesta semana, o G1 divulgou com exclusividade que a Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo caso. A FAB creditou a queda à falta de travamento de um pino, do sistema de controle de direção do helicóptero.

Causas

A maioria dos acidentes com helicópteros no país desde 2006 foi de três tipos: perda de controle em voo (33,65%), falha de motor em voo (13,27%) e colisão em voo com obstáculo (12,8%). Julgamento sobre a pilotagem, problemas na supervisão gerencial, falta de planejamento adequado do voo e erro na aplicação de comandos foram os principais fatores que contribuíram para as quedas.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Caminhões do Exército e carros 0 km são usados para clonagem

Agricultor iniciou investigação que apontou esquema no Rio Grande do Sul. Montadoras suspeitam de vazamento de dados dentro do Denatran.

Giovani Grizotti

Caminhões do Exército Brasileiro e veículos zero quilômetro, que sequer foram emplacados, tem sido usados para a clonagem de carros por quadrilhas de todo o país. O esquema foi revelado pela Delegacia de Roubo de Veículos do Rio Grande do Sul, conforme reportagem exibida pelo Fantástico na noite de domingo (11).
Na semana passada foi realizada uma operação em 15 cidades, que resultaram na prisão de 13 pessoas e na localização de 26 caminhões clonados. Os bastidores do trabalho da polícia foram acompanhados por três meses.
A investigação teve início com uma investigação solitária realizada por um agricultor de São Lourenço do Sul, cidade localizada ao Sul do território gaúcho, após o roubo de seu caminhão na ERS-118, em Gravataí, Região Metropolitana de Porto Alegre.
Ele buscou informações em postos de combustíveis e ouviu colegas motoristas, até descobrir um galpão no interior da cidade de Canguçu, também no Sul do estado. É lá que estava o veículo roubado.
“Fiz de conta que ia comprar um caminhão. Aí, perguntava para um, perguntava pelo outro. Numa certa revenda, lá todo mundo suspeitava. Falava: ‘olha, aquele cara é perigoso’. Fui atrás desse cara, fui investigar”, explicou o caminhoneiro.
De posse dessa informação, a polícia passou a investigar o suspeito pelo envolvimento no furto. Ingo Ramson Abraham, conhecido como Tio Pipa, é dono de uma loja de caminhões localizada na cidade de Pelotas. Ele foi uma das pessoas presas na operação realizada pela polícia na semana passada, juntamente com a mulher e um funcionário. Ele negou as acusações.
Ingo teria negociado a maioria dos 50 caminhões clonados que rodam no Rio Grande do Sul. No entanto, a estimativa é que o número total de clones rodando pelo Brasil chegue a 1 mil veículos.
De acordo com o delegado Marco Guns, um dos responsáveis pela apuração, os bandidos tinham acesso à numeração de chassis dos caminhões do Exército, que não eram emplacados. De posse dessas informações, os suspeitos roubavam veículos similares e remarcavam os chassis com a numeração dos caminhões militares.
Ao realizar esse tipo de clonagem, os criminosos corriam menos riscos, uma vez que não existe veículo similar e legal rodando por ruas e estradas, o que dificulta a descoberta da fraude.
“Com isso, este veículo subtraído em roubo ou furto andará, transitará pelo Brasil normalmente, regularmente, uma vez que não haverá no país, um veículo idêntico àquele em trânsito. Porque parte desses veículos estarão em unidades do Exército Brasileiro”, disse o delegado Guns, “fechado nas unidades”, completou.

