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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 18/07/2016 / Inspeção de passageiros em aeroportos será intensificada a partir de hoje


Inspeção de passageiros em aeroportos será intensificada a partir de hoje


Companhias aéreas recomendam que check-in seja feito 1h30 antes do voo. Medida anunciada pela Anac antes da Olimpíada não tem prazo para acabar ...

Laís Alegretti ...

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que os procedimentos de inspeção dos passageiros e de bagagens em aeroportos serão intensificados a partir desta segunda-feira (18). As medidas, que já existiam, serão aplicadas de forma mais rigorosa.

Considerando que a inspeção mais intensa vai aumentar o tempo para chegar às salas de embarque, as companhias aéreas orientam que os passageiros passem a se apresentar para o check in com uma antecedência de pelo menos 1h30 antes do horário de partida do voo.

Segundo a Anac, essa medida, que começará dias antes da Olimpíada, não tem ligação com os jogos ou com outro fator externo. A agência reguladora informou, ainda, que no exterior são adotadas medidas semelhantes de segurança.

A mudança, que vale para voos nacionais e internacionais em todos os aeroportos brasileiros, não tem prazo para acabar.

Confira os procedimentos que devem ser intensificados, segundo a Anac:

- Revista física
Todos os passegeiros estão sujeitos a passar por uma revista física, feita por um agente do mesmo sexo. Isso pode ser feito de forma aleatória, ou seja, mesmo que não tenha sido disparado o alarme do equipamento de raios X. De acordo com a Anac, a revista poderá ocorrer em local público ou reservado, a critério do passageiro e do agentes, e com presença de testemunha.
Crianças também podem ser submetidas à revista física, segundo a Anac. A idade mínima, no entanto, não foi informada por "questões de segurança", segundo o órgão.
Se o passageiro se negar a passar por revista física, caso seja solicitado, ele não poderá acessar a área de embarque do aeroporto.

- Notebook
Os passageiros terão que tirar computadores portáteis e outros dispositivos eletrônicos de dentro das malas e mochilas. Antes, segundo a Anac, a medida só era obrigatória para os voos internacionais.
De acordo com a agência reguladora, a presença do notebook dificulta a visualização dos demais itens no interior da bagagem durante a inspeção pelo equipamento de raios X.

- Abertura de bagagem
Os passageiros também podem ter de abrir as bagagens de mão para que os agentes façam a inspeção dos objetos. Isso pode ser solicitado no momento da passagem pelo equipamento de raios X.
Se o passageiro se recusar a abrir a bagagem de mão, ele ficará proibido de entrar na área de embarque do aeroporto.

Filas

Depois de a Anac anunciar as mudanças, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa Avianca, Azul, Gol e Latam, informou que as empresas orientam os passageiros dos voos nacionais a se apresentarem para o check-in com antecedência de pelo menos 1h30 antes do horário de saída do voo.

"Os operadores aeroportuários preveem que a mudança aumentará o tempo para se chegar às salas de embarque", informou a associação.

A Anac informou que serão tomadas medidas para evitar possíveis filas, mas não detalhou os procedimentos previstos. "Os operadores aeroportuários estão cientes dos novos procedimentos de segurança e adotarão as medidas necessárias para agilizar o processamento dos passageiros."




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




TV GLOBO - FANTÁSTICO


Quatro pessoas ligadas ao terrorismo tentaram se credenciar para Rio 2016

Monitoramento descobriu ainda que 61 brasileiros que estão com mandados de prisão expedidos por crimes diversos entraram com pedido de credencial.

Com milhares de pessoas a caminho do Rio de Janeiro, como impedir que terroristas entrem no nosso país? O Fantástico mostra uma informação exclusiva: quatro pessoas envolvidas com o terrorismo internacional pretendiam vir ao Brasil durante a Olimpíada.
O repórter Eduardo Faustini acompanhou o trabalho das equipes de inteligência e segurança que têm a missão de garantir a tranquilidade dos Jogos.

JORNAL A CRÍTICA (MS)


Aeroporto Internacional do Rio vai receber aviões de até três chefes de Estado a cada 20 minutos

Segurança da área que irá receber esses grupos será feita por militares e inclui viaturas, cães farejadores e atiradores de elite posicionados em locais estratégicos

A Aeronáutica se preparou para receber até três chefes de Estado ou membros da "família olímpica" no Aeroporto Internacional do Galeão em um intervalo de 20 minutos, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. O planejamento prevê que até 100 chefes de outros países possam vir em 120 aeronaves para o Brasil.
O comandante do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), coronel Medeiros, disse que 30 chefes de Estado já confirmaram presença no Rio de Janeiro. Por motivos de segurança, no entanto, a maior parte dos demais só vai garantir a participação em cima da hora.
Para a recepção dos VIPs, que também incluem dirigentes esportivos das diversas federações e comitês olímpicos, 10% da capacidade do aeroporto internacional foram reservadas para a "área esterelizada", em que apenas pessoal autorizado poderá circular.
A segurança dessa área será feita por militares e inclui viaturas, cães farejadores e até atiradores de elite posicionados em locais estratégicos. Militares da Aeronáutica vão atuar na recepção dos chefes de Estado e também como batedores na locomoção deles pela cidade.
Os aviões próprios ou fretados que serão usados pelas autoridades poderão ser remanejados para estacionamento em outros aeroportos, o que inclui terminais de outros estados. Segundo o CGNA, 117 autoridades estrangeiras foram recebidas na Copa do Mundo de 2014 e 100, durante a Jornada Mundial da Juventude.

PORTAL G-1


Tropas das Forças Armadas vão monitorar Rio nos próximos 2 meses

Militares reforçam segurança nos Jogos Olimpícos até 17 de setembro. Ação começa no dia 24; antes, grupo faz simulações de pânico e terrorismo.

Mateus Rodrigues

Os militares das Forças Armadas que desembarcaram no Rio de Janeiro na última semana para atuar na Olimpíada e na Paralimpíada devem permanecer na capital fluminense pelos próximos dois meses. A missão de garantir a paz e a ordem e fiscalizar portos, aeroportos e espaços urbanos só termina no último dia das competições, em 18 de setembro.
Além da exaustiva preparação física, militares que embarcaram para a missão na última sexta-feira (16) falaram ao G1 sobre o preparo psicológico para lidar com a ameaça de terrorismo, a importância do evento e a distância da família. Com 13 anos de carreira militar e experiência na missão de paz do Brasil no Haiti, em 2012, o capitão da Aeronáutica Bruno Heloy Herculano diz ter uma "preocupação a mais", desta vez.
"Tenho uma filha de 15 dias, Heloísa, que ficou em Porto Velho com a mãe. Minha esposa é militar, então entende a situação. A gente deixa [a família] com o coração bem abertado, mas sabemos que a missão tem que ser cumprida", diz. No celular, ele exibe as fotos da filha que vão acompanhá-lo no alojamento.
Para atuar nos Jogos, os 22.850 integrantes das Forças Armadas convocados receberam treinamento especial por dois meses, de domingo a domingo. Os militares tiveram aulas de direito penal e militar, uso progressivo da força e raio de engajamento (como agir à distância com segurança, sem ferir inocentes), além de preparação psicológica para lidar com grandes ameaças.
"Em relação ao terrorismo, por exemplo, a tropa teve preparo especial para estar atenta em relação a malas, qualquer objeto com risco. O preparo psicológico do militar tem que ser constante por causa dos horários, do cumprimento de missões, é muita cobrança", diz Heloy.
Também recém-chegado ao Rio, o sargento Josué Vitor Filho afirma que, para os militares, o terrorismo não é a maior preocupação em campo. "A gente tem um setor direcionado para a inteligência, para identificar a ameaça terrorista. Nossa parte, estando na rua, é mais voltada para a segurança. Roubo, assalto, quebra da ordem", diz.
Questionado pelo G1 sobre a distância da família e a preocupação de quem permaneceu em Porto Velho, Filho desconversa. "Agora, é só a tensão da Olimpíada. Daqui a 45, 60 dias, a gente volta a pensar em tudo isso". Segundos depois, completa: "Mas a saudade é grande, a gente sabe que eles se preocupam."
A partir do próximo domingo (24), as equipes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica assumem a segurança de espaços de grande movimentação da capital fluminense como as estações ferroviárias, o aeroporto do Galeão, a Avenida Brasil, a orla de Copacabana, a via Transolímpica e trechos das linhas Amarela e Vermelha.
Na última sexta, o G1 acompanhou uma simulação de interceptação da Aeronáutica contra uma aeronave suspeita no espaço aéreo do Rio. Neste domingo (17), as tropas simulam o esquema de segurança para a abertura dos Jogos. O treinamento deve se estender por toda a próxima semana.
"Treinamos taxistas, condutores e funcionários do Metrô, pessoal do setor hoteleiro para que eles reconhecessem e nos informassem qualquer atitude estranha. Pode ser só uma atitude estranha, mas queremos saber. Por mais que venhamos a fazer, a sociedade precisa estar ao nosso lado", disse o ministro da defesa, Raul Jungmann.
Terrorismo
O ministro acompanhou um dos voos da FAB que fazia o transporte de militares entre Brasília e Rio nesta sexta. Apesar das declarações públicas de que o Brasil tem baixo risco de terrorismo e está preparado para conter ameaças externas, Jungmann usou o discurso de recepção dos combatentes para reforçar o compromisso com o evento.
"Vocês foram selecionados dentre os melhores dos melhores, para assegurar que os Jogos transcorram na mais absoluta segurança. É reconfortante ver que, em um momento em que o mundo padece de tantas preocupações, nos tenhamos em vocês compromisso e coragem para garantir que nada disso se repetirá. O Brasil espera que os senhores cumpram com o vosso dever", declarou.
Em entrevista na Base Aérea do Galeão, no Rio, o ministro informou que o governo federal reuniu dados de 500 mil pessoas de todas as partes do mundo suspeitas de associação com terrorismo em um cadastro unificado para a Olimpíada do Rio.
"Quem quiser assistir aos Jogos terá de passar por duas barreiras. Na primeira, os dados serão batidos com esse banco. Na segunda, malas, garrafas e recipientes serão passados por um escâner", afirmou.
Uma "terceira barreira", segundo o ministro, será o "código de conduta" dentro das arenas. "A pessoa terá de se comportar nos locais de jogos de modo a não chamar a atenção", declarou ao fim da viagem ao Rio.

