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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 08/11/2016 / GOL transformou menos voos em mais lucros


GOL transformou menos voos em mais lucros ...

Companhia aérea afirmou que irá continuar a controlar a oferta de assentos em 2017, apesar do otimismo na melhora da economia ...
Karin Salomão ...

São Paulo – Depois de anos no vermelho, a GOL apresentou o seu terceiro trimestre consecutivo de lucro. Ao contrário do que se poderia imaginar, ela não ganhou mais ao aumentar o número de voos e de aeronaves.

O que aconteceu foi justamente o inverso. Ela reduziu o número de aviões em sua frota de 144 para 135 e cortou a oferta de assentos em 6,7%, com queda mais acentuada no mercado internacional. O número de decolagens foi reduzido em 20,5%.

Os cortes acompanharam a queda na demanda por voos, que caiu 5,3% no trimestre. No último ano, a companhia aérea buscou se adequar ao novo cenário da economia brasileira, com queda intensa na procura por voos no mercado doméstico.

Com esses ajustes, a taxa de ocupação aumentou 1,2 pontos percentuais, atingindo 79,8%, e os custos por assento caíram 6,4%. Aliado a redução de oferta, a tarifa média cresceu 15,8% em relação ao ano passado e 6,1% em comparação com o segundo trimestre desse ano.

O resultado foi positivo para a empresa. O lucro líquido foi de R$ 65,9 milhões, com margem de 2,7%, contra prejuízo de R$ 2,13 bilhões no mesmo período do ano passado. A receita caiu 3,5%, chegando a R$ 2,4 bilhões.

A política de controle da oferta não irá mudar tão cedo. Paulo Kakinoff, presidente da GOL, afirmou que em 2017 não irá aumentar o número de voos.

“Apesar do otimismo individual de cada executivo, enxergamos que a companhia deve seguir de forma conservadora a sua disciplina de capacidade”, disse, em coletiva com jornalistas.

A companhia aérea está com 19 aeronaves em processo de devolução junto ao seu lessor e 8 foram subarrendadas para outras companhias aéreas. Ela deve terminar o ano com 122 aviões e 117 em 2017.

A retomada de crescimento da frota está prevista para acontecer só em 2018, quando a GOL irá receber novas aeronaves Boeing 737. Em 2020, a expectativa é chegar a 129 aeronaves e há pedidos para 120 novos aviões Boeing para renovação de frota.

Menos endividada
Com a devolução das aeronaves, a empresa conseguiu reduzir sua dívida. Em relação ao ano passado, o seu endividamento encolheu em R$ 3,1 bilhões, chegando a R$ 6,35 bilhões.

Como as aeronaves estavam em contrato de arrendamento, uma compra junto a um terceiro, a devolução ou transferência para outro dono elimina também a dívida referente ao produto.

Além das passagens
Uma parte considerável da receita da companhia – R$ 302,1 milhões para ser exato – não veio da venda de passagens aéreas. As receitas auxiliares e de cargas já representam 12,6% do total e nos últimos 12 meses, somaram R$ 1,2 bilhão.

A GOL fatura com algumas comodidades oferecidas aos passageiros, como as poltronas GOL+ Conforto, um pouco mais espaçosas e que já estão em 100% da frota. Além disso, a companhia vendeu 3,3 milhões de produtos a bordo apenas no último trimestre.



Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Brasil, conheça o próximo presidente dos EUA


Peter Hakim

A maioria dos analistas prevê que Hillary Clinton será a próxima presidente dos EUA, mas nenhum analista excluiu Donald Trump da disputa. Uma vitória de Hillary garantirá continuidade ao país. Já a agenda de Trump, depois de 18 meses de campanha, permanece imprevisível. Muitos temem que ela possa causar transtornos perigosos –se ele tentar revogar ou reescrever políticas americanas já arraigadas, conforme prometeu fazer.
Os brasileiros deveriam estar preocupados? O fato de a campanha presidencial ter ignorado o Brasil é boa notícia. Os países submetidos aos holofotes, como por exemplo a China e o México, foram sujeitos a uma enxurrada de insultos e ameaças. Mesmo assim, enquanto o peso mexicano cai cada vez que Trump sobe nos resultados das pesquisas, os chineses, em sua grande maioria, parecem estar a favor do candidato republicano.
A atenção à política externa americana tem sido superficial e precipitada. O interesse pela América Latina vem focado quase inteiramente nas questões internas "quentes" que afetam outras partes da região.
Trump desencadeou uma tempestade de críticas contra o México porque esse país envia muitos imigrantes aos EUA e participa do Nafta, o amplamente desaprovado tratado de livre comércio norte-americano.
O México é o alvo perfeito do discurso anticomércio e anti-imigrantista de Trump. Cuba recebe atenção principalmente por sua relevância para a política na Flórida.
Nenhuma dessas questões têm relevância especial para o Brasil. As restrições a vistos são a principal queixa do Brasil em relação à política imigratória americana. Cuba, que no passado teve grande importância simbólica na política externa brasileira, hoje é uma preocupação que vem perdendo força.
Brasil e EUA nunca chegaram perto de ter um tratado de livre comércio, e isso hoje não é prioridade para nenhum dos dois países.
É verdade que os laços comerciais com os EUA são fundamentais para os interesses brasileiros —e ocupam lugar de destaque na agenda americana. Mas relações bilaterais mais produtivas não vão emergir de negociações entre os dois governos.
Independentemente de quem conquistar a Casa Branca, o Brasil precisa atrair investidores privados e líderes corporativos. Liderada por Henrique Meirelles, a equipe econômica sabe que o Brasil precisa colocar suas questões fiscais em ordem e reparar sua fama de ser um país que não é amigo das empresas.
Na América do Sul, apenas a Venezuela e a Bolívia colocam mais entraves que o Brasil ao setor privado. O Brasil também precisa abrir suas portas mais ao comércio. O Banco Mundial informa que o país é o mais protecionista entre as 20 maiores economias globais.
Deixando de lado os resultados eleitorais, há outros desafios para as relações entre Brasil e EUA. Um grupo considerável de parlamentares americanos, incluindo lideranças do Partido Democrata, considera o impeachment de Dilma injustificado e faz ressalvas ao governo de Michel Temer. Também as revelações do Lava Jato sobre a corrupção de tantos integrantes da elite política e empresarial deixaram autoridades americanas ressabiadas.
No fim, o Brasil e o resto do mundo deveriam preocupar-se mais com a possibilidade de reprise da recessão americana de 2008. Um impasse prolongado entre um governo Hillary e um Congresso liderado por republicanos pode, por exemplo, empurrar os EUA para uma recessão.
Pior ainda, muitos economistas avisam que as ideias econômicas de Trump podem gerar crise fiscal em Washington, tensionar os mercados financeiros e levar a uma guerra comercial mundial (alguns especialistas também avisam que suas propostas de segurança podem desencadear conflitos internacionais.)
Lula disse certa vez que o melhor que os EUA poderiam fazer à América Latina seria "colocar a própria casa em ordem". Não será tarefa fácil para o próximo presidente.

