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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 23/05/2016 / Espiões e acrobacias aéreas


Espiões e acrobacias aéreas ...


Jaime Spitzcovsky ...

Em roteiros contaminados por thrillers empoeirados da Guerra Fria, aviões militares norte-americanos, russos e chineses andaram, nas últimas semanas, se estranhando, ao fazer arriscadas acrobacias aéreas pautadas por lógica geopolítica e ao alimentar microcrises diplomáticas, com potencial para desencadear turbulências planetárias.

Os episódios escancaram as dificuldades da Casa Branca para lidar com a China e a Rússia em busca de mais assertividade no cenário global.

O capítulo derradeiro da saga aérea ocorreu na última terça (17). Segundo a versão dos EUA, dois caças chineses teriam chegado a apenas cerca de 15 metros de um avião norte-americano de reconhecimento que riscava espaço aéreo internacional, nas proximidades do litoral sul chinês.

Pequim rebateu a versão do Pentágono, classificou a ação de seus pilotos como "correta e profissional" e exigiu o fim das incursões aéreas de Washington naquela região costeira, ponto nevrálgico de disputa entre o governo chinês e países vizinhos.

No mês passado, entreveros alados chacoalharam o mar Báltico. Um caça russo se aproximou de uma aeronave dos EUA em "missão de rotina e em espaço aéreo internacional", nas palavras de Washington, fazendo manobras provocativas e a uma distância de meros 30 metros. Moscou admitiu a estocada, mas acusou o "intruso" de não se identificar.

A tensão engrossou ainda mais o caldo do mar Báltico, pois dias antes o Pentágono havia acusado aviões russos de simularem um ataque a uma embarcação norte-americana, com rasantes desafiadores.

Tempos são outros, mas enfileirar fricções aéreas remete a um dos episódios mais célebres da Guerra Fria, quando, em 1960, o Kremlin abateu um avião-espião norte-americano em pleno sobrevoo do território soviético e capturou o piloto Francis Gary Powers, devolvido numa troca de prisioneiros dois anos depois. Com atuação magistral de Tom Hanks, o recente filme "Ponte de Espiões" retratou o drama.

Os enfrentamentos atuais não seguem mais a lógica da bipolaridade de décadas passadas, mas se apoiam no redesenho da correlação de forças entre os três gigantes. Moscou, por exemplo, usa as pontadas aéreas como demonstração de força ao que o Kremlin entende ser o avanço da hegemonia militar norte-americana rumo às suas fronteiras.

Na quinta (19), a Otan, aliança liderada pelos EUA, formalizou convite para adesão de Montenegro, ex-integrante da Iugoslávia. Dos 28 atuais integrantes do bloco militar, 12 são da Europa Oriental, onde a sombra do Kremlin pairou pesadamente nos anos plúmbeos da Guerra Fria.

A Rússia entende o movimento norte-americano como ameaçador, do ponto de vista geopolítico e militar. Para a Casa Branca, trata-se de consolidar hegemonia e influência em paragens da Europa Oriental.

Na Ásia, outro embate, pois a China rejeita as iniciativas norte-americanas desenhadas para conter o aumento do peso político e militar de Pequim no continente. Enquanto isso, pilotos tiram finas entre seus aviões em áreas de alta temperatura política, onde uma manobra mal calculada pode gerar uma crise diplomática de grande monta.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.



PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Saab presenta el Gripen E


José Mª Navarro García

ImagemHa tenido lugar la presentación internacional del nuevo avión de combate Gripen E de la empresa sueca Saab, al que su fabricante se refiere como The Smart Fighter (el caza inteligente). Los vuelos de pruebas con el primero de los aviones comenzarán este verano y precederán a las entregas de los aviones que han encargado Suecia (60 aviones) y Brasil (36 unidades) cuyas entregas comenzarán en 2019.
El avión se basa en el conocido JAS 39C del fabricante sueco, pero ha visto puesto al día todo su repertorio de sistemas electrónicos. Con ellos pretende aumentar sus prestaciones y reducir sus costes operativos. Durante la ceremonia de presentación que tuvo lugar en Estocolmo, el CEO del grupo Saab Håkan Buskhe afirmó que consideran que hay un mercado potencial para este avión de entre 400 y 450 aviones. Entre los potenciales compradores según la empresa se encuentran Bélgica, Bulgaria, Colombia, Filandria, india y Eslovaquia.
ImagemEl Gripen E (la versión biplaza recibe la denominación F), es un avión de combate multirol, totalmente interoperable con las fuerzas de la OTAN y diseñado en torno al concepto de Guerra en Red (Network Centric Warfare o NCW). Su elevada capacidad de supervivencia se deben a sus sistemas de armas aire-aire que van desde el Meteor, al AMRAAM, Iris-T o Aim-9 según las preferencias de cada cliente o las armas aire-superficie de precisión de última generación además de la capacidad para volar en modo supercrucero (a velocidad del sonido sin emplear el postquemador).
La conciencia situacional del piloto se basa en la adopción de un moderno radar de apertura sintética del tipo AESA y de un sensor electroóptico pasivo, además de sistemas de presentación de datos en el casco del piloto, aviónica de última generación y una cabina de último diseño. Cuenta con un sistema de comunicaciones data-link dural, comunicaciones por satélite y transmisión de vídeo en tiempo real.
El Gripen E podrá detectar objetivos de pequeña sección radar (Radar Cross Section o RCS) y presentará al piloto información fusionada de los diferentes sensores. Destacan el citado radar y el sensor electroóptico pasivo, ambos desarrollados por Selex-ES, concretamente se trata del radar Raven ES-05 de barrido electrónico (Active Electronically Scanned Array Radar o AESA), el primer radar montado sobre un afuste rotatorio que proporciona un margen de 100 grados en el morro del avión. El sistema electroóptico pasivo es el Skyward-G también de Selex-ES, un sistema IRST (Infrared Search and Track) derivado de la experiencia de la empresa en el Pirate del Eurofighter Typhoon. Puede detectar objetivos de pequeño tamaño en modo pasivo, sin emplear el radar del avión y permite emplear misiles aire-aire más allá del alcance visual (Beyond Visual Range o BVR).
Selex-ES también aporta el sistema de identificación amigo-enemigo (Identification Friend-or-Foe o IFF). Los datos de estas tres fuentes así como los del sistema de guerra electrónica se presentan fusionados al piloto de tal manera que incrementan su conciencia situacional, datos que además pueden ser intercambiados entre aeronaves en vuelo gracias a los data-links.

PORTAL G-1


Avião Solar Impulse 2 completa nova etapa de volta ao mundo

Aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Dayton, Ohio. Essa é a última etapa de viagem destinada a quebrar recorde.

Afp

ImagemO avião Solar Impulse 2 aterrissou em Dayton, Ohio, na última etapa de uma viagem destinada a quebrar o recorde de trajeto ao redor do mundo sem consumo de combustível, após decolar de Tulsa, Oklahoma, neste sábado (21).
O avião ainda fará pelo menos uma parada nos Estados Unidos, em Nova York, antes de atravessar o Oceano Atlântico para a Europa ou nordeste da África.
Movido a energia solar, o avião, pilotado pelo empresário suíço Andre Borschberg, pousou no Aeroporto Internacional de Dayton, após 16 horas e 34 minutos de voo, com o propósito de promover o uso de energia limpa, segundo um vídeo exibido ao vivo.
A parada em Dayton é particularmente simbólica, por ser a cidade dos irmãos Orville e Wilbur Wright, pioneiros americanos que realizaram o primeiro voo em um avião motorizado e tripulado.
As asas do Solar Impulse 2 são mais amplas do que as de um Boeing 747 e estão equipadas com 17.000 células solares para carregar as baterias.