Quatro pessoas ligadas ao terrorismo tentaram se credenciar para Olimpíada

Ao todo, 61 brasileiros com mandados de prisão também tentaram credencial. Comitê Rio 2016 foi recomendado a negar credenciais para 11 mil pessoas.

O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que tem sede em Brasília, fez um monitoramento nos pedidos de credenciamento para Olimpíada. Eles descobriram que 40 pessoas estão com alertas a respeito de cooperação internacional. O Fantástico mostrou, neste domingo (17), que quatro delas têm comprovadamente ligação com o terrorismo.
Elas tiveram as credenciais negadas e estão sendo monitoradas pelos serviços internacionais de inteligência. Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O Ciant, que monitora todos os tipos de credenciamento, descobriu ainda que 61 brasileiros com mandado de prisão por crimes diversos entraram com pedido de credencial.
A Copa do Mundo no Brasil teve 350 mil pedidos de credenciais. A Olimpíada de Londres, 450 mil. Já para Olimpíada do Rio: “Aproximadamente 460 mil inspeções já foram feitas e destes 460 mil, aproximadamente 11 mil foram indicados para não-credenciamento”, contou Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador nacional de segurança dos Jogo do Rio.
Isso quer dizer que, por segurança, o Ciant recomendou ao Comitê Rio 2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pessoas.
Um mapa do Rio é uma das ferramentas do Ciant. O Fantástico entrou nesse setor, mas não pôde fazer imagens nem dos equipamentos, nem dos agentes. “Todos os pontos que entendemos pertinentes para a segurança foram identificados”, afirmou Andrei.
Pontos vermelhos são hotéis que irão receber os estrangeiros que irão compor a família olímpica; o ponto verde são os consulados; os pontos azuis são os locais de competição; e os pontos amarelos, os locais de treinamento das delegações.
“Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional, um rastreamento das informações nesses parceiros globais. Os países que fazem parte do Ciant são os Estados Unidos, a Espanha, a França, o Reino Unido, a Argentina, a Bélgica e o Paraguai”, contou o coordenador.
A Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos e a Polícia Federal desenvolveram um aplicativo para denúncias e compartilhamento de informações durante os Jogos.
“São mais de 2 mil pessoas que nós vamos fazer a capacitação direta, além dos 20 mil voluntários, e que trabalham na rede hoteleira, no sistema de transporte público, em concessionárias de serviços públicos, e que estarão diretamente envolvidas durante a realização dos jogos”, disse Andrei.
Treinamento
Na sede do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT), em Brasília, os agentes treinam para segurança da Olimpíada do Rio. Cada movimento é pensado, ensaiado, repetido, preciso.
Eles usam técnicas de escalada e contam com uma nova frota de blindados. Ele tem uma plataforma de ataque e dá acesso rápido a casas, prédios, muros e telhados. E o uniforme, de última geração, protege os policiais.
São filtros, máscaras, luvas, botas e tecidos que impedem o contágio químico, biológico, radiológico --- e nuclear.

Inspeção de passageiro em aeroporto será intensificada a partir de segunda

Companhias aéreas recomendam que check-in seja feito 1h30 antes do voo. Medida anunciada pela Anac antes da Olimpíada não tem prazo para acabar.

Laís Alegretti

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que os procedimentos de inspeção dos passageiros e de bagagens em aeroportos serão intensificados a partir desta segunda-feira (18). As medidas, que já existiam, serão aplicadas de forma mais rigorosa.
Considerando que a inspeção mais intensa vai aumentar o tempo para chegar às salas de embarque, as companhias aéreas orientam que os passageiros passem a se apresentar para o check in com uma antecedência de pelo menos 1h30 antes do horário de partida do voo.
Segundo a Anac, essa medida, que começará dias antes da Olimpíada, não tem ligação com os jogos ou com outro fator externo. A agência reguladora informou, ainda, que no exterior são adotadas medidas semelhantes de segurança.
A mudança, que vale para voos nacionais e internacionais em todos os aeroportos brasileiros, não tem prazo para acabar.
Confira os procedimentos que devem ser intensificados, segundo a Anac:
- Revista física
Todos os passegeiros estão sujeitos a passar por uma revista física, feita por um agente do mesmo sexo. Isso pode ser feito de forma aleatória, ou seja, mesmo que não tenha sido disparado o alarme do equipamento de raios X. De acordo com a Anac, a revista poderá ocorrer em local público ou reservado, a critério do passageiro e do agentes, e com presença de testemunha.
Crianças também podem ser submetidas à revista física, segundo a Anac. A idade mínima, no entanto, não foi informada por "questões de segurança", segundo o órgão.
Se o passageiro se negar a passar por revista física, caso seja solicitado, ele não poderá acessar a área de embarque do aeroporto.
- Notebook

Os passageiros terão que tirar computadores portáteis e outros dispositivos eletrônicos de dentro das malas e mochilas. Antes, segundo a Anac, a medida só era obrigatória para os voos internacionais.
De acordo com a agência reguladora, a presença do notebook dificulta a visualização dos demais itens no interior da bagagem durante a inspeção pelo equipamento de raios X.
- Abertura de bagagem

Os passageiros também podem ter de abrir as bagagens de mão para que os agentes façam a inspeção dos objetos. Isso pode ser solicitado no momento da passagem pelo equipamento de raios X.
Se o passageiro se recusar a abrir a bagagem de mão, ele ficará proibido de entrar na área de embarque do aeroporto.

Filas

Depois de a Anac anunciar as mudanças, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa Avianca, Azul, Gol e Latam, informou que as empresas orientam os passageiros dos voos nacionais a se apresentarem para o check-in com antecedência de pelo menos 1h30 antes do horário de saída do voo.
"Os operadores aeroportuários preveem que a mudança aumentará o tempo para se chegar às salas de embarque", informou a associação.
A Anac informou que serão tomadas medidas para evitar possíveis filas, mas não detalhou os procedimentos previstos. "Os operadores aeroportuários estão cientes dos novos procedimentos de segurança e adotarão as medidas necessárias para agilizar o processamento dos passageiros."

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Autoridades fecham ruas para simular ações para a abertura da Olimpíada


Desde o início da manhã deste domingo (17), autoridades da área de segurança e de trânsito simulam o transporte e a chegada de atletas e autoridades que acontecerá em 5 de agosto ao estádio do Maracanã, zona norte do Rio. O local será palco das cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada, além de jogos do futebol masculino e feminino.
Participam do exercício cerca de 2.000 pessoas que ajustam o planejamento de segurança e logística para o dia deste evento.
Os bloqueios de ruas começaram por volta das 5h e vão até meio-dia. Próximo do Maracanã há dez ruas fechadas. A orientação da Prefeitura do Rio aos moradores era de que evitassem deixar as suas casas de carro.
Policiais civis, militares, federais e rodoviários federais participam da ação junto com militares das Forças Armadas e agentes da Força Nacional. A Prefeitura do Rio destacou 230 controladores de trânsito, com 18 carros e 30 motos para auxiliar nas barreiras e orientar as pessoas que forem assistir o evento.
As autoridades acompanham toda a simulação através de câmeras nos centros de comando e controle da Segurança e da Prefeitura do Rio. A maior preocupação é com a rota de chegada de atletas à cerimônia.
Mesmo em um domingo pela manhã, a simulação criou um congestionamento na avenida Francisco Bicalho, região central do Rio, próximo à rodoviária Novo Rio. A cerimônia da abertura da Olimpíada acontece na sexta-feira, dia 5.

