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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 24/07/2016 / Rio inicia hoje a sua maior ação militar em grandes eventos


Rio inicia hoje a sua maior ação militar em grandes eventos ...


Marco Antônio Martins ...

As Forças Armadas iniciam neste domingo (24) no Rio a maior operação militar já feita na cidade voltada para um grande evento. Serão cerca de 22 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica nas ruas para tentar garantir a segurança na Olimpíada.

Somados militares e policiais, o Rio terá 51,6 mil homens na segurança dos Jogos, o que configura o segundo maior efetivo das últimas Olimpíadas, atrás apenas de Pequim-2008, com cerca de 110 mil homens. Os últimos Jogos, de Londres-2012, foram disputados com 42 mil homens nas ruas entre militares e policiais (veja quadro).

O contingente que será mobilizado na Rio-2016 supera também o utilizado em outros grandes eventos na cidade, como a Copa do Mundo de 2014, a visita do papa Francisco em 2013 (durante a Jornada Mundial da Juventude) e encontros com grande número de chefes de Estado, como a Eco 92 e a Rio+20, ambas sobre temas ambientais.

Contando só as Forças Armadas, antes, só a Rio+20, realizada em 2012, havia reunido um número próximo de militares: cerca de 15 mil.

Não há comparação, no entanto, entre os dois acontecimentos. A Rio+20 foi concentrada em um local (o Riocentro), e o número de visitantes para o evento era baixo.

Dessa vez, o risco de terrorismo envolve a Olimpíada, que espera receber cerca de 500 mil visitantes, além de atletas de 42 modalidades.

Junte-se a isso o atentado de Nice, na França, no dia 14 de julho, que matou 84 pessoas, episódio que levou o governo brasileiro a aumentar a atuação das Forças Armadas no evento esportivo.

Uma das mudanças é que, inicialmente, haveria soldados apenas nos acessos ao aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Agora, haverá também militares no interior do aeroporto. Ao todo cerca de 600 integrantes das Forças Armadas estarão nas áreas de embarque e desembarque de passageiros.

PROTAGONISMO
ImagemOficialmente, se mantém o discurso de que as decisões serão partilhadas. Mas, no momento, as opiniões do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que comanda a Inteligência dos Jogos Olímpicos, ganharam protagonismo.

"Isso é inevitável diante do momento. Comparo a um pêndulo: em um extremo há os Jogos e, no outro, a defesa e a segurança. Neste momento, está deslocado para nosso lado", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista na sexta (22), à Folha, no Comando do Exército, no centro do Rio.

A participação militar aumentou nos últimos dez dias diante da situação envolvendo as outras forças que participam da segurança da Rio-2016. O protesto de policiais da Força Nacional de Segurança contra as condições dos alojamentos e a ameaça de manifestações de policiais federais durante a Olimpíada foram dois pontos que desagradaram ao governo federal.

Também tem sido discutida a situação da Polícia Militar do Rio. Apesar da ajuda federal, que colocou os salários em dia, se nota pouco ânimo dos PMs para atuar no evento. Por dia haverá 10 mil policiais militares nas ruas.

No planejamento para a Olimpíada haverá 3.000 militares nas forças de contingência, que só irão para as ruas em caso de emergência. Eles estarão em bases próximas a cada uma das quatro áreas olímpicas —Maracanã, Copacabana, Deodoro e Barra da Tijuca—, o que facilita o deslocamento da tropa.

Uma das preocupações do governo é reprimir possíveis abusos das tropas. Todas as ações dos militares serão filmadas durante os Jogos.

JOGOS ATRAEM MIL AGENTES DE 70 PAÍSES À CIDADE
Cerca de mil agentes de inteligência, entre brasileiros e estrangeiros, estarão no Rio em busca de informações para evitar ações terroristas na Olimpíada.

A preocupação é com os chamados "lobos solitários" (pessoas que agem sozinhas nos ataques).

O Rio tem características que facilitam o surgimento desse tipo de terrorista, como o grande número de jovens sem trabalho e a facilidade para se obter de pistolas a fuzis em áreas sob domínio do tráfico.

"Em 2015, uma tonelada de explosivos foi roubada no país. O acesso a armas é muito grande", diz o coronel Fernando Montenegro, ex-membro do Grupo Antiterror do Exército.

