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NOTIMP - Noticiário da Imprensa - 11/05/2016 / Aviões A-29 da FAB recebem casulos de foguetes de maior capacidade

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Aviões A-29 da FAB recebem casulos de foguetes de maior capacidade ...


Esquadrões de caça A-29 realizam emprego de armamentos durante exercício no PA. Capacidade de lançamento de foguetes mais que dobrou, passando de 7 para 19 unidades ...


Os esquadrões de caça A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira iniciaram no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), no Pará, o Exercício Operacional Cachimbo 2016 que vai até o dia 16 de junho. Os militares realizam o treinamento e a qualificação das equipagens no emprego ar-solo com a utilização de bombas de exercício, bombas reais, foguetes e cartuchos. A primeira unidade aérea a participar da atividade é o Esquadrão Escorpião (1º/3º GAV) de Boa Vista (RR). Até o próximo mês, os esquadrões Grifo (2º/3º GAV), sediado em Porto Velho (RO), e Flecha (3º/3º GAV), sediado em Campo Grande (MS), também farão o treinamento.

Neste ano, as unidades aéreas aumentaram a capacidade de lançamento de foguetes. Os casulos onde os armamentos ficam armazenados até serem acionados foram substituídos e a capacidade mais que dobrou, passando de sete para 19 foguetes. “Além de aumentar a capacidade de emprego armado das unidades, esse aumento vem de uma sinergia para minimizar custos e otimizar os resultados”, explica o Comandante do Esquadrão Escorpião, Tenente-Coronel Leonardo Venancio Magrich. O incremento dos armamentos faz parte de um esforço conjunto entre a Terceira Força Aérea (III FAE), responsável pela aviação de caça da FAB, do Parque de Material Bélico de Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB-RJ), do CPBV e das próprias unidades aéreas.

ImagemDurante o exercício, os militares realizam o lançamento de bombas nas modalidades de bombardeio em grande altitude, acima de 3.048 metros; média altitude, de 1.524 até 3.048 metros; e rasante, quando voam abaixo dos 1524 metros. Já os tiros terrestres são feitos a partir das metralhadoras .50 instaladas nas asas da aeronave, o emprego ar-solo é realizado principalmente em situações de ataque.

Além disso, a atividade servirá para manter o adestramento do pessoal de manutenção quanto à preparação e à operação de armamento real e dar continuidade à formação dos futuros líderes de esquadrilha da aviação de caça, quando o piloto é habilitado para gerenciar uma missão com outras três aeronaves. “Nosso foco é a formação dos pilotos mais novos e torná-los capazes de realizar missões de ataque, apoio aéreo aproximado, cobertura, interceptação e escolta. Tudo isso serve de embasamento para realizarem a transição até a primeira linha da caça, quando passarão a pilotar os F-5”, complementa o Tenente-Coronel Magrich.

ImagemFonte / Fotos: FAB (Agência Força Aérea)
Nota do editor do Poder Aéreo: o título original da matéria publicada pela FAB é a primeira frase do subtítulo. Os destaques em negrito no texto são do Poder Aéreo, para fomentar a discussão sobre os perfis de ataque com armamento ar-solo do A-29 Super Tucano, que estiveram entre os temas preferidos dos debates entre os comentaristas do site nas últimas semanas.Imagem
Apenas para efeito ilustrativo e de comparação para situar os leitores em seus comentários, dado que a matéria original da FAB não mostra os referidos casulos de 19 foguetes nem sua origem, apresentamos duas fotos de produtos de um dos mais conhecidos fornecedores desse tipo de casulo (pod) e foguetes, a FZ. As imagens mostram dois tipos de lançadores da empresa, para aeronaves de asa fixa, com capacidades de sete e dezenove foguetes de 70mm, respectivamente o LAU 32 e o LAU 51.




Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.




PORTAL G-1


Alunos do ITA desenvolvem tablet adaptado para deficientes visuais

Textos poderão ser sentidos por meio da leitura em braile. Previsão é que o tablet tenha preço acessível em torno de R$ 600.

Do G1 Vale Do Paraíba E Região

Dois estudantes do Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) de São José dos Campos (SP) estão desenvolvendo um tablet adaptado para deficientes visuais. A ideia dos alunos é que o aparelho tenha preço acessível na comparação com outras opções do mercado.
“A principal funcionalidade vai ser o digital e a partir dele vamos implementar para conseguir estruturar coisas em cima dele”, explicou o estudante de engenharia da computação Fábio Martins Fernandes, um dos criadores do projeto.
Um tablet de mercado para deficientes custa em média R$ 10 mil. A expectativa é que este seja fabricado com valores mais acessíveis, em torno de R$ 600. O aparelho está na fase final do desenvolvimento e deve começar a ser vendido ainda neste ano.
O projeto pode ajudar pessoas como a Vitória Mayuki, 12 anos, que é cega. Ela tem a ajuda da estagiária de pedagogia Sandra de Fátima para estudar no mesmo ritmo dos outros alunos.
“Eu sou escrevente, sempre estou escrevendo, perguntando se ela entende, se não entende, ela me questiona, questiona também os professores. Quando ela não entende, eu procuro tentar entrar no mundo dela, com os auxílios que eu tenho ao meu redor pra fazer com que ela possa entender", disse a estagiária.
Por causa da deficiência, Vitória aprendeu a transformar as letras que enxergamos em letras que os cegos sentem, no toque dos dedos. Além de ler, ela escreve na maquininha que produz textos em braile. “Mas uma vez, no celular tentei pesquisar o que é dengue, desativei a voz deixei a tela toda escura", disse Vitória -- que com o tablet dos alunos espera poder navegar na web.

Drone segue pessoas, desvia de obstáculos e custa R$ 9 mil; G1 testou

Phantom 4 voa a 72 km/h, mas ainda não supera os 28 minutos no ar. Aeronave deve ser estrela da Drone Show, feira do setor que ocorre em SP.

Helton Simões Gomes E Cauê Muraro Do G1, Em São Paulo

O zunido de abelha é o mesmo, mas o Phantom 4 faz mais do que voar como um zangão de metal. A Nova tecnologia de sensores fez o novo drone da chinesa DJI aterrissar no campo das máquinas inteligentes. Sem depender de novos comandos de um humano, a aeronave não tripulada é capaz de seguir pessoas e desviar dos obstáculos pelo caminho. Tudo isso enquanto registra a cena com fotos e vídeos, que são transmitidos ao vivo para um controle, conforme o G1 constatou em teste.
ImagemPara quem nem bem viu as quatro hélices girarem e já começou a sonhar alto, é bom considerar o preço nas alturas. Lançado oficialmente no Brasil no fim de abril, o Phantom 4 custa R$ 9 mil.
Ainda assim, a evolução do Phantom 3 é um drone de entrada, considerado acessível para quem quer embarcar na área. Outros exemplares desse enxame poderão ser vistos na Drone Show, feira do setor que ocorre entre terça e quinta-feira, em São Paulo.
Comparados a zangões quando saíram das zonas de guerra e passaram a ser usados por civis, os drones ganham cada vez maior capacidade de processar informação.