TV parceira dos Jogos, NBC vai abordar problemas só até disputa começar


Nelson De Sá

Para o dia 4 de agosto, a rede americana NBC, que comprou os direitos de transmissão, programou um especial sobre os Jogos do Rio.
Vai abordar os problemas todos, zika, criminalidade, atrasos nos espaços e na mobilidade, as crises econômica e política.
Correspondentes de outros meios de comunicação admitem que o terrorismo pode impactar a cobertura que planejaram para os Jogos.
A partir do dia seguinte, com a cerimônia de abertura, as câmeras se voltam para os atletas. "Nós vamos cobrir essas questões de saída", afirmou à Folha Jim Bell, o produtor executivo da NBC Olympics. "Mas, uma vez que comecem os Jogos, só [vamos cobrir] se afetarem os atletas ou as competições."
Com previsão de enviar 4.000 profissionais ao Rio, a rede afirma que não terá problemas para noticiar o que aparecer de diferente.
"Os Jogos Olímpicos acontecem num mundo imperfeito, mas eles representam esperança e união, coisas de que o mundo precisa exatamente agora", defendeu Bell. "É compreensível que a imprensa vá focar os enredos negativos, mas vamos pensar também nos maravilhosos cariocas, que vêm trabalhando tanto, por anos."
Questionado se a NBC teme um fiasco, reagiu: "A nossa expectativa é de que a Olimpíada no Rio será espetacular, a beleza natural e a paixão do Rio vão brilhar apesar dos desafios."
A rede americana é a principal parceira do Comitê Olímpico Internacional, desde os Jogos de Tóquio, em 1964. Pelos direitos de transmissão de 2014 a 2020, inclusive o Rio, pagou US$ 4,38 bilhões, então recorde para os Jogos. Depois, por 2021-32, desembolsou US$ 7,65 bilhões, novo recorde.
Os números da cobertura no Brasil são grandiosos. Será "mais abrangente que qualquer outro evento na história", segundo Bell, que está em sua terceira Olimpíada como produtor executivo, responsável por programar as 6.755 horas de cobertura –em duas semanas– pelos 11 canais e plataformas digitais do grupo NBCUniversal.
"Sempre dedicamos quantidades maciças de tempo para os Jogos, independente do fuso horário", acrescentou o executivo, mas, "como agora eles são no Rio, muito da ação será ao vivo" para os EUA.
A transmissão ao vivo será positiva, disse ele, "tanto para a nossa audiência como para os nossos anunciantes". Deu como prova o fato de ter ultrapassado a barreira de US$ 1 bilhão em publicidade já em março. Na Olimpíada anterior, em Londres, isso só foi acontecer em julho, às vésperas da abertura.
Baixas
Questionado sobre as seguidas baixas no elenco de atletas americanos que vêm para os Jogos, como Stephen Curry e LeBron James, hoje os maiores nomes da NBA, Bell respondeu listando aqueles que confirmaram presença.
"Não haverá falta de estrelas no Rio. O "Team USA" vai exibir muitos medalhistas, Michael Phelps [natação], Allyson Felix [velocista], Kerri Walsh [vôlei de praia]". Entre os não americanos, lembrou o tenista suíço Roger Federer e o velocista jamaicano Usain Bolt, além de Neymar.
Mas as baixas não se restringem aos atletas. A NBC perdeu há um mês a principal âncora de sua cobertura, Savannah Guthrie, apresentadora do "Today Show", que descobriu estar grávida e desistiu do Rio, por temor de contrair zika.
Sobre saúde e segurança de jornalistas e outros que vai trazer ao Brasil, Bell respondeu ser sua prioridade número 1. "Nós temos vastos planos de segurança", disse. "Os detalhes são confidenciais."
Grandes redes
A comunicação dos Jogos Olímpicos do Rio elegeu como foco cinco grandes redes abertas com direitos de transmissão, mas o primeiro desafio significativo de imagem veio de uma agência de notícias, a americana Associated Press, com questionamentos à qualidade da água.
"A gente fez um mapeamento e se concentra em NBC, BBC, CCTV, NHK e Globo, que são grandes TVs, são multiplicadores bem poderosos", diz Mario Andrada, diretor-executivo de comunicação do comitê Rio-2016.
Mas aí "a gente teve uma temporada de água", afirma Andrada. "A Associated Press contratou uma universidade no Rio Grande do Sul e realizou testes de vírus na baía da Guanabara. Nunca tinham sido feitos. Deram supernegativo e, durante um mês, eles bateram nessa tecla, de que tinham uma verdadeira apuração", lembra.
"A gente ficou dialogando com eles", descreve Andrada, mas o tema só foi refluir quando "a Organização Mundial de Saúde declarou que testes de vírus não seriam usados, e sim testes bacteriológicos. Aí a AP deixou de ser uma agência de saneamento e voltou a ser de notícias".
De acordo com Andrada, "na parte negativa" da cobertura da Olimpíada do Rio, a reportagem da AP sobre a água da baía foi até agora o maior movimento no esforço internacional de relações públicas do comitê Rio-2016.

JORNAL O POVO (CE)


Desperdício de chuvas


James Kelso Clark Nunes

Grandes invenções têm surgido em épocas de calamidade. Conforme noticiou em 9/3/1981 a revista “Visão”, 670 chuvas caíram de 737 nuvens nucleadas por aviões (pilotados por oficiais da FAB) em experiências do Projeto Modart realizadas no Nordeste pelo Instituto de Atividades Espaciais, de São José dos Campos (SP).
A importância daquele fato pode ser medida pelo pronunciamento do senador Alberto Silva no Senado Federal em 23/8/1983: “É de estarrecer que o Governo já tenha gastado mais de 500 bilhões de cruzeiros só para manter vivos os flagelados da seca e se negue a reservar 35 bilhões para que o CTA monte no Nordeste as 11 bases de seu programa Modart e equipe 24 aviões para fazê-lo funcionar.”
Atualmente mais de 50 países realizam pesquisas de modificação artificial do tempo e operações de semeadura de nuvens; e nos Estados Unidos (em 10 Estados), 39 programas são realizados, conforme informações de um professor de Física (pós-doutorado em Física de Nuvens).
Missões de nucleação podem ser generalizadas ou específicas, como voos para provocar chuvas em plantações de cajueiros, canaviais e outras áreas. A aviação é uma valiosa arma no combate às secas. Ignorá-la pode ser muito prejudicial.
Graças a Deus, chuvas se precipitam naturalmente das nuvens, mas nossa região tem sido periodicamente atingida por secas causadas pela falta ou pela má distribuição de chuvas. Aqui nem sempre nuvens trazem chuvas, mas felizmente aparecem algumas que podem ser precipitadas em chuvas se, interceptadas no momento e na posição certos, forem adequadamente nucleadas.
Para se obter leite, todas as vacas têm de ser ordenhadas; para se obter peixes, todos eles têm de ser pescados. Nem todas as nuvens têm de ser nucleadas, mas, quando falta água, algumas têm de ser semeadas. Não sendo aproveitadas, podem causar um injustificável desperdício: preciosas chuvas que o vento levou!

JORNAL ZERO HORA


Nove anos da tragédia

"Brasil não pode esquecer o acidente da TAM", diz advogado Acidente provocou impacto também em Eduardo Barbosa, um dos advogados contratados por familiares para representá-los no caso

Marcelo Gonzatto

Há nove anos, no dia 17 de julho de 2007, um acidente com o avião da TAM que fazia a rota Porto Alegre-São Paulo deixou 199 mortos e alterou para sempre a vida das famílias das vítimas. A tragédia provocou impacto também em um dos advogados contratados por familiares para representá-los no caso, Eduardo Barbosa, 53 anos, que decidiu escrever um livro para contar bastidores da luta dos parentes por justiça e histórias de sofrimento e superação que testemunhou nos três anos em que conviveu com pais, mães, avós, filhos, irmãos e cônjuges de quem perdeu a vida no voo. Como uma das vítimas vivia nos EUA, um processo envolvendo 77 famílias que optaram por recorrer à Justiça americana foi aberto em Miami. No livro, ainda em elaboração, o autor pretende abordar as lições deixadas pela ágil tramitação do caso em solo americano. A expectativa é de que a obra seja lançada no ano que vem. Casado, pai de dois filhos, o advogado conta que a proximidade com as famílias afetadas pela queda do Airbus no aeroporto de Congonhas lhe deixou marcas pessoais.
Quando e por que o senhor tomou a decisão de escrever o livro?