Após quase três anos em obras, aeroporto é reinaugurado no RS

Aeroporto de Santo Ângelo foi reaberto neste domingo (22). Obra, que deveria durar 120 dias, levou três anos para ser concluída

G1 Rs

A pista de pousos e decolagens do Aeroporto Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, na Região das Missões do Rio Grande do Sul, foi reaberta neste domingo (22). Conforme a Secretaria Nacional de Aviação Civil, esta é a primeira obra a ser entregue por meio do convênio do programa federal de auxílio a aeroportos.
Com a conclusão do projeto, orçado em R$ 5,13 milhões, o local passará a receber voos regulares que farão ligação do nordeste gaúcho com outros 12 destinos. A verba disponibilizada pelo programa foi utilizada para construção da nova pista, reforma do pátio de aeronaves, instalação da cerca operacional e nova sinalização horizontal.
O aeroporto, por enquanto, foi reaberto para voos particulares e para o aeroclube local. Voos comerciais só devem começar a operar a partir de 1° de setembro.
Com um prazo inicial de 120 dias para as obras, o aeroporto ficou interditado por quase três anos. A empresa responsável pela obra chegou a ser multada pela demora na entrega.
A partir de setembro, devem ocorrer voos diários até Porto Alegre em uma aeronave com capacidade para 70 passageiros.
Sobre a nova pista
Com 30 metros de largura e extensão de 1.615 metros, a nova pista do Aeroporto Sepé Tiaraju está apta a receber aeronaves que compõem a frota das principais empresas brasileiras de aviação, em especial os aviões de maior porte, tais como o B-737-300, B-737-400 e A-320.
O reforço do atual pavimento teve por base a perspectiva de realização de 1.220 decolagens anuais, valor típico de aeroportos regionais brasileiros de características similares as do aeroporto de Santo Ângelo e que operam com aeronaves de grande porte. Esse movimento anual de aeronaves coloca o aeroporto na Categoria V: "Pista de Aviação Regular de Médio Porte de Baixa Densidade".

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Maduro diz que a Venezuela está preparada para invasão ou golpe

No último dia de exercícios militares, líder afirma que pediu uma estratégia de combate à "guerra não convencional"

ImagemCARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou neste domingo, 22, que o país está preparado em caso de uma possível invasão ou tentativa de golpe. “Creio que estamos mais preparados do que jamais estivemos”, disse no Estado de Vargas, no último dos dois dias de exercícios militares. Maduro ainda declarou que o governo está preparado contra “processos internos de comoção e desestabilização”.
O presidente venezuelano também pediu ao ministro da Defesa, Vladimir Padrino, a adoção de uma estratégia de combate à “guerra não convencional” da qual diz que tem sido vítima. Ele destacou que a “guerra econômica” promovida pela oposição é uma tentativa de criar uma “confrontação interna”, mas não tem sido bem sucedida porque o governo “protege o povo”. Maduro disse que os EUA sonham em dividir as Forças Armadas “chavistas” da Venezuela, mas afirmou que seu governo conta com o apoio dos militares. As declarações foram feitas dias após Maduro decretar estado de exceção e emergência econômica que daria ao governo poder suficiente para fazer frente a um suposto golpe.
Em entrevista publicada no sábado pelo jornal espanhol El País, o líder opositor Henrique Capriles disse que solução para a crise da Venezuela é uma eleição, mas Maduro “prefere um golpe de Estado à realização de um referendo revogatório”. Ele acrescentou que a oposição não quer um golpe, mas advertiu que as medidas inconstitucionais adotadas por Maduro podem levar a um levante militar. Capriles declarou que caso a situação saia do controle, as Forças Armadas vão preferir dizer a Maduro que saia do caminho em vez de matar o povo.
Maduro e a oposição estão em rota de colisão em razão da proposta de referendo para pôr fim a seu mandato. As autoridades dizem que a votação não ocorrerá este ano, mas a oposição defende que o presidente impopular deve sair para evitar que a recessão econômica se agrave ainda mais.
Alguns opositores acreditam que certos setores militares poderiam pressionar o ex-motorista de ônibus e ex-sindicalista a permitir a votação. A cúpula das Forças Armadas, no entanto, elogia o líder morto Hugo Chávez, assim como Maduro, que não possui formação militar.
Segundo levantamento recente, quase 70% dos venezuelanos querem que Maduro deixe a presidência neste ano, desejo intensificado pela deterioração das condições de vida, que atingiu níveis assustadores. A economia venezuelana vive a pior recessão em todo o mundo. Em toda a Venezuela, pequenas manifestações vêm ocorrendo diariamente. Nas redes sociais, proliferam vídeos que mostram pessoas saqueando supermercados e brigando entre si. Com a criminalidade fora de controle, o linchamento de pequenos infratores está se tornando mais comum.

Violência no Maranhão faz governador pedir ajuda da Força de Segurança Nacional

Ações violentas foram praticadas por facções criminosas como forma de reação à dura repressão aos detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Diego Emir

SÃO LUÍS - Uma onda de violência tomou conta da região metropolitana da capital maranhense nos últimos dias. Desde quinta-feira, 19, ocorreram 14 ataques a ônibus, destes, seis terminaram com veículos completamente incendiados. As ações violentas foram praticadas por facções criminosas como forma de reação à dura repressão aos detentos que está ocorrendo no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Em meio à situação de caos na Segurança Pública, o governador Flávio Dino (PCdoB) solicitou ao Ministério da Justiça o envio da Força Nacional, que começa a atuar no Estado na segunda-feira, 23.
De acordo com o delegado-geral de Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo Pereira, 128 homens da Força Nacional vão ajudar no combate à violência. Desde o início dos ataques, houve reforço do policiamento na zona rural da região metropolitana, nos pontos finais dos ônibus, nos terminais de integração e nos bairros onde houve ocorrências.
Nos últimos anos, a Força Nacional também foi convocada pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) para ajudar no combate à violência e no controle dos detentos de Pedrinhas.
Mais uma vez, os ataques foram comandados de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas por líderes de facções criminosas. O suposto autor das ordens dos últimos atentados, Eliakim Machado, o "Sadrak", é um dos líderes do Bonde dos 40, uma das quadrilhas mais perigosas em atuação no Maranhão.
Em uma interceptação telefônica feita pela Secretaria de Segurança, Eliakim ordena: "Boa noite, meus irmãos da família 40! Tá dado aí um salve geral aí pra tá agarrando os ônibus, de preferência no ponto final, pois não tem ninguém dentro, tá tocando fogo nos ônibus. Mas é pra pegar fogo todinho mesmo os ônibus. Forma de protesto contra a opressão que estamos sofrendo no sistema penitenciário".
A opressão citada pelo detento se refere à repressão que a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária impôs aos prisioneiros após a morte do auxiliar de agente penitenciário Gilvan Cordeiro, executado na capital maranhense por membros de facções criminosas.
Para tentar acalmar a população e passar um clima de tranquilidade, Flávio Dino acompanhou pessoalmente as operações de policiamento ostensivo na noite de sábado, 21. "A polícia está presente para garantir a ordem pública", afirmou o governador.
Desde que passou a adotar o policiamento ostensivo, as forças de segurança do Maranhão identificaram e prenderam 38 suspeitos, sendo 21 autuados pelos ataques aos ônibus e outros crimes.
O secretário de Segurança, Jefferson Portela, classificou os atentados como "atos covardes" e disse que "a força do crime não vai predominar no Maranhão, e todos os autores e mentores dos crimes vão ser identificados".
Ainda de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, a partir do governo Flávio Dino, com novas estratégias e apoio dos serviços de inteligência, a polícia alcançou grandes traficantes, desarticulou quadrilhas locais e interestaduais, ocasionando, segundo cálculos do delegado-geral Lawrence Melo, um prejuízo de R$ 5 milhões ao narcotráfico. Em uma única ação, foram apreendidos R$ 500 mil reais em entorpecentes provenientes do Mato Grosso do Sul.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Espiões e acrobacias aéreas