"Olhos" e "ouvidos"
No Phantom 4, o contato com o ambiente para captação de dados ocorre por meio de quatro câmeras e vários sensores ultra-sônicos. Eles são os "olhos" e "ouvidos" da máquina, pois não só ajudam a aeronave a entender onde está como também a identificar o posicionamento de objetos ao redor com maior noção de perspectiva. A orientação conta ainda com dois sistemas de satélite, o russo (Glonass) e o norte-americano (GPS).
Graças a essa combinação, o drone consegue perceber um obstáculo e traçar outro caminho. Esse recurso só funciona quando ele é colocado para seguir uma pessoa e, em modo autônomo, já não recebe ordens do piloto controlador.
O comando tem cara de videogame. O piloto diz ao drone que pessoa deve seguir indicando-a na tela do controle (conectado a um smartphone ou tablet). A partir daí, a aeronave faz de tudo para não perder seu alvo. Acelera, para ou desvia.

Pouco tempo no ar
Apesar de chegar a 72 km/h, o Phantom 4 continua a ter vida curta no ar. Devido à bateria, os voos duram em média 28 minutos. Como medida de segurança para não despencar na cabeça das pessoas quando a carga estiver fraca, o Drone, porém, calcula quanta energia vai precisar para voltar ao local de origem.
Outro meio de assegurar a segurança de seres humanos, além de não voar a mais de 120 metros de altura, são as zonas de restrição. O sistema desses drones indica aonde há aeroportos, embaixadas e áreas militares. Dentro delas, ele simplesmente não voa para evitar acidentes (físicos e diplomáticos). A DJI atualiza periodicamente o mapa dos locais proibidos.
Para voar pelos céus brasileiros, o drone tem de ser homologado pela Anatel, já que emite e recebe sinais de radiofrequência. Além disso, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) trabalha em uma forma de registro dessas aeronaves. As regras que os operadores brasileiros devem seguir quando decolarem já existem. Foram anunciadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) em dezembro de 2015 e liberam, por exemplo, o uso comercial das aeronaves. Os curiosos podem procurar os primeiros passos com a Associação Brasileira de Multirrotores (ABM).
Drone Show
Quando: 10 a 12 de maio de 2016
Onde: Centro de Convenções Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569, São Paulo - SP
Horário: 9h às 20h

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Ato em avião contra deputados pró-impeachment tem 73 detidas no DF

Mulheres reagiram à entrada de parlamentares com gritos "contra o golpe". Todas foram liberadas após prestar depoimento à Polícia Federal.

Raquel Morais Do G1 Df

A Polícia Federal deteve em Brasília na tarde desta terça-feira (10) 73 mulheres que protestavam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff a bordo de um avião da TAM. A confusão começou quando dois deputados federais que votaram pelo afastamento da petista – Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA) e Tia Eron (PRB-BA) – entraram na aeronave, ainda em Salvador (BA). Não houve agressão física. Todas foram liberadas após depoimento.
O grupo conta que reagiu à entrada dos parlamentares com gritos “contra o golpe” antes da decolagem e repetiu os cantos após a aterrissagem, às 13h. O comandante do voo avisou então que acionou a polícia e que ninguém deixaria o avião até que os agentes chegassem.
Os outros passageiros foram liberados com a chegada da PF, e as mulheres precisaram apresentar documentos pessoais. Parte do grupo passou mal, e uma das manifestantes foi atendida dentro da aeronave por ter tido aumento de pressão.
À noite, a presidente Dilma Rousseff utilizou o Twitter para prestar solidariedade ao grupo. "É muito grave que tentem impedir a livre manifestação de opinião", disse.
As mulheres, que ficam na cidade entre os dias 10 e 13 de maio para a 4ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, foram depois de uma hora e meia levadas para a sala da Polícia Federal no aeroporto. Assessora presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, Jéssica Sinai disse que a situação foi constrangedora.
“Fizemos gritos de guerra contra os dois deputados em relação à questão do golpe. Após isso, o comandante, como iniciou o processo de decolagem, pediu que a gente ficassem em silêncio. Em nenhum momento ninguém desrespeitou. Quando chegou no solo aqui em Brasília, voltamos a fazer os mesmos gritos. Aí o comandante estava taxiando, entrou em contato com a Polícia Federal e disse que nós só poderíamos sair da aeronave com a presença da PF”, conta.
Segundo ela, os agentes disseram que elas estavam detidas por colocar em risco a segurança da aeronave. “Aí a gente não aceitou esse tipo de acusação, porque não colocamos em risco a aeronave, porque apenas nos manifestamos e em momentos que não atrapalharam a condição de voo.”
Também delegada na conferência, Cristina Gonçalves criticou a abordagem. “Nós viemos para a Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, e a gente se manifestando ordeiramente, falando palavras de ordem. Quando o voo estava descendo, chamaram a Polícia Federal. Eles foram retirados pela Polícia Federal, e nós ficamos quase uma hora no voo.”
Por e-mail, a TAM disse que foi necessário o apoio da Polícia Federal "em função de comportamento indisciplinado de clientes a bordo". Os passageiros que embarcariam na aeronave no voo seguinte foram remanejados.
"A empresa reforça ainda que segue os mais elevados padrões de segurança, atendendo rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais", informou em nota.
As mulheres só foram liberadas pouco antes das 16h. Não houve registro de ocorrência. As deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Moema Gramacho (PT-BA) e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foram ao aeroporto prestar apoio às mulheres.
Por meio da assessoria, a vereadora baiana Aladilce Souza criticou o ocorrido. “Essa prisão é absurda, fere o direito de livre expressão e é uma medida desproporcional e abusiva, sobretudo porque a manifestação foi pacífica e não pôs em risco o voo, nem seus passageiros”, declarou em nota.

ImagemVotação no Senado

O protesto aconteceu um dia antes da sessão do Senado que define a abertura ou não do processo de impedimento da presidente Dilma Rosuseff, previsto para começar às 9h desta quarta-feira (11). Uma interrupção ocorrerá ao meio-dia. A discussão será retomada às 13h e interrompida novamente às 18h. A sessão deve então ser retomada às 19h e seguir até o final da votação.
Se o parecer for aprovado pela maioria simples dos senadores (metade dos presentes mais um), a petista será afastada por 180 dias da função. Com isso, o vice Michel Temer assume a presidência da República.
Representantes de movimentos sociais chegaram a fechar vias em 12 estados e no DF nesta terça em protesto contra o impeachment. Sistemas de transporte público também foram afetados. Atos fazem parte de dia nacional de paralisação a favor de Dilma Rousseff.
Nesta segunda, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) chegou a anular a votação feita pelos deputados nos dias 15, 16 e 17 de abril, acolhendo pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. O substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recuou e revogou a própria decisão horas depois.

Anac usará primeiros pilotos de drone como teste para criar certificação

Agência que regula a aviação civil divulgará regras para drones em julho. FAB deve liberar até outubro sistema online para planos de voo.