Quando me pareceu que as pessoas não estavam mais falando sobre o acidente. E a associação dos familiares das vítimas é algo único. Aquelas pessoas, em meio a um drama daqueles, conseguiram se unir e ter tranquilidade para se ajudar umas às outras. O Brasil se esquece muito das coisas, mas não pode esquecer o acidente da TAM. Vivi experiências muito intensas, e quem viveu aquilo não esquece. Mudou a minha vida também. Me senti pequeno diante daquelas pessoas.
O foco é mais humano ou jurídico?

As duas coisas. Sem ser muito técnico, vou abordar como funciona o sistema de acordos nos Estados Unidos (onde parte das famílias de vítimas ingressou na Justiça) e a experiência humana na qual 200, 300 pessoas se uniram em uma associação e, de certa maneira, conseguiram dar a volta por cima. Embora, até hoje, existam situações como a de um cidadão que perdeu a única filha, uma aeromoça, mudou-se para São Paulo e todas as terças-feiras visita o memorial construído em homenagem às vítimas.
Que histórias lhe marcaram mais na relação com as famílias?

Teve uma família que morava em Campinas e se mudou para São Leopoldo para o pai lecionar na universidade. Nas férias, a filha pediu para visitar os amigos em São Paulo. Pegou o voo, sozinha. Tinha 15 anos. Vi o quanto esse pai e essa mãe se culparam: "Se não tivéssemos saído da nossa terra, ela estaria com a gente até hoje". A mãe sofreu um derrame. Testemunhei um episódio em que um familiar de outra vítima, durante o almoço em um restaurante, reclamava de alguma coisa com o garçom. Uma pessoa disse que ele estava muito nervoso. Ele respondeu: "Você diz isso porque não perdeu a filha, a neta e o genro" e puxou uma foto em que apareciam os três, já mortos, de mãos dadas. Até hoje, fico arrepiado com isso.
Conviver com essas situações, mesmo profissionalmente, também afeta?

Várias vezes, chorei muito. Vi cenas fortes, que me marcaram demais. Tu não sais ileso de um encontro com familiares de vítimas. Conheci o pai de uma advogada de 34 anos que morreu na tragédia. Quando se assina contrato para representar alguém em uma situação dessas, tu mergulhas na vida dessa pessoa. A gente pega fotos da vítima, vai no quarto dela, procura saber quem ela era. Depois de uns dois meses, vi uma pessoa que me pareceu conhecida. Era um senhor muito velho, com o cabelo todo branco e magro como uma folha de papel. Dava para perceber as costelas por baixo da camiseta. Era o pai da advogada que eu havia encontrado pouco antes. Em dois meses, ele envelheceu a ponto de eu não conseguir reconhecê-lo. Jamais voltará a ser a mesma pessoa. Não tem como esquecer esse tipo de coisa.
Qual a vantagem das ações nos EUA?

O valor das indenizações é maior, e tudo é mais rápido. O sistema é baseado em jurisprudência, em casos semelhantes. Aqui, essa é apenas uma das fontes. Temos um sistema muito rico em provas, é mais vasto. Não quer dizer que seja pior por isso, mas lá as condenações são mais altas e rápidas. Trabalhei com o escritório retratado no filme Erin Brockovich, que me convidou para trabalhar com eles nesse caso. Das 199 vítimas, o escritório representou 77 famílias. Para quem não recorreu à Justiça americana, o Ministério Público montou câmaras de negociação. A pior hipótese era ir à Justiça brasileira. Ninguém queria porque o problema não é entrar, é sair da Justiça. Nos Estados unidos, há a cultura do acordo. Aprendi que não existe o acordo ideal, também tenho de ceder. Aqui, há muita litigação. Além disso, lá também se pode colher depoimentos em audiências em escritórios, não precisa muita formalidade. Isso acelera muito. No Brasil, às vezes leva cinco, seis meses só para marcar uma audiência. Pode economizar um ano só na tomada de depoimentos lá.
Pelo que testemunhou, a indenização traz algum efeito benéfico além da questão financeira?

A indenização, claro, não traz ninguém de volta. Mas quando tu fazes aquele processo e isso acaba de maneira razoável, é uma espécie de fechamento para os familiares. É um livro que tu fechas e colocas na prateleira. Ele vai ficar ali sempre, mas não vai ficar aberto.
Ainda há ações em tramitação?

No acordo de indenização das 77 famílias que entraram na Justiça nos EUA, foi dada quitação à TAM, à Infraero, à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ou seja, elas foram isentadas de responsabilidade a partir dali. Mas a Airbus (fabricante do avião), não. Então, a Airbus está sendo processada porque também deu causa ao acidente (pela forma como os manetes tinham de ser operados para fazer o aparelho frear). Já foram feitas algumas propostas, mas não houve acordo e segue tramitando na Justiça de São Paulo. Juridicamente, na verdade, o caso ainda não acabou.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Panorama Econômico


Aviação

Brasil estuda contencioso contra Canadá
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou na sexta-feira que as declarações do primeiro-ministro do Canadá de que todos os países dão suporte à indústria aeroespacial são reveladoras e confirmam que o país norte-americano subsidia a Bombardier, concorrente direta da brasileira Embraer no mercado de jatos regionais.

Em entrevista à Reuters na quinta-feira, Serra disse que o governo brasileiro estuda abrir um segundo contencioso contra o Canadá na Organização Mundial do Comércio por subsídios dados à fabricante.

AGÊNCIA BRASIL


Exercício integrado simula operação de segurança da abertura da Olimpíada


Nielmar De Oliveira

As forças de segurança envolvidas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos estão realizando na manhã de hoje (17), há 20 dias da abertura dos Jogos Rio 2016, o 3º Simulado da Operação de Segurança para a abertura da Olimpíada, no Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã.
Desde às 6h que os acessos ao Palácio Itamaraty, no centro da cidade, e ao Maracanã, na zona norte, estão interditados para a simulação do esquema de segurança. A coordenação da operação é da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania (Sesge/MJC). As interdições vão até as 12h.
Para o titular da Sesge/MJC, Andrei Rodrigues, a simulação deste domingo servirá para “garantir atenção ainda maior dos profissionais envolvidos na operação ao trabalho a ser realizado no dia da solenidade de abertura dos Jogos Rio 2016”.
A ação será em diversos pontos e vias da zona sul, Barra da Tijuca, Maracanã e centro do Rio, simulando o transporte de atletas, voluntários, árbitros, organizadores e autoridades que participarão do evento no Maracanã.
Mais de 250 ônibus vão percorrer rotas de chegada e de partida tendo como destino o estádio, bem como as imediações do Palácio Itamaraty, o tráfego de veículos está nesses locais.
O simulado conta com a participação de cerca de 2 mil profissionais das policiais Federal, Rodoviária Federal, Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Corpo de Bombeiros, Forças Armadas e da Companhia de Engenharia de Tráfego e da Guarda Municipal.