Inflação e crise fazem sanções a empresas crescerem


Maria Cristina Frias

O Exército foi o órgão público que mais aplicou sanções a empresas neste ano.
A assessoria do Comando do Exército diz que notou aumento de contratos interrompidos de 2015 para cá, e que, com a recessão e a inflação, empresas têm tido dificuldade para cumprir acordos.
Foram 130 pessoas jurídicas suspensas de licitações com o Estado, declaradas inidôneas ou impedidas de participar de pregões.
O Exército tem mais de 400 unidades gestoras no país e contrata um volume grande de fornecedores.
A Receita, em segundo no ranking, também tem capilaridade em todo o território, diz o auditor Fábio Miranda.
"Há um período grande entre a apresentação das ofertas e quando o bem é entregue. Às vezes, as empresas fazem propostas, mas não conseguem manter o preço."
Pela lei, as concorrências de compras governamentais são decididas em uma disputa em que os fornecedores oferecem preços mais baixos.
"Há a possibilidade de revisar o contrato se a situação econômica mudar. Mas, muitas vezes, a empresa oferece um preço menor para ganhar e depois o negócio fica inexequível", diz Henrique Fingermann, professor da FGV.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Governo vai retomar obras paralisadas e prevê investir R$ 2 bi

Expectativa é reiniciar 721 de 1.120 empreendimentos em até 90 dias; lista inclui projetos de saneamento, creches e reformas em aeroportos

Lorenna Rodrigues, Carla Araújo

O governo federal pretende retomar até junho do ano que vem 1.120 obras que estão paralisadas em todo o país. A meta é que 721 delas já sejam reiniciadas em até 90 dias.
Cada projeto custa de R$ 500 mil a R$ 10 milhões e a lista inclui projetos de saneamento, creches e até reformas em aeroportos. O presidente Michel Temer decidiu nesta segunda-feira, 7, em reunião com ministros, a lista de empreendimentos que serão retomados, que somam R$ 2,073 bilhões. O governo garantiu que dará prioridade ao pagamento dessas obras no orçamento de 2017. “Há disponibilidade orçamentária e financeira”, garantiu o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Apesar de tentar criar uma agenda positiva, o levantamento das obras inacabadas está com o cronograma atrasado. No fim de julho, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira deu o prazo de 30 dias para que o governo apresentasse a lista com os empreendimentos prioritários. Além do atraso no executivo, a comissão do Senado que discutirá a retomada das obras foi instalada depois de muitos atrasos e dificuldade de indicação de nomes para compor o colegiado.
Somente na semana passada é que ficou definido que a comissão será instalada nesta semana e que terá como presidente o tucano Ataídes Oliveira (TO) e como relator o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Além de atender a deputados e senadores, que têm feito o pleito para a retomada de ações em suas bases eleitorais, a agenda de colocar para andar as obras interrompidas é um pleito antigo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e foi um dos principais acordos que o peemedebista fechou com o presidente Temer durante o processo de impeachment. A promessa atraiu muitos senadores e definiu votos para o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.
Obras. As obras selecionadas estão em 1.071 municípios em todos os Estados e no Distrito Federal, o que poderá gerar até 45 mil empregos. A lista com os empreendimentos a serem retomados era aguardada para agosto, mas a decisão só saiu agora.
O programa prevê reformas nos aeroportos, de Ilhéus (BA), Marabá (PA) e Londrina (PR). De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, serão permitidas mudanças nos projetos originais das obras, mas haverá readequação no valor a ser pago. Além disso, o governo vai adiantar o repasse de 5% do valor da obra para incentivar as construtoras - o saque será feito após a execução da obra.
Outra novidade é o estabelecimento de prazos máximos para a execução dos empreendimentos - entre 30 junho e 30 de dezembro de 2018, a depender do estágio da obra - e haverá punições para as empresas que não entregarem na data estabelecida.
O presidente disse ainda que a retomada das inaugura o chamado governo digital, em que a sociedade poderá acompanhar o andamento das obras pelo aplicativo "Desenvolve, Brasil". O aplicativo estará disponível para ser baixado a partir de segunda-feira.