Helton Simões Gomes Do G1, Em São Paulo

A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) usará os primeiros pilotos de drones a pedirem certificação para comandar aeronaves não tripuladas com mais de 25 quilos como teste para criar os critérios necessários à emissão de licenças. Quem quiser operar drones mais pesados terão de possuir o documento, segundo regulamentação que a agência deve publicar em julho, afirma Roberto Honorato, gerente técnico de processo normativo da Anac.
O órgão acerta alguns detalhes da plataforma de registro de drones, que será online. Alguns detalhes já foram divulgados na consulta pública liberada no ano passado e não devem mudar, como a divisão das aeronaves conforme o peso e alcance, além da necessidade de pilotos.
Não será exigida habilitação para quem conduzir drones mais leves de 25 kg, que operem abaixo dos 120 metros e dentro do campo de visão. Eles serão classificados como Classe 3. Essa será uma exigência para pilotos de veículos aéreos não tripulados maiores – da Classe 2, de 25 a 150 quilos, e da Classe 3, acima de 150 quilos.

Só que a Anac não estipulará de saída os parâmetros para liberar as licenças. “Na medida em que caso concreto aparecer, eles serão estudados e ali vai ser definida qual a necessidade para a certificação do piloto”, diz Roberto Honorato
“O regulamento deixa um pouco em aberto essa questão porque tem que se saber qual é o equipamento”, diz. “Os primeiros casos trarão experiência para a Anac depois colocar em regulamento qual será a regra final.”
A certificação vai ser “detalhada em uma instrução suplementar com base nos primeiros casos”, comenta Honorato.
A regulamentação da Anac do uso civil de aeronaves remotamente pilotadas é o último passo para os drones deixarem de voar à margem da lei no Brasil. No ano passado, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Comando da Força Aérea Brasileira (FAB), liberou as regras para vants.
Entre os requisitos estão o de informar a FAB com antecedência de 30 dias antes de cada voo e a proibição de sobrevoar pessoas. Mas, segundo o Capitão Leonardo Haberfeld, chefe da seção de operações militares do Decea, a emissão dessas autorizações está prestes a ficar mais ágil. Um sistema online para informar o plano de voo deve ficar pronto entre setembro e outubro. Com isso, a liberação das aeronaves, que hoje pode demorar até dois dias em alguns casos, pode ser encurtada para até 45 minutos, diz o capitão.
“A gente reconhece que tem algumas fragilidades. É um assunto extremamente novo. Desde a segunda guerra mundial existe nave não tripulada, mas essa demanda explodiu agora”, diz ele, rebatendo a crítica de alguns pilotos sobre a morosidade do processo.
O Decea vai ainda firmar parceria com fabricante de drones para coletar informação sobre segurança no voo. “Até que ponto um piloto de aeronave tripulada consegue enxergar um drone?” Esses dados serão usados para aprimorar a regulamentação vigente.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Dilma reunirá ministério e falará aos ministros nesta quarta de manhã

No encontro, também será discutida a possibilidade de demissão coletiva por parte da equipe ministerial em caso de afastamento da presidente

Tânia Monteiro

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião ministerial para esta quarta-feira, às 10 horas, dia em que deve ser votado, no plenário do Senado, o seu afastamento do Palácio do Planalto. No encontro, a presidente vai falar aos seus ministros, e pretende repetir, mais uma vez, o discurso de que está sendo afastada injustamente porque não cometeu crime de responsabilidade ou qualquer outro tipo de crime.
ImagemTambém será discutida a possibilidade de demissão coletiva por parte dos ministros. A ideia neste momento, no entanto, é que quem quiser peça sua demissão, sem imposição. Uma edição extra do Diário Oficial está programada para ser editada antes de a presidente Dilma deixar o Planalto, caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment.
Muitos ministros, secretários-executivos e assessores em nível DAS 5 e 6, não só do Palácio do Planalto, como dos ministérios, já apresentaram suas cartas de demissão, que estão paradas na mesa da ministra-chefe da Casa Civil interina, Eva Chiavon. Outros muitos servidores querem ser exonerados, ao invés de pedir demissão, para terem direito ao retorno às suas origens.
Dilma, que dedicou grande parte desta terça-feira a discutir a sua defesa, em conversas com o ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, deve jantar na noite desta terça-feira, 10, no Palácio da Alvorada, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Jaques Wagner (Gabinete da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral) também participarão do encontro que discutirá os próximos passos da presidente.
Apesar da pressão do PT, Dilma avisou que não vai descer a rampa do Planalto. A presidente considera que o ato poderia significar o final do seu governo enquanto, o que ela quer é passar o recado que esta saída é ilegal e será transitória. A ideia é que Dilma saia pela porta lateral com uma claque, na praça dos Três Poderes, composta por mais de dez mil pessoas ligadas a movimentos sociais e centrais sindicais.
A forma como deve receber o comunicado de afastamento, caso seja aprovado, também ainda não foi definida pelo Planalto. Existe a possibilidade de que a entrega seja feita em público, para que a presidente seja apresentada como alguém que está sendo retirada do Planalto, pelo "golpe" que ela tem denunciado. Dilma já avisou que, se afastada, irá mesmo viajar pelo País e atenderá a todos os convites que receber para cerimônias neste período.
Limpeza geral. Dilma já retirou tudo que lhe pertence do gabinete presidencial. Até mesmo as fotos da filha e dos dois netos já foram levados para o Palácio da Alvorada, assim como seus livros. Apesar da agenda frenética da presidente, funcionários do Planalto dizem que os trituradores de papel e os scanners de documentos são "quem" mais está trabalhando neste final de governo.
Não há definição ainda sobre os benefícios aos quais Dilma terá direito durante seu afastamento. Caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros, decidir. Ao menos 30 pessoas de seu gabinete já foram mobilizados para se transferir para o Alvorada. Ela continuará contando ainda com todo o esquema de funcionamento do Palácio onde reside, que será transformado em uma espécie de QG da resistência. A princípio, a presidente também poderá continuar usando um jato da Força Aérea.

PORTAL BRASIL


Batalhão de Infantaria treina vigilância eletrônica para Olimpíadas

Um veículo foi equipado com câmeras e telas para monitoramento de áreas estratégicas dos Jogos a fim de aumentar a segurança e defesa do eventos

ImagemO Batalhão de Infantaria (BINFA 55) do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II) está realizando testes no módulo móvel de vigilância eletrônica que será utilizado durante as Olimpíadas. Um veículo foi equipado com câmeras e telas para monitoramento de áreas estratégicas dos Jogos a fim de aumentar a segurança e defesa do evento.
Os testes foram feitos durante o Exercício Tropeiro, em Lagoa Santa (MG), quando os militares monitoraram, 24 horas por dia, uma área onde a Força Aérea Brasileira (FAB) montou um acampamento com 74 barracas. A participação no exercício foi uma solicitação da Subchefia de Segurança e Defesa (SCSD) do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), setor que coordenará as atividades dessa área no âmbito da FAB durante os Jogos Olímpicos.
A unidade móvel possui câmeras fixas e com rotação de 360 graus (speed dome) além de contar com postes móveis de vigilância que podem ser instalados a uma distância de até 12 quilômetros da viatura e, ainda assim, serem capazes de enviar as imagens captadas para os monitores que ficam dentro do carro.
A transmissão é feita por meio de links com as antenas da viatura. "Essa unidade será utilizada na região do Galeão, para segurança do local que receberá várias autoridades e delegações durante os Jogos Olímpicos de 2016", explica o Comandante do BINFA 55, Major de Infantaria Alexis Cezar Lins da Silva.
Além da viatura que participou da vigilância do Exercício Tropeiro, outras duas unidades estão sendo preparadas para serem utilizadas em outros pontos estratégicos na cidade do Rio de Janeiro, em um trabalho conjunto realizado entre o COMGAR e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), unidade a quem o CINDACTA II está subordinado.