Simulação de abertura dos Jogos Olímpicos foi bem sucedida


Nielmar De Oliveira

A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania (Sesge/MJC), concluiu neste domingo (17) o terceiro simulado de alinhamento das operações de segurança para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que acontecerá no dia 5 de agosto, no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro.
Segundo informações do Palácio Guanabara, aproximadamente 2 mil profissionais atuaram no treinamento que testou os detalhes da operação integrada, envolvendo os aspectos de deslocamento das autoridades, atletas, voluntários e organizadores que participarão do evento.
Foram utilizados, durante a cerimônia, mais de 700 veículos, entre motos, carros, vans, ônibus, ambulâncias e helicópteros. Cerca de 250 ônibus percorreram rotas de chegada e de partida, tendo como destino o Estádio Maracanã, bem como as imediações do Palácio do Itamaraty, no centro.
O coordenador da Sesge/MJC, Felipe Seixas, comemorou o êxito do simulado que, segundo ele, foi um total sucesso.
Confiança
“Temos certeza de que estamos prontos para a cerimônia de abertura. A parte da escolta dos atletas, realizada pela Forca Nacional, da Vila Olímpica até o Maracanã, e a parte da segurança dos chefes de Estado e de autoridades brasileiras tiveram resultados positivos. Não houve qualquer tipo de transtorno na chegada ao Palácio do Itamaraty, e o mesmo ocorreu no Maracanã e no retorno ao Itamaraty”, salientou.
A simulação de hoje teve início às 6h, quando os acessos ao Palácio do Itamaraty e ao Maracanã foram interditados peloa esquema de segurança para a solenidade de abertura. A operação foi concluída às 12h, quando as cerca de dez ruas interditadas na região começaram a ser liberadas sem que fosse registrados grandes engarrafamentos nas imediações do simulado.
Ao contrário dos testes anteriores, o terceiro simulado – a 19 dias da abertura dos Jogos – teve ações ininterruptas, não havendo novas orientações nem troca de posições dos atores participantes. De madrugada, por volta das 3h, os grupos de trabalho se reuniram para os deslocamentos e a ativação dos centros de comando e controle envolvidos na operação. Por volta das 5h, as equipes se concentraram nos pontos de partida para o teste dos trajetos.
Complexidade
O coordenador regional de segurança dos Jogos, Cristiano Sampaio, falou da complexidade do simulado. “Toda a operação de retirada dos locais de origem e trajeto, até a cerimônia, e de retorno ao Palácio do Itamaraty, é algo extremamente complexo. Colocamos a operação nas ruas, cronometramos trajetos. Estamos satisfeitos com os resultados”, disse.
Um dos oficiais da Guarda Municipal, que preferiu não se identificar, ressaltou o fato de que o simulado foi feito sem manifestações de descontentamento por parte do público, e também não causou grandes engarrafamentos.
“Como já havíamos feito o planejamento com certa antecedência, não tivemos grandes engarrafamentos e nenhum tipo de manifestação contrária, por parte do moradores. Não houve também nenhum problema do ponto de vista da operação em si: da saída dos comboios e da família olímpica – aí incluídos os atletas. Do ponto de vista dos moradores bastava que eles apresentassem um comprovante de residência para que pudessem transitar sem qualquer problema”, explicou.
Movimentação
O engenheiro curitibano Gil Cardoso Machado, de visita aos pais, que moram na região, aproveitou para fazer exercícios no entorno do Maracanã e sequer notou a movimentação das forças de segurança.
"Sequer percebi o fato de estar havendo um simulado de segurança na área. Então, para mim, não houve qualquer problema. Correu tudo bem”.
Para o militar da reserva, Marcos Junior, que costuma praticar exercício físico no entorno do Maracanã, a movimentação de hoje não prejudicou o dia a dia de quem frequenta o local. Fez apenas a ressalva de que era um dia de domingo, com tempo nublado. Para ele, quando “for à vera”, a situação poderá ser muito diferente.
“Hoje é apenas um exercício, mas quando for à vera eu acredito que haverá problemas. Hoje é um domingo, um dia frio, mas quando estiver valendo, haverá sim problemas e transtornos para os moradores e a população de uma maneira geral. Sem falar no fato de que considero inapropriada a Olimpíada no momento adverso que passa o país. É sempre bom lembrar que vivemos o pior momento da história do país”, reforçou.
Segundo ele, “não se pode negar os benefícios imensuráveis que uma Olimpíada trás, mas o país vive um momento de adversidade, em que falta de tudo, desde professores nos colégios, segurança pública, remédios e médicos nos hospitais”.
Informações do governo do estado indicam que, no dia 5 de agosto o evento mobilizará cerca de 3.300 profissionais de segurança pública nas imediações do Maracanã.
A Força Nacional de Segurança será distribuída no perímetro interno e de todas as instalações. A tribuna de honra passará por vistorias e equipes da Polícia Federal (PF) garantirão a segurança dos chefes de Estado.
No caso do Palácio Itamaraty, o planejamento de segurança está sendo refinado com base nas avaliações de risco da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Participaram da operação de hoje a PF, a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Corpo de Bombeiros, Forças Armadas, além da Companhia de Engenharia de Tráfego so Rio e a Guarda Municipal.
Coordenado pela Sesge/MJC, o simulado de segurança contou também com a colaboração dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, bem como dos governos do estado e do município do Rio de Janeiro, além do Comitê Organizador Rio 2016.
No dia 24 de julho, o Rio de Janeiro contará com a ativação completa do Centro Integrado de Comando e Controle, com todas as forças e instituições atuando de forma integrada, ininterruptamente, com um contingente de aproximadamente 47 mil profissionais durante os Jogos Olímpicos.

REVISTA ISTO É


Alerta máximo

Suspeita de ataque do Estado Islâmico nos Jogos Rio-2016 e atentado na França fazem Ministério da Defesa revisar o plano de segurança para o evento esportivo

O receio de que a Olimpíada Rio-2016 seja um alvo do terrorismo se tornou um medo concreto depois da revelação de que um brasileiro membro do Estado Islâmico estaria planejando um ataque à delegação francesa durante o torneio, o maior evento esportivo do planeta. E se intensificou ainda mais com o atentado na quinta-feira 14 de julho em Nice, na França, que matou dezenas de pessoas que comemoravam a Queda da Bastilha (leia na pag. 56). Chefe da Direção de Inteligência Militar da França, o general Christophe Gomart confirmou a informação do ataque aos franceses nos Jogos durante uma audiência no fim de maio, mas a notícia só veio a público na quarta-feira 13. O militar não entrou em detalhes sobre a identidade do extremista e nem sobre a sua localização, apenas afirmou que recebeu a pista de um serviço de informação de outro país. A denúncia aconteceu em meio às buscas por um ex-membro da Al Qaeda que entrou ilegalmente no Brasil em junho e pouco depois de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevar o alerta de ameaça terrorista ao País durante os Jogos ao nível 4 (numa escala de 5). Diante da gravidade da situação, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na sexta-feira 15 que está trocando informações com a área de inteligência da Segurança Institucional e também com o Ministério da Justiça para readequar os procedimentos e protocolos de defesa, segurança e inteligência. “Nós vamos intensificar o sistema do controle de segurança. Teremos que aumentar o número de ‘checkpoints’, os pontos controles, além de outras medidas”, disse. Mais incisivo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, afirmou que o plano de defesa para a Olimpíada terá uma revisão e que “a população terá de trocar um pouco de conforto por muita segurança”. Os recentes acontecimentos deixaram as autoridades brasileira em estado de alerta máximo. E levantaram o debate se o País está pronto para debelar um eventual perigo.
Professor de política do terrorismo internacional da University of Central Florida e autor do livro “O Desafio Global do Terrorismo: Política e Segurança Internacional em Tempos de Instabilidade”, Marcos Degaut afirma que, ainda que historicamente o Brasil tenha um papel neutro na geopolítica do terror, os atentados desde 11 de setembro de 2001 mostraram que não há país imune. “Do ano 2000 a 2015, o número de nações atingidas dobrou de 30 para 60”, diz. Para Degaut, a Abin trabalha de maneira equivocada, pois enxerga eventuais ataques como atos de improviso, quando na verdade são arquitetados previamente. “Se um atentado estiver em processo de planejamento, os terroristas já estão no País há muito tempo e já sabem como e quando as Forças Armadas vão agir”, afirma.
Uma série de indícios tem corroborado para a teoria de que uma ação pode ser praticada durante os Jogos, como a que foi alertada pela inteligência francesa. No começo de junho, a Polícia Federal indiciou Ibrahim Chaiboun Darwiche, morador da cidade de Chapecó, em Santa Catarina, por incitação ao crime, preconceito religioso e por violar a lei de segurança nacional ao postar na internet um vídeo em que defendia o ataque do Estado Islâmico ao jornal Charlie Hebdo, em Paris. No dia primeiro de julho, a companhia aérea Avianca lançou um comunicado interno alertando sobre a possibilidade de um terrorista sírio ter vindo para o Brasil. Apesar das evidências, o medo de um ataque não passa de alarmismo, segundo Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Terrorismo no estilo do Estado Islâmico ou patrocinado pelo grupo tem o objetivo político de atingir um país envolvido em conflitos no Oriente Médio, como a França. Não é o caso do Brasil”, afirma.
No que toca à vulnerabilidade do Brasil, os especialistas consultados pela reportagem concordam: o País não está preparado para enfrentar uma eventual ação do terror. Em primeiro lugar, porque nosso controle de armas é altamente ineficiente. Em segundo lugar, e mais importante, porque para o enfrentamento de extremistas é preciso mais do que patrulhamento ostensivo nas ruas. É necessário haver uma agência de inteligência eficiente que monitore pessoas ligadas a grupos extremistas. Infelizmente, para os estudiosos, a Abin está longe de representar um serviço competente. “A questão principal é o que nós não temos: o serviço de inteligência. É a informação prévia que vai impedir um ataque”, diz Nasser. Procurada para comentar as críticas, a agência não respondeu à reportagem até o fechamento da edição. O Ministério da Defesa convocou 21 mil homens para a segurança da Rio-2016. Aumentar o policiamento, porém, não evitará tragédias. Segundo Degaut, embora a estratégia valha para os criminosos comuns, para os terroristas não. “É mais um motivo para que atentado seja cometido, principalmente para os grupos islâmicos, porque eles querem mostrar o que podem fazer em atos grandiosos.”