Oposição aciona o STF e PGR contra uso de aviões da FAB por ministros sem justificativa

Partidos vão entrar com representação na Corte e na Procuradoria após o `Estado´ levantar viagens de ministros

Isabela Bonfim E Daiene Cardoso

BRASÍLIA - A oposição acionou nesta segunda-feira, 7, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle na Câmara para averiguar o uso indevido de viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros do governo Michel Temer. Os dados foram divulgados pelo Estado nesta segunda-feira, 7. Além do Legislativo, o Judiciário também será inquirido por meio de representações no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria-Geral da República.
Além da ação no STF, a liderança do PT também vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Presidência da República. As duas ações devem ser protocoladas nesta terça-feira, 8, no período da tarde.
Levantamento feito pelo Estado revelou que em 238 casos titulares da Esplanada tiveram como destino ou origem a sua cidade de residência sem uma justificativa considerada adequada nas agendas oficiais divulgadas pela internet.
A conduta dos ministros configura, a princípio, desrespeito a duas normas legais. Primeiro, em abril de 2015, às vésperas de ser afastada do cargo e em meio ao esforço do governo de ajustar as contas, a então presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 8.432, que restringiu o uso de aeronaves pelos ministros e os proibiu de viajar de FAB para seus domicílios. Em segundo, uma lei de 2013 determina que ministros deverão divulgar “diariamente” na página eletrônica do ministério sua agenda de compromissos oficiais.
Oposição. "Isso é um absurdo e pode configurar improbidade administrativa, mau uso de recursos públicos", afirmou o deputado suplente Wadih Damous (PT-RJ), um dos nomes que devem encabeçar uma representação na Procuradoria-Geral da República.
Outro partido que tende a cobrar explicações sobre o uso dos aviões da FAB por ministros é o PSOL. A bancada deve se reunir nos próximos dias para avaliar quais medidas poderá tomar.
Há pelo menos três meses a oposição vem tentando aprovar requerimentos sobre as viagens nacionais e internacionais dos ministros, mas sem êxito. Os petistas protocolaram requerimentos de informação na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle na Câmara, mas os pedidos nunca foram aprovados porque a base aliada tem adotado a estratégia de esvaziar as sessões e não dar quórum para votação. "O governo vem sistematicamente obstruindo os trabalhos da CFFC", relatou o presidente da comissão, deputado Leo de Brito (PT-AC).
Vice-líder da bancada petista na Casa, o deputado Paulo Pimenta (RS), protocolou no dia 17 de outubro à Mesa Diretora da Câmara 22 pedidos de informações sobre viagens domésticas e internacionais dos ministros, mas até hoje os requerimentos não foram encaminhados aos órgãos do Executivo. Os pedidos aguardam despacho do vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), e só depois do encaminhamento, os ministérios terão 30 dias para prestar os esclarecimentos. "O governo está devendo informação para o Parlamento e para a opinião pública", cobrou o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).
Hoje, o deputado Jorge Solla (PT-BA) encaminhou mais um requerimento à CFFC pedindo explicações ao governo federal sobre o descumprimento de decreto editado pela ex-presidente Dilma Rousseff que proibiu o uso dos aviões da FAB por ministros para deslocamento ao local de domicílio.
"É brincadeira com a nação que esse governo imponha normas que congelam o orçamento por 20 anos sob a justificativa de um falso ajuste fiscal, quando na verdade estão desobedecendo as verdadeiras medidas de corte de gastos adotadas pela presidente Dilma. Desde que assumiram, eles só criaram cargos, aumentaram salários e o déficit público, e agora tem até farra de jatinho da FAB, é um escárnio", disse o petista, por meio de nota. Solla também cobra a restituição dos gastos com os voos.
No requerimento, o deputado pede aos ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Transparência, Torquato Lorena Jardim, a cópia das solicitações de viagens, o itinerário de cada voo, nome dos passageiros civis, justificativa para o uso no período de 1º de janeiro de 2016 até a presente data, além dos custos operacionais de descolamento.

REVISTA ÉPOCA


Ministro do Trabalho se vangloria por cumprir a lei

Assessoria de Ronaldo Nogueira soltou um comunicado dizendo que respeitou as regras para uso de aviões da FAB

Murilo Ramos

A assessoria do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, soltou um comunicado na tarde desta segunda-feira (7), acredite, para se vangloriar por “cumprir a lei” no que diz respeito às regras para o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Não deveria ser pura e simples obrigação do ministro?
Nogueira é um dos três entre 24 ministros, segundo a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a utilizar as aeronaves em conformidade com aquilo que foi estipulado por meio de decretos.

JORNAL DO COMMERCIO (PE)