Experiência
Essa não é a primeira vez que a FAB utiliza a vigilância eletrônica móvel em grandes eventos. O mesmo sistema de segurança foi empregado, em Curitiba, na Copa do Mundo. "A viatura funciona nos mesmos moldes de uma sala de vigilância física, mas além da mobilidade, a agilidade é um ponto muito importante. Para montar o conjunto, quatro pessoas são suficientes. Nós podemos levar a equipe e os equipamentos no mesmo carro", complementa o Major Alexis.
Caso seja necessária uma movimentação mais rápida ou distante, o módulo móvel de vigilância eletrônica pode ser transportado pela aeronave C-130 Hércules e futuramente pelo cargueiro KC-390. Para colocar os equipamentos em funcionamento, a viatura tem a opção de trabalhar com a energia da rede comercial, com gerador do próprio BINFA, além de uma bateria extra.
Vigilância eletrônica móvel
O projeto do módulo móvel de vigilância eletrônica na FAB começou há cerca de 10 anos por iniciativa própria do BINFA 55, do CINDACTA II, de Curitiba (PR). Ao longo do tempo, os militares aprimoraram as técnicas e procedimentos até o resultado atual - uma viatura com tecnologia e capaz de reduzir custos e recursos.
A unidade de Infantaria também é responsável pela capacitação do efetivo para manutenção e emprego do material. A instrução dura cerca de quatro semanas. "O projeto traz muita economicidade, pois a FAB é capaz de montar a viatura e treinar seu próprio pessoal. Além disso, a unidade móvel pode ser empregada não só nos eventos externos, mas nos exercícios da FAB, aumentando a segurança de suas atividades", exemplifica o Comandante do BINFA 55.
Após os Jogos Olímpicos, uma viatura ficará à disposição das unidades de Infantaria do Rio de Janeiro e a outra será enviada para o Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), em Canoas (RS).

Desenvolvimento do País exige serviços públicos digitais, aponta Planejamento

Estratégia de Governança Digital do governo federal foi apresentada, nesta terça-feira (10), a oficiais brasileiros e estrangeiros

Ampliar o acesso a informações e serviços públicos digitais, fortalecendo a participação social, estão na base da construção de um novo rumo para o Brasil, destaca o secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Cristiano Heckert. Ele apresentou nesta terça-feira (10) as diretrizes da Estratégia de Governança Digital (EGD) a oficiais brasileiros e oficiais superiores das Forças Armadas dos Estados Unidos, Suécia, Argentina, Venezuela, Equador, Líbano e Colômbia em palestra na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.
“A implementação da nova estratégia é travessia para o alcance de um modelo de gestão que vê o uso da tecnologia como fator de desenvolvimento do País”, disse Heckert. “A Estratégia de Governança Digital deve ser entendida como uma ponte entre políticas públicas essenciais aos avanços democráticos com as novas tecnologias, resultando em um caminho que leva a melhores serviços ao cidadão brasileiro”, completou.
O secretário ressaltou que são crescentes os resultados do Portal de Dados Abertos, que hoje conta com 1.120 conjuntos disponíveis, e o Portal de Serviços, com 600 serviços disponíveis. Ele destacou a importância dos órgãos do governo federal de disponibilizarem seus dados e serviços nesses canais, para assim facilitar o acesso dos brasileiros ao que vem sendo ofertado pela Administração Pública Federal, unificando e simplificando o acesso a informações pelo cidadão.
A Governança Digital é a utilização, pelo setor público, de tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de melhorar a informação e a prestação de serviços, ao estimular a participação dos cidadãos no processo de tomada de decisão para tornar o governo mais responsável, transparente e eficaz.
A EGD esteve em consulta até o dia 19 de julho de 2015. Clique AQUI para conferir o histórico das contribuições. Conheça também o Decreto Nº 8.638/2016 e a versão final da Estratégia de Governança Digital da Administração Federal (2016-2019).

Mais de 20 países acompanham exercício antiterror

A atividade realizada pelo Ministério da Defesa é parte da preparação da segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

ImagemAdidos militares de mais de vinte países acompanharam nesta terça-feira (10) o primeiro dia do exercício interagências de enfrentamento ao terrorismo. A atividade realizada pelo Ministério da Defesa é parte da preparação da segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Países como Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Japão, México, Rússia, Reino Unido, Polônia, Indonésia e Chile conferiram de perto o entrosamento dos militares de tropas de operações especiais das Forças Armadas e de diversos órgãos de segurança pública do Brasil que atuarão na segurança das Olimpíadas.
A atividade ocorre ao longo da semana no Comando de Operações Especiais do Exército (COpEsp ), em Goiânia, onde está ativado, desde outubro de 2015, o Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo (CCPCT). A estrutura foi criada pelo Ministério da Defesa para contribuir com o esforço de contraterrorismo.
O comandante do CCPCT, general Mauro Sinott, explicou que o exercício, além de ampliar a integração entre os envolvidos, também é fundamental para mostrar ao mundo que o Brasil está pronto para receber um evento tão gigantesco quanto as Olimpíadas.
"Os adidos puderam perceber nitidamente que o nosso planejamento, a nossa arquitetura montada para fazer frente à possíveis ameaças é perfeitamente factível em termos militares", afirmou. "Nessa atividade, conseguimos traduzir para eles, em termos práticos, como vamos desenvolver de forma integrada a atividade contraterror. E pudemos mostrar que a agenda da segurança é uma atividade de Estado que está em plenas condições de proporcionar a segurança adequada, não só para a nossa população, mas para todas as delegações que aqui estiverem", acrescentou.
Para Toru Yamachi, adido militar do Japão, próximo país a sediar os Jogos, o modelo de segurança integrada - já consagrado no Brasil em outros grandes eventos como a Copa de 2014 - também será adotado pelo seu país. "Os militares e policiais brasileiros ofereceram, nesse treinamento, uma ótima oportunidade de conhecimento para nós. Temos um sistema integrado bem parecido, mas é muito bom poder ver na prática como o Brasil está se preparando", disse. "Creio que os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro serão um verdadeiro sucesso", completou.
O adido militar dos Estados Unidos, Jose Espinosa, falou sobre a importância de todos os países do mundo estarem atentos a esse tipo de ameaça. Também destacou que a troca de experiências com o Brasil vem desde a época da II Guerra Mundial. "É muito bom ver que aqui o treinamento antiterrorismo também é desenvolvido com excelência", elogiou.
Ao longo desta terça-feira foram realizadas atividades em pista de tiro, onde são testadas as capacidades operacionais do militar para progredir em terreno, enfrentando as mais adversas situações. "Fizemos aqui a simulação de uma situação que pode acontecer durante uma operação de resgate em que alguém da equipe ou até o próprio refém pode estar ferido e o profissional precisa sair da área de risco carregando o indivíduo e sem perder a eficiência", explica o capitão José Luís Gonçalves, da Polícia Militar do estado de São Paulo.
O delegado Denis Cali, chefe da Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, ressaltou a importância da atuação interagências. "A cooperação e a atuação entre as instituições são fundamentais para o combate ao terrorismo, tanto na participação tática, como na identificação de um alvo, na forma que a equipe vai entrar, como vai neutralizar o criminoso", explicou.
Também nesta terça-feira foi realizada uma oficina de ajuste de pontaria do armamento, para ajustar o equipamento pelos mais de 280 participantes que participam da atividade. O objetivo é garantir a precisão, tendo em vista que em muitas das 17 oficinas de treinamento serão feitos disparos com tiros reais.