Do total de agentes da inteligência já no Rio, 400 são da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Agentes de 70 países virão à cidade. Em média, cada país traz quatro oficiais de inteligência, mas outros, como os EUA, formaram verdadeiros escritórios no Rio. Israelenses, franceses, russos e americanos estarão no Centro de Inteligência dos Jogos e terão informantes nas ruas.

Na PM, houve um curso dado pelos EUA para treinar os policiais sobre a necessidade de aumentar a percepção para casos que chamem a atenção na rua.

O FBI (polícia federal americana) teve importante participação na prisão de 11 suspeitos pela Operação Hashtag ao enviar ao Brasil os nomes que os integrantes do grupo usavam na internet.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL CONSULTOR JURÍDICO


Militar que sofre acidente em serviço não pode ser dispensado, decide TRF-3


Militar que sofre acidente em serviço não pode ser dispensado, mesmo que seja temporário. Pelo contrário: ele deve continuar recebendo remuneração e tratamento médico-hospitalar. Com esse entendimento, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) determinou a reintegração de um militar às fileiras do Exército Brasileiro no Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva.
Ele havia sido afastado depois de sofrer um acidente de moto em serviço, que o fez ser classificado como incapaz. Segundo a corte, perícia médica no joelho direito do autor constatou que o acidente foi provocado durante o trabalho nas Forças Armadas, ao contrário do que alegava a União.
“O apelado, quando ingressou no Exército Brasileiro, gozava de boas condições de saúde. Caso contrário, não lograria ser aprovado para o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva. Há mais elementos probatórios no sentido de a lesão no joelho direito ter ocorrido em decorrência do acidente, especialmente o laudo pericial”, disse o relator do processo, o desembargador federal Cotrim Guimarães.
Em primeira instância, a 2ª Vara Federal de Campo Grande (MS) havia julgado procedente o pedido inicial, baseada nas conclusões do laudo da perícia — de que há relação de causalidade entre o acidente sofrido em serviço e a lesão no joelho direito. A decisão também havia determinado a reintegração do autor às fileiras do Exército Brasileiro, com direito ao posto anteriormente ocupado e à remuneração correspondente, inclusive a devida desde o licenciamento.
A 2ª Turma, ao ratificar a sentença, seguiu jurisprudências do próprio tribunal e do Superior Tribunal de Justiça que reconhecem o direito ao militar temporário, declarado temporariamente incapaz para o meio militar e ilegalmente desligado, ser reintegrado como adido para receber tratamento médico-hospitalar, sem prejuízo do recebimento das remunerações em atraso.
O relator justificou que, segundo a perícia, o acidente de motocicleta pode, a depender da queda, afetar outras partes do corpo que não o joelho. Ele afirmou também que não havia nos autos elementos fático-probatórios hábeis para concluir pela anterioridade da lesão ao ato de incorporação, como queria a União.
Por unanimidade, a 2ª Turma do TRF-3 determinou ainda o pagamento de juros de mora e correção monetária ao autor, fixados com base na legislação vigente à época do acidente em serviço com motocicleta do militar.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Ainda fora do ar

A Olimpíada deveria servir de “catalisador” para a regulamentação e, com ela, a realização de enormes investimentos no mercado de drones, mas as normas da Anac ficaram para depois