Ministros pernambucanos negam uso irregular de aeronaves

Janot recebeu lista com 219 políticos da `Farra das Passagens´

Os ministros do presidente Michel Temer negam que estejam usando indevidamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajarem para suas cidades de origem sem um motivo com amparo legal. Alguns argumentam que precisaram solicitar a aeronave por questões de segurança, o que é autorizado.
Na última sexta-feira (4), a Procuradoria Regional da República no Distrito Federal enviou para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a lista de 219 políticos que teriam feito "uso indevido" de recursos públicos no caso da "Farra das Passagens". O documento cita nominalmente deputados, senadores, ministros do Tribunal de Contas da União e governadores - políticos que detêm foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, respondeu que todas as viagens "foram feitas visando atender agenda ministerial e atividades fins do cargo" e que elas seguiram as regras da FAB.
Já o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que seus deslocamentos "fazem parte de agendas previamente definidas, destinadas a compromissos oficiais da pasta, todas devidamente comunicadas e amplamente divulgadas, com registro na imprensa local".
O campeão de voos sem justificativa para sua cidade de residência, Alexandre de Moraes (Justiça), disse que todas as suas viagens "obedeceram ao disposto nos decretos n.º 8.432, de 9 de abril de 2015, e n.º 4.244, de 22 de maio de 2002, sendo duas realizadas por `segurança` e as demais a `serviço`, todas atendendo a compromissos oficiais".
Moraes argumentou, ainda, que o alto número de voos realizados em cinco meses é explicado pelas atribuições da pasta.
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que suas viagens "aconteceram por motivos de segurança, por razões de serviço ou para atendimento médico, nos termos da legislação em vigor". Serra, entretanto, não justificou a ausência de compromissos publicados na agenda.
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, argumentou que seus deslocamentos aéreos "seguem rigorosamente os critérios fixados pela FAB e pelo governo federal".
A assessoria do ministro também justificou às idas constantes a São Paulo porque o Estado concentra a maior parte dos recursos destinados pela pasta. "A quantidade de institutos e o volume de recursos em investimento em São Paulo, por si só, exigem atenção e a presença mais efetiva do ministro."
A assessoria do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após procurada pela reportagem, enviou os compromissos que ele teve em São Paulo e que não constavam na agenda. Entre algumas agendas informadas para justificar os voos estão entrevistas a jornais e participação em seminários e reuniões.
Ministros ligados ao Palácio do Planalto, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) também disseram que não cometeram irregularidades e que o uso dos aviões encontra amparo legal. Interlocutores de Geddel afirmaram, ainda, que o ministro só passou a usar as aeronaves da FAB por segurança, após ser chamado de "golpista" durante um voo comercial em agosto.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também afirmou na sua resposta que segue as normas vigentes. Ele destacou que no total fez 98 voos para cumprimento de agendas oficiais e que, além de usar a FAB 57 vezes, utilizou aviação comercial em 41% dos trechos.
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também enviou à reportagem uma lista de compromissos para justificar as suas agendas.

PORTAL G-1


DF recebe conferência internacional de aeroportos pela primeira vez

Evento reúne 200 aeroportos da América Latina e Caribe e autoridades. Governo quer leiloar participação em aeroportos de SP, MG, DF e RJ.

O Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, recebe entre terça e quinta (8 e 10) uma conferência sobre administração de aeroportos. O evento discute o futuro e as formas da gestão dos terminais aeroviários no momento em que o governo federal anuncia a venda da participação da Infraero nas concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Confins (BH) e Galeão (RJ).
A 25ª edição da Conferência Anual dos Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC) terá a presença de representantes de mais de 200 aeroportos da América Latina e Caribe e de autoridades de governo.
Entre eles, estarão presidentes dos aeroportos, Infraero e diversos diretores e empresas do mercado de aviação civil. A programação prevê palestras sobre infraestrutura, planejamento, estratégia e desenvolvimento.
O CEO da Corporación America, Martin Eurnekian, diz que o evento acena para o mercado de aviação e para o país. A empresa é uma holding da Inframerica, concessionária que administra o terminal em Brasília.
“O Brasil possui importância estratégica para o setor, ainda mais no contexto atual em que nos preparamos para as novas rodadas de concessões de aeroportos. Para nós da Corporación, que administramos 53 aeroportos na América Latina e Europa, é uma honra receber um evento deste porte no Brasil.”
O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, farão parte de um dos painéis de debate para discutir temas de interesse do segmento aeroportuário.
`25ª Conferência Anual dos Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC): 25 anos de gestão aeroportuária: inovação e mudança, o desafio do futuro´
Terça-feira (8)
19h30 às 21h – Abertura da Exposição Comercial
Quarta-feira, (9)
9h às 9h45 – Cerimônia de abertura da 25ª Conferência Anual dos Aeroportos da América Latina e Caribe
9h45 às 10h30 – Painel de abertura: Panorama Brasil e concessões aeroportuárias
10h30 às 11h15 – 1º Painel - Caso Brasil: a aviação brasileira e sua estratégia para os próximos cinco anos
11h15 às 11h45 – Coquetel na Exposição
11h45 às 12h30 – 2º Painel – Colaboração e integração da indústria, fator chave para o desenvolvimento"
12h30 às 13h15 – 3º Painel: Balanço e perspectiva da gestão aeroportuária pelos operadores e reguladores
13h15 às 14h30 – Almoço na exposição
14h30 às 15h30 – 4º Painel: Infraestrutura aeroportuária e seu financiamento
15h30 às 16h30 – Assembleia Geral da ACI-LAC
19h30 às 23h30 – Jantar em celebração a 25ª Conferência Anual dos Aeroportos da América Latina e Caribe
Quinta-feira (10)
07h30 às 9h – Café da manhã dos WBP’s da ACI-LAC com CEOs
9h15 às 10h30 – 5º Painel: Os desafios de novos padrões e tecnologia avançada
10h30 às 11h15 – 6º Painel: O desafio das facilidades frente às ameaças à segurança
11h15 à 12h – Coquetel na exposição
12h às 13h – 7º Painel: Perspectivas de crescimento para desenvolvimento de receitas comerciais em aeroportos
13h às 14h – 9º Painel: Diálogo com CEOs
14h às 14h10 – Cerimônia de encerramento