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Justiça determina fim da operação de voos no Aeródromo Botelho

A sentença pede ainda a reintegração de posse da área ocupada na zona rural de São Sebastião

Flávia Maia

ImagemO Aeródromo Botelho, localizado na zona rural de São Sebastião, está proibido de operar voos e deve devolver a área sob cessão para a Terracap. A decisão é do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Manuel Eduardo Pedroso Barros. Caso as atividades não sejam suspensas, a multa será de R$ 50 mil por operação de pouso ou decolagem. O entendimento será válido a partir do momento em que o réu for notificado. Ao Correio, José Ramos Botelho, permissionário do local, informou que não foi comunicado oficialmente. Ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, a reintegração de posse da terra ocupada por Botelho e de propriedade da Terracap será total, não parcial, assim, engloba tanto a área do aeródromo quanto a usada para fins agrícolas — esta é a destinação expressa no contrato de concessão assinado entre José Ramos Botelho e a Terracap.
Na decisão, o juiz desobrigou também a Terracap de indenizar Botelho pela infraestrutura montada para a operação do aeroporto, como os hangares e a pista. Entretanto, se o réu quiser, pode pleitear indenização em outra ação, pedindo o ressarcimento pelas benfeitorias feitas para atividades agrícolas. O magistrado negou, ainda, o pedido de indenização feito pela Terracap a Botelho pelo fato de ele ter usado as terras sob cessão com destinação diferente do acordado em contrato.
Ao Correio, Botelho mostrou-se surpreso com a decisão da Justiça e disse que não sabia da sentença. O proprietário do aeródromo lembrou que está na terra há mais de 40 anos e explicou que o terminal ocupa apenas “uma parte pequena” da propriedade. “Eles não podem fazer isso”, disse. Botelho e o advogado devem analisar o entendimento judicial para decidir os futuros passos na ação judicial. A Terracap informou que tomará as providências cabíveis quando a sentença transitar em julgado. O Departamento Jurídico do órgão explicou que estará preparado para eventuais recursos.
Movimento
A Terracap ajuizou a ação após série de reportagens publicadas pelo Correio em 2013, mostrando a intensa atividade aérea nas terras de Botelho. À época, a reportagem apurou que os lotes para os hangares eram negociados por até R$ 100 mil, além de utilizado por empresários e políticos da capital do país. O aeródromo funcionava com autorização da Administração Regional de São Sebastião e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que não entraram no mérito da destinação da terra. A Terracap alegou que se tratava de uma cessão rural, dessa forma, não poderia ser explorada para atividades aéreas.
Segundo maior terminal do DF
O Aeródromo Botelho foi construído em uma fazenda às margens da BR-251, próximo a São Sebastião. Passando por uma estrada de terra e uma porteira rústica de arame, 65 modernos hangares estão erguidos à beira de uma pista para pousos e decolagens. Em julho de 2013, época em que o Correio publicou reportagens sobre o caso, os galpões abrigavam 105 aviões. O terminal é considerado o segundo maior do Distrito Federal. A pista do aeroporto privado tem 1.750 metros, quase o equivalente ao espaço para pousos e decolagens de Congonhas, em São Paulo. Empresários, políticos e fãs de aviação dividem o espaço, que tem 1 mil hectares. O aeródromo saiu do papel em apenas dois anos cercado de irregularidades, principalmente por estar situado em área pública e rural, idealizada para servir como um cinturão verde do quadrilátero da capital. Até então, nenhum órgão do GDF havia fiscalizado a região desde que começaram as obras.
Colaborou: Ágatha Gonzaga