Você tem medo do Rio?

O alarmismo e a indução ao temor não são parte da dinâmica dos grandes eventos globais nos últimos tempos?

Luiz Fernando Sá

Participar de um evento do porte de uma Olimpíada é visto, normalmente, como grande momento para profissionais de quaisquer áreas. Nas redações, por exemplo, as credenciais, limitadíssimas, costumavam ser alvo de disputa. Eram vistas como medalhas, exibidas por muitos como prêmio pelo bom desempenho em seu trabalho ao longo do ciclo olímpico. Mas há algo de muito diferente no clima que antecede a abertura dos Jogos, daqui a menos de um mês. Quem antes ouvia congratulações pela convocação hoje é questionado. “Você não tem medo de ir ao Rio?” é a pergunta recorrente. Quem responde “não”, invariavelmente, recebe um olhar de espanto.
Terrorismo, assaltos, zika, desorganização. Há alertas de toda espécie e vindos de todas as partes. Não se pode dizer que são absurdos, diante da avalanche de notícias negativas em torno do País, do Estado e da cidade. E talvez também do mundo, a se considerar que terrorismo, diferente das outras ameaças, não é muito a nossa praia. Dito isso, a quem faz os alertas, sugiro uma reflexão: esse tipo de indução ao temor não é parte da dinâmica dos grandes eventos globais nos últimos tempos?
Não estamos sós no clube dos alvos do temor mundial. O Rio, como disse recentemente o prefeito Eduardo Paes, não é Paris, não é Chicago ou Londres. A cidade americana, que disputou com a brasileira o direito de sediar os Jogos de 2016, é uma das mais ricas do mundo. Por conta de episódios de violência racial, nas últimas semanas, foi listada por pelo menos três governos estrangeiros em alertas a seus cidadãos para que evitassem viagens aos Estados Unidos.
Há menos de uma semana, a França encerrou com sucesso estrondoso a organização da Euro, torneio de futebol que só perde em importância e tamanho para a Copa do Mundo. Voltemos ainda mais umas semanas no tempo para as vésperas de seu início. O país anfitrião estava em convulsão. Por conta de debates em torno de uma nova lei trabalhista havia greves por todo lado. Protestos em diversas cidades terminavam em violência entre manifestantes e polícia. Havia ameaças de paralisação geral nos transportes e em outros serviços. E o terrorismo era uma enorme sombra numa nação traumatizada por episódios recentes. A França era o alvo, a interrogação. E respondeu, fora dos gramados, com vitórias. O terror só atacou, quatro dias depois, com o aparato de segurança já desmobilizado: na quarta-feira 14, quando os franceses comemoram a data histórica da tomada da Bastilha.
Não seria razoável pensar que o mesmo pode acontecer no Rio? A cidade, o Estado e o País possuem um histórico bem sucedido de realizações de grandes eventos, a despeito de condições nem sempre favoráveis no seu entorno. Superar a desconfiança, como aconteceu na Copa de 2014 ou na conferência Rio+20, em 2012, é quase uma especialidade do carioca. Reina, nesses períodos, uma espécie de “paz artificial”, como bem definiu Marco Aurélio Canônico em artigo publicado na “Folha de S. Paulo”. É indiscutível que, como afirmou o prefeito Eduardo Paes, quando tudo acabar e voltar ao normal teremos, mais uma vez, a certeza de ter desperdiçado outra oportunidade de promover melhorias permanentes para os cidadãos. Não teremos também outra demonstração de que, se é possível por pouco tempo, talvez também seja viável criar um ambiente mais duradouro de civilidade em nossas cidades?
O maior temor que devemos sentir não diz respeito ao momento excepcional da Rio 2016, quando a cidade, o Estado e o País estarão com vigilância reforçada por tropas nacionais e sistemas globais de segurança e inteligência. O carioca entregará, como sabe fazer, uma grande festa. Deve-se ter medo do dia seguinte, da normalidade de descaso e desrespeito que nos persegue, não importa em que local do Brasil estejamos.

REVISTA ÉPOCA


Oito Notas


Rio 2016 na mira
Na quarta-feira, dia 13, um deputado francês afirmou que um membro brasileiro do Estado Islâmico planejava um ataque à delegação francesa durante a Olimpíada no Rio de Janeiro. Segundo o jornal francês Libération, o parlamentar não deu detalhes sobre a localização do terrosrista. A agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou que não foi notificada. Serviços de inteligência de vários países participarão de operações antiterrorismo durante o evento. O Comitê Olímpico Internacional (COI) diz que os antecedentes de acerca de 400 mil pessoas foram avaliados.

À espera do tsunami digital

As tecnologias que sacodem a indústria mundo afora apresentam novas opções ao Brasil e seus profissionais. Muitos, porém, ainda não sabem da mudança em curso.

Paula Soprana

ImagemEm meados dos anos 1990, a empresa sueca Electrolux escolheu como base para sua expansão no Brasil a fabricante de eletrodomésticos paranaense Prosdócimo, fundada em 1949. A marca brasileira foi extinta em 1997, mas a estrutura se manteve em Curitiba, incluindo um centro de desenvolvimento de produtos. Foi nele que, a partir de 2011, a marca começou a mudar a forma de fabricar eletrodomésticos. No formato anterior, um profissional lidava com os projetos na tela do computador. O arquvo era compartilhado entre diferentes setores, como engenharia e design. Depois, eram criados os protótipos, etapa demorada e custosa. A mudança ocorreu com a chegada da tecnologia 3-D e da realizade virtual. A prototipagem digital permite que, numa mesma sala, profissionais de diversas áreas, com óculos 3-D, analisem uma geladeira "virtual", nyma tela de 4 metors de largura por 2 metros de altura e sensação de profundidade. Os profissionais da Electrolux passaram a gastar metade do tempo que precisavam. Adaptações que consumiam R$ 100 mil cada, ao longo do projeto, foram riscadas da conta. "Para conclui um refrigerador, criávamos de três a quatro modelos físicos. Hoje, apenas um. É mais barato, rápido e seguro", diz Julio Bertola, diretor de design da Electrolux para América Latina. A empresa não revela o custo do centro, mas assegura que o investimento se pagou em três anos.

O caso é um dos bons e raros exemplos no Brasil de empresas que abraçam a quarta revolução industrial (ou, como preferem alguns, a Indústroa 4.0 - leia mais a partir da página 52). O termo, criado em 2011 na Alemanha, refere-se a um conjunto de tecnologias, como robótica avançada, internet das coisas, big data e realidade aumentada, que melhoram a produtivaidade de quem trabalha fabricando qualquer coisa. Apesar de casos como o da Electrolux, o Brasil engatinha nessa áerea.

No setor privado, a falta de conhecimento preocupa. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de abril deste ano, mostra que 43% dos empresários não sabem nem identificar as novas tecnologias digitais fundamentais para impulsionar a competitividade.A maioris acredita que a digitalização tem um único objetivo: cortar custos. "É uma visão ultrapassada", diz João Emílio Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial na CNI. "É preciso prestar atenção a outros ganhos, como inovação, eficiência e redução do prazo de lançamento de produtos."

Os casos de Estados Unidos e Alemanha mostram que o Poder Público pode auxiliar na difusão de novos jeitos de produzir. Entre outors papéis, O Estado pode istruir profissionais e empresários sobre quais são as tecnologias cruciais à sobrevivência industrial e abrir mais seu mercado ao comércio global, a fim de oxigená-lo com as melhores páticas e técnicas.  A economia brasileira é fechada. Desde os tempos do milagre econômico, na década de 1970, o país optou por um modelo de substituição de importações. No lugar de criar um ambiente aberto a indústrias transnacionais, que favorece o desenvolvimento tecnológico, deu prioridade ao fortalecimento de empresas concentradas no grande mercado interno (ou ao uso de dinheiro público para escolher algumas poucas campeãs nacionais a tentar conquistar o mundo). Diante de companhias globais cada vez mais conectadas, o país ficou para trás. Rankings que avaliam o ambiente de negócios e a abertura econômica colocan o Brasil nas últimas posições. O país peca, já se sabe, pelo baixo investimento em inovação. O Brasil aporta pouco mais de 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, em comparação com 3% na Alemanha e 4% na Coreia do Sul, segundo o Banco Mundial. Como resolver isso? "Temos carga tributária de 37%. Se baixássemos para 25%, a média dos países emergentes, com o incentivo correto às empresas, sobraria muito para investir em inivação", diz Marcos Troyjo, professor de relações públicas da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

Esse tipo de evoluçao não está próximo. No primeiro trimestre, a produção dos setores de alta tecnologia na indústria brasileira encolheu 26%, o pior resultado desde 2003, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Foi a faixa mais atingida pela crise. A adoção das novidades tecnológicas a usar na produção não é exclusividade desses setores, mas eles costumam ser os pioneiros, os mais abertos à mudança. A importação de máquinas e equipamentos, como robôs, também vem encolhendo.