A participação de funcionários do Centro de Registro de Veículos (CRVAs) no golpe é investigada pela polícia. Entre os veículos clonados registrados pelo Detran estava o caminhão do agricultor.
“Foi vistoriado. Levei ele lá (no CRVA) e (o caminhão) passou na vistoria. Se ele (vistoriador) liberou ali, como eu vou saber se tem coisa errada nele ou não”, afirma o agricultor, cujo caminhão usava número de chassis de um veículo do Exército de Fortaleza.
O Comando do Exército informou ter realizado uma investigação interna, sem identificar o envolvimento de militares no vazamento da numeração dos chassis.
Uma das linhas de investigação é a de que os dados tenham sido vazados a partir do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão ligado ao Ministério das Cidades, que gerencia o sistema de registro de veículos de todo o Brasil. Por meio de nota, a pasta diz que não existem evidências de que esteja ocorrendo algum vazamento.
“É uma fraude extremamente especializada. Trabalho há 13 anos na área criminal, nunca tinha visto coisa igual”, afirma o delegado Adriano Nonnenmacher, que participa das investigações.
Fraudes em outros estados
O esquema de clonagem era praticado em outros estados, usando veículos que eram exportados e zero quilômetro, destinados ao mercado interno.
Uma apuração interna realizada pela montadora Toyota descobriu a existência de clones de uma frota de 564 caminhonetes Hilux, que sequer tinham sido emplacadas. Parte foi destinada para o Exército Brasileiro, e o restante foi encaminhado para concessionárias, empresas e prefeituras de todo o país.
Três caminhonetes foram repassada a revendas e a uma empresa de engenharia do Rio Grande do Sul. Mas os veículos não puderam ser emplacados porque o número do chassis tinha sido utilizado para esquentar veículos similares que haviam sido roubados, e depois registrados nos estados do Paraná, Bahia e Pará. Os veículos foram trocados por novos.
A montadora entrou na Justiça com uma ação que pede que o Denatran bloqueie os chassis da frota clonada, e alega a existência de fraude na Base de Dados Nacional (Bin) do Denatran, que estaria possibilitando o acesso dos criminosos aos números.
A mesma suspeita foi apresentada ao Ministério Público do Rio de Janeiro pela montadora Mitsubishi, que comunicou a clonagem de uma frota de 221 caminhonetes Triton, exportadas para a África e Argentina, e que não foram emplacadas no Brasil.
“A gente acredita que funcionários do Denatran tenham repassado a essas quadrilhas a numeração dos chassis, porque somente eles e os funcionários das montadoras possuem acesso a essa informação”, afirma a delegada Renata Araújo, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A suspeita de que o vazamento dos dados pode estar ocorrendo a partir do banco de dados do Denatran é compartilhada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale.
“A simples obtenção do número do chassi não é suficiente para você permitir o emplacamento. É importante que você tenha o casamento da base, que está no Denatran, com o número de chassi, que é o pré-cadastro chamado. Então, essa informação vazou de alguma forma e isso precisa ser investigado”, afirma Megale.
Por meio de nota, o Denatran afirma não existir evidências de que possa ser o foco do vazamento, uma vez que os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e montadoras também teriam acesso à base de dados.
O Denatran se negou a atender o pedido das montadoras de bloquear os chassis dos clones, alegando que essa é uma atribuição dos Detrans.
Ainda de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, uma circular foi editada em agosto, determinando que os estados coloquem restrição nos dos documentos dos veículos clonados, sem que forem descobertos.

Queda de ultraleve mata empresário de 49 anos em Novo Horizonte

Acidente foi no aeroclube após vítima fazer manutenção no equipamento. Polícia Científica esteve no local e vai apurar as causas do acidente.

Renata Fernandes, Com Monize Poiani/tv Tem

Um empresário de 49 anos morreu após a queda de um trike ultraleve (tipo de asa delta com triciclo motorizado) no aeroclube de Novo Horizonte (SP), a cerca de sete quilômetros da cidade, na noite de sábado (10).
De acordo com o caseiro do local, Adauto Aparecido Franco, o empresário Natanael de Freitas, conhecido como Tekinho, tinha feito manutenção em uma peça do ultraleve e foi fazer um voo teste, mas logo que decolou o equipamento caiu.
"Ele estava adaptando o painel que estava com problema, ele tirou para arrumar e colocou de volta para testar, ver se a temperatura estava funcionando. Ele foi fazer o teste do painel, decolou e logo caiu. Não estava muito alto."
Assim que viu o acidente ele acionou os bombeiros. A vítima chegou a ser socorrida e levada em estado grave para a Santa Casa de Novo Horizonte, mas não resistiu.
O caseiro diz que o empresário alugou um hangar no aeroclube para guardar equipamentos de aeronáutica há um ano, mas voava há mais de 30 anos, tinha experiência e era considerado bom piloto. A Polícia Científica esteve no local e vai apurar as causas do acidente.
O empresário era casado e deixa um filho de 27 anos, que é piloto. O velório foi no velório municipal de Novo Horizonte e o enterro às 14h.