Comandante brasileiro das tropas no Haiti teme violência com crise política

Forças da ONU devem estender permanência no país por mais seis meses

Gabriela Walker

ImagemÀs vésperas da data prevista para a posse do novo presidente, que deveria ter sido eleito em abril, o Haiti está mergulhado em incertezas. Um acordo assinado em 5 de fevereiro previa para 14 de junho a posse do novo mandatário e o fim do governo interno. Ao adiar a votação de abril, o presidente interino, Jocelerme Privert, deu indicações de que pretende transferir o pleito para outubro, quando o país deve realizar eleições para o Senado. Em entrevista ao Correio, o comandante das tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, ressaltou preocupação com a segurança do país para os próximos dias.
Com o fim do prazo para a posse do novo presidente — marcado para o próximo sábado —, manifestantes devem voltar a tomar as ruas de Porto Príncipe. Nos últimos meses, Porto Príncipe assistiu ao enfrentamento de ativistas contrários e favoráveis ao antigo governo de Michel Martelly, presidente que deixou o poder em 7 de fevereiro, após o fim do mandato. A oposição acusa o ex-presidente e o Haiti Tet Kale (PHTK) de favorecerem o candidato do partido, o rico exportador de bananas Jovenel Moise, primeiro colocado nas votações de primeiro turno.
A instabilidade no país deve adiar o prazo para o fim da missão da ONU a retirada das tropas, que deveriam ocorrer em 15 de outubro. O mandato da Minustah deve ser prolongado, enquanto o impasse político não for resolvido. “O período eleitoral tende a ser violento e as animosidades têm crescido; então, é fácil concluir que não dá pra encerrar a missão”, alerta o general brasileiro. Segundo ele, o prazo para a retirada das tropas deve ser adiado para abril de 2017, caso as eleições sejam realizadas com sucesso em outubro.
O adiamento das eleições de abril provocou uma série de protestos. Como está a situação em Porto Príncipe agora?
As manifestações tiveram um aumento em abril e acalmaram um pouco nos últimos dias. A situação é tensa-calma. Quando os protestos diminuem, aumenta a criminalidade, pois parece que o foco das gangues muda e eles cometem mais assaltos e, em consequência, mais assassinatos. As manifestações estão paradas, porque parte dos ativistas que saem para protestar, de um lado e de outro, recebem verbas dos partidos. Atualmente, os partidos não têm muitos recursos para financiar tantas manifestações; então, concentram os esforços para os dias que acreditam que a pressão terá mais efeito.
Em maio há algumas datas-chave para o Haiti. O senhor acredita que a calma tende a continuar até quando?
Os protestos vão voltar a se intensificar neste mês. Estamos esperando confusão porque, em 14 de maio (sábado), se encerra o prazo para a posse do presidente, que deveria ter sido eleito no mês passado. No entanto, o governo interino ainda tem um mês até o encerramento do período de 120 dias do mandato, previsto no acordo de 5 de fevereiro.
A oposição, que até fevereiro era situação, concordaria com a extensão do mandato de Privert?
Hoje temos uma total indefinição. Há várias opiniões. Um grupo quer que o presidente permaneça, outro pede que o primeiro-ministro assuma ou que o cargo seja repassado para o presidente do Tribunal Supremo de Justiça deles. Há várias possibilidades e muitas interpretações da Constituição. Ainda não sabemos, mas nós nos preparamos para o pior. As tropas estão em treinamento para identificar os locais que podem ter problema no futuro. Realizamos operações de patrulha em diferentes locais de forma permanente.
Há poucos dias o senhor teve uma reunião com o Presidente Privert. Ele tem planos para convocar novas eleições?
Ele não tocou nesse assunto. Más é quase consenso, hoje, que as eleições devem ser realizadas em um domingo de outubro. A data faz sentido, até por questões logísticas e financeiras. Não precisamos começar a trabalhar 60 dias antes das votações. Por exempo,leva tempo para imprimir as células eleitorais , o que é feito em Abu Dabi por questões contratuais, e para o transporte delas até o Haiti. Se iniciàssemos hoje esse processo, as eleições ocorreriam em julho. Em outubro, estão previstas para renovar um terço do senado. O custo é muito alto para realizar duas eleições em tão curto espaço de tempo.
As cédulas chegaram a ser impressas para 24 de Abril?
Não, como se suspeitava que as eleições não fossem ocorrer, eles esperaram uma certeza para não perder recursos . Teria sido umacorreria, caso elas não tivessem sido adiadas. Não consigo imaginar a logística para ser possível.
Em meados de janeiro, poucos dias antes da data prevista para as eleições, quando o candidato Jude Célestin anunciou que não participaria do segundo turno
sem uma auditoria dos votos, o país estava pronto para votar...
Nesse momento, nós perdemos todo o material eleitorial, sim.
Em janeiro, foi um grande prejuízo, pois o material estava prontoe distribuído. Cada fase eleitoral, custa em torno de US$ 9 milhões ou US$ 10 milhões. Para um país com problemas econômico, como o Haití, é algo muito custoso. Parte da verba é custeada pela comunidade internacional, mas cerca de um terço é de responssábilidade do país. O valor inclui a impressão e a distribuição nos 1.508 pontos de devolução, feito por uma empresa terceirizada e em locais mais críticos, por nós da Minustah. Incliu também, a diária e a alimentação das forças de segurança, que ficamde plantão e coletam material eleitoral.
Se as eleições forem em outurbo, serão no mesmo mês em que acaba o mandato da Minustah?
Em 15 de outubro, acabo o mandato da missão. Não foi oficializado ainda, não está escrito em nenhum lugar mas se espera que seja prorrogado em torno de seis meses. Penso não ser recomendavela retiradaou a redução das tropas no momento em que vai ocorrer uma eleição muito complicada no país. O período eleitoral tende a ser violento, e as animosidades têm aumentado. Isso só vai descambar em outubro; então, é fácil concluir que não da para encerrar a missão. O conselho de Segurança deve decidir os próximos passos no início de outubro. O que se comenta é que a missão terá uma extensão técnica, mas que o mandante não será uma renovado. Com isso, haverá um tempo de seis mesespara consolidação o processo eleitoral.
O que foi discutido no encontro com Privert?
Participaram da reunião representantes do Minustah, o Presidente interino, o comitê (Enex Jean-Charles) e três chefes de ministérios. Nós conversamos sobre a nossa situação no país e a nossa atuação antes, durante e depois do período eleitoral. Eles tinham muitas perguntas, e uma das preocupações do presidente com a porosidade da fronteira do Haiti, por onde se transporta armas com facilidade. Ele perguntou como poderiamo atuar, mas isso não faz parte da missão da ONU, não está no nosso mandato e nós não temos efetivo para esse tipo de operação. A responsabilidade sobre isso é da Polícia Nacional do Haiti.
Há uma preocupação de que tais armas possam ser usadas em uma momento de maior instabilidade?
Por parte de gangues, sim. Mas a polícia do Haiti nos ultimos dois meses, tem feito apreenssões de armas quase que diariamente. Em geral, são armamentos menores e munição. Os policiais tem atuado nessa área e contam com a ajuda de denuncias da população e com a fiscalização rotineira nas estradas.
Uma missão de avaliação da ONU, estava prevista para março. Ela se concretizou?
Não, eles adiaram porque a eleição de janeiro e a posse do presidente prevista para fevereiro não ocorreram. Decidiram esperar por definição. A missão não está definida, não se sabe quem virá, nem quando virá. É provavel que ocorra em junho ou em julho, mas o fato é que eles terão que vir ao país antes da reunião do Conselho de Segurança para ter informações.
O presidente foi a Nova York algumas semanas atrás. O que foi discutido?
Ele foi pressionado para que convoque uma data para a eleição. O mandato dele se encerra em 14 de junho, e é preciso uma definição sobre a parte institucional. A ONU, as embaixadas estrangeiras, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeria (UE), todos cobram dos políticos haitianos um consenso sobre a realização de eleições. Enquanto isso não ocorre, o país fica nesse impasse, que gera insegurança e indefinições na área econômica.

AGÊNCIA SENADO


Cancelado debate sobre MP que amplia capital estrangeiro no setor aéreo


Da Redação

Por falta de quorum, foi cancelada a audiência pública da Comissão Mista que analisa a MP 714/2016, que aumenta a possibilidade de participação estrangeira nas companhias aéreas brasileiras e extingue o Adicional de Tarifa Aeroportuária a partir de 2017. A audiência estava marcada para as 14h30 desta terça-feira (10).
Foram convidados para debater a medida provisória representantes da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Comando da Aeronáutica. Ainda não há uma nova data definida para a próxima reunião da Comissão.