Celso Ming

Era para estar publicada até os Jogos Olímpicos, mas, a 12 dias da cerimônia de abertura, a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o uso comercial dos drones, os veículos aéreos não tripulados (Vants), vai ficando para depois.
A Anac alega que “a grande quantidade de contribuições recebidas durante o processo de audiência pública” atrasou o planejamento. A publicação da regulamentação está prevista, agora, para até o fim do ano.
A Olimpíada deveria servir de “catalisador” para a regulamentação e, com ela, a realização de enormes investimentos na área. No entanto, “sem segurança jurídica, as parcerias entre as universidades e a iniciativa privada ficam prejudicadas, porque o investidor deixa de ter perspectiva de retorno no curto prazo”, explica o professor Geraldo José Adabo, da divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Os únicos drones autorizados a operar durante os Jogos são os do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Defesa Civil do Rio de Janeiro. Assim, diferentemente do que aconteceu nos Jogos de Inverno realizados em Sochi, na Rússia, em 2014, quando o canal britânico BBC utilizou seu próprio drone, as emissoras de televisão dependerão das imagens concedidas pela Olympic Broadcasting Services (OBS), produtora oficial do COI.
Um estudo da consultoria PwC avalia que o setor de mídia e entretenimento no mundo poderia investir mais de US$ 8 bilhões por ano na utilização de drones somente substituindo alguns serviços. O setor de infraestrutura oferece ainda mais oportunidades. Filmagens em alta resolução e até mesmo em 3D podem facilitar a prevenção de falhas e reduzir imensamente os custos de manutenção em grandes obras. Desse modo, a consultoria prevê que US$ 45,2 bilhões poderiam ser investidos pelo setor nesse tipo de tecnologia. 
ImagemAssim, o Brasil vai chegando atrasado e todo o mercado de drones se vira com o que tem. Quem hoje quer utilizar um Vant, precisa cumprir várias condições: cadastrá-lo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); obter concessão de voo pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Comando da Aeronáutica; e, por fim, conseguir aprovação da Anac para a área de operação.
Apesar da burocracia, o potencial de desenvolvimento do setor é enorme. Os resultados da última edição da Droneshow (feira exclusiva de drones), realizada em maio, em São Paulo, podem não ter passado essa impressão, porque proporcionaram contratos de apenas R$ 42 milhões. No entanto, “esse é um resultado que deve ser considerado expressivo, já que a velocidade de desenvolvimento do mercado está cerceada pela falta de regulamentação”, observa Emerson Granemann, diretor do Grupo MundoGeo, promotor do evento.
Comprar e vender esses aparelhos não está proibido, mas, como Granemann observa, mais de 200 marcas de todo o mundo poderiam colocar o País em sua rota de negócios, caso as regras da Anac já estivessem aprovadas.
Enquanto as normas não vêm, para a Olimpíada fica prevalecendo a determinação do Decea de abater qualquer objeto não identificado que sobrevoe as áreas dos Jogos.
No quadro, o potencial de ganhos do uso de drones em diferentes setores, segundo a PwC. Para essa estimativa, a consultoria usou como base de cálculo o valor dos serviços que poderão ser substituídos por essa tecnologia. Os números apontam para magnitudes superiores a US$ 127 bilhões.
Estados Unidos
Em 21 de junho, a Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) publicou novas regras para o uso comercial das pequenas aeronaves. Entre as disposições, a regulamentação proíbe o uso de drones com mais de 25 quilos.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Rio inicia hoje a sua maior ação militar em grandes eventos