SP tem 30% dos acidentes com helicópteros dos últimos 10 anos no país

Robinson 44, modelo que caiu com noiva domingo, lidera ranking e teve 59 quedas no país de 2006 a 2015; acidentes provocaram 31 mortes.

Tahiane Stochero

Mais de 30% dos acidentes aéreos registrados no país com helicópteros na última década ocorreram no estado de São Paulo, conforme dados inéditos divulgados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura as tragédias aéreas do país.
O número é relativamente proporcional à frota de helicópteros que o estado representa. Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em dezembro de 2015, São Paulo tinha 33% dos helicópteros do país – 725 aeronaves, de um total de 2191. Atualmente, o Brasil tem 2.154, sendo que 700 foram registradas em São Paulo.
Neste domingo (11) completa uma semana do acidente com um helicóptero Robinson R44 Raven II que caiu em São Lourenço da Serra quando levava uma noiva para um casamento. Quatro pessoas morreram no acidente.
De 2006 a 2015, 211 acidentes e 50 incidentes graves com asas rotativas (helicópteros) ocorreram nos céus brasileiros – uma média anual de 22 acidentes e 5 incidentes graves. Em 2006, quando o levantamento começou a ser feito, foram 18 tragédias – número semelhante ao de 2015 (17). O número de incidentes graves, porém, chegou ao ápice no país em 2015 (9), o mesmo número registrado em 2013.
São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás representam, juntos, mais de 55,9% do total dos casos na década, conforme o Cenipa. Atrás de São Paulo (31,3%), estão o estado do Rio (18% do total das ocorrências na década) e Goiás (6,6%). Já em relação aos incidentes graves, Rio de Janeiro lidera o ranking (38%), com São Paulo na vice-liderança (14%). Os números brutos por estado na década e anualmente não foram divulgados pelo órgão.
Em 2006, quando o levantamento do Cenipa começou a ser montado, o Brasil tinha só 1.016 helicópteros - 457 baseados em São Paulo, 194 no Rio de Janeiro e 106, em Minas Gerais.

O número de acidentes com helicópteros no país vem caindo anualmente desde 2012, depois de chegar ao seu ápice nos últimos 10 anos em 2011, com 31 acidentes e 8 incidentes graves. Em 2014 foram registrados 20 acidentes e 6 incidentes e, em 2015, 17 acidentes e 9 incidentes. O ano com maior número de incidentes foi 2013 (9 registros).
O Cenipa distingue acidentes de incidentes graves baseado em padronização da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) conforme as características do evento, a intenção do voo e o grau de lesões ou danos causados. Ocorrências com mortes ou feridos são consideradas acidentes.
47,39% dos acidentes na década foram com helicópteros particulares durante o voo; 21,33% ocorreram durante voos de instrução e 14,22% quando estava sendo realizado o transporte por táxi aéreo.
Robinson 44
O modelo com maior frequência de quedas é o Robinson 44 (27,96% do total na década) – foram 59 quedas em 10 anos, sendo que 16 deles provocaram 31 mortes e 20 aeronaves ficaram totalmente destruídas. 32,2% dos acidentes com R44 foram no Estado de São Paulo, sendo 90% de uso particular e, em 37,29% das ocasiões, durante a decolagem.
Foi este modelo que caiu no domingo passado levando uma noiva a caminho do altar em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo. Também estavam na aeronave o irmão da noiva, uma fotógrafa e o piloto. Todos morreram. A investigação da Aeronáutica e da Polícia Civil apostam na interferência do tempo como uma das causas do acidente – chovia e o céu estava encoberto. Também há possibilidade do Robinson ter colidido as pás da hélice contra a copa de árvores.
Tombamento no Campo de Marte