AGÊNCIA BRASIL


Senado estuda quais direitos Dilma manterá se for afastada do cargo


Karine Melo – Repórter Da Agência Brasil

Com a possibilidade da presidenta Dilma Rousseff ser afastada do cargo por até 180 dias esta semana, caso a admissibilidade do processo de impeachment contra ela também seja aprovada pelo plenário do Senado, consultores da Casa estudam, a pedido do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), quais direitos ela terá no período em que estiver suspensa das funções de chefe do Executivo.
Por se tratar de um caso inédito, essa definição por parte do Senado não é prevista em Lei. Segundo consultores legislativos ouvidos pela Agência Brasil, como Renan presidirá a sessão, o entendimento é de que, da mesma forma como faz um juiz ao proferir uma sentença, Renan informe sobre as prerrogativas que Dilma manterá.
Isso deverá ser feito por meio de um projeto de resolução que virá da Mesa da Casa. Ao que tudo indica, após a proclamação do resultado no plenário, que pode sair amanhã (11) ou na quinta-feira (12), e caso a decisão seja pelo afastamento de Dilma, o projeto de resolução deve ser votado simbolicamente pelos senadores.
Aprovado o impeachment, a presidenta será afastada do cargo imediatamente, após receber das mãos do primeiro-secretário da mesa, Vicentinho Alves (PR-TO), a notificação da abertura do processo no Senado. Dependendo do horário em que a sessão terminar, isso pode ser feito no mesmo dia ou no dia seguinte cedo.
Dúvidas
Entre as dúvidas que devem ser esclarecidas por esse projeto de resolução está, por exemplo, se Dilma poderá continuar ocupando o Palácio da Alvorada, residência oficial de presidentes da República. Também não se sabe como ficará a utilização, por ela, de helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira para viagens.
O único direito garantido por lei a um presidente afastado em processo de impedimento é a manutenção da metade de seu salário. Pela chamada Lei do Impeachment (1.079/50), Dilma passaria a receber R$ 15,4 mil mensais até o julgamento final no Senado.
Ainda assim, esse ponto também é polêmico, já que a Constituição de 1988, posterior à Lei do Impeachment, prevê a irredutibilidade dos salários dos servidores. Por isso, há quem defenda a manutenção do salário integral de Dilma.

Por cautela e respeito à decisão que será tomada pelo plenário do Senado, Renan Calheiros não fala sobre o assunto. Uma das possibilidades em análise é estender a Dilma alguns direitos previstos no Decreto 6.381/08, que dispõe sobre medidas de segurança aos ex-Presidentes da República. Na prática, como ainda está no exercício do mandato, o decreto não se aplicaria à situação atual, mas pode ser usado como referência.
No caso dos ex-presidentes, eles têm direito a seis servidores para segurança e apoio pessoal. Desses, quatro com salários até R$ 8,5 mil e dois de R$ 11,2 mil. Também custeados pela Presidência da República, ex-presidentes têm direito a dois motoristas com carros oficiais.

JORNAL ESTADO DE MINAS


"Puxadinho" do Iate pode ser demolido e reconstruído em terreno da Aeronáutica

Solução foi cogitada em audiência entre as partes na tarde desta segunda-feira. O lote fica ao lado do clube e foi cedido às Forças Armadas pela prefeitura

Pedro Ferreira

O “puxadinho” do Iate Tênis Clube, anexo que não faz parte do projeto original de Oscar Niemeyer e que é um entrave para a Pampulha ser reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pode ser demolido e reconstruído em um terreno ao lado. O lote foi cedido há muitos anos à Aeronáutica pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), mas não foi ocupado. Há informações de que a Aeronáutica pretende construir em outro local e esse terreno pode eventualmente fazer parte das negociações entre a PBH e o Iate para reconstrução do anexo. Em fevereiro, a PBH desapropriou integralmente o clube.
Em audiência de mediação entre as partes, na tarde desta segunda-feira, envolvendo representantes do Ministério Público, PBH e Iate, ficou acordado que o clube vai contratar arquitetos para restaurar o prédio original, que abriga o Salão Portinari. “Havendo acordo ou não, essa reforma é essencial. Na verdade, o que justifica sobretudo a atuação no Ministério Público neste caso é o patrimônio cultural. O prédio está muito descaracterizado. O problema do anexo é a visibilidade, pois causa impacto do entorno. O bem principal que justifica essa proteção é exatamente o prédio Portinari, que está péssimo estado de conservação, com várias intervenções indevidas e descaracterizações internas”, disse o promotor do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, Marcos Paulo Souza Miranda.
O muro em frente ao prédio Portinari também será retirado para liberação do jardim do arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx, que está todo escondido. “A proposta é voltar ao que era antes. O objetivo é acabar com todas as intervenções descaracterizantes que ocorreram ao longo dessas décadas”, disse o promotor. Essa exigência, segundo ele, está nos três tombamentos do imóvel: do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico e Minas Gerais (Iepha-MG) e do Conselho Deliberativo Cultural Municipal. A reforma deverá ser aprovada pelos três órgãos. O Iate tem até o dia 23 para apresentar uma estimativa de custo de elaboração do projeto de restauro do prédio Portinari e dos projetos complementares.
A PBH informou na audiência que já tem reunião marcada com a Aeronáutica para discutir um possível acordo sobre a devolução do terreno cedido. “Pela PBH, foi explicitado que qualquer acordo deverá ser precedido de análise sobre a propriedade do terreno do anexo pela Câmara Municipal e pela Promotoria do Patrimônio Público da Capital”, consta na ata da audiência. (RB)

OUTRAS MÍDIAS


WEBSITE PODER AÉREO


Aviões A-29 da FAB recebem casulos de foguetes de maior capacidade

Esquadrões de caça A-29 realizam emprego de armamentos durante exercício no PA. Capacidade de lançamento de foguetes mais que dobrou, passando de 7 para 19 unidades
ImagemOs esquadrões de caça A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira iniciaram no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), no Pará, o Exercício Operacional Cachimbo 2016 que vai até o dia 16 de junho. Os militares realizam o treinamento e a qualificação das equipagens no emprego ar-solo com a utilização de bombas de exercício, bombas reais, foguetes e cartuchos. A primeira unidade aérea a participar da atividade é o Esquadrão Escorpião (1º/3º GAV) de Boa Vista (RR). Até o próximo mês, os esquadrões Grifo (2º/3º GAV), sediado em Porto Velho (RO), e Flecha (3º/3º GAV), sediado em Campo Grande (MS), também farão o treinamento.
Neste ano, as unidades aéreas aumentaram a capacidade de lançamento de foguetes. Os casulos onde os armamentos ficam armazenados até serem acionados foram substituídos e a capacidade mais que dobrou, passando de sete para 19 foguetes. “Além de aumentar a capacidade de emprego armado das unidades, esse aumento vem de uma sinergia para minimizar custos e otimizar os resultados”, explica o Comandante do Esquadrão Escorpião, Tenente-Coronel Leonardo Venancio Magrich. O incremento dos armamentos faz parte de um esforço conjunto entre a Terceira Força Aérea (III FAE), responsável pela aviação de caça da FAB, do Parque de Material Bélico de Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB-RJ), do CPBV e das próprias unidades aéreas.
ImagemDurante o exercício, os militares realizam o lançamento de bombas nas modalidades de bombardeio em grande altitude, acima de 3.048 metros; média altitude, de 1.524 até 3.048 metros; e rasante, quando voam abaixo dos 1524 metros. Já os tiros terrestres são feitos a partir das metralhadoras .50 instaladas nas asas da aeronave, o emprego ar-solo é realizado principalmente em situações de ataque.
Além disso, a atividade servirá para manter o adestramento do pessoal de manutenção quanto à preparação e à operação de armamento real e dar continuidade à formação dos futuros líderes de esquadrilha da aviação de caça, quando o piloto é habilitado para gerenciar uma missão com outras três aeronaves. “Nosso foco é a formação dos pilotos mais novos e torná-los capazes de realizar missões de ataque, apoio aéreo aproximado, cobertura, interceptação e escolta. Tudo isso serve de embasamento para realizarem a transição até a primeira linha da caça, quando passarão a pilotar os F-5”, complementa o Tenente-Coronel Magrich.
ImagemFONTE / FOTOS: FAB (Agência Força Aérea)
NOTA DO EDITOR: o título original da matéria publicada pela FAB é a primeira frase do subtítulo. Os destaques em negrito no texto são do Poder Aéreo, para fomentar a discussão sobre os perfis de ataque com armamento ar-solo do A-29 Super Tucano, que estiveram entre os temas preferidos dos debates entre os comentaristas do site nas últimas semanas.Imagem
Apenas para efeito ilustrativo e de comparação para situar os leitores em seus comentários, dado que a matéria original da FAB não mostra os referidos casulos de 19 foguetes nem sua origem, apresentamos duas fotos de produtos de um dos mais conhecidos fornecedores desse tipo de casulo (pod) e foguetes, a FZ. As imagens mostram dois tipos de lançadores da empresa, para aeronaves de asa fixa, com capacidades de sete e dezenove foguetes de 70mm, respectivamente o LAU 32 e o LAU 51. 

