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O Brasil é o cenário ideal para Space StartUps



O Brasil é o cenário ideal para Space StartUps ...

Oswaldo Loureda (*) ...

Nosso país apresenta diversos pontos fundamentais para uma sólida indústria espacial. Podemos elencar nossas excelentes universidades e nossos altamente criativos e inovadores universitários juntamente com um número considerável de especialistas com larga experiência nesse setor, principalmente egressos dos polos em São José dos Campos, Cachoeira Pta, São Carlos, Belo Horizonte, Natal, Santa Maria, São Luiz e Cuiabá. Essencialmente temos mão de obra altamente capacitada e excelentes mentores.

Brasil possui uma infraestrutura de alto nível disponível para a indústria, podemos citar diversos, como, por exemplo, os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), laboratórios tecnológicos do SENAI, laboratórios pertencentes aos órgãos executores do programa como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Laboratório de Integração de Testes (LIT) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Normalmente o acesso a esses laboratórios é incentivada, baseando-se em acordos de cooperação.

Outro ponto de inflexão para o meio ambiente no Brasil está nos diversos programas de subvenção à inovação disponíveis por meio de instrumentos da FINEP, BNDES, CNPq, ANEEL entre outras entidades.

No entanto, tais instrumentos são normalmente de difícil acesso às empresas startups ainda, seja por uma interpretação errônea por parte das empresas, falta de pessoal especializado em captação de fundos públicos ou mesmo por competição desleal com empresas de médio e grande porte que se utilizam desses fundos recorrentemente para suas operações.

A indústria de base no Brasil tem atualmente capacidade para executar a maioria das demandas de projetos espaciais relacionadas ao movimento NewSpace em solo nacional. Diferentemente da tendência observada de integradores europeus, temos tecnologias de manufatura suficiente para construir derivações das plataformas Cubesats, satélites menores em formato de cubos, assim como lançadores de pequeno porte quase que 100% nacionais.

Por mais que nossa carga tributária seja pesada no país, caso se escolha um caminho de manufatura majoritariamente nacional, os custos de logística, operação, manufatura e mão de obra serão altamente competitivos se comparados a esses mesmos custos nos EUA ou Europa. Agora considerando os limites de custos operacionais para um lançador de pequeno porte ser realmente comercialmente viável, o Brasil se torna umas das escolhas mais atrativas, principalmente quando se pensa em orbitas equatoriais.

Estamos lentamente vendo essas conquistas se deteriorarem, seja por falta de constância nos investimentos financeiros, seja pela desmotivação dos jovens para seguir essa carreira ou pior ainda pela aposentadoria dos servidores que chegam ao fim de suas carreiras com um grau de refinamento e capacidade imensuráveis, e sem pupilos para a transmissão do bastão.

A correta compreensão e incentivo desse movimento NewSpace no Brasil pode trazer um novo ímpeto ao Programa Espacial Brasileiro (PEB), com renovadas ambições e um melhor aproveitamento dos recursos públicos. Para o país realmente crescer, é preciso um uso mais consciente da máquina pública, além do ganho tecnológico geral para nossa indústria e principalmente motivação para as próximas gerações.

 (*) mestre e doutor em Engenharia Aeroespacial pelo Instituto Tecnológica de Aeronáutica (ITA), pós-doutorado pelo Israel Institute of Technology e CEO na empresa Acrux Aerospace Technologies.


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