Em segundo lugar na liderança dos helicópteros mais perigosos está o Robinson 22 (pequeno e usado para treinamento), representando 22,27% dos acidentes e incidentes graves na década. Em março deste ano, um R22 tombou no Campo de Marte, na capital paulista, com instrutor e aluno a bordo. Eles faziam um treinamento a cerca de um metro do chão quando houve uma forte rajada de vento.
Em maio, um piloto de 23 anos e uma fotógrafa de 31 anos morreram em uma queda do mesmo modelo durante uma travessia entre Santos e Cubatão. A fotógrafa alugava a aeronave para tirar fotos aéreas. Em 2010, outro R22 caiu e se estraçalhou no chão em um hangar também do Campo de Marte.
Em terceira posição está o Esquilo AS50, o mesmo usado pelo Grupamento Águia da Polícia Militar e que possui capacidade maior que os modelos anteriores (leva até 5 pessoas, mais o piloto). Este modelo representa 18% dos acidentes do país e encabeça a lista de incidentes graves, também com 18%.
Já acidentes com o helicóptero que caiu em abril de 2015 em Carapicuíba, na Grande São Paulo, matando o filho caçula do governador Geraldo Alckmin, Thomaz Alckmin. e mais quatro pessoas são mais raros. O modelo, Eurocopter EC-155 B1, não está nem na lista do Cenipa dentre os 10 modelos mais perigosos no país na década, tendo sido incluído dentre os outros modelos, que representam mais de 6% do total dos acidentes.
Nesta semana, o G1 divulgou com exclusividade que a Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo caso. A FAB creditou a queda à falta de travamento de um pino, do sistema de controle de direção do helicóptero.
Causas

A maioria dos acidentes com helicópteros no país desde 2006 foi de três tipos: perda de controle em voo (33,65%), falha de motor em voo (13,27%) e colisão em voo com obstáculo (12,8%). Julgamento sobre a pilotagem, problemas na supervisão gerencial, falta de planejamento adequado do voo e erro na aplicação de comandos foram os principais fatores que contribuíram para as quedas.

AGÊNCIA CÂMARA


Projeto regulamenta requisição de aviões da FAB para transporte de órgãos


Está sendo examinado pelas comissões da Câmara um projeto de lei que regulamenta a requisição de aeronaves da Força Aérea Brasileira para o transporte de órgãos indicados para transplantes. O deputado Marcus Pestana, do PSDB de Minas Gerais, é autor do projeto e fala com a gente sobre o assunto.


PORTAL GLOBO ESPORTE


Planalto articula viagem de autoridades colombianas ao Brasil para homenagem


Vicente Seda

O Palácio do Planalto, através do embaixador brasileiro na Colômbia, Julio Bitelli, articula uma viagem de autoridades do país onde ocorreu o desastre com o voo que transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados, para uma breve viagem ao Brasil. Um convite para solenidade em Brasília foi enviado ao governador de Antioquia, Luiz Emilio Pérez Gutiérrez, no último dia 9, citando uma "homenagem a autoridades colombianas que tiveram um papel central nas operações decorrentes do acidente com o voo LMI2933".
A ideia "a princípio", como disse o embaixador ao blog, é que a viagem ocorra no dia 16, não no dia 15 - data citada no convite. Ainda não há uma lista de convidados confirmada. O transporte será feito pela Força Aérea Brasileira (FAB) - será usada uma aeronave Embraer 135, partindo de Medellín e com escala em Bogotá. O convite ainda confirma a presença do presidente Michel Temer.
O embaixador se limitou a dizer:
- Nos próximos dias saberemos melhor. A ideia é homenagear pessoas que tiveram papel importante no apoio após o desastre.
Bitelli frisou que a viagem das autoridades, contudo, ainda não está 100% confirmada:
- Por enquanto, é uma ideia em evolução.