Jaime Spitzcovsky

Em roteiros contaminados por thrillers empoeirados da Guerra Fria, aviões militares norte-americanos, russos e chineses andaram, nas últimas semanas, se estranhando, ao fazer arriscadas acrobacias aéreas pautadas por lógica geopolítica e ao alimentar microcrises diplomáticas, com potencial para desencadear turbulências planetárias.
Os episódios escancaram as dificuldades da Casa Branca para lidar com a China e a Rússia em busca de mais assertividade no cenário global.
O capítulo derradeiro da saga aérea ocorreu na última terça (17). Segundo a versão dos EUA, dois caças chineses teriam chegado a apenas cerca de 15 metros de um avião norte-americano de reconhecimento que riscava espaço aéreo internacional, nas proximidades do litoral sul chinês.
Pequim rebateu a versão do Pentágono, classificou a ação de seus pilotos como "correta e profissional" e exigiu o fim das incursões aéreas de Washington naquela região costeira, ponto nevrálgico de disputa entre o governo chinês e países vizinhos.
No mês passado, entreveros alados chacoalharam o mar Báltico. Um caça russo se aproximou de uma aeronave dos EUA em "missão de rotina e em espaço aéreo internacional", nas palavras de Washington, fazendo manobras provocativas e a uma distância de meros 30 metros. Moscou admitiu a estocada, mas acusou o "intruso" de não se identificar.
A tensão engrossou ainda mais o caldo do mar Báltico, pois dias antes o Pentágono havia acusado aviões russos de simularem um ataque a uma embarcação norte-americana, com rasantes desafiadores.
Tempos são outros, mas enfileirar fricções aéreas remete a um dos episódios mais célebres da Guerra Fria, quando, em 1960, o Kremlin abateu um avião-espião norte-americano em pleno sobrevoo do território soviético e capturou o piloto Francis Gary Powers, devolvido numa troca de prisioneiros dois anos depois. Com atuação magistral de Tom Hanks, o recente filme "Ponte de Espiões" retratou o drama.
Os enfrentamentos atuais não seguem mais a lógica da bipolaridade de décadas passadas, mas se apoiam no redesenho da correlação de forças entre os três gigantes. Moscou, por exemplo, usa as pontadas aéreas como demonstração de força ao que o Kremlin entende ser o avanço da hegemonia militar norte-americana rumo às suas fronteiras.
Na quinta (19), a Otan, aliança liderada pelos EUA, formalizou convite para adesão de Montenegro, ex-integrante da Iugoslávia. Dos 28 atuais integrantes do bloco militar, 12 são da Europa Oriental, onde a sombra do Kremlin pairou pesadamente nos anos plúmbeos da Guerra Fria.
A Rússia entende o movimento norte-americano como ameaçador, do ponto de vista geopolítico e militar. Para a Casa Branca, trata-se de consolidar hegemonia e influência em paragens da Europa Oriental.
Na Ásia, outro embate, pois a China rejeita as iniciativas norte-americanas desenhadas para conter o aumento do peso político e militar de Pequim no continente. Enquanto isso, pilotos tiram finas entre seus aviões em áreas de alta temperatura política, onde uma manobra mal calculada pode gerar uma crise diplomática de grande monta.

JORNAL ESTADO DE MINAS


Nova equipe econômica trabalha na reforma da Previdência

Avalia-se propor a idade mínima de 65 anos para homens e 63 para mulheres

Agência Estado

A nova equipe econômica trabalha em uma reforma da Previdência que, se aprovada, vai alterar substancialmente a maneira como funciona hoje. Mais de uma dezena de pontos estão em análise. Se as propostas vingarem, vão mudar a forma de concessão e o prazo para aposentadorias e pensões, tanto urbanas quanto rurais, na iniciativa privada e no setor público. E não apenas dos futuros trabalhadores, mas também para quem já está no mercado. A idade mínima para a aposentadoria de trabalhadores da ativa está no pacote, embora o próprio governo tema que ela não avance nas negociações políticas.
Essa é, na verdade, a proposta mais ambiciosa. Avalia-se propor 65 anos para homens e 63 para mulheres. Seria uma mudança de paradigma: as regras atuais abrem espaço para que se aposente com praticamente 10 anos a menos. A alteração, porém, seria feita com cuidado.
Existe a compreensão de que os trabalhadores da ativa são muito diferentes entre si. Há os que estão perto da aposentadoria e os que entraram no mercado ontem. Assim, a regra de transição seria suave para quem está perto da aposentadoria e mais dura para quem está longe.
Os especialistas acreditam que a adoção da idade mínima para trabalhadores da ativa seria a melhor opção para deter, o quanto antes, o crescimento vertiginoso do gasto previdenciário, que está perto de R$ 700 bilhões. Mas sondagens com parlamentares identificaram que a medida é polêmica e pode emperrar a reforma inteira, que ainda não é politicamente palatável. Líderes dos principais partidos não se comprometeram a dar apoio antes de conhecer, em detalhe, as propostas.
Como plano B à idade mínima, estuda-se adotar um sistema de pontuação. Para facilitar o entendimento e a implantação, esse sistema seria baseado na já existente regra 85/95 (cuja soma de tempo de contribuição e de idade dá 85 para mulheres e 95 para homens). Os valores iniciais, porém, seriam superiores aos atuais: 90/100, no mínimo.
Foco
O novo secretário de Previdência, Marcelo Caetano, um dos maiores pesquisadores do tema, tem intimidade com a discussão. Ele já vinha organizando propostas para uma reforma há mais de um ano e sabe que mexer nas regras de aposentadoria de trabalhadores da ativa é o capítulo mais explosivo. Por isso, vai estudar todas as possibilidades, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo" apurou.
O economista Fábio Giambiagi, que viu muitas reformas naufragarem, está otimista: “Parece que chegou o momento”, diz. Mas tem duas preocupações. A primeira é política. “Se algum ponto tiver oposição, melhor tirar”, diz. A segunda preocupação é técnica: “Entendo que o governo deve ser ágil, mas montar uma reforma em 15 dias e levá-la à votação em 30, como foi anunciado, é correr o risco de algo dar errado - não precisava essa sangria desatada.

JORNAL O VALE (S.J. DOS  CAMPOS -SP)


São José é palco de simulação para os Jogos


Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica finalizaram na última sexta-feira do exercício chamado de "Olimpex", realizado no Icea (Instituto de Controle do Espaço Aéreo, em São José dos Campos.
Trata-se de treinamento preparatório para as Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro. Foram simulados cenários para controle do espaço aéreo durante os jogos. De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), o objetivo é a evolução dos processos que definem o nível de tomada de decisões.
"É muito importante essa interação entre as forças nesse treinamento e principalmente entre as equipes envolvidas no exercício", disse Thiago Ribeiro, capitão do Exército.
Os exercícios foram simulados a partir de seis cenários criados virtualmente em 110 situações. Nelas, os militares puderam praticar e definir as estratégias que devem ser tomadas para garantir a defesa do espaço aéreo durante os eventos esportivos. "Trabalhamos para que quem for assistir às competições esteja ciente que os céus estão protegidos", disse o coronel aviador Marcelo Alvim Agricola.