O Brasil, entretanto, não é um caso perdido. A fabricante de aeronaves Embraer mostra que é prossível ser exportador competitivos e que não há contradição entre fabricar algo novo, sofisticado e de um jeito mais barato que o tradicional. A companhia preciso disso para disputar o mercado global com concorrentes maiores, apoiadas por governos mais ricos que o brasileiro. Tem de fazer apostas certeiras - ao identificar um nicho de mercado e um bom momento para avançar sobre a concorrência, passa velozmente pelas  etapas de sondar clientes, atrair parceiros, fazer o projeto e construir o avião,  explica Paulo Gastão Silva, coordenador do Programa KC-390, o primeiro cargueiro militar da Embraer. Os projetos avançam sem consumir muito dinheiro porque a Embraer investe em modelagem digital, assim como a Electrolux. Antes de existir como modelos físicos, as partes da aeronave são criadas e testadas virtualmente. Quando construído, o avião já foi exaustivamente testado. O jato comercial E190-E2 voou pela primeira vez no fim de maio e, apenas 45 dias depois, fez seu primeiro transoceânico, para estrear numa feira no Reino Unido. Até a manhã de sexta-feira, dia 15, a Embraer recebeu encomendas de nove unidades, de companhia aéreas da Dinamarca e da Indonésia.

A busca por inovação não é tarefa só de empresa grande. A pequena Bratac, com fábricas no Paraná e em São Paulo, é a única fiadora de seda brasileira. Para aumentar a produtividade de um nicho que atua sozinha, desenvolve, em parceria com o Senai, o protótipo de um dispositivo de sensoriamento óptico capaz de controlar a qualidade da fibra em tempo real. Se conseguir aplicar a tecnologia, será possível  antecipar problemas de espessura e de nós nos fios. Assim, ficará mais bem posicionada na briga contra a seda da China, barata e de qualidade inferior.

É mais difícil pensar em inovação em meio a crise severa  como a atual - a produção insdustrial recuou 8% no Rio de Janeiro e 6% em São Paulo em maio, na comparação com 2015, segundo o IBGE. Mais há sinais de que a recessão perde folêgo. A perspectiva de crescimento do PIB em 2017 estimada pelo mercado financeiro passou de 0,3% no início de julho. Crises econômicas chegam ao fim. Sabemos também que, após cada revolução industrial, formas de produção anteriores tornam-se obsoletas. O avanço é irreversível. Quando a crise cehagr ao fim no Brasil, a indústria terá condições de crescer e competir? "Mesmo diante da crise, não podemos perder o momento de transformação", diz Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral. Cabe ao governo abrir caminho para o avanço dos negócios , e ao setor privado se preparar, já, para a mudança em andamento.

REVISTA VEJA


Ameaça nível 4

A inteligência tenta minimizar os riscos, mas sabe que há pelo menos 32 brasileiros que se dizem seguidores do grupo terrorista Estado Islâmico

Rodrigo Rangel E Leonardo Coutinho

Umas das maiores inovações do estado islâmico no conceito de terrorismo mundial é o recrutamento e ativação de seus comandados remotamente. Os atentados de San Bernardino e Orlando, nos Estados Unidos, foram perpetrados por simpatizantes que jamais botaram os pés na Síria ou no Iraque, os berços da organização. O extremismo desafia cada vez mais a lógica, ignora fronteiras e se aproveita das facilidades de comunicação e do mundo moderno para recrutar novos seguidores e planejar ataques cada vez mais simples e cruéis. No Brasil, onde o terrorismo nunca esteve no radar das preocupações, descobriu-se que há pelo menos 32 pessoas que, abertamente, manifestam mais que simpatia pel EI, o que fez soar o alarme dos serviços de inteligência. Em agosto, 10.500 atletas de 206 países e 350.000 turistas desembarcarão no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico Internacional já confirmou a presença de quarenta chefes de Estado na abertura dos Jogos. A dedução é elementar.

O atentado de Nice provocou uma súbita mudança no comportamento das autoridades encarregadas da segurança. Para evitar pânico, a ordem do governo era minimizar o perigo. Um dia antes da tragédia na França, as autoridades tentavam mostrar que estava tudo sob controle. “Não achamos nenhum dado que nos faça deixar a população preocupada com a probabilidade (de atentados), mas estamos todos alertas e estruturados”, disse, na quarta 13, o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), ao qual está subordinada a Abin, o serviço secreto brasileiro. Enquanto ele dava essa declaração em Brasília, em Paris era revelado um relatório segundo o qual o Estado Islâmico planejou um ataque à delegação francesa no Rio. O atentado, dizia o documento, seria praticado por um militante brasileiro do grupo extremista. A Abin informou que desconhecia a ameaça, mais uma entre as várias que têm surgido nos últimos meses.

Na semana passada, segundo um oficial, havia operações de inteligência em curso em diversas cidades para tentar localizar dois supostos terroristas que teriam entrado clandestinamente no Brasil. Um deles é conhecido, o sírio Jihad Ahmad Deyab, ex-prisioneiro de Guantánamo que foi acolhido como refugiado no Uruguai e deixou o país vizinho ru-mo ao Brasil. Levantamentos preliminares indicavam que Deyab, acusado de ter servido à Al Qaeda, teria seguido daqui para a Venezuela. Mas as autoridades brasileiras ainda não haviam confirmado isso e continuavam tentando localizá-lo. A troca de dados com os serviços secretos estrangeiros tem sido intensa às vésperas dos Jogos. Semanas atrás, agentes da Interpol souberam que dois estrangeiros suspeitos de ligação com o terrorismo estavam em um voo a caminho do Brasil. Tão logo a aeronave pousou, a dupla foi detida e levada para ser interrogada por agentes da unidade antiterror da Polícia Federal. Na sequência, os estrangeiros, que não tiveram a identidade revelada, foram deportados.

Como parte do esforço pré-Olimpiada, as operações antiterror, secretas por natureza, têm ocorrido quase diariamente. Há um mês, VEJA revelou o teor de um relatório da Abin em que a agência afirma que o Brasil nunca esteve tão exposto a um ataque terrorista. Numa escala de 1 a 5, o documento estipula no nível 4 o risco de atentados durante os Jogos. O temor aumentou após um conhecido membro do El ter anunciado no Twitter que o Brasil seria “o próximo alvo” dos ataques. Meses depois, o El inaugurou um canal de comunicação na internet em língua portuguesa em que um recrutador, supostamente brasileiro, tenta atrair militantes para o grupo. Pode ser uma simples tática de espalhar medo.

Na sexta-feira, após o atentado de Nice, o governo brasileiro anunciou que revisará os procedimentos de segurança A mudança incluirá a ampliação das barreiras e a revista de pessoas nos locais de competição. “Isso pode ser uma dificuldade a mais e um transtorno para as pessoas, mas é para a segurança delas”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. “O primeiro grande ensinamento da tragédia de ontem é a simplicidade logística. Um caminhão não é uma arma, (mas) foi usado como uma arma terrível”, afirmou o chefe do GSI. Entre os 32 brasileiros identificados que manifestam abertamente nas redes sociais fidelidade aos princípios e às pregações do Estado Islâmico, há cidadãos como Alisson Luan Oliveira. Ele não esconde sua admiração pelos lideres terroristas. Alisson está conectado a outros supostos seguidores do EI em território nacional, como o paraibano Antonio “Ahmed” Andrade, que tem formação em um madraçal do Egito, vive em São Paulo e também realiza postagens de exaltação aos extremistas. Não se sabe até que ponto esses jovens brasileiros estão dispostos a pôr a prova a lealdade anunciada, mas a prudência recomenda mais que simples atenção.