JORNAL DO BRASIL


Saiba peso das matérias e desempenho médio dos candidatos na prova do ITA


Entre os dias 13 e 16 de dezembro ocorre o vestibular do almejado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Conhecido por ser uma das provas mais difíceis de Engenharia no País, teve o número de vagas disponíveis para 2017 reduzido de 140 para 110.
O vestibular do ITA é bastante peculiar, sem modelo similar no Brasil. “Trata-se de um concurso com altíssimo grau de exigência, realizado em fase única com a duração de quatro dias, com provas das disciplinas Matemática, Física, Química, Língua Portuguesa e Língua Inglesa”, afirma Thiago Cardoso da Costa, coordenador da Turma ITA do Curso Poliedro, marca educacional que mais aprova no ITA há mais de 20 anos.
Segundo estudo elaborado pelo coordenador, no vestibular 2016 a prova com a média mais baixa entre os candidatos aprovados foi a de Química. A prova cobra conteúdos que vão além do que é ensinado no Ensino Médio, como Química Descritiva e a aplicação da Equação de Nernst. “Pode-se dizer que um bom aluno que completou o Ensino Médio, sem uma preparação específica, teria condições de fazer 50 a 60% da prova. Por isso, são poucos os aprovados diretamente do 3º Ano do Ensino Médio ou que estudam sozinhos em casa”, ressalta Costa.Imagem
O vestibular do ITA é bastante peculiar, sem modelo similar no Brasil
Já nos anos anteriores, em 2014 e 2015, Física foi a prova que obteve a média mais baixa entre os aprovados, o que exige atenção dos candidatos. O assunto Física Moderna, abordado de maneira recorrente na prova, não é trabalhado normalmente no currículo tradicional do Ensino Médio.
Raio-x da prova
A nota final de corte dos convocados para o ITA costuma ficar entre 60 e 70 pontos, dos 100 pontos possíveis. “No vestibular 2016, a nota final do último convocado em primeira chamada foi de 69,4 pontos”, exemplifica o coordenador do Poliedro.
A média final do candidato do ITA é calculada como uma média aritmética simples das disciplinas de Matemática, Física, Química e Língua Portuguesa. A prova de Inglês é somente eliminatória, ou seja, caso o candidato não acerte pelo menos oito questões (40% da prova), ele será eliminado do concurso.
De acordo com Costa, em Linguagens está uma boa oportunidade para o aluno se destacar. Um acerto na prova de Português contribui mais para a nota final do que um acerto na prova objetiva de Matemática. Cada ponto na redação corresponde a 1,6 questões objetivas de Exatas. Confira:
- Questões Objetivas de Matemática, Física ou Química: 0,625 pontos
- Questões Dissertativas de Matemática, Física ou Química: 1,25 pontos
- Questões Objetivas de Língua Portuguesa: 0,75 pontos
- Redação: 10 pontos
Mais informações sobre critérios de eliminação da prova do ITA e critérios para habilitação e classificação: http://www.vestibular.ita.br.

PORTAL BRASIL


Forças Armadas vão reforçar segurança na região metropolitana do Recife

Pelos próximos 10 dias tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estarão patrulhando as ruas e avenidas das principais cidades

O governo federal mobilizou 3,5 mil militares das Forças Armadas para ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na região metropolitana do Recife. Pelos próximos 10 dias tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estarão patrulhando as ruas e avenidas das principais cidades.
A presença dos militares foi solicitada pelo governador de Pernambuco Paulo Câmara ao presidente Michel Temer. O governador vinha se aconselhando com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, desde o início da semana. A situação ficou mais complicada na sexta-feira (9), quando associações que se intitulam representantes dos policiais militares anunciaram uma assembleia com indicativo de greve.
“Estamos aqui à disposição do governador Paulo Câmara. As decisões tomadas foram corretas pois evitaram que a situação saísse do controle”, assinalou Jungmann.
A ação das Forças Armadas em Garantia à Lei e à Ordem (GLO) passará por avaliação nesta segunda-feira (11). Se houver entendimento que a situação encontra-se tranquila haverá a desmobilização gradual.

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


Follmann retorna ao Brasil nesta segunda-feira e Alan Ruschel e Rafael Henzel na terça


Os médicos que cuidam da recuperação dos sobreviventes do acidente com o avião da Chapecoense que matou 71 pessoas no dia 28 de novembro se preparam para retornar ao Brasil com três das quatro vítimas que seguem internadas. Na tarde deste domingo os profissionais do clube que estão acompanhando o grupo definiram a programação do início dos retornos.
Segundo o médico da Chapecoense Carlos Medonça, nesta segunda-feira o goleiro Jacson Follmann será o primeiro a voltar. Ele sairá de Medellín em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ao meio-dia (horário local) e vai para São Paulo, onde será internado no Hospital Albert Einstein.
Já na terça-feira voltam ao Brasil o lateral Alan Ruschel e o radialista Rafael Henzel. O voo, também da FAB, está programado para sair da Colômbia às 8h no horário local e 11h no horário de Brasília. Os dois vão desembarcar em Chapecó e levados para o Hospital da Unimed.
O zagueiro Neto, que tem a situação mais delicada, segue internado. Não há ainda previsão para o seu retorno. A expectativa dos médicos é que isso ocorra até o final desta semana.