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Embraer anuncia venda de 23 jatos executivos para a mexicana Across


Assis Moreira - De Genebra

A Embraer Aviação Executiva vai anunciar hoje, em Genebra, um pedido de compra de 23 jatos pela companhia mexicana Across. O negócio sinaliza um novo modelo de utilização mais acessível de aviação executiva, em meio à crise no segmento.
O contrato tem valor estimado em US$ 260 milhões pela lista de preços atual, mas o potencial do negócio é superior a US$ 500 milhões porque a intenção do cliente mexicano é dobrar o pedido no curto prazo.
A aviação executiva sofre com o impacto da crise econômica, globalmente. Os mercados da Europa, da China e do Brasil sofreram contração. Analistas falam de um esgotamento do modelo tradicional no segmento, pelo qual uma só pessoa compra um jato para seu uso pessoal.
Agora, os fabricantes buscam maior demanda por parte de clientes que preferem a propriedade compartilhada do aparelho ou usar serviços de táxi aéreo. As companhias também procuram compradores em novas regiões geográficas. É nesse cenário que dois anúncios que a Embraer fará na Feira Europeia de Aviação Executiva tem importância que vai além do valor dos contratos. A feira é conhecida pela sigla inglesa Ebace e começa hoje em Genebra.
A Across, sediada em Toluca, principal centro de aviação executiva do México, vai confirmar pedidos de oito Legacy 500, oito Phenom 300 e sete Phenom 100E, para seus voos de fretamento sob o conceito de "Aviación a tu medida". A empresa faz também gerenciamento de aeronaves e serviços aeroportuários para jatos executivos.
Em entrevista ao Valor, o presidente da companhia, Pedro Corsi, diz que "parece claro que ter um jato, com seu próprio piloto e usá-lo menos de 10 horas ao mês, é menos atrativo hoje". Segundo ele, "usando as opções, como avião compartilhado ou alugado, a economia é de 75% e o serviço é confiável".
O empresário reconhece o esgotamento do modelo tradicional de um único proprietário, mas observa que continua a ter gente comprando seu jato para uso exclusivo, com sua equipe de pilotos. A própria Across vai vender aviões da Embraer nesse contexto, como parceiro do fabricante brasileiro na comercialização de jatos executivos. A Across já pediu para a Embraer antecipar a entrega de dois aparelhos, de 2017 para este ano. O número de horas de voo da empresa passou de 4,5 mil horas em 2011 para 6 mil horas em 2014. No ano passado, chegou a 9 mil horas, e no primeiro trimestre deste ano cresceu 30% a mais que o projetado. Inicialmente, a empresa cobre as Américas, mas tem planos de expansão para a Europa. A América do Norte tem sido responsável por mais de 60% da demanda por jatos executivos, e essas empresas estão buscando oportunidades de operação em outras regiões também.
Corsi participará da Ebace juntamente com a Avinode, o principal mercado on-line do mundo para compra e venda de voos de fretamento.
O segundo novo cliente da Embraer que vai mostrar outra opção de negócios é a empresa suíça Sparfell & Partners.
A companhia tem experiência na área de leasing de aviões comerciais, mas, agora, quer levar esse modelo para aviação executiva. Assim, governos ou empresas não precisariam comprar mais os próprios aviões. Em vez disso, poderiam contratar empresas que oferecem o serviço completo, incluindo pilotos, seguro, manutenção e outros custos envolvidos, dentro do novo conceito de leasing.A companhia suíça começou com um Legacy da Embraer, e abre outro potencial de utilização de aviação executiva.
Marco Tulio Pellegrini, presidente e executivo-chefe da Embraer Aviação Executiva, destaca que os jatos da companhia combinam com as opções que estão surgindo no mercado, com baixo custo operacional, maior produtividade etc. No México, a frota composta pelos jatos da família Phenom, Legacy e Lineage cresceu 35% no ano passado.
Para 2016, a divisão de jatos executivos da Embraer planeja entregar de 40 a 50 aeronaves grandes (famílias Legacy e Lineage) e de 75 a 85 jatos leves (família Phenom). Isso equivale a uma receita entre US$ 1,75 bilhão e US$ 1,9 bilhão.
No primeiro trimestre já foram entregues 12 jatos leves e 11 jatos grandes, em comparação com 10 jatos leves e dois jatos grandes no mesmo período do ano passado.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Mulheres ganham chance na Aeronáutica

Desde 1949, as vagas para cadetes são destinadas apenas a homens. Com a mudança, novo edital oferece 20 vagas para candidatas na Epcar

A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar) é uma instituição de ensino da Força Aérea Brasileira, com sede em Barbacena, Minas Gerais, que funciona em regime de internato. Ela foi criada em 1949 e, desde então, o ingresso era voltado apenas para homens. Este ano, além das 160 oportunidades para homens, foram abertas 20 vagas para a admissão de mulheres. Para o coordenador do Curso Meta, Vanderlan Marcelo Viana, trata-se de um fato histórico para a área militar, e os alunos têm muito a ganhar com isso. "O enriquecimento cultural vai ser enorme porque os participantes vão conviver com pesoas de todo tipo", explica.
Entre as vantagens da seleção, ele lista acompanhamento médico, alimentação e uma bolsa em dinheiro (atualmente, os aspirantes a cadetes ganham R$968). Viana, que também é engenheiro do Instituto Militar de Engenharia (IME), salienta os valores aprendidos durante a estadia na Epcar. "Eles praticam a lealdade, a disciplina, a hierarquia, a cultuar os símbolos do país e a serem patriotas", diz. Os selecionados ficarão no internato durante três anos, em que cursarão formação equivale ao ensino médio regular.
Depois de se formarem, receberão certificado de ensino médio e do curso preparatório de cadetes e podem escolher trilhar uma carreira militar ou não. Os que optarem pela segunda opção, poderão concorrer ao número de vagas previsto à matrícula no primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV) da Academia da Força Aérea (AFA).
Para participar, é preciso ter de 14 a 19 anos até 31 de dezembro de 2017. São cinco etapas: prova escrita, eliminatória e classificatória, com 48 questões (das quais, 16 são objetivas de múltipla escolha) sobre português, matemática, inglês, além de redação; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação de condicionamento física; e validação documental.
Dicas
O professor de português do curso Cidades Valber Freitas garante que os candidatos devem se concentrar em estudar sintaxe, concordância verbal e nominal, crase, regência, período composto e simples. "Também costumam cair na prova o emprego das classes gramaticiais, correlações verbais, conjução e interpretação de texto", afirma. Já em matemática, o professor do curso Meta Guilherme Vilela conta que os conteúdos de radicais duplos, polinômios, aritmética, função quadrática e afins, geometria semelhantes e áreas de figuras são bem recorrentes. "Para esse concurso, é necessária uma preparação específica, pois a linguagem é bem técfnica e, para isso, deve haver uma disciplina de estudo", alerta.
Yaron Segalovich é professor de inglês do curso Seleção e comenta que, pelo fato de a língua inglesa só estar presente na prova há dois anos, ela se enquadra no nível de dificuldade abaixo do intermediário. "Quem tem noção do idioma acaba se dando bem", diz. "O aluno tem que saber as noções básicas de gramática, tempos verbais, números ordinais e cardinais e interpretação de texto", afirma.
Candidatos falam
"Sempre tive interesse na área militar e, com o apoio da família, decidi participar do concurso. Estou superconfiante, pois estou me preparando fazendo cursinho e estudo em casa" - Débora Luiza Silva, 14 anos.
"Nunca quis seguir carreira militar, mas depois pesquisei sobre e me interessei. Quero ser médica e, para ter uma boa formação, decidi fazer o concurso" - Camila Perez, 14 anos.
"Pensei em ser várias coisas, menos militar, apesar de a maioria da minha família seguir essa área. Com o tempo, essa vontade foi crescendo em mim. Faço cursinho, exercícios e, a qualquer momento, estou estudando" - Júlia Almeida, 14 anos.
"Há dois anos, tenho buscado o melhor para mim por isso vim para Brasília estudar para a Epcar. Faço cursinho, estudo com meus amigos e também pelo Skype com o meu tio" - Matheus Henriques, 16 anos.
"Meu pai é militar, e sempre gostei dessa área. Eu não tenho tempo livre, sempre estou estudando para conseguir entrar na Epcar. Vai ser um grande orgulho para o meu pai se eu conseguir" - Matheus Andrezzi, 17 anos.