PORTAL UOL


Adiada última etapa da volta ao mundo do avião Solar Impulse 2


Cairo, 17 Jul 2016 (AFP) - A última etapa da volta ao mundo do avião movido exclusivamente por energia solar, o Solar Impulse 2, foi adiada neste sábado, devido a um problema de saúde do piloto.
"Estou doente. Um problema de estômago. Prefiro adiar a decolagem do @solarimpulse. Não posso voar durante 48 horas neste estado. Lamento", escreveu Bertrand Piccard em um post no Twitter.
O avião, que pousou na quarta-feira no Cairo, deveria ter decolado às 22H00 GMT (19h00 de Brasília) da capital egípcia, em direção a Abu Dabi, etapa inicial e final de seu périplo, iniciado em 9 de março de 2015.
Desde o começo desta aventura, dois homens se revezam na cabine da aeronave, os suíços André Borschberg e Bertrand Piccard.
"Piccard não se sentia bem. Estava muito melhor esta manhã. Mas esta noite, piorou. Então, tomamos a decisão (...), não foi uma decisão fácil, mas é uma decisão sensata, por motivos de segurança", disse Borschberg aos jornalistas que aguardavam a decolagem do avião no Cairo.
Piccard pertence a uma família de cientistas, pesquisadores e aventureiros. Seu avô, Auguste, inspirou o belga Hergé a criar o personagem do professor Tornasol na série do intrépido jornalista Tintin.
O Solar Impulse 2 havia decolado na segunda-feira de Sevilha rumo ao Egito, deixando para trás 3.745 km, trajeto completado em 48 horas e 50 minutos.
Ao final de junho, a aeronave entrou para a História ao cruzar o oceano Atlântico pela primeira vez.
O Solar Impulse 2, que pesa 1,5 tonelada e tem a largura de um Boeing 747, voa com uma velocidade média de 50 km/h graças a baterias que armazenam a energia solar, captada por células fotovoltaicas instaladas nas asas.
Durante a volta ao mundo que já dura 16 meses, o Solar Impulse 2 fez escala em Mascate (Omã), Ahmedabad e Varanasi (Índia), Mandalay (Mianmar), Chongqing e Nanquim (China), Nagoia (Japão) e Havaí (EUA), onde teve que fazer uma longa escala técnica de quase dez meses para consertar as baterias, danificadas na primeira etapa de seu voo sobre o Pacífico, que durou cinco dias entre Nagoia e o arquipélago americano.
Após o reparo, o Solar Impulse 2 voou do Havaí até os Estados Unidos, onde fez escalas em San Francisco, Phoenix, Tulsa, Dayton, Lehigh Valley e Nova York.
Na segunda-feira, 20 de junho, o avião solar decolou rumo a Sevilha, aonde chegou após 71 horas e 8 minutos de voo solo ininterrupto.

REVISTA ISTO É DINHEIRO


Dinheiro & Tecnologia


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Carga pesada
A CargoX, empresa que interliga uma rede de mais de 100 mil motoristas autônomos à empresas que querem transportar carga, iniciou na semana passada o desenvolvimento do projeto Safety Truck, no qual os caminhões terão ajuda de drones para combater o roubo de cargas, que gera no Brasil um prejuízo anual de R$ 2 bilhões. O projeto entrará em operação no segundo semestre de 2017. O drone fica preso à caçamba do caminhão. Um algoritimo aciona o drone no caso de paradas não programadas na estrada. O aparelho também alça voo quando é acionado um botão de pânico, em caso de assalto. Ele acompanha o trajeto, enviando informações à polícia. "Queremos antecipar o futuro de segurança do setor rodoviário”: diz Federico Vega, CEO da CargoX.

Dinheiro em ação


Papéis avulsos
A Embraer e o futuro
A Embraer divulgou na terça-feira 12 as projeções de demanda de aeronaves nos próximos 20 anos. O relatório mostra retração nas encomendas de aviões com 70 a 130 assentos, nicho em que a empresa é líder global, com 50% das vendas e 60% das entregas. Em 14 anos já foram entregues 1.238 jatos E-Jets.

A Embraer estima que 6.400 novos aviões sejam vendidos em duas décadas, o equivalente a US$ 300 bilhões. São 50 a mais que a previsão de 2014. Em 2011, porém, a companhia estava mais otimista. Ela esperava entregar 7.225 aeronaves de 30 a 120 assentos. Recuperar esses números será uma tarefa para Paulo César de Souza e Silva, o CEO que substituiu Frederico Curado.

JORNAL DE BRASÍLIA


COLUNA GILBERTO AMARAL


Presenças confirmadas...
Das principais autoridades que compõem o G20, grupo com as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia, apenas três confirmaram presença na abertura das Olimpíadas Rio 2016, no dia 5 de agosto, no Maracanã. Devem participar da cerimônia o presidente da França, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi e o presidente argentino, Mauricio Macri. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estará presente.
...nas Olimpíadas
Os EUA enviarão o secretário de Estado, John Kerry. A expectativa é que ele passe por Brasília quando vier assistir à abertura da Rio 2016. O norte-americano pretende conhecer um pouco mais o governo do presidente interino, Michel Temer. A expectativa é que mais autoridades confirmem presença nos próximos dias.
Sede dos jogos
A movimentação no Rio de Janeiro para as Olimpíadas é visível e está em ritmo acelerado. Quem olha para o cartão postal da Lagoa Rodrigo de Freitas pode ver muitos funcionários nos últimos preparativos. Também próximo ao túnel Rebouças, duas torres de TV com 74m de altura estão sendo instaladas para transmitir as imagens das regatas em 360 graus. Vamos esperar por um belo espetáculo.
Forças aliadas
Para um bom entendedor uma demonstração basta. Pela primeira vez,durante o desfile militar na Champs Elysées, uma simulação de abastecimento de helicóptero em pleno voo. Essa operação, que pode ser normal em aviões, e uma novidade em helicópteros, fruto de uma aliança militar franco-americana. Uma mensagem subliminar? O secretário de Estado Americano, John Kerry, estava presente na cerimônia ao lado de François Hollande. O presidente francês, que tinha anunciado o fim do Estado de Emergência para do dia 26 de julho, voltou atrás na sua decisão após os atentados em Nice. A guerra está definitivamente declarada.
Xingu no céu parisiense
O avião brasileiro Xingu, um bimotor usado para treinamento de pilotos franceses de transporte militar, também fez parte do desfile do 14 de Julho, sobrevoando Paris. No comando do Xingu, três equipes da Escola de Aviação deTransporte da base aérea 702 de Avord, na França.

OUTRAS MÍDIAS


LIBÉRATION (FRANÇA)


JO-2016: le Brésil renforce les contrôles sur les vols intérieurs

A 20 jours du début des JO-2016, le Brésil a annoncé samedi le renforcement des procédures de contrôle des passagers et des bagages sur les vols intérieurs, qui seront similaires à celles en vigueur pour les vols internationaux.
Les nouvelles mesures seront appliquées à partir de lundi dans tous les aéroports du pays et comprendront notamment des inspections aléatoires des passagers et des bagages à main.
Malgré la proximité des jeux Olympiques, l’Agence nationale de l’aviation civile (Anac) assure que ces changements ne sont pas directement liés à l’évènement sportif, mais qu’il s’agit d’une «mise à jour des normes» en vue de l’amélioration continue de la sécurité dans les transports aériens.
L’Anac étudiait depuis 2014 l’introduction de ces changements, les Jeux n’ayant fait «qu’accélérer cette mise à l’étude», d’après la déclaration d’un cadre de l’Anac à la télévision brésilienne.
Plus généralement, le gouvernement brésilien a décidé vendredi de renforcer la sécurité des Jeux, au lendemain de l’attentat qui a frappé Nice, dans le sud-est de la France, et a fait au moins 84 morts.
La France a été informée d’un projet d’attentat contre des athlètes français lors des JO qui se tiendront du 5 au 21 août, selon le chef des services de renseignement militaire cité dans un document officiel.
Samedi, les agences de sécurité ont réalisé une simulation d’attentat à la bombe dans une gare de Rio, dans le cadre des préparatifs de sécurité.
Quelque 85.000 policiers et militaires seront mobilisés pour protéger 10.500 athlètes, officiels et journalistes et les 500.000 touristes attendus à Rio.

PORTAL SIC NOTÍCIAS (PT)


Novo avião militar da Embraer é o maior projecto de sempre da aviação portuguesa

O novo avião militar da Embraer, que está a ser produzido em Portugal, está a ser mostrado pela primeira vez numa das maiores feiras de aviação do mundo. O KC 390 é o maior projecto de sempre da aviação brasileira e portuguesa e deverá substituir os C-130 da Força Aérea.



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