OUTRAS MÍDIAS


JORNAL DO COMÉRCIO (RS)


Aeronáutica derruba restrição a novos prédios

Guilherme Kolling
O Comando da Aeronáutica liberou a construção de novos edifícios em mais de 20 bairros no entorno do aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. A decisão dá fim a uma polêmica de mais de uma década envolvendo o tráfego aéreo na Capital e restrições à construção civil em uma das regiões mais valorizadas da cidade.

O secretário municipal de Urbanismo, José Luiz Fernandes Cogo, recebeu o ofício comunicando a atualização do Plano de Zona de Proteção do aeroporto na sexta-feira e comemorou a notícia. "Nos preocupava essa regra restritiva, afetando uma área nobre da cidade, com boa infraestrutura."

Há cinco anos, em novembro de 2011, uma portaria do V Comando Aéreo Regional (Comar) estabeleceu como 48 metros o limite do topo da altitude dos prédios em um raio de 3,5 quilômetros das laterais da pista do Salgado Filho - que está numa área de 4 metros de altitude.

Como o entorno fica em uma região mais elevada, na prática, aquela decisão inviabilizou a construção de novos edifícios em boa parte dos bairros Auxiliadora, Boa Vista, Bela Vista, Higienópolis, Moinhos de Vento, Mont Serrat e Três Figueiras.

"A altitude da cidade é mais baixa ali no aeroporto. Mas depois vai subindo. Lá na Sogipa já está em 48 metros de altitude. Ou seja, a partir dali, pela Terceira Perimetral até a avenida Protásio Alves, não podíamos aprovar quase nada de projetos", observa o secretário de Urbanismo.

O que explica que tenham saído novos empreendimentos nessa região nos últimos anos é o fato de terem sido aprovados pela prefeitura antes da norma da Aeronáutica. Construções que já existiam e infringiam a regra não sofreram sanções, ou seja, nada teve que ser demolido em função da segurança do tráfego aéreo.

Entretanto, não era permitido fazer um prédio novo de 10 andares mesmo que o terreno fosse ao lado de uma torre de 18 pavimentos. "A situação chegou a um ponto que tivemos que pedir autorização para construir a trincheira da Anita Garibaldi. É uma obra subterrânea, mas o terreno está em uma altitude superior à máxima determinada na legislação", exemplifica Cogo.

Com a entrada em vigor da Portaria nº 260/ICA, emitida pelo Comando da Aeronáutica e publicada no Diário Oficial da União de 3 de outubro de 2016 - apesar de a comunicação oficial ter sido feita só na sexta-feira -, o novo Plano de Zona de Proteção do Salgado Filho trará alterações no limite do topo da altitude dos prédios no entorno do aeroporto. Com a flexibilização da norma, há um escalonamento que permite uma altitude máxima de 65 metros a 100 metros, de acordo com a proximidade da pista.

Em resumo, está derrubada a restrição para construir em mais de 20 bairros de Porto Alegre. Assim, a diretriz que valerá nos novos projetos será o Plano Diretor.
A nova regra também "legalizará" prédios que antes estavam acima do teto estabelecido pela Aeronáutica. Agora, apenas três edifícios altos já construídos na Capital ultrapassam o limite. São torres na avenida Cristóvão Colombo e na rua Eugênio Du Pasquier.

O desfecho para a discussão de mais de uma década já era aguardado nos últimos dias pelo prefeito José Fortunati (PDT). "Estamos em uma fase muito adiantada de negociações, chegando a um ponto de revisão das normas extremamente restritivas", revelou o prefeito à reportagem na semana passada, em um seminário sobre a revisão do Plano Diretor.
Além de dezenas de reuniões de representantes da prefeitura no V Comar e em Brasília, uma das ações decisivas para estabelecer a nova regra foram estudos encomendados pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-RS).