REVISTA ISTO É DINHEIRO


O futuro dos Michelzinhos

Governo Temer vai apresentar, em 15 dias, as mudanças nas regras da Previdência para garantir que as próximas gerações recebam seus benefícios. Conheça as principais alternativas para reduzir o rombo bilionário e explosivo

Luís Artur Nogueira

Nas últimas décadas, vários temas têm gerado polêmica no Brasil como a descriminalização da maconha, a ampliação dos casos de aborto legal, a autorização para o porte de armas, a legalização de bingos e cassinos, os direitos de uniões homoafetivas, entre outros. Devido a questões religiosas, políticas, ideológicas ou corporativas, os debates raramente são profícuos e acabam contaminados por reações irracionais dos diversos grupos de interesses. Há, no entanto, um assunto insuperável no quesito tabu: a reforma da previdência.
Apesar da constatação elementar de que o rombo bilionário é insustentável, o País conseguiu promover apenas duas reformas parciais, uma no governo FHC e outra no governo Lula, que não resolveram o problema. Toda vez em que o assunto vem à tona, imediatamente surge no imaginário das pessoas a figura de um velhinho carente que terá os seus direitos usurpados. Não é nada disso. Trata-se, na verdade, de buscar alternativas para garantir o pagamento das aposentadorias das próximas gerações. Ciente da gravidade, o presidente Michel Temer está disposto a superar as pressões e promover uma reforma.
No início do ano passado, já com as finanças públicas em frangalhos, a então presidente reeleita Dilma Rousseff empunhou, ao menos nos discursos, essa bandeira. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu apenas emplacar pequenos ajustes nas regras das pensões, como a que reduz o período de recebimento dos benefícios pelas jovens viúvas. Alterações mais profundas não avançaram porque o PT, partido da presidente, sempre boicotou o debate, como se fosse possível tapar o sol com a peneira.
O déficit do INSS vem crescendo exponencialmente desde 2011, passando de R$ 35,5 bilhões para R$ 85,8 bilhões, no ano passado. O salto previsto pelos especialistas será ainda maior até 2018, atingindo R$ 178 bilhões. Há vários fatores que ajudam a explicar por que a conta não fecha. Fraudes, má gestão, privilégios para uma minoria de servidores e queda na arrecadação são alguns deles. Mas, no médio prazo, o mais importante é o envelhecimento da população brasileira. Diante do aumento do número de idosos, as despesas da Previdência Social vão saltar de R$ 500 bilhões por ano para incríveis R$ 14 trilhões em 2060.
Como proporção do PIB, significa que as despesas com aposentadorias, que hoje representam 7,4% de todos os bens e serviços da economia, totalizarão 17,2% do PIB em pouco mais de 40 anos. Como o modelo de previdência brasileiro pressupõe que os trabalhadores da ativa financiem os inativos, é fácil traçar um quadro explosivo no futuro diante da queda de natalidade no País e do aumento da expectativa de vida das pessoas. Não é à toa que diversos países europeus, cujo envelhecimento populacional já é uma realidade, mudaram recentemente suas regras para a aposentadoria, como Alemanha, Espanha e Suécia.
Seja por convicções ideológicas ou por espírito de corpo, as centrais sindicais sempre são contrárias a qualquer alteração. O discurso de defesa dos direitos dos trabalhadores é, em teoria, elogiável. No entanto, pouco importa para eles se o Estado terá recursos para honrar esses direitos no futuro. É justamente esse ponto que o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem enfatizado nos seus discursos. Em primeiro lugar, nenhuma proposta ousará retirar direitos adquiridos de quem já se aposentou. Além disso, todos os especialistas defendem modelos de transição, que não penalizem quem está muito próximo de “pendurar as chuteiras”.
A confusão, porém, está no fato de que jovens trabalhadores, que acabaram de ser registrados, já se consideram detentores de um benefício que, segundo eles, jamais poderia ser rediscutido. Os primeiros dias do novo governo têm sido de intensos debates. Na segunda-feira 16, Temer se reuniu, no Palácio do Planalto, com os representantes de quatro das seis principais centrais sindicais. A CUT e a CTB não participaram sob a alegação de que não reconhecem o atual governo (em até seis meses, o Senado Federal definirá se aprova ou não o afastamento definitivo da presidente Dilma).
Para superar os enormes obstáculos sobre a reforma da previdência, o governo tem apostado na tática do “diálogo”. Ao mesmo tempo em que não pode empurrar decisões goela abaixo da sociedade, a equipe econômica tem pressa e pretende anunciar os detalhes da reforma no dia 3 de junho. Há um consenso de que janela de oportunidade política é curta.
IDADE MÍNIMA Um dos pontos polêmicos em estudo é a adoção de uma idade mínima como regra geral, algo comum nos principais países desenvolvidos. Hoje, no Brasil, 55% dos trabalhadores já se aposentam pela idade mínima (60 anos para mulheres e 65 anos para homens), pois não conseguem atingir os 35 anos de contribuição. Nesse caso, a aposentadoria é de um salário mínimo. Apenas 28% dos trabalhadores se aposentam por tempo de contribuição e, via de regra, ganham mais do que um salário mínimo.
Para esses trabalhadores, é o fator Previdenciário, mecanismo criado no governo FHC, que define o tamanho da aposentadoria. Quanto mais cedo eles se aposentam, menor é o valor do benefício. Além disso, 17% recebem aposentadoria por invalidez. Os especialistas ouvidos pela DINHEIRO defendem a adoção de uma idade mínima, que pode variar de 65 anos a 67 anos, para todos os homens e as mulheres, incluindo os trabalhadores rurais, com uma contribuição mínima de 20 anos. Atualmente a contribuição mínima é de 15 anos (leia matéria aqui).
“A idade de 65 anos normalmente é a norma para a qual estão caminhando a maioria dos países”, disse Henrique Meirelles, na quarta-feira 18. “Aparentemente é a norma para o Brasil, também.” No Japão, a idade mínima é de 65 anos; Na França e nos Estados Unidos, de 67 anos; e no Reino Unido, de 68 anos. Cauteloso, o presidente Temer ainda não bateu o martelo sobre o assunto. “Mais importante do que a idade mínima é igualar as idades entre regimes e gêneros, pois a atual diferença não faz nenhum sentido”, afirma Leonardo Rolim Guimarães, consultor de orçamento da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social. “Se a mulher vive mais do que o homem, por que ela se aposenta mais jovem?”
No ano passado, o governo Dilma criou um sistema alternativo de pontos para calcular o valor do benefício, que soma a idade com o tempo de contribuição. Atualmente, são 85 pontos para mulheres e 95 pontos para homens, com elevação gradual até o fim de 2026, quando a pontuação chegará a 90 pontos para mulheres e 100 pontos para homens. Quem atinge essa pontuação não sofre redução pelo Fator Previdenciário. “O ideal é adotar 105 pontos para todos”, diz Guimarães.
Em todas as propostas, os especialistas enfatizam a necessidade de uma regra de transição para quem está no mercado de trabalho. Quanto mais rápida a transição, menor será o rombo da previdência. “A minha proposta é não mudar a regra para quem está a dois anos de se aposentar”, diz Paulo Tafner, pesquisador do Ipea e professor da Universidade Candido Mendes. “Quem está a mais de dois anos pagará um pedágio proporcional ao tempo que falta.” Os principais pontos da reforma da previdência, como a idade mínima para todos os trabalhadores, dependem de alterações constitucionais, com ampla maioria de 3/5 dos votos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Há, no entanto, pequenos ajustes que podem ser feitos através de Lei Ordinária, que demanda apenas a aprovação da maioria simples dos parlamentares presentes na sessão. Uma delas envolve as pensões das viúvas que, pela regra atual, recebem 100% do benefício do marido morto. Seguindo o padrão internacional, Tafner sugere o pagamento de 60% do benefício, com um adicional de 15% por filho, no limite de 100%. “Em todo lugar do mundo leva-se em consideração se o sobrevivente é sozinho ou tem filho”, diz o especialista. Segundo a OCDE, o Brasil é o país que mais gasta com pensões no mundo em proporção do PIB: 2,8%.
A equipe econômica tem tomado o cuidado para esclarecer à sociedade a diferença entre “direito adquirido” e “expectativa de direito”. Quem já está aposentado ou prestes a fazê-lo tem um direito que não será alterado. Porém, quem está no mercado de trabalho terá uma regra de transição, pagando uma espécie de pedágio. “Existe um consenso que mais importante é que exista uma Previdência Social que seja sustentável e autofinanciável, e que todos os trabalhadores tenham a garantia de que a aposentadoria será paga e cumprida, e que o Estado será solvente para cumprir suas obrigações”, afirmou Meirelles, que trouxe para dentro do Ministério Fazenda a Secretaria da Previdência, comandada por Marcelo Caetano, um dos maiores especialistas na área (leia reportagem sobre a equipe econômica AQUI).
Na quarta-feira 18, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu ministros e sindicalistas para a primeira reunião do grupo de trabalho criado para formular propostas concretas. Embora estejam dispostas a negociar, as centrais batem o pé contra a adoção da idade mínima e afirmam que o melhor caminho é aumentar a receita e não cortar despesas. Dentre as soluções propostas para engordar o caixa do INSS estão a eliminação de desoneração tributárias para empresas, a revisão de isenções de entidades filantrópicas, a legalização de jogos de azar e o combate a sonegações.
“Se não tiver acordo entre governo, as centrais e os empresários, cada um que tome a posição que quiser”, afirmou o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que preside a Força Sindical. Na semana passada, a Confede-ração Nacional da Indústria (CNI) e o Ibope divulgaram uma pesquisa em que 65% dos brasileiros aprovam a adoção de uma idade mínima para aposentadoria e 72% defendem a equiparação de regras para todos. As centrais já deixaram claro que aceitam mudanças apenas para os futuros trabalhadores.
Meirelles, por outro lado, ressaltou que a conta não fecha se as novas regras não valerem para quem já está na ativa. Apesar da disposição de diálogo de ambas as partes, a formulação de uma proposta definitiva não será fácil. A única certeza até agora é a de que o rombo projetado para as próximas décadas é insustentável. Se nada for feito, a geração de Michelzinho, de 7 anos, filho do presidente Temer, e outras gerações não terão nenhum benefício previdenciário assegurado.