Marco Antônio Martins Do Rio

As Forças Armadas iniciam neste domingo (24) no Rio a maior operação militar já feita na cidade voltada para um grande evento. Serão cerca de 22 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica nas ruas para tentar garantir a segurança na Olimpíada.
Somados militares e policiais, o Rio terá 51,6 mil homens na segurança dos Jogos, o que configura o segundo maior efetivo das últimas Olimpíadas, atrás apenas de Pequim-2008, com cerca de 110 mil homens. Os últimos Jogos, de Londres-2012, foram disputados com 42 mil homens nas ruas entre militares e policiais (veja quadro).
O contingente que será mobilizado na Rio-2016 supera também o utilizado em outros grandes eventos na cidade, como a Copa do Mundo de 2014, a visita do papa Francisco em 2013 (durante a Jornada Mundial da Juventude) e encontros com grande número de chefes de Estado, como a Eco 92 e a Rio+20, ambas sobre temas ambientais.
Contando só as Forças Armadas, antes, só a Rio+20, realizada em 2012, havia reunido um número próximo de militares: cerca de 15 mil.
Não há comparação, no entanto, entre os dois acontecimentos. A Rio+20 foi concentrada em um local (o Riocentro), e o número de visitantes para o evento era baixo.
Dessa vez, o risco de terrorismo envolve a Olimpíada, que espera receber cerca de 500 mil visitantes, além de atletas de 42 modalidades.
Junte-se a isso o atentado de Nice, na França, no dia 14 de julho, que matou 84 pessoas, episódio que levou o governo brasileiro a aumentar a atuação das Forças Armadas no evento esportivo.
Uma das mudanças é que, inicialmente, haveria soldados apenas nos acessos ao aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Agora, haverá também militares no interior do aeroporto. Ao todo cerca de 600 integrantes das Forças Armadas estarão nas áreas de embarque e desembarque de passageiros.
PROTAGONISMO
ImagemOficialmente, se mantém o discurso de que as decisões serão partilhadas. Mas, no momento, as opiniões do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que comanda a Inteligência dos Jogos Olímpicos, ganharam protagonismo.
"Isso é inevitável diante do momento. Comparo a um pêndulo: em um extremo há os Jogos e, no outro, a defesa e a segurança. Neste momento, está deslocado para nosso lado", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista na sexta (22), à Folha, no Comando do Exército, no centro do Rio.
A participação militar aumentou nos últimos dez dias diante da situação envolvendo as outras forças que participam da segurança da Rio-2016. O protesto de policiais da Força Nacional de Segurança contra as condições dos alojamentos e a ameaça de manifestações de policiais federais durante a Olimpíada foram dois pontos que desagradaram ao governo federal.
Também tem sido discutida a situação da Polícia Militar do Rio. Apesar da ajuda federal, que colocou os salários em dia, se nota pouco ânimo dos PMs para atuar no evento. Por dia haverá 10 mil policiais militares nas ruas.
No planejamento para a Olimpíada haverá 3.000 militares nas forças de contingência, que só irão para as ruas em caso de emergência. Eles estarão em bases próximas a cada uma das quatro áreas olímpicas —Maracanã, Copacabana, Deodoro e Barra da Tijuca—, o que facilita o deslocamento da tropa.
Uma das preocupações do governo é reprimir possíveis abusos das tropas. Todas as ações dos militares serão filmadas durante os Jogos.
JOGOS ATRAEM MIL AGENTES DE 70 PAÍSES À CIDADE
Cerca de mil agentes de inteligência, entre brasileiros e estrangeiros, estarão no Rio em busca de informações para evitar ações terroristas na Olimpíada.
A preocupação é com os chamados "lobos solitários" (pessoas que agem sozinhas nos ataques).
O Rio tem características que facilitam o surgimento desse tipo de terrorista, como o grande número de jovens sem trabalho e a facilidade para se obter de pistolas a fuzis em áreas sob domínio do tráfico.
"Em 2015, uma tonelada de explosivos foi roubada no país. O acesso a armas é muito grande", diz o coronel Fernando Montenegro, ex-membro do Grupo Antiterror do Exército.
Do total de agentes da inteligência já no Rio, 400 são da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Agentes de 70 países virão à cidade. Em média, cada país traz quatro oficiais de inteligência, mas outros, como os EUA, formaram verdadeiros escritórios no Rio. Israelenses, franceses, russos e americanos estarão no Centro de Inteligência dos Jogos e terão informantes nas ruas.
Na PM, houve um curso dado pelos EUA para treinar os policiais sobre a necessidade de aumentar a percepção para casos que chamem a atenção na rua.
O FBI (polícia federal americana) teve importante participação para na prisão de 11 suspeitos pela Operação Hashtag ao enviar ao Brasil os nomes que os integrantes do grupo usavam na internet.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Foi dada a largada da 28ª Regata 24 horas Santos Dumont

Mais de 100 velejadores participam da competição no Lago Paranoá, considerada a prova mais longa do gênero no Brasil

Otávio Augusto

ImagemComeçou neste sábado (23/7), no Clube da Aeronáutica, a 28ª Regata 24 horas Santos Dumont, considerada a mais longa prova em águas de um lago do Brasil. Ao todo, 25 embarcações e mais de 100 velejadores participam da competição. O resultado será divulgado na próxima quinta-feira (28/7).
"Além de resistência, é preciso muita coesão entre a equipe. Afinal, são quatro pessoas convivendo em um espaço de 24 metros quadrados", explica o major aviador Gregore Denicolo, organizador da prova.
Durante a competição, não é permitido a troca da tripulação. "Eles enfrentam o frio, o sol, o cansaço. Por isso, é uma prova que exige treinamento, concentração e disposição", acrescenta Gregore.
O major aviador garante que a prova começa sem um favorito. "É um mistério até o final. Um cabo pode quebrar ou a equipe ser penalizada por uma infração, por isso, não há como saber quem vai ganhar", argumenta.
Plantão
Eliane Caetano, 59, participou de todas as edições da competição. Há 28 anos ela é juíza oficial da prova. Com a ajuda de um binóculo, ela monitora os velejadores. A cada volta ela anota a hora, o minuto e o segundo da sequência.
"Viro a madrugada aqui. Hoje, está bom. Temos mais estrutura. Sou da época que sentávamos no tijolo da obra do clube", brinca a veterana.
Ela é testemunha de vitórias, derrotas e de muitas histórias curiosas. "O que mais acontece é ter gente com insolação e desidratada. O que mais chama a atenção são os olhares de quem tem esperança de vencer ou o sentimento de tristeza daqueles que abandonam a prova", conta.
No início da prova, em 1988, apenas oito embarcações competiram. "É curioso ver como o esporte cresceu. Tenho saudade de muita gente boa que já passou por aqui", completa Eliane.