JORNAL DE UBERABA


Piau é o único prefeito de Minas a receber a Medalha da Vitória do Ministério da Defesa

Entre os agraciados estão quatro governadores e apenas dois prefeitos, dentre eles Paulo Piau que recebeu o prêmio das mãos do ministro da Defesa Aldo Rebelo, além de instituições, personalidades jurídicas, religiosas, civis e militares

ImagemO prefeito de Uberaba Paulo Piau recebeu ontem, em Brasília, no Ministério da Defesa, a Medalha da Vitória. A cerimônia de condecoração aconteceu no Rio de Janeiro, no domingo (8), mas em função de compromissos em Uberaba, como a passagem da Tocha Olímpica e o Sul Americano de Futsal, o prefeito não pôde participar na capital fluminense e por isso recebeu honraria em Brasília diretamente das mãos do ministro de Estado da Defesa Aldo Rebelo. Entre os agraciados, Piau foi o único prefeito de Minas Gerais a receber a honraria nesse ano. No país, apenas dois chefes de Executivo Municipal receberam a honraria, Piau e o prefeito de Porto Alegre, José Alberto Fortunati. Coincidentemente, Fortunati é ex-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, do qual atualmente Piau é vice, e atual presidente da Frente Mineira de Prefeitos.
A condecoração, instituída pelo Ministério da Defesa, homenageia militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e civis nacionais e estrangeiros que contribuíram para a difusão das ações e dos resultados alcançados pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, e em defesa da liberdade e da paz mundial.
Piau foi lembrado por seus esforços em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao país no cumprimento de suas missões constitucionais, em especial nos esforços e ações nas áreas de educação, geração de empregos, cultura, esporte e social em Uberaba, além da sua atuação como então deputado federal, em especial na elaboração do Código Florestal.
Entre os civis agraciados está o presidente do Instituto Butantã, Jorge Elias Kalil Filho, o arcebispo da Arquidiocese Militar do Brasil Dom Fernando José Monteiro Guimarães, o cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, o juiz Paulo de Tarso Tamburini, além de quatro governadores de Estado, Marconi Perillo, Goiás, Ceará, Camilo Santana, Alagoas, José Calheiros Filho, Paraíba, Ricardo Coutinho. O Dia da Vitória relembra o 8 de maio de 1945 quando as tropas do nazi-fascismo se renderam ao Alto Comando das Forças Aliadas e da antiga União Soviética.
Neste ano, 289 personalidades civis e militares e 61 ex-combatentes da FEB foram contempladas, além de seis instituições. “Fiquei surpreso ao saber que o único prefeito de Minas a receber a honraria esse ano foi o de Uberaba e apenas dois prefeitos no país. Estou muito honrado e agradecido em nome da cidade. Mesmo com todas as dificuldades do país, estamos trabalhando e avançando em todas as áreas. Uberaba tem dado notícias positivas ao Brasil, tem sido uma cidade destaque na educação, na cultura, no esporte, na atração de empresas e empregos. “Temos muito ainda o que fazer, eu sei disso, mas esse tipo de reconhecimento e homenagem nos enche de ânimo para trabalhar ainda mais”, declarou Piau.
Em menos de 30 dias foi a segunda honraria recebida pelo prefeito de Uberaba. Piau recebeu no final de abril o prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor em duas categorias. (LR)

RADIOFUSÃO SWISSINFO.CH (SUIÇA)


Colômbia: Uribe propõe "resistência civil" contra acordo de paz com Farc

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, férreo opositor das negociações de paz com as Farc, defendeu nesta terça-feira a "resistência civil" aos acordos entre o governo e este grupo guerrilheiro.
"Resistência civil, resistência cidadã, oposição dentro dos mecanismos da Constituição e da lei a este acordo de impunidade total com as Farc, que apenas estimula a violência e não se sustentará", disse Uribe à imprensa.
"Nos próximos dias, para avançar com esta resistência civil, apresentaremos ao povo um texto e pediremos que assinem este documento", revelou o ex-presidente, que promete outras iniciativas, como manifestações nas ruas.
Segundo o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, "é delirante o anúncio de se fazer resistência à paz na Colômbia, quando os colombianos resistem há 60 anos à guerra e temos precisamente a possibilidade de acabar com este conflito".
Ex-presidente e atual senador, Uribe é o mais férreo opositor à administração do presidente Juan Manuel Santos, especialmente ao processo de diálogo iniciado em novembro de 2012, em Cuba, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O governo de Uribe, no qual Santos foi ministro da Defesa, esteve marcado por uma forte ofensiva contra os grupos rebeldes, e o afastamento entre os dois políticos se deu precisamente quando o atual presidente se aproximou da guerrilha para discutir a paz.
O conflito armado colombiano, que envolveu guerrilhas, paramilitares, agentes do Estado e narcotraficantes, deixou em mais de meio século 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.

WEBSITE DM


Falha mecânica é apontada como causa da queda de aeronave que matou 5 delegados

Tatiane Barbosa
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório sobre o acidente que completou quatro anos, no último domingo (8). O episódio ocorreu na cidade de Piranhas, no interior do estado, no qual morreram oito pessoas, entre elas cinco delegados policiais.
O laudo do órgão determina que o motivo da queda foi falha mecânica. Além dos cinco delegados, na aeronave estavam dois peritos e um réu, suspeito de ser o principal responsável pela chacina em uma fazenda em Dorvalândia, em que sete pessoas foram assassinadas no dia 29 de abril de 2012.
De acordo com o relatório do Cenipa, o acidente ocorreu devido a uma pane no motor no helicóptero enquanto os passageiros voltavam do suposto local do crime para Goiânia. O relatório informa também que a aeronave perdeu uma das pás antes da queda.
A delegada responsável pela investigação, Maiana Rezende, recebeu o relatório do Cenipa e acredita que o inquérito deve ser divulgado ainda este mês.



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