Virada olímpica

O governo Temer corre para tomar pé da organização e aparar arestas para a Olimpíada no Rio de Janeiro. A preocupação maior é com a segurança

Carlos Eduardo Valim

A menos de 80 dias da cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio 2016, há pouca margem de manobra para mudanças radicais na organização do maior evento esportivo do mundo. Mas, além de Dilma Rousseff ser substituída por Michel Temer como chefe de Estado anfitrião da festa de abertura dos Jogos, outros pontos importantes podem mudar. Nos primeiros dias da nova equipe ministerial, algumas indicações já foram dadas. Na segunda-feira 16, Temer convocou todos os ministros envolvidos com o megaevento, para tomar pé da situação.
As mais intensas modificações podem acontecer no plano de segurança da Olimpíada, a julgar pelas declarações de Raul Jungmann (PPS), ministro da Defesa. Ele criticou a estratégia adotada pelo governo anterior. Segundo ele, a maior preocupação “no curtíssimo prazo” era a questão de inteligência e da infraestrutura da cidade. “Há um déficit de atenção do governo federal até aqui, já que grande parte dos compromissos tem sido arcado pela Prefeitura e pelo Estado do Rio, que está enfrentando graves dificuldades financeiras”, disse. Quanto à infraestrutura, a preocupação está nos transportes.
Mas dificuldades em energia e comunicações também podem ser encontradas. O novo ministro do Esporte, o carioca Leonardo Picciani, pretende examinar os contratos em andamento na pasta e ampliar o controle, sem paralisar as obras. Entre os projetos ligados ao ministério, estão o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, realizado pela Galcon, e a construção e reformas dos Centros de Treinamento, liderados pela OAS, a 99a maior empresa do País no ranking AS MELHORES DA DINHEIRO 2015.
Mas as maiores dúvidas estão na área de inteligência. “Houve uma retração nos órgãos de inteligência dos outros países em relação a nós porque não havia atenção federal para este setor”, disse Jungmann. O descuido, que impactaria na prevenção contra ataques terroristas, seria simbolizado pela falta de recursos e pela transferência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), agora subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para a Secretaria de Governo. O deslocamento foi revertido por Temer, que pretende remodelar a agência. A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro quer o Exército nas ruas durante os Jogos.
O secretário José Mariano Beltrame reivindica 15 mil soldados para garantir a segurança nas ruas. Com razão. De janeiro a abril, os homicídios dispararam 15,8% ante 2015. “Além disso, com os atentados na França e na Bélgica, o plano mudou muito. Antes, havia a lógica da soberania nas estratégias de segurança, mas o Brasil teve de abrir mão disso e começou a receber apoio estrangeiro”, diz o especialista no assunto, Fernando Brancoli, da FGV . “Não se sabe quem está vindo para cá, mas há representantes da inteligência de Israel, França e EUA com presença na organização e compartilhando informações.”

REVISTA ISTO É


Terror no ar

Atentado é a hipótese mais provável da queda do avião da Egyptair. Se confirmado, reforça que a França continua a ser um dos alvos preferidos do estado islâmico

A França assistiu na última semana, mais uma vez impotente, às imagens que infelizmente estão se tornando rotina naquele país. Enquanto policiais acompanhados de cães pastores aumentavam as buscas por elementos suspeitos no aeroporto Charles de Gaulle, familiares choravam a perda de entes queridos que partiram repentinamente. Diferentemente dos atentados que mataram 130 pessoas em novembro passado, as vítimas agora não ficarão prostradas nas boêmias calçadas de Paris. Dessa vez, 66 corpos caíram nas águas do Mar Mediterrâneo, após uma possível ação com bomba derrubar um avião que ia da França com destino ao Egito. Destroços da aeronave foram achados pelas Forças Armadas egípcias perto do local da queda na manhã de sexta-feira 20. Os militares encontraram também pedaços de corpos, dois assentos e algumas malas. Como as evidências apontam para um ato criminoso, seria o segundo ataque de grandes proporções em menos de um ano a atingir o país, levando medo à população e levantando suspeitas sobre a segurança local. “Pelas características, tem tudo para ser um atentado”, diz o cientista político Christian Lohbauer, membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP). “Como outras organizações terroristas estão enfraquecidas, a chance maior é que os responsáveis sejam de novo do Estado Islâmico.”
O Airbus A320 da EgyptAir passou por várias cidades antes da queda, na madrugada da quarta-feira 18. No dia anterior, ele veio de Asmara (Eritreia) ao Cairo. Horas antes do acidente, foi e voltou de Túnis (Tunísia) à capital egípcia antes de decolar rumo a Paris. Um eventual explosivo pode ter sido plantado em qualquer uma dessas paradas. O voo fatídico começou às 23h09 (horário local). Saía da França para o Cairo, onde deveria chegar pouco depois das 3h da manhã. Porém, às 2h30, ainda sobre o mar e logo após entrar no espaço aéreo do Egito, a aeronave começou a fazer movimentos inusuais: uma curva de 90º para a esquerda e depois uma circunferência para a direita, caindo de 37, a 15 e a 9 mil pés, de acordo com o ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos. Neste momento, desapareceu do radar sem enviar mensagens de socorro, o que é incomum em casos de acidentes. “Essas curvas antes da queda indicam que pode ter havido uma briga na cabine”, afirmou Shailon Ian, presidente da consultoria Vinci Aeronáutica. “Os movimentos são muito estranhos.”
A queda imediatamente acendeu alertas vermelhos nos comandos dos principais países envolvidos, Egito (30 vítimas) e França (15). Os primeiros declararam que a hipótese mais forte no momento é a de atentado. “Se você analisar a situação adequadamente, a possibilidade de ataque terrorista é maior do que a de falha técnica”, afirmou o ministro da Aviação, Sherif Fathi. O presidente francês, François Hollande, por sua vez, disse que nenhuma suspeita estava descartada – incluindo terrorismo. Na terça-feira 10, o chefe da agência de inteligência interna francesa (DGSI), Patrick Calvar, havia alertado: “Claramente a França é o país mais ameaçado e nós sabemos que o Estado Islâmico está planejando novos ataques.” Não só na França, mas também no Egito, houve um grave atentado há menos de um ano. Em outubro, um jato russo desapareceu sobre solo nacional, matando 224 pessoas (leia quadro). Nos dois episódios, o responsável foi o Estado Islâmico. Se a possibilidade de terrorismo for de fato comprovada, será mais um duro golpe para os dois países, que de novo foram incapazes de impedir a atuação do grupo dentro de suas fronteiras.
Para a França, a hipótese de atentado significa que mesmo os milhões gastos desde novembro foram insuficientes para proteger seus cidadãos. A comunidade islâmica radical no país é uma das maiores da Europa e suspeita-se que o aparato possa ter sido plantado justamente no Charles de Gaulle, apesar do forte controle de segurança do aeroporto francês. A situação do Egito é ainda pior, pois o turismo, uma de suas principais fontes de renda, será um dos principais afetados. O setor emprega um em cada dez egípcios, e anda em baixa devido aos recentes problemas de segurança locais. Lucros despencaram de US$ 1,5 bilhão para 500 milhões nos primeiros meses do ano, e visitantes caíram pela metade no mesmo período. Com a explosão do avião russo, até rotas aéreas foram fechadas.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL BEM PARANÁ