Percurso
O evento é único no Brasil. Competições similares ocorrem no Canadá e na Europa. Entretanto, lá é permitida a troca da tripulação do veleiro.
Este ano, os competidores vão percorrer as margens do Palácio da Alvorada, da Ponte do Bragueto, do Iate Clube, do Pontão do Lago Sul e dos clubes da raia sul do Lago Paranoá, em especial o Cota Mil.
Pela primeira vez, cada barco vai utilizar um aplicativo de celular, que identificará as posições em tempo real.

AGÊNCIA BRASIL


Jogos olímpicos serão de segurança e tranquilidade, diz Serra no Rio

Para José Serra, o palácio é um lugar adequado e muito bonito para as recepções. Ele considerou o palácio preparado para receber, em cada uma das quatro ocasiões, cerca de 1,5 mil pessoas

Paulo Virgílio

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, fez hoje (23) à tarde uma vistoria no antigo Palácio do Itamaraty, no centro do Rio de Janeiro. O prédio será palco de quatro recepções a chefes de Estado e de governo de todo o mundo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, recebendo um total estimado em 6 mil pessoas.
O ministro avaliou que a perspectiva com relação aos Jogos Rio 2016 é de segurança e tranquilidade. “Pelo menos eu sinto isso”, acrescentou Serra, lembrando os grandes eventos que o Rio de Janeiro e o país sediaram nos últimos anos, como a Copa do Mundo de 2014, e que transcorreram de forma tranquila.
O antigo Itamaraty dispõe de uma ala oitocentista e outras duas construiídas no século passado. Serão duas recepções nos Jogos Olímpicos, uma na abertura, dia 5 de agosto, e outra no encerramento, no dia 21. Mais duas estão previstas para a abertura (7 de setembro) e encerramento 18 de setembro) da Paralimpíada.
A responsabilidade pelas quatro recepções cabe ao Ministério das Relações Exteriores, que tem sua representação no Rio funcionando no histórico palácio, que já foi a sede da diplomacia brasileira, antes da mudança da capital para Brasília.
Casas reais
“É um lugar adequado e muito bonito para as recepções”, disse Serra, que considerou o palácio preparado para receber, em cada uma das quatro ocasiões, cerca de 1,5 mil pessoas. Além de 45 chefes de estado e de governo já confirmados, virão representantes de casas reais e de organismos internacionais, cada um deles trazendo acompanhantes, assessores e integrantes de suas respectivas seguranças pessoais.
Segundo Serra, entre as presenças confirmadas estão as dos presidentes da França, François Hollande, da Argentina, Mauricio Macri, e do primeiro-ministro da Itália, Matto Renzi. Dos Estados Unidos, o ministro confirmou apenas a vinda do secretário de Estado, John Kerry, com quem já tem um encontro agendado.
Além de obras emergenciais para as recepções olímpicas, o antigo palácio está passando por uma restauração, obra que, conforme José Serra, está muito lenta e ele pretende agilizar. “Foi feito um convênio com uma ONG, o BNDES disponibilizou recursos e não aconteceu nada. Essa é uma das coisas que eu pretendo ativar. Não é o dinheiro que falta. É agilidade, determinação”.
Mobilização
Após cada uma das recepções no Itamaraty, os mandatários e suas comitivas seguirão em ônibus especiais para as cerimônias no Maracanã. No fim, retornarão ao palácio para pegar seus veículos. Serra informou não estar autorizado a divulgar o número de agentes que estarão atuando no Itamaraty e no entorno do palácio.
O ministro elogiou o grau de mobilização das forças de segurança para a Olimpíada, envolvendo as polícias do Rio, a Força Nacional de Segurança, a Polícia Federal e as Forças Armadas. “É uma mobilização que considero impressionante, a maior de nossa história”, disse o ministro.
Ele também lembrou a manifestação do governo americano, que considerou boa a situação da segurança no Brasil para o megaevento. “Eles podiam não ter dito nada, mas o fato é que disseram que acham boa”, comentou.
Atentados
A rapidez com que as forças de segurança agiram na Operação Hashtag para prender o grupo suspeito de premeditar um ataque terrorista durante os jogos também mereceu elogios de Serra. “São amadores? É provável que sejam, mas têm de ser presos, porque boa parte desse pessoal é amador mesmo. A violência não exige profissionalismo. Exige nesse caso fanatismo, doença mental”, afirmou o ministro a respeito do grupo.
Para o chanceler, os últimos atentados no mundo reforçam mais a preocupação com a segurança. “A insegurança com relação ao terrorismo é mundial. Estão sendo atingidos países da Europa que não estão organizando nada, nenhum evento. O fenômeno da violência é uma espécie de doença que está acometendo o mundo de forma surpreendente e que precisa ser enfrentada.”