Jogo de empurra na reforma da Previdência


Cristiana Lôbo

O governo federal defende o fim de regimes especiais para categorias na Previdência Social, mas considera que no caso de policiais militares é preciso haver um pedido formal dos governadores (uma vez que a conta é paga pelos estados); já governadores preferem não se antecipar e aguardar a proposta do governo. "Ou então, que o governo federal dê autonomia aos estados", disse um governador, revelando que o impasse está instalado.
O fato é que a conta de policiais militares no fundo de Previdência dos estados começa a pesar e a exigir, de imediato, mudanças por exemplo na idade mínima para aposentadoria. Mas este é um assunto que nenhum governador gosta de falar publicamente. Eles sabem que é tema indigesto em seus estados e que a área de segurança é bastante sensível.
Mas eles deixam escapar que no Rio, por exemplo, existem 600 coronéis aposentados da Polícia Militar contra cem na ativa. Em São Paulo, o número de aposentadores é bem maior: 2 mil. E muitos, segundo governadores, se aposentam na faixa dos 50 anos. Governadores não querem tomar a iniciativa de mudar a idade mínima para a categoria de policiais militares porque, segundo os comandos das PMs, isso é equivalente à área militar. E assim, uma vai puxando a outra.
Os estudos técnicos do governo federal para a reforma da Previdência mostra que é preciso aumentar a idade mínima para aposentadoria porque, tendo como critério apenas o tempo de contribuição, a aposentadoria está acontecendo ainda bem precocemente.
Os estudos dividem a conta da previdência em três partes. A aposentadoria urbana do INSS que está equilibrada. Hoje atende a mais de 30 milhões de aposentados. A Previdência arrecadou R$ 343 bilhões e pagou de benefícios R$ 338 bilhões. Ou seja, um superávit de R$ 5 bilhões que não vai se sustentar ao longo dos anos porque há uma mudança demográfica em curso. Hoje há 50 milhões de jovens entre 15 e 29 anos e que vão envelhecer e buscar a Previdência.
A segunda, é a Previdência Rural. Esta já funcionou como uma espécie de programa social, sobretudo na região Nordeste. O beneficiário precisa comprovar apenas que é trabalhador rural e ter a idade mínima - sem exigência de contribuição. Em 2015, a Previdência Rural arrecadou R$ 7 bilhões e pagou R$ 98 bilhões de benefício. Ou seja, gerou um déficit de R$ 91 bilhões.
Por fim, a aposentadoria do servidor público que atende a um milhão de servidores e custou em déficit aos cofres públicos em 2015 R$ 72 bilhões. No serviço público, há idade mínima de 60 anos para homens e 55 para mulheres, para os que ingressaram no serviço público depois de 1998. E mais R$ 42 bilhões de déficit da previdência dos estados e municípios. Ou seja, em 2015, o déficit geral da Pevidência foi R$ 205 bilhões e, por isso, exige reforma, segundo o governo.
Nos estudos técnicos do governo, algumas propostas em estudo como: idade mínima de 65 anos para homens e mulheres (na previdência urbana); tempo mínimo de contribuição de 25 anos (hoje é de 15 anos); redução do valor pago pela pensão por morte e, ainda, regras de acesso para a aposentadoria rural (hoje, base atestado do sindicato rural de que o interessado é trabalhador rural, sem exigência de tempo de contribuição) - a ideia é que a aposentadoria se dê com o recolhimento para a previdência de uma alíquota mais baixa, da ordem de 5%. E, ainda, algumas mudanças no sistema de aposentadoria dos militares, como pensão para filhas.

AGÊNCIA BRASIL


Governo anuncia retomada de 1,6 mil obras inacabadas


O governo federal anunciou hoje (7) a retomada nos próximos quatro meses de 1.110 obras inacabadas por todo o país que, de acordo com as estimativas iniciais, vão gerar 45 mil empregos. A informação foi dada pelo presidente Michel Temer, durante reunião com diversos ministros para detalhar as ações. Ao todo, cerca de 1,6 mil obras que estão paralisadas e serão retomadas.
Temer disse que a meta é que os 1.110 empreendimentos sejam reativados nos próximos 90 a 120 dias, em mais de mil cidades dos 26 estados e do Distrito Federal. Segundo ele, a maioria das obras envolve necessidades básicas dos municípios como creches, pré-escolas, postos de saúde e aeroportos.
"Esta tese de prosseguir nas obras que estão paralisadas tem em vista o que o governo quer. Gerar empregos. Estas obras terão como critério a transparência e inaugura o Governo Digital por meio do aplicativo Desenvolve Brasil, que será pioneiro na governança digital. Qualquer cidadão poderá acompanhar as ações e fazer sugestões", afirmou Temer.
De acordo com o presidente, o custo total será uma "importância razoável", em torno de R$ 2 bilhões. O anúncio ocorre após uma série de reuniões em que o governo discutiu os empreendimentos considerados prioritários em cada um dos ministérios e cujos gastos giram entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões cada.

Minas inaugura rotas aéreas ligando BH e municípios do interior do estado


Léo Rodrigues

O governo de Minas Gerais fez hoje (7) dois voos inaugurais, interligando Belo Horizonte aos municípios de Passos e Araxá. Na quarta-feira (2), foram inauguradas as rotas aéreas entre a capital mineira e mais três cidades do interior do estado: Lavras, Manhuaçu e Pouso Alegre. As viagens são feitas em avião monomotor para até nove passageiros.
Os novos voos fazem parte do Projeto de Integração Regional – Modal Aéreo (Pirma), desenvolvido e administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), empresa pública ligada à Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais. O objetivo é promover o desenvolvimento econômico regionalizado, favorecer negócios e potencializar o turismo, aproveitando uma estrutura já existente. O estado tem 86 aeródromos públicos, muitos deles ociosos.
A primeira etapa do projeto foi lançada em agosto, criando uma ligação aérea direta entre Belo Horizonte e 12 municípios do interior: São João del-Rei, Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa. Em Belo Horizonte, o projeto opera no Aeroporto da Pampulha.
As vendas das passagens ocorrem pela internet, por meio da página do projeto. Os preços variam de acordo com a rota e vão de R$100 a R$550. Entre 17 de agosto e 21 de outubro, o projeto ofereceu 350 voos. Segundo a Codemig, os destinos com maior procura neste período foram Teófilo Otoni, Viçosa e São João del-Rei.
Com a ampliação, agora são 17 cidades atendidas, além da capital mineira. A inclusão dos novos municípios não é a única novidade desta etapa do projeto. Os usuários poderão agora fazer check-in online e escolher voos com escala. Se antes havia apenas viagens em que Belo Horizonte era a origem ou o destino, agora é possível usar o Pirma para se deslocar entre duas cidades do interior. Além disso, o cliente deverá criar uma conta de usuário, onde terá acesso ao seu histórico de compras e poderá solicitar com mais facilidade reembolsos, reemissões, remarcações e cancelamentos.
O transporte é feito pela companhia Two Táxi Aéreo, empresa que venceu a licitação feita pelo estado. Porém, o risco econômico é da Codemig. "Compramos no atacado as horas de voo pelos próximos 12 meses e estamos agora vendendo à população. Carregaremos o ônus dos assentos que não forem comercializados", disse o presidente da companhia Marco Antônio Castello Branco, em entrevista para a Agência Brasil há três meses, quando a primeira etapa do Pirma foi lançada.
A Codemig espera que, a longo prazo, o mercado absorva todo o serviço. Voos comerciais em aviões monomotores são usados em alguns estados que integram a Amazônia Legal.


REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS


Ministros de Temer ignoram normas em 238 viagens pela FAB

Em cinco meses, ministro da Justiça realizou 85 voos

Em cinco meses da gestão Michel Temer, os ministros utilizaram 781 vezes aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para realizar deslocamentos pelo país. Levantamento feito pela reportagem revela que em 238 casos titulares da Esplanada tiveram como destino ou origem a sua cidade de residência sem uma justificativa considerada adequada nas agendas oficiais divulgadas pela internet.
A conduta dos ministros configura, a princípio, desrespeito a duas normas legais. Primeiro, em abril de 2015, às vésperas de ser afastada do cargo e em meio ao esforço do governo de ajustar as contas, a então presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 8.432, que restringiu o uso de aeronaves pelos ministros e os proibiu de viajar de FAB para seus domicílios. Em segundo, uma lei de 2013 determina que ministros deverão divulgar "diariamente" na página eletrônica do ministério sua agenda de compromissos oficiais.
Dos 24 ministros, apenas três não deram margem para questionamentos da sua conduta em relação ao uso dos voos da FAB: o titular da Transparência (antiga CGU), Torquato Jardim; o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira; e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen. Os dados analisados compreendem o período de 12 de maio a 31 de outubro.
O cruzamento das viagens dos titulares do primeiro escalão com as respectivas agendas oficiais, realizado ao longo de três semanas, mostra que uma prática comum adotada por alguns ministros é cumprir agendas nas cidades de origem às sextas ou segundas-feiras, tendo, assim, a sua partida ou retorno para Brasília devidamente justificado à FAB.
O levantamento também localizou ministros que utilizam as aeronaves oficiais para voltar a Brasília na segunda-feira, após passar o fim de semana em casa, com a justificativa de que teriam compromissos cedo na capital federal e não haveria tempo hábil para chegar se usassem voos de carreira.
Informado sobre o levantamento realizado, o presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Mauro Menezes, disse que não poderia emitir juízo, mas que os números podem significar um "descumprimento oblíquo da norma". "Se de fato a autoridade estiver utilizando como prática agendas para passar o fim de semana em casa, isso pode, sim, ser avaliado como um desvio, já que está vetado o uso do avião da FAB para esses deslocamentos", afirmou. "Se houver uma denúncia, nós investigamos e podemos punir."
Segurança
Procurados pela reportagem, os ministros negaram a prática de qualquer irregularidade e muitos argumentaram que solicitam a aeronave oficial por questões de segurança, o que é permitido também com base no decreto que disciplina o uso dos aviões oficiais.
Conforme o levantamento, os ministros que mais utilizaram aviões da FAB para irem a sua cidade de residência sem divulgarem agendas com justificativa para os voos são os que moram em São Paulo, como Alexandre de Moraes, da Justiça; José Serra, das Relações Exteriores, e Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia.
A FAB não divulga o valor dos gastos com voos oficiais sob a justificativa de que "o custo da hora de voo das aeronaves militares é informação estratégica e, por isso, protegida". Um voo entre Brasília e São Paulo, com uma aeronave de modelo parecido com as utilizadas pela FAB, custa cerca de R$ 76 mil, conforme cotação numa empresa de táxi aéreo. O trajeto entre Brasília e Porto Alegre sairia por R$ 136 mil. E da capital para Salvador, R$ 143 mil.
Ranking
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é o campeão de viagens e o recordista de translados entre Brasília e sua cidade de origem, São Paulo. O ministro viajou 85 vezes de avião da FAB nesses cinco meses de governo Michel Temer, sendo que 64 delas tinham como destino ou origem a capital paulista. Em 46 ocasiões, não há justificativa na sua agenda para as viagens nem compromissos oficiais que expliquem por que em dias de semana o ministro opta por sair de São Paulo para um evento em outro Estado, e não de Brasília. Ao menos 14 vezes Moraes fez o trajeto Brasília-São Paulo numa segunda-feira.
O segundo colocado do ranking de viagens para a cidade de seu domicílio é o ministro das Relações Exteriores, José Serra. É raro o ministro divulgar sua agenda oficial na internet. O chanceler voou com a FAB 52 vezes, sendo que em 85% dos casos está a rota entre a capital e São Paulo. Nessas 44 viagens, apenas uma, a do dia 25 de outubro, tem uma justificativa: o ministro participou de um Fórum de Comércio Exterior, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)
O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, que também é de São Paulo, é o terceiro a fazer mais vezes o trajeto entre a capital paulista e Brasília, ou vice-versa. Dos 65 trechos que o ministro fez nos cinco meses, 44 deles, ou seja, em 68% das vezes, o destino ou a origem dos aviões foi São Paulo. Em quase metade desses voos - 21 - não há explicação na agenda para os deslocamentos.
Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou aviões da FAB 48 vezes, sendo que 33 delas foi para ir ou voltar de São Paulo. Em pelo menos 19 casos não havia agenda divulgada na internet que justifique a viagem. Dessas 19, em quatro ocasiões a assessoria argumentou que foram agendas internas e uma dessas foi para o Rio, num sábado. Um comportamento identificado no caso de Meirelles é ele ir no fim de semana para a capital paulista, mas ter agenda só na segunda. Após informado do teor da reportagem, a assessoria do ministro apresentou justificativas com agendas oficiais de todas as viagens.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também figura na ponta do ranking. Das 42 viagens feitas em cinco meses, 23 têm como destino ou origem Porto Alegre, sendo que em 16 não há explicações em sua agenda. Ao menos dez vezes Padilha viajou às segundas e outras cinco usou aeronaves da FAB na sexta-feira.
Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, também usou aviões FAB para retornar à sua cidade: Salvador. Das 24 viagens em cinco meses, quase 80% delas tiveram como destino a capital baiana. Em todos os casos, nada consta na agenda.
Pastas negam
Os ministros do presidente Michel Temer negam que estejam usando indevidamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajarem para suas cidades de origem sem um motivo com amparo legal. Alguns argumentam que precisaram solicitar a aeronave por questões de segurança, o que é autorizado.
O campeão de voos sem justificativa para sua cidade de residência, Alexandre de Moraes (Justiça), disse que todas as suas viagens "obedeceram ao disposto nos decretos n.º 8.432, de 9 de abril de 2015, e n.º 4.244, de 22 de maio de 2002, sendo duas realizadas por segurança e as demais a serviço, todas atendendo a compromissos oficiais".
Moraes argumentou, ainda, que o alto número de voos realizados em cinco meses é explicado pelas atribuições da pasta.
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que suas viagens "aconteceram por motivos de segurança, por razões de serviço ou para atendimento médico, nos termos da legislação em vigor". Serra, entretanto, não justificou a ausência de compromissos publicados na agenda.O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, argumentou que seus deslocamentos aéreos "seguem rigorosamente os critérios fixados pela FAB e pelo governo federal".
A assessoria do ministro também justificou às idas constantes a São Paulo porque o Estado concentra a maior parte dos recursos destinados pela pasta. "A quantidade de institutos e o volume de recursos em investimento em São Paulo, por si só, exigem atenção e a presença mais efetiva do ministro."
A assessoria do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após procurada pela reportagem, enviou os compromissos que ele teve em São Paulo e que não constavam na agenda. Entre algumas agendas informadas para justificar os voos estão entrevistas a jornais e participação em seminários e reuniões.
Ministros ligados ao Palácio do Planalto, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) também disseram que não cometeram irregularidades e que o uso dos aviões encontra amparo legal. Interlocutores de Geddel afirmaram, ainda, que o ministro só passou a usar as aeronaves da FAB por segurança, após ser chamado de "golpista" durante um voo comercial em agosto.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também afirmou na sua resposta que segue as normas vigentes. Ele destacou que no total fez 98 voos para cumprimento de agendas oficiais e que, além de usar a FAB 57 vezes, utilizou aviação comercial em 41% dos trechos
Já o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que seus deslocamentos "fazem parte de agendas previamente definidas, destinadas a compromissos oficiais da pasta, todas devidamente comunicadas e amplamente divulgadas, com registro na imprensa local".
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também enviou à reportagem uma lista de compromissos para justificar as suas agendas. O Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, respondeu que todas as viagens "foram feitas visando atender agenda ministerial e atividades fins do cargo" e que elas seguiram as regras da FAB.