Corrida Solidária atrai quase 3 mil atletas

O frio e a chuva não intimidaram os 2.800 mil atletas que participaram neste domingo (22) da primeira edição da Corrida Solidária Provopar Estadual e BPTran. Eles correram percursos de 5 quilômetros e 10 quilômetros. Além de promover a prática esportiva, o evento proporcionou integração da Polícia Militar com a comunidade e a arrecadação de alimentos para instituições beneficentes.
“Essa corrida é mais que uma prova de atletismo, é uma forma de arrecadarmos materiais para ajudar o povo paranaense. O BPTran deu atenção também à doutrina de polícia comunitária e aos cuidados com a saúde física”, disse o comandante do BPTran, tenente-coronel Valterlei Mattos de Souza.
A parceira com a Provopar Estadual resultou numa corrida de rua organizada que ganhou elogios dos participantes. A soldado Hallyne Bergamini Silva foi a primeira colocada geral feminino militar 10 quilômetros. “Foi uma corrida maravilhosa, a equipe do BPTran está de parabéns pela organização”, disse. Viviane Portela, que participou da prova de 5 quilômetros, destacou a qualidade do trajeto, percorrido em terreno plano.
Na categoria masculina, Sérgio Rodrigues da Silva, vencedor nos 10 quilômetros masculino, explicou que a chuva é um fator considerado em treinos e em nada atrapalha o desempenho. “A gente já está acostumado a treinar com chuva e frio. Curitiba tem essas situações então vou para a prova preparado para qualquer tipo de eventualidade”, disse.
Marcelo Roberto, primeiro lugar nos 5 quilômetros masculino, enalteceu a iniciativa do BPTran. “Foi muito bom participar da corrida, a gente treina todo o dia para alcançar os primeiros lugares”, afirmou.
“Só temos que agradecer aos nossos parceiros, principalmente ao BPTran, que acreditou na nossa ideia, e também a todos os patrocinadores e pessoas envolvidas na realização da corrida”, disse a presidente da Provopar, Carlise Kwiatkowski.
“Foi uma organização rápida, em apenas dois meses preparamos todo o evento e mesmo assim tivemos quase 3 mil inscritos nessa primeira edição. Nossa expectativa é que os participantes saiam satisfeitos e possamos fazer outras edições da corrida”, falou o tenente Adriano Patrik Marmaczuk, que atuou na organização do evento.
CLASSIFICAÇÃO - Na categoria geral masculino 5 quilômetros, os cinco primeiros colocados foram Matheus Felipe Borrasca, Laudemir Drawanz Ramson, Jonatas Vicente de Matos, Leandro Rodrigues Vallejo, e Marcelo Roberto Micoaski. Na categoria geral militar 10 quilômetros masculino os primeiros colocados foram o militar da Aeronáutica Sérgio Rodrigues da Silva, o militar Valdir da Silva Batista e o sargento da PM Wilian dos Santos Fernandes.
Na categoria geral feminino 5 quilômetros, Valkiria Dias Crispa, Cristiane Borrasca, Silvana Dantas da Silveira, Dinora Vargas e Vivane Portela foram as cinco primeiras colocadas. Na categoria geral militar feminino 10 quilômetros, a vencedora foi a soldado Hallyne Bergamini Silva, seguida pela também soldado Eliane dos Santos Fernandes e a soldado Suzana Luzia de Oliveira.
Na categoria geral feminino 10 quilômetros, o primeiro lugar ficou com Dione Diagostini Chillemi, o segundo lugar com Maria de Fátima de Souza e o terceiro lugar com Valquíra Marques de Oliveira. Já na categoria 10 quilômetros masculino, os três primeiros lugares ficaram com Alessandro de Souza, Joel Lenart e Cristiano Ribeiro, respectivamente.
Também houve premiações para as equipes com maior número de integrantes. Em primeiro lugar ficou a equipe BPTran Buscapé/Runners, com 214 atletas, em segundo lugar a equipe CR Runners, com 109 integrantes, em terceiro a equipe Bombeiros de Cristo, com 79 atletas e em quarto a equipe Park Fitness Paranista, com 74 atletas.

PORTAL DE OLHO NO TEMPO METEOROLOGIA (SP)


Tempestade com vento de 114,8 km/h atinge parte de Guarulhos, SP

ImagemImagemUma célula de tempestade que se formou ao norte da Grande São Paulo na noite deste domingo (22), na altura de Mairiporã, avançou rapidamente para o município de Guarulhos levando chuva e vento forte, além de grande incidência de raios.
Apesar de pequena, a célula de tempestade atingiu a área do Aeroporto Internacional de São Paulo provocando quedas de árvores e de postes. A concessionária isolou ruas devido às quedas de fios de alta tensão, principalmente no bairro Jardim Cumbica. O Corpo de Bombeiros confirmou que casas também foram destelhadas sem informar a quantidade exata.
Devido ao horário de pousos e decolagens, as operações foram suspensas momentaneamente até o deslocamento da célula de tempestade do espaço aéreo, onde várias aeronaves realizaram manobras por mais de 30 minutos.
Dados meteorológicos
Dados de Meteorological Aerodrome Report (METAR) indicaram às 20 horas (Brasília), chuva forte com trovões e rajada máxima de vento de 114,8 km/h.
A refletividade emitida pelo radar meteorológico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet) indicou valores elevados justamente sobre a região do aeródromo.

PORTUGAL DIGITAL


Senado debate terça-feira aumento da participação estrangeira em companhias aéreas

A mudança do limite de participação estrangeira no capital com direito a voto das companhias aéreas brasileiras de 20% para 49% será analisada na terça-feira, 24 de maio.
Brasília - A comissão mista encarregada de emitir parecer à Medida Provisória (MP) 714/2016 promove na terça-feira (24) audiência pública para discutir a medida que prevê o fim do Adicional de Tarifa Aeroportuária, a partir de 1º de janeiro de 2017, e o aumento da participação estrangeira no capital das companhias aéreas brasileiras, de 20% para 49%. A reunião tem início marcado para as 14h30 na sala 6 da ala Nilo Coelho.
Para o debate foram convidados representantes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil; da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero); da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Comando da Aeronáutica.
O Adicional de Tarifa Aeroportuária é cobrado dos passageiros, em tarifas embutidas nos bilhetes, e das companhias aéreas sobre os procedimentos de pouso e permanência das aeronaves. O valor se destina a financiar reformas e expansões de aeroportos administrados pela Infraero). O adicional representa um acréscimo de 35,9% no valor das tarifas.
A mudança do limite de participação estrangeira no capital com direito a voto das companhias aéreas brasileiras também é prevista na MP 714. O texto abre a possibilidade de negociação de acordo de reciprocidade (entre o Brasil e outro país) que permita a uma empresa estrangeira adquirir o controle do capital de uma companhia aérea brasileira (acima de 50% das ações), desde que uma empresa nacional também possa adquirir o controle de uma aérea em outro país.
A comissão mista é presidida pelo senador Hélio José (PMDB-DF), e tem como relator o deputado Zé Geraldo (PT-PA).