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Na mala dos brasileiros, de peso de academia a pau de macarrão


SÃO PAULO - Não se sabe ao certo com qual objetivo, mas neste mês um passageiro tentou embarcar em um avião no aeroporto internacional de Guarulhos portando um peso de academia. Outro foi flagrado com uma raquete elétrica de matar mosquito, dessas que se compram em camelôs, e, um terceiro, com um rolo de macarrão feito de madeira.
Na semana em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) implementou normas mais rígidas de inspeção de bagagens e de passageiros nos aeroportos brasileiros, a reportagem teve acesso a uma lista de itens inusitados que já foram retidos em alguns aeroportos brasileiros, por apresentarem uma ameaça.
O pente fino ocorre logo antes da sala de embarque, onde o passageiro é obrigado a passar por um detector de metal e sua bagagem de mão, por um aparelho de raio-X.
Segundo as novas regras para voos domésticos, um agente de segurança pode inspecionar a mala de mão e solicitar a retirada de eletrônicos que prejudiquem a visualização da bagagem no raio-X. Nessa hora, qualquer item que possa ser uma ameaça deve ser retido. Entre eles estão explosivos, líquidos inflamáveis e armas brancas. Também são proibidos materiais pontiagudos ou cortantes com lâmina maior de 6 cm.
Foi por uma falha nessa inspeção que, na última semana, a reportagem entrou num avião que saiu de Congonhas com destino ao Santos Dumont, no Rio, com um estilete de 9 centímetros. Os dois aeroportos são geridos pela estatal Infraero, que disse que investigará o caso e reforçará a inspeção.
Estiletes estão justamente entre os itens mais apreendidos nos aeroportos brasileiros, ao lado de tesouras.
Mas, certa vez, um passageiro teve que se desfazer de seu cinto, pois a sua fivela era um soco inglês e foi considerada uma arma branca.
Em outro grande aeroporto do país, Mauro (nome fictício), um agente de segurança, relatou ser comum a retenção de sprays de pimenta, usado por algumas mulheres contra ameaças de assédio. Segundo a Anac, o item é visto como material neutralizante, semelhante a dispositivos de choque elétrico.
Outra preocupação de agentes de segurança de diferentes aeroportos brasileiros é um vidro do perfume Arsenal, da marca Gilles Cantuel. Com 100 ml, notas cítricas e com menta picante em sua composição, o perfume tem uma embalagem que é réplica perfeita de uma granada.
Segundo agentes de segurança, o item pode ser visto em voo como ameaça. Por isso, armas de brinquedo também não entram em aviões.
Muitos alegam ignorar as normas de segurança ou terem se esquecido que portavam os itens em suas bagagens. O mais preocupante é quando há má fé do passageiro, o que pode indicar uma intenção ilícita. Na última semana, Mauro encontrou uma estrela ninja escondida sob o forro da bagagem de uma pessoa.
"Tesouras, facas, canivetes, munições e armamentos, a gente pega constantemente nos canais de inspeção. É só passar em frente ao raio-X e observar os cestos onde são descartados esses itens proibidos", diz Mauro.
Quando há indícios de crimes, os casos são encaminhados e investigados pela Polícia Federal. Já os itens apreendidos, que não são ilícitos, costumam ser armazenados pelos aeroportos e incinerados após alguns meses.



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