O trabalho definitivo para estabelecer a "Superfície Limitadora a ser incorporada no Plano Básico da Zona de Proteção do Aeródromo de Porto Alegre" foi considerado de "interesse público" pelo prefeito, o que permitiu que a Aeronáutica aceitasse o estudo para estabelecer as novas normas.
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Polêmica de uma década
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2005 - Aeronáutica cobra da prefeitura da Capital um plano para adequar a construção civil à segurança dos voos no Salgado Filho
Novembro de 2011 - Limite de 48m de altitude para prédios num raio de 3,5 km da pista restringe novos edifícios em mais de 20 bairros
Julho de 2015 - Norma muda limite a 54 metros de altitude, o que altera pouco o cenário de restrições a novos prédios
Dezembro de 2016 - Aeronáutica aprova novo plano que libera as construções


PORTAL EM TEMPO (AM)


Moradores reacendem polêmica sobre retirada de aeroclube

Gerson Freitas
A cada novo acidente aéreo na capital amazonense, o medo e a preocupação se renovam entre os moradores de áreas próximas ao Aeroclube de Manaus. A última tragédia envolveu um bimotor, modelo Delta 720, que caiu na terça-feira (7), matando seis pessoas. O acidente fez voltar à baila velhos questionamentos, como o da razão pela qual o local ainda se encontra instalado numa região urbana, oferecendo risco diário à população.
Abordada sobre os motivos que dão legalidade à permanência do aeroclube no perímetro urbano, a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) informou apenas que não cabe a ela fiscalizar esse tipo de situação. Na ocasião, a agência destacou que essa demanda é de competência do município.
“Não tratamos de assuntos relacionados à implantação ou retirada de aeroclubes em áreas urbanas. Essa parte fica a cargo da prefeitura do município, que deve fiscalizar e definir onde de fato a base deve ser instalada”, asseverou.
Por outro lado, a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) disse que não responde por esse setor e que a discussão que gira em torno da permanência do aeroclube na zona urbana da capital deve ser tratada com a Anac. “Essa é uma questão de única responsabilidade da agência de aviação. A prefeitura não tem o poder de realocar uma sede de aeroclube”, disse a secretaria.
Já a Força Aérea Brasileira (FAB) ressaltou que o problema não está na localização do aeroclube, mas na falta de fiscalização que vem acontecendo tanto por parte da Anac quanto pelos órgãos responsáveis da administração pública. A FAB frisou que cabe a ela apenas o serviço de perícia e investigação para apurar as circunstâncias dos acidentes.
“Assim como o de Manaus, outros aeroclubes estão funcionando dentro da cidade. Esses acidentes que colocam em risco a vida da população que reside nos arredores dessa base ocorrem pela falta de fiscalização. A Anac e a administração pública devem, sim, realizar fiscalizações constante no local e ainda apurar o que vem ocasionando tantos desastres com aeronaves que decolam do aeroclube, porque isso não é normal”, salientou.
A equipe de reportagem esteve na sede do aeroclube, na manhã da última sexta-feira (9), e foi recebida pelos dirigentes do local. A entrevista exclusiva dada pelo superintendente do Aeródromo de Flores, Hélio Acióli, à reportagem do EM TEMPO pode ser acompanhada na página C6 deste caderno.
Nessa exclusiva, o dirigente respondeu questões sensíveis que apontam que o comandante do bimotor, João Jerônimo Filho, conseguiu reverter com uma manobra uma tragédia que poderia ter sido muito maior.
Medo
Moradores do bairro da União, na Zona Centro-Sul, que já presenciaram vários acidentes e ajudaram no resgate, alegaram que temem pela própria vida e falaram do medo de serem as próximas vítimas de um desastre aéreo. É o caso do autônomo Alessandro Nascimento Maciel, 30, que nos últimos dias dorme e acorda apreensivo, com possíveis novas quedas de avião.