PODER AÉREO


Embraer apresenta Legacy 500 no aeroporto de London City

Londres, Inglaterra, 20 de maio de 2016 – A Embraer Aviação Executiva e Flexjet demonstraram hoje a capacidade de aproximação íngreme do jato executivo Legacy 500 para operação no aeroporto de London City (LCY), na capital da Inglaterra. A recente aprovação da aeronave para essa operação seguiu uma extensa campanha de testes em voo que incluiu decolagens e pouso em aproximação íngreme para atender os estritos padrões técnicos e ambientais do aeroporto.
O Legacy 500 que desempenhou a demonstração é a aeronave que celebra o milésimo jato executivo produzido pela Embraer e recentemente entregue para a Flexjet. Este é o quarto Legacy 500 a compor a frota da Flexjet e faz parte de um contrato firme que inclui ainda o Legacy 450.
“O Legacy 500 já provou seu desempenho excepcional e agora também conquista a autorização para voar a partir do aeroporto de London City, podendo alcançar destinos tão distantes quanto a Arábia Saudita ou Canadá,” disse Marco Tulio Pellegrini, Presidente da Embraer Aviação Executiva. “Essa nova capacidade de operação no coração financeiro de Londres, um dos mais movimentados centros de aviação executiva da Europa, oferecerá aos clientes uma flexibilidade adicional no melhor jato da categoria. Parabenizo aqui a Flexjet por ser o primeiro operador de Legacy 500 em London City.”
O aeroporto de London City tem funcionado nos mais exigentes padrões de gerenciamento de ruídos de qualquer aeroporto do Reino Unido desde a sua inauguração em 1987. Sua pista curta, aproximação íngreme e ângulo de decolagem, além de controles adicionais de operação, o diferencia de muitos outros aeroportos, requerendo uma certificação especial para cada aeronave que voe para o local.
“O aeroporto de London City, com o seu fácil acesso ao distrito financeiro da cidade, é um importante destino para os clientes da Flexjet que está fazendo crescer nossa oferta de serviços internacionalmente”, disse o CEO da Flexjet, Michael Silvestro. “O Legacy 500 é uma aeronave extraordinária com capacidade para missões específicas, o que a faz ideal para o aeroporto de London City.”
“Nós da Flexjet estamos comprometidos em assegurar que nossas aeronaves causem o mínimo impacto ambiental ou às comunidades que servimos,” disse o Diretor Internacional da Flexjet, com base em Londres, Raymond Jones. “O Legacy 500, com seu baixo nível de emissões e alta capacidade para atender rigorosos limites de ruídos, é a aeronave perfeita para servir London City.”
Sobre o Legacy 500
O Legacy 500 tem a melhor cabine de passageiros da sua categoria, com 1,83m de altura, que é similar às de algumas aeronaves na categoria super midsize. Oito poltronas podem ser convertidas em quatro leitos para repouso completo em uma altitude equivalente de cabine de 6.000 pés. O sistema de entretenimento a bordo inclui vídeo de alta definição, som surround, várias opções de entrada de áudio e vídeo, sistema de gerenciamento de cabine e três opções de comunicação e transmissão de dados, permitindo inclusive acesso à internet.
O Legacy 500 é o primeiro jato midsize totalmente equipado com sistema de comandos de voo digital, baseado na tecnologia fly-by-wire, com manche lateral de controle (sidestick) e a suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion em quatro telas planas LCD de alta resolução, de 15 polegadas, completamente digital, com planejamento gráfico de voo, além de opções como autobrakes, e o E2VS (Embraer Enhanced Vision System), o qual combina o Head Up Display (HUD) e o Enhanced Vision System (EVS).
O Legacy 500 é capaz de voar a 45.000 pés (13.716 m) de altitude e é equipado com dois motores Honeywell HTF7500E, os mais ecológicos de sua classe. Decolando de uma pista tão curta quanto 4.084 pés (1.245 m), o Legacy 500 tem um alcance de 3.125 milhas náuticas (5.788 quilômetros), com quatro passageiros a bordo, nas condições NBAA IFR.

CANALTECH (SP)


Airbus patenteia o que pode ser o helicóptero mais rápido do mundo

ImagemA Airbus pode ter nas mangas o projeto do que pode ser o helicóptero mais rápido do mundo. Levando o nome de três desenvolvedores da Airbus Helicopter – Axel Fink, Ambrosius Weiss e Andrew Winkworth -, uma patente protocolada recentemente pela fabricante no US Patent and Trakemark Office descreve uma atualização do revolucionário protótipo X3.
Lançado em 2010, o modelo experimental X3 bateu o recorde de velocidade para um helicóptero sem rotores laterais móveis, chegando a mais de 470 quilômetros por hora. Igualmente, o novo conceito leva o ideal da Airbus Helicopters – anteriormente conhecida como Eurocopter -, que propõe helicópteros híbridos de alta velocidade e longo alcance, em iniciativa identificada como H3.
ImagemHelicóptero composto
Nos papéis protocolados, a fabricante descreve um “helicóptero composto”. O que garante essa categoria são os dois motores com hélices propulsoras instalados nas laterais da aeronave – em adição ao motor convencional central. O design também elimina a necessidade de um motor de cauda.
Embora um helicóptero com propulsores laterais não represente algo realmente novo – com diversas versões produzidas durante as últimas décadas -, as configurações apresentadas pela Airbus certamente fazem da atualização do X3 algo exclusivo. Com a adição prevista de motores turbojet, o modelo pode facilmente fazer frente a helicópteros com rotores móveis de alta performance, como o V22 Osprey, cuja arquitetura o transforma praticamente em um avião em velocidade de voo.
Diferentemente do primeiro X3, entretanto, o projeto atualizado traz as hélices laterais voltadas para trás. De acordo com os documentos, isso reduz ruídos e vibrações, conferindo ainda mais segurança aos passageiros.
Por fim, a nova patente bem que poderia se referir também ao Low Impact Fast and Efficient Rotor-Craft mencionado pela Airbus Helicopters em 2014. Afinal, o projeto também era baseado no conceito original do X3. Resta, agora, esperar para ver se o novo “X3 2.0” realmente chegará a ser produzido.

BLOG PLANO BRASIL


FAB PÉ DE POEIRA: BINFAE-CO forma novos atiradores de precisão.

Atirador pediu aval para abater suspeito na abertura da copa do mundo
ImagemImagemNa ultima quinta-feira, 19 de maio, militares da FAB, da polícia federal, e da polícia militar do Mato Grosso, concluíram o Curso de Tiro Tático de Precisão (CTTP) realizado no Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO) – Batalhão Cruzeiro do Sul.
Durante o curso os alunos receberam diversas instruções, como emprego militar e policial do tiro tático de precisão; organização; armamento e equipamento; munições e fundamentos de balística; técnicas de campanha; técnicas básica e avançada de tiro tático de precisão; situações especiais de tiro; fundamentos de tática militar e policial; avaliação, complementação, atividade administrativa e flexibilidade.
O objetivo é treinar militares para o emprego de armas em alvos estáticos ou em movimento, além de apresentar instruções sobre defesa de bases aéreas e de instalações da Aeronáutica.
O atirador de precisão atua na segurança de autoridades e em missões de infiltração para realizar disparos precisos com auxílio de miras telescópicas. A formação desses atiradores faz parte da preparação da Força Aérea para os jogos olímpicos ‪RIO 2016.



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