REVISTA EXAME


GOL transformou menos voos em mais lucros

Companhia aérea afirmou que irá continuar a controlar a oferta de assentos em 2017, apesar do otimismo na melhora da economia

Karin Salomão

São Paulo – Depois de anos no vermelho, a GOL apresentou o seu terceiro trimestre consecutivo de lucro. Ao contrário do que se poderia imaginar, ela não ganhou mais ao aumentar o número de voos e de aeronaves.
O que aconteceu foi justamente o inverso. Ela reduziu o número de aviões em sua frota de 144 para 135 e cortou a oferta de assentos em 6,7%, com queda mais acentuada no mercado internacional. O número de decolagens foi reduzido em 20,5%.
Os cortes acompanharam a queda na demanda por voos, que caiu 5,3% no trimestre. No último ano, a companhia aérea buscou se adequar ao novo cenário da economia brasileira, com queda intensa na procura por voos no mercado doméstico.
Com esses ajustes, a taxa de ocupação aumentou 1,2 pontos percentuais, atingindo 79,8%, e os custos por assento caíram 6,4%. Aliado a redução de oferta, a tarifa média cresceu 15,8% em relação ao ano passado e 6,1% em comparação com o segundo trimestre desse ano.
O resultado foi positivo para a empresa. O lucro líquido foi de R$ 65,9 milhões, com margem de 2,7%, contra prejuízo de R$ 2,13 bilhões no mesmo período do ano passado. A receita caiu 3,5%, chegando a R$ 2,4 bilhões.
A política de controle da oferta não irá mudar tão cedo. Paulo Kakinoff, presidente da GOL, afirmou que em 2017 não irá aumentar o número de voos. “Apesar do otimismo individual de cada executivo, enxergamos que a companhia deve seguir de forma conservadora a sua disciplina de capacidade”, disse, em coletiva com jornalistas.
A companhia aérea está com 19 aeronaves em processo de devolução junto ao seu lessor e 8 foram subarrendadas para outras companhias aéreas. Ela deve terminar o ano com 122 aviões e 117 em 2017.
A retomada de crescimento da frota está prevista para acontecer só em 2018, quando a GOL irá receber novas aeronaves Boeing 737. Em 2020, a expectativa é chegar a 129 aeronaves e há pedidos para 120 novos aviões Boeing para renovação de frota.
Menos endividada
Com a devolução das aeronaves, a empresa conseguiu reduzir sua dívida. Em relação ao ano passado, o seu endividamento encolheu em R$ 3,1 bilhões, chegando a R$ 6,35 bilhões.
Como as aeronaves estavam em contrato de arrendamento, uma compra junto a um terceiro, a devolução ou transferência para outro dono elimina também a dívida referente ao produto.
Além das passagens
Uma parte considerável da receita da companhia – R$ 302,1 milhões para ser exato – não veio da venda de passagens aéreas. As receitas auxiliares e de cargas já representam 12,6% do total e nos últimos 12 meses, somaram R$ 1,2 bilhão.
A GOL fatura com algumas comodidades oferecidas aos passageiros, como as poltronas GOL+ Conforto, um pouco mais espaçosas e que já estão em 100% da frota. Além disso, a companhia vendeu 3,3 milhões de produtos a bordo apenas no último trimestre.