“Anos atrás caiu uma aeronave em uma região de mata que fica ao lado da minha casa. Eu mesmo ajudei no resgate das vítimas. Nesse acidente ninguém morreu, mas foi algo extremamente assustador, principalmente para nós que moramos no fundo do aeroclube. Só são divulgados os desastres com os aviões, mas ninguém fala dos acidentes que acontecem rotineiramente com os paraquedistas. Quase todo fim de semana vejo gente caindo nessa mata. Não tem mais condições desse clube ficar nesse lugar. O meu medo é que esses aviões caiam em cima das casas e uma tragédia maior aconteça. Se nada for feito, isso vai acontecer”, frisou.
O morador do conjunto Canaã, bairro Alvorada 1, Leandro Josephe, 29, que trabalha próximo ao aeroclube, reforçou o relato do autônomo e expressou seu receio de viver em uma área de risco, devido aos pousos e decolagens de aeronaves. Segundo a opinião do servidor público, as fiscalizações devem ser mais rigorosas.
“Somente Deus para nos proteger dessas tragédias. Infelizmente, moramos em uma área de risco e precisamos passar por esses transtornos. Esses acidentes vêm acontecendo com frequência e os motivos não são devidamente esclarecidos. Será que essas aeronaves passam por manutenções regulares? Será que há fiscalização contínua no sistema do aeroclube? Existe um estudo de impacto sobre a permanência do aeródromo dentro da cidade? Tudo isso deve ser levantado, até porque estamos falando de vida humanas. Ou se faz alguma coisa agora, ou a tendência é a situação piorar”, questionou.
Acidentes são recorrentes
A capital amazonense tem um triste histórico de acidentes com vítimas fatais, alguns deles provocados por falhas nos equipamentos ou erros dos profissionais envolvidos.
Em 2004, o avião modelo Brasília, da Rico Linhas Aéreas, caiu em Manaus, vindo da cidade de São Paulo de Olivença. Os 33 passageiros e dois tripulantes morreram. A falta de treinamento adequado dos pilotos e uma sucessão de erros técnicos foram apontados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, como as principais causas da queda.
Em 2009, um avião modelo Bandeirante, da Manaus Táxi Aéreo, caiu no rio Manacapuru, a 80 quilômetros da pista de pouso. Uma pane no motor foi apontada como a causa da tragédia que vitimou 24 pessoas, de acordo com o laudo do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-7).
Em 2011, um bimotor modelo Sêneca, da Cleiton Táxi Aéreo, vitimou os seis ocupantes que seguiam para o município de Maués. Segundo relatos da época, a aeronave teria tido uma pane logo após decolar do Aeroclube de Manaus, caindo em um terreno próximo a uma escola no bairro Zumbi, na Zona Leste.
Ainda em 2011, um bimotor modelo Sêneca 2 caiu no condomínio residencial Dilma Toledo, um dos 18 empreendimentos que foram construídos próximos ao aeroclube. A aeronave atingiu uma casa que estava em construção. No avião estavam apenas o piloto e um passageiro, que tiveram ferimentos graves.
O mais recente ocorreu na semana passada, quando um bimotor modelo Embraer 720, que partia com destino ao município de Novo Aripuanã, caiu com seis ocupantes numa área verde do bairro União, Zona Centro-Sul.
Piratas
Desrespeito às normas e uso de mão de obra não qualificada. Esses são alguns dos perigos enfrentados por quem utiliza os táxis-aéreos clandestinos. De acordo com o Anuário Brasileiro de Aviação Geral de 2015, apenas 8% das aeronaves do país têm a licença para funcionar no transporte de passageiros.
Uma aeronave é considerada táxi-aéreo clandestino quando seu proprietário comercializa voos fretados sem a devida homologação junto à Anac. Sendo assim, a viagem acontece sem respeitar os padrões de segurança exigidos para uma empresa de transporte aéreo público regular.
A dificuldade para regularizar e o alto custo para manutenção de veículos homologados, de acordo com o Anuário, elevaram a prática da atividade pirata e criaram uma crise no setor, que perdeu até o ano passado 30% dos voos e perto de 70% de faturamento. Na página da Anac é possível consultar o prefixo da aeronave e verificar se está homologada para o transporte de passageiros.



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