JORNAL O POVO (CE)


`Todas as vezes que vim a SP tinha agenda´, diz ministro sobre viagens pela FAB


O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, negou que use aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) de maneira imprópria, conforme relatou reportagem publicada na edição desta segunda-feira, 7, do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo Pereira, todas as vezes que veio a São Paulo havia algum evento ou reunião na agenda.
O ministro ainda reiterou que enviou um e-mail para a reportagem do Grupo Estado com os links da agenda e de matérias sobre os eventos que participou nos dias questionados.
Na reportagem, Pereira aparece como um dos ministros que usaram os aviões da FAB de maneira imprópria entre 12 de maio e 31 de outubro, uma vez que nem todas as viagens estavam divulgadas nas agendas e alguns deslocamentos foram realizados para as cidades em que residem, o que foi proibido por decreto da então presidente Dilma Rousseff em 2015.
No caso de Pereira, de um total de 32 viagens no período, 20 vezes ele foi ou voltou de SP. Em pelo menos 7 das 20 viagens, a reportagem não encontrou justificativa para o deslocamento. Pereira é natural do Espírito Santo, mas reside na capital paulista.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL MAXPRESS


Expo LUG chega a 6ª edição com novidades para os participantes

Considerado o maior evento de fãs de LEGO® na América Latina, a 6ª edição do Expo LUG contará com mais de 20 estações, exibições do “Cine Brick” e um aplicativo para dispositivos móveis
São Paulo, novembro de 2016 – No próximo dia 12 de novembro, sábado, os fãs de LEGO® que estiverem em São Paulo poderão visitar gratuitamente o 6º Expo LUG Brasil, uma exposição de criações feitas com peças dos bloquinhos e construídas por membros do LUG Brasil, que significa “LEGO Users Group”.
A edição 2016 do evento contará com um espaço de mais de 1.000 m² e com temas variados, de criações próprias dos LUGs e sets originais, que mostrarão ao público toda a criatividade, cores e formas do hobby. Os destaques que encantarão os visitantes serão as construções sobre Cidade, Castelo, Star Wars, Super-Heróis, Steampunk, Harry Potter, Friends, Velho Oeste, Caminhões e Trens, Competição de Robôs, GBC (engenhocas de movimentar bolinhas) e pequenas competições de carros.
As novidades desse ano foram pensadas para os amantes de tecnologia e da marca. Um aplicativo para dispositivos móveis, o LUGapp, já está disponível tanto para Android quanto para IOS pelo link https://is.gd/lugapp. Após acessá-lo, o visitante será direcionado à loja específica de seu sistema. Com ele, o público tornará sua visita muito mais interativa e divertida, pois ao apontar seu dispositivo para os projetos expostos – que estarão com QR Codes* –, receberão mais informações da construção e do criador.
Com mais de 70 filmes, o “Cine Brick”, festival de cinema com filmes feitos com peças LEGO®, será exibido pela segunda vez na Expo LUG Brasil. Os curtas foram produzidos em países como EUA, Canadá, Austrália e França, e retratam diversos temas, como corridas de carro, super-heróis, Star Wars e Jurassic Park, entre outros.
Além do “Cine Brick” e do LUGapp, a exposição ainda contará com um parque de diversões com bastante movimento e um pequeno modelo A-29 da Esquadrilha da Fumaça - que já chamou a atenção até da FAB (Força Aérea Brasileira).
A entrada é gratuita, mas pede-se a doação de alimentos não perecíveis, que serão entregues ao CASS – Centro de Assistência Social Marília Forjaz Alvarenga. O evento acontece das 10h00 às 18h00, no Colégio Liceu Coração de Jesus, que fica na Alameda Dino Bueno, número 353, Campos Elíseos – São Paulo.
*QR Code: sigla do inglês Quick Response. É um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos dispositivos móveis com câmera.

PORTAL PORTO GENTE


Recuperada pista de pousos e decolagens de Rio Branco

No final deste mês de outubro, a Infraero concluiu os trabalhos de restauração da pista de pousos e decolagens do Aeroporto de Rio Branco/Plácido de Castro (AC). As obras, que envolveram também a revitalização do sistema de pátio e de pistas de taxiamento, foram iniciadas em outubro de 2014 e receberam investimentos de R$ 133,7 milhões.
Com a conclusão dos serviços, além do aprimoramento das condições do sistema de pista e táxi para as operações de pousos e decolagens no terminal acriano, voltaram a ser permitidos também os procedimentos diurnos na pista, autorizados desde 21/10.
Terminal de passageiros
O terminal de passageiros do Plácido de Castro também passa por obras de reforma e ampliação, com investimentos de R$ 42 milhões. Parte dos serviços devem ser entregues até o final de 2016, contemplando as novas áreas de desembarque e embarque.
Com a conclusão dos trabalhos, prevista para o primeiro semestre de 2017, a área total do terminal passará dos atuais 4.361 m² para 5.050 m², aumentando a capacidade operacional do aeroporto dos atuais 1,3 milhão de passageiros/ano para 3 milhões de passageiros/ano.




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